Vale a pena assistir Juntos? Descubra o terror corporal que une amor e horror de forma única!

0
Foto: Reprodução/ Internet

O cinema de terror contemporâneo está sempre em busca de novas formas de causar impacto, seja por meio de narrativas inovadoras, efeitos visuais impressionantes ou pelo aprofundamento psicológico de seus personagens. Em 2025, o gênero recebe uma contribuição notável com o lançamento de Juntos, filme de estreia na direção do roteirista Michael Shanks. Misturando horror corporal, sobrenatural e drama íntimo, o longa traz uma narrativa inquietante que explora as profundezas do amor, da perda da identidade e das transformações físicas extremas.

Protagonizado pelo casal na vida real Alison Brie e Dave Franco, o longa-metragem não apenas entrega sustos e cenas grotescas, mas também oferece uma reflexão sobre os desafios e a complexidade das relações humanas quando levadas ao limite.

O longa estreou mundialmente no Festival de Cinema de Sundance, em 26 de janeiro de 2025, um dos principais palcos do cinema independente, conhecido por revelar obras inovadoras e autores promissores. O filme chamou atenção desde sua primeira exibição pela sua abordagem ousada do horror corporal, gênero marcado por transformações físicas grotescas e a exploração do corpo como fonte de medo e desconforto.

Após Sundance, o longa foi lançado nos Estados Unidos pela distribuidora Neon em 30 de julho, seguida pelo lançamento na Austrália, pela Kismet Movies, no dia seguinte. Apesar de seu orçamento relativamente modesto de 17 milhões de dólares, o filme arrecadou 10,9 milhões mundialmente — números que, embora não façam dele um blockbuster, confirmam sua relevância entre fãs do gênero e críticos especializados.

A crítica internacional tem celebrado a trama pela habilidade de Michael Shanks em equilibrar cenas intensas de horror corporal com uma narrativa emocionalmente complexa. O diretor, conhecido até então como roteirista, demonstrou uma capacidade promissora de transpor para a direção sua visão única sobre o medo e a intimidade.

Um casal à beira da fusão

A história central acompanha Millie Wilson (Alison Brie), uma professora de inglês que consegue um emprego em uma escola do interior, e seu namorado de longa data, Tim (Dave Franco), um aspirante a músico. Ambos decidem deixar a vida agitada da cidade grande para recomeçar em um local mais tranquilo, buscando estabilidade e um futuro juntos.

No entanto, a mudança não acontece sem tensões. Pouco antes da partida, Millie pede Tim em casamento em uma festa com amigos, mas sua hesitação deixa clara a fragilidade da relação. Essa dúvida acompanha o casal durante toda a narrativa, colocando o relacionamento sob uma lente de crise e vulnerabilidade.

Durante uma tempestade, enquanto exploram a região próxima à nova casa, o casal cai acidentalmente em uma caverna. Lá, Tim bebe da água de uma piscina natural e começa a manifestar sintomas físicos estranhos. No dia seguinte, eles acordam com as pernas parcialmente presas, um sinal de que algo sobrenatural e perturbador os afetou.

Com o passar dos dias, Tim experimenta sensações de atração física incontrolável por Millie, acompanhadas de dores e transformações bizarras. Esses episódios provocam confusão, medo e frustração no casal, que já enfrenta problemas emocionais antes mesmo do incidente.

A chegada de Jamie, um colega de trabalho de Millie, acrescenta mistério à trama. Ele explica que a caverna foi anteriormente uma igreja da Nova Era que desabou, sugerindo que forças antigas e místicas estão em ação.

O enredo evolui para um clímax aterrador, quando Tim e Millie começam a se fundir fisicamente — seus corpos se entrelaçam de maneira grotesca e impossível. Essa união forçada se torna o principal conflito da história, representando a perda da autonomia e os dilemas da dependência emocional. Eles enfrentam o horror de literalmente se tornarem um só corpo, uma experiência que traz questionamentos sobre identidade, amor e sacrifício.

Desconforto físico e metáfora emocional

O horror corporal é um subgênero que tem ganhado cada vez mais espaço no cinema de terror contemporâneo, graças a produções que exploram o corpo humano como fonte de terror — seja pela transformação, deformação, invasão ou fusão.

No filme, o uso do body horror vai além do choque visual: serve como metáfora para as crises emocionais vividas pelo casal. A fusão grotesca de Tim e Millie simboliza o medo de perder a individualidade na relação, a dificuldade de manter-se como “eu” quando se está profundamente conectado a outro ser.

As cenas de transformação são intensas e realistas, utilizando maquiagem prática e efeitos especiais para transmitir a sensação de desconforto e alienação. O público é convidado a experimentar o horror através dos sentidos, sentindo a angústia e o desespero dos protagonistas.

Essa abordagem faz com que o terror seja mais palpável e psicológico, mexendo com os sentimentos do espectador ao criar uma empatia com o sofrimento físico e emocional do casal.

Química real e vulnerabilidade

Um dos grandes destaques do filme está na dupla de protagonistas. Alison Brie e Dave Franco, além de serem casados na vida real, trazem para a tela uma química palpável que dá credibilidade aos conflitos e momentos de ternura entre Millie e Tim.

Ambos são conhecidos por trabalhos em comédias e dramas, mas aqui surpreendem ao mergulhar em personagens que vivem um relacionamento à beira do colapso, pressionados por forças sobrenaturais e por seus próprios medos.

As atuações carregam nuances que exploram desde a intimidade cotidiana até o desespero diante da perda do controle sobre o corpo e o amor. É uma atuação que transpira autenticidade e tensão, essencial para que o terror corporal funcione também como drama humano.

Mistérios, cultos e o peso do passado

Além da trama principal, Juntos insere elementos de mistério que enriquecem a narrativa. O casal descobre que a caverna onde caíram já foi um local de culto da Nova Era, e que outros moradores desapareceram após visitá-la, vítimas do mesmo fenômeno.

A figura enigmática de Jamie, inicialmente um simples colega de trabalho, revela-se ligada ao mistério da fusão e ao ritual por trás da força sobrenatural que ameaça Tim e Millie. Sua revelação como uma entidade que já passou pelo processo de fusão amplia o universo do filme, trazendo um aspecto quase mitológico e ritualístico à história.

Esses elementos criam um clima de suspense e horror crescente, colocando o casal diante de escolhas difíceis que envolvem sacrifício, sobrevivência e aceitação.

Temas universais sob um olhar horripilante

Embora a produção americana seja um filme de terror, seu coração pulsa em temas universais: amor, medo da perda, identidade e transformação. O filme usa o horror corporal para aprofundar reflexões sobre o que significa estar em um relacionamento intenso, onde os limites entre o “eu” e o “nós” se confundem.

A história aborda também o medo do abandono e a dependência emocional, mostrando como o amor pode ser tanto um refúgio quanto uma prisão. A fusão física dos protagonistas funciona como metáfora para esses dilemas, tornando a experiência do terror também uma jornada psicológica e emocional.

Direção promissora de Michael Shanks

Michael Shanks demonstra, em sua estreia como diretor, um controle firme da narrativa e do clima. Ele constrói uma atmosfera claustrofóbica e opressiva, combinando o visual perturbador das transformações com o drama dos personagens.

O roteiro, também assinado por Shanks, equilibra momentos de tensão extrema com cenas de introspecção, sem perder o ritmo e mantendo o espectador envolvido. A direção de arte, o design de som e a fotografia colaboram para intensificar a sensação de desconforto e imersão.

Para quem busca um terror que vá além dos sustos fáceis e explore temas humanos em meio a um cenário sobrenatural, o filme é uma obra imperdível de 2025, que certamente deixará marcas duradouras.

Crítica | Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda traz de volta o charme do clássico em sequência divertida e nostálgica

0
Foto: Reprodução/ Internet

Duas décadas após conquistarem o público com a comédia adolescente Sexta-Feira Muito Louca (2003), Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan estão de volta em Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda, a sequência que resgata não apenas os personagens icônicos Tess e Anna, mas também a magia da fórmula corpo-trocado com uma nova roupagem emocional, atualizada e surpreendentemente madura. Dirigido por Nisha Ganatra e escrito por Jordan Weiss, o filme entrega uma comédia sensível e espirituosa, que respeita o legado do original sem deixar de se reinventar.

Na nova trama, reencontramos Anna Coleman (Lohan), agora adulta, mãe de uma pré-adolescente e prestes a se tornar madrasta. Tess (Curtis), por sua vez, vive uma fase consagrada: avó dedicada, vencedora do Oscar e com a mesma energia controladora de sempre. Quando as engrenagens da vida — e uma nova onda sobrenatural — as colocam de volta no corpo uma da outra, mãe e filha precisam, mais uma vez, se reconectar e repensar suas trajetórias. Só que agora há mais em jogo: duas famílias, gerações diferentes, responsabilidades complexas e um mundo que também mudou.

Ganatra, que tem experiência em projetos sensíveis com apelo cômico (The High Note, Late Night), acerta ao equilibrar o humor característico do primeiro filme com o peso emocional de duas mulheres que se amam profundamente, mas vivem em tempos e papéis distintos. A nova troca de corpos não é apenas um recurso narrativo repetido, mas um espelho para refletir sobre envelhecer, maternar, amar de novo e (re)aprender com o outro.

O carisma que atravessa o tempo

O maior trunfo do filme é, sem dúvida, a química intacta entre Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan. Se, em 2003, ambas entregaram performances hilárias e inesperadamente comoventes, em 2025 elas exibem um entrosamento ainda mais afiado, agora temperado com a bagagem da maturidade — delas enquanto atrizes e das personagens enquanto mulheres.

Curtis continua dominando com facilidade cada nuance cômica, e se diverte ao interpretar uma avó no corpo da filha adulta, enquanto Lohan, em um de seus retornos mais celebrados ao cinema, exibe uma delicadeza que não anula sua veia cômica. Seu timing permanece afiado, e há um brilho nostálgico em vê-la retornar ao papel que ajudou a eternizá-la como uma estrela da geração millennial.

Julia Butters, a jovem atriz revelada em “Era Uma Vez em… Hollywood”, também brilha como a filha de Anna. Ela oferece o contraponto de uma nova geração que assiste ao caos intergeracional com perplexidade, sarcasmo e, claro, uma dose de sabedoria precoce.

Foto: Reprodução/ Internet

Humor com coração

O roteiro de Jordan Weiss — criadora da série Dollface — opta por não reinventar completamente a roda. A estrutura segue familiar: as protagonistas trocam de corpos, enfrentam situações inusitadas no cotidiano da outra, criam embaraços públicos e finalmente descobrem, através dessa experiência, algo profundo sobre si mesmas. No entanto, o charme do filme está em como essa estrutura é revestida por novos temas.

Questões como envelhecimento, maternidade, luto, reconstrução familiar e até menopausa ganham espaço em meio ao riso fácil. Ao tratar dessas pautas sem perder o humor leve, o filme respeita sua audiência mais velha — aquela que cresceu com o original — ao mesmo tempo que oferece uma porta de entrada acolhedora para o público jovem.

Há cenas memoráveis: um jantar de noivado que descamba em caos corporal e emocional; um momento constrangedor (e hilário) de Tess, no corpo de Anna, tentando usar redes sociais; e uma tocante conversa entre as duas personagens num quarto de hotel, que remete diretamente ao clímax emocional do primeiro filme.

Nostalgia sem ser refém

A nostalgia é um ingrediente inevitável, mas felizmente Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda não se rende ao fan service fácil. As referências ao primeiro longa existem — uma menção ao show de rock adolescente, um flashback discreto, uma piadinha interna sobre a banda Pink Slip — mas funcionam como camadas adicionais e não como muletas narrativas.

Há, inclusive, um mérito na maneira como o filme se posiciona no universo da Disney sem precisar se tornar uma sequência “infantilizada”. Ele é mais maduro, mais introspectivo em certos momentos, e mais emocionalmente ambicioso do que se esperaria de uma comédia familiar padrão. Ainda assim, continua acessível, engraçado e encantador.

O peso da continuidade

Ganatra também acerta ao construir um universo visual que espelha o crescimento das personagens. A casa de Tess é agora mais elegante, mas ainda tem resquícios de sua personalidade controladora. Anna vive em um espaço mais orgânico e desorganizado, refletindo sua nova identidade como mãe e profissional. As escolhas estéticas — desde o figurino até a direção de arte — ajudam a contar a história com riqueza de detalhes, mesmo nos momentos mais caricatos.

A trilha sonora mistura canções atuais com músicas que evocam os anos 2000, criando uma ponte afetiva com o passado, mas sem parecer datada. A montagem tem ritmo ágil e preciso, fazendo com que mesmo os momentos mais absurdos pareçam verossímeis dentro da lógica do filme.

Foto: Reprodução/ Internet

Uma comédia com identidade própria

Ao final, o longa-metragem entrega exatamente o que promete — e mais um pouco. É um filme sobre família, sobre crescer e reaprender, sobre ceder espaço e retomar a escuta. Faz rir com sinceridade, emociona com suavidade e, principalmente, reafirma o poder do cinema de ser um reencontro: entre mãe e filha, entre gerações, entre atores e suas plateias.

Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan provam, mais uma vez, que carisma não tem prazo de validade. E que, sim, às vezes o raio cai duas vezes no mesmo lugar — e quando isso acontece com talento, empatia e propósito, só nos resta agradecer.

Extermínio: A Evolução chega às plataformas digitais — terror pós-apocalíptico disponível para aluguel e compra

0

Quase três décadas após o lançamento de Extermínio (2002), o mundo volta a mergulhar no pesadelo viral com Extermínio: A Evolução, terceiro capítulo de uma das sagas mais influentes do cinema de terror moderno. Estrelado por Aaron Taylor-Johnson, Jodie Comer e Ralph Fiennes, e dirigido por Danny Boyle, o longa já está disponível para aluguel e compra nas principais plataformas digitais do Brasil, oferecendo uma nova e inquietante perspectiva sobre o colapso da civilização.

O terceiro capítulo da aclamada franquia que revolucionou o gênero zumbi com uma abordagem realista e intensa — o longa pode ser encontrado nas lojas virtuais Apple TV (iTunes), Amazon Prime Video, Claro TV+, Google Play e Microsoft Films & TV (Xbox) pelo valor sugerido de R$ 29,90. Após a compra, o título fica disponível de forma permanente na conta do usuário, podendo ser assistido quantas vezes quiser; no caso do aluguel, o espectador pode ver o filme várias vezes dentro do período estipulado pela plataforma escolhida.

O filme, originalmente batizado de 28 Years Later, representa um marco não apenas para a franquia iniciada em 2002, mas também para o gênero de zumbis como um todo. Em um tempo em que as narrativas apocalípticas se multiplicam, “Extermínio: A Evolução” surpreende ao mesclar espetáculo e intimidade, violência e contemplação, medo coletivo e drama humano.

Se o primeiro filme revolucionou o terror ao introduzir infectados ágeis e uma estética documental angustiante, e sua sequência — Extermínio 2 — levou a saga a um tom mais militarizado, agora Danny Boyle e Alex Garland propõem um novo tipo de narrativa: menos sobre o colapso inicial e mais sobre o que vem depois. O vírus da raiva não é mais um surto emergente — é uma realidade crônica, que moldou uma geração inteira.

Um mundo isolado, uma ponte para o horror

A história se passa em uma ilha fortificada ao norte da Inglaterra, onde uma comunidade de sobreviventes vive há anos em relativo equilíbrio. Essa bolha de segurança, no entanto, é rompida quando um grupo decide cruzar a ponte que os separa do continente — agora um território inóspito, dominado por infectados ainda mais agressivos, facções humanas violentas e uma natureza que retomou seu espaço com fúria.

A ponte, enquanto elemento narrativo, funciona como símbolo de transição, separando não apenas dois territórios físicos, mas também dois estados mentais: o da ilusão de ordem e o do caos absoluto. A metáfora é potente e recorrente ao longo do filme, reforçando a noção de que, após tanto tempo, não há retorno possível à antiga ideia de civilização.

Personagens entre o instinto e a empatia

O elenco é liderado com brilho por Jodie Comer, que interpreta Isla, uma líder comunitária determinada a proteger sua gente a qualquer custo. Isla não é uma heroína convencional — é falha, mas profundamente humana. Aaron Taylor-Johnson, como Jamie, encarna a inquietação da juventude que cresceu em um mundo fragmentado e busca algo mais além dos muros da ilha. Já Ralph Fiennes, no papel do ambíguo Dr. Kelson, traz uma dose de mistério e tensão moral à trama, lembrando que mesmo os gestos científicos mais nobres podem esconder motivações obscuras.

Esses personagens não enfrentam apenas monstros — enfrentam dilemas sobre autoridade, sacrifício, fé, e o custo da sobrevivência a longo prazo. As atuações são contidas e intensas, refletindo o peso de uma existência onde o passado virou mito e o futuro, uma ameaça.

Estética radical: o apocalipse através das lentes do cotidiano

Uma das decisões mais ousadas de Danny Boyle foi a adoção de iPhones 15 Pro Max para registrar grande parte das cenas de ação. Com mais de 20 aparelhos filmando simultaneamente em algumas sequências, o cineasta resgata a estética crua e quase documental do original, mas com tecnologia de ponta.

O resultado são imagens com textura orgânica, movimentos rápidos e composições que colocam o espectador no centro da confusão. É uma estética que conversa com o mundo atual, onde tragédias são registradas em tempo real, muitas vezes por testemunhas amadoras. O apocalipse, aqui, é íntimo, próximo e registrável — como se o horror pudesse ser transmitido ao vivo de qualquer esquina.

Obstáculos e renascimentos: a saga por trás das câmeras

A existência de Extermínio: A Evolução é quase um milagre. Desde 2007, fãs especulavam sobre uma possível continuação, mas o projeto enfrentou bloqueios criativos e jurídicos. A ideia original era lançar 28 Months Later, mas desentendimentos com estúdios e a dispersão dos criadores adiaram tudo por anos.

Foi somente quando Garland reapresentou a proposta como um renascimento completo da franquia — com nova trilogia e novos protagonistas — que o projeto deslanchou. Boyle afirmou, em entrevistas, que o tempo decorrido entre os filmes foi crucial para amadurecer o enredo e permitir que o mundo real influenciasse diretamente a história contada.

O que vem por aí?

Segundo o próprio Danny Boyle, o novo longa é apenas o começo. O filme já foi planejado como o primeiro capítulo de uma nova trilogia. Os próximos títulos, provisoriamente chamados de “28 Years Later: Part II” e “Part III”, terão Cillian Murphy de volta como ator e produtor executivo, além de ampliarem o escopo geográfico da história.

As filmagens devem ocorrer em locações na América do Sul e na Ásia, ampliando o olhar da franquia sobre os diferentes impactos culturais e políticos da epidemia. Garland prometeu que a segunda parte será ainda mais radical, com foco em temas como inteligência artificial, biotecnologia e coletivos autônomos de sobreviventes.

Saiba qual filme é exibido hoje (05/08) no Cine Record Especial

0
Foto: Reprodução/ Internet

Nesta terça, 5 de agosto de 2025, o Cine Record Especial traz para a tela da Record TV o filme Assassinos Múltiplos (Título original: Acts of Vengeance), um thriller eletrizante que combina ação, drama e suspense de maneira única. Sob a direção de Isaac Florentine — conhecido por sua habilidade em artes marciais e sequências de luta (Undisputed II: Last Man Standing e Ninja: Shadow of a Tear) — e com roteiro de Matt Venne (autor de The Void e The Roost), a produção promete uma experiência visceral, envolvendo uma trama de perda, silêncio e busca implacável por justiça.

Um enredo que prende do começo ao fim

O centro da história é Frank Valera, interpretado pelo veterano Antonio Banderas, cuja carreira é marcada por personagens complexos e cheios de camadas (estrela em Desperado e A Máscara do Zorro). Frank é um advogado de sucesso que tem sua vida destruída pelo assassinato brutal de sua esposa e filha. A dor e o desespero o levam a fazer um voto de silêncio: ele não falará até que consiga encontrar o responsável por essa tragédia.

Essa decisão marca o início de uma jornada intensa e transformadora. Para se preparar para o confronto que sabe que virá, Frank mergulha em um treinamento rigoroso de artes marciais, transformando seu corpo e mente em armas poderosas para enfrentar o assassino Strode, papel vivido por Karl Urban (famoso por seus papéis em O Senhor dos Anéis e Doutor Estranho no Multiverso da Loucura). O embate entre esses dois personagens torna-se o ponto alto do filme, marcado por cenas de luta coreografadas com precisão e uma atmosfera de tensão crescente.

A construção do personagem Frank Valera é profundamente humana. A escolha de um voto de silêncio não apenas expressa a dor do luto, mas também simboliza sua determinação absoluta. Ao renunciar à fala, ele concentra suas energias na vingança e na justiça pessoal — um caminho doloroso e solitário que desafia suas próprias limitações físicas e emocionais.

Foto: Reprodução/ Internet

A direção afiada de Isaac Florentine

Isaac Florentine, diretor e coreógrafo de cenas de ação, é uma referência no gênero. Com um currículo que inclui títulos aclamados por fãs das artes marciais e filmes de ação — como Undisputed II: Last Man Standing (2006) e Ninja: Shadow of a Tear (2013) —, Florentine tem um talento especial para transformar sequências de luta em momentos narrativos que avançam a trama e aprofundam os personagens.

Em Assassinos Múltiplos, essa expertise fica evidente em cada cena de combate, que combina técnica e emoção. As batalhas não são apenas espetáculos visuais, mas também expressões da luta interna de Frank, seu sofrimento e sua busca por redenção.

O diretor também trabalha habilmente o suspense, usando enquadramentos e iluminação para criar uma atmosfera tensa, que mantém o público envolvido e apreensivo até o desfecho. A edição dinâmica e a trilha sonora pulsante ajudam a intensificar essa sensação, criando um ritmo que equilibra ação e momentos mais introspectivos.

Um roteiro que explora temas profundos

Matt Venne, roteirista conhecido por seu trabalho em filmes como The Void (2016) e The Roost (2005), constrói uma narrativa que vai além do simples thriller de ação. O roteiro do filme mergulha nas complexidades do luto, da perda e da transformação pessoal.

Ao escolher um advogado como protagonista, o filme cria uma tensão interessante entre o mundo racional e jurídico e o universo emocional da vingança e da justiça pessoal. Frank Valera não apenas luta contra um assassino, mas contra seus próprios demônios, tentando encontrar um propósito depois de uma tragédia que ameaça destruí-lo por completo.

O voto de silêncio, um elemento central da trama, funciona como uma metáfora para a dor que não se consegue expressar em palavras e a força que nasce do silêncio e da disciplina. Esse simbolismo dá profundidade ao personagem e convida o público a refletir sobre as diferentes formas de enfrentar a dor.

Foto: Reprodução/ Internet

O elenco que eleva a produção

Antonio Banderas é o coração do filme. Com uma carreira que mistura ação, drama e personagens icônicos — de Desperado (1995) a A Máscara do Zorro (1998), e até trabalhos mais recentes em Dolittle (2020) —, ele traz para Frank Valera uma intensidade e uma vulnerabilidade que fazem o público se importar profundamente com sua trajetória.

Karl Urban, conhecido por interpretar personagens marcantes como Éomer em O Senhor dos Anéis (2001-2003) e Skurge em Thor: Ragnarok (2017), oferece uma atuação sombria e implacável como Strode, o antagonista que não hesita em confrontar Frank. Sua preparação para as cenas de luta, que incluiu treinamento rigoroso em artes marciais, aumenta a veracidade dos confrontos e o equilíbrio dramático entre herói e vilão.

Cristina Serafini, Paz Vega (de Lucía y el sexo, 2001) e Robert Forster (veterano de Jackie Brown, 1997) completam o elenco com personagens que dão suporte à trama principal, enriquecendo a narrativa com suas próprias histórias e dilemas, ampliando o universo emocional do filme.

Curiosidades que tornam o filme ainda mais interessante

Uma das curiosidades mais marcantes é que tanto Antonio Banderas quanto Karl Urban passaram por um intenso treinamento em artes marciais para dar mais autenticidade às cenas de ação. Essa preparação resultou em sequências de luta mais realistas e emocionantes, o que é um diferencial para quem aprecia o gênero.

Outro ponto interessante é a escolha da Bulgária como local de produção. O país tem se tornado um polo para filmes de ação e grandes produções internacionais devido a seus custos acessíveis e infraestrutura de qualidade, e Assassinos Múltiplos é um exemplo claro dessa tendência.

O filme também se destaca por sua duração relativamente curta — 87 minutos —, o que ajuda a manter o ritmo acelerado e a evitar dispersões na narrativa, tornando a experiência intensa e direta.

Por que assistir ao filme no Cine Record Especial?

Para quem gosta de filmes que combinam ação com uma história que emociona, Assassinos Múltiplos é uma escolha certeira. A trajetória de Frank Valera, que enfrenta a perda mais dolorosa da vida e busca justiça com a força do corpo e da mente, oferece momentos de tensão e empatia.

Na tela da Record TV, o filme ganha ainda mais destaque por sua narrativa ágil e visual marcante, capazes de prender a atenção do público do início ao fim. Você pode assistir ao filme em diversas plataformas de streaming, incluindo a Adrenalina Pura, disponível por assinatura para quem busca muita ação e emoção na telinha.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta quarta (06/08)

0
Foto: Reprodução/ Internet

Em tempos onde a correria do dia a dia parece não dar trégua e as responsabilidades crescem a cada instante, é fácil esquecer o poder transformador da imaginação e da conexão genuína com aqueles que amamos. Pensando nisso, a Sessão da Tarde traz nesta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, uma história leve, divertida e profundamente tocante: Imagine Só!, um filme que mistura fantasia e comédia familiar, estrelado pelo carismático Eddie Murphy. A produção, dirigida por Karey Kirkpatrick, não é apenas um entretenimento para toda a família, mas também um lembrete delicado da importância do tempo compartilhado e da escuta verdadeira entre pais e filhos.

Um cenário realista e problemas que muitos conhecem

Segundo informa a sinopse do AdoroCinema, a trama gira em torno de Evan Danielson (Eddie Murphy), um executivo do mercado financeiro que enfrenta uma fase crítica. Após anos dedicando sua vida ao trabalho, Evan vê sua carreira ameaçada por um concorrente agressivo, Johnny Pena Branca (Thomas Haden Church). O peso da profissão, a pressão por resultados e a ansiedade de manter seu cargo começam a tomar conta da sua rotina, tornando cada vez mais difícil encontrar equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Divorciado e afastado da filha Olivia, uma menina introspectiva de 8 anos interpretada pela jovem e talentosa Yara Shahidi, Evan vive um distanciamento afetivo que dói. Olivia, ao contrário do pai, tem um mundo próprio — um universo imaginário repleto de princesas como Kupida, Sopida e a rainha Qwali — e um objeto especial, seu cobertor de estimação, carinhosamente chamado de “betoa”. A relação entre os dois é marcada por uma barreira invisível que a rotina e a falta de diálogo foram construindo com o tempo.

Esse contexto é bastante comum para muitas famílias, tornando a história altamente identificável. Quantos pais e filhos não se veem, em algum momento, desconectados pela correria, pelo trabalho ou até mesmo pelas diferenças de gerações? Imagine Só! aborda isso com uma sensibilidade rara, sem julgamentos, mostrando que a ponte para a reconexão pode estar em lugares inesperados.

O poder da imaginação: uma jornada para dentro do universo infantil

Quando tudo parece perdido, Evan recebe um convite da filha para adentrar o seu mundo imaginário. É nesse momento que o filme realmente ganha vida e magia. O universo criado por Olivia é colorido, fantasioso e cheio de personagens cativantes — princesas que representam forças, emoções e dilemas do cotidiano infantil.

A partir dessa imersão, Evan começa a enxergar as situações profissionais e pessoais sob outro ângulo, descobrindo soluções criativas para os problemas que antes pareciam insolúveis. A fantasia, longe de ser um mero escapismo, torna-se uma ferramenta poderosa para a transformação real, tanto interna quanto externa.

Esse aspecto do filme ressoa profundamente com o público, principalmente porque valoriza a criatividade e a imaginação como elementos essenciais para o crescimento humano, seja na infância ou na vida adulta. É um convite para nunca perdermos a capacidade de sonhar e de olhar o mundo com olhos curiosos e abertos.

Eddie Murphy em um papel diferente, mas igualmente cativante

Eddie Murphy, conhecido mundialmente por suas performances cômicas e energéticas, surpreende ao assumir o papel de Evan Danielson com uma pegada mais sensível e humana. Sua atuação é marcada pela naturalidade e pela capacidade de transitar entre momentos de humor e emoção com equilíbrio.

Ao longo do filme, vemos Murphy explorar a fragilidade de um pai que, apesar das falhas e limitações, quer se reaproximar da filha e superar seus próprios desafios. Esse lado mais vulnerável do ator faz com que o público se conecte com a personagem de forma genuína, mostrando que a comédia pode andar lado a lado com histórias que tocam o coração.

Já a pequena Yara Shahidi, que interpreta Olivia, traz uma autenticidade rara para a tela. Sua interpretação da menina sonhadora e reservada é cheia de nuances, mostrando que as crianças também carregam complexidades emocionais profundas, mesmo quando as expressam através da imaginação e do silêncio.

Um elenco de apoio que enriquece a narrativa

Além dos protagonistas, o filme conta com um elenco que acrescenta camadas à história. Thomas Haden Church, no papel do antagonista Johnny Pena Branca, representa a pressão externa e a competitividade feroz do mundo corporativo. A antagonista não é um vilão tradicional, mas um rival que simboliza as dificuldades que Evan precisa superar.

Outros nomes de peso como Martin Sheen, Nicole Ari Parker e participações especiais de atletas como Allen Iverson e Carmelo Anthony aparecem para trazer um toque de realidade e leveza, fortalecendo o equilíbrio entre fantasia e cotidiano.

Essa diversidade de personagens contribui para que o enredo não se restrinja a uma simples história infantil, mas se abra para reflexões sobre relações interpessoais, desafios profissionais e a importância do apoio familiar.

Trilha sonora: a magia dos Beatles em cena

A trilha sonora de Imagine Só! merece destaque especial. Composta por Mark Mancina, que já havia trabalhado com o diretor em outras produções, a música acompanha o tom acolhedor e emocional do filme, com arranjos que misturam orquestra e sons leves.

Além disso, o filme apresenta versões de clássicos dos Beatles como “Here Comes the Sun”, “All You Need Is Love” e “Got to Get You Into My Life”. Essas músicas clássicas e cheias de significado reforçam a atmosfera de nostalgia, esperança e amor que permeia a história.

Para muitas gerações, os Beatles representam o encontro entre sonho e realidade, algo que o filme traduz com delicadeza em cada cena musical.

Produção e curiosidades

Gravado entre setembro e dezembro de 2007, com locações em Denver e Los Angeles, Imagine Só! é uma coprodução entre Estados Unidos e Alemanha, envolvendo grandes estúdios como Paramount Pictures e Nickelodeon Movies.

Originalmente lançado com o título Imagine That, o filme chegou ao Brasil com o nome Minha Filha é um Sonho, mas sua estreia nos cinemas foi cancelada, tendo sido lançado diretamente em vídeo com o título Imagine Só!.

Embora não tenha sido um sucesso comercial estrondoso — arrecadando cerca de 23 milhões de dólares mundialmente —, o longa conquistou seu público fiel e permanece até hoje como uma obra querida por quem valoriza histórias que emocionam e inspiram.

Além disso, foi o primeiro filme da Nickelodeon Movies a estrear no canal BET, marcando uma importante expansão do alcance da produtora.

Lições que ficam para a vida

Mais do que uma simples comédia familiar, o longna-metragem é um convite à reflexão sobre a importância da escuta, da empatia e do tempo compartilhado. Evan Danielson é, em muitos aspectos, o espelho dos pais modernos — pessoas que lutam para equilibrar as demandas profissionais com o desejo de estar presentes na vida dos filhos.

O filme mostra que, às vezes, a resposta para os problemas mais difíceis está em se permitir olhar o mundo através do olhar de uma criança — cheio de possibilidades, criatividade e esperança.

Essa mensagem, universal e atemporal, ganha uma força especial quando apresentada com humor e leveza, características que tornam a experiência de assistir ao filme prazerosa para todas as idades.

Onde posso assistir?

Além da exibição na TV Globo, você também pode assistir ao filme Imagine Só! em diversas plataformas digitais. Para quem é assinante, o longa está disponível no catálogo da Netflix, permitindo que você assista a qualquer momento com a comodidade do streaming. Se preferir, o filme também pode ser alugado no Prime Video, a partir de R$ 6,90, oferecendo flexibilidade para assistir quando quiser. Confira todas as opções de streaming e vídeo sob demanda (VOD) disponíveis para não perder essa divertida e emocionante história.

Spin-off do best-seller “Caos Total” estreia no Brasil com o irreverente Gato-Endiabrado

0
Foto: Reprodução/ Internet

A VR Editora acaba de lançar no Brasil As aventuras do Gato-Endiabrado, spin-off da popular série infantil Caos Total, que conquistou uma legião de jovens leitores com sua mistura de humor, ação e personagens inesquecíveis. Escrito e ilustrado pelo autor sul-africano Ralph Lazar, o novo título traz para o centro da narrativa um felino nada convencional — com duas caudas, pouco autocontrole e um talento meio duvidoso para o crime — que promete arrancar gargalhadas e confundir seus adversários com planos mirabolantes e situações totalmente imprevisíveis.

O Gato-Endiabrado se autodenomina o maior vilão do mundo, mas quem acompanha suas peripécias sabe que o máximo que ele consegue é ser um anti-herói atrapalhado. Entre cochilos estratégicos e uma dieta nada convencional à base de sorvete de sardinha, o felino tem uma rotina agitada: rouba, cria invenções que quase sempre saem do controle e participa de competições nada comuns — como a Batalha das Melancias — contra seu arqui-inimigo, o engenhoso e sempre astuto Cara-de-Coelho.

A publicação traz duas histórias principais que misturam ação, confusão e um humor afiado. Na primeira, intitulada O pato sumido, o Gato-Endiabrado planeja o roubo da obra de arte mais famosa do mundo, O Azul de Patileno. Tudo parecia sob controle, até que o infame Cara-de-Coelho, junto com os irmãos Charcocovilquistão, também decidem meter as mãos no quadro roubado, deixando o felino numa enrascada. No meio dessa confusão toda, o excêntrico curador da Pinacoteca Nacional, acompanhado de suas três baratas de estimação, aparece para tentar recuperar a preciosidade perdida — em uma aventura recheada de reviravoltas e personagens inusitados.

Já na segunda história, o humor e a competição são levados a outro nível na disputa da Batalha das Melancias. O prêmio? Suprimento vitalício de suco grátis — algo que nenhum dos competidores quer perder. Diante do desafio, o Gato-Endiabrado aposta em uma poção mágica para fazer sua melancia crescer rapidamente, enquanto Cara-de-Coelho responde com uma melancia mecânica cheia de truques. A rivalidade entre eles escala até um ponto explosivo — literalmente —, com um final surpreendente que vai prender a atenção dos pequenos do começo ao fim.

O charme do livro está nas ilustrações divertidas e nos diálogos cheios de sarcasmo e irreverência, que fazem de As aventuras do Gato-Endiabrado uma leitura leve, engraçada e perfeita para crianças que adoram anti-heróis atrapalhados, mas com corações grandes e que sempre acabam conquistando a torcida.

Para quem ainda não conhece, este spin-off pode ser lido de forma independente, sem necessidade de ter lido os títulos anteriores de Caos Total. É uma porta de entrada ideal para jovens leitores que querem mergulhar no universo caótico e cômico criado por Ralph Lazar — um mundo onde a diversão está garantida, os planos saem pela culatra e a aventura está sempre à espreita.

David Garrett lança “Millennium Symphony” e anuncia turnê mundial com show em São Paulo

0
Foto: Reprodução/ Internet

David Garrett é um nome que há muito transcende o universo clássico para se tornar sinônimo de inovação, talento e ousadia musical. Ao longo de mais de 30 anos de carreira, ele tem sido um dos raros artistas a atravessar fronteiras entre estilos musicais, conquistando fãs tanto nas salas de concerto quanto nas maiores arenas do mundo. Agora, o violinista alemão lança seu mais audacioso projeto até hoje: o álbum Millennium Symphony, que transforma os maiores hits dos últimos 25 anos em verdadeiras sinfonias contemporâneas.

Mais do que um lançamento discográfico, essa obra marca o início de uma nova fase para Garrett, que acaba de firmar um contrato global com a gigante Live Nation, garantindo uma turnê mundial em arenas — um verdadeiro espetáculo visual e sonoro que promete revolucionar a forma como o violino é apresentado ao público. A América Latina está no roteiro, com shows confirmados no México, Peru, Argentina, Brasil e Colômbia.

Para os fãs brasileiros, a expectativa é ainda maior, pois São Paulo receberá o artista e sua banda no dia 30 de novembro, na moderna Suhai Music Hall. Os ingressos já estão disponíveis, com opções que facilitam a compra, incluindo parcelamento sem juros e bilheteria oficial sem taxa de conveniência, garantindo acessibilidade para o público.

Garrett construiu uma carreira marcada pela busca constante de novas linguagens musicais. Com 17 álbuns lançados e dezenas de hits nas paradas europeias e americanas, ele não é apenas um violinista clássico, mas um verdadeiro camaleão da música. Seus álbuns Rock Symphonies e cinco trabalhos consecutivos de música clássica alcançaram o topo das listas, revelando sua capacidade única de conectar públicos variados.

A popularidade de Garrett é impressionante: mais de cinco milhões de CDs vendidos, 5,6 bilhões de streams e cerca de 1.600 shows pelo mundo, que já encantaram mais de quatro milhões de pessoas. Isso faz dele um dos artistas solo mais vendidos e assistidos na atualidade, mesclando a técnica apurada do violino clássico com a energia e o ritmo da música popular.

O conceito do Millennium Symphony é audacioso e inovador. Garrett reinventa sucessos de artistas globais como Taylor Swift, Rihanna, Ed Sheeran, The Weeknd e David Guetta, trazendo-os para um cenário sinfônico grandioso e moderno. É uma celebração dos últimos 25 anos da música pop, contada por meio de arranjos orquestrais envolventes e a técnica virtuosa do violinista.

O show ao vivo, portanto, será muito mais do que uma simples apresentação: será uma experiência imersiva, onde a paixão pela música se une à inovação tecnológica, criando uma atmosfera única para o público. Garrett promete surpreender tanto os fãs de música clássica quanto aqueles que acompanham os hits do pop contemporâneo, quebrando barreiras e convidando todos a celebrar a música em sua forma mais vibrante.

Em São Paulo, a noite do dia 30 de novembro promete ser inesquecível, com um artista que continua a redefinir o papel do violino no cenário mundial e a inspirar gerações com sua habilidade de contar histórias musicais de forma emocionante e original.

A Melhor Mãe do Mundo | Um retrato corajoso e sensível da luta contra a violência doméstica chega aos cinemas no dia 7 de agosto

0
Foto: Reprodução/ Internet

Nesta quinta-feira, 7 de agosto — data que marca o aniversário da Lei Maria da Penha — o público brasileiro terá a oportunidade de assistir a um filme que fala com a alma e com o coração sobre um tema urgente e delicado: a violência doméstica. A melhor mãe do mundo, novo longa da diretora Anna Muylaert, estreia nos cinemas trazendo à tona a história de Gal, uma mulher que luta para reconstruir sua vida após escapar de um relacionamento abusivo. Ao lado de seus dois filhos, Rihanna e Benin, ela percorre as ruas da cidade de São Paulo, enfrentando desafios diários, mas também encontrando motivos para seguir em frente com esperança.

O lançamento do filme na data simbólica da Lei Maria da Penha não é por acaso. Essa legislação, que completou anos desde sua promulgação, é um marco na proteção dos direitos das mulheres e no combate à violência doméstica no Brasil. Porém, como a própria história de Gal revela, muito ainda precisa ser feito para que mulheres em situações vulneráveis possam romper o ciclo de abuso e viver plenamente.

Anna Muylaert e o olhar sensível para a maternidade e as questões sociais

A diretora e roteirista Anna Muylaert constrói, com A melhor mãe do mundo, mais um trabalho profundo e carregado de significado sobre a maternidade e as dificuldades enfrentadas por muitas mulheres no Brasil. Conhecida por seus filmes que dialogam com questões sociais — entre eles, o sucesso Que Horas Ela Volta? — Muylaert escolhe, desta vez, contar a história de Gal, uma catadora de materiais recicláveis, cujo cotidiano evidencia não só a dureza da pobreza, mas a força que nasce do amor materno.

Ao falar da personagem, Muylaert destacou que Gal é provavelmente a mãe mais vulnerável que já retratou no cinema. No entanto, também é a mais madura e corajosa. “Ela enfrenta a vida com responsabilidade, fé e uma autoestima que a mantém firme mesmo nos momentos mais difíceis”, afirmou a cineasta em entrevistas recentes. Essa combinação de fragilidade e força é um dos elementos que torna a narrativa tão humana e verdadeira.

O filme evita cair em estereótipos ou sensacionalismo, optando por uma abordagem realista e respeitosa, que ajuda o espectador a entender as complexidades da vida dessas mulheres. A maternidade, aqui, é mostrada como um laço forte e fundamental, mas também como um campo de batalhas diárias e, muitas vezes, silenciosas.

Um tema urgente que demanda reflexão e empatia

A violência doméstica é uma realidade que afeta milhares de mulheres no Brasil e no mundo, e o filme coloca esse tema delicado em evidência com sensibilidade. A narrativa de Gal mostra como o ciclo de abuso muitas vezes é invisível para a sociedade, ou, pior ainda, desconsiderado como um “problema de família”, o que dificulta o acesso à ajuda e o rompimento definitivo.

Gal não apenas foge do agressor, mas enfrenta a dura realidade de recomeçar a vida com recursos limitados e muitas incertezas. O filme não se limita a mostrar o sofrimento: há também uma mensagem de esperança e resistência. É uma história de coragem, de um amor que protege e fortalece, e de uma mulher que se recusa a aceitar uma vida marcada pela violência.

Essa representação é importante porque, por trás das estatísticas, existem vidas reais que precisam ser escutadas e apoiadas. O longa nos convida a olhar para essa questão com mais sensibilidade e a reconhecer a urgência de um apoio mais efetivo às vítimas.

A atuação marcante de Shirley Cruz, uma entrega profunda e emotiva

No centro dessa história está a atuação da atriz Shirley Cruz, que empresta toda sua força e sensibilidade para dar vida à personagem Gal. Com uma interpretação que privilegia o silêncio, os gestos contidos e o olhar intenso, Shirley transmite uma gama complexa de emoções, muitas vezes mais poderosas do que palavras poderiam expressar.

Sua performance foi reconhecida em vários festivais, tendo recebido prêmios como Melhor Atriz no Cine PE e Melhor Interpretação no Festival Internacional de Cinema de Guadalajara. Esses reconhecimentos atestam não só o talento da atriz, mas também a profundidade com que ela constrói sua personagem, capaz de sensibilizar e envolver o público desde os primeiros minutos.

O papel de Gal exige um equilíbrio delicado entre vulnerabilidade e resistência, e Shirley Cruz entrega essa dualidade com naturalidade, permitindo que o espectador sinta a intensidade da luta silenciosa que sua personagem trava diariamente.

Um elenco que complementa e enriquece a narrativa

Além de Shirley Cruz, o filme conta com um elenco que traz força e diversidade para a trama. Seu Jorge, conhecido principalmente por seu carisma como músico, assume o papel do agressor Leandro, oferecendo uma performance sombria e contundente que contrasta com sua imagem pública habitual.

A estreia como atriz da cantora Luedji Luna, interpretando Val, prima de Gal, traz um frescor e uma autenticidade que fortalecem ainda mais a dinâmica familiar apresentada. Os jovens Benin Ayo e Rihanna Barbosa interpretam os filhos da protagonista, trazendo naturalidade e emoção à representação das relações afetivas que sustentam a trama.

Outros nomes de peso, como Rubens Santos, Rejane Faria, Lourenço Mutarelli e o rapper Dexter, completam o elenco, contribuindo para criar um ambiente rico e verossímil, que envolve o espectador em uma imersão verdadeira na realidade que o filme propõe retratar.

Trajetória vitoriosa em festivais nacionais e internacionais

Desde sua estreia no início de 2025, o filme tem sido destaque em importantes festivais de cinema. O longa abriu sua trajetória na Berlinale, um dos mais prestigiados festivais do mundo, onde conquistou olhares atentos e elogios por sua abordagem sensível e corajosa.

Além da Alemanha, o filme circulou por festivais em vários países, como o CinéLatino Toulouse e o Festival de Cinema de Nice, ambos na França, o San Francisco International Film Festival nos Estados Unidos e o Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México. Essa circulação internacional demonstra a universalidade da mensagem do filme e sua relevância para públicos diversos.

No Brasil, o longa também foi reconhecido em festivais como o Cine PE, onde conquistou cinco prêmios, incluindo Melhor Filme e Melhor Roteiro, e o Bonito Cinesur, onde foi premiado pelo júri popular. Essa ampla aceitação e premiação refletem a qualidade artística e o impacto social que A melhor mãe do mundo é capaz de provocar.

Um convite para a reflexão e a mudança

Mais do que um filme, a obra brasileira é um chamado para que olhemos com mais atenção e sensibilidade para as histórias reais de mulheres que enfrentam a violência doméstica e outras formas de opressão. A trajetória de Gal é símbolo de muitas outras, e assistir a essa obra é reconhecer a necessidade urgente de políticas públicas eficazes, de redes de apoio mais acessíveis e de uma sociedade que valorize e proteja a vida feminina. A experiência no cinema permite que o espectador se conecte com essas emoções e histórias, fomentando empatia e consciência, essenciais para a transformação social.

Jay Kelly | Netflix revela trailer de novo drama com George Clooney e Adam Sandler

0
Foto: Reprodução/ Internet

A Netflix lançou na manhã desta terça, 5 de agosto, o aguardado primeiro trailer de Jay Kelly, novo longa-metragem escrito e dirigido por Noah Baumbach, com estreia limitada nos cinemas marcada para 20 de novembro de 2025 e lançamento global na plataforma para 5 de dezembro. Estrelado por George Clooney e Adam Sandler, o drama promete ser uma das obras mais sensíveis e maduras da temporada, refletindo sobre identidade, afeto, paternidade e o peso invisível que a fama pode carregar ao longo do tempo. Abaixo, confira o vídeo:

O longa, coescrito por Baumbach e Emily Mortimer, é uma viagem — literal e emocional — por paisagens europeias e memórias fragmentadas. Jay Kelly, interpretado por Clooney, é um astro de cinema em fase de declínio, cuja imagem pública já não acompanha seu esgotamento pessoal. Ao lado de Ron (Sandler), seu empresário e confidente há décadas, ele embarca em uma turnê promocional que se transforma, pouco a pouco, em uma travessia existencial sobre o que ficou para trás — e o que ainda pode ser resgatado.

A desconstrução do ícone: um astro sob a luz e à sombra

Clooney, conhecido por interpretar homens carismáticos, articulados e quase sempre no controle das situações, mergulha aqui em um papel mais introspectivo e emocionalmente desgastado. Jay Kelly não é apenas um ator em busca de reaparecer para o público, mas alguém que precisa, antes de tudo, reaparecer para si mesmo. Ao seu lado, Ron (Sandler) serve como espelho, suporte e, por vezes, espinho — representando o passado fiel, mas também cúmplice de silêncios e omissões.

O que poderia ser apenas uma road trip entre dois amigos se revela, sob o olhar refinado de Baumbach, uma meditação sobre as consequências de vidas dedicadas à imagem e ao controle da narrativa. Jay foi, durante décadas, o protagonista não só de filmes, mas também de sua própria mitologia. Agora, aos poucos, esse mito precisa ser desmontado para que o homem por trás dele possa emergir — mesmo que já tarde demais para certos reparos.

Baumbach e sua poética da crise silenciosa

Noah Baumbach, que construiu sua carreira escavando os desconfortos íntimos de famílias e casamentos disfuncionais (A Lula e a Baleia, História de um Casamento), parece dar um novo passo com Jay Kelly. Se antes seus personagens eram definidos por embates diretos e diálogos afiados, aqui o conflito se mostra mais sutil, mais contido — mas não menos devastador.

O diretor se interessa, mais uma vez, pelos homens em ruínas emocionais, por aqueles que sustentaram durante muito tempo papéis públicos enquanto deixavam suas relações pessoais desmoronarem. Jay Kelly, nesse sentido, é irmão de tantos outros personagens do universo de Baumbach — mas com uma camada adicional: o peso do estrelato, da celebridade e da necessidade de manter uma narrativa externa coerente mesmo quando tudo dentro está em colapso.

Foto: Reprodução/ Internet

Um filme sobre o que não foi dito

A força do roteiro, segundo declarações do próprio Baumbach, está menos nos grandes acontecimentos e mais nos silêncios que os cercam. As imagens divulgadas mostram Jay e Ron circulando por hotéis luxuosos, salas de entrevista, ruas vazias, trens europeus — sempre acompanhados de uma melancolia que parece envolver tudo ao redor. O passado não retorna em flashbacks, mas nos olhares, nos gestos contidos, nas conversas interrompidas.

É nesse tempo suspenso entre o glamour e a decadência que o filme constrói seu espaço. Ron, vivido com contenção por Adam Sandler, é o típico personagem que está sempre presente, mas raramente visto. Ele não apenas administra a carreira de Jay — ele também gerenciou, por anos, seus silêncios, suas ausências como pai, marido e ser humano.

Estreia dupla de Clooney e Sandler no mundo de Baumbach

Apesar de já terem flertado com o drama em outras ocasiões, Clooney e Sandler entram aqui em terreno inédito. É a primeira vez que trabalham sob a direção de Baumbach, e ambos parecem encontrar na contenção exigida pelo roteiro um campo fértil para atuações profundas e dolorosamente humanas.

George Clooney, que nos últimos anos tem se dedicado mais à direção e produção, retorna à frente das câmeras com um personagem que parece dialogar diretamente com sua própria trajetória pública. Jay Kelly carrega não apenas a exaustão do personagem, mas também uma autoconsciência melancólica de quem sabe que está interpretando um tipo de versão distorcida de si mesmo.

Adam Sandler, por sua vez, volta a explorar seu lado dramático — já revelado em Joias Brutas (2019) e Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe (também de Baumbach). Ron é discreto, mas emocionalmente carregado. Sua fidelidade a Jay, ao longo dos anos, é tão genuína quanto inquietante.

Elenco de apoio como extensão da psique de Jay

O restante do elenco funciona como peças de um quebra-cabeça emocional que Jay não consegue mais montar. Laura Dern, uma das parceiras recorrentes de Baumbach, deve interpretar uma figura central do passado afetivo de Jay — talvez uma ex-esposa ou uma antiga colaboradora que carrega feridas ainda abertas.

Riley Keough e Eve Hewson aparecem como filhas distantes ou mulheres que cruzaram a vida de Jay sem que ele tivesse realmente estado presente. A presença de nomes como Billy Crudup, Patrick Wilson, Jim Broadbent e Isla Fisher sugere uma colcha de retalhos emocional, onde cada personagem traz um pedaço do que Jay foi — ou fingiu ser.

Emily Mortimer, coautora do roteiro, também atua no filme. Sua participação tem sido mantida em sigilo, o que alimenta a especulação de que ela seja a âncora emocional da trama — talvez a única capaz de confrontar Jay com um espelho verdadeiro.

Assista a uma cena exclusiva de Rosario, novo terror sombrio com estreia marcada para 28 de agosto nos cinemas

0

O silêncio de um apartamento antigo guarda histórias que não foram contadas. É entre paredes manchadas pelo tempo, fotografias esquecidas e símbolos religiosos inquietantes que se desenrola a trama de Rosario, novo longa de terror dirigido pelo colombiano Felipe Vargas, que chega aos cinemas brasileiros no dia 28 de agosto, com distribuição da Imagem Filmes.

O filme acaba de ganhar uma cena exclusiva, que você pode ver logo abaixo, que mostra a protagonista em um dos primeiros momentos de tensão dentro do apartamento da avó. A sequência, marcada por sons abafados, ausência de trilha sonora convencional e a presença sutil de movimentos estranhos ao fundo do quadro, antecipa o que Rosario pretende construir: uma narrativa de horror calcada no desconforto, na herança espiritual e nos vínculos familiares.

Uma trama construída a partir da ausência

A protagonista é Rosario Fuentes, interpretada por Emeraude Toubia, conhecida por papéis em Shadowhunters e With Love. Rosario é uma executiva do mercado financeiro, racional, objetiva e afastada de suas origens. Quando sua avó, Griselda, morre de forma repentina, Rosario retorna a Nova York para resolver assuntos pendentes. A visita, inicialmente prática e breve, ganha outras proporções ao descobrir que o apartamento da avó esconde uma câmara secreta, repleta de símbolos religiosos, artefatos de rituais e uma coleção de registros que apontam para práticas espirituais não convencionais.

Ao explorar esse espaço, Rosario se vê confrontada por uma memória familiar que havia escolhido ignorar. Os ruídos nas paredes, os sonhos recorrentes e a sensação de estar sendo observada constroem, aos poucos, um estado de instabilidade emocional. Não se trata apenas de um confronto com o sobrenatural, mas com a própria identidade.

O olhar de uma protagonista entre dois mundos

A atuação de Emeraude se destaca pela contenção. Sua personagem está constantemente em tensão entre o mundo que construiu — estruturado, pragmático, financeiro — e aquele que insiste em retornar, onde símbolos religiosos, fé popular e luto se entrelaçam. Toubia, de origem mexicana e libanesa, entrega uma performance que valoriza nuances. Não há excessos, nem reações caricatas ao medo. Há inquietação. Há hesitação.

Rosario é, em muitos aspectos, a representação de um dilema contemporâneo vivido por diversas mulheres latinas que ascenderam profissionalmente em contextos globalizados, mas que ainda carregam vínculos profundos com práticas espirituais, familiares e culturais muitas vezes vistas como arcaicas. Essa dualidade é o cerne do longa.

Uma direção voltada ao horror atmosférico

O longa-metragem marca a estreia de Felipe Vargas em longas-metragens. O diretor, que ganhou notoriedade por seu curta Milk Teeth, premiado em festivais de cinema de gênero, aposta aqui em uma abordagem que valoriza a atmosfera e o desconforto psicológico, em vez de sustos fáceis ou violência explícita.

Em entrevista recente à revista Latinx Creators, Vargas explicou sua intenção de “colocar o espectador dentro da mente da protagonista, onde o medo não é um monstro externo, mas o eco de algo que foi reprimido por muito tempo”. O uso de câmera estática, a presença de sombras em planos abertos e o som diegético são algumas das escolhas que evidenciam esse olhar mais introspectivo.

A fotografia de Nico Aguilar, colaborador frequente de Vargas, constrói uma Nova York envelhecida, quase esquecida, onde o apartamento da avó funciona como um espaço de memória e transição. Nada é gratuito: os objetos de cena, os ícones religiosos, as rachaduras nas paredes — tudo aponta para um passado que permanece ativo.

Um terror com raízes espirituais e culturais

O diferencial do filme está na forma como trabalha a espiritualidade. Os rituais mencionados no filme não são caricaturas, nem inventados para a trama. Eles fazem parte de um universo religioso latino-americano real, muitas vezes sincrético, onde o catolicismo popular se mistura a práticas afroindígenas, rezas herdadas e cultos domésticos. Vargas evita o sensacionalismo e trata esses elementos com respeito, como parte de um patrimônio afetivo.

Esse aspecto torna o filme especialmente significativo. Em vez de usar o oculto como fetiche, Rosario insere o sobrenatural como parte natural da narrativa. Os símbolos religiosos não são apenas ameaçadores — são também pontes para reconciliação, para compreensão e, em última instância, para libertação.

almanaque recomenda