O Agente Secreto marca a abertura do Festival de Brasília e reafirma a força do cinema político brasileiro

0
Foto: Reprodução/ Internet

Há sessões de cinema que são mais do que projeções. Elas reverberam como acontecimentos. Em 12 de setembro de 2025, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro — prestes a completar seis décadas de existência — abre sua 58ª edição com a exibição de O Agente Secreto, novo longa do aclamado cineasta Kleber Mendonça Filho. E ali, sob as luzes do Cine Brasília, não estará apenas o filme mais esperado do ano, mas uma reflexão viva sobre o Brasil, sua história política recente e o poder inquietante da imagem.

Depois de uma consagrada estreia mundial no Festival de Cannes, onde conquistou quatro prêmios — incluindo o de Melhor Direção e Melhor Ator para Wagner Moura — O Agente Secreto chega à sua primeira exibição no Brasil carregado de expectativas, memórias e significados. E talvez nenhum palco fosse mais simbólico do que o Festival de Brasília, local que moldou a trajetória de Kleber e onde a política e o cinema sempre caminharam lado a lado.

Um festival que molda e resiste

Criado em 1965, no auge do regime militar, o Festival de Brasília foi pensado como um espaço para o cinema brasileiro se afirmar artisticamente, politicamente, culturalmente. Em sua longa trajetória, enfrentou censura, crises de financiamento, ameaças institucionais, mas nunca deixou de ser palco de resistência. Não por acaso, tornou-se referência como o mais tradicional festival do cinema nacional. É o festival onde Glauber Rocha foi vaiado e aplaudido, onde filmes foram cortados, mas também consagrados. Onde os embates entre estética e política nunca foram evitados — apenas encenados, com todas as suas contradições, na frente da tela e na plateia.

Kleber conhece bem esse território. Em 2004, seu curta Vinil Verde venceu o prêmio da crítica no festival. Dois anos depois, voltou com Noite de Sexta, Manhã de Sábado. Em 2012, exibiu fora de competição O Som ao Redor, o longa que o catapultou ao cenário internacional. “Brasília foi fundamental para mim. O festival tem esse caráter formador, confrontador. A cidade, o cinema, as discussões — tudo é político ali. Voltar agora, com esse filme, tem um peso emocional e simbólico enorme”, declarou o cineasta em nota à imprensa.

O thriller da repressão: espionagem, memória e resistência

A obra é um filme sobre fantasmas. Não os sobrenaturais, mas os que rondam a história recente do Brasil: a ditadura militar, os desaparecidos, os arquivos secretos, os pactos de silêncio. Ambientado em Recife, em 1977, o filme acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário perseguido por seus vínculos com a luta armada. Após deixar São Paulo por razões não totalmente claras, Marcelo retorna à sua cidade natal para recomeçar a vida, rever o filho pequeno, e se esconder dos olhos do Estado — mas encontra uma cidade vigiada, dividida, e marcada pela paranoia coletiva.

A tensão cresce à medida que o protagonista se envolve com figuras da resistência local e entra em conflito com agentes infiltrados, burocracias opressoras e traumas não resolvidos. A trama, densa e labiríntica, é atravessada por temas como traição, afeto, censura, e a difícil arte de sobreviver sem se corromper. O título, que remete à clássica obra de Joseph Conrad, não é gratuito: como no romance, o “agente secreto” é ao mesmo tempo símbolo do sistema e seu reflexo interior.

A direção de Kleber é precisa: planos longos, som diegético que incomoda, silêncios que dizem mais do que os diálogos. É um cinema que exige escuta e atenção — como quem tenta decifrar uma escuta clandestina.

Foto: Reprodução/ Internet

Um elenco que carrega o peso do país

Wagner Moura vive um dos papéis mais intensos de sua carreira. Seu Marcelo é contido, ferido, vigilante. Um homem que já viu demais, que carrega o cansaço da luta e a culpa dos que ficaram para trás. Sua performance em Cannes foi considerada “magnética” por críticos internacionais, e o prêmio foi apenas o reconhecimento de uma entrega rara.

Ao lado dele, nomes como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho, Udo Kier, Thomás Aquino e Isabél Zuaa formam um elenco afiado, que representa diferentes faces de um país sob regime de exceção: o delator, o resistente, o cúmplice silencioso, o burocrata cínico.

A diversidade de sotaques, idades e histórias contribui para a sensação de um Brasil fragmentado, porém interligado por um fio de tensão constante. Cada personagem é um pequeno espelho da sociedade — e nenhum escapa ileso.

Uma estética da opressão

Do ponto de vista técnico, o longa é um primor. A direção de arte de Thales Junqueira reconstrói a Recife dos anos 70 com precisão afetiva e política: salas de aula sombrias, apartamentos com ventiladores barulhentos, ruas de paralelepípedo com postes de luz intermitente. A cidade aparece como um organismo nervoso, com suas janelas fechadas, seus cinemas decadentes, suas conversas sussurradas.

A fotografia de Evgenia Alexandrova usa a escuridão a seu favor: há uma constante sensação de vigilância, de que algo (ou alguém) observa, registra, acusa. Em alguns momentos, a câmera parece ela mesma um agente infiltrado — indiscreta, cúmplice, silenciosa.

A trilha sonora, sutil e atmosférica, é composta por sons concretos: passos, telefones que não param de tocar, o chiado de fitas cassete. Não há melodias fáceis nem recursos emocionais óbvios. O espectador é desafiado a sentir a opressão na pele, não apenas assisti-la.

De Cannes para o mundo

Após a consagração no Festival de Cannes foi ovacionado por 10 minutos e se tornou um fenômeno internacional. A distribuidora francesa MK2 vendeu os direitos para mais de 90 países, incluindo mercados estratégicos como China, Coreia do Sul, México, Alemanha, Índia e Estados Unidos.

A Neon, distribuidora responsável por sucessos como Parasita e Anatomia de Uma Queda, lançará o longa nos EUA em circuito limitado no fim de novembro, de olho na temporada de premiações. A aposta é alta: muitos já consideram O Agente Secreto um forte candidato ao Oscar de Filme Internacional.

No Brasil, o lançamento nacional está marcado para 6 de novembro, com distribuição da Vitrine Filmes. Mas antes, o longa passará por sessões especiais no Recife — terra natal de Kleber —, nos cinemas São Luiz e Cinema do Parque, reafirmando o compromisso do diretor com o cinema de rua e com as memórias coletivas da cidade.

Nova temporada de Cuquín estreia na HBO Max e no Cartoonito com aventuras inéditas para toda a família

0
Foto: Reprodução/ Internet

Ele é curioso, enérgico, tem um topete inconfundível e uma vontade imensa de descobrir o mundo ao seu redor. Estamos falando de Cuquín, o adorável caçula da Família Telerín, que acaba de voltar para novas aventuras na HBO Max e no Cartoonito. Com 20 episódios inéditos, a segunda temporada da animação promete encantar ainda mais crianças (e adultos nostálgicos) com histórias cheias de fantasia, descobertas e muitas gargalhadas.

Depois do sucesso da primeira temporada, exibida em vários países e querida por pais e filhos, Cuquín retorna com um cenário novo: a pré-escola. Ao lado de seus inseparáveis amigos — Clementina, Pelusín, Maripí, Colitas e Trapito —, o pequeno protagonista explora temas cotidianos com um olhar doce e criativo. A escola, nesse contexto, não é só um lugar de aprender letras e números: é uma porta aberta para invenções, brincadeiras e o nascimento de laços preciosos.

Nos episódios inéditos, a animação mergulha ainda mais fundo no mundo das crianças pequenas, apresentando situações familiares para quem vive (ou já viveu) essa fase tão intensa da vida. Trocar de roupa sozinho, dividir brinquedos, lidar com sentimentos como frustração e saudade — tudo é tratado com sensibilidade e humor, em histórias curtas que têm o dom de emocionar sem fazer discurso.

Um projeto com DNA afetivo e multicultural

A série animada é uma produção do estúdio espanhol Ánima Kitchent, em parceria com a Warner Bros. Discovery, e carrega em sua essência uma herança importante. O personagem nasceu nos anos 60 como parte da Família Telerín, grupo que estrelava vinhetas animadas na TV espanhola incentivando as crianças a irem para a cama (“Vamos a la cama, que hay que descansar…”). Décadas depois, Cuquín ganhou vida própria em 3D e conquistou uma nova geração com carisma, empatia e um olhar curioso sobre o mundo.

Mas embora tenha nascido na Europa, Cuquín fala uma linguagem universal. A segunda temporada reforça esse valor multicultural ao abordar temas comuns a qualquer infância — como o medo do escuro, a emoção de fazer novos amigos ou o desafio de resolver conflitos sem brigar. Isso faz com que a série encontre eco tanto no Brasil quanto em outros países da América Latina, Europa e Estados Unidos.

A escolha da pré-escola como cenário central também ajuda nesse sentido. É nesse ambiente que muitas crianças vivem suas primeiras grandes experiências fora de casa. E é ali que se aprende a viver em grupo, a respeitar regras, a se expressar e a lidar com diferenças. Cuquín mostra tudo isso com leveza, do ponto de vista infantil, transformando cada situação do cotidiano em uma pequena aventura.

Estreias e maratonas para toda a família

A estreia da nova temporada já está disponível na plataforma HBO Max, com todos os 20 episódios acessíveis para quem quiser maratonar com as crianças em casa. Para os que preferem a programação da TV, o canal Cartoonito exibe a primeira parte da segunda temporada a partir de hoje, com episódios inéditos diariamente até o dia 8 de agosto, sempre às 8h da manhã — um horário perfeito para animar o início do dia dos pequenos.

No sábado, 9 de agosto, o canal ainda preparou uma maratona com os cinco primeiros episódios, ideal para quem perdeu algum ou quer rever tudo de uma vez. Uma ótima oportunidade para reunir a família no sofá, preparar pipoca (ou um suco gelado de frutas) e se encantar com as peripécias de Cuquín e sua turma.

Por que Cuquín faz tanto sucesso?

Em um mercado saturado de animações frenéticas, repletas de estímulos visuais e piadas adultas disfarçadas, a produção aposta no oposto: histórias simples, traços delicados e um ritmo que respeita o tempo da criança. Isso não quer dizer que a série seja parada ou pouco envolvente — pelo contrário. Cada episódio é uma pequena jornada que mistura humor, imaginação, desafios e afeto. O diferencial está na forma como tudo isso é apresentado, com empatia e delicadeza.

Além disso, Cuquín não é um herói perfeito. Ele erra, fica frustrado, chora, pede ajuda. E, justamente por isso, se conecta tão bem com os pequenos espectadores. Ele representa a criança real, que ainda está aprendendo a lidar com o mundo e que, acima de tudo, precisa de acolhimento. A série mostra que errar faz parte, e que crescer também significa aprender com os outros — sejam adultos, colegas ou irmãos.

John Malkovich protagoniza a delicada comédia francesa Sr. Blake ao Seu Dispor, que estreia nos cinemas em setembro

0
Foto: Reprodução/ Internet

Não é fácil recomeçar depois de uma grande perda. Ainda mais quando se carrega a impressão de que já se viveu tudo o que havia para ser vivido. Em Sr. Blake ao Seu Dispor, o personagem principal não está em busca de aventura, sucesso ou redenção. Ele só quer, de algum modo, continuar existindo – mesmo que do outro lado do mar, fingindo ser alguém que nunca foi. E é exatamente nesse impulso silencioso que nasce uma das comédias dramáticas mais delicadas do ano, que estreia no Brasil no dia 18 de setembro, com distribuição da Mares Filmes.

O luto que transborda no silêncio

Andrew Blake é um senhor britânico como tantos outros. Elegante, educado, eficiente. Por fora, é o tipo de homem que já aprendeu a esconder tudo o que sente. Mas, por dentro, está estilhaçado. Desde a morte da esposa, Diane, ele se arrasta pelos dias com o peso do vazio. O lar se transformou em mausoléu. O trabalho, em repetição sem sentido. Então, ele toma uma decisão: voltar à França, ao lugar onde conheceu Diane e foi feliz.

Mas o reencontro com as memórias não acontece como ele imagina. Para permanecer na propriedade que hoje pertence a outra pessoa, Blake precisa aceitar o cargo de mordomo. É nesse gesto simples — o de servir — que ele encontra, quase sem querer, um novo caminho para viver.

Uma casa, seus habitantes e os afetos possíveis

A mansão para a qual Blake vai trabalhar não é apenas um cenário bonito. Ela pulsa. Como ele, é uma estrutura que já viu tempos melhores. Dentro dela, vivem personagens tão machucados quanto gentis, cada um à sua maneira. Nathalie (interpretada pela inesquecível Fanny Ardant), a dona da casa, esconde uma alma fraturada por trás de uma fachada firme. Odile (Émilie Dequenne), a governanta, tenta manter a ordem enquanto o caos lhe habita. Philippe (Philippe Bas), o jardineiro, cultiva mais do que plantas — cultiva feridas antigas. E Manon (Eugénie Anselin), jovem e intensa, desafia a rigidez com sua espontaneidade.

Juntos, eles formam uma espécie de família torta. Não por laços de sangue, mas por necessidade. Uma necessidade mútua de acolhimento, mesmo que silencioso. E Blake, que chegou ali para fugir do mundo, começa a fazer parte dele outra vez.

Foto: Reprodução/ Internet

John Malkovich em seu papel mais vulnerável

É surpreendente que, depois de tantas décadas de carreira e performances marcantes, John Malkovich nunca tenha protagonizado um filme francês. Em Sr. Blake ao Seu Dispor, ele não só fala francês com naturalidade (ainda que com sotaque), como entrega uma atuação de uma ternura que não se vê todos os dias. Há algo no jeito contido com que ele vive Blake que nos toca profundamente. Não porque ele dramatize a dor, mas porque a deixa escorrer pelas entrelinhas.

Há momentos em que ele olha pela janela, ou limpa a louça, ou apenas respira — e tudo isso diz mais do que muitos roteiros inteiros. Não é o tipo de performance que grita para ser notada. É a performance que se planta devagar, cresce aos poucos, e floresce depois que o filme termina.

Gilles Legardinier e a coragem de contar histórias pequenas

Gilles Legardinier é um nome conhecido na literatura francesa. Seu livro Complètement Cramé!, lançado em 2012, foi traduzido para 17 idiomas e tocou milhares de leitores com seu tom caloroso. Agora, pela primeira vez, ele se aventura na direção de um longa. E acerta, justamente, por não querer impressionar.

A trama não é um filme para premiações grandiosas ou bilheterias estrondosas. É um filme para quem tem tempo. Para quem topa desacelerar. Para quem sabe que algumas das maiores transformações acontecem no silêncio de uma cozinha, num passeio pelo jardim ou em uma conversa sem palavras.

Legardinier filma com amor. Amor pelas pessoas comuns, pelos gestos cotidianos, pelas casas antigas, pelas relações improváveis. Ele nos lembra que viver é, muitas vezes, simplesmente estar disponível — ao outro, ao acaso, àquilo que a gente não entende de primeira.

O humor que aquece, não escapa

Apesar de ser rotulado como comédia dramática, o riso em Sr. Blake ao Seu Dispor nunca vem da zombaria. Ele nasce do constrangimento, da falha, do não saber. Rimos porque reconhecemos aqueles tropeços em nós mesmos. Rimos com ternura, nunca com crueldade.

Há algo profundamente humano nas situações pelas quais Blake passa. Ele erra a ordem dos talheres, confunde nomes, fica sem saber onde colocar as mãos. Mas, no fundo, tudo isso fala sobre outra coisa: a dificuldade que todos temos de encontrar nosso lugar quando a vida muda sem pedir licença.

Uma história que cruza fronteiras com gentileza

O filme estreou na França em novembro de 2023 e já passou por festivais na Polônia, nos Estados Unidos e em outros países da Europa. Sua bilheteria, de pouco menos de US$ 3 milhões, não reflete sua importância. E talvez seja isso que o torne tão necessário hoje. Em tempos de urgência, de barulho, de exagero, este é um filme que fala baixo. Que acolhe. Que nos convida a cuidar — dos outros e de nós mesmos.

A Hora do Mal assusta no Programa Silvio Santos e esquenta estreia do novo terror da Warner Bros.

0
Foto: Reprodução/ Internet

Na noite do último domingo, 3 de agosto, o público do Programa Silvio Santos com Patrícia Abravanel foi pego de surpresa — e não só pelas clássicas Câmeras Escondidas, mas por um crossover inusitado entre a televisão brasileira e o cinema de terror americano. Em parceria com a Warner Bros. Pictures Brasil, o SBT lançou uma nova pegadinha inspirada no filme A Hora do Mal, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 7.

Mas antes de qualquer susto, teve convite especial: Zach Cregger, diretor e roteirista do longa, apareceu em vídeo direto dos Estados Unidos para cumprimentar a audiência e convidar os brasileiros a conferirem seu novo filme nas telonas. O gesto mostra não só o respeito pela cultura pop brasileira, mas também o poder que a audiência do SBT ainda tem, principalmente quando se trata das câmeras escondidas mais tradicionais da TV nacional.

No centro da pegadinha, a atriz Camila Porfiro conduz “vítimas” para um suposto teste cognitivo em uma sala aparentemente comum. A tensão começa quando, sozinhos, os participantes assistem a um trecho do novo longa-metragem — e é aí que o terror ganha vida. Um garoto sinistro, interpretado pelo ator mirim Gui Rodrigues, surge literalmente da tela, rompendo a barreira entre ficção e realidade.

As reações são intensas: tem grito, correria, tropeço e até gente implorando para sair. O medo toma conta e o caos se instala, gerando não só susto, mas também risos inevitáveis para quem assiste de fora. É a velha receita da pegadinha do SBT, agora com uma pitada cinematográfica.

O filme é um dos lançamentos mais aguardados do gênero em 2025. Dirigido por Zach Cregger – o mesmo que conquistou o público e a crítica com o elogiado Noites Brutais (Barbarian, 2022) – o longa mergulha em uma trama sombria e inquietante, centrada no desaparecimento misterioso de crianças.

Agora imagine: você acorda no meio da madrugada e percebe que seu filho simplesmente sumiu. E não só ele – quase toda a turma da escola também desapareceu, ao mesmo tempo, sem deixar rastro. É exatamente assim que começa A Hora do Mal, um suspense que mexe com o psicológico. De uma hora pra outra, 17 crianças de uma mesma classe saem de casa sozinhas, como se estivessem sendo guiadas por alguma força invisível. Nenhum sinal de invasão, nenhum grito, nenhum alarde. Apenas o vazio. Uma única aluna permanece, mas está tão abalada quanto os pais desesperados e as autoridades em choque. Com a cidade inteira virando do avesso em busca de respostas, só uma coisa parece clara: o que quer que esteja por trás desse mistério vai muito além do que qualquer um pode imaginar.

Uma campanha que conversa com o público brasileiro

A escolha do SBT para promover o filme não foi ao acaso. As “Câmeras Escondidas” já viralizaram internacionalmente diversas vezes, principalmente quando envolvem temas sobrenaturais — vide as pegadinhas de Annabelle, Chucky e A Freira, que somam centenas de milhões de visualizações no YouTube. Há um histórico bem-sucedido entre a emissora e os estúdios de Hollywood, e isso mostra como a linguagem do humor, mesmo quando recheada de sustos, pode aproximar universos tão distintos.

Dessa vez, com A Hora do Mal, a fórmula é repetida com frescor e precisão. O timing é certeiro: a pegadinha vai ao ar poucos dias antes da estreia do filme, criando o chamado “buzz” nas redes sociais e nas conversas de segunda-feira. É marketing com cara de entretenimento — e o público adora.

O filme conta com um elenco de respeito: Josh Brolin (de Sicario e Vingadores: Guerra Infinita), Julia Garner (Ozark), Alden Ehrenreich (Han Solo), Benedict Wong (Doutor Estranho), Austin Abrams, June Diane Raphael e Amy Madigan. A produção começou em Atlanta, em junho de 2024, e a estreia nos Estados Unidos está marcada para 8 de agosto, um dia depois da estreia no Brasil e em Portugal.

Um detalhe curioso é que Pedro Pascal estava originalmente escalado para o papel principal, mas precisou abandonar o projeto por conta das filmagens de Quarteto Fantástico (2025). Quem assumiu seu lugar foi Brolin, garantindo uma nova pegada ao personagem central.

Outro destaque é a influência de Magnólia (1999), filme de Paul Thomas Anderson, na construção narrativa de Weapons. A ideia de tramas paralelas que se entrelaçam aos poucos — e que podem ou não ter relação direta — é um dos pilares estruturais do roteiro de Cregger. Isso significa que o filme não entrega tudo de bandeja: exige atenção, interpretação e, claro, coragem.

Amores Tóxicos estreia no ID e na HBO Max: nova série mergulha nas sombras do amor abusivo com sensibilidade e profundidade

0
Foto: Reprodução/ Internet

Relacionamentos deveriam ser refúgios de afeto, cuidado e crescimento mútuo. Mas e quando o amor se transforma em armadilha? É com esse olhar sensível, mas firme, que a série documental Amores Tóxicos estreia no canal ID no dia 7 de agosto, às 22h10, e já está com todos os episódios disponíveis na HBO Max. Com apresentação da atriz e repórter Elizabeth Chambers (Grand Cayman: Festa no Paraíso, Bottom Feeders e O Quarto Oculto), a produção em seis episódios se aprofunda em histórias reais de relacionamentos marcados por abusos emocionais, manipulações, mentiras — e, em muitos casos, tragédias irreversíveis.

A série é um convite ao enfrentamento de temas ainda envoltos em tabus, como violência psicológica, gaslighting, isolamento e ciclos de dependência emocional. Mas o faz com tato, escuta ativa e, sobretudo, humanidade. Elizabeth Chambers, que também assina como produtora executiva, se posiciona mais como ouvinte do que como narradora, permitindo que vítimas, familiares e especialistas conduzam os episódios com suas vozes e vivências.

A cada episódio, o documentário apresenta um novo caso ocorrido nos Estados Unidos, sempre com elementos distintos: há histórias de casais aparentemente perfeitos cujas máscaras caem com o tempo; outras, de relacionamentos intensos que se tornam possessivos e perigosos; e também casos em que o abuso é silencioso, sutil, mas profundamente corrosivo.

Em comum, os relatos revelam como a ideia do “amor romântico” — frequentemente idealizada em nossa cultura — pode servir de véu para justificar comportamentos inaceitáveis. A série não poupa os fatos, mas também não se rende ao sensacionalismo. É um retrato honesto, necessário e respeitoso das dores vividas por quem amou e foi ferido no processo.

Elizabeth Chambers conduz as entrevistas com empatia e escuta. Conhecida por seu trabalho como atriz e repórter, ela assume um novo papel nesta produção: o de jornalista investigativa, determinada a entender não apenas os fatos dos casos, mas as camadas emocionais e psicológicas por trás de cada história.

Sua abordagem vai além da superfície. Chambers conversa com sobreviventes e seus familiares, mergulha em documentos, registros policiais, diários, mensagens de texto, e traz à tona padrões que, muitas vezes, se repetem — o isolamento gradual da vítima, a perda da autonomia, o medo travestido de amor, e a dependência que se instala mesmo após a violência.

A série também apresenta depoimentos de especialistas em saúde mental, advogados, policiais e jornalistas investigativos como Allen Salkin, que participa de dois episódios. Essas contribuições ajudam o público a compreender os aspectos legais, sociais e psicológicos desses relacionamentos destrutivos.

Mais do que reconstituir crimes, a trama quer gerar reflexão. Cada episódio termina com um sentimento de alerta, mas também de esperança. Muitos dos sobreviventes, ao compartilharem suas histórias, relatam que esse gesto é também uma forma de reconstrução. “Se minha dor puder evitar que outra pessoa passe pelo que eu passei, então já valeu”, afirma uma das entrevistadas.

É essa perspectiva de empoderamento que a série carrega com firmeza. Os episódios não giram apenas em torno das tragédias, mas também do que acontece depois: o processo de cura, o apoio das redes de acolhimento, o fortalecimento da autoestima e o enfrentamento das consequências — muitas vezes duradouras — do trauma.

Uma equipe por trás das câmeras

Produzida pela Breaklight Pictures, braço da Pantheon Media Group, a série reúne um time extenso de profissionais experientes em documentários true crime e narrativas investigativas. Entre os produtores executivos estão Kevin Brennecke, Pamela Deutsch, Jodi Flynn, Kelley Harrison, Dan Johnstone, Elizabeth Chambers e Steven Michaels — todos com sólida trajetória em conteúdos de impacto.

A parte visual e sonora também recebe atenção especial: com direção de arte assinada por Courtney Voss, trilha sonora complementar de Dave Kropf e uma edição delicada sob o comando de profissionais como Olivia Becker e Salman Syed, a série constrói uma atmosfera imersiva sem recorrer a artifícios dramáticos ou estéticos exagerados. O foco é na escuta, na dor contida nos detalhes, nas pausas, nos olhares.

Reflexos sociais e urgência do tema

Lançada em um momento em que o debate sobre relacionamentos abusivos ganha força nas redes sociais, nas escolas e nos lares, a série chega com o peso de uma denúncia e o calor de uma conversa necessária. Não é uma série apenas sobre crimes — é sobre como eles se constroem no cotidiano, às vezes sob o disfarce de gestos românticos.

As histórias contadas não são distantes. Elas podem ecoar nas vidas de amigas, vizinhas, irmãos, colegas de trabalho. E é justamente por isso que a série tem potencial para gerar identificação e — mais importante — conscientização. Ao iluminar o ciclo do abuso, ela mostra caminhos de prevenção e reação. Ao dar nome às violências invisíveis, ajuda a romper o silêncio.

Maratona disponível

Enquanto o canal ID exibe um episódio por semana, às quartas-feiras, às 22h10, a temporada completa está disponível para maratona na HBO Max, plataforma de streaming que tem se destacado por seu investimento em produções true crime e documentários sociais.

Zoopocalipse – Uma Aventura Animal chega aos cinemas brasileiros no dia 25 de setembro

0

No próximo dia 25 de setembro, as salas de cinema de todo o Brasil receberão uma novidade cheia de cores, ação e muita diversão: a animação Zoopocalipse – Uma Aventura Animal. Produzido com a expertise de grandes nomes da animação mundial e distribuído pela Diamond Films, a produção promete conquistar públicos de todas as idades ao levar para as telas uma história envolvente que mistura aventura, suspense leve e, acima de tudo, uma celebração da amizade e da diversidade.

Uma história que nasce no coração do zoológico Colepepper

A trama se passa no zoológico fictício Colepepper, um ambiente tranquilo onde os animais levam suas rotinas com naturalidade e harmonia. Essa calmaria, porém, é repentinamente interrompida quando um meteoro cai no local, desencadeando uma reação inesperada: alguns bichos passam a se transformar em zumbis coloridos, criando uma situação caótica e desafiadora.

Diante desse cenário, a protagonista Gracie, uma loba corajosa, porém atrapalhada, interpretada pela influenciadora Viih Tube, assume a missão de salvar o zoológico. Gracie não está sozinha nessa: seu parceiro de aventura é Xavier, um lêmure fã de cinema, dublado por Ed Gama, que traz uma personalidade cheia de curiosidade e inteligência para a narrativa.

Além deles, um grupo diverso de animais com personalidades marcantes compõe o time que embarca nessa jornada. Entre eles, Dan, um leão-da-montanha que esconde seu coração valente sob uma aparência ranzinza; Frida, uma capivara confiante que representa a força feminina e a liderança natural; Ash, o avestruz cheio de estilo e atitude, e Felix, o macaquinho atrapalhado que garante o alívio cômico durante as cenas de tensão.

Direção que une tradição e inovação

O filme tem à frente dois nomes que conhecem muito bem o universo da animação: Ricardo Curtis e Rodrigo Perez-Castro. Ricardo traz em seu currículo produções icônicas como Os Incríveis e Monstros S.A., filmes que marcaram gerações e revolucionaram a animação mundial. Já Rodrigo é reconhecido por trabalhos em Festa no Céu e O Touro Ferdinando, que também conquistaram público e crítica com narrativas emotivas e visualmente impressionantes.

A experiência dessa dupla não só garante uma qualidade técnica de alto nível, mas também uma direção sensível que sabe equilibrar humor, emoção e ação, resultando em um filme que é, ao mesmo tempo, divertido e com profundidade.

Dublagem que dá vida aos personagens

Outro destaque da produção é o elenco de dubladores, que reúne talentos como Luiz Feier, Manolo Rey, Valentina Pawlowna, Jorge Vasconcellos, Carina Eiras, Mauro Horta, Mariangela Cantú, Eduardo Drummond, Jessica Dannemann, Marianna Alexandre, Maurício Berger, Rafinha Lima e Telma da Costa. Essa equipe diversa consegue transmitir as nuances de cada personagem, dando-lhes vozes marcantes que ampliam o apelo emocional da animação.

A presença de Viih Tube como a loba Gracie, além de aproximar o filme do público jovem, também reforça o compromisso da produção em dialogar com as novas gerações de forma autêntica e conectada com suas referências culturais.

Por que Zoopocalipse é um filme para todas as idades

Apesar do tema dos “zumbis” poder soar assustador, a animação equilibra esse elemento com uma abordagem leve, divertida e cheia de criatividade. O resultado é um filme que diverte as crianças, entretém os adolescentes e ainda agrada o público adulto com suas mensagens de união, coragem e superação.

A dinâmica dos personagens, com suas personalidades tão distintas, reforça a importância da diversidade e do trabalho em equipe para enfrentar desafios. O filme mostra que, mesmo em meio ao caos, a solidariedade e a amizade podem ser as armas mais poderosas.

Um olhar brasileiro com alcance internacional

Zoopocalipse – Uma Aventura Animal também se destaca por ser uma produção que une talentos brasileiros com profissionais experientes do mercado internacional, o que eleva a qualidade da obra e amplia seu potencial de sucesso.

A distribuição pela Diamond Films, maior distribuidora independente da América Latina, reforça o compromisso de levar o filme para todas as regiões do país, democratizando o acesso a uma produção nacional que dialoga com temáticas universais e valores positivos.

O que esperar do lançamento

Com estreia marcada para 25 de setembro, a animação chega ao público brasileiro para consolidar uma tendência de animações que combinam diversão com reflexão. O filme promete não só entreter, mas também sensibilizar espectadores de todas as idades, com um roteiro inteligente, personagens cativantes e uma animação que reflete o melhor da técnica contemporânea.

Digital Favela chega ao Influent Summit 2025 com palco exclusivo e protagonismo periférico

0

Nos dias 13 e 14 de agosto de 2025, a cidade de São Paulo se prepara para receber o Influent Summit, o maior evento de influência e economia criativa da América Latina. Nesta edição, um marco histórico acontece: a Digital Favela, empresa referência na conexão entre marcas e criadores periféricos, terá pela primeira vez um palco exclusivo, totalmente dedicado a valorizar as vozes, histórias e talentos que surgem nas periferias brasileiras.

Quebrando barreiras: a favela no centro das discussões

Tradicionalmente, as periferias são vistas como espaços à margem das grandes decisões e tendências culturais. Mas a Digital Favela está aqui para mudar essa narrativa. O palco que leva seu nome representa uma vitória simbólica e concreta — colocar a favela em destaque em um evento internacional que reúne os principais nomes do mercado de influência no Brasil.

Tiago Trindade, cofundador e CCO da Digital Favela, destaca que a iniciativa é mais que um espaço de fala, é uma conquista que reflete o crescimento e o reconhecimento das culturas periféricas no cenário nacional. “Estamos levando para o palco do Influent Summit uma agenda que mostra o que há de mais inovador, relevante e transformador vindo das periferias. É o reconhecimento de que esses territórios são um dos maiores polos de criatividade do país”, afirma.

Um time diverso para representar a pluralidade da favela

O palco promete ser muito mais que um espaço físico: será um ponto de encontro para vozes autênticas, com debates e painéis conduzidos por quem vive, entende e representa a cultura das bordas.

A rapper e comunicadora Stella Yeshua ficará responsável pela mediação dos debates, trazendo sua experiência para criar diálogos que envolvam criatividade, impacto social e inteligência cultural.

Entre os nomes já confirmados estão artistas e empreendedores que são referências em suas áreas e exemplos da diversidade que pulsa nas periferias. O rapper Kyan é um dos destaques da nova geração do rap nacional, reconhecido por letras que falam diretamente das realidades periféricas. Victor Assis, CEO do Podpah, traz a experiência de um dos podcasts mais escutados do país, que conecta milhões de pessoas diariamente.

Adriana Barbosa, líder do Instituto Feira Preta, instituição de grande relevância na promoção da cultura negra, também estará presente, assim como Ramana Borba, bailarina e influenciadora que tem levado a arte periférica para novos públicos. A comunicadora e apresentadora Ana Paula Xongani, que alia maternidade e representatividade nas redes, completa o time junto a Léo Bronks, diretor criativo cuja formação vem das ruas e que imprime uma visão inovadora sobre moda e cultura.

Roger Cipó, apresentador e fotógrafo, fecha o grupo com sua trajetória que mistura comunicação e representação cultural da favela.

Temas que dialogam com o presente e apontam para o futuro

A programação da Digital Favela no evento abordará temas que refletem as transformações reais dentro da economia da influência periférica. Com base em dados concretos, serão discutidos os perfis e comportamentos dos creators e consumidores das favelas, suas relações com marcas, desafios e conquistas dentro do mercado publicitário.

Além disso, cases reais de impacto social e cultural serão compartilhados, mostrando que a influência periférica não é apenas um fenômeno digital, mas uma força capaz de gerar mudanças profundas na sociedade.

Este espaço convida marcas, produtores e o público em geral a repensar seus olhares e estratégias, ressaltando que a favela não é uma exceção dentro do mercado — é uma direção, um caminho que indica onde estão as narrativas mais autênticas e os formatos mais inovadores.

Favela: potência cultural que transforma o mercado

Para Tiago Trindade, o palco exclusivo representa a consolidação de um movimento maior: o reconhecimento da favela como um dos principais motores da criatividade e da inovação no Brasil. “A favela dita tendências, cria formatos e constrói públicos engajados de maneira única. É onde a cultura pulsa com intensidade e diversidade que o mercado ainda está aprendendo a compreender de forma plena.”

Giuliano Ribeiro, CEO do Influent Summit, reforça que essa mudança é essencial para o futuro do setor: “Trazer a favela para o centro do palco não é só uma questão de inclusão, mas uma decisão estratégica que reflete a realidade do mercado da influência. São vozes que já movimentam milhões e que precisam estar na linha de frente das discussões e decisões.”

One Piece | Netflix revela nova imagem oficial da aguardada 2ª temporada

0

Os ventos mudaram — e levam consigo os Chapéus de Palha rumo a uma aventura muito mais densa, vibrante e cheia de camadas. Depois de surpreender o mundo com uma adaptação live-action que quebrou a maldição das adaptações ruins de anime, a Netflix divulgou a primeira imagem oficial da 2ª temporada de One Piece. O clique, embora simples, já reacende o entusiasmo de uma base de fãs que se mostrou calorosa e apaixonada desde o lançamento da primeira temporada, em agosto de 2023.

Mais do que uma simples continuação, o que está por vir promete mergulhar em um dos arcos narrativos mais emocionantes e decisivos da saga de Monkey D. Luffy e seus companheiros. Com a introdução de personagens centrais como Crocodile, Ace, Nico Robin e Vivi, a adaptação segue firme em sua rota: respeitar a obra de Eiichiro Oda, conquistar novos públicos e manter o espírito de aventura, companheirismo e liberdade que define One Piece há mais de 25 anos.

Contra todas as previsões, a primeira temporada navegou — e muito bem

Quando a Netflix anunciou o projeto live-action de One Piece, em parceria direta com o próprio Oda, a reação foi imediata: medo, desconfiança e expectativa. Afinal, a tarefa de transformar um universo visualmente excêntrico, emocionalmente profundo e narrativamente extenso em uma série com atores reais parecia uma armadilha inevitável. Mas o que aconteceu foi o oposto.

A temporada de estreia, com seus oito episódios, não só foi bem recebida pela crítica e pelo público como também renovou a esperança de que adaptações de anime podem funcionar com o devido cuidado. Mérito da direção afiada de Steven Maeda e Matt Owens, de um elenco entrosado e, claro, da presença vigilante de Oda como produtor executivo.

O carisma de Iñaki Godoy como Luffy conquistou rapidamente a audiência. O ator mexicano deu vida ao protagonista com um equilíbrio encantador entre ingenuidade, coragem e leveza. Emily Rudd (Nami), Mackenyu (Zoro), Jacob Romero (Usopp) e Taz Skylar (Sanji) também brilharam em seus papéis, formando um grupo coeso e espirituoso que, em poucos episódios, já parecia uma verdadeira família em alto-mar.

A nova imagem e o início de um novo capítulo

A foto inédita compartilhada pela Netflix mostra os tripulantes a bordo do Going Merry, cercados por um mar de possibilidades e um céu de cores saturadas. A imagem sugere uma continuidade imediata dos eventos da primeira temporada — ou seja, os Chapéus de Palha partem de East Blue para o mundo desconhecido da Grand Line.

De East Blue ao deserto de Alabasta

A expectativa para a nova temporada se concentra na adaptação do arco de Alabasta, um dos momentos mais importantes da história. A narrativa envolve intriga política, guerra civil, organizações secretas, traições e laços de amizade sendo testados ao limite. É também o primeiro grande confronto da tripulação com um dos Sete Corsários, Crocodile — um vilão que representa uma ameaça muito maior do que qualquer outra que eles enfrentaram até aqui.

Além disso, é nesse arco que entram personagens como Vivi, princesa infiltrada entre os vilões; Ace, irmão de Luffy; e Nico Robin, figura enigmática que inicialmente se apresenta como antagonista. A inclusão desses nomes marca o início da transição da série para tramas mais densas, com escolhas morais complexas, passados trágicos e dilemas existenciais.

Escalação poderosa: rostos novos para histórias queridas

E se o roteiro já promete, o elenco escalado para dar vida a esses personagens é de peso. A Netflix anunciou, de uma vez, uma leva impressionante de nomes que se unem à produção: Joe Manganiello como Crocodile – O ex-Shichibukai é um dos vilões mais icônicos da saga, e Manganiello traz o porte físico e a intensidade sombria que o personagem exige. Charithra Chandran como Vivi – Conhecida por Bridgerton, a atriz indiana assume o papel da princesa revolucionária com empatia e presença.

Lucas Amorim como Ace – O ator brasileiro foi recebido com entusiasmo pelos fãs nas redes sociais. A emoção da relação entre Luffy e Ace será um dos destaques emocionais da temporada. Katey Sagal como Dr. Kureha – A veterana atriz dará vida à médica rabugenta, mentora de Chopper, outro personagem esperado com ansiedade. Lera Abova como Nico Robin, David Dastmalchian como Mr. 3, Jazzara Jaslyn como Miss Valentine, Camrus Johnson como Mr. 5, entre outros.

E quanto ao nosso querido renazinho?

Uma das grandes questões ainda sem resposta é: como será o visual de Chopper? O personagem, uma rena que comeu a fruta do humano e atua como médico da tripulação, tem aparência fofa e transformações corporais variadas — um desafio para o live-action. Fãs especulam que ele poderá ser criado com uma combinação de CGI e animatrônico, mas nenhuma imagem oficial foi divulgada até agora.

O arco de Drum Island, onde Chopper é introduzido, é também um dos mais comoventes da obra. A relação com o Dr. Hiriluk, sua luta contra o preconceito e a construção de sua identidade são elementos emocionais que, se bem trabalhados, podem entregar um dos episódios mais tocantes da série até agora.

De gigantes a reinos em guerra: o mundo se expande

Entre os demais personagens anunciados para a temporada, há rostos importantes que indicam o escopo épico da narrativa: Clive Russell como Crocus, o médico excêntrico que vive no interior de um monstro marinho. Werner Coetser e Brendan Murray como Dorry e Brogy, os gigantes eternamente duelando em Little Garden. Sendhil Ramamurthy como Nefertari Cobra, rei de Alabasta. Sophia Anne Caruso como Miss Goldenweek, uma agente da Baroque Works com poderes artísticos. Mark Harelik como Dr. Hiriluk, médico-poeta que marca a origem de Chopper. Anton David Jaftha como K.M., um novo personagem original criado exclusivamente para a série.

Expectativas e desafios pela frente

Com filmagens em andamento na Cidade do Cabo, na África do Sul, ainda não há uma data oficial de estreia da nova temporada. A Netflix também não confirmou o número exato de episódios, mas é provável que o formato de 8 a 10 episódios se mantenha. O desafio agora é crescer sem perder o tom. A série terá que equilibrar os momentos de comédia e leveza com a intensidade dos novos conflitos, especialmente considerando o peso dramático dos próximos arcos.

Também será fundamental desenvolver ainda mais o vínculo entre os Chapéus de Palha — é nessa fase que a relação entre eles deixa de ser circunstancial e se torna inquebrável. E, claro, o público estará atento à fidelidade dos confrontos, à evolução de Nami como líder emocional, ao protagonismo crescente de Zoro e à forma como personagens femininas como Robin e Vivi serão tratadas.

The Realness Festival 2025 esgota ingressos e apresenta edição histórica com ícones do drag mundial na Vibra São Paulo

0
Foto: Reprodução/ Internet

Em um país onde a pluralidade pulsa nas veias da arte, da música e da resistência, poucos eventos traduzem tão bem o espírito da diversidade quanto o The Realness Festival. E, em 2025, o maior festival drag da América Latina está prestes a escrever mais um capítulo glorioso de sua trajetória. A quarta edição, marcada para o dia 16 de agosto, na grandiosa Vibra São Paulo, já esgotou todos os ingressos — um feito que não apenas reafirma o sucesso do festival, como também sinaliza a crescente valorização da arte drag como expressão legítima, potente e transformadora.

Num país de contrastes e desafios, reunir milhares de pessoas para celebrar a cultura drag é mais do que entretenimento: é um ato de resistência, uma afirmação política e um espetáculo de pura criatividade.

Um palco onde o brilho é lei

Desde a primeira edição, o The Realness Festival se posicionou como um dos principais palcos de visibilidade para artistas drags no continente. Mais do que trazer nomes famosos da franquia RuPaul’s Drag Race, o festival aposta em uma curadoria que valoriza a pluralidade de estilos, origens e narrativas dentro do universo drag. Em 2025, o line-up não apenas impressiona — ele faz história.

Entre os destaques internacionais estão nomes que marcaram gerações: Sasha Colby, campeã da 15ª temporada e símbolo de empoderamento trans; Shea Couleé, vencedora do All Stars 5 e conhecida por sua elegância e discurso político; Sasha Velour, cuja vitória na 9ª temporada é lembrada até hoje pela icônica performance de “So Emotional”; e Symone, uma das mais influentes campeãs recentes da franquia, unindo moda, estética negra e afirmação identitária.

Além dessas lendas, o público brasileiro terá a chance de assistir de perto talentos como Gigi Goode, Roxxxy Andrews, Morphine Love Dion e Jewels Sparkles, recém-saída da 17ª temporada — um elenco que mescla veterania e novidade com maestria.

A força da cena brasileira

Mas não são apenas os nomes internacionais que garantem o brilho dessa edição. O line-up nacional é um verdadeiro retrato da potência drag que se produz em território brasileiro. E poucas artistas representam tão bem essa força quanto Grag Queen — cantora, performer, vencedora do reality Queen of the Universe e apresentadora da versão brasileira do Drag Race. Sua presença é mais do que simbólica: é a comprovação de que o Brasil exporta talento e ressignifica o drag à sua maneira.

Ao lado dela, estarão nomes que vêm conquistando plateias por todo o país, como as finalistas Betina Polaroid e Hellena Malditta, diretamente da primeira edição do Drag Race Brasil. A diversidade estética e narrativa que ambas carregam nas performances torna essa presença ainda mais relevante.

Figuras icônicas como Silvetty Montilla e Ikaro Kadoshi trazem consigo a história viva da arte drag no Brasil. Silvetty, com décadas de palco, humor e resistência; Ikaro, com sua força política, presença midiática e o compromisso com a educação e inclusão. Completam o line-up nomes em ascensão como DaCota Monteiro, NAZA, Frimes e Desirré Beck, provando que o futuro do drag brasileiro está mais vivo e plural do que nunca.

Uma nova casa, a mesma energia

Em 2025, o festival muda de endereço: pela primeira vez, o evento será realizado na Vibra São Paulo, uma das maiores casas de espetáculo da América Latina, com capacidade para milhares de pessoas. A escolha do local vai além da logística — é um gesto de compromisso com o conforto, a acessibilidade e a inclusão do público.

A estrutura inclui telões, áreas com lugares sentados, espaços adaptados para pessoas com deficiência e um ambiente pensado para acolher todos os tipos de corpos, estilos e expressões. Um avanço necessário para um festival que cresce a cada ano, tanto em público quanto em importância simbólica.

O fenômeno drag além da TV

Embora o RuPaul’s Drag Race tenha desempenhado papel fundamental na popularização da arte drag em escala global, o The Realness Festival mostra que o fenômeno vai muito além da televisão. Ele se materializa em palcos, em encontros afetivos, em discursos potentes e em vivências únicas. Mais do que ver performances, o público vai para viver uma experiência imersiva, dançar, chorar, rir e se sentir representado. Em um país onde pessoas LGBTQIA+ ainda enfrentam violência e exclusão diariamente, o festival se consolida como um espaço seguro de afirmação e resistência, onde cada glitter no rosto é uma centelha de liberdade.

Luta de Classes | Spike Lee e Denzel Washington trazem Kurosawa para as ruas modernas de Nova York em novo thriller do Apple TV+

0
Foto: Reprodução/ Internet

O Apple TV+ liberou nesta segunda-feira, 4 de agosto, o aguardado trailer de Luta de Classes, o novo longa dirigido por Spike Lee e estrelado pelo eterno e sempre magnético Denzel Washington. A parceria entre os dois ícones do cinema americano ganha um novo e ousado capítulo nesta que é a quinta colaboração entre diretor e ator — e promete ser uma das mais intensas até agora.

Com estreia mundial marcada para 5 de setembro, o filme já está gerando burburinho por um motivo que vai além dos grandes nomes envolvidos: trata-se de uma releitura contemporânea do clássico japonês “Céu e Inferno” (“High and Low”), de Akira Kurosawa — um dos mestres indiscutíveis da sétima arte. Se a expectativa já era alta por si só, o fato de Spike Lee reinterpretar essa obra-prima, transpondo sua trama para a selva urbana da Nova York atual e para os bastidores da indústria da música, é o tipo de ousadia que a gente gosta de ver.

Um clássico japonês reimaginado com alma americana

A versão original, dirigida por Kurosawa em 1963, trazia a história de um executivo da indústria do calçado que se vê diante de um dilema moral e pessoal quando o filho de seu motorista é sequestrado por engano. Em “Luta de Classes”, esse dilema permanece — mas agora, no lugar de sapatos, temos beats, contratos milionários, estrelato e decisões que custam caro demais.

Denzel Washington vive o protagonista: um magnata da música, conhecido por ter “o ouvido mais preciso do mercado”. No auge de seu império sonoro, ele é confrontado com uma situação extrema que abala sua vida confortável e sua reputação impecável. O pedido de resgate que ele recebe — e a escolha que precisa fazer entre a vida de uma criança e seus próprios interesses — colocam tudo em xeque. O título “Luta de Classes” não é gratuito: o filme mergulha fundo na desigualdade brutal que divide os extremos sociais da metrópole americana.

Spike Lee e Denzel: parceria de peso, filme com alma

Não é todo dia que vemos dois nomes como Spike Lee e Denzel Washington juntos em um projeto — e menos ainda com a liberdade criativa que o Apple TV+ proporciona. A dupla já fez história com filmes como “Malcolm X” (1992), “O Plano Perfeito” (2006) e “O Verão de Sam” (1999). Aqui, eles voltam com sangue nos olhos, mas agora em uma narrativa onde a tensão social é quase um personagem à parte.

Elenco afiado e trilha de respeito

Além de Denzel, o elenco traz nomes que adicionam textura e diversidade à produção. Jeffrey Wright, indicado ao Oscar por “American Fiction”, interpreta o detetive que tenta costurar as peças de um quebra-cabeça que vai muito além do sequestro. Ilfenesh Hadera (de She’s Gotta Have It e Billions) vive uma executiva rival que tem mais camadas do que aparenta. E, talvez a surpresa mais instigante, é a presença de A$AP Rocky — sim, o rapper — que interpreta um produtor musical underground com ligações ambíguas ao crime e ao estrelato.

Ah, e a trilha sonora? Já é um dos elementos mais comentados nas redes sociais após o lançamento do trailer. Com produção musical de Terrace Martin (colaborador de Kendrick Lamar), a trilha é uma mescla de hip-hop,

Expectativa lá em cima (ou lá no inferno?)

O trailer do longa mostra um visual estilizado, repleto de contrastes visuais — dos cobertores térmicos dos sem-teto às salas espelhadas dos estúdios de gravação. Há tensão. Há confrontos morais. Há tiros e sussurros. Há, sobretudo, a promessa de um filme que vai além da superfície.soul, jazz e batidas eletrônicas — tudo para traduzir o coração pulsante de uma Nova York onde a música salva, condena e denuncia.

almanaque recomenda