Vans patrocina I Wanna Be Tour pelo segundo ano consecutivo

0
Foto: Reprodução/ Internet

Em algum momento, entre um grito engasgado em refrão, uma lágrima borrando o delineador e um par de Vans batendo no chão da pista, o emo deixou de ser apenas um gênero musical ou uma estética dos anos 2000. Virou memória. Virou identidade. Virou uma forma de existir — intensa, exagerada e profundamente sincera. E em 2025, esse sentimento volta com tudo na I Wanna Be Tour, agora com a Vans cravando seu patrocínio pela segunda vez como quem diz: “tamo junto desde o começo, e ainda vamos mais longe”.

Mais do que uma parceria, é um reencontro de almas. De um lado, a Vans, símbolo eterno da rebeldia estilizada, da cultura de rua e do “faça você mesmo”. Do outro, uma legião de emos novos e veteranos que encontram nas guitarras distorcidas e nos versos cortantes o espaço para serem quem são — com todas as dores, exageros e abraços coletivos que esse estilo carrega.

E sim, vai ter muita franja no olho, coturno surrado, braços erguidos e camiseta preta colada no peito.

De volta ao epicentro emo: a tour que virou ritual

A I Wanna Be Tour 2025 chega com duas paradas: no dia 23 de agosto em Curitiba, na monumental Pedreira Paulo Leminski, e no dia 30 em São Paulo, no icônico Allianz Parque. Mas não é só uma turnê. É um portal. Um bilhete de volta para aquela época em que a vida era feita de MySpace, CDs riscados e letras que entendiam mais a gente do que os próprios pais.

O line-up está simplesmente arrebatador: Fall Out Boy, Good Charlotte, Yellowcard, Fresno, Gloria, Forfun, Dead Fish, The Veronicas, The Maine, Neck Deep, Story Of The Year e Fake Number. Um verdadeiro tratado sonoro sobre juventude, vulnerabilidade e caos emocional — tudo isso com muito estilo.

E se você ainda não garantiu ingresso… bom, emo que é emo vive no limite. Mas talvez seja uma boa correr, porque a chance de esgotar é quase tão grande quanto a vontade de chorar ouvindo “Sugar, We’re Goin Down”.

Raspe, ganhe e viva: ativações que já começam no pré-show

O rolê emo começa bem antes da banda subir no palco. A Vans, sabendo disso, criou uma série de ações promocionais para esquentar o coração dos fãs com brindes, mimos e — claro — aquele toque de exclusividade.

A começar pelas lojas físicas: quem gastar R$ 499,99 ou mais, recebe uma raspadinha temática. Os prêmios vão de descontos nos ingressos até kits exclusivos e até convites cortesia para a tour. E se você já tem ingresso na mão, ganha raspadinha em dobro. Porque emoção que é emoção é em dobro mesmo.

Passando de R$ 599,99, o presente fica ainda mais icônico: uma camiseta exclusiva Vans x IWBT, com design que une música e moda alternativa num só grito visual.

E tem mais. Em Curitiba e São Paulo, as lojas físicas da Vans vão distribuir bandanas temáticas em qualquer compra. No e-commerce, também tem brinde — porque ser emo de internet também vale, claro.

Uma geração que nunca deixou de sentir

Na plateia da I Wanna Be Tour, não importa se você chorou ouvindo NX Zero em 2007 ou se descobriu Paramore pelo TikTok em 2022. Emo não é sobre quando você entrou — é sobre como você se sente.

E nesse mar de sentimentos, a Vans está ali, firme como um refrão gritado do fundo do peito. A marca não está apenas “apoiando um festival”. Está honrando uma história. Está andando de mãos dadas com quem se vestia de preto para se proteger do mundo, com quem desenhava corações partidos no caderno e com quem ainda hoje precisa de um lugar para desabafar.

Family Law | Drama canadense retorna com exclusividade ao Universal+ no Brasil a partir de 6 de agosto

0
Foto: Reprodução/ Internet

Um escritório de advocacia administrado por uma família disfuncional, onde os processos mais complicados são, na verdade, os internos. É com essa mistura de afeto mal resolvido, ressentimentos acumulados e laços inquebrantáveis que Family Law retorna para sua aguardada quarta temporada. A série canadense, criada por Susin Nielsen, volta ao ar em 6 de agosto no Universal+ com 10 episódios inéditos que prometem levar os personagens — e o público — a um novo patamar de emoção.

Mas o que torna a série diferente de tantos outros dramas jurídicos disponíveis no streaming? Talvez a resposta esteja no fato de que, antes de qualquer audiência no tribunal, as batalhas mais intensas acontecem entre quatro paredes, nas conversas atravessadas entre pai e filha, nas decisões impensadas entre irmãos, nos olhares que carregam décadas de mágoas e, principalmente, na difícil arte de se perdoar.

Abigail Bianchi: uma mulher tentando reconstruir a vida — e a confiança

Interpretada com vulnerabilidade e força por Jewel Staite (Firefly, The Killing), Abigail Bianchi não é apenas uma advogada talentosa. Ela é uma mulher em reconstrução. Sua jornada começou lá na primeira temporada, quando, após ser flagrada em uma situação comprometida por conta de seu vício em álcool, sua carreira desmoronou. A saída? Voltar às origens, ainda que essas origens significassem trabalhar no escritório do pai com dois irmãos que ela mal conhecia.

Na quarta temporada, Abigail está mais centrada — ou tenta estar. Ainda em processo de recuperação e buscando manter sua sobriedade, ela se vê diante de novos dilemas: um namorado que recai no álcool, uma filha adolescente que cobra atitudes e uma rotina de trabalho que exige equilíbrio emocional que nem sempre ela tem.

O arco de Abigail é dolorosamente humano. Não se trata apenas de recomeçar, mas de encarar os próprios erros e tentar, todos os dias, ser alguém melhor — por si mesma e por quem ama. Em tempos de séries com protagonistas perfeitos ou completamente autodestrutivos, é revigorante acompanhar alguém real, cheia de nuances, tropeços e coragem.

Os Svensson: onde amor e tensão dividem a mesma sala

Victor Garber (Alias, Titanic) vive Harry Svensson, o patriarca da família e figura central dessa trama. Dono do escritório de advocacia e de uma visão pragmática do mundo, Harry não é o tipo de pai que oferece abraços, mas o tipo que cobra resultados. Ainda assim, ao longo das temporadas, ele se mostra vulnerável, especialmente quando confrontado com as fragilidades dos filhos e os próprios limites.

Na nova temporada, Harry arrisca tudo em uma tentativa de fusão com um escritório rival. É um movimento ousado, que promete estabilidade financeira, mas que esconde armadilhas emocionais e profissionais. Afinal, será que vale a pena perder o controle em nome do crescimento?

Enquanto isso, Daniel (Zach Smadu), o irmão mais racional, e Lucy (Genelle Williams), a irmã mais empática, tentam encontrar seu lugar dentro da família e do escritório. E o que antes parecia apenas uma história sobre advogados se torna, episódio a episódio, uma saga sobre identidade, pertencimento e cicatrizes.

Rir também é preciso: o humor que emerge do caos

Apesar da carga emocional densa, a produção não se leva excessivamente a sério. É justamente nos momentos de alívio cômico que a série encontra sua humanidade. Uma piada dita fora de hora, um olhar cúmplice entre irmãos, um silêncio constrangedor na sala de reuniões — todos esses elementos constroem uma atmosfera que flerta com o drama, mas também acolhe a leveza.

Victor Garber ressalta esse equilíbrio como um dos maiores trunfos da série. “O que me encantou em Family Law desde o início foi a chance de interpretar alguém que pode ser sério e engraçado ao mesmo tempo. A vida é assim, não é? Rimos no meio do caos, fazemos piada para não chorar. E a série capta isso muito bem”, disse o ator ao Universal+.

Família é tribunal sem juiz

Family Law funciona porque, no fundo, todos nós já estivemos ali — em maior ou menor escala. Quem nunca enfrentou uma conversa difícil com os pais? Quem nunca sentiu que era o elo frágil de uma relação? A série mostra que não existe tribunal mais complexo do que uma mesa de jantar com segredos guardados por anos. O roteiro de Susin Nielsen evita soluções fáceis. A cada temporada, as reconciliações são construídas com cuidado, com tropeços e recaídas, com tentativas falhas e acertos inesperados. Não há vilões nem heróis — só pessoas tentando fazer o melhor com o que têm.

O que esperar da nova temporada?

A quarta temporada promete ser a mais intensa até agora. Além da tensão familiar, novos casos jurídicos colocam à prova a ética dos personagens, seu senso de justiça e, claro, os limites do amor fraternal. Abigail viverá um triângulo amoroso inesperado e terá que rever suas prioridades afetivas. Lucy enfrentará dilemas sobre maternidade e identidade. E Daniel será desafiado a sair da zona de conforto e rever sua postura dentro da empresa — e da família. O escritório dos Svensson, sempre à beira de um colapso, também enfrentará momentos decisivos. A possível fusão com o escritório rival abrirá velhas feridas e trará novas rivalidades. É o tipo de temporada que promete transformar a série — e seus personagens — de forma definitiva.

No Conversa com Bial desta segunda (04/08), Fernanda Keller e Fernanda Maciel contam suas histórias de superação e amor pelos desafios

0
Foto: Reprodução/ Internet

Na noite desta segunda, 4 de agosto de 2025, o programa Conversa com Bial abre espaço para um encontro raro e inspirador: duas mulheres que desafiam limites físicos e mentais, que vivem intensamente o esporte como forma de vida e transformação. De um lado, Fernanda Keller, a incansável triatleta que há décadas desafia as provas mais difíceis do planeta; do outro, Fernanda Maciel, ultramaratonista e alpinista que corre entre os picos mais altos do mundo como quem respira. Com simplicidade e profundidade, as duas dividiram não apenas números e títulos, mas emoções, histórias de superação e o que realmente as move para seguir em frente, mesmo diante das maiores dificuldades.

Fernanda Keller: a mulher que faz do triatlo uma missão de vida

Keller é sinônimo de resistência. Aos 60 anos, a carioca de Niterói carrega no corpo e na alma a experiência de quem já viveu dezenas de Ironmans — competições que combinam natação, ciclismo e corrida por horas a fio. Ela não é só uma atleta; é uma lenda viva do triatlo mundial, reconhecida por ter participado 23 vezes consecutivas do Ironman do Havaí, e por ter terminado 14 vezes entre as 10 melhores do mundo.

No programa, Fernanda vai falar com a serenidade de quem conhece a dor, mas não se deixa vencer por ela. Ela conta como o esporte transformou sua vida e como a disciplina e o foco são aliados essenciais em cada prova, seja a mais dura ou a mais simples. Mas seu legado vai além das medalhas: ela criou o Instituto Fernanda Keller, que há mais de 25 anos oferece gratuitamente aulas de triatlo para crianças e jovens de comunidades carentes em Niterói.

Fernanda Maciel: entre montanhas e ultramaratonas, a coragem que corre no sangue

Enquanto Keller é a rainha das distâncias no triatlo, Fernanda Maciel é a mulher que desafia os limites da corrida e da escalada pelas alturas do mundo. Mineira de Belo Horizonte, ela começou a correr quando criança, inicialmente para escapar do transporte escolar e treinar ginástica. Mais tarde, virou ultramaratonista, especialista em correr por trilhas íngremes e terrenos selvagens.

Com um currículo impressionante, a moça é detentora de recordes femininos de velocidade em montanhas como o Aconcágua, Kilimanjaro, Monte Vinson e o Monte Elbrus. Em seu projeto Seven Summits, busca estabelecer o recorde mais rápido para mulheres nos sete picos mais altos de cada continente — uma jornada que é também um manifesto de amor à natureza e consciência ambiental.

A atleta fala sobre os desafios que enfrentou, incluindo um grave acidente em 2021 que a deixou com sequelas temporárias e a obrigou a uma recuperação difícil.

O que move quem vive para vencer limites?

Ao longo da conversa, as duas Fernandas dividiram uma visão parecida: não se trata apenas de competir ou ganhar medalhas. O que realmente importa é a conexão consigo mesma, o prazer de descobrir do que se é capaz e a sensação de que, mesmo quando o corpo grita por descanso, a alma encontra força para continuar.

Keller confessa que a maior vitória é poder inspirar outras pessoas a nunca desistirem, independentemente das adversidades. Já Maciel destacou que o esporte é sua forma de dialogar com o mundo e de defender a preservação do meio ambiente — um chamado urgente e apaixonado.

Saiba qual filme é destaque no Cine Espetacular desta terça (05/08)

0
Foto: Reprodução/ Internet

Se você cresceu acompanhando uma turma destemida que desmascarava vilões disfarçados de monstros e enfrentava o sobrenatural com uma boa dose de coragem (e sanduíches gigantes), então a noite de terça-feira promete um mergulho nostálgico — e divertido. No Cine Espetacular desta terça, 5 de agosto de 2025, será exibido “Scooby-Doo! e a Maldição do Monstro do Lago”, uma aventura live-action recheada de mistério, humor e afeto, ideal para todas as idades.

Lançado originalmente em 2010, o filme foi produzido para o Cartoon Network e chegou ao Brasil em 2011, conquistando um público que já estava acostumado às animações do cão medroso mais amado da cultura pop. Com direção de Brian Levant e um elenco jovem, a trama resgata a essência das histórias clássicas de Scooby-Doo, mas com uma roupagem moderna e energética que conquistou toda uma nova geração.

Um verão que prometia descanso… mas acabou em susto!

Férias de verão. Sol, descanso e zero mistérios, certo? Errado.

A história começa com a turma da Mistério S/A — composta por Fred, Daphne, Velma, Salsicha e Scooby-Doo — decidindo passar as férias juntos, longe das investigações e monstros. Mas, como já era de se esperar, o sossego não dura muito. Quando estranhas aparições começam a ocorrer perto de um lago aparentemente tranquilo, o grupo se vê envolvido em mais um enigma.

A lenda local fala de um monstro ancestral, que surge das águas e ameaça a tranquilidade do lugar. A princípio, ninguém acredita. Mas os ataques e aparições começam a se tornar mais frequentes, obrigando os jovens a voltarem à ativa para descobrir quem — ou o que — está por trás disso.

Enquanto isso, os laços entre os personagens são testados: Velma se apaixona por Salsicha, que por sua vez está dividido entre seus sentimentos e sua amizade com Scooby. Fred tenta mostrar liderança, mas também lida com seu relacionamento com Daphne. E Scooby? Entre um petisco e outro, segue sendo o coração do grupo — com seu medo irresistivelmente engraçado.

Elenco jovem, carisma em alta

O filme se destaca por trazer um elenco renovado, com atuações que buscam atualizar os personagens sem perder sua essência. Nick Palatas interpreta Salsicha com a descontração necessária, equilibrando humor e ingenuidade. Kate Melton dá vida à elegante e determinada Daphne, enquanto Robbie Amell entrega um Fred carismático, dividido entre o heroísmo e o charme desajeitado.

Mas quem rouba a cena, sem dúvida, é Hayley Kiyoko no papel de Velma Dinkley. Em um papel que exige um equilíbrio entre lógica, sensibilidade e curiosidade, Hayley mostra por que é considerada uma das jovens atrizes mais promissoras da época. Sua química com Palatas dá à trama uma camada emocional inesperada e bem-vinda.

A dublagem de Frank Welker, lenda viva da voz original de Scooby-Doo, traz uma familiaridade nostálgica que agrada tanto aos fãs antigos quanto aos novos.

Brian Levant e a missão de equilibrar humor, mistério e emoção

Com experiência em comédias familiares como “O Pestinha 2” e “Os Flintstones”, o diretor Brian Levant sabe como criar aventuras leves e envolventes. Em “Scooby-Doo! e a Maldição do Monstro do Lago”, ele aposta em efeitos visuais modestos, mas suficientes para sustentar a tensão, e em momentos de interação sincera entre os personagens, algo nem sempre presente em adaptações anteriores da franquia.

O tom do filme é mais próximo das animações do que das versões cinematográficas estreladas por Matthew Lillard e Sarah Michelle Gellar. Isso faz com que o longa funcione como uma ponte entre o universo clássico dos desenhos e o público jovem da TV.

Apesar do orçamento limitado, Levant acerta ao não exagerar nos sustos ou efeitos digitais — o foco está na investigação, nas relações de amizade e na tradição Scooby-Doo de desmascarar vilões com máscaras de borracha.

Por que vale a pena assistir?

O filme pode não ser uma superprodução cinematográfica, mas oferece exatamente o que propõe: diversão leve, mistério instigante e lições de amizade para todas as idades. Com um ritmo ágil, personagens bem definidos e momentos de emoção sincera, o filme é um lembrete de que o universo Scooby-Doo ainda tem muito a oferecer.

Além disso, é uma ótima oportunidade para apresentar a franquia a novas gerações, em um formato acessível e carismático. Para os fãs de longa data, é um reencontro reconfortante com personagens que marcaram infâncias — e continuam ensinando que, com coragem, uma boa equipe e biscoitos Scooby, é possível enfrentar qualquer monstro.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta terça (05/08)

0
Foto: Reprodução/ Internet

Na tarde desta terça, 5 de agosto, a TV Globo brinda seu público com um filme que une leveza, tradição e emoção familiar na medida certa: “O Pai da Noiva” (2022). Protagonizado por Andy García e Gloria Estefan, essa versão repaginada do clássico hollywoodiano ganha uma nova roupagem ao celebrar as raízes latino-americanas e as inevitáveis transformações nos laços familiares em tempos modernos. Exibido na Sessão da Tarde, o longa é mais do que uma comédia romântica sobre casamento — é um mergulho em conflitos geracionais, afetos contidos e o poder dos recomeços.

E para além da programação televisiva, a produção está disponível em plataformas como a HBO Max (streaming por assinatura) e Prime Video (compra a partir de R$ 19,90). Mas o que faz essa história merecer destaque entre tantas outras narrativas familiares? Vamos juntos descobrir.

O reencontro de um pai com suas filhas — e consigo mesmo

O arquiteto Billy Herrera (Andy García) é um homem de princípios. E de teimosia também. Ele ama profundamente sua esposa e suas três filhas, mas demonstra isso com rigidez, orgulho e apego às tradições. Sua filha mais velha, Sofia (Adria Arjona), retorna para casa após anos de distância — agora formada em Direito, madura, decidida. Mas traz uma surpresa que vira a vida da família de cabeça para baixo: está noiva e quer se casar em um mês.

O que para muitos pais poderia ser motivo de celebração, para Billy soa como um terremoto emocional. Ainda mais porque Sofia pediu o namorado em casamento, deseja uma cerimônia modesta, não religiosa, não cubana, e quer se mudar com o noivo para o México, onde trabalharão em uma ONG. Para Billy, um defensor ferrenho dos valores tradicionais e da cultura cubana, é como se todas as estruturas que ele ajudou a construir — na vida e na mente — estivessem ruindo.

A partir daí, a trama costura as tensões entre tradição e modernidade, orgulho e entrega, família e autonomia. E, acima de tudo, o filme questiona: até que ponto estamos dispostos a mudar por amor?

Gloria Estefan e Andy García: química madura e agridoce

A presença de Gloria Estefan, um ícone latino da música e do cinema, é mais que um bônus afetivo para o espectador: ela interpreta Ingrid, a esposa de Billy, com uma doçura silenciosa e firmeza emocional que contrastam com o temperamento impetuoso do marido. O casal está em crise. Estão fazendo terapia de casal e, na primeira cena, Ingrid avisa: quer o divórcio.

Mas antes que possam contar às filhas, Sofia anuncia seu noivado, e eles decidem adiar a separação para não abalar o casamento da filha. Assim, encenam uma espécie de “casamento de fachada” que, curiosamente, reacende memórias e sentimentos esquecidos. Estariam eles prontos para tentar novamente?

O filme encontra força justamente aí: no entrelaçar dos afetos desgastados e na possibilidade de reconstrução — mesmo quando tudo parece tarde demais.

Conflitos culturais: o casamento é de quem?

Entre os muitos trunfos de “O Pai da Noiva” está sua capacidade de transformar o casamento, muitas vezes reduzido a um evento superficial, em um campo de batalha emocional e cultural. O pai de Adan, Hernan Castillo (Pedro Damián), é um magnata mexicano carismático e, como Billy, acostumado a controlar tudo. Quando os dois se encontram, é como se duas nações entrassem em choque.

Eles discordam sobre tudo: onde será o casamento, quem vai pagar, como será a cerimônia. Hernan oferece um iate, uma ilha, um buffet de luxo. Billy insiste em algo mais familiar, com música cubana e tradição. No fundo, a guerra entre os dois é um reflexo de outra tensão: o medo de perder a filha, o medo de envelhecer, o medo de ser substituído.

E nesse embate de egos, o filme oferece momentos hilários, mas também pungentes. Em um mundo que valoriza a autonomia, como aceitar que os filhos escolham caminhos que contrariam tudo o que acreditamos?

As filhas e a reinvenção do afeto

Enquanto Sofia representa a mulher decidida, empoderada e disposta a romper com expectativas, Cora (Isabela Merced), a filha mais nova, dá ao filme um sopro de criatividade e rebeldia. Aspirante a estilista, ela é a responsável por criar o vestido de noiva da irmã — um símbolo de reconciliação, liberdade e também desafio à rígida cerimonialista Natalie Vance (Chloe Fineman), uma caricatura hilária do universo dos casamentos de elite.

Cora também escuta, observa, e é quem descobre, sem querer, a verdade sobre o iminente divórcio dos pais — desencadeando uma crise que quase inviabiliza o casamento.

A beleza da narrativa está na forma como as filhas, longe de serem coadjuvantes, são os motores da transformação de seus pais. Elas não apenas aprendem com Billy e Ingrid, mas os forçam a enxergar o que realmente importa: a conexão, o respeito, a escuta.

O casamento que quase não aconteceu

O filme não economiza em reviravoltas. Quando finalmente tudo parece acertado, uma tempestade tropical atinge Miami, bloqueia a ponte de acesso ao local do casamento e destrói a infraestrutura do evento. Parece um presságio, uma metáfora do caos emocional que antecede grandes decisões.

Mas, ao contrário do que o cinema muitas vezes retrata, o casamento não é cancelado. Ele é reinventado.

Com criatividade e união, as duas famílias decidem realizar a cerimônia na casa dos Herrera. Ali, longe dos holofotes e das convenções, o amor floresce de forma simples e tocante. A cerimonialista improvisa, o pai se reconcilia com o genro, e Billy, finalmente, deixa a filha ir — não como perda, mas como celebração de sua jornada.

É nesse momento que o filme atinge sua força emocional máxima: quando o controle dá lugar à confiança. Quando o orgulho cede espaço ao afeto. Quando o “pai da noiva” entende que seu maior papel não é proteger, mas apoiar.

Por que vale assistir?

O longa é mais do que uma comédia romântica. É um espelho dos nossos tempos: onde filhos crescem rápido demais, pais têm dificuldade de aceitar, e todos buscamos uma forma de nos reconectarmos. Em um mundo acelerado e fragmentado, o filme convida o espectador a desacelerar e refletir: o que é, afinal, um casamento? E o que é amar de verdade?

O Testemunho | Romance de Santiago Delgado expõe as raízes do nazismo sob o verniz da ciência no final do século XIX

0
Foto: Reprodução/ Internet

Era uma vez um império elegante por fora e apodrecido por dentro. Berlim, 1898. A capital da jovem Alemanha Imperial vibra com a promessa de um futuro glorioso: ciência de ponta, universidades prestigiadas, salões aristocráticos onde o saber é servido junto ao vinho e ao prestígio de sobrenomes antigos. Mas há algo que não se vê nos bailes nem nas capas dos jornais: uma semente sendo plantada — metódica, fria, disfarçada de progresso. E é nessa fresta de sombra que nasce O Testemunho, o novo romance de Santiago Delgado, historiador e escritor estreante na ficção, mas já um profundo conhecedor do período que retrata.

Em vez de entregar uma tese, Delgado nos oferece uma história que pulsa: um jovem nobre, uma descoberta perturbadora, um amor proibido e uma conspiração científica tão realista quanto assustadora. Mais do que um romance histórico, o livro é uma advertência — e, ao mesmo tempo, um convite à coragem.

Um império refinado, uma juventude perdida

Wilhelm von Richthofen é jovem, rico, promissor. Estuda em um respeitado internato da elite, onde se formam os futuros líderes do império. Mas, por trás da fachada impecável, Wilhelm vive sob a sombra de seu irmão desaparecido e carrega uma rivalidade com o brilhante e reservado Alois Schneider. Movido por ciúmes e orgulho, ele decide investigar o passado do colega — e o que descobre muda tudo.

Ao lado de Helga, irmã gêmea de Alois, Wilhelm entra num labirinto de segredos. Eles descobrem documentos confidenciais, registros médicos escondidos e pistas de um projeto eugênico financiado por figuras influentes da aristocracia e da ciência alemã. Um nome volta à tona: Joseph, irmão de Wilhelm, supostamente morto. Mas ele está vivo — e profundamente envolvido no programa.

Nas entrelinhas da alta sociedade, escondem-se campos de experimentos ilegais, onde crianças judias, ciganas, doentes mentais e indigentes são usados como cobaias. Tudo isso sob a justificativa da “melhoria racial”.

A frieza dos salões e o calor do perigo

Santiago Delgado poderia ter escrito um livro frio, acadêmico. Mas escolheu o caminho mais difícil: criar personagens de carne e osso, que erram, sentem medo, se apaixonam e resistem. Wilhelm e Helga não são heróis clássicos. São jovens assombrados, impulsivos, mas movidos por uma crescente consciência do horror que os cerca.

A atmosfera que Delgado constrói é sufocante. Os corredores das escolas são vigiados. Um padre é assassinado e pendurado de cabeça para baixo. Um crânio humano aparece com uma ameaça: “você é o próximo”. Os arquivos são queimados, testemunhas desaparecem, e o medo cresce em cada página. Não é mais uma investigação. É uma luta por sobrevivência.

Entre a paixão e o abismo

Mas há beleza também. O romance entre Wilhelm e Helga floresce em meio ao caos. Não como alívio, mas como resistência. Em tempos de crueldade institucionalizada, amar alguém é, em si, um ato político. Há ternura nas noites de fuga, nos sussurros trocados antes de uma nova investida, na partilha silenciosa de culpas.

Delgado não idealiza esse amor. Ele o apresenta com dúvidas e dilemas. Até onde vale ir? O que se arrisca por justiça? Pode-se lutar contra o próprio sangue? Essas são perguntas que o livro não responde com fórmulas, mas com escolhas difíceis — e lágrimas.

Ecos de um futuro que já conhecemos

O grande trunfo de “O Testemunho” é o desconforto que provoca. Afinal, o livro termina muito antes de Hitler chegar ao poder. E, no entanto, cada cena parece um prelúdio do que viria: os discursos sobre pureza racial em jantares sofisticados, os médicos que falam de “eficiência biológica” com frieza, as elites que preferem ignorar os abusos em nome da ciência e do avanço.

A mensagem é clara, ainda que sutil: o nazismo não começou com tanques e suásticas. Começou com ideias. Com omissões. Com salões refinados e conversas bem articuladas.

Uma leitura para quem quer sentir — e entender

Se você se emocionou com “O Leitor”, de Bernhard Schlink, ou ficou impactado com “A Menina que Roubava Livros”, de Markus Zusak, prepare-se: “O Testemunho” toca as mesmas feridas, mas com uma lupa voltada para o momento anterior à tragédia. É um livro para quem quer se apaixonar, se indignar, se perguntar — e, talvez, sair diferente depois da última página.

Não é um romance fácil. Mas é necessário.

Um historiador que escolheu contar o passado em voz alta

Santiago Delgado poderia ter mantido suas pesquisas nas estantes das universidades. Mas escolheu outro caminho. Formado em História pela PUC-SP, ele passou anos estudando os bastidores do Segundo Reich, o período entre a unificação alemã e o fim da Primeira Guerra. Ao transformar dados e documentos em literatura, Delgado torna o passado acessível — e, acima de tudo, vivo.

A escrita é minuciosa, mas fluida. Carregada de imagens vívidas, diálogos potentes e um senso de urgência. “O Testemunho” não é só um livro: é um aviso. Um lembrete de que o horror se constrói em silêncio — e de que resistir pode começar com algo tão simples quanto uma pergunta feita na hora certa.

Enfim, esposas | Continuação do romance sáfico histórico de Vanessa Airallis mergulha no amor proibido entre duas mulheres

0
Foto: Reprodução/ Internet

Em uma São Paulo que ainda respirava os ares coloniais, marcada por carruagens, vestidos longos, salões iluminados à vela e conversas sussurradas entre leques, um amor improvável floresceu. Entre paredes aristocráticas, convenções religiosas e expectativas que esmagavam o que era diferente, duas mulheres ousaram se olhar de outro jeito. E esse olhar, tão simples e ao mesmo tempo tão revolucionário, mudou tudo.

Foi isso que Vanessa Airallis contou em “Não somos melhores amigas”, o romance sáfico de época que arrebatou centenas de leitoras brasileiras nos últimos anos. Agora, com o lançamento de “Enfim, esposas”, a autora entrega não apenas uma continuação, mas um mergulho ainda mais intenso nos dilemas, escolhas e sentimentos de Alice Bell Air e Isis d’Ávila Almeida, duas personagens que vivem aquilo que, para muitas mulheres da época — e ainda hoje —, parecia inalcançável: um amor possível entre duas mulheres.

Uma carta de amor às que vieram antes

Ao escrever sobre o fim do século XIX, Vanessa não está apenas contando uma história de amor. Ela está escrevendo uma carta. Uma homenagem. Um registro silencioso, mas poderoso, daquilo que tantas mulheres viveram em segredo, muitas vezes sem nomear, sem poder contar, sem poder viver.

“Enfim, esposas” começa com Alice de volta a São Paulo após uma temporada no exterior. Mas ela retorna diferente. O corpo, a mente, o coração — tudo nela mudou desde que se permitiu sentir algo por Isis. Algo que ela mal consegue entender, mas que reconhece como verdadeiro. Como real. Ainda que sua família, extremamente religiosa, a pressione a se casar com um bom pretendente, ela já sabe que nenhum homem poderá provocar nela o que Isis provoca com um simples toque de olhar.

Isis, por sua vez, continua vivendo o drama silencioso de uma mulher presa em um casamento tradicional. Rica, bela e respeitada, ela parece ter tudo o que uma dama da elite paulistana poderia desejar — exceto liberdade para amar. A chegada de Alice reacende nela sentimentos que ela tentou sufocar, mas que nunca morreram de fato.

Um romance sobre escolhas que moldam destinos

O que torna a escrita de Vanessa Airallis tão especial é justamente sua habilidade de transformar o silêncio em palavra, a opressão em poesia, o toque negado em narrativa. Alice e Isis não estão apenas apaixonadas — elas estão lutando contra tudo o que aprenderam a ser. Estão se permitindo desejar num tempo em que o desejo feminino era visto com desconfiança. E mais ainda: estão lutando para viver um amor que não tinha nome, nem espaço, nem modelo. Se “Não somos melhores amigas” foi o nascimento desse amor, “Enfim, esposas” é o confronto com o mundo. O momento em que o que elas sentem precisa ser escolhido — ou abandonado. E nesse embate, Vanessa não oferece soluções fáceis. Suas personagens são humanas, falham, têm medo, se escondem. Mas também são valentes, ternas, leais ao que sentem — mesmo quando o mundo insiste em dizer que estão erradas.

A delicadeza de contar histórias que o tempo tentou apagar

É impossível falar de “Enfim, esposas” sem destacar o cuidado que a autora tem com os detalhes. Desde os trajes e costumes da elite paulista do século XIX até os modos de falar, os rituais sociais e a repressão velada que atravessava o cotidiano das mulheres, tudo é tratado com precisão e lirismo. Mas o que realmente brilha é o sentimento. A maneira como Vanessa escreve o amor. Não um amor idealizado, imune aos conflitos ou aos muros sociais. Mas um amor cheio de camadas, com desejo e ternura, silêncio e culpa, raiva e encantamento. A cada página, a autora parece sussurrar ao ouvido da leitora: “Sim, vocês existiram. Sim, vocês também amaram. Sim, suas histórias importam.” E talvez essa seja a principal força do livro — oferecer um espelho para quem, durante muito tempo, não pôde se ver.

Um passo importante na representatividade lésbica na literatura brasileira

Ainda é raro encontrar romances de época protagonizados por duas mulheres nos catálogos das grandes editoras brasileiras. E mais raro ainda quando essas histórias são ambientadas no Brasil, com nossa cultura, nossos conflitos e nossa história. Com o apoio da Verus Editora, “Enfim, esposas” chega como um gesto importante de representatividade. Não apenas por retratar o amor sáfico com respeito e profundidade, mas por resgatar um passado que foi vivido por muitas — mas contado por poucas. Vanessa constrói com firmeza uma ponte entre o presente e o passado. Seu livro fala com quem vive hoje, mas também com as tantas mulheres que não puderam viver o que sentiam. E isso é, por si só, um gesto político, poético e necessário.

O que esperar da leitura?

Leitoras que se encantaram com o primeiro livro vão encontrar em “Enfim, esposas” uma história ainda mais emocionalmente carregada. É um livro sobre escolhas difíceis, sobre segredos, sobre esperança. E, acima de tudo, sobre o que acontece quando duas mulheres descobrem que não dá mais para fugir do que sentem. A escrita da autora é elegante, envolvente, às vezes sensual, às vezes dolorida. Ela sabe dosar emoção sem cair na dramatização gratuita. E, como poucas autoras brasileiras contemporâneas, consegue construir um romance sáfico que é doce e político ao mesmo tempo.

Superman ultrapassa US$ 550 milhões globalmente e reforça o renascimento da DC nos cinemas

0
Foto: Reprodução/ Internet

Há algo profundamente especial na maneira como o Superman resiste ao tempo — e às telas. O herói que nasceu nas páginas dos quadrinhos, nos anos 1930, e ganhou o mundo nas adaptações cinematográficas, nunca deixou de ser uma figura símbolo de esperança, coragem e luta pelo bem. Agora, em 2025, em meio a tantas produções de heróis e universos cinematográficos que se multiplicam, ele retorna com uma nova história — e já mostra sinais claros de que seu voo está longe de acabar.

O longa-metragem, dirigido por James Gunn e estrelado pelo jovem David Corenswet, ultrapassou a marca de US$ 550 milhões em arrecadação global, sendo mais de US$ 315 milhões só nos Estados Unidos. Essa façanha o torna o primeiro filme da DC desde The Batman (2022) a passar dos US$ 300 milhões no mercado americano, reacendendo a chama da esperança para a editora e seus fãs. As informações são do site Box Office Mojo.

Leia também:
Superman já tem data oficial para chegar ao streaming no Brasil — veja onde assistir ao novo épico da DC!

Um Homem de Aço diferente, mais humano

Ao contrário das versões clássicas, onde o herói já é uma figura consolidada, esse novo filme nos apresenta um Clark Kent mais jovem, que ainda está aprendendo o que significa carregar não apenas o poder, mas a responsabilidade de ser o protetor da Terra. Trinta anos após ter sido enviado por seus pais biológicos, Jor-El e Lara, para escapar da destruição do planeta Krypton, Kal-El — ou Clark Kent — vive em Metrópolis como repórter, tentando encontrar seu lugar no mundo.

Interpretado por David Corenswet, Clark é um personagem que cativa justamente porque ainda está em formação. Ele não é um herói perfeito; é alguém que sente dúvidas, erros, medos. A relação com Lois Lane, interpretada por Rachel Brosnahan, e com outros aliados, revela um Superman muito mais próximo e acessível do que a figura quase mitológica que muitos conhecem.

Uma trama de ação, política e dilemas morais

A história se desenrola em meio a um conflito geopolítico entre Borávia e Jarhanpur — países fictícios que lembram muito as tensões reais do mundo atual. Clark tenta intervir para evitar uma guerra, mas logo é manipulado por Lex Luthor, um vilão maquiavélico que usa um clone chamado Ultraman para incriminá-lo.

Essa virada traz ao filme um tom de suspense e mistério, onde o herói precisa lutar não apenas contra ameaças físicas, mas também contra a opinião pública e intrigas políticas. Quando Homem de Aço é preso em uma dimensão artificial e enfraquecido pela kriptonita, seu caminho para redenção fica mais complexo — e emocionante.

Com a ajuda da Liga da Justiça, do herói Metamorfo, do cão Krypto e até da chegada inusitada de sua prima Kara Zor-El, Superman enfrenta batalhas épicas para salvar Metrópolis e restaurar sua honra. O filme mistura cenas de ação espetaculares com momentos de vulnerabilidade e diálogo, dando ao público uma experiência completa.

O desafio de fazer o filme dar lucro

Produzir um filme de super-herói hoje em dia não é tarefa fácil. Com orçamentos que ultrapassam os US$ 200 milhões e campanhas de marketing que custam ainda mais, a pressão para que o filme seja um sucesso comercial é enorme.

O site TheWrap reportou que Superman precisava faturar pelo menos US$ 500 milhões globalmente para cobrir seus custos. No entanto, para ser considerado um filme lucrativo e um verdadeiro sucesso para o estúdio, ele deveria ultrapassar a marca dos US$ 700 milhões.

O longa teve uma estreia promissora: no seu primeiro dia, arrecadou US$ 56,5 milhões, ficando atrás apenas do fenômeno Um Filme Minecraft entre as maiores estreias do ano. No primeiro final de semana, o total mundial chegou a US$ 217 milhões, levemente acima das previsões dos analistas.

Agora, com o total acima de meio bilhão, o Homem de Aço mostra que tem força para seguir firme, especialmente com lançamentos programados em mercados importantes e formatos especiais, como IMAX, RealD 3D e Dolby Cinema — que atraem os fãs mais dedicados e aumentam a receita.

O futuro do Superman e da DC no cinema

Com a bilheteria atual, Superman está no caminho certo para alcançar a lucratividade, e isso abre espaço para possíveis continuações e spin-offs. A introdução de personagens como Metamorfo e Kara Zor-El também aponta para uma expansão do universo da Liga da Justiça, que deve ganhar cada vez mais espaço nos próximos anos.

Enquanto isso, o público pode esperar que o Homem de Aço continue enfrentando desafios não só no campo de batalha, mas também em seu crescimento pessoal, em histórias que misturam o extraordinário e o cotidiano.

Dinossauros de volta ao topo! Jurassic World: Recomeço ultrapassa US$ 760 milhões no mundo

0
Foto: Reprodução/ Internet

É curioso como algumas histórias insistem em não acabar. E talvez seja justamente isso que as mantém vivas. Em um mundo onde reboots e continuações parecem brotar com a mesma velocidade de memes nas redes sociais, é fácil olhar com ceticismo para mais um filme da franquia Jurassic Park. Mas Jurassic World: Recomeço, o novo capítulo lançado em 2025, tem provado que — apesar das dúvidas — ainda há um enorme apetite por dinossauros. Literalmente.

Com US$ 766 milhões arrecadados nas bilheteiras mundiais, sendo US$ 317 milhões só nos Estados Unidos, o longa dirigido por Gareth Edwards não é apenas um sucesso comercial. Ele é também uma tentativa ambiciosa de resgatar um sentimento que parecia enterrado nas trilhas de Isla Nublar: a admiração, o medo e o fascínio diante do desconhecido. As informações são do Omelete.

Mas para além dos números e dos efeitos especiais, o que o novo filme tem a dizer? E mais: ele realmente precisava existir?

A natureza se adapta. A franquia também.

Cinco anos se passaram desde os eventos de Jurassic World: Domínio — tanto na cronologia da história quanto no nosso mundo real. Depois da confusão global causada pelos dinossauros soltos no planeta, a Terra meio que “resolveu” o problema por conta própria. As criaturas sobreviveram apenas em zonas tropicais remotas, lugares hostis para humanos, mas semelhantes aos seus habitats originais. Foi a forma do planeta dizer: “Vocês mexeram demais, agora deixem que eu arrumo.”

É nesse cenário que conhecemos Zora Bennett, vivida por Scarlett Johansson, uma agente secreta recrutada para uma missão com cara de “última chance”. Ela se une ao paleontólogo Dr. Henry Loomis (Jonathan Bailey) e ao líder da operação Duncan Kincaid (Mahershala Ali), em uma jornada até a misteriosa Ilha Saint-Hubert — um lugar que, como muitas ilhas no universo Jurassic, deveria ter continuado inacessível.

O plano é encontrar três espécies raríssimas — uma terrestre, uma marinha e uma voadora — e coletar seu DNA. A promessa é tentadora: esse material genético pode revolucionar a medicina e salvar milhões de vidas. Mas a gente já sabe como esse tipo de história termina, não é?

Entre monstros e memórias

Quando a equipe chega à ilha, percebe que não está sozinha. Uma família de turistas — que deveria estar em um passeio tranquilo — foi surpreendida por criaturas marinhas e acabou naufragando ali. Com isso, o filme ganha uma camada emocional importante. Não é só uma missão científica ou militar. Há crianças em perigo, pais desesperados e jovens apaixonados tentando sobreviver a algo que jamais imaginaram enfrentar.

E é aí que Recomeço revela sua face mais sombria. A ilha, usada no passado como centro de pesquisa pela InGen, guarda segredos que ninguém deveria ter redescoberto. Criaturas modificadas, híbridos fracassados, dinossauros com mais membros do que deveriam ter. Um deles, inclusive, é o Distortus rex, um T. rex mutante com seis membros e aparência assustadoramente alienígena. Outro destaque são os Mutadons, mistura bizarra entre pterossauros e velociraptores, que cruzam o céu como pesadelos com penas.

O retorno do Espinossauro, ausente há anos, também empolga os fãs mais antigos. Mas ele vem repaginado, mais ameaçador e com presença digna de antagonista. O filme, de fato, entrega quando o assunto é visual.

O humano por trás da missão

Talvez o maior mérito de Recomeço não esteja nos dinossauros — mas nas pessoas. Scarlett Johansson lidera o elenco com segurança e sensibilidade. Sua Zora é uma mulher treinada, estratégica, mas que claramente carrega traumas. Ela não está ali apenas por dever, mas porque acredita, de alguma forma, que pode corrigir erros do passado. Johansson não interpreta uma heroína de ação caricata — ela é humana, falha e determinada.

Mahershala Ali, como Duncan, confere um tom sóbrio à liderança, enquanto Jonathan Bailey surpreende ao fugir do estereótipo do cientista ingênuo. O trio funciona bem, e suas interações — em meio a perseguições, ataques e descobertas — ajudam a manter o público engajado.

O núcleo da família naufragada, com Manuel Garcia-Rulfo e os jovens Luna Blaise, David Iacono e a pequena Audrina Miranda, representa o lado mais vulnerável da história. Eles não queriam estar ali, mas agora lutam por sobrevivência. E é através deles que o filme consegue arrancar os momentos mais sinceros.

Uma bilheteria promissora, um futuro em aberto

Com US$ 8,4 milhões arrecadados só no último fim de semana nos Estados Unidos, o novo longa da franquia de Dinossauros continua firme nas bilheteiras, mesmo após mais de um mês em cartaz. Ainda não chegou ao bilhão como seu antecessor, mas parece não estar preocupado com isso. O longa foca em construir novos caminhos, e não apenas repetir velhas fórmulas.

Crítica | Os Caras Malvados 2 mantém o charme, refina a fórmula e entrega uma continuação afiada da DreamWorks

0
Foto: Reprodução/ Internet

Quando um estúdio de animação decide lançar uma continuação de um sucesso inesperado, inevitavelmente surge a pergunta: vale mesmo a pena revisitar aquele universo? No caso de Os Caras Malvados 2 , a resposta é um sonoro “sim”. Com ares de blockbuster animado, ritmo de comédia policial e um elenco vocal carismático, a nova produção da DreamWorks não só retoma o espírito irreverente do original como se aprofunda em suas próprias qualidades. O resultado é um filme ágil, estiloso e, acima de tudo, consciente de sua missão: entreter sem subestimar o público.

Lançado em 2022, o primeiro filme surpreendeu a todos — inclusive a própria DreamWorks — ao transformar uma modesta adaptação de livros infantis australianos em um fenômeno global. Com um orçamento de cerca de US$ 80 milhões, o filme arrecadou mais de US$ 250 milhões mundialmente, revelando um apetite do público por animações com linguagem pop, estética ousada e tramas que combinam ação, humor e um certo frescor narrativo. Foi um acerto difícil de ignorar — e que o estúdio, sabiamente, decidiu não deixar esfriar.

Foto: Reprodução/ Internet

Um retorno inteligente e bem planejado

Ao contrário de algumas continuações que parecem feitas às pressas ou motivadas exclusivamente por lucro, Os Caras Malvados 2 demonstra uma preocupação genuína em expandir o universo da história original. O roteiro, ainda que mantenha a leveza e o humor esperados, investe na complexidade das relações entre os personagens e cria novos desafios que evitam a simples repetição da fórmula.

Mr. Wolf, dublado com carisma irresistível por Sam Rockwell, retorna como o líder do grupo de ex-vilões reformados, agora enfrentando o dilema de manter seu novo estilo de vida longe do crime, mesmo quando o passado insiste em bater à porta. Rockwell, mais uma vez, comprova que sua voz tem tanto peso quanto sua presença física, conduzindo cenas com uma naturalidade que torna o personagem ainda mais encantador.

Já Awkwafina, como a hacker Srta. Tarântula, encontra aqui mais espaço para brilhar. Se no primeiro filme sua performance já era divertida, nesta sequência ela se mostra ainda mais afiada, equilibrando ironia e sensibilidade em doses muito bem dosadas. O grupo original continua funcionando com excelente química, e a introdução de novas personagens, como as vozes de Danielle Brooks, Maria Bakalova e Natasha Lyonne, adiciona dinamismo e diversidade à narrativa, sem parecer forçado ou desnecessário.

Estilo visual como identidade narrativa

Um dos grandes trunfos da franquia é, sem dúvida, sua estética. A animação mantém o estilo visual que mistura referências do film noir com quadrinhos modernos, em uma paleta de cores vibrante que garante apelo tanto para o público infantil quanto para adultos que apreciam uma direção de arte criativa. Os traços angulosos, o uso expressivo da luz e sombra, e a fluidez da animação tornam cada sequência visualmente estimulante.

A DreamWorks, aqui, parece determinada a criar um produto esteticamente distinto de seus concorrentes — algo que já havia começado em filmes como Os Croods e Capitão Cueca, mas que em Os Caras Malvados se consolidou como uma assinatura. A sequência abraça essa identidade com ainda mais convicção, utilizando o estilo gráfico para reforçar o tom de fábula urbana, com cenas de ação que remetem a perseguições de filmes policiais e momentos de comédia física dignos de desenhos animados clássicos.

Foto: Reprodução/ Internet

Narrativa ágil, mas com espaço para emoção

A estrutura da trama é bastante eficiente: o grupo de heróis reformados precisa lidar com uma nova ameaça — interna e externa — que coloca em risco não só sua liberdade, mas também a confiança que conquistaram junto à sociedade. Há uma camada de comentário sutil sobre segundas chances e o estigma da reputação, que embora nunca se torne moralizante, adiciona algum peso emocional à narrativa.

Diferente de muitas continuações que exageram no número de personagens ou subtramas, Os Caras Malvados 2 opta por manter o foco no essencial. A edição ágil e a trilha sonora energética garantem um ritmo constante, mas o roteiro permite pequenas pausas para que o espectador respire junto aos personagens — o que enriquece a experiência sem comprometer a diversão.

Um elenco vocal que é parte vital do sucesso

A escolha do elenco de voz é um dos elementos mais bem acertados da produção. Sam Rockwell está mais à vontade do que nunca como Mr. Wolf, e sua química com os demais integrantes da gangue continua afiada. Craig Robinson (Mr. Shark), Marc Maron (Mr. Snake) e Anthony Ramos (Piranha) oferecem, novamente, atuações vocais que mesclam comicidade e autenticidade.

As adições de Danielle Brooks, Maria Bakalova e Natasha Lyonne ampliam o repertório emocional da história. Bakalova, por exemplo, adiciona uma doçura agridoce à sua personagem, contrastando com a energia explosiva da personagem de Lyonne. Já Danielle Brooks traz uma força calma que funciona como âncora em momentos de conflito. O resultado é um elenco coeso, onde cada voz acrescenta nuance sem competir por atenção.

Trilha sonora e montagem: ritmo em sintonia

A trilha sonora de Daniel Pemberton — também responsável pelo primeiro filme — retorna como um elemento narrativo crucial. O compositor consegue traduzir em música a dualidade entre ação e leveza que define o universo da franquia. São faixas que remetem tanto a filmes de espionagem quanto a desenhos animados modernos, sempre pontuando a ação com precisão e ajudando a criar a atmosfera estilizada que é marca registrada da série.

A montagem segue o ritmo ditado pela trilha. A direção não tem medo de apostar em transições ousadas, cortes rápidos e movimentos de câmera animados que dão vida às sequências mais agitadas. E mesmo nos momentos mais calmos, a animação mantém uma expressividade notável, reforçada pela dublagem e pelo detalhamento nas expressões faciais dos personagens.

Uma sequência que acerta por saber quem é

A animação pode não ambicionar prêmios ou quebrar recordes, mas é exatamente essa sua força. Em vez de tentar reinventar a roda, a DreamWorks opta por polir a fórmula que deu certo — e faz isso com esmero. A continuação entrega uma animação estilosa, ritmada, espirituosa e tecnicamente impecável, que respeita seu público e mantém acesa a chama de um universo que ainda tem muito a oferecer.

Num mercado onde sequências animadas frequentemente soam genéricas ou desnecessárias, Os Caras Malvados 2 prova que é possível sim dar continuidade a uma história com inteligência, criatividade e charme. O resultado é um filme que diverte crianças e adultos, sem perder sua alma ou diluir seu impacto.

E talvez seja isso o mais importante: ao final da sessão, saímos do cinema com a certeza de que, mesmo sendo “caras malvados”, esses personagens conquistaram de vez o coração do público — e isso, convenhamos, é um baita feito para qualquer franquia.

almanaque recomenda