Domingo Legal (03/08): Passa ou Repassa com a dupla Kaique & Felipe e a influenciadora Victória Villarim, De Quem É Essa Mansão?, Quem Arrisca Ganha Mais e Até Onde Você Chega?

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Tem coisas que são tão brasileiras quanto arroz com feijão, futebol no fim de semana e o cheiro do café da tarde. Uma delas é ligar a TV no domingo e dar de cara com o sorriso de Celso Portiolli, a plateia animada, aquela trilha sonora inconfundível e a certeza de que, por algumas horas, a gente vai esquecer dos boletos e se divertir de verdade.

Neste domingo, 3 de agosto de 2025, o Domingo Legal vem com gosto de infância, de festa de família, de lembranças boas que resistem ao tempo. E o melhor: vai reunir no palco três artistas que ajudaram a escrever a trilha sonora de muita gente — Beto Barbosa, Sula Miranda e Markinhos Moura. Um trio que talvez nem precise de apresentações formais. Basta ouvir os primeiros acordes que a memória faz o resto.

Mas não é só de nostalgia que vai viver o programa. Tem disputa no “Passa ou Repassa”, mansão misteriosa pra desvendar, prêmios de cair o queixo e, claro, tortadas. Muitas tortadas. Porque domingo que é domingo tem que ter bagunça também.

Beto, Sula e Markinhos: três nomes, uma viagem no tempo

É difícil pensar nos anos 80 e 90 sem lembrar da lambada de Beto Barbosa. “Adocica” tocava em toda esquina, em todo rádio de carro, em toda festinha de aniversário. E agora, ele volta ao palco do SBT para reviver essa energia — não só cantando, mas encarando tortas e desafios no quadro “Passa ou Repassa”.

Ao lado dele, a delicadeza firme de Sula Miranda, a eterna Rainha dos Caminhoneiros. Aquela que, com sua voz doce e presença forte, falou diretamente com um Brasil das estradas, das cartas de amor e dos amores de longe. Sula é dessas artistas que carregam verdade no olhar — e quando canta, faz a gente lembrar que a música também pode abraçar.

Fechando o trio, Markinhos Moura, dono de uma das vozes mais marcantes da sua época. Um artista que traz emoção em cada nota e que tem lugar garantido no coração de quem viveu os tempos de ouro da música romântica brasileira.

“Passa ou Repassa”: a disputa entre gerações que a gente ama ver

O clássico está de volta — e em ótima forma. No Passa ou Repassa deste domingo, o time amarelo vai ser formado por Beto, Sula e Markinhos. Do outro lado, o time azul terá a dupla sertaneja Kaique & Felipe e a influenciadora digital Victória Villarim.

É a batalha perfeita entre gerações, ritmos e estilos. De um lado, artistas que atravessaram décadas. Do outro, nomes da nova música e da internet. No meio disso tudo, Celso Portiolli pronto pra jogar torta pra cima e rir com todo mundo.

E aqui está a mágica: o jogo não é só sobre perguntas e respostas. É sobre rir do próprio tropeço, se sujar de chantilly e, acima de tudo, lembrar que se divertir também é coisa séria.

Quem mora aqui? A volta do quadro mais curioso da TV

Sabe aquela curiosidade que dá quando a gente vê uma mansão enorme no Instagram e pensa “de quem será essa casa?” Pois é, o quadro “De Quem É Essa Mansão?” transforma essa fofoca inocente em entretenimento de primeira.

Neste domingo, Portiolli não estará sozinho nessa investigação cômica. Ele vai contar com a ajuda de Fala Silva (Pedro Manso) e Mileyde (Marlei Cevada), dois personagens que já viraram queridinhos do público. Com o humor característico dos dois, a busca pelo dono (ou dona) da residência de luxo vai render boas risadas e palpites malucos.

Emoção com prêmio grande? Pode apostar

Se tem uma parte do Domingo Legal que faz a gente prender a respiração é quando alguém está prestes a mudar de vida. Os quadros “Quem Arrisca Ganha Mais” e “Até Onde Você Chega?” colocam participantes comuns diante de decisões difíceis, desafios que exigem coragem e, claro, a chance de levar prêmios de até 100 mil reais — ou até mais.

Por que assistir?

Porque às vezes tudo o que a gente precisa é de um pouco de leveza. Porque ver um ídolo antigo cantando ao vivo faz a gente lembrar de quem éramos quando ouvíamos aquela música. Porque rir de uma tortada no rosto é libertador. Porque acompanhar alguém tentando mudar de vida na televisão nos dá esperança de que as coisas podem, sim, melhorar.

Sabadou com Virginia deste sábado (02/08) emociona com Michel Teló, Tata Estaniecki e Flávia Viana

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Neste sábado, 2 de agosto de 2025, o Sabadou com Virginia vai trazer uma mistura especial de emoção, diversão e boas lembranças, reunindo no mesmo palco três convidados que conquistaram o público de maneiras diferentes, mas que compartilham uma coisa em comum: histórias de vida inspiradoras e uma trajetória marcada por talento e dedicação.

Sob o comando de Virginia Fonseca, com o apoio de Lucas Guedez e Margareth Serrão, o programa promete não apenas entreter, mas emocionar, ao apresentar o cantor Michel Teló, a influenciadora e dubladora Tata Estaniecki e a atriz e apresentadora Flávia Viana. Cada um vai dividir com o público momentos marcantes da sua jornada, revelações inéditas e aquela leveza que só um encontro verdadeiro pode proporcionar.

Michel Teló vai relembrar seus primeiros passos na música

Michel, que já conquistou multidões com sua voz e carisma, deve resgatar memórias afetivas dos primeiros dias de carreira, quando ainda era uma criança vestida com um terninho azul, cantando para homenagear o Dia dos Pais no colégio. Esse momento simples, mas cheio de significado, será contado por ele com a emoção de quem sabe que ali começou tudo.

Além disso, o cantor deve comentar sobre o impacto global de sucessos como “Ai Se Eu Te Pego”, que mesmo depois de 14 anos continua sendo cantada em diversos cantos do mundo — algo raro e que poucos artistas brasileiros alcançaram. Michel ainda vai falar sobre seu mais recente projeto, o Sertanejinho do Teló, que mistura o sertanejo com o pop nacional em ritmo de vaneirão, trazendo uma pegada alegre e refrescante para os fãs.

Tata Estaniecki falará sobre a realização de um sonho na dublagem

A noite também vai reservar espaço para Estaniecki, que irá contar detalhes sobre a experiência de dublar a personagem Mamãe Fifi no novo filme dos Smurfs. Para Tata, essa conquista representa a realização de um sonho antigo, que finalmente se tornou realidade.

Ela vai falar sobre a preparação necessária para dar voz a um personagem tão diferente da sua própria voz, as emoções vividas durante o processo e como a experiência a encheu de orgulho. Além disso, Tata deve dividir com os espectadores sua rotina multifacetada como influenciadora digital, mãe e empresária, mostrando a força e a determinação por trás do sorriso contagiante.

Flávia Viana trará à tona lembranças dos tempos na TV e o crescimento pessoal

A atriz também promete emocionar ao relembrar sua passagem pelo humorístico A Praça é Nossa, onde trabalhou com Carlos Alberto de Nóbrega, um dos maiores nomes do humor brasileiro. Ela vai falar sobre o aprendizado adquirido ao lado de tantos humoristas talentosos e o carinho que carrega por essa fase da carreira.

Além disso, Flávia deve abordar sua atuação em novelas como Chiquititas, contando como cada trabalho ajudou a moldar quem ela é hoje, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Com sua simpatia característica, ela vai refletir sobre os desafios do meio artístico e a importância de manter a essência diante das mudanças.

Além dos depoimentos emocionantes, o Sabadou com Virginia estará recheado de diversão com os já tradicionais quadros “Em Busca do Corte Perfeito”, “Lucas Guedez Também Faz” e “Mete a Mala”. Os convidados vão se arriscar em brincadeiras e desafios que prometem arrancar risadas da plateia e dos telespectadores.

Saiba qual filme vai passar no Cinemaço de domingo (03/08)

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Neste domingo, 3 de agosto de 2025, o Cinemaço da TV Globo traz uma produção nacional carregada de tensão, ação e sentimentos brutos: Cano Serrado, drama com clima de faroeste moderno dirigido por Erik de Castro. A história coloca o espectador dentro de uma espiral de vingança e erro de identidade que poderia muito bem ter saído de um clássico do gênero western, mas se passa em solo brasileiro — com direito a caminhões na estrada, clima seco do interior e muita raiva reprimida.

Uma bala carregada de dor e justiça

O protagonista da história é Sebastião, interpretado com intensidade por Rubens Caribé. Sargento aposentado, Sebastião está devastado pela morte do irmão, um caminhoneiro brutalmente assassinado em circunstâncias misteriosas. Tomado pelo luto e pela sede de justiça — ou talvez de vingança — ele decide investigar por conta própria e punir os responsáveis. Mas como costuma acontecer nas boas histórias de faroeste, nada sai como o planejado.

Ao se deparar com dois policiais locais, Manuel (vivido por Paulo Miklos) e Marcos Sá (interpretado por Fernando Eiras), Sebastião comete um engano fatal: os toma como suspeitos do crime. A partir daí, a situação foge completamente do controle. O que era uma investigação solitária se transforma em uma caçada desenfreada, colocando toda uma cidade no meio do fogo cruzado.

Quando o interior vira palco de tensão

Com produção da Globo Filmes em parceria com a BSB Cinema Produções, Cano Serrado mistura a atmosfera quente e carregada do sertão com um visual sujo e realista. A fotografia de Edu Felistoque e Willian Pacini capta com maestria esse ambiente seco, quase sufocante, onde as emoções dos personagens parecem evaporar com o calor do asfalto.

A trilha sonora de Patrick De Jongh contribui para o clima western contemporâneo, misturando regionalismo com acordes tensos e introspectivos. O silêncio também tem papel importante: muitas vezes, o que não é dito pesa tanto quanto os confrontos armados.

Quem faz parte do elenco?

O elenco do filme reúne nomes conhecidos do cinema, da televisão e da música, entregando performances intensas e multifacetadas. Rubens Caribé (Os Matadores, A Casa de Alice) interpreta o sargento Sebastião com raiva contida e uma dor que beira o insuportável. Paulo Miklos (É Proibido Fumar, Estômago) dá vida ao policial Manuel, num papel silencioso e cheio de nuances. Fernando Eiras (O Cheiro do Ralo, Dom) interpreta Marcos Sá, parceiro de Manuel, completando a dupla que é confundida com os assassinos e acaba no centro da tempestade. Milhem Cortaz (Tropa de Elite, Carandiru) vive o explosivo Rico, enquanto Jonathan Haagensen (Cidade de Deus, Irmandade) interpreta Luca, um jovem envolvido na rede de suspeitas.

A força feminina vem com Naruna Costa (Sintonia, Todas as Flores), que vive Roberta, e Silvia Lourenço (Hoje, Nome Próprio), como Sílvia. O elenco ainda conta com Rodrigo Brassoloto (Ferrugem, Estômago) como Romão, Sérgio Cavalcante (Polícia Federal – A Lei é para Todos) como Flavio, Ronaldo Lampi (Onde Está a Felicidade?) como Manerveres, Cesário Augusto (Cheiro do Ralo) como Raimundo, Mariana Molina (Malhação, Além da Ilusão) como Isabel, Mauricio Witczak (Entre Nós, O Filme da Minha Vida) como João, Antonio do Rosário (Nada a Declarar) como Fulgêncio, Cibele Amaral (Do Outro Lado do Paraíso) como Francisca, e André Araujo (O Pastor e o Guerrilheiro) como Juvenal. As informações são do Gshow.

Faroeste à brasileira? Sim, e com personalidade

O longa não esconde suas inspirações no gênero do faroeste. Há um justiceiro solitário, uma cidade abalada, autoridades confusas, tiroteios e até trilha sonora com toques de western. Mas o que o filme faz de interessante é abrasileirar essa fórmula, inserindo elementos regionais, ambientações que fogem do estereótipo norte-americano e dilemas morais bem locais.

Aqui, o “bang bang” não acontece em saloons, mas em postos de gasolina, nas estradas poeirentas e nos becos das pequenas cidades do interior. A lei é falha, o luto é pesado e a violência parece ser a única linguagem que os personagens conhecem.

Justiça ou vingança?

O grande motor do filme é a ambiguidade entre justiça e vingança. Sebastião não é exatamente um herói. Seu desejo de justiça é legítimo, mas seus métodos são extremos. Ele erra, e seus erros custam caro. Ao confundir os policiais com os assassinos de seu irmão, ele coloca vidas inocentes em risco e embaralha ainda mais as linhas entre certo e errado.

Uma produção feita com garra

A ficha técnica do filme mostra o esforço coletivo de artistas e técnicos que acreditaram na proposta da trama. Com produção executiva de Christian de Castro e Edu Felistoque, o filme ganhou força mesmo com orçamento modesto. A montagem ágil, assinada por Gab Felistoque, contribui para a tensão crescente, e a direção de arte de Luiza Conde constrói um mundo palpável, onde a violência está sempre à espreita.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos dá um salto ousado, mas tropeça na bilheteria americana

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Desde que a Marvel anunciou Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, a expectativa era enorme. Afinal, o estúdio estava prestes a dar nova vida a uma equipe que, apesar da importância histórica, nunca teve um filme que realmente fizesse jus ao seu legado.

Com Pedro Pascal (de The Last of Us e The Mandalorian) no papel de Reed Richards, Vanessa Kirby (The Crown, Missão: Impossível – Efeito Fallout) como Sue Storm, Joseph Quinn (Stranger Things) como Johnny, e Ebon Moss-Bachrach (The Bear, Andor) como Ben Grimm, o hype estava lá em cima. E olha, a estreia até que foi animadora: o público fiel compareceu, a crítica ficou satisfeita, e as redes sociais vibraram. Só que… a empolgação durou pouco.

Logo na segunda semana, o filme viu sua bilheteria despencar quase 80% nos EUA, ligando um sinal de alerta não só para a Marvel Studios, mas para todo o setor de blockbusters de super-herói. Até agora, Primeiros Passos acumulou US$ 170 milhões no mercado doméstico e deve alcançar os US$ 200 milhões até o início da próxima semana — números bons, mas bem abaixo do esperado para um filme que deveria iniciar uma nova fase do MCU com força total. As informações são do Omelete.

A reinvenção do Quarteto

A proposta do filme é, sem dúvida, uma das mais criativas que a Marvel apresentou em anos. Ao invés de recontar pela terceira vez a origem da equipe, a trama nos joga direto em uma realidade alternativa: a Terra-828. Um universo retrofuturista, com vibes dos anos 60, cheio de tubos catódicos, carros voadores cromados e trilhas orquestradas que parecem saídas de um episódio de Jornada nas Estrelas clássico.

Nesse mundo, o Quarteto já é famoso, respeitado e amado. Reed lidera uma revolução científica global, Sue é uma diplomata poderosa e carismática, Johnny é um astro pop que voa em chamas e Ben… bem, Ben continua sendo o coração da equipe, mesmo coberto de rocha.

Tudo vai bem até que o céu literalmente começa a cair. A chegada do Surfista Prateado — aqui na versão Shalla-Bal — e a sombra devoradora de Galactus mudam o clima. A trama, então, se transforma em um drama sobre o fim iminente do mundo, a gravidez de Sue e o nascimento do filho do casal, Franklin, que parece carregar um poder cósmico capaz de desafiar até o próprio destino.

O tom mais “Marvel adulto”

A jornada até a estreia não foi fácil. Depois da saída de Jon Watts da direção, o projeto passou para as mãos de Matt Shakman, conhecido por seu trabalho em WandaVision. E a escolha fez toda a diferença. Ao invés de um filme genérico de origem, Shakman trouxe densidade, um pouco de melancolia e um olhar mais autoral.

Com um time de roteiristas quase tão numeroso quanto o próprio elenco (Jeff Kaplan, Ian Springer, Josh Friedman, Eric Pearson, entre outros), o objetivo parecia ser claro: reinventar a equipe para um novo público, mantendo a alma dos personagens, mas sem as fórmulas do passado.

A ambientação europeia das filmagens (Londres, interior da Espanha e ilhas canárias) deu uma estética única ao longa. E a trilha sonora, com toques psicodélicos e instrumentos analógicos, deixou claro: esse Quarteto Fantástico é bem diferente dos que vieram antes.

O que dizem os críticos?

No geral, a recepção da crítica foi bastante positiva, embora longe de unânime. A maioria dos elogios recaem sobre Pedro Pascal e Vanessa Kirby, que entregam performances mais maduras e emocionalmente carregadas. Kirby, especialmente, rouba a cena em momentos delicados envolvendo a gestação e a iminência do sacrifício.

Visualmente, o filme também recebeu muitos aplausos. O design de produção, com seus painéis luminosos e laboratórios dignos de ficção pulp, é um refresco em meio à estética industrial que tomou conta de tantos filmes recentes da Marvel.

Mas nem tudo é perfeito. Muitos críticos destacaram problemas de ritmo, especialmente no segundo ato, e uma dificuldade crônica do filme em decidir se quer ser uma fábula familiar, uma ficção científica filosófica ou um espetáculo de ação. A ausência de um vilão “de carne e osso” — Galactus funciona mais como um conceito do que um personagem — também deixou um vácuo dramático.

E os fãs? (SPOILERS)

Nas redes sociais, o que se vê é um misto de entusiasmo e frustração. Os fãs de longa data do Quarteto se emocionaram com momentos como o nascimento de Franklin, a suposta morte de Sue (revertida de forma quase mística) e a revelação de que Johnny ainda esconde traumas da infância — um detalhe pequeno, mas que ganha peso no contexto do filme.

A cena pós-créditos, como de praxe, causou burburinho. Franklin, agora um bebê com olhos brilhando como estrelas, é visitado por uma figura misteriosa de capa verde em um laboratório isolado. Tudo indica que se trata de Victor Von Doom — o Doutor Destino finalmente dando as caras no MCU.

Para o fandom, esses momentos foram suficientes para garantir uma aprovação emocional. Já o público geral parece ter se desconectado. O tom mais sério, a trama fragmentada e a estética retrô não agradaram a todos — especialmente quem esperava algo mais parecido com os filmes recentes dos Vingadores.

Heróis cósmicos e dilemas humanos

Um dos méritos do filme é tentar responder a uma pergunta incômoda: como ainda emocionar o público em um universo onde deuses, magos e multiversos já são lugar-comum?

A resposta do roteiro é focar no humano. Reed tem medo de perder o filho. Sue quer proteger a família a qualquer custo. Johnny busca sentido para além da fama. Ben tenta entender se ainda é uma pessoa, mesmo após tudo que perdeu.

Esses dilemas ancoram o enredo e impedem que ele se perca completamente no espetáculo. Ainda assim, há uma sensação de que o filme quis dizer muito, mas nem sempre conseguiu costurar tudo com a clareza necessária.

A Marvel já confirmou a sequência? (SPOILERS)

Apesar da bilheteria instável, a Marvel anunciou oficialmente a sequência de Primeiros Passos. A trama deve continuar explorando a Terra-828, agora com Franklin crescendo e manifestando poderes capazes de remodelar o espaço-tempo. Rumores indicam que o Doutor Destino será o antagonista central, e há até conversas sobre o surgimento de um Conselho de Reeds — versões alternativas do Sr. Fantástico, cada uma com sua própria moralidade.

Mas, internamente, o estúdio sabe que precisa repensar a forma de lançar seus filmes. Com a audiência fragmentada e o desgaste natural do gênero, talvez o futuro do MCU dependa menos de explosões e mais de histórias com coração.

No fim das contas, vale a pena?

A nova produção do universo da Marvel não é perfeita — longe disso. Mas é um filme com ambição, com identidade visual forte e com personagens que, mesmo em meio ao caos cósmico, ainda se preocupam uns com os outros. É, talvez, o longa mais humano do estúdio desde Pantera Negra. A queda na bilheteria é um alerta? Sem dúvida. Mas também pode ser um reflexo de algo mais profundo: o público está mudando. E talvez, só talvez, esteja pedindo por algo que vá além da fórmula do herói contra vilão com o mundo em jogo.

Na Sessão da Tarde desta segunda (04/08), TV Globo exibe “Paternidade” – História real sobre dor e recomeços

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Nesta segunda-feira, 4 de agosto de 2025, a TV Globo quebra o padrão leve da tradicional Sessão da Tarde para exibir um drama profundo e sensível. “Paternidade” (Fatherhood), filme estrelado por Kevin Hart, mergulha em uma história real sobre perda, superação e o amor incondicional entre um pai e sua filha recém-nascida.

Segundo o AdoroCinema, o filme é inspirado no livro de memórias Two Kisses for Maddy, de Matthew Logelin, e acompanha a comovente trajetória de um homem que, apenas um dia após se tornar pai, perde sua esposa de forma inesperada. Em meio ao luto profundo e à insegurança, ele se vê diante do maior desafio de sua vida: criar a filha sozinho — uma missão para a qual nenhum manual, conselho ou preparação emocional seria suficiente.

Um novo Kevin Hart — mais humano, mais vulnerável

Conhecido mundialmente por seu humor acelerado e papéis cômicos, Kevin Hart surpreende ao mostrar um lado mais contido e emocional. No papel de Matthew, ele abandona as piadas fáceis para entregar uma atuação comovente, sincera e profundamente humana. Seu olhar diz tanto quanto suas falas, e cada gesto revela um homem tentando ser forte quando tudo ao seu redor desaba.

Ao seu lado, a pequena Melody Hurd (Maddy) conquista o público com naturalidade. A química entre os dois — pai e filha na tela — é o coração do filme. Já a veterana Alfre Woodard, no papel da sogra de Matthew, entrega uma atuação poderosa, representando o outro lado da dor: o da mãe que perde a filha e teme que a neta não tenha o cuidado necessário.

Da dor à reconstrução: uma história que nasceu da vida real

O longa vai além da ficção. A história de Matthew Logelin é real — e por isso, tão potente. Em 2008, um dia após o nascimento da filha, Liz, sua esposa, faleceu de uma embolia pulmonar. Sem chão, Matthew encontrou força na própria filha para continuar. E decidiu contar essa história ao mundo. Primeiro, por meio de um blog. Depois, em um livro. Agora, nas telas.

A versão cinematográfica, dirigida por Paul Weitz (de “Um Grande Garoto”), trata esse enredo com a sensibilidade que ele exige. O roteiro, assinado por Weitz em parceria com Dana Stevens, evita exageros ou fórmulas prontas. Aqui, o drama está nos detalhes do cotidiano: a troca de fraldas feita entre lágrimas, as madrugadas solitárias, o primeiro dia de escola. E, principalmente, os silêncios — aqueles que só quem já perdeu alguém conhece.

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Da Netflix para a Globo

Mas não é só a trama que chama atenção. A exibição do filme na emissora da família Marinho também marca um momento inédito na história da Globo: o longa, lançado originalmente pela Netflix em 2021, chega à emissora mesmo com exclusividade da plataforma de streaming.

Produzido pela Columbia Pictures, o filme teve sua distribuição negociada diretamente com a Globo — com o aval da própria Netflix. É mais um passo no movimento crescente de integração entre televisão aberta e plataformas digitais. E uma nova forma de levar histórias emocionantes para públicos que, muitas vezes, não têm acesso fácil ao streaming.

Antes dele, produções como “Cabras da Peste” já haviam seguido um caminho semelhante. Mas o filme é uma das primeiras obras internacionais da Netflix exibidas na maior emissora do Brasil. Um marco simbólico da nova era de consumo de conteúdo audiovisual — onde as barreiras entre plataformas se tornam cada vez mais fluidas.

O retrato possível (e real) da paternidade solo

Em “Paternidade”, não há super-heróis. Não há soluções mágicas. O que vemos é um homem tentando fazer o seu melhor todos os dias. Errando, aprendendo, tentando de novo. E isso é o que o torna tão comovente. Matthew não sabe amarrar o laço do vestido da filha. Não entende de cólicas, brinquedos ou penteados. Mas sabe acolher, ouvir, estar presente. Sabe transformar a ausência em presença. E isso, por si só, já é um ato de heroísmo. Em um mundo onde a responsabilidade pelos filhos ainda recai, em sua maioria, sobre as mães, filmes como esse mostram que o afeto paterno pode — e deve — ser ativo, sensível e fundamental.

Representatividade importa — e emociona

Mais do que uma história de superação, a trama é um filme sobre presença. E é poderoso ver um homem negro ocupando esse lugar de protagonista amoroso, vulnerável e comprometido com a filha. Kevin Hart falou sobre isso em diversas entrevistas: “Eu queria mostrar um pai real. Alguém que ama, que falha, que insiste. Mostrar que homens também sentem, também choram, também educam.” Essa representação é importante. E necessária. Em um cenário cinematográfico onde a masculinidade ainda é, muitas vezes, retratada como fria ou distante, filmes como “Paternidade” ajudam a reconfigurar imaginários — e, quem sabe, inspirar novas formas de ser pai.

Crítica e recepção

Lançado em junho de 2021, o longa-metragem recebeu críticas positivas por sua sensibilidade e pelo bom equilíbrio entre emoção e humor leve. No Rotten Tomatoes, mantém 67% de aprovação da crítica e 71% do público. O consenso é de que, embora não traga grandes surpresas narrativas, o longa emociona com honestidade e atuações sólidas.

Industry encerra filmagens da 4ª temporada e cria expectativas sobre o drama financeiro mais intenso da TV

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Um vídeo curto, mas poderoso. Foi tudo o que bastou para reacender a chama dos fãs de Industry. Nas imagens divulgadas por Konrad Kay, cocriador da série, as atrizes Marisa Abela (Yasmin) e Myha’la Herrold (Harper) se abraçam com emoção visível. Nada de discursos, spoilers ou anúncios bombásticos — apenas duas mulheres exaustas, com olhos marejados e sorrisos tímidos, marcando o encerramento das filmagens da quarta temporada do drama corporativo mais cru da televisão contemporânea.

Criada em 2020 por Konrad Kay e Mickey Down — ambos ex-banqueiros que decidiram transformar seus traumas em arte — Industry surgiu no auge da pandemia como uma narrativa que explorava os bastidores da elite financeira de Londres. Mas longe de idealizar esse mundo, a série decidiu fazer o oposto: destrinchá-lo.

Na fictícia Pierpoint & Co., tudo é urgente, tudo é sufocante. Cada telefonema pode ser o começo ou o fim de uma carreira. Os personagens, muitos deles recém-saídos da faculdade, se debatem entre o desejo de pertencimento e a exaustão emocional. A câmera, quase voyeurística, passeia por escritórios frios, corpos cansados, noites insone regadas a estimulantes e crises existenciais abafadas por relatórios de desempenho.

É um retrato realista de um sistema que consome seus jovens — e o resultado é tão angustiante quanto magnético.

Harper e Yasmin: protagonistas de uma geração à beira do colapso

No centro dessa tempestade emocional estão Harper Stern e Yasmin Kara-Hanani. Elas não são heroínas, nem vilãs. São jovens complexas, repletas de contradições e desejos urgentes.

Harper, interpretada por Myha’la Herrold, representa a forasteira que tenta conquistar um espaço que parece nunca realmente pertencer a ela. Vinda de Nova York, de origem modesta, Harper se destaca por seu faro financeiro, mas também por uma inquietude que beira a autossabotagem.

Já Yasmin, na pele da refinada Marisa Abela, é o oposto: criada no berço da diplomacia internacional, com acesso aos melhores círculos, mas emocionalmente negligenciada, ela busca autonomia e respeito em um ambiente onde sua aparência e sobrenome ainda pesam mais que sua competência.

O abraço entre as atrizes no set, capturado no vídeo compartilhado por Kay, simboliza a intensidade dessa relação. Harper e Yasmin passaram por traições, alianças instáveis, rupturas e reencontros — e, se há algo que os fãs aguardam com ansiedade, é a resolução (ou aprofundamento) desse vínculo na nova temporada.

O que sabemos (e o que ainda não sabemos) da 4ª temporada

A HBO e a BBC mantêm silêncio total sobre a trama da nova temporada. Nenhuma sinopse oficial foi divulgada até agora. Mas os eventos do final da terceira temporada deixaram um terreno fértil para o drama.

Harper foi afastada da Pierpoint após a revelação de que mentiu sobre sua formação acadêmica — um golpe devastador para alguém que construiu sua carreira na base do esforço e da performance ininterrupta. Yasmin, por sua vez, abraçou seu lado mais calculista, posicionando-se como uma jogadora fria em um tabuleiro onde emoções são fraquezas.

É nesse cenário que a quarta temporada promete seu retorno: com Harper do lado de fora, tentando se reerguer (ou se reinventar), e Yasmin cada vez mais enraizada em uma cultura corporativa tóxica.

Rumores indicam que novos personagens serão introduzidos, incluindo executivos veteranos e competidores mais jovens, alimentando ainda mais a dinâmica de pressão, rivalidade e lealdades duvidosas que definem a série.

Uma série que fala de dinheiro, mas também de humanidade

É fácil se perder nas cifras e termos técnicos que permeiam a série, mas o verdadeiro foco de Industry nunca foi o dinheiro — e sim as pessoas.

Por trás dos gráficos de rendimento e das ligações desesperadas com clientes, há um grito silencioso por aceitação, descanso e sentido. A série aborda temas como ansiedade, depressão, identidade de gênero, racismo institucional, vícios e abuso emocional com uma franqueza rara na televisão.

É por isso que a série tocou especialmente os jovens adultos, uma geração que cresceu sob a promessa do sucesso meritocrático e que agora se vê exausta, endividada e confusa.

Será o fim?

A grande incógnita agora é: a quarta temporada será a última?

Konrad Kay e Mickey Down já sugeriram, em entrevistas anteriores, que a série foi concebida com um arco narrativo fechado. Se essa for mesmo a despedida da série, o momento do abraço entre Marisa e Myha’la assume ainda mais peso: é o fechamento de um ciclo. De personagens que começaram como estagiárias ansiosas e terminaram como mulheres transformadas — para o bem e para o mal.

Para os criadores e para a equipe técnica, encerrar a temporada é também sobreviver emocionalmente à maratona de gravar um drama tão intenso, onde cada cena exige mergulhos profundos em emoções desconfortáveis. Em tempos de séries descartáveis e tramas enlatadas, Industry sempre ousou ser real demais. E isso tem um custo.

“FUBAR” chega ao fim! Netflix cancela a série de Schwarzenegger após duas temporadas

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Quando Arnold Schwarzenegger surgiu pela primeira vez em FUBAR, uma comédia de ação repleta de piadas familiares e cenas explosivas, não foi apenas mais uma estreia no catálogo da Netflix. Era, na verdade, um acontecimento simbólico. O eterno Exterminador estava fazendo algo inédito: sua primeira incursão como protagonista em uma série de TV roteirizada. Para os fãs de longa data, foi como rever um velho amigo em um novo contexto. Mas, agora, dois anos depois, o anúncio do cancelamento da série marca o fim precoce de uma aventura que, embora cheia de munição e carisma, falhou em manter o fôlego. As informações são do Deadline.

Na era dos algoritmos e decisões impiedosas, a série talvez tenha sido vítima de algo maior do que si própria: o esgotamento de narrativas recicladas e a dificuldade crescente em competir por atenção.

Um astro em transição

Schwarzenegger não precisava provar mais nada. Da musculatura invencível nos anos 80 à astúcia política dos anos 2000, o austríaco naturalizado americano atravessou décadas e cenários com uma carreira marcada por superações. Quando FUBAR foi anunciada, o entusiasmo foi imediato. Afinal, quem não queria ver o icônico homem de ação lidando com paternidade, terapia de casal e crises existenciais no meio de tiroteios?

A premissa era saborosa: Luke Brunner, veterano da CIA, está prestes a se aposentar quando descobre que sua filha Emma, com quem tem uma relação complicada, também é agente secreta — e que ambos foram escalados para a mesma missão. O que se seguiu foi uma comédia de ação sobre segredos, família e tentativas frustradas de reconciliação.

Só que o que começou com promessas de frescor e reinvenção, acabou se tornando um pastiche de velhas fórmulas.

Netflix e a lei do mais assistido

Desde seu lançamento, a Netflix transformou o modo como consumimos séries. Mas também impôs uma lógica cruel: a de que só sobrevive o que gera engajamento imediato. Não há espaço para crescimento orgânico. É sucesso instantâneo ou cancelamento.

A primeira temporada da produção, lançada em maio de 2023, teve um bom desempenho inicial. A nostalgia ajudou. A curiosidade também. Mas a série não sustentou a empolgação por muito tempo. Mesmo com cenas de ação bem coreografadas e tentativas de subverter o macho alfa dos anos 80 com dilemas paternos e momentos de vulnerabilidade, o texto não acompanhava a ambição. As piadas, por vezes, soavam forçadas. O drama familiar, previsível. E mesmo a performance de Schwarzenegger — carismática, mas limitada — não foi capaz de carregar tudo nas costas.

Quando a segunda temporada estreou, em junho de 2025, o desgaste já era evidente. A audiência caiu drasticamente. A série, que antes aparecia entre as mais assistidas da plataforma, rapidamente sumiu dos rankings. E assim, sem alarde, veio o veredito: cancelada.

A série era boa? Importa menos do que parece

A essa altura, talvez a pergunta que ecoe seja: A série era realmente ruim? Ou apenas mediana em uma prateleira repleta de conteúdos medíocres?

A verdade é que a série nunca se propôs a ser revolucionária. Ela era, acima de tudo, uma homenagem a um gênero que moldou gerações. O próprio título — uma gíria militar americana para algo “completamente bagunçado” — já apontava para o tom debochado. O problema é que o mundo mudou. E o que antes era charme retrô, passou a soar datado.

A Netflix, que já cancelou produções cultuadas com legiões de fãs (como The OA ou Mindhunter), não pensaria duas vezes antes de encerrar uma série que perdeu relevância. Não importa o legado de quem estrela. Importa o tempo de tela. O clique. A retenção.

O lado humano do cancelamento

Mas por trás de gráficos e métricas, existe sempre o fator humano. E talvez essa seja a maior perda com o fim de FUBAR. Porque, para muitos fãs, não se tratava apenas de uma série. Era a chance de rever Schwarzenegger em um papel inédito, mais vulnerável, mais pai do que máquina. Era a oportunidade de rir de suas limitações — físicas, emocionais, narrativas — e de reconhecer que, assim como seus personagens, ele também envelheceu. E tudo bem com isso.

E agora, Arnold?

Mesmo com o fim abrupto da série, Arnold não dá sinais de desaceleração. Nos bastidores, fala-se em novos projetos cinematográficos e documentários. Em 2023, ele já havia estrelado uma minissérie documental sobre sua própria trajetória, mostrando vulnerabilidades raramente expostas — desde sua infância na Áustria até os bastidores de sua carreira política e artística.

Um adeus em silêncio — como a CIA ensinou

Assim como o universo espião que tentava parodiar, a série estrelada pelo astro americano sai de cena sem barulho. Sem um último episódio arrebatador. Sem um cliffhanger resolvido. Apenas uma nota de rodapé em um relatório de cancelamentos da Netflix. Mas para quem acompanhou, para quem vibrou com os primeiros episódios ou se divertiu com a metalinguagem da série, fica a memória.

Viver Sertanejo deste domingo (03) recebe Luciano Camargo, André & Felipe e Daniel

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O sertanejo sempre foi mais do que um estilo musical — ele é uma linguagem de alma, um espelho do Brasil profundo, que traduz em versos o amor, a dor, o campo, a saudade e, muitas vezes, a fé. Neste domingo, 3 de agosto de 2025, o programa Viver Sertanejo entrega um episódio que vai além da música. Vai direto ao coração.

Com a presença de Luciano Camargo, da dupla André & Felipe e do anfitrião Daniel, o programa promove um encontro que une dois universos que, na verdade, nunca estiveram separados: o da música sertaneja e o da espiritualidade. O resultado é um especial que emociona, inspira e reforça que a canção também pode ser oração.

Luciano Camargo vive um novo capítulo em sua vida — e talvez o mais profundo. Reconhecido nacionalmente por décadas de sucesso ao lado de Zezé Di Camargo, ele agora também trilha um caminho solo voltado à música gospel, sem jamais abandonar suas raízes na dupla.

No palco do Viver Sertanejo, Luciano compartilha a história por trás dessa nova fase: uma decisão que nasceu de um chamado divino e de um desejo guardado há tempos. “Eu recebi uma missão”, revela. “Foi Deus quem me disse que minha voz precisava ser usada para algo maior. E tudo começou com a minha conversão, em 2020.”

Ele canta músicas que vêm tocando o público nessa nova fase, como “Vai Passar”, “Terra Fértil” e “Tempo” — esta última em um dueto emocionante com Daniel, em um momento que, para muitos, foi o ponto alto da noite.

Luciano ainda lembra com carinho da primeira música que gravou após sua conversão: a clássica “Porque Ele Vive”, que marcou sua estreia no gospel e consolidou o início de uma transformação pessoal e artística.

Mesmo abraçando o louvor, ele reforça que a parceria com Zezé continua sólida, como sempre foi: “O Zezé nunca questionou. Pelo contrário, ele me incentivou, me apoiou. Ele sabe que tudo isso faz parte do meu coração.”

Com raízes no interior do Paraná e uma trajetória marcada pela simplicidade e pelo compromisso com a fé, os irmãos André & Felipe representam uma geração de artistas sertanejos que nunca se desligaram da igreja. Filhos de pastor, começaram a cantar ainda pequenos, nos cultos de domingo e nos encontros de juventude.

“A gente andava quilômetros a pé pra chegar nos ensaios da igreja. Era cansativo, mas também era especial. A música era a nossa brincadeira, nossa missão, nossa alegria”, conta André, emocionado.

No palco do programa, eles interpretam duas das músicas mais conhecidas do seu repertório: “Chuva de Poder” e “Acelera e Pisa”. As canções misturam a batida do sertanejo com letras de adoração, criando uma ponte entre o popular e o sagrado — e mostrando que louvar também pode ser dançante, animado, cheio de vida.

Além disso, eles revelam com exclusividade no programa que estão trabalhando em um novo projeto chamado “Raízes”, que vai resgatar louvores clássicos do cancioneiro cristão em versões sertanejas — uma homenagem à infância e à trajetória de fé que construíram juntos.

No centro desse encontro está Daniel, um artista cuja carreira é marcada por sensibilidade, afeto e respeito às tradições. Ao longo do episódio, ele transita com naturalidade entre o papel de apresentador e o de cantor — mas, acima de tudo, de interlocutor da emoção.

Daniel participa do dueto com Luciano na música “Tempo”, e também divide o palco com todos os convidados na interpretação de “Raridade”, canção consagrada por Anderson Freire, e que virou hino sobre autoestima, fé e identidade.

“A música tem esse poder de tocar onde a palavra não alcança”, diz Daniel. “E quando ela vem carregada de fé, vira um abraço na alma.”

Onde e quando assistir

O episódio vai ao ar no domingo, 3 de agosto, pela TV Globo, e também poderá ser conferido nas plataformas digitais da emissora. Uma oportunidade imperdível para quem quer ver a música sertaneja dialogar com a espiritualidade de maneira autêntica, respeitosa e emocionante.

Um Lugar Silencioso 3 | Novo filme chega em 2027 com retorno de John Krasinski na direção

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Depois de muita especulação, silêncio nas redes e rumores entre fãs atentos, a confirmação finalmente chegou: Um Lugar Silencioso 3 estreia nos cinemas no dia 9 de julho de 2027, com um retorno que movimenta a base da franquia — John Krasinski reassume a direção do capítulo final da saga da família Abbott.

A notícia foi oficializada pela Paramount Pictures durante um evento fechado para imprensa e investidores, mas logo se espalhou entre cinéfilos e entusiastas do horror sensorial. Ao lado da data, o anúncio revelou que o novo longa será uma continuação direta dos eventos de Parte II, deixando claro que os caminhos abertos pelo spin-off “Dia Um” não se cruzarão — ao menos, não agora — com a trilha silenciosa da família que conquistou o mundo enfrentando criaturas mortais num mundo onde o menor som é sentença de morte.

A promessa de um desfecho: Krasinski fecha o ciclo que começou em 2018

O retorno de John Krasinski não é apenas um gesto simbólico — é a âncora emocional de uma franquia que sempre se apoiou mais no subtexto do que nos diálogos. Depois de estrear como diretor no filme original de 2018 e emocionar o público com a história de sobrevivência dos Abbotts, Krasinski ficou marcado como o arquiteto do universo onde o som é o verdadeiro vilão.

Mesmo após a morte do personagem Lee, pai e protetor silencioso da família, Krasinski manteve-se presente por trás das câmeras em Parte II (2020), conduzindo o crescimento da matriarca Evelyn (Emily Blunt) e, especialmente, da filha Regan (Millicent Simmonds), que assumiu papel central na narrativa.

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O que esperar da história: sobrevivência, estratégia e (in)esperança

Até agora, o enredo do terceiro filme permanece guardado a sete chaves — ou sete silêncios. A Paramount não divulgou detalhes sobre a sinopse ou elenco confirmado, mas os eventos deixados em aberto em Parte II oferecem pistas de onde a narrativa pode seguir.

No último filme, Regan descobre que seu implante coclear, quando amplificado, causa um efeito destrutivo sobre as criaturas. Com a ajuda de Emmett (Cillian Murphy), ela consegue transmitir o sinal via rádio, criando uma possibilidade real de contra-ataque humano. Já Marcus (Noah Jupe), ainda em recuperação emocional e física, assume uma posição mais ativa no cuidado com o irmão caçula.

Assim, o próximo capítulo tem potencial para explorar a formação de uma resistência organizada, talvez até em escala nacional, mostrando como diferentes comunidades reagem ao “raio de esperança” criado pela descoberta sonora de Regan. A personagem de Cillian Murphy, querido pelos fãs e essencial para a virada narrativa de Parte II, ainda não foi oficialmente confirmado, mas especula-se que ele volte — e que seu destino seja um dos pontos de tensão dramática do novo longa.

Outro nome em dúvida é Djimon Hounsou, que apareceu em Day One como um líder tentando proteger uma ilha de sobreviventes. Apesar de estar em uma narrativa paralela, sua aparição em Parte II pode ser a deixa para uma conexão discreta — ou para uma participação expandida agora.

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Quando o silêncio fala mais alto que o grito

Poucas franquias conseguiram conquistar o público apostando no que a maioria do cinema de horror evita: o não dito, o som ausente, a pausa tensa. Em tempos de sustos estridentes e trilhas dramáticas em excesso, a franquia criou sua identidade apostando no silêncio como linguagem narrativa, e não apenas como artifício.

Em 2018, o primeiro longa surpreendeu pela premissa original e pelo impacto emocional. Arrecadou mais de US$ 340 milhões em bilheteria global, com um orçamento de apenas US$ 17 milhões. Mas o que mais impressionou foi a reação do público: nas sessões, pipocas paravam de ser mastigadas, tosses eram contidas e até respirações eram disfarçadas — como se o cinema inteiro participasse do jogo da sobrevivência.

O segundo filme, lançado em meio à pandemia, manteve o fôlego da saga, mesmo com desafios logísticos e a ausência de Lee (Krasinski) como personagem. O foco em Regan e Evelyn ampliou a dimensão emocional da narrativa, enquanto a introdução de Emmett trouxe nova energia ao universo em expansão.

Um futuro além do fim?

Embora a Paramount ainda não tenha revelado se a nova produção será o último capítulo da saga dos Abbotts, tudo indica que este será o fim de um ciclo. Isso, no entanto, não exclui a possibilidade de novos spin-offs, histórias paralelas ou até uma série derivada.

O universo criado por Krasinski é amplo, rico em possibilidades — seja explorando o passado das criaturas, seja mostrando comunidades isoladas e suas estratégias únicas de sobrevivência. Mas, ao que tudo indica, o próximo filme deve fechar a trilogia principal com o mesmo cuidado emocional que marcou os anteriores.

Demi Lovato acelera o coração dos fãs com “Fast”, seu novo single pop e emocional

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Demi Lovato está de volta — e, como sugere o título do novo single, voltou rápido. “Fast”, lançado nesta sexta-feira (1º), marca a estreia oficial de uma nova fase na carreira da cantora norte-americana, após o álbum de rock Holy Fvck (2022). Desta vez, o caminho escolhido é um pop mais melódico e emocional, embalado por batidas modernas, refrão forte e uma produção afinada por Zhone — o mesmo produtor que já trabalhou com Troye Sivan, Charli XCX e Kesha.

Se Holy Fvck foi raiva e catarse, Fast é vulnerabilidade e reflexão. A letra fala sobre o tempo que escapa, as dores que amadurecem e a urgência de se viver com autenticidade. E claro, como sempre, Demi entrega vocais poderosos, uma presença cativante e a honestidade que a transformou em uma das artistas mais queridas (e reais) da música pop contemporânea.

“Tudo passou rápido demais”

A música começa suave, quase como uma confissão: “Time slipped through my fingers / I blinked, and it was gone” (“O tempo escorregou entre meus dedos / Pisquei e já tinha ido embora”). Aos poucos, entra a batida — sintetizadores em camadas, baixos marcantes e um ritmo que remete à estética da era Confident, mas com nuances modernas do synthpop e uma pegada quase nostálgica dos anos 2010.

Na composição, Demi revisita sentimentos antigos, fala sobre amores que se foram, momentos que não voltam e decisões que hoje ela vê com mais clareza. Apesar do tom melancólico, a canção tem energia de superação — algo entre a maturidade de quem viveu muito e a liberdade de quem não precisa mais provar nada para ninguém.

É uma canção sobre seguir em frente, mesmo quando tudo parece estar correndo mais depressa do que conseguimos acompanhar.

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Pop com assinatura emocional

Embora seja um retorno ao pop, Fast não soa como um revival gratuito. Pelo contrário, soa como evolução. A produção de Zhone é sofisticada, polida e emocional sem ser melodramática. Ele mantém a essência pop que marcou os primeiros discos de Demi, mas insere texturas eletrônicas e arranjos sutis que ampliam o impacto da música.

Um novo álbum à vista?

A canção é o primeiro single de um novo álbum de estúdio que será lançado ainda em 2025. Este será o nono disco da carreira de Demi Lovato e já desperta grandes expectativas entre fãs e críticos. De acordo com o que a própria artista compartilhou nas redes sociais, o disco será mais “pop com conteúdo”, misturando batidas dançantes com letras intensas, que abordam desde amadurecimento até identidade pessoal.

O álbum tem produção executiva de Zhone e deve contar com colaborações importantes, incluindo nomes como Troye Sivan, Doja Cat e Rina Sawayama. Ao todo, mais de 40 faixas foram gravadas durante o processo de criação — o que indica que Demi esteve em uma fase altamente produtiva nos estúdios.

E sim, já se fala em turnê: rumores indicam datas internacionais em 2026, com passagens pela América Latina e uma possível apresentação no Brasil.

Por que “Fast” importa?

Em um mercado pop repleto de lançamentos semanais e algoritmos sedentos por viralizações, Demi entrega algo raro: um retorno com alma. “Fast” não é apenas mais uma música para dançar ou adicionar a uma playlist. É uma declaração artística sobre o tempo, a memória e a reconciliação consigo mesma.

Para fãs de longa data, a música ecoa como uma carta aberta. Para novos ouvintes, pode ser um convite para mergulhar no repertório de uma artista que sobreviveu às pressões da indústria e transformou dor em força criativa.

O que esperar daqui pra frente?

Se depender da nova música, o novo álbum da artista será pop, sim — mas longe de ser superficial. A artista parece pronta para retomar seu espaço nas paradas com consistência e profundidade. E tudo indica que essa será sua era mais coesa e consciente até agora.

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