Marcial Maciel: O Lobo de Deus | HBO Max revela trailer da série chocante sobre abusos, silêncio e impunidade dentro da Igreja

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Os Estranhos

A HBO Max revelou nesta sexta, 1º de agosto, o trailer oficial de Marcial Maciel: O Lobo de Deus, série documental que promete abalar estruturas ao explorar a trajetória sombria e cheia de contradições do fundador dos Legionários de Cristo. Prevista para estrear no dia 14 de agosto, a produção traz à tona documentos inéditos, depoimentos comoventes de sobreviventes e vozes fundamentais do jornalismo investigativo. Com imagens fortes e uma edição envolvente, o trailer já antecipa o tom impactante da narrativa, que convida o público a revisitar um dos escândalos mais desconcertantes da Igreja Católica recente. Abaixo, confira o vídeo:

Durante boa parte do século 20, Marcial Maciel foi celebrado como um renovador da fé cristã. Carismático, misterioso e politicamente influente, o fundador dos Legionários de Cristo era visto por muitos como um exemplo de virtude e disciplina, alguém dedicado à formação de seminaristas e ao crescimento da congregação ao redor do mundo. No entanto, sob a imagem de devoção, escondia-se um homem capaz de abusos inimagináveis — protegido por décadas por uma rede de silêncio, poder e adulação cega.

É esse enredo perturbador, repleto de contradições e ainda carregado de feridas abertas, que a série propõe a desvendar. A produção da Anima Films em parceria com a Warner Bros. Discovery mergulha fundo em relatos de sobreviventes, arquivos confidenciais e investigações conduzidas por jornalistas e estudiosos. Em quatro episódios, a obra expõe, com coragem e precisão, um dos capítulos mais sombrios da história recente da fé institucionalizada.

O carisma que encobria a crueldade

A narrativa da série se constrói a partir de um paradoxo cruel: como alguém visto como exemplo de virtude pôde viver tantas vidas paralelas, causando tamanho estrago em tantas outras? Como um homem que pregava o celibato e a disciplina podia, ao mesmo tempo, manter filhos escondidos, usar drogas pesadas e abusar sexualmente de dezenas de seminaristas sob sua tutela?

Essas perguntas, ainda sem resposta clara, são o fio condutor da série. Através de relatos em primeira pessoa de vítimas, ex-membros da Legião e jornalistas investigativos que dedicaram anos ao caso, o documentário reconstrói os bastidores de uma história marcada não apenas por abusos, mas por uma rede de acobertamentos cuidadosamente montada.

Entre os nomes que ajudam a costurar esse retrato estão o premiado jornalista Jason Berry, pioneiro nas investigações sobre abusos no clero; a repórter mexicana Carmen Aristegui, cuja voz firme se tornou símbolo de resistência em meio à censura; e o escritor Emiliano Ruiz Parra, que reflete sobre os desdobramentos culturais e sociais do caso.

Vozes feridas, mas não caladas

Há algo de profundamente tocante na forma como a série ouve suas fontes. Muitos dos entrevistados falam com pausas longas, olhos marejados, às vezes em ambientes que parecem não ter sido frequentados há muito tempo. São homens que, em sua juventude, acreditaram estar respondendo a um chamado divino, mas encontraram um pesadelo disfarçado de vocação.

Um deles descreve como Maciel “chegava como um pai”, apenas para, em questão de horas, se transformar em algo indecifrável. Outro confessa ter vivido anos com vergonha de contar à própria família o que sofreu, por medo de não ser acreditado. A série não oferece alívio — ela mergulha fundo na dor, sem manipular o espectador. O sofrimento é real. A vergonha, também. Mas a coragem de falar talvez seja o que mais impressiona.

Documentos, arquivos e omissões

A estrutura da série alterna esses depoimentos com documentos confidenciais e materiais de arquivo, muitos deles inéditos. Cartas internas da Legião, memorandos do Vaticano, registros de viagens com identidades falsas, recibos de transferências milionárias. Tudo aponta para uma engrenagem que não apenas permitia os abusos — como, em certos momentos, os facilitava.

O espectador é levado a entender que o caso Maciel não se trata apenas de um homem com desvios de conduta. Trata-se de um sistema. Uma arquitetura de poder construída com base na obediência cega, no silêncio institucional e na blindagem hierárquica. As consequências não se limitam às vítimas diretas: envolvem famílias, comunidades inteiras, fiéis que, até hoje, se veem divididos entre a fé e a verdade.

Muito além de um escândalo

Marcial Maciel morreu em 2008, sem nunca ter sido formalmente julgado por seus crimes. Morreu idoso, longe das câmeras, acolhido por parte da estrutura que ajudou a criar. Mas sua ausência física não significou o fim do seu legado — e é isso que a série enfatiza.

Os Legionários de Cristo, apesar de terem sofrido reformulações, ainda atuam em mais de 25 países. Muitos ex-integrantes continuam lutando por reconhecimento oficial das agressões sofridas, por reparação financeira, por espaço para recomeçar. Alguns deixaram completamente a vida religiosa; outros ainda tentam conciliar espiritualidade com a dor que carregam no corpo e na alma.

A série mostra que, enquanto a Igreja tenta cicatrizar suas feridas públicas, há um número incalculável de feridas privadas que seguem abertas. E que o silêncio ainda é, muitas vezes, a regra — não a exceção.

Técnica e sensibilidade

É preciso destacar a competência técnica da produção. A direção é sóbria, respeitosa, e nunca sensacionalista. Os episódios têm ritmo, mas não atropelam. Cada bloco oferece espaço para o espectador respirar, absorver e refletir. A trilha sonora é discreta, mas eficaz. A fotografia aposta em tons sóbrios, com poucos elementos de distração. A palavra, aqui, é protagonista.

O uso de material de arquivo e reconstituições pontuais é preciso. Nada parece gratuito. A montagem evita dramatizações exageradas. Há algo quase documental no sentido mais puro do termo: mostrar para que se compreenda, não apenas para chocar.

Por que assistir?

Porque esta não é apenas uma série sobre um homem que cometeu crimes. É uma obra sobre as estruturas que permitem que esses crimes se repitam. Sobre o poder que corrompe, mas também sobre a fé que resiste. É, acima de tudo, uma história sobre sobrevivência — e sobre a urgência de escutar quem foi silenciado.

Os Estranhos: Capítulo 2 | Com vilões mascarados em destaque, cartaz alternativo antecipa o horror brutal que vem aí

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Foto: Reprodução/ Internet

Sabe aquele arrepio que sobe pela espinha quando você ouve uma batida na porta tarde da noite? Pois é. Esse sentimento desconfortável, que mistura medo e curiosidade, está prestes a retornar com força total. Os Estranhos 2 acaba de ganhar um novo cartaz alternativo, e ele não alivia na tensão: os rostos cobertos pelos icônicos personagens — frios, silenciosos e impiedosos — dominam a imagem, prontos para mais uma rodada de puro pavor. Abaixo, confira a imagem divulgada:

Foto: Reprodução/ Internet

O longa, que chega aos cinemas em 25 de setembro, marca a sequência direta da reimaginação lançada no ano passado e traz de volta Madelaine Petsch, conhecida por “Riverdale”, agora ainda mais vulnerável e decidida. No filme, sua personagem, Maya, tenta seguir em frente após sobreviver a uma noite de puro inferno. Mas esse tipo de trauma, como sabemos, não vai embora com o nascer do sol — e parece que os algozes dela também não.

Onde tudo começou

Antes de falarmos do que vem aí, vale um rápido mergulho na origem desse pesadelo. Lançado lá em 2008, o primeiro “Os Estranhos” apresentava uma história simples, mas perturbadora: um casal tenta passar um fim de semana tranquilo em uma casa afastada quando começa a ser aterrorizado por três figuras encapuzadas que invadem o local, sem nenhum motivo aparente. Só porque estavam ali.

O longa foi dirigido por Bryan Bertino e estrelado por Liv Tyler e Scott Speedman, e o que parecia ser só mais um filme de sustos se transformou em um clássico moderno do gênero. A ideia de que o mal pode bater à sua porta, sem explicações ou lógica, ficou com o público por muito tempo. O próprio Bertino revelou que se inspirou em episódios da infância e nos infames crimes cometidos pela Família Manson.

Com um orçamento modesto de US$ 2 milhões, o filme surpreendeu ao faturar mais de US$ 82 milhões no mundo todo. Uma prova de que, às vezes, o que mais assusta não é o sangue, e sim o silêncio.

Agora, ninguém está seguro

Corta para 2025. O novo longa retoma a história logo após os eventos vistos na primeira parte da trilogia iniciada pela Lionsgate. Maya, depois de escapar com vida — mas profundamente marcada —, tenta encontrar alguma paz. Spoiler: ela não vai conseguir.

Na sequência, o trio mascarado retorna, impiedoso, como se não tivesse dormido desde o último encontro. O filme nos coloca novamente em uma jornada de sobrevivência, mas agora com ainda mais desespero, já que Maya está sozinha e sem saber em quem pode confiar. Cada esquina esconde um risco, cada porta fechada pode ser a última.

O novo cartaz alternativo antecipa que o filme de terror é uma composição visual intensa, que mistura sombras, rostos cobertos e uma ameaça constante. É como se os personagens da imagem estivessem te observando — e sorrindo por dentro.

Direção afiada e elenco de peso

A sequência é comandada por Renny Harlin, nome conhecido por produções de ação e suspense como Duro de Matar 2 e Cliffhanger. Aqui, ele imprime um ritmo mais direto, mais visceral — sem muito tempo para respiros. O roteiro fica por conta da dupla Alan R. Cohen e Alan Freedland, que mergulha ainda mais fundo nas camadas psicológicas de Maya e na natureza quase ritualística da perseguição.

Além de Petsch, o elenco conta com Gabriel Basso, em alta após o sucesso de Agente Noturno, e Ema Horvath, que brilhou na série Os Anéis de Poder. O trio de protagonistas se vê envolvido em situações onde qualquer escolha errada pode ser fatal — e os mascarados estão sempre um passo à frente.

Uma ameaça sem rosto, sem voz… e sem motivo

O mais aterrador nessa franquia continua sendo o fato de que os agressores não têm uma história explorada. Nada de infância traumática, vingança ou qualquer justificativa tradicional. Eles matam porque querem. Porque podem. Porque estavam por perto. Os fãs apelidaram os três de Dollface, Man in the Mask e Pin-Up Girl, mas isso é tudo o que sabemos. O mistério sobre quem são e por que fazem o que fazem é parte essencial da experiência — e o filme faz questão de manter esse segredo intacto.

Continuação ou pesadelo renovado?

O segundo capítulo da nova trilogia não quer apenas repetir fórmulas. A ideia aqui é mostrar as consequências. Maya, antes apenas uma vítima em fuga, agora é alguém marcada por perdas, lembranças terríveis e um medo que não desgruda. A trilha sonora, os cenários e o jogo de luzes são pensados para transformar cada minuto em um estado de alerta. A tensão não se constrói com sustos gratuitos, mas com a sensação constante de que alguém — ou três “alguéns” — está te observando no escuro.

O trailer, aliás, já dá pistas disso: há cenas de floresta, postos de gasolina abandonados, luzes piscando e aquele silêncio que grita. É o tipo de filme que faz você olhar duas vezes para a porta da frente antes de dormir.

Medo que não envelhece

Enquanto muitos filmes do gênero apostam em explicações mirabolantes ou criaturas sobrenaturais, a trama segue outro caminho. Aqui, o terror mora no comum. No vizinho quieto, na estrada vazia, na batida inesperada à meia-noite. Esse tipo de história mexe com o nosso instinto mais primitivo: o medo de estar indefeso, de não entender, de não ter controle.

E talvez por isso funcione tão bem. Porque, no fundo, todo mundo já sentiu essa pontada de pavor ao ouvir um ruído estranho em casa. O que Harlin e sua equipe fazem é transformar esse sentimento em filme. E o resultado é, no mínimo, perturbador.

Crise nos bastidores? A Caverna Encantada pode ser encurtada no SBT após baixa audiência e mudanças na programação

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Foto: Divulgação/ SBT

O universo encantado criado por Íris Abravanel para o SBT pode não resistir à realidade fria dos números. A novela A Caverna Encantada, lançada com pompa e expectativa no fim de julho, já corre o risco de sair do ar antes do previsto. Envolta em fantasia, personagens mágicos e uma produção considerada ousada para os padrões da dramaturgia infantil da emissora, a trama não conseguiu encantar o público como se esperava — e agora, enfrenta um possível encerramento precoce.

Segundo apuração do jornalista Gabriel de Oliveira, do jornal O Dia, a cúpula do SBT já iniciou conversas com a Disney, parceira na coprodução da novela, para negociar a antecipação do fim da exibição, inicialmente marcado para 5 de setembro. Fontes ligadas ao canal relatam bastidores tensos, incertezas nos roteiros futuros e um sentimento de frustração entre elenco e equipe técnica.

Uma aposta alta, um voo curto

A novela estreou com a promessa de renovar o fôlego da dramaturgia infantojuvenil do SBT — gênero que, por muitos anos, garantiu bons índices de audiência ao canal, com títulos como Carrossel (2012), Chiquititas (2013) e As Aventuras de Poliana (2018). A nova novela trazia a assinatura já consolidada de Íris Abravanel, direção de Ricardo Mantoanelli e um acordo estratégico com a Disney, o que sinalizava ambições além do público nacional.

Porém, desde a estreia em 29 de julho, os números foram decepcionantes. Na Grande São Paulo, a audiência inicial girou em torno de 3,6 pontos — abaixo da média para o horário nobre. Após uma tentativa frustrada de fixar a novela às 21h, o SBT mudou sua estratégia: empurrou a produção para o horário das 13h45 e, depois, para às 17h, em pleno período de férias escolares. Nenhuma dessas faixas gerou reação significativa. Em muitas tardes, a novela não superou os 2 pontos.

Uma caverna mágica, mas complexa demais?

Diferente das novelas anteriores do SBT, a produção investiu em uma narrativa mais densa e carregada de elementos simbólicos. A protagonista Anna Salvatore (vivida por Mel Summers), é uma garotinha entregue por seu pai missionário a um misterioso colégio interno chamado Rosa dos Ventos. Ali, ela descobre segredos escondidos em uma caverna proibida, criaturas fantásticas e um sistema interno de poder controlado pela temida diretora Norma (Clarice Niskier).

Com clara inspiração em obras da literatura clássica, como O Jardim Secreto e A Princesinha, a novela apostou numa ambientação europeia, figurinos de época, mistérios e temas como abandono, luto, resistência e amizade. Tudo isso envolto em uma aura de magia discreta e alegorias — diamantes falantes, animais que guiam os alunos, conspirações no corpo docente.

Mas talvez a complexidade do enredo tenha se tornado um problema. Segundo especialistas em televisão, a novela acabou não se comunicando com clareza com seu público-alvo: crianças e pré-adolescentes acostumados a tramas mais diretas e contemporâneas. O visual elegante e a mitologia rica da história não bastaram para segurar a atenção dos pequenos, principalmente diante da concorrência de conteúdos curtos, interativos e mais imediatistas nas plataformas digitais.

Recuo em cadeia: prejuízo criativo e comercial

Nos bastidores da emissora, o clima é de apreensão. A novela mobilizou um orçamento elevado para os padrões do canal, contou com nomes experientes no elenco — como Rosi Campos, Miguel Coelho, Isabela Souza, Wallentina Bomfim e Giulia Nassa — e envolveu meses de produção, inclusive com consultorias internacionais vindas da Disney para alinhar a narrativa a possíveis desdobramentos em outros mercados. Com o desempenho comercial também abaixo do esperado, patrocinadores que apostaram na trama já teriam sinalizado desconforto. Produtos licenciados, como brinquedos e livros baseados na história, chegaram a ser planejados, mas agora estão sendo revistos.

O papel de Daniela Beyruti

Com o retorno de Daniela Beyruti à liderança artística do SBT, todas as produções estão sendo reavaliadas com rigor. Conhecida por sua postura prática e por buscar eficiência tanto criativa quanto comercial, Daniela tem nas mãos a difícil decisão de manter ou encurtar a exibição da novela.

Segundo fontes próximas à executiva, duas versões de roteiro já estão sendo consideradas: uma que leva a novela até setembro com um desfecho mais elaborado, e outra que antecipa o encerramento com um final simbólico e mais aberto. Ambas dependem de um sinal verde da Disney — que, até o momento, preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

Caso se confirme o corte, o SBT deverá preencher a faixa com reprises ou talvez apostar em uma estratégia já conhecida: exibir doramas sul-coreanos dublados, que vêm apresentando desempenho estável na audiência e boa recepção nas redes sociais.

Um baque para Íris Abravanel?

Íris Abravanel construiu uma carreira sólida à frente da dramaturgia infantojuvenil da emissora nos últimos 15 anos. Seu estilo, muitas vezes comparado ao de escritores de contos de fadas, combinava valores familiares, didatismo e leveza. Ela foi a responsável por recuperar o setor de novelas do SBT nos anos 2000, numa fase em que o canal buscava se reinventar.

Ainda que A Caverna Encantada possa não repetir o sucesso de Poliana, é inegável que a autora tentou dar um novo salto criativo. Talvez o público não estivesse pronto — ou talvez a obra tenha mesmo errado na dose. O fato é que seu legado permanece intacto, e dificilmente um tropeço isolado apagará sua contribuição para a dramaturgia brasileira voltada ao público jovem.

O que vem a seguir?

Independentemente do destino da trama infantil, a crise que ronda a produção levanta questionamentos importantes sobre o futuro das novelas infantis na TV aberta. Num tempo em que o consumo de audiovisual é moldado por algoritmos, plataformas sob demanda e ritmos acelerados, será que ainda há espaço para histórias de fôlego longo, exibidas em capítulos diários?

O SBT ainda acredita que sim. Mas talvez precise reinventar o formato, ouvir mais os jovens, testar linguagens híbridas e valorizar o que há de mais poderoso na ficção: a capacidade de tocar emocionalmente quem assiste.

Altas Horas deste sábado (02/08) comemora 60 anos da Jovem Guarda e reúne Wanderléa, Golden Boys, The Fevers, Ana Cañas, Pedro Calais e Rick & Renner

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Foto: Reprodução/ Internet

Na noite do próximo sábado, 2 de agosto de 2025, o Altas Horas celebra os 60 anos da Jovem Guarda com um tributo especial que atravessa gerações e emoções. Mais do que uma simples viagem ao passado, o programa coloca no centro do palco um movimento que marcou época e redefiniu juventude, comportamento e liberdade nos anos 1960. Será um encontro vibrante entre ícones que fizeram história e novas vozes que, décadas depois, ainda se reconhecem nas melodias, nas atitudes e no espírito da Jovem Guarda.

De acordo com informações da TV Globo, a edição especial, ainda inédita, foi gravada nos estúdios da emissora em São Paulo e será exibida com exclusividade neste fim de semana. Com curadoria atenta de Serginho Groisman, o programa reúne nomes que participaram diretamente daquele período revolucionário da música brasileira e também talentos contemporâneos que reinterpretam os clássicos sob novos olhares.

Uma noite com a ternura de Wanderléa e o espírito de uma geração

Figura essencial do movimento cultural, Wanderléa é uma das grandes atrações da noite. Com a leveza que sempre carregou em cena, a cantora revive parte de sua trajetória ao interpretar “Pare o Casamento”, uma das músicas que marcaram o auge do movimento. Aos 77 anos, ela permanece como símbolo de resistência feminina em um tempo em que o protagonismo musical era majoritariamente masculino.

Durante o programa, ela também divide os vocais com Ronaldo, integrante dos Golden Boys, em uma versão de “Foi Assim”, que promete aquecer o coração dos fãs da velha guarda. Mais do que cantar, Wanderléa compartilha lembranças de uma era marcada por descobertas, liberdade criativa e o início de sua parceria com Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

A Jovem Guarda pelo olhar de quem veio depois

A força do especial também está nos artistas contemporâneos que reconhecem na Jovem Guarda um legado que continua presente. Ana Cañas, por exemplo, interpreta “Eu Sou Terrível” e reflete sobre a importância da presença de Wanderléa naquela época: “Ela não estava apenas ocupando um espaço como mulher. Ela estava abrindo caminho, num ambiente totalmente dominado por homens”, conta em um dos trechos da gravação.

Já Kell Smith compartilha uma lembrança íntima: o dia em que o pai lhe presenteou com um disco de vinil de Wanderléa. “Todo mundo queria ouvir CD naquela época, mas lá em casa a gente andava por lojas de vinil. Foi assim que conheci a Ternurinha. Aquilo me marcou profundamente”, revela. A cantora também participa das homenagens com uma performance delicada de “Quando”, ao lado da dupla Rick & Renner.

Foto: Reprodução/ Internet

Clássicos revisitados e interpretações cheias de identidade

A noite reserva momentos de pura reinvenção. O cantor Lucas Leto, representante da nova geração do pop rock nacional, apresenta sua versão de “É Proibido Fumar”. A canção, imortalizada na voz de Roberto Carlos, ganha uma roupagem atual, sem perder o espírito rebelde e ousado que a consagrou.

Fernanda Takai, conhecida pelo trabalho no Pato Fu e por suas incursões na música brasileira dos anos 1960 e 70, interpreta “A Pobreza (Paixão Proibida)” com sua suavidade habitual. A escolha da música e a delicadeza da interpretação dialogam diretamente com o tom melancólico e romântico da Jovem Guarda.

Também participam do especial os The Fevers, grupo fundamental na construção da trilha sonora afetiva daquela geração. Na formação atual com Luiz Cláudio e Rama, o grupo apresenta “Mar de Rosas”, um clássico que resiste ao tempo e continua povoando memórias afetivas por todo o país.

Histórias que atravessam a infância e ganham o palco

O ator Murilo Rosa recorda, com espontaneidade, a relação que construiu com as músicas da Jovem Guarda desde menino. “Meu pai me deu uma guitarrinha de brinquedo. Eu ficava o dia inteiro pela casa cantando Roberto Carlos. Aquilo ficou”, comenta em uma das conversas com Serginho. Embora não seja cantor, Murilo participa com entusiasmo das homenagens e reforça como a Jovem Guarda foi presença constante nas famílias brasileiras.

Quem também solta a voz no especial é a atriz Nathalia Dill, que interpreta “As Curvas da Estrada de Santos” e surpreende com uma performance intensa e emotiva. É mais um exemplo de como o repertório da Jovem Guarda continua dialogando com diferentes expressões artísticas.

Juventude em ebulição: Pedro Calais e a energia da nova geração

O vocalista da banda Lagum, Pedro Calais, traz ao palco sua leitura irreverente de “Vem Quente que Estou Fervendo”. Com sua postura despojada e contemporânea, Pedro imprime nova energia à música e mostra que o espírito da Jovem Guarda ainda pulsa no coração da juventude brasileira.

“Eu gosto da ousadia daquela época. Não era só sobre amor ou música boa. Era sobre viver com intensidade”, comenta durante os bastidores da gravação. A apresentação promete ser um dos momentos mais animados do programa.

Raul Seixas em foco

Um dos trechos mais simbólicos do especial é a participação do ator Ravel Andrade, que recentemente deu vida a Raul Seixas na minissérie “Raul Seixas: Eu Sou”, do Globoplay. No programa, ele canta “Doce, Doce Amor”, composição da fase inicial de Raul, ainda com fortes influências da Jovem Guarda.

Ravel destaca o papel de Raul como figura de transição entre o romantismo dos anos 60 e o pensamento crítico que viria com os anos 70. “Raul começou dentro dessa estética mais comportada e depois rompeu com tudo. Mas dá pra perceber que ele não nega essas raízes. Elas estão ali, bem vivas”, afirma.

Uma homenagem que valoriza a memória cultural do país

Mais do que reviver sucessos, o especial do Altas Horas reforça o valor da memória musical brasileira. Ao reunir artistas de diferentes gerações, o programa costura afetos e traduz em performances ao vivo um capítulo importante da nossa história cultural.

Serginho, como de costume, atua mais como anfitrião do que como apresentador. Seu estilo acolhedor cria um ambiente em que os artistas se sentem à vontade para compartilhar histórias, emoções e experiências pessoais com o público.

O que vai ao ar neste sábado é mais do que uma edição comemorativa. É um testemunho afetivo de como a música atravessa o tempo, acompanha trajetórias e permanece viva no imaginário coletivo. Os 60 anos da Jovem Guarda não pertencem apenas ao passado — pertencem a todos que, de alguma forma, continuam se conectando com seu legado, seja pelo vinil herdado do pai, pelo refrão ouvido no rádio ou pela primeira música tocada no violão.

LARA lança “Nossa Estrela” e nos convida a acreditar no amor — mesmo quando tudo parece incerto

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Foto: Reprodução/ Internet

Tem música que chega de mansinho, sem fazer alarde, e mesmo assim toma conta da gente. Vai entrando pelos ouvidos, mas é no coração que ela se instala. Foi exatamente isso que aconteceu com “Nossa Estrela”, novo single da cantora e compositora LARA, lançado nesta quinta-feira, 1º de agosto, nas plataformas digitais. As informações são do Gshow.

A canção é daquelas que parecem ter sido escritas sob a luz fraca de um abajur, entre um suspiro e outro, num fim de tarde calmo. Com um toque romântico e uma entrega que só quem já amou de verdade entende, LARA mostra mais uma vez por que tem sido apontada como uma das artistas mais promissoras da nova geração da música brasileira. E olha que o álbum ainda nem saiu.

Um passo de cada vez — mas todos no caminho certo

“Nossa Estrela” chega como o terceiro lançamento dessa fase atual da artista. Antes vieram “Quase Tudo Se Encaixa” — aquela que apresentou sua nova estética musical — e “Romance Postiço”, lançada em junho, onde as camadas emocionais ficaram mais intensas, mais profundas.

Agora, com esse novo single, a cantora dá um passo sereno, mas firme, em direção ao seu primeiro álbum de estúdio, previsto para agosto de 2025. E se você ainda não tinha se conectado com ela, essa talvez seja a música ideal para começar.

Porque “Nossa Estrela” não fala só de amor romântico. Fala de encontro. De pertencimento. Da sorte rara de achar, no meio do caos do mundo, uma pessoa que te entende, te acolhe, te lembra por que tudo vale a pena. Como ela mesma diz: “A música é um convite pra gente acreditar e vibrar que mesmo diante de tanta violência, tantos desencontros, a união e o amor é o que dá sentido e faz a vida valer mesmo a pena.”

É bonito, né? Mas mais bonito ainda é ouvir isso cantado por ela.

Autoral de verdade – e isso faz diferença

Uma das coisas que mais impressionam na trajetória de LARA é que ela mete a mão na massa em absolutamente tudo: compõe, participa da produção, escolhe arranjos, afina cada detalhe do que entrega ao público. E isso não é só controle criativo — é amor mesmo.

Dá pra sentir que cada verso, cada melodia, foi cuidadosamente esculpido pra contar uma história. Não é música feita pra agradar o algoritmo. É música feita pra tocar alguém de verdade. Como ela mesma descreve, “Nossa Estrela” nasceu de uma reflexão profunda sobre a força que a gente encontra quando sente que pertence a alguém — ou a algum lugar.

Menos gritos, mais afeto

No meio de um mercado musical onde todo mundo parece gritar por atenção, a artista faz o contrário. Ela fala baixo. Sussurra. Entrega um tipo de emoção que não precisa de efeito especial. Ela confia no poder de uma letra bem escrita, de uma melodia sincera, de um arranjo que não precisa de pirotecnia pra ser bonito. A verdade é que ela não está competindo com ninguém. LARA está construindo um universo próprio, onde amor, dúvida, descoberta, saudade e esperança convivem com a mesma delicadeza com que ela segura cada nota. E quem entra nesse universo entende rapidinho: o que ela faz vai muito além de cantar. É quase uma experiência emocional. Quase uma conversa de alma pra alma.

O que esperar do álbum?

Por enquanto, o que temos são pistas. Três músicas já lançadas que mostram diferentes nuances dessa nova fase: a leveza de “Quase Tudo Se Encaixa”, a densidade de “Romance Postiço”, e agora o romantismo esperançoso de “Nossa Estrela”. Se seguir essa linha — e tudo indica que vai — o álbum de estreia deve ser um grande mergulho emocional, costurado por violões suaves, letras bem cuidadas e arranjos que abraçam. Ainda não tem nome divulgado, mas já dá pra sentir que não será apenas um disco de canções: será uma espécie de diário musical. Um retrato honesto de uma mulher que está descobrindo o mundo, o amor e a si mesma com coragem e poesia.

Uma artista que cresce devagar — e isso é bom

LARA não é dessas que explodem de uma hora pra outra. Ela vem crescendo como uma planta bem cuidada, devagar, mas com raízes fortes. E isso talvez seja o que mais a diferencia: a escolha por construir uma carreira sólida, verdadeira, sem pressa. Seja no palco pequeno de um festival alternativo ou num estúdio montado na sala de casa, ela canta com a mesma entrega. E talvez por isso cada vez mais gente esteja se conectando com sua música.

Terra da Padroeira | Programa deste domingo (03/08) celebra o sertanejo raiz com Irmãs Freitas, Moysés Rico e jovens promessas

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O domingo amanhece com cheiro de café passado na hora, pão de queijo na mesa e a certeza de que a boa música sertaneja tem lugar garantido na televisão brasileira. No dia 3 de agosto, a partir das 9h da manhã, o programa Terra da Padroeira abre suas portas – ou melhor, sua porteira – para mais uma edição recheada de grandes nomes da nossa música de raiz, entre veteranos consagrados e jovens promessas que carregam a alma do interior na voz e no coração.

Comandado com carisma por Kleber Oliveira, Tonho Prado e Menino da Porteira, o programa segue encantando o público com seu formato afetivo e acolhedor, que mistura talento, histórias emocionantes e um respeito profundo pela tradição sertaneja. E neste domingo, não será diferente.

As Irmãs Freitas: quatro décadas de trajetória e um legado que resiste ao tempo

Quem abre a manhã musical no palco da TV Aparecida é uma dupla que carrega no nome um pedaço da história da música brasileira: as Irmãs Freitas. Direto de Anápolis, em Goiás, elas trazem mais que melodias — carregam memórias vivas, trajetórias corajosas e a força feminina no sertanejo, gênero tantas vezes dominado por vozes masculinas.

Desde o lançamento do disco Canoeira do Araguaia, em 1978, as Irmãs Freitas vêm marcando presença em palcos de festivais, programas de rádio, televisão e na memória afetiva de fãs por todo o Brasil. Com passagens por formações diferentes, mas sempre mantendo a essência musical e o romantismo do campo, elas construíram uma carreira que ultrapassa 44 anos. Gravaram com nomes importantes, como o sanfoneiro Voninho, e conquistaram prêmios, discos de ouro e seguidores fieis nas redes sociais, que acompanham cada novo passo com carinho e admiração.

Moysés Rico: herança, respeito e renovação do legado de Zé Rico

Outro momento especial do programa será protagonizado por Moysés Rico, filho do inesquecível Zé Rico, da dupla Milionário & Zé Rico. Em um país onde as heranças musicais emocionam e inspiram, Moysés tem se destacado não apenas pelo sobrenome que carrega, mas pelo talento com que mantém viva a história do pai.

Persistente, apaixonado pela música e com uma identidade própria, o artista vem conquistando espaço ao reverenciar os grandes clássicos da lendária dupla e, ao mesmo tempo, criando sua própria trajetória. Já dividiu o palco com Milionário e se tornou uma das vozes mais promissoras do chamado “sertanejo raiz”. Para os fãs que cresceram ouvindo as canções que embalaram amores, despedidas e reencontros, ouvir Moysés é como reencontrar um velho amigo.

“Vozes da Terra”: a nova geração que carrega a força da música caipira

Como de costume, o quadro “Vozes da Terra” chega para mostrar que o futuro do sertanejo está em boas mãos. Nesta edição, o programa recebe dois nomes que têm emocionado o público e movimentado as redes sociais com suas vozes potentes e interpretações de arrepiar: a dupla Dilmar & Diogo e o cantor Júlio Torres.

Direto de Goiânia, Dilmar & Diogo têm surpreendido pela semelhança vocal com a icônica dupla Zezé Di Camargo & Luciano. Jovens, mas com um gosto apurado pelos clássicos, os dois vêm ganhando fãs pela forma respeitosa e apaixonada com que interpretam modas antigas e novas, mantendo viva a conexão com as origens do gênero.

Já Júlio Torres conquistou notoriedade na internet após um vídeo em que sua voz — surpreendentemente parecida com a de Bruno, da dupla Bruno & Marrone — viralizou. Mas ele não é só semelhança: dono de uma presença marcante e carisma natural, Júlio tem se firmado como cantor e compositor, com músicas autorais como “O Playboy e o Cowboy”, ao lado de Edson & Hudson, além dos sucessos “Empatado” e “Aô Moçada”, que somam milhões de plays nas plataformas digitais.

Fica Com a Gente | Edu Guedes volta à TV com Ana Hickmann após cirurgia

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Foto: Reprodução/ Internet

Algumas presenças na televisão atravessam os anos como velhos amigos que nunca deixam de fazer parte da nossa rotina. Edu Guedes é uma dessas figuras. Seu sorriso sereno, sua voz tranquila, o jeito de ensinar receitas como quem oferece um abraço. Na próxima terça-feira, 5, esse reencontro com o público ganha um novo significado: o chef está de volta ao “Fica Com a Gente”, na RedeTV!, após um delicado período de recuperação. E não estará sozinho.

Ao seu lado, no estúdio, estará Ana Hickmann. Não só colega de profissão e ex-companheira de bancada nos tempos do Hoje em Dia, mas agora, oficialmente, sua companheira de vida. Os dois vão cozinhar juntos, sim — mas, mais do que isso, vão dividir o momento com quem sempre esteve com eles, mesmo de longe: o público.

“Eu senti cada palavra que me mandaram”

Nos últimos meses, quem acompanha Edu pelas redes sociais percebeu um silêncio respeitoso. Um silêncio que dizia muito: ele estava se cuidando, enfrentando, respirando fundo. E, aos poucos, dividiu com os fãs a razão de seu afastamento: um câncer no pâncreas, descoberto após uma crise renal. As informações são da BBC.

Foi um susto. Para ele, para a família, para todos que o acompanham há tantos anos. Mas mesmo em meio à incerteza, Edu fez o que sempre soube fazer bem: acolheu o momento com leveza, gratidão e esperança. “Cada palavra de carinho, força e apoio chegou aqui com muita intensidade e fez toda a diferença”, escreveu, em uma de suas mensagens mais tocantes.

Houve dor, claro. Houve medo. Mas também houve amor — muito amor. Nas mensagens, nas orações, nos comentários cheios de fé. Edu não enfrentou a doença sozinho. E talvez seja isso que torne seu retorno tão especial.

Um reencontro que vai além da tela

Na terça-feira, o estúdio da RedeTV! será mais do que um cenário. Será quase um lar. Porque, ao lado de Edu, estará Ana — mulher que entrou em sua vida primeiro como parceira de trabalho, depois como amiga, e hoje, como amor e alicerce. Juntos, eles superaram feridas antigas, reencontraram um no outro o que a vida tem de mais bonito: recomeços. O pedido de casamento aconteceu há poucos meses, durante uma viagem a Portugal. Foi discreto, íntimo, como tudo que é verdadeiro costuma ser. E agora, esse amor amadurecido ganha espaço também diante das câmeras. No programa, eles vão cozinhar juntos. Mas os ingredientes principais serão outros: cumplicidade, afeto, superação.

A cozinha como lugar de cura

Para Edu, a cozinha nunca foi apenas trabalho. Sempre foi lar, memória, saudade de vó, cheiro de infância. Foi onde aprendeu a escutar o mundo em silêncio, mexendo panelas, observando a reação das pessoas diante de um prato bem feito. É ali, com as mãos nos temperos e o coração nos detalhes, que ele se sente inteiro. Por isso, voltar à TV tem tanto peso emocional. Não é sobre audiência. É sobre vida. Depois da cirurgia, depois da cicatriz, depois do susto, ele está de volta ao seu lugar. E leva com ele tudo o que viveu nesse tempo de ausência. Não para esconder — mas para dividir.

Uma jornada feita de quedas e recomeços

Edu Guedes nunca escondeu suas fragilidades. Em 2020, um acidente grave o fez perder, temporariamente, o movimento do braço esquerdo. Canhoto, precisou reaprender a cozinhar com a mão direita. Um desafio que ele enfrentou com calma e determinação. Agora, mais uma vez, a vida lhe pede força. E ele entrega. Não como herói, mas como ser humano. Com dúvidas, com medo, mas também com coragem e fé. Entre idas e vindas na TV, mudanças de emissora e reinvenções, Edu sempre manteve a essência: alguém que olha no olho, que não tem medo do simples, que trata o público como gente da casa.

Um gesto de amor diante das câmeras

A edição especial do programa não é apenas o retorno de um apresentador. É um rito de passagem. Um reencontro entre quem já passou pelo vale e agora enxerga o topo da montanha. Um agradecimento coletivo, silencioso e emocionado. Ana e Edu vão cozinhar, sim. Mas vão também celebrar a vida. E convidar o público a fazer o mesmo.

One Punch Man | Garou domina o novo pôster e JAM Project volta para o tema de abertura

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Foto: Reprodução/ Internet

Se você é fã de animes e histórias que misturam ação com uma boa dose de humor e reflexão, pode preparar o coração: a terceira temporada de One Punch Man está chegando — e com ela, muitas surpresas que prometem agitar a comunidade. O novo pôster que acaba de ser divulgado traz Garou, um dos personagens mais carismáticos e complexos da série, em destaque, mostrando que ele terá um papel fundamental nessa nova fase. Abaixo, confira a imagem:

Além disso, uma notícia que deixou os fãs ainda mais animados foi a confirmação do retorno da banda JAM Project para o tema de abertura. A energia e a força que eles imprimem às músicas são praticamente parte da alma do anime, e saber que estarão de volta já é motivo para celebrar.

Quem é Garou e por que ele merece tanto destaque?

Garou é um daqueles personagens que quebram qualquer ideia de vilão tradicional. Com uma filosofia própria, ele questiona o sistema de heróis e busca uma justiça que, para ele, faz sentido — mesmo que para a sociedade pareça fora da lei. O que o torna tão interessante não é só sua força impressionante, mas a humanidade que está por trás das suas escolhas. O novo pôster, que o coloca em evidência, dá um spoiler visual de que essa temporada vai mergulhar fundo nas motivações dele e no impacto que ele provoca na Associação dos Heróis. É uma oportunidade para a série explorar dilemas morais e emocionais que vão além das pancadarias.

A trilha sonora que a gente já ama vai continuar

Não tem como pensar em One Punch Man sem lembrar daquele tema de abertura que nos enche de energia para o que vem pela frente. O JAM Project tem um lugar especial no coração dos fãs por trazer exatamente isso: música poderosa, que combina perfeitamente com o clima épico das lutas. Embora ainda não tenha sido confirmado se Ricardo Cruz, o vocalista brasileiro que participou da segunda temporada, estará na terceira, a volta do JAM Project já é uma vitória. Eles sabem exatamente como dar o tom certo para acompanhar Saitama e seus desafios, e isso faz toda a diferença na experiência de assistir ao anime.

Uma história que conquistou o mundo de forma inesperada

One Punch Man começou de um jeito bem simples: uma webcomic criada por One, que logo chamou atenção pela sua proposta diferente. Ao invés do herói que enfrenta dificuldades para vencer seus inimigos, Saitama já começa invencível — e isso, ao invés de diminuir a história, abre espaço para explorar o lado humano por trás do “herói perfeito”. O que vemos é alguém que enfrenta o tédio da invencibilidade, a busca por propósito e o desejo de ser reconhecido, mesmo quando parece não precisar disso. Essa abordagem fez com que a série ganhasse fãs de todos os lugares, ultrapassando o nicho dos animes tradicionais.

Mangá e anime: duas faces que complementam a jornada

Com os traços incríveis de Yusuke Murata, a versão mangá de One Punch Man deu vida às cenas de ação e aos personagens de uma forma que impressiona até hoje. O anime, por sua vez, foi responsável por levar essa história para as telas do mundo, com produção de alta qualidade e sequências de tirar o fôlego. O sucesso das duas primeiras temporadas criou uma base sólida e fez crescer ainda mais a expectativa pelo que vem a seguir. E a terceira temporada promete não decepcionar, trazendo o mesmo estúdio do segundo ano, J.C. Staff, para manter a qualidade.

O que esperar da nova temporada?

Para os fãs, a terceira temporada é uma chance de ver a história se aprofundar, principalmente no que diz respeito a Garou e à Associação dos Heróis. Os conflitos vão ganhar mais intensidade, e Saitama, mesmo invencível, terá seus próprios desafios. Além das lutas espetaculares e do humor característico, é uma temporada que pode trazer questionamentos sobre justiça, poder e o que realmente significa ser um herói em um mundo cheio de complexidades.

Saiba qual filme é destaque no Cinema em Casa deste sábado (02/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 2 de agosto de 2025, o Cinema em Casa, no SBT, traz uma história de tirar o fôlego direto para a sua casa. O filme Na Selva (Jungle), dirigido por Greg McLean e estrelado por Daniel Radcliffe, é muito mais do que uma aventura comum — é uma prova do que o espírito humano é capaz quando colocado à prova nas condições mais extremas. Se você gosta de histórias reais de coragem, superação e contato com a natureza, esse longa vai ser uma ótima pedida.

A história começa simples: Yossi Ghinsberg, interpretado por Daniel Radcliffe, é um jovem israelense apaixonado por explorar o mundo e viver experiências fora do comum. Ele, junto com três amigos, decide embarcar numa expedição para a Floresta Amazônica, um dos lugares mais ricos em biodiversidade do planeta, mas também um dos mais perigosos.

No início, tudo parece fascinante — o verde intenso das árvores, o som dos animais, o ar fresco (ou quase isso, dado o calor). O grupo está animado, cheio de planos e expectativas. Mas o que era para ser uma aventura incrível rapidamente vira um desafio brutal, quando eles se perdem no meio da mata densa da selva boliviana.

A selva amazônica, embora linda, não é um lugar para amadores. A qualquer momento, as coisas podem ficar complicadas — rios imprevisíveis, animais selvagens, a falta de comida e de água potável. No filme, a gente sente o peso dessa realidade, porque o roteiro não poupa detalhes sobre as dificuldades enfrentadas. Yossi e seus amigos começam a perceber que confiar apenas na sorte e na coragem não é suficiente. Cada passo é uma aposta, cada decisão pode significar a diferença entre a vida e a morte. O medo, o cansaço, a fome e o isolamento são uma companhia constante.

O filme é baseado no livro autobiográfico de Yossi Ghinsberg, que conta em primeira mão essa experiência terrível e emocionante que viveu em 1981. Isso faz toda a diferença, porque o roteiro respeita a veracidade dos acontecimentos, sem exagerar no melodrama. Ao longo da trama, vemos não só a luta pela sobrevivência física, mas também o impacto psicológico de estar sozinho em um ambiente tão hostil. A narrativa mostra como o medo pode paralisar, mas também como a esperança e a fé em si mesmo podem ser combustível para continuar.

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Se você cresceu assistindo Harry Potter e ainda o associa só a esse personagem, vai se surpreender com o quanto Daniel Radcliffe evoluiu como ator. Em Na Selva, ele abandona a fantasia para mostrar um lado muito mais realista e vulnerável.

Sua atuação é intensa e sem exageros. Radcliffe consegue transmitir toda a complexidade de Yossi — desde o otimismo do começo, passando pelo desespero, até a força que ele encontra para seguir adiante mesmo nas horas mais difíceis. É uma entrega que faz a gente sentir cada dor, cada decisão, cada momento de dúvida. Esse papel prova que o ator está disposto a se arriscar e a explorar personagens bem diferentes do que fez no passado, ganhando ainda mais respeito no meio artístico.

Outro personagem que acrescenta muita tensão ao filme é o guia Karl Ruprechter, vivido por Thomas Kretschmann. Karl aparece como uma figura misteriosa e enigmática, que promete levar o grupo a um lugar seguro. Mas a personalidade dele e algumas atitudes levantam dúvidas — será que ele realmente sabe o que está fazendo? Pode-se confiar nele?

Essa dúvida cria um clima de suspense constante, porque a floresta já é um lugar assustador por si só, e a incerteza em relação ao guia só piora as coisas. O espectador fica sempre na expectativa, sem saber o que pode acontecer a seguir.

Recriar a Floresta Amazônica para as telas foi uma missão quase tão complicada quanto a própria história. As filmagens aconteceram entre março e abril de 2016, em locações que simulavam bem a umidade, o calor e a densidade da vegetação da região.

Os atores e a equipe técnica tiveram que lidar com essas condições difíceis para garantir que o filme fosse o mais realista possível. E essa escolha fez toda a diferença: o resultado é um filme que realmente nos coloca dentro da selva, fazendo a gente sentir o desconforto e o perigo.

O diretor Greg McLean, conhecido por filmes de suspense e terror, soube equilibrar o visual impressionante da natureza com a tensão da narrativa, sem deixar o filme cansativo ou previsível.

A fotografia, assinada por Stefan Duscio, foi indicada ao Prêmio AACTA — e com razão, já que a câmera capta tanto a beleza quanto a ameaça da floresta, dando um clima pesado e sufocante, que faz a gente entender o que os personagens estão passando.

O longa-metragem é uma mistura de aventura, drama e biografia, que consegue prender o espectador do começo ao fim. Tem cenas de ação e suspense, mas também momentos de silêncio e reflexão, quando a gente sente o impacto psicológico da experiência.

Por que assistir Na Selva?

Se você curte aventuras cheias de emoção e histórias baseadas em fatos reais, vai se identificar com essa produção. É um convite para pensar sobre a nossa relação com a natureza, a importância da preparação e o que a coragem pode fazer quando tudo parece perdido. Além disso, ver Daniel Radcliffe em um papel tão diferente do que estamos acostumados é um bônus para quem gosta de cinema e quer acompanhar a carreira de um ator em transformação.

Onde e quando assistir?

Você pode conferir o filme neste sábado, 2, no Cinema em Casa, no conforto da sua casa. E se preferir, o filme está disponível para aluguel no Prime Video por cerca de R$ 11,90, com opção de assistir em alta definição, quando quiser.

Curiosidades do filme

Daniel Radcliffe foi confirmado no elenco em fevereiro de 2016 e se preparou bastante para representar fielmente a experiência de Yossi, tanto fisicamente quanto emocionalmente.

A equipe de filmagem encarou o clima quente e úmido da selva para dar realismo ao filme.

O diretor Greg McLean teve o cuidado de não transformar a história em um espetáculo exagerado, focando no suspense e na emoção real.

Stefan Duscio, diretor de fotografia, recebeu uma indicação importante pelo trabalho de capturar a essência da selva e a tensão da narrativa.

Amores à Parte | Sucesso em Cannes, comédia estreia no Brasil em 21 de agosto

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Foto: Reprodução/ Internet

Se relacionar nunca foi tão confuso — e, ao mesmo tempo, tão necessário.
É entre silêncios incômodos, risadas fora de hora e tentativas falhas de reconexão que se desenrola Amores à Parte, comédia dramática escrita, dirigida e estrelada por Michael Angelo Covino e Kyle Marvin. A estreia nos cinemas brasileiros acontece no próximo dia 21 de agosto, com distribuição da Diamond Films — e promete abalar (com charme e desconforto) a forma como enxergamos nossos vínculos mais íntimos.

Depois de uma passagem elogiadíssima pelo Festival de Cannes, onde arrancou risadas, suspiros e até algumas lágrimas silenciosas da plateia, o longa chega por aqui carregando não apenas credenciais de prestígio, mas um tema que ecoa com cada vez mais força no mundo contemporâneo: o que acontece quando o amor não é mais suficiente para manter uma relação de pé?

Do casamento ao caos em poucos minutos

A história gira em torno de Carey (Kyle Marvin), um homem na casa dos 40 anos, que tem a vida desmoronada num piscar de olhos. Sua esposa, Ashley (Adria Arjona), comunica de forma direta, quase prática, que quer o divórcio. Sem escândalos ou explicações longas. Apenas a constatação de que acabou. Carey, ainda preso ao ideal de que o amor deve durar para sempre, mergulha num mar de negação, buscando amparo emocional no casal de amigos aparentemente mais bem resolvido que conhece: Paul (Michael Covino) e Julie (Dakota Johnson).

Mas logo descobre que nem tudo ali é tão sólido quanto parece. Paul e Julie vivem um relacionamento aberto, com suas próprias regras e flexibilidades. Uma decisão que, longe de parecer libertadora, mais parece uma gambiarra emocional para adiar o inevitável: a necessidade de encarar suas insatisfações.

A delicadeza do riso amargo

O que poderia facilmente escorregar para a caricatura ou para o moralismo barato se transforma, nas mãos da dupla Covino e Marvin, num retrato sutil e honesto das contradições humanas.
A comédia aqui é desconfortável. Ela surge nos momentos em que a personagem diz o que não deveria, ou quando tenta parecer controlada mas sua voz treme. É o riso que vem depois da dor — ou com ela.

Em uma das cenas mais emblemáticas, Carey tenta um encontro amoroso com uma desconhecida em um bar, mas termina chorando no banheiro antes do jantar começar. É engraçado. E devastador. E é exatamente isso que torna o filme tão especial: ele sabe que o amor, mesmo falido, ainda nos importa.

Michael Covino e Kyle Marvin: o bromance por trás da câmera

Amigos de longa data e parceiros criativos desde A Subida (The Climb, 2019), Covino e Marvin sabem construir personagens masculinos que escapam do arquétipo do “homem que sofre em silêncio”. Eles sofrem, sim — mas falam disso. Riem disso. E se olham com compaixão.

Em entrevistas recentes, os dois revelaram que a ideia de Amores à Parte surgiu de conversas pessoais sobre suas próprias inseguranças e fracassos amorosos. “A gente não queria fazer um filme sobre o ‘casamento que deu errado’, mas sim sobre a tentativa desesperada de entender o que sentimos quando tudo que idealizamos se desfaz”, contou Covino ao site IndieWire.

Essa autenticidade se reflete na tela. A química entre os atores, especialmente entre Covino e Marvin, é o motor da narrativa. Eles não precisam de diálogos rebuscados para expressar a intimidade emocional que compartilham — basta um olhar, um silêncio constrangedor ou uma piada mal colocada para dizer tudo.

Dakota Johnson, Adria Arjona e os vínculos femininos na crise

Enquanto os homens se debatem tentando entender seus sentimentos, as mulheres do filme já estão um passo à frente — ainda que também perdidas. Dakota Johnson, como Julie, é o grande contraponto emocional da trama. Sua personagem é perspicaz, contida, e ao mesmo tempo vulnerável. Uma mulher que topou abrir o relacionamento, mas que não sabe ao certo se isso a libertou ou a silenciou.

Adria Arjona, por sua vez, interpreta Ashley com uma maturidade rara. Ao pedir o divórcio, ela não explode. Apenas reconhece, com dor contida, que não pode continuar fingindo. Sua personagem é menos sobre a ruptura, e mais sobre o resgate de si mesma.

Ambas as atrizes escapam de estereótipos fáceis e entregam interpretações delicadas, carregadas de subtexto. São mulheres reais, lidando com homens que não sabem como lidar com suas próprias emoções — um espelho que, infelizmente, segue atual.

Relações modernas ou desculpas velhas?

Um dos méritos de Amores à Parte está em não tomar partido. O filme não vende a ideia de que relacionamentos abertos são a solução, nem que o casamento tradicional está falido. Ele apenas observa. E isso, hoje em dia, já é revolucionário.

Na era dos aplicativos, dos vínculos descartáveis e das conversas por mensagens, o longa mostra que, independentemente do formato do relacionamento, as questões fundamentais continuam as mesmas: como lidar com o ego, o medo de rejeição, a solidão, a culpa, o desejo por controle e a dificuldade de escutar o outro.

Não há lições de moral. Mas há muitos espelhos — e talvez essa seja a melhor forma de provocar o público.

Do riso ao reconhecimento: o impacto emocional

É impossível sair do cinema sem se identificar com pelo menos um dos personagens. Quem nunca tentou parecer forte diante de uma separação? Quem nunca se questionou se estava fazendo tudo errado? Quem nunca quis apertar o botão de reiniciar na vida amorosa?

Amores à Parte toca fundo porque não quer ser genial — quer ser humano. E isso é raro.

A trilha sonora discreta, a fotografia naturalista, a direção sensível e os diálogos que parecem retirados de conversas reais criam um ambiente íntimo, quase confessional. Em certos momentos, parece que estamos assistindo a um documentário sobre gente comum tentando seguir em frente.

De Cannes ao Brasil: uma estreia que vale o ingresso

Com estreia agendada para 21 de agosto nos cinemas brasileiros, o longa chega ao país após boa repercussão internacional. Sua participação no Festival de Cannes garantiu não só elogios da crítica especializada, mas também um burburinho espontâneo nas redes sociais, onde internautas compartilharam trechos do trailer com comentários como: “é assim que meus amigos lidam com o divórcio” ou “finalmente uma comédia romântica sem romance idealizado”.

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