A corrida de Toy Story 5 rumo ao clube do bilhão está cada vez mais perto do fim. A nova animação da Pixar já soma US$ 950 milhões nas bilheterias mundiais e deve ultrapassar a marca histórica nos próximos dias, resultado que confirma a força de uma franquia que continua relevante mesmo após três décadas.

O desempenho impressiona principalmente porque a série já havia encerrado sua história duas vezes: primeiro com Toy Story 3, depois com Toy Story 4. Ainda assim, o quinto filme encontrou espaço para justificar seu retorno, apostando em um tema bastante atual: a relação das crianças com a tecnologia.

Desta vez, a história se passa dois anos após os acontecimentos do longa anterior. Bonnie ganha Lilypad, um tablet em formato de sapo criado para ajudá-la a socializar. O problema é que o novo aparelho rapidamente ocupa o lugar que antes pertencia aos brinquedos. Jessie, agora responsável pelo grupo, percebe a mudança e tenta encontrar uma forma de impedir que a amizade entre Bonnie e seus antigos companheiros desapareça.

A decisão de colocar um dispositivo eletrônico no centro da narrativa funciona justamente por dialogar com uma realidade que muitas famílias vivem hoje. Em vez de transformar a tecnologia em vilã, o roteiro prefere discutir como ela pode aproximar ou afastar as pessoas, dependendo da forma como é usada.

Woody retorna para ajudar Jessie depois de receber um pedido de socorro. Buzz Lightyear também volta à aventura, acompanhado do restante da turma. No caminho, os brinquedos encontram novos personagens, como Atlas, um GPS falante; Clica, uma câmera de brinquedo; e Amigo Rolinho, criado para ensinar crianças a usar o banheiro. A principal novidade, porém, é Lilypad, personagem que movimenta praticamente todos os conflitos da trama.

O elenco original continua sendo um dos maiores atrativos do filme. Tom Hanks retorna como Woody, Tim Allen dubla Buzz Lightyear e Joan Cusack volta ao papel de Jessie. As novidades incluem Greta Lee como Lilypad, Conan O’Brien como Amigo Rolinho, além de Craig Robinson, Mykal-Michelle Harris e Shelby Rabara.

Nos bastidores, Andrew Stanton, diretor de Procurando Nemo e WALL-E, assume a direção e também participa do roteiro ao lado de Kenna Harris. O filme marca ainda o primeiro capítulo principal da franquia desenvolvido sem o envolvimento direto de John Lasseter, um dos criadores de Toy Story.

Com orçamento estimado em US$ 250 milhões, o longa figura entre as animações mais caras já produzidas pela Pixar. Até agora, porém, o retorno financeiro tem acompanhado esse investimento.

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