
O novo longa-metragem de terror da Warner Bros., lançado pela New Line, “Eles Vão Te Matar”, estreou nos cinemas norte-americanos no último fim de semana, mas teve um desempenho muito aquém do esperado. A produção arrecadou apenas US$ 5 milhões nos Estados Unidos, ocupando a terceira posição nas bilheterias, atrás de lançamentos mais consolidados. Globalmente, o filme não ultrapassou a marca de US$ 9 milhões, um resultado que está longe das projeções iniciais de US$ 20 milhões em arrecadação internacional.
Com um orçamento estimado entre US$ 20 milhões e US$ 40 milhões, o filme precisará de desempenho consistente nas próximas semanas ou do apoio de plataformas de streaming para evitar prejuízos significativos. A situação ganha relevância quando analisada junto ao início de 2026 para a Warner Bros., que já enfrentou o desempenho decepcionante de “A Noiva!”, releitura steampunk de A Noiva de Frankenstein.

Dirigido com foco em suspense e terror psicológico, o filme acompanha Asia Reaves (Zazie Beetz), uma ex-presidiária que se infiltra no The Virgil, um prédio de luxo em Nova York, assumindo o papel de nova governanta. O edifício, aparentemente sofisticado e habitado por membros da elite, esconde uma comunidade marcada por mistérios e desaparecimentos.
O roteiro se inicia com Asia e sua irmã, Maria, tentando escapar de um pai abusivo. Asia acaba presa após atirar no pai, enquanto Maria permanece sob sua custódia. Dez anos depois, Asia retorna ao mundo exterior e aceita o emprego no Virgil, sem saber que está prestes a confrontar um culto macabro e habitantes com segredos sombrios.
O longa mistura sequências de horror gráfico com cenas de ação, incluindo fugas pelos dutos de ventilação, confrontos diretos com invasores mascarados e batalhas contra cultistas imortais. A tensão aumenta quando Asia descobre que o prédio é um templo dedicado a Satanás, onde os moradores atingem a imortalidade por meio de sacrifícios humanos.
Além de Zazie Beetz, o elenco conta com Myha’la, Paterson Joseph, Tom Felton, Heather Graham e Patricia Arquette, atores que contribuem para dar densidade aos personagens. Segundo críticos, embora o elenco seja competente, a narrativa não consegue explorar completamente o potencial emocional da protagonista e de sua irmã, limitando a identificação do público.
A relação entre Asia e Maria é central para a história, oferecendo tensão moral e emocional em meio ao terror sobrenatural. Maria, que inicialmente parece indefesa, revela-se estrategista, enquanto Asia demonstra coragem e habilidade impressionantes, tornando-se a força motriz da trama.
Críticos destacaram que, apesar da estética e das sequências de ação, o filme não consegue se diferenciar significativamente de outros lançamentos de terror recentes. Em especial, o uso de símbolos perturbadores, como a cabeça decepada de um porco usada pelo culto, foi citado como um recurso visual impactante, mas que não substitui a necessidade de conexão emocional com os protagonistas.

Bilheteria abaixo das expectativas
As projeções iniciais indicavam que “Eles Vão Te Matar” poderia arrecadar cerca de US$ 10 milhões no mercado doméstico em seu fim de semana de estreia. O desempenho final, de US$ 5 milhões, representa apenas metade dessa expectativa. Analistas apontam que a saturação de filmes de terror e a competição com outros lançamentos podem ter limitado o público interessado.
Globalmente, a arrecadação de US$ 9 milhões também está abaixo da projeção de US$ 20 milhões, o que coloca pressão sobre a Warner Bros. para buscar outras fontes de receita, como streaming, vendas digitais e mercados internacionais menos competitivos.
Um início de ano preocupante para a Warner Bros.
O desempenho de “Eles Vão Te Matar” reforça um padrão preocupante para o estúdio. Depois do fracasso de “A Noiva!”, a Warner Bros. precisa avaliar cuidadosamente os investimentos em filmes de gênero, especialmente aqueles de terror, que historicamente apresentam alta volatilidade em bilheteria.
Fontes do setor afirmam que, embora o terror tenha potencial para grandes retornos com orçamento relativamente baixo, a execução da narrativa e a identificação do público são cruciais. Filmes que não conseguem gerar empatia ou engajamento correm maior risco de arrecadação abaixo do esperado.
















