“Zootopia 2” ganha primeiro trailer e promete um retorno selvagem com mais emoção

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Em 2016, “Zootopia” estreava nos cinemas como uma surpresa daquelas: uma animação que parecia só mais uma história fofa com animais falantes, mas que entregou muito mais — mistério, comédia, crítica social e personagens cativantes. Quase dez anos depois, Judy Hopps e Nick Wilde estão de volta. E se depender do novo trailer da sequência, lançado nesta quarta-feira (30), eles não só vão reviver a parceria policial como também mergulhar fundo nas suas próprias inseguranças.

Mais do que apenas uma sequência, o novo longa promete revisitar tudo o que fez do original um sucesso: o carisma dos personagens, os cenários criativos e a capacidade de falar sobre temas complexos com leveza. Só que agora, com mais camadas — emocionais, visuais e narrativas.

O novo trailer, que você pode conferir logo abaixo, começa de forma inusitada: Judy e Nick, agora parceiros oficiais na força policial de Zootopia, encaram uma sessão de terapia de dupla. O motivo? Pequenas rusgas, diferenças de personalidade e uma série de decisões questionáveis em campo. No centro dessa dinâmica está Dr. Fuzzby, uma terapeuta nada convencional — uma quokka carismática, dublada por Quinta Brunson, que não hesita em expor as feridas emocionais da dupla na frente de seus colegas.

Uma nova ameaça (e novos cenários a explorar)

Enquanto os dois tentam resolver seus impasses internos, surge uma ameaça nova em Zootopia: Gary De’Snake, uma elegante e perigosa cobra víbora, interpretada por Ke Huy Quan. Gary traz à tona um mistério que se espalha rapidamente pela cidade, criando pânico e obrigando a dupla a deixar a sala de terapia para voltar à ação.

O trailer dá pistas de que vamos conhecer novos distritos da cidade, como os pântanos — sombrios e úmidos, uma novidade completa no universo — além de áreas desérticas e até territórios subaquáticos. A ambientação é um dos pontos altos do teaser: detalhista, cheia de vida, com cores que refletem os contrastes entre os diferentes ambientes e espécies.

Personagens queridos também marcam presença. Mr. Big volta com seu estilo mafioso imponente, ao lado de sua filha Fru Fru — agora casada e, aparentemente, ainda mais envolvida nos assuntos da “família”. O universo expandido promete abraçar novos tons de mistério, ação e, claro, humor afiado.

Humor, crítica e coração: a marca registrada da franquia

O longa parece determinado a manter o equilíbrio entre o leve e o profundo. O humor da terapia de dupla mistura situações absurdas com verdades incômodas, algo que os roteiristas da Disney vêm explorando com mais ousadia nas últimas produções. Não se trata apenas de fazer rir — é sobre rir da gente mesmo, das nossas inseguranças, dos traumas mal resolvidos.

Assim como no original, a crítica social continua presente. Se antes o foco era no preconceito entre predadores e presas, agora tudo indica que o novo filme deve abordar desinformação, histeria coletiva e o papel das instituições — temas ainda mais relevantes no mundo pós-pandêmico e polarizado em que vivemos.

Dubladores de peso e personagens inéditos

Os fãs podem ficar tranquilos: Ginnifer Goodwin e Jason Bateman retornam como Judy e Nick, trazendo de volta a química que conquistou o público. Idris Elba também retorna como o inconfundível Chefe Bogo, assim como Shakira, que revive a cantora Gazelle — agora com novo visual e músicas inéditas, segundo os produtores.

Mas é entre os novatos que o elenco brilha com novidades. Quinta Brunson empresta sua voz e carisma à terapeuta Dr. Fuzzby, enquanto Ke Huy Quan, vencedor do Oscar por “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, dá vida ao vilão misterioso da vez. A lista ainda inclui Fortune Feimster como o animado castor Nibbles Maplestick, e participações especiais de Jean Reno e Nate Torrence em papéis ainda não divulgados.

Produção grandiosa e retorno dos criadores originais

A sequência tem assinatura de Jared Bush e Byron Howard, que retornam à direção após o sucesso do primeiro filme. Bush, inclusive, assume também o cargo de diretor criativo da Walt Disney Animation Studios — e promete que essa sequência será “ainda mais emocional, engraçada e visualmente deslumbrante”.

A produção é de Yvett Merino, também envolvida em “Encanto”, e a trilha sonora fica novamente a cargo de Michael Giacchino, que mistura composições orquestradas com referências modernas — como a nova música “ZUTU”, interpretada pela banda fictícia de lemingues LEMEEENS.

Uma estreia esperada com carinho (e muita expectativa)

A animação tem estreia marcada para o dia 26 de novembro de 2025 nos Estados Unidos, com lançamento no Brasil previsto para a mesma semana. A expectativa é alta: o primeiro filme arrecadou mais de 1 bilhão de dólares nas bilheteiras e venceu o Oscar de Melhor Animação.

Com tanto tempo entre os dois filmes, a pergunta que fica é: o público ainda se importa? Ao que tudo indica, sim — e mais do que nunca. O trailer rapidamente subiu nas paradas do YouTube e redes sociais, com fãs comentando a volta dos personagens e os novos rumos da história.

“Conversa com Bial” desta quarta (30/07) recebe Hyldon, que comemora 50 anos do clássico “Na Rua, na Chuva, na Fazenda”

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Foto: Reprodução/ Internet

“É preciso chuva, é preciso rua, é preciso amor”. A frase, que poderia muito bem estar em um poema de Carlos Drummond de Andrade, ganhou corpo, melodia e alma na voz de um jovem baiano nos anos 1970. Meio século depois, ainda ecoa com a mesma ternura nas lembranças dos brasileiros. Na próxima quarta-feira, 30 de julho de 2025, o “Conversa com Bial” abre espaço para essa memória viva da música nacional: Hyldon, um dos pais da soul music brasileira, celebra os 50 anos do disco que mudou sua vida — e a de muitos ouvintes.

No estúdio da TV Globo, sob a condução serena e atenta de Pedro Bial, o artista revisita não só sucessos, mas também silêncios, recomeços, perdas e descobertas. A conversa é mais do que um bate-papo de fim de noite — é um mergulho em um tempo onde música, resistência e identidade negra se entrelaçavam para produzir arte com A maiúsculo.

Do interior baiano aos estúdios do Rio: um menino entre mundos

Nascido em Salvador em 1951, Hyldon cresceu entre a capital e o sertão, especialmente em Senhor do Bonfim, cidade marcada por seus carnavais e tradições populares. “Lá, a música era como o ar: estava em todo canto. Na feira, na igreja, no batuque dos terreiros”, lembra ele, com os olhos brilhando. Ainda criança, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Era o início de um deslocamento físico e emocional que moldaria seu estilo: entre o Nordeste e a Zona Norte carioca, entre a sanfona e a guitarra elétrica, entre Luiz Gonzaga e James Brown.

Foi no bairro da Penha que o adolescente Hyldon começou a fazer seus primeiros acordes. Ainda nos anos 60, montou uma banda para tocar nos bailes suburbanos. E foi ali que a alma soul começou a germinar — ao som de Marvin Gaye, Curtis Mayfield, Otis Redding e Stevie Wonder, ouvidos pelas ondas da rádio mundial, pelos vinis importados dos amigos e, claro, pelos ensaios de Tim Maia e Cassiano, que logo se tornariam parceiros e mentores.

“Na Rua, na Chuva, na Fazenda”: a simplicidade como forma de revolução

Lançado em 1975, o álbum Na Rua, na Chuva, na Fazenda é, até hoje, um retrato fiel de uma época e de uma sensibilidade rara. Não por acaso, seu título virou sinônimo de romantismo popular e resistência emocional.

A canção que dá nome ao disco surgiu de uma ideia quase cinematográfica. “Eu imaginava um casal pobre, em uma casinha de barro, mas com amor de sobra. E pensava: quantos amores resistem sem luxo, só com o essencial?”, conta. A melodia veio suave, com groove discreto, quase como um carinho. E o Brasil ouviu. E se apaixonou.

O disco, produzido de maneira quase artesanal, surpreendeu por sua coesão musical: baladas soul, arranjos minimalistas e letras introspectivas que tratavam do amor, da dor e do tempo. Era uma proposta ousada para um país acostumado com a grandiloquência das novelas e o samba das multidões. Mas o que Hyldon fazia era, no fundo, traduzir um sentimento coletivo que não cabia nas molduras da indústria fonográfica.

Soul, resistência e identidade negra

Na mesma época em que artistas como Jorge Ben e Gilberto Gil experimentavam com o groove e o funk, Hyldon se posicionava ao lado de Tim Maia e Cassiano como os fundadores da soul brasileira — um movimento que, além da estética, carregava também uma bandeira de afirmação racial.

“O soul era mais do que estilo. Era identidade, era um grito silencioso. A gente queria mostrar que preto também canta amor, também faz arranjo sofisticado, também tem sensibilidade”, diz ele no programa, com a firmeza de quem sabe o que viveu.

Tim Maia, com sua irreverência e genialidade, foi um dos grandes incentivadores da carreira de Hyldon. Cassiano, mais introspectivo, era seu par na busca por uma sonoridade própria, misturando elementos da música norte-americana com referências brasileiras. O trio, apesar de seguir caminhos diferentes, formou uma base simbólica para muitos que vieram depois — de Sandra de Sá a Liniker.

Invisibilidade e recomeços

Apesar do sucesso do primeiro álbum, Hyldon viu sua carreira sofrer com o desinteresse das gravadoras pelos projetos mais autorais. O segundo disco, Deus, a Natureza e a Música (1976), foi menos compreendido. “Queriam que eu repetisse o mesmo som. Mas eu queria experimentar, sair da zona de conforto”, afirma.

Nos anos 80, mesmo com o avanço da música pop e a febre das trilhas sonoras de novelas, Hyldon permaneceu na contramão do mercado. Produziu, compôs, colaborou com outros artistas, mas evitava concessões. Era uma escolha difícil — e solitária.

“Teve época em que eu sumia mesmo. Fazia música em casa, gravava em fita, esperava o momento certo. Nunca fui um artista de vitrine, sempre fui do bastidor. E tá tudo bem”, conta, com uma serenidade que só o tempo dá.

Quando o Brasil voltou a ouvir

Curiosamente, foi o cinema que trouxe Hyldon de volta ao radar do grande público. A trilha sonora de Cidade de Deus (2002), com Na Rua, na Chuva, na Fazenda, reacendeu o interesse por sua obra. Depois vieram Carandiru, Antônia e outros filmes que perceberam na sua música um retrato legítimo de afetos urbanos e populares.

Grupos como Jota Quest e Kid Abelha regravaram seus sucessos. A crítica redescobriu seu trabalho com entusiasmo. E, em 2009, o disco Soul Brasileiro selou sua volta com pompa e parceiros de peso, como Zeca Baleiro, Carlinhos Brown e Chico Buarque.

A nova geração passou a ouvir Hyldon não como nostalgia, mas como frescor. A música, afinal, não envelhece quando fala direto ao coração.

O presente: discos, documentário e novas conexões

Nos últimos anos, o cantor não parou. Lançou novos álbuns, como As Coisas Simples da Vida (2016) e SoulSambaRock (2020), e participou de projetos colaborativos. Em 2025, foi lançado JID023, álbum produzido por Adrian Younge — nome cult da soul contemporânea — com uma sonoridade mais densa, experimental e, ainda assim, profundamente brasileira.

Uma das faixas contou com a última gravação de Ivan Conti (Mamão), do Azymuth, falecido pouco depois. O disco foi aclamado pela crítica especializada, que o apontou como uma obra-prima tardia.

Além disso, um documentário sobre sua vida está prestes a estrear em circuito de festivais. A produção revisita sua trajetória com imagens raras, depoimentos de amigos e novas interpretações de suas músicas feitas por jovens artistas da cena independente.

Netflix revela primeiras imagens de “O Filho de Mil Homens”, estreia literária de Valter Hugo Mãe com Rodrigo Santoro

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A Netflix divulgou nesta quarta-feira as primeiras imagens oficiais do elenco de O Filho de Mil Homens, adaptação do best-seller homônimo do escritor português Valter Hugo Mãe. O filme marca a estreia do autor no cinema, com direção e roteiro assinados por Daniel Rezende — nome que conquistou a crítica com “Bingo: O Rei das Manhãs” e que recentemente trouxe sua sensibilidade para os filmes da “Turma da Mônica”. O longa, protagonizado pelo nosso grave astro Rodrigo Santoro (300: A Ascensão do Império, Sem Limites, O Golpista do Ano), chega à plataforma ainda neste ano, e é aguardado com grande expectativa por fãs da literatura e do cinema lusófono.

A trama e os personagens

No centro da história está Crisóstomo, vivido por Rodrigo Santoro, um pescador solitário cujo sonho mais profundo é ser pai. É uma busca simples e genuína, mas que carrega um peso imenso de emoção e desejo por conexão humana. O que move Crisóstomo não é apenas o ato biológico da paternidade, mas a vontade de construir laços afetivos, de encontrar um lugar no mundo.

Essa jornada ganha um novo rumo quando ele conhece Camilo (Miguel Martines), um menino órfão que, silenciosamente, preenche o vazio de Crisóstomo. A relação entre os dois cresce sem grandes palavras, mas com uma intensidade que só quem já sentiu falta de afeto reconhece.

A história ganha ainda mais profundidade com a chegada de Isaura (Rebeca Jamir), uma mulher marcada pela dor que tenta recomeçar, e de Antonino (Johnny Massaro), um jovem incompreendido, ambos se conectando com Crisóstomo e Camilo para formar uma espécie de família escolhida. Juntos, esses quatro personagens ensinam que o conceito de família é muito mais do que laços de sangue — é sobre cuidado, acolhimento e compartilhar a vida.

Uma produção que abraça a arte e a sensibilidade

Produzido pelas companhias Biônica Filmes e Barry Company, o filme reúne um elenco diverso e cheio de talento. Entre eles, estão nomes como Antonio Haddad (conhecido por “Bacurau”), Carlos Francisco (“Que Horas Ela Volta?”), Grace Passô (“Benzinho”), Inez Viana (“Aos Teus Olhos”), Juliana Caldas (“A Vida Invisível”), Lívia Silva (“Reis”) e Marcello Escorel (“Bingo: O Rei das Manhãs”), além de Tuna Dwek (“A Fera na Selva”). Cada um deles traz sua singularidade e sensibilidade para ajudar a construir esse retrato multifacetado das relações humanas que o filme explora.

Nos bastidores, uma equipe experiente e apaixonada faz toda a mágica acontecer. A direção de fotografia ficou por conta de Azul Serra (“Pacificado”, “Bingo: O Rei das Manhãs”), que com seu olhar cuidadoso transforma cada cena em poesia visual. A direção de arte é assinada por Taísa Malouf (“Aquarius”, “Bingo”), que cria um ambiente intimista e cheio de detalhes que enriquecem a narrativa. Já o figurino de Manuela Mello (“Turma da Mônica: Laços”, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e a caracterização de Martín Macías Trujillo (“O Som ao Redor”) ajudam a dar vida e autenticidade aos personagens, reforçando o clima sensível e verdadeiro da história.

Na edição, Marcelo Junqueira (“Bingo”, “Turma da Mônica: Laços”) imprime o ritmo perfeito para que a narrativa flua com naturalidade e emoção. A trilha sonora original, assinada por Fábio Góes (“Música para Morrer de Amor”, “Amor e Sorte”), acrescenta camadas afetivas que aprofundam a conexão do espectador com o universo do filme. Para fechar com chave de ouro, a pós-produção ficou sob a supervisão de Juliano Storchi e Bruno Horowicz Rezende (“Bingo”, “O Som ao Redor”), que cuidaram dos efeitos visuais, garantindo um acabamento caprichado, elegante e que respeita a delicadeza do projeto.

Locais que são personagens

O longa-metragem foi filmado em duas regiões do Brasil que se destacam pela beleza natural e pelo contraste entre o mar e a terra: Búzios, no litoral do Rio de Janeiro, e a vastidão da Chapada Diamantina, na Bahia. Essas locações não são meros cenários, mas parte essencial da narrativa.

A imensidão do mar, símbolo de solidão e esperança, se entrelaça com a força e o silêncio das montanhas, criando um diálogo visual que espelha os sentimentos internos dos personagens. A natureza vibrante e melancólica ajuda a contar a história de Crisóstomo e dos que cruzam seu caminho, trazendo um toque quase poético à experiência cinematográfica.

Um lançamento que une literatura e cinema

Para comemorar a estreia, a plataforma de streaming preparou um lançamento especial na 23ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A partir do dia 31 de julho, o público poderá conferir as primeiras imagens do filme na casa literária Esquina piauí + Netflix, espaço dedicado à valorização da literatura e do audiovisual.

Além disso, o autor do livro, Valter Hugo Mãe, se reunirá com o diretor Daniel Rezende e a líder de filmes da Netflix Brasil, Higia Ikeda, para um bate-papo que promete revelar detalhes da adaptação. Será uma oportunidade única para os fãs conhecerem as escolhas criativas, os desafios do processo e as emoções que atravessaram essa jornada do livro para as telas.

Por que “O Filho de Mil Homens” é um filme para todos

Mais do que falar sobre paternidade, o filme trata do que significa pertencer, da construção de vínculos afetivos fora dos padrões tradicionais e da coragem de buscar uma vida compartilhada baseada no amor e na compreensão.

Em um mundo que muitas vezes insiste em formatos rígidos, a obra de Valter Hugo Mãe — agora traduzida para o cinema — reafirma que família é um conceito flexível, que pode ser reinventado conforme a necessidade e o desejo dos envolvidos. O filme lembra que os laços verdadeiros nascem do cuidado mútuo e da presença — e não necessariamente da genética.

Rodrigo Santoro, em sua interpretação, consegue transmitir essa complexidade com uma naturalidade que emociona. O espectador sente a solidão de Crisóstomo, sua esperança, seu medo e sua coragem. Ao seu lado, o jovem Miguel Martines e os atores Rebeca Jamir e Johnny Massaro ampliam esse universo, trazendo seus personagens com autenticidade e respeito.

Quem é a equipe por trás do filme?

A produção executiva do longa é assinada por Bianca Villar, Daniel Rezende, Juliana Funaro, Karen Castanho e o próprio Rodrigo Santoro, o que demonstra o comprometimento de todos para que essa história fosse contada com a delicadeza que merece. A responsabilidade de transportar uma obra literária tão emblemática para o cinema recai sobre uma equipe que alia técnica e sensibilidade. O roteiro, adaptado por Daniel Rezende, preserva a essência poética do livro, ao mesmo tempo que o transforma em uma narrativa visual envolvente e acessível.

“A Hora do Mal” | Novo terror de Zach Cregger estreia com 100% no Rotten Tomatoes e promete marcar uma geração

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Foto: Reprodução/ Internet

Em uma época em que o terror parece caminhar entre o cansaço de fórmulas repetidas e a necessidade de se reinventar, surge uma nova obra que não apenas assusta, mas perturba profundamente. A Hora do Mal, novo longa do diretor Zach Cregger — o mesmo responsável pelo elogiado “Noites Brutais” — chega cercado de expectativas e já cumpre uma façanha rara: estrear com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, o principal agregador de críticas do cinema atual. Os críticos destacam o roteiro inteligente, as atuações impecáveis e, principalmente, a coragem do longa em não oferecer todas as respostas.

Mas não se engane. Esta nova produção de terror psicológico não é um daqueles filmes recheados de “jump scares” fáceis ou monstros digitais à espreita no escuro. A proposta aqui é outra: inquietar com camadas, provocar reflexões e, principalmente, plantar dúvidas que o espectador levará para casa. Porque esta história perturbadora não fala apenas sobre o desaparecimento de crianças. Fala sobre o colapso de tudo aquilo que sustentava nossa noção de segurança — a fé, a autoridade, a escola, a família.

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Um silêncio às 2h17 da manhã

Imagine um dia comum. Quarta-feira. Alvorecer. Você entra no quarto do seu filho para acordá-lo, e a cama está vazia. O pijama ainda quente. A janela aberta. Nenhum sinal de violência. Nenhuma pegada. Nada. Agora, imagine isso acontecendo com todas as crianças da mesma turma escolar. Todas, menos uma.

Esse é o ponto de partida de A Hora do Mal. A cidadezinha fictícia de Withfield, na Flórida, amanhece com o sumiço inexplicável de uma classe inteira de crianças. O único aluno restante — um garoto visivelmente em estado de choque — é incapaz de explicar o que viu ou ouviu. Tudo o que se sabe é que, exatamente às 2h17 da manhã, cada uma delas levantou-se da cama, calçou os sapatos, saiu pelas portas da frente… e nunca mais foi vista.

Horror não como espetáculo, mas como desconforto

Desde o início, o filme deixa claro que não vai entregar respostas fáceis. O público é apresentado a uma teia de personagens cujas vidas se entrelaçam e se desfazem diante da tragédia. Não existe protagonista fixo. O horror, aqui, é coletivo — e, paradoxalmente, íntimo.

Há o detetive veterano vivido por Josh Brolin, um homem corroído por erros do passado e agora forçado a confrontar aquilo que tentou esquecer. Há a professora Srta. Gandy, interpretada com intensidade por Julia Garner, que se vê no centro do mistério: por que apenas seus alunos desapareceram? E será que ela mesma acredita no que está dizendo?

Temos ainda o jovem pastor interpretado por Alden Ehrenreich, que vê no acontecimento um sinal divino — ou uma chance de manipular os fiéis. E há Benedict Wong, no papel de um psiquiatra forense que chega para investigar o trauma coletivo da cidade, apenas para encontrar algo muito mais denso que qualquer prontuário médico poderia prever.

O elenco se completa com Austin Abrams, June Diane Raphael, Amy Madigan e Cary Christopher, este último no papel mais simbólico do filme: o garoto que ficou para trás. Sua presença é silenciosa, mas cortante. Seus olhos carregam a dor de quem viu o impossível — e a culpa de quem sobreviveu.

Uma produção que começou com disputa ferrenha

O interesse por Weapons — título original da obra — começou muito antes das câmeras começarem a rodar. Em janeiro de 2023, o roteiro de Zach Cregger virou ouro em Hollywood. Estúdios como Universal, TriStar, Netflix e New Line Cinema disputaram acirradamente os direitos de produção. A New Line venceu a batalha, garantindo a Cregger um contrato milionário e carta branca criativa, inclusive com privilégio de corte final (um luxo nos dias de hoje).

Diz-se que o diretor se inspirou no estilo entrelaçado de Magnólia (1999), de Paul Thomas Anderson, para montar a estrutura narrativa. Isso se traduz em uma história onde o terror não está apenas no acontecimento central, mas nas rachaduras emocionais que ele provoca em cada núcleo.

Foto: Reprodução/ Internet

Um filme moldado pelo trauma de quem o cria

Mais do que um filme de horror, a trama é um estudo sobre luto, repressão, histeria coletiva e a necessidade desesperada de encontrar sentido onde talvez não haja nenhum. O desaparecimento das crianças é apenas o gatilho. O verdadeiro terror está na reação da cidade: o pânico, as acusações infundadas, os rituais improvisados, a fé distorcida. É como se o medo não estivesse apenas em busca de culpados — mas de vítimas adicionais.

Zach Cregger se firma, aqui, como um diretor autoral do terror contemporâneo. Se Noites Brutais já havia causado burburinho ao subverter expectativas, este novo trabalho mostra maturidade. Ele entende que o horror não está nas sombras, mas no que as luzes revelam.

E há beleza nisso. A fotografia é opressiva, sim — com cenários áridos, casas precárias e igrejas decadentes. Mas também há uma estética quase melancólica, como se estivéssemos acompanhando o fim de uma era, o colapso de uma ideia de sociedade.

Trocas de elenco e rumos surpreendentes

Curiosamente, o papel que hoje é de Josh Brolin quase foi de Pedro Pascal. O astro chileno, a princípio, havia sido confirmado no projeto, mas precisou deixá-lo devido à agenda cheia com Quarteto Fantástico. A saída, que poderia ter sido um problema, acabou dando espaço para uma das atuações mais comentadas da temporada até agora: Brolin entrega um personagem dividido entre o policial e o homem comum, entre o pai e o falido emocional.

Outros nomes como Renate Reinsve também estiveram ligados ao projeto nos estágios iniciais, mas o resultado final encontrou um equilíbrio interessante entre veteranos de peso e rostos promissores. A direção de elenco é precisa: cada personagem, por menor que seja sua presença, carrega consigo um pedaço da tragédia — como se todos fossem culpados por omissão, silêncio ou desespero.

O mal que habita no coração da América

O que talvez torne esse terror tão impactante é sua crítica nada velada às estruturas morais da sociedade americana. A escola como lugar seguro falha. A polícia como protetora se revela corrupta. A igreja se transforma em palco de fanatismo. As mães e pais, perdidos, oscilam entre a culpa e a negação.

Há elementos sobrenaturais? Sim. Mas eles nunca são mais assustadores do que os humanos. Cregger nos obriga a olhar para dentro — e não para debaixo da cama. E o que encontramos ali é o verdadeiro terror.

Uma data marcada para o desconforto

Com estreia oficial marcada para 8 de agosto de 2025, nos Estados Unidos, o filme será distribuído pela Warner Bros. Pictures. O Brasil ainda aguarda confirmação de data, mas a expectativa é de que o longa ganhe sessões por aqui ainda no segundo semestre, com possibilidade de participação em festivais como o Fantaspoa ou o Mostra de SP.

Nick Souza lança “Abre Espaço” com Papi AQ e reforça protagonismo da música latina

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Na próxima quinta-feira (31), o cantor e produtor Nick Souza lança “Abre Espaço”, uma parceria pulsante com o rapper Papi AQ. A faixa chega carregada de referências da música urbana brasileira, especialmente dos funks de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, mas não se limita ao som. É, acima de tudo, um manifesto — um grito de identidade e pertencimento de artistas imigrantes que fincaram raízes na cena musical canadense.

Nick sabe bem o que é viver entre mundos. Cresceu no Canadá, mas leva no sangue e nos beats as sonoridades brasileiras. Foi durante uma temporada recente em Toronto que a ideia de “Abre Espaço” surgiu: “A gente queria marcar nosso território, mostrar que não estamos aqui só de passagem. Estamos construindo algo, ocupando um lugar que, historicamente, nunca foi entregue a nós”, explica o artista.

O som que cruza fronteiras

Mais do que uma colaboração entre dois nomes promissores da música latina no Canadá, a música é também um encontro criativo que cruza idiomas, gêneros e territórios culturais. A produção da faixa é assinada por Nick, que começou o beat ainda sozinho, e depois o levou para o estúdio em Toronto, onde gravou com Papi AQ.

A cereja do bolo veio com os DJs ShrimpTempura e Kamila Aguilar. Usando equipamentos CDJ, eles manipularam a acapella com efeitos eletrônicos que adicionaram ainda mais textura e camadas à música. O resultado? Um som vibrante, cheio de personalidade, que soa tão contemporâneo quanto universal.

Clipe com crítica social e referência a Childish Gambino

A faixa será lançada já acompanhada de um videoclipe que promete levantar discussões. Inspirado visualmente por This Is America, o potente trabalho audiovisual de Childish Gambino, o clipe da música caminha na mesma direção crítica: abordar as tensões sociais, os espaços invisíveis e os silenciamentos vividos por imigrantes em países como o Canadá — inclusive dentro da própria indústria cultural.

“A ideia era criar uma obra que dissesse: ‘estamos aqui, temos voz, e nossa arte tem valor’. A gente também representa um coletivo gigante que vive às margens e que merece ser visto. E o clipe é uma forma de gritar isso, com imagem e som ao mesmo tempo”, comenta Nick.

Uma amizade que virou música

A parceria entre Nick Souza e Papi AQ não é de agora. Os dois artistas se conhecem há anos e já vinham construindo uma relação de respeito mútuo dentro da comunidade latina-canadense. “A gente se entende muito, temos histórias parecidas. Sempre falávamos de gravar juntos, mas agora foi o momento certo. E ficou incrível. É um som com verdade, com força e com nossa cara”, revela Nick, animado com o resultado.

Papi AQ, por sua vez, também é uma figura respeitada na cena alternativa e urbana do Canadá. Seu estilo mistura influências do hip-hop, trap e reggaeton, com letras que falam sobre identidade, resistência e comunidade. A junção com Nick, que transita entre o funk, o eletrônico e o pop alternativo, cria uma fusão sonora rica e cheia de frescor.

Representatividade que não é moda — é urgência

Mais do que um lançamento musical, “Abre Espaço” traz uma camada política que não pode ser ignorada. Em tempos em que a cultura latina e a arte de imigrantes ainda enfrentam barreiras de visibilidade fora dos seus países de origem, o single chega como um lembrete de que ocupar espaços é, muitas vezes, uma batalha diária.

“Tem muito artista talentoso vivendo fora do Brasil que não é enxergado. Às vezes, o mercado lá fora é fechado, elitizado, ou simplesmente não está pronto pra receber quem vem com algo diferente. A gente não quer ser exceção — queremos ser o começo de uma virada”, desabafa Nick.

O que vem por aí

Com o lançamento dessa canção, Nick Souza inicia uma nova fase em sua carreira, marcada por um discurso mais direto e por colaborações que reforçam sua raiz multicultural. Ele promete mais novidades para os próximos meses, incluindo outros feats e talvez até um projeto visual completo, que deve aprofundar ainda mais os temas abordados no novo single.

“Tijolo por Tijolo” | Uma história de força, afeto e reconstrução estreia nos cinemas em agosto

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Foto: Reprodução/ Internet

Por trás de cada parede construída com esforço e cada post compartilhado nas redes sociais, existe uma história que precisa ser contada. E é exatamente isso que faz o documentário “Tijolo por Tijolo”, que estreia nos cinemas brasileiros no dia 14 de agosto: transforma a luta cotidiana de uma mulher periférica em um potente retrato de resiliência, amor, maternidade e reconstrução.

Dirigido pela dupla Victória Álvares e Quentin Delaroche, o filme não se contenta em apenas observar de fora. Ele mergulha, com sensibilidade e intimidade, no cotidiano de Cris Martins, moradora do Ibura, periferia do Recife, que viu sua vida virar de cabeça para baixo durante a pandemia. Desemprego, uma nova gravidez, a casa em risco de desabamento e a incerteza sobre o futuro forçaram Cris a se reinventar. E foi justamente nesse momento de caos que ela começou a construir, literalmente e simbolicamente, uma nova vida — tijolo por tijolo.

Uma câmera na mão e o coração no peito

Não espere encontrar uma narrativa distante ou um olhar estereotipado sobre a periferia. Aqui, o que move a lente dos diretores é o respeito e o afeto. O filme acompanha Cris no seu cotidiano com a câmera quase como parte da família. Há cenas de intimidade, de humor, de cansaço, de superação. Há momentos em que a câmera parece até respirar junto com ela, tamanha é a proximidade com a protagonista.

A história de Cris Martins é, ao mesmo tempo, muito singular e absolutamente coletiva. Quando ela começa a compartilhar sua rotina nas redes sociais, dando dicas sobre maternidade, cuidados com a casa e desabafando sobre as dificuldades de criar filhos em um país tão desigual, ela se torna uma espécie de porta-voz de tantas outras mulheres como ela: mães solo, empreendedoras improvisadas, cuidadoras, batalhadoras.

E não é por acaso que o título do filme evoca a ideia de construção. Enquanto Cris grava vídeos e se engaja em projetos comunitários voltados ao empoderamento feminino, seu marido assume o desafio de ampliar a casa da família sozinho, aprendendo técnicas de construção civil por tutoriais do YouTube. Tudo isso com o cenário real e brutal da pandemia ao fundo, somando medos, privações e sonhos suspensos.

Quando o pessoal é político

O filme também não foge dos debates mais profundos que atravessam a vida de Cris. O longa se debruça sobre o direito à moradia, o acesso à saúde reprodutiva, o racismo ambiental e as violências institucionais que silenciam tantas famílias negras e periféricas no Brasil.

Um dos pontos mais marcantes é o desejo de Cris de realizar uma laqueadura, decisão pessoal e voluntária que, no entanto, encontra uma série de barreiras burocráticas e preconceituosas no sistema de saúde. Esse recorte, tão íntimo e corriqueiro na vida de milhares de mulheres, é tratado com um cuidado raro no cinema nacional — sem didatismo, sem voyeurismo. Apenas com verdade.

Aos poucos, o espectador percebe que a luta de Cris não é apenas por um teto. É pela dignidade de poder escolher, criar, sonhar. E é aí que o documentário brilha: ao mostrar que as transformações sociais nascem dos gestos miúdos e da coragem cotidiana.

Um filme que nasce do afeto

Victória Álvares e Quentin Delaroche assinam não apenas a direção, mas também o roteiro e a produção do longa. A relação dos cineastas com Cris e sua família vai muito além da câmera. “O filme é resultado de uma troca de afeto, confiança e cumplicidade. Não se trata apenas de contar uma história, mas de construir juntos um espaço de escuta e pertencimento”, afirmam eles.

E essa construção também teve seus desafios práticos: o processo de filmagem só começou após a vacinação contra a COVID-19, quando foi possível acompanhar a família de maneira mais segura. A pandemia, inclusive, não é pano de fundo — ela é parte ativa da trama, moldando comportamentos, decisões e sonhos interrompidos.

Cris: uma protagonista que não pede licença para brilhar

Se existe algo que torna “Tijolo por Tijolo” realmente inesquecível, é a força da sua protagonista. Cris Martins não é atriz, não é celebridade, mas rouba a cena como se fosse. Seu carisma, sua lucidez diante das adversidades e sua forma direta de se comunicar tocam o espectador profundamente.

Cris entende como usar as redes sociais a seu favor, não para criar uma imagem idealizada, mas para fazer barulho, dialogar e criar pontes. Sua conta no Instagram, @crismartinsventura, virou uma ferramenta de luta, visibilidade e afeto. Ela se fotografa, ensina, denuncia, agradece, aconselha — sempre com uma generosidade que transborda.

No filme, a maternidade aparece como centro, mas não de maneira romantizada. É uma maternidade real, exausta, cheia de sobrecargas e ao mesmo tempo profundamente amorosa. É nesse equilíbrio delicado entre dor e beleza que o documentário encontra sua força.

Um retrato do Brasil que a gente precisa ver

Produzido pela Revoada Filmes e distribuído pela Olhar Filmes, a produção já passou por diversos festivais no Brasil e no exterior, conquistando não só o público, mas também a crítica especializada. Não por ser “bonito”, mas por ser urgente. Por mostrar o que, muitas vezes, é invisibilizado nas grandes narrativas midiáticas: a potência da periferia, o protagonismo feminino e a complexidade de quem luta para existir com dignidade.

Bruno Gadiol canta os pequenos gestos do amor em “Coisas Triviais”, sua nova faixa intimista

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Foto: Reprodução/ Internet

Existe um tipo de amor que não precisa de declaração em alto-falante, buquê exagerado ou grandes promessas. Ele aparece aos poucos, no silêncio de quem compartilha um sofá, um café da manhã ou um sorriso espontâneo ao fim do dia. E é justamente esse tipo de sentimento que o cantor, compositor e ator Bruno Gadiol transforma em música em seu novo single, “Coisas Triviais”, que chega às plataformas no dia 31 de julho.

A canção abre caminho para o Ato 3 – Saturno, parte final do álbum Gêmeos em Gêmeos, segundo projeto de estúdio de Bruno que será lançado em agosto. Sensível e generosa em sua simplicidade, a faixa é um convite ao afeto sereno — aquele que floresce fora dos holofotes, no cotidiano compartilhado.

Uma canção que nasce da calma

Com voz suave e letra sincera, Bruno entrega um relato íntimo: a descoberta de um amor tranquilo após desilusões que deixaram marcas. Não é um lamento, mas uma celebração. Ao invés de versos carregados de dor, ele fala sobre acordar ao lado de alguém que traz paz, caminhar pela cidade de mãos dadas, rir das mesmas piadas. “Coisas triviais”, sim — mas que juntas formam o alicerce de algo muito maior.

Mais do que uma faixa romântica, a música é quase uma conversa entre Bruno e ele mesmo. Como se estivesse, enfim, reconhecendo o valor da quietude depois de viver amores barulhentos demais. Há uma maturidade emocional presente, mas sem perder a doçura que sempre marcou suas composições.

Um clipe que é memória viva

Além da música, Bruno também entrega um clipe que é pura verdade. Sem roteiro elaborado, sem atores contratados. Ele mesmo dirigiu, filmou e editou o vídeo com registros reais do seu dia a dia — cenas gravadas ao longo dos últimos meses com seu namorado, inspiração direta da canção.

É como abrir um caderno de lembranças onde cabem pequenos instantes que, vistos em sequência, emocionam: alguém servindo café, um olhar demorado, um abraço depois de um dia comum. Tudo é simples, tudo é sincero — e, por isso mesmo, tudo é profundamente tocante.

Bruno, mais do que cantar sobre o amor, vive o amor em câmera aberta, sem pudor de mostrar sua intimidade, mas sempre com respeito e delicadeza. O clipe é um reflexo disso: uma declaração sem palavras para alguém que fez da vida a melhor melodia.

Entre a Bossa e a MPB, um som que acolhe

Na produção musical, Bruno se uniu ao produtor Zain, nome em ascensão que já colaborou com artistas como Anitta e MC Zaac. Mas aqui, a vibe é outra. Inspirados na leveza da bossa nova e na melodia acolhedora da MPB, os dois criaram uma faixa que mais parece um cobertor musical.

Violões suaves, batidas discretas e um arranjo sem pressa se unem à voz de Bruno como uma conversa entre amigos no fim da tarde. Nada é forçado. Nada grita. A canção respeita o espaço de cada palavra, como quem entende que o amor também precisa de silêncio.

Segundo Bruno, a ideia era criar algo que “soasse como um abraço”. E é exatamente essa sensação que fica: um carinho no peito, uma lembrança boa, um suspiro de quem reconhece o amor verdadeiro nos gestos mais simples.

Um álbum em três atos e mil emoções

A nova canção faz parte de um projeto maior: o álbum Gêmeos em Gêmeos, dividido em três atos — Vênus, Marte e Saturno —, cada um com uma proposta emocional e sonora diferente. O artista define o disco como seu “mapa astral emocional”, e não é difícil entender por quê.

Ele mergulha fundo em fases, sentimentos e descobertas. É um álbum que acompanha os altos e baixos da alma, sem medo de mostrar as falhas, os acertos, os desejos e as dores. Um trabalho autoral no sentido mais completo da palavra, já que todos os clipes são dirigidos por ele mesmo, reforçando sua entrega não apenas como cantor, mas como artista visual.

Ao longo das faixas — são 12 no total — Bruno transita por camadas da sua própria história, abrindo espaço também para colaborações com ZAAC, CLAU e outros artistas que, assim como ele, buscam dizer algo que vá além da superfície.

Uma fase mais leve, mas cheia de profundidade

Gadiol já mostrou que sabe cantar sobre feridas, sobre amores que não deram certo, sobre a dor de se entregar e não ser correspondido. Mas agora, ele parece ter virado uma página. Não que tenha deixado de sentir — ao contrário, sente mais do que nunca. Só que agora sente com calma, com discernimento, com gratidão.

E essa nova fase, mais leve, tem um valor imenso. Porque num mundo tão acelerado, onde todo sentimento precisa ser grandioso para ganhar curtidas, o cantor escolhe cantar sobre o que ninguém vê: os bastidores do amor.

A música é, portanto, uma canção para quem entende que o extraordinário está no ordinário. Que amar é também lavar a louça juntos, esperar o outro dormir, dividir uma sobremesa ou simplesmente caminhar em silêncio sabendo que a companhia basta.

Um convite ao agora

Com lançamento marcado para o dia 31 de julho, Coisas Triviais é o tipo de faixa que pede para ser ouvida com atenção — talvez com os olhos fechados, talvez olhando para alguém querido ao lado. É um lembrete sutil de que a vida está acontecendo agora, entre um gesto e outro. E que o amor, quando verdadeiro, não precisa de cenário ideal: ele se basta com o que há.

“The Pitt” | Aclamado drama médico da HBO Max ganha reforço no elenco da 2ª temporada com Lawrence Robinson

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Foto: Reprodução/ Internet

Desde que estreou em janeiro de 2025, The Pitt” vem dando o que falar. Misturando drama, adrenalina e muita humanidade, a série médica da Max conseguiu se destacar num gênero já bastante explorado, justamente por apostar em algo diferente: cada episódio acompanha uma hora dentro de um plantão de 15 horas no movimentado (e fictício) Pittsburgh Trauma Medical Hospital. E se a primeira temporada já foi um soco no estômago com momentos de tirar o fôlego, a segunda vem aí prometendo ainda mais intensidade — e romance também.

É isso mesmo. Segundo informações divulgadas com exclusividade pelo site Deadline, o ator Lawrence Robinson acaba de entrar para o elenco da segunda temporada. Ele vai interpretar Brian Hancock, um paciente doce, gentil e charmoso que dá entrada no hospital depois de se machucar jogando bola. O que poderia ser só mais um caso entre tantos acaba se transformando em algo maior — afinal, tem médica de olho no rapaz.

Quem é Lawrence Robinson?

Você pode até não reconhecer o nome de cara, mas Robinson vem construindo uma carreira sólida e sensível. Um dos seus papéis mais elogiados foi na minissérie Shelter Street, em que interpretava um pai enlutado, tentando seguir em frente depois de uma tragédia familiar. A crítica adorou, o público se emocionou e, agora, ele dá um novo passo ao entrar numa das séries mais comentadas do ano.

Robinson tem aquele tipo de presença que não precisa de muito para chamar atenção. Ele não faz estardalhaço, mas entrega personagens cheios de emoção e profundidade. E é exatamente esse tipo de atuação que combina com o estilo de The Pitt, que prioriza o realismo e as emoções contidas, mas poderosas.

Um elenco afiado e uma série que pega na veia

A série estreou com tudo no começo de 2025. Criada por R. Scott Gemmill, que tem no currículo produções como ER e NCIS: Los Angeles, a série chegou ao catálogo da Max com uma proposta ousada: mostrar o que acontece em um plantão de 15 horas no hospital, hora por hora. É quase como se cada episódio fosse uma peça de um quebra-cabeça — e ao final da temporada, você entende o tamanho da bagunça emocional que aquilo representa.

O elenco é daqueles que segura a barra com talento de sobra — e parte do sucesso da série vem justamente dessa mistura afiada entre veteranos e nomes em ascensão. Noah Wyle, que marcou uma geração como o Dr. John Carter em ER, retorna ao ambiente hospitalar com a mesma entrega, agora na pele do Dr. Michael “Robby” Robinavitch, um profissional calejado e respeitado. Ao lado dele, Tracy Ifeachor brilha como a Dra. Heather Collins, médica de coração firme e ética afiada, enquanto Patrick Ball entrega um Dr. Frank Langdon cheio de camadas e dilemas. Katherine LaNasa impõe presença como Dana Evans, diretora que equilibra burocracia e humanidade. Já o núcleo jovem — formado por Supriya Ganesh, Fiona Dourif, Taylor Dearden, Isa Briones, Gerran Howell e Shabana Azeez — traz frescor, diversidade e muita verdade nos conflitos pessoais e profissionais. Com esse time, cada cena pulsa com autenticidade, fazendo o espectador se importar de verdade com quem está ali, lutando entre a vida e a morte. A chegada de Lawrence Robinson promete adicionar ainda mais emoção, reforçando o que a série tem de melhor: pessoas que nos tocam mesmo nos momentos mais caóticos.

Uma estreia de impacto

Lançada em 9 de janeiro, o seriado chegou com dois episódios de cara e depois passou a ser exibida semanalmente até abril. A repercussão foi imediata. No Rotten Tomatoes, a série conquistou 93% de aprovação, com uma média de 7,8 entre os críticos. Já no Metacritic, a pontuação foi de 76, indicando que a crítica, em geral, ficou bastante satisfeita com o que viu.

E o romance? Vem aí?

Bom, tudo indica que sim. A presença de Brian Hancock deve mexer com o emocional de uma das médicas, ainda não se sabe qual. Talvez alguém que passou a temporada anterior fechada, distante, e agora encontre nesse paciente um motivo pra baixar a guarda. Ou talvez seja um daqueles casos que começa como distração e acaba virando transformação.

The Pitt já mostrou que sabe lidar com relacionamentos de forma madura. Não é uma série sobre casais fofinhos trocando olhares no corredor (nada contra, mas não é o foco aqui). Quando o afeto entra, ele entra com peso, com dilemas, com aquela tensão de quem sabe que tem vidas em jogo. Isso torna qualquer aproximação ainda mais carregada de significado.

O que esperar da segunda temporada?

A Max confirmou a renovação no dia 14 de fevereiro de 2025, e desde então os fãs vêm especulando o que vem por aí. A temporada anterior terminou com vários ganchos — um caso de transplante que mexeu com todos, a saída inesperada de um médico, decisões éticas controversas… Muita coisa ficou no ar.

Netflix anuncia “Guerreiras do K-Pop” como sua animação original mais assistida

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Quando o universo da música pop encontra a fantasia de um mundo habitado por caçadores de demônios, o resultado é algo único e inesquecível. Essa é a essência de Guerreiras do K-Pop, a animação original da Netflix que, desde seu lançamento em 20 de junho de 2025, não para de bater recordes e arrebanhar fãs ao redor do globo. Com 61,1 milhões de visualizações oficiais, o longa tornou-se o filme de animação original mais assistido da plataforma, superando marcas consolidadas e conquistando um espaço especial no coração dos espectadores.

Um fenômeno que vai além da tela

O sucesso de Guerreiras do K-Pop vai muito além da quantidade impressionante de visualizações. O filme alcançou com facilidade a atenção da crítica, da indústria do entretenimento e, principalmente, do público jovem, que vê ali um reflexo de suas próprias batalhas e sonhos. O título une o encanto da cultura pop coreana com uma trama envolvente, carregada de emoção, ação e, claro, muita música.

Por trás dessa produção vibrante está a Sony Pictures Animation, conhecida por seus projetos inovadores, e a Netflix, que reforça sua posição como plataforma que aposta na diversidade cultural e em histórias que dialogam com a atualidade global. O filme não apenas celebra o K-pop como fenômeno mundial, mas o reinventa em uma narrativa que mistura fantasia, mitologia e o poder transformador da música.

Nasce de uma paixão: a visão de Maggie Kang

A inspiração para o filme veio de uma vontade muito pessoal de Maggie Kang, diretora e co-roteirista da obra. Coreana-americana, Maggie desejava contar uma história que falasse sobre suas raízes de maneira autêntica, sem perder a universalidade que a cultura pop pode proporcionar. Em parceria com Chris Appelhans, Danya Jimenez e Hannah McMechan, ela criou um universo onde o K-pop se torna a arma mais poderosa contra o mal.

Essa busca por uma narrativa verdadeira e impactante levou a equipe a investir em uma animação que fizesse jus à riqueza visual dos shows de K-pop, à energia dos videoclipes e à delicadeza dos dramas coreanos. O resultado é uma estética única, que mistura iluminação de palco, fotografia editorial e a dinâmica característica dos animes japoneses.

Uma história que mistura fantasia, música e emoção

A trama se passa em um mundo onde o mal se manifesta em demônios que roubam as almas humanas para alimentar seu tirano, Gwi-Ma. Para conter essa ameaça, um trio de caçadoras de demônios, que ao longo das gerações usa o poder da voz para selar esses seres, mantém a barreira mágica chamada Honmoon. Hoje, essa missão é assumida pelo grupo feminino de K-pop Huntr/x, composto por Rumi, Mira e Zoey.

Enquanto brilham nos palcos com coreografias impecáveis e músicas contagiantes, as meninas vivem uma vida dupla como caçadoras de demônios. Mas o segredo mais difícil de Rumi guardar é sua própria origem: meio demônio, ela teme que essa verdade possa destruir tudo o que construíram.

Quando a rivalidade com a boy band demoníaca Saja Boys começa a ameaçar a segurança da barreira e a estabilidade do mundo, Rumi é forçada a confrontar seus medos, seu passado e sua verdadeira identidade. É uma narrativa carregada de temas profundos, como a vergonha cultural, a aceitação e a força da amizade.

Personagens complexos para uma geração que busca identificação

Um dos grandes acertos do filme está no elenco de vozes que dão vida a esses personagens tão ricos. Arden Cho, conhecida por suas atuações em séries de sucesso como Chicago Med e Teen Wolf, interpreta Rumi, a líder vocal do Huntr/x. Sua voz consegue transmitir a dualidade da personagem, dividida entre seu lado humano e demoníaco, enquanto sua voz de canto, feita por Ejae, dá o brilho necessário às cenas musicais.

May Hong, Audrey Nuna, Ji-young Yoo, Rei Ami e Andrew Choi completam o grupo, cada um trazendo sua personalidade e talento para compor o trio principal e seus antagonistas, como Ahn Hyo-seop no papel de Jinu, líder da boy band rival. O passado complexo de Jinu adiciona camadas de drama e empatia ao personagem, rompendo com clichês do “vilão unidimensional”.

Outro destaque do elenco são nomes como Yunjin Kim, Ken Jeong e Daniel Dae Kim, que interpretam personagens coadjuvantes essenciais, equilibrando humor, mistério e emoção na narrativa.

A diversidade do elenco e o envolvimento de dubladores e cantores de várias origens refletem a vontade da produção de fazer algo culturalmente rico, acessível e, ao mesmo tempo, fiel às suas raízes coreanas.

A música como alma do filme

Não seria exagero dizer que a trilha sonora de Guerreiras do K-Pop é protagonista tanto quanto os personagens. Com composições originais do renomado Marcelo Zarvos, o filme mistura pop, hip-hop e baladas de uma forma que amplifica a emoção e o ritmo da história.

Músicas como “Golden” e “Takedown” são mais que faixas para embalar cenas; elas são armas narrativas, que impulsionam o desenvolvimento dos personagens e das relações entre eles. O sucesso da trilha sonora nas paradas da Billboard, Spotify e outras plataformas comprova o impacto da produção no cenário musical atual.

Esse casamento perfeito entre imagem e som elevou o filme a um patamar de sucesso multidimensional — não apenas entretendo, mas criando uma experiência sensorial completa.

O legado de uma produção que respeita e inova

O cuidado com que a equipe de criação abordou o projeto desde seu início, em 2021, é visível em cada detalhe. O desafio de contar uma história tão culturalmente específica para um público global foi enfrentado com respeito, pesquisa e muita paixão.

A Sony Pictures Animation, com sua experiência em filmes inovadores como Homem-Aranha no Aranhaverso, trouxe um alto padrão técnico e criativo. A Netflix, por sua vez, deu o suporte necessário para que a produção tivesse alcance internacional, reforçando seu compromisso com narrativas diversas e inclusivas.

O resultado não é apenas um filme de entretenimento, mas um marco para a indústria da animação e para a representação cultural na mídia.

Aclamado por crítica e público

Desde sua estreia, a recepção foi esmagadoramente positiva. Críticos destacaram a qualidade da animação, o roteiro equilibrado entre ação e emoção, a profundidade dos personagens e, claro, a trilha sonora que conquistou as paradas musicais.

Fãs da cultura coreana, do K-pop e da animação encontraram na obra uma produção digna e emocionante. Além disso, o filme atingiu audiências que normalmente não estariam tão próximas, aproximando mundos e fortalecendo pontes culturais.

Por que você precisa ver essa animação?

Se você gosta de histórias com protagonistas femininas fortes, música envolvente e temas atuais, este filme é para você. Ele combina batalhas épicas e dilemas pessoais com a energia contagiante do K-pop, criando uma experiência única que fica na memória e no coração. Mais que um entretenimento, é um convite para refletir sobre quem somos, de onde viemos e o poder que temos para superar nossos medos.

“Sr. Blake ao Seu Dispor” | John Malkovich retorna aos cinemas em drama delicado sobre luto, recomeços e afeto inesperado

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Um novo capítulo na carreira de John Malkovich (Quero Ser John Malkovich, Império do Sol) está prestes a chegar aos cinemas brasileiros. O aclamado ator norte-americano, conhecido por suas performances intensas e marcantes, protagoniza “Sr. Blake ao Seu Dispor”, uma delicada comédia dramática de origem francesa que estreia por aqui no dia 18 de setembro. Com direção de Gilles Legardinier, a produção combina o humor sutil europeu com um olhar profundamente humano sobre a solidão, a perda e a redescoberta do afeto em meio ao inesperado. Confira abaixo o pôster revelado pelo site Omelete.

Uma viagem que vira ponto de virada

A trama gira em torno de Andrew Blake, um empresário britânico viúvo que, desde a morte da esposa, Diane, vive à deriva. Em busca de alguma conexão com o passado, ele decide embarcar para a França — mais precisamente, para a região onde viveu momentos inesquecíveis ao lado dela. A intenção inicial é apenas revisitar memórias e, quem sabe, encontrar algum conforto. No entanto, os planos saem do trilho: ao chegar, Blake acaba assumindo o papel de mordomo numa imponente mansão comandada pela excêntrica Madame Beauvillier (interpretada por Fanny Ardant).

Ali, cercado por uma equipe tão peculiar quanto cativante — a cozinheira Odile (Émilie Dequenne), o teimoso caseiro Philippe (Philippe Bas) e a jovem empregada Manon (Eugénie Anselin) —, o protagonista mergulha em uma rotina completamente fora da sua zona de conforto. O que era para ser uma estadia breve se transforma num aprendizado profundo sobre convivência, empatia e, principalmente, sobre a capacidade de renascer mesmo quando tudo parece perdido.

Um elenco afinado com o tom intimista da narrativa

Além de John, que entrega uma atuação contida e sutilmente melancólica, o elenco reúne nomes expressivos do cinema europeu. Fanny Ardant (8 Mulheres, A Mulher do Lado), uma das figuras mais icônicas do cinema francês, adiciona imponência e elegância à sua personagem. Émilie Dequenne (Rosetta, A Garota no Trem), premiada em Cannes em 1999, traz uma presença calorosa e espirituosa no papel da cozinheira. Completam o time Philippe Bas (Perfume da Memória), Eugénie Anselin (Colônia), Al Ginter (Tenet), Anne Brionne (O Segredo do Lago) e Christel Henon (Além das Palavras), em atuações que ajudam a costurar, com precisão, os tons de drama e leveza propostos pelo roteiro.

Bastidores e cenários que ampliam a experiência

As filmagens aconteceram em locações encantadoras da Bretanha francesa, incluindo o imponente Château du Bois-Cornillé, além de trechos rodados em Londres, o que adiciona à história uma atmosfera entre o clássico e o contemporâneo. O cenário da mansão, com seus jardins e salões majestosos, não é apenas um pano de fundo estético: ele atua como personagem silencioso, carregado de simbolismo — um lugar de memórias e, ao mesmo tempo, de novas possibilidades.

A produção começou a ser rodada no início de 2022 e entrou em pós-produção em maio do mesmo ano. Desde então, tem chamado atenção por onde passa. O filme teve sua première mundial no Festival de Cinema de Newport Beach, nos Estados Unidos, em outubro de 2023, e chegou aos cinemas franceses em novembro do mesmo ano. Em junho de 2024, foi exibido no Festival de Cinema Francês da Polônia, ampliando sua presença em festivais europeus.

Uma história sobre recomeçar, sem alarde

O roteiro, adaptado de um best-seller francês escrito pelo próprio diretor Gilles Legardinier, não busca grandes reviravoltas ou catarse emocional. Ao contrário, a força da narrativa está na simplicidade dos gestos, no afeto que se constrói aos poucos, no humor que nasce do cotidiano. Andrew Blake, ao se ver rodeado por pessoas tão frágeis quanto ele — cada uma com suas dores e dilemas —, reencontra no outro aquilo que pensava ter perdido para sempre: um sentido para seguir em frente.

A dinâmica entre os personagens oferece ao espectador uma paleta de emoções sutis, mas intensas. O filme propõe um olhar generoso sobre as relações humanas, fugindo de fórmulas fáceis e apostando na sensibilidade das interações. É o tipo de história que aquece aos poucos, como uma xícara de chá numa tarde fria — conforto, familiaridade e acolhimento em forma de cinema.

Expectativa para o público brasileiro

O longa chega aos cinemas do Brasil com a promessa de tocar corações de quem já enfrentou o luto, sentiu-se deslocado ou precisou se reinventar diante das adversidades. O carisma de Malkovich, aliado à leveza da produção, deve atrair um público que aprecia narrativas mais introspectivas e humanizadas.

Quem deve assistir o filme?

Para quem busca um filme capaz de emocionar sem ser melodramático, fazer rir com delicadeza e, acima de tudo, inspirar novas formas de enxergar a vida, o novo longa é uma bela pedida. Mais do que um drama sobre perdas, é uma celebração do inesperado, da amizade e da coragem de se abrir para o novo — mesmo quando tudo parece já ter se encerrado.

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