“O Agente Secreto” | Kleber Mendonça Filho transforma Recife no palco de um dos filmes mais esperados do ano

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Tem filmes que não são apenas filmes. São reencontros. Fragmentos de vida que voltam à tona por meio da câmera, da música, do silêncio e, sobretudo, da memória. O agente secreto, novo longa-metragem de Kleber Mendonça Filho, é um desses casos raros em que o cinema deixa de ser só entretenimento e se torna também um gesto de retorno, escuta e resistência.

No dia 10 de setembro, essa história começa seu percurso em solo brasileiro — e o local escolhido para esse pontapé inicial é simbólico e carregado de emoção: o Cinema São Luiz e o Teatro do Parque, dois espaços históricos no coração do Recife, serão os palcos simultâneos das primeiras exibições do filme. E não é por acaso. Fundado em 1952, o São Luiz foi restaurado recentemente e, além de acolher a estreia, também serviu como locação para o próprio longa. O Teatro do Parque, inaugurado em 1919, compartilha o mesmo fôlego de resistência e memória. Ambos se tornaram mais do que lugares: são guardiões da história afetiva da cidade.

Essas sessões inaugurais contarão com a presença do diretor Kleber Mendonça Filho, da produtora Emilie Lesclaux, da distribuidora Silvia Cruz e de boa parte do elenco estelar do filme, incluindo nomes como Wagner Moura, Maria Fernanda Cândido, Tânia Maria, Carlos Francisco, Isabel Zuaa, Robério Diógenes e Laura Lufési. A pré-venda dos ingressos começa no dia 4 de agosto e, para quem conhece a força do cinema de Kleber, é bom garantir lugar logo: não há dúvidas de que será uma noite memorável para o Recife.

Recife como cenário, personagem e pulsação

O agente secreto se passa em 1977, período em que o Brasil vivia sob a sombra da ditadura militar. O protagonista Marcelo, interpretado por Wagner Moura, é um técnico em eletrônica que retorna à sua cidade natal, o Recife, após anos afastado. A busca por um recomeço, no entanto, se revela um mergulho em territórios instáveis — tanto na cidade quanto em sua própria alma. A trama se desenrola como um thriller político, tenso e atmosférico, mas sem perder a dimensão profundamente humana dos filmes de Kleber.

A escolha de ambientar a narrativa no Recife não é apenas geográfica. É existencial. A cidade não é pano de fundo — é corpo, tempo, cheiro, memória. Ela influencia as escolhas de Marcelo, suas angústias, suas fugas. O centro da cidade, com suas esquinas marcadas pelo abandono e pela beleza decadente, torna-se um espelho do próprio país naquele momento histórico.

Kleber, que já havia filmado o Recife com maestria em O som ao redor e Aquarius, volta a colocar a cidade no centro da discussão. E o faz sem idealizações: há beleza, mas também sujeira; há poesia, mas também tensão. É um Recife de carne e osso.

A estreia que é também um manifesto

Não é exagero dizer que o lançamento do filme no Cinema São Luiz e no Teatro do Parque tem um peso quase histórico. Em um Brasil onde cinemas de rua seguem fechando as portas e teatros são constantemente ameaçados por cortes de verba e abandono, reocupar esses espaços com uma obra que dialoga diretamente com o país e seu passado é, também, um ato político.

Kleber Mendonça Filho nunca escondeu seu compromisso com o cinema de resistência. Seja por suas escolhas estéticas ou por suas posturas públicas, ele é hoje uma das vozes mais potentes do audiovisual brasileiro. E nesse novo trabalho, a ideia de resistência aparece não só no conteúdo, mas na forma: ao estrear o filme nesses espaços emblemáticos, ele reafirma o valor da experiência coletiva da sala escura — aquela em que o público se emociona junto, em silêncio.

Além disso, o evento ganha contornos ainda mais emocionantes por acontecer na cidade onde tudo começou. Kleber nasceu e cresceu no Recife. Começou sua carreira como crítico, fez curtas-metragens experimentais e construiu sua filmografia de forma orgânica, quase artesanal, sempre com os pés fincados na cidade. O agente secreto, nesse sentido, é também uma volta para casa — mas uma volta crítica, inquieta, disposta a mexer nas feridas.

Um longa que já conquistou o mundo

Antes mesmo de estrear nos cinemas brasileiros, O agente secreto já coleciona prêmios e aplausos nos quatro cantos do mundo. O filme fez sua estreia mundial no Festival de Cannes, onde foi aclamado pela crítica e saiu com quatro prêmios importantes: Melhor Diretor, para Kleber Mendonça Filho; Melhor Ator, para Wagner Moura; o Prêmio FIPRESCI, da Federação Internacional de Críticos de Cinema; e o Prêmio Art et Essai, concedido pela AFCAE (Associação Francesa de Cinema de Arte).

Desde então, passou por festivais como o New Horizons, na Polônia; o Festival de Cinema de Sydney, na Austrália; o Cinéma Paradiso Louvre, na França, onde foi exibido ao ar livre nos jardins do museu; e mais recentemente, esgotou todas as sessões de pré-estreia em Portugal. O próximo passo da jornada internacional será o Festival de Toronto (TIFF), onde integra a cobiçada seleção Special Presentations — espaço dedicado a filmes com potencial artístico e impacto global.

O que torna tudo isso ainda mais impressionante é o fato de que o filme já tem lançamento garantido em nada menos que 94 países, incluindo gigantes como Estados Unidos, China, Coreia do Sul, México, Alemanha, Grécia, Índia, Nova Zelândia e Finlândia. A comercialização internacional está sendo feita pela MK2, uma das maiores distribuidoras da Europa, o que reforça o alcance da obra.

No Brasil, a estreia oficial está marcada para o dia 6 de novembro, em circuito comercial. Mas as exibições especiais — que começam por Recife — seguirão por outras capitais em setembro e outubro.

Uma rede de talentos por trás e diante das câmeras

O elenco de O agente secreto é um espetáculo à parte. Além de Wagner Moura, um dos atores brasileiros mais reconhecidos internacionalmente, o filme conta com nomes como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Hermila Guedes, Carlos Francisco, Isabel Zuaa, Alice Carvalho, Tânia Maria, entre muitos outros. É um elenco diverso, comprometido, que entrega atuações densas e carregadas de subtexto.

E não é só na frente das câmeras que a força se revela. A produção é assinada por Emilie Lesclaux, parceira de Kleber desde os primeiros projetos, e é uma coprodução entre o Brasil (CinemaScópio), a França (MK Productions), a Holanda (Lemming Film) e a Alemanha (One Two Films). No Brasil, o filme será distribuído pela Vitrine Filmes, responsável por trazer ao público nacional alguns dos títulos mais relevantes do cinema contemporâneo. No exterior, os direitos foram adquiridos por distribuidoras de peso como NEON (nos EUA e Canadá) e MUBI (no Reino Unido, Irlanda, Índia e América Latina, com exceção do Brasil).

Mais que um filme, um convite ao olhar

Com O agente secreto, Kleber Mendonça Filho mais uma vez prova que é possível fazer cinema autoral e, ao mesmo tempo, impactante. O filme não oferece respostas fáceis, não cai em maniqueísmos. Ele provoca. Cutuca. Incomoda. E talvez por isso mesmo seja tão necessário.

Num país que insiste em esquecer, Kleber filma para lembrar. Filma para costurar as brechas da história com poesia, crítica e humanidade. E se o cinema ainda é uma forma de enxergar o mundo — e de transformar esse olhar em ação —, então O agente secreto chega na hora certa.

Elenco completo

Albert Tenório (Olho por Olho, O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias), Alice Carvalho (O Som ao Redor, Bacurau, Marighella), Aline Marta (O Grande Circo Místico, O Outro Lado do Paraíso), Buda Lira (Cidade dos Homens, Dois Irmãos), Carlos Francisco (Tatuagem, Bacurau, Marighella), Edilson Silva (Bacurau, O Doutrinador), Enzo Nunes (Cidade Invisível), Erivaldo Oliveira (O Outro Lado do Paraíso), Fabiana Pirro (Bacurau), Fafá Dantas (Tatuagem), Gabriel Leone (Dom, Bacurau, Onde Está Meu Coração), Geane Albuquerque (Cidade Invisível), Gregorio Graziosi (Sessão de Terapia, Malhação), Hermila Guedes (O Auto da Compadecida, O Som ao Redor), Igor de Araújo (Sob Pressão), Isabel Zuaa (Bacurau, Marighella), Isadora Ruppert (Aruanas), Ítalo Martins (Malhação, Desalma), João Vitor Silva (Filhos da Pátria), Joalisson Cunha (Marighella), Kaiony Venancio (Cidade dos Homens), Laura Lufési (O Som ao Redor, Bacurau), Licínio Januário (Bacurau), Luciano Chirolli (Marighella), Marcelo Valle (Sob Pressão, Dom), Márcio de Paula (Bacurau), Maria Fernanda Cândido (O Outro Lado do Paraíso, A Muralha), Nivaldo Nascimento (Bacurau, Marighella), Robério Diógenes (Bacurau), Robson Andrade (Bacurau), Roney Villela (Bacurau), Rubens Santos (Marighella), Suzy Lopes (Amor de Mãe), Tânia Maria (Cinema Novo), Thomás Aquino (Bacurau, O Som ao Redor), Udo Kier (Melancolia, Drácula de Bram Stoker) e Wilson Rabelo (Marighella).

“Juntos” | Diamond Films libera pôster e trailer do filme que funde romance e horror corporal

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Sabe aquela expressão “virar um só”? Normalmente usada por casais apaixonados, ela ganha um significado muito, mas muito mais literal — e grotesco — no novo filme de terror “Juntos”, que estreia nos cinemas brasileiros no dia 14 de agosto. Mas não se engane: essa não é uma história de amor comum. É uma viagem intensa, perturbadora e cheia de sangue sobre o que acontece quando duas pessoas decidem se manter unidas a qualquer custo. Mesmo que isso custe sua identidade, sua sanidade e… seus próprios corpos.

Protagonizado por Alison Brie (Glow, Bela Vingança) e Dave Franco (Anjos da Lei, Vizinhos), que também são casados na vida real, o filme brinca com a intimidade do casal para explorar o lado mais sombrio da convivência e da codependência emocional. O resultado é uma mistura entre romance torto e horror visceral, que já está dando o que falar desde sua estreia no Festival de Sundance.

Dirigido por Michael Shanks — que aqui faz sua estreia na direção de longas — a trama de terror chega ao Brasil pelas mãos da Diamond Films, e se você é fã do gênero, essa história vai colar na sua cabeça. Literalmente.

Quando o amor não basta (e vira dor)

A premissa do filme parece simples: Millie, uma professora de inglês, e Tim, um músico tentando manter a carreira viva, deixam a cidade grande para começar uma nova vida no interior. É aquela ideia clássica do recomeço, da esperança de que a calmaria do campo vai salvar uma relação que já não anda lá essas coisas.

Mas o que deveria ser um novo capítulo se transforma em um conto grotesco de horror e confusão emocional. Logo nos primeiros dias, o casal se envolve em um acidente bizarro: caem em uma caverna durante uma tempestade e acordam com as pernas coladas por uma substância grudenta. Estranho? Sim. Mas só o começo.

Tim começa a agir de forma estranha, se sentindo atraído por Millie de maneira quase incontrolável, mesmo após um longo tempo de distanciamento entre eles. E quanto mais tentam retomar a normalidade, mais o corpo deles insiste em… fundir. Isso mesmo: pele com pele, os dois passam a literalmente se colar um ao outro. E o que deveria ser uma relação amorosa se transforma em algo quase parasitário.

Um filme que te suga para dentro da intimidade (e do caos)

É impossível assistir a produção americana sem se sentir desconfortável. Mas esse desconforto não vem só do sangue, das cenas de fusão corporal ou das imagens grotescas que povoam a tela. Ele vem, principalmente, do que o filme diz sobre nós, sobre a forma como amamos, e sobre a dificuldade de encontrar um equilíbrio entre estar com alguém e ainda ser você mesmo.

Ao colocar Alison Brie e Dave Franco no centro dessa história, o diretor não só aproveita a química real entre eles, mas também testa seus limites emocionais. A intimidade dos dois transborda para a tela, o que torna tudo ainda mais incômodo — especialmente quando eles estão tentando desesperadamente se desgrudar, com serras, gritos, lágrimas e tudo o mais.

Mais do que um filme de monstros, a obra é um filme sobre os monstros internos que criamos quando negligenciamos quem somos por causa de quem amamos.

Jamie, o vizinho bizarro e o culto da “unificação”

Nem só de Tim e Millie vive o filme. O personagem Jamie, interpretado pelo sempre surpreendente Damon Herriman, entra em cena como o vizinho que recebe o casal na nova cidade. Mas Jamie guarda segredos — e não são pequenos. A certa altura, ele revela ser fruto de uma fusão entre dois homens apaixonados que participaram de um estranho ritual naquela mesma caverna.

A revelação joga uma nova luz sobre tudo o que está acontecendo com o casal. E a coisa fica ainda mais sinistra quando Jamie começa a pressionar Millie a “completar o processo” com Tim. Afinal, segundo ele, é na fusão completa que reside o verdadeiro amor. Ou seria o verdadeiro fim?

O horror simbólico se torna literal. O amor que cola, que sufoca, que derrete identidades até sobrar apenas uma coisa nova, indefinida. Algo nem humano, nem completamente consciente — apenas um corpo, um amálgama.

Quando a intimidade vira prisão

Um dos pontos mais poderosos do filme é como ele trata a sexualidade. Em um momento especialmente desconcertante, Tim e Millie fazem sexo e acabam ficando colados pelas genitálias. Sim, a cena é tão bizarra quanto parece. E é justamente essa bizarrice que faz o espectador se questionar: até onde a fusão é consentida? Onde termina o desejo e começa a violência emocional?

Millie, inicialmente disposta a fazer o relacionamento funcionar, começa a perceber que está se perdendo nesse processo. Tim, por sua vez, flutua entre o desespero e o desejo de união, como se o trauma e a culpa o empurrassem para esse fim inevitável.

A direção cuidadosa de Michael Shanks não deixa espaço para interpretações simplistas. Tudo é ambíguo, desconfortável e emocionalmente complexo. O terror aqui não está só no grotesco físico, mas na fragilidade dos laços que nos unem — e na força brutal com que eles podem nos destruir.

Crítica social, terror e uma dança ao som de “2 Become 1”

A cena final do filme é, ao mesmo tempo, absurda e profundamente simbólica. Tim tenta se sacrificar cortando a própria garganta para impedir que Millie acabe como ele. Mas é tarde demais. Ferida, sangrando e emocionalmente dilacerada, ela aceita que talvez o único caminho possível seja a fusão.

E então eles dançam. Juntos. Ao som de “2 Become 1”, das Spice Girls. Sim, você leu certo. Uma balada pop dos anos 90 embala a união final desse casal em ruínas — agora, literalmente, um só ser.

É grotesco? Sim. Mas também é triste, bonito e melancólico. O que começa como um filme de terror termina como uma tragédia romântica corporal — um lembrete de que nem sempre o amor nos completa. Às vezes, ele nos consome.

Recepção explosiva e prestígio nos festivais

O longa-metragem estreou em janeiro no Festival de Sundance e imediatamente virou queridinho da crítica e do público. Com 98% de aprovação no Rotten Tomatoes e uma das maiores vendas do festival (a distribuidora Neon desembolsou US$ 17 milhões pelos direitos), o filme já chegou com status de “cult instantâneo”.

No Brasil, a Diamond Films aposta alto no lançamento, promovendo trailers legendados e dublados, pôsteres variados e uma estratégia que foca no público que gosta de terror com profundidade — tipo Jordan Peele encontra Cronenberg.

JUNTOS — ou solitários?

No fim das contas, o maior terror de Together talvez não seja o gore, o sangue ou os corpos derretendo um no outro. Talvez o pior seja a pergunta que o filme deixa no ar: estamos amando alguém… ou apenas tentando preencher um vazio nosso? Até onde vai a conexão e onde começa a destruição?

Se você já viveu um relacionamento onde sentiu que estava desaparecendo, onde sua identidade se perdeu em nome de uma convivência “em paz”, este filme vai te tocar fundo. E, talvez, te fazer repensar o que realmente significa estar — ou querer estar — junto.

“Casos Chocantes da História” estreia no History com imagens reais de tragédias que desafiaram a lógica — e deixaram lições eternas

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Imagine estar tranquilamente curtindo um dia de trilha, quando, de repente, um helicóptero perde o controle e cai a poucos metros de onde você está. Ou então mergulhar em uma jaula para ver tubarões e perceber que um deles acabou de invadir seu espaço. Pior ainda: ver um show aéreo transformar-se em tragédia diante de milhares de pessoas, tudo registrado por celulares, câmeras de TV e drones. São cenas que, se não tivessem sido capturadas em vídeo, talvez parecessem exagero, lenda urbana ou puro clickbait. Mas não: elas aconteceram. E agora são o fio condutor de “Casos Chocantes da História”, a nova série documental do canal History, que estreia neste sábado, 2 de agosto, com apresentação do jornalista Tony Harris.

Diferente de tantos programas que apostam no espetáculo pelo espetáculo, “Casos Chocantes da História” entrega realidade crua, mas com responsabilidade jornalística. O que a série faz — e faz bem — é reunir registros visuais de tragédias reais, investigá-los a fundo, dar contexto, ouvir especialistas e extrair lições. Em tempos de deepfake e fake news, a proposta é clara: mostrar o mundo como ele é, mesmo quando isso significa olhar de frente para o inesperado, o assustador e o fatal.

Um mosaico de acontecimentos que desafiam o entendimento

Cada episódio da série compila entre sete e oito eventos reais, com foco em acidentes, desastres naturais, falhas humanas, ataques de animais e situações-limite. A produção, no entanto, não se contenta em apenas exibir as imagens. Ela se aprofunda. Reconstituições digitais, entrevistas com sobreviventes, análises técnicas e relatos emocionados ajudam o espectador a entender o que houve — e por que houve.

A curadoria dos casos é minuciosa: a ideia é justamente reunir acontecimentos que viralizaram ou impressionaram pelo inusitado, pela brutalidade ou pelo absurdo de terem ocorrido em pleno século XXI. E tudo isso com um cuidado jornalístico raro em programas do gênero.

O diferencial está justamente na credibilidade. Cada caso é tratado com respeito, profundidade e rigor investigativo. Não é sobre expor o sofrimento alheio — é sobre entender o que levou à tragédia e, quem sabe, evitar que ela se repita.

Casos que aconteceram bem perto de nós

Apesar do foco internacional, a série reserva espaço generoso para acontecimentos na América Latina, incluindo Brasil, México, Chile e Colômbia. E aqui, o impacto emocional ganha uma camada extra de identificação.

No Brasil, um dos casos relembrados aconteceu em Barra Mansa (RJ), quando dois ciclistas se aventuraram em um túnel ferroviário desativado — ou assim pensavam. Um trem aparece de surpresa e eles escapam por segundos, em uma cena de puro pavor. A câmera que registrava o pedal viralizou, mas a série vai além: expõe falhas na sinalização, ausência de fiscalização e o hábito perigoso de ignorar regras de segurança.

Já no México, o caso retratado foi a explosão no mercado de fogos de artifício de Tultepec, em 2016. Foram mais de 40 mortos e centenas de feridos, em uma sequência de explosões que mais parecia zona de guerra. A série reconstitui a cadeia de eventos que levou ao colapso e ouve especialistas em segurança e logística para explicar como falhas acumuladas culminaram em um desastre histórico.

Essas histórias, ainda que distantes em tempo ou espaço, conectam-se com o nosso cotidiano. Afinal, quem nunca pensou em “dar uma voltinha” num lugar proibido? Ou subestimou o risco de uma tempestade? A série convida à reflexão: quanto da nossa rotina é baseada em sorte e não em prevenção?

Tragédias que se tornaram lições

“Casos Chocantes da História” também tem o mérito de não tratar a tragédia como espetáculo, mas como oportunidade de educação e empatia. O foco é sempre nos protagonistas reais — os que sobreviveram, os que ajudaram, os que perderam alguém.

No episódio de estreia, somos transportados para uma sequência de eventos tão inusitados quanto aterrorizantes:

  • O caso do mergulhador atacado por um tubarão branco, que consegue escapar após a fera invadir a jaula, em águas mexicanas.
  • A colisão entre dois aviões militares durante um show aéreo em Dallas, com múltiplas câmeras capturando a tragédia sob diferentes ângulos.
  • A falha de um teleférico russo, que lança dezenas de esquiadores contra a montanha, em cenas dignas de um filme-catástrofe.

Mas aqui, diferente do que se vê em tantos programas sensacionalistas, a série escuta engenheiros, pilotos, especialistas em comportamento animal, meteorologistas, bombeiros. Cada um dá sua contribuição para que o espectador entenda a mecânica da tragédia. A intenção não é chocar, mas conscientizar.

O passado como alerta

Um dos quadros mais curiosos da série é o “Throwback”, que resgata tragédias históricas captadas por câmeras ainda nos primórdios da era audiovisual. E o que chama atenção é como, mesmo décadas atrás, o ser humano já se envolvia em situações absurdas — muitas delas impulsionadas por imprudência ou excesso de confiança.

Entre os episódios resgatados, estão:

  • A explosão do dirigível Hindenburg (1937), com registro sonoro de um narrador em desespero;
  • O Balloonfest de 1986, em que milhões de balões liberados nos céus de Cleveland causaram colisões aéreas, acidentes de trânsito e uma crise ambiental;
  • A explosão de uma baleia morta com dinamite (Oregon, 1970), ideia bizarra que terminou com carros destruídos e muita vergonha pública;
  • O acidente do avião experimental M2-F2 (1967), cujas imagens inspiraram até a TV americana.

Esses segmentos funcionam quase como aula de história moderna, mostrando que a imprudência é um traço constante da humanidade. A diferença é que, hoje, temos mais ferramentas para evitar o erro — e mais meios para compartilhar as consequências quando erramos.

Tony Harris: voz firme em meio ao caos

Em um programa que lida com vidas interrompidas, imagens impactantes e histórias de dor, o apresentador Tony Harris é o elemento que costura tudo com sobriedade e empatia. Ex-repórter da CNN, premiado documentarista e presença constante no History, Harris já é conhecido por tratar temas sensíveis com rigor e humanidade.

Sua postura é o oposto do exagero. Ele não dramatiza o que já é dramático, tampouco transforma vítimas em personagens. Pelo contrário: dá espaço para que suas histórias sejam contadas com dignidade. E isso faz toda a diferença. Harris atua como mediador entre o espectador e o fato, contextualizando, questionando, explicando — sem deixar de lado a emoção que certos relatos exigem.

Por que assistir?

Num mundo onde vídeos virais ganham milhões de cliques e a desinformação corre solta, uma produção como Casos Chocantes da História resgata o valor do jornalismo visual bem feito. A série é impactante, sim. Mas nunca gratuita. E esse equilíbrio é raro.

O uso de computação gráfica, reconstituições em 3D e áudios de emergência dá ritmo aos episódios. Mas é o conteúdo humano que prende a atenção. A cada história, uma reflexão. A cada imagem, uma pergunta: isso poderia ter acontecido comigo?

Mais do que contar tragédias, a série ensina sobre responsabilidade coletiva, sobre limites físicos e emocionais, sobre a necessidade de respeitar a natureza, a tecnologia e as regras básicas de segurança. E faz isso com ritmo envolvente, boa trilha sonora, edição cuidadosa e conteúdo denso.

Superman no cinema: Relembre os atores que encararam o papel do Homem de Aço

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Poucos personagens da cultura pop têm uma trajetória tão longa e marcante quanto o Superman. Desde que apareceu pela primeira vez nas páginas da Action Comics, em 1938, o herói kryptoniano se tornou um símbolo global de esperança, justiça e coragem. Não é à toa que o cinema, com todo seu poder de alcance e magia, logo se interessou por transformar essa figura dos quadrinhos em carne, osso e efeitos visuais. Ao longo das décadas, vários atores vestiram a capa vermelha e colocaram no peito o “S” mais famoso do mundo, cada um com sua pegada, seu contexto e seu impacto na cultura.

Vamos fazer um passeio pela história cinematográfica do Superman, conhecendo quem foram esses atores, o que cada um trouxe para o papel e como seus filmes conversaram com o tempo em que foram feitos.

Kirk Alyn: O pioneiro que abriu caminho

Em 1948, o mundo ainda se recuperava das cicatrizes da Segunda Guerra Mundial, e a ideia de um herói vindo do espaço para proteger a Terra era, ao mesmo tempo, fantasiosa e reconfortante. Kirk Alyn foi o primeiro ator a interpretar Superman nos cinemas, em seriados que mais pareciam grandes novelões divididos em capítulos semanais.

Com recursos limitados, a produção usava animação para mostrar Superman voando, o que hoje parece bizarro, mas à época era pura inovação. Alyn não foi creditado como Superman nas produções – o estúdio quis manter a ilusação de que o herói era real. Uma escolha curiosa, mas que mostra como o mito era tratado com quase reverência. Ele também reprisou o papel em Atom Man vs. Superman (1950), enfrentando o vilão Lex Luthor.

George Reeves

Em 1951, George Reeves assumiu o manto em Superman and the Mole Men, um longa que serviu como piloto para a série de TV As Aventuras do Superman. Reeves deu ao personagem um tom mais maduro, próximo do herói paterno e confiável. Era o Superman que inspirava segurança num mundo que começava a mergulhar na Guerra Fria.

A imagem de Reeves ficou tão associada ao herói que, para muitos, ele era o Superman. O ator enfrentou dificuldades em se desvencilhar do papel, e sua morte prematura em 1959 gerou teorias e lendas, consolidando ainda mais seu nome na mitologia do personagem.

Christopher Reeve

Quando Superman: O Filme chegou aos cinemas em 1978, dirigido por Richard Donner, o mundo viu algo até então inédito: um super-herói levado a sério pelo cinema. E grande parte disso se deve a Christopher Reeve. Jovem, atlético, com um sorriso sincero e um talento para alternar entre a timidez de Clark Kent e a imponência do Superman, Reeve marcou para sempre.

Ele estrelou quatro filmes: o clássico original, o elogiado Superman II, o controverso Superman III com pitadas de comédia e o derradeiro Superman IV: Em Busca da Paz, que sofreu com cortes de orçamento e roteiro fraco. Mesmo com altos e baixos, Reeve se tornou sinônimo de Superman. Após um acidente que o deixou tetraplégico, ele se tornou ativista e exemplo de superação, ganhando ainda mais respeito do público.

Brandon Routh

Em 2006, a Warner tentou reviver o Superman nos cinemas com Superman: O Retorno, dirigido por Bryan Singer. A escolha de Brandon Routh como protagonista foi vista como uma homenagem direta a Christopher Reeve. Routh não apenas lembrava fisicamente Reeve, mas adotou uma atuação que ecoava o estilo clássico, contido e romântico do Superman dos anos 70.

O filme trouxe um Superman em crise, retornando à Terra após cinco anos e tentando se reconectar com Lois Lane, agora mãe de uma criança. Apesar das boas intenções e da bela fotografia, o longa foi considerado lento por muitos e não ganhou sequências. Routh, no entanto, teve seu momento de consagração anos depois, quando voltou ao papel numa versão mais sombria do herói em Crise nas Infinitas Terras, evento televisivo que emocionou fãs ao redor do mundo.

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Henry Cavill

Em 2013, com o sucesso dos universos compartilhados nos cinemas, a Warner decidiu reiniciar a história do Superman com um novo tom. Entra em cena Henry Cavill, no filme O Homem de Aço, dirigido por Zack Snyder. A proposta era clara: um Superman mais realista, introspectivo, dividido entre dois mundos.

Cavill entregou um herói contido, com olhar melancólico e fósseis de culpa. A destruição em massa do clímax dividiu opiniões, mas a presença física do ator e sua postura estoica agradaram grande parte do público. Ele voltou em Batman vs Superman: A Origem da Justiça e nos dois cortes de Liga da Justiça, incluindo o de Zack Snyder.

Apesar do carinho dos fãs, Cavill não seguirá mais no papel. Sua saída foi anunciada em 2022, num momento de transição da DC nos cinemas. Mas sua versão mais séria e madura do Superman deixou sua marca na geração que cresceu vendo seus voos e conflitos internos.

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David Corenswet

O futuro do Superman agora está nas mãos (e nos ombros) de David Corenswet. Escalado para estrelar Superman (2025), dirigido por James Gunn, o jovem ator assume a missão de reiniciar a história do herói no novo Universo DC.

Corenswet já chamou atenção pela semelhança física com os Supermans clássicos, mas também por seu talento em papéis mais introspectivos em séries como Hollywood e The Politician. A promessa é de um Superman mais leve, inspirador e humano, lidando com o desafio de ser ao mesmo tempo um deus entre humanos e um filho adotivo tentando encontrar seu lugar.

O legado que voa mais alto que nunca

Cada Superman do cinema foi um reflexo de seu tempo: do otimismo pueril do pós-guerra à complexidade emocional do século XXI. Kirk Alyn abriu a porta, George Reeves construiu a base, Christopher Reeve encantou o mundo, Brandon Routh prestou tributo, Henry Cavill trouxe profundidade, e agora David Corenswet assume o desafio de manter a esperança viva.

Porque, em qualquer geração, sempre há espaço para um herói que acredita que podemos ser melhores.

Saiba qual filme vai passar na “Temperatura Máxima” deste domingo (03/08)

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No próximo domingo, dia 3 de agosto de 2025, a TV Globo aterrissa direto no seu sofá com “Independence Day: O Ressurgimento”, na Temperatura Máxima. Se você viveu os anos 90, vai sentir aquele arrepio de nostalgia. E se não viveu… bem, está prestes a entender por que os ETs traumatizaram uma geração inteira. O segundo capítulo dessa saga interplanetária chega com mais ação, naves ainda mais gigantescas e uma Terra mais preparada — ou quase.

Enquanto o mundo tenta seguir em frente após o ataque alienígena de 1996 (retratado no clássico “Independence Day”), uma nova ameaça se aproxima com força total. Mas calma, tem piloto gato (sim, Liam Hemsworth, estamos falando de você), tem cientista com carisma (Jeff Goldblum segue brilhante) e tem ex-presidente pirado pronto pra dar um discurso épico de novo.

Agora respira fundo, que a gente te conta tudo — de um jeitinho leve, humano, e com aquele gostinho de pipoca com refrigerante no fim de semana.

A Terra se preparou… mas os aliens também!

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, vinte anos depois da primeira invasão, a humanidade se reergueu, criou um sistema global de defesa interplanetário e até meteu base na Lua. O trauma do primeiro contato virou aprendizado. Só que… spoiler: eles voltam. E mais fortes. Bem mais. A nova nave-mãe tem o tamanho de um continente, suga cidades inteiras e desafia todas as leis da física. Como combater isso? Com coragem, tecnologia, e claro, um pouco de loucura.

É aí que entra Jake Morrison (Liam Hemsworth), um piloto rebelde e carismático que perdeu os pais na guerra de 1996. Ele lidera uma nova geração de defensores da Terra, com apoio da presidente Elizabeth Lanford (Sela Ward, firme e poderosa) e de nomes familiares como o ex-presidente Whitmore (Bill Pullman), que agora vive assombrado por visões dos aliens, e o sempre sarcástico David Levinson (Jeff Goldblum), cientista que virou celebridade desde que salvou o planeta.

Elenco de respeito e reencontros emocionantes

Se você assistiu ao primeiro filme e se apegou aos personagens, pode ficar tranquilo: muitos deles estão de volta. Jeff Goldblum segue sendo o gênio excêntrico que salva o dia com frases irônicas. Bill Pullman retoma o papel de Whitmore com intensidade e barba branca de ex-herói. Vivica A. Fox aparece brevemente como Jasmine, agora enfermeira, e Judd Hirsch retorna como o pai judeu mais folclórico e querido do cinema catástrofe.

No núcleo jovem, além de Hemsworth, temos Jessie Usher como Dylan Dubrow-Hiller, o enteado do saudoso Steven Hiller (Will Smith), que infelizmente não volta para esta sequência (culpa do cachê astronômico, dizem). Maika Monroe vive a filha do ex-presidente, Patricia, dividida entre salvar o mundo e lidar com um relacionamento em crise.

Bastidores com cara de blockbuster

Dirigido novamente por Roland Emmerich, o mestre dos desastres épicos (lembra de “O Dia Depois de Amanhã” e “2012”?), “O Ressurgimento” foi planejado como uma continuação desde o início dos anos 2000. A ideia original era uma trilogia. Mas, entre idas e vindas, o projeto ganhou corpo em 2014, com filmagens espalhadas pelo Novo México, Dubai, Londres, e até cenas adicionais em Los Angeles.

As batalhas finais foram rodadas nas famosas salinas de Bonneville, em Utah — as mesmas do filme original. E os efeitos visuais, como não poderia deixar de ser, são um espetáculo à parte. Naves imensas, armas futuristas, destruição em massa e alienígenas com cara (e tentáculos) de colmeia. Uma verdadeira aula de CGI, com destaque para a cena em que monumentos de Dubai caem sobre Londres. Sim, é tão absurdo quanto parece. E a gente ama por isso mesmo.

Trilha sonora que mistura tensão e nostalgia

A trilha sonora é assinada por Thomas Wander e Harald Kloser, com aquele clima de tensão épica que te deixa na pontinha da cadeira. Tem até um toque retrô com a canção “Bang Bang (My Baby Shot Me Down)”, numa versão dramática que combina perfeitamente com a estética de destruição e resistência.

Ah, e os temas clássicos compostos por David Arnold no primeiro filme também são revisitados, o que cria uma ponte emocional direta para quem assistiu ao original nos anos 90.

Entre a crítica e o carinho do público

A verdade é que “Independence Day: O Ressurgimento” não teve a mesma aclamação que seu antecessor. Muitos críticos apontaram o excesso de efeitos visuais, a falta de um protagonista carismático como Will Smith e uma trama um pouco caótica. Mas sejamos sinceros: esse tipo de filme não se assiste esperando um roteiro digno de Oscar. A gente quer ver explosões, discursos patrióticos, alienígenas tomando surra e a humanidade se unindo no último segundo.

E nesse quesito, o filme entrega com gosto.

Uma história sobre união… e segundas chances

No fim das contas, o que torna esse filme interessante é a mensagem. Ainda que embalada por batalhas espaciais e destruição cinematográfica, “O Ressurgimento” fala sobre recomeços. Sobre aprender com os erros, enfrentar o medo do desconhecido e entender que, sim, precisamos uns dos outros.

Seja entre nações ou dentro das próprias famílias — como os conflitos entre Jake, Dylan e Patricia deixam entrever —, o importante é saber ouvir, lutar junto e não perder a esperança. Mesmo quando o inimigo é do tamanho da Austrália.

Onde assistir?

Se você quiser matar a saudade ou simplesmente curtir uma boa aventura sci-fi, a exibição é neste domingo (3 de agosto) na TV Globo, durante a Temperatura Máxima, logo após a programação infantil. Mas se preferir maratonar no seu tempo, o filme também está disponível no Disney+, por assinatura.

Vale a pena?

Com certeza! Se você ama filmes-catástrofe, naves espaciais, alienígenas com cara de pesadelo e discursos heroicos que fazem o coração bater mais forte, essa é a pedida perfeita. Não importa se você viu o primeiro ou não — “O Ressurgimento” é entretenimento puro, com aquela vibe de sessão da tarde vitaminada com 3D, pipoca e nostalgia sci-fi.

Netflix libera a primeira foto de Lorena Comparato como Elize Matsunaga no novo thriller psicológico

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Foto: Ana Pazian/Netflix

A Netflix acaba de soltar a primeira imagem oficial de Lorena Comparato no papel de Elize Matsunaga — e já deu o que falar! A foto, que está circulando bastante, mostra a atriz pronta para mergulhar numa história pesada, cheia de camadas, que marcou o Brasil inteiro.

O filme, que é um thriller psicológico com um toque de melodrama, é inspirado num caso real que chocou o país em 2012. Para quem não lembra (ou quer relembrar), Elize Matsunaga assassinou o marido, Marcos Matsunaga, dentro do apartamento do casal em São Paulo, numa história que teve desdobramentos assustadores e que virou assunto nacional.

Por trás das câmeras: quem faz o quê?

O argumento do filme é do Raphael Montes, que muita gente conhece por “Bom Dia, Verônica”. Ele escreveu o roteiro junto com a Mariana Torres, que também trabalhou na terceira temporada da mesma série. A direção fica por conta do Vellas, que já tem um trabalho legal em “DNA do Crime”. E o elenco não para por aí: Henrique Kimura, Miwa Yanagizawa, Julia Shimura e Denise Weinberg também fazem parte do time.

Lorena Comparato falou com o coração sobre o papel: “Interpretar uma mulher com tantas camadas e uma história tão cheia de nuances como a da Elize é muito complexo. A gente está falando de um crime real, com consequências reais. Minha esperança é que o filme ajude a gente a pensar em temas importantes na sociedade.”

Mas afinal, quem foi Elize Matsunaga?

Para entender por que essa história mexe tanto com a gente, vale voltar um pouco e conhecer a trajetória de Elize. Ela nasceu em 1981, numa cidade pequena do Paraná chamada Chopinzinho. Tinha uma vida relativamente comum: formada em Administração, casada com Marcos Matsunaga — herdeiro do grupo Yoki, que é uma grande empresa do ramo alimentício no Brasil.

O casamento, pelo lado de fora, parecia estável. Mas, claro, nem tudo é o que parece. O relacionamento deles tinha muitas camadas escondidas, conflitos que só vieram à tona mesmo depois do crime.

O crime que parou o Brasil

Em maio de 2012, o corpo de Marcos foi encontrado no apartamento do casal, com várias facadas. A polícia logo descobriu que a responsável era Elize — que chegou ao ponto extremo de tentar esconder o corpo, esquartejando-o e espalhando partes em diferentes lugares.

A notícia chocou o país não só pelo crime em si, mas pela frieza e brutalidade dos fatos. Além disso, começou a surgir uma discussão maior sobre o que poderia ter levado a essa tragédia: uma relação conturbada, problemas de poder dentro da família, questões emocionais muito complexas.

Mais do que um crime: uma história de camadas

O que o filme quer mostrar é isso: não só o crime, mas o que estava por trás dele. A mente de Elize, as dores e dilemas que ela enfrentava, o peso de uma vida marcada por muitas pressões.

Lorena Comparato está encarando o papel com muita seriedade e respeito, e o roteiro, por sua vez, busca fugir do sensacionalismo. A ideia é humanizar os personagens, mostrar que por trás de cada história real tem uma complexidade que merece ser entendida.

Por que essa história ainda importa?

Esse caso virou tema de documentários, podcasts e reportagens desde então, mas ganhar uma versão em filme pela Netflix significa que essa história vai alcançar ainda mais gente — com um olhar diferente, mais profundo.

Além disso, a trama traz à tona temas que ainda precisam ser discutidos por aqui: violência doméstica, desigualdade social, o papel da mulher numa sociedade ainda muito patriarcal, entre outras coisas.

O que vem por aí?

Ainda sem data certa para a estreia, o filme já desperta muita expectativa, especialmente entre quem gosta de histórias reais, thrillers psicológicos e produções nacionais feitas com qualidade.

Para a equipe por trás do projeto, o desafio é grande. O produtor executivo Gustavo Mello diz que o filme quer ser uma forma de entender o que pode levar uma pessoa a agir de forma tão extrema — um convite para refletirmos sem julgamentos fáceis.

Já Raphael Montes, além de roteirista, também atua como produtor associado, e ressalta que a responsabilidade foi enorme para transformar esse caso real em um roteiro que fosse respeitoso e verdadeiro, sem cair em clichês ou exploração barata.

O impacto cultural e social

Além de ser um suspense, o filme pode ajudar a gente a pensar mais sobre essas questões delicadas. Quando a gente conversa sobre esses temas, está ajudando a quebrar tabus e trazer luz para situações que muitas vezes ficam escondidas — seja nas famílias, na sociedade, ou mesmo dentro da gente.

Lorena compara essa experiência a uma oportunidade de dar voz a quem muitas vezes não é ouvida — mesmo que nesse caso, a voz venha com um enorme peso emocional.

Quando chega a 5ª temporada de The Chosen na Netflix? Confira aqui!

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Foto: Reprodução/ Internet

Se você anda ouvindo falar bastante sobre The Chosen — essa série que vem conquistando um público enorme mundo afora —, já pode anotar na agenda: dia 15 de agosto de 2025 a nova temporada estreia na Netflix. A notícia vem logo depois do lançamento antecipado dos primeiros episódios no Prime Video, que rolou no último domingo, dia 27 de julho.

Mas o que faz essa série ser tão falada e amada? E por que tantas pessoas, mesmo fora do meio religioso, acabam se apaixonando por essa produção? Se você quer entender o motivo desse sucesso e sabe que vale a pena acompanhar, fica comigo que eu te conto tudo sobre essa história cheia de emoção, fé e humanidade.

Uma série que conta a história de Jesus de um jeito muito próximo da gente

Quando pensamos em séries ou filmes sobre a vida de Jesus, geralmente imaginamos produções que focam nos milagres, nas cenas grandiosas e nos momentos mais conhecidos da Bíblia. The Chosen chega para mudar essa visão.

Criada e dirigida por Dallas Jenkins, a série aposta numa narrativa diferente: ela mostra Jesus através do olhar das pessoas que viveram ao lado dele, seus discípulos e quem cruzou seu caminho. Isso cria um retrato mais humano, com personagens que sentem medo, dúvida, alegria e amizade — o que ajuda qualquer um a se conectar, independentemente da crença.

O ator Jonathan Roumie interpreta Jesus com uma leveza e profundidade que trazem à tona essa humanidade tão especial. Junto com um elenco talentoso, eles nos levam para uma Galileia do século I que parece muito real, quase palpável.

O sucesso vem de um sonho coletivo

Uma das coisas mais incríveis sobre essa série é a forma como ela foi feita. Nada daquela produção bilionária de Hollywood. Na verdade, essa série nasceu do apoio de milhares de pessoas comuns — fãs que acreditaram no projeto e ajudaram a financiar tudo via financiamento coletivo na plataforma Angel Studios.

Isso fez com que a série tivesse uma comunidade apaixonada ao redor, pessoas que não só assistem, mas se sentem parte do projeto. E o resultado é um sucesso estrondoso: é o projeto com financiamento coletivo mais bem-sucedido da história da TV e do cinema.

Além do apoio dos fãs, a série também vende produtos, faz parcerias com plataformas como Netflix, Prime Video e canais de TV, além de organizar sessões especiais nos cinemas — tudo para que essa história alcance cada vez mais gente.

Mais de meio bilhão de pessoas já assistiram

Se os números te impressionam, segura essa: até agora, mais de 580 milhões de pessoas em quase 200 países já assistiram a The Chosen. A série está traduzida para cerca de 600 idiomas, garantindo que ninguém fique de fora.

Aqui no Brasil, o SBT ajuda a levar a série para as casas, além das opções digitais, onde fãs de todas as idades acompanham as temporadas e comentam nas redes sociais. A verdade é que, mesmo quem não tem uma ligação religiosa forte, acaba se conectando com a humanidade dos personagens e as histórias que eles vivem.

O que rolou até aqui? Um resumo pra você entrar na história

Se você ainda não assistiu, aqui vai uma rápida passada nos acontecimentos das quatro primeiras temporadas, para você já entrar no clima:

  • Na primeira temporada, Jesus começa a chamar seus primeiros seguidores — pescadores, publicanos, mulheres que encontraram esperança nele. A gente vê de perto os encontros que mudaram tudo.
  • A segunda temporada amplia o grupo e mostra Jesus preparando um dos momentos mais emblemáticos de seu ministério: o Sermão da Montanha.
  • A terceira temporada traz o crescimento da popularidade de Jesus, mas também a resistência que ele enfrenta de autoridades religiosas e políticas. Tem milagres famosos, como a multiplicação dos pães e peixes, e a cena emocionante de Jesus andando sobre as águas.
  • A quarta temporada é marcada pelo peso da missão e as dificuldades crescentes, enquanto Jesus se aproxima de Jerusalém e seus discípulos tentam entender o que está por vir.

E o que esperar da 5ª temporada?

Agora que a gente já está por dentro do que aconteceu, vem a grande novidade: a quinta temporada vai seguir aprofundando essas histórias, mostrando os desafios, o crescimento da fé dos discípulos e as dificuldades que continuam a surgir.

Já se sabe também que a próxima, sexta temporada, terá um formato especial: toda a narrativa vai acontecer em um único dia, focando na crucificação de Jesus. E uma curiosidade que o próprio Dallas Jenkins compartilhou é que essa ideia veio de uma série que muita gente conhece: The Walking Dead. Ou seja, prepare-se para algo intenso, muito bem construído.

Por que vale tanto a pena assistir?

Se você nunca se interessou por histórias bíblicas, talvez se surpreenda com The Chosen. Ela não é só uma série religiosa — é um drama humano que fala de amizade, esperança, luta e transformação.

A qualidade da produção, o cuidado nos detalhes, a fotografia, os cenários e a trilha sonora deixam tudo mais vivo e envolvente. E, claro, as histórias dos personagens, que passam por dúvidas e descobertas como a gente.

Além disso, para quem curte se aprofundar, a série tem um monte de conteúdo extra, como estudos bíblicos, livros e até quadrinhos. Tudo pensado para quem quer ir além da tela.

Hora de se preparar para a maratona

Se você já ficou curioso, que tal começar a assistir as temporadas anteriores? Na Netflix e no Prime Video estão todas disponíveis, e no app da Angel Studios também.

Junte a família, os amigos, prepare aquele lugar gostoso e se permita viver essa história que já tocou milhões de pessoas no mundo inteiro.

A trama também conquistou as telonas brasileiras e emocionou milhões

Se tem uma coisa que o Brasil sabe fazer bem, é se apaixonar por histórias que tocam o coração — e The Chosen chegou aqui justamente para isso. A série criada por Dallas Jenkins, que conta a vida de Jesus Cristo sob um olhar muito humano, não só ganhou milhares de fãs nas telas de casa, mas também fez barulho grande nas salas de cinema do país.

Imagine a experiência de assistir a episódios que a gente geralmente vê no sofá, só que agora em uma tela gigante, rodeado de gente que vibra e se emociona junto com você. Isso é o que The Chosen proporcionou quando levou suas temporadas para as telonas brasileiras — um momento de conexão, fé e muita emoção compartilhada.

O Brasil ama The Chosen — e os números provam isso

Não é só conversa: o Brasil virou um dos maiores fãs da série no mundo. Em 2024, as redes sociais brasileiras da produção cresceram 140%, ultrapassando a marca de 4 milhões de seguidores — um montão de gente comentando, compartilhando e vivendo essa história.

Além disso, pesquisas mostram que mais da metade dos brasileiros já ouviram falar de The Chosen — isso é mais do que qualquer outro país fora os Estados Unidos. E não para por aí: as sessões nos cinemas são puro sucesso. Só as duas últimas temporadas juntas venderam mais de 1 milhão de ingressos — números que a gente normalmente vê em blockbusters hollywoodianos.

Um exemplo? O primeiro episódio da terceira temporada ficou só uma semana em cerca de 100 salas e vendeu 120 mil ingressos, dez vezes mais do que o esperado. Já a quarta temporada chegou com tudo, em cerca de 700 salas, e vendeu um milhão de ingressos, liderando a bilheteria nacional na estreia. As informações são do Ingresso.com.

HBO renova “The Gilded Age” para a 4ª temporada — e a aristocracia de Nova York está pronta para voltar ao palco

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Foto: Reprodução/ Internet

A HBO anunciou oficialmente a renovação de “The Gilded Age” para a quarta temporada, de acordo com informações do Variety. A série, que vem conquistando público e crítica desde sua estreia em janeiro de 2022, volta a explorar os dramas e tensões da alta sociedade nova-iorquina na chamada Era Dourada americana — um período marcado pelo crescimento econômico acelerado e profundas desigualdades sociais, no final do século XIX.

Com a confirmação da continuidade da produção, que ainda está em exibição com sua terceira temporada e terá o último episódio transmitido em 10 de agosto de 2025, os fãs têm motivos para comemorar. O sinal dado pela HBO reforça o valor de uma narrativa que, apesar da ambientação histórica, fala diretamente sobre questões contemporâneas de poder, identidade e luta social.

Um olhar contemporâneo sobre um passado complexo

Criada por Julian Fellowes, também responsável pelo sucesso Downton Abbey, The Gilded Age se destaca por sua capacidade de combinar a estética requintada dos trajes e cenários da elite nova-iorquina com personagens complexos e narrativas que ultrapassam a superfície do luxo para abordar temas como racismo, exclusão social, direitos das mulheres e as tensões entre tradição e mudança.

A série acompanha famílias que disputam o controle social e financeiro em um cenário em que o dinheiro novo desafia os valores estabelecidos pela velha aristocracia. Bertha Russell (interpretada por Carrie Coon), uma socialite com ambição incansável, representa essa nova geração que tenta se firmar em espaços até então fechados para quem não carrega o sobrenome herdado.

Do outro lado, personagens como Agnes van Rhijn (Christine Baranski) simbolizam a resistência conservadora às mudanças que começam a varrer os Estados Unidos, enquanto Peggy Scott (Denée Benton), jovem jornalista negra, traz para a narrativa um ponto de vista que muitas vezes foi apagado dos registros oficiais da época.

Quem faz parte do elenco?

O elenco de The Gilded Age é daqueles que a gente quer acompanhar de perto. Começando pela incrível Carrie Coon, que você talvez conheça de The Leftovers ou Gone Girl — ela dá vida à ambiciosa Bertha Russell com uma intensidade que contagia. Ao lado dela, o ótimo Morgan Spector (Homeland, The Looming Tower) interpreta George Russell, o magnata cheio de segredos. Tem também a delicadeza da Louisa Jacobson (Mothering Sunday) como Marian Brook, e a força de Denée Benton (Hamilton no teatro, The Good Fight), que vive a jornalista Peggy Scott, uma personagem que traz à tona questões super atuais com muito talento. A charmosa Taissa Farmiga, famosa por American Horror Story, dá vida à Gladys Russell, e o jovem Harry Richardson (Vikings: Valhalla) é Larry Russell, que carrega todas as dúvidas e sonhos da juventude. Entre os nomes que completam o time principal, estão o britânico Blake Ritson (Da Vinci’s Demons) como Oscar van Rhijn, o versátil Thomas Cocquerel (Hacksaw Ridge) como Tom Raikes, e claro, duas figuras que roubam a cena sempre que aparecem: a elegante Cynthia Nixon (Sex and the City) e a imponente Christine Baranski (The Good Fight), que interpreta Agnes van Rhijn, aquela senhora com comentários afiados e presença marcante.

Personagens que refletem desafios atemporais

O sucesso da série não se deve apenas à opulência das roupas ou à riqueza dos cenários. É a humanidade desses personagens, suas dúvidas, ambições, frustrações e vitórias, que conectam a história do século XIX com o público atual.

A renovação para uma nova temporada permite que a trama aprofunde ainda mais essas histórias, abrindo espaço para debates essenciais sobre desigualdade, raça, gênero e identidade — temas que, embora ambientados no passado, ressoam fortemente nos dias de hoje.

O que esperar da quarta temporada?

Embora detalhes específicos da trama ainda sejam mantidos em sigilo pela produção, é esperado que a nova temporada intensifique os conflitos sociais e pessoais. A ascensão de Bertha na alta sociedade deverá enfrentar novos desafios, enquanto Peggy pode avançar ainda mais em sua carreira jornalística, confrontando preconceitos arraigados.

Além disso, os dilemas da juventude, representados por personagens como Marian Brook e Larry Russell, deverão ganhar destaque, trazendo à tona discussões sobre liberdade, casamento e expectativas sociais.

A abordagem cuidadosa e paciente da série, que valoriza o desenvolvimento dos personagens e o retrato minucioso da época, promete manter seu ritmo envolvente, conquistando tanto fãs da história quanto apreciadores de dramas bem construídos.

A importância cultural e social da série

A renovação de The Gilded Age é também um indicativo da relevância cultural da série. Em uma indústria que muitas vezes prioriza produções aceleradas e fórmulas repetitivas, a HBO aposta em um conteúdo que respeita a inteligência do espectador e a complexidade do material original.

Ao trazer à tona histórias que revelam as estruturas de poder, preconceitos e resistência presentes na sociedade americana, a série contribui para um debate mais amplo sobre as raízes históricas das desigualdades atuais.

Mia Carragher, filha de Jamie Carragher, assume papel de Katniss Everdeen em nova adaptação teatral de “Jogos Vorazes”

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Foto: Reprodução/ Internet

Você se lembra da primeira vez em que ouviu falar de Katniss Everdeen? Talvez tenha sido em um trailer com arco e flecha, talvez no silêncio da sala de cinema ao som de “The Hanging Tree”, ou então nas páginas do livro, com uma garota de trança saindo de casa para enfrentar o impossível. Aquela personagem que não queria ser heroína, mas acabou inspirando uma revolução — dentro e fora da ficção.

Pois é. Katniss está voltando. Mas não do jeito que você imagina.

Do futebol ao palco: conheça a nova intérprete da protagonista que mudou tudo

Mia Carragher tem 20 e poucos anos, sotaque britânico e uma história de vida bem diferente da de Katniss. Filha do ex-jogador do Liverpool Jamie Carragher, ela cresceu cercada de holofotes — mas por outros motivos. O sobrenome, conhecido nos gramados, agora ganha destaque nos palcos. Mia acaba de ser escolhida para viver Katniss Everdeen na adaptação teatral “The Hunger Games on Stage”, que estreia em outubro, em Londres.

A peça será encenada no Troubadour Canary Wharf Theatre, um dos espaços mais modernos da capital britânica, com direito a efeitos especiais de última geração, som 360° e, claro, muito fogo.

Para muitos fãs, é uma escolha surpreendente. Mia tem pouca experiência em atuação — seu principal trabalho até agora foram dois episódios da série britânica The Gathering. Mas talvez seja justamente isso que dê um charme à escolha. Afinal, Katniss também não foi treinada para ser símbolo de nada. Ela apenas sobreviveu. E talvez Mia também vá nos conquistar assim: com verdade.

“Eu sei que tem muita gente com grandes expectativas… e isso assusta”, disse Mia em uma entrevista recente. “Mas estou disposta a mergulhar nessa personagem que representa tanta coisa para tantas pessoas. Ela não é só uma heroína. Ela é uma cicatriz viva.”

É uma fala forte. E verdadeira.

Enquanto isso, do outro lado do oceano… as câmeras começam a rodar novamente em Panem

Se nos palcos Katniss volta ao início de sua trajetória, nas telas voltamos ainda mais no tempo. Começaram neste mês, nos Estados Unidos, as gravações de “Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita”, o novo filme da franquia. Uma prequela da trilogia original, a produção é baseada no livro homônimo lançado este ano por Suzanne Collins — autora que não cansa de revisitar Panem com olhos cada vez mais críticos.

O filme, que chega aos cinemas em novembro de 2026, será dirigido por Francis Lawrence (o mesmo de Em Chamas e A Esperança) e tem no elenco nomes que prometem — e muito: Joseph Zada como o jovem Haymitch Abernathy, Whitney Peak, Mckenna Grace, Maya Hawke, Jesse Plemons, Elle Fanning, Kieran Culkin, e até o lendário Ralph Fiennes, como o Presidente Snow.

Sim, esse mesmo Snow que transformou os Jogos numa ferramenta de controle, aqui aparece em uma fase anterior — ainda consolidando seu poder, ainda aprendendo a manipular.

O Massacre Quaternário: onde a esperança foi rasgada

“Amanhecer na Colheita” se passa durante o 50º Jogos Vorazes, também conhecido pelos fãs como o Massacre Quaternário — uma versão ainda mais cruel do torneio, com o dobro de tributos enviados à arena. Para quem já viu Katniss enfrentar horrores no campo de batalha, prepare-se: o trauma de Haymitch pode ser ainda mais brutal.

Neste filme, vamos acompanhar a origem do cansaço nos olhos daquele mentor beberrão, que carregava nas costas um passado que ele nunca revelou por inteiro. Agora, vamos ver o que ele enfrentou — e o que perdeu.

Haymitch, aqui, é jovem, corajoso, impetuoso. E o mundo ainda está cheio de gente que acredita no sistema, que obedece às regras. Mas o Massacre vai mudar tudo. Para sempre.

Um elenco jovem, potente e promissor

Se “Jogos Vorazes” sempre foi sobre juventude forçada a crescer cedo demais, o novo elenco faz jus a esse legado. É um time diverso, com nomes que já brilharam (e ainda vão brilhar) muito:

O elenco do novo filme é um verdadeiro mosaico de talentos da nova geração e nomes já consagrados, reunidos para dar vida a um capítulo sombrio da história de Panem. Joseph Zada, conhecido por seu trabalho intenso em The Last Border (2023), assume o papel de Haymitch Abernathy em sua juventude, enfrentando seus primeiros traumas na arena. Ao seu lado, a promissora Whitney Peak (Gossip Girl, Hocus Pocus 2) interpreta Lenore Dove Baird, uma tributo com espírito inquieto. Mckenna Grace (A Maldição da Residência Hill, Ghostbusters: Mais Além) vive a sensível e corajosa Maysilee Donner, enquanto Jesse Plemons (Ataque dos Cães, Black Mirror) dá profundidade ao jovem Plutarch Heavensbee, já envolvido nos bastidores do poder. Completam o elenco a carismática Maya Hawke (Stranger Things, Rua do Medo), o versátil Kelvin Harrison Jr. (Elvis, Waves), a veterana Lili Taylor (Invocação do Mal, Six Feet Under), o irreverente Kieran Culkin (Succession), o promissor Ben Wang (American Born Chinese), e os consagrados Elle Fanning (The Great, Malévola) como uma jovem Effie Trinket, e Ralph Fiennes (O Menu, Harry Potter) no papel do astuto Presidente Snow. Uma reunião de nomes que, juntos, prometem incendiar novamente a tela com drama, tensão e humanidade.

Suzanne Collins e a eterna ferida chamada Panem

A escritora já deixou claro, em diversas entrevistas, que Panem é uma metáfora — sempre foi. E se o primeiro livro falava sobre guerra e trauma, Amanhecer na Colheita aprofunda o desconforto: fala de memória, de manipulação, de um sistema que se reinventa para permanecer cruel. Em tempos em que o autoritarismo se esconde sob novas máscaras, Collins nos lembra: a distopia está sempre à espreita.

E o que isso tudo significa para os fãs?

Significa que não estamos prontos para deixar Panem.

Mesmo depois de tantos anos, algo naquele mundo ainda fala com a gente. A injustiça, a opressão, a coragem silenciosa, o medo, a força de quem não pediu para lutar, mas lutou assim mesmo. Seja nos olhos firmes de Mia no palco ou no suor do jovem Haymitch na arena, essa história ainda pulsa. E ainda machuca.

Mas também inspira. Porque “Jogos Vorazes” nunca foi apenas sobre lutar. Foi sobre resistir. Sobre dizer “não”. Sobre desafiar o que parecia imutável.

“Pica-Pau: O Filme” será exibido na Sessão da Tarde desta quarta (30/07), trazendo muita confusão e nostalgia

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta quarta-feira, dia 30 de julho, a TV Globo convida você para uma viagem leve, divertida e repleta de nostalgia com a exibição de “Pica-Pau: O Filme” (Woody Woodpecker, 2017) na Sessão da Tarde. O pássaro mais travesso da floresta está de volta às telinhas com seu inconfundível riso e uma nova missão: proteger seu lar de uma dupla ambiciosa.

Sim, ele continua birrento, barulhento e absolutamente impossível. E é exatamente por isso que gera tantas risadas — geração após geração.

🎬 Uma história clássica com cara nova

Segundo a sinopse do AdoroCienma, misturando animação digital com atores reais, Pica-Pau: O Filme é uma atualização moderna de um dos personagens mais icônicos da cultura pop. Criado por Walter Lantz e Ben Hardaway em 1940, Pica-Pau se consagrou nas telinhas como um símbolo da irreverência, da liberdade e da traquinagem. A adaptação para os cinemas mantém esse espírito, mas também abre espaço para temas atuais como preservação ambiental, ganância imobiliária e pertencimento.

Na trama, o personagem é forçado a defender a floresta onde vive após o advogado Lance Walters (interpretado por Timothy Omundson) decidir construir uma mansão luxuosa bem no meio do seu território. Ao lado de sua namorada Vanessa (papel de Thaila Ayala), Lance acredita que poderá transformar a região em uma fonte de lucros. Mas o que eles não esperavam era encontrar um morador ilustre armado com travessuras, armadilhas e muita energia elétrica… literalmente!

Enquanto a dupla tenta seguir com a construção, o Pica-Pau entra em ação para sabotar cada passo da obra. O resultado? Uma série de confusões que misturam comédia física, piadas visuais, e o carisma caótico de um personagem que nunca envelhece.

🐦 O elenco: entre Brasil e Hollywood

Uma das curiosidades mais marcantes sobre Pica-Pau: O Filme é a presença da atriz Thaila Ayala, que representa o Brasil no elenco principal. Com uma carreira consolidada na televisão brasileira e passagens por séries e filmes internacionais, Thaila dá vida à sofisticada (e levemente malvada) Vanessa, cúmplice de Lance na empreitada gananciosa.

Além dela, o filme conta com:

Timothy Omundson (Galavant, Psych), como Lance, o vilão convencido; Graham Verchere, como Tommy, o filho de Lance — um garoto sensível que logo se afeiçoa ao Pica-Pau; Eric Bauza, renomado dublador de animações (DuckTales, Looney Tunes), que dá voz ao Pica-Pau na versão original em inglês.

Dirigido por Alex Zamm, especialista em filmes familiares (O Pequeno Stuart Little 3, Dr. Dolittle 5), o longa entrega exatamente o que se propõe: entretenimento para toda a família, com toques de aventura e um humor que transita bem entre o infantil e o nostálgico.

🌎 Brasil: o primeiro país a ver o filme

É raro, mas aconteceu: O filme foi lançado primeiro no Brasil, em 5 de outubro de 2017, antes mesmo de chegar aos Estados Unidos. E não foi coincidência.

O personagem tem uma legião de fãs por aqui desde os anos 80 e 90, época em que os desenhos eram exibidos diariamente na televisão aberta. Por isso, a estreia nacional ganhou atenção especial, com campanhas promocionais que incluíram a presença do personagem em cidades como Brasília, Curitiba, Manaus, Olinda, Rio de Janeiro, São Paulo e até nas Cataratas do Iguaçu, onde cenas icônicas do desenho original foram recriadas ao vivo com direito a figurino e tudo!

A estratégia deu certo. Logo no fim de semana de estreia, o longa atraiu mais de 319 mil espectadores, garantindo o maior público da semana nos cinemas brasileiros — ainda que o filme Blade Runner 2049 tenha liderado em faturamento. Já no segundo final de semana, Pica-Pau: O Filme assumiu o topo das bilheteiras no Brasil, provando o carinho dos fãs com o personagem.

🔍 Uma floresta como palco — e personagem

Apesar de ser um filme leve, Pica-Pau também traz, de forma simples, temas relevantes para o público infantojuvenil. O enredo convida à reflexão sobre a importância do meio ambiente, do respeito aos animais e da ganância humana. A floresta, nesse caso, não é apenas cenário, mas um espaço vivo que precisa ser protegido — e o Pica-Pau, com toda sua excentricidade, vira o defensor inesperado da natureza.

Esses elementos tornam o filme mais do que um simples passatempo: ele se encaixa perfeitamente nas discussões que muitas crianças já vivenciam em casa e na escola. A mensagem é clara, mesmo entre as risadas: a casa dos outros merece respeito, mesmo quando o morador é um pássaro hiperativo e provocador.

😂 Riso garantido para todas as idades

Um dos maiores trunfos do longa é manter o humor anárquico do personagem. O Pica-Pau, com sua risada inconfundível, arma pegadinhas, explode canos, sabota gruas, derruba paredes e aplica sua marca registrada: ser mais esperto (e mais rápido) do que qualquer humano.

Apesar das atualizações visuais, o filme preserva a essência do personagem, trazendo de volta elementos clássicos dos desenhos — como a rivalidade com figuras de autoridade e a insistência em pregar peças em quem tenta limitá-lo.

Mesmo que o público-alvo principal sejam crianças entre 6 e 12 anos, os adultos que cresceram assistindo ao Pica-Pau vão se divertir com os easter eggs visuais, as referências aos episódios clássicos e, claro, com a sensação de reencontrar um velho conhecido.

🎞️ Uma produção com toques nostálgicos e cara de Sessão da Tarde

Quem cresceu nos anos 90 ou 2000 sabe: Sessão da Tarde era sinônimo de diversão leve, heróis atrapalhados, vilões caricatos e finais felizes. E Pica-Pau: O Filme se encaixa perfeitamente nessa tradição.

A produção foi pensada para ser acessível, rápida e direta. Com pouco mais de 1h30 de duração, ritmo ágil e situações cômicas o tempo inteiro, o filme é ideal para uma tarde em família — seja para distrair as crianças nas férias ou para oferecer um momento de descontração no meio da semana.

🛒 E depois da TV?

Além da exibição pela Sessão da Tarde, o longa-metragem também está disponível em diversas plataformas de streaming para quem quiser assistir ou rever a qualquer momento. Assinantes da Netflix e do Telecine podem assistir ao longa sem custo adicional dentro da mensalidade. Já no Prime Video, o filme está disponível no formato de aluguel a partir de R$ 9,90. Basta escolher a plataforma preferida e se divertir com as travessuras do pássaro mais irreverente da floresta!

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