Saiba qual filme vai passar na “Temperatura Máxima” deste domingo (03/08)

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No próximo domingo, dia 3 de agosto de 2025, a TV Globo aterrissa direto no seu sofá com “Independence Day: O Ressurgimento”, na Temperatura Máxima. Se você viveu os anos 90, vai sentir aquele arrepio de nostalgia. E se não viveu… bem, está prestes a entender por que os ETs traumatizaram uma geração inteira. O segundo capítulo dessa saga interplanetária chega com mais ação, naves ainda mais gigantescas e uma Terra mais preparada — ou quase.

Enquanto o mundo tenta seguir em frente após o ataque alienígena de 1996 (retratado no clássico “Independence Day”), uma nova ameaça se aproxima com força total. Mas calma, tem piloto gato (sim, Liam Hemsworth, estamos falando de você), tem cientista com carisma (Jeff Goldblum segue brilhante) e tem ex-presidente pirado pronto pra dar um discurso épico de novo.

Agora respira fundo, que a gente te conta tudo — de um jeitinho leve, humano, e com aquele gostinho de pipoca com refrigerante no fim de semana.

A Terra se preparou… mas os aliens também!

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, vinte anos depois da primeira invasão, a humanidade se reergueu, criou um sistema global de defesa interplanetário e até meteu base na Lua. O trauma do primeiro contato virou aprendizado. Só que… spoiler: eles voltam. E mais fortes. Bem mais. A nova nave-mãe tem o tamanho de um continente, suga cidades inteiras e desafia todas as leis da física. Como combater isso? Com coragem, tecnologia, e claro, um pouco de loucura.

É aí que entra Jake Morrison (Liam Hemsworth), um piloto rebelde e carismático que perdeu os pais na guerra de 1996. Ele lidera uma nova geração de defensores da Terra, com apoio da presidente Elizabeth Lanford (Sela Ward, firme e poderosa) e de nomes familiares como o ex-presidente Whitmore (Bill Pullman), que agora vive assombrado por visões dos aliens, e o sempre sarcástico David Levinson (Jeff Goldblum), cientista que virou celebridade desde que salvou o planeta.

Elenco de respeito e reencontros emocionantes

Se você assistiu ao primeiro filme e se apegou aos personagens, pode ficar tranquilo: muitos deles estão de volta. Jeff Goldblum segue sendo o gênio excêntrico que salva o dia com frases irônicas. Bill Pullman retoma o papel de Whitmore com intensidade e barba branca de ex-herói. Vivica A. Fox aparece brevemente como Jasmine, agora enfermeira, e Judd Hirsch retorna como o pai judeu mais folclórico e querido do cinema catástrofe.

No núcleo jovem, além de Hemsworth, temos Jessie Usher como Dylan Dubrow-Hiller, o enteado do saudoso Steven Hiller (Will Smith), que infelizmente não volta para esta sequência (culpa do cachê astronômico, dizem). Maika Monroe vive a filha do ex-presidente, Patricia, dividida entre salvar o mundo e lidar com um relacionamento em crise.

Bastidores com cara de blockbuster

Dirigido novamente por Roland Emmerich, o mestre dos desastres épicos (lembra de “O Dia Depois de Amanhã” e “2012”?), “O Ressurgimento” foi planejado como uma continuação desde o início dos anos 2000. A ideia original era uma trilogia. Mas, entre idas e vindas, o projeto ganhou corpo em 2014, com filmagens espalhadas pelo Novo México, Dubai, Londres, e até cenas adicionais em Los Angeles.

As batalhas finais foram rodadas nas famosas salinas de Bonneville, em Utah — as mesmas do filme original. E os efeitos visuais, como não poderia deixar de ser, são um espetáculo à parte. Naves imensas, armas futuristas, destruição em massa e alienígenas com cara (e tentáculos) de colmeia. Uma verdadeira aula de CGI, com destaque para a cena em que monumentos de Dubai caem sobre Londres. Sim, é tão absurdo quanto parece. E a gente ama por isso mesmo.

Trilha sonora que mistura tensão e nostalgia

A trilha sonora é assinada por Thomas Wander e Harald Kloser, com aquele clima de tensão épica que te deixa na pontinha da cadeira. Tem até um toque retrô com a canção “Bang Bang (My Baby Shot Me Down)”, numa versão dramática que combina perfeitamente com a estética de destruição e resistência.

Ah, e os temas clássicos compostos por David Arnold no primeiro filme também são revisitados, o que cria uma ponte emocional direta para quem assistiu ao original nos anos 90.

Entre a crítica e o carinho do público

A verdade é que “Independence Day: O Ressurgimento” não teve a mesma aclamação que seu antecessor. Muitos críticos apontaram o excesso de efeitos visuais, a falta de um protagonista carismático como Will Smith e uma trama um pouco caótica. Mas sejamos sinceros: esse tipo de filme não se assiste esperando um roteiro digno de Oscar. A gente quer ver explosões, discursos patrióticos, alienígenas tomando surra e a humanidade se unindo no último segundo.

E nesse quesito, o filme entrega com gosto.

Uma história sobre união… e segundas chances

No fim das contas, o que torna esse filme interessante é a mensagem. Ainda que embalada por batalhas espaciais e destruição cinematográfica, “O Ressurgimento” fala sobre recomeços. Sobre aprender com os erros, enfrentar o medo do desconhecido e entender que, sim, precisamos uns dos outros.

Seja entre nações ou dentro das próprias famílias — como os conflitos entre Jake, Dylan e Patricia deixam entrever —, o importante é saber ouvir, lutar junto e não perder a esperança. Mesmo quando o inimigo é do tamanho da Austrália.

Onde assistir?

Se você quiser matar a saudade ou simplesmente curtir uma boa aventura sci-fi, a exibição é neste domingo (3 de agosto) na TV Globo, durante a Temperatura Máxima, logo após a programação infantil. Mas se preferir maratonar no seu tempo, o filme também está disponível no Disney+, por assinatura.

Vale a pena?

Com certeza! Se você ama filmes-catástrofe, naves espaciais, alienígenas com cara de pesadelo e discursos heroicos que fazem o coração bater mais forte, essa é a pedida perfeita. Não importa se você viu o primeiro ou não — “O Ressurgimento” é entretenimento puro, com aquela vibe de sessão da tarde vitaminada com 3D, pipoca e nostalgia sci-fi.

Netflix libera a primeira foto de Lorena Comparato como Elize Matsunaga no novo thriller psicológico

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Foto: Ana Pazian/Netflix

A Netflix acaba de soltar a primeira imagem oficial de Lorena Comparato no papel de Elize Matsunaga — e já deu o que falar! A foto, que está circulando bastante, mostra a atriz pronta para mergulhar numa história pesada, cheia de camadas, que marcou o Brasil inteiro.

O filme, que é um thriller psicológico com um toque de melodrama, é inspirado num caso real que chocou o país em 2012. Para quem não lembra (ou quer relembrar), Elize Matsunaga assassinou o marido, Marcos Matsunaga, dentro do apartamento do casal em São Paulo, numa história que teve desdobramentos assustadores e que virou assunto nacional.

Por trás das câmeras: quem faz o quê?

O argumento do filme é do Raphael Montes, que muita gente conhece por “Bom Dia, Verônica”. Ele escreveu o roteiro junto com a Mariana Torres, que também trabalhou na terceira temporada da mesma série. A direção fica por conta do Vellas, que já tem um trabalho legal em “DNA do Crime”. E o elenco não para por aí: Henrique Kimura, Miwa Yanagizawa, Julia Shimura e Denise Weinberg também fazem parte do time.

Lorena Comparato falou com o coração sobre o papel: “Interpretar uma mulher com tantas camadas e uma história tão cheia de nuances como a da Elize é muito complexo. A gente está falando de um crime real, com consequências reais. Minha esperança é que o filme ajude a gente a pensar em temas importantes na sociedade.”

Mas afinal, quem foi Elize Matsunaga?

Para entender por que essa história mexe tanto com a gente, vale voltar um pouco e conhecer a trajetória de Elize. Ela nasceu em 1981, numa cidade pequena do Paraná chamada Chopinzinho. Tinha uma vida relativamente comum: formada em Administração, casada com Marcos Matsunaga — herdeiro do grupo Yoki, que é uma grande empresa do ramo alimentício no Brasil.

O casamento, pelo lado de fora, parecia estável. Mas, claro, nem tudo é o que parece. O relacionamento deles tinha muitas camadas escondidas, conflitos que só vieram à tona mesmo depois do crime.

O crime que parou o Brasil

Em maio de 2012, o corpo de Marcos foi encontrado no apartamento do casal, com várias facadas. A polícia logo descobriu que a responsável era Elize — que chegou ao ponto extremo de tentar esconder o corpo, esquartejando-o e espalhando partes em diferentes lugares.

A notícia chocou o país não só pelo crime em si, mas pela frieza e brutalidade dos fatos. Além disso, começou a surgir uma discussão maior sobre o que poderia ter levado a essa tragédia: uma relação conturbada, problemas de poder dentro da família, questões emocionais muito complexas.

Mais do que um crime: uma história de camadas

O que o filme quer mostrar é isso: não só o crime, mas o que estava por trás dele. A mente de Elize, as dores e dilemas que ela enfrentava, o peso de uma vida marcada por muitas pressões.

Lorena Comparato está encarando o papel com muita seriedade e respeito, e o roteiro, por sua vez, busca fugir do sensacionalismo. A ideia é humanizar os personagens, mostrar que por trás de cada história real tem uma complexidade que merece ser entendida.

Por que essa história ainda importa?

Esse caso virou tema de documentários, podcasts e reportagens desde então, mas ganhar uma versão em filme pela Netflix significa que essa história vai alcançar ainda mais gente — com um olhar diferente, mais profundo.

Além disso, a trama traz à tona temas que ainda precisam ser discutidos por aqui: violência doméstica, desigualdade social, o papel da mulher numa sociedade ainda muito patriarcal, entre outras coisas.

O que vem por aí?

Ainda sem data certa para a estreia, o filme já desperta muita expectativa, especialmente entre quem gosta de histórias reais, thrillers psicológicos e produções nacionais feitas com qualidade.

Para a equipe por trás do projeto, o desafio é grande. O produtor executivo Gustavo Mello diz que o filme quer ser uma forma de entender o que pode levar uma pessoa a agir de forma tão extrema — um convite para refletirmos sem julgamentos fáceis.

Já Raphael Montes, além de roteirista, também atua como produtor associado, e ressalta que a responsabilidade foi enorme para transformar esse caso real em um roteiro que fosse respeitoso e verdadeiro, sem cair em clichês ou exploração barata.

O impacto cultural e social

Além de ser um suspense, o filme pode ajudar a gente a pensar mais sobre essas questões delicadas. Quando a gente conversa sobre esses temas, está ajudando a quebrar tabus e trazer luz para situações que muitas vezes ficam escondidas — seja nas famílias, na sociedade, ou mesmo dentro da gente.

Lorena compara essa experiência a uma oportunidade de dar voz a quem muitas vezes não é ouvida — mesmo que nesse caso, a voz venha com um enorme peso emocional.

Quando chega a 5ª temporada de The Chosen na Netflix? Confira aqui!

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Foto: Reprodução/ Internet

Se você anda ouvindo falar bastante sobre The Chosen — essa série que vem conquistando um público enorme mundo afora —, já pode anotar na agenda: dia 15 de agosto de 2025 a nova temporada estreia na Netflix. A notícia vem logo depois do lançamento antecipado dos primeiros episódios no Prime Video, que rolou no último domingo, dia 27 de julho.

Mas o que faz essa série ser tão falada e amada? E por que tantas pessoas, mesmo fora do meio religioso, acabam se apaixonando por essa produção? Se você quer entender o motivo desse sucesso e sabe que vale a pena acompanhar, fica comigo que eu te conto tudo sobre essa história cheia de emoção, fé e humanidade.

Uma série que conta a história de Jesus de um jeito muito próximo da gente

Quando pensamos em séries ou filmes sobre a vida de Jesus, geralmente imaginamos produções que focam nos milagres, nas cenas grandiosas e nos momentos mais conhecidos da Bíblia. The Chosen chega para mudar essa visão.

Criada e dirigida por Dallas Jenkins, a série aposta numa narrativa diferente: ela mostra Jesus através do olhar das pessoas que viveram ao lado dele, seus discípulos e quem cruzou seu caminho. Isso cria um retrato mais humano, com personagens que sentem medo, dúvida, alegria e amizade — o que ajuda qualquer um a se conectar, independentemente da crença.

O ator Jonathan Roumie interpreta Jesus com uma leveza e profundidade que trazem à tona essa humanidade tão especial. Junto com um elenco talentoso, eles nos levam para uma Galileia do século I que parece muito real, quase palpável.

O sucesso vem de um sonho coletivo

Uma das coisas mais incríveis sobre essa série é a forma como ela foi feita. Nada daquela produção bilionária de Hollywood. Na verdade, essa série nasceu do apoio de milhares de pessoas comuns — fãs que acreditaram no projeto e ajudaram a financiar tudo via financiamento coletivo na plataforma Angel Studios.

Isso fez com que a série tivesse uma comunidade apaixonada ao redor, pessoas que não só assistem, mas se sentem parte do projeto. E o resultado é um sucesso estrondoso: é o projeto com financiamento coletivo mais bem-sucedido da história da TV e do cinema.

Além do apoio dos fãs, a série também vende produtos, faz parcerias com plataformas como Netflix, Prime Video e canais de TV, além de organizar sessões especiais nos cinemas — tudo para que essa história alcance cada vez mais gente.

Mais de meio bilhão de pessoas já assistiram

Se os números te impressionam, segura essa: até agora, mais de 580 milhões de pessoas em quase 200 países já assistiram a The Chosen. A série está traduzida para cerca de 600 idiomas, garantindo que ninguém fique de fora.

Aqui no Brasil, o SBT ajuda a levar a série para as casas, além das opções digitais, onde fãs de todas as idades acompanham as temporadas e comentam nas redes sociais. A verdade é que, mesmo quem não tem uma ligação religiosa forte, acaba se conectando com a humanidade dos personagens e as histórias que eles vivem.

O que rolou até aqui? Um resumo pra você entrar na história

Se você ainda não assistiu, aqui vai uma rápida passada nos acontecimentos das quatro primeiras temporadas, para você já entrar no clima:

  • Na primeira temporada, Jesus começa a chamar seus primeiros seguidores — pescadores, publicanos, mulheres que encontraram esperança nele. A gente vê de perto os encontros que mudaram tudo.
  • A segunda temporada amplia o grupo e mostra Jesus preparando um dos momentos mais emblemáticos de seu ministério: o Sermão da Montanha.
  • A terceira temporada traz o crescimento da popularidade de Jesus, mas também a resistência que ele enfrenta de autoridades religiosas e políticas. Tem milagres famosos, como a multiplicação dos pães e peixes, e a cena emocionante de Jesus andando sobre as águas.
  • A quarta temporada é marcada pelo peso da missão e as dificuldades crescentes, enquanto Jesus se aproxima de Jerusalém e seus discípulos tentam entender o que está por vir.

E o que esperar da 5ª temporada?

Agora que a gente já está por dentro do que aconteceu, vem a grande novidade: a quinta temporada vai seguir aprofundando essas histórias, mostrando os desafios, o crescimento da fé dos discípulos e as dificuldades que continuam a surgir.

Já se sabe também que a próxima, sexta temporada, terá um formato especial: toda a narrativa vai acontecer em um único dia, focando na crucificação de Jesus. E uma curiosidade que o próprio Dallas Jenkins compartilhou é que essa ideia veio de uma série que muita gente conhece: The Walking Dead. Ou seja, prepare-se para algo intenso, muito bem construído.

Por que vale tanto a pena assistir?

Se você nunca se interessou por histórias bíblicas, talvez se surpreenda com The Chosen. Ela não é só uma série religiosa — é um drama humano que fala de amizade, esperança, luta e transformação.

A qualidade da produção, o cuidado nos detalhes, a fotografia, os cenários e a trilha sonora deixam tudo mais vivo e envolvente. E, claro, as histórias dos personagens, que passam por dúvidas e descobertas como a gente.

Além disso, para quem curte se aprofundar, a série tem um monte de conteúdo extra, como estudos bíblicos, livros e até quadrinhos. Tudo pensado para quem quer ir além da tela.

Hora de se preparar para a maratona

Se você já ficou curioso, que tal começar a assistir as temporadas anteriores? Na Netflix e no Prime Video estão todas disponíveis, e no app da Angel Studios também.

Junte a família, os amigos, prepare aquele lugar gostoso e se permita viver essa história que já tocou milhões de pessoas no mundo inteiro.

A trama também conquistou as telonas brasileiras e emocionou milhões

Se tem uma coisa que o Brasil sabe fazer bem, é se apaixonar por histórias que tocam o coração — e The Chosen chegou aqui justamente para isso. A série criada por Dallas Jenkins, que conta a vida de Jesus Cristo sob um olhar muito humano, não só ganhou milhares de fãs nas telas de casa, mas também fez barulho grande nas salas de cinema do país.

Imagine a experiência de assistir a episódios que a gente geralmente vê no sofá, só que agora em uma tela gigante, rodeado de gente que vibra e se emociona junto com você. Isso é o que The Chosen proporcionou quando levou suas temporadas para as telonas brasileiras — um momento de conexão, fé e muita emoção compartilhada.

O Brasil ama The Chosen — e os números provam isso

Não é só conversa: o Brasil virou um dos maiores fãs da série no mundo. Em 2024, as redes sociais brasileiras da produção cresceram 140%, ultrapassando a marca de 4 milhões de seguidores — um montão de gente comentando, compartilhando e vivendo essa história.

Além disso, pesquisas mostram que mais da metade dos brasileiros já ouviram falar de The Chosen — isso é mais do que qualquer outro país fora os Estados Unidos. E não para por aí: as sessões nos cinemas são puro sucesso. Só as duas últimas temporadas juntas venderam mais de 1 milhão de ingressos — números que a gente normalmente vê em blockbusters hollywoodianos.

Um exemplo? O primeiro episódio da terceira temporada ficou só uma semana em cerca de 100 salas e vendeu 120 mil ingressos, dez vezes mais do que o esperado. Já a quarta temporada chegou com tudo, em cerca de 700 salas, e vendeu um milhão de ingressos, liderando a bilheteria nacional na estreia. As informações são do Ingresso.com.

HBO renova “The Gilded Age” para a 4ª temporada — e a aristocracia de Nova York está pronta para voltar ao palco

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A HBO anunciou oficialmente a renovação de “The Gilded Age” para a quarta temporada, de acordo com informações do Variety. A série, que vem conquistando público e crítica desde sua estreia em janeiro de 2022, volta a explorar os dramas e tensões da alta sociedade nova-iorquina na chamada Era Dourada americana — um período marcado pelo crescimento econômico acelerado e profundas desigualdades sociais, no final do século XIX.

Com a confirmação da continuidade da produção, que ainda está em exibição com sua terceira temporada e terá o último episódio transmitido em 10 de agosto de 2025, os fãs têm motivos para comemorar. O sinal dado pela HBO reforça o valor de uma narrativa que, apesar da ambientação histórica, fala diretamente sobre questões contemporâneas de poder, identidade e luta social.

Um olhar contemporâneo sobre um passado complexo

Criada por Julian Fellowes, também responsável pelo sucesso Downton Abbey, The Gilded Age se destaca por sua capacidade de combinar a estética requintada dos trajes e cenários da elite nova-iorquina com personagens complexos e narrativas que ultrapassam a superfície do luxo para abordar temas como racismo, exclusão social, direitos das mulheres e as tensões entre tradição e mudança.

A série acompanha famílias que disputam o controle social e financeiro em um cenário em que o dinheiro novo desafia os valores estabelecidos pela velha aristocracia. Bertha Russell (interpretada por Carrie Coon), uma socialite com ambição incansável, representa essa nova geração que tenta se firmar em espaços até então fechados para quem não carrega o sobrenome herdado.

Do outro lado, personagens como Agnes van Rhijn (Christine Baranski) simbolizam a resistência conservadora às mudanças que começam a varrer os Estados Unidos, enquanto Peggy Scott (Denée Benton), jovem jornalista negra, traz para a narrativa um ponto de vista que muitas vezes foi apagado dos registros oficiais da época.

Quem faz parte do elenco?

O elenco de The Gilded Age é daqueles que a gente quer acompanhar de perto. Começando pela incrível Carrie Coon, que você talvez conheça de The Leftovers ou Gone Girl — ela dá vida à ambiciosa Bertha Russell com uma intensidade que contagia. Ao lado dela, o ótimo Morgan Spector (Homeland, The Looming Tower) interpreta George Russell, o magnata cheio de segredos. Tem também a delicadeza da Louisa Jacobson (Mothering Sunday) como Marian Brook, e a força de Denée Benton (Hamilton no teatro, The Good Fight), que vive a jornalista Peggy Scott, uma personagem que traz à tona questões super atuais com muito talento. A charmosa Taissa Farmiga, famosa por American Horror Story, dá vida à Gladys Russell, e o jovem Harry Richardson (Vikings: Valhalla) é Larry Russell, que carrega todas as dúvidas e sonhos da juventude. Entre os nomes que completam o time principal, estão o britânico Blake Ritson (Da Vinci’s Demons) como Oscar van Rhijn, o versátil Thomas Cocquerel (Hacksaw Ridge) como Tom Raikes, e claro, duas figuras que roubam a cena sempre que aparecem: a elegante Cynthia Nixon (Sex and the City) e a imponente Christine Baranski (The Good Fight), que interpreta Agnes van Rhijn, aquela senhora com comentários afiados e presença marcante.

Personagens que refletem desafios atemporais

O sucesso da série não se deve apenas à opulência das roupas ou à riqueza dos cenários. É a humanidade desses personagens, suas dúvidas, ambições, frustrações e vitórias, que conectam a história do século XIX com o público atual.

A renovação para uma nova temporada permite que a trama aprofunde ainda mais essas histórias, abrindo espaço para debates essenciais sobre desigualdade, raça, gênero e identidade — temas que, embora ambientados no passado, ressoam fortemente nos dias de hoje.

O que esperar da quarta temporada?

Embora detalhes específicos da trama ainda sejam mantidos em sigilo pela produção, é esperado que a nova temporada intensifique os conflitos sociais e pessoais. A ascensão de Bertha na alta sociedade deverá enfrentar novos desafios, enquanto Peggy pode avançar ainda mais em sua carreira jornalística, confrontando preconceitos arraigados.

Além disso, os dilemas da juventude, representados por personagens como Marian Brook e Larry Russell, deverão ganhar destaque, trazendo à tona discussões sobre liberdade, casamento e expectativas sociais.

A abordagem cuidadosa e paciente da série, que valoriza o desenvolvimento dos personagens e o retrato minucioso da época, promete manter seu ritmo envolvente, conquistando tanto fãs da história quanto apreciadores de dramas bem construídos.

A importância cultural e social da série

A renovação de The Gilded Age é também um indicativo da relevância cultural da série. Em uma indústria que muitas vezes prioriza produções aceleradas e fórmulas repetitivas, a HBO aposta em um conteúdo que respeita a inteligência do espectador e a complexidade do material original.

Ao trazer à tona histórias que revelam as estruturas de poder, preconceitos e resistência presentes na sociedade americana, a série contribui para um debate mais amplo sobre as raízes históricas das desigualdades atuais.

Mia Carragher, filha de Jamie Carragher, assume papel de Katniss Everdeen em nova adaptação teatral de “Jogos Vorazes”

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Você se lembra da primeira vez em que ouviu falar de Katniss Everdeen? Talvez tenha sido em um trailer com arco e flecha, talvez no silêncio da sala de cinema ao som de “The Hanging Tree”, ou então nas páginas do livro, com uma garota de trança saindo de casa para enfrentar o impossível. Aquela personagem que não queria ser heroína, mas acabou inspirando uma revolução — dentro e fora da ficção.

Pois é. Katniss está voltando. Mas não do jeito que você imagina.

Do futebol ao palco: conheça a nova intérprete da protagonista que mudou tudo

Mia Carragher tem 20 e poucos anos, sotaque britânico e uma história de vida bem diferente da de Katniss. Filha do ex-jogador do Liverpool Jamie Carragher, ela cresceu cercada de holofotes — mas por outros motivos. O sobrenome, conhecido nos gramados, agora ganha destaque nos palcos. Mia acaba de ser escolhida para viver Katniss Everdeen na adaptação teatral “The Hunger Games on Stage”, que estreia em outubro, em Londres.

A peça será encenada no Troubadour Canary Wharf Theatre, um dos espaços mais modernos da capital britânica, com direito a efeitos especiais de última geração, som 360° e, claro, muito fogo.

Para muitos fãs, é uma escolha surpreendente. Mia tem pouca experiência em atuação — seu principal trabalho até agora foram dois episódios da série britânica The Gathering. Mas talvez seja justamente isso que dê um charme à escolha. Afinal, Katniss também não foi treinada para ser símbolo de nada. Ela apenas sobreviveu. E talvez Mia também vá nos conquistar assim: com verdade.

“Eu sei que tem muita gente com grandes expectativas… e isso assusta”, disse Mia em uma entrevista recente. “Mas estou disposta a mergulhar nessa personagem que representa tanta coisa para tantas pessoas. Ela não é só uma heroína. Ela é uma cicatriz viva.”

É uma fala forte. E verdadeira.

Enquanto isso, do outro lado do oceano… as câmeras começam a rodar novamente em Panem

Se nos palcos Katniss volta ao início de sua trajetória, nas telas voltamos ainda mais no tempo. Começaram neste mês, nos Estados Unidos, as gravações de “Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita”, o novo filme da franquia. Uma prequela da trilogia original, a produção é baseada no livro homônimo lançado este ano por Suzanne Collins — autora que não cansa de revisitar Panem com olhos cada vez mais críticos.

O filme, que chega aos cinemas em novembro de 2026, será dirigido por Francis Lawrence (o mesmo de Em Chamas e A Esperança) e tem no elenco nomes que prometem — e muito: Joseph Zada como o jovem Haymitch Abernathy, Whitney Peak, Mckenna Grace, Maya Hawke, Jesse Plemons, Elle Fanning, Kieran Culkin, e até o lendário Ralph Fiennes, como o Presidente Snow.

Sim, esse mesmo Snow que transformou os Jogos numa ferramenta de controle, aqui aparece em uma fase anterior — ainda consolidando seu poder, ainda aprendendo a manipular.

O Massacre Quaternário: onde a esperança foi rasgada

“Amanhecer na Colheita” se passa durante o 50º Jogos Vorazes, também conhecido pelos fãs como o Massacre Quaternário — uma versão ainda mais cruel do torneio, com o dobro de tributos enviados à arena. Para quem já viu Katniss enfrentar horrores no campo de batalha, prepare-se: o trauma de Haymitch pode ser ainda mais brutal.

Neste filme, vamos acompanhar a origem do cansaço nos olhos daquele mentor beberrão, que carregava nas costas um passado que ele nunca revelou por inteiro. Agora, vamos ver o que ele enfrentou — e o que perdeu.

Haymitch, aqui, é jovem, corajoso, impetuoso. E o mundo ainda está cheio de gente que acredita no sistema, que obedece às regras. Mas o Massacre vai mudar tudo. Para sempre.

Um elenco jovem, potente e promissor

Se “Jogos Vorazes” sempre foi sobre juventude forçada a crescer cedo demais, o novo elenco faz jus a esse legado. É um time diverso, com nomes que já brilharam (e ainda vão brilhar) muito:

O elenco do novo filme é um verdadeiro mosaico de talentos da nova geração e nomes já consagrados, reunidos para dar vida a um capítulo sombrio da história de Panem. Joseph Zada, conhecido por seu trabalho intenso em The Last Border (2023), assume o papel de Haymitch Abernathy em sua juventude, enfrentando seus primeiros traumas na arena. Ao seu lado, a promissora Whitney Peak (Gossip Girl, Hocus Pocus 2) interpreta Lenore Dove Baird, uma tributo com espírito inquieto. Mckenna Grace (A Maldição da Residência Hill, Ghostbusters: Mais Além) vive a sensível e corajosa Maysilee Donner, enquanto Jesse Plemons (Ataque dos Cães, Black Mirror) dá profundidade ao jovem Plutarch Heavensbee, já envolvido nos bastidores do poder. Completam o elenco a carismática Maya Hawke (Stranger Things, Rua do Medo), o versátil Kelvin Harrison Jr. (Elvis, Waves), a veterana Lili Taylor (Invocação do Mal, Six Feet Under), o irreverente Kieran Culkin (Succession), o promissor Ben Wang (American Born Chinese), e os consagrados Elle Fanning (The Great, Malévola) como uma jovem Effie Trinket, e Ralph Fiennes (O Menu, Harry Potter) no papel do astuto Presidente Snow. Uma reunião de nomes que, juntos, prometem incendiar novamente a tela com drama, tensão e humanidade.

Suzanne Collins e a eterna ferida chamada Panem

A escritora já deixou claro, em diversas entrevistas, que Panem é uma metáfora — sempre foi. E se o primeiro livro falava sobre guerra e trauma, Amanhecer na Colheita aprofunda o desconforto: fala de memória, de manipulação, de um sistema que se reinventa para permanecer cruel. Em tempos em que o autoritarismo se esconde sob novas máscaras, Collins nos lembra: a distopia está sempre à espreita.

E o que isso tudo significa para os fãs?

Significa que não estamos prontos para deixar Panem.

Mesmo depois de tantos anos, algo naquele mundo ainda fala com a gente. A injustiça, a opressão, a coragem silenciosa, o medo, a força de quem não pediu para lutar, mas lutou assim mesmo. Seja nos olhos firmes de Mia no palco ou no suor do jovem Haymitch na arena, essa história ainda pulsa. E ainda machuca.

Mas também inspira. Porque “Jogos Vorazes” nunca foi apenas sobre lutar. Foi sobre resistir. Sobre dizer “não”. Sobre desafiar o que parecia imutável.

“Pica-Pau: O Filme” será exibido na Sessão da Tarde desta quarta (30/07), trazendo muita confusão e nostalgia

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Nesta quarta-feira, dia 30 de julho, a TV Globo convida você para uma viagem leve, divertida e repleta de nostalgia com a exibição de “Pica-Pau: O Filme” (Woody Woodpecker, 2017) na Sessão da Tarde. O pássaro mais travesso da floresta está de volta às telinhas com seu inconfundível riso e uma nova missão: proteger seu lar de uma dupla ambiciosa.

Sim, ele continua birrento, barulhento e absolutamente impossível. E é exatamente por isso que gera tantas risadas — geração após geração.

🎬 Uma história clássica com cara nova

Segundo a sinopse do AdoroCienma, misturando animação digital com atores reais, Pica-Pau: O Filme é uma atualização moderna de um dos personagens mais icônicos da cultura pop. Criado por Walter Lantz e Ben Hardaway em 1940, Pica-Pau se consagrou nas telinhas como um símbolo da irreverência, da liberdade e da traquinagem. A adaptação para os cinemas mantém esse espírito, mas também abre espaço para temas atuais como preservação ambiental, ganância imobiliária e pertencimento.

Na trama, o personagem é forçado a defender a floresta onde vive após o advogado Lance Walters (interpretado por Timothy Omundson) decidir construir uma mansão luxuosa bem no meio do seu território. Ao lado de sua namorada Vanessa (papel de Thaila Ayala), Lance acredita que poderá transformar a região em uma fonte de lucros. Mas o que eles não esperavam era encontrar um morador ilustre armado com travessuras, armadilhas e muita energia elétrica… literalmente!

Enquanto a dupla tenta seguir com a construção, o Pica-Pau entra em ação para sabotar cada passo da obra. O resultado? Uma série de confusões que misturam comédia física, piadas visuais, e o carisma caótico de um personagem que nunca envelhece.

🐦 O elenco: entre Brasil e Hollywood

Uma das curiosidades mais marcantes sobre Pica-Pau: O Filme é a presença da atriz Thaila Ayala, que representa o Brasil no elenco principal. Com uma carreira consolidada na televisão brasileira e passagens por séries e filmes internacionais, Thaila dá vida à sofisticada (e levemente malvada) Vanessa, cúmplice de Lance na empreitada gananciosa.

Além dela, o filme conta com:

Timothy Omundson (Galavant, Psych), como Lance, o vilão convencido; Graham Verchere, como Tommy, o filho de Lance — um garoto sensível que logo se afeiçoa ao Pica-Pau; Eric Bauza, renomado dublador de animações (DuckTales, Looney Tunes), que dá voz ao Pica-Pau na versão original em inglês.

Dirigido por Alex Zamm, especialista em filmes familiares (O Pequeno Stuart Little 3, Dr. Dolittle 5), o longa entrega exatamente o que se propõe: entretenimento para toda a família, com toques de aventura e um humor que transita bem entre o infantil e o nostálgico.

🌎 Brasil: o primeiro país a ver o filme

É raro, mas aconteceu: O filme foi lançado primeiro no Brasil, em 5 de outubro de 2017, antes mesmo de chegar aos Estados Unidos. E não foi coincidência.

O personagem tem uma legião de fãs por aqui desde os anos 80 e 90, época em que os desenhos eram exibidos diariamente na televisão aberta. Por isso, a estreia nacional ganhou atenção especial, com campanhas promocionais que incluíram a presença do personagem em cidades como Brasília, Curitiba, Manaus, Olinda, Rio de Janeiro, São Paulo e até nas Cataratas do Iguaçu, onde cenas icônicas do desenho original foram recriadas ao vivo com direito a figurino e tudo!

A estratégia deu certo. Logo no fim de semana de estreia, o longa atraiu mais de 319 mil espectadores, garantindo o maior público da semana nos cinemas brasileiros — ainda que o filme Blade Runner 2049 tenha liderado em faturamento. Já no segundo final de semana, Pica-Pau: O Filme assumiu o topo das bilheteiras no Brasil, provando o carinho dos fãs com o personagem.

🔍 Uma floresta como palco — e personagem

Apesar de ser um filme leve, Pica-Pau também traz, de forma simples, temas relevantes para o público infantojuvenil. O enredo convida à reflexão sobre a importância do meio ambiente, do respeito aos animais e da ganância humana. A floresta, nesse caso, não é apenas cenário, mas um espaço vivo que precisa ser protegido — e o Pica-Pau, com toda sua excentricidade, vira o defensor inesperado da natureza.

Esses elementos tornam o filme mais do que um simples passatempo: ele se encaixa perfeitamente nas discussões que muitas crianças já vivenciam em casa e na escola. A mensagem é clara, mesmo entre as risadas: a casa dos outros merece respeito, mesmo quando o morador é um pássaro hiperativo e provocador.

😂 Riso garantido para todas as idades

Um dos maiores trunfos do longa é manter o humor anárquico do personagem. O Pica-Pau, com sua risada inconfundível, arma pegadinhas, explode canos, sabota gruas, derruba paredes e aplica sua marca registrada: ser mais esperto (e mais rápido) do que qualquer humano.

Apesar das atualizações visuais, o filme preserva a essência do personagem, trazendo de volta elementos clássicos dos desenhos — como a rivalidade com figuras de autoridade e a insistência em pregar peças em quem tenta limitá-lo.

Mesmo que o público-alvo principal sejam crianças entre 6 e 12 anos, os adultos que cresceram assistindo ao Pica-Pau vão se divertir com os easter eggs visuais, as referências aos episódios clássicos e, claro, com a sensação de reencontrar um velho conhecido.

🎞️ Uma produção com toques nostálgicos e cara de Sessão da Tarde

Quem cresceu nos anos 90 ou 2000 sabe: Sessão da Tarde era sinônimo de diversão leve, heróis atrapalhados, vilões caricatos e finais felizes. E Pica-Pau: O Filme se encaixa perfeitamente nessa tradição.

A produção foi pensada para ser acessível, rápida e direta. Com pouco mais de 1h30 de duração, ritmo ágil e situações cômicas o tempo inteiro, o filme é ideal para uma tarde em família — seja para distrair as crianças nas férias ou para oferecer um momento de descontração no meio da semana.

🛒 E depois da TV?

Além da exibição pela Sessão da Tarde, o longa-metragem também está disponível em diversas plataformas de streaming para quem quiser assistir ou rever a qualquer momento. Assinantes da Netflix e do Telecine podem assistir ao longa sem custo adicional dentro da mensalidade. Já no Prime Video, o filme está disponível no formato de aluguel a partir de R$ 9,90. Basta escolher a plataforma preferida e se divertir com as travessuras do pássaro mais irreverente da floresta!

“Cine Record Especial” desta terça (29/07) exibe o suspense explosivo “Carta Selvagem”, com Jason Statham

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Na vida, algumas histórias começam no fundo do poço. E é de lá que surge Nick Wild, o protagonista de “Carta Selvagem”, filme que será exibido nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, às 22h30, no Cine Record Especial. Estrelado por Jason Statham, dirigido por Simon West e com roteiro do lendário William Goldman, o longa mistura ação explosiva com drama psicológico, numa combinação que promete prender o espectador do início ao fim.

Sim, é um filme de pancadaria. Sim, tem perseguições, tiros e mafiosos. Mas há algo a mais aqui — e esse “a mais” vem justamente de onde a maioria dos filmes de ação costuma passar longe: da dor humana, da tentativa de mudar, do fracasso repetido, da culpa e, principalmente, da chance de recomeçar.

Nick Wild: o anti-herói com o rosto de Jason Statham

Quando falamos de Jason Statham, a imagem que nos vem à mente é a do durão silencioso que resolve tudo na base do soco. De certa forma, é isso que vemos em Carta Selvagem, mas com uma diferença importante: Nick Wild é um personagem quebrado por dentro, que usa a violência como defesa e o vício como anestesia.

Nick trabalha como guarda-costas freelance em Las Vegas, uma cidade onde a sorte pode mudar em segundos, mas onde as pessoas raramente mudam. Com um passado nas forças especiais e um presente tomado pela compulsão em jogos, ele vive à margem, tentando se equilibrar entre a sobrevivência e o desejo de deixar tudo para trás. E é nesse cenário que o filme nos apresenta sua principal virada.

Quando Holly, sua única amiga de verdade, é espancada por um grupo de homens ligados ao crime organizado, Nick vê uma oportunidade de fazer o certo — mesmo que isso custe caro. E custa.

Mais do que vingança: a jornada pela redenção

“Carta Selvagem” pode até se vender como um filme de vingança, mas em sua essência é uma história de redescoberta e redenção. O roteiro de William Goldman, adaptado do próprio romance Heat, evita os atalhos fáceis. Aqui, os personagens erram, sentem medo, hesitam. Nick não é invencível. Ele sangra, se descontrola, volta a jogar, perde de novo. E isso torna tudo mais real.

Statham, conhecido por personagens lineares, tem aqui a chance de mostrar mais nuance. Em vários momentos, seu rosto fechado revela algo além da frieza: cansaço, arrependimento, solidão. Quando ele escuta um cliente dizendo que quer ver “alguém fazer justiça de verdade”, Nick hesita. Ele sabe o preço que se paga por essa justiça. Já o espectador, nesse ponto, está envolvido demais para torcer por outra coisa.

Las Vegas: personagem à parte

Filmes ambientados em Las Vegas sempre trazem um charme à parte. Mas em Carta Selvagem, o glamour dá lugar à sujeira das ruas secundárias, aos becos perigosos, aos cassinos decadentes onde se joga o que se tem — e o que não se tem também. A cidade é retratada como uma selva de concreto, onde cada passo em falso pode custar a vida.

A direção de Simon West, conhecido por sucessos como Con Air e Os Mercenários 2, evita exageros visuais. Ao contrário: as cenas de luta são secas, diretas, dolorosas. Nada de acrobacias impossíveis ou explosões mirabolantes. Aqui, a violência é real, suja, física. Quase desconfortável de assistir, e por isso mesmo, mais impactante.

Elenco afinado e participações especiais

Além de Statham, o filme traz um elenco coeso e cheio de surpresas. Michael Angarano interpreta Cyrus Kinnick, um jovem milionário com dificuldades sociais que contrata Nick como segurança. A relação entre os dois é curiosa e inesperadamente tocante: há ali uma troca de confiança, de proteção mútua, e uma sutil camada de ternura que humaniza ainda mais o protagonista.

Dominik García-Lorido (filha de Andy Garcia) dá vida à decidida Holly, cuja busca por justiça é o estopim da trama. E Milo Ventimiglia, o querido Jack Pearson da série This Is Us, aparece em um papel completamente oposto: o vilão sádico Danny DeMarco, filho de um mafioso poderoso e dono de uma crueldade fria e calculada.

Entre os coadjuvantes, há participações de Stanley Tucci, Jason Alexander e Sofía Vergara, todos em pontas curtas, mas memoráveis. As presenças conhecidas ajudam a reforçar a ideia de um mundo recheado de personagens ambíguos, onde ninguém é 100% bom ou 100% mau.

A raiz literária do filme

Um dos aspectos mais curiosos do filme é seu roteiro. Ele não nasceu como filme de ação, mas como literatura. William Goldman, autor do romance Heat, é um nome respeitado em Hollywood. Vencedor de dois Oscars (Butch Cassidy e Todos os Homens do Presidente), Goldman é mestre em construir personagens complexos em meio a situações extremas.

A primeira versão cinematográfica do livro foi lançada em 1986, estrelada por Burt Reynolds. Embora pouco conhecida hoje, essa adaptação original foi importante para consolidar a ideia de que filmes de ação podiam ter profundidade emocional. A versão de 2015, estrelada por Statham, é uma releitura mais contemporânea e urbana — mais crua, talvez, mas fiel ao espírito do autor.

Um filme sobre fracassos (e sobre tentar de novo)

O coração de Carta Selvagem não está nas lutas, nas armas ou nos mafiosos. Está nos silêncios. Nos momentos em que Nick olha para o espelho e não gosta do que vê. Nas vezes em que promete parar de jogar — e volta a jogar. No medo de se tornar alguém irrelevante. No desejo quase infantil de sair de Las Vegas e morar em Nice, na França, um sonho que parece sempre dois passos além do seu alcance.

Talvez por isso o filme ressoe com tanta gente. Porque no fundo, quem nunca teve um plano de recomeço engavetado? Quem nunca tropeçou nos próprios vícios? Quem nunca teve medo de si mesmo? Essa camada mais humana transforma a produção em algo que vai além do gênero. É um filme de ação com alma — e isso não é pouco.

Onde e quando assistir

O filme será exibido nesta terça na tela da Record e é uma ótima oportunidade para quem gosta de ação, mas também aprecia uma boa história com personagens densos. E se você perder a exibição na TV, não tem problema: O longa-metragem está disponível para streaming no Amazon Prime Video, tanto para assinantes quanto para aluguel avulso (a partir de R$ 6,90).

Vale a pena?

Se você está acostumado com Jason Statham em modo automático — atirando, correndo, batendo — prepare-se para uma versão diferente do ator. Ainda violento, ainda ágil, mas com mais peso emocional. E isso faz toda a diferença. O filme americano com certeza é uma experiência intensa, que começa como um suspense policial e termina como uma reflexão sobre escolhas, perdas e redenção. Um filme que mostra que até os durões também choram, mesmo que por dentro.

Cliff Booth volta à ação! Spin-off de “Era Uma Vez em… Hollywood” com Brad Pitt já está em produção

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Foi sob o sol ardente de Los Angeles, em pleno verão americano, que começaram oficialmente as filmagens de “The Adventures of Cliff Booth”, o aguardado derivado de Era Uma Vez em… Hollywood, filme que conquistou a crítica e o público em 2019. A produção marca o retorno de Brad Pitt ao papel que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante — o dublê misterioso, fiel e perigosamente carismático Cliff Booth. As informações são do World of Reel.

O novo longa-metragem é dirigido por David Fincher, cineasta conhecido por obras densas e psicológicas como Clube da Luta, Zodíaco e Garota Exemplar. Já o roteiro — afiando facas na interseção entre a nostalgia e a brutalidade — fica por conta de ninguém menos que Quentin Tarantino, o mesmo responsável por criar o universo original, repleto de referências cinéfilas, violência estilizada e devaneios históricos.

Mas desta vez, Tarantino não está na cadeira de diretor. Ele entrega as rédeas visuais a Fincher — um gesto raro, simbólico e ousado. Uma mudança que, por si só, torna esse projeto algo maior do que um simples spin-off. É, de fato, uma segunda era em Hollywood.

Cliff Booth sob nova ótica

Longe de ser um herói tradicional, Cliff Booth é um daqueles personagens que, mesmo com poucas palavras, diz muito. No filme original, ele orbitava ao redor de Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) — ator em decadência, preso entre o glamour e o fracasso — e era visto como seu braço direito, motorista, dublê e… talvez algo mais sombrio.

Agora, Booth se torna protagonista de sua própria história, o que levanta uma pergunta inevitável: quem é esse homem, de verdade?

O novo filme nos leva ao fim dos anos 70, quase uma década depois dos eventos do primeiro longa. Cliff, agora mais velho, já não vive nas sombras de outro homem. Seu novo papel dentro da indústria cinematográfica é o de “faz-tudo” de estúdio — um tipo de solucionador de problemas que opera entre bastidores, subornos, segredos e talvez cadáveres.

Com a assinatura fria, calculada e meticulosa de David Fincher, o filme promete um mergulho psicológico e existencial em Cliff. Um homem marcado pela guerra, pelos silêncios, pelas violências internas e externas. E isso tudo sob o pano de fundo de uma Hollywood em transição: saem os westerns, entram os blockbusters; saem os galãs clássicos, entram os anti-heróis.

Uma parceria rara e promissora

É difícil imaginar uma colaboração entre dois diretores tão autorais quanto Tarantino e Fincher. De um lado, a anarquia estética e narrativa de Tarantino. Do outro, a precisão cirúrgica e o controle de Fincher. O que uniu esses dois? Brad Pitt.

Segundo fontes próximas à produção, foi o próprio ator que sugeriu Fincher como diretor — proposta que Tarantino, surpreendentemente, aceitou. Os três têm histórias entrelaçadas: Pitt estrelou Clube da Luta e O Curioso Caso de Benjamin Button sob direção de Fincher e, ao mesmo tempo, brilhou sob a batuta de Tarantino em Bastardos Inglórios e Era Uma Vez em… Hollywood.

Essa espécie de “triângulo criativo” pode ser a chave para uma narrativa que combine o existencialismo soturno de Fincher com a metalinguagem afiada de Tarantino.

Elenco de peso, mistério na trama

Além de Brad Pitt, o elenco confirmado até agora é recheado de nomes fortes:

  • Carla Gugino, sempre intensa em suas performances, dá um ar de mistério a sua personagem, ainda não revelada.
  • Elizabeth Debicki, estrela de The Crown e Tenet, entra como uma figura intrigante no mundo das celebridades setentistas.
  • Yahya Abdul-Mateen II, conhecido por Watchmen e Aquaman, promete ser um contraponto físico e moral ao protagonista.
  • Scott Caan, com seu estilo rebelde e carismático, também se junta ao elenco.
  • E há rumores persistentes de uma participação especial de Leonardo DiCaprio, ainda que não confirmada oficialmente.

A trama, mantida sob sigilo, gira em torno da atuação de Booth como “homem de confiança” dos grandes estúdios — alguém que apaga incêndios antes que cheguem à imprensa. Ele negocia com chantagistas, ameaça jornalistas, manipula situações para proteger astros e diretores. Uma espécie de detetive silencioso, mas com os métodos pouco convencionais que só Cliff Booth poderia ter.

O cenário: um novo jogo em Hollywood

A Hollywood dos anos 60 — retratada com tanto esmero por Tarantino no primeiro filme — já não existe. Em seu lugar, surge um novo cenário: pós-Vietnã, auge da cocaína, pré-explosão dos blockbusters, início do cinema autoral norte-americano e de movimentos feministas mais ativos. A estética muda. As ambições também.

Nesse mundo, Cliff Booth se sente deslocado, mas ainda é necessário. E é aí que o filme se debruça: como sobreviver quando seu tempo parece ter passado? O personagem se vê em conflitos morais, entre lealdade e autopreservação, entre o velho código de honra e o cinismo moderno da indústria.

Os rumores sugerem que o roteiro não seguirá uma estrutura tradicional. Como o primeiro filme, haverá passagens oníricas, sequências que desafiam a lógica linear e até inserções de trechos “fictícios” — filmes dentro do filme, programas de TV da época, comerciais falsos.

Brad Pitt: no auge do controle

Aos 61 anos, Brad Pitt parece mais à vontade do que nunca para escolher projetos que desafiem seu próprio legado. E The Adventures of Cliff Booth é exatamente isso: um retorno às raízes, mas também uma ruptura.

Em entrevistas recentes, o ator tem falado com naturalidade sobre a ideia de envelhecer em cena, de interpretar personagens mais introspectivos, menos impulsivos. Booth, nesse sentido, representa uma síntese: a violência do passado em confronto com a melancolia do presente.

O personagem carrega culpas e fantasmas — algo que o público sentiu, mas nunca entendeu completamente no primeiro filme. Agora, o véu será levantado.

Uma carta de amor (e raiva) à indústria

Se no primeiro longa Tarantino entregou uma carta de amor aos estúdios, ao cinema clássico e à Los Angeles da sua juventude, agora é possível que vejamos a carta de despedida. Ou melhor: a resposta amarga e crítica ao que sobrou daquilo tudo.

Fincher, com sua lente menos nostálgica e mais analítica, deve construir uma obra mais seca, mais cruel — mas igualmente fascinante. E Tarantino, ao não dirigir, mas ainda escrever, mostra que confia na força da palavra mais do que nunca.

Lançamento e expectativas

Com filmagens iniciadas no final de julho de 2025, a previsão de estreia gira em torno do início de 2026, com lançamento mundial nos cinemas seguido de exibição na Netflix, que adquiriu os direitos de distribuição global.

O orçamento, segundo estimativas da imprensa americana, ultrapassa os US$ 100 milhões, impulsionado por incentivos fiscais da Califórnia e pelo apelo do elenco estrelado.

E a expectativa do público? Alta. Muito alta. O primeiro filme faturou mais de US$ 374 milhões mundialmente, além de ter recebido 10 indicações ao Oscar, vencendo três. Para os fãs, este novo capítulo representa não apenas uma continuação, mas um novo gênero dentro de um mesmo universo.

No “Conversa com Bial” desta segunda (28), Serginho Groisman abre o coração sobre os 25 anos de “Altas Horas”

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Nesta segunda-feira, 28 de julho de 2025, a televisão brasileira ganha um encontro daqueles que faz a gente querer sentar, desligar o celular e prestar atenção: Pedro Bial recebe Serginho Groisman no “Conversa com Bial”. Não é um papo qualquer — é a celebração de uma carreira, de uma trajetória de vida, de histórias e desafios que atravessam gerações. Afinal, Serginho comemora seus 75 anos e, em outubro, o programa que o consagrou completará um quarto de século no ar.

Se você, como muitos, já se pegou assistindo ao “Altas Horas” até altas horas da madrugada — ou na versão mais recente, aos sábados à noite — sabe que ali tem mais do que música, artistas, convidados e brincadeiras. Tem alma, tem conversa franca, tem aquele jeito que só Serginho tem de fazer o público se sentir em casa, como se estivesse ali na mesa, tomando um café e falando da vida.

Quem é Serginho Groisman?

Antes de mais nada, não dá para entender a grandeza do trabalho do Serginho sem conhecer um pouco de onde ele veio e como chegou até aqui. Serginho nasceu em São Paulo, em 29 de junho de 1950, numa família de origem judaica com histórias marcadas pela dor e pela resistência. Seus pais, Ana (Chana) e Luiz (Leizer) Groisman, foram refugiados que escaparam do horror do nazismo na Europa.

Sua mãe era natural de Varsóvia, na Polônia, e conseguiu fugir num navio que salvou parte da família, mas não suas irmãs — tias de Serginho — que infelizmente foram vítimas do Holocausto. Seu pai veio da Romênia, e os dois se conheceram em um baile, já no Brasil, tentando reconstruir uma vida longe do terror. Essa herança, de luta, esperança e memória, está viva na alma de Serginho e se reflete na forma como ele encara a comunicação: com respeito, humanidade e atenção à diversidade.

O começo da estrada: da faculdade ao jornalismo

Serginho passou por várias tentativas acadêmicas antes de se encontrar de fato. Começou estudando Direito na PUC-SP, mas largou o curso após um ano. Depois, arriscou História na USP, ficando por um ano e meio. Chegou a pensar em fazer cinema, mas foi no jornalismo que realmente se encontrou, formando-se em 1977 na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

Interessante é que Serginho demorou seis anos para se formar. Isso porque achava o ensino da época muito deficiente, e foi essa visão crítica que mais tarde o levou a voltar à FAAP como professor, para tentar melhorar a experiência para outros estudantes.

Nos bastidores da cultura e da música brasileira

Nos anos 1970, o convidado da noite coordenou por 10 anos o Centro Cultural Equipe, um espaço que se tornou referência na produção de shows e eventos culturais. Foi ali que ele trabalhou com uma galera que marcou a música brasileira — nomes como Cartola, Clementina de Jesus, Raul Seixas, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Novos Baianos, João Bosco, Hermeto Pascoal, e tantos outros.

Imagine a energia de produzir shows para ícones da MPB, gente que transformou a cultura do país? Isso ajudou a moldar Serginho não só como comunicador, mas como um grande apreciador das artes, capaz de se conectar com diferentes públicos e estilos.

A virada para a televisão

Serginho trabalhou como repórter e redator na Band FM durante os anos 1980. Foi correspondente de pautas importantes, como a campanha das Diretas Já, eventos esportivos e muitos outros. Ele começou a apresentar e dirigir programas na TV no final dos anos 1980, com o “TV Mix” na TV Gazeta.

Mas foi com o programa “Matéria Prima”, na TV Cultura, que Serginho se destacou. O formato era simples, porém inovador: as perguntas eram feitas pela plateia, composta principalmente por jovens. A partir daí, ele manteve esse estilo de diálogo aberto e descontraído em outros programas como o “Programa Livre”, no SBT, e, claro, no “Altas Horas”, da TV Globo, que ele comanda desde 2000.

Altas Horas: um quarto de século falando com o Brasil

O programa nasceu num sábado, em 14 de outubro de 2000, tímido, depois do “Super Cine”, lá pela madrugada. O programa apostava numa mistura de entrevistas, música, debates e papo com o público jovem. Foi assim que Serginho se consolidou como um dos apresentadores mais queridos da televisão.

Com o tempo, o programa ganhou um horário mais nobre e a audiência só aumentou. Em 2025, completa 25 anos no ar — um feito raro e respeitável em qualquer mídia.

Ali, Serginho conseguiu o que poucos conseguem: falar com adolescentes, jovens, adultos, pais e avós. O jeito aberto e acolhedor dele cria um espaço onde o público se sente representado e convidado a participar. Sem estrelismos, sem formalidades exageradas.

A conversa franca com Pedro Bial

A escolha de Pedro Bial para essa conversa especial faz todo sentido. Bial, com seu estilo reflexivo, já tem no currículo várias entrevistas memoráveis. Mas o encontro com Serginho promete ser diferente — porque é uma conversa entre amigos, dois comunicadores que sabem o peso de uma vida diante das câmeras e microfones.

Serginho vai falar dos 75 anos de vida, da experiência acumulada, dos desafios de se manter relevante numa mídia que muda tão rápido e das alegrias de continuar fazendo o que ama. É um papo sobre legado, sobre aprender a ouvir, e também sobre não desistir nunca.

Vida além da TV

Pouca gente sabe, mas Serginho também estreou nos palcos em 2006, no teatro, com o espetáculo “Brasas no Congelador”, dirigido por Gerald Thomas Sievers. Isso mostra o quanto ele gosta de experimentar e ampliar suas formas de comunicação.

Além disso, ele também é autor do livro “Meu Pequeno Corintiano”, onde fala sobre sua paixão pelo Corinthians e sobre histórias de vida. E, ainda, trabalhou como roteirista, colaborando com Marcelo Rubens Paiva no filme “Fiel”.

Na vida pessoal, é casado com Fernanda Molina Groisman, dentista, e pai do pequeno Thomas, nascido em 2015. O equilíbrio entre família e trabalho é outra marca do seu jeito humano de ser.

O que Serginho representa hoje?

Ele é muito mais que um apresentador. É um símbolo de resistência, de comunicação empática, de renovação constante. Em tempos de superficialidade e velocidade digital, Serginho lembra que a conversa de verdade exige atenção, respeito e, acima de tudo, vontade de entender o outro.

No “Altas Horas”, no “Conversa com Bial” e em todos os seus projetos, ele leva isso adiante. Não é à toa que segue firme na TV Globo depois de mais de 40 anos, conquistando fãs de todas as idades.

Por que assistir a essa conversa?

Se você gosta de histórias de vida reais, de gente que não tem medo de encarar os próprios erros e aprendizados, essa entrevista é para você. Se admira profissionais que cresceram junto com o Brasil, enfrentando momentos difíceis e mudando a forma de comunicar, não perca.

Pedro e Groisman prometem uma conversa leve, profunda, cheia de causos, reflexões e até risadas — tudo com aquele jeitinho brasileiro, que mistura emoção e humor na medida certa.

Gravações de “Homem-Aranha: Um Novo Dia” indicam ambientação em Nova York, apesar das filmagens na Escócia

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Ele está de volta. Ele nunca foi embora. Ele continua sozinho, pendurado entre os arranha-céus e carregando o peso do mundo nos ombros. Mas agora, ele tem um novo dia pela frente. E, acredite: os fãs também.

O nome é Spider-Man: Brand New Day — em português, Homem-Aranha: Um Novo Dia — e as primeiras imagens do set de filmagens já começaram a causar alvoroço na internet. As cenas estão sendo rodadas em Glasgow, na Escócia, mas, ao que tudo indica, a ação continua situada no coração de Nova York. Ou seja: a Marvel está apostando no bom e velho disfarce cinematográfico para nos levar de volta ao lar do teioso, mesmo que os quarteirões tenham sotaque britânico.

Mas calma, tem mais do que cenário bonito rolando por trás dessas imagens. Uma placa de construção vista em uma das fotos do set revela um detalhe crucial: um prédio com previsão de conclusão marcada para dezembro de 2027. Isso deu aos fãs um pequeno mapa temporal — o filme se passa, provavelmente, no início de 2027. A Marvel não confirma nada, claro. Mas quando se trata do MCU, até placa de obra vira pista de enredo.

O que esperar de “Um Novo Dia”?

O título já entrega bastante. Quem conhece os quadrinhos da Marvel sabe que “Brand New Day” não é só um nome bonito. É também o arco que, lá no final dos anos 2000, tentou reconfigurar a vida de Peter Parker depois de momentos pesados — leia-se: morte de tia, separação, identidade exposta, caos na vida amorosa e na existência em geral.

No cinema, a vibe é parecida. Após os eventos de Sem Volta Para Casa, Peter está mais só do que nunca. Ninguém lembra quem ele é, ele perdeu os amigos, o amor da sua vida e até o amparo tecnológico dos Vingadores. Está literalmente recomeçando — e esse novo filme vem pra mostrar exatamente esse renascimento silencioso e agridoce.

Pense em um Peter mais pé no chão, menos dependente de gadgets milionários, mais ligado às raízes do Queens. Um herói de alma partida, mas ainda de coração gigante. É a essência do Aranha: cair e levantar. Levar porrada do destino e continuar sorrindo (mesmo que por trás da máscara).

Peter Parker, MJ, Ned… e o Justiceiro (!?)

Sim, Tom Holland volta a vestir o uniforme — com um novo design, mais artesanal, sem as firulas da tecnologia Stark. Ele está envelhecendo junto com o personagem, e isso é ótimo. A fase colegial ficou pra trás, e agora temos um Peter enfrentando a vida real, o aluguel, o anonimato. O amadurecimento está vindo com força.

Zendaya também retorna como MJ, o que já deixa o coração do fandom mais quentinho. A última vez que os vimos juntos, ela já não sabia quem ele era. Será que o novo filme vai explorar o reencontro, ou o distanciamento emocional definitivo? Os roteiristas prometeram emoção — então prepare os lencinhos.

Jacob Batalon também volta como Ned Leeds, e torcemos para que ele tenha mais do que piadinhas a oferecer. Ele já demonstrou talento de sobra para dramas, e essa fase mais melancólica da história pode dar a ele um novo arco.

Agora, a grande bomba: Jon Bernthal, o Justiceiro, está confirmado. E isso muda tudo.

Frank Castle não é só mais um vigilante mascarado. Ele é brutal, vingativo, movido por traumas profundos. A presença dele ao lado (ou contra?) o Homem-Aranha pode transformar o tom do filme. Imagine Peter lidando com dilemas morais enquanto vê Castle resolver tudo no estilo “atira primeiro, pergunta depois”. O contraste entre os dois promete tensão, profundidade e muita discussão sobre o que é justiça num mundo sem regras.

E as surpresas?

Entre os nomes misteriosos do elenco, temos Sadie Sink, de Stranger Things, e Liza Colón-Zayas, de The Bear. Nenhuma das duas teve seus papéis revelados, mas o Twitter já fez o trabalho investigativo de sempre. A teoria favorita? Sadie como Felicia Hardy, a Gata Negra — uma anti-heroína cheia de charme, rivalidade e uma química explosiva com Peter. Seria ousado, seria sexy, seria perfeito.

Já Liza pode estar assumindo o papel de alguma figura materna ou autoridade. Talvez uma nova tia May? Uma chefe no Clarim Diário? Só saberemos mais perto do lançamento. Mas o fato é: o elenco está redondinho, e a química entre eles promete incendiar a tela.

Uma nova direção

Sai Jon Watts, entra Destin Daniel Cretton. E isso não é apenas uma troca de cadeira — é uma mudança de tom.

Cretton foi responsável por Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, um dos poucos filmes da fase quatro que conseguiram agradar público e crítica. Ele sabe trabalhar personagens com profundidade emocional, lutas estilosas e narrativa centrada em identidade. Exatamente o que o Homem-Aranha precisa neste momento.

Aliás, este pode ser o filme mais emocionalmente carregado do Aranha desde Homem-Aranha 2, de Sam Raimi. O roteiro continua nas mãos de Chris McKenna e Erik Sommers, dupla já veterana na trilogia anterior. Mas agora, com a direção de Cretton, talvez vejamos menos piadas e mais alma.

Uma Nova York (fingida) para chamar de lar

Pode parecer estranho ver Peter salvando civis e enfrentando bandidos pelas ruas de Glasgow. Mas a cidade escocesa já foi pano de fundo de várias produções de Hollywood por um motivo simples: arquitetura similar a Nova York, custo reduzido e clima perfeito para cenas urbanas.

Com truques de câmera, CGI e um bom trabalho de direção de arte, Glasgow se transforma numa Manhattan convincente. E não deixa de ser curioso: um dos personagens mais nova-iorquinos da cultura pop sendo recriado do outro lado do Atlântico. É o mundo globalizado do cinema em sua melhor forma.

Entre greves e reviravoltas

A produção do filme não foi um mar de rosas. Desde o final de Sem Volta Para Casa, muita coisa mudou. Tom Holland chegou a dizer que não sabia se continuaria no papel. O contrato tinha acabado. A Marvel estava passando por turbulências criativas. E ainda teve a greve dos roteiristas de 2023, que paralisou tudo por meses.

Mas, aos poucos, as peças se ajeitaram. Holland voltou com entusiasmo, desde que pudesse participar criativamente da jornada do personagem. Zendaya também topou retornar, contanto que a história tivesse propósito. A Marvel ouviu. A Sony cedeu. E cá estamos nós: com filmagens em andamento e a estreia marcada para 31 de julho de 2026.

O legado do Aranha (e o futuro da Marvel)

Não é exagero dizer que Peter Parker tem carregado nas costas o coração do MCU. Mesmo depois de tantas fases, multiversos e linhas temporais, é nele que os fãs encontram humanidade, falhas, amor e empatia.

Com Um Novo Dia, a Marvel pode estar sinalizando uma nova abordagem: menos espetáculo, mais história. Menos CGI em excesso, mais alma. E, claro, ainda assim com muita ação, porque estamos falando de um herói que luta contra vilões em pleno topo do Empire State.

E talvez seja esse o segredo do sucesso do Aranha. Não são apenas os vilões, os uniformes ou os efeitos. É o garoto por trás da máscara, tentando fazer o certo mesmo quando tudo dá errado. É o humano num mundo de deuses.

Então, o que vem por aí?

Se você esperava um novo vilão galáctico, talvez precise segurar a empolgação. Se queria mais Doutor Estranho, portais e multiverso… também pode se decepcionar.

Mas se o que você quer é ver Peter Parker enfrentando a vida real, se equilibrando entre o herói que o mundo precisa e o jovem que tenta sobreviver com dignidade, então Um Novo Dia vai entregar exatamente isso.

Vai ter emoção, dilemas morais, batalhas urbanas, reencontros, talvez novos amores, e quem sabe até a semente para a chegada de Miles Morales — um desejo antigo dos fãs e do próprio Tom Holland.

O importante é saber que o Aranha está de volta. E, mais do que nunca, pronto pra viver um novo capítulo. Ou melhor, um novo dia.

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