Conversa com Bial desta quinta (14/08) entrevista Shirley Carvalhaes e Arthur Martins

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Nesta quinta-feira, 14 de agosto, o Conversa com Bial traz ao público uma edição especial dedicada à música cristã no Brasil, com a presença de dois nomes importantes do cenário gospel: a cantora Shirley Carvalhaes e o músico Arthur Martins. O programa, transmitido pela TV Globo, propõe uma reflexão sobre a história, a influência e o papel cultural da música cristã, além de explorar como artistas do gênero se conectam com o público brasileiro.

Nesta edição, Bial convida Shirley e Arthur a falarem sobre trajetórias, desafios e conquistas, destacando a importância da música gospel não apenas como entretenimento, mas também como expressão de fé, identidade e transformação social.

Uma trajetória marcada pela fé e pela música

Shirley é reconhecida como uma das pioneiras da música gospel no Brasil, com décadas de carreira que a consolidaram como referência no gênero. Ao longo do programa, a cantora compartilha histórias de sua trajetória, desde os primeiros passos na música até os grandes sucessos que marcaram gerações.

A conversa aborda ainda a evolução do estilo gospel, que passou de uma linguagem restrita a igrejas e comunidades religiosas para se tornar um fenômeno cultural presente nas rádios, nas redes sociais e em grandes shows pelo país. Shirley enfatiza a importância de manter a autenticidade artística aliada à fé, lembrando que a música tem o poder de tocar vidas e fortalecer a espiritualidade de quem a escuta.

Criatividade e identidade musical

Ao lado de Shirley, o músico Arthur Martins traz uma perspectiva contemporânea sobre a música cristã. Reconhecido por sua habilidade de mesclar elementos tradicionais com arranjos modernos, Arthur discute com Bial como a identidade da música gospel se adapta às mudanças culturais e tecnológicas, sem perder suas raízes.

O músico destaca a capacidade do gênero de dialogar com diferentes gerações, enfatizando que a música cristã brasileira vai além do culto: é também um espaço de expressão artística e cultural que reflete questões sociais, emocionais e espirituais da população.

A força da música gospel no Brasil

Durante a conversa, Bial conduz uma reflexão sobre o impacto da música cristã no cenário nacional. A música gospel não apenas mobiliza grandes plateias, mas também exerce influência em outros estilos musicais, nas mídias digitais e na produção cultural de forma ampla. Shirley e Arthur compartilham histórias de bastidores, mostram como construíram suas carreiras e discutem a responsabilidade de transmitir mensagens de esperança, fé e transformação.

O programa também aborda a diversidade dentro do gênero, desde estilos mais tradicionais até produções contemporâneas que incorporam elementos de pop, rock e MPB, revelando a riqueza e pluralidade da música cristã no país.

The Noite com Danilo Gentili desta quinta (14/08) recebe o ator e humorista Marcelo Mansfield

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O palco do The Noite com Danilo Gentili, nesta quinta-feira, 14 de agosto, recebe um dos grandes pioneiros do humor brasileiro: Marcelo Mansfield. Com uma trajetória que atravessa décadas e gerações, o comediante chega ao programa para celebrar 40 anos de carreira, ao lado de Murilo Couto e Léo Lins. Entre risadas e lembranças, Mansfield revisita momentos emblemáticos de sua vida profissional, desde os primeiros passos no stand-up até participações em novelas e programas de televisão que marcaram época.

Para os fãs, é uma oportunidade única de conhecer o percurso de um artista que, ao longo de quatro décadas, conseguiu inovar, inspirar e conquistar o público com inteligência, criatividade e irreverência. Entre histórias de bastidores, personagens inesquecíveis e memórias de programas que ajudaram a moldar o humor brasileiro contemporâneo, o convidado transforma o programa em uma verdadeira viagem pela história da comédia nacional.

Um espetáculo para celebrar uma vida de risadas

O ator não chega apenas para conversar. Nos dias 23 e 24 de agosto, ele apresenta no Clube Barbixas, em São Paulo, o espetáculo O Show do Mansfield, uma celebração de sua carreira e um marco na trajetória do humorista. Criador do Clube da Comédia, o primeiro espetáculo de stand-up de São Paulo, Mansfield também é conhecido por seus personagens icônicos no “Terça Insana”, como Seu Lili e Seu Merda, que conquistaram o público pela mistura de irreverência e humor popular.

“É um show que eu criei para fazer por apenas dois dias. Fazia muito tempo que eu não produzia e é uma trabalheira enorme… A princípio serão duas apresentações para comemorar os 40 anos de carreira e depois, talvez, viajar ou ir para outro teatro”, revela Mansfield. O artista adianta que o espetáculo traz tanto o stand-up clássico quanto elementos de seus primeiros shows, incluindo “Hollywood que se Cuide”, além dos personagens que marcaram sua carreira.

O show se transforma, assim, em uma espécie de cápsula do tempo, permitindo que o público reviva momentos que vão desde o surgimento do stand-up brasileiro até os dias atuais. Para Mansfield, é também uma forma de prestar homenagem à própria trajetória e a todos que, de alguma forma, acompanharam seu trabalho ao longo dos anos.

Televisão, novelas e oportunidades inesperadas

A carreira do humorista na televisão é extensa e multifacetada. Ele apresentou o “Marcelo Mansfield Show” na TV Gazeta, programa que se tornou uma vitrine para seu talento e abriu portas para outras oportunidades. Uma dessas portas foi a Globo, onde viveu o agente James Blonde em “Armação Ilimitada”, com o apoio de Andreia Beltrão, e participou de novelas como “Mulheres de Areia” e da minissérie “Chiquinha Gonzaga”.

“Eu havia feito um trabalho com Jayme Monjardim e, por conta disso, assinei um contrato com a Manchete para um programa que acabou não acontecendo. Fiquei um ano contratado sem fazer nada. Pedi para participar do meu programa e ele disse que não poderia ir porque iria fazer Chiquinha Gonzaga na Globo. Alguns dias depois, me ligou pedindo para eu ir, pois Raul Cortez não queria fazer, e acabei sendo chamado para substituí-lo”, lembra Mansfield. Essa história ilustra a resiliência e a capacidade do humorista de transformar obstáculos em oportunidades.

Além da televisão, Mansfield participou de dezenas de filmes publicitários e produções audiovisuais, consolidando-se como um profissional versátil. Entre suas campanhas mais lembradas estão trabalhos para Nescafé, Consul, Ford, Chevrolet, Lada, Nestlé e Kellogg’s, experiências que exigiam precisão cômica e capacidade de comunicação imediata, características que ele aprimorou ao longo da carreira.

Uma carreira internacional e o retorno ao Brasil

Antes de conquistar o público brasileiro, o ator iniciou sua trajetória artística nos Estados Unidos, apresentando-se em cidades como Boston e Los Angeles. De volta ao Brasil, integrou o grupo Harpias, ao lado de Ângela Dip, Grace Gianoukas e Giovanna Gold. Foi nesse período que começou a desenvolver seu estilo único: uma mistura de observação social, humor físico e personagens que rapidamente se tornaram icônicos.

Essas experiências internacionais também enriqueceram sua visão sobre o humor, permitindo que Mansfield trouxesse para o Brasil técnicas e referências que, na época, ainda eram pouco exploradas. Seu retorno ao país marcou o início de uma trajetória sólida e inovadora, que incluiria programas de televisão, cinema, teatro e publicidade.

Cinema, teatro e criatividade sem limites

Mansfield não se limitou à televisão. No cinema, participou de produções como “Festa”, dirigido por Ugo Giorgetti, e “Durval Discos”, de Anna Muylaert. Um dos projetos mais curiosos foi “Loira Incendiária”, no qual ele foi coautor do roteiro, adaptando sua própria peça teatral para o cinema ao lado de Ângela Dip e Mauro Lima. Essa versatilidade evidencia não apenas seu talento como humorista, mas também sua capacidade de transitar entre linguagens artísticas diferentes.

No teatro, Mansfield brilhou com espetáculos solos, como “Como Entrar Mudo e Sair Calado” e “Nocaute”, além de integrar o elenco de “Terça Insana”, por quatro anos. Mais recentemente, em 2022, lançou filmes como “Amor Sem Medida” e “Rir para Não Chorar”, além de estrelar a peça “Humor aos Pedaços”, ao lado de Guilherme Uzeda, reafirmando sua relevância no cenário artístico mesmo após quatro décadas de carreira.

Pioneiro do stand-up no Brasil

O ator é considerado um dos precursores do stand-up comedy no país. Em 2005, idealizou e apresentou o Clube da Comédia Stand-Up, que se tornou referência para a disseminação do gênero no Brasil. Antes disso, seu trabalho no Terça Insana já mostrava sua capacidade de inovar, misturando personagens, sátira e humor de situação com crítica social e observação da vida cotidiana. Para muitos humoristas, Mansfield foi um verdadeiro mestre e inspiração. Sua abordagem, que combina técnica, improviso e sensibilidade, ajudou a consolidar o stand-up brasileiro como forma de arte reconhecida e respeitada. Além disso, sua capacidade de reinventar-se ao longo dos anos tornou seu trabalho atemporal.

Reconhecimento e contribuição para a cultura brasileira

Ao longo da carreira, Mansfield colecionou reconhecimento crítico e popular. Em 1993, recebeu a Bolsa Vitae para estudar comediantes nos Estados Unidos, acompanhando gravações de seriados como The Nanny e The Naked Truth. Em 1997, manteve uma coluna semanal no jornal Folha de S.Paulo e colaborou com revistas como Marie Claire, Set e Contigo!, demonstrando versatilidade na comunicação com diferentes públicos.

Em 2011, foi co-host no programa Agora É Tarde, inicialmente apresentado por Danilo Gentili e depois por Rafinha Bastos, consolidando ainda mais sua presença na televisão nacional. A Revista Bravo! o apontou como um dos principais nomes do stand-up brasileiro, reconhecimento que coroou décadas de dedicação e inovação.

Rádio, novas linguagens e a reinvenção constante

Além de TV, cinema e teatro, Mansfield explorou a rádio. Em 2015, lançou Clube dos Cinco na Rádio BandNews FM, comentando notícias com leveza e interação com o público. A experiência, ainda que breve, mostrou sua capacidade de dialogar com diferentes linguagens e formatos, sem perder a autenticidade.

A reinvenção constante é uma característica marcante de sua carreira. Mesmo após quatro décadas, o ator continua ativo, explorando novos projetos, personagens e formatos, sempre com o mesmo entusiasmo e paixão que marcaram o início de sua trajetória.

Legado e inspiração

Marcelo é uma referência para toda uma geração que cresceu assistindo suas performances e aprendendo, muitas vezes sem perceber, sobre timing cômico, improviso e observação social. Seu legado vai além do riso: ele ajudou a moldar a forma como o humor é feito no Brasil, pavimentando caminhos para novos artistas e fortalecendo o stand-up como expressão cultural.

O Concorrente | Lançamento do clássico distópico de Stephen King estrelado por Glen Powell é adiado

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Em um cenário cinematográfico cada vez mais marcado por remakes, reinterpretações e adaptações literárias de sucesso, poucas notícias conseguiram despertar tanto interesse quanto a de que Edgar Wright, o aclamado diretor por trás de obras como Em Ritmo de Fuga (Baby Driver) e Todo Mundo Quase Morto, iria assumir a missão de dar nova vida a O Concorrente, clássico distópico de Stephen King publicado originalmente em 1982.

O projeto, que promete resgatar o tom sombrio e político da obra original, ganhou ainda mais atenção ao anunciar Glen Powell — ator em ascensão, conhecido por Top Gun: Maverick e Hit Man: O Assassino Perfeito — como protagonista. Ao lado dele, a talentosa Katy O’Brian também integra o elenco.

No entanto, nesta semana, fãs e cinéfilos receberam uma notícia que mistura expectativa e frustração: a Paramount Pictures confirmou que a estreia nos cinemas norte-americanos, antes marcada para 7 de novembro de 2025, será adiada para 14 de novembro do mesmo ano.

No Brasil, ainda não há confirmação oficial se a nova data será mantida ou se o filme seguirá o calendário original. O que se sabe é que a mudança nos EUA coloca o lançamento em uma nova configuração de disputas de bilheteria — especialmente porque a estreia inicial coincidiria com Predador: Terras Selvagens, produção de ação que também mira o público fã de thrillers e ficção científica.

Um retorno às raízes do livro

A primeira adaptação de The Running Man chegou aos cinemas em 1987, estrelada por Arnold Schwarzenegger, em plena era de ouro dos filmes de ação exagerados. Embora divertido e icônico por seu visual futurista kitsch e frases de efeito típicas dos anos 80, o filme se distanciava bastante do material original de Stephen King, que escreveu o romance sob o pseudônimo Richard Bachman.

Na obra, King constrói um futuro opressor, onde desigualdade social e autoritarismo andam lado a lado, e onde a televisão se torna a principal arma de manipulação das massas. O protagonista, Ben Richards, é um homem comum empurrado para participar de um jogo mortal televisionado, onde precisa fugir de “caçadores” enviados para matá-lo enquanto o público acompanha tudo como entretenimento.

A grande promessa de Wright é justamente resgatar o espírito sombrio e crítico do livro, algo que foi suavizado na versão de 1987 em favor de um espetáculo de ação. Em entrevistas passadas, o diretor já havia declarado que sempre considerou O Concorrente uma obra subestimada de King, com potencial para um thriller socialmente relevante — especialmente nos tempos atuais.

Edgar Wright no comando: expectativa alta

A escolha de Edgar Wright para liderar o projeto gerou empolgação imediata. Conhecido por seu estilo visual inventivo, sua habilidade para misturar humor e tensão e seu domínio da montagem acelerada, Wright também sabe criar atmosferas únicas, algo que será crucial para transformar O Concorrente em uma experiência cinematográfica memorável.

Seus trabalhos anteriores mostram versatilidade: a comédia zumbi Todo Mundo Quase Morto (2004), a sátira policial Chumbo Grosso (2007), o eletrizante Em Ritmo de Fuga (2017) e o estilizado Noite Passada em Soho (2021). Em todos, ele equilibra entretenimento com comentários sutis — ou nem tão sutis — sobre cultura pop, violência e relações humanas.

Dessa vez, Wright também assina o roteiro, em parceria com Michael Bacall, com quem já colaborou em Scott Pilgrim Contra o Mundo. A dupla promete mergulhar fundo no clima distópico, evitando a abordagem “videogame” do filme dos anos 80.

Glen Powell: de galã a fugitivo em um mundo mortal

Se Edgar Wright é o cérebro por trás da visão do novo filme, Glen Powell será a alma da produção. O ator, que nos últimos anos se consolidou como um dos rostos mais versáteis de Hollywood, encara aqui um papel muito mais sombrio e fisicamente exigente do que seus trabalhos recentes.

Powell conquistou o grande público em Top Gun: Maverick (2022), no papel de Hangman, e logo depois surpreendeu com sua performance carismática em Hit Man: O Assassino Perfeito (2023), onde mostrou habilidade para equilibrar charme, timing cômico e momentos dramáticos.

Interpretar Ben Richards, um homem desesperado tentando sobreviver em um reality show mortal, exigirá uma abordagem mais crua. Wright já afirmou que quer apresentar Richards não como um herói invencível, mas como alguém vulnerável, cansado e ao mesmo tempo engenhoso — algo mais próximo da criação de Stephen King.

Katy O’Brian: uma presença marcante

A presença de Katy O’Brian no elenco adiciona mais uma camada de interesse. A atriz, que brilhou em The Mandalorian e Ant-Man e a Vespa: Quantumania, vem se destacando por interpretar personagens fortes e determinadas. Embora seu papel em O Concorrente ainda não tenha sido revelado, há especulações de que possa assumir a função de uma aliada improvável — ou até mesmo de uma das caçadoras, o que a colocaria em rota direta de colisão com o protagonista.

Produção e bastidores

O anúncio oficial da Paramount Pictures aconteceu em 19 de fevereiro de 2021, com a promessa de que o remake seria mais fiel ao livro de 1982. Além de Wright e Bacall no roteiro, o time de produção conta com nomes de peso como Simon Kinberg (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido), Audrey Chon (Invasão), e Nira Park, colaboradora frequente de Wright. Em abril de 2024, Glen Powell foi confirmado como protagonista, e em outubro do mesmo ano Katy O’Brian foi anunciada no elenco.

Acumuladores desta quinta (14/08) destaca as histórias reais de Maggie, Ann e Kathy

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Na noite desta quinta-feira, 14 de agosto, às 22h45, a tela da Record TV se transformará em espelho para histórias que muitos evitam olhar, mas que refletem dores universais: perda, solidão e a tentativa desesperada de preencher vazios emocionais. O programa Acumuladores, apresentado por Rachel Sheherazade, vai muito além de pilhas de objetos e montanhas de lixo; ele mergulha nas complexas camadas emocionais que sustentam um transtorno compulsivo silencioso e devastador.

Nesta edição, três histórias se entrelaçam em um fio comum: tragédias familiares profundas que se transformaram em gatilhos para um comportamento difícil de compreender para quem nunca viveu o luto dessa maneira. São vidas interrompidas por perdas e reconfiguradas pela dor, onde cada objeto guardado representa, para seus donos, mais que um item material — é um pedaço de história, um símbolo de amor que não querem (ou não conseguem) deixar para trás.

Quatro anos de portas fechadas e 27 toneladas de lembranças

Maggie sempre foi uma mulher ativa, envolvida com a comunidade, e sua casa era ponto de encontro para amigos e familiares. Mas tudo mudou quando, em um intervalo de tempo relativamente curto, ela perdeu o marido e a filha. A dor, intensa e contínua, encontrou uma forma de se expressar que ela própria não percebeu no início: o acúmulo.

Aos poucos, cada objeto deixado para trás pelo marido ou pela filha ganhava um valor imensurável. Fotografias, roupas, utensílios de cozinha, livros antigos — tudo se tornava uma relíquia impossível de descartar. E com o tempo, Maggie começou a guardar não apenas o que pertencia aos entes queridos, mas também coisas aleatórias que, de alguma forma, pareciam preencher um vazio interno. Uma caixa de papelão no canto da sala, uma pilha de revistas antigas, embalagens de compras… nada era jogado fora.

Quatro anos se passaram e sua casa ficou fechada, enquanto ela, mesmo sem viver dentro dela, continuou acumulando. O resultado: 27 toneladas de lixo e objetos que transformaram a residência em um espaço inabitável.

O reencontro de Maggie com seu lar não será simples. Sua família, preocupada com a segurança física e emocional dela, estabeleceu um ultimato: ela só poderá voltar a viver na casa quando esta estiver limpa e segura. E isso exige mais do que caminhões de descarte — exige coragem para encarar a dor e aceitar ajuda.

A negação como barreira

A história de Ann começa, assim como a de Maggie, com perdas irreparáveis. A morte de familiares próximos deixou um buraco emocional que ela tenta preencher guardando cada item que, de alguma forma, a faça lembrar daqueles que partiram. Para Ann, abrir mão desses objetos seria como apagar a última conexão física com quem ela amou.

Ela vive com Michael, seu namorado, que assiste, muitas vezes impotente, ao avanço do acúmulo dentro da casa. O relacionamento, antes marcado por companheirismo, agora enfrenta barreiras físicas e emocionais: cômodos inutilizáveis, discussões frequentes e um sentimento de estagnação.

Ann, diferentemente de Maggie, já aceitou o auxílio da equipe do programa. Mas aceitar não significa permitir de fato. A cada tentativa de descartar algo, ela se vê tomada por insegurança, medo e tristeza, interrompendo o processo. Sua negação não é rebeldia; é, na verdade, um mecanismo de defesa contra o medo de “perder de vez” as pessoas que já se foram.

Para Michael, o desafio é duplo: apoiar a mulher que ama e, ao mesmo tempo, proteger sua própria saúde mental e física em um ambiente cada vez mais sufocante.

A dor de uma mãe e três imóveis tomados

Se a perda de um filho é, para muitos, a dor mais inimaginável, para Kathy ela foi também o início de um processo que tomou conta de todos os aspectos de sua vida. Mãe de 14 filhos, Kathy viu sua rotina e seu equilíbrio emocional ruírem após a morte trágica de um deles.

O que começou como uma dificuldade em se desfazer de objetos pessoais do filho cresceu até se transformar em um acúmulo que atingiu não apenas sua casa principal, mas outros dois imóveis que ela possuía. O problema, que ela talvez tenha pensado estar apenas “guardado” dentro de quatro paredes, passou a respingar em toda a família.

Para alguns dos filhos, o acúmulo se tornou um símbolo de dor não resolvida e um obstáculo para o relacionamento com a mãe. Conflitos familiares emergiram, mágoas se acumularam junto com os objetos, e a sensação de distanciamento emocional aumentou.
Ainda assim, há um fio de esperança: o desejo de reconciliação e perdão. A história de Kathy mostra que, por mais devastadora que seja a perda, ainda é possível reconstruir pontes — se houver disposição para encarar os próprios fantasmas.

Muito mais que “bagunça”

Para quem vê de fora, o acúmulo extremo pode parecer apenas desorganização ou descuido. Mas o programa Acumuladores revela que estamos diante de um transtorno complexo, classificado como Transtorno de Acumulação (ou Hoarding Disorder, em inglês). Ele envolve questões emocionais profundas, geralmente relacionadas a traumas, perdas e ansiedade.

Objetos que, para a maioria, seriam facilmente descartáveis, para quem sofre desse transtorno carregam significados poderosos. Um simples copo pode representar uma lembrança de um momento feliz, um recibo antigo pode estar ligado a um dia especial, e até mesmo itens quebrados ou sem uso podem simbolizar promessas e sonhos que não se quer abandonar.

Rachel Sheherazade, ao conduzir as histórias, não busca apenas mostrar o “antes e depois” das casas, mas humanizar os protagonistas. “A casa é apenas o reflexo de algo muito mais profundo. Nosso trabalho é respeitar a dor de cada um e mostrar que pedir ajuda é um ato de coragem”, comenta a apresentadora.

A jornada da limpeza: desafios emocionais

O processo de limpeza, exibido no programa, é sempre mais do que retirar objetos. É, na prática, um mergulho doloroso nas memórias. Cada caixa aberta pode desencadear uma enxurrada de sentimentos: saudade, culpa, raiva, tristeza, amor. E, muitas vezes, é nesse momento que os participantes enfrentam a verdadeira batalha.

Profissionais de saúde mental, organizadores e familiares trabalham juntos, mas o sucesso depende, acima de tudo, da disposição emocional da pessoa que acumula.
Em muitos casos, como o de Ann, a resistência surge justamente porque a limpeza é percebida como uma ameaça à identidade ou à história de vida. É preciso trabalhar a aceitação antes de avançar com o descarte físico.

O impacto nos relacionamentos

O acúmulo extremo raramente afeta apenas quem acumula. Parceiros, filhos, amigos e vizinhos acabam impactados pela situação. A sobrecarga emocional é enorme: frustrações constantes, sensação de impotência e, muitas vezes, afastamento.
No caso de Maggie, a família colocou um limite claro: não haverá retorno ao lar sem segurança. Para Michael, namorado de Ann, a convivência diária com a negação da parceira é um teste constante de paciência e empatia. E, para os filhos de Kathy, a mágoa se mistura ao amor e ao desejo de recuperar a mãe que conheciam antes da tragédia.

O papel do programa

Ao longo dos episódios, Acumuladores cumpre um papel que vai além do entretenimento. Ele joga luz sobre um problema de saúde mental ainda cercado de preconceitos e pouco discutido publicamente.
A exposição dessas histórias não serve apenas para chocar ou emocionar; ela oferece visibilidade, educação e, em alguns casos, até inspiração para quem vive situações semelhantes e não sabe como buscar ajuda.

Quando buscar ajuda

Especialistas indicam que o transtorno de acumulação exige tratamento multidisciplinar. Terapia cognitivo-comportamental, apoio familiar e, em alguns casos, medicação para lidar com ansiedade e depressão podem ser necessários.
O mais importante é reconhecer que o problema não se resolve apenas com uma limpeza física. É preciso abordar a raiz emocional, entender o que cada objeto representa e trabalhar o luto e as perdas que alimentam o acúmulo.

Na A Praça É Nossa desta quinta (14/08), Saideira se mete em apuros e Cucurucho atende pedido inusitado

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O SBT prepara mais uma noite de risadas garantidas com a exibição de A Praça É Nossa, nesta quinta-feira, 14 de agosto, às 23h15. O programa, que há décadas faz parte da cultura do humor brasileiro, mantém seu estilo inconfundível: histórias engraçadas, personagens carismáticos e situações tão inesperadas que só poderiam acontecer na “Praça” mais famosa do país. Cada episódio é uma mistura de causos, confusões e encontros improváveis, proporcionando momentos de pura descontração para toda a família.

Nesta edição, a atração principal promete arrancar gargalhadas do início ao fim, com personagens clássicos e novos talentos que interagem de forma dinâmica e cômica com o apresentador Carlos Alberto de Nóbrega. Entre os destaques da noite está Saideira, conhecido por suas histórias engraçadas e seu jeito peculiar de lidar com os acontecimentos ao redor. O personagem chega ao programa cheio de relatos, pronto para compartilhar situações hilárias que envolvem desde confusões cotidianas até episódios absolutamente inesperados.

A conversa com Carlos Alberto rapidamente ganha um rumo inesperado quando Caique Aguiar entra em cena. Ele questiona Saideira sobre o fim da parceria entre eles, levantando suspeitas sobre possíveis desentendimentos. O clima esquenta quando Caique acusa Saideira de trabalhar embriagado. A tensão cômica se instala na Praça: será que Saideira realmente tem condições de fazer qualquer julgamento ou está apenas provocando mais uma de suas confusões típicas? A interação entre os dois promete gerar momentos de humor genuíno, mantendo o público atento a cada reação e expressão facial.

A noite ainda reserva uma das cenas mais aguardadas: a aparição de Cucurucho. O personagem entra no palco encontrando Carlos Alberto sentado no banco da Praça, pronto para causar como sempre. Conhecido por seu jeito irreverente e suas tiradas sarcásticas, Cucurucho chega tirando sarro de tudo e de todos, mas a situação muda completamente quando uma senhora que passa pelo local faz um pedido inusitado. Movida pela saudade do falecido marido, ela recorre aos “poderes” de Cucurucho na esperança de um último contato com o amado. O resultado é uma sequência que mistura emoção e comédia de forma magistral: o suposto falecido aparece diante de todos, criando uma situação absurda e hilária que promete arrancar gargalhadas da plateia.

Além desses personagens centrais, o elenco da noite traz um time de grandes nomes do humor brasileiro, cada um com seu estilo e carisma únicos. Délio Macnamara, conhecido por suas histórias irresistíveis, promete momentos de pura comicidade com relatos que misturam o cotidiano e o exagero típico do programa. Paulinho Gogó mantém seu humor leve e divertido, conquistando o público com suas piadas rápidas e seu jeito irreverente. Bruna Feitoria e Borracheiro também marcam presença, garantindo participação ativa e engraçada nas interações da Praça.

Outro destaque da noite é Explicadinho (Chico), que transforma situações simples em cenas cômicas memoráveis, utilizando sua habilidade de exagero e timing perfeito para arrancar risadas. Nina, Os Falidos, João Plenário (Xanda Dias), Mané Marreco e Mhel Marrer completam o time, cada um adicionando seu tempero especial às histórias e interações que acontecem na Praça. A combinação desses talentos garante que o programa continue mantendo sua essência, mesmo após tantos anos no ar: humor popular, inteligente e, acima de tudo, acessível a todos os públicos.

O charme do humorístico está justamente na diversidade de estilos e na capacidade de unir gerações. Enquanto os personagens clássicos trazem nostalgia para aqueles que acompanham o programa há décadas, as novas figuras e situações mais contemporâneas garantem frescor e novidade, mantendo o público jovem interessado. É um equilíbrio delicado, mas que a produção consegue manter com maestria, garantindo que cada episódio seja um verdadeiro espetáculo de humor.

Outro ponto que merece destaque é a habilidade do programa em transformar situações aparentemente simples em cenas inesquecíveis. A interação entre Saideira e Caique Aguiar, por exemplo, não se limita apenas à acusação ou à confusão; é o timing, a expressão e a entrega dos atores que fazem cada diálogo se tornar memorável. Da mesma forma, o episódio com Cucurucho e a senhora que deseja falar com o falecido marido mistura emoção e comicidade de uma forma rara, mostrando que o humor também pode tocar o coração do público, sem perder a leveza e a graça.

Além das piadas e das situações cômicas, o programa também se destaca por seu formato dinâmico. Cada quadro e cada aparição são estruturados para manter o ritmo acelerado, mas sem perder a naturalidade das interações. Carlos Alberto de Nóbrega continua sendo a âncora perfeita: seu carisma e capacidade de improviso permitem que qualquer situação, por mais absurda que seja, flua com humor e autenticidade. Ele consegue equilibrar a espontaneidade dos atores com a necessidade de manter a narrativa organizada, garantindo que cada história tenha seu momento de brilho.

O programa também oferece uma espécie de “universo compartilhado” dentro da Praça, onde personagens diferentes se encontram e interagem de formas imprevisíveis. Essa característica é essencial para o sucesso da atração: permite que a plateia veja confrontos cômicos, alianças inesperadas e situações que apenas o espaço da Praça poderia permitir. Cada entrada, cada comentário e cada situação inesperada contribuem para essa teia de humor, tornando cada episódio único e imprevisível.

Sexta-Feira 13 | Jason retorna em Sweet Revenge, novo curta gratuito disponível no YouTube

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O silêncio da noite. O som de folhas secas se movendo. Um passo atrás de você. O frio na espinha. Quem cresceu assistindo filmes de terror nos anos 80 e 90 sabe exatamente o que essas imagens evocam: Jason Voorhees está próximo. E agora, mais de quatro décadas depois de sua primeira aparição, o vilão mascarado retorna com força total em um novo projeto.

O curta-metragem Sweet Revenge — ou “Doce Vingança” — acaba de ser lançado gratuitamente no YouTube, oferecendo 13 minutos de puro clima de slasher e nostalgia. O vídeo traz não apenas o retorno de Jason (interpretado por Schuyler White), mas também sinaliza uma movimentação maior dos detentores dos direitos da franquia, que há anos se encontrava paralisada por batalhas judiciais. Para os fãs, o recado é claro: Jason está de volta, e não pretende largar seu facão tão cedo.

Um presente para os fãs

A escolha de lançar filme gratuitamente não foi por acaso. Depois de anos em que a saga ficou presa a disputas legais, o público começou a perder as esperanças de ver algo novo e oficial de Sexta-Feira 13. Muitos se contentaram com fanfilms, jogos independentes e homenagens pontuais. Agora, com este curta de acesso livre, os produtores mostram que estão prontos para abrir as portas de Crystal Lake novamente.

Apesar de curto, o projeto não economiza na atmosfera clássica que consagrou Jason: o lago silencioso, a floresta isolada, a sensação constante de que alguém está prestes a ser caçado. É um aperitivo, mas um que deixa um gosto forte de “quero mais”.

Por que Jason ficou tanto tempo longe?

Para entender a importância deste lançamento, é preciso voltar um pouco no tempo. O primeiro Sexta-Feira 13, lançado em 1980, foi um fenômeno inesperado. Com um orçamento de apenas 500 mil dólares, faturou quase 60 milhões pelo mundo e ajudou a moldar o gênero slasher. Mas junto com o sucesso vieram as continuações, os crossovers e, inevitavelmente, as brigas pelos direitos autorais.

O roteirista original, Victor Miller, e o diretor Sean S. Cunningham travaram uma longa batalha na justiça sobre quem poderia produzir novos conteúdos envolvendo Jason. Essas disputas travaram qualquer projeto oficial por mais de uma década. Nesse meio tempo, a franquia sobreviveu na base de relançamentos, referências em outros filmes e a devoção dos fãs.

O anúncio do curta-metragem marca não apenas a volta de Jason às telas, mas também um aceno de que as portas para novos filmes, séries e até jogos podem finalmente estar destrancadas.

O futuro: Crystal Lake, a série prelúdio

E por falar em novos projetos, os fãs não vão precisar viver só de curtas. Já está em produção Crystal Lake, uma série que promete revisitar o passado do vilão. Diferente dos filmes, que sempre focaram na matança desenfreada, a série deve mergulhar mais fundo na história de Pamela Voorhees, mãe de Jason e a verdadeira assassina do primeiro filme.

Pamela será interpretada por Linda Cardellini, conhecida por trabalhos como Scooby-Doo e Dead to Me. Ao seu lado, Callum Vinson, que brilhou na série Chucky, dará vida ao jovem Jason. Ainda há muito mistério em torno da trama, mas a promessa é de explorar eventos anteriores ao primeiro massacre no acampamento, revelando a relação entre mãe e filho e o que levou Pamela a se tornar uma figura tão implacável.

Bastidores turbulentos

Apesar do entusiasmo dos fãs, Crystal Lake passou por um caminho tortuoso para sair do papel. Encomendada pela Peacock em 2022, a série originalmente teria Bryan Fuller (Hannibal) como showrunner. Contudo, após reuniões internas, executivos da A24 decidiram demitir Fuller e seu parceiro Jim Danger Gray. Segundo apurado pelo site The Wrap, eles não concordaram com a proposta de reimaginar os quatro primeiros filmes da franquia, dedicando uma temporada para cada um.

Essa decisão pegou muita gente de surpresa, já que diretores renomados como Kimberly Peirce (Meninos Não Choram) e Vincenzo Natali (O Cubo) já estavam envolvidos, assim como Kevin Williamson (Pânico), responsável por alguns roteiros. Até estúdios no Canadá haviam sido reservados para uma filmagem de oito meses. No lugar de Fuller, Brad Caleb Kane (It: Bem-Vindo a Derry) assumiu o comando. Com isso, o rumo da série mudou, e boa parte do material já desenvolvido foi descartada.

O peso de uma máscara de hóquei

É impossível falar de Jason sem mencionar o impacto cultural de sua imagem. Curiosamente, o personagem nem sequer usava a icônica máscara de hóquei no primeiro filme — ela só apareceu na terceira parte, em 1982. Antes disso, Jason era mostrado como uma figura deformada, usando um saco de estopa na cabeça (Part 2).

A máscara, no entanto, se tornou um dos símbolos mais reconhecíveis do cinema de terror. Hoje, mesmo quem nunca assistiu aos filmes sabe que ela representa perigo, morte e um facão afiado à espreita. Jason também ajudou a consolidar um subgênero de terror que segue vivo até hoje: o slasher. Filmes como Pânico, Halloween (nas suas várias versões) e até produções mais recentes, como X – A Marca da Morte, devem muito ao formato estabelecido em Sexta-Feira 13: jovens isolados, perseguição silenciosa e mortes criativas.

Um ícone que nunca morre

Parte do fascínio por Jason vem do fato de ele ser praticamente imortal. Nos filmes, ele já foi afogado, enforcado, queimado, decapitado, explodido e até mandado para o espaço. E sempre volta.

Essa “invencibilidade” o transforma em algo mais do que um simples assassino humano: ele é uma força da natureza, inevitável, imparável e, de certo modo, eterna. Isso o coloca ao lado de outras figuras do terror como Freddy Krueger e Michael Myers, mas com uma característica única: Jason raramente fala. Ele não negocia, não ameaça verbalmente. Apenas aparece — e mata.

O que esperar daqui para frente

Com o lançamento de, a expectativa é que mais conteúdos oficiais com Jason comecem a aparecer. Há rumores de novos jogos, de um possível reboot cinematográfico e até de crossovers inéditos (os fãs sonham com um encontro entre Jason e Michael Myers, por exemplo).

O sucesso ou fracasso da série Crystal Lake também deve influenciar bastante o futuro da franquia. Se o público abraçar a proposta, é possível que a história seja expandida para além da infância de Jason, talvez até mostrando sua primeira matança sob o ponto de vista da mãe.

Sessão da Tarde – Saiba qual filme vai passar nesta sexta (15/08)

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Nesta sexta-feira, 15 de agosto, a TV Globo traz para a Sessão da Tarde um dos filmes mais eletrizantes da década de 1990: Velocidade Máxima, obra que não apenas redefiniu o gênero de ação, mas também consolidou a carreira de Keanu Reeves como astro de Hollywood. Lançado originalmente em 1994, o longa dirigido por Jan de Bont em sua estreia na direção de longas-metragens permanece relevante mais de 30 anos depois, combinando tensão, romance e sequências de ação que deixaram o público à beira do assento.

O filme é estrelado por um elenco de peso, incluindo Keanu Reeves, Dennis Hopper, Sandra Bullock, Joe Morton e Jeff Daniels. A trama gira em torno de Jack Traven (Reeves), um policial da SWAT de Los Angeles, que se vê diante de um desafio quase impossível: impedir que um ônibus urbano, cheio de passageiros, exploda caso sua velocidade caia abaixo de 80 km/h. O responsável pelo atentado é Howard Payne (Dennis Hopper), um ex-policial convertido em terrorista, cujas motivações e obsessão por vingança tornam cada momento do filme uma corrida contra o tempo. (Via AdoroCinema)

O ponto de partida do filme é engenhoso em sua simplicidade. Um ônibus repleto de civis se transforma em uma bomba ambulante, e a tensão não surge de situações complexas ou diálogos rebuscados, mas da constante ameaça de explosão. O conceito, que poderia parecer exagerado, se torna crível graças à execução precisa do roteiro e à direção segura de Jan de Bont, que utiliza cada recurso técnico para manter a adrenalina sempre no limite.

Ao longo do filme, Jack precisa improvisar, lidar com passageiros em pânico e tomar decisões rápidas, enquanto mantém o ônibus em movimento. Entre eles está Annie Porter (Sandra Bullock), uma passageira que, após o motorista ser ferido, assume o volante e se transforma em co-piloto na missão de salvar vidas. Essa dinâmica entre Jack e Annie não apenas gera tensão, mas também cria um romance que não soa forçado, mesclando ação e emoção de forma equilibrada.

Enredo: ação sem pausa

O enredo é construído como um relógio, cada cena contribuindo para o ritmo frenético da narrativa. Após frustrar uma tentativa de atentado em um elevador, Jack se depara com o ônibus armado por Payne. A situação é clara: se o veículo cair abaixo da velocidade mínima, a explosão será inevitável. Jack embarca no ônibus em movimento, já percebendo que a bomba está ativa. Entre tiros disparados por passageiros desesperados e ferimentos inesperados, o policial precisa trabalhar contra o tempo para identificar e neutralizar Payne.

O filme não economiza em sequências memoráveis. Desde a fuga pela rodovia até o salto sobre uma ponte incompleta, cada cena é calculada para surpreender o espectador. O clímax ocorre quando Jack e Annie enfrentam Payne novamente, desta vez em um trem do metrô, com explosivos e tensão máxima. A resolução mantém o padrão do filme: ação inteligente e execução impecável, culminando no desfecho romântico que fecha a narrativa com satisfação para o público.

Uma estreia de diretor que se tornou icônica

Jan de Bont, conhecido por seu trabalho como diretor de fotografia em grandes produções como Rambo: Programado para Matar e Instinto Selvagem, trouxe para o filme um olhar técnico excepcional. Cada plano do ônibus em movimento, cada ângulo de câmera e cada detalhe de iluminação contribuem para que o filme funcione não apenas como entretenimento, mas como uma experiência cinematográfica intensa.

A estreia de De Bont na direção foi amplamente elogiada, principalmente por sua habilidade em equilibrar ação e narrativa, sem sacrificar o desenvolvimento dos personagens. A escolha do diretor em trabalhar com Keanu Reeves e Sandra Bullock trouxe química natural entre os protagonistas, essencial para que o público se conectasse emocionalmente com os acontecimentos da tela.

Keanu Reeves: um herói vulnerável

Antes de ser Jack Traven, Keanu Reeves já era conhecido por papéis em filmes de ação e drama, como Point Break – Caçadores de Emoção (1991). Para o papel no filme, ele teve que transformar seu físico e presença cênica, raspando quase totalmente a cabeça e passando meses em treinamento físico intenso. Reeves trouxe para Jack uma combinação rara de vulnerabilidade e determinação, criando um policial que, embora altamente competente, é humano, sensível às vidas ao seu redor e emocionalmente acessível ao público.

O trabalho de Reeves foi complementado por Joss Whedon, contratado para reescrever partes do roteiro pouco antes do início das filmagens. Whedon transformou Jack de um personagem simplista em um herói com moral, inteligência e empatia, ajustando diálogos e criando momentos que tornaram o filme mais crível e cativante.

Sandra Bullock: a heroína inesperada

Sandra Bullock, inicialmente considerada para um papel mais secundário, tornou-se peça-chave na trama. Annie Porter não era apenas uma personagem coadjuvante: ela assume o controle da situação, dirige o ônibus em alta velocidade e se transforma em parceira de Jack. A atuação de Bullock, repleta de coragem, emoção e humor contido, trouxe equilíbrio ao filme, tornando-o não apenas um espetáculo de ação, mas também uma história de colaboração e superação.

Bullock e Reeves tiveram que realizar muitas cenas físicas juntos, incluindo sequências em que rolavam pelo chão ou lidavam com obstáculos inesperados dentro do ônibus. Essa proximidade aumentou a química entre os protagonistas, resultando em um romance que, embora sutil, enriquece a narrativa.

Dennis Hopper: vilania memorável

Nenhum herói é completo sem um antagonista à altura, e Dennis Hopper entrega uma performance inesquecível como Howard Payne. Ex-policial e agora terrorista, Payne é metódico, inteligente e psicologicamente instável. Hopper equilibra charme e ameaça, tornando o vilão mais memorável do que simples caricatura. Suas demandas absurdas e estratégias complexas aumentam a tensão, e seu confronto final com Jack é um dos momentos mais icônicos do cinema de ação dos anos 1990.

O impacto comercial e crítico

O filme foi lançado em 10 de junho de 1994 nos Estados Unidos e rapidamente conquistou o topo das bilheteiras. Com um orçamento de US$ 30 milhões, o longa-metragem arrecadou impressionantes US$ 350,4 milhões mundialmente, consolidando-se como um dos maiores sucessos de seu ano. Além do sucesso comercial, o longa também recebeu reconhecimento da crítica, vencendo dois Óscars na sexagésima sétima cerimônia: melhor edição de som e melhor mixagem de som. Esses prêmios evidenciam não apenas a qualidade técnica, mas também o cuidado com os detalhes que fizeram de Velocidade Máxima um filme marcante.

A escolha do elenco e curiosidades de produção

O papel de Jack Traven quase foi de Stephen Baldwin, cuja versão do personagem lembrava John McClane de Duro de Matar. Jan de Bont, no entanto, optou por Keanu Reeves após observar sua performance em Point Break, apreciando a vulnerabilidade e o carisma natural do ator. O roteiro passou por ajustes significativos, incluindo diálogos e desenvolvimento de personagens, graças à colaboração de Joss Whedon.

Sandra Bullock também teve seu papel redefinido. Inicialmente pensada como uma amiga do protagonista, ela se tornou a parceira ativa de Jack e interesse amoroso, garantindo cenas de ação compartilhadas e uma dinâmica emocional sólida. Alan Ruck, que interpreta Doug Stephens, teve sua personagem transformada de advogado vilão para turista ingênuo, contribuindo para o humor e leveza do longa.

Sequências icônicas e efeitos práticos

Uma das marcas do filme é a realização de cenas de ação com efeitos práticos, evitando depender exclusivamente de CGI, que na época ainda era limitado. O salto do ônibus sobre a ponte incompleta e a explosão final envolvendo um avião Boeing 707 vazio são exemplos de como a combinação de planejamento meticuloso, direção de fotografia e efeitos especiais físicos gerou momentos memoráveis.

O filme também explorou ruas reais de Los Angeles, incluindo a Interstate 110, inserindo o público em um cenário familiar e urbano, o que aumentou a sensação de realismo e urgência. A precisão das cenas de condução e os riscos calculados para os atores e dublês se tornaram referência para futuros filmes do gênero.

Vought Rising | Série prequela de The Boys revela primeiras imagens dos atores caracterizados

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Foto: Reprodução/ Internet

O universo de The Boys está prestes a ganhar uma nova dimensão com Vought Rising, a aguardada prequela que mergulha nas origens da enigmática Vought Enterprises. Ambientada na década de 1950, a série promete não apenas expandir a narrativa conhecida pelos fãs, mas também oferecer uma reflexão crítica sobre poder, ambição e a manipulação ética que sustentou a ascensão dos super-heróis corporativos, ou Supes, no mundo de Eric Kripke.

Com um elenco de peso liderado por Jensen Ackles e Aya Cash, a série tem a difícil missão de equilibrar a nostalgia de uma época histórica marcante com os tons sombrios e satíricos que fizeram The Boys se tornar um fenômeno global. Abaixo, confira as primeiras imagens oficiais do elenco. As fotos mostram Jensen Ackles como Soldier Boy em um uniforme que remete aos anos 1950, evocando o patriotismo e a estética da época, enquanto Aya Cash surge como Clara Vought, a ambiciosa fundadora da corporação.

O contexto histórico e a ascensão da Vought

A década de 1950 foi um período de grandes transformações para os Estados Unidos e para o mundo. O fim da Segunda Guerra Mundial trouxe esperança, mas também um clima de tensão, com a Guerra Fria se intensificando e a corrida armamentista e tecnológica contra a União Soviética em pleno auge. É nesse cenário que Vought Rising se situa, explorando como uma pequena empresa farmacêutica evoluiu para a gigante corporativa que dominaria o mercado de Supes décadas mais tarde.

A narrativa da série promete mostrar os primeiros passos da Vought Enterprises: experimentos científicos aparentemente inofensivos, investimentos em propaganda e marketing, e o desenvolvimento inicial do Composto V, substância responsável por conferir habilidades sobre-humanas. Esses elementos não apenas transformam pessoas comuns em heróis e vilões, mas também revelam o lado sombrio da ciência quando usada para lucro e poder, em vez de bem-estar social.

Segundo fontes envolvidas na produção, a série irá aprofundar como as decisões éticas questionáveis e a ambição desenfreada de Clara Vought, a fundadora da corporação, moldaram a trajetória da empresa e definiram os padrões morais que ainda seriam vistos em personagens como Homelander e companhia. A perspectiva histórica combina com a ficção de forma inteligente, permitindo que o público compreenda como eventos globais e interesses corporativos se entrelaçam na criação dos Supes.

O herói de guerra com segredos

Um dos destaques da série é o personagem Soldier Boy, interpretado por Jensen Ackles. Diferente de Homelander, cuja imagem de líder dos Sete é marcada pelo culto à personalidade, Soldier Boy representa uma era anterior, onde heróis estavam intimamente ligados à guerra, patriotismo e propaganda militar. Mas, como a série promete revelar, por trás da máscara heroica há segredos sombrios.

As primeiras imagens divulgadas mostram Ackles com um uniforme que remete diretamente aos anos 1950, adaptado para suas habilidades sobre-humanas. Esse visual não é apenas uma homenagem aos heróis da época, mas também uma representação da militarização e da disciplina que cercava os primeiros Supes. Soldier Boy será o elo entre a realidade histórica e a ficção fantástica, mostrando o impacto humano e psicológico de ser um “experimento vivo” da Vought.

Além disso, a série promete explorar a tensão entre imagem pública e realidade pessoal. Soldier Boy surge como um símbolo de heroísmo e sacrifício, mas também como um reflexo das consequências éticas da manipulação genética e da propaganda. O personagem será peça-chave para que o público compreenda como os Supes se tornaram ferramentas corporativas, ao mesmo tempo em que se questiona a moralidade de usar seres humanos como armas.

A visionária Clara Vought

Aya Cash, que retorna à franquia como Tempesta, terá a oportunidade de mostrar uma nova faceta de sua personagem: Clara Vought, a ambiciosa fundadora da corporação. Nesta fase da história, Clara ainda não é a figura totalmente vilanesca que os fãs conhecem, mas sim uma visionária determinada a consolidar seu legado, independentemente do preço ético.

Clara Vought representa a face corporativa da narrativa: manipuladora, estratégica e disposta a usar todos os recursos à sua disposição, incluindo a mídia e a opinião pública, para promover seus Supes. Sua trajetória em Vought Rising mostrará como a ambição e a visão de longo prazo podem ser usadas tanto para o progresso quanto para a corrupção, estabelecendo as bases para os eventos que moldariam o universo de The Boys.

A complexidade de Clara Vought também permitirá à série explorar temas de gênero, poder e liderança em um contexto historicamente dominado por homens. Ao mostrar uma mulher comandando os rumos da ciência e da mídia na década de 1950, a

Criatividade por trás das câmeras

A produção da série está sob o comando de Paul Grellong, conhecido por seu trabalho em The Boys, em parceria com Eric Kripke, criador da série original. A dupla promete manter o tom irreverente e satírico que tornou a franquia um sucesso global, enquanto mergulha nas complexidades morais e históricas da origem da Vought. A direção criativa visa equilibrar ação, drama e crítica social, criando uma experiência audiovisual única.

O design de produção, figurinos e ambientação refletem cuidadosamente a década de 1950, trazendo elementos que remetem ao contexto histórico, como a Guerra Fria, a propaganda política e o surgimento da cultura pop americana. Essa atenção aos detalhes não apenas cria autenticidade, mas também reforça a crítica social e cultural que permeia toda a franquia. narrativa amplia a discussão sobre ética, ambição e moralidade corporativa, sem perder o humor negro característico da franquia.

Depois da Caçada | Sony divulga cartaz oficial do suspense estrelado por Julia Roberts, Andrew Garfield e Ayo Edebiri

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O suspense psicológico que promete mexer com o público e a crítica nos próximos meses já tem nome e cartaz oficial: Depois da Caçada. Dirigido pelo visionário cineasta Luca Guadagnino — conhecido por obras como Me Chame Pelo Seu Nome e Rivais —, o longa reúne um elenco estelar formado por Julia Roberts, Andrew Garfield e Ayo Edebiri, e traz à tona um enredo envolvente sobre segredos do passado, dilemas éticos e relações humanas no ambiente acadêmico.

A Sony Pictures revelou nesta quinta-feira o cartaz oficial da produção, e junto dele cresceu a expectativa por aquele que já é considerado, segundo o site Rotten Tomatoes, um dos filmes mais aguardados do ano. Com estreia mundial marcada para 29 de agosto de 2025 no 82º Festival Internacional de Cinema de Veneza — fora de competição —, o suspense também será o filme de abertura do 63º Festival de Cinema de Nova York. No Brasil, a data de estreia será anunciada em breve, mas já está confirmado que a distribuição internacional ficará a cargo da Sony Pictures. Abaixo, confira o cartaz do filme:

Uma trama que mistura mistério, moral e drama humano

No centro da história está Alma Olsson (Julia Roberts), uma professora universitária respeitada e querida, que leciona em uma tradicional instituição da Ivy League. Conhecida por seu rigor acadêmico e dedicação aos alunos, Alma vê seu mundo virar de cabeça para baixo quando sua protegida, a estudante de filosofia Margaret “Maggie” Price (Ayo Edebiri), faz uma acusação grave contra Henrik “Hank” Gibson (Andrew Garfield), amigo próximo e colega de profissão de Alma.

A acusação não apenas abala as estruturas da universidade, mas também traz à tona um segredo sombrio que Alma vinha mantendo enterrado por anos — um episódio obscuro de seu próprio passado que, se revelado, pode destruir sua reputação, sua carreira e seus relacionamentos pessoais.

O longa, escrito por Nora Garrett, mergulha nos dilemas éticos e morais que surgem quando o passado colide com o presente. Guadagnino constrói um ambiente sufocante, em que as lealdades são constantemente testadas e as certezas desmoronam, criando um retrato instigante do que acontece quando a verdade ameaça emergir.

Elenco de peso e interpretações esperadas

O trio de protagonistas é formado por atores com trajetórias marcantes e que, juntos, prometem entregar performances memoráveis: Julia Roberts interpreta Alma Olsson, trazendo à personagem a profundidade e a carga dramática que a consagraram em produções como Erin Brockovich e Closer. Aqui, Roberts deve explorar camadas mais sombrias e ambíguas, em um papel que exige vulnerabilidade e força. Ayo Edebiri, vencedora de prêmios pela série O Urso, assume o papel de Maggie Price, uma estudante inteligente, determinada e ao mesmo tempo complexa, que se vê no centro de um turbilhão de poder e consequências.

Andrew Garfield, conhecido tanto por papéis icônicos em blockbusters (O Espetacular Homem-Aranha) quanto por dramas aclamados (Até o Último Homem, tick, tick… BOOM!), interpreta Henrik Gibson, um professor carismático, mas misterioso, cuja imagem pública entra em colapso após a acusação.

O elenco conta ainda com nomes de peso como Michael Stuhlbarg (Me Chame Pelo Seu Nome), no papel de Frederik Olsson, marido de Alma e psiquiatra, e Chloë Sevigny (Meninos Não Choram, We Are Who We Are), interpretando Kim, representante estudantil e amiga próxima da protagonista. Outros atores que completam o time incluem Lío Mehiel, Ariyan Kassam, Will Price, Thaddea Graham, Christine Dye e Burgess Byrd.

Produção com assinatura de excelência

O projeto começou a ganhar forma em março de 2024, quando foi anunciado que Julia Roberts assumiria o papel principal e que Luca Guadagnino seria o diretor. A parceria entre Roberts e Guadagnino foi vista desde o início como um encontro promissor entre uma atriz veterana e um diretor conhecido por extrair o máximo de seus intérpretes.

Nos meses seguintes, Andrew Garfield e Ayo Edebiri se juntaram ao elenco, seguidos por Michael Stuhlbarg e Chloë Sevigny. Guadagnino revelou que escalou Edebiri após assistir à sua performance em Bottoms (2023), considerando-a perfeita para o papel de Maggie. Garfield, por sua vez, declarou que desejava trabalhar com o diretor desde que assistiu ao filme Eu Sou o Amor (I Am Love).

As filmagens começaram em 6 de julho de 2024 em Londres e na Universidade de Cambridge, aproveitando a imponência arquitetônica para reforçar o clima acadêmico e claustrofóbico da trama. Em apenas seis semanas, a produção foi concluída, encerrando oficialmente em 16 de agosto do mesmo ano.

Festivais e expectativa do público

A estreia mundial do filme acontece em 29 de agosto de 2025 no Festival de Veneza, um dos eventos de cinema mais prestigiados do mundo. Apesar de estar fora de competição, a escolha de Veneza para apresentar o filme reforça sua importância no calendário cinematográfico. Em seguida, o longa abrirá o Festival de Nova York em outubro, antes de chegar ao circuito comercial.

Nos Estados Unidos, o lançamento limitado está marcado para 10 de outubro de 2025, com expansão para todo o país em 17 de outubro. Este será o primeiro filme da Amazon MGM Studios a ter distribuição internacional feita pela Sony Pictures Releasing International após o fim do contrato de quatro anos com a Warner Bros. Pictures.

Julia Roberts em um papel desafiador

Para Julia Roberts, o longa-metragem representa um mergulho profundo em territórios dramáticos mais sombrios, distantes das comédias românticas que a tornaram mundialmente famosa nos anos 1990. A atriz já demonstrou sua versatilidade em obras mais densas, mas aqui terá de equilibrar a imagem de uma professora respeitada com a vulnerabilidade de alguém prestes a ter sua vida exposta.

Em entrevistas recentes, Roberts descreveu a experiência como “emocionalmente exaustiva, mas artisticamente recompensadora”. Ela também destacou o trabalho de Guadagnino, afirmando que o diretor cria “um ambiente de confiança total”, permitindo que os atores explorem seus limites sem medo.

Globo Repórter desta sexta (15/08) realiza viagem pelo universo boiadeiro e a cultura caipira do Brasil

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Nesta sexta, 15 de agosto de 2025, o Globo Repórter convida o público a uma viagem pelo interior do Brasil, para conhecer de perto a vida no campo e o universo boiadeiro. Em uma edição especial, o programa mostra não apenas o trabalho diário de peões e peoas, mas também a tradição que se mantém viva há décadas, entrelaçando história, música, moda e gastronomia rural. A coprodução com a EPTV, afiliada da Globo, leva o telespectador a um mergulho no cotidiano sertanejo, destacando o orgulho de quem nasceu e cresceu em meio à roça e aos rodeios. As reportagens, assinadas por Dirceu Martins e Paulo Gonçalves, capturam os detalhes que tornam essa cultura tão rica e autêntica.

A cultura caipira vai muito além da estética: está no sotaque carregado, nas expressões típicas, nas vestimentas e no jeito de viver. Mesmo com a modernização, essas tradições permanecem como pilares do estilo de vida rural, adaptando-se ao tempo sem perder a essência. No interior de São Paulo, por exemplo, o “r” puxado é uma marca registrada, assim como o apego à vida no campo e o cuidado com os animais.

José Maria, conhecido como ‘Seu Zelão’, de 73 anos, é um exemplo vivo dessa tradição. Casado há 54 anos com Dona Lúcia, que trabalha na produção de queijos desde os 12 anos, ele mantém em seu sítio 60 cabeças de gado e 28 vacas leiteiras, cada uma com nome próprio. “Sou caipira do pé rachado mesmo! Daqueles que vivem e gostam da roça”, conta. Para ele, nomear as vacas não é apenas sentimental: ajuda a organizar a ordenha de cada animal, mesmo que o processo hoje seja mecanizado. “Gostoso é levantar de manhã e ouvir o galo cantando, o mugido das vacas. Eu gosto da cidade, mas meu lugar é aqui”, diz Zelão com orgulho.

O universo das festas de peão

Em 2025, a famosa Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos completa 70 anos. Muito além das competições de montaria, esses eventos movimentam a economia, o turismo e consolidam a cultura sertaneja no país. São mais de 1.100 festas de peão realizadas anualmente no Brasil, sendo 180 integradas ao Circuito Mundial de Rodeios, que garante vagas em competições internacionais.

O programa mostra, nos bastidores, a dedicação de cada participante. Entre eles, o papel das mulheres se destaca. Ana Claudia Garcia, pioneira na função de “madrinheira”, percorre o país acompanhando os principais rodeios. As madrinheiras são essenciais: ajudam na preparação dos animais, orientam os peões e garantem que os animais retornem com segurança aos currais. “Ser madrinheira é mais do que acompanhar os peões. É cuidar dos animais e garantir que tudo aconteça da melhor forma possível. É uma responsabilidade enorme, mas o amor pelo rodeio supera tudo”, afirma Ana Claudia.

Moda sertaneja: tradição e inovação

O Globo Repórter também mostra como a moda sertaneja evoluiu ao longo dos anos. Dirceu Martins explica que o estilo cowboy conquistou as ruas, se modernizou e virou referência nacional. Jeans, botas, chapéus e couro se reinventam com bordados, brilhos e novas tecnologias. Designers estudam tendências e criam peças que unem tradição e contemporaneidade, tornando a moda sertaneja um fenômeno de criatividade e mercado.

“É impressionante acompanhar como a moda do mundo sertanejo evoluiu. A criatividade nas botas e nas calças jeans é incrível. Fiquei surpreso com a quantidade de bordados e brilhos que a indústria sertaneja está usando e com o impacto que isso tem no mercado”, comenta Dirceu Martins. A moda, assim como a música e as festas, serve como expressão de identidade. Cada detalhe do vestuário transmite orgulho e pertencimento, reforçando a ligação entre o peão, o campo e a tradição.

Música raiz e a Orquestra de Viola de Piracicaba

No interior de São Paulo, a música caipira é outro ponto alto da cultura. A Orquestra de Viola de Piracicaba resgata, há 20 anos, o que há de mais genuíno na música raiz. A região é berço de importantes sucessos sertanejos, e os músicos preservam essa herança, mostrando como a música se conecta com a família e o dia a dia do interior.

“A música sertaneja é uma linguagem do coração. Ela fala de amor, de trabalho, de dor e alegria, mas sempre com um pé na roça e outro na história das famílias”, comenta um dos músicos da orquestra. No programa, eles mostram a importância de manter viva a essência da viola, instrumento símbolo do universo caipira.

Peão moderno x peão raiz

A reportagem também evidencia a diferença entre o peão moderno e o peão raiz. Enquanto o primeiro busca modernidade e tecnologias para otimizar o trabalho, o segundo mantém hábitos tradicionais, valorizando o contato direto com os animais e a rotina rural. No entanto, ambos compartilham a mesma paixão pelo rodeio, o cuidado com os animais e o orgulho de representar a cultura caipira.

Paulo Gonçalves, repórter que também mergulhou nesse universo, relata: “Eu sou do interior, de Marília, e me considero um repórter caipira também. Foi uma experiência enriquecedora visitar propriedades rurais e sentir a receptividade das pessoas, um povo que gosta de uma boa prosa”. Ele enfatiza como o contato humano e o respeito pelas tradições são fundamentais para compreender a essência da vida no interior.

Economia, turismo e identidade cultural

As festas de peão e o universo sertanejo vão além da tradição e da diversão. Elas têm impacto direto na economia local e no turismo, gerando empregos e atraindo visitantes de todo o país. Hotéis, restaurantes, lojas de artigos sertanejos e produtores rurais se beneficiam do movimento desses eventos, que também promovem intercâmbio cultural e preservação de costumes regionais.

Além disso, essas festas reforçam a identidade cultural brasileira. Cada montaria, cada apresentação musical e cada peça de roupa contam uma parte da trajetória do povo sertanejo, mantendo viva a memória coletiva e fortalecendo os laços entre gerações.

Histórias de vida e amor pelo campo

O programa dedica parte da reportagem a histórias de vida que refletem o amor pelo campo. Dona Lúcia mantém técnicas tradicionais de produção de queijos, transmitindo seu conhecimento à família e à comunidade. Seu Zelão, além de cuidar do gado, compartilha memórias que atravessam décadas, mostrando que a vida no campo é marcada por disciplina, paciência e respeito pela natureza.

O cotidiano rural vai além do trabalho: é também lazer, cultura e convivência. Reuniões familiares, almoços aos domingos, celebrações e música compõem um mosaico que torna a vida no interior única. “A roça ensina o valor do tempo e da dedicação. Cada dia é uma lição de paciência, amor e respeito”, reflete Zelão.

O programa também aborda a educação no campo. Escolas rurais e projetos comunitários buscam conciliar o ensino formal com a valorização da cultura local, garantindo que crianças cresçam conectadas às suas raízes. Atividades como ordenha, cuidado com animais e cultivo de hortas complementam o aprendizado acadêmico, fortalecendo a identidade caipira e incentivando práticas sustentáveis.

O futuro da cultura sertaneja

Mesmo com modernização e urbanização, a cultura sertaneja segue viva, adaptando-se às novas gerações sem perder a essência. Festas de peão, música, moda e vida rural se reinventam, mantendo jovens e adultos conectados às tradições.

O Globo Repórter mostra que a cultura caipira é mais do que um estilo de vida: é um patrimônio vivo, que envolve história, arte, economia e emoção. Ao mergulhar nesse universo, o programa não apenas informa, mas emociona, transmitindo o orgulho de um povo que preserva suas raízes e as compartilha com o Brasil e o mundo.

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