HBO divulga pôster oficial de ‘Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente’, nova minissérie sobre a epidemia de AIDS no Brasil

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Foto: Reprodução/ Internet

Tem histórias que a gente escuta e guarda. Tem outras que gritam. E há aquelas que, mesmo silenciadas por anos, sobrevivem por entre afetos, cicatrizes e memórias — e que, quando enfim ganham voz, vêm como avalanche. É esse o caso de Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente, nova minissérie brasileira da HBO que estreia em 31 de agosto e já chega com o peso de um marco.

Abaixo, veja o novo pôster oficial, divulgado nesta segunda-feira (28). A imagem carrega o tom emocional e simbólico da minissérie: em primeiro plano, o personagem de Johnny Massaro aparece com o olhar fixo em algum ponto distante, enquanto, ao fundo, rostos parcialmente desfocados evocam sensações de urgência, solidão e resistência. A composição é atravessada por uma faixa sutil com o clássico aviso de segurança dos voos — “coloque sua máscara de oxigênio antes de ajudar outros” — agora subvertido pelo título impactante da produção.

Com cinco episódios intensos e profundamente humanos, a série parte de uma pergunta simples, mas poderosa: quem cuidou de quem quando o país virou as costas? A resposta se revela em uma trama inspirada em fatos reais que ilumina um período sombrio da história brasileira — a explosão da AIDS nos anos 1980, marcada pela desinformação, pelo preconceito e, principalmente, pela omissão do Estado.

A guerra invisível por sobrevivência

O enredo gira em torno de um grupo de comissários de bordo que, diante da escalada da epidemia e da falta de medicamentos no Brasil, decide se organizar para contrabandear AZT — primeiro tratamento conhecido contra o HIV — dos Estados Unidos para o país. Não são heróis de capa, são pessoas comuns enfrentando o medo, a dor e a urgência de manter vivos os seus.

Liderado por Alex (Johnny Massaro), um chefe de cabine soropositivo que vê os amigos adoecendo um a um, o grupo opera em silêncio. Na era pré-internet, pré-celular, pré-tudo, a resistência acontecia de forma quase artesanal: escondendo comprimidos em malas, reunindo dinheiro entre os poucos aliados, enfrentando aeroportos e olhares desconfiados.

Mas a força real da série está justamente aí: nos gestos pequenos. Em cada abraço, em cada cena de cuidado, em cada tentativa de manter acesa alguma chama de esperança mesmo quando tudo ao redor diz que acabou.

Elenco de peso, roteiro afiado, emoção sem maquiagem

Johnny Massaro entrega talvez uma das interpretações mais marcantes de sua carreira. Seu Alex é um homem em constante equilíbrio entre o colapso emocional e a necessidade de ser firme para os outros. Ícaro Silva, como seu companheiro, imprime uma sensibilidade rara em cena. Já Bruna Linzmeyer — que também assina o roteiro junto a Patricia Corso e Leonardo Moreira — interpreta Clara, uma enfermeira aliada à causa, responsável por conectar o grupo à militância de ONGs da época.

O elenco ainda conta com Andréia Horta, Lucas Drummond, Igor Fernandez e Duda Matte, todos alinhados com a proposta da série: emocionar sem apelar, denunciar sem panfletar.

“É uma série sobre dor, mas é também uma carta de amor. À amizade, à coragem, à vida”, define Bruna Linzmeyer. “A gente quis falar das mortes, sim. Mas também da alegria de estar junto, da força de quem viveu e não foi lembrado.”

A estética da verdade

Ambientada no Rio de Janeiro dos anos 80, a série acerta em cheio na reconstituição de época. A direção de arte, assinada por Cláudia Libório, mergulha o espectador num Brasil em transição — entre a abertura política e o colapso sanitário. A fotografia aposta em tons quentes e granulados que remetem a filmes da época, enquanto a trilha sonora costura clássicos da MPB com músicas internacionais que marcaram aquela geração.

“Queríamos que o espectador sentisse o cheiro das ruas, ouvisse o barulho dos bondes, visse as propagandas da época e, ao mesmo tempo, percebesse a ausência: de políticas públicas, de cuidado, de amparo”, comenta Marcelo Gomes, um dos diretores da produção ao lado de Carol Minêm.

A série consegue ser política sem ser panfletária, emocional sem ser piegas e histórica sem parecer uma aula. O mérito está na construção cuidadosa do roteiro, que prioriza os vínculos humanos em vez de números ou datas. É uma história de pessoas, com todas as suas contradições.

Reconhecimento lá fora — antes de chegar aqui

Antes mesmo de estrear oficialmente no Brasil, Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente já estava chamando atenção no exterior. Foi exibida fora da competição oficial no Festival de Berlim e recebeu uma menção honrosa da Queer Media Society, que destacou a “coragem narrativa e a potência emocional” da obra. No Festival Internacional de Valência – Cinema Jove, venceu o prêmio de Melhor Série de TV e Melhor Roteiro Original.

“Ver essa história ser abraçada em outros países é emocionante, mas também nos obriga a pensar: por que demoramos tanto para contá-la por aqui?”, questiona Carol Minêm. “Talvez porque mexe em feridas abertas. Mas contar também é curar.”

O título que ecoa — e que dói

O nome da série, por si só, já é um soco no estômago: Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente. Uma clara subversão do aviso padrão de segurança dos voos comerciais, usado aqui como metáfora para o abandono. Ninguém veio salvar. As máscaras não caíram. Foi preciso improvisar, correr, resistir — ou morrer.

“Essa frase define tudo. Porque ali, nos anos 80, se você não fosse salvo por alguém do seu círculo, dificilmente alguém mais apareceria. O Estado não apareceu. A igreja virou o rosto. A imprensa criminalizou. A sociedade ignorou. E mesmo assim, teve gente que ficou. Que cuidou. Que chorou. Que cantou no velório. Que segurou a mão até o fim”, resume Patricia Corso.

Uma memória coletiva em tempos de retrocesso

É impossível assistir à série sem pensar no presente. Em tempos de fake news, discursos de ódio e ataques constantes aos direitos da comunidade LGBTQIAPN+, Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente funciona como um espelho e um lembrete: não estamos tão distantes daquele Brasil, e talvez por isso seja tão necessário voltar a ele.

A série também contribui com o esforço coletivo de reconstruir a memória LGBTQIA+ no país, frequentemente apagada ou marginalizada. Ao dar protagonismo a personagens gays, trans e aliados que atuam na linha de frente da crise, ela reafirma a importância da representatividade com responsabilidade.

“Essas pessoas existiram. Essas histórias aconteceram. E se hoje temos medicamentos, prevenção e uma rede de cuidados maior, é porque alguém arriscou tudo lá atrás”, afirma Carlos Henrique Martins, ativista e historiador que atuou como consultor histórico da série.

Uma estreia aguardada — e necessária

A minissérie estreia dia 31 de agosto, com episódios semanais exibidos na HBO e liberados simultaneamente na HBO Max. A expectativa é de impacto. Mas mais do que audiência ou prêmios, os criadores esperam abrir conversas — nas escolas, nas famílias, nas redes sociais — sobre temas que ainda hoje enfrentam resistência: HIV, homofobia, abandono institucional, e, acima de tudo, cuidado.

“Não queremos que ninguém assista e simplesmente diga ‘que bonito’. Queremos que as pessoas fiquem incomodadas. Que pensem. Que abracem. Que procurem saber. Que não esqueçam”, diz Johnny Massaro.

“Estranho Jeito de Amar” emociona e conquista 8 indicações no Festival MT Queer Premia 2025

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Foto: Julio Andrade/ Reprodução

“A gente não quer só amor. A gente quer ser visto, compreendido e respeitado.” A frase é dita por um dos protagonistas de Estranho Jeito de Amar, mas poderia facilmente resumir o impacto social e artístico dessa websérie que, desde sua estreia no YouTube, tem arrebatado uma legião de fãs e conquistado elogios da crítica. Agora, a produção independente acaba de atingir um novo marco em sua trajetória: recebeu oito indicações ao MT Queer Premia 2025, um dos mais relevantes festivais dedicados à diversidade no audiovisual brasileiro.

Protagonizada por Rodrigo Tardelli e Allan Ralph, Estranho Jeito de Amar mergulha com sensibilidade e coragem em uma temática que ainda é pouco explorada na ficção brasileira: relacionamentos abusivos entre homens gays. Com roteiro denso, atuações emocionantes e uma estética marcada pela intimidade e crueza, a série traz à tona feridas abertas e silêncios impostos, revelando as múltiplas camadas de afeto, dor, dependência e superação que atravessam a vida de seus personagens.

Um amor que fere — e liberta

A primeira temporada da série apresenta o cotidiano do casal interpretado por Rodrigo e Allan: um relacionamento que, à primeira vista, parece repleto de cumplicidade e paixão. Mas à medida que os episódios avançam, a relação vai se revelando marcada por ciúmes excessivos, manipulação e violência emocional, num retrato potente do ciclo de abusos que muitas pessoas LGBTQIAPN+ enfrentam — e que raramente encontram espaço para ser discutido na ficção.

Rodrigo Tardelli, que além de ator é um dos idealizadores do projeto, conta que a ideia surgiu da necessidade de retratar formas de violência muitas vezes invisibilizadas, especialmente entre casais do mesmo sexo. “Durante muito tempo, a única imagem que tínhamos de casais LGBTQIAPN+ na mídia era ou a caricatura ou o romance idealizado. Mas existem dores que a gente precisa nomear. E a violência em relações afetivas queer é uma delas.”

A produção foi toda realizada com recursos próprios e por uma equipe enxuta, formada majoritariamente por profissionais LGBTQIAPN+.

“Cada cena era pensada com muito cuidado. A gente não queria apenas mostrar o que é um relacionamento tóxico, mas também mostrar como isso afeta profundamente a autoestima, a saúde mental, a percepção do outro e de si mesmo”, completa Allan Ralph, indicado junto de Rodrigo na categoria Melhor Ator (Drama).

Indicações refletem potência artística e relevância social

As oito indicações recebidas pela série não vieram por acaso. O reconhecimento abrange desde categorias técnicas, como Melhor Fotografia e Melhor Produção, até prêmios de destaque, como Melhor Roteiro (Drama), Melhor Direção, Melhor Elenco e Melhor Série.

“É emocionante ver que uma história como a nossa, feita com tanta garra, está sendo reconhecida em tantas frentes. O MT Queer Premia entende que a representatividade vai além de colocar personagens LGBTQIA+ na tela. Trata-se de mostrar nossas dores, nossos amores, nossas contradições — tudo com humanidade e respeito”, comenta Rodrigo, visivelmente emocionado.

O Festival MT Queer Premia é realizado anualmente em Cuiabá, capital de Mato Grosso, e já se tornou um dos principais eventos culturais do Centro-Oeste. Criado em 2016, o coletivo MT Queer é uma iniciativa que combina arte, militância e educação, promovendo ações de visibilidade, capacitação e acolhimento voltadas à comunidade LGBTQIAPN+ em todo o Brasil.

A premiação deste ano está marcada para o dia 19 de outubro, e promete reunir grandes nomes do cinema queer brasileiro, além de artistas independentes, militantes, produtores e entusiastas da diversidade.

Um festival para quem ousa narrar o silenciado

“A presença de Estranho Jeito de Amar entre os indicados não é só uma conquista artística. É uma conquista política. É a afirmação da potência das nossas histórias contadas com coragem, verdade e afeto”, diz Rodrigo. Ele destaca que o festival valoriza “quem ousa narrar o que ainda é silenciado”, e acredita que essa representatividade genuína pode transformar vidas.

Para a organização do MT Queer, o impacto de obras como essa ultrapassa a tela. “Quando vemos uma série que trata de abuso em relações homoafetivas com essa profundidade e sensibilidade, percebemos o quanto o audiovisual pode ser uma ferramenta de conscientização, empatia e transformação”, comenta Laís Farias, uma das curadoras do festival.

Segundo ela, Estranho Jeito de Amar marca um novo momento da produção audiovisual independente LGBTQIAPN+ no Brasil: “Estamos vendo narrativas que não têm medo de tocar em feridas, de problematizar, de provocar debate. E isso é fundamental para que a arte cumpra também seu papel social.”

Vozes que ecoam

Desde que estreou no YouTube, a websérie acumulou milhares de visualizações e uma base fiel de fãs, que não apenas assistem, mas compartilham, comentam e se sentem representados. Muitos relatos nas redes sociais mencionam como a história ajudou pessoas a identificarem abusos em suas próprias relações.

“Eu estava num relacionamento muito parecido e não conseguia nomear aquilo como abuso até ver a série. Foi um choque. Mas também um alívio. Eu percebi que não estava sozinha”, escreveu uma seguidora no Instagram da produção.

Outros fãs exaltam a atuação do elenco, em especial a entrega de Rodrigo e Allan em cenas intensas e emocionalmente exigentes. “Eles vivem aquilo de um jeito tão verdadeiro que a gente se sente parte daquela dor. A série me fez chorar, mas também me fez pensar”, comentou outro usuário.

Now United chega ao Brasil em novembro com turnê “Now or Never”: Veja as datas e cidades

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Foto: Reprodução/ Internet

O Brasil vai vibrar com a energia contagiante de um dos grupos musicais mais globais da atualidade. O Now United anuncia sua turnê “Now or Never” e passa por seis cidades brasileiras em novembro de 2025: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife. Essa é a chance que fãs de todas as idades terão para ver de perto uma banda que não é apenas pop, mas também um símbolo da união entre culturas, línguas e histórias de vida.

Para quem acompanha o Now United desde seus primeiros passos, essa volta ao Brasil traz uma sensação de reencontro. Para os novos fãs, uma oportunidade de mergulhar no universo vibrante de um grupo que tem reinventado o conceito de banda internacional — com integrantes de diferentes partes do mundo que dançam e cantam juntos como uma só voz.

Mais que música: uma bandeira pela diversidade

O Now United não é um fenômeno à toa. Criado em 2017 pelo empresário Simon Fuller, o grupo surgiu com a ideia ousada de reunir jovens talentos de países distintos para formar uma banda pop única, que pudesse representar a diversidade do planeta. Essa mistura cultural não só é um diferencial estético, mas um verdadeiro manifesto de inclusão e globalização.

Cada integrante carrega sua cultura, sua língua, suas tradições — mas o que os une é a paixão pela música e pela mensagem positiva. “Quando você vê um show do Now United, não está só assistindo a uma apresentação; está vivenciando a história de um mundo conectado, em que diferenças são celebradas, não apagadas”, diz Lucas Mendes, fã do grupo há cinco anos.

O reencontro com o público brasileiro

O Brasil sempre foi um dos países onde o Now United encontrou maior conexão. Entre os membros brasileiros, Any Gabrielly foi uma das estrelas que encantou fãs pelo país, antes de seguir carreira solo. Hoje, a brasileira Desirée Silva carrega essa bandeira, trazendo um novo frescor ao grupo.

A turnê Now or Never vai passar por seis cidades estratégicas, incluindo capitais de diferentes regiões, o que mostra a força e o carinho dos fãs brasileiros. “Teremos shows em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Recife. Cada lugar tem um público especial, que vai receber o grupo com muita emoção”, conta a produção local.

Uma nova fase, novas músicas e muita emoção

Além do show, a turnê marca uma fase nova para o Now United. Depois de um processo natural de mudanças nos integrantes — muitos seguindo carreiras solo — o grupo se renova. Novos membros foram selecionados, garantindo que a essência multicultural continue viva, mesmo com as transformações.

No palco, a expectativa é de um espetáculo cheio de energia, com coreografias incríveis, figurinos coloridos e uma setlist que mescla clássicos com músicas inéditas. É a mistura do que o público ama com o que o futuro da banda reserva.

O impacto para além da música

A influência do Now United vai muito além das paradas de sucesso. O grupo se tornou um símbolo de esperança para jovens que buscam espaços para ser quem são, independentemente de origem ou cor. Suas redes sociais são um espaço de empoderamento e diálogo, onde temas como racismo, inclusão e saúde mental ganham voz.

Para fãs como Ana Clara, de Recife, isso faz toda a diferença. “Eu me sinto representada por um grupo que valoriza a diversidade, que me inspira a acreditar que posso conquistar o que quiser. E poder vê-los ao vivo é a realização de um sonho.”

A conexão digital que virou realidade

Parte do sucesso do Now United vem do forte vínculo criado com os fãs pelas redes digitais. Plataformas como TikTok, YouTube e Instagram são palco para coreografias virais, desafios e interações constantes entre os integrantes e o público.

Agora, essa conexão digital se transforma em experiência real, quando o grupo sobe aos palcos das cidades brasileiras, levando para o público a emoção de cantar junto, dançar e se sentir parte de algo maior.

Expectativas para os shows

Os ingressos para a turnê já começam a movimentar o mercado e as redes sociais, onde fãs trocam dicas de viagem, se organizam em grupos e compartilham expectativas. Os produtores prometem uma estrutura moderna, acessível e segura, com cuidados especiais para que todos possam aproveitar ao máximo.

“Queremos que cada show seja uma celebração de música, cultura e amizade”, diz Ana Luíza Costa, produtora responsável pela turnê no Brasil. “Além do espetáculo, estamos atentos para criar momentos de conexão entre fãs e artistas.”

A força da música para unir o mundo

Em um momento em que o mundo ainda vive desafios de polarização e distanciamento, o Now United surge como um lembrete de que a música é capaz de construir pontes. Ao reunir jovens de diferentes países, o grupo celebra a beleza das diferenças e mostra que, quando unidos, podemos criar algo muito maior do que cada um sozinho.

Foto: Reprodução/ Internet

Confira as datas dos shows:

Turnê Now United — Now or Never Brasil 2025

  • 11 de novembro — Porto Alegre (RS)
  • 12 de novembro — Curitiba (PR)
  • 15 de novembro — São Paulo (SP)
  • 19 de novembro — Rio de Janeiro (RJ)
  • 20 de novembro — Belo Horizonte (MG)
  • 25 de novembro — Recife (PE)

“Roda Viva” desta segunda (28/07) recebe Miguel Nicolelis para debate sobre ciência, tecnologia e futuro

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Foto: Reprodução/ Internet

“Nem inteligente, nem artificial.” A frase, carregada de sarcasmo e ceticismo, resume em poucas palavras a visão provocadora de Miguel Nicolelis sobre o que hoje é considerado uma das maiores revoluções tecnológicas do século: a Inteligência Artificial. Mas, para ele, não passa de um nome pomposo dado a um conjunto de estatísticas sofisticadas. Essa crítica, direta e desconcertante, já dá o tom do que promete ser uma das edições mais incendiárias do Roda Viva em 2025.

Na próxima segunda-feira, 28 de julho, às 22h, a TV Cultura transmite ao vivo a entrevista com um dos neurocientistas mais renomados — e controversos — do mundo. Conhecido por romper fronteiras entre ciência, filosofia e política, Nicolelis não mede palavras quando o assunto é o futuro da humanidade, a ética na tecnologia ou o papel da ciência na transformação social. Seu retorno ao centro da roda acontece em um momento crucial de debates sobre o avanço da IA, o papel do cérebro humano no século digital e o lugar do pensamento crítico em um mundo hiperconectado, mas nem sempre lúcido. As informações são da TV Cultura.

A entrevista poderá ser acompanhada também pelo app Cultura Play e nas redes sociais oficiais da emissora — YouTube, X (antigo Twitter), TikTok e Facebook. E, como manda a tradição do programa, o cartunista Luciano Veronezi estará ao vivo registrando em traços os momentos mais emblemáticos da conversa.

Um brasileiro que ouviu o cérebro

Miguel Ângelo Laporta Nicolelis nasceu em São Paulo, em 27 de março de 1961. Filho da escritora Giselda Laporta Nicolelis e do juiz Ângelo Nicolelis, cresceu em um ambiente que valorizava o conhecimento e o pensamento crítico. Desde cedo, aprendeu a questionar verdades prontas — uma postura que carregaria consigo ao longo da vida.

Formado em Medicina pela USP, Nicolelis escolheu um caminho pouco convencional: queria ouvir o cérebro, entender como os neurônios se comunicavam em tempo real, e, mais ousadamente, como essa comunicação poderia ser decodificada e traduzida em ação física. Na virada dos anos 1990, seu trabalho com neuroengenharia começou a ganhar visibilidade nos Estados Unidos, onde se estabeleceu como pesquisador e professor na Duke University.

Foi pioneiro no desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina, tecnologia que permite a pacientes com paralisia movimentarem membros robóticos ou próteses a partir da leitura da atividade elétrica cerebral. Um feito que rompeu com paradigmas científicos e colocou seu nome entre os mais citados da neurociência global.

O chute que o mundo nunca esqueceu

Se há um momento que sintetiza a ousadia de Nicolelis e sua visão de futuro, ele aconteceu em 12 de junho de 2014. Na abertura da Copa do Mundo, no estádio do Corinthians, em São Paulo, um jovem paraplégico deu o chute simbólico inicial da partida com o auxílio de um exoesqueleto robótico controlado por sinais do próprio cérebro.

Foi a concretização do projeto Andar de Novo, coordenado por Nicolelis no Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra, em Natal (RN). A imagem correu o mundo: um brasileiro, usando um aparato futurista, demonstrando que era possível caminhar — ainda que simbolicamente — sem movimentar os próprios músculos.

Mas a comunidade científica, como de costume, dividiu-se. Algumas revistas classificaram a demonstração como “limitada” ou “publicitária”. Houve quem aplaudisse o avanço da interface, e quem a visse como sensacionalismo. Nicolelis, no entanto, permaneceu fiel ao seu objetivo: “Foi um passo simbólico para milhões de pessoas no mundo que precisam saber que a ciência pode oferecer esperança.”

A política da ciência

Não é de hoje que Miguel ultrapassa as barreiras do laboratório. Durante a pandemia de Covid-19, foi uma das vozes mais ativas na imprensa, em redes sociais e em artigos de opinião. Seu posicionamento crítico frente às políticas públicas negacionistas do governo Bolsonaro o transformou em alvo de ataques, mas também em referência para setores que defendiam a ciência como pilar das decisões emergenciais.

Nicolelis coordenou, junto a outros pesquisadores, estudos epidemiológicos no Brasil e ofereceu alternativas ao colapso do sistema de saúde, propondo lockdowns regionais e testagens em massa. Em muitos momentos, sentiu que sua voz foi ignorada — algo que, segundo ele, custou vidas. “Fomos preteridos por um governo que escolheu o caos como política”, declarou em entrevistas à época.

Essa atuação reforçou uma faceta pouco explorada da ciência brasileira: a de cientistas que não se escondem em publicações técnicas, mas que falam à sociedade com clareza, assumindo os custos e riscos da exposição pública.

A entrada na ficção: “Nada Mais Será Como Antes”

Em 2025, Nicolelis surpreendeu ao lançar seu primeiro romance de ficção: Nada Mais Será Como Antes. A obra, um thriller distópico recheado de reflexões filosóficas e críticas sociais, mostra um futuro no qual a humanidade se vê refém de uma tecnocracia global controlada por algoritmos.

Inspirado em experiências reais e em sua leitura crítica do presente, o livro propõe uma reflexão inquietante: e se estivermos entregando nosso destino a máquinas que não pensam, mas decidem? O título, emprestado da canção de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, é um manifesto: não há retorno possível quando cruzamos certos limiares éticos e tecnológicos.

A recepção foi positiva. Além de garantir uma adaptação cinematográfica em fase inicial, a obra consolidou Nicolelis como um intelectual multifacetado, que transita entre ciência, política e arte com fluidez — algo cada vez mais raro em um mundo de especialistas isolados.

Uma crítica à inteligência que não pensa

Um dos pontos mais controversos — e mais aguardados — da entrevista no Roda Viva será o debate sobre Inteligência Artificial. Nicolelis tem sido uma das vozes mais contundentes contra o “fetichismo tecnológico” em torno da IA. Para ele, atribuir inteligência a algoritmos é um erro conceitual grave.

“Não há nada de artificial na inteligência, e muito menos inteligência nesses sistemas”, afirma. “Eles apenas identificam padrões estatísticos. Não têm consciência, não têm emoção, não sabem que existem. Nós, humanos, sabemos. Essa é a diferença fundamental.”

Ele reconhece os avanços da IA em tarefas específicas, como diagnósticos por imagem ou previsões de tráfego. Mas alerta para o risco de projetarmos nesses sistemas capacidades que eles não possuem. “O problema não é o que a IA pode fazer. É o que as pessoas acreditam que ela possa fazer. Esse descompasso pode custar caro.”

A participação de Nina da Hora, pesquisadora de tecnologia com foco em ética e inclusão, promete tensionar e enriquecer essa discussão. Nina tem pautado o debate sobre racismo algorítmico e governança digital no Brasil e no exterior, e deve trazer contrapontos à visão de Nicolelis, ainda que ambos partam de preocupações semelhantes sobre os rumos da tecnologia.

A bancada que pensa

O programa desta segunda reunirá uma bancada plural e qualificada para entrevistar Nicolelis. Além de Nina da Hora, estarão presentes:

  • Denis Russo Burgierman, jornalista e escritor, conhecido por traduzir ciência com linguagem acessível;
  • Pedro Teixeira, repórter da Folha de S.Paulo especializado em tecnologia e inovação;
  • Petria Chaves, da CBN, com uma abordagem mais sensível e humanizada;
  • Rafael Garcia, jornalista de ciência do jornal O Globo, com olhar técnico e preciso.

A presença desses nomes sugere uma entrevista que deve ir além do factual. Espera-se que temas como espiritualidade, paternidade, desigualdade social e o papel do Brasil na ciência global também estejam na pauta.

O cérebro coletivo como modelo de civilização

Entre as contribuições mais ousadas de Nicolelis está a ideia do “cérebro coletivo”. Ele propõe que, assim como neurônios operam em conjunto para formar pensamentos, emoções e ações, sociedades humanas deveriam aprender a agir como redes neurais complexas, em sincronia.

Essa teoria, que extrapola a biologia e entra no campo da filosofia política, defende a cooperação como elemento central da evolução humana. Em tempos de hiperindividualismo e tribalismo digital, sua proposta soa quase utópica — mas profundamente necessária.

“O futuro da humanidade depende da nossa capacidade de pensar em conjunto, não de competir uns com os outros. A natureza do cérebro é coletiva. E nós esquecemos disso”, afirma.

Um legado que inspira

Nicolelis é um cientista, mas também é um educador. Em Natal, no Instituto Santos Dumont, ele investe há mais de uma década na formação de jovens de comunidades periféricas. Lá, ciência é também afeto, inclusão e cidadania. O Instituto oferece desde atendimento em reabilitação até cursos técnicos e oficinas de robótica.

Esse lado menos visível de sua atuação talvez seja o mais transformador. Ele não quer apenas construir máquinas comandadas por pensamento — quer construir uma sociedade em que todos tenham acesso ao pensamento crítico. E, para isso, aposta na educação, na ciência cidadã e na autonomia local.

“Avatar: Fogo e Cinzas” ganha trailer oficial e promete ser o capítulo mais sombrio da saga de James Cameron

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Foto: Reprodução/ Internet

Durante dias, fãs aguardaram com ansiedade. Houve rumores, vazamentos, exibições seletivas em sessões de “Quarteto Fantástico” e até especulações sobre a linha narrativa. Mas agora é oficial: o trailer completo de “Avatar: Fogo e Cinzas”, terceiro capítulo da epopeia cinematográfica de James Cameron, está entre nós — e ele não veio para brincar. A estreia está marcada para 18 de dezembro de 2025 no Brasil e em Portugal, e se o vídeo de divulgação for um prenúncio fiel do que está por vir, prepare-se para o filme mais sombrio, emocional e visualmente arrebatador da franquia até agora.

O novo tom de Pandora

Se “Avatar” (2009) nos apresentou à magia de Pandora e “O Caminho da Água” (2022) expandiu a conexão entre os povos Na’vi e seus ecossistemas, “Fogo e Cinzas” promete incendiar as certezas e renovar as emoções. Literalmente. O novo trailer abre com florestas devastadas, aldeias carbonizadas e um lamento de Jake Sully (Sam Worthington): “Tudo o que construímos… virou cinzas.” Já dá pra sentir o clima.

Esse não é mais o mesmo planeta exuberante e idílico do primeiro filme. Agora, a natureza também sangra. Pandora, como personagem viva que sempre foi, parece reagir à presença humana com força e dor. Vemos Na’vi fugindo de labaredas, gritando pela sobrevivência, e crianças tentando entender um mundo que desaba. O título “Fogo e Cinzas” não é só poético — é literal, visceral, emocional.

Foto: Reprodução/ Internet

Entre o luto e a resistência

James Cameron sempre gostou de navegar entre a técnica de ponta e a emoção bruta. Em “Fogo e Cinzas”, parece que ele se permitiu ir ainda mais fundo na alma dos personagens. Jake e Neytiri (Zoe Saldaña), agora mais maduros e marcados pelas perdas anteriores, enfrentam dilemas mais íntimos do que nunca. O que é proteger a família em tempos de guerra? Como seguir em frente quando tudo em que se acreditava vira pó?

O tom do trailer é quase confessional. Há olhares silenciosos, feridas abertas, silêncios que dizem mais do que palavras. É a primeira vez que vemos, de forma tão clara, a dor e o esgotamento emocional dos protagonistas. Ao que tudo indica, essa será a jornada do renascimento — de personagens, de crenças, e talvez, de Pandora como um todo.

Um vilão ainda mais ameaçador

E como se não bastasse o colapso ambiental e emocional, o vilão da vez retorna mais ameaçador do que nunca. Stephen Lang está de volta como Coronel Quaritch, só que agora na forma de um recombinante — ou seja, um corpo Na’vi com memórias humanas integradas. Essa versão quase demoníaca do personagem parece ter sido feita sob medida para causar desconforto.

Ele surge no trailer liderando tropas híbridas, com movimentos de felino e olhos de predador. Neytiri define com precisão: “Ele é uma sombra que nos persegue, mesmo quando achamos que o dia amanheceu.” Quaritch parece ter deixado de ser apenas um soldado obstinado. Agora, ele é uma entidade, uma ameaça existencial — um símbolo da persistência humana em destruir o que não entende.

Velhos conhecidos, novos aliados

O trailer também nos reencontra com personagens que marcaram os capítulos anteriores. Sigourney Weaver retorna como Kiri, a filha espiritual e enigmática de Jake e Neytiri. Joel David Moore volta como o sempre curioso Dr. Norm Spellman. Temos também Mo’at (CCH Pounder), Tonowari (Cliff Curtis), Wainfleet (Matt Gerald) e, é claro, a poderosa Ronal, vivida por Kate Winslet.

Aliás, Winslet e Cameron juntos novamente trazem uma carga emocional que extrapola o universo Avatar. Eles fizeram história com “Titanic”, e aqui, ela parece ter um papel central — talvez como ponte entre tradição e mudança no clã Metkayina. Seu olhar no trailer é grave, quase solene. Ela sabe algo que ainda não sabemos.

Novas paisagens, novas dores

Visualmente, “Fogo e Cinzas” é um deslumbre. A Weta Digital, responsável pelos efeitos visuais desde o primeiro filme, se superou. Há novas regiões de Pandora: cavernas submersas fluorescentes, planícies cobertas por cinzas vulcânicas, florestas incendiadas com tons rubros que beiram o surreal.

O contraste entre elementos é o cerne do novo filme: água versus fogo, nascimento versus morte, esperança versus colapso. Cameron não quer apenas impressionar com beleza — ele quer que sintamos que Pandora está em agonia, que o tempo está se esgotando. E que talvez, essa luta seja mais interna do que externa.

Enredo: o que sabemos por enquanto

A sinopse oficial ainda é mantida em sigilo. Mas fontes próximas à produção e entrevistas anteriores de Cameron indicam que a trama acompanha a tentativa desesperada do clã Omaticaya de resistir à nova ofensiva da RDA (Administração de Desenvolvimento de Recursos).

Os humanos voltam com força total, usando novas tecnologias para extrair recursos que, até então, estavam inacessíveis. Só que dessa vez, não é só uma invasão territorial. É uma colonização simbólica, mental, espiritual. Eles querem reescrever Pandora.

Enquanto isso, o clã Metkayina começa a se dividir sobre acolher ou não os Sully. As tensões internas entre os Na’vi devem crescer, criando um dilema moral profundo: até onde vale a pena proteger quem traz a guerra para dentro de casa?

E tem mais: o papel de Eywa, a entidade espiritual que liga toda a vida de Pandora, deve ganhar destaque. Cameron já declarou que “Fogo e Cinzas” trará revelações que vão expandir a mitologia do planeta de forma irreversível.

Foto: Reprodução/ Internet

Nos bastidores: uma saga de 10 anos em construção

A jornada de “Fogo e Cinzas” começou em 2017, junto com “O Caminho da Água”. James Cameron decidiu filmar os dois projetos simultaneamente, para garantir continuidade estética e coerência emocional. Enquanto muitos pensavam que ele havia sumido do radar por anos, na verdade ele estava imerso em roteiros, tecnologias e decisões ousadas.

O roteiro contou com um time afiado: Rick Jaffa, Amanda Silver, Josh Friedman e Shane Salerno, todos veteranos do gênero, ajudaram Cameron a criar não apenas um filme, mas um universo que se entrelaça com os próximos capítulos.

Sim, porque “Fogo e Cinzas” é só o meio do caminho. Cameron já confirmou a existência de mais dois filmes: “Avatar 4: The Tulkun Rider” (2029) e “Avatar 5: The Quest for Eywa” (2031). Ambos já em desenvolvimento, e com planos ambiciosos de levar os Na’vi à Terra — sim, você leu certo.

Lançamento global e expectativas gigantes

Distribuído pela Walt Disney Studios Motion Pictures, o filme estreia em 18 de dezembro de 2025 no Brasil e Portugal, um dia antes do lançamento global. A janela de fim de ano é estratégica: os dois filmes anteriores faturaram bilhões durante essa época.

“O Caminho da Água” encerrou sua corrida com mais de 2,3 bilhões de dólares em bilheteria, tornando-se o terceiro maior sucesso de todos os tempos. A meta é ousada: repetir (ou até ultrapassar) esse desempenho. Mas com o trailer recém-lançado já dominando redes sociais e YouTube, o burburinho só cresce.

Avatar além do cinema

Não é exagero dizer que “Avatar” virou um fenômeno transmidia. A franquia já gerou livros, jogos eletrônicos, graphic novels e experiências de realidade aumentada. No Animal Kingdom, parque da Disney, a atração “Pandora: The World of Avatar” continua sendo uma das mais populares.

Além disso, há novos projetos educacionais que usam o universo Na’vi para falar de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. Cameron tem sido ativo nessas frentes, e declarou recentemente: “Se a arte não pode nos fazer refletir sobre o mundo que deixamos para os nossos filhos, ela está perdendo seu propósito.”

Tati Machado retorna ao “Mais Você” e se emociona ao falar da perda do filho Rael: “A dor não passa, mas o amor me sustenta”

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Na manhã desta segunda-feira (28), os estúdios do “Mais Você“, na TV Globo, se encheram de emoção e silêncio respeitoso com o retorno de Tati Machado à bancada do programa. Ela voltou ao ar após vivenciar a experiência mais dolorosa de sua vida: a perda de seu filho Rael, na reta final da gestação, em maio de 2025. As informações são do G1.

Com um sorriso tímido, os olhos marejados e o coração visivelmente apertado, Tati foi recebida com um longo e caloroso abraço por Ana Maria Braga. O reencontro entre as duas emocionou também a equipe técnica e os telespectadores, que acompanharam ao vivo um dos momentos mais humanos e delicados da televisão brasileira este ano. “Estou em casa”, disse Tati, em sua primeira fala no estúdio, com a voz embargada e segurando as mãos da apresentadora.

Ao lado de seu marido, o cineasta Bruno Monteiro, Tati compartilhou com o público os sentimentos que têm preenchido seus dias desde o momento em que soube que Rael não tinha resistido. O casal tem se apoiado mutuamente no luto, construindo com cuidado e sensibilidade um caminho de reconstrução. “Ontem estávamos sentados no sofá de casa e falamos: ainda bem que a gente se tem”, comentou Tati. Bruno completou: “Só tenho forças porque ela está do meu lado”.

A dor da ausência que não tem nome

Tati estava com 33 semanas de gestação quando percebeu que algo não estava certo. Já tinha sido alertada por profissionais da saúde de que, nos estágios mais avançados da gravidez, era comum que os movimentos do bebê diminuíssem. Ainda assim, algo em seu coração de mãe lhe dizia que precisava ir ao hospital. Foi ao fazer um exame que recebeu a notícia que nenhuma mãe deseja ouvir: o coração de Rael havia parado.

“É uma cobrança muito grande, essa tal da culpa”, disse a jornalista com a voz trêmula. “Cadê o sinal? Eu não tava sentindo ele mexer, mas ao mesmo tempo já tinha sido orientada que é comum. Ele já estava muito grande, então às vezes ele só estava de boa ali. Eu estava tentando não ficar noiada. Eu não senti nada. Não passei mal, não aconteceu nada.”

A perda gestacional tardia é uma dor muitas vezes silenciada, uma ferida invisível para o mundo, mas que sangra dia após dia no coração das mães e pais que a vivenciam. Ao decidir falar abertamente sobre o ocorrido, inclusive em uma entrevista ao “Fantástico” no último domingo (27), Tati deu voz a muitas mulheres que passaram ou passam pela mesma experiência — e que, assim como ela, precisam lidar com o luto de um filho que nunca puderam pegar no colo fora do ventre.

O silêncio e o amor como abrigo

Durante sua fala, Tati destacou a importância da rede de apoio que a acolheu nos dias mais difíceis. “Fui abraçada de uma forma que jamais imaginei. Minha família, meus amigos, meus colegas de trabalho, os médicos, as enfermeiras, os fãs, pessoas que nunca vi na vida… todo mundo me enviou palavras de carinho. Eu senti esse amor como um cobertor nos dias mais frios da minha vida.”

Ela também mencionou como o silêncio teve seu valor. “Nem sempre a gente precisa ouvir algo. Às vezes, só de alguém estar ali, sentar ao nosso lado e ficar em silêncio já é muito. Meu marido foi esse silêncio. Minha mãe foi esse colo. A TV, minha casa profissional, foi esse lugar seguro”, afirmou.

Ana Maria, que ao longo de sua carreira também compartilhou episódios de perdas e recomeços, fez questão de enfatizar a coragem de Tati: “Você não tem ideia de quantas mulheres e famílias você está acolhendo só por estar aqui hoje. Falar é difícil, mas é um gesto de amor”.

Maternidade interrompida, amor que continua

Tati e Bruno tinham escolhido o nome Rael com carinho. Um nome curto, sonoro, carregado de significado. “A gente sempre imaginava como seria ele. Com quem se pareceria. Já imaginávamos o primeiro dia de aula, os aniversários, as viagens. E, de repente, tudo se quebrou”, conta ela, com os olhos marejados. “Mas eu continuo sendo mãe do Rael. Ele existiu. Ele me transformou.”

A apresentadora reforçou que sua fala pública não tem o objetivo de buscar respostas, mas de validar a existência de Rael. “A dor da perda é imensa, mas o amor continua. Não quero que ele seja lembrado apenas como ‘o bebê que não nasceu’. Ele foi esperado, amado, desejado. Ele existiu. E sempre vai existir.”

Bruno, por sua vez, emocionou o público ao falar da paternidade interrompida. “Fui pai do Rael por 33 semanas. Eu falava com ele, lia, cantava. Trocava ideias com a barriga da Tati. Quando soube que ele tinha partido, minha primeira reação foi de negação. Depois, veio a raiva. Agora, estamos tentando aprender a viver com saudade de alguém que a gente só conheceu dentro do ventre. É muito difícil.”

A vida que segue, com delicadeza

Retornar à TV após uma perda como essa exige força e vulnerabilidade. Tati optou por voltar ao “Mais Você” gradualmente, sentindo os próprios limites e respeitando suas emoções. “Eu ainda estou muito sensível. Tem dias em que não consigo sair da cama. Outros dias, consigo sorrir. E tudo bem. O luto não tem forma, não tem prazo. Estou reaprendendo a ser eu.”

Durante o programa, foram exibidas imagens de Tati ao longo da gestação, mostrando momentos felizes e leves do casal. As imagens causaram comoção no estúdio e também entre os telespectadores, que enviaram mensagens de carinho e apoio através das redes sociais.

Ana Maria Braga, com sua sensibilidade habitual, concluiu o bloco dizendo: “Hoje, o Brasil está aprendendo a lidar com uma dor silenciosa e profunda. Obrigada, Tati, por nos ensinar que até na dor existe beleza — quando ela é atravessada com amor”.

Sobre Tati Machado

Nascida no Rio de Janeiro em 1991, a apresentadora tem se destacado como uma das jornalistas e comunicadoras mais queridas da televisão brasileira. Começou sua carreira em 2012 no SBT e logo ingressou na TV Globo, onde trilhou um caminho marcado por versatilidade, carisma e bom humor.

Foi no “Se Joga” que Tati ganhou visibilidade nacional, e desde então sua presença tem sido constante em programas como “É de Casa”, “Encontro” e “Mais Você”. Em 2024, venceu a “Dança dos Famosos” ao lado de Diego Maia, conquistando o coração do público com sua entrega e espontaneidade.

Casada com Bruno Monteiro, cineasta e diretor de fotografia, Tati sempre compartilhou com os fãs momentos de leveza, amor e autenticidade. Sua vivência recente da perda de Rael adiciona agora uma nova camada à sua trajetória: a da maternidade interrompida, mas repleta de significado.

Natural One lança linha de sucos infantis com Toy Story e celebra os 30 anos da franquia com promoção para a Califórnia

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Em uma celebração especial pelos 30 anos de Toy Story, a Natural One anuncia sua entrada oficial no universo dos produtos licenciados com o lançamento de uma linha infantil de sucos inspirada na clássica animação da Disney e Pixar. A novidade traz não apenas embalagens divertidas com os personagens mais queridos da franquia, mas também uma campanha promocional que sorteará uma viagem inesquecível para a Califórnia, destinada a uma família de quatro pessoas.

Essa colaboração marca um novo e ousado passo da Natural One, referência no segmento de bebidas saudáveis no Brasil, em direção ao público infantil — conectando saudabilidade, afeto e diversão em uma mesma proposta. “Queremos estar presentes no dia a dia das famílias de forma relevante, e esse lançamento traduz exatamente isso: sabor, diversão e momentos inesquecíveis”, afirma Bruno Rolim, gerente de marketing da marca.

Uma homenagem saborosa a uma franquia icônica

A linha licenciada traz rótulos com alguns dos personagens mais emblemáticos da saga: Woody, Buzz Lightyear, Jessie, Betty, Lotso, Garfinho, Rex, Porquinho e os simpáticos Aliens. Os sucos são apresentados em embalagens de 180 ml e mantêm o padrão da Natural One de oferecer produtos 100% naturais, sem adição de açúcar, corantes ou conservantes.

Além do apelo visual lúdico, a aposta mira uma tendência crescente de pais e responsáveis mais atentos à qualidade nutricional dos alimentos consumidos por crianças. “Integrar nossos sucos ao universo lúdico de Toy Story é uma forma de tornar esses momentos ainda mais especiais”, reforça Rolim.

Toy Story: 30 anos de um mundo onde os brinquedos ganham vida

Lançado em 1995, Toy Story entrou para a história como o primeiro longa-metragem feito inteiramente com computação gráfica, marcando o início da bem-sucedida parceria entre a Pixar Animation Studios e a Disney. A história do caubói Woody e do patrulheiro espacial Buzz Lightyear encantou o mundo inteiro ao retratar a amizade entre brinquedos que ganham vida quando os humanos não estão por perto.

Com direção de John Lasseter, roteiro de Joss Whedon, Andrew Stanton, Joel Cohen e Alec Sokolow, e produção de nomes como Steve Jobs e Edwin Catmull, Toy Story foi um marco técnico e emocional no cinema moderno. O filme arrecadou mais de 406 milhões de dólares em todo o mundo e foi indicado a três Oscars, além de ter vencido um Oscar especial por contribuição técnica.

Desde então, a franquia cresceu e hoje conta com três sequências aclamadas (Toy Story 2, 3 e 4) e um quinto filme previsto para 2026. Os personagens também se tornaram parte do cotidiano de milhões de famílias ao redor do planeta por meio de brinquedos, livros, roupas, jogos, parques temáticos e agora… sucos.

Lançamento com experiências ao vivo e promoção especial

A estreia oficial da linha Toy Story da Natural One aconteceu durante a Festa Junina da Família, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. No evento, os sucos com os personagens estavam disponíveis como prêmios nas brincadeiras, promovendo uma primeira conexão com o público em clima de festa e nostalgia.

A marca também lançou um filme especial em suas redes sociais no dia 4 de julho, destacando a chegada dos personagens ao portfólio da Natural One e dando início à campanha promocional, cujo grande prêmio será uma viagem para a Califórnia — destino que abriga parques da Disney e diversos pontos relacionados à história da animação.

“O contato com o universo encantado da Disney nos permite entregar não apenas um produto, mas uma experiência”, explica Rafael Ivanisk Oliveira, CEO da Natural One. “Estar ao lado da Disney, uma das maiores e mais admiradas empresas de entretenimento do mundo, é um reconhecimento da solidez e do potencial da nossa marca — e reforça nosso compromisso em entregar produtos que unem qualidade, confiança e encantamento”.

A força das licenças no mercado infantil

O lançamento da Natural One não acontece por acaso. A indústria de alimentos e bebidas vem apostando cada vez mais em parcerias com grandes franquias de entretenimento para conectar seus produtos ao imaginário infantil — e ao poder de decisão dos pais.

Em um cenário onde pais buscam mais saudabilidade e crianças pedem mais conexão com seus personagens favoritos, a estratégia de unir marca e fantasia se revela poderosa. É nesse ponto que a Natural One acerta ao aliar sua credibilidade no segmento de sucos naturais com a força emocional e cultural de Toy Story.

Segundo dados da Nielsen, o consumo de produtos com apelo lúdico ou com personagens licenciados representa um aumento expressivo na intenção de compra do público infantil. Quando essa proposta é acompanhada por critérios como saudabilidade e transparência nos ingredientes, o potencial de fidelização das famílias aumenta significativamente.

Toy Story e a cultura pop: três décadas de amizade e emoção

Mais do que uma série de filmes, Toy Story é um pilar da cultura pop. O primeiro filme estreou quando muitas crianças de hoje ainda não haviam nascido, mas seu apelo emocional ultrapassou gerações. Frases como “Ao infinito e além!” e personagens como Woody, Buzz e Rex se tornaram parte do vocabulário afetivo de milhões de pessoas.

Ao explorar questões como amizade, ciúme, superação, abandono e pertencimento, Toy Story tornou-se uma narrativa universal sobre crescimento, mudança e afeto — temas que dialogam perfeitamente com a proposta da Natural One de promover conexões saudáveis e memoráveis.

Educação alimentar desde cedo: um compromisso que vai além da embalagem

A linha infantil da Natural One inspirada em Toy Story é, na prática, uma tentativa de criar vínculos saudáveis entre as crianças e seus hábitos alimentares desde cedo. Ao unir sabor, personagens queridos e uma composição 100% natural, a empresa coloca no mercado um produto que atende tanto ao desejo lúdico da infância quanto à exigência crescente por alimentos com menos aditivos químicos.

A proposta reforça também a importância da educação alimentar na primeira infância, uma fase fundamental para a formação de hábitos duradouros. Oferecer sucos sem açúcar ou conservantes em embalagens que despertam o interesse das crianças é uma forma de plantar a semente de uma relação mais consciente com o que se consome.

Uma nova era para a Natural One

Com essa iniciativa, a Natural One inaugura um novo capítulo em sua trajetória: o universo das licenças. A parceria com a Disney e a escolha de Toy Story como primeira franquia licenciada não apenas amplia seu portfólio, mas também reposiciona a marca diante de um público mais jovem e das famílias brasileiras.

É um movimento que vai além da estética e do marketing. Representa uma forma de levar saudabilidade ao cotidiano infantil sem abrir mão do prazer, da diversão e da magia. Um gesto simples — como tomar um suco na lancheira da escola — pode agora vir acompanhado de uma aventura estrelada por Buzz, Woody e companhia.

Onde encontrar e como participar da promoção

Os sucos Natural One Toy Story já estão disponíveis nos principais pontos de venda do país e em redes de varejo parceiras. A embalagem de 180 ml é ideal para lancheiras, passeios e momentos de diversão com a família.

Para participar da promoção que sorteia uma viagem para a Califórnia, basta adquirir os produtos participantes e cadastrar o cupom fiscal no site oficial da Natural One. O sorteio será realizado ao final da campanha, com todos os detalhes disponíveis no regulamento da promoção.

No “Sensacional” de segunda (28), Buchecha relembra Claudinho, fala sobre depressão e emociona ao contar como o carinho dos fãs o salvou

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Na noite desta segunda-feira, 28 de julho de 2025, o programa “Sensacional”, apresentado por Daniela Albuquerque na RedeTV!, promoveu mais que uma simples entrevista. A atração foi o cenário de um reencontro íntimo entre o cantor Buchecha e suas memórias, dores e conquistas. Com uma trajetória marcada por sucessos que embalaram a juventude dos anos 1990, Buchecha abriu o coração e falou, com rara franqueza, sobre a ausência do amigo e parceiro musical Claudinho, morto há mais de duas décadas. O encontro com Daniela foi delicado, sensível e profundamente humano.

“O buraco que ele deixou nunca será preenchido”, diz Buchecha, ainda com os olhos marejados de lembranças. “A saudade é irreparável e é impossível esse lugar ser ocupado.” O artista, cujo nome verdadeiro é Claucirlei Jovêncio de Souza, fala com o tom de quem ainda revive cada detalhe da história que mudou para sempre sua vida.

O dia que parou tudo: A tragédia que mudou os rumos da música brasileira

Era 13 de julho de 2002 quando um acidente de carro na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro, tirou a vida de Claudinho. A notícia chocou o Brasil e interrompeu, de forma abrupta, a carreira de uma das duplas mais amadas da música popular brasileira. Claudinho & Buchecha haviam conquistado o país com o estilo inédito do funk melody — romântico, dançante, positivo. Sucessos como “Só Love”, “Conquista”, “Nosso Sonho” e “Fico Assim Sem Você” estavam entre as músicas mais tocadas nas rádios, bailes, festas de rua e programas de TV.

Na entrevista, Buchecha relembra o exato instante em que recebeu a notícia e como o luto se abateu sobre ele. “Eu só olhei para o céu e falei: ‘Deus, por quê?’”, confidencia, com a voz embargada. “Você começa a se culpar. Por que eu não orei? Por que eu não estava com ele naquele dia? Vêm essas perguntas todas, que a gente nunca consegue responder.”

A premonição de um pai: o pedido inusitado de Claudinho

Em um dos momentos mais tocantes da conversa com Daniela Albuquerque, Buchecha compartilhou um episódio que, à época, parecia apenas curioso. “Ele estava no estúdio e começou a autografar vários CDs nossos para a filha dele, que tinha só três aninhos”, recorda. “Ele me pediu que eu entregasse aqueles CDs no dia em que ela completasse 15 anos.”

Buchecha diz que só anos depois entendeu a dimensão daquele gesto, quase como se Claudinho, de alguma maneira, pressentisse que sua jornada seria interrompida cedo demais. A filha, hoje já adulta, guarda as relíquias como lembrança eterna do pai.

A escuridão da depressão: “Eu não queria nem tomar banho”

A perda de Claudinho não foi apenas pessoal. Ela mexeu com a identidade profissional, emocional e espiritual de Buchecha. A parceria musical não era uma sociedade artística qualquer — era uma irmandade. E o luto, como ele conta sem rodeios, veio acompanhado de uma forte depressão.

“Eu morava na beira da rua, numa casa de esquina na Ilha do Governador. As crianças paravam a van escolar em frente à minha casa e gritavam: ‘Buchecha, cadê você?’. Eu estava trancado no quarto, sem querer ver a luz do dia”, relata, com franqueza comovente. “Confesso que tinha até dificuldade para tomar banho. Não tenho vergonha de falar.”

Esses pequenos gestos — os gritos das crianças, a lembrança viva dos fãs — foram, aos poucos, empurrando Buchecha de volta à vida. O carinho popular se mostrou um antídoto contra a solidão e a dor.

De camelô a ídolo nacional: a origem humilde do artista

A história de Buchecha é, por si só, um retrato da luta de milhões de brasileiros. Nascido em 1º de abril de 1975, em São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, ele cresceu na comunidade de Coronel Leôncio, em Niterói. Filho de Claudino de Souza Filho, compositor que também enfrentou a dureza da vida, Buchecha precisou abandonar os estudos aos 13 anos para ajudar a família. Trabalhou como camelô, servente de obras e office boy — funções que marcaram sua adolescência.

Foi ainda adolescente que conheceu o amigo Claudinho, com quem viria a formar a dupla que revolucionaria o funk carioca. Em 1992, incentivado pelo parceiro, participou do 1º Festival de Rap do Clube Mauá, no Rio. Venceram com a música “Rap da Bandeira Branca”. Em 1995, venceram outro festival com “Rap do Salgueiro”. Estava selada a parceria que encantaria o país.

Um sucesso meteórico: dos bailes ao topo das paradas

Logo no disco de estreia, lançado em 1996, Claudinho & Buchecha venderam mais de 1,2 milhão de cópias. A música “Conquista” dominou as paradas. Vieram outros hits: “Xereta”, “Quero Te Encontrar”, “Coisa de Cinema”. A mistura de romantismo, batidas envolventes e letras acessíveis tornaram a dupla um fenômeno não só no Brasil, mas também em países como Japão, Portugal, Argentina e EUA.

Foram seis álbuns de estúdio lançados até 2002. Em pouco tempo, os dois jovens de São Gonçalo se tornaram ícones da juventude, frequentando programas como Domingão do Faustão, Planeta Xuxa e H.

Vida solo, homenagens e reinvenção

A morte de Claudinho quase levou Buchecha a abandonar a música. Mas, incentivado por amigos e fãs, ele decidiu seguir. “Eu percebi que aquilo que a gente construiu não podia morrer com ele”, explica.

Em 2006, lançou o álbum Buchecha Acústico, relembrando os grandes sucessos da dupla com participações de MC Marcinho, Latino e Lulu Santos. Em 2012, realizou o sonho de gravar seu primeiro DVD solo, comemorando 15 anos de carreira, com participações de Jorge Vercillo e Belo.

Buchecha também viu sua música ser regravada por ícones da MPB, como Adriana Calcanhoto e Kid Abelha. Em 2010, viu mais uma tragédia atingir sua vida: o assassinato de seu pai, Claudino, em São Gonçalo. Mas, mais uma vez, escolheu resistir.

“Funk é poesia, é emoção, é realidade”

Em uma época em que o funk ainda era marginalizado, Claudinho & Buchecha ajudaram a mudar essa percepção. “O funk melody mostrou que o gênero também é poesia, é emoção, é realidade vivida com alegria”, reflete Buchecha.

Hoje, mesmo com o passar dos anos, ele segue sendo referência no gênero. Seu álbum mais recente, Funk Pop (2015), apostou na mistura de ritmos, sem abandonar a essência que o consagrou.

A música “Hot Dog”, lançada em 2012, ganhou destaque nacional ao ser trilha sonora da novela Avenida Brasil, um dos maiores sucessos da dramaturgia brasileira da TV Globo.

O legado vivo de Claudinho & Buchecha

Mais do que uma história de sucesso e superação, Buchecha carrega em si um compromisso com o passado e com os fãs. “Eu preferia tê-lo aqui, mesmo que não estivéssemos mais cantando juntos”, diz, com sinceridade. “Mas Deus quis assim. Eu sigo por nós dois.”

Em cada show, cada batida, cada verso entoado, Claudinho continua presente. Seja na lembrança viva dos que cresceram ouvindo suas canções ou nos novos fãs que redescobrem a dupla pelas plataformas digitais. Buchecha é, hoje, o guardião de uma história que continua viva.

E, como ele mesmo canta em um de seus maiores sucessos: “Nosso sonho não acabou”.

“Tiro Certo” é a atração do “Cine Espetacular” desta terça-feira (29), no SBT

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Nesta terça-feira, 29 de julho, o SBT apresenta aos telespectadores uma produção eletrizante no Cine Espetacular: o filme “Tiro Certo”. Com uma trama que mescla ação militar, suspense e drama político, o longa dirigido por James Nunn traz uma narrativa que acompanha um esquadrão de elite da Marinha dos Estados Unidos em uma missão de alto risco para impedir um ataque terrorista na capital norte-americana. A exibição promete atrair os fãs do gênero que apreciam uma história bem construída, personagens com motivações complexas e sequências de ação intensas e bem coreografadas. As informações são do AdoroCinema.

Uma missão arriscada que desafia confiança e liderança

O enredo gira em torno do esquadrão SEAL da Marinha, uma força especial treinada para operações de alto impacto e infiltração em ambientes hostis. Liderados pelo tenente Jake Harris, interpretado por Scott Adkins — ator renomado no cinema de ação por sua habilidade em cenas físicas e artes marciais — o grupo recebe a tarefa de resgatar um prisioneiro de uma prisão ultrassecreta da CIA localizada em uma ilha isolada. A situação se torna ainda mais tensa quando a analista da CIA Zoe Anderson, papel de Ashley Greene Khoury, tenta persuadir os superiores a liberar o suspeito terrorista com base em informações sigilosas, mas o vice-gerente da instalação, Jack Yorke, demonstra desconfiança, rejeitando o pedido e aumentando a tensão dentro da base.

Esse embate interno cria uma atmosfera de incerteza e conflito, que é ainda mais ampliada quando insurgentes organizam um ataque para resgatar o prisioneiro, colocando em risco não apenas a missão, mas a segurança nacional. O filme explora, portanto, não apenas as ações bélicas, mas também os dilemas éticos, políticos e estratégicos que envolvem operações militares contemporâneas. A necessidade de cooperação entre setores conflitantes e a liderança firme do tenente Harris são centrais para a narrativa, trazendo camadas de tensão e suspense que sustentam o interesse do espectador do início ao fim.

Elenco experiente e direção focada no ritmo e realismo

O elenco de “Tiro Certo” reúne talentos que agregam credibilidade e dinamismo à trama. Scott Adkins, já conhecido por sua versatilidade em papéis que exigem ação e dramaticidade, entrega uma performance que equilibra habilidade física e nuances emocionais, dando vida a um líder marcado pela pressão e pela responsabilidade de salvar vidas sob circunstâncias extremas. Ashley Greene Khoury, com sua experiência em filmes de suspense e drama, adiciona uma camada de complexidade ao papel da analista, personificando o conflito entre o dever institucional e a convicção pessoal.

Ryan Phillippe também compõe o elenco, contribuindo para a tensão dramática e adicionando peso à dinâmica entre os personagens. A direção de James Nunn, que coescreveu o roteiro junto com Jamie Russell, se destaca pela construção de um ritmo acelerado e por cenas de ação bem estruturadas, que não apenas impressionam pela coreografia, mas também avançam a trama e aprofundam os personagens. O filme consegue, assim, atender às expectativas dos aficionados por filmes de ação contemporâneos, que valorizam tanto o entretenimento quanto o desenvolvimento narrativo coerente.

Disponibilidade multiplataforma para diferentes perfis de audiência

Além da exibição gratuita na televisão aberta, “Tiro Certo” está disponível em diversas plataformas de streaming, o que amplia o acesso ao público que prefere consumir conteúdo sob demanda. O filme pode ser assistido via assinatura no Telecine, uma das principais plataformas de cinema por streaming no Brasil, e também está disponível na Amazon Prime Video, onde pode ser assistido mediante assinatura ou aluguel digital, com preços a partir de R$ 14,90.

Essa variedade de opções reflete a crescente importância do mercado de streaming para a difusão de filmes de ação e garante que o público possa escolher o melhor momento e formato para acompanhar essa produção. Para os fãs do gênero que desejam rever o filme ou assisti-lo pela primeira vez com maior comodidade, essa flexibilidade é um diferencial significativo.

Um filme que reflete desafios contemporâneos de segurança e confiança

Embora “Tiro Certo” seja, essencialmente, um filme de entretenimento, ele toca em questões atuais sobre segurança, vigilância, decisões governamentais e cooperação entre diferentes setores do poder. A narrativa que mostra o embate entre agentes da CIA e militares da Marinha em meio a uma crise terrorista simula as complexidades reais enfrentadas por forças de segurança e inteligência em um mundo marcado por ameaças múltiplas e por vezes imprevisíveis.

A trama também aborda as dificuldades de comando em situações de pressão extrema, onde decisões rápidas podem significar a diferença entre a vida e a morte. Esse aspecto humano e psicológico da missão traz profundidade ao filme e evita que ele se restrinja a uma mera sucessão de cenas de ação, oferecendo ao espectador uma experiência mais rica e envolvente.

Recomendações para o público

Com duração de 1h36min, “Tiro Certo” é uma escolha acertada para quem busca uma história de ação compacta e eficaz, que não perde tempo e mantém a tensão até o último minuto. Ideal para fãs de filmes militares, thrillers de ação e dramas que envolvem espionagem e terrorismo, o longa oferece uma combinação de suspense, estratégia e confrontos que devem agradar especialmente ao público masculino adulto, embora seja acessível para todos que apreciam o gênero.

“Sessão da Tarde” exibe “Nunca Te Esquecerei” nesta terça (29) – Uma tocante viagem pela memória e pelo amor

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Nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, a TV Globo reserva aos seus telespectadores uma história emocionante na tradicional Sessão da Tarde. O filme escolhido para esta edição é “Nunca Te Esquecerei” (título original: Head Full of Honey), um drama sensível que aborda com delicadeza a luta contra a doença de Alzheimer e a importância do amor e das memórias familiares.

Uma jornada que toca o coração

“Nunca Te Esquecerei” acompanha Amadeus (interpretado pelo veterano Nick Nolte), um homem viúvo que enfrenta o avanço da doença de Alzheimer, uma condição neurodegenerativa que provoca o esquecimento progressivo das lembranças e das pessoas amadas. Diante do desgaste mental e emocional causado pela doença, Amadeus decide embarcar numa última e especial viagem com sua neta Matilda (Sophie Lane Nolte), rumo a Veneza, na Itália — um lugar carregado de significados afetivos, pois é onde ele conheceu sua falecida esposa.

A trama, simples em sua essência, é rica em nuances e sensações. A relação entre avô e neta, o resgate das memórias afetivas e a luta para preservar a identidade diante do esquecimento fazem deste filme uma obra que provoca reflexão e emoção.

Uma refilmagem que respeita a originalidade

Dirigido pelo alemão Til Schweiger, que também foi responsável pelo filme original de 2014, Honig im Kopf (em português, “Mel na Cabeça”), “Nunca Te Esquecerei” é a versão americana desta história comovente. Schweiger repete a dose na direção, mantendo a sensibilidade e a verdade do roteiro que ele mesmo ajudou a criar para o filme alemão.

Enquanto o original tocou profundamente o público europeu, especialmente na Alemanha, o remake americano traz um elenco internacional de peso, liderado por Nick Nolte, que dá vida a Amadeus com uma interpretação comovente e sincera. Ao seu lado, Matt Dillon e Emily Mortimer interpretam seu filho e nora, figuras que representam o apoio e os desafios familiares diante da doença. A neta Matilda, papel assumido pela jovem Sophia Lane Nolte, é o elo de ternura e esperança, cuja relação com o avô se revela o verdadeiro motor da narrativa.

Elenco de destaque e personagens marcantes

Além de Nick Nolte, Matt Dillon e Emily Mortimer, o filme conta com nomes como Jacqueline Bisset, Eric Roberts e Greta Scacchi, que interpretam personagens secundários fundamentais para o desenvolvimento da trama, trazendo profundidade ao universo vivido por Amadeus. Til Schweiger ainda faz uma participação especial como garçom em um restaurante de Londres, adicionando um toque pessoal ao longa. Cada personagem traz consigo um papel simbólico, representando os diferentes aspectos da jornada de quem convive com o Alzheimer — desde o cuidado familiar até a busca por dignidade e compreensão.

Produção e curiosidades

A produção de “Nunca Te Esquecerei” teve início em 2018, com as filmagens acontecendo na Alemanha. O filme recebeu apoio do financiamento estatal alemão, o que mostra o interesse cultural e social que essa obra despertou no país de origem do diretor.

Curiosamente, a versão original de 2014 foi um dos maiores sucessos do cinema alemão daquele ano, com mais de sete milhões de espectadores. Já a refilmagem americana teve uma recepção mais tímida nas bilheterias, um contraste que demonstra as dificuldades naturais em transpor narrativas culturais e adaptá-las para públicos diferentes.

Apesar disso, o filme tem sido elogiado pela forma honesta e comovente com que aborda um tema delicado, que afeta milhões de famílias ao redor do mundo.

Alzheimer no cinema

Filmes como “Nunca Te Esquecerei” são importantes porque aproximam o público da realidade de quem enfrenta o Alzheimer, uma doença que ainda gera muitos tabus e desinformação. Ao mostrar o processo de perda progressiva das memórias e a maneira como o afeto pode resistir a essa erosão, o filme ajuda a humanizar o debate, convidando à empatia e ao cuidado. Além disso, a relação entre Amadeus e Matilda destaca a importância do vínculo familiar e do amor como forças que ajudam a enfrentar momentos difíceis.

Para assistir na Sessão da Tarde

Com direção de Til Schweiger, o filme tem uma duração que cabe perfeitamente no horário tradicional da Sessão da Tarde, oferecendo uma opção de entretenimento que é, ao mesmo tempo, leve e reflexiva. A transmissão no dia 29 de julho será uma oportunidade para que telespectadores de todas as idades possam se emocionar e, talvez, se identificar com as situações vividas pelos personagens

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