Liam Neeson descobre seu lado cômico em “Corra que a Polícia Vem Aí” – Uma nova fase para o ator e para a comédia

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É difícil imaginar Liam Neeson, um dos grandes nomes do cinema contemporâneo, conhecido mundialmente por sua voz grave e personagens marcados pela intensidade dramática, entregando risadas genuínas em uma comédia escrachada. E, no entanto, é exatamente isso que o público brasileiro vai poder conferir a partir do dia 14 de agosto, com a estreia de “Corra que a Polícia Vem Aí” — uma homenagem irreverente e atualizada à clássica franquia “The Naked Gun”, que chega aos cinemas nacionais com uma proposta que mistura ação, humor nonsense e muita energia.

Um ator em transformação: o desafio de reinventar-se

Liam Neeson nunca foi um ator que buscou conforto ou se acomodou em um único estilo. Do herói trágico de “A Lista de Schindler” ao implacável pai em “Busca Implacável”, Neeson construiu uma carreira sólida, com personagens que exigem seriedade e força dramática. Por isso, sua decisão de encarar a comédia pastelão em “Corra que a Polícia Vem Aí” representa mais do que uma simples mudança de gênero: é uma verdadeira reinvenção artística.

Em um vídeo divulgado pela Paramount Pictures Brasil, Neeson foi sincero ao afirmar: “É um gênero novo para mim”. Essa simplicidade no discurso revela a honestidade do ator diante do novo desafio. Ele não se apresenta como um comediante nato, mas como alguém disposto a explorar territórios desconhecidos, aprender e se divertir no processo.

Essa coragem para sair da zona de conforto é inspiradora — não apenas para profissionais do cinema, mas para qualquer pessoa que sente o peso da rotina e teme o novo. Neeson mostra que nunca é tarde para experimentar, errar, rir de si mesmo e se reinventar.

O retorno da irreverência: “The Naked Gun” ganha novo fôlego

A franquia “The Naked Gun” é um marco da comédia, e o personagem Frank Drebin, imortalizado por Leslie Nielsen, é um ícone do humor pastelão. O sucesso dos filmes dos anos 80 e 90 reside em sua capacidade de brincar com os clichês dos filmes policiais e de ação, exagerando nos absurdos e nas trapalhadas, tudo isso com timing perfeito e personagens memoráveis.

“Corra que a Polícia Vem Aí” resgata essa essência, mas com um olhar contemporâneo. A ideia é atualizar o humor para os dias atuais, mantendo a homenagem à série original, mas sem parecer ultrapassado ou repetitivo. Para isso, o roteiro, assinado por Dan Gregor, Doug Mand e Akiva Schaffer, aposta em diálogos ágeis, situações bizarras e um ritmo acelerado.

A trama gira em torno do Tenente Frank Drebin Jr., interpretado por Neeson, o filho do personagem original. Esse aspecto gera uma curiosa dinâmica entre legado e novidade, trazendo a expectativa de que o ator consiga imprimir sua personalidade ao mesmo tempo em que honra o espírito do personagem.

Seth MacFarlane: o homem por trás do humor irreverente

Seth MacFarlane, conhecido pelo seu trabalho nas séries animadas “Uma Família da Pesada” e “American Dad!”, é um produtor com um talento especial para o humor ácido e politicamente incorreto. Ao assumir a produção de “Corra que a Polícia Vem Aí”, ele trouxe seu olhar afiado e uma paixão antiga pela franquia.

Em entrevista, MacFarlane afirmou que acredita que o público precisa hoje de comédias leves e engraçadas para enfrentar as tensões do cotidiano. Essa empatia e percepção cultural fazem dele um dos nomes mais relevantes para produzir um filme que funcione como um escape bem-humorado para as plateias.

Sua influência é sentida no ritmo e no tom do filme, que consegue equilibrar o absurdo com momentos inesperados de humanidade e charme. O envolvimento de MacFarlane também é garantia de que o filme não perderá o frescor e a irreverência que os fãs da franquia esperam.

Um elenco para todos os gostos

Além de Liam Neeson e Pamela Anderson, que interpreta Beth, “Corra que a Polícia Vem Aí” reúne um elenco que transita entre gerações e estilos. Paul Walter Hauser, conhecido por seus trabalhos em “Cobra Kai” e “I, Tonya”, vive o Capitão Ed Hocken Jr., enquanto nomes como Liza Koshy, uma estrela das redes sociais e do cinema, trazem modernidade e leveza.

Figuras como Kevin Durand e Danny Huston acrescentam peso dramático ao elenco, equilibrando as doses de comédia e ação. A presença do rapper Busta Rhymes ainda acrescenta uma pitada cultural inesperada, evidenciando a aposta do filme em diversificar seus personagens e atrair públicos distintos.

Esse elenco heterogêneo é uma demonstração clara de que o filme quer falar para todas as gerações: quem cresceu com Leslie Nielsen poderá revisitar aquele universo, enquanto os jovens descobrirão uma comédia com referências atuais e ritmo dinâmico.

O processo criativo: resgatar sem repetir

O caminho até a produção final de “Corra que a Polícia Vem Aí” foi longo e cheio de nuances. Desde 2013, a Paramount Pictures tentou revitalizar a franquia, passando por diferentes roteiristas, diretores e atores escalados. Ed Helms chegou a ser anunciado como protagonista, mas o projeto enfrentou dificuldades para encontrar o tom certo, que não traísse o legado da série.

David Zucker, criador do original, chegou a se afastar por achar que o reboot poderia não atingir a qualidade dos primeiros filmes. Esse cenário mostra a complexidade de trabalhar com franquias tão amadas: como respeitar o passado e, ao mesmo tempo, inovar?

A contratação de Seth MacFarlane e Akiva Schaffer, diretor conhecido por seu trabalho na comédia contemporânea, foi o ponto de virada que deu fôlego novo à produção. O roteiro passou por diversas reformulações, sempre buscando um equilíbrio entre humor clássico e frescor moderno.

As filmagens em Atlanta, no primeiro semestre de 2024, foram marcadas por um clima de leveza e colaboração, com atores e equipe abraçando o tom cômico e se divertindo com o material.

O que esperar de “Corra que a Polícia Vem Aí”?

O filme promete uma comédia leve, para quem quer dar boas risadas e relaxar. Combinando cenas de ação com gags visuais e diálogos espirituosos, ele oferece uma experiência que não exige muito do espectador — apenas entrega entretenimento puro.

Mas também é um filme que fala sobre legado, aceitação e a coragem de ser diferente, mesmo em meio a expectativas pesadas. Frank Drebin Jr. é um personagem atrapalhado, porém determinado, que pode inspirar o público a abraçar suas imperfeições e encontrar seu próprio caminho.

Para Liam Neeson, é a chance de mostrar seu talento multifacetado e sua disposição para surpreender. Para o público, é a oportunidade de rever um estilo clássico de comédia policial com um toque moderno e inesperado.

Saiba quando o filme “Premonição 6: Laços de Sangue” vai chegar na HBO Max

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A icônica franquia Premonição retorna com Premonição 6: Laços de Sangue, um capítulo que traz de volta o terror clássico da saga, aliado a uma trama que explora profundidades inéditas do destino e da fatalidade. Após uma bem-sucedida passagem pelos cinemas, o longa chega agora à plataforma HBO Max, prometendo conquistar tanto os fãs de longa data quanto uma nova geração de espectadores sedentos por suspense e adrenalina.

Do Cinema para o Streaming: A Expansão da Franquia

Estreado nos cinemas recentemente, Premonição 6 superou expectativas ao trazer uma proposta que respeita a fórmula consagrada da franquia, mas que também acrescenta camadas emocionais e narrativas mais complexas. A chegada do filme ao streaming, marcada para 1º de agosto na HBO Max, abre a possibilidade de um público ainda maior vivenciar as reviravoltas e mortes macabras que caracterizam a série.

A transição da tela grande para o streaming reflete a tendência atual da indústria audiovisual, onde conteúdos que estreiam no cinema rapidamente ganham um segundo fôlego nas plataformas digitais. Para os fãs da saga, esta é a oportunidade ideal para reassistir aos momentos mais tensos e para novos espectadores mergulharem no universo de Premonição.

Enredo e Personagens: Laços Familiares e o Implacável Destino

A trama gira em torno de Stefani (Kaitlyn Santa Juana), uma jovem universitária que tem uma premonição terrível sobre a morte iminente de sua família. Em busca de respostas e esperança, ela volta para casa, encontrando sua avó, Iris (Rya Kihlstedt), uma mulher com profundo conhecimento sobre os mistérios que cercam a morte na família.

O filme desenvolve uma conexão direta com eventos que ocorreram nos anos 60, amarrando passado e presente em uma narrativa cheia de suspense. Os laços familiares, tanto afetivos quanto sombrios, são o fio condutor que guia Stefani na tentativa de romper com a sina fatal que assola seus parentes.

Além de Kaitlyn Santa Juana e Rya Kihlstedt, o elenco reúne nomes como Teo Briones, Richard Harmon e Owen Patrick Joyner, que dão vida a personagens que ajudam ou dificultam a fuga da Morte. Um destaque especial vai para Tony Todd, que retorna como William Bludworth — o enigmático homem que conhece os segredos da Morte — numa participação que promete emocionar os fãs ao marcar a despedida do ator da franquia.

A Morte como Personagem e Destino Iminente

Como em todos os filmes da saga, a Morte é a verdadeira protagonista, um antagonista invisível, porém onipresente, que persegue suas vítimas com precisão fria e brutal. No longa, as mortes são especialmente elaboradas, cada uma carregando uma carga simbólica e visual impressionante.

Uma das cenas mais impactantes envolve a avó Iris, que, após alertar Stefani sobre os perigos que se avizinham, sofre uma morte súbita e chocante ao ser empalada por um cata-vento em sua cabana — um momento que reforça a ideia de que ninguém está a salvo.

O filme continua a tradição da franquia de criar mortes criativas e sangrentas: seja um personagem esmagado por uma máquina de ressonância magnética ou outro ferido fatalmente por uma mola solta de uma máquina de vendas, os momentos de tensão são constantes e intensos.

Referências e Novidades Dentro da Série

Premonição 6 não apenas revisita elementos dos filmes anteriores, como também introduz novos conceitos e possibilidades. A presença de um livro antigo, pertencente a Iris, onde ela anotava as mortes da família, amplia o mistério e a sensação de uma maldição que atravessa gerações.

Além disso, o filme propõe uma reflexão sobre o destino e o livre arbítrio: é possível enganar a Morte? A personagem Stefani é confrontada com duas escolhas — matar alguém para interromper o ciclo ou morrer e ser reanimada, uma alternativa já explorada em filmes anteriores da série.

A Produção e a Direção: Respeito à Tradição com Toques de Modernidade

A produção de Premonição 6 é assinada por Craig Perry, enquanto a direção fica por conta da dupla Zach Lipovsky e Adam Stein. O filme consegue equilibrar a atmosfera de suspense clássica da saga com uma estética contemporânea, explorando efeitos especiais de última geração que ampliam o impacto das cenas.

A fotografia, os efeitos práticos e digitais, e a trilha sonora se combinam para criar uma experiência imersiva, onde o espectador é levado a um estado constante de alerta e apreensão. O ritmo do filme é cuidadosamente dosado para manter a tensão, sem perder o desenvolvimento emocional dos personagens.

O Legado de Tony Todd e a Conexão com os Fãs

A presença de Tony Todd como Bludworth é mais do que um retorno de um personagem — é um elo com a história da franquia. Conhecido por seu papel emblemático, Todd traz uma gravidade e mistério que elevam o filme, e sua despedida traz um sentimento de nostalgia e respeito pelo legado construído.

Para os fãs, essa participação especial é um presente, uma forma de fechar um ciclo dentro do universo de Premonição com dignidade e emoção.

Expectativas e Recepção

Desde sua estreia nos cinemas, Premonição 6 vem recebendo elogios por manter a essência que fez da franquia um sucesso mundial, ao mesmo tempo em que oferece novidades para não deixar o público entediado. A mistura de suspense, terror e drama familiar é vista como um acerto da produção, que entende que o público quer mais que apenas mortes criativas — quer uma história que emocione e envolva.

A chegada ao streaming promete ampliar esse alcance, possibilitando que o filme seja revisto e debatido por fãs antigos e novos, criando um espaço para discussões sobre o destino, a vida e, claro, o inevitável encontro com a Morte.

Por que Assistir Premonição 6: Laços de Sangue?

Para os amantes do suspense e do terror, o filme é um prato cheio, unindo tudo que a franquia tem de melhor: tensão constante, mortes criativas e um enredo que mexe com os sentimentos. Para quem acompanha desde o primeiro filme, é uma continuidade que respeita o legado. Para quem está chegando agora, é uma introdução eficiente ao universo da saga, com personagens cativantes e uma história que prende.

A produção demonstra que mesmo no sexto capítulo, a saga tem muito a oferecer, mostrando que a Morte nunca perde seu apetite — e o público nunca perde o interesse.

Onde e Quando Assistir?

Premonição 6: Laços de Sangue estará disponível na HBO Max a partir de 1º de agosto. Para quem prefere a televisão tradicional, o filme será exibido no canal HBO no sábado, 2 de agosto, às 22h. Esta é a chance perfeita para mergulhar na atmosfera aterrorizante da franquia, com toda a comodidade do streaming ou a experiência da tela grande no conforto de casa.

Crítica | O Ritual – Entre o sagrado e o psicológico, um horror que flerta com a fé e a dúvida

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No vasto universo dos filmes de possessão, O Ritual se encaixa em um terreno já bem explorado, mas consegue, ainda assim, deixar uma marca própria. Com fortes influências de O Exorcista (1973), a obra busca equilibrar tradição e inovação ao contar mais uma história de fé, medo e perturbação mental. Apesar de não reinventar o gênero, o longa propõe reflexões interessantes ao fundir elementos religiosos com dilemas da psique humana, criando uma tensão que pulsa entre o sagrado e o profano, entre a crença e o ceticismo.

A narrativa gira em torno de Emma, uma jovem que começa a manifestar comportamentos inquietantes, colocando em xeque a linha entre possessão demoníaca e distúrbios mentais. Essa ambiguidade se torna o fio condutor do filme, e talvez o seu maior trunfo. Diferente de outras produções que apostam na explicação sobrenatural como única via, O Ritual prefere manter o espectador em dúvida — um gesto corajoso que enriquece o suspense e dá profundidade dramática à história.

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A dúvida como protagonista

Ao invés de escancarar a presença de um demônio desde os primeiros minutos, o roteiro opta por uma construção mais contida, deixando que os sinais se acumulem de forma gradual. Gritos noturnos, convulsões, frases em línguas antigas — tudo pode ter explicações médicas ou espirituais, e o filme não se apressa em entregar respostas.

Essa escolha é mais do que um artifício narrativo; é uma proposta temática. O Ritual convida o público a entrar na dúvida junto com os personagens, especialmente com as freiras que cuidam de Emma em um convento isolado. São mulheres de fé, mas também de mundo, que oscilam entre o instinto religioso e o bom senso científico. Essa complexidade nas figuras religiosas foge dos estereótipos comuns do gênero e confere à obra um peso simbólico maior.

Atuações que sustentam a tensão

O elenco, embora discreto, é competente. A jovem protagonista entrega um desempenho intenso e contido, sem cair no exagero comum aos papéis de “possuída”. Há uma angústia silenciosa em sua expressão que torna sua situação ainda mais enigmática. O público não sabe ao certo se está diante de uma vítima de forças malignas ou de uma mente em colapso — e isso funciona.

As freiras merecem destaque. Diferentes entre si em temperamento e fé, elas representam os diversos modos de lidar com o sobrenatural: a que acredita cegamente, a que reluta, a que investiga. Cada uma traz uma nuance ao debate silencioso que se trava dentro do convento. Em um gênero que costuma tratar religiosos como meros instrumentos narrativos, é revigorante ver personagens eclesiásticas com personalidade, dúvidas e humanidade.

Estética e atmosfera: um acerto visual

Visualmente, O Ritual é belo em sua escuridão. Os corredores estreitos do convento, a iluminação natural das velas, os vitrais filtrando a luz — tudo coopera para criar uma atmosfera opressiva e sagrada ao mesmo tempo. Há um cuidado estético que aproxima o longa de um terror mais autoral, quase gótico, evocando sensações que vão além do susto.

Os efeitos visuais cumprem seu papel. Não há abusos em CGI, e os momentos mais “fantásticos” são contidos o suficiente para manter a dúvida plausível. Quando surgem, são bem executados: sombras que se movem sutilmente, objetos que vibram sem explicação, vozes que sussurram em latim. O problema está quando o filme recorre ao manual do terror contemporâneo: corpos se contorcendo, sangue jorrando, olhos virando — cenas que, embora esperadas, destoam da elegância do restante da obra e soam forçadas ou caricatas.

A câmera como inimiga

Se há um ponto que realmente compromete a experiência, ele está na direção de fotografia — mais precisamente na movimentação da câmera. Em muitos momentos, especialmente nas cenas de tensão, o filme opta por uma câmera tremida, próxima do estilo found footage, que pretende intensificar o caos e a urgência, mas acaba apenas desorientando. A intenção é compreensível: mergulhar o espectador na confusão dos personagens. Mas na prática, o excesso dessa técnica tira o foco da cena e pode causar desconforto visual que não tem relação com o horror pretendido.

Em uma obra que aposta tanto na ambiguidade e na construção lenta da tensão, uma câmera mais estática, que permitisse ao espectador observar e refletir, teria sido mais eficiente. A tentativa de copiar fórmulas de sucesso, como em A Bruxa de Blair ou Atividade Paranormal, aqui parece fora de lugar.

Psicologia versus fé: um debate silencioso

O grande mérito de O Ritual é provocar reflexão. Mesmo com alguns deslizes de execução, o filme acerta ao deixar o espectador inquieto, não pelos sustos, mas pelas perguntas. Emma está realmente possuída? Ou é uma vítima do abandono emocional e da pressão religiosa? As freiras são santas ou cúmplices de um ritual de negação da ciência?

Esse embate entre fé e razão — velho como a humanidade — é encenado com certa sofisticação. O filme não oferece respostas fáceis. E talvez por isso incomode tantos. Há espectadores que saem decepcionados justamente por não obterem uma explicação clara. Mas talvez essa seja a maior força da obra: assumir que, em algumas experiências humanas, não há conclusões definitivas.

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A experiência que depende de quem assiste

É curioso observar que grande parte das críticas negativas ao filme vêm de dois tipos de público: os que esperavam um terror mais tradicional, com sustos constantes e vilões claramente definidos; e os que preferem obras mais ousadas e experimentais, como Hereditário ou O Babadook. O Ritual está em um ponto intermediário, o que pode gerar frustração para quem queria mais sustos ou mais complexidade.

No entanto, para quem entra na sala com abertura para um terror atmosférico, que valoriza o não-dito e aposta em simbolismos, o filme oferece uma experiência instigante. Não é uma revolução no gênero, mas é um passo firme em direção a uma narrativa de horror mais madura e introspectiva.

Um ritual que vale o risco

O Ritual não é o melhor filme de possessão já feito — longe disso. Mas também não é um fracasso, como algumas críticas mais duras sugerem. Ele encontra força em sua ambiguidade, constrói uma atmosfera envolvente e conta com atuações competentes, especialmente entre as personagens femininas.

Seu maior erro está em tentar abraçar estilos que não condizem com sua proposta mais reflexiva. A câmera tremida e alguns clichês visuais atrapalham o ritmo e tiram a força de cenas importantes. Mas o saldo final ainda é positivo.

Se você está em busca de um terror que assusta menos pelo que mostra e mais pelo que sugere, O Ritual pode ser uma boa escolha. Assista com calma, com a mente aberta — e com o coração pronto para duvidar do que vê.

Heartstopper Forever | Netflix encerra as filmagens do filme final da saga de Charlie e Nick

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O fim de uma era está próximo para os fãs de Heartstopper. Nesta semana, a Netflix anunciou oficialmente o término das filmagens de Heartstopper Forever, o tão aguardado filme que encerrará a trajetória de amor entre Charlie Spring (Joe Locke) e Nick Nelson (Kit Connor). A produção é baseada no Volume 6 da graphic novel escrita por Alice Oseman, criadora da história que conquistou leitores e espectadores ao redor do mundo com uma narrativa sensível, realista e profundamente humana sobre o amor jovem LGBTQIA+.

O anúncio foi feito com uma foto simbólica: a claquete de filmagens, marcada pela palavra “Wrap” (encerrado), nos bastidores do set. Simples, mas poderosa, a imagem rodou as redes sociais e, em poucos minutos, os nomes de Heartstopper Forever, Alice Oseman e dos atores protagonistas já figuravam entre os assuntos mais comentados do Twitter (atual X).

Embora a data de estreia ainda não esteja confirmada, a Netflix informou que o lançamento será em algum momento de 2026, selando com emoção e expectativa a última etapa dessa história que mudou o panorama da representatividade LGBTQIA+ nas telas nos últimos anos.

A despedida começa nos bastidores

Para quem acompanha a série desde sua estreia em abril de 2022, o anúncio do término das filmagens vem como um lembrete agridoce: o fim está chegando, mas ainda há uma última história a ser contada. E não será qualquer história.

O filme, intitulado Heartstopper Forever, será baseado no Volume 6 da obra original de Alice Oseman, ainda em publicação nos Estados Unidos, o que torna o longa-metragem uma espécie de presente antecipado e audiovisual aos leitores. Oseman, que também é roteirista da série, tem sido reconhecida por manter extrema fidelidade ao tom e aos temas centrais dos quadrinhos — algo que deverá se repetir no longa.

“O título ‘Forever’ diz muito”, escreveu Alice em uma postagem no Instagram. “É sobre o fim e sobre aquilo que permanece. Espero que os fãs se sintam abraçados por esse encerramento. Foi feito com muito amor.”

Um fenômeno construído com afeto e representatividade

Quando Heartstopper chegou à Netflix, em abril de 2022, ninguém imaginava que aquela delicada história sobre dois adolescentes britânicos se apaixonando mudaria tanta coisa. Criada, escrita e ilustrada por Alice Oseman — que também assumiu o roteiro da série — a obra não apenas encontrou uma audiência fiel, como se transformou em uma voz poderosa dentro da ficção adolescente contemporânea.

Diferente de tantos dramas teens carregados de sofrimento, Heartstopper apostou em algo radicalmente transformador: a leveza. Sim, há momentos de angústia, bullying, conflitos familiares e inseguranças existenciais. Mas o que sustenta a narrativa é o amor, o acolhimento e o crescimento pessoal e coletivo dos personagens.

A história gira em torno de Charlie Spring, um estudante do ensino médio que já saiu do armário, mas ainda vive as cicatrizes do bullying homofóbico. Quando ele conhece Nick Nelson, um jogador de rúgbi gentil e popular, começa uma conexão que desafia convenções, preconceitos e até o próprio entendimento de Nick sobre sua sexualidade.

Com uma paleta de cores suave, diálogos naturais e inserções visuais inspiradas nos quadrinhos, Heartstopper conseguiu o feito raro de adaptar uma HQ com estilo e autenticidade, criando um universo em que o público se sente acolhido.

O elenco que conquistou o mundo

Parte do sucesso arrebatador da série se deve ao seu elenco carismático e diverso. Joe Locke, como Charlie, trouxe uma vulnerabilidade comovente ao personagem. Já Kit Connor, como Nick, foi amplamente elogiado por sua entrega emocional e pela forma honesta com que conduziu o arco de autodescoberta de seu personagem — o que, inclusive, gerou debates intensos quando o próprio ator foi pressionado a rotular sua sexualidade na vida real.

Outros nomes que compõem o coração da série incluem William Gao (Tao), Yasmin Finney (Elle), Corinna Brown (Tara), Kizzy Edgell (Darcy), Tobie Donovan (Isaac), Jenny Walser (Tori), Sebastian Croft (Ben), Rhea Norwood (Imogen), além da ilustre Olivia Colman como Sarah, a mãe de Nick.

O elenco foi escolhido não apenas por talento, mas por uma preocupação clara com representatividade. Yasmin Finney, por exemplo, é uma atriz trans negra e se tornou uma das vozes mais importantes da nova geração. Seu papel como Elle Argent trouxe uma camada essencial à narrativa: o olhar de uma jovem trans em processo de autoconhecimento, sem reduzir sua existência ao sofrimento.

Heartstopper como espaço seguro para uma geração

Mais do que uma série de romance adolescente, Heartstopper tornou-se um refúgio emocional para milhões de jovens ao redor do mundo. Em uma era marcada por discursos de ódio, retrocessos nos direitos LGBTQIA+ e ansiedades sociais crescentes, a série ofereceu algo quase revolucionário: esperança.

Nas escolas, professores relataram um aumento na procura por HQs LGBTQIA+ após o sucesso da série. Psicólogos apontaram como a representatividade positiva pode impactar a saúde mental de adolescentes queer. E o público respondeu com arte, cosplay, fanfics e uma enxurrada de mensagens de agradecimento.

A série não fugiu de temas delicados: depressão, ansiedade, autolesão, disforia de gênero, homofobia internalizada. Mas fez isso com um cuidado raro, sem explorar o sofrimento como espetáculo. Cada dor trazia também um acolhimento. Cada crise, um espaço de escuta.

O último capítulo: o que esperar de Heartstopper Forever

Embora detalhes da trama do filme estejam sendo mantidos em sigilo, já se sabe que Heartstopper Forever seguirá os eventos do Volume 6 da HQ — que, segundo a própria Alice Oseman, é um fechamento emocional para a jornada de Charlie e Nick. Os dois agora enfrentam questões típicas da transição para a vida adulta: vestibular, escolha de carreiras, saúde mental, planos para o futuro — juntos e separados.

“O filme é sobre crescer, mas também sobre permanecer”, disse Oseman em uma entrevista recente. “É sobre como o amor pode sobreviver ao tempo, à distância e às mudanças. É sobre como os adolescentes se tornam adultos — e como as conexões formadas na juventude podem, sim, durar para sempre.”

Heartstopper Forever será dirigido novamente por Euros Lyn, que comandou a primeira temporada da série e ajudou a consolidar sua estética sensível. A fotografia, os cenários e o cuidado com os gestos mais sutis — um toque de mãos, um olhar, um sorriso — deverão continuar sendo marcas registradas da produção.

Um marco no audiovisual LGBTQIA+

Ao longo de três temporadas e um filme em produção, Heartstopper se firmou como uma das produções LGBTQIA+ mais importantes da década. Enquanto muitas séries queer são canceladas prematuramente, negligenciadas ou relegadas ao nicho, Heartstopper ganhou renovação rápida, investimento da Netflix, prêmios e espaço no mainstream.

O impacto cultural é palpável: discussões sobre bissexualidade, afeto entre meninos, amor adolescente, aceitação familiar e saúde mental entraram na casa de milhões de pessoas, com naturalidade e empatia.

E para além do entretenimento, Heartstopper é um lembrete do poder das histórias bem contadas. Mostra que jovens LGBTQIA+ não precisam morrer no final. Que suas dores merecem ser vistas, mas seus amores também. Que há beleza, leveza e profundidade nas vidas queer. E que o amor — ainda que adolescente — pode ser sincero, transformador e eterno.

O legado de Alice Oseman e o futuro da representatividade

Autora da HQ, roteirista da série e produtora executiva do filme, Alice Oseman é hoje um nome central na literatura e audiovisual LGBTQIA+ mundial. Com apenas 30 anos, ela construiu uma carreira sólida, sempre com a missão de retratar experiências queer com autenticidade e carinho.

Seu trabalho em Heartstopper criou um padrão de qualidade e humanidade que influencia toda uma nova geração de criadores, leitores e espectadores. E mesmo que Heartstopper Forever marque o fim da história de Charlie e Nick, o legado que ela deixa está longe de terminar.

Fãs se preparam para o adeus

Enquanto o filme não estreia, o fandom já se mobiliza nas redes sociais para revisitar episódios, reler os quadrinhos e preparar homenagens. Muitos afirmam que Heartstopper os ajudou a sair do armário, a entender sua sexualidade ou simplesmente a se sentir menos sozinhos.

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba Castelo Infinito ganha novo pôster durante painel da franquia na San Diego Comic Con 

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Desde o primeiro episódio de Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba, o público foi cativado por uma história que une ação intensa, laços familiares e uma jornada de superação. O crescimento de Tanjiro Kamado, um jovem que se torna um exterminador de demônios após o massacre de sua família e a transformação de sua irmã Nezuko, serviu como fio condutor para um universo repleto de dor, esperança e batalhas épicas. Com a chegada de Castelo Infinito, a franquia se aproxima de sua conclusão, adaptando um dos arcos mais densos e aguardados do mangá de Koyoharu Gotouge. A promessa é clara: essa será uma experiência cinematográfica que deixará marcas profundas na audiência, tanto emocional quanto visualmente.

O que esperar do novo filme?

Demon Slayer: Castelo Infinito marca uma mudança de tom e escopo na saga. Ao contrário dos filmes anteriores — Mugen Train, To the Swordsmith Village e Hashira Training — que funcionavam como compilações ou transições de temporadas, este novo longa é uma adaptação inédita do arco final, com cenas originais, ritmo cinematográfico e desenvolvimento emocional aprofundado. A trama se passa imediatamente após os eventos do Treinamento dos Hashira, quando Muzan Kibutsuji, o vilão supremo da história, ataca a sede do Esquadrão de Exterminadores de Demônios e lança os heróis dentro do castelo que dá nome ao filme. O Infinity Castle é um espaço distorcido, labiríntico e aterrador, onde o confronto final se desenrolará. A ambientação sombria, aliada ao peso narrativo desse momento da história, cria um cenário de pura tensão, onde cada luta pode significar vida ou morte.

Emoção ao vivo: SDCC consagra a grandiosidade do filme

Durante o painel no Hall H da San Diego Comic-Con 2025, o público presente pôde sentir um pouco da intensidade que virá com Castelo Infinito. A presença do dublador Natsuki Hanae (voz de Tanjiro Kamado) trouxe à tona lembranças da construção emocional do personagem. Mas o ápice do evento foi a apresentação da cantora LiSA, que interpretou ao vivo duas canções da saga — incluindo a poderosa “Shine in the Cruel Night”, música-tema do novo filme. O público se emocionou, e a energia da performance contagiou até mesmo os membros da equipe técnica. O painel serviu como uma celebração da trajetória da franquia, relembrando os altos e baixos vividos por Tanjiro e seus companheiros, enquanto deixava claro que Castelo Infinito não será apenas uma continuação — mas um verdadeiro ápice emocional da saga.

Recapitulando os arcos: uma maratona gratuita antes do clímax

Para permitir que os fãs revisitem a jornada de Tanjiro e para atrair novos espectadores, a Crunchyroll liberou gratuitamente os principais arcos da série por períodos limitados. Essa estratégia de aquecimento oferece não apenas uma imersão narrativa, mas também um convite à emoção acumulada ao longo das temporadas. O Arco do Trem Infinito, que marcou a primeira grande perda da equipe com a morte de Rengoku, está disponível de 21 de julho a 03 de agosto. Em seguida, o Arco do Distrito do Entretenimento (04 a 17 de agosto) apresenta as lutas intensas ao lado de Tengen Uzui. O Arco da Vila dos Ferreiros (18 a 31 de agosto) aprofunda os conflitos pessoais dos Hashira Muichiro e Mitsuri. Já o Arco do Treinamento dos Hashira (01 a 14 de setembro) prepara o terreno psicológico e físico para o clímax. A ação da plataforma reforça o laço da comunidade com a história, permitindo que a ansiedade pela estreia se transforme em uma celebração coletiva da saga.

Um vilão que transcende o medo

Muzan Kibutsuji, antagonista central de Kimetsu no Yaiba, é mais que um vilão poderoso: ele representa a origem e o ápice da ameaça demoníaca. Com sua aparência serena e elegante, esconde uma crueldade ancestral, capaz de destruir tudo em seu caminho com frieza calculada. Em Castelo Infinito, Muzan deixa de agir nos bastidores e parte para o ataque direto, invadindo a Mansão Ubuyashiki e levando os exterminadores para o território mais perigoso da série. A transformação do vilão, de manipulador distante a ameaça palpável e presente, intensifica a tensão da narrativa. Os fãs que acompanharam sua trajetória desde os primeiros episódios agora verão o demônio em sua forma plena, desafiando os Hashira e revelando a magnitude de seu poder. A luta contra Muzan não será apenas física — será um teste moral e espiritual para Tanjiro e sua geração.

Giyu, Tanjiro e Akaza: a batalha que o mundo aguarda

Entre os embates mais aguardados desta nova fase, o confronto entre Giyu Tomioka e Akaza promete ser o mais emocionalmente devastador. Akaza é o demônio que assassinou Kyojuro Rengoku — o Hashira das Chamas que conquistou o coração dos fãs em Mugen Train. Agora, o reencontro com Giyu e Tanjiro representa mais do que vingança: é um acerto de contas com o passado e um passo decisivo na jornada dos protagonistas. Giyu, sempre reservado e metódico, revela em combate sua força interior, utilizando a 11ª Forma da Respiração da Água: Calmaria, técnica que o torna praticamente invisível para os demônios. O duelo será marcado por dor, respeito, e também compaixão — elementos que sempre diferenciaram Demon Slayer de outras obras de ação. Tanjiro, ao lado de Giyu, enfrentará o dilema entre a raiva e a empatia, consolidando seu amadurecimento como guerreiro e ser humano.

Uma superprodução pensada para o cinema

A Ufotable, estúdio responsável pela adaptação da obra, transformou Demon Slayer em sinônimo de qualidade visual e narrativa. Com técnicas de animação híbridas, que mesclam 2D tradicional com efeitos digitais, o estúdio entrega uma experiência sensorial que rivaliza com grandes produções de Hollywood. Em Castelo Infinito, a proposta é elevar ainda mais esse padrão. Com duração estimada de mais de duas horas, o longa terá sequências de ação ininterruptas, mudanças de cenário em tempo real — já que o castelo muda de forma constantemente — e coreografias de luta inspiradas em artes marciais reais. Além disso, a trilha sonora composta por Yuki Kajiura e Go Shiina promete envolver emocionalmente cada momento crucial. A narrativa será construída para funcionar como um filme autônomo, mas com a densidade dramática que os fãs do mangá esperam. Será, portanto, um espetáculo cinematográfico com alma, técnica e coração.

Lançamento e expectativas mundiais

No Japão, o filme estreia em 18 de julho de 2025, com distribuição pela Aniplex e Toho. No Brasil, a data oficial é 11 de setembro, com distribuição internacional feita pela Crunchyroll em parceria com a Sony Pictures Releasing. A expectativa de público é altíssima. A bilheteria de Mugen Train superou US$ 500 milhões globalmente, tornando-se o filme de anime mais lucrativo da história até hoje. Agora, com um arco narrativo mais carregado e emocionalmente decisivo, Castelo Infinito tem potencial para superar essas marcas. O fandom internacional, especialmente no Brasil, demonstra entusiasmo ininterrupto. Redes sociais, comunidades de fãs e influenciadores já estão promovendo contagens regressivas, teorias e reações ao pôster e trailer divulgados na Comic-Con. Tudo indica que o lançamento será um dos eventos culturais mais marcantes de 2025 para o público jovem-adulto.

Vozes que deram vida ao épico

O elenco de dubladores originais de Kimetsu no Yaiba retorna em peso para o novo longa, reforçando a continuidade emocional da história. Natsuki Hanae volta a interpretar Tanjiro com sua voz firme e compassiva, enquanto Akari Kitō dá vida à doçura e à força de Nezuko. Hiro Shimono, como Zenitsu, e Yoshitsugu Matsuoka, como Inosuke, equilibram com humor e bravura a intensidade dos combates. Giyu Tomioka, um dos focos deste filme, ganha ainda mais profundidade na voz de Takahiro Sakurai. Outros destaques incluem Saori Hayami como Shinobu Kocho, Kana Hanazawa como Mitsuri Kanroji e Kenichi Suzumura como Obanai Iguro. A trilha vocal da saga sempre foi um elemento essencial na criação de vínculos com os personagens. Esses intérpretes, com suas entonações, pausas e emoções, ajudam a tornar cada cena mais real e impactante.

“Bem-vindo a Derry” | HBO revela teaser arrepiante da prequela de “IT – A Coisa”, com retorno de Bill Skarsgård como Pennywise

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Derry está de volta — mais sombria, silenciosa e ameaçadora do que nunca. Durante o aguardado painel da San Diego Comic-Con 2025, a HBO revelou o primeiro teaser oficial de sua nova série de terror: “Bem-vindo a Derry” (Welcome to Derry), baseada no universo criado por Stephen King em seu clássico IT – A Coisa. Prevista para estrear em outubro, a produção original chega ao canal HBO e à plataforma HBO Max com a promessa de ser mais do que uma simples prequela. Trata-se de uma viagem aterrorizante às origens do medo em sua forma mais pura — aquela que se esconde sob o riso de um palhaço, nas esquinas de uma cidade e nos traumas não resolvidos da infância.

Um retorno às origens do medo

Bem-vindo a Derry não pretende apenas contar uma nova história, mas ampliar e aprofundar o universo já conhecido pelos fãs dos filmes IT (2017) e IT: Capítulo Dois (2019). Ambientada décadas antes dos eventos que colocaram o Clube dos Otários frente a frente com Pennywise, a série explora a gênese da maldição que assombra a cidade de Derry. O mal, aqui, não é só uma figura monstruosa, mas uma presença silenciosa, que contamina ambientes, pessoas e memórias. O teaser divulgado impressiona pela sua carga atmosférica: cenas que evitam sustos fáceis, mas que mergulham o espectador em uma sensação de desconforto crescente.

A escolha por mostrar menos e sugerir mais reforça o aspecto psicológico do horror. Um balão vermelho, uma bicicleta que gira sozinha, uma parede que respira — tudo isso é mostrado sem explicações, deixando ao público a sensação de que algo muito errado está prestes a acontecer. Ao final do teaser, o som inconfundível da risada de Pennywise deixa claro: o medo está de volta, e dessa vez, pode ser mais antigo e profundo do que jamais imaginamos.

Um elenco promissor e diverso

A HBO reuniu um elenco sólido e diverso para dar vida aos habitantes de Derry. Jovan Adepo, que brilhou em Watchmen, assume um dos papéis centrais, ao lado de Chris Chalk (Perry Mason) e Taylour Paige, aclamada por sua performance em Zola. Completam o time James Remar, Stephen Rider, Madeleine Stowe e Rudy Mancuso, que adiciona um toque de surpresa à produção. Mas o maior destaque vai para Bill Skarsgård, que retorna ao papel de Pennywise — papel que marcou sua carreira e se tornou uma das figuras mais icônicas do terror moderno.

A decisão de Skarsgård em voltar ao personagem foi recebida com entusiasmo pelo público e também pelos produtores. O ator revelou que foi conquistado pela abordagem mais sombria e psicológica da série. “É uma história sobre o surgimento do medo, sobre traumas enraizados. Pennywise é menos uma criatura e mais um reflexo do pior que existe nas pessoas e na cidade”, disse ele. A expectativa em torno da sua performance é alta, e tudo indica que veremos um Pennywise ainda mais aterrorizante — e, paradoxalmente, mais humano.

Bastidores e expectativas

Desenvolvida por Andy Muschietti, Barbara Muschietti e Jason Fuchs, a série carrega o DNA criativo dos dois longas-metragens que revitalizaram a obra de Stephen King para uma nova geração. Andy Muschietti não apenas produziu, como também dirigirá múltiplos episódios, o que garante uma continuidade estética e tonal em relação aos filmes. Jason Fuchs, que escreveu o episódio piloto, divide a função de showrunner com Brad Caleb Kane, responsável por séries como Fringe e Moonhaven.

As gravações aconteceram em locações no Canadá, especialmente em Toronto e Port Hope, cidade que já havia servido de cenário para os filmes anteriores. A escolha por locais reais, e não cenários em estúdio, reforça a ambientação sombria e palpável da narrativa. A equipe de produção também optou por construir ambientes fechados com iluminação natural, criando uma estética que remete aos anos 60 e 70 — décadas que serão retratadas ao longo da temporada.

Um novo olhar sobre o horror de Derry

Enquanto os filmes mostravam Derry nos anos 80 e 2010, a série volta ainda mais no tempo, explorando o período entre os anos 1960 e 1970. Esse salto temporal permite que a narrativa aborde eventos históricos, sociais e políticos que também ajudam a moldar a atmosfera opressora da cidade. Entre os elementos prometidos pela produção, estão desaparecimentos misteriosos, linchamentos comunitários encobertos, transtornos mentais negligenciados, além de crimes nunca resolvidos — tudo costurado sob a presença invisível, mas constante, de Pennywise.

A série também pretende discutir como o medo se manifesta de forma diferente para pessoas com histórias de vida diversas. Temas como racismo estrutural, discriminação, violência familiar e repressão sexual devem aparecer com força nos episódios, reforçando o caráter metafórico de Pennywise como representação dos horrores reais que as pessoas vivem no cotidiano. Bem-vindo a Derry é, assim, uma narrativa de terror, mas também um retrato social enraizado em feridas históricas.

Um palhaço que já entrou para a história

Desde sua criação por Stephen King em 1986, Pennywise se tornou mais do que um vilão: tornou-se um ícone cultural. A versão original interpretada por Tim Curry na minissérie dos anos 90 marcou gerações. Mas foi com a chegada de Bill Skarsgård ao papel, em 2017, que o personagem ganhou uma nova dimensão. Sua interpretação trouxe uma fisicalidade única ao palhaço, misturando ternura dissimulada com selvageria incontrolável. O olhar torto, o sorriso quebrado e a voz distorcida se tornaram marcas registradas de uma atuação que assombrou as telas de cinema em todo o mundo.

Ao todo, os dois filmes IT arrecadaram mais de US$ 1,1 bilhão nas bilheteiras, tornando-se as adaptações de terror mais lucrativas da história do cinema. O sucesso de público e crítica confirmou o apelo universal da obra de Stephen King, e consolidou Pennywise como uma das entidades mais assustadoras já retratadas na ficção. Agora, com a série, Skarsgård tem a chance de explorar novas camadas do personagem — quem sabe até revelar traços de sua origem e motivações mais profundas.

Outubro será o mês do medo

A escolha de lançar Bem-vindo a Derry em outubro não é aleatória. Trata-se do mês de Halloween, período em que o público tradicionalmente consome mais obras do gênero. A HBO pretende ocupar um espaço estratégico na programação, lançando os episódios semanalmente e mantendo a audiência presa à narrativa por nove semanas consecutivas. A exibição simultânea na HBO Max também garante acessibilidade global, transformando a estreia em um evento multiplataforma.

“Porta da Esperança” retorna ao Programa Silvio Santos com Patrícia Abravanel deste domingo (27/07)

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Há momentos em que a televisão brasileira reencontra suas raízes mais profundas — e emociona como se fosse a primeira vez. É esse o sentimento que tomou conta dos estúdios do SBT e do coração do público neste domingo, com a volta oficial de um dos quadros mais queridos da história da TV: a “Porta da Esperança”. Com nova roupagem, mas sem abrir mão da sua essência solidária, o retorno do clássico quadro marca um resgate da sensibilidade em horário nobre. E, como não poderia deixar de ser, é Patricia Abravanel, filha do apresentador que imortalizou o bordão “atrás da porta pode estar o seu sonho”, quem assume agora essa missão com um carinho visivelmente sincero.

Quando a TV escolhe transformar, e não apenas entreter

Mais do que um momento nostálgico, a volta da “Porta da Esperança” é um gesto simbólico. Ela relembra que o entretenimento pode, sim, carregar propósitos maiores: como ouvir, acolher e mudar vidas. No ar entre 1984 e 1997, o quadro ficou marcado pelas histórias comoventes de pessoas comuns, vindas de todos os cantos do Brasil, que viam ali uma última chance. Em cada episódio, uma carta, um pedido, uma história. E depois, a tão esperada abertura da porta — revelando se o sonho seria, enfim, realizado.

Neste novo ciclo, o formato permanece o mesmo: cartas são lidas com cuidado, famílias são apresentadas com dignidade, e a promessa de uma resposta — que pode ser um reencontro, um presente ou um recomeço — permanece no ar até o último instante. Mas agora há um refinamento sutil no tom: menos espetáculo, mais escuta; menos pressa, mais afeto.

Patricia Abravanel: o coração da nova fase

Desde que assumiu o “Programa Silvio Santos”, Patricia tem equilibrado reverência com inovação. No comando da “Porta da Esperança”, isso se traduz em empatia e respeito. Ao abrir a cortina do novo cenário, ela não apenas apresenta um quadro: ela sustenta uma herança emocional — e faz isso com doçura e segurança, sem imitar o pai, mas honrando sua história.

O clima do estúdio também colabora para esse reencontro afetivo. A trilha sonora original foi mantida, o arco-íris da porta resgatado com fidelidade e a ambientação reforça que, apesar das décadas passadas, o sonho continua sendo a linguagem mais poderosa da televisão.

Três histórias que aqueceram o coração do Brasil

A reestreia da “Porta da Esperança” não economizou emoção. Três casos, distintos e complementares, deram o tom da nova temporada:

O mecânico do Maranhão: Após perder tudo em uma enchente, ele escreveu pedindo ferramentas e ajuda para reabrir sua oficina. O que recebeu, no entanto, foi mais do que equipamentos: foi a chance de recuperar sua autonomia e dignidade.

A mãe e o reencontro: Separada do filho ainda bebê, uma mulher emocionou o Brasil com sua carta repleta de saudade. O momento em que mãe e filho se abraçaram no palco foi de uma beleza rara — e o silêncio que antecedeu esse instante falou mais alto do que qualquer trilha sonora.

A menina que sonha com Daniel: Com uma condição rara e limitante, ela só desejava duas coisas: um abraço do cantor Daniel e uma boneca adaptada às suas necessidades motoras. Ambos os sonhos foram realizados, diante de uma plateia que se levantou em aplauso espontâneo — emocionada com a pureza e a força de uma criança que não perdeu a fé.

Não é apenas sobre abrir uma porta

A nova “Porta da Esperança” traz um conceito que parece simples, mas é poderoso: escuta emocional. Cada história é tratada como única, e o programa resgata o valor da atenção, da espera, do olhar afetuoso. Não há cortes bruscos, nem voyeurismo. O foco está na pessoa, não no problema.

Essa abordagem dá ao programa um ritmo diferente da televisão acelerada que estamos acostumados. Há tempo para o silêncio, para o choro, para o riso. Há tempo para sentir.

E, talvez por isso, a emoção transborde. Não por artifício, mas porque é genuína.

Um domingo recheado de atrações com afeto e identidade

Além da reestreia da “Porta da Esperança”, o “Programa Silvio Santos” deste domingo trouxe uma série de quadros que reforçam o compromisso da atração com a diversidade, o talento e a leveza. Destaque para:

📺 Jogo das 3 Pistas com Leda e Duda Nagle

Um encontro raro entre mãe e filho no palco. Leda, uma das jornalistas mais respeitadas da história da TV, e Duda, ator com trajetória marcante, protagonizaram momentos de ternura e bom humor. As histórias de bastidores, os desafios profissionais e o carinho explícito entre os dois emocionaram.

🎤 Show de Calouros

Num clima descontraído, artistas dos mais variados estilos mostraram seu talento diante de jurados como Aretuza Lovi, Cela, Victor Sarro e Helen Ganzarolli. Um pianista excêntrico, uma cover de Marília Mendonça e até um “Máskara” dançarino encantaram pela criatividade e carisma.

🎩 Henry e Klauss, os Ilusionistas

A dupla brasileira premiada internacionalmente voltou ao palco onde começaram para apresentar um número inédito: Patricia Abravanel levitando em plena televisão ao vivo. O truque, feito com elegância e surpresa, foi celebrado como uma metáfora visual para tudo que o programa representa: a capacidade de elevar esperanças.

💰 Show do Milhão EMS

Com perguntas afiadas e tensão no ar, os participantes disputaram não apenas um prêmio milionário, mas também a chance de escrever um novo capítulo de suas vidas. O quadro mistura emoção, raciocínio e aquela torcida do sofá que todo brasileiro adora.

🎭 Câmeras Escondidas com Ivo Holanda

Ícone do humor popular, Ivo e sua trupe continuam arrancando gargalhadas com pegadinhas que transitam entre o absurdo e o hilário. Em tempos tão sérios, o riso também é um remédio poderoso — e, nesse caso, um elo direto com a memória afetiva do público.

As informações são do SBT.

No “Domingo Espetacular” de hoje (27/07), Roberto Cabrini expõe rede internacional de exploração sexual de brasileiras em Portugal

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Um cenário de luxo, promessas de glamour e sucesso em uma das capitais mais cobiçadas da Europa. Por trás da fachada de spas refinados, festas exclusivas e aparência de prosperidade, escondia-se uma engrenagem perversa, alimentada pelo sofrimento silencioso de dezenas de mulheres. No Domingo Espetacular deste domingo, 27 de julho de 2025, o jornalista Roberto Cabrini volta à linha de frente do jornalismo investigativo ao revelar os bastidores de um esquema internacional de exploração sexual que tem como figura central uma brasileira conhecida no circuito europeu da música eletrônica: Rebeka Episcopo, a DJ Beka. As informações são da Record.

A reportagem, que levou semanas de apuração em Lisboa, Cascais e outros pontos de Portugal, traz revelações inéditas sobre a atuação de uma organização que teria aliciado mulheres jovens sob a promessa de empregos legítimos na Europa, mas que acabavam vítimas de exploração sexual em uma rede de prostituição de alto padrão.

Do Mato Grosso do Sul para os holofotes da noite europeia

Nascida em Dourados, no Mato Grosso do Sul, Rebeka Episcopo construiu uma carreira meteórica fora do Brasil. Assumindo o nome artístico de DJ Beka, ela passou a comandar festas badaladas em Lisboa e outras cidades europeias, atraindo um público elitizado e construindo um império de negócios ao seu redor. Com o tempo, abriu dois spas de luxo – um em Lisboa, outro em Cascais –, vendendo a imagem de uma empresária moderna, independente e antenada com o mercado do bem-estar.

Mas por trás dessa imagem pública de sucesso e empoderamento feminino, as autoridades portuguesas afirmam ter descoberto uma rede de crimes silenciosos. Em abril deste ano, Rebeka foi detida pela Polícia Judiciária, acusada de chefiar uma organização criminosa voltada à exploração sexual de mulheres, com foco principal em brasileiras em situação de vulnerabilidade.

A reportagem de Cabrini vai além das manchetes e escuta todos os lados: a empresária, seus acusadores, vítimas e especialistas em tráfico humano. Com a precisão e o comprometimento que marcaram sua carreira, o jornalista revela as múltiplas camadas desse caso complexo e perturbador.

O convite para o sonho europeu

O modo de atuação da rede, segundo as investigações, começa com anúncios sedutores nas redes sociais e grupos de WhatsApp. Promessas de emprego em Portugal como recepcionista, massoterapeuta ou hostess de eventos privados vinham acompanhadas de fotos luxuosas dos spas, além de vídeos de festas eletrônicas com presença de influenciadores e celebridades locais.

“Quando vi o anúncio, parecia tudo muito sério. Eles diziam que ofereciam passagem aérea, moradia e treinamento. Me senti segura”, conta uma jovem brasileira de 22 anos, entrevistada por Cabrini sob sigilo. O que parecia uma oportunidade de recomeço, porém, virou pesadelo.

Segundo ela, ao desembarcar em Lisboa, foi levada diretamente a um alojamento onde teve o celular confiscado e passou a ser pressionada a “faturar” rapidamente para quitar as supostas dívidas do translado. “Eles diziam que eu tinha uma dívida de três mil euros, e que só poderia sair dali quando pagasse. Mas eu nunca assinei nada.”

Essa lógica da dívida – comum em casos de tráfico de pessoas – é uma das estratégias usadas para aprisionar psicologicamente as vítimas. Elas passam a se sentir culpadas e encurraladas, muitas vezes sem documentos e sem dinheiro para retornar ao Brasil.

A fachada dos spas e festas privadas

Os estabelecimentos comandados por Rebeka – com estética minimalista, ambientes aromatizados e serviços de massagem – operavam legalmente, com CNPJ português e alvarás emitidos. No entanto, a polícia sustenta que parte dos atendimentos escondia práticas ilegais, como prostituição disfarçada de serviços de bem-estar. As investigações também apontam que festas exclusivas promovidas por DJ Beka e seus sócios funcionavam como “vitrines” para o aliciamento de clientes.

“A elite frequentava esses espaços. Empresários, jogadores de futebol, turistas ricos. Era tudo muito discreto, sem registro em redes sociais. O que acontecia ali era protegido por silêncio e conivência”, diz um ex-funcionário que também colaborou com a apuração de Cabrini.

Os encontros eram marcados por meio de aplicativos de mensagem e exigiam recomendações prévias. “Era uma rede de prostituição de luxo, e ela comandava como uma CEO. Nada acontecia sem o aval dela”, afirma um policial envolvido nas investigações, que falou sob anonimato.

A resposta de Rebeka: “Sou vítima de um complô”

Em liberdade provisória desde maio, Rebeka aceitou conversar com Cabrini em um apartamento alugado em Lisboa. Ciente da repercussão que o caso ganhou tanto no Brasil quanto na Europa, a empresária se diz alvo de perseguição e afirma que seus negócios sempre foram legítimos.

“Me transformaram em um monstro. Eu investi tudo nos meus empreendimentos, dei oportunidades para muitas mulheres, fui uma referência de sucesso. De repente, virei criminosa?”, questiona. Ela nega veementemente que tenha promovido exploração sexual. “O que minhas funcionárias faziam fora do expediente, ou com quem saíam, não é da minha conta. Nunca obriguei ninguém a nada.”

A empresária também critica a forma como foi presa. “Parecia filme de ação. Entraram armados, como se eu fosse terrorista. Humilharam meus clientes e revistaram tudo. No fim, não encontraram nada ilegal dentro do spa. Mas a imprensa já tinha me condenado.”

Cabrini a confronta com depoimentos e documentos obtidos durante a apuração, incluindo conversas entre ela e supostas vítimas. Ela não nega os prints, mas afirma que foram “tirados de contexto”. Para a defesa de Beka, as acusações são frágeis e sustentadas por “relatos inconsistentes de pessoas ressentidas”.

O sofrimento das vítimas

Cabrini também dá voz a mulheres que viveram sob o controle da rede. Uma delas, que conseguiu fugir com ajuda de um cliente, relata episódios de ameaça velada e manipulação emocional. “Eles diziam que, se eu falasse alguma coisa, iriam contar para minha família o que eu fazia. Eu tinha vergonha. Me senti suja, sozinha.”

Outra jovem afirma que só descobriu que estava sendo explorada quando tentou sair do spa. “Me disseram que, se eu saísse, minha dívida dobrava. E começaram a vazar minhas fotos íntimas para me chantagear.”

Muitas dessas mulheres vinham de histórias de pobreza, abuso ou falta de perspectivas no Brasil. “A Europa virou uma promessa de salvação. Mas para nós, virou uma prisão bonita”, resume uma delas, com lágrimas nos olhos.

O tráfico de mulheres: uma rede transnacional

O caso de DJ Beka não é isolado. Especialistas ouvidos por Cabrini explicam que há um crescimento preocupante de redes de tráfico humano com foco na exploração sexual de brasileiras na Europa. Segundo dados da Interpol, o Brasil está entre os dez países com maior índice de mulheres traficadas para fins de exploração sexual no continente.

“A tecnologia facilitou esse mercado. Hoje, o recrutamento é feito online, com aparência de legalidade. É uma armadilha digital”, alerta a socióloga portuguesa Mariana Silva, que estuda o fenômeno. “Essas redes têm braços no Brasil e conexões com máfias locais na Europa. Elas vendem um sonho para lucrar com o corpo e a dor de mulheres vulneráveis.”

O caso de Rebeka, por sua notoriedade e abrangência, pode abrir precedentes para novas investigações. Já há indícios de que parte dos lucros obtidos com os spas eram transferidos para contas em paraísos fiscais. Há também suspeitas de que o grupo tenha tentáculos em cidades como Barcelona, Genebra e até Dubai.

Cabrini: jornalismo como instrumento de denúncia

A reportagem é um exemplo do trabalho que consagrou Roberto Cabrini ao longo das décadas: o mergulho profundo em temas complexos, com olhar humano, apuração rigorosa e compromisso com a verdade. Em sua fala ao final da entrevista, Cabrini ressalta a importância de não se calar diante do sofrimento alheio.

“Estamos falando de vidas marcadas por dor, vergonha, humilhação. De jovens que cruzaram o oceano em busca de dignidade e encontraram violência. Esta reportagem não é sobre uma DJ. É sobre o sistema que lucra com o silêncio de mulheres. E é nosso dever romper esse silêncio.”

“The Rookie” revela teaser impactante na SDCC 2025 e prepara terreno para sua temporada mais sombria

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Durante o painel da série The Rookie na San Diego Comic-Con 2025, realizado neste sábado (26), fãs de todo o mundo foram surpreendidos com a exibição do teaser da oitava temporada, que estreia ainda este ano nos Estados Unidos. E pelo que foi mostrado, os próximos episódios prometem misturar ação internacional, romance e suspense policial com a intensidade que só The Rookie sabe entregar.

Com Nathan Fillion de volta ao papel de John Nolan, o recruta mais velho da história do LAPD, a série chega ao seu oitavo ano reafirmando sua força como uma das produções policiais mais queridas da atualidade. O teaser deixou claro que a nova temporada apostará em arcos mais sombrios e ousados, além de expandir seus cenários para fora dos Estados Unidos — com direito a gravações em Praga e uma perseguição a um serial killer que fugiu da cadeia.

Romance e adrenalina: o que revela o teaser da 8ª temporada

O trailer inédito começa em ritmo acelerado, com uma montagem de cenas de ação intensa, tiroteios, explosões e confrontos físicos, tudo intercalado com momentos de cumplicidade entre Lucy Chen (Melissa O’Neil) e John Nolan (Nathan Fillion). O relacionamento dos dois, que vem se desenhando lentamente ao longo das últimas temporadas, parece finalmente ocupar o centro da narrativa.

Mas o clima logo muda. O grande antagonista da temporada promete ser Jason Wyler (Steve Kazee), um serial killer que aparentemente conseguiu fugir da prisão. A caçada ao criminoso se tornará o fio condutor da trama nos primeiros episódios.

No teaser, vemos Monica (personagem ainda não confirmada no elenco regular) em um corredor branco, sozinha, quando um homem armado aparece atrás dela. A imagem escurece abruptamente, e ouvimos o som seco de um tiro — encerrando o vídeo com um gancho eletrizante que provocou suspiros e murmúrios entre os fãs presentes no painel.

A nova fase de The Rookie: internacionalização e amadurecimento

Gravado parcialmente em Praga, na República Tcheca, o primeiro episódio da oitava temporada traz um cenário inédito na trajetória da série. A aposta em locações internacionais demonstra o crescimento narrativo da trama, que agora deixa o solo californiano para envolver seu protagonista em missões mais complexas, com alcance global.

Segundo os produtores, a escolha por Praga não foi apenas estética: “Queríamos testar Nolan em um ambiente completamente diferente. Ele já enfrentou gangues, corrupção interna e terrorismo doméstico. Agora, vai precisar lidar com ameaças fora da sua zona de conforto — e isso o levará ao limite”, comentou Alexi Hawley, criador da série.

A força de Nathan Fillion e um elenco que amadurece junto com a série

Desde sua estreia em 2018, The Rookie tem como centro o carisma e a versatilidade de Nathan Fillion, conhecido por seus papéis em Castle e Firefly. Como o recruta John Nolan, ele equilibra com maestria o humor sarcástico e a carga dramática de alguém que decidiu mudar de vida aos 45 anos, largando tudo para seguir um propósito.

Ao longo das temporadas, Fillion ajudou a transformar Nolan de um novato inseguro em um oficial experiente, agora mentor de novos recrutas e envolvido em missões cada vez mais arriscadas.

O elenco, que conta com nomes como Alyssa Diaz, Richard T. Jones, Melissa O’Neil, Eric Winter, Mekia Cox e Shawn Ashmore, também evoluiu de maneira orgânica. As relações interpessoais — dentro e fora do departamento — ganharam camadas emocionais, tornando-se parte essencial do apelo da série.


Representatividade e histórias reais: o DNA de The Rookie

Um dos grandes trunfos de The Rookie é o fato de ser inspirada em uma história real. O personagem de John Nolan é baseado em William “Bill” Norcross, que aos 44 anos decidiu se tornar policial em Los Angeles. Norcross, que ainda trabalha no LAPD, atua como produtor executivo da série, garantindo que a narrativa mantenha uma conexão autêntica com a realidade.

Essa conexão se reflete nos episódios, que frequentemente abordam temas sociais urgentes, como racismo sistêmico, brutalidade policial, saúde mental, questões LGBTQIA+ e desigualdade social. A série não tem medo de provocar o espectador — e isso a distingue de outros dramas policiais mais genéricos.

Em declarações recentes, o showrunner Alexi Hawley reafirmou esse compromisso: “Nosso objetivo é entreter, mas também provocar reflexão. Nolan não é o herói tradicional. Ele é falho, aprende com os erros e está sempre buscando entender o mundo à sua volta.”

O legado de sete temporadas bem construídas

Lançada em 16 de outubro de 2018, The Rookie encontrou sua base de fãs rapidamente, com uma combinação eficiente de casos da semana e arcos contínuos. A primeira temporada apresentou Nolan como o “peixe fora d’água”, cercado por instrutores rígidos e parceiros céticos.

Nas temporadas seguintes, vimos Nolan enfrentar traições internas, quase perder a carreira após ser incriminado por corrupção e construir uma reputação sólida dentro da corporação. Ao mesmo tempo, desenvolveu relações afetivas complexas com colegas e superiores — e recentemente com Lucy Chen, que se tornou uma das favoritas do público.

A sétima temporada, exibida nos Estados Unidos entre janeiro e abril de 2025, foi marcada por uma série de episódios sombrios e uma conclusão tensa, com a introdução do vilão Jason Wyler e um ataque coordenado contra membros da força policial. Essa trama deixou o terreno fértil para o início explosivo da oitava temporada.

Quando e onde assistir?

A oitava temporada de The Rookie ainda não tem data oficial de estreia confirmada no Brasil, mas deverá chegar ao catálogo do Universal+, que já disponibiliza todas as sete primeiras temporadas completas.

Nos Estados Unidos, a série permanece como carro-chefe da emissora ABC, com previsão de retorno entre setembro e outubro de 2025. Com o sucesso do teaser na SDCC e a promessa de episódios gravados em locações internacionais, a expectativa dos fãs é de que esta seja uma das temporadas mais impactantes da série até agora

“Sabadou com Virgínia” deste sábado (26) recebe Lauana Prado, Pepita e Bianca Rinaldi

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A noite de sábado promete ser daquelas que aquecem o coração e arrancam boas risadas. O “Sabadou com Virgínia”, atração do SBT comandada pela influenciadora e apresentadora Virgínia Fonseca, vai ao ar neste 26 de julho de 2025, a partir das 22h15, com um elenco feminino de peso. O sofá mais animado da televisão recebe Lauana Prado, Pepita e Bianca Rinaldi, três mulheres com trajetórias marcantes, talento de sobra e histórias que inspiram. As informações são do SBT.

Com a presença contagiante de Lucas Guedez e Margareth Serrão, que não deixam o clima cair um segundo sequer, o programa também traz de volta os já populares quadros “Se Beber, Não Fale” e “Sabadou Tem Que Beijar”, que nesta edição ganha um toque especial com a participação de Ariana e seu pai, Gonçalo.

Mas, além da diversão garantida, o que realmente faz deste episódio um dos mais emocionantes da temporada é a entrega sincera das convidadas. Em um bate-papo leve, acolhedor e por vezes comovente, Lauana, Pepita e Bianca revelam o lado humano por trás dos palcos, dos holofotes e dos aplausos.

Lauana Prado: a noiva que nasceu para brilhar

Sentada confortavelmente no sofá da atração, a cantora Lauana Prado não esconde a alegria de estar vivendo uma nova fase na vida pessoal. “É verdade, estou noiva. Começou como brincadeira e agora estou aqui, me achando”, revela, com aquele sorriso típico de quem está apaixonada pela vida.

Mas antes do reconhecimento nacional, dos shows lotados e dos sucessos nas rádios, existe uma história de luta, coragem e reinvenção. Natural de Goiânia, Lauana relembra o início da jornada. “Minha mãe se separou do meu pai e foi morar em Araguaína, no Tocantins. Foi lá que tudo começou. Eu me interessava por música, pegava os instrumentos de um professor do bairro, violão, teclado… E ia me virando”, recorda.

A paixão pela música foi crescendo junto com as dificuldades. Em busca de estabilidade, Lauana se mudou para o Maranhão para cursar faculdade e começou a cantar profissionalmente para sobreviver. “Foram sete anos ali, trabalhando com música, me virando como dava.”

De volta a Goiânia, ela participou de reality shows — entre eles, Mulheres que Brilham, do próprio SBT, que venceu em 2015. “Aquilo foi um divisor de águas. Comecei a compor para outros artistas e aí veio o ‘Cobaia’, minha primeira grande virada.”

Hoje, consolidada como uma das grandes vozes femininas do sertanejo, Lauana celebra mais uma conquista: a gravação de seu projeto Transcende no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Com feats de peso, ela destaca especialmente um: “Gravar com o Nando Reis foi um sonho. Ele é uma das minhas maiores referências. Eu cresci ouvindo Nando. É muito especial ver isso se concretizando.”

Pepita: a potência de viver com coragem

Quem também emociona e provoca reflexão no “Sabadou com Virgínia” é Pepita, artista carioca que fez história ao se tornar a primeira mulher trans a engravidar de forma midiática no país. Com a mesma honestidade que leva para suas músicas, ela fala da pausa na carreira e de como a maternidade mudou tudo.

“Parei de fazer show e cantar por causa da maternidade. Queria viver esse momento, queria estar inteira para meu filho”, compartilha. Foi o companheiro, Caíque, quem a encorajou a retomar a música. “Ele disse: ‘Acho que pessoas como você têm uma história pra contar’. E eu comecei a entender.”

A fala de Pepita vai além da experiência pessoal. Ela escancara as feridas sociais que enfrenta diariamente por ser quem é: uma mulher trans, artista e mãe no Brasil. “Ser uma travesti num país que mais me mata, mas também me consome pro sexo, é louco e surreal. E tá tudo bem se você não entender isso. Eu só quero continuar viva para ver meu filho chegar aos 18 anos.”

Com o lançamento do álbum Viva, ela se reafirma como uma voz potente de representatividade e resistência. Cada canção é uma celebração da sobrevivência e da dignidade.

Bianca Rinaldi: leveza, humor e muita história pra contar

Veterana da televisão e do teatro, Bianca Rinaldi mostra que seu talento vai muito além das novelas e das lembranças como Paquita. No sofá de Virgínia, ela diverte os convidados ao ensinar movimentos de ginástica para Lucas Guedez — e não deixa ninguém parado!

Mas, entre uma brincadeira e outra, Bianca também revisita sua trajetória. “Desde a primeira vez que conheci aquele ser iluminado (Xuxa), me apaixonei. Fui Paquita por cinco anos. Foi uma época de muito aprendizado. Eu era muito nova, tudo era intenso”, relembra com carinho.

Atualmente, ela está em cartaz com a peça Casa, Comida e Alma Lavada, um espetáculo cômico que fala sobre casamento, convivência e os pequenos atritos da vida a dois. “A gente põe no palco coisas do dia a dia mesmo. Coisas simples, mas que todo casal entende: toalha em cima da cama, escova de dente no lugar errado, feijão demais… (risos)”, brinca. “Mas, por trás disso, a gente fala sobre a importância do diálogo, de lavar a alma juntos. E o público se identifica demais.”

O espetáculo encerra temporada em São Paulo e agora parte para uma turnê nacional — mais uma oportunidade para o público rir e se enxergar no cotidiano retratado no palco.

Quadros interativos, beijos e emoção em família

Como de costume, o programa aposta na espontaneidade dos quadros para aproximar os convidados do público. No hilário “Se Beber, Não Fale”, ninguém escapa dos desafios e revelações sob efeito de bebidas misteriosas — sempre com bom humor e sem perder o tom.

Mas a noite também ganha um toque de emoção com o retorno do “Sabadou Tem Que Beijar”, que nesta edição apresenta a tocante participação de Ariana e seu pai, Gonçalo. Em um momento sincero e carinhoso, os dois mostram que a conexão familiar pode se fortalecer mesmo diante das diferenças — um retrato raro e sensível na TV aberta.

O poder do feminino na TV de sábado à noite

Em meio ao entretenimento leve e bem produzido, o “Sabadou com Virgínia” deste sábado entrega algo ainda maior: um painel de vozes femininas potentes, diversas e transformadoras.

Lauana Prado representa a artista que venceu obstáculos e fez do amor próprio um motor criativo. Pepita, com sua fala cortante e doce ao mesmo tempo, escancara verdades que a sociedade ainda insiste em ignorar. E Bianca Rinaldi nos lembra que é possível reinventar-se a cada fase da vida — com humor, afeto e inteligência.

A presença das três, juntas, em um mesmo programa, diz muito sobre o atual momento da televisão brasileira: a busca por narrativas reais, plurais, que emocionam e provocam.

Comandado por Virgínia Fonseca, que já se firmou como um dos grandes nomes do entretenimento jovem e popular do país, o Sabadou se consolida como uma plataforma onde o riso e a emoção coexistem com naturalidade.

Uma noite para se inspirar, rir e refletir

Em tempos de polarizações, superficialidades e discursos prontos, o “Sabadou com Virgínia” mostra que o entretenimento pode ser leve e, ao mesmo tempo, profundo. Ao abrir espaço para histórias de superação, diversidade, maternidade, amores e recomeços, o programa não apenas entretém: ele acolhe.

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