Saiba qual filme vai passar no Cine Record Especial desta terça (12/08)

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Na próxima terça-feira, dia 12 de agosto, o Cine Record Especial da Record TV promete uma programação que vai prender a atenção do público do começo ao fim com a exibição do longa-metragem Panamá, uma produção que mescla ação e suspense em um contexto político marcado por intrigas, traições e jogos de poder. Dirigido por Mark Neveldine, conhecido por seu estilo ágil e enérgico, e roteirizado por Daniel Adams, o longa mergulha no turbulento cenário da América Central de 1989, trazendo uma história ficcional que dialoga de forma realista com fatos históricos da época.

Para entender a importância e o impacto de Panamá, é essencial conhecer o contexto em que a trama está inserida. No final dos anos 80, em plena Guerra Fria, a América Central era palco de intensos conflitos políticos e militares, impulsionados por ideologias divergentes, interesses estratégicos globais e uma forte presença dos Estados Unidos na região. O confronto entre forças de esquerda, como os sandinistas da Nicarágua, e grupos de oposição financiados e treinados pelos americanos, como os Contras, alimentava uma guerra por procuração que consumia vidas e recursos, gerando um ambiente de medo, desconfiança e violência. O Panamá, país crucial pela sua localização geopolítica, era governado por Manuel Noriega, uma figura complexa que transitava entre a aliança com a CIA e o envolvimento com o narcotráfico e potências rivais. Noriega simbolizava a ambiguidade da política externa americana, que por vezes apoiava regimes controversos desde que seus interesses fossem atendidos.

É justamente neste cenário tenso que o filme apresenta sua narrativa, trazendo à tona operações clandestinas e a face obscura do jogo político na América Latina. No centro da história está James Becker, personagem vivido por Cole Hauser, um ex-fuzileiro naval que carrega o peso de um passado marcado por tragédias pessoais. A perda da esposa mergulhou Becker em um ciclo de isolamento e autodestruição, consumido pelo álcool e pela dor. A vida que ele levava parecia não ter mais propósito, até que surge uma oferta que pode mudar seu destino. Stark, interpretado por Mel Gibson, é um antigo comandante de Becker que agora atua como agente da CIA. É ele quem traz a proposta que desafia Becker a sair do seu exílio emocional: uma missão secreta no Panamá, onde ele deve negociar a compra de um helicóptero russo que poderá ser decisivo na luta dos Contras contra os sandinistas.

A missão não é apenas perigosa por si só; envolve uma teia complexa de interesses e traições que Becker terá que desvendar e enfrentar. O longa acompanha seu mergulho neste universo de espionagem, mentiras e violência, onde confiança é uma moeda rara. O que torna Panamá especialmente interessante é o cuidado dado à construção dos personagens, que não se resumem a estereótipos simplistas. Becker é o anti-herói clássico: durão, marcado pela dor, mas ainda humano em suas falhas e contradições. Seu passado militar dá profundidade à sua figura, revelando um homem que carrega o peso de suas escolhas e busca um caminho para se redimir. Stark, o mentor da CIA, representa o lado pragmático e, por vezes, implacável da política americana, mas também tem momentos que mostram seu lado humano e os dilemas morais que enfrenta. Já Enrique Rodriguez, personagem vivido por Mauricio Hénao, é o traficante e intermediário cuja ambição e astúcia o colocam em uma posição ambígua, navegando entre os vários poderes em jogo.

A introdução de Camilla (Kiara Liz), uma prostituta que vive os altos e baixos do contexto perigoso do Panamá, adiciona uma camada emocional ao filme. Ela simboliza as pessoas comuns que, em meio às grandes decisões políticas e militares, acabam sendo as maiores vítimas, tentando sobreviver e manter a esperança. Panamá não decepciona quem busca um filme com ritmo acelerado e cenas de ação bem executadas. A narrativa é pontuada por momentos de suspense intenso, perseguições e confrontos que mantêm a tensão no auge. Um dos episódios que mais chama a atenção é a corrida de motocross pela selva entre Becker e Enrique, que vai muito além da competição física: é um duelo simbólico pelo controle da missão e pela confiança dos envolvidos. A natureza selvagem do cenário reforça a sensação de perigo constante.

À medida que Becker se aprofunda em sua missão, traições e assassinatos complicam ainda mais sua trajetória. Sua relação com Camilla é marcada por um misto de afeto e desconfiança, especialmente quando ele descobre que ela foi forçada a participar de uma trama que coloca sua vida em risco. A morte de Camilla representa um ponto de ruptura na história, impulsionando Becker a uma busca feroz por justiça e vingança, que o leva a confrontar os poderes que operam nas sombras do Panamá.

Reflexões sobre poder, lealdade e consequências

Mais do que um mero filme de ação, Panamá provoca reflexões importantes sobre os efeitos das decisões políticas e militares em pessoas reais. A trama escancara como a manipulação dos interesses internacionais pode desencadear ciclos de violência, desconfiança e tragédias humanas. O percurso de Becker evidencia o dilema do homem comum tentando preservar sua humanidade em um cenário dominado por jogos sujos e interesses ocultos. O filme levanta questões sobre o preço da lealdade, os limites da sobrevivência e as consequências das alianças políticas. Ao mesmo tempo, há uma crítica velada à atuação da CIA na América Latina, mostrando como sua intervenção, mesmo sob o pretexto de proteger a democracia, muitas vezes se pautava por interesses econômicos e estratégicos, ignorando o impacto social dessas ações.

Direção, produção e qualidade técnica

A direção de Mark Neveldine, conhecido por filmes como Crank, imprime ao longa um ritmo dinâmico e envolvente que prende o espectador do início ao fim. A direção aposta em sequências intensas e coreografadas com precisão, evitando exageros que poderiam tirar a veracidade da história. A cinematografia se destaca por aproveitar ao máximo os ambientes urbanos e naturais do Panamá, criando uma atmosfera que mistura tensão, perigo e beleza. A trilha sonora complementa a narrativa, alternando entre momentos de silêncio tenso e explosões dramáticas. O roteiro de Daniel Adams é enxuto, privilegiando diálogos objetivos e cenas de impacto emocional que desenvolvem os personagens sem comprometer o andamento ágil da trama.

Elenco e atuações

O sucesso do filme também passa pela força de seu elenco. Cole Hauser entrega uma atuação convincente, mostrando um homem complexo que transita entre a vulnerabilidade e a determinação, conferindo humanidade a Becker e tornando-o uma figura memorável. Mel Gibson traz sua experiência e carisma para o papel de Stark, equilibrando a rigidez da espionagem com momentos de humanidade, o que torna seu personagem mais tridimensional. Mauricio Hénao encarna Enrique Rodriguez com um misto de ambição, astúcia e vulnerabilidade, um antagonista que foge do maniqueísmo tradicional. Kiara Liz, no papel de Camilla, e Néstor Rodulfo como o coronel Marcos Justines complementam o elenco, enriquecendo a trama com suas presenças intensas.

Vale a pena assistir?

Se você é fã de filmes que vão além do entretenimento superficial e trazem uma narrativa carregada de significado, Panamá é uma excelente escolha. Ele mistura ação, drama e uma análise crítica dos conflitos políticos que marcaram a América Latina no fim do século XX. Além disso, o filme abre uma janela para um capítulo pouco explorado da história, permitindo que o público reflita sobre as consequências das decisões globais para as vidas individuais, muitas vezes esquecidas nas grandes manchetes. A combinação de personagens complexos, reviravoltas inesperadas e um cenário realista faz de Panamá um filme que desafia sua atenção e oferece uma experiência cinematográfica rica e emocionante.

Onde posso assistir?

Você pode assistir ao filme em diversas plataformas de streaming e vídeo sob demanda (VOD). Está disponível para assinantes no Telecine, onde é possível assistir com qualidade e comodidade. Outra opção por assinatura é a plataforma Adrenalina Pura, que também oferece o filme para seu público. Para quem prefere o serviço de compra digital, o longa está disponível no Prime Video em HD, podendo ser adquirido a partir de R$ 29,90.

Barbara Gancia fala de recomeços e memórias no The Noite com Danilo Gentili

Na noite desta terça-feira, 12 de agosto, o sofá do The Noite com Danilo Gentili recebe uma convidada que é sinônimo de autenticidade: Barbara Gancia. Jornalista de verbo afiado, cronista premiada e escritora que não teme se despir emocionalmente diante do público, ela retorna à TV para falar sobre a nova edição de A Saideira — um relato intenso e profundamente pessoal sobre sua luta contra o alcoolismo e sobre os 18 anos de sobriedade que já coleciona.

O encontro, exibido pelo SBT, mistura os dois elementos que definem a trajetória de Barbara: uma franqueza desarmante e o humor inteligente que tempera suas palavras. No bate-papo, ela revisita lembranças de infância, revive momentos de vulnerabilidade e reflete sobre o que significa viver sem álcool — tudo com a mesma intensidade que sempre imprimiu em suas crônicas.

O início precoce de uma relação perigosa

Barbara fala sem rodeios sobre quando começou a beber de verdade. “Com uns 13 ou 14 anos, comecei a beber de forma mais contundente. Percebi cedo que iria gostar de beber”, recorda. Mas a história não começa aí. Ela conta que, segundo sua mãe, aos três anos já havia experimentado o resto de bebidas de uma festa e, para surpresa de todos, achado “gostoso”.

Essa relação tão cedo com o álcool tem raízes no ambiente familiar. “Meu pai veio da Itália para o Brasil para montar uma fábrica de vinho. Minha família, há muitos anos, mexe com bebida; somos italianos, e meu tataravô inventou um vinho doce de sobremesa”, explica.

O contexto, recheado de taças e garrafas, fez com que o álcool fosse parte natural da vida doméstica. Mas, para Barbara, o efeito ia além do social: logo percebeu que aquela sensação prazerosa era algo a que se apegaria com facilidade.

O fundo do poço e a virada de chave

O momento decisivo veio anos depois. Ela lembra com precisão a última vez que bebeu: um almoço com um amigo, meia garrafa de Fernet, e um programa ao vivo no Band Sports marcado para poucas horas depois. “Quando terminei o programa, minha mãe me ligou e disse: ‘Você bebeu hoje’. Nunca tinha dado problema no meu trabalho, mas, naquele dia, senti que transpareceu.”

A frase foi como um alerta final. Barbara desligou o telefone, procurou seu editor e pediu internação. “Falei que aquela tinha sido a última vez. E foi. Nunca mais bebi.”

Desde então, ela defende que a sobriedade não é sinônimo de vida monótona: “Dá para parar de beber e continuar a rir, sair, dançar, transar, encontrar os amigos. Dá para fazer tudo.”

36 anos de jornalismo e histórias de sobra

Se a batalha contra o álcool foi marcada por coragem, a carreira no jornalismo também não foi diferente. Barbara entrou “de paraquedas” na profissão, mas permaneceu por 36 anos na Folha de S. Paulo, onde se firmou como uma das cronistas mais conhecidas do país.

Com um estilo direto e muitas vezes provocador, acumulou admiradores e detratores na mesma medida — e isso nunca a intimidou. No programa, ela compartilha lembranças divertidas de redação e fala sobre a amizade com Silvio Luiz, narrador esportivo com quem mantém uma relação de afeto e trocas bem-humoradas.

Outra parte curiosa de sua trajetória é a ligação da família com o automobilismo, que influenciou seu interesse por esportes e pautas ligadas ao setor.

“A Saideira”: um livro-confissão que inspira

O fio condutor da entrevista é a nova edição de A Saideira. Mais do que uma autobiografia, o livro é um convite a uma conversa honesta sobre dependência, recaídas, medos e vitórias.

A obra ganhou capítulos inéditos que revelam o que mudou na vida de Barbara desde a publicação original — e como ela construiu uma rotina sólida sem álcool, encontrando novos jeitos de se divertir e criar.

Sem tom moralista, a autora deixa claro que sua intenção é inspirar: “Quero mostrar que há vida depois do álcool. Não é uma vida menor, não é uma vida triste. É mais rica, mais verdadeira.”

Interestelar | Warner Bros. anuncia sessões especiais do filme épico de Christopher Nolan

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A partir do dia 28 de agosto, os fãs de ficção científica e cinema de qualidade terão uma oportunidade rara: ver novamente Interestelar, de Christopher Nolan, na tela grande. A Warner Bros. Pictures Brasil anunciou sessões especiais que se estendem até 3 de setembro, e a pré-venda já está aberta desde esta quarta-feira, 14 de agosto.

Mais de uma década após sua estreia original, o longa volta aos cinemas em um momento que promete ser nostálgico para quem já viveu a experiência e eletrizante para quem nunca teve a chance de assistir ao épico espacial em projeção cinematográfica. Com efeitos visuais premiados, uma trilha sonora inesquecível de Hans Zimmer e uma história que une ciência, emoção e dilemas humanos, o filme se tornou uma das produções mais marcantes da última década.

Lançado originalmente em 2014, o longa-metragem rapidamente conquistou tanto o público quanto a crítica. A produção é uma fusão rara entre entretenimento de massa e rigor científico — resultado da colaboração entre os irmãos Christopher e Jonathan Nolan e o físico teórico Kip Thorne, que atuou como consultor científico e produtor executivo.

A narrativa parte de um cenário sombrio: a Terra está em colapso, com pragas dizimando as colheitas e ameaçando a sobrevivência da humanidade. É nesse contexto que conhecemos Cooper (Matthew McConaughey), um ex-piloto da NASA que é convocado para uma missão quase impossível: encontrar um novo planeta habitável para salvar a espécie humana.

Ao lado de Amelia Brand (Anne Hathaway) e outros membros da tripulação, Cooper atravessa um buraco de minhoca próximo a Saturno, em busca de respostas e esperança. O filme não apenas nos leva a planetas distantes, mas também coloca em primeiro plano temas como o amor, a passagem do tempo e o sacrifício — todos explorados com a assinatura emocional e visual de Nolan.

Por que o retorno aos cinemas importa

Ver Interestelar em uma tela grande é, para muitos, a única forma de compreender plenamente a ambição técnica e estética da obra. Filmado em 35 mm anamórfico e IMAX 70 mm por Hoyte van Hoytema, o longa foi pensado para o formato cinematográfico, com imagens e sons que ganham outra dimensão quando experienciados em salas equipadas para tal.

Além disso, a reexibição oferece ao público mais jovem — que talvez tenha conhecido o filme apenas via streaming ou mídias domésticas — a chance de vivenciar a imersão completa. A trilha sonora de Hans Zimmer, com seu uso icônico do órgão de tubos, e o design sonoro que valoriza o silêncio tanto quanto o estrondo, tornam-se experiências quase tácteis em projeções de alta qualidade.

Para os fãs veteranos, a volta aos cinemas é uma oportunidade de revisitar os detalhes que tornam o filme inesgotável em camadas de interpretação: desde a precisão das representações de buracos negros até a complexidade emocional do reencontro entre pai e filha.

O impacto cultural e científico

Mais do que um filme, a produção se tornou um fenômeno cultural. O longa reacendeu o interesse do grande público por temas científicos como física quântica, relatividade do tempo e exploração espacial. O buraco negro Gargântua, por exemplo, foi modelado com base em cálculos reais de Kip Thorne, e a renderização visual criada pela equipe de efeitos especiais da Double Negative acabou gerando material que foi posteriormente usado em estudos acadêmicos.

A fusão entre arte e ciência no filme fez com que Interestelar fosse discutido não apenas em fóruns de cinema, mas também em salas de aula, conferências científicas e debates sobre o futuro da humanidade. Em tempos de mudanças climáticas e preocupações com a sustentabilidade, a trama ganha contornos ainda mais urgentes e reflexivos.

Do set às estrelas: bastidores de uma superprodução

As filmagens de Interestelar começaram no fim de 2013 e passaram por Alberta (Canadá), Islândia e Los Angeles, criando a diversidade de paisagens necessárias para representar diferentes planetas e cenários. Christopher Nolan optou por usar muitos efeitos práticos e miniaturas, reduzindo ao mínimo o uso de computação gráfica — uma escolha que dá à obra um senso palpável de realismo.

O elenco, liderado por McConaughey, Hathaway e Jessica Chastain, inclui nomes como Michael Caine, Mackenzie Foy, Bill Irwin (voz de TARS) e Matt Damon, cuja participação foi mantida em segredo até a estreia. A performance de McConaughey, em especial, foi amplamente elogiada por sua carga emocional, especialmente na cena das mensagens de vídeo, que se tornou um dos momentos mais lembrados do cinema recente.

Prêmios e reconhecimento

Na cerimônia do Oscar de 2015, Interestelar recebeu cinco indicações: Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhor Direção de Arte e Melhores Efeitos Visuais — categoria na qual saiu vencedor.

Além da estatueta, o longa também quebrou recordes de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 758 milhões mundialmente contra um orçamento de US$ 165 milhões. Foi o filme não-franquia de maior bilheteria de Nolan até então e estabeleceu recordes de exibição em IMAX. Mesmo com tamanho sucesso comercial, a obra ganhou nova vida no boca a boca e no streaming, consolidando-se como um clássico moderno.

Mais que ficção científica, um drama humano

A força do filme está no equilíbrio entre sua grandiosidade científica e a intimidade das histórias pessoais. Enquanto Cooper enfrenta perigos cósmicos, o coração da trama pulsa na relação com sua filha Murphy, interpretada na infância por Mackenzie Foy e na fase adulta por Jessica Chastain.

A relatividade do tempo é usada não apenas como conceito físico, mas como ferramenta dramática: enquanto minutos se passam para Cooper, décadas se acumulam para Murph na Terra. Essa assimetria cria momentos de tensão e melancolia que transcendem o gênero, aproximando o filme de um drama familiar ambientado no espaço.

O papel de Hans Zimmer

A trilha sonora de Hans Zimmer é outro elemento indispensável para entender o poder de Interestelar. Nolan pediu ao compositor que criasse uma música sem saber detalhes da trama, focando apenas no vínculo entre pai e filho. O resultado é uma partitura que mistura grandiosidade orquestral com intimismo, criando atmosferas que acompanham cada virada da narrativa.

O uso de órgãos, cordas e silêncios estratégicos faz com que a música funcione quase como um personagem próprio, guiando o espectador pelas emoções e tensões da história. O impacto foi tão grande que a trilha é constantemente citada entre as melhores da carreira de Zimmer.

Por que vale rever (ou ver pela primeira vez) no cinema

A experiência de assistir a Interestelar em casa pode ser confortável, mas perde boa parte do impacto sensorial que Nolan e sua equipe conceberam. O filme foi projetado para telas gigantes, com som imersivo e qualidade de imagem que revela detalhes sutis — desde a textura das naves até o brilho preciso das estrelas no espaço profundo.

Rever no cinema também é uma chance de captar diálogos e nuances que talvez tenham passado despercebidos na primeira vez. Além disso, a história se renova a cada revisão: temas como sacrifício, esperança e sobrevivência ganham novas camadas conforme o espectador acumula experiências de vida.

Besouro Azul pode aparecer na 2ª temporada de Pacificador – James Gunn deixa fãs em expectativa sobre futuro do herói no DCU

Em uma entrevista recente ao IMDb, James Gunn, diretor conhecido por sua visão inovadora do universo DC, deixou escapar uma declaração que fez o coração dos fãs acelerar: Besouro Azul, um dos heróis mais icônicos dos quadrinhos, pode aparecer nos próximos episódios da série Pacificador, protagonizada por John Cena. Embora Gunn não tenha confirmado oficialmente a presença do personagem, seu comentário enigmático – “sabe, não vou dizer que você não está com sorte” – gerou uma onda imediata de especulações e entusiasmo nas redes sociais.

O comentário, breve e misterioso, deixou claro que a possibilidade existe, mesmo que ainda não seja oficial. A simples menção ao personagem reacendeu a curiosidade sobre como Jaime Reyes, a versão mais recente do Besouro Azul, poderia interagir com o universo da série, conhecido por misturar humor ácido, cenas de ação exageradas e dilemas morais complexos.

Para quem acompanha o DCU, a ideia de integrar Besouro Azul à narrativa de Pacificador é empolgante. O personagem, interpretado no cinema por Xolo Maridueña no filme solo de 2023, já conquistou público e crítica, mesmo que a bilheteria não tenha sido expressiva. A aprovação de 78% no Rotten Tomatoes mostra que, apesar de números modestos, o filme conseguiu transmitir a essência heroica do personagem e agradar aos fãs. Bruna Marquezine, como interesse romântico de Jaime, trouxe profundidade emocional e autenticidade à história, reforçando a dimensão humana do herói.

Durante a entrevista, Gunn também explicou a posição peculiar de Pacificador dentro do novo universo compartilhado da DC. “Pacificador sempre esteve em uma posição meio estranha. As pessoas dizem que ele fazia parte do DCEU, mas não era bem assim. Ele fazia parte desse ‘universo intermediário’ da DC, numa época em que ninguém realmente garantia que tudo estivesse conectado, e havia planos para reescrever tudo com The Flash”, afirmou.

O diretor ressaltou ainda a liberdade criativa que essa posição proporcionou: “Naquela época, podíamos fazer basicamente o que quiséssemos, e tivemos aquele final ousado, que eu adorei, foi uma das minhas coisas favoritas de toda a temporada, mas que simplesmente não se encaixava no novo DCU. O Pacificador quase não precisa de mudanças para se encaixar no DCU, o mesmo vale para o Besouro Azul. Eles se encaixam naturalmente, só precisamos ajustar alguns pontos no cânone.”

A simples perspectiva de ver Besouro Azul em Pacificador abre inúmeras possibilidades narrativas. Além da ação e do humor característicos da série, a presença de Jaime Reyes poderia permitir momentos de camaradagem, conflito e até desenvolvimento emocional para personagens já estabelecidos. Considerando o histórico de Gunn em equilibrar tom e intensidade, é fácil imaginar o herói jovem sendo introduzido de maneira orgânica, conectando eventos do filme solo de 2023 com o universo televisivo do DCU.

Quem é Besouro Azul?

Para entender a relevância de sua possível aparição, é preciso conhecer a trajetória do personagem. Besouro Azul é o nome de três heróis que apareceram em quadrinhos desde 1939, sendo criado inicialmente pela Fox Feature Syndicate. Ao longo de décadas, passou por diferentes editoras, incluindo Charlton Comics e, posteriormente, DC Comics, consolidando-se como um dos personagens mais adaptáveis do universo de super-heróis.

Versão da Fox: Dan Garrett

O Besouro Azul original, Dan Garrett, era filho de um policial assassinado. Ele ganhou poderes por meio de uma vitamina especial e vestia um traje à prova de balas, inspirado no Fantasma de Lee Falk. Garrett combinava coragem, força física e senso de justiça, estabelecendo as bases para futuras encarnações.

Versão da Charlton Comics: Ted Kord

Em 1954, a Charlton Comics adquiriu os direitos do personagem, introduzindo Ted Kord como nova identidade do Besouro Azul. Kord não possuía superpoderes, mas sua inteligência e habilidades técnicas se destacavam, e ele contava com uma nave em forma de besouro, que se tornaria sua marca registrada. Essa versão enfatizou estratégia, engenhosidade e heroísmo sem poderes sobrenaturais.

Versão da DC Comics

A versão mais recente e a que chegou ao cinema em 2023 é Jaime Reyes. Ele encontra o escaravelho místico Kaji Dha, que se liga à sua coluna e gera uma armadura de alta tecnologia, capaz de manifestar armas, asas para voo, escudos e habilidades que vão desde disparos de energia até interações com objetos extradimensionais. A armadura possui autonomia parcial, permitindo ao escaravelho agir independentemente em situações de perigo, incluindo o “Modo Infiltrador”, mais agressivo e poderoso.

Essa dinâmica entre humano e tecnologia é um dos elementos mais fascinantes do personagem, oferecendo não apenas ação, mas dilemas morais e crescimento pessoal. Jaime deve aprender a equilibrar o uso do poder com responsabilidade, tornando-se um herói complexo e interessante para narrativas de TV e cinema.

Besouro Azul no contexto do DCU

A integração de Besouro Azul ao DCU é estratégica e significativa. Gunn reconhece que Jaime Reyes se encaixa naturalmente no universo compartilhado, assim como Pacificador, sem a necessidade de ajustes drásticos. A possibilidade de incluir o herói em uma série já consolidada é uma oportunidade de expandir o universo DC na televisão, explorando interações com outros personagens e introduzindo conceitos de heroísmo jovem de forma orgânica.

Além disso, a presença de Jaime poderia atrair novos públicos para Pacificador, especialmente fãs que acompanham o personagem nas HQs ou que se encantaram com sua versão cinematográfica. A relação entre o herói e John Cena na série poderia criar momentos de humor, ação e reflexão, fortalecendo tanto a narrativa quanto o vínculo com o público.

Mantis | Netflix lança trailer do suspense estrelado por Im Si-wan, astro de Round 6

A Netflix agendou para 26 de setembro o lançamento de Mantis, um filme que promete conquistar os fãs de ação e suspense com uma narrativa intensa e cheia de reviravoltas. Spin-off do sucesso Kill Boksoon (2023), o longa acompanha um assassino de aluguel que retorna ao ofício após um período afastado e encontra um mundo que mudou de forma inesperada. Com sequências de ação cuidadosamente coreografadas e dilemas morais que exploram a complexidade humana, o longa se consolida como um thriller envolvente e emocionante. Abaixo, confira o trailer divulgado pela plataforma de streaming:

O protagonista é interpretado por Im Si-wan, conhecido internacionalmente pelo papel de Myung-gi na série de sucesso mundial Round 6 (2021). No novo longa, o ator retorna a personagens que exigem equilíbrio entre intensidade física e profundidade emocional, dando vida a um assassino habilidoso, mas marcado por conflitos internos e escolhas difíceis. Esse retorno representa um momento importante na carreira de Si-wan, que consegue transmitir vulnerabilidade e força ao mesmo tempo.

No enredo, Mantis precisa lidar com um mundo de perigos renovados. Sua ausência não apagou as ameaças nem as mudanças que ocorreram durante o hiato. Ao reencontrar antigos aliados e enfrentar novas rivalidades, ele se vê confrontado por traições, lembranças do passado e decisões que podem colocar sua própria vida em risco.

Entenda os personagens e as relações que dão peso à narrativa

A trama de ação e suspense é um estudo sobre pessoas e relações complexas. Jae-yi, interpretado por Park Gyuyoung, é um jovem estagiário que acompanha o protagonista e aprende os códigos desse universo implacável. A dinâmica entre eles vai além do mentor e aprendiz: há momentos de tensão, lealdade e dilemas éticos que adicionam profundidade emocional à trama.

Outro personagem central é Dok-go, vivido por Jo Woo-jin. Antigo assassino que agora lidera a organização, ele representa a experiência e o passado do protagonista. Dok-go é ambíguo: mentor, aliado e, ao mesmo tempo, possível obstáculo. Sua presença reforça a sensação de imprevisibilidade, mostrando que em Mantis alianças e traições caminham lado a lado.

Quem está por trás dos bastidores?

O filme é dirigido por Lee Tae-sung, que assina o roteiro ao lado de Byun Sung-hyun. A dupla constrói uma narrativa que mescla ação intensa e desenvolvimento emocional profundo. As sequências de combate são elaboradas com precisão, enquanto os diálogos e conflitos internos conferem densidade à história.

Lee Tae-sung utiliza a câmera e a iluminação para criar tensão, aumentando a sensação de perigo e urgência. Byun Sung-hyun, por sua vez, dá complexidade a cada personagem, garantindo que suas escolhas e dilemas não sejam apenas superficiais. O resultado é uma experiência cinematográfica que vai muito além da ação típica de um thriller.

Ação e suspense em cada cena

As cenas de ação do longa-metragem são eletrizantes: lutas corpo a corpo, perseguições de tirar o fôlego e tiroteios cuidadosamente planejados mostram tanto habilidade técnica quanto pressão psicológica. O suspense se mantém constante, com inimigos inesperados, dilemas éticos e situações que testam a experiência e os limites do protagonista. Cada decisão carrega consequências, conduzindo o público por uma trama cheia de tensão e adrenalina. O filme aborda a necessidade de adaptação diante de mudanças. O retorno de Mantis a um mundo transformado reflete dilemas universais: confrontar o passado, enfrentar novas realidades e aceitar que o tempo não espera por ninguém.

O elenco é formado por quais atores?

O filme reúne um elenco que combina experiência e talento em personagens complexos. Im Si-wan (Round 6, 2021; The King of Tears, Lee Bang-won, 2021) lidera como o assassino de aluguel Mantis, transmitindo tensão e vulnerabilidade. Park Gyuyoung (Extracurricular, 2020; Adamas, 2022) interpreta Jae-yi, o jovem aprendiz que desafia e complementa o protagonista. Jo Woo-jin (The Outlaws, 2017; Escape from Mogadishu, 2021) vive Dok-go, mentor e antagonista em potencial, acrescentando camadas de ambiguidade à história. Juntos, eles formam um trio que equilibra ação, suspense e emoção, tornando Mantis uma experiência cinematográfica intensa e memorável.


Resumo da novela A Viagem de quinta (28) – Otávio sofre um grave acidente na estrada

Cena da novela 'A Viagem'. Foto: Reprodução/ Internet

No capítulo da novela A Viagem desta quinta-feira, 28 de agosto, Otávio confessa a Alberto seu desejo de partir da vida com dignidade, enquanto Diná mantém a esperança de sua recuperação. Antônio demonstra frieza e distância em relação a Maria, e Zulmira aconselha o irmão a esquecer Andrezza. Em um momento de desabafo, Otávio revela a Diná a dor de não ter estado ao lado do pai nos últimos instantes de sua vida. Estela, por sua vez, retorna para casa, trazendo uma nova dinâmica para a família.

O ciúme toma conta de Maria ao ver Andrezza e Antônio passeando juntos. Bia e Tato também regressam para o lar familiar. Ismael orienta Regina a tratar Bia com mais atenção e carinho. Agenor, sempre provocador, revela aos filhos que envia flores para Fátima apenas para irritar Cininha. Em meio a esses acontecimentos, Mascarado salva Lisa de um grave acidente de carro.

Téo se abala ao ler no jornal a notícia do incidente no bar, enquanto Dudu se anima com a novidade de que Glória e Kazuo irão morar na casa de Otávio. O divórcio de Estela e Ismael é finalmente oficializado. Bia, com maturidade, afirma a Estela que, caso ela se case com Alberto, pretende morar com o pai. Determinada, a menina deixa a casa materna e vai viver com Ismael, recebendo carta branca da mãe para fazer suas próprias escolhas. Ismael tenta demovê-la da decisão, mas Bia segue firme.

Enquanto isso, Otávio pede a Alberto que realize um passe espiritual em seu favor. Após a prática, Agenor mostra a Lisa a notícia sobre o escândalo envolvendo Téo, aumentando sua ira e proibindo a entrada do rapaz em sua casa. Lisa liga para o namorado, reafirmando seu apoio, e juntos decidem viajar para Paraty. Cininha permanece intrigada com a relação entre Tibério e Mascarado, especulando sobre a verdadeira identidade dele.

Andrezza desabafa com Maroca, declarando que não pretende mais voltar para Raul. Guiomar apresenta piora em seu estado de saúde, e Maroca e Maria testemunham um beijo entre Andrezza e Antônio, aumentando a tensão entre os personagens. Otávio realiza uma regressão espiritual com Alberto, explorando memórias de vidas passadas. Maroca conta a Otávio e Alberto o que presenciou, enquanto Maria se sente triunfante com a rejeição que Antônio recebeu de Andrezza.

Bia estranha o tamanho modesto do apartamento do pai, mas é instruída por Regina a se acomodar e não questionar nada. Lisa e Téo chegam a Paraty, enfrentando a reação indignada de Agenor, que se opõe à viagem da filha. Otávio, curioso, pede a Alberto que o conduza em uma regressão às suas vidas passadas, revelando lembranças de um duelo do século XIX pelo amor de Diná. Ao retornar, Otávio compartilha com Alberto os aprendizados dessa experiência.

Ednéia conta a Estela sobre seu novo relacionamento com Duarte, e Diná pressente a necessidade de ir imediatamente à fazenda de Guiomar. Fátima aconselha Cininha a desistir de Tibério, que, por sua vez, confessa ciúmes ao Mascarado. Este último recebe uma carta do passado que o emociona profundamente, e Tibério o incentiva a buscar a mulher amada. Geraldão comemora a vitória na loteria, enquanto Kazuo e Dudu começam a se entender melhor.

Andrezza convida Antônio a acompanhá-la à Vassouras e decide permanecer na fazenda. Porém, a tranquilidade é quebrada quando Otávio sofre um acidente na estrada: um caminhão, manipulado por Alexandre, colide com seu carro, jogando-o longe. Alexandre observa a cena com satisfação. Paralelamente, Tato, sem saber, adquire a moto de Alexandre em uma revendedora, sem imaginar os problemas que isso poderá trazer.

Confira o que vai acontecer nos próximos capítulos da novela A Viagem:

Nos olhos de Alexandre, as memórias da vida passada se misturam com o presente, trazendo à tona acontecimentos que moldaram sua história. Enquanto isso, Otávio desperta e caminha por um vasto campo florido, rodeado pela sensação de paz. Ao mesmo tempo, Alexandre percorre solitário o Vale dos Suicidas, refletindo sobre seus próprios conflitos. A tranquilidade de Otávio é interrompida pela notícia devastadora: Alberto chega ao local do acidente e, ao constatar que seu amigo não resistiu, fica profundamente abalado.

Com o coração pesado, Alberto acompanha o corpo de Otávio até o IML e aciona Queiroz para que todas as providências burocráticas sejam tomadas. Em seguida, dirige-se à casa de Otávio para comunicar a Tato e Dudu sobre o acidente grave que vitimou o pai. Diná, aflita, percebe a ausência de qualquer ligação de Otávio, e Alberto imediatamente liga para Estela, que está na fazenda com Diná, informando o ocorrido.

O velório marca momentos de dor e emoção. Alberto leva os filhos de Otávio, e logo depois busca Estela e Diná para acompanhá-los. Lá, Dudu, Tato e Diná se abraçam, tentando encontrar conforto na presença uns dos outros. Mais tarde, ao retornarem para casa, Diná pede um momento a sós com Alberto e Estela. Com ternura, Alberto explica que Otávio sabia de seu destino e que todas as suas ações foram motivadas pelo amor que sentia por ela.

Diná se deixa levar pelas lembranças dos momentos felizes ao lado de Otávio, enquanto o espírito dele é recebido por Júlia, que o conduz até seu pai terreno, em um reencontro silencioso e comovente. Diná recebe seu costumeiro arranjo de flores e deixa transparecer a saudade profunda. Estela, por sua vez, opta por esconder de sua mãe a magnitude da perda, guardando a dor para si.

Entre revelações e intrigas, Maroca conta a Estela que presenciou Andrezza beijando Antônio. Enquanto isso, em Paraty, Téo e Lisa escutam pelo rádio a notícia da morte de Otávio, sentindo o peso do ocorrido. Raul decide contar a verdade a Maroca, e Diná confessa a Estela o desejo de ter estado ao lado de Otávio até o fim. O espírito de Otávio é conduzido à “enfermaria”, um local de descanso após a longa “viagem”.

Resumo da novela A Escrava Isaura de quinta (4/9) – Tomásia denuncia Leôncio no altar e jura vingança após humilhação

Foto: Reprodução/ Internet

No capítulo de A Escrava Isaura que vai ao ar nesta quinta-feira, 4 de setembro, o dia do casamento de Malvina se transforma em um escândalo. No meio da cerimônia, Tomásia tem coragem de revelar publicamente que Leôncio tentou matá-la. A revelação causa espanto entre os presentes, mas, em vez de apoio, ela é expulsa da igreja, lançada na lama diante de todos. Humilhada, Tomásia jura vingança contra o fazendeiro e promete não descansar até vê-lo destruído.

Enquanto isso, Malvina hesita diante do altar, abalada pelo escândalo, mas, pressionada, acaba aceitando o casamento. O Conde Campos, sensibilizado pela cena, encontra Tomásia e a convida a subir em sua carruagem, oferecendo-lhe proteção.

Na fazenda, Rosa ouve uma conversa comprometedora entre André e Isaura e promete revelar tudo a Leôncio, o que pode colocar os dois em risco. Ao mesmo tempo, Henrique declara seu amor a Isaura e, tomado pela paixão, tenta beijá-la.

No núcleo familiar, Gabriel confessa à mãe que gosta de Helena, mas encontra resistência. Já Gioconda teme que as atitudes da filha resultem em um escândalo social.

Durante a festa do casamento, Gertrudes passa mal, deixando os convidados alarmados. Nesse mesmo período, Miguel retorna à fazenda determinado a comprar a liberdade de sua filha, Isaura. Porém, os planos são ameaçados quando Leôncio, cada vez mais implacável, manda prender André, elevando ainda mais a tensão.

O que vai rolar nos próximos capítulos de A Escrava Isaura?

Gioconda ameaça o Coronel Sebastião após descobrir sua violência contra Gabriel. Isaura, temendo cair novamente nas mãos de Leôncio, prefere que o pai, Miguel, tente comprá-la legalmente. Nesse ínterim, Henrique socorre Gabriel, que desmaia, carregando-o nos ombros. Logo depois, André é solto, mas os conflitos continuam.

Helena se encontra com Gabriel e revela que o pai é contra o namoro deles. Ao flagrar os dois juntos, o Coronel Sebastião atira contra Gabriel, que acaba baleado, e castiga a filha severamente. Mesmo assim, o rapaz reúne forças e decide pedir a mão de Helena em casamento, desafiando a oposição paterna.

Enquanto isso, Tomásia encontra consolo nos braços do Conde Campos e se casa com ele. Durante a festa, ambos trocam elogios, embora Tomásia não consiga esconder sua tristeza ao saber do retorno de Leôncio. A lembrança da violência sofrida — quando ele a empurrou — ainda a atormenta.

Na fazenda, Isaura revela a Gertrudes a crueldade de Leôncio contra Tomásia. A revelação abala profundamente a senhora, que sofre um ataque cardíaco no mesmo dia da chegada do sobrinho. Cansada de adiar a justiça, Gertrudes confidencia a Isaura que se arrepende de não ter lhe dado a liberdade antes e pede que chamem o tabelião para oficializar o documento de alforria.

Resumo semanal da novela A Viagem de 10/09 a 12/09

Capítulo 084 – quarta-feira, 10 de setembro

A tensão se espalha pelo ar quando Alberto é conduzido à delegacia, cada passo marcado por olhares inquisidores e murmúrios nos corredores frios do local. Ao ser informado da gravidade das acusações, seu semblante se mistura entre a incredulidade e a frustração. Regina observa a cena com um sorriso satisfeito, convencida de que a prisão confirma a supremacia de Ismael, que, com sua habilidade manipuladora, começa a se destacar e ganhar espaço sobre todos ao seu redor. Enquanto isso, Dinah, Estela e Queiroz decidem prestar apoio a Alberto e visitam a cadeia. A presença deles, embora tranquilizadora, desperta em Estela um crescente sentimento de desconfiança: cada gesto, cada olhar de Ismael parece carregar uma intenção oculta. Aos poucos, suas suspeitas se consolidam, formando um intricado quebra-cabeça mental. Maria, que escuta fragmentos da conversa de longe, sente o coração disparar; o pânico a consome diante da possibilidade de um segredo devastador. Em contraste com o clima sombrio da prisão, a pensão vibra com alegria e celebração. Os moradores se reúnem para comemorar o lançamento do primeiro disco de Zeca, um raio de esperança e conquista que surge em meio às dificuldades cotidianas. O som da música preenche o ar, trazendo um instante de leveza que contrasta com as tensões externas. Por outro lado, Téo mergulha cada vez mais fundo na influência de Alexandre. Tomado por uma fúria incontrolável, ele destrói sua própria casa e assume atitudes agressivas, deixando todos ao redor apreensivos. Sem rumo, vagando pela estrada, é encontrado por Raul, Mauro e Lisa, mas seus olhos não reconhecem ninguém. Novamente internado, Téo se perde em delírios intensos, mergulhando em uma batalha interna de confusão e medo.

Capítulo 085 – quinta-feira, 11 de setembro

A defesa de Alberto ganha força quando Cininha e Tibério se oferecem para assumir seu caso, determinados a provar sua inocência. No hospital, o psiquiatra explica a Lisa e Josefa que Téo precisa permanecer internado para tratamento contínuo, alertando sobre a gravidade de seu quadro psicológico. Entre essas tensões, Andrezza recebe uma notícia inesperada: surge a possibilidade de engravidar, reacendendo sua esperança e trazendo um brilho de alegria em meio ao caos. Revoltada com as manipulações de Ismael, Andrezza decide revelar toda a verdade a Dinah, denunciando-o como o cérebro por trás da farsa que atingiu Alberto. Enquanto isso, Mauro confidencia a Carmem sua preocupação com a delicada situação de Téo, e Lisa, determinada a ajudá-lo, recebe autorização para participar das sessões de terapia disfarçada de Mascarado. Essa estratégia busca confrontar os traumas do namorado de maneira indireta, testando sua resistência emocional. Ismael, cada vez mais ardiloso, manipula Bia para fazê-la acreditar na culpa de Alberto. Mas Dinah, conhecedora da verdade, confirma a Estela que todo o plano foi cuidadosamente orquestrado pelo antagonista. A revelação explode em um confronto intenso: Estela, tomada pela indignação, expulsa a própria filha de casa. Solidária, Dinah assume os custos do hospital de Téo, reforçando sua força e empatia diante das adversidades. No mesmo dia, Otávio e Júlia reaparecem no Bosque das Águas, fortalecendo o vínculo espiritual com os vivos e deixando um rastro de esperança entre aqueles que sofrem. No dia seguinte, Bia se depara com uma manchete de jornal que evidencia a inocência de Alberto e a manipulação de Ismael. O impacto da revelação mergulha-a em um turbilhão de emoções, entre raiva, culpa e confusão, abrindo caminho para confrontos internos inevitáveis.

Capítulo 086 – sexta-feira, 12 de setembro

Bia se vê tomada pela sensação de traição ao perceber que foi enganada por Ismael. Tentando manter sua credibilidade, ele cria novas histórias, reforçadas por Regina, que insiste que o marido é cardíaco e incapaz de arquitetar qualquer maldade. Dinah, por sua vez, continua a receber flores enviadas por Otávio, lembrando que a presença do ente querido ultrapassa a barreira da morte e mantém vivo o laço afetivo. Enquanto isso, Raul pede ajuda a Dinah para convencer Guiomar a retornar à fazenda. Apesar de enfrentar imprevistos — incluindo problemas no carro e as interferências assustadoras de Alexandre — elas conseguem chegar ao destino, demonstrando coragem e perseverança. Na clínica, Téo desperta, e a visão de Lisa disfarçada de Mascarado o assusta tanto que ele precisa ser sedado, reforçando a intensidade de seu estado psicológico. Na fazenda, Andrezza e Raul comemoram a volta de Guiomar, mas rapidamente se deparam com obstáculos inesperados, lembrando que reconciliações e retornos nem sempre são fáceis. Tato, em um gesto de afirmação pessoal, decide romper laços com o pai, optando por usar apenas o sobrenome da mãe e reafirmando sua independência. O capítulo encerra com Dinah sonhando com Otávio, que lhe faz uma promessa emocionante: em breve, eles se reencontrarão. Assim, a semana se conclui entre tensões familiares, amores que desafiam tudo e a esperança persistente de que, mesmo em meio à dor, perdas e manipulações, novos caminhos podem se abrir e transformar destinos.

Resumo semanal da novela A Viagem de 15/09 a 19/09

Capítulo 087 – segunda-feira, 15 de setembro

Diná desperta com um sentimento de frustração ao perceber que o reencontro sonhado com Otávio não passou de uma ilusão da mente cansada. Na fazenda, Guiomar se irrita ao descobrir que Andrezza saiu sem avisar, desencadeando uma discussão tensa entre mãe e filha. Enquanto isso, Alexandre insiste em deixar o Vale dos Suicidas, buscando André em busca de auxílio, mas encontra apenas silêncio, reforçando seu ódio e a recusa ao perdão. Raul, exausto das constantes brigas, decide se afastar para acalmar os ânimos e refletir. Na clínica, Téo finalmente descobre que é Lisa quem se disfarça de Mascarado para ajudá-lo em sua recuperação, causando surpresa e emoção. Cininha, por sua vez, diverte-se com a atenção que recebe de Tibério, fortalecendo seu vínculo com o advogado. Guiomar tenta convencer Andrezza a viajar com ela, mas a jovem prefere compartilhar seus planos diretamente com Raul. Preocupado com a esposa e a sogra, Raul pede que Diná as acompanhe, e ela aceita sem hesitar. No clima familiar, Tato provoca Dudu, empurrando-o na piscina, mas Alberto intervém a tempo de evitar maiores acidentes. No plano espiritual, Samuel confirma a Otávio que Júlia é sua alma gêmea, reafirmando o elo eterno entre eles. Ismael, por outro lado, revela seu desejo de levar Bia para a Europa, ignorando completamente a vontade da mãe, ampliando o conflito familiar. Mais tarde, Otávio, Júlia e Samuel se reúnem no Bosque das Águas em oração, buscando serenidade e forças para interceder pelos vivos. Lisa, emocionada, abre o coração para Téo, enquanto o psiquiatra o informa que ele está em processo de recuperação, reforçando a necessidade de cuidado e paciência. Na pensão, Hélio pede Naná em casamento, selando um romance, e Agenor, inspirado, faz o mesmo a Cininha, que sugere que ele convide Fátima para um encontro. Diná, atenta, convida Lisa para jantar, aproximando-a de Paty, e consegue reverter a decisão sobre o mini shopping, devolvendo o projeto a Téo. Cininha revela a Carmem a identidade do Mascarado, deixando-a em choque, enquanto Raul alerta Andrezza: ao retornar da viagem, ela terá que escolher entre ele e a mãe. Pressionado pela polícia, Ismael traça um plano de fuga com Bia para a Europa, aumentando a tensão. No plano espiritual, Otávio suplica para voltar à Terra e reencontrar os seus, e seu pedido é atendido. Ele presencia pequenas desavenças, como a briga entre Tato e Dudu, e sente a necessidade de proteger Diná. Sofia e Zeca se beijam, mas a jovem decide terminar o romance, acreditando ser melhor, embora Zeca confesse seu amor por ela. A noite encerra-se com Lisa jantando com Diná, Estela pedindo apoio contra Ismael, Cininha compartilhando seu segredo com Tibério e Hélio selando seu amor com Naná em um beijo apaixonado.

Capítulo 088 – terça-feira, 16 de setembro

Carmem finalmente confidencia a Lisa que o Mascarado é, na verdade, Adonay, prometendo esclarecer toda a situação. Ao se encontrarem, Adonay mostra a ela um jornal com detalhes de sua própria história. A conversa transforma-se em confissão: Carmem admite suas dúvidas e entra em pânico ao ver o rosto de Adonay, fugindo aterrorizada. Na clínica, o psiquiatra revela que o quadro de Téo piorou, deixando Lisa ainda mais preocupada. Carmem, abalada, retorna e relata à amiga que preferia que Adonay tivesse morrido, tamanha foi a surpresa ao vê-lo. O Mascarado recebe conforto de Tibério e Cininha, que pedem perdão por terem revelado a verdade, mas Lisa mantém sua confiança: impede sua partida e pede para ver seu rosto, reafirmando seu apoio incondicional. No plano espiritual, Espíritos de Luz tentam resgatar Alexandre, mas ele permanece endurecido, afastando qualquer possibilidade de redenção. Enquanto isso, Andrezza e Raul passam a noite juntos, selando sua união e reforçando o vínculo amoroso. O psiquiatra, preocupado, decide proibir visitas a Téo devido à sua regressão, enquanto Josefa descobre que Hélio é, na verdade, o pai de Téo. Diná, acompanhada de Mauro e um segurança, confronta Ismael em sua casa, pressionando-o a desistir da viagem com Bia e ameaçando expor um dossiê comprometedora. Furioso, Ismael promete vingança, sem perceber que a filha ouve a conversa, tomada pelo medo. O choque da situação deixa Diná tão abalada que ela passa mal, aumentando a tensão familiar e a sensação de perigo iminente.

Capítulo 089 – quarta-feira, 17 de setembro

Perturbada e assustada, Bia encontra o dossiê e decide fugir de casa após telefonar para Tato. Diná acalma Estela, garantindo que a filha não será levada por Ismael. Na clínica, o psiquiatra reforça que ainda não é seguro para Hélio se aproximar de Téo. Ao mostrar os documentos a Tato, Bia encontra indiferença: ele ri, confessando que já sabia de tudo, deixando-a sozinha e desamparada. Nesse momento, Alexandre tenta se aproximar da jovem, aumentando ainda mais sua angústia. Antes de viajar, Diná se despede da mãe e da filha, enquanto Raul vai ao aeroporto para se despedir da esposa e da irmã. Porém, horas depois, recebe uma ligação de Andrezza: Diná passou mal e precisou ser internada. Estela sente um pressentimento sombrio, e Maroca corre para o hospital para apoiá-la. Bia, perdida, chega a uma praia onde é abordada por um homem estranho, mas é salva por Igor, que a leva para sua casa. Diná, ainda debilitada, afirma que só retornará após a realização de exames. Raul volta a se desentender com Guiomar, e Ismael revela a Regina que planejam se esconder em Itatiaia, ampliando o clima de perseguição e perigo que ronda todos.

Capítulo 090 – quinta-feira, 18 de setembro

Na vila, Carmem enfrenta hostilidades dos moradores devido à sua ligação com o Mascarado, tornando seu cotidiano tenso. No hospital, Estela despeja sua raiva em Raul, culpando-o pelo estado de Diná e avisando que jamais perdoará caso algo aconteça com a irmã. Diná, debilitada, sonha com Otávio e pede que ele venha buscá-la; do além, ele a ouve, emocionado. Enquanto isso, Bia organiza a casa de Igor, despertando ciúmes nele. Agenor surpreende Fátima ao revelar que era o autor das rosas misteriosas. O médico libera a visita de Lisa a Téo, mas a jovem se desespera ao perceber a contínua influência de Alexandre sobre ele. Josefa explica a Hélio que o filho sofre de obsessão espiritual, mas ele se mostra cético. Queiroz informa a Alberto e Estela que Ismael é procurado pela polícia e que Bia não está com ele, aumentando a ansiedade da mãe. Alberto compartilha a notícia com Tato, que se recusa a se envolver. Dudu visita Diná no hospital, levando ternura em meio à crise. Na pensão, Zeca anuncia que terminou com Sofia. Tibério e Cininha apoiam Carmem, enquanto Andrezza finalmente reconhece que Raul tinha razão sobre a interferência excessiva da mãe em sua vida. Estela e Alberto registram o desaparecimento de Bia na delegacia, e Tato admite a Queiroz que abandonou os estudos. Estela percorre as ruas à procura da filha. Em casa, Diná retorna, mas se irrita com Maroca por ter jogado fora a orquídea enviada por Otávio.

Capítulo 091 – sexta-feira, 19 de setembro

Maroca tenta justificar sua atitude, dizendo que descartou a flor para poupar Diná do sofrimento. Contudo, uma borboleta enviada por Otávio pousa sobre a orquídea, e Diná reafirma que prefere enfrentar a dor a deixar de receber os sinais do amado. Andrezza busca conselhos da cunhada para salvar seu casamento, e Diná sugere que ela busque terapia. Na clínica, Téo recebe alta e decide retornar à casa de Diná, declarando a Lisa que está ao lado da esposa e da filha. Porém, na vila, Carmem continua enfrentando hostilidades por causa do Mascarado. Lisa, em nova visita a Téo, acaba sendo medicada e adormece em sua própria casa. Pouco depois, a vila organiza uma festa em homenagem ao Mascarado. Bárbara revela a Mauro que o antigo noivo de Carmem é justamente ele. Josefa pede a Diná que aceite Téo de volta, e a cunhada, embora relutante, concorda, motivada pelo bem-estar da filha. Estela continua a busca por Bia na escola, sem sucesso. Igor compartilha com Bia sua visão sobre a essência da vida, trazendo-lhe conforto e reflexão. No porão, Ismael humilha Regina, intensificando sua crueldade. Lisa, fortalecida, compra roupas novas e afirma ao pai que será feliz sozinha. Mais tarde, comunica a Zeca e Agenor que terminou com Téo, que retornará para a casa de Diná.

Vale a pena assistir Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito? Um espetáculo visual que às vezes se perde na ação

Em 2025, a franquia Kimetsu no Yaiba consolidou-se como um fenômeno cultural global com o lançamento do longa-metragem Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito. Baseado no arco homônimo do mangá de Koyoharu Gotouge, o filme chega para expandir o universo de Tanjiro Kamado e sua luta contra os demônios, oferecendo uma experiência que une ação eletrizante, drama emocional e uma qualidade visual rara na animação contemporânea. Mas o que realmente diferencia este filme de outras produções de anime? E será que ele consegue equilibrar a grandiosidade técnica com uma narrativa satisfatória?

Um marco visual da animação japonesa

A primeira característica que impressiona em Castelo Infinito é a excelência técnica. O estúdio Ufotable, conhecido por seu perfeccionismo, transforma cada quadro em uma obra de arte. A animação não apenas reproduz as cenas do mangá, mas eleva cada momento a um nível cinematográfico, utilizando cores vibrantes, iluminação dinâmica e movimentos de câmera que conferem profundidade e realismo aos combates.

Os detalhes são meticulosos: respingos de sangue, efeitos de respiração e as expressões faciais dos personagens são animados com precisão quase hipnótica. Até os pequenos gestos de Tanjiro ou o impacto de uma espada em um demônio são tratados com cuidado estético, reforçando a imersão. Cada batalha é planejada como uma coreografia de dança mortal, onde velocidade, impacto e criatividade visual se combinam para criar sequências quase coreográficas.

Essa abordagem técnica não é apenas estética; ela reforça a narrativa. O espectador não apenas assiste às lutas, mas sente o peso das decisões dos personagens, o perigo iminente e a tensão emocional que permeia cada confronto. Não é exagero dizer que Castelo Infinito redefine o padrão de qualidade para adaptações cinematográficas de anime.

A ação: eletrizante, mas intensa demais

Se há algo que “Castelo Infinito” faz com maestria, é a ação. Cada combate é uma explosão de energia, com movimentos estilizados e técnicas elaboradas que refletem a personalidade de cada personagem. Tanjiro, Zenitsu, Inosuke e os Hashira demonstram habilidades que misturam tradição e inovação, criando um espetáculo visual que mantém a atenção do público do início ao fim.

Porém, a intensidade quase contínua das batalhas também apresenta uma limitação. O filme raramente permite pausas narrativas mais longas, e a sequência incessante de confrontos pode gerar uma sensação de cansaço para quem busca equilíbrio entre ação e desenvolvimento emocional. Momentos de reflexão são curtos e aparecem principalmente através de flashbacks ou pequenos diálogos, o que pode deixar algumas interações secundárias superficiais.

Ainda assim, a ação não é gratuita. Cada luta serve a um propósito narrativo, seja para mostrar evolução do personagem, destacar estratégias de combate ou aumentar a tensão emocional. Mesmo que a velocidade das cenas seja vertiginosa, o impacto dramático permanece, especialmente nos momentos que envolvem Tanjiro e Muzan Kibutsuji.

Tanjiro Kamado: o eixo emocional do filme

Enquanto muitos personagens secundários ficam à sombra da grandiosidade das lutas, Tanjiro brilha como o coração emocional de Castelo Infinito. Sua empatia, coragem e determinação funcionam como fio condutor da narrativa, permitindo que o público se conecte com a história mesmo em meio ao caos visual.

O filme dedica tempo para explorar momentos de vulnerabilidade de Tanjiro, mostrando sua relação com Nezuko, seu senso de justiça e sua luta interna entre a necessidade de vencer e a compaixão pelos inimigos. Essas pausas dramáticas são essenciais para criar um contraste com as batalhas, dando ao espectador espaço para respirar e refletir sobre o significado do que está assistindo.

Além disso, Tanjiro representa a força moral do filme. Ele é a ponte entre a ação e a emoção, e sua jornada de crescimento — física e psicológica — dá coerência ao arco do Castelo Infinito. Sem esse núcleo emocional, as sequências de luta, por mais espetaculares que sejam, poderiam parecer meros efeitos visuais sem peso narrativo.

Personagens secundários e o desafio do equilíbrio

Um dos pontos mais discutidos por críticos e fãs é a subutilização de personagens secundários. Embora a franquia seja conhecida por seu elenco diversificado, muitos membros do Esquadrão de Exterminadores de Demônios ou figuras importantes do mangá acabam reduzidos a participações rápidas. Personagens que poderiam acrescentar camadas emocionais à narrativa têm espaço limitado, tornando algumas subtramas superficiais.

Essa escolha narrativa é compreensível: o arco do Castelo Infinito é intenso, com batalhas e momentos críticos que exigem foco em Tanjiro e nos protagonistas principais. Ainda assim, é inegável que o filme perde oportunidades de aprofundar relações e explorar histórias individuais de maneira mais significativa.

Apesar disso, cada personagem que recebe destaque tem seu momento de brilho. O filme consegue equilibrar, ainda que parcialmente, ação, drama e caracterização, sem comprometer a experiência geral.

O Castelo Infinito: um cenário vivo

Um dos elementos mais fascinantes do filme é o próprio Castelo Infinito. Ele não é apenas um palco para as batalhas, mas um “personagem” por si só. Labirintos, armadilhas e inimigos criam uma sensação constante de perigo e urgência, e a forma como o espaço é explorado pela direção e animação aumenta a tensão narrativa.

A Ufotable utiliza ângulos de câmera, iluminação e design de som de forma magistral, reforçando o impacto de cada descoberta e confronto. O Castelo é imprevisível e hostil, forçando os personagens a se adaptarem e mostrando que não basta força bruta para sobreviver. Essa construção de mundo detalhada dá ao longa uma dimensão épica, transformando o ambiente em parte essencial da história.

Fidelidade ao mangá e adaptação cinematográfica

“Castelo Infinito” preserva com fidelidade os temas centrais do mangá: amizade, coragem, superação e sacrifício. Ao mesmo tempo, a adaptação cinematográfica permite explorar o arco de forma mais condensada e visualmente impactante do que seria possível em episódios de anime.

O longa consegue manter a essência do material original, satisfazendo fãs de longa data, mas também se mostra acessível para novos espectadores. Apesar do ritmo intenso e da compressão de certos eventos, o filme entrega momentos emocionantes que capturam a complexidade moral e emocional dos protagonistas.

Comparação com outros filmes de anime

Quando comparado a outros longas recentes de anime, como Jujutsu Kaisen 0 ou adaptações de Attack on Titan, Castelo Infinito se destaca pelo equilíbrio entre ação épica e profundidade emocional. Enquanto algumas produções priorizam apenas efeitos visuais ou momentos de choque, o filme de Kimetsu no Yaiba consegue combinar espetáculo técnico, drama humano e fidelidade à obra original.

A narrativa de Tanjiro, aliada ao visual deslumbrante e à construção do Castelo, cria uma experiência única que dificilmente é replicada em outros longas do gênero. Mesmo espectadores acostumados a animes de ação intensos podem se surpreender com a riqueza de detalhes e o impacto emocional do filme.

Filmes que vão passar na Record neste fim de semana (21 a 22 de março) – Cine Aventura, Super Tela e Cine Maior

O Cine Aventura da Record TV apresenta neste sábado, 21 de março de 2026, o filme Ela Dança, Eu Danço 5: Tudo ou Nada, produção que marca o encerramento de uma das franquias mais populares do cinema voltado à dança. Lançado em 2014, o longa reúne personagens de capítulos anteriores e aposta em uma narrativa que combina competição, drama pessoal e performances coreográficas de grande escala.

Dirigido por Trish Sie e com roteiro de John Swetnam, o filme se destaca por reunir um elenco já conhecido do público, incluindo Ryan Guzman, Briana Evigan e Adam Sevani, além de participações de nomes recorrentes na franquia, como Alyson Stoner e Stephen ‘tWitch’ Boss.

A trama acompanha Sean Asa, um dançarino que decide deixar Miami em busca de oportunidades em Los Angeles ao lado de seu grupo, conhecido como The Mob. No entanto, a realidade na nova cidade se mostra mais desafiadora do que o esperado. Após uma sequência de fracassos em audições e a dificuldade de se estabelecer profissionalmente, o grupo começa a se desintegrar, levando seus integrantes a reconsiderar os próprios caminhos.

Diante desse cenário, Sean opta por permanecer e insistir na carreira, mesmo sem garantias de sucesso. É nesse contexto que ele descobre o The Vortex, uma competição de dança realizada em Las Vegas que oferece como prêmio um contrato de longo prazo para apresentações. A proposta surge como uma oportunidade concreta de recomeço, levando o protagonista a formar uma nova equipe.

Com o apoio de Moose, personagem de Adam Sevani, Sean inicia o processo de recrutamento de dançarinos com diferentes estilos e trajetórias. A equipe, batizada de LMNTRIX, passa a reunir talentos diversos, incluindo Andie West, vivida por Briana Evigan, personagem que também carrega sua própria história dentro da franquia. A formação do grupo reflete a proposta do filme de unir diferentes influências da dança urbana em uma construção coletiva.

Ao longo da preparação para a competição, o longa explora os desafios enfrentados pelos integrantes do grupo, tanto no aspecto técnico quanto nas relações interpessoais. Divergências de opinião, inseguranças e conflitos emocionais surgem como obstáculos a serem superados, evidenciando que o sucesso depende não apenas do talento individual, mas da capacidade de atuação em conjunto.

A chegada a Las Vegas marca uma nova etapa na narrativa, com a intensificação da competição e o aumento da pressão por resultados. O LMNTRIX se depara com adversários experientes, incluindo grupos que já cruzaram seu caminho anteriormente, o que eleva o nível de exigência das apresentações. As coreografias passam a incorporar elementos mais elaborados, combinando técnica, criatividade e impacto visual.

Paralelamente, o filme desenvolve o arco emocional de seus personagens, com destaque para a relação entre Sean e Andie. As diferenças de postura diante dos desafios colocam em evidência questões como liderança, confiança e respeito aos limites individuais. Esse conflito contribui para o amadurecimento do protagonista, que precisa rever suas atitudes para manter o grupo unido.

Outro núcleo importante é o de Moose, cuja trajetória reforça a dimensão pessoal da narrativa. Ao lidar com questões afetivas e escolhas de vida, o personagem representa o dilema entre seguir uma carreira artística e manter relações pessoais estáveis, tema recorrente em produções do gênero.

À medida que a competição avança, revelações sobre os bastidores do evento adicionam novas tensões à história, questionando a imparcialidade do processo e ampliando os desafios enfrentados pelos participantes. Ainda assim, o foco permanece na performance e na capacidade dos grupos de se reinventarem diante das adversidades.

O clímax do filme é construído a partir de apresentações que sintetizam a proposta da franquia: transformar a dança em elemento central da narrativa. Com coreografias que exploram diferentes estilos e cenários, o longa aposta em sequências visuais impactantes para encerrar a trajetória iniciada nos filmes anteriores.

Lançado pela Summit Entertainment, o filme arrecadou mais de 80 milhões de dólares em bilheteria mundial. Embora tenha recebido avaliações críticas mistas, manteve o interesse do público, especialmente entre os fãs da série e admiradores de produções focadas em dança.

Na Super Tela deste sábado, 21, a emissora apresenta o filme Mente Criminosa, produção norte-americana que combina ficção científica, ação e suspense em uma narrativa centrada em tecnologia, memória e identidade. Dirigido por Ariel Vromen, o longa reúne um elenco de destaque, com Kevin Costner, Gary Oldman, Tommy Lee Jones, Alice Eve e Gal Gadot. A produção aposta em um conceito de ficção científica para desenvolver uma trama de espionagem com forte carga dramática.

A história gira em torno de uma missão inacabada da CIA após a morte de um de seus principais agentes, Bill Pope. Diante da urgência de recuperar informações estratégicas e evitar uma ameaça de grandes proporções, uma equipe decide recorrer a um experimento controverso: transferir as memórias, habilidades e conhecimentos do agente falecido para outra pessoa.

O escolhido para o procedimento é Jerico Stewart, um condenado considerado extremamente perigoso e com histórico de comportamento violento. A intervenção científica, conduzida por especialistas, busca transformar Jerico em uma espécie de extensão do agente morto, permitindo que ele conclua a missão interrompida.

A partir desse ponto, o filme desenvolve um conflito central que vai além da ação. Ao receber as memórias de outra pessoa, Jerico passa a enfrentar uma transformação interna, na qual sua própria identidade começa a se misturar com fragmentos da vida e da personalidade de Bill Pope. Esse processo cria uma tensão constante entre razão e instinto, colocando em evidência os limites éticos e científicos da experiência.

Enquanto tenta cumprir a missão, o protagonista precisa lidar não apenas com ameaças externas, mas também com as mudanças psicológicas provocadas pelo experimento. A narrativa explora essa dualidade, apresentando um personagem dividido entre sua natureza original e os novos impulsos adquiridos.

O filme também se apoia em uma estrutura típica de thriller de espionagem, com perseguições, confrontos e reviravoltas que mantêm o ritmo acelerado. Ao mesmo tempo, insere elementos de ficção científica que ampliam o debate sobre o uso da tecnologia na manipulação da mente humana, levantando questões sobre identidade, memória e livre-arbítrio.

O roteiro, assinado por Douglas Cook e David Weisberg, foi adquirido pela Millennium Films em 2013, dando início ao desenvolvimento do projeto. A proposta de unir ação e ficção científica em uma história de espionagem foi um dos elementos que impulsionaram a produção, posteriormente assumida por Ariel Vromen na direção.

Lançado em 2016, o longa passou por alterações em seu calendário de estreia antes de chegar aos cinemas. Inicialmente previsto para janeiro daquele ano, o filme teve sua data remarcada para abril, quando foi oficialmente lançado nos Estados Unidos e em outros mercados internacionais.

Em termos de recepção, Mente Criminosa teve avaliações variadas da crítica especializada, que apontou tanto o potencial de sua premissa quanto limitações na execução narrativa. Ainda assim, o filme encontrou espaço junto ao público interessado em produções que combinam ação com conceitos científicos, especialmente pelo elenco reconhecido e pela proposta central da história.

A exibição na Super Tela reforça o perfil do longa como uma opção de entretenimento voltada ao público que busca suspense e ação com elementos tecnológicos. A faixa da Record TV costuma apresentar produções com forte apelo comercial, reunindo títulos que transitam entre diferentes gêneros e alcançam ampla audiência na televisão aberta.

Ao abordar a transferência de memórias como recurso narrativo, o filme se insere em uma tradição da ficção científica que explora os limites entre mente e corpo. Nesse contexto, a história propõe uma reflexão sobre até que ponto a identidade de uma pessoa pode ser alterada ou reconstruída a partir de experiências alheias.

A Record TV apresenta neste domingo, 22 de março, na sessão Cine Maior, o filme Atômica (Atomic Blonde), produção norte-americana que mistura ação e espionagem em uma narrativa ambientada nos momentos finais da Guerra Fria. Dirigido por David Leitch, em seu primeiro trabalho solo, e com roteiro de Kurt Johnstad, o longa é baseado na graphic novel The Coldest City, de Antony Johnston e Sam Hart.

A trama acompanha Lorraine Broughton, interpretada por Charlize Theron, uma agente de elite do serviço secreto britânico enviada a Berlim em 1989 para investigar a morte de um colega e recuperar uma lista confidencial com nomes de agentes duplos. Em meio à instabilidade política que antecede a queda do Muro de Berlim, a missão se transforma em um jogo de sobrevivência, marcado por traições, interesses ocultos e alianças frágeis. Ao longo da operação, Lorraine conta com o apoio do agente David Percival, vivido por James McAvoy, cuja lealdade se torna um dos pontos de tensão da narrativa.

Com uma estrutura que combina investigação e sequências de ação, o filme constrói um ritmo baseado em reviravoltas e confrontos diretos. A protagonista é retratada como uma agente altamente treinada, capaz de transitar entre estratégias de inteligência e combates físicos, característica que sustenta a condução da história. O elenco reúne ainda John Goodman, Til Schweiger, Eddie Marsan, Sofia Boutella e Toby Jones, que compõem o cenário de disputas dentro do universo da espionagem internacional.

Um dos principais destaques de Atômica está nas sequências de ação, marcadas por coreografias intensas e abordagem mais realista, com cenas prolongadas e poucos cortes. Esse estilo reforça o impacto visual e aproximou o longa de produções contemporâneas como John Wick. A ambientação no fim da Guerra Fria também contribui para o clima de tensão, utilizando o contexto histórico como elemento narrativo que amplia os conflitos e a sensação de instabilidade.

Produzido e distribuído pela Focus Features, o filme foi lançado em 2017 após passagem pelo festival South by Southwest. Com orçamento estimado em cerca de 30 milhões de dólares, alcançou bilheteria próxima de 100 milhões no mercado global. A recepção crítica foi majoritariamente positiva, com elogios às cenas de ação, à trilha sonora e à atuação de Charlize Theron, embora parte das análises tenha apontado a complexidade da narrativa como um desafio para o público.

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