Homem-Aranha: Um Novo Dia revela trailer inédito dos bastidores e promete nova fase para o herói

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O clima de reencontro tomou conta das redes quando a Marvel e a Sony divulgaram o primeiro vídeo de bastidores de Homem-Aranha: Um Novo Dia, quarto filme estrelado por Tom Holland. Em poucos segundos, o material mostrou o ator novamente vestindo o uniforme vermelho e azul, abraçando pessoas e parceiros de cena, e apresentando possíveis adições ao elenco. Foi o suficiente para reacender a expectativa dos fãs e dar uma amostra de que este não será apenas mais um capítulo — e sim o início de uma nova fase para o Amigão da Vizinhança.

Desde Sem Volta para Casa, o público sabe que Peter Parker ficou mais sozinho do que nunca. Ele perdeu amigos, aliados e, de certa forma, a própria identidade. Agora, Um Novo Dia promete mostrar um Peter mais maduro, reconstruindo a vida e retomando a essência de herói de bairro.

Não veremos mais o garoto deslumbrado com Vingadores e ameaças intergalácticas. Em vez disso, teremos um jovem que enfrenta criminosos, lida com dilemas cotidianos e tenta equilibrar responsabilidades como qualquer nova-iorquino. Essa mudança de tom resgata as raízes do personagem e deve trazer um clima mais próximo das HQs clássicas.

Reencontros que aquecem o coração

A volta de Zendaya como MJ é, por si só, uma das maiores alegrias dos fãs, ainda que sua participação deva ser mais curta por conta de outros compromissos da atriz. Mesmo assim, Kevin Feige já adiantou que, apesar do tempo reduzido, a personagem terá um impacto emocional significativo na trama.

Jacob Batalon, como Ned Leeds, deve ganhar mais destaque, talvez até entrando em campo ao lado de Peter em momentos de perigo. A química entre os três continua sendo um dos pilares da franquia, e os produtores parecem dispostos a explorar essa conexão ao máximo.

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Novos rostos, novos mistérios

A entrada de Sadie Sink é um dos grandes enigmas do filme. Conhecida por seu papel intenso em “Stranger Things”, a atriz deve trazer uma energia nova ao elenco. As teorias já pipocam: alguns fãs apostam que ela viverá Felicia Hardy, a Gata Negra; outros acreditam que seja uma personagem inédita criada para o MCU.

Outro destaque é Jon Bernthal, reprisando o papel de Frank Castle, o Justiceiro. Sua presença sugere que o filme terá momentos mais sombrios, talvez explorando o lado moralmente ambíguo da luta contra o crime. Essa combinação de personagens é perfeita para criar conflitos éticos que testam os limites de Peter Parker.

A volta de vilões e heróis

Um Novo Dia também trará o retorno de Michael Mando como Mac Gargan/Escorpião, vilão apresentado em “De Volta ao Lar” e aguardado desde então para um confronto direto. Além disso, Mark Ruffalo aparecerá como Bruce Banner/Hulk, conectando o longa a outros eventos importantes do MCU.

Há ainda a possibilidade de rever Charlie Cox como Matt Murdock/Demolidor, advogado e vigilante que já ajudou Peter antes. Caso se confirme, a interação entre os dois poderia reforçar o clima urbano e policial do filme.

Uma produção marcada por desafios

Chegar até este ponto não foi fácil. Em 2019, Sony e Marvel quase romperam a parceria, e havia o risco real de que o Homem-Aranha saísse do MCU. As negociações foram intensas e só com o sucesso gigantesco de “Sem Volta para Casa”, em 2021, as portas para uma nova trilogia se abriram.

O roteiro, escrito por Chris McKenna e Erik Sommers, passou por ajustes e foi impactado pela greve dos roteiristas em 2023. Quando a paralisação acabou, o projeto ganhou novo fôlego com a entrada de Destin Daniel Cretton na direção. O cineasta, elogiado por “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, é conhecido por equilibrar cenas de ação empolgantes com momentos emocionais genuínos — algo essencial para esta nova fase do Aranha.

Filmagens em locações reais

As gravações começaram em agosto de 2025, usando Glasgow, na Escócia, para representar ruas e avenidas de Nova York. Essa escolha, comum em grandes produções, ajuda a criar uma atmosfera mais densa e autêntica. Tom Holland comentou em entrevistas que filmar em locais reais ajuda a “sentir o peso da cidade” e se conectar melhor com o personagem.

As cenas mais complexas, com uso intensivo de efeitos visuais, estão sendo feitas nos Pinewood Studios, no Reino Unido, combinando tecnologia de ponta com cenários físicos para que os atores possam reagir a ambientes mais palpáveis.

O que esperar da história

Ainda não há sinopse oficial, mas tudo indica que veremos um Peter Parker lidando com criminosos perigosos, tentando proteger inocentes e, ao mesmo tempo, reconstruir sua própria vida. O envolvimento do Justiceiro e do Escorpião aponta para confrontos de alta tensão, enquanto a participação do Hulk sugere que certos eventos podem escapar do controle.

A promessa é de um equilíbrio entre ação intensa, drama pessoal e humor característico — a fórmula que fez do Homem-Aranha um dos heróis mais queridos do mundo.

Quando o filme chega nos cinemas?

Um Novo Dia chega aos cinemas em 31 de julho de 2026, fazendo parte da Fase Seis do Universo Cinematográfico Marvel. Essa fase é apontada como uma das mais ambiciosas da história da Marvel, preparando o terreno para eventos grandiosos como “Guerras Secretas”. Mesmo com um foco mais local, o filme reforçará que Peter Parker continua sendo peça importante desse quebra-cabeça gigante.

O peso para Tom Holland

Para Tom, o retorno ao papel é também um momento pessoal. O ator já declarou que considera Peter Parker parte de sua vida e que, apesar de ter pensado em encerrar sua jornada após “Sem Volta para Casa”, sentiu que ainda havia histórias importantes para contar.

O próprio título “Um Novo Dia” parece refletir não só a trajetória de Peter, mas também a do intérprete: um recomeço, com maturidade e novas responsabilidades, tanto na vida do personagem quanto na do ator.

Saiba a duração de Invocação do Mal 4: O Último Ritual, o filme mais longo da franquia

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O universo de Invocação do Mal está prestes a ganhar um novo capítulo — e não é qualquer capítulo. Com estreia marcada para o dia 5 de setembro de 2025, Invocação do Mal 4: O Último Ritual chega prometendo ser o mais intenso e profundo filme da série até hoje. E não é só pela trama que isso acontece: o longa terá nada menos que 135 minutos de duração, ou seja, 2 horas e 15 minutos de terror e emoção. As informações são do Digital Spy.

Para quem acompanha a franquia desde o começo, sabe que cada filme é uma experiência tensa e cheia de sustos, mas este novo tempo de tela é um sinal claro de que os realizadores querem ir além do simples susto: querem contar uma história mais completa, mais humana, mais complexa. É como se, dessa vez, o espectador fosse convidado a se sentar e acompanhar, passo a passo, uma jornada que vai misturar medo, fé e os laços familiares que unem os Warrens.

A espera por um desfecho com mais profundidade

O casal Ed e Lorraine Warren, interpretado mais uma vez por Patrick Wilson e Vera Farmiga, é a alma da franquia. Eles não são apenas caçadores de fantasmas: são pessoas reais, com medos, dúvidas, esperança e, acima de tudo, um amor que sustenta tudo o que fazem. Neste quarto filme, a presença deles se torna ainda mais humana e visceral.

Ao lado deles, personagens como Judy Warren, a filha do casal, interpretada por Mia Tomlinson, trazem uma nova camada emocional à trama. A jovem Judy está inserida em um universo que vai além do medo: é sobre proteger a família e enfrentar os horrores que ameaçam não só a casa, mas a própria alma.

Essa duração maior dá espaço para esse desenvolvimento, permitindo que o público realmente sinta o peso da missão que esses personagens carregam — algo que vai muito além das cenas de ação sobrenatural.

O que a duração diz sobre o filme

No cinema de terror, tempo é quase tudo. Um filme muito longo pode perder o ritmo, enquanto um muito curto pode deixar pontas soltas e personagens rasos. Aqui, o desafio foi usar essas 2 horas e 15 minutos para construir um ambiente onde o suspense cresce com calma, quase como um sussurro que vai ficando cada vez mais alto — até o grito final.

Essa escolha indica que a direção de Michael Chaves, que retorna depois de ter comandado o terceiro filme da franquia, está focada em uma narrativa mais cuidadosa, em que o terror não vem apenas dos sustos repentinos, mas da construção do medo dentro da história e dos próprios personagens.

Os roteiristas, entre eles David Leslie Johnson-McGoldrick, Ian Goldberg e Richard Naing, aproveitaram para desenvolver uma trama que respira. Eles se inspiraram nos relatos reais dos Warrens, o que dá ao filme uma autenticidade que ultrapassa o gênero e toca questões mais profundas sobre fé, dúvida e o mal em si.

O legado dos Warrens e a força da verdade

Invocação do Mal sempre foi mais do que filmes de terror: é uma homenagem ao trabalho do casal Warren, que dedicou a vida a investigar fenômenos que desafiam a lógica. E é essa verdade, ainda que cercada de mistério, que torna a franquia tão cativante.

Neste filme, o casal não está sozinho. Ao lado deles, novas faces entram em cena para dar vida a uma das histórias mais marcantes do arquivo Warren — o caso da família Smurl, famosa por alegações de possessão demoníaca nos anos 80. A escolha desse enredo dá ao filme uma carga dramática pesada, porque o público sabe que não se trata só de ficção, mas de relatos que causaram sofrimento real.

Essa responsabilidade também é sentida no elenco que acompanha os protagonistas. Ben Hardy, como Tony Spera, e o grupo que interpreta os membros da família Smurl ajudam a dar humanidade e realismo às situações extremas vividas no filme.

Por dentro da produção: dedicação e paixão

Um filme desse porte não nasce do acaso. Foram meses de preparação, desde o desenvolvimento do roteiro até as filmagens que aconteceram em Londres, entre setembro e novembro de 2024. A escolha da cidade não foi apenas prática, mas estratégica: o clima, a arquitetura e a atmosfera da capital inglesa contribuem para criar o ambiente sombrio e opressor que o filme pede.

Michael Chaves teve a missão de guiar essa produção com delicadeza e firmeza, equilibrando a pressão de atender às expectativas dos fãs e a vontade de entregar algo novo. E um dos grandes acertos foi a trilha sonora, composta por Benjamin Wallfisch, que assume o lugar de Joseph Bishara. A música em filmes de terror é quase um personagem — e Wallfisch promete dar ao filme uma assinatura sonora que prende o espectador na cadeira.

O impacto emocional além do susto

Se existe algo que diferencia Invocação do Mal 4 dos demais filmes da franquia é a maneira como ele abraça o lado humano da história. Não é só sobre fantasmas e demônios: é sobre como uma família lida com o desconhecido, o perigo e o medo.

Essa sensibilidade ajuda a construir um terror que não está apenas no que é visto na tela, mas naquilo que o público sente no peito. O medo de perder quem amamos, a dúvida sobre o que é real e o que não é, a luta para manter a fé mesmo diante do inexplicável — tudo isso transforma o filme em uma experiência emocional profunda.

O que esperar da estreia

Com a data de estreia chegando, a ansiedade cresce entre os fãs e também entre os amantes do cinema de terror que ainda não conhecem o universo dos Warrens. O filme promete não só sustos e cenas de arrepiar, mas também um roteiro que respeita o espectador, dando espaço para a reflexão e a empatia.

No Brasil, embora a data oficial de lançamento ainda não esteja confirmada, é esperado que o longa chegue aos cinemas pouco tempo depois da estreia americana, permitindo que o público nacional também mergulhe nesse último ritual.

Na Tela de Sucessos desta sexta (01/08), SBT mergulha no suspense com “Do Fundo do Mar 2”

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Na próxima sexta-feira, 1º de agosto, o SBT exibe um dos thrillers aquáticos mais comentados dos últimos anos na sua “Tela de Sucessos”: Do Fundo do Mar 2 (Deep Blue Sea 2), sequência espiritual do cultuado longa lançado em 1999. Com direção de Darin Scott e protagonizado por Danielle Savre e Michael Beach, o filme mergulha em águas perigosas onde a ciência se transforma em ameaça, e a sobrevivência passa a ser a única missão possível.

Com pouco mais de 1h30 de duração, a produção entrega ação, tensão e um alerta que reverbera além da ficção: até onde a humanidade está disposta a ir quando o lucro e o ego se sobrepõem à ética científica?

O retorno ao terror das profundezas

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, o filme começa como uma visita de rotina a uma instalação científica localizada abaixo da superfície do oceano. Lá, conhecemos a Dra. Misty Calhoun (interpretada com intensidade por Danielle Savre), uma especialista em preservação marinha e pesquisadora dedicada ao estudo dos tubarões. Convidada pelo misterioso bilionário Carl Durant (Michael Beach) para atuar como consultora em um projeto sigiloso, Misty é atraída pela promessa de um avanço científico: a ideia de utilizar anticorpos de tubarões como chave para o tratamento de doenças humanas.

Mas rapidamente essa proposta idealista se mostra apenas a superfície de algo muito mais sombrio. O que Misty descobre ao chegar na base submersa é alarmante: Durant está conduzindo experimentos com tubarões-cabeça-chata — espécies notoriamente imprevisíveis e agressivas — geneticamente modificados para se tornarem mais inteligentes, rápidos e mortais.

Aos poucos, o espectador é conduzido por uma espiral de horror tecnológico. A cada cena, fica mais evidente que os limites da ética foram deixados para trás, substituídos por uma obsessão com o poder, o controle e a ideia de dominação por meio da engenharia genética. O que era para ser uma missão científica se transforma em um jogo mortal de sobrevivência.

Carl Durant: o vilão contemporâneo

Interpretado com presença marcante por Michael Beach, Carl Durant é o típico antagonista moderno. Inteligente, carismático e convicto de suas ideias, ele não se vê como um vilão. Ao contrário, acredita estar à frente de seu tempo.

Durant representa uma figura cada vez mais comum na ficção contemporânea: o magnata da tecnologia movido por um narcisismo intelectual, que acredita ter todas as respostas e o direito de brincar de Deus. Seus experimentos com os tubarões modificados não têm limites morais. Para ele, o sofrimento de outras espécies — e até de seres humanos — é apenas um efeito colateral de um bem maior: o progresso.

Michael Beach, veterano de séries e filmes de ação e drama, consegue dar profundidade ao personagem, evitando caricaturas. Seu Durant é complexo, inquietante e, acima de tudo, humano em sua falibilidade, o que o torna ainda mais perigoso.

Danielle Savre e uma heroína realista

Do outro lado dessa equação moral está Misty Calhoun, vivida por Danielle Savre — atriz que já demonstrou versatilidade em séries como Station 19. Sua performance em Do Fundo do Mar 2 é marcada por uma entrega física e emocional que confere credibilidade à personagem.

Misty não é uma heroína com superpoderes. Ela é uma cientista, movida por ética, empatia e racionalidade. Quando se vê encurralada em um ambiente claustrofóbico e hostil, sua força não está em armas ou explosões, mas na inteligência, no conhecimento sobre os animais e na resistência diante do absurdo.

A atriz consegue equilibrar o lado técnico da personagem com a vulnerabilidade necessária para que o público se identifique com ela. Misty é alguém que luta não só pela própria sobrevivência, mas pela preservação da vida marinha — mesmo diante da morte.

O terror subaquático como crítica social

Embora seja um filme de entretenimento, repleto de cenas de ação, tensão e criaturas assassinas, Do Fundo do Mar 2 também convida o público à reflexão.

Assim como outros filmes do subgênero “terror científico”, como Esfera, O Enigma do Horizonte ou o próprio primeiro Do Fundo do Mar, esta continuação expande o debate sobre os limites da ciência e os perigos de ultrapassá-los sem responsabilidade.

A ideia de manipular a genética de tubarões — animais já naturalmente poderosos e imprevisíveis — para potencializar suas habilidades é uma metáfora para o desequilíbrio da relação entre ciência e ética. A mensagem é clara: quando o conhecimento é usado apenas como instrumento de poder, o resultado é o caos.

Ambientação claustrofóbica e cenas impactantes

Grande parte da tensão do longa-metragem vem de sua ambientação. A base subaquática onde se passa a maior parte da trama é opressiva, cheia de corredores estreitos, portas automáticas que podem trancar a qualquer momento e sons constantes de água e metal se comprimindo.

A sensação de confinamento, somada à ameaça invisível dos tubarões espreitando pelas janelas e túneis de acesso, cria um ambiente de paranoia crescente. A qualquer momento, tudo pode ruir — literalmente.

A direção de Darin Scott aposta em planos fechados e câmeras em movimento para transmitir a instabilidade emocional dos personagens e a insegurança do ambiente. As cenas de ataques são bem coreografadas, equilibrando sustos com efeitos especiais relativamente modestos, mas eficientes.

O destaque vai para uma sequência em que os personagens precisam atravessar um corredor parcialmente inundado, sabendo que há algo à espreita. A tensão é real, construída sem pressa, e culmina em um momento de brutalidade surpreendente.

Uma sequência que não tenta superar o original, mas segue outro caminho

Lançado em 1999, o primeiro Do Fundo do Mar conquistou o público com uma mistura inusitada de suspense, ação e cenas memoráveis — como o ataque repentino que levou um dos protagonistas no meio de um discurso inspirador.

A sequência de 2018, no entanto, não tenta emular completamente o estilo do original. Ela caminha por sua própria trilha, mais voltada ao terror psicológico e à crítica tecnológica. Ainda que não tenha o mesmo impacto cultural, Do Fundo do Mar 2 consegue manter o espírito de perigo constante, enquanto atualiza o enredo para dialogar com os medos contemporâneos: inteligência artificial, manipulação genética, ganância corporativa e negligência científica.

Um elenco eficiente e funcional

Além de Savre e Beach, o elenco conta com Rob Mayes como Trent, um dos técnicos de segurança da base; Kim Syster como a corajosa Leslie; e Darron Meyer como Craig, um cientista dividido entre a lealdade à pesquisa e o medo crescente do que está por vir.

Embora os personagens secundários não sejam tão desenvolvidos, cada um cumpre bem seu papel no jogo de tensão da narrativa. As interações entre eles ajudam a construir o senso de urgência e a noção de que qualquer um pode não sair vivo dali.

Suho, líder do EXO, anuncia novo mini-álbum Who Are You e promete uma fase mais madura da carreira

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O universo do K-pop está em festa. O cantor, ator e líder do EXO, Suho, anunciou neste domingo, 31 de agosto, o lançamento de seu quarto mini-álbum solo, que chegará ao público no dia 22 de setembro de 2025, às 6h da manhã (horário de Brasília). O projeto, intitulado Who Are You, já desperta grande expectativa entre os fãs, que aguardam novas canções capazes de revelar ainda mais sobre a versatilidade e maturidade do artista.

A notícia rapidamente se espalhou pelas redes sociais, com os fãs do EXO — conhecidos como EXO-Ls — celebrando a novidade. O nome de Suho figurou entre os tópicos mais comentados no X (antigo Twitter) em diversos países, incluindo Brasil, Coreia do Sul e Japão, evidenciando a força global de sua base de seguidores.

Quem é o cantor?

Nascido Kim Jun-myeon, em 22 de maio de 1991, em Seul, Suho ganhou fama mundial ao ser apresentado como líder do EXO em 2012, ano em que o grupo fez sua estreia oficial. Desde cedo, mostrou-se um artista disciplinado e dedicado, características que o levaram naturalmente a ocupar a posição de porta-voz do grupo.

A trajetória do cantor, no entanto, vai muito além da música. Com formação acadêmica sólida — chegou a estudar na Universidade Nacional de Artes da Coreia —, ele construiu uma carreira multifacetada. No universo da atuação, participou de dramas televisivos, filmes e musicais, conquistando elogios da crítica.

Essa capacidade de se reinventar o consolidou como uma das personalidades mais respeitadas do entretenimento sul-coreano, reconhecido não apenas pelo talento, mas também pela postura carismática e inspiradora diante dos fãs.

O fenômeno EXO

Criado pela SM Entertainment em 2011 e lançado oficialmente em 2012, o EXO rapidamente se tornou um dos grupos mais populares do K-pop. A formação inicial contava com 12 integrantes, divididos em duas subunidades: EXO-K, responsável pelas músicas em coreano, e EXO-M, que focava no público de língua chinesa.

Com o passar dos anos, o grupo consolidou sua identidade musical e visual, alcançando marcas históricas. O primeiro grande sucesso veio em 2013, com o álbum XOXO e o single Growl, que venderam mais de um milhão de cópias — um feito inédito no mercado sul-coreano em mais de uma década.

Desde então, o EXO acumulou recordes e prêmios, sendo descrito por veículos como a Vogue e a Dazed como “a maior boyband do mundo”. A força do grupo também se reflete fora dos palcos: em 2018, a Casa da Moeda da Coreia lançou medalhas comemorativas em homenagem ao grupo, reconhecendo sua importância cultural na chamada Onda Hallyu, que popularizou a cultura coreana no mundo.

A carreira solo de Suho

Apesar de sua intensa agenda com o EXO, o artista sul-coreano iniciou sua trajetória solo em 2020, com o lançamento do mini-álbum Self-Portrait. O projeto foi bem recebido pela crítica e pelos fãs, destacando-se pelo tom intimista e pelo diálogo entre música e artes visuais.

Desde então, o cantor lançou outros trabalhos que reforçaram sua marca pessoal: letras mais introspectivas, melodias que exploram baladas e pop alternativo, e uma estética que valoriza a profundidade emocional. Diferente do clima explosivo e dançante característico de muitos hits do EXO, o artista tem optado por um caminho mais poético em sua carreira solo, o que lhe rendeu elogios por autenticidade e maturidade artística.

Com Who Are You, seu quarto mini-álbum, a expectativa é de que esse lado mais reflexivo seja ainda mais evidenciado, como já indica o título do projeto.

Who Are You: o que esperar?

Embora poucos detalhes tenham sido divulgados até agora, o título do álbum — Who Are You (Quem é você, em tradução livre) — sugere uma proposta conceitual ligada a questionamentos sobre identidade e relações interpessoais. A escolha não é casual: Suho tem se mostrado um artista preocupado em traduzir emoções universais em sua música, estabelecendo conexões profundas com seus fãs.

Analistas de K-pop acreditam que o novo trabalho deve trazer um repertório diversificado, mesclando baladas melódicas, canções mais experimentais e possivelmente colaborações inéditas. O cantor já mostrou em entrevistas anteriores que deseja que cada álbum represente um capítulo diferente de sua própria vida, o que torna Who Are You um registro potencialmente autobiográfico.

O impacto do lançamento

O novo álbum do cantor não é apenas mais um capítulo em sua carreira, mas também um reflexo da forma como os grupos de K-pop vêm trabalhando a individualidade de seus integrantes. Cada projeto solo fortalece a marca do grupo como um todo, ampliando o alcance e a diversidade de estilos musicais apresentados.

No caso de Suho, seu trabalho individual também reforça sua imagem de artista completo, que consegue equilibrar liderança em um dos maiores grupos do mundo e, ao mesmo tempo, construir um caminho próprio, intimista e diferenciado.

Sony Pictures divulga trailer de Depois da Caçada, estrelado por Julia Roberts, Ayo Edebiri e Andrew Garfield 

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A Sony Pictures divulgou na manhã desta quarta-feira, 16 de julho, o trailer oficial de “Depois da Caçada”, novo filme do aclamado diretor Luca Guadagnino, conhecido por obras como “Me Chame Pelo Seu Nome” e “Rivais”. O longa, produzido pela Amazon MGM Studios e distribuído no Brasil pela Sony, chega em breve às salas de cinema, prometendo um drama intenso sobre segredos, poder e dilemas morais. Abaixo, confira o vídeo:

No centro da narrativa está Julia Roberts (“Erin Brockovich”, “Closer – Perto Demais”, “Álbum de Família”), que interpreta uma professora universitária cuja história pessoal obscura corre o risco de ser exposta quando uma estudante faz uma acusação delicada contra outro docente. O roteiro, assinado por Nora Garrett, explora as tensões invisíveis que permeiam ambientes acadêmicos e as consequências profundas de decisões controversas.

O elenco também inclui Andrew Garfield, indicado ao Oscar por “Tick, Tick… Boom!” e reconhecido por trabalhos em “Silêncio” e “Até o Último Homem”, que vive o professor acusado, personagem central na trama de disputas e dúvidas. A jovem aluna que desencadeia os acontecimentos é interpretada por Ayo Edebiri, destaque na série “O Urso” e nas produções “Fingindo que Sou Amiga” e “Cães de Caça”. Complementando o elenco, Chloë Sevigny (“Zodíaco”, “Garotos Não Choram”, “Os Últimos Dias de Disco”) e Michael Stuhlbarg (“A Forma da Água”, “Boardwalk Empire”, “Trama Fantasma”) também têm papéis importantes. Stuhlbarg retoma sua parceria com Guadagnino, que rendeu grandes resultados no passado.

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De acordo com a sinopse divulgada oficialmente, a protagonista se encontra em uma encruzilhada emocional e moral quando uma estudante (Ayo Edebiri) acusa um professor (Andrew Garfield) de conduta questionável, desencadeando uma série de eventos que ameaçam expor um segredo obscuro do passado da própria professora. A trama, escrita por Nora Garrett, explora as tensões e ambiguidades que emergem nesse confronto, revelando como verdades ocultas podem transformar vidas e relações.

A trilha sonora é assinada pela premiada dupla Trent Reznor e Atticus Ross, vencedores do Oscar por “A Rede Social” e “Soul”, e responsáveis por criar atmosferas sonoras impactantes em trabalhos anteriores do diretor, como “Rivais” e “Queer”. O trailer destaca a estética cuidadosa e o tom sombrio característicos de Guadagnino, apresentando uma narrativa marcada por olhares carregados, diálogos tensos e um clima de suspense psicológico que convida à reflexão sobre os limites da verdade e da confiança.

Embora a data de estreia ainda não tenha sido confirmada, o longa já figura como uma das produções mais aguardadas da temporada, especialmente para o público que aprecia dramas complexos e atuações sólidas.

Crepúsculo volta às salas de cinema em evento especial pelo aniversário da franquia

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A saga Crepúsculo retorna ao coração dos fãs com um novo capítulo em sua história cinematográfica. A Lionsgate revelou recentemente um trailer inédito que anuncia o relançamento do primeiro filme da franquia nas salas de cinema dos Estados Unidos, entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro, em comemoração ao 20º aniversário da série literária de Stephenie Meyer. Esta celebração marca não apenas a nostalgia de quem cresceu acompanhando Isabella Swan e Edward Cullen, mas também a oportunidade para uma nova geração se encantar com a história que revolucionou o universo dos romances sobrenaturais no cinema.

Lançado originalmente em 21 de novembro de 2008, o filme “Crepúsculo”, dirigido por Catherine Hardwicke e com roteiro de Melissa Rosenberg, rapidamente se tornou um fenômeno cultural. Com Kristen Stewart no papel de Bella Swan e Robert Pattinson como Edward Cullen, a história de amor entre a jovem humana e o vampiro misterioso cativou públicos de todas as idades. A química entre os protagonistas e a tensão sobrenatural presente em cada cena transformou o filme em um ícone do cinema adolescente, consolidando a saga como referência no gênero.

A produção começou sob a batuta da Paramount Pictures, mas, após três anos de desenvolvimento, os direitos foram adquiridos pela Summit Entertainment, que iniciou a pré-produção com foco na fidelidade ao romance de Meyer. As filmagens ocorreram nos estados de Washington e Oregon, capturando a atmosfera chuvosa e melancólica de Forks, cidade que se tornaria tão emblemática quanto os próprios personagens. Cada enquadramento e cada detalhe de cenário foram pensados para criar uma imersão completa no universo sombrio e romântico da saga.

A história que transformou a vida de Bella Swan

A narrativa gira em torno de Isabella Swan, uma jovem de 17 anos que se muda de Phoenix para Forks para morar com seu pai, o chefe de polícia Charlie Swan. De início, Bella é uma adolescente introspectiva e reservada, mas sua vida muda radicalmente ao conhecer os Cullen: Edward, Alice, Emmett, Rosalie e Jasper. A princípio, Edward demonstra comportamento distante e hostil, despertando a curiosidade e o fascínio de Bella. Aos poucos, ela descobre, através de lendas contadas pelo amigo de infância Jacob Black, que a família Cullen são vampiros “vegetarianos”, ou seja, que se alimentam apenas de sangue de animais.

O enredo se intensifica com a ameaça de James, um vampiro rastreador que caça Bella, motivando Edward e sua família a protegerem a jovem. O confronto final ocorre em um estúdio de balé, onde Bella é atacada, mas salva por Edward, reforçando a dimensão romântica e protetora do amor que une os Cullen. A narrativa, carregada de suspense e emoção, explora a complexidade dos sentimentos de Bella e a tensão entre o desejo e o perigo, tornando a saga um marco na cultura pop.

Um elenco que fez história

O sucesso de Crepúsculo se deve em grande parte à força de seu elenco. Kristen Stewart trouxe à Bella Swan uma combinação de vulnerabilidade e determinação, criando uma personagem complexa que ressoou com milhões de fãs. Robert Pattinson, no papel de Edward Cullen, equilibrou o mistério do vampiro com uma intensidade emocional que consolidou sua imagem como ícone romântico.

Além dos protagonistas, o elenco de apoio contribuiu para a construção de uma família de vampiros singular: Peter Facinelli (Carlisle), Elizabeth Reaser (Esme), Ashley Greene (Alice), Jackson Rathbone (Jasper), Nikki Reed (Rosalie) e Kellan Lutz (Emmett). Cada personagem possuía habilidades e personalidades distintas, enriquecendo o universo da saga e permitindo que os espectadores mergulhassem em uma mitologia vampírica inovadora e detalhada.

Desafios e bastidores da produção

O caminho para a tela grande não foi simples. Inicialmente, o roteiro desenvolvido pela Paramount era significativamente diferente do livro, o que gerou discussões sobre a adaptação. Quando a Summit Entertainment assumiu o projeto, a meta passou a ser uma fidelidade maior à obra de Meyer, capturando a perspectiva de Bella e a essência emocional da narrativa. A colaboração entre Hardwicke e Rosenberg foi essencial para manter o equilíbrio entre ação, romance e suspense, garantindo que o filme falasse diretamente aos fãs do livro.

As filmagens enfrentaram desafios logísticos e climáticos, já que a cidade de Forks é conhecida por seu clima chuvoso constante, fator que contribuiu para a atmosfera melancólica do filme, mas também exigiu adaptabilidade da equipe técnica. A atenção aos detalhes – desde o design de produção até a iluminação – reforçou a imersão, tornando Forks quase um personagem por si só, com sua névoa, chuva e florestas densas, elementos essenciais para o tom da história.

Impacto cultural e financeiro

O sucesso de Crepúsculo transcendeu as telas. No primeiro dia de exibição, o filme faturou US$ 35,7 milhões, atingindo US$ 69,6 milhões no fim de semana de estreia, quase dobrando seu orçamento inicial de US$ 37 milhões. Mundialmente, arrecadou US$ 393 milhões, consolidando-se como um dos maiores sucessos de filmes de vampiros da época. A venda de DVDs adicionou US$ 191 milhões, enquanto a trilha sonora se tornou icônica, com músicas que ainda evocam a emoção e a nostalgia do filme.

O impacto cultural vai além das finanças: a saga influenciou moda, comportamento adolescente e até mesmo a forma como histórias de vampiros são contadas no cinema. O conceito dos vampiros “vegetarianos” e a mitologia envolvendo a tribo Quileute trouxeram inovação ao gênero, estabelecendo um universo rico que seria explorado nas sequências e garantindo a fidelidade dos fãs à franquia.

O trailer inédito e a experiência cinematográfica atual

O trailer inédito do relançamento de 2025 traz uma combinação de cenas clássicas e imagens recém-editadas, recriando momentos emblemáticos com uma perspectiva renovada. O público poderá revisitar a primeira vez que Bella e Edward se encontram, os instantes de tensão com James, e a construção gradual do romance que se tornaria referência para várias gerações. A expectativa é que a experiência nas telonas supere a nostalgia, permitindo que novos fãs se apaixonem por Forks e seus moradores sobrenaturais.

A mitologia que conquistou gerações

Um dos grandes diferenciais da saga é a construção de um universo detalhado e coerente. Os vampiros Cullen, com suas regras e códigos de conduta, contrastam com o mito tradicional de vampiros perigosos, enquanto a tribo Quileute introduz a mitologia de metamorfos, ampliando o imaginário dos espectadores. Esses elementos criam uma narrativa rica, que combina romance, aventura e fantasia de forma única, permitindo que a história continue a cativar novas gerações mesmo décadas após seu lançamento.

Além disso, a saga trata de temas universais, como amor, coragem, lealdade e escolhas pessoais, ressoando com públicos de diferentes idades. A jornada de Bella, de uma adolescente insegura a alguém capaz de enfrentar desafios sobrenaturais, inspira identificação e empatia, tornando o filme mais do que uma história de vampiros, mas uma narrativa sobre crescimento e autodescoberta.

Paramount+ libera teaser eletrizante da nova temporada de Tulsa King com Sylvester Stallone no papel principal

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O que acontece quando um dos maiores astros do cinema mundial decide encarar o mundo do streaming? A resposta pode ser resumida em dois nomes: Sylvester Stallone e Tulsa King. A série criada por Taylor Sheridan retorna no dia 21 de setembro de 2025, exclusivamente no Paramount+, com sua aguardada terceira temporada — e a expectativa não poderia estar mais alta.

Estrelada por Stallone no papel do mafioso Dwight Manfredi, a produção se tornou um dos maiores sucessos da plataforma nos últimos anos, conquistando números expressivos de audiência e reconhecimento crítico. Agora, o universo da máfia americana se expande com novos inimigos, alianças e reviravoltas — e promete surpreender os fãs com desfechos ainda mais sombrios e emocionantes.

Recordes, números e fenômeno global

Desde sua estreia em 2022, a série se destacou como um projeto ousado: colocar um ícone de Hollywood em um papel dramático fixo em uma série de streaming. O risco valeu a pena. A produção foi a série número 1 do Paramount+ em 2024, superando inclusive os lançamentos de Yellowstone e Special Ops: Lioness.

A estreia da segunda temporada, em setembro de 2024, foi um marco. O primeiro episódio atingiu 21,1 milhões de visualizações globais, tornando-se a maior estreia da história da plataforma. Além disso, a série contabilizou 159 milhões de visualizações de trailers, teasers e extras, um aumento de quase 900% em relação à temporada anterior. Nas redes sociais, o engajamento disparou, com 6,1 milhões de interações, consolidando a marca de Tulsa King como uma das mais influentes da TV sob demanda.

Nova temporada, novos perigos: quem são os Dunmires?

A terceira temporada apresenta novos antagonistas, os Dunmires, uma poderosa família da aristocracia local de Tulsa, que governa à sombra da lei e desafia diretamente o império construído por Dwight. Diferente da velha guarda da máfia nova-iorquina, os Dunmires jogam com outras regras: silenciosas, brutais, impiedosas. O confronto entre essas duas formas de poder promete ser o centro da nova narrativa.

O dilema do personagem de Stallone — entre proteger sua nova família e manter o império que ergueu — chega ao seu limite. As consequências dessa batalha prometem mudar para sempre os rumos da série.

Elenco de peso e conexões cada vez mais densas

O elenco da nova temporada continua sendo um dos grandes trunfos de Tulsa King, reunindo veteranos do cinema e da televisão com novos talentos em ascensão. Sylvester Stallone (Rocky, Rambo, Os Mercenários) lidera o grupo com sua presença marcante no papel de Dwight Manfredi. Ao seu lado, estão Martin Starr (Silicon Valley, Freaks and Geeks), que traz um humor ácido e imprevisível ao universo da série, e Jay Will (The Marvelous Mrs. Maisel, Evil), como o jovem e leal Tyson. A sempre intensa Annabella Sciorra (Família Soprano, O Despertar de um Homem) retorna com uma performance carregada de emoção. Neal McDonough (Band of Brothers, Yellowstone, Arrow) se junta ao elenco como um dos novos antagonistas, prometendo elevar a tensão a outro nível.

Robert Patrick (O Exterminador do Futuro 2, Peacemaker, True Blood) continua em cena como Chickie, enquanto Beau Knapp (Seven Seconds, The Nice Guys) e Bella Heathcote (The Man in the High Castle, Pieces of Her) ampliam a rede de intrigas que cerca Dwight. Também integram o elenco nomes como Chris Caldovino (Boardwalk Empire), McKenna Quigley Harrington (Daisy Jones & The Six), Mike “Cash Flo” Walden (Power Book III: Raising Kanan), Kevin Pollak (Os Suspeitos, The Marvelous Mrs. Maisel), Vincent Piazza (Boardwalk Empire, Rocketman), Frank Grillo (Kingdom, Capitão América: Soldado Invernal), Michael Beach (Aquaman, Third Watch) e James Russo (Donnie Brasco, Django Livre). Os destaques ainda incluem Garrett Hedlund (Tron: O Legado, Friday Night Lights) e a veterana Dana Delany (Desperate Housewives, Body of Proof), ambos com personagens que prometem agitar os bastidores do poder em Tulsa.

O legado de Stallone e a reinvenção no streaming

Aos 78 anos, Sylvester Stallone ainda surpreende. Depois de décadas como astro de ação, o ator mergulha em um papel complexo, longe do maniqueísmo de seus personagens anteriores. Em Dwight Manfredi, Stallone encarna um homem quebrado, exilado de seu passado e forçado a se reinventar. É, como ele mesmo disse em entrevista recente, “o papel mais interessante da minha vida”. Dwight não é um herói, tampouco um vilão absoluto. Ele é um sobrevivente, tentando se equilibrar entre o amor pela filha, a lealdade à máfia e as tentações de um novo mundo em rápida transformação. Stallone não apenas atua — ele também é produtor executivo da série. E seu envolvimento criativo é visível em cada episódio: no tom sombrio, no humor ácido, nas cenas de confronto que nunca perdem a elegância visual.

Bastidores: mudanças de showrunner e conflitos nos bastidores

A produção não foi isenta de conflitos. O showrunner original, Terence Winter (Boardwalk Empire), deixou o comando criativo após divergências com Taylor Sheridan. A segunda temporada foi conduzida por Craig Zisk, enquanto a terceira fica sob a batuta de Dave Erickson, conhecido por seu trabalho em Fear the Walking Dead. A mudança de locações também foi um tema quente nos bastidores. A primeira temporada foi filmada em Oklahoma City, mas reclamações sobre as condições de produção levaram a equipe a transferir os trabalhos para Atlanta, onde as duas temporadas seguintes foram rodadas. Apesar das turbulências, a série manteve um alto padrão técnico e narrativo — o que se reflete no sucesso contínuo de público e crítica.

Expansão do universo: vem aí “NOLA King” com Samuel L. Jackson

A saga de Dwight Manfredi deve se expandir ainda mais. A Paramount+ anunciou o desenvolvimento de um spin-off oficial: NOLA King, ambientado em Nova Orleans e estrelado por ninguém menos que Samuel L. Jackson.

O personagem de Jackson, Russell Lee Washington Jr., será introduzido ainda nesta terceira temporada de Tulsa King e, segundo a produção, terá um arco de múltiplos episódios. O spin-off, previsto para começar a ser gravado em fevereiro de 2026, foi escrito por Dave Erickson, que já deixou o projeto para focar em Mayor of Kingstown e Tulsa King.

A série promete mergulhar em uma Nova Orleans corrupta, multicultural e pulsante, abrindo espaço para novas tramas, personagens e confrontos.

Tulsa King é apenas uma das peças de um projeto maior: o chamado “Sheridanverse”, que inclui Yellowstone, 1883, 1923, Mayor of Kingstown e Special Ops: Lioness. Com cada série, Taylor Sheridan constrói um mosaico temático e estilístico único: masculinidade em crise, tensões morais, violência institucional e dilemas familiares.

O que esperar da nova temporada?

Se as duas primeiras temporadas serviram como um estudo de personagem, a terceira promete acelerar o conflito externo. Dwight não terá apenas que proteger seu território, mas também enfrentar as consequências de suas decisões: mortes, traições e perda de controle sobre a própria vida.

As relações familiares, que sempre estiveram no subtexto da série, ganham ainda mais destaque. A filha, que já foi um ponto de dor no passado, agora pode se tornar a única âncora moral do personagem. E, em meio ao caos crescente, o público terá que decidir se Dwight é mesmo um anti-herói ou apenas um homem empurrado pelas circunstâncias.

A Hora do Mal | Nova cena intensa revela Julia Garner e Josh Brolin em confronto — e Benedict Wong completamente fora de si

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Se você estava esperando por mais pistas sobre “A Hora do Mal“, novo filme de terror do diretor Zach Cregger (Noites Brutais, Acompanhante Perfeita e Noite de Abertura), pode comemorar (ou se preparar para arrepiar os cabelos): uma nova cena foi divulgada e, além de deixar o clima ainda mais sinistro, traz Julia Garner, Josh Brolin e Benedict Wong no centro de um momento tenso, perturbador e inesperado.

A sequência inédita mostra Julia e Josh debatendo sobre o sumiço das crianças da trama — até que tudo muda. Sem aviso, Benedict Wong aparece do nada, correndo de forma descompassada, com o olhar perdido e o corpo completamente entregue a alguma força desconhecida. Sim, do mesmo jeitinho assustador que as crianças já tinham aparecido em outros teasers, quase como se fossem marionetes de algo maior.

Wong parte pra cima de Julia Garner, num ataque bruto e descontrolado. Mas Brolin intervém a tempo, interrompendo o que parecia ser um surto — ou uma possessão? A cena termina no auge da tensão, sem explicações, deixando só perguntas no ar. E a sensação de que o pior ainda está por vir.

Uma cidade, 17 crianças e um mistério sem respostas

A trama do longa-metragem é daquelas que grudam na mente e fazem a gente dormir de luz acesa. Tudo começa com o desaparecimento de 17 crianças de uma mesma sala de aula, em uma noite comum. Elas simplesmente fogem de casa na calada da madrugada, sem deixar qualquer sinal de sequestro, invasão ou violência. Apenas uma criança permanece. Por quê? Ninguém sabe.

A cidade, uma comunidade pequena e tradicional da Flórida, entra em colapso. Os pais se desesperam. As autoridades tateiam no escuro. E a cada dia que passa, os acontecimentos ganham contornos mais estranhos. Algo está profundamente errado — mas ninguém consegue apontar o quê.

Muito além de sustos: rituais, trauma e crítica social

O que A Hora do Mal promete entregar vai bem além de cenas assustadoras. O próprio diretor e roteirista Zach Cregger já deixou claro que o longa mergulha em múltiplas tramas interligadas, conectando o sumiço das crianças a temas espinhosos como corrupção policial, bruxaria, rituais de sangue, abusos religiosos e traumas geracionais.

Ou seja: o medo aqui não vem só do que está escondido no escuro, mas do que já está entranhado na sociedade — e dentro das pessoas.

Não por acaso, Cregger cita “Magnólia” (1999), de Paul Thomas Anderson, como inspiração. Um filme que costura diferentes histórias, cheias de dor, humanidade e esquisitices — mas todas fazendo sentido juntas. Pode esperar um terror que não subestima o espectador.

Elenco de peso no centro do caos

O elenco do filme é daqueles que não passam despercebidos. Se o roteiro já chamava atenção, o time de atores só confirma que esse é um dos projetos mais ambiciosos do terror recente. Josh Brolin, por exemplo, entra em cena no lugar de Pedro Pascal e traz no currículo sucessos como Onde os Fracos Não Têm Vez, Sicario, Deadpool 2 e o icônico Thanos da saga Vingadores. Julia Garner, que conquistou a crítica com Ozark e Inventando Anna, também brilhou em The Assistant e Maniac.

Alden Ehrenreich, além de viver o jovem Han Solo em Solo: Uma História Star Wars, chamou atenção em Ave, César! e mais recentemente em Oppenheimer. Benedict Wong, sempre carismático, mostrou versatilidade em Doutor Estranho, Aniquilação, Marco Polo e A Fundação. Austin Abrams, conhecido por Euphoria e Dash & Lily, também passou por This Is Us e Chemical Hearts. E pra fechar, o time ainda conta com a veterana Amy Madigan (Campo dos Sonhos, Gone Baby Gone), a versátil June Diane Raphael (Grace and Frankie, The Disaster Artist) e o jovem promissor Cary Christopher, visto em Days of Our Lives. Ou seja, é uma mistura poderosa de talentos veteranos, estrelas em ascensão e queridinhos do público indie — todos jogados no meio de uma história onde o caos reina e ninguém parece estar seguro.

A produção que todo mundo queria

A briga por esse roteiro foi real e acirrada. Em janeiro de 2023, quando Weapons ainda era só uma ideia no papel, o texto de Cregger causou um verdadeiro leilão entre gigantes como Netflix, Universal Pictures, TriStar e New Line Cinema.

No fim, a New Line levou a melhor, garantindo um contrato dos bons: Cregger ganhou corte final garantido, um baita salário de oito dígitos e o compromisso de que o filme teria lançamento exclusivo nos cinemas. Ou seja: vem coisa grande por aí.

Vale lembrar que o diretor já tinha feito barulho com o ótimo Barbarian (2022), um dos terrores mais elogiados daquele ano — e que virou cult instantâneo. Agora, ele parece pronto pra ir além.

Estreia marcada (e ansiedade lá no alto)

O longa-metragem estreia nos cinemas dos Estados Unidos no dia 8 de agosto de 2025, com distribuição da Warner Bros. Pictures. Ainda não há data confirmada para o Brasil, mas a expectativa é que o lançamento por aqui aconteça na mesma semana — ou muito próximo disso. Até lá, os fãs de terror seguem de olho em cada teaser, pôster e pedacinho divulgado. A nova cena, inclusive, reforça a aposta de que o filme vai brincar com terror psicológico, elementos sobrenaturais e um mistério que se estende até os limites da loucura.

O que esperar?

Se for pra arriscar um palpite, a produção tem tudo pra ser um dos grandes filmes de terror de 2025. Não só pelo talento envolvido, mas pela forma como a história parece querer dialogar com algo maior: o medo coletivo, os traumas da infância, as instituições em colapso e o peso do que a gente não consegue explicar.

Não vai ser só mais um filme de susto — e isso, num mercado saturado de fórmulas, já é um alívio.

Quem é Galactus? Conheça o novo vilão do MCU apresentado em “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos”

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Foto: Reprodução/ Internet

Ele não é um monstro. Nem um deus. Ele é a fome.
Quando o devorador de mundos desce sobre a tela em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, não é apenas o destino da Terra que está em jogo. É a própria noção de moralidade, equilíbrio cósmico e sacrifício que entra em colisão com a grandiosidade dessa entidade que desafia nossa compreensão do que é ser vilão.

Galactus, interpretado com peso e gravidade por Ralph Ineson, é mais que o antagonista do mais novo filme da Marvel Studios. Ele é uma força da natureza, uma entidade trágica e imensa que finalmente ganha a representação cinematográfica que os fãs esperaram por décadas. Mas quem é, afinal, esse ser colossal? E por que ele é considerado o inimigo definitivo do Quarteto Fantástico?

Vamos olhar além das explosões e portais cósmicos. Esta é a história de Galactus — das páginas dos quadrinhos aos cinemas. Uma figura que é, ao mesmo tempo, destruição e renascimento.

Galactus: entre mito e tragédia

Antes de mais nada, é preciso compreender: Galactus não é um vilão comum. Ele não está atrás de dominação, riqueza ou vingança. Ele consome planetas porque precisa. E é exatamente aí que mora sua complexidade.

Originalmente chamado Galan, era um cientista em um universo anterior ao nosso. Sim, anterior. No fim desse antigo cosmos, Galan sobreviveu ao cataclisma final conhecido como o Big Crunch, e renasceu após o Big Bang como uma entidade cósmica singular. Na gestação entre uma existência e outra, fundiu-se com a Sentença do Universo — uma espécie de força vital que molda as leis cósmicas. O resultado? Galactus.

Seu nascimento não é uma benção. É uma maldição carregada por um ser condenado a consumir planetas com energia vital para continuar existindo. Em sua essência, Galactus é um ciclo: onde ele pisa, a vida desaparece, mas sua existência também impede o desequilíbrio do cosmos.

Ele não quer destruir. Ele precisa destruir. E essa é a tragédia que o acompanha — e que o torna tão assustador.

A primeira aparição: Stan Lee e Jack Kirby criam um titã

Galactus surgiu pela primeira vez nas páginas da HQ Fantastic Four #48, em março de 1966, no arco que ficou conhecido como “A Trilogia de Galactus”. Criado por Stan Lee e Jack Kirby, o personagem foi uma tentativa ambiciosa de levar o conceito de vilania a um novo patamar. Ao invés de um inimigo humanoide, Lee e Kirby deram vida a uma ameaça metafísica. Algo que está além do bem e do mal.

E foi um sucesso. A imponência de Galactus, sua lógica alienígena e seu arauto poético — o Surfista Prateado — cativaram leitores e marcaram uma virada narrativa na Marvel.

Ao longo das décadas, ele apareceu em dezenas de histórias, protagonizou sagas inteiras, destruiu mundos e, ocasionalmente, foi até mesmo julgado em tribunais cósmicos por suas ações. Entre as participações mais marcantes, está o julgamento de Reed Richards, quando o Sr. Fantástico foi acusado por salvar a vida de Galactus — e, com isso, ser cúmplice de incontáveis genocídios cósmicos.

Foi nesse arco que os leitores conheceram uma das verdades mais desconcertantes do universo Marvel: Galactus não é um vilão. Ele é uma necessidade.

Do papel para as telas: a redenção visual do devorador

Em 2007, Galactus deu as caras pela primeira vez no cinema. Ou melhor, uma nuvem cósmica com o nome de Galactus. Foi no filme Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, sequência do longa de 2005 produzido pela 20th Century Fox. A decisão de retratá-lo como uma massa de energia amorfa — sem o icônico capacete ou visual antropomórfico — gerou revolta instantânea nos fãs.

Era uma versão que faltava peso, literal e simbólico. A ameaça era abstrata, e Galactus se tornou um vilão genérico entre tantos outros. O personagem, símbolo da escala épica da Marvel, havia sido reduzido a um borrão nos céus.

Mas em 2025, tudo mudou.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos finalmente entrega a representatividade visual, emocional e narrativa que Galactus merecia.

Foto: Reprodução/ Internet

A chegada de Galactus ao MCU

Dirigido por Matt Shakman, o filme se passa em uma Terra retrofuturista da década de 1960, no universo alternativo 828. Ali, Reed Richards (Pedro Pascal), Sue Storm (Vanessa Kirby), Ben Grimm (Ebon Moss-Bachrach) e Johnny Storm (Joseph Quinn) já são heróis estabelecidos, adorados pelo mundo como uma família de celebridades científicas.

Mas o tom muda quando o céu se rompe e a prateada Shalla-Bal (Julia Garner) surge com um aviso: Galactus está a caminho. E ele não quer apenas energia — ele quer o filho ainda não nascido de Sue e Reed, Franklin Richards, uma criança que carrega em si um poder cósmico ainda não compreendido.

Ao contrário das ameaças anteriores, Galactus não pode ser vencido com socos, explosões ou armadilhas. Ele é inevitável. O que está em jogo não é apenas a Terra — é a alma da família Richards.

A interpretação de Ralph Ineson: voz, presença e gravidade

Com sua voz grave e presença imponente, Ralph Ineson (conhecido por The Witch e Game of Thrones) encarna Galactus com camadas. O personagem é digitalmente ampliado, sim — mas há humanidade em seus olhos. Há tristeza. Há urgência.

Matt Shakman insistiu que Galactus fosse “interpretado” e não apenas criado por CGI. E isso faz toda a diferença. Ineson gravou suas falas nos estúdios Pinewood, mas também passou dias em prédios altos, segundo o próprio, para “sentir o mundo pequeno aos seus pés”. Um ator dentro da armadura, não apenas um dublador. E isso transparece.

A armadura fiel aos quadrinhos, em roxo e azul, foi produzida especialmente para o ator. Nas palavras do próprio diretor: “Queríamos que Galactus fosse não apenas uma ameaça, mas um personagem com uma alma partida.”

A tragédia de Sue e a redenção cósmica

No clímax do filme, Reed tenta esconder a Terra de Galactus usando uma rede de portais intergalácticos. Mas tudo falha. Em uma sequência intensa, Galactus captura Franklin e ameaça consumir tudo.

É então que Sue se sacrifica. Usando seus poderes até o limite, ela força Galactus a atravessar o último portal. O esforço é tanto que ela morre. Mas não por muito tempo.

No final, o bebê Franklin — agora manifestando um poder incompreensível — revive sua mãe em uma das cenas mais emocionantes do MCU até agora. Galactus é jogado no vazio do espaço-tempo, e a Terra, por ora, está salva.

Mas algo permanece claro: Galactus não foi vencido. Apenas afastado. Por enquanto.

Galactus: símbolo do inevitável

O que torna Galactus tão fascinante, e ao mesmo tempo tão assustador, é o fato de ele representar algo que todos nós tememos: o fim inevitável. Ele é o fim da linha, o esgotamento de recursos, a consequência de decisões impensadas, o colapso que ninguém quer encarar.

Mas ao mesmo tempo, Galactus também representa renovação. Seu ciclo de destruição abre caminho para novos começos. Nos quadrinhos, planetas destruídos por ele geram novas galáxias. Há algo de profundamente mitológico nessa dualidade.

Ele não é o mal. Ele é o necessário. Como a morte. Como a entropia. Como o tempo.

E o futuro? Um retorno inevitável

A cena pós-créditos de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos mostra uma figura misteriosa — de capa verde, máscara nas mãos — observando Franklin. Fãs atentos sabem: é Victor Von Doom, o Doutor Destino, principal inimigo da equipe.

Mas mesmo com a sombra de Destino surgindo, o universo Marvel agora carrega a marca de algo ainda maior: Galactus. E seu retorno é inevitável.

Com a introdução de Franklin Richards, o surgimento do Surfista Prateado e a escala cósmica crescente do MCU, é certo que o Devorador de Mundos voltará — e talvez, da próxima vez, como aliado. Ou como juiz.

Crítica | Faça Ela Voltar é um terror cruel que rasga a alma

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Faça Ela Voltar, dirigido pelos irmãos Justin e Aaron Philippou, não é um filme para espectadores que buscam conforto ou escapismo. Desde os primeiros minutos, o longa impõe uma tensão implacável, mergulhando o público em uma experiência que é, ao mesmo tempo, dolorosa, assustadora e profundamente humana. O terror não surge de efeitos sobrenaturais baratos ou sustos previsíveis: ele surge da realidade do luto, da obsessão e das consequências irreversíveis de decisões movidas pela dor. Este não é um filme que se assiste; é um filme que se sente, que consome e que deixa marcas psicológicas duradouras.

O que diferencia o filme de grande parte do cinema de terror contemporâneo é o modo como ele lida com o sofrimento humano. A narrativa não simplifica a dor nem a transforma em espetáculo. Pelo contrário, ela é meticulosamente construída para que cada momento de angústia seja tanto plausível quanto esmagador. A sensação constante de desconforto, de tensão e de antecipação é reforçada por uma direção precisa, uma cinematografia calculada e atuações que vão além do convencional. Cada frame é projetado para intensificar a experiência emocional do espectador, tornando impossível desligar-se da narrativa.

O horror que não precisa de monstros

O terror em Faça Ela Voltar não está em figuras sobrenaturais ou monstros externos. Ele reside na psique humana, nas emoções extremas e nas escolhas desesperadas que a dor pode provocar. A trama central gira em torno de personagens consumidos pelo luto e pela obsessão, mostrando como a incapacidade de deixar alguém partir pode se transformar em força destrutiva. O filme não romantiza o sofrimento; ele o expõe em toda sua brutalidade, mostrando que a obsessão não é apenas uma metáfora, mas uma força real e tangível que corrói as relações, a moralidade e a própria sanidade.

Essa abordagem torna a experiência cinematográfica inquietante de maneira incomum para o gênero. A tensão não é aliviada por diálogos explicativos ou por exposições dramáticas simplistas. Cada ação, cada olhar e cada silêncio carrega peso narrativo. O horror psicológico não é apenas sugerido; ele é experimentado, sentindo-se no corpo e na mente do espectador. É um terror que não se dissipa quando a sessão termina, permanecendo como uma lembrança incômoda e quase física.

Luto e obsessão: A matéria-prima do medo

O núcleo da narrativa é a exploração do luto e da obsessão. O filme demonstra com clareza que a dor pode se transformar em algo monstruoso, não por natureza sobrenatural, mas por sua intensidade emocional. A história evidencia como o amor e a perda, quando distorcidos pelo sofrimento, podem se tornar forças destrutivas, capazes de derrubar barreiras éticas e transformar a realidade em um pesadelo pessoal.

O roteiro dos Philippou é calculado para gerar desconforto constante, usando a obsessão não como um dispositivo de tensão passageiro, mas como motor de toda a narrativa. Essa obsessão não é uma escolha arbitrária dos personagens; é uma consequência direta do trauma que eles carregam. O filme demonstra, de maneira quase clínica, como o luto não curado pode dominar a vida de uma pessoa, afetar todos ao seu redor e corroer a própria identidade. Cada ato extremo é, portanto, compreensível dentro da lógica da dor, tornando a experiência tanto perturbadora quanto tragicamente realista.

Sally Hawkins: Uma presença insubstituível

Sally Hawkins entrega uma atuação que é, em muitos sentidos, o coração do filme. Sua personagem é uma mãe atravessada pelo luto, que se transforma em agente de destruição e obsessão. Hawkins equilibra fragilidade e ameaça com uma naturalidade rara, fazendo com que o espectador oscile constantemente entre empatia e horror. Cada olhar, cada hesitação, cada gesto transmite profundidade emocional e urgência, e sua presença domina a narrativa sem esforço.

O impacto de Hawkins é amplificado pelo roteiro e pela direção. Ela não precisa recorrer a exageros dramáticos; sua força reside na sutileza e na precisão emocional. A atriz transforma a obsessão e a dor em experiência sensorial, fazendo o público sentir a pressão, a culpa e o desespero da personagem como se fossem próprios. É uma performance visceral, memorável, capaz de rivalizar com algumas das interpretações mais intensas do cinema de terror moderno.

A Maturidade dos Irmãos Philippou

Os Philippou demonstram maturidade e controle narrativo impressionantes. Cada enquadramento, cada movimento de câmera e cada pausa na edição é projetado para maximizar a tensão e a densidade emocional. Eles evitam ornamentos visuais desnecessários, efeitos exagerados e sustos fáceis. Tudo é funcional, e cada elemento serve para aprofundar a experiência de sofrimento, obsessão e medo.

Essa clareza de propósito diferencia Faça Ela Voltar de filmes de terror que dependem de soluções visuais ou narrativas superficiais. Aqui, a violência e o desconforto são resultado lógico do trauma emocional, e não do desejo de chocar o público. A direção é firme e direta, criando uma experiência imersiva que exige atenção total e emocionalmente exaustiva.

Tensão constante

O roteiro do filme é construído de forma a manter a tensão elevada do início ao fim. Não há alívio dramático artificial; cada momento de calma funciona apenas como preparação para novas camadas de desespero. O filme estrutura o suspense de maneira gradual, mas incessante, garantindo que o espectador nunca se desligue da narrativa.

Essa abordagem cria uma experiência imersiva, quase claustrofóbica, que reflete a natureza do luto e da obsessão. O público não é apenas testemunha: ele é cúmplice do sofrimento, incapaz de se afastar ou desligar-se. O ritmo e a intensidade emocional são constantes, e o impacto psicológico não se dissipa facilmente.

Simbolismo e crítica social

Além do terror psicológico, o filme é carregado de simbolismo e crítica social. Ele aborda negligência, abandono, estruturas familiares disfuncionais e incapacidades institucionais de forma crua e direta. O trauma individual se conecta com questões sociais mais amplas: crianças e adultos que crescem sem apoio, famílias que falham em proteger, indivíduos que se perdem na própria dor.

O filme sugere que o horror não é apenas pessoal, mas coletivo. As falhas de cuidado, empatia e justiça moldam as trajetórias dos personagens, tornando cada ato de desespero parte de um panorama maior de sofrimento humano. É uma reflexão desconfortável, mas essencial, que amplia o alcance do terror além do pessoal e psicológico.

O luto não tem redenção

Um dos aspectos mais impactantes de Faça Ela Voltar é a rejeição da ideia de redenção ou cura emocional simplificada. O luto é corrosivo, a obsessão é autodestrutiva e a dor não se resolve magicamente. O filme não oferece alívio moral, soluções fáceis ou reconciliações artificiais. O público é confrontado com a realidade crua de que a dor pode consumir totalmente e transformar o amor em violência.

Essa escolha narrativa eleva o filme acima do terror convencional. Ele não apenas provoca medo; ele exige introspecção e coragem emocional. Cada decisão da personagem central, cada consequência de suas ações, é uma demonstração de como a dor pode dominar e deformar a vida humana.

Um filme obrigatório

Faça Ela Voltar é um dos filmes mais impactantes do gênero nos últimos anos. Ele combina roteiro preciso, direção controlada, atuação memorável e profundidade emocional para criar uma experiência que não se esquece facilmente. É perturbador, intenso e implacável. Ele não oferece consolo, mas oferece uma compreensão crua e poderosa do que significa perder, amar e ser consumido pela dor.

Para qualquer pessoa que aprecie terror psicológico de qualidade, Faça Ela Voltar é obrigatório. Não apenas cumpre suas promessas: redefine o que significa sentir medo, empatia e horror ao mesmo tempo. É uma experiência cinematográfica completa, que rasga, incomoda e permanece ecoando muito tempo depois que os créditos terminam.

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