Invocação do Mal 4: O Último Ritual aterroriza e emociona mais de 3,4 milhões de brasileiros em estreia histórica

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O terror tomou conta das salas de cinema brasileiras nas últimas semanas. O Último Ritual, a mais recente produção do famoso universo de filmes de terror Invocação do Mal, estreou em 4 de setembro de 2025 e rapidamente se tornou um fenômeno de público, atraindo mais de 3,4 milhões de espectadores e arrecadando mais de R$ 71 milhões em menos de duas semanas. Dirigido por Michael Chaves, o longa encerra a saga do casal de investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga, combinando sustos intensos, tensão sobrenatural e uma narrativa profundamente emocional.

O sucesso do filme vai além do simples impacto visual. Para o produtor Peter Safran, o diferencial está na capacidade do terror de se unir à emoção humana. “Precisávamos criar um filme que não apenas assustasse, mas que também emocionasse de verdade. Se conseguirmos fazer o público sentir medo e lágrimas ao mesmo tempo, teremos cumprido nossa missão”, afirma Safran. Chaves seguiu à risca essa proposta, equilibrando momentos de suspense absoluto com cenas que exploram a fragilidade, a coragem e a fé dos personagens. Essa combinação resultou em um filme que não apenas assusta, mas também conecta o público à experiência humana por trás do sobrenatural.

O quarto filme da franquia de sucesso se inspira em fatos reais, baseando-se no Caso Smurl, uma das investigações conduzidas pelos Warrens. O roteiro, escrito por Ian Goldberg, Richard Naing e David Leslie Johnson-McGoldrick, combina elementos da história real com o estilo cinematográfico característico da franquia. Além de Wilson e Farmiga, o elenco conta com Mia Tomlinson e Ben Hardy, que interpretam personagens fundamentais na trama, criando uma ponte entre passado e presente dentro de uma narrativa carregada de tensão e mistério.

Enredo: medo, emoção e coragem

O longa começa em 1964, com Ed e Lorraine investigando um espelho antigo em uma loja de curiosidades. Lorraine tem uma visão aterrorizante de uma entidade sombria e de seu filho ainda não nascido, levando-a a desmaiar e a ser levada ao hospital. O nascimento de sua filha Judy, que inicialmente nasce morta, marca um dos momentos mais dramáticos do filme, quando o casal consegue trazê-la de volta à vida. Esta abertura já estabelece a dualidade que atravessa toda a história: terror e emoção humana andando lado a lado.

Vinte e dois anos depois, a narrativa central se concentra na família Smurl, que se muda para uma casa na Pensilvânia. Jack e Janet Smurl vivem com os pais de Jack e suas quatro filhas. Aparentemente, a vida familiar é tranquila até que um presente de aniversário — um grande espelho — desencadeia uma série de acontecimentos sobrenaturais. Objetos se movem sozinhos, vozes misteriosas ecoam pela casa e aparições sombrias passam a assombrar os membros da família. Com o tempo, as manifestações se tornam violentas: o espelho causa ferimentos físicos, atacando a filha mais velha, Dawn, e ameaçando a segurança de todos.

Desesperada, a família decide expor os eventos para a imprensa, buscando respostas e ajuda. É nesse ponto que o filme conecta o terror à experiência humana: medo real de perder pessoas queridas, a sensação de impotência e a necessidade de proteger aqueles que amamos. A tensão cresce quando o Padre Gordon tenta ajudar os Smurls, mas é atacado por forças malignas, resultando em sua morte. Judy, filha dos Warrens, sente o perigo e decide agir por conta própria, demonstrando a coragem e a responsabilidade que herdou de seus pais.

Judy Warren: amadurecimento e poderes sobrenaturais

Judy, interpretada por Mia Tomlinson, torna-se uma personagem central, mostrando a evolução de seus dons psíquicos. As visões que Judy começa a ter — incluindo aparições de Annabelle e de uma mulher idosa ligada à entidade do espelho — aumentam a tensão e adicionam camadas emocionais à narrativa. Paralelamente, seu romance com Tony Spera, vivido por Ben Hardy, introduz momentos de ternura e humanidade, equilibrando o horror da história. A jornada de Judy é sobre crescimento, responsabilidade e enfrentamento do desconhecido, tornando-a uma figura essencial tanto na batalha contra o mal quanto no desfecho emocional do filme.

Quando Judy localiza os Smurls, Ed, Lorraine e Tony unem forças com ela para enfrentar a entidade maligna. O clímax do filme é uma sequência eletrizante que mistura possessões, exorcismos e fenômenos sobrenaturais com emoção humana. Lorraine explora suas habilidades psíquicas, Judy enfrenta suas visões mais perturbadoras, e Ed lidera o confronto com coragem e fé. O terror se mistura à emoção, reforçando que amor, união e coragem podem prevalecer diante do mal mais profundo. A destruição do espelho amaldiçoado encerra o conflito, permitindo que a família Smurl viva com mais tranquilidade e que os Warrens guardem o objeto em segurança em seu Museu do Ocultismo.

Onde assistir

O flme está em cartaz em todo o Brasil, com sessões em horários variados e versões acessíveis, incluindo legendas e recursos para pessoas com deficiência auditiva. Para conferir horários e comprar ingressos, recomenda-se consultar os cinemas locais ou plataformas online de bilheteria.

Resumo da novela O Rico e Lázaro de segunda, 19/05

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Foto: Reprodução/ Internet

A nova semana começa fervendo na Babilônia! O capítulo de segunda-feira, 19 de maio de 2025, de O Rico e Lázaro vem com alianças improváveis, revelações amargas e um mistério que pode mudar tudo…

💍 Malca surpreende e, mesmo com o coração apertado, diz que aceita que Joana se torne a segunda esposa de Zac. Mas será que Joana está disposta a isso? Ela mesma tenta convencer Matias a largar os vícios do jogo, enquanto o clima entre todos segue instável.

😡 Zac, por sua vez, perde a cabeça ao descobrir que sua mãe, Elga, está de casamento marcado com Fassur. A notícia mexe com ele mais do que esperava. E como se não bastasse, Zelfa anuncia que vai deixar a casa — o clima tá tenso no lar!

💔 Já Absalom leva um choque ao descobrir que Dana está noiva, e as gêmeas continuam enfrentando crises com seus maridos. Nada de paz nessa família…

👑 Neusta se empolga ao comentar os preparativos para uma grande festa em homenagem ao rei. Enquanto isso, Ebede-Meleque vai até Joaquim, mostrando que ainda há lealdade e afeto mesmo em tempos tão difíceis.

🤔 Dana tenta entender as últimas atitudes de Joana, que está cada vez mais dividida entre a razão e o coração.

🕵️‍♂️ Mas o maior suspense vem agora: o comerciante que havia testemunhado o assassinato de Chaim é encontrado morto. Coincidência? Pouco provável… E logo vem a cobrança: Rabe-Sáris questiona os irmãos se eles têm algum envolvimento com o crime. A tensão só aumenta.

👶 Amitis visita o bebê de Lia, num momento de doçura em meio ao caos. Mas a calmaria dura pouco: Arioque alerta os filhos de Daniel para que fiquem longe de Belsazar. Intuição de pai, hein?

🎁 Enquanto isso, Asher leva presentes ao rei e acaba sendo convidado por Beroso para permanecer no palácio. Ele ainda tenta comprar Lior, mostrando que não esqueceu o amigo. Mas será que Beroso tem outros planos com esse convite?

Acumuladores desta quinta (14/08) destaca as histórias reais de Maggie, Ann e Kathy

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Foto: Reprodução/ Internet

Na noite desta quinta-feira, 14 de agosto, às 22h45, a tela da Record TV se transformará em espelho para histórias que muitos evitam olhar, mas que refletem dores universais: perda, solidão e a tentativa desesperada de preencher vazios emocionais. O programa Acumuladores, apresentado por Rachel Sheherazade, vai muito além de pilhas de objetos e montanhas de lixo; ele mergulha nas complexas camadas emocionais que sustentam um transtorno compulsivo silencioso e devastador.

Nesta edição, três histórias se entrelaçam em um fio comum: tragédias familiares profundas que se transformaram em gatilhos para um comportamento difícil de compreender para quem nunca viveu o luto dessa maneira. São vidas interrompidas por perdas e reconfiguradas pela dor, onde cada objeto guardado representa, para seus donos, mais que um item material — é um pedaço de história, um símbolo de amor que não querem (ou não conseguem) deixar para trás.

Quatro anos de portas fechadas e 27 toneladas de lembranças

Maggie sempre foi uma mulher ativa, envolvida com a comunidade, e sua casa era ponto de encontro para amigos e familiares. Mas tudo mudou quando, em um intervalo de tempo relativamente curto, ela perdeu o marido e a filha. A dor, intensa e contínua, encontrou uma forma de se expressar que ela própria não percebeu no início: o acúmulo.

Aos poucos, cada objeto deixado para trás pelo marido ou pela filha ganhava um valor imensurável. Fotografias, roupas, utensílios de cozinha, livros antigos — tudo se tornava uma relíquia impossível de descartar. E com o tempo, Maggie começou a guardar não apenas o que pertencia aos entes queridos, mas também coisas aleatórias que, de alguma forma, pareciam preencher um vazio interno. Uma caixa de papelão no canto da sala, uma pilha de revistas antigas, embalagens de compras… nada era jogado fora.

Quatro anos se passaram e sua casa ficou fechada, enquanto ela, mesmo sem viver dentro dela, continuou acumulando. O resultado: 27 toneladas de lixo e objetos que transformaram a residência em um espaço inabitável.

O reencontro de Maggie com seu lar não será simples. Sua família, preocupada com a segurança física e emocional dela, estabeleceu um ultimato: ela só poderá voltar a viver na casa quando esta estiver limpa e segura. E isso exige mais do que caminhões de descarte — exige coragem para encarar a dor e aceitar ajuda.

A negação como barreira

A história de Ann começa, assim como a de Maggie, com perdas irreparáveis. A morte de familiares próximos deixou um buraco emocional que ela tenta preencher guardando cada item que, de alguma forma, a faça lembrar daqueles que partiram. Para Ann, abrir mão desses objetos seria como apagar a última conexão física com quem ela amou.

Ela vive com Michael, seu namorado, que assiste, muitas vezes impotente, ao avanço do acúmulo dentro da casa. O relacionamento, antes marcado por companheirismo, agora enfrenta barreiras físicas e emocionais: cômodos inutilizáveis, discussões frequentes e um sentimento de estagnação.

Ann, diferentemente de Maggie, já aceitou o auxílio da equipe do programa. Mas aceitar não significa permitir de fato. A cada tentativa de descartar algo, ela se vê tomada por insegurança, medo e tristeza, interrompendo o processo. Sua negação não é rebeldia; é, na verdade, um mecanismo de defesa contra o medo de “perder de vez” as pessoas que já se foram.

Para Michael, o desafio é duplo: apoiar a mulher que ama e, ao mesmo tempo, proteger sua própria saúde mental e física em um ambiente cada vez mais sufocante.

A dor de uma mãe e três imóveis tomados

Se a perda de um filho é, para muitos, a dor mais inimaginável, para Kathy ela foi também o início de um processo que tomou conta de todos os aspectos de sua vida. Mãe de 14 filhos, Kathy viu sua rotina e seu equilíbrio emocional ruírem após a morte trágica de um deles.

O que começou como uma dificuldade em se desfazer de objetos pessoais do filho cresceu até se transformar em um acúmulo que atingiu não apenas sua casa principal, mas outros dois imóveis que ela possuía. O problema, que ela talvez tenha pensado estar apenas “guardado” dentro de quatro paredes, passou a respingar em toda a família.

Para alguns dos filhos, o acúmulo se tornou um símbolo de dor não resolvida e um obstáculo para o relacionamento com a mãe. Conflitos familiares emergiram, mágoas se acumularam junto com os objetos, e a sensação de distanciamento emocional aumentou.
Ainda assim, há um fio de esperança: o desejo de reconciliação e perdão. A história de Kathy mostra que, por mais devastadora que seja a perda, ainda é possível reconstruir pontes — se houver disposição para encarar os próprios fantasmas.

Muito mais que “bagunça”

Para quem vê de fora, o acúmulo extremo pode parecer apenas desorganização ou descuido. Mas o programa Acumuladores revela que estamos diante de um transtorno complexo, classificado como Transtorno de Acumulação (ou Hoarding Disorder, em inglês). Ele envolve questões emocionais profundas, geralmente relacionadas a traumas, perdas e ansiedade.

Objetos que, para a maioria, seriam facilmente descartáveis, para quem sofre desse transtorno carregam significados poderosos. Um simples copo pode representar uma lembrança de um momento feliz, um recibo antigo pode estar ligado a um dia especial, e até mesmo itens quebrados ou sem uso podem simbolizar promessas e sonhos que não se quer abandonar.

Rachel Sheherazade, ao conduzir as histórias, não busca apenas mostrar o “antes e depois” das casas, mas humanizar os protagonistas. “A casa é apenas o reflexo de algo muito mais profundo. Nosso trabalho é respeitar a dor de cada um e mostrar que pedir ajuda é um ato de coragem”, comenta a apresentadora.

A jornada da limpeza: desafios emocionais

O processo de limpeza, exibido no programa, é sempre mais do que retirar objetos. É, na prática, um mergulho doloroso nas memórias. Cada caixa aberta pode desencadear uma enxurrada de sentimentos: saudade, culpa, raiva, tristeza, amor. E, muitas vezes, é nesse momento que os participantes enfrentam a verdadeira batalha.

Profissionais de saúde mental, organizadores e familiares trabalham juntos, mas o sucesso depende, acima de tudo, da disposição emocional da pessoa que acumula.
Em muitos casos, como o de Ann, a resistência surge justamente porque a limpeza é percebida como uma ameaça à identidade ou à história de vida. É preciso trabalhar a aceitação antes de avançar com o descarte físico.

O impacto nos relacionamentos

O acúmulo extremo raramente afeta apenas quem acumula. Parceiros, filhos, amigos e vizinhos acabam impactados pela situação. A sobrecarga emocional é enorme: frustrações constantes, sensação de impotência e, muitas vezes, afastamento.
No caso de Maggie, a família colocou um limite claro: não haverá retorno ao lar sem segurança. Para Michael, namorado de Ann, a convivência diária com a negação da parceira é um teste constante de paciência e empatia. E, para os filhos de Kathy, a mágoa se mistura ao amor e ao desejo de recuperar a mãe que conheciam antes da tragédia.

O papel do programa

Ao longo dos episódios, Acumuladores cumpre um papel que vai além do entretenimento. Ele joga luz sobre um problema de saúde mental ainda cercado de preconceitos e pouco discutido publicamente.
A exposição dessas histórias não serve apenas para chocar ou emocionar; ela oferece visibilidade, educação e, em alguns casos, até inspiração para quem vive situações semelhantes e não sabe como buscar ajuda.

Quando buscar ajuda

Especialistas indicam que o transtorno de acumulação exige tratamento multidisciplinar. Terapia cognitivo-comportamental, apoio familiar e, em alguns casos, medicação para lidar com ansiedade e depressão podem ser necessários.
O mais importante é reconhecer que o problema não se resolve apenas com uma limpeza física. É preciso abordar a raiz emocional, entender o que cada objeto representa e trabalhar o luto e as perdas que alimentam o acúmulo.

Aparecida Debate discute cultura e educação indígena nesta terça-feira (29/04), na TV Aparecida

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Nesta terça-feira, 29 de abril, o Aparecida Debate mergulha em um tema de profunda relevância social: a cultura e a educação dos povos indígenas no Brasil. Sob o comando da jornalista Rafaela Lourenço, o programa da TV Aparecida convida o público a refletir sobre os saberes ancestrais, as lutas históricas e os avanços contemporâneos dos povos originários, com foco especial na importância da educação como ferramenta de resistência e valorização cultural.

Segundo dados levantados pela produção, o Brasil abriga atualmente cerca de 1,7 milhão de indígenas, distribuídos em mais de 300 etnias, das quais mais da metade reside na região da Amazônia Legal. Apesar da diversidade e da riqueza cultural, os povos indígenas ainda enfrentam desafios constantes relacionados ao reconhecimento de seus direitos, à demarcação de terras, ao acesso à educação de qualidade e à preservação de suas línguas e tradições. É nesse contexto que o programa propõe um debate urgente, trazendo convidados que representam diferentes frentes de atuação em prol da causa indígena.

Convidados compartilham vivências, saberes e lutas

Entre os destaques do episódio estão três importantes nomes do movimento indígena contemporâneo:

🔸 Daniel Munduruku – Reconhecido nacional e internacionalmente, o escritor, filósofo e educador indígena é uma das principais vozes da literatura brasileira dedicada à valorização da identidade dos povos originários. Diretor-Presidente do Instituto Uka e do selo editorial Uka, Daniel é também membro fundador da Academia de Letras de Lorena (SP). Sua trajetória inclui a criação da primeira livraria online especializada em obras de autores indígenas, além da realização do Encontro de Escritores e Artistas Indígenas, que acontece há duas décadas no Rio de Janeiro em parceria com a FNLIJ. Autor de mais de 50 livros, Daniel Munduruku tem se dedicado a promover uma educação antirracista, inclusiva e pautada na valorização da diversidade cultural brasileira.

🔸 Cristiano Kiririndju – Ativista e articulador político, Cristiano é coordenador de políticas indígenas e tem forte atuação na defesa dos direitos coletivos e na construção de políticas públicas que contemplem as especificidades dos povos indígenas. Sua presença no programa acrescenta uma visão institucional e estratégica, abordando questões como educação diferenciada, políticas de inclusão, protagonismo indígena nos espaços de poder e a proteção dos territórios tradicionais.

🔸 Cristian Wariu – Jovem influenciador digital, comunicador e ativista, Cristian nasceu no território Parabubure, localizado na região do Vale do Araguaia (MG). Com um trabalho focado no combate ao preconceito e na desconstrução de estereótipos sobre os povos indígenas, ele conquistou destaque com seu canal no YouTube, o Wariu, que soma mais de 52 mil inscritos. Nas redes sociais, Cristian usa a linguagem jovem e acessível para mostrar a diversidade das culturas indígenas e abordar temas como racismo, identidade, pertencimento e resistência digital. Seu trabalho evidencia como a tecnologia pode ser uma aliada na luta por visibilidade e representatividade.

Educação como ponte entre tradição e futuro

Ao propor um olhar aprofundado sobre a educação indígena, o programa amplia o foco para discutir modelos pedagógicos alternativos, bilinguismo, transmissão oral de saberes e os desafios enfrentados nas escolas localizadas em territórios indígenas. O programa também debate a urgência da inclusão de conteúdos indígenas nos currículos escolares formais, conforme estabelece a Lei 11.645/2008, e a necessidade de se combater o apagamento histórico promovido ao longo de séculos.

Mais do que uma conversa, o episódio desta terça-feira é um convite à escuta sensível e ao reconhecimento da pluralidade de vozes que formam o Brasil. Com perspectivas distintas e complementares, os convidados mostram que educar e preservar a cultura indígena é fundamental para construir um país mais justo, diverso e consciente de suas raízes.

Que horas vai ao ar?

📺 Aparecida Debate vai ao ar na TV Aparecida nesta terça-feira, 29 de abril, às 22h. Um encontro necessário para quem deseja compreender melhor a riqueza e a complexidade dos povos indígenas no Brasil de hoje.

Acerte ou Caia 11/05/2025: Programa recebe Adriana Bombom, Camila Loures, Dado Dolabella e Eleandro Passaia

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Neste domingo, 11 de maio de 2025, o “Acerte ou Caia!” vai ser diferente. E muito especial. Em clima de comemoração do Dia das Mães, Tom Cavalcante comanda uma edição que promete emocionar, divertir e aquecer o coração. É dia de colocar o amor de mãe (e o espírito competitivo também!) à prova com um time de duplas superqueridas: mães e filhos famosos, lado a lado, disputando prêmios e protagonizando momentos inesquecíveis. Se prepara que vem muita nostalgia, carinho e bom humor por aí!

Adriana Bombom e Lily Nobre

Essa dupla é puro brilho e simpatia! Adriana Bombom marcou gerações com seu jeito único na TV — quem não lembra dela nos tempos de Xuxa? — e também participou de A Fazenda, mostrando que não foge de desafios. Já a filha, Lily Nobre, herdou o talento dos pais (ela é filha do cantor Dudu Nobre) e vem se destacando como cantora e compositora. Ah, e ela também já foi jurada do Canta Comigo! As duas são pura energia e prometem trazer uma dose generosa de diversão, música e conexão familiar.


Camila Loures e Lilian Loures

A internet vai parar pra ver essas duas juntas! Camila Loures é um fenômeno nas redes sociais — são mais de 30 milhões de seguidores acompanhando seus vídeos, desafios, vlogs e podcasts. Ela é carisma puro! E sabe de quem ela puxou isso tudo? Da mãe, Dona Lilian, que também tem seu canal no YouTube e adora compartilhar receitas e momentos em família. As duas têm uma relação linda e devem arrancar muitas risadas (e quem sabe umas lágrimas de emoção também) durante o jogo.


Caio Paduan e Ivana Paduan

Caio é aquele tipo de ator que a gente vê na TV e sente que conhece há anos. Com mais de 15 anos de carreira, já fez de tudo um pouco — teatro, novela, série… E agora está brilhando na RECORD, com papéis em Reis e na próxima superprodução Paulo, O Apóstolo. Ao lado dele vai estar Dona Ivana, sua mãe, que tem um jeitão firme e carinhoso. A sintonia entre os dois é linda, e a gente mal pode esperar pra ver como essa dupla vai se sair nas perguntas e desafios do programa!


Dado Dolabella e Pepita Rodríguez

Essa dupla é puro talento! Dado ficou conhecido tanto pelas novelas quanto por vencer a primeira edição de A Fazenda. Além disso, ele também canta e tem uma legião de fãs. Já sua mãe, Pepita Rodríguez, é uma verdadeira dama da TV. Nascida na Espanha, mas com alma brasileira, ela fez história nas novelas e hoje se dedica à literatura — já escreveu quatro livros! Depois de um tempinho longe da TV, Pepita está de volta ao palco ao lado do filho, e a gente aposta que vai ser emocionante vê-los juntos.


Eleandro Passaia e Enedina Passaia

Pra fechar esse time com chave de ouro, temos o jornalista e apresentador Eleandro Passaia, do Balanço Geral. Sempre sério nas notícias, agora ele vai mostrar seu lado mais descontraído ao lado da mãe, Dona Enedina. Os dois têm uma conexão linda, e ela, que sempre foi presença constante na vida do filho, agora entra em cena como parceira de jogo. Vai ser lindo ver essa troca entre mãe e filho, cheia de cumplicidade e carinho.

Um domingo pra rir, se emocionar e lembrar da força desse laço que é pra vida toda. O especial do Dia das Mães no Acerte ou Caia! promete ser daqueles programas que aquecem o coração. Então já deixa o controle na mão, junta a família no sofá e vem curtir com a gente essa homenagem cheia de amor!

Resenha – Os Quadros de Elisa usa o suspense para expor o que a sociedade ainda prefere não enxergar

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Os Quadros de Elisa é um daqueles livros que começam com a promessa de entretenimento, mas rapidamente deixam claro que não estão interessados apenas em distrair. Embora se apresente como um suspense investigativo, a obra aposta em algo mais incômodo: usar o mistério como espelho de um problema estrutural que segue sendo relativizado, ignorado ou mal interpretado — a violência contra a mulher.

O crime que atravessa a vida das irmãs Alice e Elisa funciona menos como um quebra-cabeça policial e mais como um ponto de ruptura. A partir dele, o livro constrói uma narrativa que questiona diretamente a forma como julgamos vítimas, suspeitos e histórias mal contadas. Não há conforto aqui. O leitor é constantemente empurrado para fora da posição passiva, sendo convidado a rever suas próprias certezas e desconfianças.

Elisa, como protagonista, carrega uma complexidade que fortalece a proposta do livro. Ela não é uma investigadora infalível nem uma vítima idealizada. Sua busca por respostas é atravessada por confusão emocional, culpa, medo e contradições — elementos que muitas narrativas insistem em apagar quando falam sobre violência. Essa escolha é acertada e politicamente relevante: o livro entende que a experiência feminina raramente é linear ou facilmente explicável.

Os personagens masculinos que orbitam a trama não existem apenas para preencher a lista de suspeitos. Um ex-namorado abusivo, um relacionamento recente, um homem em situação de rua e um assediador formam um conjunto de figuras que expõem diferentes faces de uma mesma estrutura de poder. O mérito do livro está em não transformar nenhum deles em vilão óbvio demais, mas também em não relativizar comportamentos abusivos. Essa ambiguidade gera desconforto — e esse desconforto é necessário.

Narrativamente, Os Quadros de Elisa provoca ao brincar com estereótipos. O leitor é levado a desconfiar de quem parece perigoso e a minimizar atitudes que socialmente costumam ser normalizadas. Quando essas expectativas são quebradas, o impacto não está apenas na surpresa do enredo, mas na constatação de como somos treinados a enxergar determinadas situações de forma enviesada. O suspense, aqui, funciona como armadilha ética.

O cenário turístico do Sudeste brasileiro é uma escolha particularmente eficaz. Ao deslocar a violência para espaços associados ao lazer, à beleza e à segurança, o livro desmonta a ideia de que esse tipo de crime está restrito a lugares marginalizados. A mensagem é clara: a violência não escolhe paisagem, classe social ou contexto idealizado. Ela acontece onde preferimos não olhar.

Do ponto de vista literário, a escrita é direta e funcional, sem excessos estilísticos. Em alguns momentos, a narrativa poderia arriscar mais formalmente, aprofundando certas passagens emocionais, mas essa contenção também contribui para a fluidez e para o alcance do livro. A prioridade está menos na sofisticação da linguagem e mais na clareza da mensagem — uma escolha que faz sentido dentro da proposta.

O maior mérito de Os Quadros de Elisa está em sua recusa em ser apenas um suspense de consumo rápido. O livro incomoda porque não oferece respostas fáceis nem vilões confortáveis. Ele questiona, provoca e aponta para uma realidade que ainda encontra resistência em ser debatida com a seriedade necessária. Ao final, o mistério se resolve, mas o incômodo permanece — e essa é, sem dúvida, a sua maior vitória.

Fernando Val retorna à Record TV e assume papel central em nova série de dramaturgia bíblica

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O ator Fernando Val está oficialmente de volta à Record TV. O artista acaba de assinar contrato para integrar o elenco da nova série “Amor em Ruínas”, reforçando sua longa e consistente trajetória na emissora, especialmente nas produções de dramaturgia bíblica que marcaram a última década da televisão brasileira. No novo projeto, ele interpreta Amazias, um dos personagens mais relevantes e complexos da trama.

O retorno de Fernando Val à Record representa um reencontro natural entre o ator e a emissora que o consagrou em papéis de grande visibilidade. Ao longo dos anos, ele participou de produções de destaque como “Gênesis”, “Jezabel” e “A Terra Prometida”, consolidando-se como um nome recorrente e respeitado dentro do núcleo de dramaturgia histórica e religiosa do canal.

Em Amor em Ruínas, Fernando dá vida a Amazias, um israelita de 55 anos, pertencente à elite social e religiosa de Samaria. O personagem ocupa uma posição estratégica no reino: é sumo sacerdote de Baal, figura influente tanto nos templos quanto nos bastidores do poder. Casado com Faigel e pai de Almog e Yarona, Amazias construiu ao longo dos anos uma imagem pública de fé, respeito e liderança moral — ainda que essa reputação esteja longe de refletir suas verdadeiras intenções.

Por trás da fachada de homem religioso e íntegro, Amazias é movido pela ambição, pela necessidade constante de reconhecimento e pelo desejo de se manter entre os poderosos. Dono e administrador da luxuosa Casa Perfume, um comércio sofisticado da cidade, ele utiliza o empreendimento como fonte de riqueza e também como instrumento político e social, firmando alianças estratégicas e ampliando sua influência no reino. A série promete explorar as contradições do personagem, revelando os conflitos entre fé, vaidade e poder.

Com uma carreira sólida na televisão, Fernando Val construiu um currículo marcado pela versatilidade. Além de seu destaque na Record TV, o ator também integrou importantes produções da TV Globo, como “Olho no Olho”, “Sandy & Junior”, “Retrato Falado” e a minissérie “As Marias”, transitando com facilidade entre dramaturgia, comédia e formatos mais experimentais.

No teatro, Fernando mantém uma relação constante com os palcos. Em 2024, esteve em cartaz com o Projeto RE, reafirmando seu compromisso com a pesquisa cênica e com propostas artísticas que dialogam diretamente com o público. A experiência teatral contribui diretamente para a densidade emocional de seus personagens na televisão.

Paralelamente à atuação, o ator também desenvolveu uma carreira expressiva na publicidade, sendo escolhido como rosto de campanhas nacionais e internacionais para marcas de grande projeção, como Nestlé, Colgate, BMW, Land Rover, Electrolux, Claro, Bradesco Prime, Oi, entre outras. Essa trajetória reforça sua presença midiática e sua capacidade de comunicação com diferentes públicos.

Fernando Val também possui experiência como apresentador e repórter, com passagens por emissoras como SBT, Fox e Band, o que amplia seu repertório profissional e evidencia sua facilidade diante das câmeras. Sua formação inclui cursos na Oficina de Atores da Rede Globo, sob orientação de Wolf Maya, além de especializações no SENAC, com foco em apresentação e técnicas de interpretação, incluindo os métodos Meisner I e II.

Premiado em Berlim, documentário “Hora do Recreio” chega aos cinemas com sessões especiais voltadas a estudantes e comunidades do Rio

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O novo documentário da diretora Lucia Murat, Hora do Recreio, chega aos cinemas brasileiros no dia 12 de março, mas sua trajetória começou antes mesmo da estreia oficial. O longa vem sendo exibido em uma série de sessões especiais voltadas principalmente para estudantes, professores e grupos culturais da rede pública do Rio de Janeiro, em encontros que unem cinema, educação e debate social.

A iniciativa faz parte de uma proposta que acompanha o próprio espírito do filme: aproximar a obra das pessoas que ajudaram a construir sua narrativa. Premiado com Menção Especial do Júri Jovem na mostra Generation 14plus do Festival Internacional de Cinema de Berlim, o documentário coloca jovens estudantes no centro da história e busca refletir sobre os desafios da educação pública brasileira a partir de suas próprias experiências.

Escrito, produzido e dirigido por Lucia Murat, o longa acompanha um grupo de estudantes que participa da montagem de uma peça teatral inspirada no clássico Clara dos Anjos, obra do escritor Lima Barreto. Durante o processo criativo, os jovens passam a discutir temas que fazem parte do seu cotidiano, como racismo, violência, desigualdade social e evasão escolar. O teatro, nesse contexto, se transforma em um espaço de expressão, reflexão e troca de experiências.

A proposta do documentário vai além de registrar ensaios ou bastidores artísticos. Ao longo da narrativa, o público acompanha como o contato com a arte abre caminhos para que esses estudantes falem sobre suas realidades e sobre o ambiente em que vivem. O resultado é um retrato sensível da juventude brasileira e de suas perspectivas sobre o futuro.

Para Lucia Murat, levar o filme de volta às escolas e comunidades que participaram da produção é uma etapa essencial do projeto. Segundo a diretora, a ideia sempre foi garantir que os estudantes — protagonistas da história — também pudessem assistir ao resultado final e participar das discussões geradas pelo documentário.

Por isso, antes mesmo da estreia comercial, o filme começou a circular em sessões especiais realizadas em cinemas da cidade. Muitas dessas exibições foram organizadas para alunos de escolas públicas, grupos culturais comunitários e professores da rede de ensino.

Entre os convidados estão jovens integrantes de importantes coletivos artísticos das comunidades cariocas, como o Nós do Morro, do Vidigal, o grupo VOZES!, formado por moradores do Pavão, Pavãozinho e Cantagalo, e o Instituto Arteiros, da Cidade de Deus. Muitos desses artistas participam diretamente do filme, o que torna as exibições ainda mais significativas para as comunidades envolvidas.

As primeiras sessões começaram no fim de fevereiro e reuniram estudantes e integrantes desses grupos em cinemas da cidade. Desde então, escolas de diferentes regiões do Rio vêm participando das exibições, que muitas vezes são seguidas por debates com educadores, pesquisadores e integrantes da equipe do filme.

Além das sessões voltadas aos estudantes, a programação também inclui encontros dedicados a professores da rede pública. A proposta é ampliar a discussão sobre o papel da arte e do audiovisual como ferramentas pedagógicas, além de estimular o diálogo sobre os desafios enfrentados pela educação no país.

Um dos momentos mais aguardados dessa agenda acontece no dia 13 de março, quando o cinema Estação NET Rio recebe uma sessão especial seguida de debate com a presença da diretora Lucia Murat e das professoras de cinema Consuelo Lins e Denise Lopes. O encontro será aberto ao público e pretende ampliar a reflexão sobre os temas abordados no filme.

O documentário também passou por São Paulo, onde foi exibido no Reserva Cultural em uma sessão especial acompanhada de debate. O encontro contou com a participação de convidados do meio cultural e acadêmico, incluindo a cineasta Tata Amaral e a atriz e diretora Roberta Estrela D’Alva, ampliando o diálogo sobre arte, educação e cinema brasileiro.

Depois da estreia, a circulação do filme continuará com novas exibições voltadas a escolas, universidades e cineclubes. Estão previstas sessões para estudantes da Universidade Federal Fluminense, que receberá o documentário em encontros organizados por professores e grupos de pesquisa ligados ao curso de cinema.

Antes mesmo de chegar ao circuito comercial, Hora do Recreio já construiu uma trajetória relevante em festivais internacionais e mostras dedicadas ao cinema documental e aos direitos humanos. Além de Berlim, o longa foi selecionado para eventos como o Festival É Tudo Verdade, o Cine a la Vista!, o Festival Biarritz Amérique Latine, o Job Film Days, o Filmfest Osnabrück e o Nuremberg International Human Rights Film Festival.

Adeus, Preta Gil: a cantora morre aos 50 anos em Nova York após longa luta contra o câncer

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Foto: Reprodução/ Internet

No domingo, 20 de julho de 2025, o Brasil vai dormir mais silencioso. O país perdeu uma de suas artistas mais espontâneas, combativas e amorosas: Preta Gil. A cantora, atriz, apresentadora e empresária faleceu aos 50 anos, em Nova York, após uma longa e corajosa batalha contra o câncer no intestino. A notícia foi confirmada por seu pai, Gilberto Gil, através de uma nota emocionada publicada nas redes sociais. A família agora se mobiliza para trazer o corpo de volta ao Brasil, onde será velada e homenageada com o afeto que ela sempre ofereceu ao mundo.

A despedida de Preta não é apenas o adeus a uma artista. É a perda de uma mulher que nunca teve medo de ser quem era. Uma figura que transformava vulnerabilidades em força, dor em arte, e escândalo em acolhimento. Uma voz que rompeu tabus, ampliou conversas e jamais se escondeu. O luto é nacional — e pessoal para milhares que se viam refletidos nela.

Uma guerreira diante da doença

Desde o diagnóstico de câncer no intestino em janeiro de 2023, Preta enfrentou a doença com uma transparência rara, mas sem perder a ternura. Compartilhou parte do tratamento nas redes sociais, entre sessões de quimioterapia e radioterapia, dividindo também momentos de introspecção e fé. Em agosto de 2024, passou por uma cirurgia delicada para remoção de tumores. O procedimento trouxe esperança, mas o câncer retornou, mais agressivo e em outras partes do corpo.

No início de 2025, Preta decidiu buscar um tratamento experimental nos Estados Unidos. Instalou-se em Nova York, onde ficou sob os cuidados de uma equipe especializada, realizando protocolos de terapia em Washington. Ela manteve o sigilo sobre os detalhes, mas sempre recebia manifestações de carinho, inclusive de fãs que organizavam orações e correntes de energia positiva. Foi uma luta digna, silenciosa e cercada de amor — como tudo o que ela fazia.

A voz que não queria pedir licença

Preta Maria Gadelha Gil Moreira nasceu no Rio de Janeiro em 8 de agosto de 1974. Filha de Gilberto Gil e da empresária Sandra Gadelha, já nasceu cercada de música, cultura e um nome que carregava cor e ancestralidade. Seu batismo gerou polêmica no cartório: o funcionário se recusou a registrar apenas “Preta”, obrigando os pais a adicionarem o “Maria”. Gil transformou o episódio em canção e bandeira. A filha, mais tarde, faria o mesmo com sua própria trajetória.

Demorou a se lançar profissionalmente na música. Seu primeiro álbum, Prêt-à-Porter, foi lançado em 2003, quando ela já tinha quase 30 anos. A capa do disco, com Preta nua, causou frisson na imprensa. Mais do que sensualidade, era um grito de independência — uma mulher fora dos padrões estéticos impostos pela indústria mostrando o corpo com orgulho. Mas o conservadorismo reagiu mal. “Me chamavam para entrevistas mais por causa do meu corpo do que da minha voz”, disse ela, anos depois, à Forbes Brasil.

Apesar das críticas e reduções, Preta seguiu em frente. Ampliou sua atuação como atriz — esteve no elenco da novela Agora É Que São Elas — e também como apresentadora. Em Caixa Preta, na Band, abriu espaço para debates sobre identidade, sexualidade, autoestima e representatividade.

No teatro, brilhou em 2006 com o espetáculo Um Homem Chamado Lee, em que interpretava uma travesti apaixonada por Rita Lee. Era provocação e afeto ao mesmo tempo. Música, performance, humor e denúncia. A síntese perfeita de tudo o que ela acreditava.

Uma artista que se fazia plural

Seu segundo álbum, Preta (2005), seguiu mostrando sua versatilidade. Mas foi com a turnê Noite Preta, em 2008, que ela fincou os pés no pop nacional. Os shows, sempre lotados, misturavam axé, funk, samba, tecnobrega e covers improváveis, como “Like a Virgin”, de Madonna. Ela subia ao palco de collant, salto e brilho, afirmando com o corpo e a música que ser quem se é pode — e deve — ser celebrado.

O DVD da turnê, gravado em 2009 no The Week Rio, é considerado um marco. Era o retrato de uma artista madura, com público cativo e muito mais a dizer do que se ouvia nas rádios.

Rainha do Carnaval e do amor livre

Se havia um lugar onde Preta Gil reinava absoluta, esse lugar era o Carnaval. O Bloco da Preta, criado por ela em 2009, virou um dos maiores do Rio de Janeiro. Em seus desfiles, a rua era tomada por diversidade, afeto, brilho e liberdade. Milhões de pessoas foram às ruas para dançar, cantar e se libertar ao som de sua voz.

Em 2013, o DVD comemorativo de 10 anos de carreira trouxe participações especiais de artistas como Ivete Sangalo, Anitta, Lulu Santos e Thiaguinho. Era um tributo à sua trajetória — e também um reflexo do quanto era querida por seus pares.

Preta sempre defendeu o direito de amar sem rótulos. Falava abertamente sobre sua bissexualidade e, mais tarde, pansexualidade. Era uma das poucas figuras públicas que abordavam essas questões sem medo, com empatia e escuta. Tornou-se porta-voz informal da comunidade LGBTQIA+, abrindo caminhos com palavras e ações.

Intensidade no palco e na vida

Na vida pessoal, Preta foi generosa e intensa. Casou-se três vezes, sendo mãe de Francisco — nascido em 1995, fruto do relacionamento com o ator Otávio Müller. Depois, viveu casamentos com Carlos Henrique Lima e Rodrigo Godoy. Em 2015, ganhou sua neta, Sol de Maria, e mergulhou em uma nova fase: a de avó moderna, divertida e amorosa.

Teve relacionamentos com Caio Blat, Paulo Vilhena, Marcos Mion — mas nunca permitiu que sua vida íntima se tornasse espetáculo. Sabia proteger seus afetos, sem abrir mão da verdade. Era amiga fiel, conselheira firme, e presença constante nas festas e nas dores de quem amava.

Muito além do microfone: a empresária visionária

Nos últimos anos, Preta também se destacou como uma figura de bastidor. Fundadora da Music2Mynd, empresa de agenciamento artístico e marketing de influência, ela foi mentora e ponte para uma nova geração de artistas.

Ajudou a construir carreiras, lapidar talentos e transformar digital em presença real. Sabia ler o momento cultural como poucas, e entendia que autenticidade era o diferencial. Acreditava em narrativas com propósito — e é isso que fazia brilhar seu trabalho com influenciadores, músicos e comunicadores.

Uma despedida que ecoa em milhões de corações

Com a confirmação da morte, o Brasil se cobriu de homenagens. Figuras como Ivete Sangalo, Caetano Veloso, Pabllo Vittar, Anitta, Gilberto Gil e fãs anônimos usaram as redes para agradecer a Preta pela coragem, generosidade e arte. A comoção não é apenas pela ausência, mas pelo reconhecimento da grandeza de alguém que transformou sua existência em farol para os outros.

O Ministério da Cultura emitiu nota oficial exaltando sua contribuição à cultura brasileira. Nas ruas do Rio, o Bloco da Preta deve se transformar em cortejo-homenagem em 2026. A despedida será pública, como sempre foi sua entrega: coletiva, vibrante, emocionada.

Preta para sempre: uma mulher que não cabia em moldes

Preta Gil não era só filha de Gilberto. Não era só a cantora do bloco. Nem só a empresária por trás das câmeras. Ela era tudo isso — e muito mais. Uma mulher que viveu de peito aberto, com erros e acertos, com dores e conquistas, com arte e afeto.

Seu legado é um convite: a viver sem pedir desculpas. A amar sem rótulo. A ocupar o espaço com o corpo que se tem. A transformar traumas em potência. A rir alto. A chorar junto. A dançar até o fim.

Na sua última entrevista antes de viajar para os EUA, ela deixou uma frase que hoje soa como testamento: “Se eu for embora amanhã, que saibam que eu fui muito amada. E que amei também. Muito. Com tudo que eu tinha.”

Você foi, Preta. Você é. E sempre será.

Obrigado, Preta Gil, por tudo que foi — e por tudo que nos ensinou a ser.

Ryan Coogler confirma Pantera Negra 3 e reacende a emoção dos fãs! Wakanda vai voltar — e mais cedo do que imaginávamos

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A volta a Wakanda finalmente ganhou um sinal oficial. O diretor Ryan Coogler, que assinou os dois primeiros filmes da franquia, confirmou publicamente que Pantera Negra 3 será seu próximo projeto. A revelação aconteceu neste sábado, durante o evento Contenders Film: Los Angeles, organizado pelo Deadline, e imediatamente movimentou fãs, sites especializados e todo o ecossistema do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM).

Com o anúncio, Coogler deixa claro que pretende continuar expandindo o legado de Wakanda — um universo já consolidado, emocionalmente forte e marcado por uma carga cultural que extrapola o entretenimento. Ainda não há data de estreia, nem detalhes sobre elenco ou enredo, mas o simples fato de sabermos que o filme está em desenvolvimento já acende aquele sentimento coletivo: Wakanda Forever, de novo.

Por que esse anúncio importa tanto?

Entre todas as produções da Marvel, Pantera Negra ocupa um lugar especial. Não apenas pelas bilheterias astronômicas ou pelos recordes quebrados, mas pela força simbólica que carrega: cultura africana celebrada, afro-futurismo em destaque e representatividade que alcançou milhões de pessoas ao redor do mundo.

E é impossível falar de Pantera Negra 3 sem revisitar a trajetória do segundo filme, que marcou profundamente o público.

Relembrando Wakanda Forever

Lançado em 2022, Pantera Negra: Wakanda Forever foi um desafio gigantesco para todo o time. A produção teve início logo após a morte de Chadwick Boseman, intérprete do rei T’Challa, que faleceu em agosto de 2020 vítima de câncer colorretal. Em respeito ao ator, a Marvel tomou a decisão de não reescalar o personagem — uma escolha ousada, sensível e historicamente rara em franquias desse tamanho.

Ryan, junto com o roteirista Joe Robert Cole, teve que redesenhar toda a narrativa. E o filme se tornou, ao mesmo tempo, um épico de ação e uma homenagem emocionante ao legado de Boseman.

Como o segundo filme nasceu: entre homenagens, ressignificações e uma produção turbulenta

As conversas sobre uma sequência começaram ainda em 2018, logo após o lançamento do primeiro filme. Coogler já negociava seu retorno como diretor quando tudo mudou com a notícia da morte do protagonista.

Ainda assim, a Marvel seguiu em frente com a produção. Diversos nomes importantes do elenco original — Letitia Wright, Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Winston Duke e Angela Bassett — foram confirmados de volta em novembro de 2020. O título Wakanda Forever foi revelado em maio de 2021.

As filmagens começaram em junho de 2021, passando por Atlanta, Brunswick (Geórgia), Massachusetts e, já no final, Porto Rico. A produção precisou pausar por meses para que Letitia Wright se recuperasse de uma lesão sofrida no set. O trabalho só foi retomado em janeiro de 2022, concluindo no fim de março.

Apesar de todos os obstáculos, o resultado chegou aos cinemas em novembro de 2022 como o último filme da Fase 4 da Marvel — e trouxe um impacto emocional poucas vezes visto no estúdio.

Wakanda Forever emocionou o mundo

O filme foi elogiado por críticos e espectadores, especialmente pelas atuações de Letitia Wright, Tenoch Huerta e Angela Bassett (que chegou a ser indicada ao Oscar). A direção de Coogler, a trilha sonora marcante, as sequências de ação e, claro, a homenagem a Boseman foram alguns dos pontos mais exaltados.

Foi um filme que segurou o peso do luto, celebrou a força das mulheres de Wakanda e introduziu um novo grande personagem ao UCM: Namor, interpretado por Tenoch Huerta, junto de todo o seu reino subaquático, Talokan.

Resumo do enredo

O enredo de Wakanda Forever gira em torno da morte repentina de T’Challa, enquanto Shuri se culpa por não ter conseguido recriar a “erva coração” a tempo de salvá-lo. A nação wakandana entra em luto, mas também se vê pressionada internacionalmente por seu vibranium — cobiçado, desejado e alvo de ataques externos.

Quando uma máquina da CIA detecta vibranium no oceano, Namor e o povo de Talokan atacam a equipe em segredo, criando tensão global e levando a CIA a culpar Wakanda. Namor, sentindo-se ameaçado, confronta Ramonda e Shuri, oferecendo um ultimato: entregar a cientista responsável pela máquina ou enfrentar guerra.

Entra em cena Riri Williams, jovem estudante do MIT que se torna peça-chave do conflito. Shuri e Okoye tentam protegê-la, mas acabam capturadas por Namor, que apresenta Talokan e tenta convencer Shuri a se unir a ele contra o resto do mundo.

A narrativa ganha força quando Ramonda morre tentando salvar Riri, o que leva Shuri a mergulhar profundamente no desejo de vingança. Após recriar sinteticamente a erva coração, Shuri se torna a nova Pantera Negra — mas é ao enfrentar Namor cara a cara, já no clímax, que ela finalmente escolhe o caminho da paz.

A decisão evita a guerra e abre espaço para uma nova era entre Wakanda e Talokan.

Um final emocionante e uma revelação que mudou tudo

Na cena pós-créditos, Shuri viaja ao Haiti e descobre que T’Challa deixou um filho: Toussaint, criado em segredo por Nakia. O garoto também carrega um nome wakandano: Príncipe T’Challa. A revelação emocionou o público e abriu portas para o futuro da dinastia em Wakanda.

E agora: o que esperar de Pantera Negra 3?

Com a confirmação de Coogler, muitas perguntas surgem — e todas são deliciosas de acompanhar.

Quem assume o protagonismo? Shuri seguirá como Pantera Negra? Veremos uma expansão maior de Talokan? O jovem Príncipe T’Challa terá um papel mais significativo? A nova fase do UCM abrirá espaço para novas alianças, vilões ou conflitos globais envolvendo vibranium?

O diretor não revelou nenhum detalhe. Mas, conhecendo o trabalho dele, dá pra sentir que essa continuação será grande, emocional e cheia de novas camadas — exatamente como Wakanda merece

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