Sessão da Tarde desta sexta (18) exibe Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, estrelado por Harrison Ford

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A TV Globo exibe nesta sexta-feira, 18 de julho, o longa Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal na Sessão da Tarde. Quarto filme da icônica franquia, a produção marca o retorno de Harrison Ford ao papel do arqueólogo mais famoso do cinema, desta vez envolvido em uma trama repleta de conspirações, enigmas históricos e rivalidades no auge da Guerra Fria. Dirigido por Steven Spielberg, o filme combina ação clássica, humor e doses ousadas de ficção científica.

Ambientado em 1957, a narrativa começa com Indiana e seu parceiro Mac (Ray Winstone) escapando de um grupo de agentes soviéticos em uma base militar americana. De volta à universidade onde leciona, Jones descobre que sua reputação está em jogo, sendo forçado a deixar o cargo. Tudo muda quando ele cruza o caminho do jovem rebelde Mutt Williams, interpretado por Shia LaBeouf, que o convence a embarcar em uma jornada em busca da lendária Caveira de Cristal de Akator, um artefato misterioso e de poder incalculável.

Mas a missão está longe de ser tranquila. Os soviéticos também estão atrás da caveira, e à frente deles está a enigmática e implacável Irina Spalko, vivida por Cate Blanchett. Disposta a tudo para capturar o artefato e usá-lo como uma arma psíquica em nome da União Soviética, Spalko se torna uma das antagonistas mais marcantes da franquia, com sua presença fria e visual imponente.

Ao longo do filme, a dupla Jones e Mutt percorre selvas, cidades perdidas e locais sagrados da América do Sul, enfrentando armadilhas mortais, inimigos implacáveis e dilemas entre razão e misticismo. É uma aventura que reflete a maturidade de Indiana Jones, agora mais experiente, mas ainda impulsionado por sua paixão pelo desconhecido — e por uma certa teimosia.

Lançado em 2008, O Reino da Caveira de Cristal foi recebido com entusiasmo e controvérsia. Parte do público estranhou a virada mais sobrenatural do roteiro, com elementos que se distanciam da arqueologia clássica presente nos filmes anteriores. No entanto, o longa representa um capítulo importante da saga, especialmente por trazer de volta personagens queridos e expandir o universo criado por George Lucas e Spielberg.

Além de Harrison Ford e Shia LaBeouf, o elenco conta com Karen Allen, que reprisa o papel de Marion Ravenwood, além de John Hurt e Jim Broadbent em participações importantes. A produção mantém a assinatura visual e narrativa dos filmes anteriores, com cenas de ação práticas, perseguições explosivas e uma trilha sonora clássica de John Williams.

Para quem quiser rever ou assistir pela primeira vez, o filme vai ao ar na Globo a partir das 15h30. Fora da TV, ele também está disponível por streaming no Telecine e Paramount+, além de opções de aluguel e compra digital no Prime Video.

Karl Urban estreia como Johnny Cage no teaser eletrizante de Mortal Kombat 2

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A franquia Mortal Kombat está de volta, e agora com um reforço que tem chamado atenção: Karl Urban vive o icônico Johnny Cage na sequência da adaptação lançada em 2021. No teaser recém-divulgado, o ator aparece com todo o estilo arrogante e carismático que os fãs conhecem dos jogos — e já é apontado como um dos destaques do novo longa. Abaixo, confira o vídeo divulgado:

O filme chega aos cinemas em 24 de outubro de 2025, com direção de Simon McQuoid e produção de James Wan. O novo capítulo promete trazer para o centro da narrativa aquilo que muitos sentiram falta no primeiro: o torneio Mortal Kombat, finalmente oficializado.

Humor, ação e uma dose de caos

A ausência de Johnny Cage no primeiro filme foi amplamente comentada pelos fãs. Agora, o personagem não só aparece, como ganha um tratamento à altura da sua popularidade. Interpretado por Karl Urban, Cage surge como um ator de filmes de ação decadente, que se vê envolvido em uma disputa sobrenatural onde a Terra está em risco.

A abordagem mistura o humor característico do personagem com momentos mais densos, algo que o diretor quis manter sob controle para não cair na caricatura. O resultado, ao que tudo indica, é uma versão com mais personalidade e presença — e que deve agradar tanto aos veteranos quanto ao público novo.

O torneio que define o destino da Terra

A trama retoma os eventos do primeiro filme. Cole Young (Lewis Tan) segue reunindo aliados para enfrentar as forças da Exoterra, que agora têm Shao Kahn (vivido por Martyn Ford) como principal figura de ameaça. Diferente do longa anterior, a sequência mergulha de vez no torneio Mortal Kombat, com regras, combates organizados e uma tensão crescente a cada luta.

O visual é mais elaborado, os cenários foram ampliados, e os combates prometem ser mais fiéis à brutalidade dos jogos — com direito a fatalities, técnicas clássicas e duelos que devem impressionar pela coreografia e pelos efeitos visuais.

Novos rostos, velhos conhecidos

Além de Urban como Johnny Cage, o filme apresenta Tati Gabrielle como Jade, Adeline Rudolph como Kitana, e Martyn Ford como o poderoso Shao Kahn. A narrativa deve explorar a origem e as motivações desses personagens, enquanto dá continuidade à trajetória de heróis como Sonya Blade (Jessica McNamee), Jax (Mehcad Brooks), Scorpion (Hiroyuki Sanada) e o próprio Cole Young.

Essa mistura de veteranos e estreantes pretende fortalecer o universo da franquia no cinema, criando novas conexões e rivalidades que possam ser exploradas em futuros capítulos.

Cinesystem lança combo exclusivo com pipoca azul e copos dos Smurfs para celebrar nova animação

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A rede de cinemas Cinesystem acaba de anunciar uma ação especial para celebrar a estreia da nova animação dos Smurfs. A partir desta semana, os espectadores poderão adquirir um combo temático exclusivo, pensado para transformar a experiência cinematográfica em um momento ainda mais mágico — especialmente para as famílias e os pequenos fãs da franquia azul que atravessa gerações.

O destaque da ação é a pipoca azul, uma novidade visual e sensorial que promete atrair olhares e paladares curiosos. Com sabor levemente adocicado e coloração vibrante, o lanche foi desenvolvido especialmente para a campanha, simbolizando o universo encantado dos personagens. A iniciativa inclui ainda uma embalagem de pipoca grande (também disponível nas versões salgada e doce) e um refrigerante de 1 litro.

Mas o grande atrativo do combo é o copo personalizado gigante, com tampa em formato do icônico chapéu dos Smurfs — disponível em duas versões colecionáveis. O item promete conquistar tanto as crianças quanto os adultos nostálgicos, além de já despontar como um novo queridinho entre os colecionadores de brindes cinematográficos.

Aventura nos cinemas

Na nova produção, os Smurfs enfrentam um desafio inédito: Papai Smurf é sequestrado pelos irmãos feiticeiros Gargamel e Razamel, o que ameaça toda a tranquilidade da vila. Diante do perigo, Smurfette assume a liderança de uma ousada missão de resgate, que a leva ao mundo real, onde conhece Ken — irmão de criação de Papai Smurf — e estabelece novas alianças para salvar o líder da aldeia.

A narrativa mescla comédia, ação e emoção, mantendo os valores clássicos da franquia como amizade, coragem, empatia e trabalho em equipe. A história também atualiza a linguagem e os desafios da turminha azul para as novas gerações, sem perder a essência encantadora que cativou o público desde os quadrinhos e animações originais.

Experiência e conexão emocional

A campanha do combo especial integra uma estratégia maior de ativação de marca e fidelização de público, reforçando a tendência crescente de proporcionar experiências imersivas no ambiente cinematográfico — especialmente em lançamentos voltados para o público infantil.

Com tiragem limitada, o combo estará disponível em todas as unidades da rede Cinesystem espalhadas pelo Brasil, enquanto durarem os estoques. Nas redes sociais, a campanha já vem gerando buzz com postagens de consumidores e fãs mostrando os copos e a pipoca azul, reforçando o impacto positivo da ação em termos de engajamento espontâneo.

The Last of Us pode acabar na 3ª temporada, revela HBO — mas decisão ainda não está confirmada

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Uma das produções mais elogiadas da HBO nos últimos anos pode estar mais próxima do fim do que o público imaginava. Em entrevista à revista Variety, Casey Bloys, diretor de conteúdo da HBO, revelou que a terceira temporada de The Last of Us pode ser a última, embora o plano original fosse estender a série por pelo menos mais duas temporadas. A declaração adiciona uma nova camada de mistério ao futuro da adaptação, que se consolidou como um fenômeno global desde sua estreia em 2023. As informações são do Omelete.

Lançamento adiado: próxima temporada só chega em 2027

Além da incerteza sobre a duração da série, Bloys também confirmou que o terceiro ano vai demorar a chegar: os novos episódios estão previstos apenas para 2027. O hiato de quatro anos entre a segunda e a terceira temporadas reflete a complexidade da produção — marcada por locações internacionais, efeitos visuais detalhados, cenas de ação exigentes e uma narrativa que exige precisão dramática para manter a fidelidade ao material original.

Essa pausa estendida pode frustrar os fãs mais ansiosos, mas também pode ser um indicativo de que a HBO pretende encerrar a história de forma grandiosa — com uma temporada final mais elaborada e carregada de emoção.

Adaptação fiel, impacto global

Baseada no premiado jogo da Naughty Dog, The Last of Us é uma das adaptações de videogame mais bem-sucedidas da televisão. A trama se passa décadas após o colapso da civilização causado por uma infecção fúngica devastadora, que transforma humanos em criaturas canibais. Nesse cenário brutal e desesperançado, Joel (Pedro Pascal), um sobrevivente endurecido, recebe a missão de escoltar Ellie (Bella Ramsey), uma jovem misteriosamente imune ao vírus, em busca de uma possível cura para a humanidade.

A relação entre os dois personagens centrais, marcada por traumas, afeto e sacrifícios, foi um dos grandes trunfos da primeira temporada. Com roteiros assinados por Craig Mazin (Chernobyl) e Neil Druckmann (criador do game), a série conquistou tanto o público quanto a crítica ao equilibrar cenas de ação intensas com momentos de grande carga emocional.

Decisão ainda não está fechada

Apesar das especulações sobre o fim precoce, Casey Bloys ressaltou que a decisão final ainda está em aberto. A HBO está avaliando cuidadosamente os rumos da trama — especialmente por se tratar da adaptação de The Last of Us Part II, jogo que traz eventos mais complexos, novos personagens e conflitos mais profundos.

Segundo fontes ligadas à produção, existe a possibilidade de a história do segundo jogo ser adaptada integralmente em uma única temporada — mas também há espaço para expansão, caso o roteiro assim demande. Em outras palavras, a série pode acabar no terceiro ano… ou não.

Companhia Certa desta quarta (16): Alberto Bial fala sobre o futuro do esporte, etarismo e laços familiares em entrevista a Ronnie Von

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Na madrugada desta quarta-feira (16), o programa Companhia Certa, apresentado por Ronnie Von, recebe um convidado que representa mais do que uma trajetória vencedora nas quadras: Alberto Bial, ex-jogador, técnico e referência no basquete nacional, compartilha suas reflexões sobre o futuro do esporte no Brasil, os desafios da longevidade profissional e a relação afetuosa com o irmão, o jornalista Pedro Bial.

Com 73 anos e mais de quatro décadas dedicadas ao esporte, Alberto segue ativo como coordenador técnico do Fortaleza Basquete Cearense, mas não esconde a inquietação com os rumos do cenário esportivo brasileiro. Durante a conversa, ele levanta um alerta importante: a dependência crescente de políticas públicas para manter projetos em andamento. “Com o passar do tempo, as leis de incentivo se tornaram a única ‘mola mestra’ do esporte. […] As leis estaduais funcionam, mas elas têm que alcançar a todos”, observa, num apelo para que a estrutura esportiva nacional seja mais ampla, inclusiva e sustentável.

Além do compromisso com o esporte, Bial traz ao centro do debate uma questão ainda pouco discutida nos bastidores do alto rendimento: o etarismo. Ele revela como o envelhecimento passou a impactar diretamente sua presença no mercado. “Estou muito bem no Fortaleza […] Mas tem uma coisa que luto muito: o etarismo. Aos 73 anos, com os cabelos brancos, os convites para comandar equipes de alto rendimento diminuem drasticamente. É uma discriminação por conta da idade”, desabafa, com serenidade, mas sem deixar de transmitir a frustração de quem ainda tem muito a oferecer — e nem sempre é enxergado por isso.

Alberto Bial não apenas abriu portas no basquete brasileiro; ele formou gerações, construiu legados e segue atuando como um elo entre o passado e o futuro do esporte. E sua história também carrega um traço curioso e afetivo: o parentesco com Pedro Bial, um dos jornalistas e apresentadores mais conhecidos do país. O técnico relembra com bom humor as vezes em que foi confundido com o irmão mais novo. “Onde chego, o pessoal fala: ‘É o Pedro se escondendo, fingindo que não é ele’ ou ‘tá brincando comigo’. Já me passei por Pedro muitas vezes”, conta, aos risos. A semelhança física, segundo ele, só aumentou com o tempo.

Mas, mais do que confusões engraçadas, a relação entre os dois irmãos é marcada por respeito e admiração mútua. “Sempre inteligente com as questões que ele coloca, fico muito orgulhoso, é meu melhor amigo”, diz Alberto, emocionando o apresentador e quem acompanha a entrevista.

No estúdio, entre lembranças, críticas construtivas e momentos de ternura, Alberto Bial demonstra que sua história vai além das quadras. É a história de um homem que nunca parou de acreditar no poder transformador do esporte, que enfrenta as barreiras impostas pela idade com coragem e dignidade, e que carrega nas palavras e no olhar uma paixão genuína pela vida.

Adeus, Hawkins! Última temporada de Stranger Things tem teaser divulgado e datas confirmadas pela Netflix

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A Netflix anunciou nesta quarta-feira (16) o lançamento do teaser oficial da quinta e última temporada da série que se tornou um verdadeiro fenômeno cultural desde sua estreia em 2016. O desfecho tão aguardado de Stranger Things será dividido em três partes: o Volume 1 estreia em 26 de novembro, o Volume 2 chega em 25 de dezembro, e o episódio final será disponibilizado no dia 31 de dezembro, todos às 22h (horário de Brasília). Essa estratégia de lançamento fragmentado promete manter a expectativa dos fãs até o último minuto. Abaixo, confira o vídeo divulgado pela plataforma de streaming

O que esperar do desfecho? Hawkins no limite da sobrevivência

Ambientada no outono de 1987, a nova temporada retoma a história em Hawkins, ainda abalada pela abertura dos portais para o Mundo Invertido. Vecna, o antagonista que marcou a última fase da trama, desapareceu sem deixar rastros, enquanto o governo impõe quarentena militar na cidade. Onze, mais uma vez perseguida, precisa se esconder para proteger aqueles que ama. Com a proximidade do aniversário do desaparecimento de Will Byers, uma ameaça antiga retorna, preparando o terreno para a batalha final entre o bem e o mal.

Foto: Divulgação/ Netflix

Quem volta para o último capítulo?

O elenco, que cativou o público com interpretações memoráveis, retorna praticamente completo. Winona Ryder, conhecida por clássicos como Beetlejuice e Garota, Interrompida, dá vida novamente a Joyce Byers, enquanto David Harbour, visto em Hellboy e Black Widow, retorna como Jim Hopper. Millie Bobby Brown, estrela de Enola Holmes, segue como Onze, acompanhada por Finn Wolfhard (It: A Coisa), Gaten Matarazzo (Broadway), Caleb McLaughlin (The Lion King), Noah Schnapp (Waiting for Anya), Sadie Sink (Fear Street), Natalia Dyer (Velvet Buzzsaw), Charlie Heaton (The New Mutants), Joe Keery (Free Guy), Maya Hawke (Once Upon a Time in Hollywood), entre outros talentos que completam o time.

Impacto e legado: mais que uma série, um fenômeno

Além de impulsionar a nostalgia dos anos 80, a produção estadunidense também teve impacto cultural significativo, revivendo o interesse por itens da época como os waffles Eggo e a New Coke, e colocando a música “Running Up That Hill”, de Kate Bush, de volta ao topo das paradas após quase quatro décadas. Ao longo de sua trajetória, acumulou mais de 70 prêmios, incluindo Emmys® e o Screen Actors Guild Award de Melhor Elenco em Série Dramática, além de somar mais de 230 indicações, consolidando seu lugar na história do entretenimento.

Temporada final dividida em três volumes

A decisão de dividir a temporada final em três volumes, com episódios mais longos e uma narrativa que se assemelha a capítulos de um filme, indica uma ambição maior para encerrar essa saga. Os fãs podem esperar um desfecho repleto de emoções, respostas para os mistérios que permeiam a trama e o fortalecimento dos laços entre os personagens que cresceram e conquistaram gerações ao longo dos anos.

Capítulo final de Hawkin

O encerramento dessa jornada promete ser uma experiência única para quem acompanhou cada reviravolta e se emocionou com a coragem, a amizade e a resistência dos protagonistas. Hawkins está prestes a viver seu capítulo final — e o mundo todo estará de olho para ver como essa história lendária será concluída.

Estrelado por Leandro Hassum, O Rei da Feira ganha cartaz oficial e trailer com dose de mistério e espiritismo no subúrbio carioca

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Em meio ao burburinho das barracas, ao cheiro de pastel frito e ao vai-e-vem das sacolas cheias, a feira livre do subúrbio do Rio de Janeiro se transforma em um território de tensão, espiritismo e boas risadas em O Rei da Feira, comédia nacional que estreia nos cinemas no dia 4 de setembro. Dirigido por Felipe Joffily, o filme reúne Leandro Hassum e Pedro Wagner em uma trama espirituosa — no sentido literal e figurado — que homenageia o calor humano das relações comunitárias, mesmo quando o assunto é a morte.

A história gira em torno do assassinato de Bode (Pedro Wagner), um feirante carismático que, após acertar um palpite no jogo do bicho, acaba morto em circunstâncias misteriosas. Mas a morte é apenas o começo. Bode volta do além como espírito — com amnésia alcoólica e tudo — e precisa da ajuda de seu melhor amigo Monarca (Leandro Hassum), um segurança de feira com dons mediúnicos que ele preferia ignorar. O que se segue é uma divertida e emocionante jornada entre o plano terreno e o espiritual, costurada com humor popular, afeto e desconfiança.

https://drive.google.com/file/d/1QsW7M_TBJAalUtkqePq7YzgBjywHPMEo/view

Mais do que uma simples comédia policial com elementos sobrenaturais, O Rei da Feira mergulha no universo afetivo e social das feiras de bairro. O cenário não é apenas pano de fundo: é essência da narrativa. Com personagens típicos, relações complexas e aquele olhar atravessado que só vizinho antigo sabe dar, o filme constrói um retrato sensível da vida suburbana — onde os laços de amizade, rivalidade e fé se misturam com a mesma intensidade com que se negociam frutas na banca.

“Esse filme é sobre o que tem de mais precioso nas comunidades: a convivência. Às vezes conflituosa, mas sempre carregada de humanidade”, resume Felipe Joffily. Diretor de sucessos como Muita Calma Nessa Hora e E Aí… Comeu?, Joffily aposta agora em uma abordagem mais emotiva, sem abrir mão da leveza que marca seu trabalho.

Leandro Hassum, conhecido pelo timing cômico certeiro e pela facilidade de emocionar, interpreta um médium às avessas — cético, atrapalhado e profundamente humano. “O Monarca é aquele cara durão por fora, mas cheio de camadas. Ele é o tipo de herói comum que você encontra em qualquer feira de bairro: trabalhador, engraçado e que carrega o peso dos outros nas costas”, comenta o ator.

Pedro Wagner, por sua vez, brilha como o espirituoso e desmemoriado Bode, criando um contraponto cômico-afetivo que sustenta o ritmo do filme. “Bode é um personagem que representa a alma do povo: imperfeito, barulhento, mas cheio de coração”, define Wagner, que tem se destacado por atuações intensas em séries como Irmandade e Cangaço Novo.

O elenco de apoio amplia esse mosaico humano com atuações de Luana Martau, Dani Fontan, Renata Gaspar, Clarissa Pinheiro, Everaldo Pontes, Talita Younan e outros nomes que dão vida a personagens tão suspeitos quanto familiares. A feira se revela um universo próprio, onde todos têm algo a esconder — e muito a oferecer.

Visualmente, o filme aposta em uma estética colorida e realista. A direção de fotografia de Marcelo Brasil valoriza a luz natural e os detalhes das feiras de rua, enquanto a direção de arte de Rafael Ronconi e o figurino assinado por Karla Monteiro constroem uma ambientação rica em texturas, sons e cheiros — quase dá para sentir o aroma do caldo de cana atravessando a tela.

Produzido pela Rubi Produtora, em coprodução com a Paramount Pictures, Wikishows e Calenza Filmes, O Rei da Feira reforça a potência da comédia brasileira em abordar temas densos com leveza e identidade. O espiritismo, tão presente na cultura popular brasileira, é tratado com respeito e naturalidade, integrando-se à rotina dos personagens sem folclore exagerado ou caricatura.

O Retorno | Ralph Fiennes e Juliette Binoche revisitam a Odisseia em drama histórico com estreia marcada no Brasil

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Trinta anos após dividirem os holofotes em O Paciente Inglês (1996), Ralph Fiennes e Juliette Binoche voltam a contracenar no cinema em “O Retorno”, drama histórico dirigido por Uberto Pasolini que chega aos cinemas brasileiros no dia 4 de setembro, com distribuição da O2 Play. Inspirado nos cantos finais da Odisseia, de Homero, o longa propõe uma abordagem realista e profundamente emocional da clássica história do retorno de Ulisses à Ítaca, deixando de lado os elementos mitológicos para mergulhar nas cicatrizes humanas da guerra e do tempo.

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Com estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), em 2024, o filme acompanha o herói Odisseu (nome latino: Ulisses), interpretado por Ralph Fiennes, na etapa mais silenciosa e desafiadora de sua jornada: o reencontro com sua terra, sua esposa e seu filho, após duas décadas de ausência. Longe da grandiosidade das aventuras épicas, o filme foca no impacto psicológico e físico de uma vida consumida por batalhas. Abatido, envelhecido e irreconhecível, Odisseu encontra seu reino em ruínas e sua identidade desfigurada.

Juliette Binoche dá vida a Penélope, figura central da resistência em Ítaca. Durante os vinte anos de ausência do marido, ela mantém a esperança viva enquanto lida com pretendentes ambiciosos que, além de desejarem sua mão, disputam o trono. A atuação de Binoche, que recebeu o Oscar por O Paciente Inglês e é reconhecida por filmes como A Liberdade é Azul e Camille Claudel 1915, imprime à personagem uma força silenciosa e obstinada. Já o jovem Charlie Plummer (Lean on Pete, Todo Dia) interpreta Telêmaco, o filho do casal, que agora é alvo de conspirações daqueles que almejam o poder na ausência do pai.

O roteiro, escrito por John Collee (Hotel Mumbai, Master and Commander) em parceria com Edward Bond, opta por uma leitura mais sóbria e humanista da lenda grega. Ao retirar figuras mitológicas e divinas da narrativa, a obra revela uma Ítaca marcada por conflitos políticos, desconfiança e desintegração familiar. Odisseu não é mais um herói infalível, mas um homem ferido, com memórias traumáticas, lidando com o estranhamento de retornar a um lar que já não reconhece.

A proposta estética de Pasolini — também responsável por Nowhere Special — investe em planos contemplativos e no uso de paisagens áridas e silenciosas como metáfora do estado emocional de seus personagens. Em vez de cenas de ação, há tensão contida e diálogos pontuados por silêncios que dizem muito. A construção narrativa reflete a opção do diretor por um cinema que valoriza a interioridade dos personagens e os conflitos morais do pós-guerra.

Sony Pictures divulga trailer de Depois da Caçada, estrelado por Julia Roberts, Ayo Edebiri e Andrew Garfield 

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A Sony Pictures divulgou na manhã desta quarta-feira, 16 de julho, o trailer oficial de “Depois da Caçada”, novo filme do aclamado diretor Luca Guadagnino, conhecido por obras como “Me Chame Pelo Seu Nome” e “Rivais”. O longa, produzido pela Amazon MGM Studios e distribuído no Brasil pela Sony, chega em breve às salas de cinema, prometendo um drama intenso sobre segredos, poder e dilemas morais. Abaixo, confira o vídeo:

No centro da narrativa está Julia Roberts (“Erin Brockovich”, “Closer – Perto Demais”, “Álbum de Família”), que interpreta uma professora universitária cuja história pessoal obscura corre o risco de ser exposta quando uma estudante faz uma acusação delicada contra outro docente. O roteiro, assinado por Nora Garrett, explora as tensões invisíveis que permeiam ambientes acadêmicos e as consequências profundas de decisões controversas.

O elenco também inclui Andrew Garfield, indicado ao Oscar por “Tick, Tick… Boom!” e reconhecido por trabalhos em “Silêncio” e “Até o Último Homem”, que vive o professor acusado, personagem central na trama de disputas e dúvidas. A jovem aluna que desencadeia os acontecimentos é interpretada por Ayo Edebiri, destaque na série “O Urso” e nas produções “Fingindo que Sou Amiga” e “Cães de Caça”. Complementando o elenco, Chloë Sevigny (“Zodíaco”, “Garotos Não Choram”, “Os Últimos Dias de Disco”) e Michael Stuhlbarg (“A Forma da Água”, “Boardwalk Empire”, “Trama Fantasma”) também têm papéis importantes. Stuhlbarg retoma sua parceria com Guadagnino, que rendeu grandes resultados no passado.

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De acordo com a sinopse divulgada oficialmente, a protagonista se encontra em uma encruzilhada emocional e moral quando uma estudante (Ayo Edebiri) acusa um professor (Andrew Garfield) de conduta questionável, desencadeando uma série de eventos que ameaçam expor um segredo obscuro do passado da própria professora. A trama, escrita por Nora Garrett, explora as tensões e ambiguidades que emergem nesse confronto, revelando como verdades ocultas podem transformar vidas e relações.

A trilha sonora é assinada pela premiada dupla Trent Reznor e Atticus Ross, vencedores do Oscar por “A Rede Social” e “Soul”, e responsáveis por criar atmosferas sonoras impactantes em trabalhos anteriores do diretor, como “Rivais” e “Queer”. O trailer destaca a estética cuidadosa e o tom sombrio característicos de Guadagnino, apresentando uma narrativa marcada por olhares carregados, diálogos tensos e um clima de suspense psicológico que convida à reflexão sobre os limites da verdade e da confiança.

Embora a data de estreia ainda não tenha sido confirmada, o longa já figura como uma das produções mais aguardadas da temporada, especialmente para o público que aprecia dramas complexos e atuações sólidas.

A Colheita, novo filme de Athina Rachel Tsangari, estreia com exclusividade na MUBI em 8 de agosto

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Em um tempo fora do tempo, em uma aldeia sem nome, o solo começa a ceder — não pelas forças da natureza, mas pelas rachaduras invisíveis do progresso. É nesse cenário simbólico e profundamente sensorial que se desenrola “A Colheita”, novo filme da cineasta grega Athina Rachel Tsangari, que estreia com exclusividade na plataforma MUBI no próximo dia 8 de agosto.

Inspirado no romance homônimo de Jim Crace, finalista do Prêmio Booker, o longa marca mais um passo ousado na carreira da diretora de obras como Chevalier e Attenberg, nomes fundamentais da chamada “nova onda grega”. Com sua assinatura estilística inconfundível, Tsangari constrói aqui uma espécie de elegia fílmica sobre o fim de um modo de vida — e o nascimento violento de outro.

O fim de uma aldeia, o começo de um novo tempo

Estrelado por Caleb Landry-Jones (Três Anúncios para um Crime, Dogman) e Harry Melling (O Gambito da Rainha, A Balada de Buster Scruggs), o filme se passa ao longo de sete dias intensos em uma comunidade agrária isolada, prestes a ser engolida pela presença de forasteiros e pela chegada do mundo exterior.

Landry-Jones interpreta Walter Thirsk, um camponês introspectivo que observa com inquietação o esfacelamento de tudo o que conhecia. Ao seu lado está Charles Kent (Melling), senhor das terras e amigo de infância de Walter, igualmente perdido diante do que está por vir. A aldeia, que até então funcionava como um microcosmo de ordem e interdependência, se vê desestabilizada por três tipos de recém-chegados: um cartógrafo, um mensageiro da companhia e migrantes de outra região, todos portadores de uma nova realidade — mais dura, mais impessoal e, sobretudo, inevitável.

Uma fábula sobre a violência do progresso

Com um elenco afinado e potente, que inclui ainda Rosy McEwen (Blue Jean), Arinzé Kene, Thalissa Teixeira e Frank Dillane, A Colheita não se prende a uma época específica — e é justamente aí que reside sua força. O filme parece acontecer em um tempo cíclico, onde as mudanças que assolam os personagens poderiam muito bem ecoar os deslocamentos sociais contemporâneos.

A belíssima e inquietante direção de fotografia é assinada por Sean Price Williams, que transforma o campo em um lugar de beleza onírica e ameaça constante. Já a produção leva a chancela de Rebecca O’Brien, conhecida colaboradora de Ken Loach e responsável por títulos como Eu, Daniel Blake e Você Nunca Esteve Realmente Aqui — reforçando o compromisso do projeto com um cinema politicamente atento e emocionalmente denso.

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