10DANCE faz história ao se tornar o primeiro filme BL a estrear no Top 10 da Netflix Brasil

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O cinema Boys’ Love alcançou um marco inédito no mercado brasileiro. 10DANCE se tornou o primeiro filme do gênero BL a debutar diretamente no Top 10 da Netflix Brasil, consolidando um avanço significativo na visibilidade de produções asiáticas com narrativas LGBTQIA+ no país. O feito foi registrado poucos dias após o lançamento do longa na plataforma, ocorrido em 18 de dezembro de 2025, e reflete não apenas o interesse do público, mas também a ampliação do espaço para histórias que exploram afetos, identidade e relações humanas de forma sensível e madura.

Baseado no mangá homônimo, o longa-metragem acompanha a trajetória de dois dançarinos profissionais que compartilham o mesmo nome, mas vivem realidades e estilos completamente distintos. Shinya Sugiki é reconhecido como um mestre da dança de salão standard, conhecido por sua técnica rigorosa, disciplina extrema e postura clássica. Já Shinya Suzuki carrega o título de rei da dança latina, destacando-se pela intensidade, expressividade corporal e liberdade criativa. Ambos são figuras consagradas em seus respectivos estilos, mas separados por uma rivalidade silenciosa e por visões opostas sobre a arte da dança.

A narrativa ganha força quando os dois se veem diante de um desafio quase inalcançável: competir na exigente modalidade das dez danças, que reúne tanto o repertório standard quanto o latino. Para alcançar esse objetivo, Sugiki e Suzuki precisam fazer algo que jamais imaginaram: abandonar o orgulho, compartilhar conhecimentos e construir uma parceria verdadeira. A convivência forçada expõe não apenas diferenças técnicas, mas também conflitos emocionais, inseguranças e feridas mal resolvidas.

Apesar do choque inicial entre personalidades tão contrastantes, o filme desenvolve sua trama com atenção aos detalhes e às transformações internas dos protagonistas. O que começa como uma relação baseada em conveniência e tensão profissional gradualmente se transforma em algo mais profundo. A sintonia entre os dois passa a ultrapassar os limites do palco e da competição, revelando sentimentos que desafiam tanto a lógica do esporte quanto as barreiras emocionais que ambos construíram ao longo da vida.

O grande mérito de 10DANCE está na forma como equilibra o romance com o rigor técnico do universo da dança profissional. As sequências coreografadas não funcionam apenas como espetáculo visual, mas como linguagem narrativa. Cada movimento, cada ensaio e cada apresentação servem para expressar conflitos internos e aproximar os personagens, substituindo diálogos excessivos por gestos e olhares carregados de significado.

A direção fica a cargo de Keishi Otomo, cineasta experiente que conduz a história com precisão e sensibilidade. Otomo também assina o roteiro ao lado de Satoh Inoue, garantindo uma adaptação cuidadosa, que respeita o material original e, ao mesmo tempo, dialoga com o formato cinematográfico. O resultado é um filme que evita caricaturas comuns ao gênero e aposta em uma abordagem mais realista, centrada na evolução emocional dos protagonistas.

No elenco, Ryoma Takeuchi e Keita Machida entregam performances consistentes e complementares, sustentadas por um intenso trabalho corporal. A química entre os atores é construída de forma gradual, refletindo o próprio desenvolvimento da relação entre seus personagens. Shiori Doi completa o elenco principal, contribuindo para o equilíbrio dramático da narrativa e ampliando o contexto competitivo em que a história se desenvolve.

Yuri Higa estreia com single romântico, conquista as redes sociais e desponta como nova aposta do sertanejo pop

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O amor sempre foi uma das grandes forças da música brasileira, e é justamente por meio dele que Yuri Higa dá os primeiros passos oficiais em sua carreira. Com o lançamento de “Deus Desenhou”, o jovem cantor e compositor apresenta ao público uma canção que traduz sentimentos simples, verdadeiros e universais, marcando sua chegada ao cenário musical com identidade, sensibilidade e personalidade própria.

Mais do que um single de estreia, Deus Desenhou funciona como um cartão de visitas. A música revela quem é Yuri Higa artisticamente: um intérprete romântico, conectado às emoções do cotidiano e atento às sonoridades que dialogam com o público atual. A faixa se apoia na base do sertanejo contemporâneo, mas vai além, ao incorporar elementos do forró — como o triângulo bem marcado — e nuances do pop, resultando em um arranjo leve, dançante e acolhedor.

A canção fala sobre o impacto do amor verdadeiro na vida de alguém. Não se trata de uma transformação que apaga identidades, mas de um sentimento que amplia horizontes. Em Deus Desenhou, o eu lírico descobre o prazer de dividir a vida, de pensar em conjunto e de construir um “nós” sem perder a essência do “eu”. É uma narrativa delicada, que se reflete em versos simples e eficazes, capazes de criar identificação imediata com quem escuta.

Trechos como “cê me amarrou sem nem dar nó” e “o te amo é mais bonito na sua voz” demonstram a força da composição ao apostar em imagens cotidianas e afetivas. São frases que soam espontâneas, quase como uma conversa íntima, e que ajudam a explicar por que a música tem encontrado tanto eco entre os ouvintes. A combinação entre letra sensível e melodia envolvente transforma Deus Desenhou em uma daquelas canções feitas para ouvir, cantar junto e dedicar.

Além da música, Yuri Higa também chama atenção pela forma como constrói sua relação com o público. Em um cenário cada vez mais impulsionado pelas redes sociais, o artista tem se destacado pela proximidade e autenticidade. Em menos de 30 dias de trabalho intenso, Yuri já ultrapassou a marca de 40 mil seguidores no Instagram e soma mais de 21 mil no TikTok, números expressivos para um artista em início de carreira.

Nas plataformas digitais, ele compartilha trechos de suas músicas, bastidores de gravações, momentos simples do dia a dia e reflexões pessoais, criando uma conexão direta com os fãs. Essa presença constante e verdadeira ajuda a fortalecer sua imagem como um artista acessível, que divide não apenas o resultado final, mas também o processo e os sonhos por trás da carreira musical.

Carisma, presença e verdade parecem ser os principais pilares dessa estreia. Yuri Higa não surge como alguém que tenta seguir fórmulas prontas, mas como um artista que entende seu tempo e seu público, apostando em sentimentos reais e em uma estética musical que conversa com diferentes influências. Deus Desenhou nasce com clima de hit romântico, daqueles que atravessam playlists, viralizam em vídeos curtos e embalam histórias de amor reais.

Disponível em todas as plataformas digitais, a música também ganhou um clipe oficial no YouTube, ampliando ainda mais o alcance do lançamento e reforçando a identidade visual do artista. Com essa estreia promissora, Yuri Higa deixa claro que Deus Desenhou é apenas o começo de uma trajetória que tem tudo para render novos capítulos, novas canções e muitos refrões cantados em coro.

Distopia Amazônica: O Último Azul, novo filme de Gabriel Mascaro, ganha teaser e inicia jornada por 13 festivais internacionais

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Gabriel Mascaro retorna ao cinema com uma obra que promete ser tão poética quanto incômoda: “O Último Azul”, que acaba de ganhar seu primeiro teaser, mergulhando o público em um Brasil amazônico distorcido pelo tempo — ou pela política.

O filme, que estreia em junho no prestigiado Sydney Film Festival, na Austrália, já começa a circular pelo mundo com fôlego de estreia mundial. Antes disso, foi anunciado como destaque fora de competição no IndieLisboa, um dos principais festivais de Portugal. E a jornada internacional está só começando: 13 festivais já estão confirmados no circuito, com passagens por China, Islândia, México, Polônia, República Tcheca, Reino Unido, Taiwan, Uruguai, entre outros.

Uma ficção que escancara o real

Ambientado em uma Amazônia de contornos quase oníricos, mas atravessada por políticas distópicas, “O Último Azul” apresenta um Brasil onde o governo desloca idosos para colônias isoladas sob a justificativa de “bem-estar na terceira idade”. Mas a promessa de cuidado logo se transforma em silêncio, exclusão e esquecimento.

O elenco reúne grandes nomes: Denise Weinberg lidera a história com sensibilidade pungente, acompanhada por Rodrigo Santoro, Adanilo e a atriz cubana Miriam Socarrás. Em cena, eles transitam entre a resistência e a resignação, cercados por uma floresta que parece testemunhar — e absorver — o abandono humano.

Cinema como denúncia e contemplação

Com uma estética carregada de simbolismo e densidade emocional, Mascaro mais uma vez constrói uma obra em que política, paisagem e memória se entrelaçam. Conhecido por títulos como Boi Neon e Divino Amor, o diretor reafirma seu olhar inquieto sobre o presente — mesmo quando projeta o futuro.

A estreia comercial no Brasil está prevista para o segundo semestre, com distribuição da Vitrine Filmes. Enquanto isso, o teaser já dá uma amostra do que está por vir: imagens contemplativas, uma trilha hipnótica e uma atmosfera que mistura beleza, desamparo e resistência.

“O Último Azul” não é apenas um filme. É um retrato de como um país pode apagar seus próprios espelhos — e de como o cinema ainda insiste em devolvê-los.

Crítica – Lilo & Stitch ganha live-action emocionante que honra o original e emociona com novas camadas

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A versão live-action de Lilo & Stitch surpreende ao conseguir capturar — com sensibilidade e criatividade — a essência do clássico animado, sem abrir mão de inovações bem-vindas. O filme preserva aquela atmosfera acolhedora e divertida que marcou gerações, ao mesmo tempo em que oferece atualizações pontuais que enriquecem a narrativa.

O roteiro é coeso e respeita o material original, mesmo com algumas alterações de falas e cenas. Em vez de descaracterizar a história, essas mudanças ajudam a ampliar a profundidade emocional dos personagens. A trama, que já era comovente, ganha aqui novos detalhes que reforçam o vínculo entre os protagonistas e criam momentos ainda mais tocantes.

Um dos grandes acertos está na direção, que conduz a história com ritmo envolvente e olhar atento às emoções. A relação entre Lilo e Nani ganha protagonismo, tornando-se o verdadeiro coração do filme. A conexão entre as irmãs é retratada com delicadeza e realismo, o que torna a experiência ainda mais íntima e comovente.

Já Stitch — que continua carismático como sempre — assume um papel um pouco mais coadjuvante, mas ainda essencial. Ele continua sendo o agente do caos afetuoso que conhecemos, mas agora inserido em um contexto que dá mais espaço para o drama familiar das irmãs, sem perder o equilíbrio com os momentos de humor e aventura.

No geral, o live-action de Lilo & Stitch supera expectativas ao entregar um filme bonito, emocionante e fiel ao espírito da animação. É uma produção que respeita a memória afetiva do público, mas que também não tem medo de ousar com novas abordagens. Um raro caso em que a Disney acerta em cheio ao adaptar um clássico para as telas contemporâneas.

Série de Harry Potter revela trio principal; descubra quem são os novos rostos de Hogwarts

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O Expresso de Hogwarts está prestes a partir novamente — desta vez rumo à HBO — com uma promessa que já está mexendo com o coração dos fãs: uma série totalmente nova, com cara de épico televisivo, que pretende adaptar cada livro da saga de J.K. Rowling com tempo, detalhes e, claro, muito feitiço. Mas enquanto a data de estreia segue trancada a sete chaves no cofre de Gringotes, o elenco começa a tomar forma — e que forma!

A produção ainda mantém mistério sobre o trio principal (Harry, Rony e Hermione), mas nomes de peso já foram confirmados para ocupar as cadeiras do corpo docente de Hogwarts. E o resultado é um verdadeiro desfile de talentos com magia no currículo e presença de palco digna de professores de bruxaria.

Um Dumbledore com gravidade e coração

A nova encarnação do professor Alvo Dumbledore será de ninguém menos que John Lithgow, premiado ator de filmes e séries como Conclave e The Crown. Lithgow tem aquela aura de autoridade misturada com sensibilidade que pode dar ao personagem uma profundidade ainda maior do que vimos nos cinemas. Um Dumbledore mais intelectual, talvez mais político, mas ainda assim com aquele olhar de quem sabe de segredos demais.

McGonagall afiada como uma pena de corvo

No papel da sempre firme e afiada Minerva McGonagall, entra Janet McTeer, conhecida por seu trabalho em A Rainha Branca e Ozark. Com presença de palco e voz que faz calar até os alunos da Sonserina, McTeer promete entregar uma McGonagall que é mais do que uma professora: uma força silenciosa dentro da resistência bruxa.

Snape com nova complexidade

Paapa Essiedu, que brilhou em I May Destroy You e Gangs of London, vai assumir o papel do enigmático e torturado Severo Snape. É uma escalação ousada e potente — Paapa tem um estilo introspectivo, quase imprevisível, que pode acentuar ainda mais a ambiguidade do personagem. Preparem-se para rediscutir o “Always”.

Um Hagrid versão bromance e caos

No lado mais acolhedor — e desajeitado — da escola, o gigante Rúbeo Hagrid será vivido por Nick Frost, comediante e ator de Todo Mundo Quase Morto. A escolha já arrancou sorrisos entre os fãs, que veem no ator britânico o equilíbrio perfeito entre humor, ternura e aquela vibe de tiozão que cuida de dragões no quintal.

E ainda: Quirrell, Filch e o silêncio sobre Voldemort

Outros nomes já confirmados incluem Luke Thallon como o misterioso Professor Quirrell — aquele mesmo, da nuca sinistra — e Paul Whitehouse como o insuportavelmente cismado Argus Filch, o zelador que odeia crianças quase tanto quanto ama sua gata.

Mas o assunto que realmente está azedando o suco de abóbora nos corredores do fandom é o vilão-mor: quem será o novo Voldemort?

A aposta quase unânime dos fãs recai sobre Cillian Murphy. O ator irlandês, conhecido por interpretar figuras intensas como Tommy Shelby em Peaky Blinders e o próprio Oppenheimer, já foi questionado sobre o papel — e respondeu com aquele sorrisinho de quem acabou de lançar uma maldição silenciosa. “É um personagem fascinante. Quem sabe?”, disse ao Omelete, jogando mais lenha na fogueira do que um dragão com indigestão.

Uma nova chance para viver Hogwarts com mais calma

A proposta da série é simples e promissora: um livro por temporada, dando espaço para que personagens secundários ganhem vida, arcos sejam aprofundados e eventos sejam vivenciados com mais impacto emocional. Coisas que os filmes, mesmo adorados, nem sempre conseguiram abraçar. J.K. Rowling está envolvida como produtora, o que garante fidelidade ao texto original — e inevitavelmente reacende polêmicas sobre sua figura pública. Mas na narrativa, pelo menos, a aposta é por um retorno ao espírito das páginas.

O que temos, por enquanto, é uma receita que mistura tradição com frescor: um novo elenco, a mesma Hogwarts (com efeitos atualizados), e uma nova geração prestes a descobrir que a cicatriz ainda arde quando o perigo está por perto.

E enquanto não vemos o novo Harry receber sua carta, seguimos acompanhando cada confirmação de elenco como se fosse um novo capítulo da série. Afinal, se tem algo que o universo bruxo sabe fazer bem, é manter o mundo trouxa em suspense.

Crítica – A Lenda de Ochi é um conto mágico com mistério, emoção e um toque dos anos 80

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“A Lenda de Ochi” é, antes de tudo, uma obra que desafia os moldes contemporâneos do cinema fantástico. Dirigido com precisão sensível, o filme constrói uma atmosfera densa e etérea, enraizada em uma Romênia nebulosa que parece suspensa no tempo — um lugar onde os personagens falam como se tivessem saído diretamente do século XVIII, com sotaques carregados e gestos cerimoniosos. É nesse cenário que o longa ergue sua narrativa: um conto de fadas do Velho Mundo, sombrio e repleto de camadas emocionais.

No centro da história está Yuri, uma jovem que habita um universo masculino onde suas emoções e desconfianças são invisíveis aos demais. Sua relação com Petro, o irmão adotivo que ostenta uma falsa bondade, revela-se apenas nas entrelinhas — nos olhares desconfiados e nos silêncios que dizem mais do que qualquer diálogo. O papel de Maxim, líder dos jovens locais, funciona quase como um narrador vivo, guiando o público por meio de suas falas autoritárias e tradicionalistas. Mas é na introspecção de Yuri que o filme encontra sua alma.

A chegada do enigmático Ochi — criatura silenciosa, ferida e evocativa — é o ponto de virada que liberta Yuri da apatia. A conexão entre os dois é silenciosa e simbólica, representando o despertar de sua própria identidade e desejo de fuga. Ao decidir escapar com Ochi, Yuri arrasta o espectador para um mundo onde o surreal se torna tangível, e a fantasia, uma poderosa ferramenta de resistência.

Visualmente, “A Lenda de Ochi” é um espetáculo artesanal. A escolha por fantoches e criaturas físicas — em vez de efeitos digitais — remete diretamente aos clássicos dos anos 1980, como E.T. – O Extraterrestre e Gremlins, e dá ao filme um charme retrô encantador. O universo criado tem textura, tem peso, tem presença. É palpável e, por isso mesmo, mágico. A trilha sonora minimalista acentua o clima de fábula, sem nunca se sobrepor à narrativa.

Embora muitos espectadores possam estranhar o ritmo contemplativo e o uso limitado de diálogos — principalmente no arco de Yuri —, o silêncio aqui é deliberado. É através da ausência de palavras que o filme revela suas intenções mais profundas: questionar a autoridade, explorar o isolamento feminino e celebrar a liberdade de imaginar.

“A Lenda de Ochi” é um sopro de originalidade que ousa não seguir fórmulas. Não entrega explicações fáceis, não se apressa em agradar. É cinema para sentir, não apenas assistir. E, nesse processo, conquista pela sensibilidade, pela forma e, sobretudo, pela coragem de evocar a magia das histórias de outrora com frescor e alma. Uma pequena joia para quem ainda acredita que os contos de fadas podem, sim, ser sombrios — e libertadores.

Filme live-action de Elden Ring confirmado pela Bandai Namco; Kit Connor pode ser o protagonista

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O universo fascinante e sombrio de Elden Ring, um dos jogos mais aclamados dos últimos anos, está prestes a ganhar vida nas telas de cinema. A Bandai Namco, detentora dos direitos do game, confirmou oficialmente que a produção de um filme live-action baseado no título está em andamento — e já surgem rumores interessantes sobre o elenco principal.

De acordo com o portal Deadline, o diretor britânico Alex Garland, conhecido por suas obras instigantes como Ex Machina (2014) e Aniquilação (2018), está à frente do projeto e tem um nome preferido para o papel principal: Kit Connor. O jovem ator, que conquistou o público na série Heartstopper da Netflix, chamou a atenção de Garland por sua versatilidade e presença marcante. Além disso, os dois trabalharam juntos recentemente no longa Tempo de Guerra, lançado em 2025, o que pode facilitar ainda mais a parceria neste novo projeto.

A produção ficará a cargo da prestigiada A24, uma das produtoras mais celebradas do cinema contemporâneo, responsável por títulos independentes e autorais que conquistaram público e crítica, como Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo e Hereditário. A escolha da A24 reforça a expectativa de que o filme de Elden Ring não será uma adaptação tradicional, mas sim uma obra que explora com profundidade a atmosfera sombria, os dilemas existenciais e a mitologia complexa que o jogo constrói.

Até o momento, o longa não tem previsão de lançamento, nem detalhes oficiais sobre o roteiro, elenco completo ou cronograma de filmagens. O que se sabe é que a narrativa deverá captar a essência do mundo criado pela FromSoftware, em colaboração com o escritor George R. R. Martin, cuja participação ajudou a enriquecer a mitologia e os personagens do jogo.

O anúncio do filme movimenta a comunidade gamer e os fãs de adaptações cinematográficas, que esperam uma produção de qualidade capaz de traduzir a densidade e o desafio do game para as telonas, ao mesmo tempo em que oferece uma experiência visual e narrativa memorável para o público geral.

Com Alex Garland à frente da direção, Kit Connor possivelmente no elenco principal e o selo de qualidade da A24, o filme de Elden Ring tem tudo para ser um dos lançamentos mais aguardados dos próximos anos, não apenas para os fãs do jogo, mas também para os amantes do cinema de fantasia e suspense.

Opinião – A fórmula secreta do sucesso dos live actions

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Se existe algo que vem dividindo a indústria do cinema nos últimos anos, são os remakes em live action. De um lado, temos produções que parecem apenas reciclar nostalgia para garantir lucro fácil; do outro, raros casos que conseguem capturar a essência do original e, ao mesmo tempo, trazer algo novo para a mesa — como é o caso do impressionante sucesso de Lilo & Stitch. A recente bilheteria estrondosa do remake da Disney, que ultrapassou US$ 400 milhões em poucos dias, faz pensar: afinal, qual é a verdadeira “fórmula mágica” dos live actions? E por que tantos filmes, mesmo os produzidos por estúdios poderosos como a Marvel, não conseguem replicar esse sucesso?

Mais do Que CGI: A Alma do Live Action

Live action não pode ser apenas uma vitrine de tecnologia e efeitos visuais caros. A Disney, com Lilo & Stitch, mostra que a chave está na combinação perfeita entre reverência e reinvenção. O filme mantém o que tornou o original cativante — a relação afetiva entre Lilo e Stitch, a cultura havaiana vibrante e personagens carismáticos —, mas também atualiza temas e linguagens para o público moderno. É um remake que respira, que sente e que emociona.

Esse aspecto é fundamental para entender por que outros blockbusters não funcionam tão bem. A Marvel, apesar de sua popularidade e orçamento gigantesco, entrega filmes que frequentemente se perdem em universos complexos, personagens demais e histórias inchadas que não encontram o equilíbrio entre espetáculo e emoção. O resultado? Bilheterias que decepcionam e um público cansado de fórmulas saturadas.

O Desequilíbrio da Era dos Universos Cinematográficos

Enquanto Lilo & Stitch foca em uma história simples, porém profunda, Thunderbolts, o novo filme da Marvel que estreou semanas antes, sofre com a expectativa quase impossível de sustentar uma franquia massiva, que já contabiliza dezenas de personagens e uma mitologia complexa. Esse excesso de ambição muitas vezes prejudica a narrativa central e faz o espectador se desconectar emocionalmente.

A Marvel construiu um império no cinema, mas o preço da expansão pode ser a perda do que realmente importa: contar histórias que envolvam e toquem as pessoas de verdade. Thunderbolts não alcançou a marca dos US$ 400 milhões globais e pode até gerar prejuízo para o estúdio, enquanto Lilo & Stitch conquista fãs e críticos pela simplicidade carregada de significado.

O Caminho para o Futuro dos Live Actions

O sucesso do live action da Disney é um alerta claro para a indústria: o público quer mais do que espetáculo, ele quer sentimento. Quer se ver refletido nas histórias, quer se emocionar e se conectar. Isso não significa que efeitos especiais não importem — eles são essenciais —, mas sim que eles devem servir à história, não o contrário.

A fórmula mágica dos live actions é essa alquimia entre nostalgia, inovação e, principalmente, empatia. É entender o que fez o original ser especial e renovar isso para um tempo novo, respeitando o público e sua inteligência emocional.

Apocalipse nos Trópicos | Novo documentário de Petra Costa ganha trailer

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A premiada cineasta Petra Costa está de volta com um novo projeto que promete provocar debates e emoções intensas. Intitulado “Apocalipse nos Trópicos”, o documentário teve seu trailer divulgado pela Netflix e já deixou muita gente em expectativa. A produção investiga as conexões — nem sempre visíveis — entre política, religião e poder no Brasil dos últimos anos.

A narrativa parte da perspectiva pessoal e intimista da própria Petra, seguindo a mesma linha de seu impactante e indicado ao Oscar® “Democracia em Vertigem” (2019). Agora, ela amplia o foco para observar o crescimento da fé evangélica como força política, especialmente a partir das últimas eleições presidenciais, e o modo como isso moldou o cenário institucional do país.

Uma década sob observação — e oração

“Apocalipse nos Trópicos” cobre o período mais turbulento da política brasileira nas últimas décadas, com destaque para os desdobramentos do impeachment de Dilma Rousseff, a ascensão da extrema-direita, o retorno da esquerda ao poder e, principalmente, a consolidação da influência evangélica no Congresso, nas prefeituras e nos palanques.

Através de entrevistas inéditas e acesso privilegiado a figuras centrais do debate nacional — como Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia — Petra traça um retrato que vai muito além da superfície. A obra não busca simplificar ou julgar, mas compreender os caminhos que levaram parte significativa da população a enxergar na religião uma âncora política e moral.

Silas Malafaia, a Bíblia e o Congresso

Um dos destaques do trailer é justamente a presença do televangelista Silas Malafaia, figura polêmica e influente dentro e fora dos templos. Ele não é político eleito, mas tem acesso direto ao poder — e sua voz ecoa em discursos presidenciais, votações legislativas e decisões estratégicas.

Essa relação simbiótica entre púlpito e plenário é um dos pontos centrais da investigação de Petra. Como o discurso da fé moldou a narrativa política nacional? Quais os riscos e limites desse protagonismo religioso? O documentário se propõe a responder — ou pelo menos provocar — essas perguntas.

Poesia no caos

Como é marca registrada de Petra Costa, “Apocalipse nos Trópicos” não se contenta com a objetividade fria dos fatos. O documentário costura depoimentos, imagens de arquivo, reflexões pessoais e poesia visual para construir um painel emocionalmente potente e esteticamente cuidadoso.

Ao entrelaçar passado e presente, Petra amplia o alcance da análise: mostra como as raízes do presente estão fincadas em décadas de história, desigualdade e fé — e como o Brasil caminha em direção a um futuro incerto, onde democracia e teologia disputam espaço no imaginário popular.

Estreias marcadas

A estreia de “Apocalipse nos Trópicos” será em circuito limitado nos cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro, a partir de 3 de julho. Já o lançamento global na Netflix acontece em 14 de julho.

Para quem acompanhou o impacto de “Democracia em Vertigem”, o novo documentário promete ser mais do que uma continuação — é uma nova camada de reflexão sobre o país, agora com lentes voltadas para o poder da fé.

Uma história do Brasil que fala ao mundo

Em tempos de polarização, o trabalho de Petra Costa surge como uma tentativa de entender o Brasil sem reduzi-lo a extremos. “Apocalipse nos Trópicos” não é só um retrato do presente — é um convite à escuta, à crítica e à consciência. E como toda grande obra documental, sua mensagem não se encerra nos créditos finais: ela continua reverberando nas conversas, nas redes sociais e, quem sabe, nas urnas.

Christopher Nolan apresenta A Odisseia: trailer inédito surpreende antes de Jurassic World: Recomeço

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Foto: Reprodução/ Internet

Você entra no cinema para ver Jurassic World: Recomeço e, de repente, a tela escurece. Antes dos dinossauros surgirem, um oceano revolto ocupa tudo. E, então, a voz grave de Matt Damon ecoa. Não há título, não há explosões — só o mar, a fúria dos deuses e o peso da memória. Está lançado o primeiro teaser trailer de A Odisseia, novo projeto de Christopher Nolan que adapta, com sua habitual densidade e precisão, o épico milenar de Homero.

Para quem esperava algo bombástico ou explicativo, o teaser entrega o oposto: silêncio, mistério e a promessa de uma jornada humana sob a pele de um poema imortal.

Por enquanto, o material está sendo exibido exclusivamente nos cinemas, antes de alguns títulos em cartaz, como Jurassic World: Recomeço. A Universal confirmou ao Omelete que a exibição em salas brasileiras começou nesta quinta-feira, 3 de julho. Na internet? Nada oficial até agora. Apenas cópias vazadas circulando nas redes sociais, que o próprio Omelete decidiu não divulgar.

O que o teaser revela — e o que esconde

O teaser abre com o mar. O som é abafado, quase onírico. A voz que ouvimos é de Odisseu, interpretado por Matt Damon, refletindo sobre os deuses, a guerra e a promessa do retorno. Na sequência, entra a voz do jovem Telêmaco, vivido por Tom Holland — seu rosto surge primeiro na tela, já lançando a pergunta que impulsiona todo o filme: “Onde está meu pai?”

Corta para Jon Bernthal, provavelmente vivendo algum líder grego ou confidente de Penélope. Ele responde que o paradeiro de Odisseu virou lenda. A partir daí, o teaser constrói imagens com o estilo típico de Nolan: rápidas, simbólicas, com ritmo emocional. Um exército marchando. Um homem em uma caverna. Um herói à deriva no mar.

Lupita Nyong’o aparece brevemente, em um figurino quase cerimonial, cercada por uma luz suave, possivelmente como uma deusa, uma feiticeira ou Penélope — não há confirmação oficial.

A prévia não entrega mais do que isso. E, por isso mesmo, instiga. O tom é sóbrio, melancólico e denso. Não parece um filme de ação, mas uma meditação sobre tempo, luto e legado.

Nolan mergulha na mitologia — mas não se afoga nela

Não é a primeira vez que A Odisseia é adaptada ao cinema. De Kirk Douglas a animações infantis, o poema homérico já foi revisitado sob vários olhares. Mas nunca sob a lente meticulosa de Christopher Nolan, conhecido por misturar lógica, emoção e complexidade em filmes como Interestelar, A Origem e Oppenheimer.

Aqui, o que se insinua é uma abordagem dupla: a jornada externa de Odisseu e a jornada interna de Telêmaco. Um pai tentando voltar. Um filho tentando entender. Dois homens separados pelo tempo, unidos pelo sangue.

É possível imaginar Nolan brincando com narrativas paralelas, com tempos cruzados, com visões distorcidas da memória. Mais do que fiel ao texto de Homero, ele parece interessado em cavar fundo nas consequências do heroísmo — o trauma da guerra, a persistência da ausência, a esperança do reencontro.

Um épico para tempos incertos

Odisseia não é apenas uma história sobre monstros e deuses. É sobre casa. Sobre o que se perde quando partimos — e o que sobrevive em nós quando tentamos voltar.

Numa era de guerras reais, deslocamentos forçados e buscas por pertencimento, talvez não haja narrativa mais urgente do que essa: a de um homem em ruínas navegando por mares imprevisíveis, tentando encontrar aquilo que sobrou do que um dia foi amor, lar e paz.

O que sabemos até agora?

  • Matt Damon interpreta Odisseu, o herói grego que tenta retornar a Ítaca após a Guerra de Troia.
  • Tom Holland vive Telêmaco, seu filho, agora jovem adulto em busca do pai.
  • Lupita Nyong’o e Jon Bernthal têm papéis ainda não confirmados oficialmente, mas já aparecem no teaser.
  • A trilha sonora está a cargo de Ludwig Göransson, colaborador de Nolan em Tenet e Oppenheimer.
  • A estreia do filme está prevista para 2026, mas sem data fechada.
  • O teaser está exclusivamente nos cinemas, e não há previsão de lançamento oficial online.

E agora?

Quem quiser ver o teaser de A Odisseia precisa fazer como os antigos viajantes: sair de casa e encarar a jornada. É preciso ir ao cinema, sentar na poltrona, silenciar o celular — e deixar-se conduzir por ventos antigos, que falam de deuses, destinos e despedidas.

Talvez não seja por acaso que Nolan decidiu exibir o teaser apenas nas telonas. Assim como Odisseu precisou atravessar o mundo para reencontrar o que era essencial, nós também somos convidados a sair da superfície e mergulhar no escuro do oceano. Lá onde o cinema ainda é ritual. Onde a imagem ainda surpreende. Onde a voz de um pai perdido ainda pode nos emocionar.

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