Tame Impala volta com “End of Summer” e reinventa o som do amanhã – Kevin Parker nos convida a dançar com o invisível

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Há artistas que retornam para ocupar um espaço. E há aqueles que voltam para reinventá-lo. Kevin Parker, o cérebro criativo por trás do Tame Impala, nunca seguiu mapas, trilhas ou convenções. Ele constrói as próprias rotas — tortuosas, sensoriais, muitas vezes inclassificáveis. E agora, depois de anos em relativo silêncio, ele reaparece com “End of Summer”, sua primeira faixa pela Sony Music. O que poderia ser apenas mais um lançamento, na verdade, revela-se uma transformação profunda: o fim de um ciclo e a abertura de um novo portal sonoro.

Mas “End of Summer” não é sobre estações. É sobre transições internas. Sobre aquele momento tênue entre o que já foi e o que ainda não chegou. Como um pôr do sol que parece durar horas, a faixa nos transporta para um tempo onde a batida é memória e o som é sensação. Um lugar onde o passado e o futuro se fundem numa rave existencial.

Um som que não se ouve: se sente

Logo nos primeiros segundos da faixa, fica claro que Parker não está interessado em agradar o algoritmo. “End of Summer” é uma obra que se arrasta — no bom sentido. Ela não corre. Ela respira. Há nela uma confiança rara: a de um artista que sabe que o impacto não está no volume, mas na densidade emocional.

Com fortes influências da cena acid house de 1989, das festas ilegais em galpões britânicos e dos bush doofs australianos (aquelas celebrações eletrônicas em meio à natureza selvagem), a música carrega uma carga quase ritualística. O tipo de faixa que parece feita não para dançar, mas para atravessar. Para ser vivida em silêncio interno, com os olhos fechados e a alma em movimento.

A textura da produção é granulada, crua, alucinante. Parker constrói camadas que se dissolvem e se reorganizam com precisão quase invisível. Ele não entrega refrões — entrega atmosferas. Não entrega letras — entrega sensações. Em um mundo saturado por músicas feitas para durar 30 segundos no TikTok, “End of Summer” soa como um manifesto.

A solitude criativa de um gênio sonoro

Kevin Parker não tem banda. Nunca teve. Tame Impala é uma miragem coletiva guiada por uma única mente. Desde InnerSpeaker (2010), Parker escolheu seguir sozinho no estúdio: toca todos os instrumentos, compõe, grava, produz e ainda mixa. Ele é uma orquestra de um homem só — e o silêncio entre as notas parece tão planejado quanto cada acorde.

Mas ao contrário do que se imagina, essa solidão criativa nunca soou fria. As músicas de Parker sempre foram íntimas. Mesmo as mais dançantes escondem um quê de vulnerabilidade, de confissão. “End of Summer” é a continuidade dessa estética emocional, agora mais abstrata, mais dilatada. Como se, após anos testando melodias pop, ele tivesse se libertado da obrigação de cantar, de explicar, de conduzir.

Nesta faixa, Parker fala sem palavras. E diz muito.

Uma imagem que expande o som

Junto à música, veio também um curta-metragem dirigido pelo artista Julian Klincewicz — nome conhecido na cena visual por criar trabalhos que flutuam entre o documental e o onírico. Em “End of Summer”, Klincewicz entrega mais do que um clipe: ele oferece uma extensão do som, um prolongamento daquilo que não cabe nas frequências.

Filmado em tons nostálgicos, com granulações que evocam lembranças desfocadas, o vídeo acompanha personagens em cenários abertos, contemplativos, quase estáticos. Não há narrativa linear. Mas há atmosfera. E é exatamente isso que Kevin Parker tem feito ao longo de sua carreira: construir atmosferas que dizem mais que histórias.

O casamento entre som e imagem em “End of Summer” reafirma uma ideia que Parker sempre cultivou: a de que a música é uma experiência sensorial completa. Um estado alterado. Uma viagem interior.

A leveza de quem já conquistou tudo

Hoje, Kevin Parker poderia se acomodar. Ele tem prêmios — BRIT, ARIA, indicações ao Grammy. Tem números: bilhões de streams, faixas no topo das paradas alternativas, hits que ultrapassaram a bolha do indie. “The Less I Know The Better” se tornou um clássico instantâneo, tão presente em pistas quanto em trilhas sonoras de séries adolescentes. Tame Impala foi de festival cult a cabeça de cartaz do Coachella.

Além disso, Parker é requisitado pelas maiores estrelas do mundo: Dua Lipa, Lady Gaga, The Weeknd, Rihanna, Travis Scott. Ele produz, colabora, experimenta — sempre deixando sua marca sônica inconfundível. E mesmo assim, nunca pareceu se deslumbrar.

Em vez de repetir fórmulas, ele se recolhe. Sente. Pesquisa. Muda. E quando reaparece, como agora, é sempre com algo novo, desafiador, vivo.

Um futuro onde a música respira

A escolha de lançar “End of Summer” pela Sony Music também diz muito. Pode parecer apenas uma troca de gravadora, mas há algo simbólico nisso. Parker agora tem uma plataforma ainda maior — mas não comprometeu sua independência artística. A canção, densa e experimental, é a prova de que ele ainda é guiado por uma bússola interna, não por tendências.

E talvez esse seja o maior feito de Tame Impala: resistir à tentação de se tornar um produto. Mesmo com todo o sucesso, Kevin Parker continua fazendo música que nasce de um lugar profundo, que respeita o tempo do silêncio, da contemplação. Ele faz arte em uma era de conteúdo.

“End of Summer” não quer viralizar. Quer vibrar. E se conectar.

A dança invisível

Escutar “End of Summer” é como entrar em um sonho lúcido. Um espaço onde tudo parece se mover lentamente, como debaixo d’água. Não há pressa. Não há clímax. A música não chega a lugar nenhum — porque já está em todos os lugares. Ela pulsa, respira, dissolve-se no ouvinte.

É uma dança invisível. Um feitiço eletrônico. Um eco do que já vivemos e do que ainda não conseguimos nomear.

No fim, não é sobre o verão que termina. É sobre aquilo que fica. Aquela luz laranja que paira no céu quando o sol já se pôs, mas ainda não escureceu. Aquele som que não escutamos com os ouvidos, mas com o corpo inteiro. Aquele tipo raro de música que não se consome: se atravessa.

E enquanto Tame Impala nos guia, mais uma vez, por essa trilha sem mapa, tudo o que podemos fazer é fechar os olhos… e deixar a batida nos levar.

No “Sensacional” de segunda (28), Buchecha relembra Claudinho, fala sobre depressão e emociona ao contar como o carinho dos fãs o salvou

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Na noite desta segunda-feira, 28 de julho de 2025, o programa “Sensacional”, apresentado por Daniela Albuquerque na RedeTV!, promoveu mais que uma simples entrevista. A atração foi o cenário de um reencontro íntimo entre o cantor Buchecha e suas memórias, dores e conquistas. Com uma trajetória marcada por sucessos que embalaram a juventude dos anos 1990, Buchecha abriu o coração e falou, com rara franqueza, sobre a ausência do amigo e parceiro musical Claudinho, morto há mais de duas décadas. O encontro com Daniela foi delicado, sensível e profundamente humano.

“O buraco que ele deixou nunca será preenchido”, diz Buchecha, ainda com os olhos marejados de lembranças. “A saudade é irreparável e é impossível esse lugar ser ocupado.” O artista, cujo nome verdadeiro é Claucirlei Jovêncio de Souza, fala com o tom de quem ainda revive cada detalhe da história que mudou para sempre sua vida.

O dia que parou tudo: A tragédia que mudou os rumos da música brasileira

Era 13 de julho de 2002 quando um acidente de carro na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro, tirou a vida de Claudinho. A notícia chocou o Brasil e interrompeu, de forma abrupta, a carreira de uma das duplas mais amadas da música popular brasileira. Claudinho & Buchecha haviam conquistado o país com o estilo inédito do funk melody — romântico, dançante, positivo. Sucessos como “Só Love”, “Conquista”, “Nosso Sonho” e “Fico Assim Sem Você” estavam entre as músicas mais tocadas nas rádios, bailes, festas de rua e programas de TV.

Na entrevista, Buchecha relembra o exato instante em que recebeu a notícia e como o luto se abateu sobre ele. “Eu só olhei para o céu e falei: ‘Deus, por quê?’”, confidencia, com a voz embargada. “Você começa a se culpar. Por que eu não orei? Por que eu não estava com ele naquele dia? Vêm essas perguntas todas, que a gente nunca consegue responder.”

A premonição de um pai: o pedido inusitado de Claudinho

Em um dos momentos mais tocantes da conversa com Daniela Albuquerque, Buchecha compartilhou um episódio que, à época, parecia apenas curioso. “Ele estava no estúdio e começou a autografar vários CDs nossos para a filha dele, que tinha só três aninhos”, recorda. “Ele me pediu que eu entregasse aqueles CDs no dia em que ela completasse 15 anos.”

Buchecha diz que só anos depois entendeu a dimensão daquele gesto, quase como se Claudinho, de alguma maneira, pressentisse que sua jornada seria interrompida cedo demais. A filha, hoje já adulta, guarda as relíquias como lembrança eterna do pai.

A escuridão da depressão: “Eu não queria nem tomar banho”

A perda de Claudinho não foi apenas pessoal. Ela mexeu com a identidade profissional, emocional e espiritual de Buchecha. A parceria musical não era uma sociedade artística qualquer — era uma irmandade. E o luto, como ele conta sem rodeios, veio acompanhado de uma forte depressão.

“Eu morava na beira da rua, numa casa de esquina na Ilha do Governador. As crianças paravam a van escolar em frente à minha casa e gritavam: ‘Buchecha, cadê você?’. Eu estava trancado no quarto, sem querer ver a luz do dia”, relata, com franqueza comovente. “Confesso que tinha até dificuldade para tomar banho. Não tenho vergonha de falar.”

Esses pequenos gestos — os gritos das crianças, a lembrança viva dos fãs — foram, aos poucos, empurrando Buchecha de volta à vida. O carinho popular se mostrou um antídoto contra a solidão e a dor.

De camelô a ídolo nacional: a origem humilde do artista

A história de Buchecha é, por si só, um retrato da luta de milhões de brasileiros. Nascido em 1º de abril de 1975, em São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, ele cresceu na comunidade de Coronel Leôncio, em Niterói. Filho de Claudino de Souza Filho, compositor que também enfrentou a dureza da vida, Buchecha precisou abandonar os estudos aos 13 anos para ajudar a família. Trabalhou como camelô, servente de obras e office boy — funções que marcaram sua adolescência.

Foi ainda adolescente que conheceu o amigo Claudinho, com quem viria a formar a dupla que revolucionaria o funk carioca. Em 1992, incentivado pelo parceiro, participou do 1º Festival de Rap do Clube Mauá, no Rio. Venceram com a música “Rap da Bandeira Branca”. Em 1995, venceram outro festival com “Rap do Salgueiro”. Estava selada a parceria que encantaria o país.

Um sucesso meteórico: dos bailes ao topo das paradas

Logo no disco de estreia, lançado em 1996, Claudinho & Buchecha venderam mais de 1,2 milhão de cópias. A música “Conquista” dominou as paradas. Vieram outros hits: “Xereta”, “Quero Te Encontrar”, “Coisa de Cinema”. A mistura de romantismo, batidas envolventes e letras acessíveis tornaram a dupla um fenômeno não só no Brasil, mas também em países como Japão, Portugal, Argentina e EUA.

Foram seis álbuns de estúdio lançados até 2002. Em pouco tempo, os dois jovens de São Gonçalo se tornaram ícones da juventude, frequentando programas como Domingão do Faustão, Planeta Xuxa e H.

Vida solo, homenagens e reinvenção

A morte de Claudinho quase levou Buchecha a abandonar a música. Mas, incentivado por amigos e fãs, ele decidiu seguir. “Eu percebi que aquilo que a gente construiu não podia morrer com ele”, explica.

Em 2006, lançou o álbum Buchecha Acústico, relembrando os grandes sucessos da dupla com participações de MC Marcinho, Latino e Lulu Santos. Em 2012, realizou o sonho de gravar seu primeiro DVD solo, comemorando 15 anos de carreira, com participações de Jorge Vercillo e Belo.

Buchecha também viu sua música ser regravada por ícones da MPB, como Adriana Calcanhoto e Kid Abelha. Em 2010, viu mais uma tragédia atingir sua vida: o assassinato de seu pai, Claudino, em São Gonçalo. Mas, mais uma vez, escolheu resistir.

“Funk é poesia, é emoção, é realidade”

Em uma época em que o funk ainda era marginalizado, Claudinho & Buchecha ajudaram a mudar essa percepção. “O funk melody mostrou que o gênero também é poesia, é emoção, é realidade vivida com alegria”, reflete Buchecha.

Hoje, mesmo com o passar dos anos, ele segue sendo referência no gênero. Seu álbum mais recente, Funk Pop (2015), apostou na mistura de ritmos, sem abandonar a essência que o consagrou.

A música “Hot Dog”, lançada em 2012, ganhou destaque nacional ao ser trilha sonora da novela Avenida Brasil, um dos maiores sucessos da dramaturgia brasileira da TV Globo.

O legado vivo de Claudinho & Buchecha

Mais do que uma história de sucesso e superação, Buchecha carrega em si um compromisso com o passado e com os fãs. “Eu preferia tê-lo aqui, mesmo que não estivéssemos mais cantando juntos”, diz, com sinceridade. “Mas Deus quis assim. Eu sigo por nós dois.”

Em cada show, cada batida, cada verso entoado, Claudinho continua presente. Seja na lembrança viva dos que cresceram ouvindo suas canções ou nos novos fãs que redescobrem a dupla pelas plataformas digitais. Buchecha é, hoje, o guardião de uma história que continua viva.

E, como ele mesmo canta em um de seus maiores sucessos: “Nosso sonho não acabou”.

No “Conversa com Bial” desta segunda (28), Serginho Groisman abre o coração sobre os 25 anos de “Altas Horas”

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Nesta segunda-feira, 28 de julho de 2025, a televisão brasileira ganha um encontro daqueles que faz a gente querer sentar, desligar o celular e prestar atenção: Pedro Bial recebe Serginho Groisman no “Conversa com Bial”. Não é um papo qualquer — é a celebração de uma carreira, de uma trajetória de vida, de histórias e desafios que atravessam gerações. Afinal, Serginho comemora seus 75 anos e, em outubro, o programa que o consagrou completará um quarto de século no ar.

Se você, como muitos, já se pegou assistindo ao “Altas Horas” até altas horas da madrugada — ou na versão mais recente, aos sábados à noite — sabe que ali tem mais do que música, artistas, convidados e brincadeiras. Tem alma, tem conversa franca, tem aquele jeito que só Serginho tem de fazer o público se sentir em casa, como se estivesse ali na mesa, tomando um café e falando da vida.

Quem é Serginho Groisman?

Antes de mais nada, não dá para entender a grandeza do trabalho do Serginho sem conhecer um pouco de onde ele veio e como chegou até aqui. Serginho nasceu em São Paulo, em 29 de junho de 1950, numa família de origem judaica com histórias marcadas pela dor e pela resistência. Seus pais, Ana (Chana) e Luiz (Leizer) Groisman, foram refugiados que escaparam do horror do nazismo na Europa.

Sua mãe era natural de Varsóvia, na Polônia, e conseguiu fugir num navio que salvou parte da família, mas não suas irmãs — tias de Serginho — que infelizmente foram vítimas do Holocausto. Seu pai veio da Romênia, e os dois se conheceram em um baile, já no Brasil, tentando reconstruir uma vida longe do terror. Essa herança, de luta, esperança e memória, está viva na alma de Serginho e se reflete na forma como ele encara a comunicação: com respeito, humanidade e atenção à diversidade.

O começo da estrada: da faculdade ao jornalismo

Serginho passou por várias tentativas acadêmicas antes de se encontrar de fato. Começou estudando Direito na PUC-SP, mas largou o curso após um ano. Depois, arriscou História na USP, ficando por um ano e meio. Chegou a pensar em fazer cinema, mas foi no jornalismo que realmente se encontrou, formando-se em 1977 na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

Interessante é que Serginho demorou seis anos para se formar. Isso porque achava o ensino da época muito deficiente, e foi essa visão crítica que mais tarde o levou a voltar à FAAP como professor, para tentar melhorar a experiência para outros estudantes.

Nos bastidores da cultura e da música brasileira

Nos anos 1970, o convidado da noite coordenou por 10 anos o Centro Cultural Equipe, um espaço que se tornou referência na produção de shows e eventos culturais. Foi ali que ele trabalhou com uma galera que marcou a música brasileira — nomes como Cartola, Clementina de Jesus, Raul Seixas, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Novos Baianos, João Bosco, Hermeto Pascoal, e tantos outros.

Imagine a energia de produzir shows para ícones da MPB, gente que transformou a cultura do país? Isso ajudou a moldar Serginho não só como comunicador, mas como um grande apreciador das artes, capaz de se conectar com diferentes públicos e estilos.

A virada para a televisão

Serginho trabalhou como repórter e redator na Band FM durante os anos 1980. Foi correspondente de pautas importantes, como a campanha das Diretas Já, eventos esportivos e muitos outros. Ele começou a apresentar e dirigir programas na TV no final dos anos 1980, com o “TV Mix” na TV Gazeta.

Mas foi com o programa “Matéria Prima”, na TV Cultura, que Serginho se destacou. O formato era simples, porém inovador: as perguntas eram feitas pela plateia, composta principalmente por jovens. A partir daí, ele manteve esse estilo de diálogo aberto e descontraído em outros programas como o “Programa Livre”, no SBT, e, claro, no “Altas Horas”, da TV Globo, que ele comanda desde 2000.

Altas Horas: um quarto de século falando com o Brasil

O programa nasceu num sábado, em 14 de outubro de 2000, tímido, depois do “Super Cine”, lá pela madrugada. O programa apostava numa mistura de entrevistas, música, debates e papo com o público jovem. Foi assim que Serginho se consolidou como um dos apresentadores mais queridos da televisão.

Com o tempo, o programa ganhou um horário mais nobre e a audiência só aumentou. Em 2025, completa 25 anos no ar — um feito raro e respeitável em qualquer mídia.

Ali, Serginho conseguiu o que poucos conseguem: falar com adolescentes, jovens, adultos, pais e avós. O jeito aberto e acolhedor dele cria um espaço onde o público se sente representado e convidado a participar. Sem estrelismos, sem formalidades exageradas.

A conversa franca com Pedro Bial

A escolha de Pedro Bial para essa conversa especial faz todo sentido. Bial, com seu estilo reflexivo, já tem no currículo várias entrevistas memoráveis. Mas o encontro com Serginho promete ser diferente — porque é uma conversa entre amigos, dois comunicadores que sabem o peso de uma vida diante das câmeras e microfones.

Serginho vai falar dos 75 anos de vida, da experiência acumulada, dos desafios de se manter relevante numa mídia que muda tão rápido e das alegrias de continuar fazendo o que ama. É um papo sobre legado, sobre aprender a ouvir, e também sobre não desistir nunca.

Vida além da TV

Pouca gente sabe, mas Serginho também estreou nos palcos em 2006, no teatro, com o espetáculo “Brasas no Congelador”, dirigido por Gerald Thomas Sievers. Isso mostra o quanto ele gosta de experimentar e ampliar suas formas de comunicação.

Além disso, ele também é autor do livro “Meu Pequeno Corintiano”, onde fala sobre sua paixão pelo Corinthians e sobre histórias de vida. E, ainda, trabalhou como roteirista, colaborando com Marcelo Rubens Paiva no filme “Fiel”.

Na vida pessoal, é casado com Fernanda Molina Groisman, dentista, e pai do pequeno Thomas, nascido em 2015. O equilíbrio entre família e trabalho é outra marca do seu jeito humano de ser.

O que Serginho representa hoje?

Ele é muito mais que um apresentador. É um símbolo de resistência, de comunicação empática, de renovação constante. Em tempos de superficialidade e velocidade digital, Serginho lembra que a conversa de verdade exige atenção, respeito e, acima de tudo, vontade de entender o outro.

No “Altas Horas”, no “Conversa com Bial” e em todos os seus projetos, ele leva isso adiante. Não é à toa que segue firme na TV Globo depois de mais de 40 anos, conquistando fãs de todas as idades.

Por que assistir a essa conversa?

Se você gosta de histórias de vida reais, de gente que não tem medo de encarar os próprios erros e aprendizados, essa entrevista é para você. Se admira profissionais que cresceram junto com o Brasil, enfrentando momentos difíceis e mudando a forma de comunicar, não perca.

Pedro e Groisman prometem uma conversa leve, profunda, cheia de causos, reflexões e até risadas — tudo com aquele jeitinho brasileiro, que mistura emoção e humor na medida certa.

Netflix libera a primeira foto de Lorena Comparato como Elize Matsunaga no novo thriller psicológico

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Foto: Ana Pazian/Netflix

A Netflix acaba de soltar a primeira imagem oficial de Lorena Comparato no papel de Elize Matsunaga — e já deu o que falar! A foto, que está circulando bastante, mostra a atriz pronta para mergulhar numa história pesada, cheia de camadas, que marcou o Brasil inteiro.

O filme, que é um thriller psicológico com um toque de melodrama, é inspirado num caso real que chocou o país em 2012. Para quem não lembra (ou quer relembrar), Elize Matsunaga assassinou o marido, Marcos Matsunaga, dentro do apartamento do casal em São Paulo, numa história que teve desdobramentos assustadores e que virou assunto nacional.

Por trás das câmeras: quem faz o quê?

O argumento do filme é do Raphael Montes, que muita gente conhece por “Bom Dia, Verônica”. Ele escreveu o roteiro junto com a Mariana Torres, que também trabalhou na terceira temporada da mesma série. A direção fica por conta do Vellas, que já tem um trabalho legal em “DNA do Crime”. E o elenco não para por aí: Henrique Kimura, Miwa Yanagizawa, Julia Shimura e Denise Weinberg também fazem parte do time.

Lorena Comparato falou com o coração sobre o papel: “Interpretar uma mulher com tantas camadas e uma história tão cheia de nuances como a da Elize é muito complexo. A gente está falando de um crime real, com consequências reais. Minha esperança é que o filme ajude a gente a pensar em temas importantes na sociedade.”

Mas afinal, quem foi Elize Matsunaga?

Para entender por que essa história mexe tanto com a gente, vale voltar um pouco e conhecer a trajetória de Elize. Ela nasceu em 1981, numa cidade pequena do Paraná chamada Chopinzinho. Tinha uma vida relativamente comum: formada em Administração, casada com Marcos Matsunaga — herdeiro do grupo Yoki, que é uma grande empresa do ramo alimentício no Brasil.

O casamento, pelo lado de fora, parecia estável. Mas, claro, nem tudo é o que parece. O relacionamento deles tinha muitas camadas escondidas, conflitos que só vieram à tona mesmo depois do crime.

O crime que parou o Brasil

Em maio de 2012, o corpo de Marcos foi encontrado no apartamento do casal, com várias facadas. A polícia logo descobriu que a responsável era Elize — que chegou ao ponto extremo de tentar esconder o corpo, esquartejando-o e espalhando partes em diferentes lugares.

A notícia chocou o país não só pelo crime em si, mas pela frieza e brutalidade dos fatos. Além disso, começou a surgir uma discussão maior sobre o que poderia ter levado a essa tragédia: uma relação conturbada, problemas de poder dentro da família, questões emocionais muito complexas.

Mais do que um crime: uma história de camadas

O que o filme quer mostrar é isso: não só o crime, mas o que estava por trás dele. A mente de Elize, as dores e dilemas que ela enfrentava, o peso de uma vida marcada por muitas pressões.

Lorena Comparato está encarando o papel com muita seriedade e respeito, e o roteiro, por sua vez, busca fugir do sensacionalismo. A ideia é humanizar os personagens, mostrar que por trás de cada história real tem uma complexidade que merece ser entendida.

Por que essa história ainda importa?

Esse caso virou tema de documentários, podcasts e reportagens desde então, mas ganhar uma versão em filme pela Netflix significa que essa história vai alcançar ainda mais gente — com um olhar diferente, mais profundo.

Além disso, a trama traz à tona temas que ainda precisam ser discutidos por aqui: violência doméstica, desigualdade social, o papel da mulher numa sociedade ainda muito patriarcal, entre outras coisas.

O que vem por aí?

Ainda sem data certa para a estreia, o filme já desperta muita expectativa, especialmente entre quem gosta de histórias reais, thrillers psicológicos e produções nacionais feitas com qualidade.

Para a equipe por trás do projeto, o desafio é grande. O produtor executivo Gustavo Mello diz que o filme quer ser uma forma de entender o que pode levar uma pessoa a agir de forma tão extrema — um convite para refletirmos sem julgamentos fáceis.

Já Raphael Montes, além de roteirista, também atua como produtor associado, e ressalta que a responsabilidade foi enorme para transformar esse caso real em um roteiro que fosse respeitoso e verdadeiro, sem cair em clichês ou exploração barata.

O impacto cultural e social

Além de ser um suspense, o filme pode ajudar a gente a pensar mais sobre essas questões delicadas. Quando a gente conversa sobre esses temas, está ajudando a quebrar tabus e trazer luz para situações que muitas vezes ficam escondidas — seja nas famílias, na sociedade, ou mesmo dentro da gente.

Lorena compara essa experiência a uma oportunidade de dar voz a quem muitas vezes não é ouvida — mesmo que nesse caso, a voz venha com um enorme peso emocional.

“A Rede Social – Parte II” | Jeremy Strong pode viver Mark Zuckerberg em nova trama sobre poder

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Foto: Reprodução/ Internet

Depois de mais de uma década, a história do Facebook está pronta para ganhar um novo capítulo nas telas. Aaron Sorkin, roteirista brilhante responsável pelo primeiro filme, está de volta — mas agora também na direção. E o que chama atenção é a escolha provável do ator Jeremy Strong para interpretar Mark Zuckerberg, o homem que transformou uma ideia de dormitório em um império global, com todos os seus acertos e sombras. As informações são do The Hollywood Reporter.

Jeremy Strong, conhecido por sua atuação intensa como Kendall Roy em “Succession”, parece ter o perfil ideal para encarnar o Zuckerberg de hoje: alguém que não é apenas um gênio da tecnologia, mas um executivo às voltas com uma série de desafios éticos, políticas controversas e crises públicas.

Uma nova história para um novo momento

Se o primeiro longa-metragem, lançado em 2010, contava a fundação do Facebook com sua dose de traições, ambição juvenil e disputas judiciais, a continuação parece querer ir além da origem. Desta vez, o foco será o momento em que o Facebook, já gigante, passa por sua maior crise de imagem — quando surgem os chamados “Facebook Files”. Esse é o terreno fértil onde o novo filme deve se situar — um retrato contemporâneo do que significa administrar uma das maiores empresas do mundo digital e encarar as consequências disso.

O novo Zuckerberg

Jeremy não é uma escolha qualquer para interpretar Mark. A complexidade do personagem exige alguém capaz de mostrar tanto a frieza calculista quanto os conflitos internos, as dúvidas e o peso da responsabilidade. Em “Succession”, Strong entregou uma performance cheia de nuances, retratando um herdeiro empresarial marcado por crises pessoais e familiares. Essa experiência deve agregar muito à interpretação do bilionário que, embora poderoso, vive sob constante pressão de defender um império controverso.

Sorkin assume as rédeas

Aaron Sorkin, que escreveu o roteiro do primeiro filme, agora também dirige a sequência. Isso pode ser uma grande vantagem para o projeto. Sorkin é especialista em criar diálogos vivos, personagens intensos e histórias que exploram temas contemporâneos com inteligência e emoção. O diretor mostrou em trabalhos anteriores, como “Os 7 de Chicago”, que sabe conduzir narrativas políticas e dramas corporativos sem perder a humanidade dos personagens. É exatamente isso que o filme precisa para contar uma história tão delicada e atual.

Do campus de Harvard ao Congresso dos EUA

Se no filme original o cenário principal era a universidade, as festas estudantis e os escritórios improvisados, desta vez a narrativa provavelmente vai transitar por salas de audiências no Congresso, escritórios luxuosos da Meta e até reuniões de crise que definem o futuro das redes sociais. É um salto de escala e também de tom — da história pessoal para o impacto global. A Meta não é só uma empresa de tecnologia, mas uma força que influencia vidas, opiniões e decisões em todo o mundo.

Um desafio narrativo

Produzir um filme baseado em eventos recentes e ainda em andamento não é tarefa simples. É preciso equilibrar fatos, narrativas múltiplas e personagens reais, alguns dos quais ainda estão ativos e acompanhando os desdobramentos. Mas o fato de Sorkin assumir o roteiro e a direção sugere que o projeto vai buscar esse equilíbrio com responsabilidade. Afinal, o tema é urgente: as redes sociais já fazem parte do cotidiano e entender seus bastidores é essencial para a nossa era.

Expectativas do público

Muitos espectadores que assistiram ao primeiro filme cresceram e hoje lidam diretamente com os efeitos da cultura digital, do vício em redes sociais e da polarização nas redes. Por isso, “A Rede Social – Parte II” pode ressoar ainda mais forte, oferecendo não só um entretenimento, mas um convite à reflexão.

O que está em jogo é grande: o filme pode ajudar a entender melhor o poder e os limites das plataformas que dominam nossas vidas, além de mostrar os dilemas éticos de quem as controla.

E o que vem pela frente?

Por enquanto, pouco se sabe sobre a data de estreia ou se veremos algum retorno do elenco original. O que está claro é que “A Rede Social – Parte II” vai se diferenciar da produção de 2010, trazendo uma narrativa mais madura, crítica e alinhada com os debates atuais.

Crise nos bastidores? A Caverna Encantada pode ser encurtada no SBT após baixa audiência e mudanças na programação

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Foto: Divulgação/ SBT

O universo encantado criado por Íris Abravanel para o SBT pode não resistir à realidade fria dos números. A novela A Caverna Encantada, lançada com pompa e expectativa no fim de julho, já corre o risco de sair do ar antes do previsto. Envolta em fantasia, personagens mágicos e uma produção considerada ousada para os padrões da dramaturgia infantil da emissora, a trama não conseguiu encantar o público como se esperava — e agora, enfrenta um possível encerramento precoce.

Segundo apuração do jornalista Gabriel de Oliveira, do jornal O Dia, a cúpula do SBT já iniciou conversas com a Disney, parceira na coprodução da novela, para negociar a antecipação do fim da exibição, inicialmente marcado para 5 de setembro. Fontes ligadas ao canal relatam bastidores tensos, incertezas nos roteiros futuros e um sentimento de frustração entre elenco e equipe técnica.

Uma aposta alta, um voo curto

A novela estreou com a promessa de renovar o fôlego da dramaturgia infantojuvenil do SBT — gênero que, por muitos anos, garantiu bons índices de audiência ao canal, com títulos como Carrossel (2012), Chiquititas (2013) e As Aventuras de Poliana (2018). A nova novela trazia a assinatura já consolidada de Íris Abravanel, direção de Ricardo Mantoanelli e um acordo estratégico com a Disney, o que sinalizava ambições além do público nacional.

Porém, desde a estreia em 29 de julho, os números foram decepcionantes. Na Grande São Paulo, a audiência inicial girou em torno de 3,6 pontos — abaixo da média para o horário nobre. Após uma tentativa frustrada de fixar a novela às 21h, o SBT mudou sua estratégia: empurrou a produção para o horário das 13h45 e, depois, para às 17h, em pleno período de férias escolares. Nenhuma dessas faixas gerou reação significativa. Em muitas tardes, a novela não superou os 2 pontos.

Uma caverna mágica, mas complexa demais?

Diferente das novelas anteriores do SBT, a produção investiu em uma narrativa mais densa e carregada de elementos simbólicos. A protagonista Anna Salvatore (vivida por Mel Summers), é uma garotinha entregue por seu pai missionário a um misterioso colégio interno chamado Rosa dos Ventos. Ali, ela descobre segredos escondidos em uma caverna proibida, criaturas fantásticas e um sistema interno de poder controlado pela temida diretora Norma (Clarice Niskier).

Com clara inspiração em obras da literatura clássica, como O Jardim Secreto e A Princesinha, a novela apostou numa ambientação europeia, figurinos de época, mistérios e temas como abandono, luto, resistência e amizade. Tudo isso envolto em uma aura de magia discreta e alegorias — diamantes falantes, animais que guiam os alunos, conspirações no corpo docente.

Mas talvez a complexidade do enredo tenha se tornado um problema. Segundo especialistas em televisão, a novela acabou não se comunicando com clareza com seu público-alvo: crianças e pré-adolescentes acostumados a tramas mais diretas e contemporâneas. O visual elegante e a mitologia rica da história não bastaram para segurar a atenção dos pequenos, principalmente diante da concorrência de conteúdos curtos, interativos e mais imediatistas nas plataformas digitais.

Recuo em cadeia: prejuízo criativo e comercial

Nos bastidores da emissora, o clima é de apreensão. A novela mobilizou um orçamento elevado para os padrões do canal, contou com nomes experientes no elenco — como Rosi Campos, Miguel Coelho, Isabela Souza, Wallentina Bomfim e Giulia Nassa — e envolveu meses de produção, inclusive com consultorias internacionais vindas da Disney para alinhar a narrativa a possíveis desdobramentos em outros mercados. Com o desempenho comercial também abaixo do esperado, patrocinadores que apostaram na trama já teriam sinalizado desconforto. Produtos licenciados, como brinquedos e livros baseados na história, chegaram a ser planejados, mas agora estão sendo revistos.

O papel de Daniela Beyruti

Com o retorno de Daniela Beyruti à liderança artística do SBT, todas as produções estão sendo reavaliadas com rigor. Conhecida por sua postura prática e por buscar eficiência tanto criativa quanto comercial, Daniela tem nas mãos a difícil decisão de manter ou encurtar a exibição da novela.

Segundo fontes próximas à executiva, duas versões de roteiro já estão sendo consideradas: uma que leva a novela até setembro com um desfecho mais elaborado, e outra que antecipa o encerramento com um final simbólico e mais aberto. Ambas dependem de um sinal verde da Disney — que, até o momento, preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

Caso se confirme o corte, o SBT deverá preencher a faixa com reprises ou talvez apostar em uma estratégia já conhecida: exibir doramas sul-coreanos dublados, que vêm apresentando desempenho estável na audiência e boa recepção nas redes sociais.

Um baque para Íris Abravanel?

Íris Abravanel construiu uma carreira sólida à frente da dramaturgia infantojuvenil da emissora nos últimos 15 anos. Seu estilo, muitas vezes comparado ao de escritores de contos de fadas, combinava valores familiares, didatismo e leveza. Ela foi a responsável por recuperar o setor de novelas do SBT nos anos 2000, numa fase em que o canal buscava se reinventar.

Ainda que A Caverna Encantada possa não repetir o sucesso de Poliana, é inegável que a autora tentou dar um novo salto criativo. Talvez o público não estivesse pronto — ou talvez a obra tenha mesmo errado na dose. O fato é que seu legado permanece intacto, e dificilmente um tropeço isolado apagará sua contribuição para a dramaturgia brasileira voltada ao público jovem.

O que vem a seguir?

Independentemente do destino da trama infantil, a crise que ronda a produção levanta questionamentos importantes sobre o futuro das novelas infantis na TV aberta. Num tempo em que o consumo de audiovisual é moldado por algoritmos, plataformas sob demanda e ritmos acelerados, será que ainda há espaço para histórias de fôlego longo, exibidas em capítulos diários?

O SBT ainda acredita que sim. Mas talvez precise reinventar o formato, ouvir mais os jovens, testar linguagens híbridas e valorizar o que há de mais poderoso na ficção: a capacidade de tocar emocionalmente quem assiste.

Vans patrocina I Wanna Be Tour pelo segundo ano consecutivo

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Foto: Reprodução/ Internet

Em algum momento, entre um grito engasgado em refrão, uma lágrima borrando o delineador e um par de Vans batendo no chão da pista, o emo deixou de ser apenas um gênero musical ou uma estética dos anos 2000. Virou memória. Virou identidade. Virou uma forma de existir — intensa, exagerada e profundamente sincera. E em 2025, esse sentimento volta com tudo na I Wanna Be Tour, agora com a Vans cravando seu patrocínio pela segunda vez como quem diz: “tamo junto desde o começo, e ainda vamos mais longe”.

Mais do que uma parceria, é um reencontro de almas. De um lado, a Vans, símbolo eterno da rebeldia estilizada, da cultura de rua e do “faça você mesmo”. Do outro, uma legião de emos novos e veteranos que encontram nas guitarras distorcidas e nos versos cortantes o espaço para serem quem são — com todas as dores, exageros e abraços coletivos que esse estilo carrega.

E sim, vai ter muita franja no olho, coturno surrado, braços erguidos e camiseta preta colada no peito.

De volta ao epicentro emo: a tour que virou ritual

A I Wanna Be Tour 2025 chega com duas paradas: no dia 23 de agosto em Curitiba, na monumental Pedreira Paulo Leminski, e no dia 30 em São Paulo, no icônico Allianz Parque. Mas não é só uma turnê. É um portal. Um bilhete de volta para aquela época em que a vida era feita de MySpace, CDs riscados e letras que entendiam mais a gente do que os próprios pais.

O line-up está simplesmente arrebatador: Fall Out Boy, Good Charlotte, Yellowcard, Fresno, Gloria, Forfun, Dead Fish, The Veronicas, The Maine, Neck Deep, Story Of The Year e Fake Number. Um verdadeiro tratado sonoro sobre juventude, vulnerabilidade e caos emocional — tudo isso com muito estilo.

E se você ainda não garantiu ingresso… bom, emo que é emo vive no limite. Mas talvez seja uma boa correr, porque a chance de esgotar é quase tão grande quanto a vontade de chorar ouvindo “Sugar, We’re Goin Down”.

Raspe, ganhe e viva: ativações que já começam no pré-show

O rolê emo começa bem antes da banda subir no palco. A Vans, sabendo disso, criou uma série de ações promocionais para esquentar o coração dos fãs com brindes, mimos e — claro — aquele toque de exclusividade.

A começar pelas lojas físicas: quem gastar R$ 499,99 ou mais, recebe uma raspadinha temática. Os prêmios vão de descontos nos ingressos até kits exclusivos e até convites cortesia para a tour. E se você já tem ingresso na mão, ganha raspadinha em dobro. Porque emoção que é emoção é em dobro mesmo.

Passando de R$ 599,99, o presente fica ainda mais icônico: uma camiseta exclusiva Vans x IWBT, com design que une música e moda alternativa num só grito visual.

E tem mais. Em Curitiba e São Paulo, as lojas físicas da Vans vão distribuir bandanas temáticas em qualquer compra. No e-commerce, também tem brinde — porque ser emo de internet também vale, claro.

Uma geração que nunca deixou de sentir

Na plateia da I Wanna Be Tour, não importa se você chorou ouvindo NX Zero em 2007 ou se descobriu Paramore pelo TikTok em 2022. Emo não é sobre quando você entrou — é sobre como você se sente.

E nesse mar de sentimentos, a Vans está ali, firme como um refrão gritado do fundo do peito. A marca não está apenas “apoiando um festival”. Está honrando uma história. Está andando de mãos dadas com quem se vestia de preto para se proteger do mundo, com quem desenhava corações partidos no caderno e com quem ainda hoje precisa de um lugar para desabafar.

Conversa com Bial desta terça (05/08) celebra 40 anos do axé com Felipe Pezzoni e Emanuelle Araújo

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Foto: Reprodução/ Internet

Na edição desta terça-feira, 5 de agosto de 2025, o Conversa com Bial mergulha no universo vibrante do axé para celebrar os 40 anos de um dos movimentos musicais mais marcantes da cultura brasileira. O programa reúne dois representantes de gerações distintas da Banda Eva — Felipe Pezzoni e Emanuelle Araújo — para uma homenagem carregada de história, ritmo e pertencimento. O especial vai além da memória afetiva: é um convite para refletir sobre o legado de um gênero que nasceu das ruas de Salvador e ganhou as rádios do país, levando consigo a identidade baiana, a alegria do Carnaval e o pulsar de uma cultura que nunca deixou de se reinventar.

Da rua ao palco: o axé como símbolo cultural

O axé não nasceu de fórmulas de estúdio. Ele brotou do asfalto quente, do batuque dos blocos, da energia que corre pelas avenidas de Salvador nos dias de Carnaval. Mais do que um ritmo, é uma vivência coletiva — uma expressão musical e corporal que desafia a lógica de mercado e se sustenta na potência popular. Ao longo de quatro décadas, o axé transformou artistas anônimos em estrelas e colocou a Bahia no centro do mapa da música brasileira. A força desse movimento está na sua capacidade de se conectar com o povo, atravessando gerações e se renovando sem perder a alma.

A Banda Eva e o papel de protagonismo no axé

Dentro dessa trajetória, poucas bandas foram tão emblemáticas quanto a Banda Eva. Surgida nos anos 1980 como bloco de Carnaval, o grupo se tornou sinônimo de sucesso ao longo dos anos 1990, especialmente após a chegada de Ivete Sangalo, que ajudou a projetar o axé para todo o Brasil. Mas a história da banda vai muito além de um nome. Cada vocalista que passou pelo Eva trouxe uma nova leitura do gênero, mantendo viva a chama de um projeto que carrega a missão de unir tradição e renovação. De Emanuelle Araújo a Felipe Pezzoni, o Eva atravessou diferentes fases, cada uma marcada por desafios, recomeços e canções que marcaram época.

Um encontro que conecta passado, presente e futuro

O Conversa com Bial cria o cenário ideal para esse encontro simbólico. Sem pressa, com a sensibilidade que já é marca do programa, o episódio constrói uma narrativa que valoriza o percurso artístico de seus convidados, mas também o impacto coletivo da música baiana na formação cultural do país. Ao resgatar momentos históricos da Banda Eva e refletir sobre o espaço do axé na contemporaneidade, o programa costura um painel sensível de tudo o que esse gênero representa: resistência, alegria, transformação e pertencimento. Não se trata apenas de comemorar 40 anos de estrada — mas de reconhecer a importância de manter vivo um som que pulsa na alma do Brasil.

Com imagens de arquivo, trechos musicais e um olhar documental, o programa desta terça (05) presta uma homenagem não só aos artistas, mas a todos que constroem o axé diariamente: compositores, músicos, foliões, produtores e fãs que carregam o ritmo como uma extensão de sua própria identidade.

Opinião | O terror já não nos assusta como antes — e talvez esse seja o problema

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Tem uma coisa que a gente não pode negar: o terror, quando é bom, deixa a gente com medo até de abrir a geladeira de madrugada. Mas, convenhamos, quantas vezes você realmente saiu do cinema sentindo aquele friozinho na espinha nos últimos anos? Dá pra contar nos dedos, né?

A verdade é que o cinema de terror anda precisando se reinventar — ou melhor, tem tentado se reinventar, mas nem sempre acerta o ponto. E isso não é culpa do gênero em si. O problema tá mais em como o medo vem sendo reciclado, embalado e vendido como se fosse sempre a mesma história: casa mal-assombrada, espírito vingativo, adolescente burro que desce pro porão, jumpscare atrás de jumpscare. Você assiste e pensa: “Ué, já vi isso antes… umas 47 vezes”.

Mas, calma, nem tudo está perdido. Ainda tem gente fazendo coisa boa — e é sobre isso que a gente precisa falar.

O terror já foi underground. Agora é pop. E isso muda tudo.

Antigamente, o terror era aquele primo esquisito dos outros gêneros. Tava lá nos cantos, sangrando, gritando, mas nunca era levado muito a sério. Era visto como “entretenimento barato”. Só que aí, nos últimos 20 anos, o jogo virou. Filmes como O Sexto Sentido, O Chamado, Atividade Paranormal, Invocação do Mal e, mais recentemente, Corra! e Hereditário, colocaram o terror na mesa dos grandes. E, junto com isso, veio a responsabilidade: o público ficou mais exigente, mais analítico, mais… chato?

Talvez não chato, mas definitivamente mais atento. A galera quer mais do que susto. Quer história, quer simbologia, quer profundidade emocional. O terror passou a ser uma lente potente pra explorar temas sérios: racismo, luto, depressão, relações familiares. Isso é lindo. Mas também criou um novo desafio: como manter o susto e o incômodo quando o público já tá preparado pra tudo?

O grande dilema: susto ou reflexão? E se der pra ter os dois?

Um dos maiores erros do terror atual é achar que precisa escolher entre ser inteligente ou ser assustador. Como se não desse pra fazer as duas coisas. Spoiler: dá, sim. E alguns diretores estão provando isso.

Jordan Peele é o exemplo mais falado. Com Corra! e Nós, ele mostrou que dá pra fazer terror com crítica social, mas sem esquecer da tensão e do impacto visual. Ari Aster, com Hereditário e Midsommar, transformou o trauma em pesadelo. Robert Eggers foi lá e entregou A Bruxa e O Farol, misturando o grotesco com o existencial. São filmes que te perturbam porque são estranhamente… possíveis. Eles conversam com nossos medos reais: de perder alguém, de enlouquecer, de não ser ouvido.

Mas aí o mercado percebe isso, e o que acontece? Começam as cópias. E, claro, nem todo mundo tem o mesmo talento. O resultado? Uma leva de filmes que parecem feitos em série: tem a estética, tem o clima, mas não tem alma.

A armadilha da fórmula: quando o susto é só automático

A gente precisa falar dos jumpscares. Eles não são o problema em si — aliás, quando bem usados, funcionam muito bem. O problema é quando viram muleta. A cena tá calma demais? Taca um barulho alto do nada! Um gato pulando, uma porta rangendo, uma TV que liga sozinha. Tudo previsível.

O susto genuíno não vem do volume alto, vem da construção do medo. E isso exige roteiro, direção, atuações minimamente comprometidas. Por isso, quando um filme realmente entrega isso, ele se destaca. Porque o resto virou ruído.

Streaming: liberdade criativa ou zona de conforto?

Com a explosão do streaming, o terror ganhou espaço como nunca antes. Netflix, Prime Video, Star+, Max, Apple TV… todo mundo quer um terrorzinho pra chamar de seu. O lado bom: mais gente fazendo, mais diversidade de histórias, mais espaço pra narrativas alternativas.

O lado ruim? Muita coisa sendo feita às pressas, pra cumprir catálogo. Filmes esquecíveis, genéricos, que parecem feitos por inteligência artificial: título misterioso, capa escura, personagens aleatórios, e uma reviravolta final que tenta ser genial, mas só confunde.

O terror não pode virar fast food. Porque ele depende da atmosfera, da tensão construída aos poucos, da empatia com os personagens. Não dá pra “maratonar” terror como se fosse uma série de comédia. Precisa respirar.

E o terror brasileiro? Tá acordando, mas ainda tá tímido

Olha, tem coisa boa sendo feita aqui também. Filmes como Morto Não Fala, As Boas Maneiras, O Animal Cordial e Noites Alienígenas mostram que o terror nacional tem potencial de sobra. O problema, como sempre, é grana e distribuição. É difícil competir com os blockbusters americanos.

Mas se tem uma coisa que o Brasil tem é medo real. Nossa realidade é cheia de tensão, violência, desigualdade, fantasmas políticos, traumas históricos. O cinema de terror brasileiro ainda pode beber muito dessa fonte. Basta ter coragem — e investimento.

O que o público quer — e o que o terror precisa entregar

A gente quer mais do que o velho truque da porta que se fecha sozinha. Queremos sentir. Queremos sair do cinema mexidos. Não precisa nem ser com medo — pode ser com estranhamento, com desconforto, com reflexão. O terror pode ser mais do que o barulho. Pode ser silêncio, pode ser sugestão, pode ser sutileza.

O bom terror deixa rastro. Não é aquele que você esquece depois dos créditos. É aquele que fica com você quando as luzes se apagam. É o que faz você olhar duas vezes pro espelho do banheiro.

Christopher Nolan encerra filmagens do épico grego A Odisseia, que promete revolucionar o cinema em 2026

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Nesta sexta-feira, 8 de agosto, a indústria cinematográfica comemorou o encerramento das gravações de um dos projetos mais ambiciosos da última década: A Odisseia, a aguardada adaptação do clássico poema épico grego atribuído a Homero, dirigido por Christopher Nolan. Conhecido por seu estilo autoral, narrativas densas e inovação técnica, Nolan une forças com um elenco estelar e uma equipe técnica de ponta para criar um filme que promete não apenas emocionar, mas transformar o modo como o cinema épico é concebido.

Um sonho antigo, finalmente realizado

Nolan sempre foi fascinado pela complexidade da mente humana e pelas grandes histórias que atravessam o tempo. Após o sucesso estrondoso de Oppenheimer (2023), filme que lhe rendeu seu primeiro Oscar de Melhor Diretor, Nolan partiu para um desafio ainda maior: adaptar A Odisseia, uma das obras fundadoras da literatura ocidental, e uma narrativa repleta de aventura, magia, sofrimento e triunfo.

Ao anunciar o projeto, Nolan expressou sua ambição: “Quero contar essa história como nunca foi vista, respeitando sua essência mitológica, mas trazendo o público para dentro da jornada de Odisseu de forma visceral e emocional.” E é justamente essa promessa que tem animado fãs de mitologia, amantes do cinema épico e críticos ao redor do mundo.

Produção grandiosa, inovação e riscos

Com um orçamento estimado em impressionantes US$ 250 milhões, o longa-metragem é uma das maiores produções da história recente, e o primeiro grande longa a ser filmado inteiramente com câmeras IMAX de 70mm — um equipamento que, embora consagrado, traz desafios logísticos enormes. As câmeras são volumosas e delicadas, exigindo uma equipe altamente especializada para operar em condições muitas vezes adversas.

As filmagens começaram em fevereiro de 2025 e se estenderam por seis meses, passando por locações globais que buscavam dar autenticidade e grandiosidade à narrativa: o Marrocos, a Grécia, a Itália, a Escócia, a Islândia e até o deserto do Saara Ocidental.

Cada local escolhido não foi aleatório: Aït Benhaddou, no Marrocos, serviu para recriar a cidade de Tróia, enquanto as Ilhas Égadi na Sicília abrigaram as cenas do encontro com o temível Ciclope Polifemo. A majestosa Islândia proporcionou as paisagens para as provas de resistência de Odisseu, e o castelo Findlater na Escócia deu forma a elementos da corte do herói.

A decisão de filmar em cenários naturais, e não em estúdios ou usando CGI em excesso, reforça o compromisso de Nolan com uma estética imersiva e visceral, onde o espectador quase toca a poeira das batalhas e sente o frio cortante dos ventos nórdicos.

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Controvérsia no Saara Ocidental: quando arte e política se cruzam

Nem tudo, entretanto, foi tranquilo durante a produção. As filmagens nas Dunas Brancas, região do Saara Ocidental, território marcado por uma longa disputa entre Marrocos e o povo saharaui, despertaram polêmicas.

Ativistas e organizações internacionais denunciaram a produção por, em sua visão, legitimar a ocupação marroquina na região ao escolher filmar ali. A Frente Polisário, representante dos saharauis, emitiu declarações afirmando que a presença da equipe de Nolan poderia ser interpretada como um apoio indireto à controvérsia política.

Por outro lado, o Centro Cinematográfico Marroquino celebrou o filme como uma oportunidade histórica para a indústria local, destacando que a trama é o primeiro longa-metragem americano de grande orçamento a explorar a região, o que poderá abrir portas para outras produções e para o desenvolvimento econômico da área.

Esse embate entre arte e política mostra que o cinema, especialmente em grandes produções globais, não se limita a contar histórias — ele também é um ator na geopolítica, com o poder de influenciar percepções e gerar debates relevantes.

Um elenco para entrar para a história

A escolha do elenco é outro destaque do projeto. Combinando atores veteranos e estrelas em ascensão, Nolan reuniu um time capaz de traduzir a complexidade dos personagens mitológicos em seres humanos com emoções e conflitos reais.

No centro, Matt Damon assume o papel de Odisseu, o rei de Ítaca. Conhecido por sua versatilidade e por interpretar personagens que transmitem força e vulnerabilidade, Damon traz à tela um herói que é menos um guerreiro invencível e mais um homem astuto, marcado pela saudade e pela esperança.

Ao seu lado, Tom Holland interpreta Telêmaco, filho de Odisseu, uma figura jovem e cheia de dúvidas, representando a busca da nova geração por identidade e propósito.

Charlize Theron vive Circe, a poderosa deusa-feiticeira cuja personagem promete cenas de impacto e que reforça a presença feminina forte na narrativa. Anne Hathaway e Zendaya, ambas colaboradoras frequentes de Nolan, dão vida a personagens femininas complexas que serão essenciais para a trama, assim como Lupita Nyong’o, que confere profundidade e força ao elenco.

O elenco ainda conta com Robert Pattinson, Jon Bernthal, Benny Safdie, Elliot Page, John Leguizamo, Mia Goth, Corey Hawkins e Logan Marshall-Green, um time capaz de garantir um equilíbrio entre tradição e inovação, trazendo credibilidade e frescor para os papéis mitológicos.

Música e figurino: cores e sons que transportam o espectador

Para criar o universo sonoro e visual do filme, Nolan voltou a contar com colaboradores de confiança. O compositor Ludwig Göransson, vencedor do Oscar e que já assinou a trilha de “Oppenheimer”, promete uma música que vai além do tradicional épico, incorporando elementos que evocam a atmosfera mítica e os dilemas emocionais dos personagens.

A figurinista Ellen Mirojnick, por sua vez, buscou inspiração tanto em referências históricas quanto em interpretações artísticas contemporâneas para criar trajes que, apesar de algumas críticas por não serem “tradicionalmente” históricos, carregam a ideia de unir passado e presente em uma narrativa visual poderosa.

Cada peça de roupa, cada adereço foi pensado para comunicar a complexidade dos personagens e a grandiosidade da história, tornando o figurino parte integrante da narrativa.

O que esperar de A Odisseia na tela grande?

Com estreia marcada para 17 de julho de 2026 nos Estados Unidos, o filme já vem despertando grande expectativa. Pré-vendas antecipadas de ingressos para sessões IMAX 70mm ultrapassaram US$ 1,5 milhão, um sinal claro do entusiasmo do público.

A promessa é de um filme que une ação, fantasia, drama e aventura, trazendo à tona temas universais como coragem, sacrifício, lealdade, saudade e a busca incessante por um lar e pela identidade.

Mais do que um espetáculo visual, a narrativa pretende fazer o público refletir sobre o preço das escolhas e os desafios das jornadas pessoais, usando a mitologia grega como um espelho para dilemas humanos eternos.

Christopher Nolan e a reinvenção da jornada do herói

Conhecido por seus filmes que desafiam a linearidade do tempo e a percepção da realidade, Nolan propõe com A Odisseia uma releitura que respeita as raízes do mito, mas o coloca em diálogo com o século XXI.

O herói Odisseu não é um ser perfeito; é um homem com medos, dúvidas e uma determinação que vem da humanidade que ele carrega. Essa abordagem torna a história não apenas uma aventura épica, mas uma profunda reflexão sobre o que significa ser humano diante das adversidades.

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