Charlize Theron será a deusa Circe em A Odisseia, novo épico de Christopher Nolan

Charlize Theron está prestes a lançar um feitiço sobre os cinéfilos. No último sábado (28), durante a pré-estreia de The Old Guard 2, a atriz sul-africana revelou à Variety que interpretará Circe, a icônica feiticeira da mitologia grega, em A Odisseia, próximo longa-metragem de Christopher Nolan.

Com o habitual sorriso enigmático no rosto, Theron confirmou que ainda não gravou suas cenas, mas que mergulhou de cabeça na preparação para a personagem. “Ela é um daqueles papéis que você não interpreta apenas com o corpo, mas com a alma. Circe é poder, dor, ironia, medo… tudo ao mesmo tempo”, disse a atriz.


Uma deusa, uma ilha, e o poder de transformar

Para quem não se lembra da história, A Odisseia é uma epopeia clássica que narra a árdua jornada de Odisseu (ou Ulisses), tentando voltar para casa após a guerra de Troia. No meio do caminho, ele encontra Circe, uma deusa que vive isolada numa ilha e que tem o péssimo hábito de transformar homens em porcos — literalmente.

Mas a Circe de Charlize Theron promete ir além do clichê da vilã mitológica. Com o olhar certeiro de Nolan por trás das câmeras, a personagem deve ganhar densidade, camadas e humanidade. Charlize, que já nos presenteou com mulheres fortes e multifacetadas em Mad Max: Estrada da Fúria e Monster, parece ter nas mãos mais uma chance de brilhar — dessa vez com aura divina e olhar fatal.

Nolan, de volta ao épico — com deuses e monstros

A Odisseia marca o retorno de Christopher Nolan ao cinema grandioso e existencial. Conhecido por levar o público a viagens que desafiam o tempo (A Origem, TENET), o espaço (Interestelar) e a própria história (Oppenheimer), o cineasta agora mira um território novo — e milenar: a mitologia grega.

Mas não espere uma adaptação literal dos versos de Homero. Nolan promete mergulhar na alma dos personagens, especialmente na do herói Odisseu, interpretado por Robert Pattinson, e no caos emocional que a guerra e a saudade impõem ao guerreiro. O elenco ainda traz Mia Goth, Jon Bernthal, John Leguizamo e outros nomes de peso.

A equipe técnica que acompanha Nolan também retorna: Hoyte Van Hoytema assina a fotografia (como em Oppenheimer, Dunkirk e Interestelar), enquanto Ludwig Göransson, vencedor do Oscar de trilha sonora por Oppenheimer, compõe mais uma trilha que promete estremecer salas de cinema ao redor do mundo.

Uma história de retorno, reinvenção e sobrevivência

Mais do que uma jornada física, A Odisseia é um mergulho na identidade. Quem é você depois de anos de guerra? Quem você se torna ao enfrentar monstros — e si mesmo? É nesse território que o filme parece querer pisar: entre os mitos e as feridas, entre o herói e o homem perdido.

Charlize Theron entra nesse quebra-cabeça como Circe, não apenas uma deusa isolada, mas um espelho de Odisseu: ambos guardam cicatrizes, ambos controlam os outros como forma de defesa. E, talvez, ambos estejam cansados de serem lendas.

Final explicado de Brick: Um enigma entre prisão e proteção do novo filme da Netflix

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Você acorda um dia e percebe que não pode sair de casa. Nem pela porta, nem pela janela. Nenhum sinal de ajuda, nenhuma explicação. Só um muro negro e impenetrável do lado de fora. Essa é a premissa angustiante de Brick, filme original da Netflix dirigido por Philip Koch, que vai muito além do suspense visual para tocar em algo mais profundo: o quanto estamos realmente seguros — e a que custo.

A história acompanha Tim (Matthias Schweighöfer) e Olivia (Ruby O. Fee), um casal comum que, como qualquer um de nós, só queria seguir a vida. Mas em um dia aparentemente normal, eles se veem cercados por um muro estranho, frio, sem qualquer aviso. O prédio inteiro está trancado, como se tivesse sido engolido por uma tecnologia absurda. É o tipo de pesadelo que não grita, mas sussurra aos poucos, até se tornar insuportável. E é nesse cenário que as relações se deterioram, que a tensão entre vizinhos cresce, e que o maior inimigo talvez não esteja do lado de fora — mas bem ali, dividindo as mesmas paredes.

Quando a fuga não é o fim, mas o começo

O final do filme é exatamente como o resto da história: tenso, incômodo e surpreendente. Tim e Olivia finalmente conseguem sair do prédio, graças a um aplicativo da empresa de seguros que, até então, parecia mais um detalhe de cenário do que a chave para a liberdade. Mas a saída revela uma verdade ainda mais aterradora: não era só o prédio. A cidade inteira está cercada por essas barreiras negras. O isolamento que parecia exclusivo deles, na verdade, é coletivo. E, aos poucos, algumas peças começam a se encaixar. Um incêndio recente em um hospital próximo — mencionado de forma quase tímida ao longo do filme — teria ativado o sistema de segurança da empresa, que por uma falha (ou sabotagem?) selou todas as construções. Casas, prédios, pessoas. Todas protegidas — ou presas.

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Protegidos de quê?

No rádio do carro, enquanto o casal tenta escapar da cidade, uma notícia avisa: ainda não se sabe se tudo foi mesmo uma falha técnica ou se houve intenção humana por trás do colapso. E aí vem a pergunta que o filme não responde — mas deixa ecoando: quem nos protege quando o sistema falha? E quem nos protege do sistema?

Mais do que um suspense tecnológico, o longa é um filme que provoca. Nos faz pensar no quanto estamos dispostos a abrir mão da nossa liberdade em nome da segurança. E no que acontece quando, sem perceber, o que parecia uma garantia de tranquilidade vira uma cela sem chave.

Talvez o maior acerto do longa seja justamente não entregar todas as respostas. Porque, no fundo, ele não quer resolver o mistério por completo — ele quer que a gente sinta o desconforto. Que a gente reconheça, mesmo que de forma silenciosa, que esse tipo de pesadelo está cada vez mais perto da nossa realidade.

E ao final, fica a sensação de que o verdadeiro muro de Brick não é feito de tijolos. É feito de controle, de vigilância disfarçada de proteção, e de escolhas que pareciam pequenas… até nos trancarem por completo.

Isadora Pompeo lança “Você em Mim” e aprofunda sua caminhada espiritual em projeto intimista gravado ao vivo em Maceió

Há músicas que se escutam. E há músicas que se sentem — como se tivessem sido escritas para aquela noite em que o silêncio pesa, ou para o momento em que tudo parece desmoronar. “Você em Mim”, o mais novo lançamento de Isadora Pompeo, é uma dessas canções.

Lançada nesta terça-feira (22), a faixa é o terceiro avanço do projeto Dependente de Deus, um trabalho que vai muito além de um álbum. É um desabafo com melodia. É um diário espiritual transformado em louvor. Gravada ao vivo em Piaçabuçu, Alagoas — onde o Rio São Francisco se despede do continente e encontra o mar — a canção é, nas palavras da própria Isadora, “uma oração cantada”.

“É um coração desesperado que encontra refúgio”, compartilhou a artista. “É uma certeza: Ele pode todas as coisas. Faz todas as coisas. E mesmo que nada aconteça como a gente imagina… Ele continua sendo Deus. Isso é o mais importante.”

Na voz de Isadora, vulnerabilidade não é fraqueza. É coragem.

Coração exposto à margem do rio

Ao assistir ao videoclipe de “Você em Mim”, a sensação é quase de estar presente. A câmera não invade. Ela contempla. A natureza em volta — o vento, a luz, a água — não está lá por acaso: ela faz parte do que está sendo dito, cantado, vivido.

Isadora está de pés descalços. Não há figurino elaborado, nem maquiagem marcante. Há olhos que brilham não por vaidade, mas por verdade. É uma mulher que carrega sua fé como quem carrega cicatrizes: com reverência.

Weslei Santos assina a produção musical, e Mess Santos conduz a direção visual com sensibilidade, respeitando os silêncios e os suspiros que a música exige. Não há pressa, não há imposição. Há espaço para sentir.

A fé como abrigo

“Você em Mim” fala sobre ausência. Sobre aquele buraco que às vezes se abre no peito e que nada preenche — a não ser a presença de Deus. É um pedido, mas também uma constatação: sem Ele, tudo fica sem forma.

A canção segue a mesma linha emocional de “Fica Calmo, Coração” e “Palavras e Palavras”, os dois lançamentos anteriores do projeto. Mas aqui, há algo ainda mais cru. Como se a letra tivesse sido escrita entre lágrimas e sorrisos trêmulos. Como se a própria gravação tivesse sido uma oração interrompida por suspiros.

E talvez tenha sido.

Um projeto que se parece com a vida

Dependente de Deus não é um álbum convencional. Ele não se sustenta em batidas fortes ou refrões pegajosos. Ele respira. Ele chora. Ele exala fé.

São oito canções, todas autorais, que se entrelaçam como capítulos de um testemunho. Não há glamour. Há entrega. Isadora escolheu gravar tudo ao ar livre, em diferentes paisagens do Brasil, como forma de se reconectar com o Criador — e convidar o público a fazer o mesmo.

Cada faixa é um recorte de vida. Um lembrete de que, mesmo quando tudo parece perdido, ainda há propósito.

De Caxias do Sul para o mundo

Isadora tem apenas 26 anos, mas sua trajetória já é marcada por reviravoltas dignas de um roteiro. Nascida em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, cresceu em um lar pastoral e foi incentivada desde cedo a usar a música como forma de se expressar.

Começou a ganhar notoriedade com covers no YouTube, e, em 2017, lançou seu primeiro álbum, Pra Te Contar os Meus Segredos. A partir dali, não parou mais. Veio o reconhecimento, os prêmios, os milhões de seguidores — e, junto com isso, vieram também os tropeços da vida.

O casamento breve com o jogador Thiago Maia, por exemplo, expôs feridas que ainda hoje reverberam. Mas Isadora escolheu transformar sua dor em arte. E talvez seja justamente isso que a torna tão humana aos olhos do público: ela não canta de cima para baixo. Ela canta do lado.

Música que alcança onde o olhar não chega

Isadora não faz música para as rádios. Ela faz música para quem está tentando juntar os cacos. E, por isso, alcança tanta gente.

Tetelestai, seu projeto anterior, foi um marco. Gravado diante de milhares de pessoas em Belém, o álbum somou mais de 380 milhões de streams e consolidou faixas como “Ovelhinha” e “Bênçãos que Não Têm Fim”, esta última sendo a primeira canção gospel a entrar no Top 10 da Billboard Brasil.

Mas Dependente de Deus é outra coisa. É mais íntimo. Mais silencioso. E, por isso, talvez ainda mais potente.

O que vem depois do vazio?

“Você em Mim” tenta responder a essa pergunta. Ou melhor: tenta acolher quem também se faz essa pergunta. A música não promete soluções imediatas, mas oferece companhia. E isso, às vezes, já é tudo.

O que torna esse lançamento especial é a ausência de máscaras. Isadora não finge estar forte. Ela mostra a dor. Ela assume a dependência. E, no mundo das redes sociais e filtros perfeitos, isso é revolucionário.

A cantora e a mulher

Fora dos palcos, Isadora é filha, amiga, sonhadora. Quer ser pastora. Ainda lida com cicatrizes que não aparecem nos videoclipes. Mas não as esconde. Pelo contrário: elas guiam sua arte.

Talvez o segredo do impacto de suas músicas esteja aí. Na coragem de não se esconder. De não romantizar o sofrimento, mas também não negar que ele existe. De encontrar beleza no quebrado. Luz no escuro.

Um convite ao silêncio e à fé

Se você está vivendo um momento difícil, “Você em Mim” não vai te dar respostas fáceis. Mas vai te lembrar de algo essencial: você não está sozinho.

E se você está bem, talvez essa música te ensine a olhar com mais empatia para quem está ao lado. Porque, no fim das contas, todos estamos tentando. Todos estamos buscando sentido. E todos, em alguma medida, somos dependentes de algo maior.

“Você em Mim” já está disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. E mais: os próximos capítulos de Dependente de Deus prometem continuar nos levando por essa estrada de sinceridade, fé e redenção.

Crítica | O Ritual – Entre o sagrado e o psicológico, um horror que flerta com a fé e a dúvida

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No vasto universo dos filmes de possessão, O Ritual se encaixa em um terreno já bem explorado, mas consegue, ainda assim, deixar uma marca própria. Com fortes influências de O Exorcista (1973), a obra busca equilibrar tradição e inovação ao contar mais uma história de fé, medo e perturbação mental. Apesar de não reinventar o gênero, o longa propõe reflexões interessantes ao fundir elementos religiosos com dilemas da psique humana, criando uma tensão que pulsa entre o sagrado e o profano, entre a crença e o ceticismo.

A narrativa gira em torno de Emma, uma jovem que começa a manifestar comportamentos inquietantes, colocando em xeque a linha entre possessão demoníaca e distúrbios mentais. Essa ambiguidade se torna o fio condutor do filme, e talvez o seu maior trunfo. Diferente de outras produções que apostam na explicação sobrenatural como única via, O Ritual prefere manter o espectador em dúvida — um gesto corajoso que enriquece o suspense e dá profundidade dramática à história.

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A dúvida como protagonista

Ao invés de escancarar a presença de um demônio desde os primeiros minutos, o roteiro opta por uma construção mais contida, deixando que os sinais se acumulem de forma gradual. Gritos noturnos, convulsões, frases em línguas antigas — tudo pode ter explicações médicas ou espirituais, e o filme não se apressa em entregar respostas.

Essa escolha é mais do que um artifício narrativo; é uma proposta temática. O Ritual convida o público a entrar na dúvida junto com os personagens, especialmente com as freiras que cuidam de Emma em um convento isolado. São mulheres de fé, mas também de mundo, que oscilam entre o instinto religioso e o bom senso científico. Essa complexidade nas figuras religiosas foge dos estereótipos comuns do gênero e confere à obra um peso simbólico maior.

Atuações que sustentam a tensão

O elenco, embora discreto, é competente. A jovem protagonista entrega um desempenho intenso e contido, sem cair no exagero comum aos papéis de “possuída”. Há uma angústia silenciosa em sua expressão que torna sua situação ainda mais enigmática. O público não sabe ao certo se está diante de uma vítima de forças malignas ou de uma mente em colapso — e isso funciona.

As freiras merecem destaque. Diferentes entre si em temperamento e fé, elas representam os diversos modos de lidar com o sobrenatural: a que acredita cegamente, a que reluta, a que investiga. Cada uma traz uma nuance ao debate silencioso que se trava dentro do convento. Em um gênero que costuma tratar religiosos como meros instrumentos narrativos, é revigorante ver personagens eclesiásticas com personalidade, dúvidas e humanidade.

Estética e atmosfera: um acerto visual

Visualmente, O Ritual é belo em sua escuridão. Os corredores estreitos do convento, a iluminação natural das velas, os vitrais filtrando a luz — tudo coopera para criar uma atmosfera opressiva e sagrada ao mesmo tempo. Há um cuidado estético que aproxima o longa de um terror mais autoral, quase gótico, evocando sensações que vão além do susto.

Os efeitos visuais cumprem seu papel. Não há abusos em CGI, e os momentos mais “fantásticos” são contidos o suficiente para manter a dúvida plausível. Quando surgem, são bem executados: sombras que se movem sutilmente, objetos que vibram sem explicação, vozes que sussurram em latim. O problema está quando o filme recorre ao manual do terror contemporâneo: corpos se contorcendo, sangue jorrando, olhos virando — cenas que, embora esperadas, destoam da elegância do restante da obra e soam forçadas ou caricatas.

A câmera como inimiga

Se há um ponto que realmente compromete a experiência, ele está na direção de fotografia — mais precisamente na movimentação da câmera. Em muitos momentos, especialmente nas cenas de tensão, o filme opta por uma câmera tremida, próxima do estilo found footage, que pretende intensificar o caos e a urgência, mas acaba apenas desorientando. A intenção é compreensível: mergulhar o espectador na confusão dos personagens. Mas na prática, o excesso dessa técnica tira o foco da cena e pode causar desconforto visual que não tem relação com o horror pretendido.

Em uma obra que aposta tanto na ambiguidade e na construção lenta da tensão, uma câmera mais estática, que permitisse ao espectador observar e refletir, teria sido mais eficiente. A tentativa de copiar fórmulas de sucesso, como em A Bruxa de Blair ou Atividade Paranormal, aqui parece fora de lugar.

Psicologia versus fé: um debate silencioso

O grande mérito de O Ritual é provocar reflexão. Mesmo com alguns deslizes de execução, o filme acerta ao deixar o espectador inquieto, não pelos sustos, mas pelas perguntas. Emma está realmente possuída? Ou é uma vítima do abandono emocional e da pressão religiosa? As freiras são santas ou cúmplices de um ritual de negação da ciência?

Esse embate entre fé e razão — velho como a humanidade — é encenado com certa sofisticação. O filme não oferece respostas fáceis. E talvez por isso incomode tantos. Há espectadores que saem decepcionados justamente por não obterem uma explicação clara. Mas talvez essa seja a maior força da obra: assumir que, em algumas experiências humanas, não há conclusões definitivas.

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A experiência que depende de quem assiste

É curioso observar que grande parte das críticas negativas ao filme vêm de dois tipos de público: os que esperavam um terror mais tradicional, com sustos constantes e vilões claramente definidos; e os que preferem obras mais ousadas e experimentais, como Hereditário ou O Babadook. O Ritual está em um ponto intermediário, o que pode gerar frustração para quem queria mais sustos ou mais complexidade.

No entanto, para quem entra na sala com abertura para um terror atmosférico, que valoriza o não-dito e aposta em simbolismos, o filme oferece uma experiência instigante. Não é uma revolução no gênero, mas é um passo firme em direção a uma narrativa de horror mais madura e introspectiva.

Um ritual que vale o risco

O Ritual não é o melhor filme de possessão já feito — longe disso. Mas também não é um fracasso, como algumas críticas mais duras sugerem. Ele encontra força em sua ambiguidade, constrói uma atmosfera envolvente e conta com atuações competentes, especialmente entre as personagens femininas.

Seu maior erro está em tentar abraçar estilos que não condizem com sua proposta mais reflexiva. A câmera tremida e alguns clichês visuais atrapalham o ritmo e tiram a força de cenas importantes. Mas o saldo final ainda é positivo.

Se você está em busca de um terror que assusta menos pelo que mostra e mais pelo que sugere, O Ritual pode ser uma boa escolha. Assista com calma, com a mente aberta — e com o coração pronto para duvidar do que vê.

Netflix anuncia “Guerreiras do K-Pop” como sua animação original mais assistida

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Quando o universo da música pop encontra a fantasia de um mundo habitado por caçadores de demônios, o resultado é algo único e inesquecível. Essa é a essência de Guerreiras do K-Pop, a animação original da Netflix que, desde seu lançamento em 20 de junho de 2025, não para de bater recordes e arrebanhar fãs ao redor do globo. Com 61,1 milhões de visualizações oficiais, o longa tornou-se o filme de animação original mais assistido da plataforma, superando marcas consolidadas e conquistando um espaço especial no coração dos espectadores.

Um fenômeno que vai além da tela

O sucesso de Guerreiras do K-Pop vai muito além da quantidade impressionante de visualizações. O filme alcançou com facilidade a atenção da crítica, da indústria do entretenimento e, principalmente, do público jovem, que vê ali um reflexo de suas próprias batalhas e sonhos. O título une o encanto da cultura pop coreana com uma trama envolvente, carregada de emoção, ação e, claro, muita música.

Por trás dessa produção vibrante está a Sony Pictures Animation, conhecida por seus projetos inovadores, e a Netflix, que reforça sua posição como plataforma que aposta na diversidade cultural e em histórias que dialogam com a atualidade global. O filme não apenas celebra o K-pop como fenômeno mundial, mas o reinventa em uma narrativa que mistura fantasia, mitologia e o poder transformador da música.

Nasce de uma paixão: a visão de Maggie Kang

A inspiração para o filme veio de uma vontade muito pessoal de Maggie Kang, diretora e co-roteirista da obra. Coreana-americana, Maggie desejava contar uma história que falasse sobre suas raízes de maneira autêntica, sem perder a universalidade que a cultura pop pode proporcionar. Em parceria com Chris Appelhans, Danya Jimenez e Hannah McMechan, ela criou um universo onde o K-pop se torna a arma mais poderosa contra o mal.

Essa busca por uma narrativa verdadeira e impactante levou a equipe a investir em uma animação que fizesse jus à riqueza visual dos shows de K-pop, à energia dos videoclipes e à delicadeza dos dramas coreanos. O resultado é uma estética única, que mistura iluminação de palco, fotografia editorial e a dinâmica característica dos animes japoneses.

Uma história que mistura fantasia, música e emoção

A trama se passa em um mundo onde o mal se manifesta em demônios que roubam as almas humanas para alimentar seu tirano, Gwi-Ma. Para conter essa ameaça, um trio de caçadoras de demônios, que ao longo das gerações usa o poder da voz para selar esses seres, mantém a barreira mágica chamada Honmoon. Hoje, essa missão é assumida pelo grupo feminino de K-pop Huntr/x, composto por Rumi, Mira e Zoey.

Enquanto brilham nos palcos com coreografias impecáveis e músicas contagiantes, as meninas vivem uma vida dupla como caçadoras de demônios. Mas o segredo mais difícil de Rumi guardar é sua própria origem: meio demônio, ela teme que essa verdade possa destruir tudo o que construíram.

Quando a rivalidade com a boy band demoníaca Saja Boys começa a ameaçar a segurança da barreira e a estabilidade do mundo, Rumi é forçada a confrontar seus medos, seu passado e sua verdadeira identidade. É uma narrativa carregada de temas profundos, como a vergonha cultural, a aceitação e a força da amizade.

Personagens complexos para uma geração que busca identificação

Um dos grandes acertos do filme está no elenco de vozes que dão vida a esses personagens tão ricos. Arden Cho, conhecida por suas atuações em séries de sucesso como Chicago Med e Teen Wolf, interpreta Rumi, a líder vocal do Huntr/x. Sua voz consegue transmitir a dualidade da personagem, dividida entre seu lado humano e demoníaco, enquanto sua voz de canto, feita por Ejae, dá o brilho necessário às cenas musicais.

May Hong, Audrey Nuna, Ji-young Yoo, Rei Ami e Andrew Choi completam o grupo, cada um trazendo sua personalidade e talento para compor o trio principal e seus antagonistas, como Ahn Hyo-seop no papel de Jinu, líder da boy band rival. O passado complexo de Jinu adiciona camadas de drama e empatia ao personagem, rompendo com clichês do “vilão unidimensional”.

Outro destaque do elenco são nomes como Yunjin Kim, Ken Jeong e Daniel Dae Kim, que interpretam personagens coadjuvantes essenciais, equilibrando humor, mistério e emoção na narrativa.

A diversidade do elenco e o envolvimento de dubladores e cantores de várias origens refletem a vontade da produção de fazer algo culturalmente rico, acessível e, ao mesmo tempo, fiel às suas raízes coreanas.

A música como alma do filme

Não seria exagero dizer que a trilha sonora de Guerreiras do K-Pop é protagonista tanto quanto os personagens. Com composições originais do renomado Marcelo Zarvos, o filme mistura pop, hip-hop e baladas de uma forma que amplifica a emoção e o ritmo da história.

Músicas como “Golden” e “Takedown” são mais que faixas para embalar cenas; elas são armas narrativas, que impulsionam o desenvolvimento dos personagens e das relações entre eles. O sucesso da trilha sonora nas paradas da Billboard, Spotify e outras plataformas comprova o impacto da produção no cenário musical atual.

Esse casamento perfeito entre imagem e som elevou o filme a um patamar de sucesso multidimensional — não apenas entretendo, mas criando uma experiência sensorial completa.

O legado de uma produção que respeita e inova

O cuidado com que a equipe de criação abordou o projeto desde seu início, em 2021, é visível em cada detalhe. O desafio de contar uma história tão culturalmente específica para um público global foi enfrentado com respeito, pesquisa e muita paixão.

A Sony Pictures Animation, com sua experiência em filmes inovadores como Homem-Aranha no Aranhaverso, trouxe um alto padrão técnico e criativo. A Netflix, por sua vez, deu o suporte necessário para que a produção tivesse alcance internacional, reforçando seu compromisso com narrativas diversas e inclusivas.

O resultado não é apenas um filme de entretenimento, mas um marco para a indústria da animação e para a representação cultural na mídia.

Aclamado por crítica e público

Desde sua estreia, a recepção foi esmagadoramente positiva. Críticos destacaram a qualidade da animação, o roteiro equilibrado entre ação e emoção, a profundidade dos personagens e, claro, a trilha sonora que conquistou as paradas musicais.

Fãs da cultura coreana, do K-pop e da animação encontraram na obra uma produção digna e emocionante. Além disso, o filme atingiu audiências que normalmente não estariam tão próximas, aproximando mundos e fortalecendo pontes culturais.

Por que você precisa ver essa animação?

Se você gosta de histórias com protagonistas femininas fortes, música envolvente e temas atuais, este filme é para você. Ele combina batalhas épicas e dilemas pessoais com a energia contagiante do K-pop, criando uma experiência única que fica na memória e no coração. Mais que um entretenimento, é um convite para refletir sobre quem somos, de onde viemos e o poder que temos para superar nossos medos.

Paulistar deste sábado (09/08) destaca a história da Calçada do Samba e o legado da família Mina no Jardim Almanara

No próximo sábado, 9 de agosto de 2025, o programa Paulistar convida o público para mergulhar em uma das histórias mais inspiradoras da Zona Norte de São Paulo: a da Calçada do Samba, no Jardim Almanara, Brasilândia. Em uma edição carregada de emoção, música e afeto, a apresentadora Valéria conduz uma verdadeira viagem pelo coração cultural e comunitário da região, revelando como a família Mina transformou sua casa e calçada em um ponto de encontro onde o samba é mais que música — é resistência, identidade e cura coletiva.

O samba que nasceu da porta de casa

A abertura do programa já dá o tom do episódio. Ao som de “Alguém Me Avisou”, de Dona Ivone Lara, interpretada por Luiz Mina, o espectador é transportado para o clima caloroso da Brasilândia. As imagens mostram crianças brincando na rua, vizinhos conversando nas calçadas e tambores sendo afinados, enquanto a voz de Luiz embala memórias e sentimentos.

No centro dessa história estão Dona Ivani e Seu Luiz, casados há 68 anos, protagonistas de um amor que atravessou décadas e crises, sempre com o samba como pano de fundo. Entre sorrisos e olhares cúmplices, eles relembram como chegaram ao bairro e como, pouco a pouco, sua casa se tornou um farol de cultura e convivência.

— “O samba sempre esteve com a gente. Não é só música, é como a gente aprendeu a resistir e a se alegrar, mesmo nas dificuldades”, diz Dona Ivani, com a voz embargada.

Seus cinco filhos cresceram embalados por rodas de samba improvisadas na sala, no quintal e, mais tarde, na própria calçada. Assim nasceu, há dez anos, a Calçada do Samba, um movimento espontâneo que hoje é patrimônio afetivo da comunidade.

Do quintal para o bairro: a força da união

O Jardim Almanara, como muitos bairros da periferia paulistana, é feito de histórias de superação. O programa mostra como a família Mina soube transformar a simplicidade da vida cotidiana em um legado cultural. A cada encontro na Calçada do Samba, vizinhos e amigos encontram não só música, mas também um espaço seguro para compartilhar, rir e lembrar.

O episódio traz depoimentos emocionantes de moradores que viram no samba uma forma de superar perdas, enfrentar crises e celebrar conquistas. Há relatos de quem conheceu o espaço em um momento difícil e encontrou ali acolhimento e incentivo para seguir.

— “Eu vinha aqui só para ouvir, depois comecei a cantar. Foi assim que voltei a acreditar em mim”, conta uma moradora, com lágrimas nos olhos.

A força empreendedora do bairro

O Paulistar também abre espaço para mostrar como o espírito comunitário do Jardim Almanara vai além da música. Valéria visita um restaurante que se tornou referência local, comandado por Flávio, morador e empreendedor nascido e criado na região. Ele relembra as ruas da infância e revela como decidiu investir no próprio bairro, transformando memórias em oportunidade.

— “Aqui é minha raiz. Quis criar um negócio que valorizasse o que temos de melhor e que trouxesse movimento para a nossa comunidade”, afirma Flávio. Seus planos de expansão prometem gerar empregos e fomentar ainda mais a economia local.

A Igreja de Zinco e a fé que une

Outro ponto de destaque no episódio é a Igreja Santo Apóstolos, carinhosamente apelidada de Igreja de Zinco. Sua arquitetura chama atenção: o teto em formato de Bíblia é símbolo da persistência e da criatividade dos moradores.

Carlos e Vânia, dois dos filhos de Dona Ivani e Seu Luiz, contam histórias vividas no templo e refletem sobre como a diversidade religiosa sempre foi respeitada na família. Católicos, evangélicos e umbandistas convivem lado a lado, reforçando a ideia de que, no Jardim Almanara, a fé é mais ponte do que muro.

— “A gente aprendeu cedo que respeito é a base de tudo. Aqui, ninguém precisa deixar de ser quem é para fazer parte da roda”, diz Vânia.

Cultura viva na Casa de Cultura da Brasilândia

O roteiro do programa também passa pela Casa de Cultura da Brasilândia, espaço que ganhou nova vida após reformas e hoje pulsa com atividades culturais. Valéria participa de aulas de samba rock e cavaquinho, e conhece o trabalho das trancistas locais, que transformam cada penteado em uma afirmação de identidade e orgulho da beleza negra.

A visita evidencia como a arte, a moda e a música se entrelaçam na preservação da memória e no fortalecimento da autoestima comunitária.

A grande roda: 10 anos de Calçada do Samba

O clímax do episódio chega com a roda de samba especial em homenagem aos dez anos da Calçada. O encontro reúne gerações da família Mina, vizinhos e amigos, todos unidos em um círculo onde a música dita o compasso do afeto.

Carlos abre cantando “Foram Me Chamar”, enquanto olhares e aplausos aquecem a noite. Em seguida, Vânia faz um discurso emocionado, relembrando momentos em que o samba foi cura para tristezas profundas.

O encerramento fica por conta de uma convidada especial: Eliana de Lima, que interpreta seu clássico “Desejo de Amar”. Sua presença sela a importância da Calçada como símbolo da força cultural periférica, reconhecida além dos limites do bairro.

— “A periferia é um celeiro de talento, e espaços como este são fundamentais para manter nossa história viva”, declara Eliana.

Robin fica de fora! James Gunn esclarece rumores sobre The Batman: Parte 2

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Se você é fã do Batman, sabe que o universo do herói é tão rico e cheio de possibilidades que, vez ou outra, aparece uma notícia ou rumor capaz de mexer com a cabeça da galera. Nesta última sexta, 8, um desses rumores tomou conta das redes e sites especializados: segundo um jornalista respeitado, o personagem Robin, o famoso parceiro do Batman, estaria confirmado em The Batman: Parte 2, o tão aguardado segundo filme da franquia que tem Robert Pattinson como protagonista.

Mas, como em quase todo universo de heróis, nem tudo é o que parece — e quem veio dar um basta nessa especulação foi ninguém menos que James Gunn, o diretor de sucesso por trás de “Guardiões da Galáxia” e “Esquadrão Suicida”. Em sua conta no Threads, ele foi enfático: “Não acreditem nas bobagens que estão rolando por aí”.

O que isso quer dizer para os fãs? Por que essa negativa de Gunn é importante? E o que podemos esperar do próximo capítulo da saga do Batman? Vamos conversar sobre tudo isso.

O rumor que virou notícia e a resposta direta de James Gunn

A notícia veio do jornalista Jeff Sneider, conhecido por apurar detalhes quentes do mundo do cinema. Ele afirmou que David Zaslav, presidente da Warner Bros., teria mandado um e-mail para os acionistas onde mencionava, entre outras novidades, a presença do Robin em The Batman: Parte 2. A informação caiu como uma bomba na internet e despertou um misto de entusiasmo e expectativa.

É fácil entender: Robin é um dos personagens mais queridos da mitologia do Batman. Sua presença promete mais ação, mais dinâmica na tela e, claro, uma nova camada para o herói.

Porém, o que parecia certo rapidamente encontrou um muro. James Gunn, que é uma das vozes mais respeitadas da indústria, foi categórico e pediu para que os fãs não se deixem levar por informações não oficiais. “Não acreditem nas bobagens que estão rolando por aí”, escreveu, colocando um ponto final — ou quase isso — nas especulações.

Esse tipo de posicionamento não é apenas importante para cortar um rumor falso. Ele ajuda a preservar o clima de mistério que cerca uma produção tão grande, além de manter a credibilidade da narrativa que a equipe criativa quer construir.

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Por que a ausência do Robin não é um bicho de sete cabeças?

É compreensível que muitos fãs fiquem desapontados ao saber que Robin não estará no próximo filme. Afinal, o personagem é um dos símbolos mais fortes da franquia, sendo o parceiro fiel do Batman e trazendo um contraponto emocional e narrativo para o herói.

Mas aqui entra um ponto crucial: o The Batman de Matt Reeves não é uma história qualquer. É uma reinterpretação profunda, sombria e realista do personagem. No filme de 2022, vimos um Bruce Wayne jovem, ainda aprendendo a ser o vigilante de Gotham, com uma pegada que privilegia o suspense e o aspecto detetivesco do personagem.

Robin, por sua vez, costuma ser associado a uma energia juvenil, esperança e, em alguns casos, a um tom mais leve — tudo que o atual universo não parece querer explorar imediatamente. Incluir Robin cedo demais poderia quebrar a atmosfera tensa e carregada que Reeves está construindo.

O que o primeiro filme nos apresentou?

Para entender melhor o contexto, vale a pena relembrar o primeiro filme, que já quebrou vários paradigmas do gênero. Robert Pattinson assumiu o manto de Batman em uma performance que explora a vulnerabilidade e as contradições do personagem.

O enredo mostra Bruce Wayne em seu segundo ano combatendo o crime, focado em um mistério envolvendo o Charada, um serial killer que ataca a elite corrupta de Gotham. Ao lado do tenente James Gordon, e com a participação de figuras marcantes como Selina Kyle (Mulher-Gato) e Pinguim, o filme apresenta uma Gotham sombria, onde a linha entre o certo e o errado está borrada.

O que o futuro reserva para o universo do Batman?

Com a confirmação do retorno de Matt Reeves e Robert Pattinson para o longa-metragem, as expectativas são altíssimas. O desafio é manter a qualidade e profundidade do primeiro filme, ao mesmo tempo em que se introduzem novos elementos para expandir esse universo.

Apesar de Robin não aparecer neste momento, isso não significa que ele não possa surgir em outras fases. Além do filme, a Warner Bros. está desenvolvendo duas séries spin-off para o Max, que prometem explorar diferentes personagens e histórias dentro desse mesmo universo sombrio.

Por que rumores como esse ganham tanta força?

No mundo do entretenimento, os rumores são inevitáveis — e muitas vezes, essenciais para manter o burburinho em torno de um projeto. Porém, o problema é quando esses boatos ganham vida própria e começam a criar expectativas irreais.

Fãs, jornalistas, insiders e até o público geral acabam se empolgando e reproduzindo notícias sem confirmação, o que pode gerar frustrações caso as informações não se concretizem.

É por isso que declarações oficiais e posicionamentos diretos de figuras como James Gunn são tão importantes. Eles trazem um contraponto necessário e ajudam a alinhar as expectativas.

Como a Warner Bros. tem conduzido o universo DC?

Nos últimos anos, o universo cinematográfico da DC passou por altos e baixos. Diferente da Marvel, que seguiu uma linha bastante linear e planejada, a DC experimentou mudanças de diretores, roteiros e até de atores, o que gerou insegurança entre os fãs.

Contudo, com The Batman, Reeves conseguiu dar um sopro de esperança. Sua visão autoral e madura agradou não só os fãs de quadrinhos, mas também o público geral e a crítica.

O que os fãs podem esperar?

Para os fãs do Batman, a mensagem é clara: paciência e confiança. O segundo longa-metragem promete ser uma sequência à altura do primeiro filme, com uma narrativa rica, personagens bem desenvolvidos e, claro, aquele clima de suspense que conquistou a todos.

Enquanto isso, vale a pena revisitar o filme de 2022, explorar as histórias em quadrinhos e ficar ligado nas novidades oficiais. Quando o Robin (ou qualquer outro personagem) aparecer, será num momento pensado para causar impacto, e não por pressa.

NCT Wish surpreende com videoclipe criativo de ‘Color’ e consolida sua identidade musical

O NCT Wish, a subunidade mais nova do supergrupo NCT, lançou hoje, 1º de setembro, o clipe da faixa “Color”, que integra seu terceiro mini-álbum. No vídeo, os artistas dançam em cenários urbanos transformados por desenhos feitos em giz, criando uma atmosfera vibrante que mistura movimento, cor e energia. A produção visual, cuidadosamente planejada, valoriza tanto a coreografia quanto a expressão individual de cada integrante, mostrando que o grupo vem investindo em inovação e estética para se destacar.

O disco Color conta com sete canções, incluindo “Surf”, já disponível anteriormente, e evidencia a evolução artística do sexteto formado por Sion, Riku, Yushi, Jaehee, Ryo e Sakuya. A obra combina estilos variados, transitando entre ritmos dançantes, pop melódico e elementos de R&B, e reflete a diversidade de talentos do conjunto.

O nascimento do NCT Wish

A ideia de criar uma unidade japonesa do NCT começou a ser trabalhada pela SM Entertainment em parceria com a Avex Trax, com o objetivo de expandir a atuação do grupo para além da Coreia. A subunidade, inicialmente conhecida como NCT Tokyo, recebeu o nome oficial NCT Wish em janeiro de 2024. A escolha do título carrega uma mensagem de otimismo e compromisso com os fãs: a sigla do grupo, Neo Culture Technology, se une à palavra Wish, traduzindo a ideia de realizar sonhos em conjunto por meio da música.

O conceito do grupo é reforçado por sua formação internacional e pela estratégia de mesclar culturas japonesa e coreana. Cada integrante traz experiências únicas: Yushi iniciou sua trajetória em outro grupo infantil japonês antes de se tornar trainee da SM, Riku foi descoberto por meio de uma audição global, enquanto Sion foi recrutado diretamente do Instagram. Ryo e Jaehee também passaram por longos períodos de treinamento intensivo, refletindo o padrão de excelência da empresa.

Trajetória até a estreia oficial

O caminho do NCT Wish começou com uma série de apresentações de pré-lançamento, incluindo o single “Hands Up”, lançado em outubro de 2023 sob o nome provisório NCT New Team. O sexteto fez sua estreia formal em fevereiro de 2024, com o single “Wish”, em versões japonesa e coreana, consolidando rapidamente sua base de fãs. A recepção foi imediata: em menos de um mês, o grupo conquistou sua primeira vitória em um programa musical, evidenciando seu potencial dentro da cena asiática.

Antes mesmo do lançamento oficial, os jovens artistas já se apresentavam em shows do NCT pelo Japão, servindo como abertura de espetáculos e participando de turnês de pré-estreia que percorreram diversas cidades, permitindo ao público acompanhar de perto suas habilidades de canto, dança e performance.

Exploração visual e musical

O clipe de “Color” destaca-se por unir estética urbana e criatividade. As ruas e construções servem de tela para traços de giz que se movimentam com os performers, criando efeitos quase cinematográficos. Cada integrante combina técnica e emoção, resultando em uma apresentação que vai além da música e transforma o vídeo em uma verdadeira obra de arte visual.

O álbum, com faixas originais e singles já lançados, também reflete maturidade na escolha de ritmos e temas. O projeto reforça a ideia de que o NCT Wish não é apenas uma extensão do supergrupo, mas um projeto próprio, com identidade própria e capacidade de inovar artisticamente.

Reconhecimento e interação com fãs

Além da produção musical, o grupo conquistou espaço em eventos de moda e encontros com fãs, como o School of Wish, realizado em Seul, que esgotou ingressos em minutos. A interação direta com o público é parte fundamental da proposta do conjunto, reforçando o vínculo afetivo e permitindo que cada lançamento seja acompanhado de perto.

Os singles subsequentes, como “Songbird” e “Make You Shine”, mostram a diversidade sonora e a habilidade de alternar entre músicas animadas e baladas emotivas, consolidando o sexteto como um dos destaques da nova geração de artistas. O álbum completo Wishful, lançado em novembro de 2024, apresenta treze faixas e confirma a capacidade do grupo de manter consistência e qualidade em sua discografia.

Impacto na indústria e perspectivas

O NCT Wish representa uma renovação dentro do universo NCT, conectando fãs japoneses e coreanos e aproximando diferentes culturas através da música. O grupo é exemplo de planejamento estratégico, treinamento rigoroso e construção de identidade artística sólida, elementos que têm sido determinantes para o sucesso de novos artistas na Ásia.

Com cada lançamento, o sexteto mostra que, mesmo sendo a unidade mais jovem do NCT, possui maturidade para enfrentar desafios da indústria, engajar fãs e explorar novas linguagens visuais e sonoras. O conceito de “wish” vai além do nome: reflete o desejo de inspirar, criar experiências emocionantes e transformar sonhos em realidade, tanto para o público quanto para os próprios integrantes.

Próximos passos

Após “Color”, o grupo planeja lançar novas músicas ainda em setembro de 2025, continuando a trajetória ascendente e consolidando seu espaço na cena musical. Com cada clipe, apresentação ao vivo e single, o NCT Wish reforça sua identidade como unidade inovadora, dinâmica e atenta às tendências globais, mantendo o equilíbrio entre entretenimento e conexão emocional com os fãs.

Tulsa King | Nova temporada da série estrelada por Sylvester Stallone ganha trailer oficial no Paramount+

Foto: Atsushi Nishijima/Paramount+

No dia 21 de setembro de 2025, os fãs de dramas policiais terão um encontro marcado com uma das produções mais comentadas dos últimos anos. O serviço de streaming da Paramount prepara o lançamento da terceira temporada de Tulsa King, que atualmente é a sua série de maior impacto recente, e o trailer oficial já antecipou que o clima será ainda mais intenso, sombrio e imprevisível.

O retorno da trama é cercado de expectativas porque a produção não apenas consolidou audiência global em suas primeiras fases, mas também se tornou um fenômeno cultural ao colocar Sylvester Stallone no centro de uma narrativa televisiva de longo formato pela primeira vez em sua carreira.

O sucesso inesperado que virou fenômeno

Quando a série foi anunciada em 2022, havia curiosidade e até ceticismo. Afinal, como um astro acostumado a liderar franquias cinematográficas de ação reagiria ao ritmo de episódios semanais, recheados de diálogos densos, construção de personagens e arcos dramáticos mais longos?

O resultado surpreendeu. Logo no lançamento, a produção se destacou não só nos Estados Unidos, mas também em mercados internacionais, quebrando recordes de estreia e atraindo milhões de assinantes para a plataforma. Ao final da segunda temporada, o projeto já estava consolidado entre os mais assistidos em todo o mundo, registrando números impressionantes: mais de 21 milhões de visualizações globais apenas no episódio de estreia e interações nas redes sociais que cresceram quase 900% em relação ao ano anterior.

Esses dados não são apenas estatísticas: representam a prova de que o público abraçou a série de maneira apaixonada, transformando-a em assunto recorrente em grupos, fóruns e veículos especializados.

Um protagonista em reinvenção

A figura central da trama é Dwight Manfredi, apelidado de “The General”. Após passar 25 anos atrás das grades, o mafioso nova-iorquino é enviado para Tulsa, em Oklahoma, como parte de um acordo interno da organização criminosa. Longe das conexões que tinha em sua cidade natal, ele precisa recomeçar do zero em território hostil.

Esse deslocamento é o grande motor da narrativa: acompanhar um homem envelhecido, que já não encontra espaço em um mundo que mudou drasticamente, tentando reconstruir sua influência em um ambiente dominado por novas regras. Em Tulsa, Dwight recruta aliados improváveis, como um jovem motorista, o dono de um bar decadente e até um comerciante de maconha, que inicialmente foi vítima de extorsão e depois se tornou parceiro de negócios.

A cada episódio, o público mergulha não apenas em disputas violentas, mas também em dilemas pessoais: as tentativas frustradas de retomar laços familiares, o envolvimento amoroso com uma agente federal e a luta interna entre repetir os erros do passado ou buscar uma redenção tardia.

Foto: Atsushi Nishijima/Paramount+

A nova ameaça: os Dunmires

Na terceira temporada, os desafios de Dwight chegam ao ponto mais perigoso. O império que ele construiu começa a chamar atenção de forças muito maiores. Entre elas, surge a família Dunmire, clã poderoso e bilionário, acostumado a controlar Tulsa com métodos nada convencionais. Diferente da velha escola da máfia, eles não seguem regras, o que torna o confronto ainda mais imprevisível.

O enredo promete colocar Dwight diante de decisões extremas: lutar com todas as armas para preservar o que construiu ou aceitar que a cidade talvez seja grande demais para ele. Essa tensão promete render alguns dos episódios mais intensos já produzidos pela equipe.

Elenco de veteranos e novos talentos

O grupo de atores que dá vida à história é outro trunfo da produção. Nomes como Martin Starr, Jay Will, Annabella Sciorra, Neal McDonough, Robert Patrick, Beau Knapp, Bella Heathcote e Frank Grillo voltam a aparecer, mantendo a química que conquistou os fãs.

Além disso, a presença de Garrett Hedlund e Dana Delany adiciona mais densidade às tramas paralelas, explorando dilemas morais e relações familiares complexas.

Mas a grande novidade está na participação especial de Samuel L. Jackson, que viverá Russell Lee Washington Jr., personagem que servirá de ponte para o spin-off ambientado em Nova Orleans. Essa conexão amplia o universo da série e confirma a aposta da Paramount em expandir o projeto para além de uma única história.

A construção de um universo expandido

Assim como outras criações de Taylor Sheridan, a série ganhou força não apenas pelo arco principal, mas pela possibilidade de se tornar um ecossistema narrativo. O spin-off, batizado de NOLA King, já está em desenvolvimento e promete mostrar um novo recorte do submundo criminoso, explorando os contrastes culturais da Louisiana.

Essa estratégia segue o mesmo caminho de Yellowstone, que deu origem a produções derivadas de grande sucesso. A ideia é criar um conjunto de histórias que se complementam, mantendo o público sempre engajado e garantindo vida longa à franquia.

Bastidores e mudanças criativas

Nem tudo foi simples no desenvolvimento da produção. A primeira temporada contou com Terence Winter como showrunner, mas divergências criativas com Sheridan provocaram alterações. Na segunda fase, a direção criativa passou por ajustes e, agora, quem assume o comando é Dave Erickson, conhecido por trabalhos em séries de suspense e drama.

Essa transição nos bastidores mostra a busca por equilíbrio entre manter a essência original e oferecer novidades narrativas capazes de prender a atenção de uma audiência já acostumada a reviravoltas.

Outro detalhe interessante é a mudança de locações: enquanto a primeira temporada foi gravada em Oklahoma City, a segunda transferiu as filmagens para Atlanta, oferecendo maior estrutura de produção e variedade de cenários.

Recepção da crítica e dos fãs

Embora parte da imprensa tenha apontado fragilidades nos diálogos, o consenso é de que a atuação de Stallone elevou o nível da série. Sua entrega ao personagem, equilibrando brutalidade e vulnerabilidade, foi destacada como um dos pontos mais fortes.

O público, por sua vez, transformou a produção em culto. Grupos no Reddit, teorias no Twitter e vídeos no TikTok mantêm a narrativa viva mesmo fora da tela. A série já conquistou indicações em premiações importantes e figura constantemente nas listas de recomendações de dramas imperdíveis da atualidade.

O futuro

Com a nova temporada prestes a estrear e um spin-off já em desenvolvimento, fica claro que o universo iniciado em 2022 ainda tem muito a oferecer. A Paramount já sinalizou interesse em uma quarta temporada, o que indica que a trajetória de Dwight e de seus aliados deve continuar rendendo boas histórias.

Seja enfrentando velhos rivais, seja encarando novos inimigos, o certo é que o público terá muitos motivos para continuar acompanhando cada capítulo dessa saga.

Onde posso assistir?

Para quem ainda não conhece a trajetória de Dwight Manfredi, as duas primeiras temporadas estão disponíveis para maratonar. Para os fãs de longa data, setembro promete ser um mês de tensão, surpresas e, acima de tudo, de ver Stallone brilhar em um papel que já entrou para a história da TV contemporânea.

Resumo da novela A Viagem de hoje (30) – Otávio retorna à Terra e se decepciona com Téo

No capítulo da novela A Viagem que vai ao ar hoje, 30 de setembro, Carmem, em um gesto de sinceridade e coragem, coloca Adonay diante do espelho para que ele sinta o impacto de sua aparência da mesma forma que ela sentiu ao vê-lo. Emocionada, declara ao Mascarado que o ama e que deseja permanecer ao lado dele, independentemente de tudo. Enquanto isso, Bia começa a se aproximar mais de Igor, e os dois encontram um ponto de equilíbrio em meio às diferenças.

No plano espiritual, Otávio recebe a permissão tão aguardada para descer à Terra. Porém, ao chegar, se depara com uma cena que o abala profundamente: Téo tentando seduzir Diná. O choque o deixa arrasado. Ainda assim, encontra forças para visitar Tato, mas sofre ao perceber a dor e a fragilidade do filho. Em lágrimas, pede perdão por não tê-lo preparado para a perda precoce do pai.

Enquanto isso, na vida terrena, a violência persiste. Ismael agride Regina, deixando-a ainda mais vulnerável. Já Diná aconselha Raul a retomar sua vida conjugal e voltar para casa. À noite, ela sonha com Otávio: corre ao seu encontro no Além, mas uma parede de vidro os separa, impedindo que se toquem.

No dia seguinte, Diná compartilha com Estela o sonho marcante que teve com Otávio. Questiona ainda sobre Bia, mas a amiga prefere mudar de assunto, evitando revelar segredos. Hélio aparece para jantar na casa de Diná, enquanto Tibério, Lisa e Agenor se mobilizam para acolher as crianças de rua, levando-as para a casa do Mascarado.

Disposto a reatar laços, Hélio pede a Téo que deixem as diferenças de lado e sejam amigos. Já Carmem, animada, anuncia que conseguiu marcar uma consulta com um cirurgião plástico para ajudar o Mascarado a enfrentar sua condição. Em outro ponto, Sofia desabafa com a mãe: confessa que nunca viu o pai de seu filho, pois durante as visitas sempre esteve de olhos vendados, revelando a marca do mistério que a acompanha.

A polícia chega ao chalé de Ismael, mas ele e Regina conseguem se esconder a tempo. Josefa procura Estela em busca de respostas sobre o encontro de Téo com o pai. Ao mesmo tempo, Téo adormece ao lado de Patty, na cama de Diná, em mais uma atitude que fere a confiança da família. Otávio, ao presenciar a cena, sente a dor se aprofundar ainda mais, como se seu retorno ao mundo terreno só trouxesse novas feridas.

O que vai rolar nos próximos capítulos de A Viagem?

Antônio anuncia a Guiomar e Andrezza que a companhia de rodeio já está quase pronta para estrear. Raul, ao ver o entusiasmo do rival, volta para casa tomado pelo ciúme. No Além, Otávio revela a Júlia sua vontade de ser útil, mas Alexandre segue com seus planos de interferir na vida de Raul, manipulando seus sentimentos e atitudes.

Enquanto isso, Estela insiste em procurar o delegado, que revela detalhes da batida no chalé de Ismael. Em paralelo, Tato confidencia a Alberto que sonhou com o pai. Sensível, Alberto decide contar-lhe a verdade: Otávio sofria de uma doença grave e incurável. Tato entende que o pai sempre quis poupá-lo do sofrimento.

Estela pede o carro de Tibério emprestado para viajar até Itatiaia, onde pretende encontrar Bia. Já Diná conversa com Lisa, dizendo que torce para que a irmã consiga ser feliz com Téo. Porém, ao chegar a seu destino, Estela cai em uma armadilha: Ismael a surpreende, amarra-a e relembra seu passado em comum. Ele tenta beijá-la à força e chega a rasgar sua blusa com um canivete. O abuso deixa marcas profundas. Diná, mesmo de longe, sente que algo de terrível aconteceu com a irmã.

Guiomar, influenciada por Alexandre, obriga Raul a se vestir de cowboy para não atrapalhar os planos da família. Andrezza dá entrevista sobre o rodeio, mas a tensão só aumenta: Raul veste a roupa desconfortável e não esconde a irritação. Mais tarde, os três vão visitar Dudu, mas o ciúme de Raul explode em discussões com Andrezza.

Enquanto isso, Carmem vai à casa de Diná e avisa a Alberto que Estela pediu o carro emprestado e não deu mais notícias. A preocupação cresce. Na mesma noite, Otávio retorna à Terra e se depara com Diná dormindo. Para seu tormento, Téo entra no quarto e começa a acariciá-la. Enfurecido, Otávio provoca a queda de um vaso, despertando Diná.

Já em Itatiaia, Regina percebe o descontrole de Ismael e, aproveitando-se da embriaguez dele, consegue amarrá-lo com as mesmas cordas usadas em Estela. Antes, porém, pede à cunhada que não conte a ninguém o esconderijo deles. Libertada, Estela corre para Diná, que já intui a chegada da irmã.

No aniversário de Andrezza, Raul entrega flores, mas Antônio aparece com um presente muito mais impactante: um carro esporte. A situação coloca Raul em posição inferior, aumentando sua fúria. Alexandre, do Além, se diverte com o sofrimento dele. Raul, cego pelo ciúme, destrói as flores que havia dado à esposa.

Enquanto Estela relata a Diná os horrores vividos em Itatiaia, revela ainda que Bia desapareceu. Diná se sente culpada e promete que encontrará a sobrinha. Em outro ponto, Igor sai para pescar e Bia pede para acompanhá-lo. Tato, que havia acordado na praia depois de sonhar com Otávio, passa de moto pelo local e quase a vê, mas a garota se esconde.

A tragédia se espalha quando Kazuo e a esposa de Okida sofrem um acidente fatal. Tato retorna à praia, conta aos amigos que viu Bia e todos decidem procurá-la. Enquanto isso, Dudu e Alberto tentam consolar Nori, filho de Okida.

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