Lumena, Babi Xavier, D’Black e outros famosos se enfrentam no “Acerte ou Caia!” deste domingo (03/08)

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Todo domingo à tarde, a tela da Record vira palco de risadas, adrenalina e muita torcida com o “Acerte ou Caia!”. O game show, apresentado com muito carisma e aquele toque de tensão dramática, desafia celebridades a manterem o equilíbrio – literal e metafórico – para escapar dos buracos do palco e garantir um prêmio que pode chegar a impressionantes R$ 300 mil. Neste domingo, 3 de agosto, o elenco promete agitar o programa com carisma, histórias curiosas, quedas inesperadas e aquela vibe de “meu Deus, ela vai cair?!”.

Entre veteranos da televisão, astros da música, influenciadores digitais e até ex-participantes de realities da própria emissora, o time de estrelas foi escolhido a dedo para garantir bons momentos diante das câmeras – e também nas redes sociais, onde o programa costuma render memes instantâneos e muitos comentários divertidos. Agora, vamos conhecer os competidores da vez, com suas trajetórias, seus desafios e as apostas do público. Será que alguém vai surpreender e escapar de todas as armadilhas do palco?

Adriana Ferrari – do interior de SP para o palco… e agora para a prova do buraco?

Começamos com Adriana Ferrari, atriz que ganhou projeção nacional após vencer um concurso de beleza em um programa dominical em 1994. Natural de Capivari, no interior paulista, Adriana trocou os números da contabilidade pelos roteiros de humor e as novelas. Desde então, coleciona participações em programas e se firmou como um rosto conhecido da TV. Com seu jeitinho cativante e experiência nos palcos, ela entra no jogo como uma das apostas do público mais saudosista. Mas será que a vivência artística vai ajudar quando a plataforma tremer?

Babi Xavier – veterana dos palcos, dos realities e agora dos buracos

Quem também promete dar o que falar é Babi Xavier. A atriz e apresentadora, que começou nos anos 90 e fez de tudo um pouco – de novela a rádio, passando por reality rural e podcast –, carrega no currículo produções como “Os Mutantes”, “José do Egito” e “Os Dez Mandamentos”. Hoje, comanda o podcast Dejavi, onde entrevista celebridades com leveza e profundidade. Carismática, elegante e com uma longa jornada na TV, Babi chega no “Acerte ou Caia!” com a confiança de quem já passou por muita coisa. Mas… será que ela está pronta para esse tipo de tombo?

Bolachinha – o humor cearense na mira do buraco

Você ouviu o nome Bolachinha e já sorriu? Então está no time dos que lembram com carinho dos tempos de Show do Tom. Paulo Sérgio Miranda, o eterno Bolachinha, foi parceiro de cena de Tom Cavalcante em momentos inesquecíveis do humor televisivo. Hoje, com uma base fiel de fãs nas redes sociais e vídeos que viralizam com facilidade, ele carrega o espírito leve e brincalhão da comédia cearense. A pergunta que fica: quem ri por último escapa do buraco? Estamos prestes a descobrir!

Daniel Saullo – pai de quatro, influenciador e guerreiro dos realities

De um reality a outro: Daniel Saullo é um rosto conhecido de quem acompanha competições televisivas. Ele ficou famoso ao participar, em 2006, de um dos realities mais famosos do Brasil, onde conheceu Mariana Felício, com quem está junto até hoje. O casal retornou às telinhas no Power Couple Brasil 4, ficando com o segundo lugar. Hoje, Daniel é pai dedicado e influenciador de lifestyle familiar. Vai encarar o “Acerte ou Caia!” com a mesma garra de sempre? E mais importante: vai se manter em pé até o fim?

D’Black – o veterano dos realities em busca de mais uma vitória

Se existe alguém versado em reality show, esse alguém é D’Black. O cantor de voz potente e carisma inegável já venceu o Dancing Brasil 5, participou do Power Couple 3 e também esteve em A Fazenda 16. Agora, ele troca os palcos musicais e os realities de convivência pela disputa acirrada do “Acerte ou Caia!”. Com hits como “Sem Ar” e “1 Minuto”, D’Black conquistou corações pelo Brasil. Resta saber se vai conquistar também a vitória no game show mais escorregadio da TV.

Éder Miguel – o pagodeiro do Doce Encontro também quer os R$ 300 mil

Com mais de 15 milhões de ouvintes nas plataformas digitais, o Doce Encontro já tem lugar cativo nas playlists dos fãs de pagode. E quem representa a banda nesse desafio é Éder Miguel, vocalista talentoso e carismático. Seu estilo musical envolvente já provou que conquista corações – agora, será que também conquista os jurados, a plateia e escapa do buraco? Quem sabe o swing do pagode ajude a manter o equilíbrio!

Lumena Aleluia – a psicóloga mais comentada dos realities volta ao jogo

Polêmica, intensa e inteligente, Lumena Aleluia ficou famosa após sua passagem marcante em um grande reality show em 2021. Depois, ainda teve uma rápida (e controversa) participação no Paiol de A Fazenda 15, sem conseguir vaga na sede. Psicóloga de formação e influenciadora com mais de 1 milhão de seguidores, Lumena volta ao jogo com a chance de mostrar uma nova faceta – quem sabe, mais leve, mais divertida… e mais equilibrada, literalmente. Será que desta vez ela vai “autorizar” o próprio sucesso?

Márcia Freire – o axé no comando da adrenalina

Prepare-se para muito axé e energia contagiante com Márcia Freire, que fez história como vocalista da banda Cheiro de Amor por 13 anos. Com hits como “Vai sacudir, vai abalar”, Márcia tem molejo de sobra – o que pode ser uma vantagem na hora de manter o equilíbrio no palco do “Acerte ou Caia!”. Dona de uma presença de palco poderosa e carisma que atravessa gerações, ela pode ser uma surpresa muito positiva na disputa. Será que o gingado do carnaval vai funcionar em pleno domingo à tarde?

Marlon & Maicon – sertanejo em dose dupla, desafio em dose tripla

Uma das duplas sertanejas mais queridas dos anos 2000, Marlon e Maicon fizeram história com seus sucessos românticos e parcerias musicais. Marlon, inclusive, é figura carimbada da RECORD: participou de A Fazenda 4 e do Power Couple 3. Apesar da pausa oficial da dupla em 2018, eles seguem com o carisma de sempre – e a química dos irmãos, que promete render momentos hilários (e talvez desastrosos) no palco do game show. Será que a harmonia dos palcos musicais se repete no campo das perguntas e respostas?

Tatiane Melo – beleza, presença digital e coragem para cair… ou vencer

Fechando a lista com chave de ouro, temos Tatiane Melo, influenciadora, atriz e apresentadora com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. Alagoana de coração, ela integrou o elenco da segunda edição de A Grande Conquista, mas acabou deixando o reality logo na primeira fase. Agora, tem a chance de brilhar novamente diante das câmeras e provar que sabe muito mais do que posar para fotos: ela quer mostrar agilidade, raciocínio rápido e coragem para encarar o jogo.

Com esse elenco diverso e recheado de histórias marcantes, o “Acerte ou Caia!” promete mais uma edição recheada de emoção e bom humor. A cada rodada, os participantes enfrentam perguntas de conhecimentos gerais – e, caso errem, já sabem o destino: o famoso buraco do palco, que não perdoa nem os mais famosos.

Além da disputa pelo prêmio em dinheiro, o grande atrativo do programa está na mistura de personalidades, nos reencontros inesperados de ex-colegas de reality e, claro, nas reações espontâneas que só um game show ao vivo pode proporcionar.


“Ascensão e Queda dos Faraós” | Nova série do History2 mergulha na vida e no legado dos faraós egípcios

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Você já se perguntou o que tornava um faraó tão temido e reverenciado no Antigo Egito? Como esses líderes eram capazes de inspirar devoção quase divina enquanto governavam com mão firme um império milenar? A partir do dia 6 de agosto, às 22h, o canal History2 convida os curiosos, os apaixonados por história e os caçadores de mitos a embarcar numa viagem épica com a estreia da série “Ascensão e Queda dos Faraós” (Pharaohs: Rise and Fall). Em seis episódios, a produção resgata mais de três mil anos de história — e não economiza em intriga, glória, conquistas e colapsos.

Deuses na Terra ou mestres da propaganda?

Muito antes dos presidentes, imperadores ou reis modernos, havia os faraós. E para o povo egípcio, eles não eram apenas líderes: eram divindades vivas. Essa aura de sacralidade não era por acaso — fazia parte de uma engrenagem política e simbólica que os mantinha no topo por gerações. A obra vai além da superfície das pirâmides e dos sarcófagos dourados. A série investiga como esses governantes usavam templos, monumentos e até arte em pedra para afirmar sua autoridade e se manterem no imaginário coletivo como figuras quase eternas.

E por trás de cada estátua colosal ou mural colorido, havia uma estratégia bem pensada. Como explica um dos especialistas da série, as construções monumentais — que hoje encantam turistas e estudiosos — tinham um papel claro: reforçar a imagem do faraó como alguém inquestionável, conectado diretamente aos deuses. Mais do que fé, era política em alto estilo.

Do primeiro unificador à última rainha

A série começa com Narmer, o primeiro faraó documentado da história egípcia, por volta de 3150 a.C. Foi ele quem teria unificado o Alto e o Baixo Egito — um feito que, na época, representava mais do que controle territorial: era o nascimento de uma nova era. Mas como manter um reino unido pela força? A resposta pode estar em um dos primeiros registros de propaganda já criados pela humanidade: a famosa Paleta de Narmer, um artefato que mostra o faraó literalmente esmagando seus inimigos. Uma imagem poderosa, feita para espalhar temor e respeito.

E assim segue a jornada da série, atravessando os séculos com outras figuras marcantes, como Ramsés II, que deixou como legado monumentos que desafiam o tempo, e chegando até Cleópatra VII — a mulher cuja história ainda hoje divide historiadores entre a lenda e a realidade. Ela foi a última faraó do Egito, e sua queda marcou o fim de uma civilização que, por mais de três mil anos, moldou a ideia de poder absoluto.

Uma história contada com novos olhos

O grande mérito da série é trazer uma abordagem contemporânea a um tema milenar. A série reúne egiptólogos renomados, historiadores e arqueólogos que, com paixão e conhecimento, reconstroem o quebra-cabeça das dinastias egípcias. O foco não está apenas nos feitos — mas também nos erros, nos conflitos internos, nas traições palacianas e nas escolhas políticas que, muitas vezes, aceleraram a ruína de impérios inteiros.

E o melhor: tudo é apresentado com ritmo envolvente, imagens impactantes e reconstituições visuais de tirar o fôlego. É quase como caminhar pelas margens do Nilo há milhares de anos, observando o esplendor dos templos e o burburinho dos mercados enquanto o faraó passa em sua carruagem dourada.

Uma jornada pelo tempo e pelo poder

Mais do que um documentário histórico, Ascensão e Queda dos Faraós é um convite à reflexão sobre como o poder funciona — ontem e hoje. Por que algumas lideranças duram séculos e outras desmoronam rapidamente? Como a imagem de um líder pode ser usada como ferramenta de domínio? E o que resta, no fim das contas, quando a glória passa?

A série não oferece respostas fáceis, mas provoca o espectador a pensar. E faz isso com narrativa cativante, misturando o fascínio do passado com perguntas que ainda ecoam no presente. Se você gosta de história, política, psicologia do poder ou simplesmente quer entender por que até hoje somos hipnotizados pelas pirâmides, essa série é pra você.

Lee Taylor estreia como diretor de cinema em “O Chá”, drama histórico com protagonismo feminino

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Conhecido do grande público por suas atuações marcantes em novelas como Velho Chico, Onde Nascem os Fortes e A Dona do Pedaço, além da elogiada série Irmandade, da Netflix, o ator Lee Taylor agora se prepara para um novo desafio artístico: a direção de seu primeiro longa-metragem. O projeto em questão se chama O Chá e marca um momento especial tanto para a carreira do artista quanto para o cinema brasileiro feito fora do eixo Rio-São Paulo.

Com roteiro assinado pelo Núcleo Artemísia — coletivo formado por três roteiristas da cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo — o filme é uma produção da Master Shot, com financiamento via Lei Paulo Gustavo e ProAC ICMS. O Chá ainda está em fase de pré-produção, mas já chama atenção por sua proposta sensível e por uma abordagem que mistura drama histórico, questões de gênero, identidade e poder.

Uma história de mulheres, memórias e silêncios

Ambientado na São José dos Campos dos anos 1940, o filme gira em torno de Alice, uma arquiteta talentosa cujos projetos urbanos moldaram os caminhos da industrialização local — embora, oficialmente, quem assine as obras seja seu marido. Ao voltar à antiga fazenda da família, Alice reencontra Wilda, mulher que a criou, e se depara com lembranças que há muito estavam soterradas pelo tempo. É nesse retorno que o passado e o presente começam a colidir.

A protagonista será vivida por Marcella Arnulf, que também é uma das roteiristas do filme. No elenco, nomes já conhecidos do público se juntam ao projeto: Luci Pereira, veterana da televisão com passagens por novelas como Caminho das Índias e Travessia; Larissa Nunes, em ascensão com trabalhos recentes em Vidas Bandidas (Disney) e Arcanjo Renegado (Globo); Maurício Destri, lembrado por suas atuações em I Love Paraisópolis e Rensga Hits!; e Marat Descartes, ator de longa trajetória no cinema e nas séries, com destaque recente em Beleza Fatal (Max).

Por que Lee Taylor decidiu dirigir

Em entrevista recente, Lee Taylor explicou os motivos que o levaram a aceitar o convite para dirigir o filme. Segundo ele, foi uma junção de inquietação artística com a força do roteiro. “Me senti provocado, em um bom sentido. Era o tipo de história que eu gostaria de ver no cinema. E também era a chance de me testar, de sair da zona de conforto como ator e assumir esse papel de guia criativo de uma equipe”, afirmou.

Para o diretor estreante, o que mais o tocou no roteiro foi a forma como o enredo lida com temas como memória, pertencimento e poder — tudo isso através da perspectiva de uma protagonista complexa e multifacetada. “É uma história sobre o que deixamos para trás, o que escolhemos esquecer, e o que ressurge quando voltamos aos lugares que moldaram quem somos”, comenta Lee.

Um filme pensado por mulheres

Outro elemento que pesou na decisão de Taylor foi o fato de O Chá ser uma narrativa concebida por mulheres, protagonizada por mulheres e com um olhar profundamente feminino. “Eu sempre tive uma inclinação muito forte por trabalhar com atrizes e dramaturgias femininas. No teatro, quase todas as peças que dirigi tinham mulheres no centro da narrativa. E acho que isso diz muito sobre meu interesse por esse tipo de sensibilidade”, ele confessa.

A parceria com o Núcleo Artemísia — formado por Marcella Arnulf, Lívia de Paiva e Thamyra Thâmara — foi construída com base em diálogo e respeito mútuo. Para Lee, um dos grandes trunfos do projeto é justamente a escuta: “Elas me confiaram a direção de um roteiro que é, antes de tudo, muito íntimo. A responsabilidade é grande, mas também é um presente.”

Cinema feito no interior (com cara de Brasil inteiro)

Gravado em São José dos Campos, o longa tem uma ambição que vai além das fronteiras geográficas da cidade. A ideia é mostrar que o interior também pode ser palco de histórias universais, sem cair em estereótipos ou caricaturas.

“A cidade está no DNA do filme, mas não como pano de fundo. Ela é personagem”, explica Lee. “Queremos que o espectador se conecte com o drama de Alice e perceba que aquele lugar, com seus silêncios, suas tradições e seus conflitos, representa muitas outras cidades brasileiras que viveram ou ainda vivem processos parecidos de transformação.”

E para isso, o time de criação está apostando em uma estética que une o realismo da época com um toque poético. A ideia é usar locações históricas, figurinos de época e fotografia naturalista para recriar os anos 1940 sem abrir mão de uma linguagem moderna e acessível.

Financiamento coletivo e incentivos públicos

O filme está sendo viabilizado através de uma soma de esforços públicos e privados. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo em nível municipal e também pelo ProAC ICMS, permitindo que empresas de São Paulo redirecionem parte de seus impostos para apoiar a obra. Mas, além disso, a equipe lançou uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse, aberta a qualquer pessoa que queira contribuir para tirar o filme do papel.

“A gente acredita que o cinema precisa se abrir mais à participação da sociedade, e o financiamento coletivo é uma forma de criar esse vínculo desde o começo”, comenta uma das roteiristas, Lívia de Paiva. Os apoiadores poderão receber recompensas que vão desde agradecimentos nos créditos até visitas ao set e convites para a pré-estreia.

Quem quiser colaborar pode acessar o link: catarse.me/o_cha_filme.

Isis Valverde abre o coração e mergulha na poesia no “Conversa com Bial” desta sexta, 01/08

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Na televisão, o Brasil já viu Isis Valverde viver de tudo um pouco: mocinhas românticas, mulheres ousadas, figuras misteriosas e até uma sereia apaixonada. Mas, nesta sexta-feira, 1º de agosto, no Conversa com Bial, o público é convidado a conhecer uma outra Isis — aquela que escreve, que sangra em palavras, que revisita memórias para transformar dor em poesia.

Durante o bate-papo com Pedro Bial, Isis apresenta seu segundo livro, Vermelho Rubro, uma coletânea de poemas que nasceu de vivências intensas, afetos antigos, despedidas dolorosas e novas descobertas. É a voz de uma mulher que se permite sentir — e que agora escolhe compartilhar o que antes ficava guardado nos bastidores da alma.

“Vermelho Rubro” — Um livro para dizer o indizível

Na conversa, Isis fala sobre como a escrita virou uma extensão de sua arte. Diferente dos personagens que interpreta nas telas, seus versos são pessoais, íntimos, quase confissões. “Não é um livro para ser perfeito, é um livro para ser verdadeiro”, ela resume, com os olhos brilhando.

Vermelho Rubro reúne textos que falam de amor, luto, maternidade, corpo, silêncio e desejo. Há em cada página uma Isis que poucas pessoas conhecem: sensível, crua, intensa — e ao mesmo tempo em paz com suas imperfeições. “Eu escrevo porque preciso organizar o caos. E às vezes, só a palavra salva.”

Entre as montanhas de Minas e os palcos da vida

Isis nasceu em Aiuruoca, no interior de Minas Gerais, uma cidade pequena, cercada por montanhas, que ela carrega no coração até hoje. Foi ali, no meio do mato, ouvindo as histórias da avó, sentindo o cheiro do café fresco e vendo o tempo passar devagar, que ela aprendeu a observar. “Acho que o artista nasce quando aprende a olhar. E Aiuruoca me ensinou a ver o que o mundo tem de mais bonito e mais triste também.”

Aos 15 anos, mudou-se para Belo Horizonte. Com 18, desembarcou no Rio de Janeiro com a coragem de quem sonha alto. Estudou teatro, fez trabalhos como modelo, correu atrás de testes — até conseguir seu primeiro papel na televisão, como Ana do Véu, no remake de Sinhá Moça. Desde então, a carreira deslanchou: Beleza Pura, Avenida Brasil, Amores Roubados, A Força do Querer, Amor de Mãe… Isis virou rosto conhecido e querida do público brasileiro.

Mas, como ela mesma contou a Bial, nem sempre o brilho das câmeras é suficiente para iluminar os cantos escuros da vida. “A arte me salva desde sempre. Quando a atuação não bastava, eu escrevia. A poesia foi me puxando de volta pra mim.”

Da dor à escrita: poesia como processo de cura

Um dos momentos mais tocantes da entrevista é quando Isis fala sobre o impacto da perda de seu pai, em 2020. Sebastião Rubens Valverde morreu de forma repentina, após um mal súbito durante um passeio de moto. Pouco tempo depois, a atriz também perdeu a avó paterna, com quem era muito apegada.

“Foi um período muito duro. Eu não sabia como lidar. Tudo parecia desmoronar. Escrevi muito nessa época. Não porque queria escrever um livro, mas porque precisava colocar pra fora o que me sufocava.”

Isis compartilha com Bial que foi nesse período, de reclusão, luto e silêncio, que muitos dos poemas de Vermelho Rubro surgiram. Palavras como “ausência”, “raiz”, “tempo” e “mãe” aparecem com frequência nos textos — não como enfeite, mas como âncoras.

Maternidade e renascimentos

Outro ponto que transformou sua vida — e sua escrita — foi o nascimento de seu filho, Rael, em 2018. A maternidade, segundo ela, escancarou emoções novas e profundas. “Ser mãe é renascer e, ao mesmo tempo, se perder um pouco. Você não volta a ser a mesma pessoa nunca mais.”

Os versos de Vermelho Rubro tocam essa experiência com delicadeza e crueza. Falam sobre noites em claro, sobre medo, sobre o corpo que muda, sobre o amor que tudo ocupa. “Eu escrevia de madrugada, entre uma mamada e outra. Às vezes com raiva, às vezes chorando, mas sempre com verdade.”

No programa, Bial lê trechos do livro em voz alta. Isis escuta atenta, emocionada, como se ouvisse suas próprias cicatrizes sendo traduzidas por outro alguém. “É estranho, mas bonito. A poesia é isso: a gente entrega uma parte da gente, e o outro se reconhece ali.”

Fim de ciclos e novas escolhas

Em 2022, após 17 anos de contrato com a TV Globo, Isis decidiu encerrar sua parceria fixa com a emissora. A decisão, segundo ela, foi difícil, mas necessária. “Senti que precisava respirar outros ares. Não era só uma questão profissional, era pessoal também. Eu queria me ouvir.”

Na mesma época, chegou ao fim seu casamento com André Resende, pai de seu filho. Isis se recolheu, viajou, passou um tempo longe dos holofotes. Estudou, escreveu, reencontrou amigos e, como ela diz, se reencontrou consigo mesma.

“Às vezes, a gente precisa se perder um pouco para achar um caminho novo. E esse caminho, pra mim, estava nas palavras.”

Em 2023, a atriz assumiu seu relacionamento com o empresário Marcus Buaiz. Em dezembro de 2024, eles se casaram no civil, e a cerimônia oficial da união aconteceu em maio de 2025. Segundo ela, foi um casamento tranquilo, íntimo, cheio de afeto. “Foi tudo como eu queria: simples, leve, verdadeiro.”

Um futuro aberto — e escrito à mão

Hoje, aos 38 anos, Isis parece viver sua fase mais autoral. Não só nos livros, mas também nas escolhas profissionais e pessoais. Está envolvida em projetos de cinema, fala sobre a possibilidade de dirigir, quer viajar mais, e não descarta voltar às novelas — desde que o papel faça sentido.

Sessão da Tarde traz “Velozes & Furiosos 5: Operação Rio” nesta sexta-feira (01/08)

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Nesta sexta-feira, 1º de agosto de 2025, a Sessão da Tarde traz de volta um dos filmes mais eletrizantes da franquia que conquistou fãs no mundo todo. “Velozes & Furiosos 5: Operação Rio” volta à tela da TV Globo para lembrar por que essa história de ação, velocidade e amizade ainda faz tanta gente vibrar.

Mas não é só isso. Esse quinto filme marcou uma mudança importante na série, que até então era quase toda corrida de rua. Aqui, a coisa fica maior: tem assalto, perseguição, muita explosão e claro, aquele clima intenso do Rio de Janeiro — ou, pelo menos, uma versão muito bem feita dele.

Vamos dar uma volta por essa aventura que mistura adrenalina e emoção, e conhecer os bastidores desse filme que não cansa de acelerar corações.

De perseguição nas ruas para o maior assalto da franquia

Até o quarto filme, “Velozes & Furiosos” era sinônimo das corridas ilegais e da paixão por carros modificados. Mas em “Operação Rio”, a história ganhou uma nova pegada, mais próxima dos grandes filmes de assalto e ação hollywoodianos.

O diretor Justin Lin, que já comandava a franquia desde o terceiro filme, resolveu acelerar em outra direção. Em vez de se concentrar só nas corridas, o foco passou para um grande roubo de 100 milhões de dólares — dinheiro de um empresário corrupto que está no centro de uma trama cheia de tensão.

Dom (Vin Diesel), Brian (Paul Walker) e Mia (Jordana Brewster) se veem fugindo da polícia e acabam no Rio, onde planejam esse golpe audacioso. Mas é claro que nada sai simples: muita perseguição, cenas de tirar o fôlego e, claro, aquele cofre gigante sendo arrastado pelas ruas, pra deixar qualquer um grudado na tela.

O Rio como você nunca viu (ou quase isso)

Quem assistiu na época se lembra da beleza das cenas na praia de Ipanema, no Cristo Redentor e em outras paisagens cariocas famosas. Mas, na prática, boa parte das cenas mais explosivas e das favelas foram recriadas em Porto Rico e Atlanta.

Isso aconteceu porque filmar em favelas reais é complicado — tanto para garantir a segurança quanto para controlar a produção. Mesmo assim, o esforço foi grande para deixar tudo com cara do Rio, com direito a casas pintadas, ruas modificadas e todo aquele jeitão brasileiro que a gente reconhece.

Nem só de fãs vive o filme

Apesar de ter conquistado muitos espectadores, o filme também levantou debates. Alguns brasileiros e críticos acharam que a produção exagerou nos estereótipos — apresentando o Rio quase só como um lugar de violência e corrupção.

Por outro lado, muitos defendem que “Operação Rio” é uma obra de ficção, feita para divertir e não para retratar a cidade de forma fiel. Entre os exageros e as licenças artísticas, o filme acabou criando uma imagem que até hoje divide opiniões.

Um elenco que não perde o ritmo

Além dos já conhecidos Vin Diesel e Paul Walker, a chegada de Dwayne Johnson na franquia trouxe uma nova energia. Seu personagem, o agente Luke Hobbs, rapidamente virou um dos favoritos do público — e deu mais peso às cenas de ação.

O elenco conta também com nomes como Ludacris, Tyrese Gibson, Gal Gadot, Jordana Brewster, Joaquim de Almeida e Elsa Pataky, formando um time que mistura carisma, humor e força.

Recorde de bilheteria e legado

“Velozes & Furiosos 5” não foi só um sucesso entre os fãs, mas também quebrou recordes de bilheteria, faturando mais de 625 milhões de dólares ao redor do mundo. Esse resultado abriu caminho para filmes ainda maiores, com efeitos mais elaborados e histórias mais ambiciosas.

Hoje, o filme é visto por muitos como o ponto de virada da franquia, quando ela deixou de ser apenas um filme sobre corridas para se transformar numa verdadeira saga de ação.

O reencontro com Brian O’Conner

Assistir ao filme hoje também tem um significado especial para quem acompanha a saga e sabe da história de Paul Walker. O ator faleceu em 2013, mas seu personagem ainda é lembrado com carinho por fãs e elenco.

Em “Operação Rio”, vemos um Brian mais maduro, preocupado com sua família, tentando construir uma vida estável — e isso deixa o filme com um toque mais humano e emotivo.

Por que assistir de novo?

Mesmo para quem já conhece a história, rever “Velozes & Furiosos 5” é uma experiência que vale a pena. Além da ação, a produção traz momentos que misturam emoção, humor e cenas de tirar o fôlego. Se você gosta de um filme que mistura adrenalina com laços de amizade e que ainda traz o Rio de Janeiro como cenário, esta é a hora perfeita para acelerar junto com Dom e sua turma.

Com Rafael Vitti e o carismático Amendoim, “Caramelo” ganha pôster oficial e promete emocionar no catálogo da Netflix

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Pode se preparar: o Brasil acaba de ganhar um filme para chamar de seu — e com um protagonista que não precisa de fama nem de pedigree para conquistar a gente. Ele tem o pelo dourado, a língua sempre de fora e aquele olhar maroto que já virou símbolo nacional. O nome? Amendoim. E é ele, um vira-lata caramelo, quem promete emocionar o público na mais nova produção brasileira da Netflix: “Caramelo“.

O longa-metragem, que teve suas primeiras imagens e pôster revelados nesta quinta (31), chega como um sopro de ternura e afeto em tempos tão acelerados. Estrelado por Rafael Vitti e dirigido por Diego Freitas, o filme é uma homenagem escancarada a essa figura tão presente na vida dos brasileiros: o cão sem raça definida, que vive nas praças, calçadas, portões de padarias — e nos nossos corações. Abaixo, confira o pôster oficial:

Quando tudo parece desmoronar, um cachorro aparece

Pedro é um jovem chef de cozinha determinado, focado, daqueles que não desistem até conquistar o que querem. E, de fato, ele está prestes a realizar o grande sonho da sua vida: liderar a cozinha de um restaurante renomado. Mas como a vida não costuma seguir o roteiro que a gente imagina, um diagnóstico inesperado atravessa o caminho de Pedro — e tudo aquilo que parecia certo, de repente, vira um enorme ponto de interrogação.

É nesse momento de crise existencial, de angústia e reavaliações, que entra em cena o vira-lata caramelo. Amendoim, como é chamado, surge como um improvável companheiro — e vai se tornando, pouco a pouco, o elo que conecta Pedro de volta ao presente. O que parecia ser só um encontro casual se transforma numa amizade transformadora. Entre latidos, caminhadas, silêncios compartilhados e momentos de pura ternura, Pedro redescobre o que realmente importa.

Não é exagero dizer que o filme promete arrancar lágrimas — mas também muitos sorrisos. Caramelo é aquele tipo de história que a gente assiste com o coração aberto e o lenço por perto. É sobre recomeços, sobre aceitar as curvas da vida e sobre o poder silencioso de um amor que não precisa de palavras.

O carisma de Rafael Vitti e o brilho de Amendoim

Rafael, conhecido por seus papéis em novelas e filmes brasileiros, entrega uma atuação delicada e madura, dando vida a um personagem que carrega camadas de ambição, frustração e ternura. Mas o verdadeiro astro é ele: Amendoim, o vira-lata mais carismático que você vai ver nas telas esse ano. Com seus olhos expressivos e uma presença que mistura travessura e sabedoria, ele rouba a cena — e o coração do espectador.

E não é por acaso que a Netflix escolheu justamente o Dia Nacional do Vira-Lata para divulgar as primeiras imagens do filme. A data, celebrada no Brasil em 25 de julho, reconhece a importância desses cães na cultura e na vida das pessoas. O vira-lata caramelo, em especial, já virou meme, figurinha de WhatsApp, mascote de campanhas públicas e agora, finalmente, protagonista de uma história feita sob medida para ele.

Uma equipe que cuida com afeto — na tela e nos bastidores

Dirigido por Diego Freitas, que já emocionou o público com Depois do Universo, Caramelo é uma produção da Migdal Filmes — e marca a primeira colaboração do estúdio com a Netflix. A ideia original também veio de Diego, que assina o roteiro ao lado de Rod Azevedo e Vitor Brandt, com colaboração de Carolina Castro e consultoria de Marcelo Saback.

O cuidado com os detalhes vai muito além da direção de arte ou da fotografia poética. Um dos pilares da produção foi o bem-estar animal. Para isso, a equipe contou com o trabalho dedicado de Luis Estrelas, treinador de animais e responsável por garantir que Amendoim (e outros cãezinhos do elenco) estivessem sempre confortáveis e seguros. A produção também teve consultoria internacional de Mike Miliotti, que trabalhou recentemente em Garfield – O Filme.

Isso reforça algo fundamental: Caramelo não é só um filme sobre amor — ele é feito com amor. E o respeito aos animais é uma das marcas mais bonitas dessa jornada.

Um elenco que abraça a proposta com entrega e emoção

Além de Rafael Vitti e do cãozinho Amendoim, o elenco reúne nomes que trazem frescor, humor e emoção à trama. Arianne Botelho, Noemia Oliveira, Ademara, Kelzy Ecard, Bruno Vinicius, Roger Gobeth e Olívia Araújo compõem o núcleo principal da história, que mistura drama, leveza e toques de comédia. Cristina Pereira e Carolina Ferraz também fazem participações especiais — e quem também aparece é ninguém menos que a chef Paola Carosella, em uma participação pra lá de simbólica.

A presença de Paola, inclusive, estabelece uma conexão interessante com a profissão do protagonista e com o universo da gastronomia, que aparece com força na trama. As cenas na cozinha são repletas de simbolismo — entre panelas, ingredientes e receitas, Pedro tenta reencontrar o próprio sabor da vida.

Um filme que fala com o Brasil — e sobre o Brasil

O filme tem aquele jeitinho que a gente reconhece: um pouco de humor agridoce, uma paisagem que mistura cidade grande com afetos cotidianos, personagens que falam como a gente e situações que poderiam acontecer com qualquer um de nós.

Mais do que uma história de superação, o filme é uma celebração daquilo que nos move mesmo nos dias difíceis: os laços que criamos. E nesse sentido, Caramelo fala muito sobre o Brasil. Sobre a solidariedade que nasce do nada, sobre os encontros improváveis e, claro, sobre os vira-latas que nos seguem na rua e, de alguma forma, nos escolhem.

Em um país onde milhares de cães vivem em situação de abandono, o filme também carrega uma mensagem de consciência: todos os Amendoins espalhados por aí têm amor de sobra para dar. Basta que alguém olhe para eles com o coração aberto.

Por que você não vai querer perder esse filme?

Porque é um filme que resgata algo essencial — a delicadeza de sentir. Em tempos de correria, cinismo e pressa, Caramelo propõe uma pausa. Ele nos convida a sentar no sofá, talvez com nosso próprio cãozinho no colo, e lembrar que ainda existem histórias simples capazes de nos tocar profundamente.

Com uma produção cuidadosa, atuações envolventes e um protagonista de quatro patas impossível de ignorar, o longa já nasce com cara de queridinho do público. A Netflix ainda não divulgou a data de estreia, mas se você é do tipo que se emociona com filmes como Marley & Eu, Sempre ao Seu Lado ou até mesmo Depois do Universo, prepare o coração.

“Nada”, de Adriano Guimarães, estreia nos cinemas como uma experiência sensorial sobre o tempo, a ausência e o que não se diz

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Hoje, 31 de julho, chega às telonas brasileiras uma obra que não grita, mas sussurra. Que não entrega respostas fáceis, mas convida à contemplação. “Nada”, o primeiro longa-metragem solo de Adriano Guimarães, estreia em cinco capitais — São Paulo, Recife, Salvador, Fortaleza e Belo Horizonte — trazendo uma proposta rara: desacelerar. Escutar. Sentir.

O projeto, que já passou por uma respeitável trajetória em festivais dentro e fora do país, se afasta das fórmulas prontas para apostar num tipo de narrativa que reverbera pela delicadeza. É o tipo de filme que caminha devagar, olha ao redor e encontra beleza até mesmo no que parece insignificante. Um convite à presença, à escuta, ao silêncio.

Muito além da história

A trama gira em torno de Ana, artista plástica interpretada com notável sutileza por Bel Kowarick, que retorna à fazenda da infância para reencontrar a irmã, Tereza (vivida pela dançarina e atriz Denise Stutz), agora fragilizada por uma condição misteriosa que altera sua percepção do real. Mas é importante dizer: este não é um filme que se sustenta por reviravoltas ou explicações racionais. O que interessa aqui não é o “o que” acontece, mas “como” aquilo ecoa dentro da gente.

Adriano não parece preocupado em oferecer clareza — e isso é libertador. Em vez de detalhar, ele insinua. Em vez de narrar com pressa, ele observa. É como se, ao entrar na casa onde Ana cresceu, o público também fosse convidado a respirar mais fundo, a perceber o chiado de um rádio distante, o ranger de uma porta, a brisa cortando a poeira do tempo.

Desde os primeiros quadros, percebemos que NADA pertence a um tipo de cinema raro — aquele que confia na imagem, na pausa, na sugestão. A direção de fotografia de André Carvalheira faz questão de nos manter próximos: o foco nos rostos, nas rachaduras das paredes, no grão da luz que entra pela janela. Um olhar que transforma pequenos detalhes em portais sensoriais.

O desenho de som, assinado por Guile Martins, é uma peça fundamental na engrenagem emocional da obra. Não se trata apenas de acompanhar o que se vê, mas de criar texturas invisíveis. Em muitos momentos, é o som que nos guia, que indica presenças ocultas ou memórias que insistem em permanecer. Há barulhos que parecem vir de dentro da casa… ou de dentro de nós.

O peso do que não está mais ali

Mais do que um reencontro entre irmãs, NADA fala daquilo que se foi — mas nunca deixou de reverberar. A infância, o pai ausente, a própria sanidade que escapa por entre os dedos. É como se o tempo tivesse deixado rastros que não se apagam, fantasmas que não assustam, mas pairam. Invisíveis, porém densos.

A fazenda onde se passa boa parte da ação parece suspensa no tempo, como se resistisse a seguir adiante. E nesse espaço quase imobilizado, os personagens se arrastam entre lembranças e sensações que não sabem nomear. O tempo aqui não corre, ele se dobra.

Para Guimarães, o projeto nasceu de uma inquietação com “memórias que insistem em retornar”, como ele próprio definiu em entrevistas. Não são lembranças escolhidas, mas aquelas que nos invadem sem pedir licença. O filme, portanto, não tenta organizar o passado — ele o acolhe em sua desordem silenciosa.

Literatura, teatro e o invisível

Quem conhece a trajetória do diretor sabe que ele vem do teatro e tem uma forte ligação com a literatura. Isso transparece em NADA, mas não de forma explícita. As influências estão ali, misturadas à poeira da narrativa. Manoel de Barros, por exemplo, aparece como referência — não em citações, mas no espírito de observar grandeza no ínfimo. Já Samuel Beckett ecoa nos silêncios, na repetição, no absurdo cotidiano.

“Quando li o Livro sobre Nada, do Manoel, tive a impressão de que ele estava escrevendo sobre um lugar dentro de mim”, disse Guimarães em uma das exibições do longa. “O filme tem muito disso: coisas que não precisam servir pra nada, mas que são. Que estão ali e pronto.”

Essa percepção do ordinário como extraordinário costura toda a obra. Não há explicação para a condição de Tereza. Tampouco se fala sobre a origem de um dispositivo tecnológico que aparece na trama. Nada é mastigado. E tudo, paradoxalmente, é sentido com força.

Reconhecimento nos festivais e aplauso da crítica

Antes de chegar às salas comerciais, o longa-metragem percorreu um caminho respeitável. No Festival de Cinema de Tiradentes, ainda como projeto em construção, já chamou atenção e levou o prêmio de Work in Progress. No circuito internacional, passou por países como Espanha, Índia, Rússia, Argentina, México e Colômbia, recebendo menções honrosas e prêmios importantes — como o WIP Iberoamericano e o LatAm Cinema, no Festival de Málaga.

No Brasil, brilhou no Festival de Brasília, garantindo os troféus de Melhor Direção, Direção de Arte e Edição de Som — reconhecimento ao cuidado artesanal da obra, feita com precisão quase cirúrgica nos detalhes.

Para o crítico Bruno Carmelo, do Portal Meio Amargo, o longa cria “uma hipnose do olhar”, como se estivéssemos presos em um tempo que não avança. Ele destaca que NADA “não precisa decifrar seus enigmas, apenas sugeri-los”.

Quem vai gostar de assistir?

Não é uma obra para quem busca ação, clímax ou respostas. Talvez, inclusive, provoque incômodo em quem espera por lógica. Mas quem se permitir entrar nesse universo sensorial e subjetivo, muito provavelmente sairá transformado — ou, no mínimo, mexido.

“NADA” é um convite para lidar com o não dito. Com a falta. Com as perguntas que ninguém responde. É para quem já sentiu saudade sem saber do quê. É para quem escutou um barulho e não conseguiu dormir. Para quem carrega lembranças que não se explicam, mas seguem vivas.

Elenco e equipe em sintonia com o invisível

O trabalho de Bel Kowarick é daqueles que ficam na pele. Sua Ana não precisa de grandes falas para transmitir dor, saudade ou estranhamento. É tudo no olhar, no modo como caminha pela casa, nos silêncios carregados de sentido. Já Denise Stutz, com sua trajetória na dança, entrega uma Tereza quase translúcida — vulnerável e, ao mesmo tempo, cheia de presença.

O time técnico reforça essa atmosfera cuidadosamente construída. A montagem de Sérgio Azevedo aposta no ritmo lento, mas nunca entediante. O cuidado com a luz, os sons, os vazios — tudo colabora para que o espectador mergulhe num estado entre o sonho e a lembrança.

“Domingo Maior” (03/08): TV Globo exibe “Maze Runner: A Cura Mortal”, estrelado por Dylan O’Brien

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Foto: Reprodução/ Internet

Na noite do próximo domingo, 3 de agosto de 2025, logo depois do Capital Moto Week – Melhores Momentos, a TV Globo exibe no Domingo Maior o filme “Maze Runner: A Cura Mortal”, encerrando uma das trilogias mais queridas da juventude nos anos 2010. O longa, dirigido por Wes Ball e estrelado por Dylan O’Brien, é o terceiro e último capítulo da saga iniciada em 2014, baseada nos livros de James Dashner. Nesta etapa final, os personagens encaram seus maiores desafios — físicos, emocionais e morais — em uma trama que coloca em jogo a própria humanidade.

Lançado em 2018 e agora exibido em TV aberta, o filme retoma a história do jovem Thomas, líder relutante de um grupo que resistiu a testes cruéis, traições e perdas profundas. Agora, ele parte em busca de um último resquício de esperança: a cura para o vírus que está devastando a Terra. Mas, como quase tudo nesse universo distópico, o que parece uma solução pode ser, na verdade, o início de uma nova catástrofe.

Um futuro desfeito

Se no início da franquia os personagens estavam presos em um labirinto sem saber quem eram, onde estavam e por que precisavam correr para sobreviver, agora eles têm algumas respostas — mas a realidade é muito mais cruel do que podiam imaginar. O vírus conhecido como Fulgor transformou grande parte da população em criaturas violentas e desumanas. Os que restaram vivem em cidades muradas, controladas por organizações autoritárias, como a C.R.U.E.L., responsável pelos testes e experimentos que marcaram os filmes anteriores.

Thomas, interpretado com intensidade por Dylan O’Brien, está cansado de promessas. Cansado de manipulações. E principalmente, cansado de perder pessoas. Quando descobre que seu amigo Minho (Ki Hong Lee) está vivo, preso nos laboratórios da C.R.U.E.L., ele decide ir até o fim para resgatá-lo, mesmo que isso signifique arriscar a própria vida — e trair os planos de quem ainda acredita em um futuro coletivo, mesmo que distante e difícil.

Laços, perdas e escolhas

Um dos grandes méritos do filme está nas relações entre os personagens. Thomas já não é o mesmo garoto confuso que surgiu no primeiro filme. Carrega o peso das perdas, da culpa e das dúvidas sobre quem ele é — e sobre quem merece confiança.

Teresa (Kaya Scodelario), que no segundo filme tomou decisões controversas em nome da ciência, reaparece com um papel ambíguo. Ela acredita na possibilidade de cura e insiste que a C.R.U.E.L. pode salvar o mundo, mesmo com métodos extremos. O reencontro com Thomas é carregado de ressentimento, mas também de lembranças de um afeto que, por um breve momento, foi verdadeiro.

Newt (Thomas Brodie-Sangster) continua sendo o coração do grupo. Sua presença traz equilíbrio e humanidade em meio ao caos, e é comovente ver sua jornada ganhar espaço aqui. Já personagens como Brenda (Rosa Salazar), Jorge (Giancarlo Esposito), Caçarola (Dexter Darden) e Gally (Will Poulter) ampliam a narrativa com ações decisivas e atuações sólidas.

Foto: Reprodução/ Internet

Uma produção marcada por superação fora das telas

O que muitos talvez não saibam é que A Cura Mortal quase não chegou aos cinemas. Durante as filmagens, em março de 2016, Dylan O’Brien sofreu um acidente gravíssimo no set, em uma cena de ação. Ele teve múltiplas fraturas e precisou se afastar por tempo indeterminado. A produção foi interrompida e a estreia adiada.

Esse episódio, que poderia ter encerrado prematuramente a trilogia, acabou moldando também o tom do filme. O diretor Wes Ball chegou a considerar abandonar o projeto, mas o próprio Dylan insistiu em retornar, mesmo após meses de recuperação. O impacto emocional do acidente está, de certa forma, presente em cada cena. O cansaço, a dor e a persistência do personagem ecoam algo real.

Entre a esperança e o fim

Visualmente, o filme impressiona. A ambientação das cidades muradas, os detalhes da decadência urbana e as cenas de ação bem coreografadas contribuem para criar uma atmosfera tensa, porém crível. Ao contrário de outras franquias que abusam de efeitos digitais, A Cura Mortal aposta em cenas práticas e um ritmo mais seco, quase cru, que reforça o realismo daquele mundo em colapso.

Mas o que sustenta o filme de verdade são os dilemas. Até que ponto vale a pena insistir em uma cura que custou tantas vidas? É possível salvar o mundo sacrificando os últimos laços humanos que ainda existem? Essas perguntas atravessam os personagens e chegam até o espectador.

Recepção e legado

Quando estreou nos cinemas, em janeiro de 2018, o filme dividiu opiniões. Parte da crítica considerou o enredo irregular, com momentos apressados e algumas escolhas previsíveis. No entanto, o público em geral recebeu o desfecho com carinho, reconhecendo o amadurecimento dos personagens e o esforço de fechar a história com emoção.

Com uma bilheteria mundial superior a US$ 284 milhões, A Cura Mortal foi o capítulo menos rentável da trilogia, mas isso não diminuiu seu impacto. A série Maze Runner conquistou uma geração que cresceu entre distopias, sagas literárias e filmes que questionavam o futuro. O legado está menos no espetáculo e mais naquilo que a história desperta: o desejo de resistir, mesmo quando tudo parece perdido.

Disponível também no streaming

Para quem quiser rever a trilogia inteira ou assistir com calma depois da exibição na Globo, o filme está disponível no catálogo do Disney+, por assinatura. É uma boa oportunidade de mergulhar novamente nesse universo e relembrar como tudo começou — com um grupo de garotos correndo em um labirinto, sem memórias, mas com uma vontade imensa de viver.

“Globo Repórter” desta sexta (01/08) finaliza expedição por um Brasil que cresce sem perder as raízes

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Foto: Reprodução/ Internet

Na noite desta sexta-feira, 1º de agosto de 2025, o “Globo Repórter” dá adeus — ao menos por agora — ao “Brasil do Meio”. Uma expedição intensa, sensível e cheia de descobertas que atravessou o coração do país, revelando muito além do que mapas mostram. Essa região, muitas vezes vista apenas como ponto de passagem ou corredor do agronegócio, se revelou um mosaico de histórias humanas, inovações surpreendentes, fé concreta e gente que não só planta e colhe, mas também sonha, transforma e resiste.

Durante semanas, a equipe do programa — liderada pelo repórter Chico Regueira — mergulhou na vida cotidiana de cidades, fazendas e comunidades nos estados de Goiás e Tocantins. E o que eles trouxeram de volta não foram apenas belas imagens ou dados impressionantes. Trouxeram vida. Histórias de superação, de amor à terra, de tecnologia com propósito e de tradições que sobrevivem mesmo quando os arranha-céus começam a engolir o céu.

Um novo olhar para o centro do Brasil

O episódio final dessa jornada nos convida a pensar: o que significa estar no meio? Estar no centro geográfico do Brasil é também estar no centro das contradições, das transformações e das possibilidades. Não é à toa que Goiás e Tocantins têm sido apontados como laboratórios vivos de um futuro que tenta equilibrar avanço econômico com sustentabilidade, inovação com memória, concreto com cerrado.

Goiânia, por exemplo, não é apenas uma cidade que cresce para cima. É também uma cidade que olha para dentro. Entre novos edifícios, robôs simpáticos e combustíveis limpos, pulsa uma alma sertaneja, cheia de afetos simples e valores profundos. Palmas, ainda jovem e em constante construção, é símbolo de um país que quer se reinventar sem esquecer de onde veio.

Goiânia: onde o agro encontra a cidade

A capital goiana é o ponto de partida do episódio. Ali, o urbano e o rural não vivem em lados opostos — eles se abraçam, ainda que com tensão. A cidade, que ganha prédios cada vez mais altos, esconde entre suas avenidas modernas um ritmo de vida que ainda valoriza o quintal, o cheiro da comida no fogão de lenha e as rodas de viola.

Um exemplo disso é a influenciadora digital que abre as portas de seu apartamento com vista para o skyline goianiense e mostra, orgulhosa, sua coleção de panelas herdadas da avó. Atrás das fotos produzidas do Instagram, há uma mulher que fala de pamonha como quem fala da infância, de banho de rio como quem fala de cura. E ali, no centro da cidade, ela faz questão de manter viva essa identidade sertaneja.

E não é só nas cozinhas que a tradição ganha um toque de futuro. No prédio mais alto da cidade, a robô Pequi — com nome inspirado na fruta símbolo do cerrado — faz entregas entre os andares como se fosse um carteiro do amanhã. Um pequeno gesto que diz muito: a tecnologia aqui não é um fim em si, mas uma ponte entre mundos.

Quando o canteiro vira sala de aula

No meio desse cenário em transformação, o Globo Repórter encontra também pessoas que decidiram mudar a realidade à sua volta. A professora Mônica Ferreira dos Santos, por exemplo, criou uma iniciativa para capacitar operários da construção civil diretamente nos canteiros. Nada de quadro negro ou cadeiras enfileiradas — o aprendizado acontece com os pés na terra e o capacete na cabeça.

Mônica sabe do que está falando: já foi ajudante de obra, estudou à noite, criou os filhos sozinha e hoje é engenheira civil. Mas, mais do que isso, ela é ponte para outros sonharem também. “Quando a gente entende o desenho de uma planta, começa a desenhar o próprio futuro”, diz um de seus alunos, com os olhos brilhando.

Fé que constrói

No mesmo território onde o concreto avança, a espiritualidade se reinventa. O programa encontra o pastor Cláudio de Carvalho, que decidiu unir sua fé com sua profissão de engenheiro. Para ele, evangelizar não é só pregar com palavras — é ensinar com ações. Em vez de apenas falar de salvação, ele ensina serventes a se tornarem pedreiros qualificados. “A gente também salva quando oferece uma profissão”, diz, com a convicção de quem constrói mais que paredes.

Biometano: combustível do presente

Outra descoberta surpreendente vem dos bastidores da mobilidade urbana: ônibus movidos a biometano — um combustível limpo, extraído dos resíduos da cana-de-açúcar. A cena do repórter embarcando em um desses veículos não é só ilustrativa: é simbólica. Mostra que o futuro não está tão longe quanto parece. Ele já está circulando pelas ruas, de forma silenciosa, econômica e sustentável.

E o que poderia parecer uma inovação distante da realidade, se mostra muito presente: “O que sobra da cana vira força para mover gente. Isso é bonito demais”, resume um dos motoristas que opera os ônibus.

No Tocantins, a última fronteira é a esperança

A equipe do programa segue viagem até o Tocantins e chega à região conhecida como Matopiba, nome que soa técnico, mas que guarda um potencial humano imenso. Ali, entre lavouras modernas e iniciativas ecológicas, está a fazenda de Murilo Sharp — uma propriedade dividida entre produção e preservação.

Metade das terras é floresta nativa. A outra metade é ocupada por gado, sim, mas com responsabilidade ambiental. Murilo não fala em produtividade como quem fala em lucro, mas como quem fala de legado. “O segredo é escutar a terra”, diz, com olhos marejados diante de uma árvore que, segundo ele, já estava ali antes mesmo do avô chegar.

Dona Zefa: a cozinha como resistência

E é também no Tocantins que o episódio encontra um dos personagens mais encantadores da série: Dona Zefa. Simples, direta, generosa, ela transforma soja em café — literalmente. Torrada e moída, a leguminosa se transforma numa bebida que lembra o café tradicional, mas tem gosto de roça.

Ela prepara a bebida enquanto frita bolinhos e recebe a equipe com o sorriso de quem não se deixa intimidar pelas câmeras. “É café de soja, mas tem alma”, brinca. Ao lado do fogão, sua cozinha parece um relicário de afetos, receitas e memória.

Palmas: jovem, solar, promissora

A expedição se encerra na capital do Tocantins. Palmas ainda é uma cidade em construção — no tempo, na identidade, no sonho. Criada no fim dos anos 1980, ela é o exemplo mais literal do Brasil em transformação: uma cidade nova, nascida de um desejo de modernidade, mas que carrega histórias antigas em cada esquina.

O programa Globo Repórter visita o marco geodésico do país, conversa com os primeiros moradores que chegaram com quase nada e, hoje, têm filhos formados, netos sonhando alto. Palmas respira juventude, mas também carrega a sabedoria de quem começou tudo do zero.

Primeiros feitiços lançados! Nova série de “Harry Potter” terá 8 episódios e bastidores revelados por Adriano Goldman

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Em algum lugar entre a nostalgia e o desejo por algo novo, uma nova era do mundo bruxo está tomando forma. E dessa vez, não é com Daniel Radcliffe ou Emma Watson, tampouco nos corredores conhecidos de Hogwarts que conhecemos nos cinemas. A magia está voltando, sim — mas agora sob o olhar da HBO, com um novo elenco, uma nova estética e, principalmente, com a missão de honrar uma história que marcou (e ainda marca) gerações inteiras.

Durante uma entrevista à Forbes Brasil, o diretor de fotografia Adriano Goldman — conhecido por seu trabalho premiado em The Crown — deixou escapar a primeira grande revelação: a primeira temporada da série terá 8 episódios, e não 6, como havia sido amplamente divulgado.

Parece pouco? Para os fãs mais atentos, isso significa mais espaço para nuances, mais tempo para aprofundar tramas que foram cortadas nos filmes e, claro, mais oportunidade de mergulhar nas entrelinhas de Hogwarts com olhos renovados.

“A pré-produção durou 18 semanas”, contou Goldman, destacando que esse momento inicial foi essencial para construir a espinha dorsal da série. “Nesse período, o diretor, o diretor de fotografia e o diretor de arte trabalham como um corpo só. Todas as decisões visuais e conceituais passam por esse trio — e por suas equipes.”

É a primeira vez que ouvimos com tamanha clareza como a série está sendo montada nos bastidores. E, mesmo que ainda estejamos longe da estreia, a sensação é de que algo grande está a caminho. Algo pensado com tempo, cuidado e respeito pela obra que moldou a infância e adolescência de tanta gente.

Um novo Dumbledore, uma nova McGonagall, um novo tudo

Se você está se perguntando quem são os rostos por trás dos personagens que tanto ama, aqui vai uma notícia boa: o elenco já começou a ser revelado — e está recheado de nomes conhecidos (e alguns surpreendentes).

John Lithgow, veterano premiado por seu trabalho em The Crown e Conclave, será o novo Alvo Dumbledore. No papel de Minerva McGonagall, quem assume é a impecável Janet McTeer, vista em A Rainha Branca. Já o enigmático Snape será interpretado por Paapa Essiedu, que brilhou em Gangs of London e I May Destroy You. E, numa escolha que dividiu opiniões e arrancou sorrisos nostálgicos, Nick Frost (de Todo Mundo Quase Morto) será Hagrid — uma aposta ousada, mas promissora.

Outros nomes também foram confirmados: Luke Thallon como o professor Quirrell e Paul Whitehouse como o rabugento Filch. Mas as grandes expectativas estavam mesmo voltadas para o trio principal — e sim, ele já foi escalado.

Dominic McLaughlin é o novo Harry Potter. Arabella Stanton viverá Hermione Granger. Alastair Stout será Ron Weasley. Todos jovens atores britânicos, ainda pouco conhecidos, mas escolhidos a dedo — e após um processo seletivo rigoroso.

Segundo fontes ligadas à produção, a escolha foi baseada não apenas em talento, mas na capacidade de representar a complexidade dos personagens desde muito cedo. O desafio é grande: crescer diante das câmeras, sob o peso de uma das maiores franquias de todos os tempos. Soa familiar?

Recomeçar sem apagar o passado

É impossível falar de Harry Potter sem pensar em tudo o que veio antes. De 2001 a 2011, os oito filmes da saga encantaram milhões, arrecadaram bilhões e formaram um dos trios mais amados do cinema: Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint. Foi uma década mágica. Literalmente.

Produzidos por David Heyman e dirigidos por nomes como Chris Columbus, Alfonso Cuarón e David Yates, os filmes transformaram a literatura de J.K. Rowling em um universo visual arrebatador. Mas nem tudo dos livros coube nas telas. Foram muitas as passagens que ficaram de fora — seja por tempo, orçamento ou decisões criativas.

Agora, com a série da HBO, o objetivo é fazer diferente. Mais tempo, mais camadas, mais profundidade. O plano é ambicioso: uma temporada para cada livro, o que significa pelo menos sete anos de jornada se tudo sair como o esperado.

“Queremos um olhar novo sobre essa história tão conhecida. Não se trata de refazer o que já foi feito, mas de explorar o que ainda não foi mostrado”, confidenciou uma fonte próxima à produção.

A origem de um fenômeno

Tudo começou de forma quase despretensiosa, nos bastidores de um escritório em Londres. Uma secretária leu o manuscrito de Harry Potter e a Pedra Filosofal e levou ao produtor David Heyman. O livro, que havia sido relegado à prateleira das ideias medianas, logo virou obsessão.

Em 1999, a Warner Bros. comprou os direitos de adaptação dos quatro primeiros livros por cerca de 1 milhão de libras. A única exigência de Rowling? Que o elenco principal fosse estritamente britânico. E assim foi.

A produção do primeiro filme começou com Chris Columbus na direção, Steve Kloves no roteiro e um elenco jovem, estreante e cheio de promessas. Deu certo. A franquia decolou. E os livros também.

Hoje, Harry Potter é uma marca global, com parques temáticos, peças de teatro, spin-offs (Animais Fantásticos) e, agora, uma nova série prestes a ganhar vida.

Uma chance de fazer diferente

Se você leu os livros, deve lembrar de personagens que nunca apareceram nos filmes. Ou de cenas que passaram voando. Ou de histórias paralelas que mereciam mais espaço. Pois é exatamente aí que a série da HBO quer acertar.

Adriano Goldman reforçou que a abordagem visual será diferente. “Não queremos copiar os filmes. Eles já são obras completas. Nosso trabalho é reinterpretar. Trazer uma nova luz. Literalmente.”

A fotografia — uma das áreas mais elogiadas de seu trabalho em The Crown — será uma aliada para transformar Hogwarts, Hogsmeade, o Ministério da Magia e tantos outros locais mágicos em algo ainda mais rico e imersivo.

E a J.K. Rowling nisso tudo?

Rowling continua envolvida no projeto, mas de forma mais distante. Ela atua como produtora executiva, mas o time criativo da HBO parece ter liberdade para inovar — inclusive em questões de representatividade e inclusão.

A escolha de atores como Paapa Essiedu para papéis centrais é um indicativo de que a série quer ser mais contemporânea, mais plural, mais conectada com o mundo atual. E isso, inevitavelmente, traz conversas — algumas apaixonadas, outras críticas. Mas todas fazem parte do processo.

O desafio de honrar uma lenda

A verdade é que, mesmo com elenco talentoso, roteiro fiel e direção primorosa, o maior desafio da série da HBO será emocional. Como tocar em algo que tanta gente ama tanto sem decepcionar?

Refazer Harry Potter é como tentar recontar um sonho — sem perder a delicadeza, a intensidade e o encanto. E embora muita gente ainda torça o nariz para a ideia de recomeçar uma história tão recente (e tão definitiva), outras vozes celebram a oportunidade de ver algo que ficou faltando.

Quem sabe, agora, possamos conhecer mais a fundo os dilemas de Lupin, o passado de Neville, a inteligência de Fleur, a revolta dos elfos domésticos, a genialidade de McGonagall. Quem sabe, agora, vejamos Hogwarts por outros ângulos. Com mais tempo, mais nuance, mais alma.

Quando estreia?

Ainda não há uma data oficial, mas as previsões mais otimistas apontam para 2026. As gravações já começaram e os anúncios do elenco seguem em ritmo acelerado. Até lá, o fandom segue ansioso. Entre memes, teorias e comparações, cresce a esperança de que a série consiga capturar aquilo que fez Harry Potter ser tão especial: não apenas a magia dos feitiços, mas a magia das escolhas, da amizade, da coragem e do amor. Porque, como já nos ensinaram, “as palavras são, na minha não tão humilde opinião, nossa mais inesgotável fonte de magia”.

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