Saiba quais filmes vão passar na Sessão da Tarde (28/07 a 01/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Na “Sessão da Tarde” de segunda, Globo exibe “Descendentes 3

Nesta segunda-feira, 28 de julho de 2025, a TV Globo convida os telespectadores a uma última viagem ao universo de Auradon com a exibição de Descendentes 3, a terceira e emocionante parte da franquia original do Disney Channel que conquistou milhões de fãs pelo mundo. O filme, dirigido por Kenny Ortega — conhecido por seu trabalho em High School Musical — será exibido na “Sessão da Tarde”, prometendo encantar públicos de todas as idades com uma história repleta de aventura, música e redenção.

Lançado em 2019, Descendentes 3 marca o desfecho da jornada dos filhos dos maiores vilões da Disney, consolidando a franquia como uma das mais influentes e queridas da nova geração. A produção também ficou marcada por ser o último trabalho completo do ator Cameron Boyce, que interpretava Carlos, filho de Cruella de Vil, e faleceu pouco antes do lançamento oficial. O filme, portanto, carrega uma carga emocional ainda mais profunda para os fãs que cresceram acompanhando a saga.

Um mundo dividido por herança… e por escolha

Descendentes 3 dá continuidade à proposta da franquia: imaginar como seria um mundo onde os heróis e vilões da Disney envelheceram, formaram famílias e passaram seus legados — e suas cargas — para seus filhos. Mal (Dove Cameron), filha de Malévola e Hades, está prestes a se tornar rainha de Auradon, após aceitar o pedido de casamento do Rei Ben (Mitchell Hope), filho de Bela e Fera.

Mas como sempre acontece em histórias boas, nem tudo corre como o esperado.

Enquanto se prepara para o grande dia, Mal é confrontada por uma série de ameaças que colocam seu futuro — e o de Auradon — em risco. Audrey (Sarah Jeffery), filha da Princesa Aurora, rouba o cetro de Malévola e a coroa do reino, mergulhando na escuridão e se tornando uma versão corrompida de si mesma. Ao mesmo tempo, Hades (Cheyenne Jackson), pai de Mal e senhor do submundo, tenta romper a barreira mágica que isola a Ilha dos Perdidos — um lugar destinado a manter os vilões afastados da sociedade “civilizada”.

A história mergulha em temas como identidade, escolhas pessoais, reconciliação com o passado e o poder de mudar o próprio destino. Para isso, Mal conta com a ajuda dos fiéis amigos Evie (Sofia Carson), Jay (Booboo Stewart) e Carlos (Cameron Boyce), que também voltam à Ilha Proibida com o objetivo de convidar uma nova geração de filhos de vilões a se juntarem à vida em Auradon.

Entre magia, dança e emoção: um musical sobre transformação

Dirigido por Kenny Ortega, mestre das coreografias e das narrativas juvenis cheias de energia, Descendentes 3 mistura elementos de aventura, fantasia, comédia e musical. As cenas de dança coreografadas com precisão e os números musicais contagiantes são parte essencial da identidade da franquia.

As canções originais, como “Queen of Mean”, interpretada por Sarah Jeffery (Audrey), e “Night Falls”, cantada pelo elenco principal, são poderosos reflexos dos dilemas emocionais vividos pelos personagens. Cada música marca um momento de virada, de descoberta ou de conflito — e é esse equilíbrio entre o lúdico e o simbólico que tornou os Descendentes tão populares.

A música, aliás, é mais do que trilha sonora: é o fio condutor da trama. É através dela que os personagens expressam suas frustrações, sonhos, dúvidas e até seus pedidos de perdão.

Elenco carismático e inesquecível

Um dos grandes trunfos de Descendentes 3 é seu elenco jovem, talentoso e absolutamente carismático. Dove Cameron volta a brilhar no papel da corajosa Mal, em uma interpretação mais madura, complexa e emocional do que nos filmes anteriores. Ao seu lado, Sofia Carson, Booboo Stewart e Cameron Boyce formam o núcleo central da história, mostrando a evolução dos filhos dos vilões desde a primeira vez que cruzaram os portões de Auradon.

A performance de Cameron Boyce, em especial, emociona ainda mais neste filme, já que o ator faleceu em julho de 2019, pouco antes do lançamento. Sua presença no longa é cheia de vida, leveza e humor — qualidades que sempre o acompanharam dentro e fora das telas. A Disney prestou homenagens a ele na estreia e em materiais promocionais, e os fãs ao redor do mundo mantêm viva sua memória até hoje.

Completam o elenco nomes como Sarah Jeffery (Audrey), Cheyenne Jackson (Hades), China Anne McClain (Uma), Jadah Marie (Celia), Thomas Doherty (Harry Gancho), Dylan Playfair (Gil), Anna Cathcart (Dizzy Tremaine) e Mitchell Hope (Ben), além de participações especiais de personagens consagrados dos dois primeiros filmes.

De filhos de vilões… a construtores de pontes

Se o primeiro Descendentes falou sobre aceitação e o segundo sobre lealdade, o terceiro filme é, acima de tudo, sobre perdão e construção de pontes. Mal, que durante muito tempo temeu o próprio passado, precisa agora se reconciliar com sua origem para poder construir um futuro diferente — não apenas para si, mas para todas as crianças da Ilha dos Perdidos.

A decisão de abrir Auradon para os jovens da ilha é carregada de significados. A mensagem é clara: ninguém deve ser definido pelas escolhas dos pais. O filme mostra que herança não é destino e que todos — inclusive os “filhos dos vilões” — merecem a chance de recomeçar.

Esse discurso, apesar de inserido em um contexto mágico e lúdico, ecoa fortemente na realidade de muitos jovens que se sentem à margem, estigmatizados ou limitados por suas histórias familiares. Descendentes 3 consegue abordar esse tema com leveza e ao mesmo tempo profundidade.

Um adeus carregado de emoção

Mais do que um capítulo final, Descendentes 3 é uma despedida. E despedidas sempre doem um pouco, especialmente quando envolvem personagens com os quais criamos laços ao longo dos anos.

A narrativa fecha ciclos, responde perguntas, dá espaço para que os personagens cresçam e encerrem suas jornadas de forma digna. Não há vilões definitivos nem heróis perfeitos. O filme propõe a ideia de que todos somos passíveis de erro — e também de redenção.

O reencontro com personagens queridos, o fechamento de arcos emocionais e a maturidade alcançada pelos protagonistas fazem com que esse último capítulo tenha gosto de saudade. Para os fãs, é impossível assistir sem se lembrar da trajetória iniciada em 2015, quando Mal, Evie, Carlos e Jay atravessaram pela primeira vez os portões de Auradon.

Legado e continuação

Apesar de ser o último filme da trilogia principal, a franquia Descendentes ainda rendeu uma animação especial — Descendants: The Royal Wedding — exibida em 2021, que mostrou o casamento de Mal e Ben. Desde então, rumores de novos projetos no universo expandido vêm circulando entre os fãs.

Em 2023, a Disney confirmou o desenvolvimento de Descendants: The Rise of Red, uma nova produção derivada que explora outros descendentes de vilões clássicos. Embora Mal e sua turma não estejam diretamente envolvidos, o legado da trilogia original está mais vivo do que nunca.

Na “Sessão da Tarde” de terça, “Nunca Te Esquecerei” é o grande destaque

Na terça-feira, 29 de julho de 2025, a Sessão da Tarde da TV Globo leva ao ar o drama sensível e tocante “Nunca Te Esquecerei”, estrelado por Nick Nolte e Sophia Lane Nolte, que traz à tona as nuances delicadas do Alzheimer, da memória afetiva e dos vínculos eternos entre avós e netos.

Poucos filmes conseguem tocar o coração com tanta doçura e ao mesmo tempo provocar reflexões profundas sobre o tempo, a perda e o amor como Nunca Te Esquecerei (Head Full of Honey, 2018). Dirigido pelo alemão Til Schweiger e inspirado em sua obra anterior – o sucesso europeu Honig im Kopf (2014) – o longa ganha novo fôlego nesta versão teuto-americana, reimaginada para o público internacional, mas sem perder a essência emocional da história original.

Nesta terça, os telespectadores brasileiros terão a chance de mergulhar nessa comovente jornada na Sessão da Tarde, numa tarde que promete lágrimas, sorrisos e memórias à flor da pele.

Uma viagem contra o esquecimento

A trama gira em torno de Amadeus (Nick Nolte), um idoso carismático que está nos estágios iniciais do Alzheimer. Antes que a doença leve embora todas as suas lembranças, sua neta Matilda (interpretada por sua filha na vida real, Sophia Lane Nolte) decide embarcar com ele em uma última e inesquecível viagem à cidade de Veneza — lugar onde Amadeus viveu momentos marcantes com sua falecida esposa.

Mas essa não é apenas uma viagem geográfica. É uma travessia emocional, carregada de afeto, ternura e também de momentos cômicos e desconcertantes causados pelos lapsos de memória do protagonista. A presença da neta, pura em sua intenção de ajudar o avô a resgatar o passado, torna tudo mais especial e tocante.

A relação entre os dois é o verdadeiro fio condutor da narrativa. Matilda, em sua inocência e sensibilidade, se torna o pilar emocional da história — e a bússola de Amadeus nesse mar revolto que é o esquecimento.

Pai e filha na ficção e na vida real

Um dos grandes destaques de Nunca Te Esquecerei está fora da tela: a relação real entre Nick Nolte e sua filha, Sophia Lane Nolte. Interpretando avô e neta, os dois trazem à cena uma química inegável, que empresta à narrativa uma dose extra de autenticidade e emoção.

Nick Nolte, veterano de Hollywood com indicações ao Oscar por O Príncipe das Marés (1991) e Guerreiro (2011), mostra aqui uma performance sensível e cheia de nuances. Sophia, por sua vez, surpreende com uma atuação delicada e intensa, mesmo sendo seu primeiro grande papel no cinema.

A cumplicidade entre os dois é tão evidente que o espectador esquece que está assistindo a uma ficção. Os olhares trocados, os gestos de carinho, os silêncios compartilhados — tudo contribui para uma narrativa que parece saída da vida real.

Refilmagem emocional com sotaque europeu

Head Full of Honey é, na verdade, uma refilmagem americana do longa-metragem alemão Honig im Kopf (2014), também dirigido por Til Schweiger. Na versão original, o filme foi um fenômeno na Alemanha, tendo atraído mais de sete milhões de espectadores e sendo eleito um dos maiores sucessos de bilheteria daquele ano.

Ciente do potencial da história, Schweiger decidiu levá-la a novos públicos, adaptando-a para o inglês e escalando um elenco internacional com nomes como Matt Dillon (Crash – No Limite), Emily Mortimer (A Invenção de Hugo Cabret), Jacqueline Bisset (Assassinato no Expresso do Oriente), Eric Roberts (Batman: O Cavaleiro das Trevas), entre outros.

As filmagens aconteceram em locações pitorescas da Alemanha e da Itália, com destaque para as belas paisagens de Veneza, que servem como pano de fundo para os momentos mais poéticos da trama. A trilha sonora suave e as imagens delicadas colaboram para construir a atmosfera nostálgica e contemplativa da obra.

Memória, perda e amor: temas que falam à alma

Ao tratar do Alzheimer, Nunca Te Esquecerei aborda com sensibilidade uma das doenças mais devastadoras do século XXI — não apenas para quem sofre com ela, mas também para os familiares e cuidadores. A narrativa opta por um olhar humanizado, sem cair em dramatizações excessivas ou sentimentalismo forçado.

O filme convida o público a refletir sobre o que significa perder as próprias lembranças, e como o amor pode persistir mesmo quando as palavras e os rostos começam a desaparecer. Em tempos de relações tão rápidas e digitais, essa história resgata o valor dos vínculos genuínos — daqueles que sobrevivem à passagem do tempo e ao esquecimento.

Amadeus, mesmo confuso, ainda carrega em si a centelha da ternura. Matilda, mesmo jovem, entende que amar é cuidar, é lembrar por dois, é insistir na esperança. E assim, juntos, eles constroem uma última aventura que vale mais do que qualquer lembrança: uma conexão que permanece na alma, mesmo quando a mente falha.

Uma recepção discreta, mas uma mensagem poderosa

Apesar do sucesso estrondoso do original alemão, a versão americana de Head Full of Honey teve uma recepção modesta. Nos cinemas da Alemanha, onde foi exibida como prévia para o público local, o filme arrecadou apenas US$ 65 mil nas primeiras duas semanas, contrastando com a bilheteria expressiva de seu antecessor.

A crítica também se dividiu. Alguns veículos apontaram certa dificuldade de ritmo e de tom na nova versão. Outros, no entanto, elogiaram a atuação sincera de Nick Nolte e a beleza das locações. Mas, independentemente de números ou resenhas, a verdade é que há filmes que não se medem por bilheteria — e sim por impacto emocional.

Nunca Te Esquecerei é um desses filmes. Uma obra que, apesar de discreta, tem o poder de tocar corações, despertar memórias e inspirar olhares mais ternos sobre o envelhecimento e os laços familiares.

Vale assistir?

Sim. E não apenas por ser um filme bonito — mas porque ele provoca uma reconexão com aquilo que realmente importa: as pessoas, as histórias, os momentos que carregamos conosco, mesmo quando a memória começa a falhar.

Se você tem ou teve um avô, se já cuidou de alguém que enfrenta o Alzheimer, ou se simplesmente quer ver uma história humana, tocante e verdadeira, não deixe de assistir. Prepare um lenço, abra o coração e permita-se lembrar que, no fim, o amor é a memória mais forte que temos.

Quarta é dia de nostalgia com Pica-Pau: O Filme

Nesta quarta, 30 de julho, a tarde da Globo traz uma boa dose de confusão, gargalhadas e nostalgia com Pica-Pau: O Filme (Woody Woodpecker), uma comédia infantojuvenil que resgata o clássico personagem criado por Walter Lantz e Ben Hardaway. O longa, lançado em 2017, mistura live-action com animação digital e promete entreter toda a família com as travessuras do pássaro mais encrenqueiro dos desenhos animados.

A história: o bico afiado contra o concreto

Na trama, o advogado Lance Walters (Timothy Omundson) decide construir uma casa de luxo em uma área verde próxima à fronteira com o Canadá, herdada de seu pai. Ao lado da noiva Vanessa (interpretada pela brasileira Thaila Ayala) e do filho adolescente Tommy (Graham Verchere), ele se instala no terreno paradisíaco. O que ele não esperava era encontrar um morador local nada pacato: o Pica-Pau, que vive justamente na árvore marcada para ser derrubada.

O pássaro, dublado por Eric Bauza, usa toda a sua criatividade para impedir a construção. O embate entre o homem e a natureza se transforma em uma verdadeira guerra cômica, recheada de armadilhas, quedas, explosões e, claro, a risada inconfundível do protagonista.

Um elenco internacional com tempero brasileiro

Além do elenco americano, o filme conta com a participação da atriz brasileira Thaila Ayala, em seu primeiro papel internacional de destaque. Ela vive a vaidosa Vanessa, namorada de Lance, que se vê envolvida nas confusões do pássaro maluco.

Outro destaque vai para Graham Verchere, que interpreta Tommy, o filho de Lance. Durante o conflito entre o pai e o Pica-Pau, o jovem se aproxima do pássaro, iniciando uma improvável amizade — e servindo de ponte para reflexões sobre empatia e convivência com a natureza.

Bastidores e lançamento curioso

Pica-Pau: O Filme foi dirigido por Alex Zamm e teve suas filmagens realizadas no Canadá, em meio a belas paisagens naturais. A produção inicialmente seria inteiramente animada e chegou a ser pensada pela Illumination Entertainment, responsável por sucessos como Meu Malvado Favorito. No entanto, o projeto foi reformulado para o formato híbrido que conhecemos hoje.

Curiosamente, o Brasil foi o primeiro país a receber o filme nos cinemas, em outubro de 2017. O personagem, que tem enorme popularidade entre o público brasileiro, ganhou até uma turnê promocional, com pessoas fantasiadas visitando capitais como São Paulo, Manaus e Olinda. Cenas icônicas dos desenhos animados foram recriadas em pontos turísticos, como as Cataratas do Iguaçu.

Para rir e lembrar

Mais do que uma comédia infantil, o filme fala sobre respeito à natureza, família e o valor da amizade — tudo isso com o bom humor clássico do Pica-Pau. Para os adultos, é uma viagem ao passado. Para os pequenos, uma porta de entrada para o universo de um dos personagens mais carismáticos da animação.

“Uma Prova de Amor” emociona na Sessão da Tarde de quinta (31/07)

Na tarde desta quinta-feira, 31 de julho de 2025, a emissora exibe na Sessão da Tarde um dos dramas mais tocantes do cinema dos anos 2000: “Uma Prova de Amor” (My Sister’s Keeper, 2009). Com direção sensível de Nick Cassavetes, o longa emociona por abordar com profundidade um dos temas mais delicados da vida: até onde alguém pode — ou deve — ir por amor a um filho?

Logo nos primeiros minutos, o espectador é inserido no universo intenso da família Fitzgerald. Tudo começa com a pequena Anna (vivida com doçura e força por Abigail Breslin, de Pequena Miss Sunshine), uma menina que, aos 11 anos, toma uma atitude inesperada: ela procura um advogado e entra com um processo judicial contra seus próprios pais. O motivo? Ela quer o direito de decidir o que fazer com seu corpo — ou melhor, o direito de dizer “não”.

A situação é complexa e dolorosa: Anna foi concebida, através de fertilização in vitro, com um propósito específico — ser compatível com sua irmã mais velha, Kate (Sofia Vassilieva), que desde os 2 anos luta contra uma leucemia agressiva. Desde bebê, Anna vem doando células, sangue e tecidos para manter a irmã viva. Mas agora, ela foi informada de que precisará doar um rim, e sua resposta é um não — um “não” que ecoa como um grito por autonomia, por identidade, por infância.

Do outro lado da história está Sara Fitzgerald, interpretada com garra e fragilidade por Cameron Diaz, uma mãe que abandonou a própria carreira como advogada para se dedicar integralmente à luta pela vida de Kate. Sara é intensa, determinada, e, como muitas mães, se vê disposta a tudo por sua filha — até mesmo ultrapassar limites éticos e emocionais. O que ela não esperava era ser confrontada pela própria filha mais nova, aquela que deveria ser a “solução”.

Entre sessões no hospital, consultas jurídicas e silêncios carregados, o longa constrói uma narrativa poderosa sobre laços familiares, amor em estado bruto e os limites da doação. O pai, Brian (Jason Patric), surge como um contraponto mais sensível e equilibrado, enquanto o advogado excêntrico Campbell Alexander (Alec Baldwin) e a juíza vivida por Joan Cusack completam o quadro com delicadeza.

Mas o que realmente faz de Uma Prova de Amor uma obra tão marcante é a sua humanidade. Não há vilões ou mocinhos — apenas pessoas tentando sobreviver ao impensável, convivendo com a ideia de que a filha pode morrer. A atmosfera do filme é intensa, mas nunca apelativa. Ao contrário: cada decisão dos personagens é atravessada por camadas de amor, desespero, culpa e compaixão.

Com um elenco comprometido, uma trilha sonora delicada e uma reviravolta que surpreende até os espectadores mais atentos, o filme também traz uma questão filosófica difícil de engolir: é justo trazer uma criança ao mundo com um objetivo específico? Quem decide o que é certo ou errado quando a vida de alguém está em jogo? E o que significa, de fato, amar alguém incondicionalmente?

Adaptado do best-seller de Jodi Picoult, o roteiro equilibra com sensibilidade os diálogos afiados com momentos silenciosos que falam mais do que mil palavras. A escolha do diretor Nick Cassavetes (o mesmo de Diário de uma Paixão) pelo tom intimista e cru dá profundidade emocional a cada cena — da dor contida nos olhares à doçura das lembranças entre irmãs.

Mesmo com o peso do tema, o filme consegue emocionar sem soar manipulador. Há leveza em alguns momentos, especialmente na relação entre Kate e seu namorado no hospital, e há beleza até na tristeza que se instala pouco a pouco. A despedida, quando chega, não é só uma despedida de um personagem, mas de um tempo, de uma luta, de um vínculo forjado entre o espectador e essa família ficcional — tão real em sua imperfeição.

Para quem ainda não viu ou quer rever, Uma Prova de Amor é aquele tipo de filme que convida à reflexão e ao acolhimento. Um convite para pensar sobre as múltiplas formas de amar — e sobre como nem sempre as decisões mais difíceis são as erradas.

“Velozes & Furiosos 5 – Operação Rio” invade a TV Globo com adrenalina, ação e paisagens cariocas

Nesta sexta-feira, 1º de agosto, a TV Globo vai tirar os freios da programação e colocar o pé no acelerador com “Velozes & Furiosos 5 – Operação Rio” na Sessão da Tarde. Mais do que um blockbuster recheado de ação, o quinto capítulo da franquia que virou fenômeno mundial tem um sabor especial para o público brasileiro: boa parte da história se passa (e foi filmada) no Rio de Janeiro.

Entre perseguições com cofres de 10 toneladas, becos cheios de história e favelas pulsando vida, o longa não apenas mergulha o espectador em um espetáculo de alta octanagem, como também traz um retrato — ainda que hollywoodiano — da Cidade Maravilhosa como pano de fundo de um dos maiores assaltos do cinema moderno. Mas afinal, por que esse filme segue sendo tão marcante para os fãs, especialmente os brasileiros?

Vamos voltar no tempo, abrir as portas dos carros tunados da memória e embarcar nessa jornada.

Quando a velocidade encontrou o Brasil

Lançado em 2011, Velozes & Furiosos 5 – Operação Rio (ou Fast Five, no original) não foi só mais um capítulo da série. Foi o ponto de virada. A franquia, até então centrada em corridas ilegais e carros turbinados, decidiu dobrar a aposta: transformou-se em um verdadeiro épico de ação global. E a escolha do Brasil como cenário não foi mero acaso.

Depois de quatro filmes com altos e baixos, os produtores sabiam que era hora de reinventar. A solução? Uma mistura explosiva: unir todos os personagens icônicos da saga, injetar humor, espionagem e um plano de assalto cinematográfico — tudo com a energia vibrante do Rio como moldura. Era o nascimento de uma nova fase para a franquia.

“Foi uma decisão criativa e estratégica. Queríamos explorar um novo tom, com escala internacional e uma trama que fosse além das corridas. O Rio foi escolhido por sua beleza, caos urbano e cultura pulsante”, disse o diretor Justin Lin na época do lançamento.

Um assalto cinematográfico em solo carioca

Na trama, Dom Toretto (Vin Diesel) e Brian O’Conner (Paul Walker) se refugiam no Brasil após resgatarem Dom de uma prisão nos EUA. Em busca de uma vida nova, aceitam participar de um roubo de carros que rapidamente se revela uma armadilha. Para limpar seus nomes e garantir liberdade definitiva, eles decidem realizar um último e ousado assalto: roubar 100 milhões de dólares do cofre de Hernan Reyes (Joaquim de Almeida), um poderoso e corrupto empresário com tentáculos no crime carioca.

Para isso, convocam um time de elite: Roman (Tyrese Gibson), Tej (Ludacris), Han (Sung Kang), Gisele (Gal Gadot) e outros rostos conhecidos da saga se juntam para formar a “família”. O que segue é uma combinação irresistível de ação, humor e emoção — com direito a reviravoltas, confrontos físicos de tirar o fôlego e a famosa cena do cofre sendo arrastado pelas ruas do Rio.

O Brasil nos olhos de Hollywood — e vice-versa

Apesar do nome “Operação Rio” e das cenas ambientadas na cidade, vale destacar: muitas sequências não foram realmente filmadas no Brasil. Questões logísticas, segurança e custos levaram a equipe a recriar parte das favelas em Porto Rico e filmar cenas de perseguição em outras localidades.

Ainda assim, o impacto foi real. A favela fictícia onde boa parte da história se desenrola foi inspirada no Morro do Vidigal e em outras comunidades cariocas. A produção também contou com locações reais, como o Cristo Redentor, Lapa, Copacabana e Aterro do Flamengo.

Para muitos brasileiros, ver o país estampado em um filme de ação tão grandioso — ainda que por lentes estereotipadas — foi um marco cultural. Houve, sim, críticas sobre a representação do Brasil como um lugar perigoso e dominado por milícias, mas também houve orgulho: o país virou cenário de um blockbuster global, com Vin Diesel e Paul Walker correndo pelas ladeiras cariocas.


A força de um legado (e da “família”)

“Velozes & Furiosos 5” também ficou marcado por consolidar de vez o tema mais querido pelos fãs: a importância da família. Mais do que motores rugindo e explosões em câmera lenta, o longa fala sobre união, lealdade, sacrifício e laços que vão além do sangue.

Foi nesse capítulo que a franquia deixou de ser apenas sobre carros para se tornar sobre personagens. E isso se refletiu no coração do público. A química entre Vin Diesel e Paul Walker atinge seu ápice, e o carisma de Dwayne “The Rock” Johnson como o agente Luke Hobbs eleva o conflito a um novo nível. Os embates físicos entre Hobbs e Dom são brutais, quase como lutas de titãs — e, não à toa, viraram memes e gifs eternos na cultura pop.


Bastidores de uma superprodução

O filme foi gravado em tempo recorde, com orçamento estimado em US$ 125 milhões. O diretor Justin Lin revelou, anos depois, que uma das maiores preocupações era manter o espírito “de rua” dos primeiros filmes, mesmo com toda a escala hollywoodiana.

“Queríamos que o público sentisse o calor do asfalto, a poeira nas vielas, o barulho dos motores em ruas apertadas. E ao mesmo tempo, mostrar que esses personagens estavam crescendo, evoluindo para missões maiores”, contou Lin em entrevista ao Collider.

As gravações movimentaram centenas de profissionais brasileiros, desde figurantes até técnicos de som e motoristas. Para muitos deles, participar da produção foi uma oportunidade única — uma chance de vivenciar o ritmo frenético de uma superprodução.


Paul Walker e o carinho eterno dos fãs

Rever Paul Walker em cena é sempre um momento agridoce. O ator, falecido tragicamente em 2013 em um acidente de carro, ainda é lembrado com carinho pelos fãs da franquia e pelo elenco. Sua presença em Velozes & Furiosos 5 é vibrante, leve e cheia de carisma — lembrando o quanto ele foi essencial para o sucesso da série.

“Paul era o coração da franquia. Tinha uma energia única, uma paixão sincera pelo que fazia. Ele amava carros, amava o Brasil, e se divertiu muito durante as filmagens”, relembrou Vin Diesel em um tributo emocionante em 2021, na celebração dos 10 anos do filme.


Samara Weaving retorna em Casamento Sangrento 2, que estreia no Brasil em abril de 2026

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A 20th Century Studios confirmou: “Casamento Sangrento 2” (título oficial ainda provisório) tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 9 de abril de 2026. A aguardada continuação do aclamado terror de 2019 traz de volta Samara Weaving no papel de Grace Le Domas, em uma trama que promete expandir o universo sangrento e satírico do primeiro longa.

Sob direção da dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, do coletivo Radio Silence, a produção resgata os elementos que consagraram o original: tensão crescente, humor ácido e reviravoltas chocantes. Com roteiro assinado por Guy Busick e Ryan Murphy — sim, o mesmo criador de American Horror Story — a sequência promete levar a mitologia da franquia a novos patamares.

Grace está de volta — e nada será como antes

Depois de escapar com vida (e fúria) da família Le Domas, Grace agora se vê diante de uma nova caçada, cujos detalhes seguem sob sigilo. A personagem que se tornou símbolo de resistência no terror contemporâneo volta com feridas abertas — físicas e emocionais — e pode ter se tornado alvo de forças ainda mais sombrias ligadas à seita da família.

Com um roteiro que deve explorar as origens do pacto demoníaco por trás do jogo de caça, Casamento Sangrento 2 se posiciona não apenas como uma continuação, mas como uma ampliação do universo criado no primeiro filme. Fontes ligadas à produção indicam que o tom será mais sombrio e psicológico, sem abrir mão da violência gráfica estilizada que marcou a obra original.

Elenco de peso e novas camadas de horror

Além do retorno de Samara Weaving (A Babá, Três Anúncios Para um Crime), o filme contará com Kathryn Newton (Freaky – No Corpo de um Assassino, The Society), Sarah Michelle Gellar (Buffy: A Caça-Vampiros, Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado), Shawn Hatosy (Southland, Animal Kingdom), Néstor Carbonell (Lost, Bates Motel), Kevin Durand (The Strain, Legião), Olivia Cheng (Warrior, Marco Polo), Josh Lucas (Ford vs Ferrari, Poseidon), e ninguém menos que David Cronenberg (A Mosca, Crimes of the Future) e Elijah Wood (O Senhor dos Anéis, Maniac) — dois nomes reverenciados no cinema de gênero, agora atuando lado a lado em um projeto que promete ser tão imprevisível quanto brutal.

A presença de Cronenberg, mestre do horror corporal, levanta especulações sobre a abordagem estética e simbólica do novo capítulo. Elijah Wood, por sua vez, reforça a tendência de atores consagrados que migram para produções de gênero com propostas ousadas e inteligentes.

Do cult ao fenômeno: o legado de Casamento Sangrento

Lançado em 2019, Casamento Sangrento foi um dos maiores acertos do terror moderno ao unir crítica social, ironia afiada e uma protagonista marcante. A combinação de narrativa ágil, direção inventiva e uma estética visual refinada transformou o longa em um sucesso cult instantâneo. Agora, sete anos depois, a sequência surge como uma resposta ao apetite do público por histórias com personalidade e sangue pulsante.

A nova produção da 20th Century Studios busca não apenas atender às expectativas, mas superá-las, ampliando as discussões e a tensão de forma mais ambiciosa. A julgar pelo histórico da equipe criativa e do elenco, há todos os ingredientes para que Casamento Sangrento 2 entre para a lista das continuações de terror que realmente valem a pena.

Vale a pena assistir Os Caras Malvados 2? Um filme para quem quer rir e se surpreender

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Foto: Reprodução/ Internet

Sabe aquele filme que você assiste achando que é só uma animação infantil, cheia de piadas bobas e personagens caricatos, e sai com um sorriso no rosto e até um pouco mais esperançoso com o mundo? Pois é, Os Caras Malvados 2 é exatamente esse tipo de filme — uma continuação que sabe divertir e emocionar, sem cair nas armadilhas de tantas sequências que insistem em fazer tudo igual, mas sem alma.

No centro da história, está a gangue liderada pelo Sr. Lobo — um lobo charmoso, cheio de dúvidas e, acima de tudo, com uma vontade quase humana de provar que pode ser mais do que um bandido. Junto com ele, estão a Srta. Tarântula, a hacker inteligente e sarcástica; o Sr. Cobra, especialista em abrir cofres e — spoiler — com um apetite um tanto duvidoso; o Sr. Tubarão, mestre dos disfarces; e o Sr. Piranha, aquele que solta um gás desastroso, mas que também tem seu valor no grupo.

O que o filme faz de diferente é pegar essa turma, tradicionalmente vista como “vilões”, e mostrar que por trás das aparências, cada um carrega suas inseguranças, sonhos e a vontade — nem sempre fácil — de mudar. É uma reflexão leve sobre segundas chances e sobre como, às vezes, o rótulo que a sociedade coloca pode ser uma prisão maior do que qualquer cadeia.

Humor que não subestima nem as crianças, nem os adultos

O que me conquistou bastante é como o filme equilibra seu humor. As piadas são divertidas, sim, mas não forçadas, nem dependem só de piadinhas fáceis. Tem aquela ironia fina que faz os adultos rirem sem perder o interesse das crianças, e momentos de humor físico que são clássicos e garantem gargalhadas espontâneas.

A Srta. Tarântula, interpretada pela voz superexpressiva de Awkwafina, rouba a cena com seu timing impecável. Ela consegue ser engraçada e, ao mesmo tempo, ter um lado mais sensível, mostrando que não é só mais um personagem feito para arrancar risadas. E o Sr. Lobo do Sam Rockwell? Tem aquele tom meio cansado da vida de bandido, misturado com um otimismo meio relutante, que faz a gente torcer por ele de verdade.

Visual que é um banho de criatividade

Se tem algo que chama a atenção logo no início é o visual do filme. Não é a animação super-realista típica que estamos acostumados, nem aquela caricatura exagerada e comum em desenhos infantis. A DreamWorks apostou em um estilo gráfico que mistura o clássico com o moderno — uma espécie de quadrinhos ganhando vida, com cores vibrantes e cenas cheias de movimento.

Cada personagem tem um design que combina com sua personalidade — o Sr. Tubarão é literalmente afiado e meio ameaçador, enquanto a Srta. Tarântula é cheia de movimentos rápidos e ágeis, como uma hacker mesmo. As cores são quentes, com contrastes que fazem o filme parecer uma fábula urbana, onde o perigo espreita, mas o coração está sempre pulsando.

Uma história que flui, mas também toca o coração

Se você espera só uma sequência de cenas de ação, pode se surpreender. A história sabe exatamente quando acelerar e quando dar espaço para que a gente entenda o que está acontecendo dentro dos personagens.

O enredo envolve um plano que mistura roubo, enganação e uma boa dose de reviravoltas, mas também uma conversa verdadeira sobre confiança, amizade e honestidade — mesmo que seja aquela “honestidade” meio bagunçada dos bandidos que querem virar gente boa.

É um filme que fala sobre encontrar o próprio caminho, mesmo quando todo mundo já te colocou numa caixinha de “vilão”. E isso, vamos combinar, não é só coisa de animação infantil, né?

Para quem é esse filme?

O melhor do filme é que ele não tenta ser tudo para todos. Ele é um filme para quem gosta de uma boa história, com personagens cativantes, uma animação caprichada e aquele humor que funciona tanto para crianças quanto para adultos.

Se você está cansado dos filmes que parecem só encher linguiça, ou dos desenhos que só apostam em apelação visual, esse é um respiro. Ele traz um equilíbrio raro: é leve, divertido, mas não vazio. Tem ação, mas não só isso. Tem risadas, mas também momentos para refletir — e quem não gosta de uma boa mistura assim?

Tudo o que já foi revelado sobre a segunda temporada de Cães de Caça, um dos dramas mais intensos da Netflix

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Quando Cães de Caça estreou na Netflix, em junho de 2023, a série não chamou atenção apenas pelas cenas de luta bem coreografadas. O que realmente prendeu o público foi a sensação de que aqueles personagens estavam lutando por algo que ia além do dinheiro. Eles lutavam por dignidade. Agora, com a segunda temporada marcada para 22 de maio de 2026, a história retorna mais madura, mais intensa e com um novo rosto no centro do conflito: Rain assume o papel do vilão Baek-jeong.

Dirigida e escrita por Kim Joo-hwan, a produção nasceu da webtoon criada por Jeong Chan e rapidamente se destacou entre os dramas coreanos do catálogo da Netflix. Ambientada durante a pandemia de COVID-19, a primeira temporada mergulhou em um período de fragilidade coletiva. Pequenos negócios quebrando, famílias endividadas e a sensação de que o mundo havia encolhido. Nesse cenário, dois jovens boxeadores tentavam sobreviver sem abrir mão dos próprios valores.

Gun-woo, interpretado por Woo Do-hwan, é apresentado como um atleta disciplinado, de poucas palavras e coração enorme. Quando a mãe dele se vê sufocada por uma dívida impagável, o sonho de se tornar boxeador profissional perde espaço para uma necessidade mais urgente: proteger quem ele ama. Ao lado dele está Woo-jin, vivido por Lee Sang-yi, amigo leal, ex-fuzileiro naval e parceiro que não hesita em dividir o peso das decisões difíceis.

A força da série sempre esteve nessa amizade. Nos treinos compartilhados, nos silêncios após as derrotas e na forma como um entende o outro sem precisar explicar muito. A violência nunca foi gratuita. Cada soco vinha carregado de frustração, medo e resistência. Era sobre jovens tentando não se corromper em um ambiente onde quase tudo está à venda.

A primeira temporada também apresentou o Sr. Choi, interpretado por Heo Joon-ho, uma figura quase lendária no mundo dos empréstimos privados. Diferente dos agiotas tradicionais, ele retorna disposto a ajudar pessoas vulneráveis oferecendo dinheiro sem juros. Essa escolha o coloca em confronto direto com empresários violentos, entre eles o personagem vivido por Park Sung-woong, que simboliza um sistema frio e implacável.

Mesmo enfrentando controvérsias nos bastidores, como o caso envolvendo Kim Sae-ron durante a produção, a série conseguiu se firmar. O público respondeu à autenticidade emocional da narrativa. Em poucas semanas, Cães de Caça figurava entre as produções de língua não inglesa mais assistidas da plataforma, somando milhões de horas vistas ao redor do mundo.

Agora, a segunda temporada promete ampliar esse universo. As primeiras imagens divulgadas revelam um cenário mais sombrio e organizado. Se antes o inimigo era o sistema predatório de empréstimos, agora o foco se desloca para uma gangue clandestina de boxe. O ringue deixa de ser apenas um espaço de superação pessoal e se transforma em território de exploração, apostas milionárias e manipulação.

É nesse ambiente que surge Baek-jeong, personagem de Rain. Conhecido internacionalmente como cantor e performer, Rain construiu uma carreira marcada por presença magnética e intensidade. Ao assumir o papel do antagonista, ele adiciona uma camada de imprevisibilidade à série. Baek-jeong não deve ser apenas um oponente físico para Gun-woo e Woo-jin. Ele representa um tipo diferente de ameaça: alguém que entende o poder do espetáculo, que transforma violência em negócio e que sabe manipular pessoas tanto quanto sabe lutar.

A escolha de Rain não é apenas estratégica; ela também é simbólica. Um ícone do k-pop assumindo o posto de vilão em um drama de ação sugere que a série quer ir além das expectativas. Não se trata de um embate simples entre heróis e vilões. Trata-se de valores em conflito. De um lado, dois jovens que lutam para proteger os outros. Do outro, alguém que enxerga no boxe uma ferramenta de controle e lucro.

Woo Do-hwan e Lee Sang-yi retornam mais experientes, e isso deve se refletir na jornada dos personagens. Eles já enfrentaram perdas, traições e dilemas morais. Agora, precisam lidar com um adversário que atua dentro do universo que eles conhecem tão bem. O boxe, que antes era refúgio e disciplina, torna-se campo minado.

Kim Joo-hwan já adiantou que as cenas de ação serão mais duras. Mas o impacto não deve vir apenas da coreografia. O que realmente pesa em Cães de Caça é a consequência. Ossos quebrados, cortes no rosto e o desgaste emocional de quem vive em alerta constante. A série nunca romantizou a violência, e tudo indica que continuará tratando cada confronto como algo que deixa marcas.

Há também a expectativa sobre como a amizade entre Gun-woo e Woo-jin será testada. Quando o inimigo se infiltra no próprio território deles, as decisões ficam mais complexas. Até onde ir para derrubar alguém que domina as regras do jogo? É possível manter a integridade quando o adversário não tem limites?

Dinossauros de volta ao topo! Jurassic World: Recomeço ultrapassa US$ 760 milhões no mundo

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Foto: Reprodução/ Internet

É curioso como algumas histórias insistem em não acabar. E talvez seja justamente isso que as mantém vivas. Em um mundo onde reboots e continuações parecem brotar com a mesma velocidade de memes nas redes sociais, é fácil olhar com ceticismo para mais um filme da franquia Jurassic Park. Mas Jurassic World: Recomeço, o novo capítulo lançado em 2025, tem provado que — apesar das dúvidas — ainda há um enorme apetite por dinossauros. Literalmente.

Com US$ 766 milhões arrecadados nas bilheteiras mundiais, sendo US$ 317 milhões só nos Estados Unidos, o longa dirigido por Gareth Edwards não é apenas um sucesso comercial. Ele é também uma tentativa ambiciosa de resgatar um sentimento que parecia enterrado nas trilhas de Isla Nublar: a admiração, o medo e o fascínio diante do desconhecido. As informações são do Omelete.

Mas para além dos números e dos efeitos especiais, o que o novo filme tem a dizer? E mais: ele realmente precisava existir?

A natureza se adapta. A franquia também.

Cinco anos se passaram desde os eventos de Jurassic World: Domínio — tanto na cronologia da história quanto no nosso mundo real. Depois da confusão global causada pelos dinossauros soltos no planeta, a Terra meio que “resolveu” o problema por conta própria. As criaturas sobreviveram apenas em zonas tropicais remotas, lugares hostis para humanos, mas semelhantes aos seus habitats originais. Foi a forma do planeta dizer: “Vocês mexeram demais, agora deixem que eu arrumo.”

É nesse cenário que conhecemos Zora Bennett, vivida por Scarlett Johansson, uma agente secreta recrutada para uma missão com cara de “última chance”. Ela se une ao paleontólogo Dr. Henry Loomis (Jonathan Bailey) e ao líder da operação Duncan Kincaid (Mahershala Ali), em uma jornada até a misteriosa Ilha Saint-Hubert — um lugar que, como muitas ilhas no universo Jurassic, deveria ter continuado inacessível.

O plano é encontrar três espécies raríssimas — uma terrestre, uma marinha e uma voadora — e coletar seu DNA. A promessa é tentadora: esse material genético pode revolucionar a medicina e salvar milhões de vidas. Mas a gente já sabe como esse tipo de história termina, não é?

Entre monstros e memórias

Quando a equipe chega à ilha, percebe que não está sozinha. Uma família de turistas — que deveria estar em um passeio tranquilo — foi surpreendida por criaturas marinhas e acabou naufragando ali. Com isso, o filme ganha uma camada emocional importante. Não é só uma missão científica ou militar. Há crianças em perigo, pais desesperados e jovens apaixonados tentando sobreviver a algo que jamais imaginaram enfrentar.

E é aí que Recomeço revela sua face mais sombria. A ilha, usada no passado como centro de pesquisa pela InGen, guarda segredos que ninguém deveria ter redescoberto. Criaturas modificadas, híbridos fracassados, dinossauros com mais membros do que deveriam ter. Um deles, inclusive, é o Distortus rex, um T. rex mutante com seis membros e aparência assustadoramente alienígena. Outro destaque são os Mutadons, mistura bizarra entre pterossauros e velociraptores, que cruzam o céu como pesadelos com penas.

O retorno do Espinossauro, ausente há anos, também empolga os fãs mais antigos. Mas ele vem repaginado, mais ameaçador e com presença digna de antagonista. O filme, de fato, entrega quando o assunto é visual.

O humano por trás da missão

Talvez o maior mérito de Recomeço não esteja nos dinossauros — mas nas pessoas. Scarlett Johansson lidera o elenco com segurança e sensibilidade. Sua Zora é uma mulher treinada, estratégica, mas que claramente carrega traumas. Ela não está ali apenas por dever, mas porque acredita, de alguma forma, que pode corrigir erros do passado. Johansson não interpreta uma heroína de ação caricata — ela é humana, falha e determinada.

Mahershala Ali, como Duncan, confere um tom sóbrio à liderança, enquanto Jonathan Bailey surpreende ao fugir do estereótipo do cientista ingênuo. O trio funciona bem, e suas interações — em meio a perseguições, ataques e descobertas — ajudam a manter o público engajado.

O núcleo da família naufragada, com Manuel Garcia-Rulfo e os jovens Luna Blaise, David Iacono e a pequena Audrina Miranda, representa o lado mais vulnerável da história. Eles não queriam estar ali, mas agora lutam por sobrevivência. E é através deles que o filme consegue arrancar os momentos mais sinceros.

Uma bilheteria promissora, um futuro em aberto

Com US$ 8,4 milhões arrecadados só no último fim de semana nos Estados Unidos, o novo longa da franquia de Dinossauros continua firme nas bilheteiras, mesmo após mais de um mês em cartaz. Ainda não chegou ao bilhão como seu antecessor, mas parece não estar preocupado com isso. O longa foca em construir novos caminhos, e não apenas repetir velhas fórmulas.

Invasão a Londres domina o Cine Maior deste domingo (13) com ação implacável e tensão internacional

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Foto: Reprodução/ Internet

Há filmes que entregam ação. Outros, tensão. E há aqueles que fazem as duas coisas ao mesmo tempo, sem deixar o espectador piscar. Neste domingo, 13 de julho, às 15h, a Record TV leva ao ar no Cine Maior o intenso Invasão a Londres — um thriller que transforma um funeral de Estado em um campo de guerra e mostra que, quando o mundo desmorona, o instinto de sobrevivência é tudo o que resta.

🕊️ Um luto que vira caos

A morte do primeiro-ministro britânico reúne os líderes mais poderosos do planeta no coração de Londres. Tudo deveria correr dentro do protocolo: discursos, homenagens, segurança máxima. Mas o que se vê a seguir é o completo colapso de uma cidade — e de uma rotina internacional — sob um ataque terrorista coordenado com precisão cirúrgica.

De repente, a capital inglesa se transforma num labirinto de destruição. E é nesse cenário que o agente secreto Mike Banning, vivido por Gerard Butler (300, Invasão à Casa Branca), precisa entrar em ação. Sua missão é uma só: proteger o presidente dos Estados Unidos, Benjamin Asher (Aaron Eckhart, O Cavaleiro das Trevas), custe o que custar.

👣 Um homem contra o impossível

Mike Banning não é um super-herói. Ele sangra, se cansa, erra. Mas também é movido por uma lealdade que não se negocia. Com a cidade sitiada, drones vigiando os céus e atiradores em cada esquina, ele se torna o único escudo entre o presidente e a morte certa. Ao mesmo tempo, nos bastidores do poder, o vice-presidente Trumbull, interpretado com a autoridade serena de Morgan Freeman (Um Sonho de Liberdade, Invictus), tenta ganhar tempo — e salvar o pouco que restou de controle político.

🎬 Realismo que invade a tela

Dirigido por Babak Najafi (Força de Ataque), o longa não aposta em pirotecnias exageradas. Aqui, a câmera corre junto com os personagens, quase como se o espectador estivesse no meio da confusão, tentando escapar também. Cada explosão parece suar, cada perseguição tem peso. O resultado é uma ação que grita — mas com credibilidade.

E o roteiro, assinado pela dupla Katrin Benedikt e Creighton Rothenberger, vai além da adrenalina: ele cutuca as estruturas de poder, o medo do terror moderno e as consequências de decisões que acontecem longe dos olhos do público, mas que podem mudar o rumo de um país em segundos.

🎭 Elenco que sustenta a tensão com alma

  • Gerard Butler brilha como o agente Banning, num papel físico e emocionalmente desgastante — e por isso tão humano.
  • Aaron Eckhart traz ao presidente Asher não só presença, mas vulnerabilidade. É um líder que também teme, que hesita, que sente.
  • E Morgan Freeman é, como sempre, um espetáculo à parte. Seu olhar diz mais do que muitos discursos — e seu personagem sustenta a narrativa nos bastidores com inteligência e firmeza.

🌍 Londres como você nunca viu

As ruas de Londres, sempre tão cheias de história, viram cenário de combate. Palácios, pontes e monumentos desabam em cenas que impressionam não apenas pelos efeitos visuais, mas pelo realismo com que são retratadas. Tudo soa possível — e isso é o mais assustador.

📌 Vale a pena assistir?

Vale. Porque além de ser um prato cheio para os fãs de ação, Invasão a Londres também nos lembra que coragem não nasce da certeza, mas da urgência. Que heróis nem sempre vestem capas — às vezes, vestem coletes, suam, correm, vacilam… mas não desistem.

Por trás das explosões: os segredos e curiosidades

🎬 Uma Londres recriada… longe de Londres

Apesar de se passar quase inteiramente na capital britânica, boa parte de Invasão a Londres não foi filmada no Reino Unido. Por razões orçamentárias e logísticas, muitas cenas foram gravadas em Sofia, na Bulgária, onde cenários londrinos foram cuidadosamente recriados. Até ruas inteiras foram digitalmente adaptadas para simular locais reais como Westminster e a Ponte de Londres — um feito que mescla cenografia tradicional e efeitos digitais com precisão.

🎥 Um funeral, duas agendas — e cenas separadas

Embora os personagens de Gerard Butler (Mike Banning) e Morgan Freeman (Vice-presidente Trumbull) pareçam interagir diretamente, os dois atores nunca estiveram juntos no set. A produção precisou se adaptar às agendas apertadas de ambos e filmou as cenas em momentos distintos, combinando os planos na montagem final com o uso de dublês e composição digital.

Para o espectador, é imperceptível. Para os realizadores, foi uma verdadeira dança de bastidores.

🏃 Butler correu de verdade… e com sotaque disfarçado

A cena de abertura, em que Mike Banning atravessa correndo Kensington Gardens, foi gravada em locação real, com câmeras móveis e pouco uso de figurantes contratados, o que deu à sequência um realismo quase documental.

E um detalhe curioso: mesmo sendo escocês, Butler passou por um processo intenso de redução de sotaque para manter o tom americano do personagem. O curioso é que, em algumas cenas ao lado do ator Bryan Larkin, também escocês, o sotaque original escapa discretamente — uma espécie de “deslize afetivo” entre conterrâneos.

🎧 A voz de Morgan Freeman foi parar no Waze

Como parte da campanha de lançamento do filme, a produtora fez um acordo inusitado: Morgan Freeman virou narrador oficial do Waze por um tempo, guiando motoristas com a mesma voz calma e autoritária que usa para comandar crises internacionais nos filmes. A ideia era promover o filme de maneira criativa — e funcionou: fãs adoraram receber ordens de direção de alguém com tanto peso dramático.

💣 Efeitos que custaram suor (e quase dois anos)

As cenas de destruição urbana — explosões em tempo real, helicópteros caindo e prédios colapsando — exigiram um trabalho minucioso de pós-produção que levou mais de 18 meses para ser finalizado. Os efeitos foram criados em camadas: primeiro os planos reais, depois maquetes digitais, e por fim os elementos gráficos que simulam destruição, fumaça e impacto.

Segundo técnicos da equipe, o maior desafio foi manter o realismo em cenas que não podiam ser filmadas com explosivos reais em ambientes urbanos.

🎭 Treinamento militar para não parecer “Hollywood demais”

A produção contou com consultores táticos militares para orientar o elenco principal. Gerard Butler, inclusive, passou semanas aprendendo protocolos reais de combate e proteção de autoridades para interpretar Banning com mais credibilidade. A ideia era fugir dos clichês de ação exagerada e trazer uma abordagem mais realista, baseada em como verdadeiros agentes de segurança se comportam em situações extremas.

Crítica – Elio é uma aventura intergaláctica de tirar o fôlego e de tocar o coração

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Na vastidão do universo, a Pixar volta a provar que as maiores viagens são, na verdade, internas. Elio, nova animação do estúdio, estreia com ares de simplicidade, mas se revela uma obra emocionalmente poderosa, construída com a delicadeza típica de quem compreende a alma infantil — e o peso que ela pode carregar.

Um protagonista fora do eixo — e fora da Terra

A trama gira em torno de Elio, um garoto de 11 anos com imaginação borbulhante e um coração marcado pela perda. Vivendo com a tia, Olga, uma oficial militar dura e pragmática, ele encontra no espaço uma metáfora viva para o seu isolamento emocional. Enquanto ela lida com estratégias e protocolos, Elio busca abrigo nas estrelas — não apenas como fuga, mas como forma de sobreviver ao luto e à rejeição cotidiana.

Uma aventura intergaláctica com alma profundamente humana

É nessa chave sensível que o filme brilha: Elio não tem pressa em construir o vínculo com o espectador. Ele nos convida, quase em silêncio, a ocupar os sapatos do menino e ver o mundo com os olhos de quem não encontra lugar — nem na escola, nem na própria casa. Mas então, a mágica acontece: por um erro cósmico (ou talvez por destino), Elio é transportado a um conselho intergaláctico e confundido com o porta-voz da humanidade. É o início de uma jornada fantástica que parece saída de um conto, mas que guarda camadas profundas sobre identidade, empatia e escolha.

Aqui, a Pixar não aposta em vilões caricatos ou reviravoltas grandiosas. O “conflito” do filme é mais interno do que externo. Mesmo envolto em cenários interplanetários de tirar o fôlego — com um design de produção riquíssimo, repleto de criaturas únicas e arquitetura futurista —, o que move a narrativa é o coração de Elio: um menino ferido que aprende, aos poucos, que coragem não é ausência de medo, mas a capacidade de se manter aberto mesmo quando tudo convida ao fechamento.

Domee Shi (Red: Crescer é uma Fera), Adrian Molina (Viva – A Vida é uma Festa) e Madeline Sharafian (roteirista de Luca) formam uma trindade criativa que conhece profundamente os dilemas da infância e os transforma em arte sensível, sem subestimar a inteligência emocional do público. A direção conjunta aposta em um ritmo contemplativo, mas recompensador — com pausas que fazem sentido, diálogos afiados e momentos de puro encantamento visual.

Uma lição doce sobre empatia e pertencimento

A frase que atravessa o filme — “Nos conflitos, não há vencedores” — não é apenas uma lição didática, mas um grito suave diante de um mundo que insiste em dividir para controlar. Elio fala sobre pertencimento, mas também sobre reconciliação. Sobre como, às vezes, os monstros que enfrentamos não estão lá fora, mas aqui dentro — e como só o afeto pode desarmá-los.

É, no fim das contas, um filme para adultos cansados e crianças esperançosas. Uma fábula moderna que nos convida a relembrar a força da imaginação, o valor da empatia e a beleza de se sentir aceito — mesmo (e principalmente) quando nos sentimos de outro planeta.

Para quem ainda carrega uma criança dentro do peito

Elio estreia nesta quarta-feira, 19 de junho, e é daqueles filmes que te pegam de surpresa: começa como um desenho espacial e termina como um abraço. E que bom que ainda existam filmes assim.

Retorno dos Irmãos Philippou: terror psicológico “Faça Ela Voltar” ganha trailer oficial e promete abalar o público

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Foto: Reprodução/ Internet

Depois do sucesso impactante de Fale Comigo (2023), os irmãos australianos Danny e Michael Philippou estão de volta ao gênero que os consagrou — e, desta vez, com ainda mais coragem para explorar as profundezas do trauma humano. Faça Ela Voltar (Bring Her Back, no original), que chega aos cinemas brasileiros em 21 de agosto de 2025, já teve seu trailer oficial dublado divulgado pela Sony Pictures, e promete deixar marcas duradouras em quem assistir.

Com produção de Samantha Jennings e Kristina Ceyton, e roteiro assinado por Bill Hinzman e Danny Philippou, o longa entrega não apenas sustos, mas uma narrativa carregada de dor, obsessão e laços familiares corroídos pelo luto.

A história gira em torno de Andy (Billy Barratt) e Piper (Sora Wong), dois meio-irmãos que, após a trágica morte do pai, se veem sozinhos no mundo. Piper tem deficiência visual e Andy, embora ainda adolescente, sente o peso de proteger a irmã — mesmo quando tudo ao seu redor começa a desmoronar.

Eles são enviados para viver com Laura (Sally Hawkins), uma mulher isolada, marcada pela perda da filha e por comportamentos, no mínimo, peculiares. A nova casa, afastada da cidade, parece esconder segredos nos cantos, nas portas trancadas e nas ausências que ecoam pelos corredores. Lá, também vive Oliver (Jonah Wren Phillips), um garoto mudo com um olhar sempre perturbador.

À primeira vista, Laura parece gentil. Mas sua dor mal resolvida começa a se mostrar obsessiva. Ainda no funeral do pai das crianças, ela rouba uma mecha de cabelo do corpo — um gesto silencioso, mas carregado de intenções sombrias.

Quando o amor vira loucura

Laura não quer apenas acolher Andy e Piper. Ela quer trazer sua filha morta de volta à vida. E está disposta a tudo para isso. Com base em um ritual ocultista aprendido em fitas VHS russas, ela planeja um sacrifício que inclui Piper como peça central. Andy, por sua vez, começa a notar os sinais — e percebe que sua irmã corre perigo.

Mas Laura é astuta. Sabe como manipular. Coloca Andy contra ele mesmo, sugere que ele herdou o comportamento abusivo do pai, mina sua confiança até que ele mesmo duvide de sua sanidade. A atmosfera na casa se torna sufocante. O terror não vem só das sombras ou dos gritos — ele está no olhar desconfiado, nas palavras não ditas, no silêncio de Oliver.

O horror que cresce devagar… até explodir

À medida que o tempo passa, Oliver, o garoto mudo, começa a manifestar comportamentos inumanos. Ele mastiga facas, arranca pedaços do próprio corpo e, possuído pelo espírito demoníaco Tari, começa a falar com vozes que não são suas. Em uma cena especialmente angustiante, ele usa a voz de Andy para atrair Piper — uma das muitas provas de que neste filme, nada é o que parece.

O clímax se desenha com cenas brutais e momentos de puro desespero. A assistente social Wendy (Sally-Anne Upton), uma das poucas aliadas de Andy, tenta intervir — mas paga com a vida. Andy, gravemente ferido, é afogado por Laura. E tudo parece perdido.

Mas o que salva Piper é algo singelo. Em meio ao caos, ela chama Laura de “mamãe” — e, por um instante, a dor de Laura supera a presença do mal. É um momento de humanidade que interrompe o ritual, mas que não apaga os horrores vividos.

Um elenco que sente, sangra e emociona

O elenco de Faça Ela Voltar reúne talentos consagrados e jovens promessas do cinema e da TV. Sally Hawkins (indicada ao Oscar por A Forma da Água, As Aventuras de Paddington) interpreta Laura, a guardiã enlutada e perturbada. Billy Barratt (Invasion, Responsible Child) dá vida a Andy, o protagonista atormentado pelo passado e determinado a proteger sua irmã. Sora Wong (em seu primeiro papel de destaque no cinema) interpreta Piper, a meia-irmã deficiente visual.

Jonah Wren Phillips (Sweet Tooth, Young Rock) vive o enigmático Oliver, também conhecido como Connor Bird. Completam o elenco Sally-Anne Upton (Wentworth, How to Stay Married) como Wendy, a assistente social que tenta salvar os irmãos, Stephen Phillips (Total Control, Miss Fisher’s Murder Mysteries) como Phil, o pai falecido, e Mischa Heywood (Mystic, The Power of the Dog) como Cathy, a filha morta de Laura cuja ausência move toda a trama.

A direção dos irmãos Philippou mostra maturidade. Ao contrário de muitos filmes do gênero, que apostam em sustos fáceis, Faça Ela Voltar constrói um clima de angústia constante. A fotografia é fria, os ambientes são opressivos, e a trilha sonora funciona como um sussurro sombrio ao fundo de cada cena.

As críticas já apontam que este é um dos grandes filmes de horror de 2025. E não apenas pelos aspectos técnicos. O que diferencia Faça Ela Voltar é o coração que pulsa por trás da história — um coração quebrado, sim, mas que ainda bate. O filme fala sobre saudade, sobre traumas, sobre o que acontece quando não conseguimos aceitar a perda. E sobre como isso pode nos consumir por dentro.

Dirigido por Steven Soderbergh, Código Preto ganha primeiro trailer

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A Universal Pictures acaba de soltar o primeiro trailer de Código Preto, e não é exagero dizer que os fãs de thrillers já estão em contagem regressiva. Com direção de Steven Soderbergh, cineasta premiado por clássicos como Erin Brockovich, Uma Mulher de Talento e Onze Homens e um Segredo, o filme combina espionagem, drama e dilemas emocionais que prometem conquistar o público.

A trama segue George e Kathryn Woodhouse, um casal de agentes de inteligência que compartilha não apenas uma vida profissional cheia de segredos, mas também um relacionamento cheio de nuances. Interpretados pelos brilhantes Cate Blanchett (Blue Jasmine) e Michael Fassbender (12 Anos de Escravidão), os personagens enfrentam um turbilhão quando Kathryn é acusada de traição. A suspeita abala o casamento e força George a encarar uma escolha devastadora: ele deve confiar na mulher que ama ou cumprir seu dever para com o país? É uma história que vai direto no coração, explorando os limites da lealdade e os sacrifícios exigidos em momentos de crise.

O roteiro é assinado por David Koepp, conhecido por sucessos como Jurassic Park e Indiana Jones e a Relíquia do Destino. Koepp tem o dom de criar narrativas que nos prendem à cadeira, e Código Preto não parece ser exceção. A produção ainda traz um elenco de apoio de peso, com Marisa Abela (Industry), Tom Burke (Mank), Naomie Harris (Moonlight), Regé-Jean Page (Bridgerton) e Pierce Brosnan, o eterno James Bond, que acrescentam ainda mais profundidade e carisma ao filme.

O que faz de Código Preto um projeto tão especial não é apenas a trama cheia de reviravoltas, mas a forma como Soderbergh mistura ação, intriga e emoção em uma experiência cinematográfica única. Com locações deslumbrantes que vão de cidades europeias a ambientes sombrios e secretos, o filme promete ser um espetáculo visual que mantém o público na beira da cadeira do início ao fim.

O trailer já dá um gostinho do que está por vir: uma narrativa carregada de tensão, personagens complexos e decisões difíceis que nos fazem questionar até onde iríamos por quem amamos ou pelo que acreditamos. Além disso, a química entre Cate Blanchett e Michael Fassbender salta da tela, prometendo performances emocionantes que serão o coração da história.

A estreia está marcada para 13 de março de 2025, e Código Preto já desponta como um dos filmes mais aguardados do ano. Prepare-se para uma experiência que vai mexer com suas emoções, desafiar sua mente e, provavelmente, deixar você pensando sobre o que acabou de assistir muito depois de os créditos rolarem.

Vale a pena assistir GOAT? Reflexão sobre o preço da glória e a desumanização do atleta

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GOAT, dirigido por Justin Tipping, não é apenas mais um filme sobre esportes: é um mergulho profundo nas contradições do universo que transforma jovens atletas em ídolos e, muitas vezes, os destrói. Com uma narrativa que mistura drama psicológico e crítica social, o longa explora o preço da excelência, o culto à performance e os dilemas de identidade que assolam o atleta moderno.

O filme acompanha Cameron Cade (Tyriq Withers), um quarterback talentoso prestes a viver o momento mais importante de sua carreira: o recrutamento da NFL. Sua vida perfeita muda de forma abrupta após um acidente provocado por um fã obcecado, ameaçando não apenas seu futuro profissional, mas sua própria identidade.

Em busca de uma segunda chance, Cade encontra Isaiah White (Marlon Wayans), ídolo nacional e lenda do esporte, e sua esposa Elsie (Julia Fox), influenciadora digital. O que parecia um recomeço se transforma em um labirinto de manipulação psicológica, humilhação e pressão extrema. O mentor idolatrado se revela controlador e tóxico, expondo o lado sombrio do universo esportivo.

Idolatria e simbologia: o preço de ser o “maior de todos os tempos”

O título GOAT — acrônimo de Greatest of All Time — é uma provocação. O filme desconstrói a ideia de glória e poder, mostrando que ser o “maior de todos os tempos” também pode significar solidão, exploração e desumanização. Treinos extenuantes, câmeras lentas e planos claustrofóbicos transformam o corpo em instrumento de sofrimento, enquanto a trilha sonora de Jean Dawson mistura hip-hop, eletrônico e gospel para traduzir tensão física e espiritual.

Sequências simbólicas, como a “Última Ceia esportiva”, reforçam a ideia de que o culto à performance substituiu antigas formas de devoção, tornando o esporte quase uma religião moderna.

Personagens: humanidade e vulnerabilidade

Marlon Wayans surpreende ao interpretar Isaiah White, um mentor que alterna charme e crueldade, criando uma figura inquietante e memorável. Tyriq Withers transmite a fragilidade e força de Cade, mostrando a tensão entre a ambição e a necessidade de autoafirmação. Julia Fox, como Elsie, representa a pressão das aparências e a vigilância constante das redes sociais. Juntos, formam um microcosmo da cultura contemporânea: ídolo, aspirante e espectador, todos em busca de validação.

Crítica social: além do esporte

O longa-metragem levanta questões fundamentais: até que ponto o atleta pertence a si mesmo? Como lidar com o corpo que falha, a mídia que pressiona e a sociedade que idolatra resultados? Drogas, racismo institucional e masculinidade tóxica são tratados sem moralismos, de forma clínica e incômoda. O filme não glorifica o esporte; ele o disseca, expondo o sistema que fabrica e destrói heróis.

Pontos fracos e limites

Apesar da força narrativa, algumas fragilidades se destacam. O relacionamento de Cade com o pai é pouco explorado, o que poderia humanizar ainda mais o protagonista. Algumas resoluções do terceiro ato priorizam o simbolismo sobre a emoção, tornando certos momentos abruptos. Ainda assim, o saldo é positivo: o filme provoca reflexão, desconforto e envolvimento emocional.

Um olhar sobre a era da performance

No fim, GOAT vai além do futebol americano: é sobre o custo de ser excepcional e a pressão de um mundo que valoriza resultados acima da humanidade. Com direção ousada, performances memoráveis e estética impactante, o filme questiona o mito do herói e revela que, por trás de cada “maior de todos os tempos”, existe um ser humano lutando para sobreviver ao peso de seu próprio mito. É um drama que desafia clichês e merece ser assistido com atenção.

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