Mia Carragher, filha de Jamie Carragher, assume papel de Katniss Everdeen em nova adaptação teatral de “Jogos Vorazes”

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Você se lembra da primeira vez em que ouviu falar de Katniss Everdeen? Talvez tenha sido em um trailer com arco e flecha, talvez no silêncio da sala de cinema ao som de “The Hanging Tree”, ou então nas páginas do livro, com uma garota de trança saindo de casa para enfrentar o impossível. Aquela personagem que não queria ser heroína, mas acabou inspirando uma revolução — dentro e fora da ficção.

Pois é. Katniss está voltando. Mas não do jeito que você imagina.

Do futebol ao palco: conheça a nova intérprete da protagonista que mudou tudo

Mia Carragher tem 20 e poucos anos, sotaque britânico e uma história de vida bem diferente da de Katniss. Filha do ex-jogador do Liverpool Jamie Carragher, ela cresceu cercada de holofotes — mas por outros motivos. O sobrenome, conhecido nos gramados, agora ganha destaque nos palcos. Mia acaba de ser escolhida para viver Katniss Everdeen na adaptação teatral “The Hunger Games on Stage”, que estreia em outubro, em Londres.

A peça será encenada no Troubadour Canary Wharf Theatre, um dos espaços mais modernos da capital britânica, com direito a efeitos especiais de última geração, som 360° e, claro, muito fogo.

Para muitos fãs, é uma escolha surpreendente. Mia tem pouca experiência em atuação — seu principal trabalho até agora foram dois episódios da série britânica The Gathering. Mas talvez seja justamente isso que dê um charme à escolha. Afinal, Katniss também não foi treinada para ser símbolo de nada. Ela apenas sobreviveu. E talvez Mia também vá nos conquistar assim: com verdade.

“Eu sei que tem muita gente com grandes expectativas… e isso assusta”, disse Mia em uma entrevista recente. “Mas estou disposta a mergulhar nessa personagem que representa tanta coisa para tantas pessoas. Ela não é só uma heroína. Ela é uma cicatriz viva.”

É uma fala forte. E verdadeira.

Enquanto isso, do outro lado do oceano… as câmeras começam a rodar novamente em Panem

Se nos palcos Katniss volta ao início de sua trajetória, nas telas voltamos ainda mais no tempo. Começaram neste mês, nos Estados Unidos, as gravações de “Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita”, o novo filme da franquia. Uma prequela da trilogia original, a produção é baseada no livro homônimo lançado este ano por Suzanne Collins — autora que não cansa de revisitar Panem com olhos cada vez mais críticos.

O filme, que chega aos cinemas em novembro de 2026, será dirigido por Francis Lawrence (o mesmo de Em Chamas e A Esperança) e tem no elenco nomes que prometem — e muito: Joseph Zada como o jovem Haymitch Abernathy, Whitney Peak, Mckenna Grace, Maya Hawke, Jesse Plemons, Elle Fanning, Kieran Culkin, e até o lendário Ralph Fiennes, como o Presidente Snow.

Sim, esse mesmo Snow que transformou os Jogos numa ferramenta de controle, aqui aparece em uma fase anterior — ainda consolidando seu poder, ainda aprendendo a manipular.

O Massacre Quaternário: onde a esperança foi rasgada

“Amanhecer na Colheita” se passa durante o 50º Jogos Vorazes, também conhecido pelos fãs como o Massacre Quaternário — uma versão ainda mais cruel do torneio, com o dobro de tributos enviados à arena. Para quem já viu Katniss enfrentar horrores no campo de batalha, prepare-se: o trauma de Haymitch pode ser ainda mais brutal.

Neste filme, vamos acompanhar a origem do cansaço nos olhos daquele mentor beberrão, que carregava nas costas um passado que ele nunca revelou por inteiro. Agora, vamos ver o que ele enfrentou — e o que perdeu.

Haymitch, aqui, é jovem, corajoso, impetuoso. E o mundo ainda está cheio de gente que acredita no sistema, que obedece às regras. Mas o Massacre vai mudar tudo. Para sempre.

Um elenco jovem, potente e promissor

Se “Jogos Vorazes” sempre foi sobre juventude forçada a crescer cedo demais, o novo elenco faz jus a esse legado. É um time diverso, com nomes que já brilharam (e ainda vão brilhar) muito:

O elenco do novo filme é um verdadeiro mosaico de talentos da nova geração e nomes já consagrados, reunidos para dar vida a um capítulo sombrio da história de Panem. Joseph Zada, conhecido por seu trabalho intenso em The Last Border (2023), assume o papel de Haymitch Abernathy em sua juventude, enfrentando seus primeiros traumas na arena. Ao seu lado, a promissora Whitney Peak (Gossip Girl, Hocus Pocus 2) interpreta Lenore Dove Baird, uma tributo com espírito inquieto. Mckenna Grace (A Maldição da Residência Hill, Ghostbusters: Mais Além) vive a sensível e corajosa Maysilee Donner, enquanto Jesse Plemons (Ataque dos Cães, Black Mirror) dá profundidade ao jovem Plutarch Heavensbee, já envolvido nos bastidores do poder. Completam o elenco a carismática Maya Hawke (Stranger Things, Rua do Medo), o versátil Kelvin Harrison Jr. (Elvis, Waves), a veterana Lili Taylor (Invocação do Mal, Six Feet Under), o irreverente Kieran Culkin (Succession), o promissor Ben Wang (American Born Chinese), e os consagrados Elle Fanning (The Great, Malévola) como uma jovem Effie Trinket, e Ralph Fiennes (O Menu, Harry Potter) no papel do astuto Presidente Snow. Uma reunião de nomes que, juntos, prometem incendiar novamente a tela com drama, tensão e humanidade.

Suzanne Collins e a eterna ferida chamada Panem

A escritora já deixou claro, em diversas entrevistas, que Panem é uma metáfora — sempre foi. E se o primeiro livro falava sobre guerra e trauma, Amanhecer na Colheita aprofunda o desconforto: fala de memória, de manipulação, de um sistema que se reinventa para permanecer cruel. Em tempos em que o autoritarismo se esconde sob novas máscaras, Collins nos lembra: a distopia está sempre à espreita.

E o que isso tudo significa para os fãs?

Significa que não estamos prontos para deixar Panem.

Mesmo depois de tantos anos, algo naquele mundo ainda fala com a gente. A injustiça, a opressão, a coragem silenciosa, o medo, a força de quem não pediu para lutar, mas lutou assim mesmo. Seja nos olhos firmes de Mia no palco ou no suor do jovem Haymitch na arena, essa história ainda pulsa. E ainda machuca.

Mas também inspira. Porque “Jogos Vorazes” nunca foi apenas sobre lutar. Foi sobre resistir. Sobre dizer “não”. Sobre desafiar o que parecia imutável.

“Pica-Pau: O Filme” será exibido na Sessão da Tarde desta quarta (30/07), trazendo muita confusão e nostalgia

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Nesta quarta-feira, dia 30 de julho, a TV Globo convida você para uma viagem leve, divertida e repleta de nostalgia com a exibição de “Pica-Pau: O Filme” (Woody Woodpecker, 2017) na Sessão da Tarde. O pássaro mais travesso da floresta está de volta às telinhas com seu inconfundível riso e uma nova missão: proteger seu lar de uma dupla ambiciosa.

Sim, ele continua birrento, barulhento e absolutamente impossível. E é exatamente por isso que gera tantas risadas — geração após geração.

🎬 Uma história clássica com cara nova

Segundo a sinopse do AdoroCienma, misturando animação digital com atores reais, Pica-Pau: O Filme é uma atualização moderna de um dos personagens mais icônicos da cultura pop. Criado por Walter Lantz e Ben Hardaway em 1940, Pica-Pau se consagrou nas telinhas como um símbolo da irreverência, da liberdade e da traquinagem. A adaptação para os cinemas mantém esse espírito, mas também abre espaço para temas atuais como preservação ambiental, ganância imobiliária e pertencimento.

Na trama, o personagem é forçado a defender a floresta onde vive após o advogado Lance Walters (interpretado por Timothy Omundson) decidir construir uma mansão luxuosa bem no meio do seu território. Ao lado de sua namorada Vanessa (papel de Thaila Ayala), Lance acredita que poderá transformar a região em uma fonte de lucros. Mas o que eles não esperavam era encontrar um morador ilustre armado com travessuras, armadilhas e muita energia elétrica… literalmente!

Enquanto a dupla tenta seguir com a construção, o Pica-Pau entra em ação para sabotar cada passo da obra. O resultado? Uma série de confusões que misturam comédia física, piadas visuais, e o carisma caótico de um personagem que nunca envelhece.

🐦 O elenco: entre Brasil e Hollywood

Uma das curiosidades mais marcantes sobre Pica-Pau: O Filme é a presença da atriz Thaila Ayala, que representa o Brasil no elenco principal. Com uma carreira consolidada na televisão brasileira e passagens por séries e filmes internacionais, Thaila dá vida à sofisticada (e levemente malvada) Vanessa, cúmplice de Lance na empreitada gananciosa.

Além dela, o filme conta com:

Timothy Omundson (Galavant, Psych), como Lance, o vilão convencido; Graham Verchere, como Tommy, o filho de Lance — um garoto sensível que logo se afeiçoa ao Pica-Pau; Eric Bauza, renomado dublador de animações (DuckTales, Looney Tunes), que dá voz ao Pica-Pau na versão original em inglês.

Dirigido por Alex Zamm, especialista em filmes familiares (O Pequeno Stuart Little 3, Dr. Dolittle 5), o longa entrega exatamente o que se propõe: entretenimento para toda a família, com toques de aventura e um humor que transita bem entre o infantil e o nostálgico.

🌎 Brasil: o primeiro país a ver o filme

É raro, mas aconteceu: O filme foi lançado primeiro no Brasil, em 5 de outubro de 2017, antes mesmo de chegar aos Estados Unidos. E não foi coincidência.

O personagem tem uma legião de fãs por aqui desde os anos 80 e 90, época em que os desenhos eram exibidos diariamente na televisão aberta. Por isso, a estreia nacional ganhou atenção especial, com campanhas promocionais que incluíram a presença do personagem em cidades como Brasília, Curitiba, Manaus, Olinda, Rio de Janeiro, São Paulo e até nas Cataratas do Iguaçu, onde cenas icônicas do desenho original foram recriadas ao vivo com direito a figurino e tudo!

A estratégia deu certo. Logo no fim de semana de estreia, o longa atraiu mais de 319 mil espectadores, garantindo o maior público da semana nos cinemas brasileiros — ainda que o filme Blade Runner 2049 tenha liderado em faturamento. Já no segundo final de semana, Pica-Pau: O Filme assumiu o topo das bilheteiras no Brasil, provando o carinho dos fãs com o personagem.

🔍 Uma floresta como palco — e personagem

Apesar de ser um filme leve, Pica-Pau também traz, de forma simples, temas relevantes para o público infantojuvenil. O enredo convida à reflexão sobre a importância do meio ambiente, do respeito aos animais e da ganância humana. A floresta, nesse caso, não é apenas cenário, mas um espaço vivo que precisa ser protegido — e o Pica-Pau, com toda sua excentricidade, vira o defensor inesperado da natureza.

Esses elementos tornam o filme mais do que um simples passatempo: ele se encaixa perfeitamente nas discussões que muitas crianças já vivenciam em casa e na escola. A mensagem é clara, mesmo entre as risadas: a casa dos outros merece respeito, mesmo quando o morador é um pássaro hiperativo e provocador.

😂 Riso garantido para todas as idades

Um dos maiores trunfos do longa é manter o humor anárquico do personagem. O Pica-Pau, com sua risada inconfundível, arma pegadinhas, explode canos, sabota gruas, derruba paredes e aplica sua marca registrada: ser mais esperto (e mais rápido) do que qualquer humano.

Apesar das atualizações visuais, o filme preserva a essência do personagem, trazendo de volta elementos clássicos dos desenhos — como a rivalidade com figuras de autoridade e a insistência em pregar peças em quem tenta limitá-lo.

Mesmo que o público-alvo principal sejam crianças entre 6 e 12 anos, os adultos que cresceram assistindo ao Pica-Pau vão se divertir com os easter eggs visuais, as referências aos episódios clássicos e, claro, com a sensação de reencontrar um velho conhecido.

🎞️ Uma produção com toques nostálgicos e cara de Sessão da Tarde

Quem cresceu nos anos 90 ou 2000 sabe: Sessão da Tarde era sinônimo de diversão leve, heróis atrapalhados, vilões caricatos e finais felizes. E Pica-Pau: O Filme se encaixa perfeitamente nessa tradição.

A produção foi pensada para ser acessível, rápida e direta. Com pouco mais de 1h30 de duração, ritmo ágil e situações cômicas o tempo inteiro, o filme é ideal para uma tarde em família — seja para distrair as crianças nas férias ou para oferecer um momento de descontração no meio da semana.

🛒 E depois da TV?

Além da exibição pela Sessão da Tarde, o longa-metragem também está disponível em diversas plataformas de streaming para quem quiser assistir ou rever a qualquer momento. Assinantes da Netflix e do Telecine podem assistir ao longa sem custo adicional dentro da mensalidade. Já no Prime Video, o filme está disponível no formato de aluguel a partir de R$ 9,90. Basta escolher a plataforma preferida e se divertir com as travessuras do pássaro mais irreverente da floresta!

“Cine Record Especial” desta terça (29/07) exibe o suspense explosivo “Carta Selvagem”, com Jason Statham

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Na vida, algumas histórias começam no fundo do poço. E é de lá que surge Nick Wild, o protagonista de “Carta Selvagem”, filme que será exibido nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, às 22h30, no Cine Record Especial. Estrelado por Jason Statham, dirigido por Simon West e com roteiro do lendário William Goldman, o longa mistura ação explosiva com drama psicológico, numa combinação que promete prender o espectador do início ao fim.

Sim, é um filme de pancadaria. Sim, tem perseguições, tiros e mafiosos. Mas há algo a mais aqui — e esse “a mais” vem justamente de onde a maioria dos filmes de ação costuma passar longe: da dor humana, da tentativa de mudar, do fracasso repetido, da culpa e, principalmente, da chance de recomeçar.

Nick Wild: o anti-herói com o rosto de Jason Statham

Quando falamos de Jason Statham, a imagem que nos vem à mente é a do durão silencioso que resolve tudo na base do soco. De certa forma, é isso que vemos em Carta Selvagem, mas com uma diferença importante: Nick Wild é um personagem quebrado por dentro, que usa a violência como defesa e o vício como anestesia.

Nick trabalha como guarda-costas freelance em Las Vegas, uma cidade onde a sorte pode mudar em segundos, mas onde as pessoas raramente mudam. Com um passado nas forças especiais e um presente tomado pela compulsão em jogos, ele vive à margem, tentando se equilibrar entre a sobrevivência e o desejo de deixar tudo para trás. E é nesse cenário que o filme nos apresenta sua principal virada.

Quando Holly, sua única amiga de verdade, é espancada por um grupo de homens ligados ao crime organizado, Nick vê uma oportunidade de fazer o certo — mesmo que isso custe caro. E custa.

Mais do que vingança: a jornada pela redenção

“Carta Selvagem” pode até se vender como um filme de vingança, mas em sua essência é uma história de redescoberta e redenção. O roteiro de William Goldman, adaptado do próprio romance Heat, evita os atalhos fáceis. Aqui, os personagens erram, sentem medo, hesitam. Nick não é invencível. Ele sangra, se descontrola, volta a jogar, perde de novo. E isso torna tudo mais real.

Statham, conhecido por personagens lineares, tem aqui a chance de mostrar mais nuance. Em vários momentos, seu rosto fechado revela algo além da frieza: cansaço, arrependimento, solidão. Quando ele escuta um cliente dizendo que quer ver “alguém fazer justiça de verdade”, Nick hesita. Ele sabe o preço que se paga por essa justiça. Já o espectador, nesse ponto, está envolvido demais para torcer por outra coisa.

Las Vegas: personagem à parte

Filmes ambientados em Las Vegas sempre trazem um charme à parte. Mas em Carta Selvagem, o glamour dá lugar à sujeira das ruas secundárias, aos becos perigosos, aos cassinos decadentes onde se joga o que se tem — e o que não se tem também. A cidade é retratada como uma selva de concreto, onde cada passo em falso pode custar a vida.

A direção de Simon West, conhecido por sucessos como Con Air e Os Mercenários 2, evita exageros visuais. Ao contrário: as cenas de luta são secas, diretas, dolorosas. Nada de acrobacias impossíveis ou explosões mirabolantes. Aqui, a violência é real, suja, física. Quase desconfortável de assistir, e por isso mesmo, mais impactante.

Elenco afinado e participações especiais

Além de Statham, o filme traz um elenco coeso e cheio de surpresas. Michael Angarano interpreta Cyrus Kinnick, um jovem milionário com dificuldades sociais que contrata Nick como segurança. A relação entre os dois é curiosa e inesperadamente tocante: há ali uma troca de confiança, de proteção mútua, e uma sutil camada de ternura que humaniza ainda mais o protagonista.

Dominik García-Lorido (filha de Andy Garcia) dá vida à decidida Holly, cuja busca por justiça é o estopim da trama. E Milo Ventimiglia, o querido Jack Pearson da série This Is Us, aparece em um papel completamente oposto: o vilão sádico Danny DeMarco, filho de um mafioso poderoso e dono de uma crueldade fria e calculada.

Entre os coadjuvantes, há participações de Stanley Tucci, Jason Alexander e Sofía Vergara, todos em pontas curtas, mas memoráveis. As presenças conhecidas ajudam a reforçar a ideia de um mundo recheado de personagens ambíguos, onde ninguém é 100% bom ou 100% mau.

A raiz literária do filme

Um dos aspectos mais curiosos do filme é seu roteiro. Ele não nasceu como filme de ação, mas como literatura. William Goldman, autor do romance Heat, é um nome respeitado em Hollywood. Vencedor de dois Oscars (Butch Cassidy e Todos os Homens do Presidente), Goldman é mestre em construir personagens complexos em meio a situações extremas.

A primeira versão cinematográfica do livro foi lançada em 1986, estrelada por Burt Reynolds. Embora pouco conhecida hoje, essa adaptação original foi importante para consolidar a ideia de que filmes de ação podiam ter profundidade emocional. A versão de 2015, estrelada por Statham, é uma releitura mais contemporânea e urbana — mais crua, talvez, mas fiel ao espírito do autor.

Um filme sobre fracassos (e sobre tentar de novo)

O coração de Carta Selvagem não está nas lutas, nas armas ou nos mafiosos. Está nos silêncios. Nos momentos em que Nick olha para o espelho e não gosta do que vê. Nas vezes em que promete parar de jogar — e volta a jogar. No medo de se tornar alguém irrelevante. No desejo quase infantil de sair de Las Vegas e morar em Nice, na França, um sonho que parece sempre dois passos além do seu alcance.

Talvez por isso o filme ressoe com tanta gente. Porque no fundo, quem nunca teve um plano de recomeço engavetado? Quem nunca tropeçou nos próprios vícios? Quem nunca teve medo de si mesmo? Essa camada mais humana transforma a produção em algo que vai além do gênero. É um filme de ação com alma — e isso não é pouco.

Onde e quando assistir

O filme será exibido nesta terça na tela da Record e é uma ótima oportunidade para quem gosta de ação, mas também aprecia uma boa história com personagens densos. E se você perder a exibição na TV, não tem problema: O longa-metragem está disponível para streaming no Amazon Prime Video, tanto para assinantes quanto para aluguel avulso (a partir de R$ 6,90).

Vale a pena?

Se você está acostumado com Jason Statham em modo automático — atirando, correndo, batendo — prepare-se para uma versão diferente do ator. Ainda violento, ainda ágil, mas com mais peso emocional. E isso faz toda a diferença. O filme americano com certeza é uma experiência intensa, que começa como um suspense policial e termina como uma reflexão sobre escolhas, perdas e redenção. Um filme que mostra que até os durões também choram, mesmo que por dentro.

Cliff Booth volta à ação! Spin-off de “Era Uma Vez em… Hollywood” com Brad Pitt já está em produção

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Foi sob o sol ardente de Los Angeles, em pleno verão americano, que começaram oficialmente as filmagens de “The Adventures of Cliff Booth”, o aguardado derivado de Era Uma Vez em… Hollywood, filme que conquistou a crítica e o público em 2019. A produção marca o retorno de Brad Pitt ao papel que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante — o dublê misterioso, fiel e perigosamente carismático Cliff Booth. As informações são do World of Reel.

O novo longa-metragem é dirigido por David Fincher, cineasta conhecido por obras densas e psicológicas como Clube da Luta, Zodíaco e Garota Exemplar. Já o roteiro — afiando facas na interseção entre a nostalgia e a brutalidade — fica por conta de ninguém menos que Quentin Tarantino, o mesmo responsável por criar o universo original, repleto de referências cinéfilas, violência estilizada e devaneios históricos.

Mas desta vez, Tarantino não está na cadeira de diretor. Ele entrega as rédeas visuais a Fincher — um gesto raro, simbólico e ousado. Uma mudança que, por si só, torna esse projeto algo maior do que um simples spin-off. É, de fato, uma segunda era em Hollywood.

Cliff Booth sob nova ótica

Longe de ser um herói tradicional, Cliff Booth é um daqueles personagens que, mesmo com poucas palavras, diz muito. No filme original, ele orbitava ao redor de Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) — ator em decadência, preso entre o glamour e o fracasso — e era visto como seu braço direito, motorista, dublê e… talvez algo mais sombrio.

Agora, Booth se torna protagonista de sua própria história, o que levanta uma pergunta inevitável: quem é esse homem, de verdade?

O novo filme nos leva ao fim dos anos 70, quase uma década depois dos eventos do primeiro longa. Cliff, agora mais velho, já não vive nas sombras de outro homem. Seu novo papel dentro da indústria cinematográfica é o de “faz-tudo” de estúdio — um tipo de solucionador de problemas que opera entre bastidores, subornos, segredos e talvez cadáveres.

Com a assinatura fria, calculada e meticulosa de David Fincher, o filme promete um mergulho psicológico e existencial em Cliff. Um homem marcado pela guerra, pelos silêncios, pelas violências internas e externas. E isso tudo sob o pano de fundo de uma Hollywood em transição: saem os westerns, entram os blockbusters; saem os galãs clássicos, entram os anti-heróis.

Uma parceria rara e promissora

É difícil imaginar uma colaboração entre dois diretores tão autorais quanto Tarantino e Fincher. De um lado, a anarquia estética e narrativa de Tarantino. Do outro, a precisão cirúrgica e o controle de Fincher. O que uniu esses dois? Brad Pitt.

Segundo fontes próximas à produção, foi o próprio ator que sugeriu Fincher como diretor — proposta que Tarantino, surpreendentemente, aceitou. Os três têm histórias entrelaçadas: Pitt estrelou Clube da Luta e O Curioso Caso de Benjamin Button sob direção de Fincher e, ao mesmo tempo, brilhou sob a batuta de Tarantino em Bastardos Inglórios e Era Uma Vez em… Hollywood.

Essa espécie de “triângulo criativo” pode ser a chave para uma narrativa que combine o existencialismo soturno de Fincher com a metalinguagem afiada de Tarantino.

Elenco de peso, mistério na trama

Além de Brad Pitt, o elenco confirmado até agora é recheado de nomes fortes:

  • Carla Gugino, sempre intensa em suas performances, dá um ar de mistério a sua personagem, ainda não revelada.
  • Elizabeth Debicki, estrela de The Crown e Tenet, entra como uma figura intrigante no mundo das celebridades setentistas.
  • Yahya Abdul-Mateen II, conhecido por Watchmen e Aquaman, promete ser um contraponto físico e moral ao protagonista.
  • Scott Caan, com seu estilo rebelde e carismático, também se junta ao elenco.
  • E há rumores persistentes de uma participação especial de Leonardo DiCaprio, ainda que não confirmada oficialmente.

A trama, mantida sob sigilo, gira em torno da atuação de Booth como “homem de confiança” dos grandes estúdios — alguém que apaga incêndios antes que cheguem à imprensa. Ele negocia com chantagistas, ameaça jornalistas, manipula situações para proteger astros e diretores. Uma espécie de detetive silencioso, mas com os métodos pouco convencionais que só Cliff Booth poderia ter.

O cenário: um novo jogo em Hollywood

A Hollywood dos anos 60 — retratada com tanto esmero por Tarantino no primeiro filme — já não existe. Em seu lugar, surge um novo cenário: pós-Vietnã, auge da cocaína, pré-explosão dos blockbusters, início do cinema autoral norte-americano e de movimentos feministas mais ativos. A estética muda. As ambições também.

Nesse mundo, Cliff Booth se sente deslocado, mas ainda é necessário. E é aí que o filme se debruça: como sobreviver quando seu tempo parece ter passado? O personagem se vê em conflitos morais, entre lealdade e autopreservação, entre o velho código de honra e o cinismo moderno da indústria.

Os rumores sugerem que o roteiro não seguirá uma estrutura tradicional. Como o primeiro filme, haverá passagens oníricas, sequências que desafiam a lógica linear e até inserções de trechos “fictícios” — filmes dentro do filme, programas de TV da época, comerciais falsos.

Brad Pitt: no auge do controle

Aos 61 anos, Brad Pitt parece mais à vontade do que nunca para escolher projetos que desafiem seu próprio legado. E The Adventures of Cliff Booth é exatamente isso: um retorno às raízes, mas também uma ruptura.

Em entrevistas recentes, o ator tem falado com naturalidade sobre a ideia de envelhecer em cena, de interpretar personagens mais introspectivos, menos impulsivos. Booth, nesse sentido, representa uma síntese: a violência do passado em confronto com a melancolia do presente.

O personagem carrega culpas e fantasmas — algo que o público sentiu, mas nunca entendeu completamente no primeiro filme. Agora, o véu será levantado.

Uma carta de amor (e raiva) à indústria

Se no primeiro longa Tarantino entregou uma carta de amor aos estúdios, ao cinema clássico e à Los Angeles da sua juventude, agora é possível que vejamos a carta de despedida. Ou melhor: a resposta amarga e crítica ao que sobrou daquilo tudo.

Fincher, com sua lente menos nostálgica e mais analítica, deve construir uma obra mais seca, mais cruel — mas igualmente fascinante. E Tarantino, ao não dirigir, mas ainda escrever, mostra que confia na força da palavra mais do que nunca.

Lançamento e expectativas

Com filmagens iniciadas no final de julho de 2025, a previsão de estreia gira em torno do início de 2026, com lançamento mundial nos cinemas seguido de exibição na Netflix, que adquiriu os direitos de distribuição global.

O orçamento, segundo estimativas da imprensa americana, ultrapassa os US$ 100 milhões, impulsionado por incentivos fiscais da Califórnia e pelo apelo do elenco estrelado.

E a expectativa do público? Alta. Muito alta. O primeiro filme faturou mais de US$ 374 milhões mundialmente, além de ter recebido 10 indicações ao Oscar, vencendo três. Para os fãs, este novo capítulo representa não apenas uma continuação, mas um novo gênero dentro de um mesmo universo.

No “Conversa com Bial” desta segunda (28), Serginho Groisman abre o coração sobre os 25 anos de “Altas Horas”

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Nesta segunda-feira, 28 de julho de 2025, a televisão brasileira ganha um encontro daqueles que faz a gente querer sentar, desligar o celular e prestar atenção: Pedro Bial recebe Serginho Groisman no “Conversa com Bial”. Não é um papo qualquer — é a celebração de uma carreira, de uma trajetória de vida, de histórias e desafios que atravessam gerações. Afinal, Serginho comemora seus 75 anos e, em outubro, o programa que o consagrou completará um quarto de século no ar.

Se você, como muitos, já se pegou assistindo ao “Altas Horas” até altas horas da madrugada — ou na versão mais recente, aos sábados à noite — sabe que ali tem mais do que música, artistas, convidados e brincadeiras. Tem alma, tem conversa franca, tem aquele jeito que só Serginho tem de fazer o público se sentir em casa, como se estivesse ali na mesa, tomando um café e falando da vida.

Quem é Serginho Groisman?

Antes de mais nada, não dá para entender a grandeza do trabalho do Serginho sem conhecer um pouco de onde ele veio e como chegou até aqui. Serginho nasceu em São Paulo, em 29 de junho de 1950, numa família de origem judaica com histórias marcadas pela dor e pela resistência. Seus pais, Ana (Chana) e Luiz (Leizer) Groisman, foram refugiados que escaparam do horror do nazismo na Europa.

Sua mãe era natural de Varsóvia, na Polônia, e conseguiu fugir num navio que salvou parte da família, mas não suas irmãs — tias de Serginho — que infelizmente foram vítimas do Holocausto. Seu pai veio da Romênia, e os dois se conheceram em um baile, já no Brasil, tentando reconstruir uma vida longe do terror. Essa herança, de luta, esperança e memória, está viva na alma de Serginho e se reflete na forma como ele encara a comunicação: com respeito, humanidade e atenção à diversidade.

O começo da estrada: da faculdade ao jornalismo

Serginho passou por várias tentativas acadêmicas antes de se encontrar de fato. Começou estudando Direito na PUC-SP, mas largou o curso após um ano. Depois, arriscou História na USP, ficando por um ano e meio. Chegou a pensar em fazer cinema, mas foi no jornalismo que realmente se encontrou, formando-se em 1977 na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

Interessante é que Serginho demorou seis anos para se formar. Isso porque achava o ensino da época muito deficiente, e foi essa visão crítica que mais tarde o levou a voltar à FAAP como professor, para tentar melhorar a experiência para outros estudantes.

Nos bastidores da cultura e da música brasileira

Nos anos 1970, o convidado da noite coordenou por 10 anos o Centro Cultural Equipe, um espaço que se tornou referência na produção de shows e eventos culturais. Foi ali que ele trabalhou com uma galera que marcou a música brasileira — nomes como Cartola, Clementina de Jesus, Raul Seixas, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Novos Baianos, João Bosco, Hermeto Pascoal, e tantos outros.

Imagine a energia de produzir shows para ícones da MPB, gente que transformou a cultura do país? Isso ajudou a moldar Serginho não só como comunicador, mas como um grande apreciador das artes, capaz de se conectar com diferentes públicos e estilos.

A virada para a televisão

Serginho trabalhou como repórter e redator na Band FM durante os anos 1980. Foi correspondente de pautas importantes, como a campanha das Diretas Já, eventos esportivos e muitos outros. Ele começou a apresentar e dirigir programas na TV no final dos anos 1980, com o “TV Mix” na TV Gazeta.

Mas foi com o programa “Matéria Prima”, na TV Cultura, que Serginho se destacou. O formato era simples, porém inovador: as perguntas eram feitas pela plateia, composta principalmente por jovens. A partir daí, ele manteve esse estilo de diálogo aberto e descontraído em outros programas como o “Programa Livre”, no SBT, e, claro, no “Altas Horas”, da TV Globo, que ele comanda desde 2000.

Altas Horas: um quarto de século falando com o Brasil

O programa nasceu num sábado, em 14 de outubro de 2000, tímido, depois do “Super Cine”, lá pela madrugada. O programa apostava numa mistura de entrevistas, música, debates e papo com o público jovem. Foi assim que Serginho se consolidou como um dos apresentadores mais queridos da televisão.

Com o tempo, o programa ganhou um horário mais nobre e a audiência só aumentou. Em 2025, completa 25 anos no ar — um feito raro e respeitável em qualquer mídia.

Ali, Serginho conseguiu o que poucos conseguem: falar com adolescentes, jovens, adultos, pais e avós. O jeito aberto e acolhedor dele cria um espaço onde o público se sente representado e convidado a participar. Sem estrelismos, sem formalidades exageradas.

A conversa franca com Pedro Bial

A escolha de Pedro Bial para essa conversa especial faz todo sentido. Bial, com seu estilo reflexivo, já tem no currículo várias entrevistas memoráveis. Mas o encontro com Serginho promete ser diferente — porque é uma conversa entre amigos, dois comunicadores que sabem o peso de uma vida diante das câmeras e microfones.

Serginho vai falar dos 75 anos de vida, da experiência acumulada, dos desafios de se manter relevante numa mídia que muda tão rápido e das alegrias de continuar fazendo o que ama. É um papo sobre legado, sobre aprender a ouvir, e também sobre não desistir nunca.

Vida além da TV

Pouca gente sabe, mas Serginho também estreou nos palcos em 2006, no teatro, com o espetáculo “Brasas no Congelador”, dirigido por Gerald Thomas Sievers. Isso mostra o quanto ele gosta de experimentar e ampliar suas formas de comunicação.

Além disso, ele também é autor do livro “Meu Pequeno Corintiano”, onde fala sobre sua paixão pelo Corinthians e sobre histórias de vida. E, ainda, trabalhou como roteirista, colaborando com Marcelo Rubens Paiva no filme “Fiel”.

Na vida pessoal, é casado com Fernanda Molina Groisman, dentista, e pai do pequeno Thomas, nascido em 2015. O equilíbrio entre família e trabalho é outra marca do seu jeito humano de ser.

O que Serginho representa hoje?

Ele é muito mais que um apresentador. É um símbolo de resistência, de comunicação empática, de renovação constante. Em tempos de superficialidade e velocidade digital, Serginho lembra que a conversa de verdade exige atenção, respeito e, acima de tudo, vontade de entender o outro.

No “Altas Horas”, no “Conversa com Bial” e em todos os seus projetos, ele leva isso adiante. Não é à toa que segue firme na TV Globo depois de mais de 40 anos, conquistando fãs de todas as idades.

Por que assistir a essa conversa?

Se você gosta de histórias de vida reais, de gente que não tem medo de encarar os próprios erros e aprendizados, essa entrevista é para você. Se admira profissionais que cresceram junto com o Brasil, enfrentando momentos difíceis e mudando a forma de comunicar, não perca.

Pedro e Groisman prometem uma conversa leve, profunda, cheia de causos, reflexões e até risadas — tudo com aquele jeitinho brasileiro, que mistura emoção e humor na medida certa.

Gravações de “Homem-Aranha: Um Novo Dia” indicam ambientação em Nova York, apesar das filmagens na Escócia

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Foto: Reprodução/ Internet

Ele está de volta. Ele nunca foi embora. Ele continua sozinho, pendurado entre os arranha-céus e carregando o peso do mundo nos ombros. Mas agora, ele tem um novo dia pela frente. E, acredite: os fãs também.

O nome é Spider-Man: Brand New Day — em português, Homem-Aranha: Um Novo Dia — e as primeiras imagens do set de filmagens já começaram a causar alvoroço na internet. As cenas estão sendo rodadas em Glasgow, na Escócia, mas, ao que tudo indica, a ação continua situada no coração de Nova York. Ou seja: a Marvel está apostando no bom e velho disfarce cinematográfico para nos levar de volta ao lar do teioso, mesmo que os quarteirões tenham sotaque britânico.

Mas calma, tem mais do que cenário bonito rolando por trás dessas imagens. Uma placa de construção vista em uma das fotos do set revela um detalhe crucial: um prédio com previsão de conclusão marcada para dezembro de 2027. Isso deu aos fãs um pequeno mapa temporal — o filme se passa, provavelmente, no início de 2027. A Marvel não confirma nada, claro. Mas quando se trata do MCU, até placa de obra vira pista de enredo.

O que esperar de “Um Novo Dia”?

O título já entrega bastante. Quem conhece os quadrinhos da Marvel sabe que “Brand New Day” não é só um nome bonito. É também o arco que, lá no final dos anos 2000, tentou reconfigurar a vida de Peter Parker depois de momentos pesados — leia-se: morte de tia, separação, identidade exposta, caos na vida amorosa e na existência em geral.

No cinema, a vibe é parecida. Após os eventos de Sem Volta Para Casa, Peter está mais só do que nunca. Ninguém lembra quem ele é, ele perdeu os amigos, o amor da sua vida e até o amparo tecnológico dos Vingadores. Está literalmente recomeçando — e esse novo filme vem pra mostrar exatamente esse renascimento silencioso e agridoce.

Pense em um Peter mais pé no chão, menos dependente de gadgets milionários, mais ligado às raízes do Queens. Um herói de alma partida, mas ainda de coração gigante. É a essência do Aranha: cair e levantar. Levar porrada do destino e continuar sorrindo (mesmo que por trás da máscara).

Peter Parker, MJ, Ned… e o Justiceiro (!?)

Sim, Tom Holland volta a vestir o uniforme — com um novo design, mais artesanal, sem as firulas da tecnologia Stark. Ele está envelhecendo junto com o personagem, e isso é ótimo. A fase colegial ficou pra trás, e agora temos um Peter enfrentando a vida real, o aluguel, o anonimato. O amadurecimento está vindo com força.

Zendaya também retorna como MJ, o que já deixa o coração do fandom mais quentinho. A última vez que os vimos juntos, ela já não sabia quem ele era. Será que o novo filme vai explorar o reencontro, ou o distanciamento emocional definitivo? Os roteiristas prometeram emoção — então prepare os lencinhos.

Jacob Batalon também volta como Ned Leeds, e torcemos para que ele tenha mais do que piadinhas a oferecer. Ele já demonstrou talento de sobra para dramas, e essa fase mais melancólica da história pode dar a ele um novo arco.

Agora, a grande bomba: Jon Bernthal, o Justiceiro, está confirmado. E isso muda tudo.

Frank Castle não é só mais um vigilante mascarado. Ele é brutal, vingativo, movido por traumas profundos. A presença dele ao lado (ou contra?) o Homem-Aranha pode transformar o tom do filme. Imagine Peter lidando com dilemas morais enquanto vê Castle resolver tudo no estilo “atira primeiro, pergunta depois”. O contraste entre os dois promete tensão, profundidade e muita discussão sobre o que é justiça num mundo sem regras.

E as surpresas?

Entre os nomes misteriosos do elenco, temos Sadie Sink, de Stranger Things, e Liza Colón-Zayas, de The Bear. Nenhuma das duas teve seus papéis revelados, mas o Twitter já fez o trabalho investigativo de sempre. A teoria favorita? Sadie como Felicia Hardy, a Gata Negra — uma anti-heroína cheia de charme, rivalidade e uma química explosiva com Peter. Seria ousado, seria sexy, seria perfeito.

Já Liza pode estar assumindo o papel de alguma figura materna ou autoridade. Talvez uma nova tia May? Uma chefe no Clarim Diário? Só saberemos mais perto do lançamento. Mas o fato é: o elenco está redondinho, e a química entre eles promete incendiar a tela.

Uma nova direção

Sai Jon Watts, entra Destin Daniel Cretton. E isso não é apenas uma troca de cadeira — é uma mudança de tom.

Cretton foi responsável por Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, um dos poucos filmes da fase quatro que conseguiram agradar público e crítica. Ele sabe trabalhar personagens com profundidade emocional, lutas estilosas e narrativa centrada em identidade. Exatamente o que o Homem-Aranha precisa neste momento.

Aliás, este pode ser o filme mais emocionalmente carregado do Aranha desde Homem-Aranha 2, de Sam Raimi. O roteiro continua nas mãos de Chris McKenna e Erik Sommers, dupla já veterana na trilogia anterior. Mas agora, com a direção de Cretton, talvez vejamos menos piadas e mais alma.

Uma Nova York (fingida) para chamar de lar

Pode parecer estranho ver Peter salvando civis e enfrentando bandidos pelas ruas de Glasgow. Mas a cidade escocesa já foi pano de fundo de várias produções de Hollywood por um motivo simples: arquitetura similar a Nova York, custo reduzido e clima perfeito para cenas urbanas.

Com truques de câmera, CGI e um bom trabalho de direção de arte, Glasgow se transforma numa Manhattan convincente. E não deixa de ser curioso: um dos personagens mais nova-iorquinos da cultura pop sendo recriado do outro lado do Atlântico. É o mundo globalizado do cinema em sua melhor forma.

Entre greves e reviravoltas

A produção do filme não foi um mar de rosas. Desde o final de Sem Volta Para Casa, muita coisa mudou. Tom Holland chegou a dizer que não sabia se continuaria no papel. O contrato tinha acabado. A Marvel estava passando por turbulências criativas. E ainda teve a greve dos roteiristas de 2023, que paralisou tudo por meses.

Mas, aos poucos, as peças se ajeitaram. Holland voltou com entusiasmo, desde que pudesse participar criativamente da jornada do personagem. Zendaya também topou retornar, contanto que a história tivesse propósito. A Marvel ouviu. A Sony cedeu. E cá estamos nós: com filmagens em andamento e a estreia marcada para 31 de julho de 2026.

O legado do Aranha (e o futuro da Marvel)

Não é exagero dizer que Peter Parker tem carregado nas costas o coração do MCU. Mesmo depois de tantas fases, multiversos e linhas temporais, é nele que os fãs encontram humanidade, falhas, amor e empatia.

Com Um Novo Dia, a Marvel pode estar sinalizando uma nova abordagem: menos espetáculo, mais história. Menos CGI em excesso, mais alma. E, claro, ainda assim com muita ação, porque estamos falando de um herói que luta contra vilões em pleno topo do Empire State.

E talvez seja esse o segredo do sucesso do Aranha. Não são apenas os vilões, os uniformes ou os efeitos. É o garoto por trás da máscara, tentando fazer o certo mesmo quando tudo dá errado. É o humano num mundo de deuses.

Então, o que vem por aí?

Se você esperava um novo vilão galáctico, talvez precise segurar a empolgação. Se queria mais Doutor Estranho, portais e multiverso… também pode se decepcionar.

Mas se o que você quer é ver Peter Parker enfrentando a vida real, se equilibrando entre o herói que o mundo precisa e o jovem que tenta sobreviver com dignidade, então Um Novo Dia vai entregar exatamente isso.

Vai ter emoção, dilemas morais, batalhas urbanas, reencontros, talvez novos amores, e quem sabe até a semente para a chegada de Miles Morales — um desejo antigo dos fãs e do próprio Tom Holland.

O importante é saber que o Aranha está de volta. E, mais do que nunca, pronto pra viver um novo capítulo. Ou melhor, um novo dia.

A Hora do Mal | Nova cena intensa revela Julia Garner e Josh Brolin em confronto — e Benedict Wong completamente fora de si

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Se você estava esperando por mais pistas sobre “A Hora do Mal“, novo filme de terror do diretor Zach Cregger (Noites Brutais, Acompanhante Perfeita e Noite de Abertura), pode comemorar (ou se preparar para arrepiar os cabelos): uma nova cena foi divulgada e, além de deixar o clima ainda mais sinistro, traz Julia Garner, Josh Brolin e Benedict Wong no centro de um momento tenso, perturbador e inesperado.

A sequência inédita mostra Julia e Josh debatendo sobre o sumiço das crianças da trama — até que tudo muda. Sem aviso, Benedict Wong aparece do nada, correndo de forma descompassada, com o olhar perdido e o corpo completamente entregue a alguma força desconhecida. Sim, do mesmo jeitinho assustador que as crianças já tinham aparecido em outros teasers, quase como se fossem marionetes de algo maior.

Wong parte pra cima de Julia Garner, num ataque bruto e descontrolado. Mas Brolin intervém a tempo, interrompendo o que parecia ser um surto — ou uma possessão? A cena termina no auge da tensão, sem explicações, deixando só perguntas no ar. E a sensação de que o pior ainda está por vir.

Uma cidade, 17 crianças e um mistério sem respostas

A trama do longa-metragem é daquelas que grudam na mente e fazem a gente dormir de luz acesa. Tudo começa com o desaparecimento de 17 crianças de uma mesma sala de aula, em uma noite comum. Elas simplesmente fogem de casa na calada da madrugada, sem deixar qualquer sinal de sequestro, invasão ou violência. Apenas uma criança permanece. Por quê? Ninguém sabe.

A cidade, uma comunidade pequena e tradicional da Flórida, entra em colapso. Os pais se desesperam. As autoridades tateiam no escuro. E a cada dia que passa, os acontecimentos ganham contornos mais estranhos. Algo está profundamente errado — mas ninguém consegue apontar o quê.

Muito além de sustos: rituais, trauma e crítica social

O que A Hora do Mal promete entregar vai bem além de cenas assustadoras. O próprio diretor e roteirista Zach Cregger já deixou claro que o longa mergulha em múltiplas tramas interligadas, conectando o sumiço das crianças a temas espinhosos como corrupção policial, bruxaria, rituais de sangue, abusos religiosos e traumas geracionais.

Ou seja: o medo aqui não vem só do que está escondido no escuro, mas do que já está entranhado na sociedade — e dentro das pessoas.

Não por acaso, Cregger cita “Magnólia” (1999), de Paul Thomas Anderson, como inspiração. Um filme que costura diferentes histórias, cheias de dor, humanidade e esquisitices — mas todas fazendo sentido juntas. Pode esperar um terror que não subestima o espectador.

Elenco de peso no centro do caos

O elenco do filme é daqueles que não passam despercebidos. Se o roteiro já chamava atenção, o time de atores só confirma que esse é um dos projetos mais ambiciosos do terror recente. Josh Brolin, por exemplo, entra em cena no lugar de Pedro Pascal e traz no currículo sucessos como Onde os Fracos Não Têm Vez, Sicario, Deadpool 2 e o icônico Thanos da saga Vingadores. Julia Garner, que conquistou a crítica com Ozark e Inventando Anna, também brilhou em The Assistant e Maniac.

Alden Ehrenreich, além de viver o jovem Han Solo em Solo: Uma História Star Wars, chamou atenção em Ave, César! e mais recentemente em Oppenheimer. Benedict Wong, sempre carismático, mostrou versatilidade em Doutor Estranho, Aniquilação, Marco Polo e A Fundação. Austin Abrams, conhecido por Euphoria e Dash & Lily, também passou por This Is Us e Chemical Hearts. E pra fechar, o time ainda conta com a veterana Amy Madigan (Campo dos Sonhos, Gone Baby Gone), a versátil June Diane Raphael (Grace and Frankie, The Disaster Artist) e o jovem promissor Cary Christopher, visto em Days of Our Lives. Ou seja, é uma mistura poderosa de talentos veteranos, estrelas em ascensão e queridinhos do público indie — todos jogados no meio de uma história onde o caos reina e ninguém parece estar seguro.

A produção que todo mundo queria

A briga por esse roteiro foi real e acirrada. Em janeiro de 2023, quando Weapons ainda era só uma ideia no papel, o texto de Cregger causou um verdadeiro leilão entre gigantes como Netflix, Universal Pictures, TriStar e New Line Cinema.

No fim, a New Line levou a melhor, garantindo um contrato dos bons: Cregger ganhou corte final garantido, um baita salário de oito dígitos e o compromisso de que o filme teria lançamento exclusivo nos cinemas. Ou seja: vem coisa grande por aí.

Vale lembrar que o diretor já tinha feito barulho com o ótimo Barbarian (2022), um dos terrores mais elogiados daquele ano — e que virou cult instantâneo. Agora, ele parece pronto pra ir além.

Estreia marcada (e ansiedade lá no alto)

O longa-metragem estreia nos cinemas dos Estados Unidos no dia 8 de agosto de 2025, com distribuição da Warner Bros. Pictures. Ainda não há data confirmada para o Brasil, mas a expectativa é que o lançamento por aqui aconteça na mesma semana — ou muito próximo disso. Até lá, os fãs de terror seguem de olho em cada teaser, pôster e pedacinho divulgado. A nova cena, inclusive, reforça a aposta de que o filme vai brincar com terror psicológico, elementos sobrenaturais e um mistério que se estende até os limites da loucura.

O que esperar?

Se for pra arriscar um palpite, a produção tem tudo pra ser um dos grandes filmes de terror de 2025. Não só pelo talento envolvido, mas pela forma como a história parece querer dialogar com algo maior: o medo coletivo, os traumas da infância, as instituições em colapso e o peso do que a gente não consegue explicar.

Não vai ser só mais um filme de susto — e isso, num mercado saturado de fórmulas, já é um alívio.

Marcelo Mansfield relembra trajetória no humor e anuncia peça comemorativa no programa “Companhia Certa” desta segunda (28/07)

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Foto: Reprodução/ Internet

Sabe aquele cara que você talvez não lembre o nome de primeira, mas assim que ele aparece na tela você pensa “pô, esse aí marcou minha infância”? Pois é. Esse cara é Marcelo Mansfield, e ele vai estar na madrugada desta segunda-feira, 28 de julho de 2025, a partir da meia-noite, batendo um papo dos bons com Ronnie Von, no programa “Companhia Certa”, da RedeTV!.

Com quase quatro décadas de carreira, Mansfield é uma daquelas figuras que seguram a marra do riso sem forçar a barra. Ele transita do teatro à TV com a mesma naturalidade com que muda de personagem no palco. E agora, num momento pra lá de especial, ele anuncia um novo espetáculo solo, “O Show do Mansfield”, que estreia em agosto, em São Paulo, pra celebrar suas quatro décadas de estrada.

Mas não espere uma entrevista certinha, com roteiro fechado e frases prontas. O que vai ao ar é mais parecido com uma conversa de bar entre dois amigos que se admiram de verdade — recheada de lembranças, piadas e até uns desabafos sobre a arte de fazer humor no Brasil.

Quem é esse tal de Mansfield?

Se você cresceu nos anos 90 e assistia TV Cultura, é bem provável que tenha visto um sujeito de jaleco, meio doido e totalmente carismático chamado Dr. Barbatana, no programa “Rá-Tim-Bum”. Adivinha quem era? Sim, ele mesmo, Marcelo Mansfield.

Mas a história dele vai muito além disso. O cara foi um dos primeiros a apostar no tal do stand-up comedy por aqui, quando ainda era novidade e ninguém entendia direito o formato. Lá por 2005, ele fundou o Clube da Comédia Stand-Up, e trouxe junto uma galera que depois ficou gigante, tipo Danilo Gentili, Oscar Filho e Marcelo Adnet.

“Eu só queria rir das coisas e fazer os outros rirem também”, conta Mansfield durante o programa. E não é modéstia. A verdade é que ele ajudou a desenhar um novo jeito de fazer humor no país — mais direto, mais cru, mais verdadeiro.

Dos palcos ao sofá da sala

Se você ainda acha que não conhece Mansfield, talvez tenha cruzado com outro personagem icônico dele: o impagável “Seu Merda”, figura ácida, debochada e um tanto revoltada, nascida no projeto “Terça Insana” e que depois foi parar no “Agora É Tarde”, da Band. Politicamente incorreto no melhor dos sentidos, o personagem fazia graça justamente por ser um retrato do absurdo da sociedade.

Mansfield sempre teve essa pegada: humor com conteúdo, com um pé no teatro e outro no cotidiano. Ele não tem medo de cutucar a ferida, mas faz isso com tanta inteligência que até quem se sente atingido, ri. E isso, convenhamos, é uma arte.

O novo espetáculo: Mansfield por ele mesmo

E é justamente isso que ele traz de volta com “O Show do Mansfield”. A peça não é só um show de stand-up, nem uma coletânea de personagens — é quase uma autobiografia cômica no palco, onde ele revisita momentos marcantes, personagens inesquecíveis e situações bizarras da vida de um artista brasileiro que nunca quis ser celebridade, mas acabou virando referência.

“É como se eu estivesse abrindo meu baú de memórias e deixando o público brincar com tudo”, brinca Mansfield. E esse “baú” vem cheio: tem história de bastidores, cenas de teatro, trechos da infância, encontros e desencontros com a fama, reflexões sobre a TV e, claro, aquelas piadas que só quem viveu o palco entende.

Para quem já acompanhava, é um reencontro. Para quem não conhece, é um convite. E para quem ama comédia com alma, é um prato cheio.

O começo da caminhada: de Boston a Barbatana

Nem todo mundo sabe, mas a carreira artística de Mansfield começou longe do Brasil. Nos anos 80, ele morou nos Estados Unidos, passou por Boston e Los Angeles, participou de grupos de teatro, estudou sitcoms e absorveu muito da comédia americana — o que, mais tarde, moldou sua visão sobre o stand-up.

Quando voltou ao Brasil, ele já era um artista com pegada internacional, mas com alma paulistana. Entrou para o grupo Harpias, fez teatro alternativo, criou e apresentou programas de humor na TV Gazeta, foi roteirista de filme cult, escreveu colunas em jornais, e ainda arrumou tempo pra fazer mais de 500 comerciais de TV.

E mesmo com esse currículo de fazer inveja, ele nunca perdeu o jeito simples e o olhar aguçado pra vida. “Acho que só continuei porque me diverti fazendo tudo isso. Se não fosse pra rir, nem teria graça”, ele diz.

Humor, coração e crítica

Durante o papo com Ronnie Von, Mansfield deixa claro que nunca viu o humor só como “entretenimento por entretenimento”. Pra ele, rir também é resistir, é pensar, é se conectar com o outro. “A piada pode te derrubar, mas também pode te levantar”, filosofa.

Essa sensibilidade atravessa toda a conversa. Entre risadas e histórias, ele fala dos amigos que fez (e perdeu), dos perrengues da profissão, da relação com o público e da importância de continuar criando, mesmo depois de tanto tempo de estrada.

“Eu nunca quis ser o mais famoso, só queria continuar sendo eu mesmo. Se isso tocou alguém, então valeu a pena”, resume Mansfield, num dos momentos mais sinceros da entrevista.

Rita Lee ganha homenagem emocionante em Manaus com espetáculo estrelado por Mel Lisboa

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Manaus se prepara para viver dias de arte, emoção e reencontros com grandes histórias brasileiras. Nos dias 9, 10, 16 e 17 de agosto, a capital do Amazonas será palco da 1ª Mostra de Teatro Águas de Manaus, um evento cultural gratuito que promete reunir nomes consagrados e talentos locais em uma celebração cênica diversa e afetiva. E nada melhor para dar o tom da abertura do que uma figura que misturava rebeldia, poesia, música e liberdade como ninguém: Rita Lee.

A estreia da mostra acontece no dia 9 de agosto, às 20h, no anfiteatro da praia da Ponta Negra, zona oeste da cidade. E o espetáculo escolhido para abrir o evento é “Rita Lee – Uma Autobiografia Musical”, estrelado pela atriz Mel Lisboa, que mergulha de corpo e alma na história da rainha do rock brasileiro.

Trata-se de uma produção que já emocionou mais de 90 mil pessoas pelo país e que agora chega a Manaus como uma ode viva à mulher, artista e fenômeno cultural que foi — e continua sendo — Rita Lee.

Uma história cantada e sentida

A peça é uma adaptação livre da autobiografia lançada por Rita em 2016, que se tornou um dos livros mais vendidos da década no Brasil. Mas não espere uma simples leitura dramatizada. O que o público verá no palco da Ponta Negra é um espetáculo que mistura música, teatro e emoção em uma narrativa envolvente e generosa, conduzida com humor, afeto e sem medo de encarar os fantasmas — como a própria Rita sempre fez.

Mel Lisboa dá vida a Rita com uma entrega admirável. Ela não apenas interpreta: ela incorpora o espírito da artista, caminhando com desenvoltura entre os episódios mais marcantes da sua vida. Desde a infância em uma família paulistana de classe média alta, passando pelas primeiras bandas, como Os Mutantes e Tutti-Frutti, o período de repressão e prisão durante a ditadura militar, até o reencontro com o amor ao lado de Roberto de Carvalho, os filhos, o ativismo animal e os momentos mais íntimos de vulnerabilidade e glória.

O texto costura a narrativa com canções que marcaram gerações e ainda hoje ressoam com força. Estão no repertório sucessos como “Saúde”, “Mania de Você”, “Doce Vampiro”, “Reza”, “Desculpe o Auê” e, claro, “Ovelha Negra”, uma espécie de hino libertador que embala gerações de pessoas que, como Rita, nunca se sentiram completamente encaixadas.

Mel Lisboa: a atriz que encontrou Rita dentro de si

Mel Lisboa não é uma novata quando o assunto é interpretar Rita Lee. Seu encontro com a artista começou anos atrás, quando protagonizou a peça “Rita Lee Mora ao Lado”, inspirada na biografia homônima escrita por Henrique Bartsch. Desde então, um vínculo quase espiritual se formou entre atriz e personagem. Um elo que se aprofunda neste espetáculo que mistura memória e música com emoção genuína.

Por sua atuação, Mel foi reconhecida com o Prêmio Shell de Teatro, uma das maiores honrarias da cena teatral brasileira. Mas mais do que prêmios, o que a atriz transmite em cena é o sentimento de alguém que compreendeu Rita não apenas como mito, mas como ser humano: frágil, ousada, amorosa, contraditória e absolutamente autêntica.

“Não se trata de imitar. É sobre captar a alma, a vibração, o olhar que ela lançava sobre o mundo. Rita era muitas coisas, às vezes tudo ao mesmo tempo. E é essa complexidade que a torna tão fascinante de representar”, afirmou Mel em entrevistas anteriores.

Um presente para Manaus — e um convite à memória afetiva

A escolha de abrir a Mostra de Teatro Águas de Manaus com esse espetáculo não é apenas um acerto artístico — é também uma decisão simbólica. Rita Lee representa a força da arte que dialoga com todas as gerações. Sua história se mistura com a história recente do Brasil e convida o público a olhar para si mesmo, para os próprios sonhos e rupturas.

Segundo Aline Mohamad, do Instituto Brasileiro de Teatro (iBT), a curadoria da mostra buscou obras que dialogassem com a memória coletiva e com temas universais.

“A Rita é símbolo de liberdade, irreverência, criatividade e coragem. Ela foi — e é — inspiração para artistas, mulheres, ativistas, sonhadores. Começar com esse espetáculo é também uma forma de dizer: estamos aqui para falar de arte que transforma, emociona e resgata histórias que não podem ser esquecidas”, explica Aline.

A atriz e o espetáculo são produzidos pela Turbilhão de Ideias, companhia reconhecida por apostar em narrativas biográficas que cruzam arte e identidade brasileira.

Teatro para todos: uma cidade em cena

A Mostra de Teatro Águas de Manaus vai muito além da abertura estrelada. O projeto contempla apresentações em diversos bairros da capital, com peças que abordam desde temas históricos até reflexões do cotidiano manauara. A proposta é descentralizar a produção teatral e aproximar o público de diferentes territórios à arte.

As apresentações serão realizadas nos dias 9, 10, 16 e 17 de agosto, sempre com acesso gratuito. Além do espetáculo de Mel Lisboa, a mostra contará com companhias locais, trazendo vozes potentes da cena teatral amazônica.

Simony Dias, gerente de Relações Institucionais da Águas de Manaus — empresa responsável pelo apoio à mostra — destaca a importância da democratização do acesso à cultura:

“É uma honra participar de um projeto que leva teatro para todos os cantos da cidade. Cultura é direito, é pertencimento. E com essa mostra queremos oferecer à população de Manaus a chance de assistir espetáculos de altíssima qualidade, tanto locais quanto nacionais, como é o caso da peça da Rita Lee.”

A programação completa será divulgada nos próximos dias pelas redes sociais da Águas de Manaus e do Instituto Brasileiro de Teatro.

Rita além da música

A vida de Rita Lee foi — e continua sendo — um exemplo de como arte e atitude podem caminhar juntas. Durante mais de cinco décadas de carreira, ela rompeu barreiras de gênero, desafiou padrões, lutou contra o machismo na indústria musical e usou sua voz para causas sociais, ambientais e políticas.

Mesmo depois de sua partida, em 2023, aos 75 anos, Rita deixou um legado que não se apaga. Ela segue viva nas letras que escreveu, nos discos que gravou, nas entrevistas ácidas, nas roupas coloridas, nas causas que abraçou e, agora, também nos palcos que levam sua história adiante.

Para quem cresceu ouvindo Rita ou está conhecendo sua obra agora, o espetáculo é uma oportunidade rara de vê-la sob uma nova luz — sem filtros, sem censura, com a dose certa de ironia, poesia e humanidade.

Uma chance de reencontro

Num tempo em que a pressa consome e o excesso de informação distrai, parar para ouvir uma história pode ser um gesto revolucionário. Ainda mais quando essa história é a de uma mulher que fez da própria vida uma trilha sonora de coragem e originalidade.

“Rita Lee – Uma Autobiografia Musical” é mais do que teatro. É um reencontro com o que somos, fomos e ainda podemos ser. Em Manaus, diante do pôr do sol da Ponta Negra, ao som de “Ovelha Negra”, talvez você se descubra, entre lágrimas e sorrisos, dizendo: “essa história também é um pouco minha”.

“Profissão Repórter” desta terça (29/07) mostra como Belém está mudando para receber a COP-30: esperança, desafios e cicatrizes de uma transformação acelerada

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Nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, o programa Profissão Repórter estreia uma reportagem especial que vai além dos números e obras, para contar as histórias que estão sendo escritas nas ruas, nas comunidades e nos canteiros de obras de Belém. A cidade se prepara para receber a COP-30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, marcada para novembro deste ano — um evento que colocará a capital do Pará no centro das atenções do planeta. As informações são da TV Globo.

Com a expectativa da chegada de cerca de 50 mil visitantes — entre autoridades, cientistas, ativistas e jornalistas —, Belém vive um momento de pressa, transformação e também de questionamentos. Quais os reais impactos dessa mudança acelerada? Para quem a cidade está sendo preparada?

Obras, promessas e um ritmo frenético

Se você andar pelas ruas de Belém hoje, vai perceber o quanto a cidade está sendo transformada. São dezenas de canteiros de obra espalhados pela capital, obras que envolvem bilhões de reais e que buscam preparar a infraestrutura para o grande evento.

O Parque da Cidade, que será o centro das negociações da COP-30, está passando por uma verdadeira revolução. Centenas de trabalhadores se revezam entre estruturas, equipamentos e instalações, tentando deixar tudo pronto para o mês de novembro. A revitalização da Nova Doca, antiga área portuária, também avança — com a ideia de criar um novo cartão-postal, que traga vida e turistas para a região.

Mas as obras não se limitam ao centro. Novas avenidas estão sendo abertas, ruas reformadas e o sistema de transporte passa por mudanças, numa tentativa de dar conta da demanda que virá com o evento e, de quebra, melhorar o cotidiano dos moradores.

O brilho das obras e o peso da transformação

Para muitos moradores, as obras representam a possibilidade de emprego, de renda e até de mudança de vida. Na construção civil, quem estava há meses desempregado agora encontra uma chance real de trabalhar, receber salário e ter uma rotina mais estável. No comércio e serviços, o movimento já começa a esquentar, com a expectativa da chegada dos visitantes.

Mas, junto com as oportunidades, vêm também as perdas. Em vários bairros, especialmente em áreas ribeirinhas e periféricas, famílias já foram obrigadas a sair de suas casas para que projetos considerados estratégicos sejam realizados. Muitas dessas pessoas vivem da pesca, do extrativismo ou do pequeno comércio e agora enfrentam a difícil tarefa de recomeçar em outro lugar, muitas vezes longe da comunidade e sem garantias sólidas.

Um exemplo emblemático é a construção da Avenida Liberdade, uma via expressa que atravessa reservas ambientais e áreas tradicionais, gerando o deslocamento de centenas de famílias. Esse é um dos pontos mais sensíveis da preparação para a COP-30, pois envolve equilíbrio delicado entre desenvolvimento e respeito à vida das pessoas.

O saneamento básico: um nó que ainda precisa ser desatado

Enquanto a cidade tenta se preparar para o mundo, parte da sua população ainda enfrenta problemas básicos, que a maioria considera direitos fundamentais.

Belém está entre as capitais brasileiras com pior cobertura de saneamento, um dado preocupante diante do discurso ambiental que será protagonista da COP-30. Em áreas como a Vila da Barca — uma das maiores comunidades de palafitas do país — as condições sanitárias são precárias, com esgoto a céu aberto e dificuldade no acesso à água limpa, colocando em risco a saúde e o bem-estar de milhares de pessoas.

Essa situação mostra que sustentabilidade não é só questão de investimento em obras sofisticadas, mas também de garantir qualidade de vida para todos.

A movimentação do turismo e o impacto na cidade

Com a aproximação da COP, a expectativa de receber milhares de turistas movimenta a economia local. Muitos moradores, percebendo essa oportunidade, investem em melhorias em suas casas para oferecer hospedagem. Quartos reformados, imóveis anunciados em plataformas digitais, tudo para captar o movimento que deve chegar.

Esse boom pode significar um alívio financeiro para algumas famílias, mas também acende um alerta: a valorização imobiliária pode afastar moradores antigos das áreas centrais, aumentando a desigualdade e expulsando aqueles que construíram a cidade.

E depois da festa, o que fica?

Um dos grandes questionamentos que surgem é: qual será o legado da COP-30 para Belém? Será que as melhorias serão permanentes e beneficiarão a população mais vulnerável? Ou a cidade vai voltar à rotina de sempre, com os problemas estruturais ignorados depois que as luzes do evento se apagarem?

É comum que grandes eventos tragam avanços pontuais, mas nem sempre consigam transformar de forma duradoura as desigualdades e desafios que já existiam.

O desafio de fazer diferente

Para que a COP-30 deixe um impacto real, é necessário pensar no futuro da cidade de forma inclusiva. Isso significa escutar e atender às necessidades das comunidades ribeirinhas, indígenas e das populações periféricas, garantindo que o desenvolvimento aconteça de forma justa e sustentável.

É urgente que saneamento básico, moradia digna e proteção ambiental deixem de ser apenas promessas para se tornarem realidade palpável para todos.

Belém entre o ontem e o amanhã

A COP-30 pode ser um momento histórico para Belém, uma oportunidade para que a cidade se mostre para o mundo e para si mesma. Mas, para que isso aconteça de verdade, é preciso que as mudanças alcancem todos, não só as áreas nobres ou os setores econômicos mais poderosos.

A história que está sendo escrita agora é cheia de desafios, incertezas, mas também de esperança. A decisão que a cidade tomar poderá ser um exemplo de como unir desenvolvimento, justiça social e sustentabilidade, ou um alerta sobre o preço que pagamos quando deixamos muitos para trás.

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