Tela Quente | Bad Boys para Sempre agita a noite com ação eletrizante e reencontro da dupla Will Smith e Martin Lawrence

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Foto: Reprodução/ Internet

Há encontros que o tempo não apaga. E, nesta segunda, 11 de agosto, milhões de brasileiros terão a chance de reencontrar dois velhos conhecidos que marcaram época no cinema: Mike Lowrey e Marcus Burnett, a dupla de detetives mais carismática e improvável que Hollywood já viu. A Tela Quente exibe Bad Boys para Sempre, o terceiro capítulo da franquia que mistura ação, humor e amizade verdadeira.

O filme, lançado em 2020, não é apenas mais uma sequência. Ele carrega o peso de quase duas décadas de espera desde o último “Bad Boys II” (2003) e o desafio de provar que, mesmo com o tempo passando, o espírito rebelde e a química entre Will Smith e Martin Lawrence continuam intactos.

De volta à ação

Em Bad Boys para Sempre, Mike e Marcus já não são os mesmos garotos imprudentes de 1995. A idade trouxe dores no corpo, responsabilidades familiares e reflexões sobre o futuro. Marcus pensa seriamente em pendurar o distintivo. Mike, por outro lado, ainda vive para a adrenalina — até que um atentado quase lhe tira a vida e traz à tona um inimigo ligado ao seu passado.

A partir daí, os dois são arrastados para uma caçada perigosa, enfrentando criminosos que não medem esforços para acabar com suas vidas. No meio do fogo cruzado, velhas piadas se misturam a novas feridas, e a parceria é posta à prova como nunca antes.

A química que atravessa décadas

O grande trunfo da franquia sempre foi a interação entre Smith e Lawrence. No primeiro filme, essa combinação foi novidade. No segundo, ela se consolidou. No terceiro, é pura nostalgia somada à maturidade.

Assistir aos dois juntos hoje é perceber que a amizade que vemos na tela também existe fora dela. Eles brincam, se provocam e, ao mesmo tempo, se cuidam — como irmãos que já passaram por tudo. Isso cria uma conexão com o público difícil de reproduzir.

Entre atrasos e incertezas

O caminho para “Bad Boys para Sempre” chegar às telas foi quase tão cheio de obstáculos quanto uma perseguição pelas ruas de Miami. Planos para um terceiro filme começaram logo após o sucesso do segundo, mas esbarraram em questões orçamentárias, agendas conflitantes e mudanças na direção.

Durante anos, boatos iam e vinham. Datas de estreia eram anunciadas e canceladas. Chegou um momento em que até Martin Lawrence declarou, em entrevistas, que já não acreditava que o projeto veria a luz do dia.

A reviravolta aconteceu quando os diretores belgas Adil El Arbi e Bilall Fallah assumiram o projeto, trazendo um olhar mais contemporâneo, mas sem apagar a essência que os fãs amavam. As filmagens começaram em 2018 e terminaram no início de 2019, gravadas entre Miami e Atlanta.

O sucesso inesperado

Lançado em janeiro de 2020, o filme tinha tudo para ser apenas um reencontro divertido para os fãs. Mas foi muito além: tornou-se o maior sucesso de bilheteria da franquia, arrecadando mais de 426 milhões de dólares no mundo todo e batendo o recorde de maior estreia de janeiro na história dos cinemas.

Parte desse êxito se deve ao equilíbrio entre ação eletrizante, humor afiado e momentos de emoção genuína — uma fórmula que conquistou tanto o público antigo quanto novos espectadores.

Personagens que marcam

Além da dupla principal, o filme apresenta novos rostos que trazem frescor à franquia. Paola Núñez vive Rita, chefe da equipe de elite AMMO e ex-namorada de Mike, enquanto Vanessa Hudgens, Alexander Ludwig e Charles Melton interpretam jovens agentes que desafiam os métodos tradicionais dos protagonistas.

No lado oposto, Kate del Castillo dá vida à vilã Isabel Aretas, uma mulher determinada a destruir tudo e todos que cruzaram seu caminho. Seu filho, Armando (Jacob Scipio), se revela um antagonista com motivações pessoais que adicionam peso à trama.

Curiosidades de bastidores

  • O diretor original da franquia, Michael Bay, faz uma participação especial como mestre de cerimônias em uma das cenas.
  • Muitas cenas de perseguição foram feitas em locações reais de Miami, mantendo a autenticidade visual que se tornou marca registrada dos filmes.
  • DJ Khaled, famoso no mundo da música, aparece como Manny, o Açougueiro, em um papel que mistura comédia e tensão.

Mais que tiros e explosões

O filme não é só ação e piadas. Ele também fala sobre envelhecer, encarar o passado e aceitar mudanças. Mike precisa lidar com segredos que guardou por anos. Marcus enfrenta o dilema entre proteger a própria vida e cumprir seu dever como policial.

Essa camada emocional dá profundidade ao filme e mostra que, mesmo dentro de um blockbuster de ação, é possível tratar de temas humanos.

Por que assistir hoje?

Na exibição desta segunda na Tela Quente, o filme ganha um sabor especial. É chance de rever — ou conhecer — uma das duplas mais icônicas do cinema, em uma história que combina adrenalina, humor e emoção na medida certa.

Para quem acompanhou a franquia desde os anos 90, é como reencontrar velhos amigos que, apesar das rugas, continuam com a mesma disposição para aprontar. Para quem nunca viu, é um convite para mergulhar em um universo onde a lealdade vale tanto quanto a mira certeira.

E o futuro?

O sucesso foi tão grande que a Sony já confirmou um quarto filme, com Will Smith e Martin Lawrence de volta. Isso mostra que, mesmo depois de tanto tempo, a fórmula “Bad Boys” continua viva e pronta para novas histórias.

HBO Max apresenta primeiro teaser de “Lanternas”, nova série do universo DC estrelada por Kyle Chandler e Aaron Pierre

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Foto: Reprodução/ Internet

A plataforma HBO Max divulgou o primeiro teaser oficial de Lanternas, nova produção dramática baseada nos personagens da DC Comics. A série chega como parte do novo universo compartilhado da DC e é estrelada por Kyle Chandler, Aaron Pierre e Kelly Macdonald. A estreia está prevista para agosto, tanto na HBO quanto na plataforma de streaming. Abaixo, confira o vídeo:

A história acompanha dois personagens clássicos da mitologia da DC: o experiente Hal Jordan e o novo recruta John Stewart. Conhecidos como membros da famosa tropa intergaláctica dos Lanternas Verdes, eles atuam como uma espécie de força policial do universo, usando anéis capazes de canalizar energia pura a partir da força de vontade de quem os utiliza. Na série, os dois acabam sendo arrastados para um mistério inesperado na Terra enquanto investigam um assassinato ocorrido no coração dos Estados Unidos — um caso que, aos poucos, revela consequências muito maiores do que aparenta.

A proposta da produção mistura ficção científica, drama e investigação criminal, apostando em uma narrativa mais sombria do que o público costuma ver nas histórias tradicionais de super-heróis. A série pretende explorar não apenas a dimensão cósmica dos Lanternas Verdes, mas também o impacto de uma investigação complexa que se desenrola em território terrestre. Essa abordagem mais investigativa, inclusive, foi comparada pelos próprios criadores ao estilo da série True Detective, conhecida por suas histórias densas e trama de suspense.

Quem faz parte do elenco?

No elenco, Kyle Chandler assume o papel de Hal Jordan, retratado como um veterano da corporação que já enfrentou inúmeras missões pelo universo. Ao seu lado está Aaron Pierre, que interpreta John Stewart, um novo integrante da tropa que ainda está aprendendo a lidar com a responsabilidade de se tornar um Lanterna Verde. A atriz Kelly Macdonald também faz parte da produção, embora detalhes sobre sua personagem ainda estejam sendo mantidos em segredo.

A série é produzida pela DC Studios em parceria com a Warner Bros. Television, e faz parte do planejamento do novo Universo DC (DCU), comandado por James Gunn e Peter Safran. A dupla assumiu a liderança criativa da franquia em 2022 com a missão de reorganizar e expandir o universo da DC no cinema, televisão e streaming.

Quem asisna o primeiro episódio?

O episódio piloto da série foi coescrito por Chris Mundy, Damon Lindelof e Tom King, que também atuam como cocriadores do projeto. Mundy também assume o papel de showrunner, responsável por conduzir o desenvolvimento criativo da produção. A direção dos dois primeiros episódios fica por conta de James Hawes, enquanto Stephen Williams, Geeta Vasant Patel e Alik Sakharov comandam outros capítulos da temporada.

Como a série foi desenvolvida?

Curiosamente, o caminho até a versão atual da série foi longo. O projeto começou a ser desenvolvido em 2019 pelo produtor Greg Berlanti, que inicialmente imaginava uma série mais ampla sobre a corporação dos Lanternas Verdes, apresentando diversos personagens espalhados pelo universo. Com a reestruturação da DC Studios em 2022, a ideia foi reformulada e passou a focar diretamente na parceria entre Hal Jordan e John Stewart, além de apostar em um tom mais investigativo e maduro.

Quando as gravações iniciaram?

As filmagens da primeira temporada aconteceram em Los Angeles entre fevereiro e julho de 2025. A produção terá oito episódios em sua temporada inicial e promete expandir a presença do universo DC na televisão com uma abordagem diferente da tradicional narrativa de super-heróis.

Strike Force Heroes estreia nos consoles com visual retrô, ação frenética e modo cooperativo inédito

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O clássico run ’n’ gun está de volta — e mais explosivo do que nunca. Strike Force Heroes, desenvolvido pela Sky9 Games e publicado pela IndieArk, desembarca nesta quinta-feira (6) no Xbox Series, Nintendo Switch e PlayStation 5, com muita nostalgia, ritmo acelerado e gráficos repaginados. Vendido por US$ 24,99 (cerca de R$ 92,45), o jogo chega totalmente otimizado para os consoles de nova geração, prometendo desempenho suave, partidas online estáveis e aquele visual 2D caprichado que faz qualquer fã de ação sorrir.

Com visuais vibrantes e gameplay de tirar o fôlego, Strike Force Heroes é uma homenagem moderna aos clássicos que moldaram o gênero. A ideia é simples, mas viciante: escolha seu herói, monte seu time e mergulhe em combates intensos cheios de explosões, armadilhas e inimigos por todos os lados. O jogo oferece mais de uma dúzia de mapas, passando por selvas, trens em movimento e aviões em queda livre — cada cenário com seu próprio ritmo e surpresas.

A personalização também é um ponto alto. São quatro classes jogáveis e centenas de armas, trajes e habilidades para combinar do seu jeito. Você pode criar desde um soldado equilibrado e estratégico até um destruidor focado em dano pesado — tudo depende do seu estilo. Essa liberdade de montagem dá um toque estratégico ao caos e garante que nenhuma partida seja igual à anterior.

Para quem curte uma boa narrativa, o jogo traz um modo história totalmente animado, com personagens carismáticos, piadas leves e chefes dignos de um blockbuster. As cutscenes são cheias de personalidade, e o ritmo é aquele equilíbrio perfeito entre ação insana e humor descontraído. Ao concluir a campanha, novas dificuldades são liberadas — um prato cheio para quem gosta de testar reflexos e estratégias.

E se jogar sozinho já é divertido, encarar tudo em equipe é ainda melhor. Pela primeira vez, “Strike Force Heroes” oferece modos cooperativo e PvP online, permitindo que os jogadores unam forças para zerar a campanha ou se enfrentem em arenas competitivas. É o tipo de diversão que tanto agrada veteranos quanto novos jogadores: intensa, fluida e totalmente imprevisível.

Spin-off de Superman traz Jimmy Olsen e equipe do Planeta Diário como protagonistas

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O universo de Clark Kent está prestes a ganhar um novo capítulo, mas desta vez o destaque não será o próprio Homem de Aço. Segundo informações do The Hollywood Reporter, Dan Parrault e Tony Yacenda, criadores da aclamada série American Vandal, vão roteirizar, produzir executivamente e comandar um spin-off focado em Jimmy Olsen, interpretado por Skyler Gisondo.

A série promete mergulhar no dia a dia dos repórteres do Planeta Diário, explorando casos envolvendo vilões superpoderosos e ameaças que vão muito além das páginas do jornal. Enquanto Lois Lane (Rachel Brosnahan) e Clark Kent (David Corenswet) ficam de fora do foco principal, Olsen e sua equipe assumem o protagonismo, mostrando que há muito heroísmo por trás das câmeras e das notícias.

O repórter que conquistou gerações

Olsen é um dos personagens mais icônicos do universo do Homem de Aço. Criado nos quadrinhos da DC Comics, ele é geralmente retratado como um jovem fotojornalista do Planeta Diário, amigo próximo de Lois Lane e Clark Kent. Seu relacionamento com Perry White, o chefe exigente e carismático, combina respeito profissional com laços quase familiares, tornando Olsen um personagem cativante e fácil de se identificar.

Entre 1954 e 1982, Jimmy estrelou 222 edições de séries próprias, como Superman’s Pal Jimmy Olsen e Superman Family, além de aparecer nas histórias principais do Superman. Sua trajetória nos quadrinhos é marcada por curiosidade, coragem e uma certa ingenuidade, sempre misturando humor e suspense enquanto se envolve em investigações que vão muito além de simples reportagens.

O que esperar da nova série

De acordo com as primeiras informações, o spin-off vai explorar Olsen como protagonista absoluto, acompanhado por outros repórteres do Planeta Diário. A série deve mergulhar em investigações jornalísticas envolvendo super-vilões e ameaças que desafiam até mesmo o Homem de Aço, mostrando que a coragem e a inteligência também existem fora do uniforme.

Parrault e Yacenda são conhecidos por American Vandal, série que combina humor, mistério e crítica social de forma inteligente e envolvente. Isso sugere que o novo projeto terá uma abordagem leve, mas sem perder o suspense e a tensão das situações de alto risco enfrentadas por Olsen e sua equipe.

Além disso, a série deve explorar o lado humano dos repórteres: os dilemas éticos de investigar crimes e vilões poderosos, a pressão de trabalhar sob o olhar crítico do público e as dinâmicas pessoais dentro do jornal. Em outras palavras, não será apenas sobre superpoderes, mas também sobre a coragem de quem está por trás das câmeras.

Um olhar diferente sobre o universo Superman

Enquanto o Super Homem e Lois Lane muitas vezes dominam o centro das atenções, a decisão de focar em Jimmy é uma oportunidade de expandir o universo de forma criativa. A série pode explorar histórias paralelas, novos personagens e vilões, e trazer uma narrativa mais intimista, mostrando como os bastidores do Planeta Diário também são palco de ação e drama.

O público poderá acompanhar Olsen enfrentando desafios que vão do jornalismo investigativo à luta contra ameaças sobre-humanas, tudo sem perder o carisma e o senso de humor que sempre fizeram do personagem um favorito entre os fãs.

Primeiros feitiços lançados! Nova série de “Harry Potter” terá 8 episódios e bastidores revelados por Adriano Goldman

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Em algum lugar entre a nostalgia e o desejo por algo novo, uma nova era do mundo bruxo está tomando forma. E dessa vez, não é com Daniel Radcliffe ou Emma Watson, tampouco nos corredores conhecidos de Hogwarts que conhecemos nos cinemas. A magia está voltando, sim — mas agora sob o olhar da HBO, com um novo elenco, uma nova estética e, principalmente, com a missão de honrar uma história que marcou (e ainda marca) gerações inteiras.

Durante uma entrevista à Forbes Brasil, o diretor de fotografia Adriano Goldman — conhecido por seu trabalho premiado em The Crown — deixou escapar a primeira grande revelação: a primeira temporada da série terá 8 episódios, e não 6, como havia sido amplamente divulgado.

Parece pouco? Para os fãs mais atentos, isso significa mais espaço para nuances, mais tempo para aprofundar tramas que foram cortadas nos filmes e, claro, mais oportunidade de mergulhar nas entrelinhas de Hogwarts com olhos renovados.

“A pré-produção durou 18 semanas”, contou Goldman, destacando que esse momento inicial foi essencial para construir a espinha dorsal da série. “Nesse período, o diretor, o diretor de fotografia e o diretor de arte trabalham como um corpo só. Todas as decisões visuais e conceituais passam por esse trio — e por suas equipes.”

É a primeira vez que ouvimos com tamanha clareza como a série está sendo montada nos bastidores. E, mesmo que ainda estejamos longe da estreia, a sensação é de que algo grande está a caminho. Algo pensado com tempo, cuidado e respeito pela obra que moldou a infância e adolescência de tanta gente.

Um novo Dumbledore, uma nova McGonagall, um novo tudo

Se você está se perguntando quem são os rostos por trás dos personagens que tanto ama, aqui vai uma notícia boa: o elenco já começou a ser revelado — e está recheado de nomes conhecidos (e alguns surpreendentes).

John Lithgow, veterano premiado por seu trabalho em The Crown e Conclave, será o novo Alvo Dumbledore. No papel de Minerva McGonagall, quem assume é a impecável Janet McTeer, vista em A Rainha Branca. Já o enigmático Snape será interpretado por Paapa Essiedu, que brilhou em Gangs of London e I May Destroy You. E, numa escolha que dividiu opiniões e arrancou sorrisos nostálgicos, Nick Frost (de Todo Mundo Quase Morto) será Hagrid — uma aposta ousada, mas promissora.

Outros nomes também foram confirmados: Luke Thallon como o professor Quirrell e Paul Whitehouse como o rabugento Filch. Mas as grandes expectativas estavam mesmo voltadas para o trio principal — e sim, ele já foi escalado.

Dominic McLaughlin é o novo Harry Potter. Arabella Stanton viverá Hermione Granger. Alastair Stout será Ron Weasley. Todos jovens atores britânicos, ainda pouco conhecidos, mas escolhidos a dedo — e após um processo seletivo rigoroso.

Segundo fontes ligadas à produção, a escolha foi baseada não apenas em talento, mas na capacidade de representar a complexidade dos personagens desde muito cedo. O desafio é grande: crescer diante das câmeras, sob o peso de uma das maiores franquias de todos os tempos. Soa familiar?

Recomeçar sem apagar o passado

É impossível falar de Harry Potter sem pensar em tudo o que veio antes. De 2001 a 2011, os oito filmes da saga encantaram milhões, arrecadaram bilhões e formaram um dos trios mais amados do cinema: Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint. Foi uma década mágica. Literalmente.

Produzidos por David Heyman e dirigidos por nomes como Chris Columbus, Alfonso Cuarón e David Yates, os filmes transformaram a literatura de J.K. Rowling em um universo visual arrebatador. Mas nem tudo dos livros coube nas telas. Foram muitas as passagens que ficaram de fora — seja por tempo, orçamento ou decisões criativas.

Agora, com a série da HBO, o objetivo é fazer diferente. Mais tempo, mais camadas, mais profundidade. O plano é ambicioso: uma temporada para cada livro, o que significa pelo menos sete anos de jornada se tudo sair como o esperado.

“Queremos um olhar novo sobre essa história tão conhecida. Não se trata de refazer o que já foi feito, mas de explorar o que ainda não foi mostrado”, confidenciou uma fonte próxima à produção.

A origem de um fenômeno

Tudo começou de forma quase despretensiosa, nos bastidores de um escritório em Londres. Uma secretária leu o manuscrito de Harry Potter e a Pedra Filosofal e levou ao produtor David Heyman. O livro, que havia sido relegado à prateleira das ideias medianas, logo virou obsessão.

Em 1999, a Warner Bros. comprou os direitos de adaptação dos quatro primeiros livros por cerca de 1 milhão de libras. A única exigência de Rowling? Que o elenco principal fosse estritamente britânico. E assim foi.

A produção do primeiro filme começou com Chris Columbus na direção, Steve Kloves no roteiro e um elenco jovem, estreante e cheio de promessas. Deu certo. A franquia decolou. E os livros também.

Hoje, Harry Potter é uma marca global, com parques temáticos, peças de teatro, spin-offs (Animais Fantásticos) e, agora, uma nova série prestes a ganhar vida.

Uma chance de fazer diferente

Se você leu os livros, deve lembrar de personagens que nunca apareceram nos filmes. Ou de cenas que passaram voando. Ou de histórias paralelas que mereciam mais espaço. Pois é exatamente aí que a série da HBO quer acertar.

Adriano Goldman reforçou que a abordagem visual será diferente. “Não queremos copiar os filmes. Eles já são obras completas. Nosso trabalho é reinterpretar. Trazer uma nova luz. Literalmente.”

A fotografia — uma das áreas mais elogiadas de seu trabalho em The Crown — será uma aliada para transformar Hogwarts, Hogsmeade, o Ministério da Magia e tantos outros locais mágicos em algo ainda mais rico e imersivo.

E a J.K. Rowling nisso tudo?

Rowling continua envolvida no projeto, mas de forma mais distante. Ela atua como produtora executiva, mas o time criativo da HBO parece ter liberdade para inovar — inclusive em questões de representatividade e inclusão.

A escolha de atores como Paapa Essiedu para papéis centrais é um indicativo de que a série quer ser mais contemporânea, mais plural, mais conectada com o mundo atual. E isso, inevitavelmente, traz conversas — algumas apaixonadas, outras críticas. Mas todas fazem parte do processo.

O desafio de honrar uma lenda

A verdade é que, mesmo com elenco talentoso, roteiro fiel e direção primorosa, o maior desafio da série da HBO será emocional. Como tocar em algo que tanta gente ama tanto sem decepcionar?

Refazer Harry Potter é como tentar recontar um sonho — sem perder a delicadeza, a intensidade e o encanto. E embora muita gente ainda torça o nariz para a ideia de recomeçar uma história tão recente (e tão definitiva), outras vozes celebram a oportunidade de ver algo que ficou faltando.

Quem sabe, agora, possamos conhecer mais a fundo os dilemas de Lupin, o passado de Neville, a inteligência de Fleur, a revolta dos elfos domésticos, a genialidade de McGonagall. Quem sabe, agora, vejamos Hogwarts por outros ângulos. Com mais tempo, mais nuance, mais alma.

Quando estreia?

Ainda não há uma data oficial, mas as previsões mais otimistas apontam para 2026. As gravações já começaram e os anúncios do elenco seguem em ritmo acelerado. Até lá, o fandom segue ansioso. Entre memes, teorias e comparações, cresce a esperança de que a série consiga capturar aquilo que fez Harry Potter ser tão especial: não apenas a magia dos feitiços, mas a magia das escolhas, da amizade, da coragem e do amor. Porque, como já nos ensinaram, “as palavras são, na minha não tão humilde opinião, nossa mais inesgotável fonte de magia”.

+Milionária | Confira o Resultado do Concurso 285 deste sábado (13/09)

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A loteria +Milionária, também conhecida como “Mais Milionária”, é a mais recente e desafiadora do Brasil, e neste sábado, 13 de setembro de 2025, realizou o concurso 285, com um prêmio de R$ 158 milhões. O sorteio aconteceu às 20h, no tradicional Espaço da Sorte, em São Paulo, e foi transmitido ao vivo pelo YouTube oficial da Caixa, permitindo que apostadores de todas as regiões do país acompanhassem o resultado em tempo real.

Considerada a loteria mais difícil de acertar do país, a +Milionária exige que os participantes acertem seis dezenas entre 60 disponíveis no volante, além de dois trevos. Devido à complexidade do jogo, os prêmios frequentemente acumulam valores expressivos, tornando a modalidade um dos maiores sonhos de apostadores que buscam ganhar grandes fortunas de forma instantânea.

Dezenas sorteadas no concurso 285

No concurso 285 da +Milionária, as dezenas sorteadas foram:

  • Números principais: 07, 10, 29, 34, 39, 40
  • Trevos: 03, 04

Essa combinação premiada representa a chance de um dos maiores prêmios do país neste sábado, e quem possui bilhete com os números e trevos sorteados já pode conferir se foi contemplado. A Caixa reforça que todos os sorteios seguem regras rigorosas de transparência, garantindo a credibilidade do resultado.

Quando será o próximo sorteio da +Milionária?

O concurso 286 da +Milionária será realizado na quarta-feira, 17 de setembro de 2025, seguindo a rotina da loteria, que realiza sorteios duas vezes por semana, às quartas e aos sábados, sempre às 20h. Todos os sorteios são transmitidos ao vivo pelo YouTube da Caixa, oferecendo total segurança e confiabilidade aos apostadores.

Como apostar na +Milionária

A +Milionária permite apostas de forma presencial ou online:

  • Aposta simples: seis números e dois trevos, com valor de R$ 6;
  • Apostas múltiplas: é possível aumentar a quantidade de números escolhidos e os trevos, elevando o custo, mas também aumentando as chances de ganhar;
  • Presencial: em qualquer lotérica credenciada, que aceita pagamentos em dinheiro, Pix, cartões de débito ou crédito;
  • Online: pelo Portal Loterias Online da Caixa, pelo aplicativo Loterias Caixa (disponível para iOS e Android) ou via Internet Banking Caixa (para clientes Caixa);
  • Prazo: apostas encerram-se às 19h do dia do sorteio, tanto presencial quanto digitalmente.

Para apostar presencialmente, basta preencher o volante, escolher os números e trevos, pagar a aposta e guardar o bilhete com cuidado. Para apostas online, é necessário confirmar os números escolhidos e gerar o bilhete virtual, que pode ser consultado a qualquer momento pelo aplicativo ou portal da Caixa.

Probabilidades de acerto

A +Milionária é conhecida por sua dificuldade, sendo a loteria com menor probabilidade de acerto total com uma aposta simples:

  • Aposta simples (6 números + 2 trevos): 1 em 238.360.500;
  • Aposta com 7 números + 2 trevos (R$ 42): 1 em 34.051.500;

Até hoje, apenas uma aposta simples conseguiu acertar todas as dezenas e os trevos sorteados: no concurso 166, realizado em julho de 2024. Isso demonstra a raridade e o desafio da +Milionária, mas também explica os prêmios acumulados milionários quando ninguém acerta a combinação completa.

Onde assistir ao sorteio

O sorteio da +Milionária é transmitido ao vivo pelo YouTube oficial da Caixa. A transmissão garante transparência total, permitindo que o público acompanhe todos os passos do sorteio, desde o embaralhamento das bolas até a divulgação das dezenas e trevos premiados.

A transmissão em tempo real é essencial para apostadores que desejam conferir imediatamente se seus bilhetes foram contemplados e agilizar o resgate dos prêmios.

Como receber o prêmio

O resgate dos prêmios segue regras da Caixa Econômica Federal:

  • Bilhetes físicos: podem ser apresentados em qualquer agência da Caixa com RG e CPF;
  • Bilhetes digitais: podem ser resgatados pelo aplicativo Loterias Caixa, utilizando o QR Code do bilhete;
  • Prazo de validade: prêmios têm 90 dias para serem retirados após o sorteio.

É importante conferir o prazo e realizar o resgate o quanto antes para evitar perda do prêmio.

Resenha – Fernão e a Epopeia da Coluna dos Pretos transforma guerra em memória e espiritualidade em resistência

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Fernão e a Epopeia da Coluna dos Pretos não é um romance que busca agradar. Ele se impõe. Ao fundir ficção e acontecimentos históricos do século XIX no Cone Sul, a obra constrói uma narrativa que confronta o leitor com um passado marcado por violência, apagamento e luta constante por dignidade. Trata-se de uma história que entende a guerra não como espetáculo, mas como consequência direta de um sistema que se sustentou pela exclusão e pelo racismo estrutural.

A trama acompanha Fernão e Abubakar, líderes do quilombo da Taperinha, que assumem o comando da chamada Coluna dos Pretos em meio aos conflitos que atravessam o Brasil imperial e seus desdobramentos regionais. A marcha rumo à guerra não nasce do desejo de conquista, mas da impossibilidade de permanecer neutro. Desde o início, o livro deixa claro que a sobrevivência, para corpos negros naquele contexto, é sempre política.

Fernão surge como uma figura moldada pela guerra. Associado a Ogum, orixá do ferro e do combate, ele carrega uma liderança que não se confunde com heroísmo romântico. Seu papel é atravessado por responsabilidade coletiva, cansaço e consciência histórica. A força que o move não é a glória, mas a necessidade de proteger aquilo que ainda resiste. Em contraste, Abubakar, ligado a Oxóssi, opera em outra frequência: estratégia, observação e precisão. Seu arco sagrado funciona tanto como arma quanto como símbolo de equilíbrio, lembrando que resistir também exige cálculo e silêncio.

A presença da espiritualidade afro-brasileira é um dos elementos centrais da narrativa. Os orixás não aparecem como abstrações mitológicas, mas como referências vivas que orientam decisões, sustentam identidades e organizam o mundo simbólico dos personagens. A fé, aqui, não é escapismo; é estrutura. Ela sustenta a travessia física e emocional dos personagens diante de um cenário que constantemente ameaça desumanizá-los.

O romance acerta ao não romantizar o conflito. As batalhas são descritas com dureza, e o custo da guerra se impõe a cada avanço. Mortes, perdas e dilemas morais atravessam a narrativa, lembrando que resistir não elimina a dor — apenas a torna necessária. Os desaparecimentos, as derrotas e as cicatrizes funcionam como marcas permanentes, e não como obstáculos passageiros a serem superados.

As personagens femininas desempenham um papel decisivo na sustentação da história. Zabelê e Justina não ocupam espaços periféricos; elas garantem a continuidade da comunidade, preservam a fé e mantêm viva a memória coletiva enquanto os homens marcham. Sua resistência se manifesta no cuidado, na palavra e na permanência. O livro reconhece, com acerto, que a guerra não se vence apenas no confronto armado, mas também na capacidade de manter laços e identidade.

A escrita é direta, densa e consciente de seu peso histórico. Não há excesso de ornamentos nem tentativas de suavizar a violência do período retratado. O ritmo é deliberado, exigindo atenção do leitor, sobretudo nos momentos em que a narrativa se volta para os dilemas internos dos personagens. Essa escolha reforça o caráter reflexivo da obra, que prefere provocar a oferecer conforto.

Fernão e a Epopeia da Coluna dos Pretos se estabelece como um romance que reivindica espaço no debate sobre memória histórica e representação. Ao centrar a narrativa na resistência negra e integrar espiritualidade, política e identidade, o livro atua como gesto literário e político. Não busca respostas fáceis nem finais redentores. Seu maior mérito está em lembrar que a história não é neutra — e que narrá-la também é um ato de resistência.

Cine Aventura deste sábado (20) exibe “De Volta à Ilha da Imaginação Nim”, produção australiana cheia de emoção

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A Record TV aposta em emoção, aventura e consciência ambiental para a programação deste sábado, 20 de dezembro, ao exibir no Cine Aventura Especial o filme “De Volta à Ilha da Imaginação Nim”. A produção australiana de 2013 convida o público a revisitar um universo repleto de paisagens exuberantes, desafios intensos e uma protagonista determinada a proteger tudo aquilo que ama. Mais do que uma simples continuação, o longa apresenta uma Nim mais madura, consciente e pronta para enfrentar ameaças reais ao seu mundo particular.

Nesta nova fase da história, Nim, agora com 14 anos, não é mais apenas a menina curiosa que explorava a ilha guiada pela imaginação. Ela se tornou uma jovem firme, responsável e profundamente conectada ao ambiente em que vive. A ilha deixou de ser apenas um refúgio encantado e passou a representar um território ameaçado pela ganância humana. É nesse contexto que o filme constrói sua narrativa, equilibrando entretenimento e reflexão de forma acessível para toda a família. (Via AdoroCinema)

O conflito central surge quando empreendedores implacáveis e caçadores ambiciosos passam a enxergar a ilha como uma oportunidade de lucro. A exploração ilegal e a destruição iminente colocam em risco não apenas o ecossistema local, mas também os animais que Nim considera sua família. Diante desse cenário, a jovem percebe que sua coragem, embora essencial, não será suficiente para enfrentar sozinha forças tão poderosas e organizadas.

É nesse momento que entra em cena Edmund, um jovem que fugiu do continente buscando isolamento e uma nova chance de recomeçar. Diferente de Nim, Edmund carrega suas próprias dores e conflitos internos, o que inicialmente gera desconfiança entre os dois. No entanto, ao longo da trama, a relação se transforma em uma parceria baseada na confiança, no respeito e no objetivo comum de proteger a ilha. A união dos dois personagens reforça uma das principais mensagens do filme: grandes batalhas só podem ser vencidas quando há colaboração e empatia.

“De Volta à Ilha da Imaginação Nim” se destaca por ir além da aventura tradicional. Embora traga cenas de ação, perseguições e momentos de tensão, o longa aposta fortemente em uma mensagem ambiental clara e necessária. A preservação da natureza, o respeito aos animais e a responsabilidade humana diante dos recursos naturais são temas abordados de forma direta, porém sensível, tornando o filme educativo sem ser didático demais.

A ambientação é um dos grandes trunfos da produção. Gravado na Austrália, país conhecido por sua biodiversidade única, o filme utiliza cenários naturais exuberantes que ajudam a construir uma atmosfera envolvente e autêntica. As paisagens não funcionam apenas como pano de fundo, mas como parte essencial da narrativa, reforçando a importância da ilha como personagem viva dentro da história.

Dirigido por Brendan Maher, o longa conta com roteiro assinado por Ray Boseley e Cathy Randall, que souberam adaptar a história para um público que cresceu junto com a personagem Nim. A transição da infância para a adolescência é retratada com sensibilidade, mostrando uma protagonista que aprende a lidar com responsabilidades maiores, escolhas difíceis e consequências reais.

O elenco contribui significativamente para a força do filme. Bindi Irwin, filha do lendário ambientalista Steve Irwin, entrega uma atuação natural e carismática, que ganha ainda mais força por sua ligação real com a causa ambiental. Sua presença confere autenticidade à personagem e reforça o discurso de preservação defendido pela narrativa. Ao seu lado, Matthew Lillard acrescenta experiência e versatilidade ao elenco, enquanto Toby Wallace, no papel de Edmund, traz profundidade emocional ao personagem. John Waters completa o time principal, ajudando a sustentar a trama com atuações consistentes.

Lançado oficialmente em 28 de março de 2013, na Austrália, o filme se consolidou como uma continuação que dialoga tanto com o público jovem quanto com adultos. Ele mantém o espírito aventureiro do primeiro longa, mas adiciona camadas mais complexas, tornando a experiência mais rica e reflexiva.

Para quem não conseguir acompanhar a exibição na TV ou desejar rever essa jornada emocionante, o filme também está disponível em Video On Demand. É possível assistir a “De Volta à Ilha da Imaginação Nim” no Prime Video, com opção de aluguel a partir de R$ 6,90, tornando o acesso fácil e acessível.

Vale a pena assistir A Longa Marcha: Caminhe ou Morra? Distopia, violência e crítica social na adaptação do clássico de Stephen King

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Em um futuro alternativo dos Estados Unidos, onde a obediência e a produtividade são impostas a qualquer custo, parar significa a morte. Essa é a premissa central de A Longa Marcha: Caminhe ou Morra, adaptação cinematográfica do clássico homônimo de Stephen King, publicado em 1979 sob o pseudônimo Richard Bachman. Lançado nos cinemas brasileiros em 18 de setembro de 2025, o filme não apenas transporta o espectador para uma competição mortal, mas também transforma o horror em uma ferramenta de crítica social, expondo como regimes autoritários podem reduzir vidas humanas a meras peças de espetáculo.

A narrativa acompanha cinquenta adolescentes, um representante de cada estado, selecionados anualmente para participar da chamada Longa Marcha. O desafio é cruel em sua simplicidade: caminhar sem parar. Qualquer desaceleração ou interrupção é punida com a morte, monitorada por soldados armados e transmitida ao vivo para toda a nação. O prêmio para o último sobrevivente não é apenas a sobrevivência, mas a realização de um desejo pessoal, capaz de justificar a dor extrema e o desgaste físico quase insuportável que cada caminhante enfrenta. Entre eles está Ray Garraty (Cooper Hoffman), jovem que enfrenta não apenas a prova física, mas o impacto psicológico de testemunhar a morte de seus colegas, enquanto tenta manter sua humanidade intacta.

A brutalidade como metáfora social

O filme estabelece desde os primeiros minutos sua crítica central: a vida humana transformada em mercadoria e a dor transformada em espetáculo. Cada passo dado pelos jovens caminhantes simboliza não apenas esforço físico, mas também resistência a um sistema que legitima o sofrimento e a competição extrema como entretenimento. Diferentemente de narrativas que romantizam a violência, A Longa Marcha força o espectador a reconhecer o valor de cada vida perdida, subvertendo a lógica de consumo imediato do horror.

Ray Garraty funciona como ponto de identificação do público. Sua trajetória oferece uma visão emocional da competição, mostrando medo, dúvida e determinação. Entretanto, Peter McVries (David Jonsson) se destaca ao equilibrar momentos de alívio e reflexão moral. Suas falas e atitudes apresentam um otimismo que contrasta com a brutalidade da marcha, embora em alguns momentos soem deslocadas frente ao clima de desespero coletivo. Ainda assim, a atuação de Jonsson imprime profundidade ao personagem, que se torna um contraponto necessário à violência e à desesperança que permeiam o longa.

O roteiro, de JT Mollner, mantém a tensão constante, mas por vezes recorre a diálogos didáticos para reforçar a crítica social. Essa escolha narrativa poderia prejudicar o ritmo, mas o impacto visual e a intensidade das cenas de ação e sofrimento compensam qualquer fragilidade verbal, garantindo que o público permaneça envolvido do início ao fim.

Entre violência explícita e horror psicológico

No conto original de King, a brutalidade física é sugerida mais do que mostrada: o leitor acompanha dores, cãibras, pés em carne viva e exaustão extrema, sem a exploração gráfica detalhada típica de adaptações cinematográficas de horror. A intenção é que o sofrimento simbolize a obediência cega ao sistema e a pressão sobre os jovens participantes.

A adaptação cinematográfica, porém, opta por um retrato mais direto do horror físico. Tornozelos quebrados, desmaios, defecações involuntárias e execuções são mostrados de maneira intensa, mas estrategicamente fragmentada, evitando que o choque visual se torne gratuito. Essa abordagem cria um equilíbrio entre impacto sensorial e reflexão crítica, permitindo que o público perceba a dimensão social do sofrimento sem perder a imersão na história. Cada ferida, cada passo doloroso e cada morte carregam peso simbólico, lembrando que a violência da Longa Marcha é também uma alegoria do abuso de poder e da exploração da juventude.

Crítica social e atualidade

O que diferencia A Longa Marcha de outras distopias é seu foco no espetáculo da violência. A transmissão da competição ao vivo reflete a forma como a sociedade contemporânea consome tragédias e sofrimento alheio como entretenimento. Reality shows extremos, redes sociais e cobertura midiática de desastres funcionam como ecos modernos da Longa Marcha, onde dor e medo se tornam produtos para o consumo.

O filme critica não apenas o regime fictício que organiza a marcha, mas também a indiferença do público que assiste passivamente, consumindo vidas humanas como se fossem números ou atrações esportivas. Essa dimensão ética e social é reforçada pelas escolhas narrativas que humanizam cada caminhante, permitindo que o espectador sinta empatia por suas esperanças, medos e perdas.

Personagens e performances

Cooper Hoffman entrega uma performance sensível e realista como Ray Garraty. O jovem ator traduz de forma convincente o impacto da violência, a pressão psicológica da competição e a luta interna para manter valores éticos em meio ao caos. David Jonsson, como Peter McVries, traz carisma e complexidade, funcionando como alívio moral e emocional, ao mesmo tempo em que desafia Ray e o público a refletir sobre escolhas e consequências.

O elenco de apoio contribui significativamente para o equilíbrio da narrativa. Garrett Wareing, Tut Nyuot, Charlie Plummer, Roman Griffin Davis e outros oferecem diversidade de perfis, garantindo que a marcha não se torne uma sequência monótona de sofrimento, mas um microcosmo da juventude americana, com suas contradições, ambições e fragilidades. O vínculo entre os personagens — alianças temporárias, rivalidades e gestos de solidariedade — humaniza ainda mais a história e reforça o peso de cada perda.

Produção e direção

Dirigido por Francis Lawrence e produzido pela Lionsgate Films, o longa é visualmente impactante e narrativamente coerente. A decisão de filmar a produção em ordem cronológica permitiu que os atores experimentassem o desgaste físico e emocional de seus personagens de forma progressiva, aumentando a verossimilhança das performances. A direção enfatiza planos longos, closes intensos e tomadas panorâmicas que ampliam a sensação de cansaço, claustrofobia e inevitabilidade.

A trilha sonora, composta por Jeremiah Fraites, reforça a tensão e a melancolia da narrativa. A canção country “Took a Walk”, interpretada por Shaboozey e Stephen Wilson Jr., contrapõe a brutalidade da marcha com uma sensibilidade sonora que remete às raízes culturais da América, criando uma camada adicional de interpretação e simbolismo. A cinematografia, cuidadosamente planejada, equilibra a exposição gráfica do horror com momentos de contemplação, permitindo ao público refletir sobre o significado mais profundo da narrativa.

O legado de Stephen King e a adaptação cinematográfica

O romance de 1979 já havia despertado interesse em Hollywood por décadas. George A. Romero foi considerado para dirigir em 1988, mas o projeto não avançou. Em 2007, Frank Darabont garantiu os direitos, planejando uma adaptação contida e introspectiva, mas sem concretização. Somente em 2023, a Lionsgate consolidou a produção com Francis Lawrence à frente, entregando uma versão que consegue traduzir para a tela a tensão psicológica, o horror físico e a crítica social presentes na obra original.

A adaptação respeita a essência do texto de King ao mostrar que o medo e a violência, mesmo em contextos extremos, são também construções sociais. Cada morte, cada passo forçado e cada gesto de solidariedade ou conflito entre os caminhantes reforçam a crítica à alienação, à espetacularização da dor e à pressão sobre os jovens. O filme amplia a narrativa original sem perder o simbolismo, conectando a história de 1979 a reflexões contemporâneas sobre poder, mídia e consumo da violência.

Trama e acontecimentos

Ao longo de cinco dias de marcha, os personagens enfrentam desafios físicos extremos e dilemas éticos complexos. Thomas Curley é o primeiro a morrer após cãibras incapacitantes. Barkovitch, responsável indireto pela morte de outro caminhante, sofre colapso mental e termina sua jornada tragicamente. Outros, como Collie e Art, enfrentam deterioração física e psicológica até suas mortes inevitáveis. Ray e Peter permanecem como protagonistas centrais, representando a luta entre sobrevivência, ética e desejo de justiça.

A jornada é também uma crítica ao autoritarismo e à guerra, ambientada em um Estados Unidos devastado por uma segunda guerra civil e governado por um regime militar totalitário. O Major, líder da competição, simboliza o controle absoluto, enquanto o público que assiste à marcha encarna a indiferença social diante da exploração da vida humana. A tensão cresce até o clímax, quando Peter executa o Major com o rifle concedido pelo prêmio, encerrando a marcha de forma simbólica e dramática.

Aniversário de 22 anos da Cinesystem traz descontos e surpresas para os cinéfilos

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Completar mais de duas décadas de história no mercado do entretenimento não é para qualquer um. A Cinesystem, uma das maiores redes de cinemas do Brasil, está comemorando seus 22 anos em grande estilo — e a festa é para todo mundo que ama a experiência de assistir a um filme na telona.

Em um momento em que os cinemas voltam a encher as salas e o público cresce a cada mês, a rede aproveita para agradecer a confiança dos espectadores com uma série de promoções que valem para todo o mês de agosto, até o dia 27. É a chance de curtir cinema de qualidade pagando pouco e ainda ganhar brindes especiais.

Mais que cinema: uma experiência que conecta pessoas

Para o fundador e CEO da Cinesystem, Marcos Barros, a rede sempre teve um propósito claro: “Não queremos apenas vender ingressos, queremos criar momentos que ficam na memória. Por isso investimos em conforto, tecnologia e atendimento. Ver o público crescendo e vibrando nas salas é a maior recompensa.”

E essa conexão com o público se reflete nos números: a Cinesystem teve um crescimento acima da média do setor, com mais de 21% de aumento no público só no primeiro semestre de 2025, mostrando que apostar na qualidade e inovação faz toda a diferença.

Promoções para todos os gostos e horários

Se você é fã de cinema e quer aproveitar o melhor do audiovisual pagando menos, a “Festa do 22” é uma oportunidade imperdível.

O Combo G, que traz uma pipoca grande e um refrigerante de 700 ml, sai por apenas R$ 22 — perfeito para quem quer acompanhar o filme com um lanchinho caprichado.

Para quem gosta de sessões noturnas, todas as exibições que começarem às 22h terão ingressos promocionais a R$ 10, tornando a saída para o cinema uma ótima pedida até mesmo depois de um dia cheio.

E para os membros do programa de fidelidade Clube da Pipoca, tem um mimo extra: a cada visita durante o período da festa, eles ganham 22 pontos adicionais, acelerando as recompensas e mostrando que a rede valoriza seus clientes fiéis.

A clássica Quinta do Beijo ganha um toque especial

Uma das promoções mais divertidas da Cinesystem, a Quinta do Beijo, também faz parte das comemorações. Para celebrar, a rede baixou o preço do par de ingressos para R$ 22.

A mecânica continua simples e cheia de afeto: basta que duas pessoas troquem qualquer tipo de beijo em frente à bilheteria — seja um selinho, beijo na testa, na mão ou até entre amigos — e garantem o desconto na hora.

É uma forma carinhosa de espalhar afeto e celebrar a cumplicidade, mostrando que o cinema pode ser espaço para amor em todas as formas.

Surpresas que ainda estão por vir

Além das promoções já anunciadas, a empresa promete novidades ao longo de agosto. A ideia é manter o público animado e envolvido, com ações que valorizem a cultura, o entretenimento e o acesso democrático ao cinema.

“Nossa missão é levar cinema de qualidade para cada vez mais pessoas, por isso estamos sempre pensando em como tornar essa experiência mais acessível e marcante”, explica Barros.

Histórias que marcam o cinema brasileiro

Ao longo desses 22 anos, a Cinesystem coleciona histórias de sucesso e criatividade. Entre as ações mais memoráveis estão campanhas que conectaram o cinema à cultura pop e à vida real, como quando deram ingressos gratuitos para quadrigêmeos no lançamento de Quarteto Fantástico, ou a ação que premiou o dono do cachorro mais parecido com Krypto, o cão do Superman, com cinema grátis por um ano.

Também destacam-se campanhas temáticas, como descontos para clientes com nomes olímpicos, ingressos para quem se vestiu a caráter em datas comemorativas e descontos especiais para quem participou de eventos fantasiado.

Essas iniciativas mostram que a Cinesystem não é apenas uma rede de salas, mas um espaço vivo, conectado à comunidade e às emoções de seu público.

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