“Quilos Mortais” desta sexta (25/07) emociona com a jornada dos irmãos John e Lonnie Hambrick na Record TV

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À primeira vista, pode parecer que “Quilos Mortais” é mais um reality sobre perda de peso. Mas basta assistir a poucos minutos para entender que o programa vai muito além de números na balança. A cada episódio, o público é convidado a entrar na vida de pessoas que, além de lutarem contra a obesidade extrema, enfrentam cicatrizes invisíveis – aquelas que não aparecem nos exames, mas que moldam cada escolha, cada recaída, cada tentativa de mudança.

Nesta sexta-feira, 25 de julho de 2025, às 22h45, a Record TV exibe um capítulo especialmente tocante da série. O foco está na história dos irmãos John e Lonnie Hambrick – dois homens que chegaram ao programa carregando mais do que excesso de peso. Eles vinham, na verdade, de uma longa trajetória de afastamento, mágoas e silêncios entre irmãos que já foram próximos, mas que a vida – e seus traumas – afastou.

Do isolamento ao reencontro: uma jornada que começa com 270 e 300 kg

John iniciou sua participação no programa com cerca de 300 kg. Lonnie, com 270 kg. Ambos já não conseguiam realizar tarefas básicas do dia a dia, como se levantar sozinhos, subir escadas ou até mesmo sair de casa sem ajuda. Mas talvez o peso mais insuportável fosse outro: a vergonha, o abandono, o sentimento de fracasso que os mantinha presos a um ciclo vicioso de culpa e compulsão.

A decisão de buscar ajuda veio de forma independente, mas foi dentro do programa – e com o auxílio do rígido e respeitado Dr. Nowzaradan – que os irmãos se reencontraram. E reencontrar, aqui, não é apenas no sentido físico. Eles se reconheceram como iguais. Como sobreviventes. Como filhos de uma mesma dor.

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Dr. Now e a importância de tratar o que não se vê

Quem já acompanha o programa sabe que o Dr. Nowzaradan é um profissional conhecido por sua franqueza. Ele não floreia. Diz o que precisa ser dito – e, às vezes, com certa dureza. Mas sua abordagem também é profundamente humana, especialmente quando reconhece que a cirurgia bariátrica é apenas uma ferramenta. O verdadeiro trabalho está na mente.

“A psicologia associada ao vício em comida é tão fundamental quanto o procedimento cirúrgico”, afirma o médico durante o episódio. E ele está certo. Em um país como os Estados Unidos, onde a obesidade é um problema de saúde pública, raramente se discute o quanto traumas emocionais alimentam compulsões. Comer, para muitos, é um mecanismo de sobrevivência emocional.

No caso dos irmãos Hambrick, ficou claro que não bastava mudar a alimentação ou perder peso. Era preciso olhar para dentro. Curar o que os havia separado. Encerrar ciclos de dor, ressentimento e abandono. E isso, como o episódio mostra, é o mais desafiador de tudo.

Uma irmandade reconstruída entre lágrimas e perseverança

À medida que o tratamento avança, John e Lonnie passam a conviver mais de perto. Dividem o mesmo espaço, as mesmas refeições restritas, os mesmos desafios. E, aos poucos, vão aprendendo a confiar novamente um no outro.

Há momentos de tensão – como não haveria? – mas também há cenas genuínas de afeto, cuidado e companheirismo. Um ajuda o outro a caminhar. Um segura a barra quando o outro quer desistir. Um escuta, mesmo quando é difícil. É nesse vai-e-vem de fragilidade e coragem que a relação entre eles ganha um novo contorno: não mais como dois homens tentando emagrecer, mas como irmãos redescobrindo o que significa ter alguém ao lado.

Em uma das cenas mais emocionantes, John desabafa: “A gente passou tanto tempo longe, com vergonha, com medo… E agora, só de ter meu irmão aqui, parece que tudo é mais possível.” É um daqueles momentos em que a TV deixa de ser espetáculo e vira espelho.

Muito além da balança: a obesidade como questão social e emocional

O episódio desta sexta também nos convida a pensar na obesidade para além da lógica da culpa individual. John e Lonnie representam uma multidão de pessoas que, por razões diversas, acabam se refugiando na comida como única forma de alívio. Não é preguiça. Não é desleixo. É dor crônica. É falta de acesso. É trauma. É abandono.

A narrativa dos irmãos joga luz, ainda, sobre o tabu da saúde mental entre homens. Quantos homens você conhece que se sentem à vontade para dizer que estão sofrendo? Que choram? Que pedem ajuda? John e Lonnie fazem isso em rede nacional. Se expõem. Sofrem. Mas também mostram que há saída. Que vulnerabilidade é, sim, força.

O que o episódio nos ensina

No fim das contas, este episódio de “Quilos Mortais” não é apenas sobre dois irmãos obesos tentando emagrecer. É sobre dois homens tentando se salvar. Tentando se perdoar. Tentando viver. Eles enfrentam recaídas. Têm medo da cirurgia. Discutem. Mas também dançam, riem, choram e comemoram cada pequeno avanço. A perda de peso é significativa – dezenas de quilos ao longo de um ano – mas o que realmente muda é o modo como se olham, como se veem, como se entendem.

Por que vale a pena assistir

Se você busca uma história real, sem roteiros pré-fabricados, este episódio é para você. Se você já enfrentou seus próprios fantasmas – ou conhece alguém que esteja nessa batalha –, a jornada dos irmãos Hambrick pode tocar fundo. Não porque oferece fórmulas mágicas, mas porque escancara o que é ser humano em sua forma mais crua.

Paula Toyneti Benalia transforma dor em esperança em “Uma Lua de Amor”, seu novo romance de época

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Em tempos em que o romance de época muitas vezes se limita à fantasia de vestidos esvoaçantes e bailes perfumados, Paula Toyneti Benalia ousa mirar mais fundo — no que se esconde por trás dos sorrisos formais, das alianças forjadas por conveniência e dos corações soterrados por mágoas. Em “Uma Lua de Amor”, seu mais recente romance, a autora nos oferece uma história que vai além do encantamento estético. O que encontramos, em sua essência, é um confronto visceral entre dois destinos despedaçados, obrigados a coexistir sob as amarras da honra, da perda e daquilo que restou da esperança.

Escrito com precisão emocional e uma sensibilidade incomum, “Uma Lua de Amor” se passa em uma Londres do século XIX coberta por névoas — não apenas as climáticas, mas também aquelas que encobrem os sentimentos dos protagonistas. Em vez do cenário de sonho que muitos esperariam, a narrativa se desenrola em meio a feridas abertas, ressentimentos ardentes e uma atmosfera que remete mais ao confronto interno do que aos encantos da alta sociedade.

Dois destinos em ruínas

Logo de início somos apresentados a Gabriel, um duque que carrega nas costas muito mais do que um título. O peso das perdas que sofreu — a morte da mãe, a separação da irmã e a traição da mulher que amava — o empurra para um abismo que parece não ter fim. Despido de fortuna, afeto e propósito, Gabriel escolhe se agarrar à única chama que lhe resta: a vingança.

Seu plano é cruel, e soa como um grito desesperado de alguém que perdeu qualquer referência de amor. Ao sequestrar Isabel, irmã mais nova de Sarah (a mulher que o rejeitou), Gabriel pretende destruir o prestígio da família e, com isso, recuperar algum tipo de poder — financeiro e simbólico. O casamento forçado, em uma época em que a reputação de uma mulher era seu maior bem, surge como arma definitiva.

Mas o que ele não contava era que, dentro da delicadeza de Isabel, morava uma força que nem o rancor dele seria capaz de dominar.

Isabel: a coragem de quem escolhe não se corromper

Isabel é apresentada como uma jovem sonhadora, apaixonada por livros e fantasias, mas a cada página ela prova ser mais do que isso. Sua resistência não se dá por confrontos abertos, mas por uma teimosia amorosa de não se deixar endurecer. Ela não ignora a violência que sofre — sente, sofre, se encolhe — mas não se permite perder a fé de que, dentro do homem que a aprisiona, ainda há humanidade.

Essa fé é testada repetidas vezes. E é exatamente nela que Paula constrói uma personagem que rompe com o clichê da mocinha frágil. Isabel é corajosa porque sente medo. É forte porque se nega a odiar. É revolucionária porque escolhe amar onde havia apenas ruína.

Sua presença, ao contrário do que Gabriel planejava, não o destrói — o reconstrói.

Amor que não idealiza, mas transforma

O ponto mais poderoso de “Uma Lua de Amor” talvez esteja justamente na forma como Paula subverte o conceito tradicional de amor em romances de época. O sentimento que nasce entre Gabriel e Isabel não surge de olhares cruzados em bailes iluminados, mas de silêncios incômodos, noites frias e confrontos internos. É um amor suado, desconfortável, cheio de culpa e confusão — como é o amor real, especialmente quando se trata de dois personagens quebrados.

A autora não romantiza as escolhas erradas de Gabriel. Ao contrário: ela permite que ele enfrente suas sombras, que escute seus próprios erros ecoando nos olhos de Isabel. Só depois disso — e só por causa disso — é que a transformação se torna possível.

O romance entre os dois é construído em camadas: começa com repulsa, atravessa o espanto, caminha para a curiosidade, alcança a compaixão e, por fim, explode em afeto. E ainda assim, tudo permanece frágil — como deve ser. A autora não oferece finais fáceis. Oferece caminhos.

Um romance histórico com alma contemporânea

Apesar de ambientada no século XIX, a obra traz uma pulsação extremamente atual. Os dilemas que os personagens enfrentam — culpa, traumas familiares, relações tóxicas, medo de amar — poderiam se passar nos dias de hoje. Isso porque Paula não escreve apenas sobre personagens em vestidos ou fraques. Ela escreve sobre gente. E gente, em qualquer época, sangra do mesmo jeito.

A crítica social também aparece com sutileza, mas firmeza. A autora questiona os papéis impostos às mulheres, o peso da reputação masculina, o poder destrutivo das convenções. Ao colocar Isabel em confronto com um sistema que a silencia, Paula dá voz a tantas mulheres que, em pleno 2025, ainda enfrentam casamentos forçados, chantagens emocionais e desigualdades em nome da “honra”.

Paula Toyneti Benalia: uma autora em amadurecimento criativo

Com uma carreira consolidada no universo do romance, Paula Toyneti Benalia se mostra aqui em sua fase mais madura. Sua escrita equilibra o lirismo das emoções com a crueza dos fatos. Ela sabe dosar diálogos com introspecções, e alternar os pontos de vista de forma que o leitor consiga entrar na pele de ambos os protagonistas.

Seus personagens secundários também brilham em participações pontuais, ajudando a enriquecer o universo narrativo sem jamais desviar o foco da jornada central. Tudo parece calculado — mas sem parecer mecânico. A fluidez é tamanha que o leitor sente que está ouvindo uma história contada à meia-luz, em confidência.

Por que ler “Uma Lua de Amor”?

Porque é uma história que não subestima a inteligência emocional do leitor. Porque apresenta personagens imperfeitos que lutam para não se tornarem amargos. Porque fala sobre culpa, luto, reconstrução, perdão — temas que não têm época, nem moda.

“Uma Lua de Amor” é para quem gosta de romance com verdade. Para quem prefere sentimentos reais a declarações floreadas. Para quem sabe que o amor não é um prêmio que se ganha no final, mas uma escolha que se renova a cada gesto, a cada recuo, a cada coragem de recomeçar.

E, acima de tudo, é um livro que nos lembra de que nenhum coração está irremediavelmente perdido — desde que alguém, mesmo machucado, escolha amar sem condições.

Super Tela deste sábado (26/07): Record TV exibe o intrigante thriller “Nefarious”

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No meio de tantos blockbusters que apostam em efeitos especiais e grandes franquias, às vezes o cinema independente traz algo diferente — um filme que vai além do entretenimento para fazer a gente pensar. Nefarious, que vai passar na Super Tela da Record TV neste sábado, 26 de julho de 2025, é exatamente isso. Um thriller de terror com uma pegada espiritual, que mexe com a nossa cabeça e desafia as certezas.

Dirigido por Chuck Konzelman e Cary Solomon, o longa é baseado no livro A Nefarious Plot, de Steve Deace, e conta uma história que, apesar de simples, tem camadas profundas. É um filme que não foge de temas polêmicos e que pode dividir opiniões — mas que, com certeza, vai deixar marca.

Um enredo que mistura dúvida, fé e medo

A história gira em torno do psiquiatra Dr. James Martin (interpretado por Jordan Belfi), que é chamado para avaliar um preso no corredor da morte, Edward Wayne Brady (Sean Patrick Flanery). Edward foi condenado por uma série de assassinatos, mas ele diz que não é ele mesmo — na verdade, é um demônio chamado Nefarious que tomou seu corpo.

A missão de Martin é descobrir se Edward está realmente louco ou só tentando enganar o sistema para escapar da execução. Só que essa avaliação acaba mexendo com muito mais do que a vida do condenado: desafia as próprias crenças do psiquiatra e joga o espectador num jogo de sombras entre ciência, religião e psicologia.

Nefarious não tenta dar respostas fáceis, pelo contrário. Ele faz a gente questionar o que é real e o que não é, o que é maldade humana e o que pode ser algo maior — e deixa a dúvida pairando durante todo o filme.

Personagens vivos e intensos

Um dos pontos fortes do filme é o elenco, que dá vida a essa trama pesada de um jeito muito natural e convincente. Sean Patrick Flanery, que já fez vários papéis marcantes, está simplesmente brilhante como Edward/Nefarious. Ele consegue ser assustador, sedutor e cheio de nuances, o tipo de vilão que a gente não esquece fácil.

Jordan Belfi, no papel do psiquiatra Martin, segura muito bem o filme, mostrando um homem que tenta ser racional e firme, mas que vai se desmoronando à medida que o confronto com Edward avança. Ele traz humanidade para um personagem que poderia facilmente virar apenas um clichê do médico cético. O restante do elenco também dá um suporte sólido, ajudando a construir aquela atmosfera de tensão e confinamento que permeia toda a história.

Um filme que fala sobre fé e dúvida

O que mais chama atenção em Nefarious é a forma direta como ele aborda a fé, o sobrenatural e o mal. Não é só mais um filme de terror com fantasmas e monstros — aqui, o mal tem voz, opinião, e até crítica social.

Em vários momentos, o tal “Nefarious” fala sobre como o mundo está pior do que nunca, citando problemas reais como o aumento da escravidão moderna e o aborto, temas que aparecem no filme e mexem com o espectador de forma bastante direta.

Isso pode incomodar quem prefere um filme mais neutro ou que não toque nesses assuntos. Por outro lado, traz uma autenticidade que é rara, especialmente no gênero terror, e mostra um lado pouco explorado: o confronto entre crença e ceticismo.

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Uma produção modesta, mas eficiente

Gravado em Oklahoma City, o filme usa um cenário simples — quase todo dentro da prisão — para criar um clima claustrofóbico que ajuda a aumentar o suspense. Não tem efeitos especiais mirabolantes, mas a fotografia, os sons e a direção de arte funcionam juntos para deixar tudo tenso e envolvente.

Essa simplicidade acaba favorecendo a história, que não perde o foco nos personagens e na luta psicológica que está no centro do filme.

Como o público e a crítica reagiram

O longa-metragem não fez muito barulho nas bilheterias — arrecadou cerca de US$ 1,3 milhão, número modesto perto dos grandes lançamentos. A crítica especializada foi dividida, com alguns apontando que o filme exagera na mensagem religiosa e que falha em algumas partes do roteiro. Já o público, especialmente aqueles que gostam de histórias que mexem com a mente e o espírito, deu uma resposta bem mais positiva, com nota B+ no CinemaScore e 97% de avaliações positivas no Rotten Tomatoes.

Por que vale a pena assistir

Se você está cansado de filmes de terror que se resumem a sustos fáceis e efeitos visuais, o longa pode ser uma surpresa. Ele desafia o espectador a pensar sobre o que é maldade, sobre o que acreditamos e como lidamos com o desconhecido. Além disso, é uma história que toca no humano, nos medos que todo mundo tem, mesmo quando tenta esconder. E isso faz toda a diferença.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos faz história nas bilheterias com US$ 23 milhões em pré-estreia nos Estados Unidos

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Nos últimos anos, a expectativa em torno do retorno do Quarteto Fantástico ao Universo Cinematográfico Marvel (MCU) chegou a um nível quase palpável. Fãs da primeira hora, leitores fiéis dos quadrinhos e espectadores do cinema de super-heróis aguardavam ansiosamente uma produção que pudesse, enfim, fazer justiça à complexidade e importância desse grupo seminal da cultura pop. Com o lançamento de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, a Marvel Studios não apenas atendeu a essa demanda, mas superou as expectativas, entregando uma obra que dialoga com o passado, abraça o presente e projeta um futuro promissor para seus personagens.

A pré-estreia do filme nos Estados Unidos, que arrecadou impressionantes US$ 23 milhões, já sinalizava o êxito comercial do longa-metragem. Tal valor, que iguala a recente pré-estreia do reboot de Superman, coloca o filme em um patamar de destaque para o fim de semana de estreia, com previsões de arrecadação que ultrapassam os US$ 110 milhões. No entanto, mais do que números, Primeiros Passos oferece uma experiência cinematográfica rica, fundamentada em personagens multifacetados, dilemas morais profundos e uma narrativa que ressoa para além das tradicionais batalhas heroicas.

O contexto: uma história marcada por tentativas e erros

Para compreender o peso deste lançamento, é fundamental revisitar o histórico atribulado do Quarteto Fantástico nas telas. Desde a produção amadora de 1994, feita exclusivamente para manter os direitos cinematográficos, passando pelas versões de 2005 e 2007, que, apesar do sucesso moderado, não conseguiram se firmar como referência na franquia, o caminho até aqui foi pontuado por altos e baixos. A saída da Fox do controle dos direitos abriu uma nova era de possibilidades para o grupo, agora sob o comando da Marvel Studios, que buscava redefinir não só os personagens, mas também o tom e a relevância dentro de um universo compartilhado que já é um fenômeno cultural global.

A chegada de Matt Shakman à direção, conhecido pelo trabalho aclamado em WandaVision, representou um marco na condução do projeto. Combinando experiência em narrativas televisivas e cinema, Shakman trouxe uma sensibilidade narrativa que equilibrasse ação e emoção, elementos essenciais para que o Quarteto fosse apresentado não só como super-heróis, mas como pessoas.

Enredo: uma viagem entre o épico e o íntimo

Situado na Terra-828, uma realidade paralela dentro do multiverso da Marvel, o filme começa quatro anos após o evento que conferiu poderes a Reed Richards (Pedro Pascal), Sue Storm (Vanessa Kirby), Ben Grimm (Ebon Moss-Bachrach) e Johnny Storm (Joseph Quinn). O que poderia ser apenas uma história de origem tradicional se transforma em uma narrativa sobre legado, família e responsabilidade.

A trama gira em torno da Fundação Futuro, instituição liderada por Reed e Sue que simboliza a esperança de um mundo menos marcado por conflitos e pela militarização excessiva. Sue, que está grávida, enfrenta uma ameaça inesperada: Galactus (Ralph Ineson), uma entidade cósmica devoradora de mundos, que exige a entrega do bebê que ela carrega, pois nele reside um poder capaz de desequilibrar o universo.

Esse cenário proporciona uma tensão constante entre os laços familiares e a ameaça existencial, colocando os personagens em um confronto que vai além da força bruta, envolvendo sacrifícios e escolhas morais que refletem no espectador. O filme não se apoia apenas em cenas de ação grandiosas, mas investe pesado no drama pessoal de cada personagem, tornando-os críveis e complexos.

Personagens que respiram e emocionam

A performance de Vanessa Kirby como Sue Storm é um dos pontos altos do filme. Sua atuação transmite não só a força de uma mulher que lidera uma instituição revolucionária, mas também a fragilidade e a coragem de uma mãe que enfrenta o desconhecido para proteger seu filho e o mundo. Em entrevista exclusiva, Kirby comentou:

“Sue não é uma heroína perfeita; ela é humana, cheia de dúvidas e medos. Isso a torna muito mais real e inspiradora. Interpretá-la me desafiou a encontrar esse equilíbrio entre a cientista racional e a mãe protetora.”

Pedro Pascal, por sua vez, dá vida a um Reed Richards menos cartunesco e mais próximo de um homem dividido entre a genialidade e a vulnerabilidade. Pascal explicou a abordagem:

“Reed é alguém que carrega um peso enorme — o de ser um visionário, mas também um homem comum. A paternidade o torna mais complexo, mais humano, e isso estava no centro do que queríamos contar.”

Joseph Quinn e Ebon Moss-Bachrach completam a equipe com interpretações que adicionam camadas às personalidades dos irmãos Storm e do amigo de longa data, Ben Grimm. O carisma e a química entre os quatro são palpáveis, um elemento fundamental para que o público se conecte emocionalmente com a narrativa.

Galactus: uma ameaça distinta

A construção do vilão Galactus, vivido por Ralph Ineson, foge do estereótipo do antagonista tradicional. Com uma interpretação que privilegia a presença e o peso existencial, Ineson incorpora um ser que é tanto uma força da natureza quanto um agente do destino. A caracterização visual do personagem, com armadura fiel aos quadrinhos, reforça essa dualidade.

A dinâmica entre Galactus e sua arauta, a Surfista Prateada (Julia Garner), adiciona uma camada de tragicidade ao conflito. A relação entre eles explora temas como sacrifício e inevitabilidade, tornando o confronto final não apenas um embate físico, mas um choque filosófico.

Referências, surpresas e futuro promissor

Além da narrativa principal, o filme agrada aos fãs com referências discretas ao universo expandido e ao passado da franquia. Um dos momentos mais comentados é a participação especial de Robert Downey Jr. como Doutor Destino, que abre portas para futuras conexões e expande o horizonte do MCU.

A escolha de focar no uso dos poderes em vez da origem tradicional permite que o longa explore novas possibilidades e aprofunde as motivações dos personagens, afastando-se de clichês e fórmulas desgastadas.

Técnica e arte a serviço da narrativa

Tecnicamente, Primeiros Passos impressiona com efeitos visuais que transportam o espectador para um espetáculo intergaláctico sem perder o foco na intimidade dos personagens. A Times Square, cenário de uma das batalhas mais impactantes, é recriada com detalhes minuciosos, refletindo o cuidado da produção em equilibrar o grandioso e o cotidiano.

A trilha sonora, assinada por Michael Giacchino, casa-se perfeitamente com o tom do filme, ora exaltando a aventura, ora destacando o drama interno. A fotografia de Autumn Durald Arkapaw reforça essa dualidade, utilizando luz e sombra para sublinhar os conflitos pessoais e universais.

O impacto cultural e a recepção crítica

Desde sua estreia, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos recebeu elogios unânimes pela crítica especializada. A combinação de narrativa madura, personagens tridimensionais e visual deslumbrante colocou o filme em listas de melhores do ano e reacendeu discussões sobre o lugar do Quarteto Fantástico na cultura pop contemporânea.

Analistas apontam que o longa é um marco para o MCU, por trazer diversidade temática e emocional, elementos que aprofundam o gênero de super-heróis e ampliam seu alcance para públicos mais amplos e exigentes.

Saiba quais filmes vão passar na Sessão da Tarde (28/07 a 01/08)

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Na “Sessão da Tarde” de segunda, Globo exibe “Descendentes 3

Nesta segunda-feira, 28 de julho de 2025, a TV Globo convida os telespectadores a uma última viagem ao universo de Auradon com a exibição de Descendentes 3, a terceira e emocionante parte da franquia original do Disney Channel que conquistou milhões de fãs pelo mundo. O filme, dirigido por Kenny Ortega — conhecido por seu trabalho em High School Musical — será exibido na “Sessão da Tarde”, prometendo encantar públicos de todas as idades com uma história repleta de aventura, música e redenção.

Lançado em 2019, Descendentes 3 marca o desfecho da jornada dos filhos dos maiores vilões da Disney, consolidando a franquia como uma das mais influentes e queridas da nova geração. A produção também ficou marcada por ser o último trabalho completo do ator Cameron Boyce, que interpretava Carlos, filho de Cruella de Vil, e faleceu pouco antes do lançamento oficial. O filme, portanto, carrega uma carga emocional ainda mais profunda para os fãs que cresceram acompanhando a saga.

Um mundo dividido por herança… e por escolha

Descendentes 3 dá continuidade à proposta da franquia: imaginar como seria um mundo onde os heróis e vilões da Disney envelheceram, formaram famílias e passaram seus legados — e suas cargas — para seus filhos. Mal (Dove Cameron), filha de Malévola e Hades, está prestes a se tornar rainha de Auradon, após aceitar o pedido de casamento do Rei Ben (Mitchell Hope), filho de Bela e Fera.

Mas como sempre acontece em histórias boas, nem tudo corre como o esperado.

Enquanto se prepara para o grande dia, Mal é confrontada por uma série de ameaças que colocam seu futuro — e o de Auradon — em risco. Audrey (Sarah Jeffery), filha da Princesa Aurora, rouba o cetro de Malévola e a coroa do reino, mergulhando na escuridão e se tornando uma versão corrompida de si mesma. Ao mesmo tempo, Hades (Cheyenne Jackson), pai de Mal e senhor do submundo, tenta romper a barreira mágica que isola a Ilha dos Perdidos — um lugar destinado a manter os vilões afastados da sociedade “civilizada”.

A história mergulha em temas como identidade, escolhas pessoais, reconciliação com o passado e o poder de mudar o próprio destino. Para isso, Mal conta com a ajuda dos fiéis amigos Evie (Sofia Carson), Jay (Booboo Stewart) e Carlos (Cameron Boyce), que também voltam à Ilha Proibida com o objetivo de convidar uma nova geração de filhos de vilões a se juntarem à vida em Auradon.

Entre magia, dança e emoção: um musical sobre transformação

Dirigido por Kenny Ortega, mestre das coreografias e das narrativas juvenis cheias de energia, Descendentes 3 mistura elementos de aventura, fantasia, comédia e musical. As cenas de dança coreografadas com precisão e os números musicais contagiantes são parte essencial da identidade da franquia.

As canções originais, como “Queen of Mean”, interpretada por Sarah Jeffery (Audrey), e “Night Falls”, cantada pelo elenco principal, são poderosos reflexos dos dilemas emocionais vividos pelos personagens. Cada música marca um momento de virada, de descoberta ou de conflito — e é esse equilíbrio entre o lúdico e o simbólico que tornou os Descendentes tão populares.

A música, aliás, é mais do que trilha sonora: é o fio condutor da trama. É através dela que os personagens expressam suas frustrações, sonhos, dúvidas e até seus pedidos de perdão.

Elenco carismático e inesquecível

Um dos grandes trunfos de Descendentes 3 é seu elenco jovem, talentoso e absolutamente carismático. Dove Cameron volta a brilhar no papel da corajosa Mal, em uma interpretação mais madura, complexa e emocional do que nos filmes anteriores. Ao seu lado, Sofia Carson, Booboo Stewart e Cameron Boyce formam o núcleo central da história, mostrando a evolução dos filhos dos vilões desde a primeira vez que cruzaram os portões de Auradon.

A performance de Cameron Boyce, em especial, emociona ainda mais neste filme, já que o ator faleceu em julho de 2019, pouco antes do lançamento. Sua presença no longa é cheia de vida, leveza e humor — qualidades que sempre o acompanharam dentro e fora das telas. A Disney prestou homenagens a ele na estreia e em materiais promocionais, e os fãs ao redor do mundo mantêm viva sua memória até hoje.

Completam o elenco nomes como Sarah Jeffery (Audrey), Cheyenne Jackson (Hades), China Anne McClain (Uma), Jadah Marie (Celia), Thomas Doherty (Harry Gancho), Dylan Playfair (Gil), Anna Cathcart (Dizzy Tremaine) e Mitchell Hope (Ben), além de participações especiais de personagens consagrados dos dois primeiros filmes.

De filhos de vilões… a construtores de pontes

Se o primeiro Descendentes falou sobre aceitação e o segundo sobre lealdade, o terceiro filme é, acima de tudo, sobre perdão e construção de pontes. Mal, que durante muito tempo temeu o próprio passado, precisa agora se reconciliar com sua origem para poder construir um futuro diferente — não apenas para si, mas para todas as crianças da Ilha dos Perdidos.

A decisão de abrir Auradon para os jovens da ilha é carregada de significados. A mensagem é clara: ninguém deve ser definido pelas escolhas dos pais. O filme mostra que herança não é destino e que todos — inclusive os “filhos dos vilões” — merecem a chance de recomeçar.

Esse discurso, apesar de inserido em um contexto mágico e lúdico, ecoa fortemente na realidade de muitos jovens que se sentem à margem, estigmatizados ou limitados por suas histórias familiares. Descendentes 3 consegue abordar esse tema com leveza e ao mesmo tempo profundidade.

Um adeus carregado de emoção

Mais do que um capítulo final, Descendentes 3 é uma despedida. E despedidas sempre doem um pouco, especialmente quando envolvem personagens com os quais criamos laços ao longo dos anos.

A narrativa fecha ciclos, responde perguntas, dá espaço para que os personagens cresçam e encerrem suas jornadas de forma digna. Não há vilões definitivos nem heróis perfeitos. O filme propõe a ideia de que todos somos passíveis de erro — e também de redenção.

O reencontro com personagens queridos, o fechamento de arcos emocionais e a maturidade alcançada pelos protagonistas fazem com que esse último capítulo tenha gosto de saudade. Para os fãs, é impossível assistir sem se lembrar da trajetória iniciada em 2015, quando Mal, Evie, Carlos e Jay atravessaram pela primeira vez os portões de Auradon.

Legado e continuação

Apesar de ser o último filme da trilogia principal, a franquia Descendentes ainda rendeu uma animação especial — Descendants: The Royal Wedding — exibida em 2021, que mostrou o casamento de Mal e Ben. Desde então, rumores de novos projetos no universo expandido vêm circulando entre os fãs.

Em 2023, a Disney confirmou o desenvolvimento de Descendants: The Rise of Red, uma nova produção derivada que explora outros descendentes de vilões clássicos. Embora Mal e sua turma não estejam diretamente envolvidos, o legado da trilogia original está mais vivo do que nunca.

Na “Sessão da Tarde” de terça, “Nunca Te Esquecerei” é o grande destaque

Na terça-feira, 29 de julho de 2025, a Sessão da Tarde da TV Globo leva ao ar o drama sensível e tocante “Nunca Te Esquecerei”, estrelado por Nick Nolte e Sophia Lane Nolte, que traz à tona as nuances delicadas do Alzheimer, da memória afetiva e dos vínculos eternos entre avós e netos.

Poucos filmes conseguem tocar o coração com tanta doçura e ao mesmo tempo provocar reflexões profundas sobre o tempo, a perda e o amor como Nunca Te Esquecerei (Head Full of Honey, 2018). Dirigido pelo alemão Til Schweiger e inspirado em sua obra anterior – o sucesso europeu Honig im Kopf (2014) – o longa ganha novo fôlego nesta versão teuto-americana, reimaginada para o público internacional, mas sem perder a essência emocional da história original.

Nesta terça, os telespectadores brasileiros terão a chance de mergulhar nessa comovente jornada na Sessão da Tarde, numa tarde que promete lágrimas, sorrisos e memórias à flor da pele.

Uma viagem contra o esquecimento

A trama gira em torno de Amadeus (Nick Nolte), um idoso carismático que está nos estágios iniciais do Alzheimer. Antes que a doença leve embora todas as suas lembranças, sua neta Matilda (interpretada por sua filha na vida real, Sophia Lane Nolte) decide embarcar com ele em uma última e inesquecível viagem à cidade de Veneza — lugar onde Amadeus viveu momentos marcantes com sua falecida esposa.

Mas essa não é apenas uma viagem geográfica. É uma travessia emocional, carregada de afeto, ternura e também de momentos cômicos e desconcertantes causados pelos lapsos de memória do protagonista. A presença da neta, pura em sua intenção de ajudar o avô a resgatar o passado, torna tudo mais especial e tocante.

A relação entre os dois é o verdadeiro fio condutor da narrativa. Matilda, em sua inocência e sensibilidade, se torna o pilar emocional da história — e a bússola de Amadeus nesse mar revolto que é o esquecimento.

Pai e filha na ficção e na vida real

Um dos grandes destaques de Nunca Te Esquecerei está fora da tela: a relação real entre Nick Nolte e sua filha, Sophia Lane Nolte. Interpretando avô e neta, os dois trazem à cena uma química inegável, que empresta à narrativa uma dose extra de autenticidade e emoção.

Nick Nolte, veterano de Hollywood com indicações ao Oscar por O Príncipe das Marés (1991) e Guerreiro (2011), mostra aqui uma performance sensível e cheia de nuances. Sophia, por sua vez, surpreende com uma atuação delicada e intensa, mesmo sendo seu primeiro grande papel no cinema.

A cumplicidade entre os dois é tão evidente que o espectador esquece que está assistindo a uma ficção. Os olhares trocados, os gestos de carinho, os silêncios compartilhados — tudo contribui para uma narrativa que parece saída da vida real.

Refilmagem emocional com sotaque europeu

Head Full of Honey é, na verdade, uma refilmagem americana do longa-metragem alemão Honig im Kopf (2014), também dirigido por Til Schweiger. Na versão original, o filme foi um fenômeno na Alemanha, tendo atraído mais de sete milhões de espectadores e sendo eleito um dos maiores sucessos de bilheteria daquele ano.

Ciente do potencial da história, Schweiger decidiu levá-la a novos públicos, adaptando-a para o inglês e escalando um elenco internacional com nomes como Matt Dillon (Crash – No Limite), Emily Mortimer (A Invenção de Hugo Cabret), Jacqueline Bisset (Assassinato no Expresso do Oriente), Eric Roberts (Batman: O Cavaleiro das Trevas), entre outros.

As filmagens aconteceram em locações pitorescas da Alemanha e da Itália, com destaque para as belas paisagens de Veneza, que servem como pano de fundo para os momentos mais poéticos da trama. A trilha sonora suave e as imagens delicadas colaboram para construir a atmosfera nostálgica e contemplativa da obra.

Memória, perda e amor: temas que falam à alma

Ao tratar do Alzheimer, Nunca Te Esquecerei aborda com sensibilidade uma das doenças mais devastadoras do século XXI — não apenas para quem sofre com ela, mas também para os familiares e cuidadores. A narrativa opta por um olhar humanizado, sem cair em dramatizações excessivas ou sentimentalismo forçado.

O filme convida o público a refletir sobre o que significa perder as próprias lembranças, e como o amor pode persistir mesmo quando as palavras e os rostos começam a desaparecer. Em tempos de relações tão rápidas e digitais, essa história resgata o valor dos vínculos genuínos — daqueles que sobrevivem à passagem do tempo e ao esquecimento.

Amadeus, mesmo confuso, ainda carrega em si a centelha da ternura. Matilda, mesmo jovem, entende que amar é cuidar, é lembrar por dois, é insistir na esperança. E assim, juntos, eles constroem uma última aventura que vale mais do que qualquer lembrança: uma conexão que permanece na alma, mesmo quando a mente falha.

Uma recepção discreta, mas uma mensagem poderosa

Apesar do sucesso estrondoso do original alemão, a versão americana de Head Full of Honey teve uma recepção modesta. Nos cinemas da Alemanha, onde foi exibida como prévia para o público local, o filme arrecadou apenas US$ 65 mil nas primeiras duas semanas, contrastando com a bilheteria expressiva de seu antecessor.

A crítica também se dividiu. Alguns veículos apontaram certa dificuldade de ritmo e de tom na nova versão. Outros, no entanto, elogiaram a atuação sincera de Nick Nolte e a beleza das locações. Mas, independentemente de números ou resenhas, a verdade é que há filmes que não se medem por bilheteria — e sim por impacto emocional.

Nunca Te Esquecerei é um desses filmes. Uma obra que, apesar de discreta, tem o poder de tocar corações, despertar memórias e inspirar olhares mais ternos sobre o envelhecimento e os laços familiares.

Vale assistir?

Sim. E não apenas por ser um filme bonito — mas porque ele provoca uma reconexão com aquilo que realmente importa: as pessoas, as histórias, os momentos que carregamos conosco, mesmo quando a memória começa a falhar.

Se você tem ou teve um avô, se já cuidou de alguém que enfrenta o Alzheimer, ou se simplesmente quer ver uma história humana, tocante e verdadeira, não deixe de assistir. Prepare um lenço, abra o coração e permita-se lembrar que, no fim, o amor é a memória mais forte que temos.

Quarta é dia de nostalgia com Pica-Pau: O Filme

Nesta quarta, 30 de julho, a tarde da Globo traz uma boa dose de confusão, gargalhadas e nostalgia com Pica-Pau: O Filme (Woody Woodpecker), uma comédia infantojuvenil que resgata o clássico personagem criado por Walter Lantz e Ben Hardaway. O longa, lançado em 2017, mistura live-action com animação digital e promete entreter toda a família com as travessuras do pássaro mais encrenqueiro dos desenhos animados.

A história: o bico afiado contra o concreto

Na trama, o advogado Lance Walters (Timothy Omundson) decide construir uma casa de luxo em uma área verde próxima à fronteira com o Canadá, herdada de seu pai. Ao lado da noiva Vanessa (interpretada pela brasileira Thaila Ayala) e do filho adolescente Tommy (Graham Verchere), ele se instala no terreno paradisíaco. O que ele não esperava era encontrar um morador local nada pacato: o Pica-Pau, que vive justamente na árvore marcada para ser derrubada.

O pássaro, dublado por Eric Bauza, usa toda a sua criatividade para impedir a construção. O embate entre o homem e a natureza se transforma em uma verdadeira guerra cômica, recheada de armadilhas, quedas, explosões e, claro, a risada inconfundível do protagonista.

Um elenco internacional com tempero brasileiro

Além do elenco americano, o filme conta com a participação da atriz brasileira Thaila Ayala, em seu primeiro papel internacional de destaque. Ela vive a vaidosa Vanessa, namorada de Lance, que se vê envolvida nas confusões do pássaro maluco.

Outro destaque vai para Graham Verchere, que interpreta Tommy, o filho de Lance. Durante o conflito entre o pai e o Pica-Pau, o jovem se aproxima do pássaro, iniciando uma improvável amizade — e servindo de ponte para reflexões sobre empatia e convivência com a natureza.

Bastidores e lançamento curioso

Pica-Pau: O Filme foi dirigido por Alex Zamm e teve suas filmagens realizadas no Canadá, em meio a belas paisagens naturais. A produção inicialmente seria inteiramente animada e chegou a ser pensada pela Illumination Entertainment, responsável por sucessos como Meu Malvado Favorito. No entanto, o projeto foi reformulado para o formato híbrido que conhecemos hoje.

Curiosamente, o Brasil foi o primeiro país a receber o filme nos cinemas, em outubro de 2017. O personagem, que tem enorme popularidade entre o público brasileiro, ganhou até uma turnê promocional, com pessoas fantasiadas visitando capitais como São Paulo, Manaus e Olinda. Cenas icônicas dos desenhos animados foram recriadas em pontos turísticos, como as Cataratas do Iguaçu.

Para rir e lembrar

Mais do que uma comédia infantil, o filme fala sobre respeito à natureza, família e o valor da amizade — tudo isso com o bom humor clássico do Pica-Pau. Para os adultos, é uma viagem ao passado. Para os pequenos, uma porta de entrada para o universo de um dos personagens mais carismáticos da animação.

“Uma Prova de Amor” emociona na Sessão da Tarde de quinta (31/07)

Na tarde desta quinta-feira, 31 de julho de 2025, a emissora exibe na Sessão da Tarde um dos dramas mais tocantes do cinema dos anos 2000: “Uma Prova de Amor” (My Sister’s Keeper, 2009). Com direção sensível de Nick Cassavetes, o longa emociona por abordar com profundidade um dos temas mais delicados da vida: até onde alguém pode — ou deve — ir por amor a um filho?

Logo nos primeiros minutos, o espectador é inserido no universo intenso da família Fitzgerald. Tudo começa com a pequena Anna (vivida com doçura e força por Abigail Breslin, de Pequena Miss Sunshine), uma menina que, aos 11 anos, toma uma atitude inesperada: ela procura um advogado e entra com um processo judicial contra seus próprios pais. O motivo? Ela quer o direito de decidir o que fazer com seu corpo — ou melhor, o direito de dizer “não”.

A situação é complexa e dolorosa: Anna foi concebida, através de fertilização in vitro, com um propósito específico — ser compatível com sua irmã mais velha, Kate (Sofia Vassilieva), que desde os 2 anos luta contra uma leucemia agressiva. Desde bebê, Anna vem doando células, sangue e tecidos para manter a irmã viva. Mas agora, ela foi informada de que precisará doar um rim, e sua resposta é um não — um “não” que ecoa como um grito por autonomia, por identidade, por infância.

Do outro lado da história está Sara Fitzgerald, interpretada com garra e fragilidade por Cameron Diaz, uma mãe que abandonou a própria carreira como advogada para se dedicar integralmente à luta pela vida de Kate. Sara é intensa, determinada, e, como muitas mães, se vê disposta a tudo por sua filha — até mesmo ultrapassar limites éticos e emocionais. O que ela não esperava era ser confrontada pela própria filha mais nova, aquela que deveria ser a “solução”.

Entre sessões no hospital, consultas jurídicas e silêncios carregados, o longa constrói uma narrativa poderosa sobre laços familiares, amor em estado bruto e os limites da doação. O pai, Brian (Jason Patric), surge como um contraponto mais sensível e equilibrado, enquanto o advogado excêntrico Campbell Alexander (Alec Baldwin) e a juíza vivida por Joan Cusack completam o quadro com delicadeza.

Mas o que realmente faz de Uma Prova de Amor uma obra tão marcante é a sua humanidade. Não há vilões ou mocinhos — apenas pessoas tentando sobreviver ao impensável, convivendo com a ideia de que a filha pode morrer. A atmosfera do filme é intensa, mas nunca apelativa. Ao contrário: cada decisão dos personagens é atravessada por camadas de amor, desespero, culpa e compaixão.

Com um elenco comprometido, uma trilha sonora delicada e uma reviravolta que surpreende até os espectadores mais atentos, o filme também traz uma questão filosófica difícil de engolir: é justo trazer uma criança ao mundo com um objetivo específico? Quem decide o que é certo ou errado quando a vida de alguém está em jogo? E o que significa, de fato, amar alguém incondicionalmente?

Adaptado do best-seller de Jodi Picoult, o roteiro equilibra com sensibilidade os diálogos afiados com momentos silenciosos que falam mais do que mil palavras. A escolha do diretor Nick Cassavetes (o mesmo de Diário de uma Paixão) pelo tom intimista e cru dá profundidade emocional a cada cena — da dor contida nos olhares à doçura das lembranças entre irmãs.

Mesmo com o peso do tema, o filme consegue emocionar sem soar manipulador. Há leveza em alguns momentos, especialmente na relação entre Kate e seu namorado no hospital, e há beleza até na tristeza que se instala pouco a pouco. A despedida, quando chega, não é só uma despedida de um personagem, mas de um tempo, de uma luta, de um vínculo forjado entre o espectador e essa família ficcional — tão real em sua imperfeição.

Para quem ainda não viu ou quer rever, Uma Prova de Amor é aquele tipo de filme que convida à reflexão e ao acolhimento. Um convite para pensar sobre as múltiplas formas de amar — e sobre como nem sempre as decisões mais difíceis são as erradas.

“Velozes & Furiosos 5 – Operação Rio” invade a TV Globo com adrenalina, ação e paisagens cariocas

Nesta sexta-feira, 1º de agosto, a TV Globo vai tirar os freios da programação e colocar o pé no acelerador com “Velozes & Furiosos 5 – Operação Rio” na Sessão da Tarde. Mais do que um blockbuster recheado de ação, o quinto capítulo da franquia que virou fenômeno mundial tem um sabor especial para o público brasileiro: boa parte da história se passa (e foi filmada) no Rio de Janeiro.

Entre perseguições com cofres de 10 toneladas, becos cheios de história e favelas pulsando vida, o longa não apenas mergulha o espectador em um espetáculo de alta octanagem, como também traz um retrato — ainda que hollywoodiano — da Cidade Maravilhosa como pano de fundo de um dos maiores assaltos do cinema moderno. Mas afinal, por que esse filme segue sendo tão marcante para os fãs, especialmente os brasileiros?

Vamos voltar no tempo, abrir as portas dos carros tunados da memória e embarcar nessa jornada.

Quando a velocidade encontrou o Brasil

Lançado em 2011, Velozes & Furiosos 5 – Operação Rio (ou Fast Five, no original) não foi só mais um capítulo da série. Foi o ponto de virada. A franquia, até então centrada em corridas ilegais e carros turbinados, decidiu dobrar a aposta: transformou-se em um verdadeiro épico de ação global. E a escolha do Brasil como cenário não foi mero acaso.

Depois de quatro filmes com altos e baixos, os produtores sabiam que era hora de reinventar. A solução? Uma mistura explosiva: unir todos os personagens icônicos da saga, injetar humor, espionagem e um plano de assalto cinematográfico — tudo com a energia vibrante do Rio como moldura. Era o nascimento de uma nova fase para a franquia.

“Foi uma decisão criativa e estratégica. Queríamos explorar um novo tom, com escala internacional e uma trama que fosse além das corridas. O Rio foi escolhido por sua beleza, caos urbano e cultura pulsante”, disse o diretor Justin Lin na época do lançamento.

Um assalto cinematográfico em solo carioca

Na trama, Dom Toretto (Vin Diesel) e Brian O’Conner (Paul Walker) se refugiam no Brasil após resgatarem Dom de uma prisão nos EUA. Em busca de uma vida nova, aceitam participar de um roubo de carros que rapidamente se revela uma armadilha. Para limpar seus nomes e garantir liberdade definitiva, eles decidem realizar um último e ousado assalto: roubar 100 milhões de dólares do cofre de Hernan Reyes (Joaquim de Almeida), um poderoso e corrupto empresário com tentáculos no crime carioca.

Para isso, convocam um time de elite: Roman (Tyrese Gibson), Tej (Ludacris), Han (Sung Kang), Gisele (Gal Gadot) e outros rostos conhecidos da saga se juntam para formar a “família”. O que segue é uma combinação irresistível de ação, humor e emoção — com direito a reviravoltas, confrontos físicos de tirar o fôlego e a famosa cena do cofre sendo arrastado pelas ruas do Rio.

O Brasil nos olhos de Hollywood — e vice-versa

Apesar do nome “Operação Rio” e das cenas ambientadas na cidade, vale destacar: muitas sequências não foram realmente filmadas no Brasil. Questões logísticas, segurança e custos levaram a equipe a recriar parte das favelas em Porto Rico e filmar cenas de perseguição em outras localidades.

Ainda assim, o impacto foi real. A favela fictícia onde boa parte da história se desenrola foi inspirada no Morro do Vidigal e em outras comunidades cariocas. A produção também contou com locações reais, como o Cristo Redentor, Lapa, Copacabana e Aterro do Flamengo.

Para muitos brasileiros, ver o país estampado em um filme de ação tão grandioso — ainda que por lentes estereotipadas — foi um marco cultural. Houve, sim, críticas sobre a representação do Brasil como um lugar perigoso e dominado por milícias, mas também houve orgulho: o país virou cenário de um blockbuster global, com Vin Diesel e Paul Walker correndo pelas ladeiras cariocas.


A força de um legado (e da “família”)

“Velozes & Furiosos 5” também ficou marcado por consolidar de vez o tema mais querido pelos fãs: a importância da família. Mais do que motores rugindo e explosões em câmera lenta, o longa fala sobre união, lealdade, sacrifício e laços que vão além do sangue.

Foi nesse capítulo que a franquia deixou de ser apenas sobre carros para se tornar sobre personagens. E isso se refletiu no coração do público. A química entre Vin Diesel e Paul Walker atinge seu ápice, e o carisma de Dwayne “The Rock” Johnson como o agente Luke Hobbs eleva o conflito a um novo nível. Os embates físicos entre Hobbs e Dom são brutais, quase como lutas de titãs — e, não à toa, viraram memes e gifs eternos na cultura pop.


Bastidores de uma superprodução

O filme foi gravado em tempo recorde, com orçamento estimado em US$ 125 milhões. O diretor Justin Lin revelou, anos depois, que uma das maiores preocupações era manter o espírito “de rua” dos primeiros filmes, mesmo com toda a escala hollywoodiana.

“Queríamos que o público sentisse o calor do asfalto, a poeira nas vielas, o barulho dos motores em ruas apertadas. E ao mesmo tempo, mostrar que esses personagens estavam crescendo, evoluindo para missões maiores”, contou Lin em entrevista ao Collider.

As gravações movimentaram centenas de profissionais brasileiros, desde figurantes até técnicos de som e motoristas. Para muitos deles, participar da produção foi uma oportunidade única — uma chance de vivenciar o ritmo frenético de uma superprodução.


Paul Walker e o carinho eterno dos fãs

Rever Paul Walker em cena é sempre um momento agridoce. O ator, falecido tragicamente em 2013 em um acidente de carro, ainda é lembrado com carinho pelos fãs da franquia e pelo elenco. Sua presença em Velozes & Furiosos 5 é vibrante, leve e cheia de carisma — lembrando o quanto ele foi essencial para o sucesso da série.

“Paul era o coração da franquia. Tinha uma energia única, uma paixão sincera pelo que fazia. Ele amava carros, amava o Brasil, e se divertiu muito durante as filmagens”, relembrou Vin Diesel em um tributo emocionante em 2021, na celebração dos 10 anos do filme.


Alan Ritchson revela os bastidores intensos de “Reacher” após acidente durante gravações da 4ª temporada

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Um olho roxo, um post bem-humorado e um alerta silencioso sobre o que é ser um herói fora das telas. Foi assim que os fãs de Reacher foram surpreendidos esta semana: Alan Ritchson, protagonista da série de ação da Amazon Prime Video, apareceu em seu perfil oficial no Instagram com um hematoma evidente logo acima do olho esquerdo. A legenda? Uma mistura de ironia e franqueza: “Sim, estou com um pequeno roxo. Filmar Reacher tem sido difícil este ano.” As informações são da CNN.

Para quem acompanha de perto a carreira de Ritchson, o post não causou exatamente espanto — preocupação, talvez. Afinal, essa não é a primeira vez que o ator se machuca no set. Em março, durante a gravação de uma sequência da terceira temporada, ele chegou a ficar inconsciente após ser arremessado violentamente contra uma mesa de madeira. A decisão de gravar sem dublê partiu dele, mesmo após alertas da equipe técnica.

A nova lesão, apesar de menos grave, é mais uma cicatriz num corpo que virou palco real da ação que tantas vezes admiramos na ficção. E levanta uma questão que vai além do entretenimento: até onde vale se doar por completo por um personagem?

Não é só interpretação. É entrega.

Alan Ritchson é do tipo que não gosta de meias medidas. Quem o conhece nos bastidores diz que ele é metódico, dedicado e, sobretudo, obstinado. Ele vive Jack Reacher com o corpo todo — literalmente. E essa escolha tem deixado marcas visíveis ao longo das temporadas.

“Quero que as pessoas sintam que aquilo poderia acontecer de verdade. Que vejam o suor, o sangue, a dor… porque ela existe”, disse ele numa entrevista meses atrás. E, olhando para o hematoma recente, dá pra dizer que ele está conseguindo.

Ao longo das gravações da quarta temporada, a palavra que mais tem se repetido entre a equipe é “exaustão”. A temporada está mais física, mais crua, mais intensa. Ritchson, aos 42 anos, ainda mantém a forma invejável que o ajudou a conquistar o papel. Mas os limites do corpo começam a pesar — e os sinais aparecem em postagens que tentam disfarçar a dor com humor.

“É só um roxinho”, escreveu ele. Mas os olhos atentos dos fãs sabem que, por trás da brincadeira, existe cansaço. Existe esforço. Existe o peso de uma série que exige tudo de seu protagonista.

Reacher: uma série que não faz concessões

Lançada em fevereiro de 2022, Reacher se tornou rapidamente uma das séries de ação mais populares do catálogo da Amazon Prime Video. Baseada nos livros de Lee Child, a produção trouxe para as telas o personagem Jack Reacher em sua versão mais próxima da literatura: um ex-policial militar imponente, solitário, impiedoso com criminosos e dotado de um senso de justiça que não se curva.

Se nos filmes estrelados por Tom Cruise o personagem foi reinterpretado com uma abordagem mais técnica e tática, em Ritchson o público encontrou a brutalidade física descrita nos livros. E essa fidelidade virou diferencial.

A primeira temporada, baseada em Dinheiro Sujo (1997), apresentou Reacher chegando à fictícia cidade de Margrave, na Geórgia, onde é preso injustamente por assassinato. A trama rapidamente se desenrola numa teia de corrupção, violência e segredos. Foi o bastante para que a série ganhasse uma legião de fãs — e a Amazon, claro, não perdeu tempo: renovou a produção apenas três dias após a estreia.

Subindo o nível a cada temporada — e o risco também

A segunda temporada estreou em dezembro de 2023 e adaptou o livro Bad Luck and Trouble. Ali, Reacher se vê diante de um novo mistério envolvendo seus antigos companheiros de unidade especial. Mais combates. Mais riscos. Mais intensidade.

Mas foi a terceira temporada, lançada em fevereiro de 2025, que elevou ainda mais a aposta. Baseada em Persuader, o sétimo livro da série, ela exigiu do ator a atuação mais física até então. Reacher se infiltra no submundo para resgatar um informante mantido por um velho inimigo — o que rendeu cenas de luta extremamente coreografadas e tomadas arriscadas.

Foi nessa temporada que Ritchson perdeu a consciência ao gravar uma cena. “Quis fazer eu mesmo, sem dublê. Sabia que era perigoso, mas queria que fosse real”, revelou ele em um podcast semanas depois. O susto foi grande, mas não o suficiente para fazê-lo mudar de abordagem.

Agora, com a quarta temporada em andamento, a preocupação volta à tona. O novo hematoma é mais um lembrete de que o ator está pagando um preço alto pela autenticidade.

A pressão invisível de ser um “homem de aço”

Não é só o corpo que sofre. Existe uma pressão silenciosa sobre Alan Ritchson para manter uma imagem de força absoluta. O personagem Reacher não chora, não se abala, não recua. E isso, vez ou outra, parece transbordar para o homem que o interpreta.

“Existe uma cobrança constante para ser o cara durão. E às vezes isso machuca mais por dentro do que por fora”, disse Ritchson em uma live durante o lançamento da terceira temporada. “Já tive crises de ansiedade antes das gravações. Já me perguntei se eu estava à altura.”

Essa vulnerabilidade raramente vem à tona nos posts ensaiados das redes sociais. Mas está lá. Às vezes escondida sob um emoji de risada. Às vezes marcada na pele em forma de hematoma.

Do anonimato ao protagonismo: quem é Alan Ritchson

Antes de ser Reacher, Alan Ritchson já tinha uma trajetória cheia de altos e baixos. Ele começou a carreira como modelo e cantor, mas foi na televisão que encontrou sua vocação. Passou por séries como Smallville (onde interpretou o Aquaman), Blue Mountain State e Titans (como Rapina), sempre com papéis que exigiam mais do físico do que da emoção.

Foi em Reacher, no entanto, que ele encontrou o papel da vida. Um personagem à altura de sua estatura, mas também do seu talento. A série o colocou no centro das atenções, rendeu indicações a prêmios, propostas para novos filmes — como Velozes e Furiosos 10 — e, principalmente, uma conexão emocional com o público.

A quarta temporada ainda está por vir — e cheia de expectativa

A Amazon ainda não anunciou uma data oficial para a estreia da nova temporada, mas a expectativa é de que ela chegue ao catálogo no primeiro semestre de 2026. Enquanto isso, as gravações continuam — com ou sem hematomas.

Nos bastidores, a equipe já estuda formas de proteger mais o ator sem comprometer a estética realista da série. “Ele é cabeça dura. Quer fazer tudo. Mas estamos tentando encontrar um meio-termo”, comentou um dos produtores que preferiu não se identificar.

Se depender de Ritchson, ele vai até o limite. “Estou inteiro. Só um pouco roxo. Nada que um café forte e um pouco de gelo não resolvam”, disse ele em tom leve, durante um bate-papo com fãs.

“Reacher” além do entretenimento: por que essa série nos prende tanto?

Talvez Reacher funcione tão bem porque resgata uma fantasia que muitos têm: a de que ainda existem heróis dispostos a lutar, mesmo quando a batalha parece perdida. E Alan Ritchson, com seu corpo em constante risco, personifica essa ideia melhor do que qualquer CGI.

Ver seus ferimentos é, de certa forma, um lembrete de que ainda há verdade por trás das telas. Que por trás do figurino impecável e das coreografias milimetricamente ensaiadas, existe um ser humano disposto a se machucar — não por vaidade, mas por autenticidade.

“Descendentes 3” é destaque da Sessão da Tarde na TV Globo nesta segunda-feira (28/07)

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Nesta segunda-feira, 28 de julho de 2025, a TV Globo traz para a sua tradicional Sessão da Tarde o filme “Descendentes 3″, um dos títulos mais queridos do universo Disney Channel que conquistou jovens, adolescentes e até adultos ao redor do mundo. Com uma combinação poderosa de fantasia, aventura, música e mensagens inspiradoras, o filme encerra a trilogia que acompanha a saga dos filhos dos vilões e heróis clássicos da Disney, mostrando que, apesar de suas origens, é possível escolher o próprio destino.

O universo mágico de Auradon e a Ilha dos Perdidos: cenário da saga

Para entender a importância de Descendentes 3, é preciso mergulhar no universo criado pela Disney, onde o tradicional encontra o contemporâneo de forma vibrante e cheia de nuances. Auradon é um reino mágico onde os filhos dos heróis vivem com segurança e liberdade, desfrutando de uma vida plena e cheia de oportunidades. Por outro lado, a Ilha dos Perdidos é o lugar onde os filhos dos vilões foram inicialmente confinados, afastados de Auradon por suas origens sombrias.

O filme retrata essa divisão, mas acima de tudo, explora a ideia de que a origem não define quem somos. Mal (Dove Cameron), filha da poderosa Malévola e do temível Hades, é a protagonista dessa história de crescimento e amadurecimento, que luta para encontrar seu lugar entre os dois mundos e mostrar que é possível quebrar ciclos de preconceito e vingança.

Em Descendants 3, o equilíbrio entre esses mundos está ameaçado, e a barreira mágica que protege a Ilha dos Perdidos é rompida. Isso desencadeia uma série de eventos que colocam em risco a paz de Auradon, e cabe a Mal e seus amigos impedir que a escuridão tome conta novamente.

O enredo principal de Descendentes 3 começa com um momento de esperança: o príncipe Ben (Mitchell Hope), herdeiro do reino de Auradon e filho do casal Bela e Fera, pede a mão de Mal em casamento, sinalizando o futuro brilhante e pacífico que eles desejam construir juntos. Mal está prestes a se tornar rainha, um símbolo de que o amor pode vencer todas as diferenças.

Porém, como toda boa história, esse caminho está longe de ser tranquilo. Mal precisa lidar com ameaças do passado e do presente. Audrey (Sarah Jeffery), a filha da Bela Adormecida, surge como uma antagonista inesperada, roubando o cetro e a coroa, e transformando-se numa versão malvada de si mesma. Além disso, Mal encara o desafio de seu pai, Hades (Cheyenne Jackson), o senhor do submundo, que tenta quebrar a barreira mágica da Ilha dos Perdidos para tomar Auradon.

No meio desse turbilhão, Mal, junto com seus fiéis amigos — Evie (Sofia Carson), Carlos (Cameron Boyce) e Jay (Booboo Stewart) — precisa recrutar uma nova geração de descendentes de vilões para ajudar na missão de salvar Auradon e impedir que Audrey destrua tudo.

O filme é uma montanha-russa de emoções: tem aventura, tensão, momentos engraçados e, claro, as famosas canções que fazem os fãs cantarem junto. Mas mais do que isso, ele aborda temas como lealdade, amizade, escolhas e a importância de acreditar em si mesmo, mesmo quando o mundo parece conspirar contra você.

Um elenco talentoso e carismático que conquista gerações

A força do filme está no seu elenco talentoso, que retorna para dar vida a personagens complexos e apaixonantes. Dove Cameron, que interpreta Mal, é o coração da história. Sua atuação transmite tanto a força da personagem quanto sua vulnerabilidade diante dos desafios. Mal é uma jovem que carrega o peso do legado dos vilões, mas que escolhe lutar pelo bem, mostrando que é possível mudar a própria história.

Cameron Boyce, no papel de Carlos, traz uma energia contagiante e representa a diversidade da nova geração. Boyce, infelizmente, faleceu precocemente em 2019, mas seu trabalho como Carlos permanece uma parte querida da franquia, celebrada com carinho pelos fãs.

Sofia Carson, como Evie, filha da Rainha Má, exibe elegância e uma personalidade encantadora, equilibrando confiança com momentos de dúvida e crescimento. Booboo Stewart, interpretando Jay, e Sarah Jeffery, como a antagonista Audrey, completam o grupo principal com performances memoráveis.

Além deles, o elenco de apoio também é fundamental para enriquecer o universo de Auradon e da Ilha dos Perdidos. Personagens como Harry Gancho (Thomas Doherty), Gil (Dylan Playfair), Jane (Brenna D’Amico) e Celia (Jadah Marie) aparecem para agregar ainda mais diversidade e profundidade à trama.

A direção de Kenny Ortega, com vasta experiência em musicais e produções familiares, traz ritmo e emoção para o filme, unindo música, dança e narrativa de forma harmônica e cativante.

Dublagem em português

Para o público brasileiro e português, o sucesso do filme também se deve à qualidade das versões dubladas, que conseguem captar toda a essência dos personagens e trazer emoção às cenas, sem perder a magia da obra original.

No Brasil, nomes como Michelle Giudice (Mal), Lipe Volpato (Carlos), Flora Paulita (Evie), Agatha Paulita (Audrey) e Ítalo Luiz (Jay) dão voz a personagens queridos, ajudando a conectar as crianças e adolescentes com a história de forma natural e envolvente. A dublagem também é acompanhada de canções adaptadas, mantendo a musicalidade que é marca registrada da franquia.

Em Portugal, a responsabilidade fica com talentos como Raquel Ferreira, que dubla Mal, Luís Lobão como Ben, e Catarina Mago na voz de Audrey. A direção de dublagem e a tradução cuidadosa garantem que o filme mantenha seu charme e humor mesmo após a adaptação linguística.

Essa atenção à dublagem reforça o compromisso das produtoras e da TV Globo em oferecer entretenimento acessível e de qualidade para todos, ampliando o alcance da mensagem positiva que Descendentes 3 traz.

Música e coreografia

Uma das características mais marcantes de Descendants 3 são suas músicas originais e números coreográficos que empolgam o público. A trilha sonora combina pop, ritmos modernos e baladas emocionantes que ajudam a contar a história e aprofundar a personalidade dos personagens.

Cada canção é cuidadosamente construída para refletir os conflitos internos, esperanças e sonhos dos protagonistas, tornando-se um verdadeiro convite para cantar e se emocionar junto. A música tem papel fundamental em transmitir as mensagens do filme, muitas vezes falando sobre autoconfiança, união e a importância de fazer escolhas conscientes.

As coreografias, por sua vez, são dinâmicas e cheias de energia, fruto da expertise de Kenny Ortega, que sabe como usar a dança para enriquecer a narrativa sem perder o ritmo da história

Desde o lançamento do primeiro filme, em 2015, a franquia Descendants conquistou uma base sólida de fãs em todo o mundo. A proposta de revisitar o universo dos contos de fada da Disney a partir da perspectiva dos filhos dos vilões foi inovadora e atrativa, abrindo espaço para uma reflexão sobre temas como redenção, diversidade e empoderamento.

Além dos filmes, a franquia se expandiu para outras mídias, como séries animadas, livros, brinquedos e jogos, consolidando-se como um fenômeno do entretenimento jovem.

A importância dessa franquia vai além da diversão: ela cria um espaço onde crianças e adolescentes podem se identificar com personagens que não são perfeitos, que enfrentam dúvidas e dificuldades, mas que escolhem trilhar um caminho de crescimento e amizade. É um exemplo de como as histórias podem educar e inspirar ao mesmo tempo.

O legado de Descendants é também marcado pelo carinho dos fãs que acompanham a trajetória dos personagens e dos atores, especialmente em memória de Cameron Boyce, cuja contribuição para a série permanece viva no coração do público.

Por que assistir Descendentes 3 na Sessão da Tarde?

A Sessão da Tarde da TV Globo é conhecida por oferecer opções de entretenimento que reúnem qualidade, leveza e diversão para toda a família. O filme se encaixa perfeitamente nesse perfil, pois traz uma combinação equilibrada de aventura, emoção e mensagens positivas. Além disso, o filme serve como um excelente ponto de partida para quem ainda não conhece a franquia, despertando curiosidade para assistir os filmes anteriores e o spin-off animado Descendants: The Royal Wedding.

Turnê global do cantor Jin, do BTS, terá show transmitido em cinemas no Brasil e no mundo

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A espera está chegando ao fim para os fãs do BTS e, em especial, para quem acompanha a carreira solo de Jin. Uma das apresentações da turnê #RUNSEOKJIN_EP.TOUR, a primeira do artista após seu período de serviço militar obrigatório, será transmitida em cinemas espalhados pelo mundo. O show escolhido para essa experiência única acontecerá em Amsterdã, no dia 9 de agosto, e promete levar a energia do palco para as telonas, conectando ainda mais Jin aos seus fãs.

Aqui no Brasil, as redes UCI e Cinemark já confirmaram a exibição da transmissão, garantindo aos fãs brasileiros a oportunidade de vivenciar esse momento tão esperado, mesmo que à distância do palco. As vendas de ingressos começaram no dia 23 de julho, e a expectativa é grande para que as sessões fiquem lotadas, dada a enorme base de admiradores que Jin conquistou ao longo dos anos.

Jin: um artista que inspira e emociona

Kim Seok-jin, ou simplesmente Jin, nasceu em 4 de dezembro de 1992, em Gwacheon, na Coreia do Sul. Desde que entrou para o BTS em 2013, ele vem encantando o mundo com sua voz marcante, seu carisma e sua presença de palco. Mas Jin é muito mais do que um dos integrantes da boyband mais famosa da atualidade: ele é um artista completo, que toca o coração das pessoas com sua música e sua autenticidade.

Durante sua trajetória, Jin lançou músicas solo que já se tornaram clássicos entre os fãs, como “Awake”, “Epiphany” e “Moon”. Essas faixas não são apenas demonstrações do seu talento vocal — que já recebeu elogios de críticos pela potência e emoção —, mas também reflexões profundas sobre amor-próprio e crescimento pessoal. É esse lado sensível e humano que faz dele um artista tão querido e inspirador.

Após cumprir o serviço militar, que é obrigatório na Coreia do Sul, Jin retorna agora aos palcos com a energia renovada e uma turnê que promete emocionar, conectar e celebrar a música.

A turnê #RUNSEOKJIN_EP.TOUR: um reencontro com os fãs

Passando por países da Ásia, Europa e América do Norte, a turnê marca o tão aguardado reencontro de Jin com seus fãs ao redor do mundo. Sabendo da importância desse momento, a decisão de transmitir a apresentação em Amsterdã para cinemas internacionais, incluindo o Brasil, é um gesto que amplia o alcance e a magia do espetáculo.

Para quem não pode viajar para assistir ao show presencialmente, essa é a chance de se sentir parte da energia do evento, vivendo a experiência em uma tela grande e com qualidade de som e imagem que traduzem a emoção do palco.

Mais do que isso, essa transmissão é uma forma de reforçar o vínculo entre Jin e seus fãs, criando um espaço compartilhado onde todos podem celebrar juntos a música e a carreira do artista.

O impacto cultural de Jin e do BTS

Jin não é apenas um cantor; ele representa uma geração que mudou a forma como o mundo vê a música pop coreana. Em 2018, ele e os outros integrantes do BTS foram agraciados com a Ordem de Mérito Cultural de quinta classe pelo governo sul-coreano, reconhecimento oficial do impacto que tiveram ao levar a cultura do país para todos os cantos do planeta.

Sua versatilidade é admirável: além do canto, ele se formou em atuação e busca continuar se desenvolvendo em outras áreas do conhecimento. Esse desejo constante de evolução transparece em sua música, em suas performances e na maneira como se conecta com as pessoas.

Parcerias internacionais, como a música “The Astronaut”, gravada com Chris Martin, mostram que Jin está aberto a novos caminhos e disposto a levar seu talento para além das fronteiras tradicionais, conquistando cada vez mais admiradores pelo mundo.

Fãs brasileiros celebram a novidade

O Brasil sempre foi um dos países com maior número de fãs dedicados ao BTS, e a notícia da transmissão do show nos cinemas já foi recebida com muita alegria e expectativa. Para muitos, será uma oportunidade de se reunir com amigos, familiares e outros fãs para celebrar juntos essa nova fase da carreira de Jin.

Além da emoção de ver o artista em alta definição na tela grande, a transmissão também é uma forma de homenagear todo o carinho e a dedicação do público brasileiro, que sempre apoiou o BTS e seus integrantes com uma paixão admirável.

O que esperar da transmissão

O show em Amsterdã será uma experiência completa, repleta de música, energia e emoção. Jin promete apresentar suas canções com toda a intensidade que conquistou o mundo, em um espetáculo que mistura tecnologia, arte e conexão humana.

Os fãs poderão se emocionar com performances ao vivo, efeitos visuais impressionantes e até conteúdos exclusivos, como imagens dos bastidores e depoimentos, que tornarão a experiência ainda mais especial.

Com cerca de duas horas de duração, o evento será cuidadosamente produzido para que a energia do palco seja sentida mesmo pelas telas dos cinemas.

A transformação do mercado cultural e novas possibilidades

A iniciativa de transmitir shows musicais em cinemas é uma tendência que vem ganhando força e que traz benefícios tanto para artistas quanto para o público. Além de democratizar o acesso a grandes espetáculos, essa prática cria um ambiente mais íntimo e envolvente para os fãs.

No Brasil, as redes UCI e Cinemark estão na vanguarda dessa inovação, reforçando seu compromisso em oferecer experiências culturais diversificadas e de alta qualidade.

Para os fãs, é a chance de viver momentos únicos, que vão muito além de simplesmente assistir a um show pela internet — é a imersão em uma atmosfera que celebra a arte, a música e a comunidade.

Jin: a voz de uma geração

Mais do que um cantor talentoso, Jin é uma referência para milhões de pessoas que acompanham sua trajetória. Sua voz, descrita por críticos como “terna, potente e cheia de emoção”, é uma marca registrada que ultrapassa o simples entretenimento e toca as emoções mais profundas.

Quarteto Fantástico ganha linha Funko exclusiva no Brasil – Candide lança coleção oficial do novo filme da Marvel Studios

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O universo Marvel nunca para de se reinventar — e agora, com o lançamento mundial de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, a magia dos quadrinhos e do cinema se materializa também nas prateleiras brasileiras. A Candide, distribuidora oficial da Funko no país, acaba de lançar com exclusividade uma nova coleção de bonecos Pop! inspirada no mais novo filme da equipe icônica de super-heróis. E o Brasil é o primeiro país fora dos Estados Unidos a receber a linha completa nas lojas.

A coleção traz versões inéditas e extremamente detalhadas dos quatro integrantes do Quarteto — Sr. Fantástico, Mulher Invisível, Tocha Humana e o Coisa — além de personagens que roubam a cena no novo longa, como a Surfista Prateada (em sua nova versão feminina, Shalla-Bal) e o imponente vilão Galactus. A linha é um deleite visual para fãs e colecionadores e reflete o estilo retrô-futurista do longa, que presta homenagem aos anos 1960 com uma estética moderna e sofisticada.

“Estamos muito empolgados com essa coleção. É a primeira vez que uma linha Funko de um lançamento da Marvel Studios chega com tamanha exclusividade ao Brasil”, afirma Igor Maia, gerente de marketing da Candide. “Sabemos da paixão dos brasileiros por colecionáveis e super-heróis, então trabalhamos para garantir essa distribuição exclusiva, antecipando tendências e ampliando o acesso a produtos de altíssima qualidade.”

Um novo capítulo para heróis consagrados

Lançado oficialmente nos cinemas em 25 de julho de 2025, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos marca a estreia do supergrupo no Universo Cinematográfico Marvel (MCU) em sua versão definitiva. Dirigido por Matt Shakman (de WandaVision), o filme introduz o time em uma realidade alternativa da Marvel, conhecida como Terra-828, e traz um elenco estelar: Pedro Pascal como Reed Richards (Sr. Fantástico), Vanessa Kirby como Sue Storm (Mulher Invisível), Joseph Quinn como Johnny Storm (Tocha Humana) e Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm (o Coisa).

A trama é carregada de emoções, dilemas éticos e temas cósmicos. Com Sue Storm grávida e uma ameaça iminente pairando sobre a Terra, a equipe precisa enfrentar Galactus, o devorador de mundos, enquanto lida com decisões impossíveis. No centro do conflito está o recém-nascido Franklin Richards, cujo poder latente é cobiçado pelo próprio Galactus. Em meio a batalhas interplanetárias, sacrifícios e reviravoltas dramáticas, o filme se consolida como um dos lançamentos mais impactantes da Fase Seis do MCU.

Da telona para a estante

A linha de Funkos lançada pela Candide reflete cada nuance do visual dos personagens no longa. Cada boneco Pop! é produzido com atenção aos mínimos detalhes — desde o uniforme clássico retrabalhado com tecnologia e design futurista até as expressões e poses icônicas dos personagens.

Entre os destaques da coleção está o Funko Pop! da Surfista Prateada (Shalla-Bal), com acabamento metálico e pose dinâmica que remete diretamente à sua primeira aparição no filme. Outro item que vem chamando atenção é o Super Galactus, uma versão deluxe com 17 cm de altura, olhos translúcidos e base com efeito de energia. O produto já desponta como um dos mais desejados pelos colecionadores.

“Essa é a primeira vez que temos a personagem Shalla-Bal representada como Surfista Prateada em um colecionável oficial”, destaca Maia. “Ela se tornou uma das favoritas dos fãs logo após as pré-estreias do filme. É incrível como os personagens que ainda nem tinham tradição no imaginário popular já estão conquistando um espaço importante no mercado de colecionáveis.”

A linha principal conta ainda com:

Funko Pop! Surfista Prateada (Shalla-Bal)

Versão feminina da icônica entidade cósmica, com acabamento metálico e pose dinâmica que captura toda a elegância da Surfista Prateada no filme Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. Um item indispensável para colecionadores que buscam exclusividade e detalhes incríveis.

Funko Pop! Super Galactus

Imponente e detalhado, este Funko Pop! Super Galactus mede 17 cm e traz a grandiosidade do devorador de planetas para a sua coleção. Com olhos translúcidos e design fiel aos quadrinhos, é a peça central para qualquer fã do universo Marvel.

Funko Pop! Sr. Fantástico

Reed Richards em sua versão mais inteligente e heroica, com braços estendidos em pose de ação. Esse Funko destaca o visual retrô-futurista do personagem, inspirado no novo longa da Marvel Studios.

Funko Pop! Mulher Invisível

Sue Storm aparece com seu icônico escudo de força translúcido, em pose que representa sua força e determinação como membro vital do Quarteto Fantástico e mãe do pequeno Franklin Richards.

Funko Pop! Coisa

Com textura rochosa detalhada e expressão feroz, o Funko Pop! do Coisa traz toda a força e personalidade de Ben Grimm, perfeito para os fãs que valorizam o lado mais bruto, mas leal, do grupo.

Funko Pop! Tocha Humana

Johnny Storm em meio às chamas, com pose de voo e efeito de fogo ao redor, que captura o carisma e a energia do jovem herói em sua versão mais atual no MCU.

Colecionar é viver (e reviver) a experiência

Para fãs do universo Marvel, os Funkos funcionam como portais físicos para experiências emocionais. Cada personagem é uma memória, uma conexão afetiva com os quadrinhos, filmes e histórias vividas ao longo de décadas. Em tempos de nostalgia ativa, onde o passado e o presente convivem no entretenimento, essas miniaturas funcionam como símbolos culturais.

O lançamento da nova linha no Brasil reforça a relevância do público geek brasileiro para grandes franquias internacionais. De acordo com dados recentes do mercado, o Brasil é o terceiro maior consumidor de produtos licenciados da Marvel no mundo, atrás apenas dos EUA e do Reino Unido. “Colecionar vai muito além do consumo. É sobre identidade, paixão e comunidade”, resume Maia.

E a Candide tem investido nesse público com ações pensadas sob medida. Desde vitrines temáticas nas principais redes varejistas até ativações em eventos como a CCXP 2025 e o Festival do Orgulho Nerd, a marca vem se posicionando como uma ponte entre os lançamentos globais e os fãs brasileiros.

Presente de colecionador

Além de estarem disponíveis nas maiores redes de lojas de brinquedos e colecionáveis do país, os novos Funkos do Quarteto Fantástico também podem ser adquiridos no site oficial da Candide, com frete para todo o Brasil. Algumas unidades vêm com brindes exclusivos, como pôsteres, cards colecionáveis e base com iluminação LED para exibição.

Para os primeiros 1.000 compradores no e-commerce da Candide, a empresa oferece ainda uma embalagem de luxo comemorativa com arte oficial do filme. “É uma forma de agradecer aos colecionadores que sempre nos acompanham e valorizam cada detalhe. Queremos transformar a experiência de compra em algo tão especial quanto os personagens que estão levando para casa”, explica Maia.

No “Conversa com Bial” desta quinta (24/07), Flávia Reis e Rodrigo Sant’Anna falam sobre o poder do riso e os bastidores da comédia brasileira

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Foto: Reprodução/ Internet

Na noite da próxima quinta-feira, 24 de julho de 2025, o Conversa com Bial promete uma edição repleta de riso, inteligência e muitas camadas de interpretação. O apresentador Pedro Bial receberá dois nomes que ajudaram a redefinir a comédia no Brasil com suas criações múltiplas, afiadas e profundamente conectadas à realidade brasileira: Rodrigo Sant’Anna e Flávia Reis. O programa, exibido após o Jornal da Globo, propõe uma conversa descontraída e ao mesmo tempo provocadora sobre os rumos do humor no teatro, na televisão e nas redes sociais.

Ambos estão em cartaz com seus espetáculos solo — Atazanado, de Sant’Anna, e Neurótica!, de Flávia — e usam o palco como espelho cômico da sociedade. São humoristas que não apenas arrancam risadas, mas também despertam identificação, desconforto e até alguma catarse no público. A conversa com Bial deve trazer uma mistura saborosa de bastidores, reflexões sobre o riso e os desafios contemporâneos da arte cômica.

O humor como ferramenta de escuta

É curioso como o humor, frequentemente subestimado na esfera artística, carrega uma potência que vai além da simples distração. Bial, experiente em extrair nuances de seus entrevistados, conduz a conversa como quem abre caminho para que o riso se revele em sua plenitude: como linguagem, resistência, crítica e, muitas vezes, salvação. Rodrigo e Flávia se abrem sobre suas trajetórias, suas dores transformadas em piadas, e os personagens que criaram e que hoje os definem no imaginário popular.

“Rir é uma forma de sobreviver”, diz Rodrigo Sant’Anna em um trecho da conversa. Nascido no subúrbio carioca, ele encontrou no humor um meio de comunicar as tensões sociais que atravessava. Desde os tempos de Os Suburbanos e Zorra Total, Rodrigo ampliou seu repertório de tipos populares — que vão do motoboy fofoqueiro à madame esnobe — sempre com um olhar que mistura caricatura e empatia.

Já Flávia Reis, atriz formada e com forte presença no teatro, traz para o palco uma comédia que não tem medo de ser feminina, descontrolada e, sim, neurótica. Em Neurótica!, seu espetáculo atual, ela interpreta 11 mulheres em situações-limite, mas absolutamente reconhecíveis: uma mãe sobrecarregada, uma senhora hipocondríaca, uma cerimonialista desorientada por múltiplas notificações. Tudo isso costurado com ironia e crítica social.

O espetáculo da vida: “Neurótica!”, com Flávia Reis

Na entrevista com Bial, Flávia compartilha bastidores e motivações por trás de Neurótica!, espetáculo em cartaz aos sábados e domingos no Rio de Janeiro, com direção de Márcio Trigo e roteiro de Henrique Tavares. Com mais de 15 anos de dedicação ao humor feminino, a atriz constrói tipos que oscilam entre o absurdo e a realidade cotidiana. O espetáculo é conduzido por uma terapeuta (também interpretada por Flávia), que apresenta uma “palestra equivocada” sobre neuroses femininas.

“Eu nunca quis rir da mulher, mas com a mulher. Me interessa o humor que denuncia a carga que jogam em cima da gente — ser mãe, ser profissional, ser sensual, ser calma, ser tudo”, comenta Flávia no programa. Com um talento cênico admirável, ela transita entre personagens como quem muda de pele, revelando facetas do feminino que raramente ganham voz nos grandes palcos.

A montagem é uma sátira feroz, mas doce, da vida como ela é. E mais do que dar conta de 11 personagens, Flávia mostra como o humor pode ser libertador. Sua atuação coloca em evidência temas como saúde mental, desigualdade de gênero, pressão estética e relações familiares, tudo isso filtrado pelo riso.

“Atazanado”: o mundo caótico de Rodrigo Sant’Anna

Rodrigo, por sua vez, está em turnê com Atazanado, espetáculo que é um verdadeiro caleidoscópio de personagens e neuroses urbanas. Em cena, ele interpreta cinco figuras completamente distintas, entre elas uma mãe rica que se vê obrigada a cuidar dos próprios filhos quando a babá entra de férias, além de outros tipos que enfrentam situações absurdas em um mundo cada vez mais acelerado.

“É um espetáculo para falar sobre esse nosso tempo maluco, em que a gente tem que dar conta de tudo, fingir que tá bem e ainda sorrir no Instagram”, diz Rodrigo a Bial. Com uma construção cômica precisa, ele transforma as angústias cotidianas — do trânsito ao trabalho remoto, da paternidade à solidão — em material cênico.

Rodrigo se mostra generoso ao falar das dificuldades que enfrentou até conquistar o espaço que tem hoje. “Fui office-boy, trabalhei como camelô, morei em comunidade. Isso me deu o olhar que tenho hoje. Os meus personagens nascem de pessoas que conheci, da minha mãe, das vizinhas, dos ônibus que eu pegava”, relembra, emocionado.

Humor como crítica social (e sobrevivência)

Durante a conversa, os três também abordam os desafios de fazer humor em tempos polarizados e de redes sociais vigilantes. “A gente vive hoje num momento em que tudo pode ser ofensivo. É preciso sensibilidade, mas também coragem. Não dá pra engessar a comédia, senão ela morre”, afirma Flávia.

Rodrigo concorda, mas pontua que o humor precisa evoluir junto com a sociedade. “Tem piadas que eu fazia anos atrás e que hoje eu não faria mais. A gente aprende, escuta, revê. Isso não significa censura. Significa maturidade”, opina.

O programa também mergulha na questão da representatividade. Flávia, como mulher, e Rodrigo, como homem gay e negro, falam sobre os espaços que tiveram que ocupar “à força”, por mérito, insistência e também por quebra de paradigmas. Ambos são hoje referências para novas gerações de comediantes que querem falar de si sem pedir licença.

Bastidores, improviso e memórias

Entre risadas, os artistas compartilham histórias dos bastidores. Rodrigo relembra os tempos em que fazia shows de humor em barzinhos na zona norte do Rio e, às vezes, tinha que interromper uma piada porque alguém pedia “mais uma cerveja”. Flávia recorda uma apresentação em que seu microfone falhou, e ela teve que improvisar os 80 minutos do espetáculo no grito — arrancando aplausos de pé da plateia.

Ambos valorizam o improviso, a escuta e a conexão com o público. “Cada plateia é diferente. Tem noite que o público ri da piada que você nem apostava, e fica sério na hora que você achava que ia arrasar”, diz Flávia. Rodrigo complementa: “É isso que torna o teatro vivo. A gente nunca sabe se vai dar certo. E é por isso que vicia.”

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