Crítica – A Lenda de Ochi é um conto mágico com mistério, emoção e um toque dos anos 80

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“A Lenda de Ochi” é, antes de tudo, uma obra que desafia os moldes contemporâneos do cinema fantástico. Dirigido com precisão sensível, o filme constrói uma atmosfera densa e etérea, enraizada em uma Romênia nebulosa que parece suspensa no tempo — um lugar onde os personagens falam como se tivessem saído diretamente do século XVIII, com sotaques carregados e gestos cerimoniosos. É nesse cenário que o longa ergue sua narrativa: um conto de fadas do Velho Mundo, sombrio e repleto de camadas emocionais.

No centro da história está Yuri, uma jovem que habita um universo masculino onde suas emoções e desconfianças são invisíveis aos demais. Sua relação com Petro, o irmão adotivo que ostenta uma falsa bondade, revela-se apenas nas entrelinhas — nos olhares desconfiados e nos silêncios que dizem mais do que qualquer diálogo. O papel de Maxim, líder dos jovens locais, funciona quase como um narrador vivo, guiando o público por meio de suas falas autoritárias e tradicionalistas. Mas é na introspecção de Yuri que o filme encontra sua alma.

A chegada do enigmático Ochi — criatura silenciosa, ferida e evocativa — é o ponto de virada que liberta Yuri da apatia. A conexão entre os dois é silenciosa e simbólica, representando o despertar de sua própria identidade e desejo de fuga. Ao decidir escapar com Ochi, Yuri arrasta o espectador para um mundo onde o surreal se torna tangível, e a fantasia, uma poderosa ferramenta de resistência.

Visualmente, “A Lenda de Ochi” é um espetáculo artesanal. A escolha por fantoches e criaturas físicas — em vez de efeitos digitais — remete diretamente aos clássicos dos anos 1980, como E.T. – O Extraterrestre e Gremlins, e dá ao filme um charme retrô encantador. O universo criado tem textura, tem peso, tem presença. É palpável e, por isso mesmo, mágico. A trilha sonora minimalista acentua o clima de fábula, sem nunca se sobrepor à narrativa.

Embora muitos espectadores possam estranhar o ritmo contemplativo e o uso limitado de diálogos — principalmente no arco de Yuri —, o silêncio aqui é deliberado. É através da ausência de palavras que o filme revela suas intenções mais profundas: questionar a autoridade, explorar o isolamento feminino e celebrar a liberdade de imaginar.

“A Lenda de Ochi” é um sopro de originalidade que ousa não seguir fórmulas. Não entrega explicações fáceis, não se apressa em agradar. É cinema para sentir, não apenas assistir. E, nesse processo, conquista pela sensibilidade, pela forma e, sobretudo, pela coragem de evocar a magia das histórias de outrora com frescor e alma. Uma pequena joia para quem ainda acredita que os contos de fadas podem, sim, ser sombrios — e libertadores.

Peter Stormare revela bastidores da sequência de Constantine — e Keanu Reeves estaria insatisfeito com o rumo do roteiro

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Quase 20 anos após o lançamento de Constantine, os fãs do cultuado filme estrelado por Keanu Reeves continuam na expectativa por uma sequência. Mas, ao que tudo indica, a jornada para tirar o projeto do papel está longe de ser fácil — e quem trouxe novas luzes (ou melhor, sombras) sobre o assunto foi Peter Stormare, o icônico Lúcifer do longa original.

Durante entrevista ao site The Direct, para divulgar seu novo filme Stand Your Ground, Stormare comentou abertamente sobre os bastidores do tão falado Constantine 2, e deixou escapar que Keanu Reeves estaria insatisfeito com os rumos criativos da continuação.

“É muita troca de ideias, porque… acho que o Keanu, que eu conheço muito bem, não está muito satisfeito com os roteiros e, geralmente, com o que sai dos estúdios”, revelou Stormare. “O primeiro [filme] não fez tanto sucesso no começo, virou um filme cult, e agora é um dos maiores filmes cult de todos os tempos. Mas, para fazer uma sequência, os estúdios querem ter, sabe, carros voando. Eles querem pessoas dando mortais e lutando em cenas de ação”.

“Já fiz John Wick

O ator foi além, afirmando que Reeves deseja preservar o tom sombrio e espiritual que tornou o primeiro Constantine tão único. “Acho que o Keanu diz: ‘Já fiz John Wick. Este filme é espiritual. É sobre demônios e pessoas comuns. E eu queria que continuasse assim’”, contou Stormare.

E ele parece estar do lado do colega de elenco. “Conversamos sobre isso. Quero fazer Deus descendo exatamente da mesma forma, mas de terno preto e parecendo mais ou menos com o Lúcifer do primeiro filme”, brincou. “Sou 12 anos mais velho, então vai ser difícil, sabe, imitar completamente o primeiro filme. Mas acho que o Keanu quer fazer uma sequência muito próxima do original.”

O dilema: alma ou espetáculo?

O impasse criativo escancarado por Stormare reflete uma velha tensão entre arte e indústria. Enquanto os estúdios parecem querer transformar Constantine em mais um blockbuster com cenas de ação estilizadas, Keanu Reeves — assim como muitos fãs — enxerga a saga do detetive sobrenatural como uma narrativa mais introspectiva, focada em temas espirituais, fé, redenção e o eterno embate entre céu e inferno.

O Constantine original (2005), embora subestimado em seu lançamento, conquistou um status cult ao longo dos anos graças à sua estética noir, subtexto religioso e à atuação carismática de Reeves. A personificação elegante e sinistra de Lúcifer feita por Stormare também se tornou memorável, contribuindo para o fascínio duradouro pelo universo sombrio do filme.

Vai sair ou não vai?

Apesar do entusiasmo de fãs e elenco, o futuro da sequência ainda é incerto. O projeto já foi anunciado oficialmente diversas vezes, com o diretor Francis Lawrence (também responsável pelo primeiro filme) frequentemente ligado ao retorno. Mas os conflitos criativos e a pressão dos estúdios parecem atrasar — ou até ameaçar — o andamento da produção.

O que é certo, por ora, é que Keanu Reeves só deve voltar se o tom do filme respeitar a essência do original. E, cá entre nós, não tem como imaginar um Constantine 2 com carros voadores e tiroteios acrobáticos. Esse lugar já é de John Wick.

E os fãs?

Se depender dos fãs, a sequência não precisa de pirotecnia. Só queremos mais inferno, mais dilemas morais, e Keanu Reeves de sobretudo enfrentando criaturas das sombras com aquele olhar melancólico que só ele sabe fazer. E claro, Peter Stormare descendo dos céus de terno preto, como o diabo (literalmente) gosta.

Filme live-action de Elden Ring confirmado pela Bandai Namco; Kit Connor pode ser o protagonista

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O universo fascinante e sombrio de Elden Ring, um dos jogos mais aclamados dos últimos anos, está prestes a ganhar vida nas telas de cinema. A Bandai Namco, detentora dos direitos do game, confirmou oficialmente que a produção de um filme live-action baseado no título está em andamento — e já surgem rumores interessantes sobre o elenco principal.

De acordo com o portal Deadline, o diretor britânico Alex Garland, conhecido por suas obras instigantes como Ex Machina (2014) e Aniquilação (2018), está à frente do projeto e tem um nome preferido para o papel principal: Kit Connor. O jovem ator, que conquistou o público na série Heartstopper da Netflix, chamou a atenção de Garland por sua versatilidade e presença marcante. Além disso, os dois trabalharam juntos recentemente no longa Tempo de Guerra, lançado em 2025, o que pode facilitar ainda mais a parceria neste novo projeto.

A produção ficará a cargo da prestigiada A24, uma das produtoras mais celebradas do cinema contemporâneo, responsável por títulos independentes e autorais que conquistaram público e crítica, como Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo e Hereditário. A escolha da A24 reforça a expectativa de que o filme de Elden Ring não será uma adaptação tradicional, mas sim uma obra que explora com profundidade a atmosfera sombria, os dilemas existenciais e a mitologia complexa que o jogo constrói.

Até o momento, o longa não tem previsão de lançamento, nem detalhes oficiais sobre o roteiro, elenco completo ou cronograma de filmagens. O que se sabe é que a narrativa deverá captar a essência do mundo criado pela FromSoftware, em colaboração com o escritor George R. R. Martin, cuja participação ajudou a enriquecer a mitologia e os personagens do jogo.

O anúncio do filme movimenta a comunidade gamer e os fãs de adaptações cinematográficas, que esperam uma produção de qualidade capaz de traduzir a densidade e o desafio do game para as telonas, ao mesmo tempo em que oferece uma experiência visual e narrativa memorável para o público geral.

Com Alex Garland à frente da direção, Kit Connor possivelmente no elenco principal e o selo de qualidade da A24, o filme de Elden Ring tem tudo para ser um dos lançamentos mais aguardados dos próximos anos, não apenas para os fãs do jogo, mas também para os amantes do cinema de fantasia e suspense.

Opinião – A fórmula secreta do sucesso dos live actions

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Se existe algo que vem dividindo a indústria do cinema nos últimos anos, são os remakes em live action. De um lado, temos produções que parecem apenas reciclar nostalgia para garantir lucro fácil; do outro, raros casos que conseguem capturar a essência do original e, ao mesmo tempo, trazer algo novo para a mesa — como é o caso do impressionante sucesso de Lilo & Stitch. A recente bilheteria estrondosa do remake da Disney, que ultrapassou US$ 400 milhões em poucos dias, faz pensar: afinal, qual é a verdadeira “fórmula mágica” dos live actions? E por que tantos filmes, mesmo os produzidos por estúdios poderosos como a Marvel, não conseguem replicar esse sucesso?

Mais do Que CGI: A Alma do Live Action

Live action não pode ser apenas uma vitrine de tecnologia e efeitos visuais caros. A Disney, com Lilo & Stitch, mostra que a chave está na combinação perfeita entre reverência e reinvenção. O filme mantém o que tornou o original cativante — a relação afetiva entre Lilo e Stitch, a cultura havaiana vibrante e personagens carismáticos —, mas também atualiza temas e linguagens para o público moderno. É um remake que respira, que sente e que emociona.

Esse aspecto é fundamental para entender por que outros blockbusters não funcionam tão bem. A Marvel, apesar de sua popularidade e orçamento gigantesco, entrega filmes que frequentemente se perdem em universos complexos, personagens demais e histórias inchadas que não encontram o equilíbrio entre espetáculo e emoção. O resultado? Bilheterias que decepcionam e um público cansado de fórmulas saturadas.

O Desequilíbrio da Era dos Universos Cinematográficos

Enquanto Lilo & Stitch foca em uma história simples, porém profunda, Thunderbolts, o novo filme da Marvel que estreou semanas antes, sofre com a expectativa quase impossível de sustentar uma franquia massiva, que já contabiliza dezenas de personagens e uma mitologia complexa. Esse excesso de ambição muitas vezes prejudica a narrativa central e faz o espectador se desconectar emocionalmente.

A Marvel construiu um império no cinema, mas o preço da expansão pode ser a perda do que realmente importa: contar histórias que envolvam e toquem as pessoas de verdade. Thunderbolts não alcançou a marca dos US$ 400 milhões globais e pode até gerar prejuízo para o estúdio, enquanto Lilo & Stitch conquista fãs e críticos pela simplicidade carregada de significado.

O Caminho para o Futuro dos Live Actions

O sucesso do live action da Disney é um alerta claro para a indústria: o público quer mais do que espetáculo, ele quer sentimento. Quer se ver refletido nas histórias, quer se emocionar e se conectar. Isso não significa que efeitos especiais não importem — eles são essenciais —, mas sim que eles devem servir à história, não o contrário.

A fórmula mágica dos live actions é essa alquimia entre nostalgia, inovação e, principalmente, empatia. É entender o que fez o original ser especial e renovar isso para um tempo novo, respeitando o público e sua inteligência emocional.

Sucesso de crítica e bilheteria, Pecadores chega aos streamings para compra e aluguel

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Prepare a poltrona, diminua as luzes, aumente o som e… deixe a porta trancada. O mais novo delírio cinematográfico que arrebatou a crítica e encantou o público, Pecadores, já está disponível para compra e aluguel nas principais plataformas digitais. E não estamos falando de mais um filme de terror com criaturas à espreita — estamos falando de vampiros, jazz, suor, luta, ancestralidade e um baita groove.

Ambientado no fervente Delta do Mississippi em 1932, o longa nos apresenta os irmãos Fumaça e Fuligem, vividos (sim, os dois!) por Michael B. Jordan em um show duplo de atuação que já rende burburinhos de premiação. A dupla retorna à terra natal com um plano ousado: transformar uma velha serraria num clube musical para a comunidade negra da região. Mas como todo sonho grandioso, esse vem com um preço — e uma visita sombria que ninguém pediu.

Ao lado deles, temos o primo Sammy, interpretado na juventude pelo carismático Miles Caton e, na maturidade, por ninguém menos que Buddy Guy — lenda viva do blues e inspiração direta de Jimi Hendrix, fazendo aqui sua estreia como ator. Completando esse quarteto sonoro, Hailee Steinfeld dá vida à misteriosa Mary, que brilha entre as melodias e os mistérios.

Mas Pecadores é mais do que um suspense com presas afiadas. É uma carta de amor à música afro-americana e à resistência cultural. Ryan Coogler, que já nos entregou Pantera Negra, comanda a direção com o mesmo olhar afiado e uma alma ainda mais pulsante. Ao lado do compositor Ludwig Göransson, ele embarcou numa verdadeira peregrinação musical pelo sul dos Estados Unidos, visitando cidades que deram voz ao blues — literalmente.

E se acha que acabou por aí, segura essa: o baterista do Metallica, Lars Ulrich, deixou seu peso na trilha com a faixa “Bury That Guitar”, enquanto a música “One” da banda serviu de estrutura emocional para o filme. “Eu queria que Pecadores fosse como uma música: começa pesado, acalma, e depois explode em insanidade”, explicou Coogler. O resultado? Uma experiência sensorial que você sente no peito. E nos tímpanos.

Jerry Cantrell, do Alice in Chains, também empresta sua voz para a trilha, na poderosa “In Moonlight”. É como se o Delta do Mississippi tivesse sido atravessado por uma tempestade elétrica de riffs, batidas e emoção pura.

Com 97% de aprovação da crítica e 96% do público no Rotten Tomatoes, o longa já é apontado como um dos melhores do ano — e um dos mais ousados em unir cultura negra, terror gótico e rock de arena sem pedir desculpas.

Então, aqui vai um conselho de amigo: reúna o pessoal, pegue aquela bebida gelada e prepare-se para um filme que vai te fazer dançar, arrepiar e talvez… dormir de luz acesa.

💡 Pecadores já está disponível para aluguel ou compra — sem necessidade de assinatura — nas plataformas Prime Video, Claro TV+, YouTube, Apple TV, Vivo Play e Microsoft.

Neil Druckmann sai da série The Last of Us para comandar novo jogo da Naughty Dog

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Foto: Reprodução/ Internet

A Naughty Dog anunciou oficialmente que Neil Druckmann, mente por trás da saga The Last of Us, não fará parte da equipe criativa da 3ª temporada da série da HBO. A decisão foi dele mesmo, e o motivo é direto ao ponto: voltar 100% o foco para os games, seu primeiro amor.

“Foi uma escolha difícil”, disse Druckmann. “Mas com a segunda temporada concluída e antes que a terceira ganhe corpo de verdade, percebi que este é o momento ideal para focar totalmente na Naughty Dog e nos novos projetos que estamos desenvolvendo.”

🚀 Vem aí: Intergalactic – The Heretic Prophet

Entre esses projetos, está Intergalactic – The Heretic Prophet , o novo jogo da Naughty Dog , que terá roteiro e direção assinados por Druckmann. E não para por aí: ele também continua à frente do estúdio e do lado criativo, acumulando funções enquanto prepara o próximo grande passo no mundo dos games.

Ou seja, o cara não está saindo para descansar — muito pelo contrário.

👋 Uma despedida com carinho

Mesmo se afastando, Druckmann fez questão de deixar registrado o quanto foi uma honra trabalhar ao lado de Craig Mazin, co-criador da série na HBO, e de toda a equipe envolvida. Ele também desejou sucesso à produção nas próximas etapas da jornada. “Foi um privilégio”, resumiu.

Outra que se despede da adaptação televisiva é Halley Gross, co-roteirista do segundo jogo da franquia. Ela também deixa a produção para focar em novos projetos — e o clima, por enquanto, é de gratidão e respeito mútuo.

📺 A série continua — com ou sem Neil

Criada por Neil Druckmann e Craig Mazin, The Last of Us se tornou um fenômeno de crítica e público desde sua estreia na HBO. A série, estrelada por Pedro Pascal, Bella Ramsey e Gabriel Luna, retrata um mundo em colapso após a disseminação de um fungo mortal que transforma humanos em criaturas canibais.

No centro da trama, está Joel, um sobrevivente endurecido pela vida, que aceita a missão de levar Ellie, uma adolescente aparentemente imune à infecção, até um grupo rebelde que pode transformar essa imunidade em cura — e talvez, dar à humanidade uma nova chance.

🌱 O que esperar da 3ª temporada?

Apesar da saída de Druckmann e Halley, Craig Mazin permanece no comando, e tudo indica que o desenvolvimento da 3ª temporada seguirá firme, possivelmente adaptando eventos pós-Parte II do jogo. Com a base já construída, e personagens bem estabelecidos, os fãs podem esperar mais tensão, emoção e dilemas morais — marca registrada da franquia.

Resumo rápido pra quem tá com pressa:
Neil Druckmann saiu da série da HBO pra se dedicar aos próximos jogos da Naughty Dog (incluindo o misterioso Intergalactic). Mas a série The Last of Us continua nas mãos de Craig Mazin e promete seguir firme rumo à 3ª temporada.

Duna: Parte 3 – Messias inicia filmagens e promete expandir ainda mais o épico de Denis Villeneuve

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Foto: Reprodução/ Internet

O épico sci-fi comandado por Denis Villeneuve entra em sua fase mais ousada. Após o sucesso estrondoso de Duna: Parte 2, que consolidou a saga como um marco do cinema contemporâneo, “Duna: Parte 3 – Messias” já tem data para dar início às filmagens: a partir de 7 de julho, as câmeras voltam a rodar — e o deserto de Arrakis volta a respirar.

Zendaya na linha de frente: os olhos azuis de Chani brilham em Budapeste

A atriz Zendaya, que roubou a cena como Chani, já se encontra em Budapeste, cidade que mais uma vez servirá como base para a ambiciosa produção. É lá que a saga inicia sua terceira fase, que promete ser a mais densa, política e espiritual até aqui. A atriz será ainda mais central na narrativa, o que já aumenta as expectativas de fãs e críticos.

Filmar para resistir: Warner quer estrear em dezembro de 2026, sem atrasos

Com um cronograma apertado e muitas locações a percorrer, a Warner Bros. colocou o pé no acelerador para garantir que o filme chegue às telonas em 18 de dezembro de 2026, data estratégica no calendário de blockbusters. Villeneuve, fiel à sua proposta artística e aos detalhes visuais, se vê agora diante do desafio de equilibrar a grandiosidade da história com a precisão do tempo.

Messias e o peso do destino: Paul Atreides no centro do turbilhão

Se a Parte 2 mostrou Paul Atreides amadurecendo entre os Fremen e assumindo seu lugar como líder, Messias mergulha nas consequências desse poder. Inspirado no segundo livro de Frank Herbert, o novo filme vai além da guerra e da vingança — explora o peso de ser um mito vivo, o fardo de carregar nas mãos o futuro de um povo inteiro. O foco agora não é apenas sobreviver, mas enfrentar as sombras que vêm junto com a luz de um “salvador”.

Elenco cada vez mais poderoso: novas peças no tabuleiro imperial

A força da saga também se reflete em seu elenco estelar. Timothée Chalamet volta com intensidade ao papel de Paul. Zendaya ganha protagonismo definitivo. Rebecca Ferguson, Javier Bardem, Josh Brolin e Stellan Skarsgård retornam com seus personagens marcantes.

Mas é o reforço que impressiona:

  • Christopher Walken, com sua presença imperial, vive o Imperador Shaddam IV; Florence Pugh assume o papel da estratégica princesa Irulan; Austin Butler retorna como o impiedoso Feyd-Rautha; Léa Seydoux, Souheila Yacoub e Anya Taylor-Joy entram para ampliar o peso dramático e simbólico da narrativa, com personagens que ainda guardam segredos.

O deserto está inquieto: o futuro de Duna será também uma reflexão

Com Duna: Messias, Villeneuve promete sair da zona de conforto dos efeitos visuais para entregar algo ainda mais complexo: uma história sobre fé, fanatismo, destino e consequências do poder. Não é apenas uma continuação — é um aprofundamento. Os dilemas humanos estarão mais vivos do que nunca, em uma produção que se equilibra entre o espetáculo e a filosofia.

The Old Guard 2 estreia com final aberto, mas futuro da saga de imortais segue indefinido na Netflix

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Charlize Theron está de volta como a implacável Andy em The Old Guard 2, sequência do sucesso de ação sobrenatural lançado pela Netflix em 2020. O novo capítulo amplia o universo dos imortais, mergulha mais fundo em suas dores e códigos morais, e termina com um gancho que praticamente implora por continuação. No entanto, apesar do cenário narrativo promissor, o terceiro filme ainda não está confirmado, e o destino da franquia permanece incerto nos bastidores da gigante do streaming.

🎥 Diretora Victoria Mahoney deixa o projeto — e reacende o sinal amarelo nos bastidores

A incerteza sobre The Old Guard 3 se intensificou após declarações recentes da diretora Victoria Mahoney, responsável por comandar o segundo longa. Em entrevista ao site Deadline, Mahoney foi direta:

“O curioso é que eu nem sei se vamos fazer mais um. Se fizerem, já será sem mim. Tenho outros compromissos e adiei muita coisa para concluir este filme. Estou orgulhosa do resultado, mas meu ciclo com The Old Guard se encerrou.”

A fala da cineasta indica que, até o momento, nenhum plano concreto foi iniciado para a produção da sequência. Ainda que a história esteja preparada para continuar, os bastidores revelam um projeto em compasso de espera — típico da estratégia da Netflix, que costuma observar a recepção da audiência antes de bater o martelo sobre franquias custosas.

💥 Imortais veteranos e reforços de peso

Mesmo com a indefinição sobre o futuro, o segundo filme reúne um elenco de peso que mantém o carisma e a química do original. Além de Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria, Atômica), retornam Kiki Layne (Se a Rua Beale Falasse, O Príncipe em Nova York 2) como Nile, Matthias Schoenaerts (Ferrugem e Osso, A Garota Dinamarquesa) como Booker, Marwan Kenzari (Aladdin, Instinto) como Joe, Luca Marinelli (Martin Eden, Eles) como Nicky, e Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão, Doutor Estranho) como Copley. A sequência também marca a chegada de Uma Thurman (Kill Bill, Pulp Fiction) e Henry Golding (Podres de Ricos, Snake Eyes) em papéis ainda mantidos em sigilo, alimentando especulações sobre novos vilões ou aliados com passados tão misteriosos quanto os próprios protagonistas.

⏳ Um universo de possibilidades — mas ainda sem garantia de retorno

O roteiro de The Old Guard 2 planta sementes claras para um terceiro capítulo: alianças instáveis, segredos antigos e uma tensão crescente entre os próprios imortais. A mitologia criada por Greg Rucka, autor da graphic novel original, mostra que há muito ainda a ser explorado — mas a decisão final está nas mãos da Netflix. Até lá, resta ao público assistir, debater, compartilhar e torcer por uma audiência expressiva o bastante para garantir que essa saga continue.

📺 Onde assistir

Os dois filmes de The Old Guard estão disponíveis no catálogo da Netflix. E, por enquanto, são tudo o que temos do grupo de guerreiros que desafiam a morte — e o tempo.

Crítica – Shadow Force decepciona com narrativa previsível e produção sem brilho

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Quando um filme de ação chega às telas, as expectativas naturalmente envolvem adrenalina, sequências eletrizantes e personagens que cativam o público. Infelizmente, Shadow Force não consegue cumprir essa promessa e acaba se tornando uma experiência decepcionante, mesmo contando com um elenco talentoso.

Logo no início, o filme já apresenta um problema básico que dificulta a imersão do espectador: um erro de continuidade que passa despercebido apenas por quem não está atento. Uma assassina de aluguel executa um tiro perfeito a longa distância, e o homem cai morto. Porém, segundos depois, a mesma cena é contraditada por um enquadramento que não faz sentido dentro da lógica apresentada. Pequenos detalhes como esse parecem simples, mas refletem uma falta de cuidado que se repete ao longo do filme.

Omar Sy, que carrega no nome o peso de seu talento e carisma, interpreta mais uma vez um personagem americano de origem senegalesa — uma escolha que, apesar de trazer representatividade, não se aprofunda em camadas ou singularidades. O roteiro, infelizmente, não oferece a complexidade necessária para que o ator explore seu potencial, deixando-o preso a um papel que se encaixa no molde padrão de heróis de ação contemporâneos.

A trama parte de uma premissa com potencial: um casal de agentes secretos, traídos por sua própria agência, foge com o filho para sobreviver. No entanto, a narrativa rapidamente se perde em clichês batidos — o “último trabalho antes da aposentadoria”, o “mentor corrompido”, a “fuga em família” — fórmulas já vistas inúmeras vezes e que pouco acrescentam ao gênero. O roteiro não surpreende, tampouco emociona, entregando reviravoltas previsíveis e diálogos genéricos.

Visualmente, Shadow Force também decepciona. A direção, que deveria conduzir o ritmo frenético típico do gênero, tropeça em cenas confusas e mal iluminadas, onde o espectador acaba por perder a noção dos movimentos e da ação. Um exemplo é a tentativa de coreografar uma luta entre o casal protagonista — a sequência é tão escura e desordenada que se torna praticamente ilegível. A fotografia opaca e os cenários genéricos — galpões, florestas e motéis — colaboram para a sensação de que o filme poderia se passar em qualquer lugar do mundo, sem deixar qualquer marca.

Outro ponto que chama a atenção — e gera desconforto — é uma sequência de violência em uma igreja. O ataque, brutal e gratuito, parece deslocado da trama e levanta questões importantes sobre representatividade e as escolhas narrativas feitas pelo filme. A violência ali parece mais uma decisão calculada do que uma necessidade para o desenvolvimento da história.

No elenco de apoio, os personagens secundários funcionam mais como elementos utilitários para movimentar a trama do que figuras com personalidade ou complexidade. O vilão principal, por sua vez, se apresenta como uma caricatura, o que diminui o peso do conflito e a tensão que deveria carregar.

Apesar das limitações do filme, Omar Sy mostra comprometimento e entrega uma atuação sólida — especialmente em uma cena de confronto verbal, onde seu talento brilha com mais intensidade e autenticidade, oferecendo um raro momento de verdade em meio à produção.

No balanço geral, Shadow Force acaba se tornando um filme que não consegue se afirmar nem como entretenimento eficiente nem como uma obra original dentro do gênero. É uma produção que soa desgastada e pouco inspirada, que poderia ter sido melhor com um roteiro mais ousado e uma direção mais atenta.

Para o público que acompanha a carreira de Omar Sy, o filme é um lembrete de que até mesmo grandes atores podem enfrentar projetos que não fazem jus ao seu potencial. Para os fãs do cinema de ação, resta a frustração de assistir a um produto que parece mais um trabalho automático do que uma obra pensada para envolver e emocionar.

Shadow Force pode até preencher algumas horas de tela, mas dificilmente deixará uma marca significativa na memória do público.

Crítica | Ao Seu Lado é um romance que fala mais de solidão do que de amor

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Dirigido por Matt Carter, Ao Seu Lado é um filme que começa com a promessa de algo diferente no cinema LGBTQIA+: um olhar sobre afetos masculinos no ambiente esportivo, longe dos estereótipos clássicos. A ambientação num clube de rúgbi gay, os South London Stags, já sinaliza que o longa deseja mostrar um recorte mais autêntico e menos idealizado das relações entre homens gays. No entanto, apesar de alguns acertos estéticos e dramáticos, o filme tropeça na própria hesitação em ir mais fundo nos sentimentos que tenta retratar.

O enredo acompanha o envolvimento secreto entre dois jogadores do time, Mark (Alexander Lincoln) e Warren (Alexander King), ambos em relacionamentos comprometidos — e, em algum nível, estagnados. O desejo entre eles nasce rápido, quase impulsivo, e se sustenta ao longo do filme por encontros furtivos, olhares cúmplices e silêncios incômodos. Mas Ao Seu Lado não é sobre paixão arrebatadora. É sobre carência. Sobre duas pessoas tentando se agarrar uma à outra para escapar da própria solidão.

Nesse ponto, o filme é honesto, mas também frustrante. O romance nunca ganha a força necessária para nos fazer torcer por ele de verdade. E talvez esse seja justamente o maior acerto e também o maior problema da obra: Carter não quer contar uma história de amor idealizado. Ele quer expor as contradições de um relacionamento construído na sombra, nas ausências, na falta de coragem. Só que o roteiro parece preso em uma indecisão constante — entre o drama íntimo e o romance tóxico — e essa hesitação transparece em cenas longas demais, diálogos repetitivos e uma certa apatia emocional que contamina a narrativa.

A construção visual do filme é cuidadosa, a fotografia é elegante e a trilha sonora discreta, o que reforça o tom mais contemplativo. Mas o ritmo lento cobra seu preço. Em alguns momentos, o longa parece girar em círculos, insistindo em dilemas que não avançam e em personagens que evitam qualquer real transformação. Falta conflito interno mais elaborado, falta coragem narrativa. Quando o clímax chega, já estamos emocionalmente distantes.

Ainda assim, Ao Seu Lado tem seu valor. Ele retrata a fragilidade dos vínculos humanos com sensibilidade. Mostra que, mesmo dentro de um espaço seguro e acolhedor como um time gay, ainda carregamos nossos medos, vícios emocionais e a tendência a repetir velhos erros. O filme fala sobre infidelidade, sim, mas mais do que isso, fala sobre a dificuldade de sermos inteiros diante do outro — e de nós mesmos.

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