São Paulo recebe evento que conecta literatura e saúde mental a partir do livro “O Tratado dos Opostos”

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No próximo dia 11 de abril, o Cine Belas Artes, em São Paulo, será o ponto de encontro de leitores e interessados em literatura e saúde mental com a realização de uma roda de conversa especial com o autor Hud Cunha, seguida de sessão de autógrafos do livro “O Tratado dos Opostos”. O evento busca promover uma reflexão sobre as experiências emocionais humanas, aproximando o público da escrita poética como ferramenta de autoconhecimento e compreensão das contradições da vida contemporânea.

A proposta do encontro vai além da apresentação do livro. Inspirado pela obra, o debate será conduzido em diálogo com terapeutas convidados, permitindo que a literatura se transforme em um ponto de partida para discutir paradoxos da existência — luz e sombra, medo e coragem, razão e emoção. O objetivo é criar um espaço seguro para escuta, troca de experiências e reflexão sobre a relação entre escrita, emoção e saúde mental.

“O que queremos com esta iniciativa é mostrar como a literatura pode servir como um espelho da própria experiência humana. As emoções complexas, muitas vezes silenciosas, encontram nas palavras uma maneira de serem compreendidas e compartilhadas”, explica Hud Cunha, que transformou sua vivência pessoal e profissional em poesia.

Mais do que uma coletânea de textos, “O Tratado dos Opostos” representa uma jornada íntima do autor. Especialista em Recursos Humanos e Diversidade, Cunha encontrou na escrita um caminho para ressignificar sua trajetória após um período de pausa no trabalho corporativo. A experiência ganhou contornos transformadores durante um projeto de voluntariado na Índia, quando o autor se afastou de sua rotina profissional e mergulhou em uma investigação profunda sobre suas próprias escolhas, dilemas e emoções.

O contato com a cultura local e a vivência prática do voluntariado foram decisivos para que Cunha explorasse sua essência, convertendo inquietações pessoais em poemas e reflexões que transitam entre o real e o simbólico. A obra aborda temas como ansiedade, propósito, identidade e busca por autenticidade, convidando o leitor a se conectar com suas próprias experiências de vida e emoções.

Ao longo do livro, as páginas revelam a tensão entre expectativas externas e necessidade de viver de forma genuína, propondo que o leitor observe e reflita sobre os desafios de encontrar sentido em meio às contradições cotidianas. A escrita se apresenta como instrumento de compreensão e expressão, capaz de dar voz a sentimentos que muitas vezes permanecem invisíveis ou difíceis de nomear no dia a dia.

O evento no Cine Belas Artes segue essa mesma linha de sensibilidade. A roda de conversa com Hud Cunha, mediada por profissionais da área da saúde emocional, permitirá que o público participe ativamente, colocando perguntas, compartilhando percepções e refletindo sobre como a literatura pode funcionar como um apoio para lidar com as complexidades da mente humana.

A sessão de autógrafos, que ocorrerá em sequência, proporciona aos participantes uma oportunidade única de diálogo direto com o autor, criando uma experiência de proximidade com a obra e com sua criação. Para muitos, será uma chance de compreender melhor o processo criativo e o caminho que levou à produção de textos que lidam com emoções universais e dilemas contemporâneos.

Arte Brasileira Uma Seleção | Exposição revisita meio século de inovação e experimentação

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A Galeria Berenice Arvani, em São Paulo, apresenta de 6 de abril a 29 de maio de 2026 a exposição “Arte Brasileira Uma Seleção”, uma mostra que propõe um olhar crítico e cuidadoso sobre a produção artística brasileira ao longo das décadas do século XX. Integrando a programação paralela da SP–Arte 2026, a exposição reúne obras de artistas que não apenas marcaram sua época, mas também tiveram suas trajetórias reconhecidas por instituições, exposições históricas e publicações de referência, consolidando seu lugar na história da arte nacional.

Segundo a galerista Berenice Arvani, “o objetivo da exposição é mais do que reunir grandes nomes: buscamos mostrar como o conceito de obra-prima evolui com o tempo. Cada período tem sua própria forma de questionar e redefinir os padrões estéticos, e queremos que o visitante perceba essa transformação”.

O percurso da mostra começa com as primeiras experimentações modernistas, momentos em que a arte brasileira buscava definir sua própria identidade frente às influências internacionais. Obras de Antonio Gomide, Di Cavalcanti, Candido Portinari e Victor Brecheret ilustram essa fase, marcada pelo equilíbrio entre representação e invenção, cores intensas e figuras que capturam o espírito de uma sociedade em transformação. “Esses artistas abriram caminhos essenciais para que as gerações seguintes pudessem experimentar novas linguagens sem perder a raiz brasileira”, explica o curador Ricardo Camargo.

Nas décadas seguintes, a mostra destaca a consolidação de uma linguagem mais construtiva e racional, explorada por nomes como Luiz Sacilotto, Maurício Nogueira Lima, Judith Lauand e Lothar Charoux. Esse período reflete uma busca por ordem, geometria e clareza formal, consolidando a abstração como um território fértil para a arte nacional. As obras dessa fase dialogam com movimentos internacionais sem abrir mão de uma singularidade que remete à experiência e à cultura brasileira.

A exposição também explora artistas que desafiaram os limites da percepção e da forma, introduzindo novas maneiras de interagir com a arte. Lygia Clark é um exemplo desse impulso experimental, com obras de sua fase inicial de pintura que antecipam suas experiências interativas e sensoriais. Reconhecida por instituições como o Museum of Modern Art, o Guggenheim Museum Bilbao e a Pinacoteca de São Paulo, Clark transformou a ideia de participação do público e ampliou a noção de obra artística. Junto dela, Mira Schendel se destaca com peças que exploram a delicadeza, a linguagem e a forma, enquanto Geraldo de Barros inovou na fotografia experimental, antecipando conceitos que influenciariam gerações seguintes.

A década de 1960 é apresentada como um ponto de inflexão, em que a arte brasileira começa a incorporar ambiguidade perceptiva, crítica social e novas linguagens visuais. Artistas como Hércules Barsotti, Claudio Tozzi, Rubens Gerchman e Wesley Duke Lee produzem obras que desafiam o olhar, questionam a imagem e experimentam com cores, formas e movimentos de maneira provocativa. Nesse período, a arte deixa de ser apenas objeto estético e passa a ser ferramenta de reflexão sobre sociedade, política e identidade.

Nas décadas seguintes, a exposição apresenta nomes que consolidam uma postura conceitual e crítica. Nelson Leirner e Antonio Dias, por exemplo, expandem a definição de arte, incorporando humor, ironia e crítica social em suas obras. Esse movimento revela como a produção artística brasileira se tornou um espaço de diálogo, questionamento e inovação, capaz de engajar o público em reflexões profundas e duradouras.

A escultura também ocupa um papel de destaque na exposição, com obras de Amilcar de Castro e Sergio Camargo, que exploram luz, sombra e volume, e criam uma relação única com o espaço expositivo. Joaquim Tenreiro, por sua vez, contribui com uma abordagem que conecta arte, design e arquitetura, mostrando que o campo da criação não precisa ser limitado por categorias rígidas. A inclusão de Kazmer Fejer reforça o caráter experimental e internacional da mostra, destacando como a arte brasileira dialogou com tendências globais e incorporou perspectivas inovadoras ao longo do século XX.

Além do valor estético e histórico, “Arte Brasileira Uma Seleção” apresenta obras com procedência rigorosa e trajetória consolidada, tornando-se também uma referência importante para colecionadores e investidores. O histórico de exposições, publicações e reconhecimento institucional reforça o valor das peças, garantindo não apenas beleza e relevância, mas também legitimidade no mercado de arte.

Michael | Cinebiografia musical do cantor pode faturar US$ 100 milhões na estreia nos Estados Unidos

Jaafar Jackson as Michael Jackson in Maven. Photo Credit: Glen Wilson

A cinebiografia “Michael”, dirigida por Antoine Fuqua (Dia de Treinamento), chega aos cinemas cercada de grande expectativa, não apenas pelo legado do cantor, mas também pelo seu potencial de bilheteria. De acordo com projeções internas de estúdios e analistas do mercado, a estreia nos Estados Unidos pode registrar faturamento entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões, consolidando o filme como uma das maiores estreias do ano para um longa biográfico. As informações são do World of Reel.

O longa narra a vida do ícone Michael Jackson, desde os primeiros passos na carreira musical com os Jackson 5 até se tornar um dos artistas mais influentes da história do entretenimento mundial. A produção marca a estreia no cinema de Jaafar Jackson, sobrinho de Michael, no papel principal, enquanto Juliano Krue Valdi interpreta o cantor jovem. A presença de nomes como Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller, Laura Harrier, Kat Graham, Larenz Tate e Derek Luke reforça a força do elenco, atraindo tanto fãs do artista quanto o público geral.

A história oferece um retrato detalhado do cantor, incluindo suas performances icônicas, o processo criativo por trás de sua música e desafios pessoais enfrentados ao longo da vida. O roteiro, assinado por John Logan, aborda também episódios polêmicos, incluindo as acusações de abuso sexual infantil, com o objetivo de apresentar uma narrativa humana, sem suavizar os acontecimentos, segundo o produtor Graham King.

O lançamento brasileiro está previsto para 23 de abril de 2026, pela Universal Pictures, e o orçamento do filme é estimado em US$ 155 milhões. O longa já possui grande repercussão internacional, com direitos adquiridos desde 2019 e filmagens iniciadas em 2023, sob a direção de elenco de Kimberly Hardin. A produção inclui recriações de momentos históricos da carreira de Michael, performances ao vivo e detalhes visuais que prometem impressionar o público.

A projeção de bilheteria elevada tem base em fatores como a popularidade global de Michael Jackson, o apelo da cinebiografia musical e a curiosidade em torno da estreia de Jaafar Jackson no papel principal. Além disso, o filme conta com a experiência de Antoine Fuqua na direção de dramas intensos, o que aumenta a expectativa por uma obra de qualidade técnica e narrativa.

Mesmo antes da estreia, o longa-metragem já atrai atenção do mercado e da crítica especializada. Analistas apontam que a combinação de legado cultural, elenco renomado e estratégia de lançamento pode transformar o longa em um sucesso comercial imediato, com impacto significativo tanto na América do Norte quanto em outros mercados internacionais. A distribuição no Japão, por exemplo, será feita pela Kino Films, garantindo alcance global.

A cinebiografia revisita momentos importantes, como o início da carreira solo de Michael, sua ascensão meteórica na indústria musical e performances emblemáticas que definiram gerações. Ao mesmo tempo, o público acompanha a dimensão humana do artista, compreendendo as complexidades de sua personalidade, sua ambição e a vida sob os holofotes, elementos que tornam o longa mais do que uma simples homenagem: é uma narrativa completa sobre um ícone cultural.

Nino de Sexta a Segunda | Longa francês premiado estreia no Brasil em abril com Théodore Pellerin como ator revelação

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O cinema francês ganha destaque nas telonas nacionais com o lançamento de “Nino de Sexta a Segunda”, longa dirigido por Pauline Loquès, que estreia em circuito nacional no dia 23 de abril, pela distribuidora Filmes do Estação. O filme chega ao Brasil após conquistar importantes prêmios na França, incluindo dois César, nas categorias de Melhor Primeiro Filme e Melhor Ator Revelação para Théodore Pellerin.

A produção chamou atenção desde sua estreia mundial na Semana da Crítica do Festival de Cannes de 2025, realizada em 18 de maio, onde Pellerin foi premiado com a Louis Roederer Foundation Rising Star, consagrando seu talento e lançando-o como uma das grandes promessas do cinema europeu. Além disso, o longa recebeu quatro indicações ao 51º Prêmio César, vencendo nas categorias de Melhor Primeiro Filme e Melhor Revelação Masculina, consolidando sua reputação crítica antes mesmo de chegar ao público brasileiro.

O filme acompanha Nino, interpretado por Pellerin, durante uma jornada intensa de autoconhecimento e superação em apenas três dias. Segundo a sinopse oficial, os médicos de Nino atribuem a ele duas tarefas vitais, missões que o levam a percorrer Paris e a se reconectar com o mundo e consigo mesmo. A narrativa combina drama e delicadeza, mostrando o impacto transformador de pequenos desafios cotidianos na vida de um jovem em meio a um cenário urbano rico em detalhes.

Além de Cannes, “Nino de Sexta a Segunda” já passou por outros festivais de prestígio internacional. No Festival de Toronto (TIFF) 2025, o longa integrou a Platform Competition, reforçando sua capacidade de dialogar com o público global. Na França, também recebeu o Prix d’Ornano-Valenti, prêmio de Melhor Primeiro Filme Francês, e conquistou o público e a crítica na Semana da Crítica, levando o Prêmio do Público Valbonne. A produção ainda marcou presença no Festival do Rio 2025, consolidando seu percurso internacional e preparando o terreno para a chegada aos cinemas brasileiros.

O elenco do filme reúne talentos emergentes e consagrados do cinema francês. Além de Théodore Pellerin, destaque da obra, participam William Lebghil, Salomé Dewaels e Jeanne Balibar, cada um contribuindo para a construção de personagens que refletem diferentes facetas da vida urbana contemporânea. A direção e roteiro de Pauline Loquès transmitem sensibilidade e precisão narrativa, evidenciando uma maturidade rara para um primeiro filme, enquanto a produção de Sandra Da Fonseca garante a qualidade técnica que elevou a obra ao reconhecimento do público e da crítica.

A equipe técnica reforça o cuidado visual e sonoro do projeto. A fotografia assinada por Lucie Baudinaud captura a beleza de Paris com olhar intimista, enquanto o som, coordenado por Nassim El Mounabbih, Claire Cahu, Amaury Arboun e Simon Apostolou, cria atmosfera envolvente, essencial para a imersão do espectador. A edição de Clémence Diard mantém o ritmo da narrativa, equilibrando os momentos de tensão e contemplação, e a direção de arte de Aurette Leroy contribui para a autenticidade de cenários e ambientações. A Blue Monday Productions é a responsável pela produção, garantindo que cada detalhe técnico e narrativo esteja alinhado à visão da diretora.

Sessão de Sábado (28/3) exibe a comédia “Você de Novo”, estrelada por Kristen Bell e Jamie Lee Curtis

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Neste sábado, 28 de março, a Sessão de Sábado apresenta a comédia americana “Você de Novo” (You Again), lançada em 2010. A trama acompanha Marnie, interpretada por Kristen Bell (Veronica Mars, The Good Place), que enfrenta uma situação inesperada às vésperas do casamento de seu irmão: sua futura cunhada é ninguém menos que sua antiga inimiga de escola, responsável por momentos constrangedores e traumáticos durante a adolescência.

Determinado a impedir a união, Marnie mergulha em uma divertida batalha de vingança. Paralelamente, sua mãe, Gail, interpretada por Jamie Lee Curtis (Todo Mundo em Pânico, A Fantástica Fábrica de Chocolate), descobre que a tia da noiva também guarda desavenças do passado com sua própria família. A combinação de antigas rivalidades resulta em uma série de confusões hilárias, unindo humor físico, diálogos sarcásticos e situações absurdas que agradam a diferentes gerações. As informações são do AdoroCinema.

O elenco principal conta com nomes de peso do cinema americano. Sigourney Weaver (Alien, Avatar) vive Ramona, enquanto Odette Yustman (The Unborn), Victor Garber (Titanic, Alias) e Betty White (As Panteras) completam o núcleo familiar, cada um acrescentando carisma e timing cômico. A direção é de Andy Fickman (Como Perder um Homem em 10 Dias) e o roteiro assinado por Jelline Moe, que equilibra comédia pastelão e humor mais refinado, característico de conflitos familiares.

Entre os momentos mais memoráveis, estão os confrontos entre Marnie e Joanna “J-J” Clark (Odette Yustman), simbolizando a eterna disputa entre rivais antigas. Ao mesmo tempo, as interações entre mães e a avó Bunny (Betty White) garantem pitadas de humor inesperadas. O filme ainda conta com participações de Sean Wing (The Secret Life of the American Teenager), Kristin Chenoweth (Pushing Daisies), Kyle Bornheimer (Cougar Town) e Patrick Duffy (Dallas), além de aparições não creditadas de Cloris Leachman (A Noviça Rebelde) e Dwayne “The Rock” Johnson (Velozes e Furiosos), adicionando surpresas para fãs atentos.

Com orçamento estimado em US$ 20 milhões, Você de Novo arrecadou pouco mais de US$ 32 milhões mundialmente, consolidando-se como uma comédia leve e familiar, ideal para entretenimento descomplicado. O filme equilibra a tensão típica de reuniões familiares com situações engraçadas e exageradas, tornando-o perfeito para a programação de sábado da Globo

Na dublagem, a emissora reuniu um elenco completo de vozes brasileiras: Priscila Amorim dubla Marnie, Sheila Dorfman dá voz a Gail e Mônica Rossi interpreta Ramona. Entre os demais estão Mariana Torres, Dário de Castro, Nádia Carvalho, Sérgio Cantú e Leonardo Serrano, garantindo que o humor e as expressões do elenco original sejam preservados para o público brasileiro.

Ricky Martin reinventa “Vuelve” ao lado de Los Ángeles Azules e TINI em versão que une diferente gerações

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Um dos maiores clássicos da carreira de Ricky Martin, “Vuelve”, ganha uma nova vida quase 25 anos após seu lançamento original em 1998. Desta vez, o porto-riquenho se une à cumbia inconfundível de Los Ángeles Azules e ao frescor pop de TINI, criando uma releitura que conecta gerações sem perder a essência romântica que tornou a música um sucesso mundial.

A nova versão mantém a melodia que marcou fãs de longa data, mas acrescenta camadas de sonoridade que a tornam contemporânea. A batida característica da cumbia de Los Ángeles Azules se encontra com a sensibilidade moderna de TINI, resultando em um encontro musical que dialoga tanto com quem viveu a estreia da música quanto com o público mais jovem.

O lançamento faz parte de um projeto especial da Sony Music Latin, que inclui recentes singles de Martin, como “Fuego de Noche, Nieve de Día” com Christian Nodal e “A Medio Vivir” com Carín León. O objetivo é reconectar os fãs com os clássicos, oferecendo novas versões e interpretando hits de formas inéditas. Para complementar, “Vuelve” chega acompanhada de um videoclipe dirigido por Andrés Ibañez, filmado entre Miami e Los Angeles, que reforça a energia da releitura.

Enquanto isso, Ricky segue com a turnê Ricky Martin Live, atualmente percorrendo cidades do México, com datas programadas para Uruguai, Paraguai, Argentina, além de apresentações na Europa, incluindo Sérvia, Croácia, Suíça, Polônia e Hungria. A turnê reforça a capacidade de Martin de se conectar com diferentes públicos, mostrando que sua música transcende gerações e fronteiras.

O álbum original Vuelve, lançado em 12 de fevereiro de 1998 pela Sony Music e Columbia Records, marcou o quarto disco de estúdio do cantor. Trabalhando com os produtores KC Porter, Robi Draco Rosa e Desmond Child, Martin trouxe um álbum de dance music latina e baladas pop, consolidando sua fama mundial após o sucesso de “María”, de A Medio Vivir (1995). A canção “La Copa de la Vida”, escrita para a Copa do Mundo FIFA de 1998, também faz parte do álbum e se tornou um fenômeno internacional.

Vuelve gerou seis singles que se tornaram clássicos: a faixa-título “Vuelve”, “La Copa de la Vida”, “La Bomba”, “Perdido Sin Ti”, “Por Arriba, Por Abajo” e “Casi un Bolero”. Entre eles, “Vuelve” e “Perdido Sin Ti” chegaram ao topo da Billboard Hot Latin Songs nos Estados Unidos, enquanto “La Copa de la Vida” conquistou o público europeu e latino-americano. Para promover o álbum, Martin embarcou na turnê mundial Vuelve, visitando Ásia, Austrália, Europa, América Latina e Estados Unidos, consolidando seu status de estrela global.

O álbum foi bem recebido pela crítica: suas faixas uptempo e produção foram elogiadas, embora alguns críticos tenham apontado excesso de baladas. Martin ainda recebeu o Grammy de Melhor Álbum Pop Latino no 41º Grammy Awards em 1999. Comercialmente, Vuelve estreou em primeiro lugar na parada de álbuns latinos da Billboard e chegou ao 40º lugar na Billboard 200. Nos Estados Unidos, as vendas superaram 888 mil cópias, enquanto no mercado internacional, incluindo Noruega, Portugal, Espanha, Austrália e Itália, o disco alcançou posições de destaque nas paradas, totalizando mais de seis milhões de cópias vendidas mundialmente até 2008.

Sean Hayes se une a The Morning Show como Wyatt, irmão de Bro, e se envolve em esquema de poder da UBN na 5ª temporada

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Se você acha que The Morning Show já tinha explorado todos os dramas possíveis da televisão matinal, a quinta temporada prova que ainda há muito por vir – e com uma novidade de peso. O vencedor do Emmy Sean Hayes acaba de ser confirmado no elenco. Ele vai interpretar Wyatt, o irmão mais velho e empresário de Bro (Boyd Holbrook), um personagem espirituoso que promete acrescentar uma boa dose de humor e tensão aos bastidores da UBN. As informações são do Deadline.

Quem acompanha a carreira de Hayes lembra do impacto que ele causou no início dos anos 2000 em Will & Grace. Agora, ele traz sua presença marcante para o mundo de The Morning Show, onde intrigas e ambições profissionais se misturam a conflitos pessoais. Wyatt chega em um momento estratégico, quando a série está lidando com os desdobramentos do quarto ano, que terminou com Bradley (Reese Witherspoon) detida em Belarus e um esquema de ocultação envolvendo executivos da UBN vindo à tona.

Além de Hayes, o elenco segue robusto. Jeff Daniels, Reneé Rapp e Jesse Williams continuam recorrentes, enquanto nomes como Jennifer Aniston, Reese Witherspoon, Billy Crudup, Mark Duplass e Jon Hamm mantêm o núcleo principal. A química entre eles sempre foi um dos pontos fortes da série, e a chegada de Wyatt promete gerar novas dinâmicas e algumas tensões inesperadas.

Para quem ainda não assistiu, a série estreou em 1º de novembro de 2019 na Apple TV+ e rapidamente se destacou pelo retrato intenso e realista da televisão matinal americana. Inspirada no livro Top of the Morning: Inside the Cutthroat World of Morning TV, de Brian Stelter, a série acompanha Alex Levy (Aniston), âncora de longa data, enquanto lida com a queda de seu parceiro de 15 anos, Mitch Kessler, após um escândalo de má conduta sexual. No mesmo período, Bradley Jackson surge como repórter de campo impulsiva, pronta para desafiar o status quo e transformar a rotina da emissora.

O diferencial de The Morning Show sempre foi equilibrar drama pesado com momentos de leveza e até humor. É exatamente por isso que a entrada de Sean Hayes faz tanto sentido. Wyatt, com seu jeito espirituoso, tem potencial para desarmar situações tensas e provocar reações inesperadas, seja nos bastidores da UBN ou na tela, envolvendo Alex, Bradley e Bro em novas confusões.

Nos bastidores, a produção da série também tem histórias interessantes. Originalmente, Jay Carson era showrunner e também produtor executivo, mas acabou deixando o projeto por diferenças criativas, sendo substituído por Kerry Ehrin. Mimi Leder assumiu a direção e também é produtora executiva, garantindo que a narrativa se mantenha consistente e envolvente. E não é pouca coisa: cada episódio custa cerca de 15 milhões de dólares, e Aniston e Witherspoon recebem dois milhões por capítulo, sem contar taxas e pontos de propriedade. Ou seja, estamos falando de um projeto de altíssimo investimento, tanto em talento quanto em produção.

Vale a pena assistir Velhos Bandidos? Comédia dramática combina risos e sentimentos em história envolvente de aposentados

O cinema brasileiro tem se destacado nos últimos anos por produções que conseguem equilibrar entretenimento e reflexão social, e Velhos Bandidos se insere exatamente nesse grupo. O longa, que reúne nomes como Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta e Lázaro Ramos, propõe uma história que, à primeira vista, poderia ser apenas mais uma comédia popular. Mas ao mergulhar em suas quase duas horas de narrativa, o espectador percebe que há muito mais em jogo do que risadas momentâneas: há dilemas morais, crítica social e um olhar sensível sobre o envelhecimento e as relações humanas. Mas afinal, vale a pena assistir?

A trama gira em torno de Marta (Fernanda Montenegro) e Rodolfo (Ary Fontoura), um casal de aposentados que decide planejar um audacioso assalto a banco. Diferentemente do que muitos poderiam imaginar, o roteiro não se apoia apenas no absurdo da situação — a decisão do casal tem motivações concretas e emocionalmente carregadas: o crime surge como um recurso extremo para custear um tratamento experimental contra o câncer. Essa escolha narrativa transforma o filme de uma simples comédia em uma história com densidade e sentido, permitindo que o público se envolva com os personagens e reflita sobre limites, sobrevivência e ética.

O que torna Velhos Bandidos particularmente interessante é a forma como o roteiro articula humor e drama. A entrada de Nancy e Sid (Bruna Marquezine e Vladimir Brichta), jovens assaltantes que se envolvem com o casal, cria uma dinâmica geracional fascinante. É nesse encontro que a narrativa ganha leveza, mas também tensão, alternando momentos de risadas com situações de suspense bem construídas. A interação entre experiência e impulsividade funciona como motor da história, fazendo com que cada cena contribua para o desenvolvimento da trama e para a evolução emocional dos personagens.

Outro ponto que merece atenção é a construção do assalto. Mais do que uma sequência de ação, ele funciona como um ato de enfrentamento simbólico: o plano do casal se transforma em uma forma de desafiar estruturas e instituições que operam com decisões éticas questionáveis. Essa camada de crítica social eleva o filme, que foge do lugar-comum da comédia de erros ou do filme policial, oferecendo algo mais complexo e interessante ao espectador que busca entretenimento com significado.

As atuações, por sua vez, são um dos pontos mais fortes do longa. Fernanda Montenegro, em mais uma atuação memorável, consegue equilibrar vulnerabilidade e força, tornando Marta uma personagem profundamente humana. Ary Fontoura complementa com sensibilidade, construindo um Rodolfo que se movimenta entre o humor e a fragilidade de forma natural. Bruna Marquezine e Vladimir Brichta dão ritmo e leveza às cenas mais dinâmicas, funcionando como contraponto geracional e garantindo que o filme não perca energia em momento algum. Lázaro Ramos, como o investigador Oswaldo, adiciona ainda mais complexidade à narrativa, oferecendo tensão e equilíbrio entre os extremos cômicos e dramáticos.

Além disso, Velhos Bandidos se destaca por desafiar estereótipos do cinema nacional ao colocar personagens idosos no centro de uma trama de ação e crime. Marta e Rodolfo não são apenas coadjuvantes ou figuras nostálgicas: eles são protagonistas, agentes de suas próprias decisões, e a narrativa valoriza a experiência, o planejamento e a sabedoria adquirida com a idade. Essa abordagem é refrescante e pouco explorada, reforçando o valor da produção não apenas como entretenimento, mas como uma reflexão sobre relevância, protagonismo e envelhecimento.

Akane-banashi | Anime sobre rakugo estreia em 2026 e chega a várias regiões via Netflix e YouTube

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A primeira temporada do anime Akane-banashi, adaptação do mangá homônimo criado por Yuki Suenaga (roteiro) e Takamasa Moue (ilustração), ganhará distribuição internacional fora da Ásia pela Netflix e pelo canal oficial da série no YouTube, conforme divulgado pelo Anime News Network (ANN). A produção, que combina drama, comédia e elementos da cultura tradicional japonesa, estreia na TV Asahi, no Japão, em abril de 2026, dentro do bloco IMAnimation. Para o restante das Américas, a série será disponibilizada digitalmente a partir de maio.

A trama acompanha a história de Akane Osaki, uma adolescente determinada a se tornar uma rakugoka de destaque, buscando vingar a injustiça que resultou na expulsão de seu pai da Escola Arakawa seis anos antes. O rakugo, forma de narrativa tradicional japonesa, exige que o artista conte histórias sentado, interpretando múltiplos personagens apenas com a voz, gestos sutis e expressões faciais, transmitindo humor e emoção de maneira singular. O Anime une essa tradição cultural a uma narrativa de superação, ambição e amadurecimento, conquistando tanto público quanto crítica, não apenas no Japão, mas também em outros territórios.

A produção do anime está a cargo do estúdio ZEXCS, com direção de Ayumu Watanabe (conhecido por Summer Time Rendering), composição de série assinada por Michihiro Tsuchiya, design de personagens e direção de animação de Kii Tanaka, e trilha sonora criada por Akio Izutsu. A abertura da série será a música Hitotarashi, interpretada por Keisuke Kuwata. No elenco principal de vozes, estão Anna Nagase como Akane Osaki, Takuya Eguchi como Karashi Neriyama, e Rie Takahashi como Hikaru Koragi. A autenticidade do rakugo no anime contou com a supervisão do renomado Kikuhiko Hayashiya, garantindo que a arte tradicional fosse representada com precisão e respeito.

O mangá original começou a ser serializado em fevereiro de 2022 na revista shōnen Weekly Shōnen Jump, da Shueisha, e até janeiro de 2026 já somava 20 volumes tankōbon. A publicação em inglês é feita pela Viz Media na América do Norte. Reconhecido por sua sensibilidade e detalhamento cultural, o mangá já recebeu indicações a prêmios importantes, consolidando-se como uma das obras mais promissoras da última década.

A história de Akane tem início na infância, quando ela nutria uma profunda admiração pelo pai e sua arte. No entanto, a carreira dele e de outros aspirantes ao nível mais alto do rakugo, o shin’uchi, é abruptamente interrompida durante os testes. Seis anos depois, Akane, sob a tutela secreta do antigo mestre de seu pai, decide perseguir o sonho de se tornar uma shin’uchi na Escola Arakawa, movida pela vontade de vingança e pelo desejo de provar o valor do rakugo como profissão. A série acompanha não apenas sua evolução artística, mas também seu crescimento emocional e as complexidades de suas relações pessoais.

Antes da estreia oficial, o primeiro episódio terá uma exibição internacional em Nova York, no dia 1º de abril de 2026, organizada pela Japan Society, oferecendo aos fãs e críticos uma experiência antecipada. A série será transmitida no YouTube para o público da América do Norte e América Latina e estará disponível globalmente na Netflix, além de plataformas regionais, como Abema, no Japão. No Sudeste Asiático, os direitos ficaram com a Medialink, ampliando ainda mais o alcance internacional da produção.

Na TV Brasil, Programa Mosaico comemora centenário de Thiago de Mello com série especial de quatro episódios

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O programa Mosaico, da Rádio Nacional da Amazônia, dedica uma série especial à vida e à obra de Thiago de Mello, um dos maiores nomes da literatura brasileira, em comemoração ao centenário do poeta, que faleceu em 2022. A primeira transmissão especial será na segunda-feira (30), data em que Thiago completaria 100 anos, a partir das 12h30, reunindo depoimentos, música, poesia e análises de especialistas sobre sua trajetória.

A série, composta por quatro episódios, inclui trechos de um documentário inédito, produzido pela Editora Valer, responsável pela programação que celebra o centenário do escritor. O conteúdo busca explorar a vida do poeta amazonense, seu engajamento social e sua influência na literatura e na música brasileira.

Entre os dias 26 e 30 de março, o Festival Literário do Amazonas oferece oficinas, palestras, rodas de conversa, mesas de debate e recitais musicais gratuitos no Valer Teatro, em Manaus, ampliando as celebrações pelo centenário de Thiago de Mello.

Apresentado por Ana Pimenta, o programa também destaca o legado musical do poeta, incluindo o álbum Mormaço na Flores – Mandela, que dialoga com a força poética e o engajamento social presentes em sua obra.

Entre os convidados da série especial estão Neiza Teixeira, escritora e coordenadora editorial da Editora Valer, e o filho do poeta, Thiago de Mello Jr., que compartilham memórias pessoais e revelam como os versos do artista inspiraram nomes consagrados da música brasileira, como Pixinguinha, Sérgio Ricardo e Ary Barroso.

Com esta programação, o Mosaico reforça a importância de Thiago de Mello para a literatura e a cultura brasileiras, oferecendo ao público uma imersão completa na vida, na poesia e na música de um dos escritores mais influentes do país.

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