Fernanda Torres é confirmada no júri do Festival de Veneza 2025 e reforça presença brasileira no cinema internacional

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Na última sexta-feira (18), foi divulgada a composição oficial do júri da 82ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontece entre os dias 27 de agosto e 6 de setembro, na Itália. Entre os selecionados para avaliar os filmes em competição está a atriz brasileira Fernanda Torres, que se destaca como um dos maiores nomes do cinema nacional contemporâneo.

Fernanda acumula uma trajetória que atravessa teatro, televisão e cinema, sempre marcada por atuações intensas e autênticas. Indicada ao Oscar pela performance no aclamado filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, a atriz agora assume o desafio de julgar obras de relevância global. Sua participação no júri representa um reconhecimento não apenas pessoal, mas também do talento brasileiro no cenário internacional.

Além de Fernanda, o júri do Festival de Veneza conta com importantes nomes do cinema mundial, como o cineasta iraniano Mohammad Rasoulof, o diretor francês Stéphane Brizé, a italiana Maura Delpero, o romeno Cristian Mungiu e a atriz chinesa Zhao Tao. Essa diversidade de experiências e estilos contribui para um julgamento plural e rico, capaz de abarcar a complexidade da produção cinematográfica contemporânea.

Um Momento de Protagonismo para o Brasil

A participação da atriz brasileira no júri reforça a crescente presença do Brasil em festivais internacionais. O sucesso recente de Ainda Estou Aqui, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro em Veneza, abre portas para que mais histórias nacionais ganhem visibilidade e respeito no exterior. Fernanda, com seu olhar apurado, simboliza essa nova fase de destaque e diálogo cultural.

Cinema como Instrumento de Diálogo e Transformação

Mais do que uma tarefa técnica, o papel de jurada é uma responsabilidade cultural para Fernanda. Ela representa uma nação que mantém viva sua criatividade e paixão pela arte, mesmo diante dos desafios. Sua atuação no festival é um convite à valorização da diversidade de narrativas e à promoção do cinema como ferramenta de conexão humana e mudança social.

O último trabalho de Fernanda nos cinemas

O longa me Ainda Estou Aqui, protagonizado pela atriz e dirigido por Walter Salles, chega como uma obra potente e sensível que revisita um dos capítulos mais difíceis da história recente do Brasil: a ditadura militar. Baseado no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, o longa dá voz à mulher que enfrentou o desaparecimento de seu marido político e se tornou símbolo de coragem e resistência.

Uma Atuação que Marca Gerações

Torres entrega uma interpretação profunda e visceral como Eunice Paiva, personagem real que viu sua vida transformada após o sumiço do esposo durante o regime autoritário. A atriz constrói uma narrativa marcada pela dor, mas também pela determinação de uma mulher que luta por justiça em um cenário de medo e censura.

Direção Sensível e Roteiro Impactante

Walter, renomado diretor brasileiro, conduz o filme com maestria, equilibrando elementos históricos e emocionais para criar uma experiência cinematográfica envolvente. O roteiro, que adapta o relato original de Marcelo Rubens Paiva, explora com sensibilidade os dilemas pessoais e políticos da época, sem perder o foco na humanidade dos personagens.

Um Retrato da Luta pelos Direitos Humanos

O filme destaca a importância do ativismo feminino durante a repressão militar, mostrando como Eunice Paiva, interpretada também por Fernanda Montenegro em cenas complementares, se transforma em uma figura essencial na busca pela verdade e pela memória histórica. O filme enfatiza o papel das famílias na resistência, ampliando o debate sobre memória e justiça.

Recepção da Crítica e Público

Desde sua estreia, o longa tem sido amplamente elogiado pela crítica especializada e pelo público, que reconhecem a força da narrativa e a qualidade das performances. A produção vem reafirmar o cinema brasileiro como espaço de reflexão e resistência cultural.

Mortal Kombat II ganha primeiro trailer explosivo e pôsteres inéditos com Karl Urban como Johnny Cage

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A escuridão avança sobre o Plano Terreno — e os guerreiros estão de volta ao campo de batalha. Nesta semana, a Warner Bros. Pictures Brasil revelou com exclusividade o primeiro trailer oficial de “Mortal Kombat II”, sequência do longa lançado em 2021, acompanhado de pôsteres individuais inéditos que destacam personagens icônicos da franquia, agora sob uma nova ameaça: o domínio do impiedoso Shao Kahn.

Com direção novamente a cargo de Simon McQuoid, a produção mergulha de vez nas entranhas místicas e violentas do universo criado por Ed Boon e John Tobias, levando às telonas o que promete ser um dos confrontos mais viscerais da temporada cinematográfica. Se o primeiro filme foi uma introdução eletrizante, o segundo chega para elevar a aposta — e o risco.

Johnny Cage entra em cena

Entre as novidades mais aguardadas está a estreia do astro Karl Urban como Johnny Cage, astro de ação, provocador nato e combatente surpreendentemente letal. O personagem, ausente no primeiro longa, agora surge como peça-chave numa trama marcada por alianças perigosas e confrontos decisivos.

No novo filme, Cage se junta aos defensores do Plano Terreno numa missão urgente: frear o avanço das forças de Shao Kahn e impedir a queda definitiva do reino dos humanos. A balança entre mundos está prestes a ruir, e cada lutador terá de fazer escolhas que podem custar sua vida — ou sua alma.

O elenco de volta à luta

Reforçando a atmosfera de fidelidade aos jogos, o elenco retorna com nomes já familiares ao público. Chin Han vive novamente o ardiloso Shang Tsung, senhor de almas e aliado traiçoeiro da Exoterra. Joe Taslim retoma seu papel como o gélido e impiedoso Sub-Zero, enquanto Tadanobu Asano retorna como o sereno e enigmático Raiden. Hiroyuki Sanada, por sua vez, encarna mais uma vez o espírito vingativo de Hanzo Hasashi, o lendário Scorpion.

A presença desses personagens, agora mais densos e testados por perdas e desafios, fortalece a narrativa e promete confrontos de tirar o fôlego. O novo roteiro, assinado por Jeremy Slater (Moon Knight, The Umbrella Academy), busca aprofundar os vínculos entre mundos e os dilemas morais dos guerreiros — sem abrir mão do que a franquia faz de melhor: combates brutais e icônicos.

Entre o épico e o visceral

“Mortal Kombat II” é produzido por Todd Garner, James Wan, Toby Emmerich, E. Bennett Walsh e Simon McQuoid, com produção executiva de Michael Clear, Judson Scott, Jeremy Slater e Lawrence Kasanoff — nome histórico na trajetória de Mortal Kombat no cinema desde os anos 1990.

O jogo que chocou o mundo e se tornou lenda

Antes de se tornar uma franquia multimilionária no cinema, Mortal Kombat era apenas uma ideia ousada nas mãos de dois desenvolvedores da Midway Games: Ed Boon e John Tobias. O ano era 1992, e o mercado de jogos eletrônicos vivia sob a sombra de Street Fighter II. Mas foi com sangue, magia negra e artes marciais brutais que Mortal Kombat rompeu todas as expectativas — e deu início a uma das franquias mais controversas, influentes e duradouras da história dos videogames.

Hoje, com o segundo filme a caminho e personagens como Johnny Cage, Scorpion, Sub-Zero e Raiden novamente em evidência, vale voltar ao início e entender por que o primeiro Mortal Kombat não foi apenas um jogo: foi um divisor de águas cultural.

Personagens lendários e rivalidades eternas

Ao contrário de muitos jogos da época, Mortal Kombat não se limitou à pancadaria: ele criou um universo próprio, com mitologia e conflitos épicos entre reinos paralelos. A narrativa misturava torneios místicos, tradições orientais e guerra interdimensional — uma base rica que se desdobrou em continuações, séries animadas, HQs e filmes.

Personagens como o espectral Scorpion, o ninja gelado Sub-Zero, o deus do trovão Raiden e o irreverente astro de cinema Johnny Cage rapidamente ganharam status de ícones da cultura pop. Cada um tinha um estilo de luta, uma história de fundo e um fatality próprio — fórmula que ampliava o apelo do jogo para diferentes públicos.

Crítica – Elio é uma aventura intergaláctica de tirar o fôlego e de tocar o coração

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Na vastidão do universo, a Pixar volta a provar que as maiores viagens são, na verdade, internas. Elio, nova animação do estúdio, estreia com ares de simplicidade, mas se revela uma obra emocionalmente poderosa, construída com a delicadeza típica de quem compreende a alma infantil — e o peso que ela pode carregar.

Um protagonista fora do eixo — e fora da Terra

A trama gira em torno de Elio, um garoto de 11 anos com imaginação borbulhante e um coração marcado pela perda. Vivendo com a tia, Olga, uma oficial militar dura e pragmática, ele encontra no espaço uma metáfora viva para o seu isolamento emocional. Enquanto ela lida com estratégias e protocolos, Elio busca abrigo nas estrelas — não apenas como fuga, mas como forma de sobreviver ao luto e à rejeição cotidiana.

Uma aventura intergaláctica com alma profundamente humana

É nessa chave sensível que o filme brilha: Elio não tem pressa em construir o vínculo com o espectador. Ele nos convida, quase em silêncio, a ocupar os sapatos do menino e ver o mundo com os olhos de quem não encontra lugar — nem na escola, nem na própria casa. Mas então, a mágica acontece: por um erro cósmico (ou talvez por destino), Elio é transportado a um conselho intergaláctico e confundido com o porta-voz da humanidade. É o início de uma jornada fantástica que parece saída de um conto, mas que guarda camadas profundas sobre identidade, empatia e escolha.

Aqui, a Pixar não aposta em vilões caricatos ou reviravoltas grandiosas. O “conflito” do filme é mais interno do que externo. Mesmo envolto em cenários interplanetários de tirar o fôlego — com um design de produção riquíssimo, repleto de criaturas únicas e arquitetura futurista —, o que move a narrativa é o coração de Elio: um menino ferido que aprende, aos poucos, que coragem não é ausência de medo, mas a capacidade de se manter aberto mesmo quando tudo convida ao fechamento.

Domee Shi (Red: Crescer é uma Fera), Adrian Molina (Viva – A Vida é uma Festa) e Madeline Sharafian (roteirista de Luca) formam uma trindade criativa que conhece profundamente os dilemas da infância e os transforma em arte sensível, sem subestimar a inteligência emocional do público. A direção conjunta aposta em um ritmo contemplativo, mas recompensador — com pausas que fazem sentido, diálogos afiados e momentos de puro encantamento visual.

Uma lição doce sobre empatia e pertencimento

A frase que atravessa o filme — “Nos conflitos, não há vencedores” — não é apenas uma lição didática, mas um grito suave diante de um mundo que insiste em dividir para controlar. Elio fala sobre pertencimento, mas também sobre reconciliação. Sobre como, às vezes, os monstros que enfrentamos não estão lá fora, mas aqui dentro — e como só o afeto pode desarmá-los.

É, no fim das contas, um filme para adultos cansados e crianças esperançosas. Uma fábula moderna que nos convida a relembrar a força da imaginação, o valor da empatia e a beleza de se sentir aceito — mesmo (e principalmente) quando nos sentimos de outro planeta.

Para quem ainda carrega uma criança dentro do peito

Elio estreia nesta quarta-feira, 19 de junho, e é daqueles filmes que te pegam de surpresa: começa como um desenho espacial e termina como um abraço. E que bom que ainda existam filmes assim.

Top Gun 3 acelera motores! O novo capítulo da franquia ganha forma enquanto a memória de Maverick ecoa no cinema moderno

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Existe um tipo de nostalgia que não envelhece: aquela que vem acompanhada do som de motores rugindo, da vibração metálica de um caça rasgando o céu e do silêncio absoluto que antecede uma manobra impossível. É uma sensação que pertence a uma geração inteira — e que, de algum modo, continua viva dentro de cada espectador que se apaixonou por Top Gun desde 1986. Agora, com o terceiro filme oficialmente decolando dos bastidores e ganhando contornos mais concretos, a sensação é de reencontro. Um reencontro com Maverick, com o cinema clássico, com o tipo de emoção que não precisa ser explicada — apenas sentida.

Segundo informa o Omelete, quem trouxe essa fagulha ao mundo foi Joseph Kosinski, o diretor que ajudou Tom Cruise a reescrever a história do cinema moderno em 2022. Em meio ao brilho discreto do Academy Governors Awards, Kosinski confirmou que o terceiro filme está em andamento. Não houve espetáculo, nem discurso triunfal, apenas uma frase dita com a sinceridade de quem sabe o peso que carrega nas mãos:
“Estamos trabalhando no filme, empolgados… Devemos ter a primeira versão do roteiro em breve.”
E isso bastou para incendiar o imaginário dos fãs.

A revelação surgiu na mesma noite em que Tom Cruise recebeu um Oscar honorário, criando uma espécie de simetria emocional: enquanto a Academia celebrava sua carreira, Kosinski apontava para o futuro — mostrando que Maverick ainda tem história para contar.

O que sabemos de Top Gun 3

Se há uma palavra que define o terceiro filme, segundo Kosinski, é ambição. Mas não aquela ambição grandiosa e ruidosa dos blockbusters tradicionais — e sim algo mais íntimo, mais existencial, mais silencioso. O diretor deixou claro que o novo capítulo deve mergulhar em questões profundas do personagem de Cruise, explorando um conflito que vai além de velocidade e manobras aéreas.

“A crise existencial que Maverick enfrenta é muito maior do que ele mesmo”, disse Kosinski.
Essa frase, por si só, já desenha um novo horizonte para a franquia — talvez mais melancólico, talvez mais humano.

Se Maverick foi sobre legado, Top Gun 3 parece querer falar sobre permanência: o que fica depois que toda a fumaça baixa? O que sobra quando o mundo avança, e você começa a se perguntar se ainda pertence a ele?

Com Ehren Kruger novamente no roteiro, há uma expectativa natural de continuidade emocional. Mas há também a sensação de que algo novo está sendo moldado. Algo que dialoga com os dilemas do nosso tempo — drones, automação, inteligência artificial — e com os dilemas internos de um homem que sempre viveu para voar.

Maverick antes de Maverick: como o segundo filme entrou para a história

Para entender o peso desse terceiro capítulo, é preciso revisitar a explosão que foi Top Gun: Maverick. Lançado em maio de 2022, o filme faz parte de uma daquelas histórias improváveis de Hollywood: um projeto que parecia condenado a nostalgia vazia e que, surpreendentemente, se transformou em símbolo de renascimento do cinema pós-pandemia.

Ele ultrapassou 1,49 bilhão de dólares em bilheteria mundial, mas o número diz menos do que deveria. Mais do que lucro, o longa devolveu às pessoas a vontade de sentir — de estar em uma sala escura, compartilhando emoções com desconhecidos. Maverick se tornou um evento coletivo, quase um manifesto em defesa da experiência cinematográfica.

E Tom Cruise, com sua teimosia romântica em recusar o streaming, assumiu o papel de guardião dessa proposta. Ele queria que o filme fosse visto como cinema de verdade — e conseguiu. Houve lágrimas, risos, aplausos espontâneos. Foi mais do que uma sequência: foi um reencontro com tudo aquilo que nos faz amar grandes histórias.

Um retorno marcado pelo tempo

Em Maverick, é impossível não sentir o peso do tempo. Pete Mitchell continua ousado, continua intenso, continua vibrando na fronteira entre coragem e imprudência. Mas há algo no olhar dele que não havia no filme de 1986: a consciência de que o mundo está mudando rápido demais — e que talvez ele esteja ficando para trás.

Quando ele ultrapassa o limite do Darkstar, rompendo barreiras que nenhum piloto ousaria testar, o gesto não é apenas rebeldia. É uma tentativa desesperada de provar que ainda existe espaço para pilotos humanos num mundo dominado por máquinas. E, por algum motivo, é um dos momentos mais humanos do filme inteiro.

Ser enviado de volta à Top Gun como instrutor é quase um choque emocional. Maverick sabe ensinar, mas nunca soube envelhecer. Ele entende aviões, mas não entende política. Ele domina o céu, mas continua travado no chão.

Rooster, Hangman e a nova geração

Se Maverick carrega seus próprios fantasmas, Rooster carrega cicatrizes. A relação entre Bradley Bradshaw e o protagonista é construída com um cuidado impressionante, quase artesanal. Há dor não dita, mágoa acumulada, amor enterrado em silêncio. Miles Teller entrega um Rooster que é, ao mesmo tempo, herdeiro e prisioneiro do passado — e que precisa encontrar seu próprio caminho sem repetir os erros de Maverick.

E então há Hangman, um antagonista moderno com carisma de sobra. Ele faz o papel que Maverick fez no primeiro filme: provoca, desafia, irrita, mas também cresce. Phoenix e Bob completam um time que carrega frescor, energia e humanidade, sem jamais apagar o brilho dos veteranos.

Essa nova geração não existe apenas para preencher espaço — ela é o coração pulsante que permite que o filme fale com o presente sem trair seu passado.

A missão impossível que virou realidade

O plano criado para destruir a usina de urânio beira o absurdo — e talvez seja por isso que funciona tão bem. A missão é tão arriscada que se transforma numa metáfora para o que Maverick representa: o impossível que se torna possível quando o humano supera a máquina.

A sequência clandestina em que ele demonstra que o ataque pode ser executado é quase um grito de resistência. Um grito que diz: “Eu ainda estou aqui. Eu ainda posso.”
E é impossível não sentir algo ao ver isso.

A queda, o reencontro e o resgate improvável

A queda de Maverick e Rooster em território inimigo cria uma das sequências mais emocionantes de todo o filme — não pela ação em si, mas pela vulnerabilidade que surge entre os dois. Perdidos, machucados, discutindo e rindo do caos, eles finalmente voltam a se encontrar como seres humanos, não apenas como piloto e instrutor.

O reencontro com o F-14 Tomcat é quase um milagre cinematográfico. Uma lembrança esquecida no hangar, um ícone ressuscitado. E, de repente, pai e filho simbólicos estão juntos, voando lado a lado. Quando Hangman aparece para salvá-los, o círculo emocional se completa.

O adeus a Iceman

A despedida entre Maverick e Iceman é um daqueles raros momentos que o cinema entrega com a delicadeza de um segredo. Val Kilmer, enfrentando limitações reais de saúde, trouxe para a tela uma verdade dolorosa e linda. Não era apenas o fim de um personagem. Era o fim de uma era, de uma amizade, de um pedaço do cinema dos anos 80 que insistia em sobreviver.

É impossível não sentir o coração pesar naquele encontro.

Por que Maverick tocou tão fundo?

Porque não era sobre aviões.
Era sobre o tempo.
Sobre culpa.
Sobre segundas chances.
Sobre homens que aprendem tarde demais a pedir perdão.
Era sobre o medo de ser substituído — e sobre a coragem de continuar mesmo assim.

Maverick tem ação perfeita, mas é sua humanidade que mantém o público preso. É o tipo de filme que não se assiste: se sente.

E agora? O que esperar de Top Gun 3?

Kosinski promete uma história grande, talvez maior que tudo o que veio antes. Mas grande não no espetáculo — e sim na profundidade. Há uma expectativa de que o terceiro filme explore a mortalidade de Maverick, o avanço incontrolável da tecnologia e a difícil transição entre gerações.

Miles Teller e Glen Powell ainda não foram confirmados oficialmente, mas seria quase inimaginável seguir sem Rooster e Hangman. E Tom Cruise — agora ainda mais consolidado como um dos últimos astros clássicos de Hollywood — dá sinais de que está pronto para enfrentar o desafio.

Neta de Raul Gil revela que familiares não podem comentar sobre o apresentador

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Na última sexta-feira, 15 de agosto, Raquel Gil, neta do renomado apresentador Raul Gil, fez uma declaração que trouxe à tona um conflito familiar delicado e pouco conhecido do grande público. Segundo ela, recebeu uma notificação extrajudicial enviada por seu próprio tio, Raul Gil Júnior, que a impede de comentar qualquer assunto relacionado à família. A revelação gerou repercussão imediata, levantando questões sobre liberdade de expressão, privacidade e a complexa dinâmica interna de famílias públicas. As informações são do site O Tempo.

Raquel, que se define como cantora e tradutora, iniciou seu relato explicando sua relação com a fama da família e seu desejo de manter a vida pessoal longe dos holofotes: “Sou cantora, tradutora e, mais importante, sou filha de Nanci Gil e neta de Raul. Provavelmente, vocês não me conhecem porque eu fico na minha mesmo, nunca falei nada porque nunca senti necessidade”, disse. Mesmo mantendo distância da vida pública da família, ela sentiu-se obrigada a se manifestar diante da situação legal.

O silêncio imposto: a ordem extrajudicial

De acordo com Raquel, a notificação recebida estabelece limites rígidos para qualquer comentário sobre sua própria família. “Recebemos uma ordem extrajudicial vinda do meu tio, ou seja, meu próprio sangue, que a gente não pode falar sobre a família na qual a gente nasceu, cresceu, à qual supostamente pertencemos”, explicou. Ela ressaltou que a medida impede que compartilhe experiências pessoais, mesmo que essas experiências tenham sido registradas por mídia ou testemunhadas por outras pessoas.

Além do impacto emocional, a proibição trouxe um temor constante de processos judiciais: “Não podemos falar nada da nossa história de vida, que foi registrada e gravada, não só pela imprensa, mas também experienciada por todos que testemunharam nossos desafios e conquistas. Estamos correndo o risco de uma ação indenizatória caso falemos algo que seja interpretado como fora da liberdade de expressão, mesmo que seja sobre nossa própria vida e história”, afirmou.

Uma carreira de décadas

O episódio envolvendo Raquel mostra um lado menos visível da vida de Raul, que construiu uma carreira de mais de 60 anos na televisão brasileira. Nascido em São Paulo, em 27 de janeiro de 1938, Raul é filho de imigrantes espanhóis e começou sua trajetória profissional como office-boy em rádios e TVs, enfrentando rejeições até se destacar no quadro “Calouros Toddy”, em 1957, na antiga TV Paulista.

A carreira do apresentador combinou música, humor e talento para entretenimento. Ele trabalhou com grandes nomes da época, como Manuel de Nóbrega, Adoniran Barbosa e Maria Teresa, além de viajar com a Caravana do Peru, liderada por Silvio Santos. Em 1960, Raul iniciou oficialmente sua carreira como cantor no programa “Alegria dos Bairros”, consolidando uma trajetória marcada por perseverança e talento.

Além de sua habilidade musical, Raul sempre se destacou pelo bom humor e talento em imitações, reproduzindo cantores e humoristas com grande precisão. Essas qualidades permitiram que ele transitasse entre programas de música e variedades, tornando-se um dos apresentadores mais versáteis e reconhecidos da televisão brasileira.

A trajetória na televisão

Em 1967, Raul substituiu José Vasconcellos de última hora em um programa na TV Excelsior, dando início ao “Raul Gil Room”. Em 1973, assinou com a RecordTV, estreando o famoso Programa Raul Gil, que mais tarde passou por diversas emissoras, incluindo Bandeirantes, Tupi, TV Rio e Manchete. Sua carreira é marcada por versatilidade e adaptabilidade, consolidando-se como um dos nomes mais tradicionais da TV brasileira.

Entre 2010 e 2024, Raul atuou no SBT, mas sua saída em dezembro de 2024 gerou especulações sobre negociações com outras emissoras, como Band e RedeTV!. Embora rumores sobre possíveis contratações circulassem, a assessoria do apresentador esclareceu que ele estava apenas de férias e que qualquer decisão sobre seu futuro na televisão seria tomada após esse período.

Família e vida pessoal

Além da carreira, a vida familiar do apresentador também é marcada por histórias que envolvem seus filhos e netos. Casado desde 1960 com Carmem Sanchez Gil, Raul tem dois filhos: Nanci Gil, jornalista e apresentadora, e Raul Gil Júnior, jornalista e diretor de TV. A família inclui três netas: Raquel, Carolina e Ana Helena, e ele também é tio do humorista Marquito, que iniciou sua carreira no próprio programa de Raul.

A situação relatada por Raquel expõe a complexidade das relações familiares em contextos de grande exposição pública. Apesar da fama e reconhecimento, conflitos internos podem gerar tensões profundas, impactando a liberdade de expressão e a possibilidade de compartilhar experiências pessoais.

Liberdade de expressão vs. controle de imagem

Especialistas em direito familiar e comunicação afirmam que casos como o de Raquel não são incomuns em famílias públicas. A tentativa de controlar narrativas é muitas vezes uma forma de proteger a imagem familiar, mas pode entrar em conflito com o direito individual de relatar experiências pessoais. Mediar esses conflitos requer diálogo e compreensão, mas a existência de ordens extrajudiciais torna o processo mais complexo e delicado.

A importância de dar voz aos familiares

O relato de Raquel Gil mostra a importância de permitir que familiares de figuras públicas tenham voz. Mesmo vivendo à sombra da fama do avô, ela encontrou coragem para se posicionar, destacando sua própria identidade e autonomia. A atitude de Raquel é um lembrete de que, por trás das câmeras e do brilho da televisão, existem vidas complexas, sentimentos e histórias que merecem ser reconhecidos.

Gravações de “Homem-Aranha: Um Novo Dia” indicam ambientação em Nova York, apesar das filmagens na Escócia

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Ele está de volta. Ele nunca foi embora. Ele continua sozinho, pendurado entre os arranha-céus e carregando o peso do mundo nos ombros. Mas agora, ele tem um novo dia pela frente. E, acredite: os fãs também.

O nome é Spider-Man: Brand New Day — em português, Homem-Aranha: Um Novo Dia — e as primeiras imagens do set de filmagens já começaram a causar alvoroço na internet. As cenas estão sendo rodadas em Glasgow, na Escócia, mas, ao que tudo indica, a ação continua situada no coração de Nova York. Ou seja: a Marvel está apostando no bom e velho disfarce cinematográfico para nos levar de volta ao lar do teioso, mesmo que os quarteirões tenham sotaque britânico.

Mas calma, tem mais do que cenário bonito rolando por trás dessas imagens. Uma placa de construção vista em uma das fotos do set revela um detalhe crucial: um prédio com previsão de conclusão marcada para dezembro de 2027. Isso deu aos fãs um pequeno mapa temporal — o filme se passa, provavelmente, no início de 2027. A Marvel não confirma nada, claro. Mas quando se trata do MCU, até placa de obra vira pista de enredo.

O que esperar de “Um Novo Dia”?

O título já entrega bastante. Quem conhece os quadrinhos da Marvel sabe que “Brand New Day” não é só um nome bonito. É também o arco que, lá no final dos anos 2000, tentou reconfigurar a vida de Peter Parker depois de momentos pesados — leia-se: morte de tia, separação, identidade exposta, caos na vida amorosa e na existência em geral.

No cinema, a vibe é parecida. Após os eventos de Sem Volta Para Casa, Peter está mais só do que nunca. Ninguém lembra quem ele é, ele perdeu os amigos, o amor da sua vida e até o amparo tecnológico dos Vingadores. Está literalmente recomeçando — e esse novo filme vem pra mostrar exatamente esse renascimento silencioso e agridoce.

Pense em um Peter mais pé no chão, menos dependente de gadgets milionários, mais ligado às raízes do Queens. Um herói de alma partida, mas ainda de coração gigante. É a essência do Aranha: cair e levantar. Levar porrada do destino e continuar sorrindo (mesmo que por trás da máscara).

Peter Parker, MJ, Ned… e o Justiceiro (!?)

Sim, Tom Holland volta a vestir o uniforme — com um novo design, mais artesanal, sem as firulas da tecnologia Stark. Ele está envelhecendo junto com o personagem, e isso é ótimo. A fase colegial ficou pra trás, e agora temos um Peter enfrentando a vida real, o aluguel, o anonimato. O amadurecimento está vindo com força.

Zendaya também retorna como MJ, o que já deixa o coração do fandom mais quentinho. A última vez que os vimos juntos, ela já não sabia quem ele era. Será que o novo filme vai explorar o reencontro, ou o distanciamento emocional definitivo? Os roteiristas prometeram emoção — então prepare os lencinhos.

Jacob Batalon também volta como Ned Leeds, e torcemos para que ele tenha mais do que piadinhas a oferecer. Ele já demonstrou talento de sobra para dramas, e essa fase mais melancólica da história pode dar a ele um novo arco.

Agora, a grande bomba: Jon Bernthal, o Justiceiro, está confirmado. E isso muda tudo.

Frank Castle não é só mais um vigilante mascarado. Ele é brutal, vingativo, movido por traumas profundos. A presença dele ao lado (ou contra?) o Homem-Aranha pode transformar o tom do filme. Imagine Peter lidando com dilemas morais enquanto vê Castle resolver tudo no estilo “atira primeiro, pergunta depois”. O contraste entre os dois promete tensão, profundidade e muita discussão sobre o que é justiça num mundo sem regras.

E as surpresas?

Entre os nomes misteriosos do elenco, temos Sadie Sink, de Stranger Things, e Liza Colón-Zayas, de The Bear. Nenhuma das duas teve seus papéis revelados, mas o Twitter já fez o trabalho investigativo de sempre. A teoria favorita? Sadie como Felicia Hardy, a Gata Negra — uma anti-heroína cheia de charme, rivalidade e uma química explosiva com Peter. Seria ousado, seria sexy, seria perfeito.

Já Liza pode estar assumindo o papel de alguma figura materna ou autoridade. Talvez uma nova tia May? Uma chefe no Clarim Diário? Só saberemos mais perto do lançamento. Mas o fato é: o elenco está redondinho, e a química entre eles promete incendiar a tela.

Uma nova direção

Sai Jon Watts, entra Destin Daniel Cretton. E isso não é apenas uma troca de cadeira — é uma mudança de tom.

Cretton foi responsável por Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, um dos poucos filmes da fase quatro que conseguiram agradar público e crítica. Ele sabe trabalhar personagens com profundidade emocional, lutas estilosas e narrativa centrada em identidade. Exatamente o que o Homem-Aranha precisa neste momento.

Aliás, este pode ser o filme mais emocionalmente carregado do Aranha desde Homem-Aranha 2, de Sam Raimi. O roteiro continua nas mãos de Chris McKenna e Erik Sommers, dupla já veterana na trilogia anterior. Mas agora, com a direção de Cretton, talvez vejamos menos piadas e mais alma.

Uma Nova York (fingida) para chamar de lar

Pode parecer estranho ver Peter salvando civis e enfrentando bandidos pelas ruas de Glasgow. Mas a cidade escocesa já foi pano de fundo de várias produções de Hollywood por um motivo simples: arquitetura similar a Nova York, custo reduzido e clima perfeito para cenas urbanas.

Com truques de câmera, CGI e um bom trabalho de direção de arte, Glasgow se transforma numa Manhattan convincente. E não deixa de ser curioso: um dos personagens mais nova-iorquinos da cultura pop sendo recriado do outro lado do Atlântico. É o mundo globalizado do cinema em sua melhor forma.

Entre greves e reviravoltas

A produção do filme não foi um mar de rosas. Desde o final de Sem Volta Para Casa, muita coisa mudou. Tom Holland chegou a dizer que não sabia se continuaria no papel. O contrato tinha acabado. A Marvel estava passando por turbulências criativas. E ainda teve a greve dos roteiristas de 2023, que paralisou tudo por meses.

Mas, aos poucos, as peças se ajeitaram. Holland voltou com entusiasmo, desde que pudesse participar criativamente da jornada do personagem. Zendaya também topou retornar, contanto que a história tivesse propósito. A Marvel ouviu. A Sony cedeu. E cá estamos nós: com filmagens em andamento e a estreia marcada para 31 de julho de 2026.

O legado do Aranha (e o futuro da Marvel)

Não é exagero dizer que Peter Parker tem carregado nas costas o coração do MCU. Mesmo depois de tantas fases, multiversos e linhas temporais, é nele que os fãs encontram humanidade, falhas, amor e empatia.

Com Um Novo Dia, a Marvel pode estar sinalizando uma nova abordagem: menos espetáculo, mais história. Menos CGI em excesso, mais alma. E, claro, ainda assim com muita ação, porque estamos falando de um herói que luta contra vilões em pleno topo do Empire State.

E talvez seja esse o segredo do sucesso do Aranha. Não são apenas os vilões, os uniformes ou os efeitos. É o garoto por trás da máscara, tentando fazer o certo mesmo quando tudo dá errado. É o humano num mundo de deuses.

Então, o que vem por aí?

Se você esperava um novo vilão galáctico, talvez precise segurar a empolgação. Se queria mais Doutor Estranho, portais e multiverso… também pode se decepcionar.

Mas se o que você quer é ver Peter Parker enfrentando a vida real, se equilibrando entre o herói que o mundo precisa e o jovem que tenta sobreviver com dignidade, então Um Novo Dia vai entregar exatamente isso.

Vai ter emoção, dilemas morais, batalhas urbanas, reencontros, talvez novos amores, e quem sabe até a semente para a chegada de Miles Morales — um desejo antigo dos fãs e do próprio Tom Holland.

O importante é saber que o Aranha está de volta. E, mais do que nunca, pronto pra viver um novo capítulo. Ou melhor, um novo dia.

Destruição Final 2 | Continuação de sucesso apocalíptico ganha data de estreia e promete nova jornada intensa da família Garrity

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“O mundo acabou. Mas a história continua.” Essa frase poderia facilmente servir de slogan para Destruição Final 2, a aguardada sequência do thriller apocalíptico Destruição Final: O Último Refúgio (2020). Com estreia mundial marcada para o dia 9 de janeiro de 2026, o novo capítulo promete não apenas retomar os eventos do primeiro filme, mas expandir sua carga dramática, emocional e humana. É uma continuação que fala menos sobre o impacto de um cometa e mais sobre o impacto de continuar vivo. As informações são do Variety.

Dirigido novamente por Ric Roman Waugh e estrelado por Gerard Butler, Morena Baccarin e Roman Griffith Davis, o filme mostra a família Garrity após sair do abrigo que os protegeu da destruição provocada pelo cometa Clarke. Agora, o desafio é outro: atravessar um mundo em ruínas em busca de um novo lar — e, talvez, de um novo sentido para a existência.

O mundo pós-Clarke: Um planeta que sobreviveu… parcialmente

O novo filme parte do ponto onde Destruição Final terminou: a Terra foi devastada, mas nem tudo foi perdido. A raça humana sobreviveu — ou pelo menos, parte dela. A Groenlândia, usada como refúgio durante a colisão, foi uma das poucas regiões onde a vida pôde ser preservada, ainda que sob condições extremas.

Quando a família Garrity decide deixar o bunker, o que encontram do lado de fora não é esperança imediata, mas um planeta irreconhecível: cidades apagadas, florestas reduzidas a cinzas, oceanos agitados, climas imprevisíveis. Uma Terra que respira com dificuldade e parece cobrar um preço por cada passo em falso.

É nesse cenário que John (Gerard Butler), Allison (Morena Baccarin) e o jovem Nathan (Roman Griffith Davis) tentam cruzar o que restou do continente em busca de abrigo e conexão com outros sobreviventes. O problema é que nem todos os que ficaram vivos querem cooperar.

Uma família em migração: das ruínas ao recomeço

Em vez de repetir a estrutura frenética do primeiro longa — em que o tempo era um inimigo visível —, a continuação aposta em uma narrativa mais compassada e introspectiva. A tensão continua presente, mas o foco está nas consequências de sobreviver, no peso que isso carrega para quem ficou.

John, que no primeiro filme foi um engenheiro tentando proteger sua família a qualquer custo, agora lida com a culpa e o trauma. Allison, antes apenas reativa aos acontecimentos, assume um papel mais ativo e estratégico. E Nathan, já um pouco mais velho, representa a incerteza da nova geração, crescendo em um mundo onde nenhuma regra se aplica.

A jornada é marcada por encontros com outros sobreviventes — vividos por Amber Rose Revah, Sophie Thompson, Trond Fausa Aurvåg e William Abadie —, cada um carregando seus próprios passados, escolhas e cicatrizes. São personagens que expandem o universo da franquia e trazem dilemas morais complexos: até onde você vai para proteger os seus? Ainda existe certo e errado quando tudo ao redor desabou?

O sucesso improvável de um filme catástrofe “sem super-heróis”

O primeiro filme estreou em 2020 sob um contexto bastante peculiar: o auge da pandemia da COVID-19. Com salas de cinema fechadas em várias partes do mundo, o longa encontrou um público fiel no streaming e VOD (vídeo sob demanda). Lançado pela STX Films e posteriormente licenciado pela Lionsgate, arrecadou mais de US$ 52 milhões, superando expectativas para um projeto de médio orçamento.

A crítica, que costuma ser dura com filmes-catástrofe, foi surpreendentemente favorável. Com 73% de aprovação no Rotten Tomatoes, o longa foi elogiado por evitar exageros, apostar em tensão realista e retratar uma família comum enfrentando o fim do mundo com coragem — e vulnerabilidade.

Essa fórmula de sucesso — misto de ação com drama humano — pavimentou o caminho para a sequência. Mas o time criativo não quis apenas repetir a fórmula. Querem aprofundá-la.

Um olhar mais maduro e sombrio

De acordo com entrevistas recentes dos produtores, Destruição Final 2 é menos sobre desastres naturais e mais sobre as escolhas humanas num mundo sem estrutura. Um tipo de western apocalíptico, com a estrada como cenário principal e o imprevisível como ameaça constante.

O diretor Ric Roman Waugh — que também dirigiu Invasão ao Serviço Secreto (2019) — traz sua marca: personagens durões, mas com camadas emocionais profundas. Já o roteiro, coassinado por Chris Sparling (que escreveu o primeiro filme) e Mitchell LaFortune (especialista em roteiros com tensão geopolítica e militar), sugere que elementos de sobrevivência, estratégia e liderança estarão ainda mais presentes.

Trauma, humanidade e resiliência

Um dos temas mais delicados abordados no novo filme é o trauma coletivo. Em um mundo onde bilhões morreram e quase tudo foi perdido, o que sobra da saúde mental das pessoas? Como manter relações, ensinar valores a uma criança, ou sequer confiar em alguém? A personagem de Allison, por exemplo, deve ganhar um arco emocional mais elaborado. Morena Baccarin revelou em entrevistas que sua personagem “será o coração da história” e terá de tomar decisões difíceis para manter a família unida. Nathan, vivido por Roman Griffith Davis (do premiado Jojo Rabbit), também passa por uma transição: de criança frágil a pré-adolescente em formação, aprendendo a sobreviver num planeta sem escolas, amigos ou promessas.

Uma aposta da Lionsgate no realismo emocional

Diferente de outras franquias apocalípticas — como Guerra Mundial Z ou 2012 —, a saga Destruição Final nunca se apoiou em soluções tecnológicas mirabolantes ou em protagonistas infalíveis. Ao contrário: tudo é mais lento, mais humano, mais crível. E isso se mantém em Migration. A Lionsgate, que assumiu a distribuição global, investiu pesado no realismo do projeto. As filmagens ocorreram em locações naturais na Europa, com pouca dependência de CGI, priorizando cenários reais que pudessem transmitir desolação e urgência. A trilha sonora, ainda sem compositor oficial confirmado, provavelmente manterá o tom melancólico e atmosférico da primeira, assinada por David Buckley.

E depois da migração?

Uma dúvida paira sobre fãs e críticos: este será o capítulo final? Ou apenas o começo de uma trilogia? Fontes próximas à produção indicam que tudo depende da recepção de Destruição Final 2 . Caso o filme repita o sucesso do original, um terceiro longa pode explorar a reconstrução da sociedade, talvez com foco nas primeiras tentativas de reerguer a civilização — e, com isso, novos conflitos surgirão. Além disso, há espaço para spin-offs com outros sobreviventes ou até mesmo uma minissérie, considerando o apelo emocional e a atual demanda por narrativas pós-apocalípticas mais realistas.

Supercine 15/03/2025: Globo exibe o drama biográfico Ford vs Ferrari

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Neste sábado, 15 de março, o Supercine da Globo traz uma exibição imperdível do aclamado Ford vs Ferrari, um drama biográfico que mergulha na verdadeira história de rivalidade, superação e paixão pelo automobilismo. Lançado nos cinemas em 14 de novembro de 2019, o longa tem 2h33min de duração e é dirigido por James Mangold, com roteiro de Jez Butterworth e John-Henry Butterworth. Com performances inesquecíveis de Matt Damon e Christian Bale, o filme também conta com um elenco talentoso, incluindo Caitriona Balfe, Josh Lucas, Jon Bernthal, Ian Harding e Noah Jupe.

Ambientado nos anos 1960, o filme narra a batalha da Ford para conquistar seu lugar no mundo das corridas e derrubar a Ferrari, que, até então, dominava as pistas internacionais. Para isso, a gigante automobilística contrata o experiente ex-piloto Carroll Shelby (Matt Damon), que assume a missão de montar uma equipe capaz de desafiar a Ferrari nas icônicas 24 Horas de Le Mans. Ao lado de Ken Miles (Christian Bale), um piloto e engenheiro visionário, Shelby enfrenta não apenas os desafios técnicos e emocionais das corridas, mas também a resistência interna da própria Ford, uma empresa mais focada nos negócios do que no esporte.

Com uma narrativa repleta de tensão, adrenalina e momentos de pura emoção, Ford vs Ferrari não é apenas uma história sobre carros velozes e corridas intensas, mas também um verdadeiro tributo à determinação e ao espírito de superação de dois homens dispostos a desafiar os limites do possível. O filme conquistou a crítica e foi amplamente reconhecido, com várias indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Edição.

Se você não puder acompanhar a exibição na Globo, Ford vs Ferrari também está disponível nos serviços de streaming. O filme pode ser assistido no Amazon Prime Video e no Disney+, ambos com assinatura.

Não perca a exibição de Ford vs Ferrari no Supercine, que começa às 23h00! Uma noite repleta de emoção, conquistas e superação espera por você!

Resenha – Fence: Posição de Ataque é onde o esporte termina e o drama começa

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Fence: Posição de Ataque parte de um terreno já conhecido pelos fãs das graphic novels criadas por C.S. Pacat e Johanna the Mad, mas faz algo inteligente: não tenta simplesmente repetir a fórmula visual dos quadrinhos. Sob a escrita de Sarah Rees Brennan, a história se expande para o formato de romance e aposta menos na estética da esgrima em si e mais no que acontece quando jovens talentosos, emocionalmente instáveis e cheios de segredos são obrigados a conviver — e confiar uns nos outros.

A Escola Kings Row não é apresentada como um celeiro de vitórias, e isso é essencial para o tom da narrativa. O time de esgrima é formado por garotos extremamente diferentes, unidos mais pela frustração do que pela glória. A treinadora Williams surge como uma figura prática e quase implacável, alguém que entende que o problema do grupo não está apenas na técnica, mas na incapacidade de se conectar. Sua decisão de impor exercícios voltados ao desenvolvimento emocional — e não apenas físico — funciona como o grande motor dramático do livro.

Nicholas, Seiji, Harvard e Aiden não são arquétipos rasos, embora em alguns momentos se aproximem disso. Cada um carrega conflitos internos que extrapolam a quadra: traumas do passado, pressões familiares, expectativas irreais e a constante necessidade de performar masculinidade em um ambiente competitivo. O livro acerta ao mostrar que o esporte, longe de ser apenas disciplina e superação, também pode ser um espaço de silenciamento emocional.

Aiden, o “pegador” da escola, é talvez o personagem mais emblemático dessa contradição. Sua imagem pública contrasta violentamente com o peso do passado trágico que carrega, e o romance faz um bom trabalho ao desmontar essa fachada aos poucos. Já o arco envolvendo o esgrimista olímpico e um esquema criminoso adiciona uma camada inesperada à narrativa, lembrando que o universo esportivo também está sujeito a corrupção, exploração e escolhas moralmente questionáveis.

Um dos pontos mais fortes de Posição de Ataque é a forma como lida com relacionamentos e identidade. O livro não trata a representatividade queer como um elemento decorativo ou “extra”, mas como parte orgânica da vida dos personagens. Os sentimentos profundos que surgem entre alguns integrantes da equipe são tratados com naturalidade, ainda que envoltos em confusão, medo e insegurança — exatamente como costuma acontecer fora da ficção. A famosa “afirmação queer”, destacada pela Kirkus, não vem em discursos grandiosos, mas em gestos, diálogos e conflitos internos.

Por outro lado, o romance nem sempre consegue equilibrar todos os seus núcleos com a mesma força. Em alguns trechos, o drama pessoal se sobrepõe tanto ao esporte que a esgrima passa quase a ser um pano de fundo simbólico, e não uma prática concreta. Para leitores que esperam uma exploração mais técnica ou estratégica do esporte, isso pode causar certa frustração. O foco está claramente nas relações humanas, não na competição em si.

A escrita de Sarah Rees Brennan é fluida, acessível e emocionalmente direta. Ela entende bem o público a quem se dirige e constrói diálogos que soam naturais, especialmente nos momentos de tensão e vulnerabilidade. O ritmo é envolvente, ainda que previsível em alguns conflitos, e o livro funciona bem como porta de entrada para novos leitores do universo Fence, ao mesmo tempo em que agrada fãs antigos.

No fim, Fence: Posição de Ataque não é uma história sobre vencer campeonatos, mas sobre aprender a existir em conjunto. É um livro sobre falhas, afetos mal resolvidos e a dificuldade de confiar quando se foi ferido antes. Pode não ser revolucionário em estrutura, mas é honesto em sua proposta e sensível em sua execução.

Wicked 3 é confirmado pela Universal Pictures, que já planeja expandir o universo da franquia musical

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O fenômeno de Wicked continua rendendo frutos. Após o sucesso de Wicked (2024) e de sua continuação, Wicked: Parte 2, a Universal Pictures confirmou que está desenvolvendo novos projetos ambientados nesse universo. A notícia surge no embalo da estreia de segunda parte, que chegou aos cinemas acumulando US$ 150 milhões e se tornou a maior adaptação da Broadway nas telonas, superando o desempenho do primeiro filme. As informações são do The Ankler.

Essa expansão do universo não é apenas desejo do estúdio. Stephen Schwartz, compositor e letrista do musical original, revelou que ele e Winnie Holzman, coautora do espetáculo e roteirista dos filmes, já trabalham em novas ideias que não serão uma continuação direta da história de Elphaba e Glinda. A declaração reacendeu o entusiasmo dos fãs e abriu especulações sobre qual será o próximo capítulo de Oz no cinema.

Entenda o caminho da adaptação

A Parte 2 mantém a fusão de fantasia, drama e musical sob a direção de Jon M. Chu. A produção adapta a segunda metade do famoso musical da Broadway, inspirado no romance de Gregory Maguire. Cynthia Erivo e Ariana Grande voltam aos papéis centrais, acompanhadas por Michelle Yeoh, Jeff Goldblum, Jonathan Bailey, Ethan Slater e outros nomes de destaque.

A chegada do filme às telas foi resultado de uma longa trajetória iniciada ainda em 2012, quando a Universal e o produtor Marc Platt anunciaram oficialmente a adaptação. Entre atrasos, mudanças criativas e dificuldades impostas pela pandemia, o projeto ganhou forma definitiva apenas em 2021, quando Jon M. Chu assumiu a direção e as protagonistas foram escaladas. As filmagens ocorreram entre 2022 e 2024 na Inglaterra, com uma interrupção durante a greve do SAG-AFTRA em 2023.

Wicked: For Good, título da versão exibida no Brasil, fez sua primeira apresentação no Suhai Music Hall, em São Paulo, antes de chegar aos cinemas em 20 de novembro de 2025. Já nos Estados Unidos, o lançamento ocorreu no dia seguinte. A recepção crítica foi mista, com elogios ao visual e às performances, mas de forma mais contida do que no filme anterior.

Ainda assim, a força emocional do musical e seu impacto cultural permanecem evidentes, especialmente entre o público mais jovem, que encontrou nos filmes uma porta de entrada para o universo criado originalmente nos palcos da Broadway.

Cinco anos após desafiar o Mágico de Oz, Elphaba Thropp vive escondida na floresta e continua lutando pelos direitos dos animais. Glinda Upland assume o papel de porta-voz oficial do Mágico e mantém um noivado arranjado com Fiyero Tigelaar, que ainda guarda sentimentos por Elphaba. Enquanto isso, a tensão política em Oz aumenta e antigas feridas começam a se abrir.

A história aprofunda a relação de Elphaba com a irmã Nessarose, agora governante de Munchkinland. Em uma das sequências mais marcantes, Elphaba usa seus poderes para encantar os sapatos de Nessa, tentando devolver a ela alguma independência. A tentativa de Nessarose de lançar um feitiço de amor acaba mal e transforma Boq no Homem de Lata, uma tragédia que redefine o destino dos personagens.

O conflito atinge seu ápice quando Elphaba confronta o Mágico e testemunha a crueldade com que os animais são tratados. A fuga dramática do casamento de Glinda e Fiyero marca o início da ruptura definitiva entre os dois lados. Fiyero então se sacrifica para salvar Elphaba e acaba transformado em espantalho.

No clímax, Glinda descobre que o tornado que matou Nessarose foi criado por Morrible. Ao mesmo tempo, Elphaba decide se entregar para proteger seus aliados e pede que Glinda guarde o segredo de sua sobrevivência. A aproximação entre Dorothy e Elphaba culmina na famosa cena da água, que o público acredita ser o fim da Bruxa Má.

Ao final, Glinda expõe a verdade sobre o Mágico, que foge de Oz em um balão. Ela assume o comando e restaura os direitos dos animais. Em segredo, Elphaba foge com Fiyero, agora o Espantalho, deixando Oz para sempre.

Qual será o futuro da franquia?

Com o encerramento da história principal, o caminho está aberto para novas produções que explorem diferentes recantos de Oz. Stephen Schwartz e Winnie Holzman já confirmaram que trabalham em novos conceitos que não seguem diretamente o final de Wicked: Parte 2. Isso indica uma ampliação do universo, e não apenas uma continuação.

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