Adeus, Preta Gil: a cantora morre aos 50 anos em Nova York após longa luta contra o câncer

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No domingo, 20 de julho de 2025, o Brasil vai dormir mais silencioso. O país perdeu uma de suas artistas mais espontâneas, combativas e amorosas: Preta Gil. A cantora, atriz, apresentadora e empresária faleceu aos 50 anos, em Nova York, após uma longa e corajosa batalha contra o câncer no intestino. A notícia foi confirmada por seu pai, Gilberto Gil, através de uma nota emocionada publicada nas redes sociais. A família agora se mobiliza para trazer o corpo de volta ao Brasil, onde será velada e homenageada com o afeto que ela sempre ofereceu ao mundo.

A despedida de Preta não é apenas o adeus a uma artista. É a perda de uma mulher que nunca teve medo de ser quem era. Uma figura que transformava vulnerabilidades em força, dor em arte, e escândalo em acolhimento. Uma voz que rompeu tabus, ampliou conversas e jamais se escondeu. O luto é nacional — e pessoal para milhares que se viam refletidos nela.

Uma guerreira diante da doença

Desde o diagnóstico de câncer no intestino em janeiro de 2023, Preta enfrentou a doença com uma transparência rara, mas sem perder a ternura. Compartilhou parte do tratamento nas redes sociais, entre sessões de quimioterapia e radioterapia, dividindo também momentos de introspecção e fé. Em agosto de 2024, passou por uma cirurgia delicada para remoção de tumores. O procedimento trouxe esperança, mas o câncer retornou, mais agressivo e em outras partes do corpo.

No início de 2025, Preta decidiu buscar um tratamento experimental nos Estados Unidos. Instalou-se em Nova York, onde ficou sob os cuidados de uma equipe especializada, realizando protocolos de terapia em Washington. Ela manteve o sigilo sobre os detalhes, mas sempre recebia manifestações de carinho, inclusive de fãs que organizavam orações e correntes de energia positiva. Foi uma luta digna, silenciosa e cercada de amor — como tudo o que ela fazia.

A voz que não queria pedir licença

Preta Maria Gadelha Gil Moreira nasceu no Rio de Janeiro em 8 de agosto de 1974. Filha de Gilberto Gil e da empresária Sandra Gadelha, já nasceu cercada de música, cultura e um nome que carregava cor e ancestralidade. Seu batismo gerou polêmica no cartório: o funcionário se recusou a registrar apenas “Preta”, obrigando os pais a adicionarem o “Maria”. Gil transformou o episódio em canção e bandeira. A filha, mais tarde, faria o mesmo com sua própria trajetória.

Demorou a se lançar profissionalmente na música. Seu primeiro álbum, Prêt-à-Porter, foi lançado em 2003, quando ela já tinha quase 30 anos. A capa do disco, com Preta nua, causou frisson na imprensa. Mais do que sensualidade, era um grito de independência — uma mulher fora dos padrões estéticos impostos pela indústria mostrando o corpo com orgulho. Mas o conservadorismo reagiu mal. “Me chamavam para entrevistas mais por causa do meu corpo do que da minha voz”, disse ela, anos depois, à Forbes Brasil.

Apesar das críticas e reduções, Preta seguiu em frente. Ampliou sua atuação como atriz — esteve no elenco da novela Agora É Que São Elas — e também como apresentadora. Em Caixa Preta, na Band, abriu espaço para debates sobre identidade, sexualidade, autoestima e representatividade.

No teatro, brilhou em 2006 com o espetáculo Um Homem Chamado Lee, em que interpretava uma travesti apaixonada por Rita Lee. Era provocação e afeto ao mesmo tempo. Música, performance, humor e denúncia. A síntese perfeita de tudo o que ela acreditava.

Uma artista que se fazia plural

Seu segundo álbum, Preta (2005), seguiu mostrando sua versatilidade. Mas foi com a turnê Noite Preta, em 2008, que ela fincou os pés no pop nacional. Os shows, sempre lotados, misturavam axé, funk, samba, tecnobrega e covers improváveis, como “Like a Virgin”, de Madonna. Ela subia ao palco de collant, salto e brilho, afirmando com o corpo e a música que ser quem se é pode — e deve — ser celebrado.

O DVD da turnê, gravado em 2009 no The Week Rio, é considerado um marco. Era o retrato de uma artista madura, com público cativo e muito mais a dizer do que se ouvia nas rádios.

Rainha do Carnaval e do amor livre

Se havia um lugar onde Preta Gil reinava absoluta, esse lugar era o Carnaval. O Bloco da Preta, criado por ela em 2009, virou um dos maiores do Rio de Janeiro. Em seus desfiles, a rua era tomada por diversidade, afeto, brilho e liberdade. Milhões de pessoas foram às ruas para dançar, cantar e se libertar ao som de sua voz.

Em 2013, o DVD comemorativo de 10 anos de carreira trouxe participações especiais de artistas como Ivete Sangalo, Anitta, Lulu Santos e Thiaguinho. Era um tributo à sua trajetória — e também um reflexo do quanto era querida por seus pares.

Preta sempre defendeu o direito de amar sem rótulos. Falava abertamente sobre sua bissexualidade e, mais tarde, pansexualidade. Era uma das poucas figuras públicas que abordavam essas questões sem medo, com empatia e escuta. Tornou-se porta-voz informal da comunidade LGBTQIA+, abrindo caminhos com palavras e ações.

Intensidade no palco e na vida

Na vida pessoal, Preta foi generosa e intensa. Casou-se três vezes, sendo mãe de Francisco — nascido em 1995, fruto do relacionamento com o ator Otávio Müller. Depois, viveu casamentos com Carlos Henrique Lima e Rodrigo Godoy. Em 2015, ganhou sua neta, Sol de Maria, e mergulhou em uma nova fase: a de avó moderna, divertida e amorosa.

Teve relacionamentos com Caio Blat, Paulo Vilhena, Marcos Mion — mas nunca permitiu que sua vida íntima se tornasse espetáculo. Sabia proteger seus afetos, sem abrir mão da verdade. Era amiga fiel, conselheira firme, e presença constante nas festas e nas dores de quem amava.

Muito além do microfone: a empresária visionária

Nos últimos anos, Preta também se destacou como uma figura de bastidor. Fundadora da Music2Mynd, empresa de agenciamento artístico e marketing de influência, ela foi mentora e ponte para uma nova geração de artistas.

Ajudou a construir carreiras, lapidar talentos e transformar digital em presença real. Sabia ler o momento cultural como poucas, e entendia que autenticidade era o diferencial. Acreditava em narrativas com propósito — e é isso que fazia brilhar seu trabalho com influenciadores, músicos e comunicadores.

Uma despedida que ecoa em milhões de corações

Com a confirmação da morte, o Brasil se cobriu de homenagens. Figuras como Ivete Sangalo, Caetano Veloso, Pabllo Vittar, Anitta, Gilberto Gil e fãs anônimos usaram as redes para agradecer a Preta pela coragem, generosidade e arte. A comoção não é apenas pela ausência, mas pelo reconhecimento da grandeza de alguém que transformou sua existência em farol para os outros.

O Ministério da Cultura emitiu nota oficial exaltando sua contribuição à cultura brasileira. Nas ruas do Rio, o Bloco da Preta deve se transformar em cortejo-homenagem em 2026. A despedida será pública, como sempre foi sua entrega: coletiva, vibrante, emocionada.

Preta para sempre: uma mulher que não cabia em moldes

Preta Gil não era só filha de Gilberto. Não era só a cantora do bloco. Nem só a empresária por trás das câmeras. Ela era tudo isso — e muito mais. Uma mulher que viveu de peito aberto, com erros e acertos, com dores e conquistas, com arte e afeto.

Seu legado é um convite: a viver sem pedir desculpas. A amar sem rótulo. A ocupar o espaço com o corpo que se tem. A transformar traumas em potência. A rir alto. A chorar junto. A dançar até o fim.

Na sua última entrevista antes de viajar para os EUA, ela deixou uma frase que hoje soa como testamento: “Se eu for embora amanhã, que saibam que eu fui muito amada. E que amei também. Muito. Com tudo que eu tinha.”

Você foi, Preta. Você é. E sempre será.

Obrigado, Preta Gil, por tudo que foi — e por tudo que nos ensinou a ser.

Saiba como foram feitas as gravações das cenas de voo do Superman no novo filme

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Há quase um século, um garoto de Krypton chegava à Terra para se tornar o símbolo máximo de esperança, justiça e heroísmo: Superman. Décadas se passaram, e o herói foi reinventado inúmeras vezes. Em 2025, essa mitologia ganha uma nova vida com o filme Superman, dirigido e escrito por James Gunn — conhecido pela irreverência em Guardiões da Galáxia, mas aqui focado em resgatar a essência humana e dramática do Homem de Aço.

Mais do que uma aventura tradicional, o longa é um retrato sensível de Clark Kent no início de sua jornada, descobrindo seu papel no mundo e encarando dilemas que vão muito além de lutar contra vilões. Este filme marca o início do “Capítulo 1: Deuses e Monstros” do novo Universo DC, sucedendo o Universo Estendido DC (DCEU) entre 2013 e 2023, e aposta em dar um novo fôlego para personagens tão queridos.

Arte e tecnologia para dar vida ao voo do herói

Voar é a habilidade mais icônica do Superman, e trazê-la à vida nas telas é um desafio gigante. O vídeo que James Gunn divulgou em nos bastidores mostrou o ator David Corenswet pendurado em cabos diante de telões gigantes de LED, que projetavam cenários realistas ao redor. Abaixo, confira o vídeo:

Essa tecnologia vai além do tradicional fundo verde — permite que atores interajam com luzes e imagens em tempo real, tornando as cenas mais naturais e críveis. Essa inovação mostra o cuidado da produção em criar um voo que emocione e convença, refletindo a sensação de liberdade e poder que Clark sente ao voar. Mais do que efeito visual, é uma escolha que aproxima o herói do público, humanizando sua experiência.

David Corenswet

Escolher um ator para o papel do Superman é sempre um momento delicado. David Corenswet, com trabalhos em séries como The Politician e Hollywood, chegou para trazer uma nova energia ao personagem.

Sua atuação mostra um Clark Kent menos invencível, mais próximo de nós — alguém que sente dúvidas, medo e esperança. É um herói jovem, descobrindo quem é, e isso cria uma conexão especial, principalmente com quem também está em busca do seu lugar no mundo.

Um elenco que dá vida e profundidade à história

O elenco de Superman (2025) reúne talentos que transitam entre produções consagradas e promissoras, conferindo profundidade e diversidade ao filme. David, conhecido pelas séries The Politician e Hollywood, assume o papel principal como Clark Kent/Superman, trazendo uma presença jovem e introspectiva ao herói. Nicholas Hoult, que se destacou em X-Men: Primeira Classe, Mad Max: Estrada da Fúria e Warm Bodies, vive o vilão Lex Luthor, imprimindo uma vilania complexa e realista. Rachel Brosnahan, aclamada por The Marvelous Mrs. Maisel, interpreta a destemida jornalista Lois Lane, equilibrando inteligência e carisma. Skyler Gisondo, com trabalhos em Santa Clarita Diet e Morto Não Fala, é o fiel fotógrafo Jimmy Olsen. Isabela Merced, vista em Dora e a Cidade Perdida e Sweet Girl, traz ação e emoção como Kendra Saunders, a Mulher Gavião.

Nathan Fillion, famoso por Castle e Firefly, vive Guy Gardner, o Lanterna Verde, enquanto Edi Gathegi, conhecido por House e X-Men: Primeira Classe, interpreta Michael Holt, o Senhor Incrível. Anthony Carrigan, com participações marcantes em Barry e Gotham, é Rex Mason, o Metamorfo. María Gabriela de Faría, vista em Deadly Class e La Reina del Sur, vive Angela Spica, a Engenheira. Frank Grillo, que brilhou em Capitão América: Soldado Invernal e Warrior, encarna o Coronel Rick Flagg Sr. Sara Sampaio, supermodelo com atuação em Holidate, interpreta Eve Teschmacher. Wendell Pierce, veterano de The Wire e Suits, é Perry White. Terence Rosemore, Pruitt Taylor Vince, Neva Howell, Beck Bennett, Mikaela Hoover e Christopher MacDonald completam o elenco com papéis importantes, enriquecendo o universo do filme e trazendo peso dramático às suas respectivas personagens.

Temas atuais que refletem nosso tempo

O filme não evita discutir temas atuais como política, manipulação da mídia e verdade. O conflito entre Borávia e Jarhanpur espelha tensões reais, enquanto as artimanhas de Luthor levantam questões sobre desinformação e poder oculto. Superman enfrenta não só inimigos externos, mas crises internas e sociais, dando à história camadas que dialogam com o espectador de forma profunda.

Música que emociona antes mesmo da palavra final

A trilha sonora de John Murphy e David Fleming foi criada antes do roteiro ficar pronto, guiando o tom do filme desde cedo. Essa escolha ajuda a envolver o público nas emoções do herói, tornando as cenas ainda mais impactantes.

Desafios e expectativas no mercado

Com uma meta de arrecadação ambiciosa, o filme precisa alcançar pelo menos US$ 700 milhões para ser considerado um sucesso financeiro. Até aqui, a recepção positiva mostra que a Warner/DC apostou certo para essa nova fase, que promete expandir ainda mais o universo dos heróis.

“Jurassic World: Recomeço” ultrapassa US$ 650 milhões em bilheteria mundial e confirma novo fôlego da franquia

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Em um mercado cinematográfico cada vez mais competitivo, “Jurassic World: Recomeço” — o mais recente capítulo da longeva franquia Jurassic Park — desponta como um fenômeno de público e bilheteria, acumulando mais de US$ 650 milhões em receitas mundiais poucos dias após sua estreia. As informações são do Omelete.

O sucesso é resultado de uma combinação precisa: uma história que dialoga com os fãs antigos ao mesmo tempo em que conquista uma nova geração, atores reconhecidos e uma produção técnica que alia efeitos visuais sofisticados a cenas de ação envolventes.

O resgate de um legado com um olhar contemporâneo

Dirigido por Gareth Edwards, conhecido pelo equilíbrio entre espetáculo e narrativa em filmes como Godzilla (2014), Recomeço não se limita a repetir fórmulas consagradas. O roteiro assinado por David Koepp, que retorna à franquia após quase três décadas — ele escreveu o original Jurassic Park em 1993 —, explora territórios inexplorados da saga, com referências literárias pouco usadas anteriormente.

A trama parte de um ponto interessante: cinco anos depois dos eventos de Jurassic World Dominion, os dinossauros não são mais uma ameaça global — pelo menos não para todo mundo. Eles se refugiaram em regiões tropicais isoladas, e é exatamente aí que uma equipe de cientistas e agentes secretos é enviada para uma missão crítica: recuperar DNA de espécies pré-históricas que podem salvar vidas humanas.

Esse desafio científico ganha contornos de suspense e ação quando a equipe liderada por Zora Bennett, interpretada com firmeza e sensibilidade por Scarlett Johansson, descobre que a ilha onde operam guarda segredos muito mais sombrios — dinossauros geneticamente alterados, mutantes assustadores e uma luta constante pela sobrevivência.

Jurassic World consagra Scarlett Johansson como estrela mais rentável de Hollywood
Crítica – Recomeço é um espetáculo visual que honra a franquia

Personagens que emocionam

Além da ação e da ficção científica, o filme investe no desenvolvimento humano dos personagens, permitindo que o público se importe verdadeiramente com suas jornadas. Zora, Duncan (Mahershala Ali) e Dr. Loomis (Jonathan Bailey) trazem camadas de complexidade e humanidade, cada um lidando com seus próprios dilemas enquanto enfrentam as ameaças pré-históricas.

A inclusão da família naufragada — com Manuel Garcia-Rulfo, Luna Blaise e Audrina Miranda — acrescenta um elemento emocional que ajuda a dar ritmo e emoção à narrativa, criando momentos de vulnerabilidade e coragem genuína que ressoam no público.

Essa aposta em personagens reais e multifacetados é uma das razões pelas quais o filme tem sido tão bem recebido pelo público, mesmo diante de críticas mais divididas da imprensa especializada.

Quem são as grandes estrelas do filme?

O elenco é uma combinação rica de talentos que trazem tanto experiência quanto frescor para a tela. No centro da trama está Scarlett Johansson, cuja carreira brilhante inclui performances memoráveis em Lost in Translation, Lucy e Marriage Story, e que aqui empresta sua força e sensibilidade à personagem Zora Bennett, uma especialista em operações secretas com muita determinação. Ao seu lado, Mahershala Ali — vencedor do Oscar por Moonlight e Green Book, e reconhecido por séries como True Detective — dá vida a Duncan Kincaid, o líder calmo e resoluto da equipe, transmitindo uma presença serena que equilibra o caos ao redor. Jonathan Bailey, conhecido do grande público por Bridgerton e pelo drama Broadchurch, interpreta o paleontólogo Henry Loomis, trazendo um toque de humanidade e curiosidade científica ao grupo.

Entre os personagens que trazem a história para um tom mais íntimo, estão Manuel Garcia-Rulfo, que já emocionou em The Lincoln Lawyer e Narcos: México, como o pai protetor Reuben Delgado; Luna Blaise, vista em Fresh Off the Boat, como sua filha Teresa; e David Iacono, com passagens marcantes por How to Get Away with Murder, no papel de Xavier, namorado de Teresa. A presença dos jovens atores ajuda a criar aquela conexão imediata com o público, que sente suas angústias e coragem em meio ao perigo.

Completa o grupo a jovem Audrina Miranda, junto com Philippine Velge, Bechir Sylvain e Ed Skrein — este último conhecido por sua força em Deadpool e Game of Thrones — que encarnam membros da equipe de Zora com dedicação e intensidade, contribuindo para o ritmo pulsante da aventura. Juntos, esses atores não apenas dão vida a personagens em meio a dinossauros aterrorizantes, mas também carregam histórias e emoções que fazem o público torcer, sentir medo e se emocionar a cada cena.

Uma produção global

A grandiosidade de Recomeço é resultado de uma produção que cruzou continentes. As filmagens na Tailândia, Malta e Reino Unido imprimem uma diversidade visual que destaca tanto a beleza exuberante das locações naturais quanto a tensão claustrofóbica das bases científicas e das selvas artificiais.

O cuidado com os efeitos práticos, aliado a tecnologia de ponta em computação gráfica, dá vida a criaturas assustadoras como o Distortus rex, uma versão alienígena e deformada do icônico T. rex, e os Mutadons, híbridos aterradores entre pterossauros e velociraptores. Estes elementos trazem frescor à franquia, que precisava de algo novo sem perder sua essência.

Na trilha sonora, Alexandre Desplat entrega um trabalho que dialoga com a atmosfera do filme, ora exaltando a aventura e o mistério, ora abraçando a emoção dos personagens.

Na “Sessão da Tarde” desta terça (22/07), TV Globo exibe o filme Dolittle, estrelado por Robert Downey Jr.

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Em tempos de telas aceleradas, algoritmos que moldam gostos e narrativas que competem por atenção, ainda há espaço para histórias que aquecem o coração de todas as idades. É nesse espírito que a TV Globo reapresenta nesta terça-feira, 22 de julho de 2025, na tradicional Sessão da Tarde, o filme “Dolittle”, estrelado por Robert Downey Jr. — uma jornada visualmente encantadora sobre escuta, cura e reconexão com o mundo.

Um clássico repaginado para encantar novas gerações

Lançado em 2020, o longa é uma nova leitura das aventuras do Dr. Dolittle, personagem criado pelo autor britânico Hugh Lofting em 1920. A história atravessou gerações, mas foi repaginada para dialogar com os tempos atuais — não apenas por seus efeitos modernos e trilha sonora envolvente, mas também por trazer mensagens sensíveis sobre luto, empatia e amizade verdadeira.

Nesta versão, conhecemos um Dr. John Dolittle recluso, ainda marcado pela morte da esposa, vivendo isolado em sua mansão ao lado de animais exóticos que são, literalmente, seus únicos interlocutores. O dom de falar com os bichos o tornou uma lenda, mas também um homem desconectado dos humanos — até que a doença misteriosa da Rainha Vitória o obriga a sair da toca.

Uma missão que é também um reencontro consigo mesmo

O chamado da Rainha chega por meio da jovem Lady Rose, que convence Dolittle a embarcar em uma jornada para encontrar uma fruta lendária capaz de curá-la. Mas a missão, claro, vai além da busca por um antídoto: trata-se também da busca pela cura interior do próprio médico.

A aventura leva Dolittle e seus fiéis companheiros pelos oceanos, florestas e ilhas encantadas. Cada etapa é uma metáfora das emoções que ele precisa enfrentar: medo, raiva, negação, saudade. E cada animal ao seu lado simboliza partes de sua psique — do gorila ansioso à arara sensata, passando por um urso-polar medroso e um avestruz pessimista. Juntos, formam um retrato emocional e divertido da alma humana.

Um elenco completo

Robert Downey Jr., mundialmente conhecido por interpretar o Homem de Ferro, mergulha aqui em um personagem completamente diferente. Sua performance sensível, com trejeitos teatrais e sotaque excêntrico, dividiu opiniões, mas é inegavelmente corajosa.

Ao seu redor, um elenco digno de tirar o chapéu: Antonio Banderas (A Máscara do Zorro, A Pele que Habito) interpreta o Rei Rassouli, Michael Sheen (Frost/Nixon, The Queen) vive o vilão Dr. Müdfly, e Harry Collett (Dunkirk) traz frescor e carisma como o jovem aprendiz Tommy Stubbins. A presença de Jessie Buckley (Estou Pensando em Acabar com Tudo, Wild Rose), Jim Broadbent (As Horas, Harry Potter e o Enigma do Príncipe) e Kasia Smutniak (Lembranças de um Amor Eterno, Perfect Strangers) complementa o time com elegância.

Na dublagem original, o show é dos astros: Emma Thompson (Razão e Sensibilidade, Nanny McPhee), Rami Malek (Bohemian Rhapsody, Mr. Robot), John Cena (O Esquadrão Suicida, Velozes & Furiosos 9), Octavia Spencer (Histórias Cruzadas, Ma), Tom Holland (Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, O Diabo de Cada Dia), Selena Gomez (Os Feiticeiros de Waverly Place, Only Murders in the Building), Craig Robinson (The Office, É o Fim), Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor, A Origem), Ralph Fiennes (O Paciente Inglês, O Grande Hotel Budapeste) e Jason Mantzoukas (Brooklyn Nine-Nine, Big Mouth) dão voz aos animais com humor e personalidade.

Dublagem brasileira

A versão exibida pela Globo, dublada em português, mantém a excelência com vozes consagradas como Guilherme Briggs, Alexandre Moreno, Marco Ribeiro, Marize Motta, entre outros. A tradução criativa, com adaptações culturais bem aplicadas, torna o humor mais acessível e o conteúdo ainda mais envolvente para o público brasileiro.

A dublagem nacional — há décadas aclamada por fãs de animações e blockbusters — transforma Dolittle em um verdadeiro presente para as famílias que acompanham a Sessão da Tarde.

Bastidores do longa

Dirigido por Stephen Gaghan, conhecido por dramas sérios como Traffic, o filme foi um desafio à parte. Filmado em locações do Reino Unido, como o Great Windsor Park e as montanhas do norte do País de Gales, a produção mescla cenários reais e efeitos digitais de ponta para criar um universo mágico.

Com um orçamento estimado em 175 milhões de dólares, Dolittle enfrentou atrasos, refilmagens e reestruturação de roteiro durante a pós-produção. As críticas na estreia foram mistas, mas a resposta do público — especialmente famílias — garantiu ao filme uma bilheteria mundial superior a 250 milhões de dólares.

Sessão da Tarde: o ritual de gerações

A escolha da Globo por exibir o clássico repaginado na Sessão da Tarde não é aleatória. O espaço, que há mais de 50 anos exibe filmes que formam memórias afetivas em milhões de brasileiros, mantém sua relevância justamente por unir diferentes gerações.

Pais que cresceram assistindo aos filmes de Eddie Murphy como Dr. Dolittle nos anos 90 agora se sentam ao lado dos filhos para ver a nova versão. Avós que liam as fábulas originais reconhecem na ambientação vitoriana um pedaço de seu imaginário. Crianças de hoje se encantam com um cinema que ainda acredita no poder da fantasia.

O legado de Dolittle

Apesar das críticas iniciais, Dolittle conquistou seu espaço como uma obra que não precisa ser perfeita para ser significativa. Sua mensagem — de que ouvir o outro pode ser o primeiro passo para curar a si mesmo — reverbera em um mundo onde a escuta se tornou rara.

O filme continua sendo exibido em plataformas de streaming e nas grades de canais abertos, provando que seu apelo familiar e sua estética encantadora seguem conquistando novos públicos.

“Roda a Roda Jequiti” deste domingo (20/07): Patrícia e Rebeca Abravanel apresentam novos ganhadores

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RODA A RODA

Neste domingo, 20 de julho de 2025, às 19h20, o SBT abre as portas para sonhos, risos e lágrimas com uma edição especial do Roda a Roda Jequiti. Um clássico da televisão brasileira que atravessa décadas com o mesmo entusiasmo, agora em clima de celebração e emoção, comandado pelas carismáticas irmãs Patrícia e Rebeca Abravanel. Filhas de Silvio Santos, elas não apenas herdaram o legado, mas também o dom raro de conversar com o povo como quem senta ao lado da plateia — com humor, empatia e coração aberto.

Se ainda restam dúvidas sobre por que o Roda a Roda é um dos últimos grandes encontros de famílias em frente à TV, essa edição promete esclarecer tudo. Prepare-se para gargalhadas, histórias comoventes, viradas surpreendentes e um ambiente em que o calor humano é a verdadeira estrela da noite.

Duas irmãs, uma missão: transformar vidas com leveza e amor

Desde que assumiram o programa em edições especiais, Patrícia e Rebeca Abravanel provaram que são mais que herdeiras de um império midiático — são comunicadoras nata, com timing de palco, sensibilidade afiada e um dom raro de criar conexão com quem assiste.

Elas não apenas apresentam: vivem cada segundo do programa. Brincam entre si com cumplicidade, fazem piada com os convidados, escutam suas histórias com respeito e se emocionam junto. Há entre elas uma troca silenciosa que encanta: um olhar basta para entender o que a outra está sentindo.

“Parece um almoço de domingo com a família toda reunida. Cada participante que chega traz um pouco da casa dele pro nosso estúdio”, revelou Patrícia nos bastidores, pouco antes da gravação desta edição especial.

Mais que um game show: uma celebração da vida brasileira

A dinâmica do programa é conhecida — girar a roleta, adivinhar palavras e torcer para escapar da famigerada “Perde Tudo”. Mas o que acontece em torno disso é o que transforma a experiência: o palco do Roda a Roda se torna um território de superação, coragem e sonho.

Neste domingo, segundo informações apuradas com exclusividade pelo Almanaque Geek, os competidores vêm de diferentes partes do país e carregam histórias fortes: um entregador que vende Jequiti entre um pedido e outro; uma avó que viu nos cosméticos uma forma de sustentar os netos; uma mãe solo que luta diariamente contra a invisibilidade social.

“Tem histórias que a gente jamais imaginaria ouvir num game show. E elas chegam, sem filtro, com verdade, com lágrima, com fé. Isso é o Roda a Roda”, afirma uma produtora da atração, que acompanha os participantes desde a recepção até a despedida.

Emoção que ultrapassa a tela

O impacto do programa vai muito além do estúdio. Os consultores e clientes Jequiti que participam da atração passam por uma experiência completa: são recebidos com carinho pela equipe, ganham uma imersão nos bastidores do SBT e, muitas vezes, vivem ali um dos momentos mais marcantes de suas vidas.

“Eu chorei o dia inteiro quando soube que fui sorteada. Estar no palco, ver a Rebeca sorrindo pra mim, foi mágico. Nunca imaginei passar por isso”, diz Ana Luísa, de Bauru, participante da edição de maio.

A edição deste domingo promete seguir esse mesmo ritmo: histórias reais, emoções à flor da pele e um público que não só torce — vibra, se reconhece, se emociona junto. E não é raro ver lágrimas escorrendo nos rostos da plateia, da equipe técnica, dos câmeras, das próprias apresentadoras.

Prêmios que mudam trajetórias

Além da visibilidade e da experiência, os participantes concorrem a prêmios que podem realmente transformar destinos: barras de ouro, viagens, kits de produtos, dinheiro em espécie. Mas, muitas vezes, o maior prêmio é outro: o reconhecimento de uma trajetória de luta.

“Quando você está ali no palco, não é só sobre ganhar. É sobre mostrar que a gente existe, que a gente é capaz, que a gente tem valor”, disse um dos participantes após a gravação.

E há também os pequenos gestos que fazem a diferença: um abraço apertado de Rebeca, um elogio espontâneo de Patrícia, o carinho dos profissionais que cuidam dos bastidores com zelo. Tudo isso faz do Roda a Roda uma experiência que vai muito além do entretenimento.

Como participar?

Se você se emocionou e pensou “quero estar ali”, saiba que participar do Roda a Roda Jequiti é possível e acessível. Consultores da marca entram automaticamente nos sorteios a cada pedido registrado. Já os clientes podem participar adquirindo produtos com cupons promocionais e enviando para a Caixa Postal 05947-960.

E mais: além da chance de participar do programa, todos ainda concorrem a brindes e prêmios exclusivos. Um incentivo que movimenta a rede, estimula o empreendedorismo e aproxima pessoas do sonho de brilhar na TV.

Um marco na televisão brasileira

O Roda a Roda nasceu em 2003, inspirado em clássicos internacionais, mas com alma 100% brasileira. Desde então, o programa consolidou-se como um fenômeno da TV aberta — resistindo ao tempo, às transformações tecnológicas e às mudanças de hábito do público.

Mesmo em plena era do streaming, ele mantém seu posto de audiência fiel, especialmente aos domingos, quando famílias inteiras ainda se reúnem para torcer juntas. A cada edição, o programa reafirma que a televisão, quando feita com verdade, ainda tem um lugar sagrado no coração do Brasil.

As novas madrinhas do público

Com o afastamento de Silvio Santos da televisão, muitos se perguntaram: quem seria capaz de manter viva a magia do SBT? A resposta veio aos poucos, com naturalidade — e tem nome duplo: Patrícia e Rebeca.

Elas não tentam imitar o pai, mas incorporam seu espírito: valorizam o povo, o improviso, a emoção. Em vez de copiar fórmulas antigas, criam um novo frescor para a televisão de auditório — um híbrido de tradição e modernidade.

Com talento, empatia e leveza, elas se consolidam como as novas madrinhas do Brasil televisivo — figuras que não apenas conduzem o programa, mas abraçam seus participantes com afeto e autenticidade.

Portanto, marque na sua agenda: domingo, às 19h20, no SBT, você tem um encontro com a emoção, com a esperança e com as histórias que representam o melhor do Brasil.

Crítica | Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) renova o clássico com suspense e emoção

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Mais de 25 anos após o lançamento do clássico que definiu o slasher para uma geração inteira, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado retorna em 2025 com um novo olhar, novas vítimas e a mesma sombra aterrorizante do passado. A produção dirigida por Jennifer Kaytin Robinson — conhecida por sua abordagem sensível e moderna sobre juventude e culpa — não é apenas uma releitura do original, mas uma extensão sombria e emocional da mitologia que se iniciou em 1997.

Com roteiro de Leah McKendrick, baseado no romance homônimo de Lois Duncan, o filme traz um elenco jovem liderado por Madelyn Cline, Chase Sui Wonders e Jonah Hauer-King, que vivem cinco amigos marcados por um segredo mortal. A nova versão mescla tensão psicológica, violência gráfica e uma forte carga emocional, que explora não só o trauma coletivo, mas também a herança de uma cidade ainda marcada pelo chamado Massacre de Southport — evento ocorrido na linha do tempo do filme original.

A nova trama: fantasmas do passado em corpos jovens

Logo nos primeiros minutos, o filme estabelece a atmosfera densa e moralmente ambígua que vai permear toda a narrativa. Em uma noite aparentemente comum de verão, cinco amigos celebram o fim do ensino médio. A embriaguez, a euforia e uma série de escolhas impulsivas culminam em um trágico acidente: um pedestre é atropelado e morre na hora. O grupo, tomado pelo pânico, decide esconder o corpo e jurar segredo.

O que parecia um pacto entre amigos se transforma em um pesadelo meses depois, quando todos passam a receber mensagens ameaçadoras: “Eu sei o que vocês fizeram.” O que começa como uma brincadeira mórbida vira terror absoluto quando um misterioso assassino com um gancho começa a persegui-los. Cada membro do grupo é confrontado não apenas com a morte iminente, mas com a culpa que os consome desde aquela noite. No entanto, à medida que investigam os ataques, descobrem que não são os primeiros a viver esse inferno: o passado do massacre de 1997 ainda ecoa.

Em uma virada engenhosa, o roteiro conecta os novos protagonistas aos sobreviventes originais do primeiro filme. Eles buscam a ajuda dos únicos que enfrentaram e sobreviveram ao maníaco há mais de duas décadas. O que parecia apenas um reboot se transforma em um capítulo adicional e sombrio de uma saga sobre culpa, arrependimento e vingança.

Direção afiada e tensão contínua

Jennifer Kaytin Robinson, que já havia demonstrado domínio sobre dilemas juvenis em Alguém Avisa? e Do Revenge, aqui se mostra à vontade no campo do terror, trazendo profundidade emocional sem sacrificar o suspense. Ela entende que o verdadeiro horror não está apenas no monstro com gancho — mas no que somos capazes de fazer uns com os outros para sobreviver ou esconder nossas falhas.

A cineasta também acerta ao utilizar um ritmo cadenciado que equilibra sustos brutais com momentos mais introspectivos. A violência é gráfica, mas nunca gratuita. Ela serve como extensão da dor interna dos personagens, um reflexo físico da culpa que carregam.

A fotografia é escura e opressiva, com uso frequente de névoa e sombras para esconder (e, por vezes, revelar) os perigos que se aproximam. Southport, a cidade fictícia que retorna como cenário, é mostrada como um lugar corroído por tragédias antigas, onde o tempo não apaga os pecados — apenas os esconde melhor.

O elenco: juventude à beira do abismo

Madelyn Cline, conhecida por Outer Banks, entrega uma performance tensa e cativante como a jovem líder do grupo, Emma. Sua personagem oscila entre o desespero e a tentativa de controle, encarnando uma figura que tenta manter todos unidos enquanto o medo os fragmenta. Já Chase Sui Wonders e Jonah Hauer-King interpretam, respectivamente, a melhor amiga de Emma e seu ex-namorado — ambos com segredos próprios que aumentam a tensão interna.

O filme também se destaca ao trazer de volta — em participações especiais e significativas — personagens ligados ao longa original. Embora a produção tenha mantido em sigilo a identidade dos veteranos que retornam, o impacto da conexão é profundo, reforçando que o mal em Southport não tem prazo de validade.

Temas profundos: culpa, juventude e o preço do silêncio

Mais do que um simples filme de terror, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) é um estudo sobre juventude, responsabilidade e as consequências dos atos impensados. Ele reflete sobre o pacto do silêncio, frequentemente feito por medo ou vergonha, e como isso afeta toda uma comunidade.

Há uma discussão sutil sobre redes sociais, cancelamento e a nova forma de punição pública na era digital — algo impensável na época do filme original. O assassino, neste contexto, não é apenas um justiceiro mascarado: ele é a encarnação da vergonha e da verdade que sempre vem à tona, mesmo após anos de negação.

Além disso, a obra propõe uma reflexão sobre o trauma geracional. Ao revisitar os sobreviventes de 1997, o roteiro aponta para um ciclo de violência e omissão que se repete, mostrando que lidar com o passado é o único caminho para evitar novas tragédias.

Um novo fôlego para o horror teen

Enquanto muitos reboots se contentam em reciclar fórmulas, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) surpreende ao não temer caminhar por novas rotas, mesmo que arriscadas. A produção aposta em um tom mais sombrio, psicológico e maduro, abraçando o slasher com mais consistência e menos dependência de sustos fáceis.

Ao introduzir uma mitologia própria — com pistas de que há algo maior, quase sobrenatural, por trás dos eventos de Southport — o filme abre caminho para possíveis continuações ou até uma minissérie. Em tempos em que o horror teen parecia esgotado, esta produção mostra que ainda há espaço para histórias bem contadas, com emoção e crítica social.

Um dos grandes filmes de terror do ano

Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) cumpre a difícil missão de reviver um clássico cult e, ao mesmo tempo, se estabelecer como uma obra relevante, independente e emocionalmente forte. É uma história de culpa e redenção, de erros que não podem ser apagados e de como o medo — quando nutrido em silêncio — pode virar um monstro real.

Para os fãs do original, é um retorno ao lar (assustador, mas necessário). Para os novos espectadores, é um convite ao pesadelo moderno, onde o horror não está apenas no escuro — mas no espelho.

Younite desembarca no Brasil com turnê inédita e gratuita em parte das cidades

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Foto: Reprodução/ Internet

Com apenas dois anos de estrada, a boyband sul-coreana Younite já conquistou corações pelo mundo — e agora está pronta para conhecer de perto os fãs brasileiros. A partir do dia 16 de agosto, o grupo embarca em sua primeira turnê pelo Brasil, com nove apresentações em seis estados, incluindo participações em festivais culturais e shows acessíveis, com ingressos a preços populares. As informações são da Folha de São Paulo.

A iniciativa faz parte de um projeto maior de intercâmbio artístico-cultural idealizado pelo Centro Cultural Coreano no Brasil, que escolheu o grupo como embaixador jovem da nova onda do K-pop em solo latino-americano. “YOUNITE significa ‘Você e Eu: estamos conectados’. Não é apenas um nome artístico, mas um conceito que se alinha com a proposta desta turnê”, destaca o comunicado oficial da Brand New Music, empresa que gerencia a carreira da banda.

Agenda extensa, ingressos acessíveis e encontros com fãs

Ao todo, serão nove datas confirmadas, com destaque para eventos gratuitos em São Paulo e Brasília, integrados aos festivais de cultura coreana promovidos por embaixadas locais. Nas demais cidades — Curitiba, Piracicaba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Goiânia — os ingressos variam a partir de R$ 80, permitindo que fãs de diferentes regiões tenham acesso a uma experiência ao vivo com o grupo.

Confira as datas:

  • 16 e 17/08 – São Paulo (evento gratuito)
  • 19/08 – Curitiba
  • 21/08 – Piracicaba
  • 24/08 – Rio de Janeiro
  • 26/08 – Belo Horizonte
  • 28/08 – Goiânia
  • 30 e 31/08 – Brasília (evento gratuito)

“Estamos ansiosos para sentir de perto o calor dos fãs brasileiros. Sabemos que o Brasil ama o K-pop e queremos retribuir esse carinho com muita música, energia e gratidão”, afirmou Eunsang, um dos integrantes mais populares da banda, em entrevista ao jornal coreano The Korea Herald.

Quem é o Younite? A boyband que representa a nova geração do K-pop

Formado em 2022 pela Brand New Music, o YOUNITE estreou com o EP Youni-Birth e rapidamente atraiu atenção por seu estilo visual moderno, coreografias precisas e letras que falam de juventude, identidade e conexões pessoais. O grupo começou com nove membros, mas atualmente conta com oito integrantes ativos: Eunho, Steve, Eunsang, Hyungseok, Woono, Dey, Kyungmun e Sion.

Eunsang, ex-integrante do grupo X1 (formado pelo programa Produce X 101), é considerado o rosto mais conhecido do grupo, tendo trilhado carreira solo antes de se juntar ao projeto. Já Kyungmun chamou atenção ao participar do reality show LOUD, da JYP Entertainment. Essa bagagem individual agrega diversidade de talentos ao YOUNITE, que já lançou quatro EPs desde a estreia e se destaca pelo dinamismo de seus lançamentos.

O grupo traz como assinatura o conceito de juventude em transformação, sempre evocando a ideia de pertencimento e acolhimento mútuo. “Eles são como uma cápsula do tempo para a geração Z”, escreveu o portal Seoulbeats em sua resenha do EP Youni-Q.

Turnê como estratégia de diplomacia cultural

Mais do que uma série de shows, a passagem do YOUNITE pelo Brasil integra uma movimentação maior de expansão da diplomacia cultural sul-coreana. A presença de grupos de K-pop em países da América Latina tem crescido significativamente, não apenas em grandes arenas, mas também em ações locais que promovem o idioma, a gastronomia e os costumes coreanos.

“O Brasil é um mercado estratégico para a cultura coreana. Temos aqui um público jovem, conectado e apaixonado. Trazer o YOUNITE é uma forma de estreitar esse laço cultural”, explicou Min-Soo Han, diretor do Centro Cultural Coreano no Brasil. Ele aponta ainda que os festivais em São Paulo e Brasília terão atividades paralelas, como oficinas de caligrafia, workshops de dança K-pop e mostras gastronômicas típicas.

A estratégia vem dando certo: segundo dados da Embaixada da Coreia do Sul no Brasil, houve um aumento de 42% na procura por aulas de coreano em 2024, além do crescimento das comunidades online dedicadas ao K-pop. Só o fandom do YOUNITE no Brasil já ultrapassa 150 mil seguidores nas redes sociais, mesmo antes da primeira visita ao país.

Impacto social e geração de oportunidades

A acessibilidade dos eventos é um dos pontos mais celebrados por fãs e especialistas. Ao realizar apresentações gratuitas em grandes capitais e oferecer valores populares nos demais shows, o projeto democratiza o acesso à cultura pop coreana — que, muitas vezes, é limitada a fãs com maior poder aquisitivo devido aos altos custos de turnês privadas.

“Esse tipo de evento público é transformador. Ele dá a jovens periféricos, estudantes e pessoas de diferentes perfis a chance de viver algo que parecia inalcançável. Não é só entretenimento, é inclusão cultural”, afirma Luciana Yamamoto, pesquisadora de relações culturais internacionais e autora de estudos sobre soft power asiático na América Latina.

O que esperar dos shows no Brasil?

Segundo a Brand New Music, a turnê brasileira do grupo trará um setlist variado, incluindo sucessos como “Bad Cupid”, “Waterfall”, “Everybody”, além de performances especiais montadas exclusivamente para o público brasileiro. Os integrantes também prometem interações ao vivo, incluindo jogos, perguntas do público e mensagens em português.

Billie Eilish anuncia filme-concerto em 3D com direção de James Cameron

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Foto: Reprodução/ Internet

No último sábado (19), durante um show lotado em Manchester, na Inglaterra, a cantora Billie Eilish surpreendeu os fãs com um anúncio histórico: está a caminho um filme-concerto baseado na turnê de seu mais recente álbum, Hit Me Hard and Soft. E mais: o projeto será dirigido pelo cineasta James Cameron e filmado em 3D, prometendo uma nova fronteira de imersão sensorial na música ao vivo.

“Eu não posso dizer muito sobre, mas o que eu posso dizer é que estou trabalhando em algo muito, muito especial com alguém chamado James Cameron… e será em 3D”, disse Billie, visivelmente empolgada, diante de milhares de pessoas no estádio. A notícia rapidamente tomou conta das redes sociais, com fãs especulando como será essa união entre duas figuras tão distintas — e ao mesmo tempo visionárias — em seus campos.

Uma união entre inovação, emoção e técnica

De um lado, Billie Eilish, fenômeno global da música, que desde sua estreia em 2016 com “Ocean Eyes” redefine as fronteiras entre pop, alternativo e eletrônico. Do outro, James Cameron, mestre do cinema épico e responsável por alguns dos maiores marcos da história da sétima arte — como Titanic, Avatar e O Exterminador do Futuro 2. A parceria pode parecer inesperada à primeira vista, mas carrega uma lógica profunda: ambos são artistas obcecados pela inovação, pelas emoções humanas em suas formas mais cruas e por experiências sensoriais que desafiam o convencional.

Billie, que recentemente completou 23 anos, é conhecida por seu estilo minimalista e sombrio, suas letras confessionais e seu visual marcante. Já venceu 9 Grammys, 2 Oscars, e vem quebrando recordes desde o primeiro álbum, When We All Fall Asleep, Where Do We Go?. Seu irmão e produtor, Finneas O’Connell, tem sido seu parceiro criativo desde o início, e não se sabe ainda qual será o envolvimento dele nesse novo projeto audiovisual.

James Cameron, por sua vez, dispensa apresentações. Canadense de nascimento e apaixonado pelo fundo do mar e pelas estrelas, é o diretor de três dos quatro filmes com maior bilheteria da história do cinema: Avatar, Titanic e Avatar: O Caminho da Água. Ele também é um dos poucos cineastas que não só acompanha o avanço da tecnologia no cinema, mas que a lidera — tendo sido pioneiro na popularização do 3D com o primeiro Avatar em 2009.

A possibilidade de ver Billie Eilish sob a ótica e o domínio técnico de Cameron empolga pela ousadia: será a sensibilidade íntima da artista fundida ao espetáculo visual de um mestre da imersão. Música e cinema, som e imagem, vulnerabilidade e grandiosidade — tudo parece se encontrar nesse novo projeto.

Turnê “Hit Me Hard and Soft”: o pano de fundo do filme

Lançado em maio de 2024, Hit Me Hard and Soft é o terceiro álbum de estúdio de Billie Eilish. Mais uma vez, a artista escolheu não seguir fórmulas comerciais — recusando singles lançados previamente, optando por lançar o álbum completo de uma só vez, e mantendo uma sonoridade envolta em atmosferas etéreas, letras confessionais e construções sonoras que vão do experimental ao pop puro.

A turnê que leva o mesmo nome do disco já é considerada uma das mais impactantes de sua carreira. Com ingressos esgotados em poucos minutos em cidades como Londres, Nova York, São Paulo e Tóquio, a artista entrega performances que equilibram minimalismo estético e força emocional. Os shows são marcados por luzes pulsantes, vídeos atmosféricos e momentos de silêncio quase sagrado com o público, que canta em uníssono faixas como “Lunch”, “Chihiro” e “Wildflower”.

A escolha de registrar essa experiência em 3D não é apenas estética — é conceitual. Billie quer que o espectador sinta o show, como se estivesse lá, respirando o mesmo ar que ela. E ninguém melhor do que James Cameron para transformar isso em realidade.

Cameron: a mente visionária por trás da lente

James Francis Cameron nasceu no Canadá em 1954 e mudou-se para os Estados Unidos na década de 70, quando decidiu trocar a física e a filosofia pela paixão pelo cinema. Trabalhou como caminhoneiro antes de se lançar no mundo dos efeitos especiais e, posteriormente, na direção. A virada veio com O Exterminador do Futuro (1984), e a consagração com Aliens (1986) e Titanic (1997), este último ganhador de 11 Oscars e responsável por uma revolução emocional e técnica no cinema.

Além do cinema, Cameron também é um explorador do fundo do mar e já liderou expedições para documentar áreas inóspitas do oceano, como a Fossa das Marianas. Sua paixão pela profundidade, seja literal ou metafórica, pode ser o elo invisível com o universo emocional de Billie Eilish.

A trajetória de Cameron mostra que ele não é um cineasta apenas interessado em grandes explosões ou mundos fantásticos, mas em contar histórias sobre seres humanos lidando com perdas, medos, amores e transcendência. Assim como Billie canta sobre seus medos, dores e fantasias mais íntimas, Cameron as transforma em imagem — e é esse encontro que torna o projeto tão promissor.

Um novo capítulo para os filmes-concerto?

Embora filmes-concerto não sejam novidade — Beyoncé com Homecoming, Taylor Swift com The Eras Tour, Madonna com Madame X e mesmo a própria Billie, com o documentário The World’s a Little Blurry — o envolvimento de um diretor como James Cameron muda a escala da proposta. Ele promete não apenas documentar um show, mas criar uma experiência cinematográfica por completo.

O uso do 3D sugere que este será um espetáculo para os sentidos, talvez com câmeras posicionadas de formas nunca antes vistas em shows ao vivo. É possível que haja inserções narrativas, efeitos visuais, imagens que conectem o palco com o universo interior de Billie, tornando a experiência ainda mais rica para quem a acompanha.

A novidade vem também em um momento em que o cinema busca se reinventar após os impactos da pandemia e a popularização do streaming. Um filme-concerto dessa magnitude, com artistas que mobilizam públicos tão diversos e engajados, pode ser uma forma de devolver aos cinemas um lugar de encontro emocional coletivo.

O que esperar

Ainda sem título ou data de estreia revelados, o projeto já nasce com altas expectativas. A união entre uma artista que representa as emoções e angústias de uma geração, e um diretor que domina a linguagem visual como poucos, pode resultar em algo que vá além de um simples registro musical.

Se Billie Eilish já havia provado ser uma estrela única, e James Cameron já havia redefinido o que é possível no cinema, agora eles têm a chance de, juntos, criar uma obra que desafie categorias — entre show e filme, entre performance e narrativa, entre realidade e fantasia.

“Aparecida Sertaneja” desta segunda (21/07) recebe Silvio Brito, a dupla Silvio e Gustavo, e os cantores Guilherme Viola e Daniel Netho

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Foto: Reprodução/ Internet

A edição desta segunda-feira, 21 de julho de 2025, do “Aparecida Sertaneja”, promete uma noite de celebração à música brasileira com enfoque na união de gerações. Apresentado por Mariangela Zan, o programa da TV Aparecida recebe o cantor Silvio Brito no quadro “Canções de Ouro”, em um tributo à sua sólida trajetória na Música Popular Brasileira (MPB). Além do homenageado, o episódio contará com apresentações de jovens artistas em ascensão: a dupla Sávio e Gustavo, o violeiro mirim Guilherme Viola e o cantor e instrumentista Daniel Netho.

Silvio Brito: a trajetória de um artista que atravessa décadas

Com mais de 40 anos de carreira e mais de 30 discos gravados, Silvio Brito é um nome que integra com relevância a história da música brasileira. Nascido em Três Pontas (MG), cidade conhecida por revelar talentos como Milton Nascimento, Brito iniciou sua carreira artística ainda na adolescência, tocando diversos instrumentos e formando a banda Os Apaches. Sua proposta musical sempre foi marcada por um discurso sensível, reflexivo e conectado com questões sociais e espirituais.

Durante a década de 1970, alcançou notoriedade com sucessos como “Pare o Mundo que Eu Quero Descer”, que se tornaram emblemáticos pela crítica social embutida nas letras. Ao longo da carreira, escreveu músicas para artistas como Ronnie Von, Vanusa e Antônio Marcos, consolidando-se também como compositor de mão cheia.

A religiosidade sempre permeou sua produção. Amigo próximo do Padre Zezinho, com quem trabalhou como produtor e arranjador, Brito incorporou à sua obra canções de cunho espiritual como “Terra dos Meus Sonhos”, “Uma Luz” e a regravação de “Utopia”, obras que o aproximaram do público católico e de movimentos voltados à música com mensagem social e religiosa.

Atualmente, o artista divide seu tempo entre apresentações no Brasil e no exterior e a condução de um programa familiar na Rede Vida, ao lado da esposa e das filhas, além do maestro Maurílio Kóbel. A participação em “Canções de Ouro” marca um reencontro com o grande público e reforça seu legado como um dos artistas mais coerentes e afetivos de sua geração.

Sávio e Gustavo: irmãos de sangue e de palco

A noite também contará com a participação da dupla Sávio e Gustavo, jovens artistas que unem o vínculo familiar ao talento vocal. Irmãos com quatro anos de diferença, começaram a cantar ainda na infância, influenciados pelo pai, também músico. Carregam como principais referências nomes como Victor & Leo, Chitãozinho & Xororó e Zezé Di Camargo & Luciano, pilares do sertanejo contemporâneo.

Em 2022, conquistaram projeção nacional ao integrarem o time de semifinalistas do The Voice Kids, da Rede Globo. A apresentação no “Aparecida Sertaneja” representa mais um passo na consolidação da carreira da dupla, que vem sendo bem recebida pelo público jovem e tradicional do sertanejo.

Além do talento técnico, a dupla se destaca pela naturalidade na comunicação e pela forte ligação emocional que transparece no palco. Em um cenário musical onde as parcerias nem sempre têm raízes duradouras, Sávio e Gustavo se apresentam como símbolo da harmonia entre talento e afeto.

Guilherme Viola: o futuro da viola caipira começa cedo

Natural de Sorocaba (SP), Guilherme Viola, de apenas 10 anos, representa uma das revelações mais promissoras da música de raiz. Em um curto período de pouco mais de um ano e meio, o jovem aprendeu a tocar viola caipira com impressionante desenvoltura, demonstrando não apenas técnica, mas respeito e conhecimento pelo universo sertanejo tradicional.

Suas principais influências são Tião Carreiro & Pardinho, considerados ícones do gênero, e sua dedicação precoce ao instrumento tem despertado atenção de músicos e produtores. A participação no “Aparecida Sertaneja” é um marco em sua ainda recente trajetória e reafirma o espaço que a cultura caipira ainda ocupa na formação artística de novas gerações.

Guilherme representa uma vertente importante do movimento de preservação da viola como instrumento cultural, e sua presença em programas de visibilidade nacional contribui para renovar o interesse por esse patrimônio musical.

Daniel Netho: técnica vocal e carisma juvenil

Completa o time de atrações da noite o jovem cantor e instrumentista Daniel Netho, de 13 anos, natural de Jacareí (SP). Influenciado desde a infância pelo pai e pelo tio, que formavam uma dupla sertaneja, Daniel teve contato com o palco ainda muito cedo. No currículo, soma participações em programas como Programa Silvio Santos, no SBT, e Canta Comigo Teen 2, da Record TV, onde obteve destaque ao levantar 93 jurados com uma apresentação elogiada.

Daniel impressiona pela maturidade interpretativa e pela postura profissional, o que o diferencia entre artistas de sua faixa etária. Seu repertório é versátil, com forte influência da música sertaneja, mas também capaz de dialogar com outros estilos, o que o torna um nome promissor no cenário musical infantojuvenil.

Um palco que une tradição e renovação

O “Aparecida Sertaneja”, apresentado por Mariangela Zan, tem se consolidado como um dos espaços mais importantes para a valorização da música popular, especialmente sertaneja e regional. A cada segunda-feira, o programa oferece ao público uma programação musical que respeita o passado e celebra o futuro.

Nesta edição, a presença de Silvio Brito, aliado aos jovens talentos convidados, constrói uma narrativa potente de continuidade. Mais do que performances, o episódio representa um encontro simbólico entre diferentes gerações que partilham os mesmos valores artísticos: sensibilidade, dedicação, amor à música e compromisso com o público.

A missão cultural da TV Aparecida

A TV Aparecida reforça, por meio de produções como o “Aparecida Sertaneja”, seu papel como canal comprometido com a promoção da identidade cultural brasileira. Em um cenário audiovisual cada vez mais dominado por produtos efêmeros e fórmulas repetitivas, a emissora aposta na valorização da memória musical e na abertura de espaço para novos talentos com propostas artísticas genuínas.

“O Jogo de uma Vida” inspira a Sessão da Tarde da próxima segunda (21/07) com história real de superação no esporte

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Foto: Reprodução/ Internet

Na próxima segunda-feira, 21 de julho de 2025, a Sessão da Tarde, da Globo, apresenta um filme que vai muito além do esporte. “O Jogo de uma Vida”, dirigido por Thomas Carter, é uma daquelas histórias que tocam fundo e lembram o espectador do verdadeiro significado da palavra “vitória”. Baseado em uma história real, o longa acompanha a jornada de Bob Ladouceur, treinador de um time colegial que conquistou o impossível: 151 vitórias consecutivas no futebol americano estudantil — um feito que ainda hoje é lembrado como um dos maiores da história esportiva dos Estados Unidos.

Mas se engana quem pensa que o filme se resume a números e troféus. “O Jogo de uma Vida” é, acima de tudo, uma narrativa sobre fé, caráter, empatia e liderança. É sobre como um professor – antes de ser técnico – inspirou jovens a se tornarem mais do que atletas: cidadãos conscientes, resilientes e preparados para os desafios da vida.

Muito além do placar

Interpretado com profundidade por Jim Caviezel (conhecido por seu papel como Jesus em “A Paixão de Cristo”), Bob Ladouceur não é o típico herói hollywoodiano. Ele não grita, não impõe pelo medo, nem transforma seus jogadores com discursos inflamados. Pelo contrário. Sua liderança se manifesta em gestos contidos, na escuta paciente, nas perguntas feitas na hora certa. Ele guia pelo exemplo — e é isso que torna sua história tão poderosa.

Quando assumiu o modesto time dos Spartans de De La Salle High School, na Califórnia, Bob encontrou um grupo de garotos sem perspectiva, desacreditados até por eles mesmos. Em vez de buscar vitórias imediatas, ele plantou valores: humildade, disciplina, espírito coletivo. Os resultados, ironicamente, vieram como consequência — e não como obsessão.

E vieram em grande estilo: mais de uma década sem perder uma única partida. Mas o roteiro do filme, assim como a vida real, é cheio de reveses. Crises familiares, tragédias pessoais, problemas de saúde e pressões externas colocam à prova a fibra moral da equipe e a serenidade do treinador.

Elenco em sintonia revela emoção sem exageros

O elenco é um dos pontos altos do filme. Jim Caviezel constrói um Bob Ladouceur introspectivo, mas com firmeza espiritual impressionante, revelando o tipo de força silenciosa que transforma realidades. Ao seu lado, Laura Dern entrega uma atuação comovente como Bev Ladouceur, a esposa que acompanha de perto os altos e baixos do marido, equilibrando lucidez, amor e preocupação.

Michael Chiklis, no papel do assistente técnico Terry Eidson, funciona como a alma prática da equipe — mais direto, mais duro, mas igualmente apaixonado. Ele é o tipo de aliado que empurra para frente quando o caminho começa a parecer pesado demais.

Já os jovens atores — como Alexander Ludwig (da série “Vikings”) e Stephan James (“Selma”, “Se a Rua Beale Falasse”) — carregam nas costas o peso de representar uma geração pressionada por expectativas e carente de referenciais reais. Com honestidade, eles mostram que nem sempre é fácil ser jovem em um mundo que cobra vitórias, mas não ensina a lidar com derrotas.

Uma direção segura que entende o que realmente importa

A condução do diretor Thomas Carter, que já havia trabalhado no universo esportivo com “Coach Carter”, é sensível e eficiente. Carter não se prende ao clichê do “jogo do século” — embora as cenas de campo sejam empolgantes —, e prefere mergulhar nos bastidores das decisões, nos silêncios entre as jogadas, nos dilemas que se escondem no vestiário ou no jantar em família.

A fotografia é intimista quando precisa ser e enérgica nos momentos certos. A trilha sonora, discreta, colabora para uma narrativa que emociona sem manipular. O resultado é um filme que funciona tanto como entretenimento quanto como reflexão.

Lições para muito além do esporte

A exibição do filme em pleno 2025, na tradicional Sessão da Tarde, é mais do que uma escolha de grade. É um lembrete necessário em tempos de imediatismo e cultura da performance. Num mundo onde a vitória se tornou quase uma obsessão e o fracasso virou sinônimo de fraqueza, o filme vem com a força de uma parábola moderna: o que realmente significa vencer?

Bob Ladouceur ensina, com simplicidade, que a verdadeira vitória não está no placar, mas no crescimento pessoal, na integridade e na coragem de ser fiel aos próprios valores mesmo sob pressão. Não há prêmios para isso. Mas há transformação — e ela é profunda.

O legado que continua vivo

Na vida real, Bob Ladouceur se aposentou do cargo de técnico em 2013, após 34 anos dedicados ao ensino e ao esporte. Seu legado, no entanto, segue vivo. Mais do que títulos, ele deixou uma comunidade marcada por seus ensinamentos. Pais, professores e ex-alunos o reverenciam como um exemplo de ética, humanidade e compromisso com a juventude.

Sua filosofia — baseada na formação de caráter — hoje é estudada em universidades, clínicas esportivas e fóruns de liderança. Ele mostrou que um bom treinador não forma apenas jogadores: forma cidadãos. E que o impacto de um educador vai muito além dos muros da escola.

Um convite para ver (ou rever) com o coração aberto

“O Jogo de uma Vida” é um filme ideal para assistir em família, sozinho ou com amigos, especialmente em momentos em que precisamos reencontrar sentido em meio à correria do dia a dia. Ele emociona sem ser piegas, inspira sem precisar levantar bandeiras, e nos faz lembrar que cada escolha, por menor que pareça, pode transformar vidas.

E para quem perder a exibição na televisão, há uma boa notícia: o longa também está disponível para aluguel no Prime Video, com valores a partir de R$ 6,90. Uma ótima oportunidade para conhecer — ou revisitar — essa obra que emociona por dentro, nos lembrando que os melhores jogos da vida são aqueles em que se joga com o coração.

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