Hungria: A Escolha de um Sonho | Cinebiografia do cantor estreia em 7 de maio e mostra trajetória de superação do rapper

A trajetória de Gustavo da Hungria, mais conhecido como Hungria Hip Hop, chega às telas de cinema em 7 de maio de 2026 com o longa “Hungria: A Escolha de um Sonho”. O longa-metragem revisita a história do rapper desde seus primeiros passos na música, passando por desafios, perdas e conquistas, até se tornar um dos principais nomes do rap nacional. Abaixo, veja o trailer:

O filme acompanha Gustavo ainda adolescente em Cidade Ocidental, no entorno do Distrito Federal, quando seu sonho de viver da música começava a ganhar forma. Interpretado por Gabriel Santana, o protagonista enfrenta resistência de amigos, familiares e da própria cena musical, além de dúvidas sobre o próprio caminho. Ao seu lado, Gabiru, amigo fiel, se torna parceiro essencial, ajudando a gravar a primeira demo que abriria portas para sua carreira. A mãe de Gustavo, Raquel da Hungria, interpretada por Taty Godoi, também é figura central, oferecendo apoio, presença constante e força silenciosa. O elenco conta ainda com André Ramiro e Ramon Brant, compondo o universo social e familiar do artista.

Nascido em 26 de maio de 1991, em Ceilândia, Distrito Federal, Gustavo cresceu em Cidade Ocidental, Goiás, filho de Raquel da Hungria e Manoel Neves. Desde os 14 anos, transformou vivências de vida em música, letras e rimas que se tornaram um fenômeno no rap nacional. Ao longo de sua carreira, se apresentou em grandes festivais, como Lollapalooza Brasil e Rock in Rio, e criou seu próprio festival, Downtown – A Cidade do Hungria, consolidando sua relevância no cenário musical.

O longa também revisita a parceria com o primo Chacall, com quem Gustavo integrou os grupos Sentinela e Son d’Play. A morte de Chacall em 2024, vítima de ataque cardiovascular, marca um ponto emocional na narrativa, mostrando os desafios pessoais que acompanharam a trajetória profissional do rapper.

Além das conquistas, a cinebiografia aborda momentos de vulnerabilidade. Em 2 de outubro de 2025, Hungria foi internado após ingerir bebidas alcoólicas contaminadas com metanol. O artista apresentou cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica, episódio que evidencia os riscos enfrentados por ele fora dos palcos.

Dirigido por Izaque Cavalcante e Cristiano Vieira, e produzido pela Cayac Produções em parceria com a Studio 10 Filmes, que também cuida da distribuição, o longa terá lançamento em cerca de 200 salas em todo o Brasil. O teaser oficial do filme alcançou mais de 7 milhões de visualizações em apenas 48 horas, aumentando ainda mais a expectativa para o trailer e a estreia.

O enredo acompanha Gustavo lidando com preconceito na cena do rap, construindo um estilo próprio e transformando experiências pessoais em música. O filme enfatiza a importância de escolhas, amizade e família na trajetória de Hungria, ao mesmo tempo em que mostra o crescimento do artista e o esforço necessário para atingir o sucesso. A narrativa também apresenta sua vida pessoal, incluindo o nascimento da primeira filha, Isadora Sampaio da Hungria, fruto do relacionamento com a ex-namorada Gabriela Sampaio.

A história de Hungria Hip Hop evidencia que o sucesso não veio apenas do talento, mas da persistência, da disciplina e do apoio de quem esteve ao lado dele desde o início. A cinebiografia mostra o dia a dia de um jovem tentando transformar oportunidades em conquistas e como cada decisão moldou sua carreira.

O filme busca ir além de uma biografia musical, apresentando um relato completo da origem do artista, sua família, amigos e os desafios enfrentados. Ele mostra que acreditar em um sonho improvável é tão importante quanto ter talento, destacando a determinação de Gustavo para se tornar referência no rap brasileiro.

Giovanna Antonelli estrela “Garota”, longa brasileiro que aborda menopausa e reinvenção feminina

A atriz Giovanna Antonelli (O Clone, Beleza Fatal, Salve Jorge, A Regra do Jogo) vai protagonizar “Garota”, novo longa-metragem da ELO Studios que se propõe a abordar, com leveza e humor, os desafios da menopausa e as transformações da vida adulta. A produção marca um esforço do cinema brasileiro em trazer para o centro da narrativa experiências femininas pouco retratadas, especialmente de mulheres com mais de 50 anos, um público historicamente sub-representado nas telas.

Dirigido por Rosane Svartman, conhecida por seus trabalhos em novelas de sucesso e pelo filme “(Des)Controle”, o longa acompanha a trajetória de Susana, uma mulher de 50 anos que enfrenta a perda do emprego, mudanças hormonais e a sensação de invisibilidade social. A trama se desenrola a partir de situações cotidianas, mostrando a protagonista lidando com desafios pessoais e sociais que se tornam ainda mais evidentes à medida que ela busca se reinventar.

O enredo encontra seu ponto de virada quando Susana assume temporariamente os cuidados de uma cadelinha idosa, rejeitada por todos. Essa relação inesperada funciona como um catalisador para o autoconhecimento, revelando novas formas de conexão consigo mesma e com o mundo ao redor. A cadela, símbolo de cuidado e companheirismo, ajuda a protagonista a lidar com sentimentos de inadequação e a resgatar a alegria de recomeçar.

Ao longo do filme, Susana enfrenta comparações com influenciadoras digitais e pressões sociais que reforçam a ideia de que a idade limita o valor e a visibilidade da mulher. A história, contudo, se distancia do tom dramático excessivo e aposta em uma narrativa que combina humor, sensibilidade e autenticidade, mostrando que é possível encontrar leveza mesmo em momentos de transição.

O roteiro de Flávia Guimarães, baseado em um argumento dela e de Adriana Calabró, premiado pelo Selo ELAS Cabíria & Telecine 2021, reforça a importância do cinema realizado por mulheres e destaca a relevância de trazer histórias que fogem dos padrões tradicionais de representação feminina. A produção conta ainda com Clelia Bessa como produtora associada, consolidando uma equipe majoritariamente feminina, tanto na frente quanto atrás das câmeras. Essa abordagem reforça o compromisso da ELO Studios com a diversidade e a representatividade, colocando experiências femininas complexas em foco.

O longa-metragem surge em um momento de crescente interesse por narrativas que exploram a identidade, a resiliência e a autonomia da mulher adulta. Ao retratar uma fase da vida que ainda é pouco representada na cultura pop, “Garota” oferece uma perspectiva realista, sem recorrer a estereótipos, e propõe uma reflexão sobre a invisibilidade social enfrentada por mulheres maduras, bem como sobre a capacidade de reinvenção e adaptação diante das mudanças da vida.

Previstas para iniciar no primeiro semestre de 2026, as filmagens do longa ainda não têm data de estreia definida, mas já chamam atenção por seu olhar contemporâneo e sensível sobre temas universais. A produção integra o line-up da ELO Studios, que alia entretenimento a reflexões sociais, com títulos como “Narciso”, “É Tempo de Amoras” e “#SalveRosa”, consolidando o estúdio como um espaço que valoriza histórias que refletem a diversidade e complexidade da sociedade brasileira.

Time de Fábrica | Documentário revive o épico empate do Botafogo com Garrincha em Brusque

Neste domingo (29), a TV Brasil apresenta em sua programação o documentário “Time de Fábrica” (2021), uma produção inédita que resgata um dos episódios mais memoráveis da história do futebol nacional. O filme será exibido às 16h e, em seguida, ficará disponível para streaming no app TV Brasil Play, garantindo que torcedores de todo o país possam acompanhar essa narrativa histórica e emocionante.

O documentário conta a história do amistoso lendário entre o Botafogo, liderado por craques que compunham a base da seleção brasileira da época, como Garrincha, Didi, Nilton Santos e Quarentinha, e o Carlos Renaux, equipe catarinense que atuava na cidade de Brusque. A partida aconteceu em 30 de março de 1958, no estádio Augusto Bauer, conhecido como “Gigantinho”, e é lembrada até hoje como o “jogo do século” em Santa Catarina.

O encontro ficou marcado por um momento de tensão e virada histórica. O Botafogo, então favorito, chegou a estar perdendo por 5 a 1, quando o técnico João Saldanha interveio de forma enérgica, exclamando: “Vamos perder para um time de fábrica?” A cobrança surtiria efeito: a equipe carioca reagiu com garra e técnica, garantindo um empate histórico de 5 a 5, que entrou para a memória coletiva do futebol brasileiro e catarinense.

“Time de Fábrica” não se limita apenas à narração dos lances ou à análise técnica do jogo. O filme é um mergulho na memória afetiva do esporte, combinando depoimentos de jogadores, torcedores, jornalistas e historiadores com imagens raras de arquivo. Essa abordagem humanizada permite ao público sentir a emoção do estádio, compreender a magnitude daquele momento e perceber o impacto que ele teve sobre todos os envolvidos.

A produção também contextualiza o cenário do futebol brasileiro no final dos anos 1950. O Botafogo não era apenas um clube de destaque no Rio de Janeiro: seus jogadores eram protagonistas da seleção que, poucos meses depois, conquistaria a Copa do Mundo de 1958, na Suécia, imortalizando a chamada “Geração de Ouro” do futebol nacional. Para os catarinenses, o jogo contra o Carlos Renaux mostrou que dedicação, união e talento poderiam igualar forças aparentemente desiguais, transformando uma partida amistosa em um evento histórico.

O documentário valoriza também a experiência do Carlos Renaux, destacando como uma equipe de uma cidade pequena conseguiu desafiar estrelas do futebol e conquistar o respeito da torcida. Mais do que números e estatísticas, o filme revela histórias de vidas transformadas pelo futebol, memórias de torcedores que lotaram o estádio e testemunharam o que se tornaria um marco cultural da região.

Dirigido por Sérgio Azevedo, o longa de 72 minutos equilibra emoção e informação, tornando a narrativa acessível tanto para fãs de futebol quanto para aqueles que se interessam por história e cultura brasileira. As imagens de arquivo, combinadas com entrevistas atuais, ajudam a criar uma sensação de imersão, como se o espectador estivesse revivendo a partida naquele domingo de 1958.

Resumo da novela A Escrava Isaura de sexta (27/3) – Helena confessa crime e Leôncio recebe último adeus

No capítulo da novela A Escrava Isaura da próxima sexta, 27 de março de 2026, Malvina não consegue conter as lágrimas diante da perda de Leôncio, enquanto João observa André com crescente desconfiança. O Sargento, por sua vez, lê em silêncio a carta em que Helena admite ter assassinado Dr. Paulo, e a notícia deixa Joaquina em prantos, tomada pela dor pela morte de Leôncio. Rosa e Joaquina suspeitam que Belchior já sabe quem está por trás da tragédia.

André e João carregam o corpo de Leôncio até a charrete, preparando-o para o último adeus. Isaura, angustiada, sente o peso de sua prisão iminente. O Sargento chega com as ordens oficiais: Helena e Isaura devem ser detidas, enquanto o juiz decide liberar Diogo. Aurora se aproxima de Helena, oferecendo consolo e força para enfrentar o que está por vir.

Apesar das súplicas de Álvaro, o Sargento mantém sua postura firme e conduz Isaura para a cela. Com lealdade, Álvaro permanece ao lado dela, dividindo a tensão da prisão. Helena se despede de Diogo antes de ser levada, e ambos se resignam à inevitabilidade da separação. Na solidão da cela, Álvaro e Isaura discutem quem poderia estar por trás dos crimes, ponderando cada suspeito.

A pedido de Malvina, Belchior vai até Álvaro para saber se poderá enterrar Leôncio na fazenda, mas Sebastião insiste para que o sepultamento seja rápido e discreto. André e João, abalados, recusam-se a acompanhar a cerimônia, deixando apenas a família e os mais próximos para o enterro de Leôncio. Branca, por outro lado, sente uma satisfação sombria com a prisão de Isaura.

No tribunal, Helena presta seu depoimento, carregada de emoção e tensão. Mais tarde, na cela, Helena encontra Isaura, e ambas compartilham um momento silencioso, conscientes do destino que as separa. Enquanto isso, Francisco jura que não descansará até vingar a morte de Leôncio, alimentando ainda mais a atmosfera de perigo e vingança que ronda todos ao redor.

Confira o que vai acontecer nos próximos capítulos

Rosa pressiona Sebastião, exigindo a carta de alforria que acredita ter direito. Enquanto isso, Isaura e Helena compartilham uma conversa carregada de angústia e cumplicidade, tentando encontrar força uma na outra. Aurora vai até Sebastião e o informa que Helena foi presa, deixando-o preocupado e inquieto. Malvina, desconfiada e atenta, começa a cogitar que Sebastião pode estar envolvido na morte de Leôncio.

No quilombo, Gabriel consegue, com a ajuda de Perpétua, mexer a perna, e a conquista desperta esperança e alegria entre eles. Pedrinho, abalado pelos acontecimentos, conta a Perpétua e Gabriel sobre a morte de Leôncio e a prisão de Isaura. Rosa manifesta suas suspeitas sobre Belchior, mas João e Joaquina logo a colocam contra a parede, questionando suas acusações. Gioconda, por sua vez, revela que desconfia de Tomásia.

Sebastião, em tom de provocação, afirma que Malvina também é uma possível suspeita. Belchior, carregado de rancor, comenta que jamais esquecerá a expressão de Leôncio ao ser atacado, aumentando ainda mais as suspeitas sobre ele. Rosa e André passam a se observar desconfiados, enquanto Álvaro pensa em Isaura com tristeza e preocupação. Geraldo sugere que Isaura assuma a culpa pelo crime, mas a jovem recusa-se a mentir, mantendo sua integridade.

Sebastião é atormentado por pesadelos com Leôncio, enquanto Isaura e Helena permanecem desconfiadas da sugestão de Geraldo. Determinado, Álvaro decide investigar por conta própria o assassinato de Leôncio, e Tomásia e Miguel também iniciam sua própria investigação, na esperança de salvar Isaura. Álvaro começa a desconfiar de Geraldo e de Malvina, enquanto Isaura é atormentada por pesadelos com Leôncio. Aurora, por outro lado, começa a demonstrar interesse por Henrique, criando novas tensões.

Bernardo e Moleca chegam ao quilombo, trazendo novidades e mudanças. Rosa mantém sua desconfiança sobre Belchior, enquanto Francisco vai atrás dele e ameaça-o, aumentando o clima de tensão. Gabriel celebra cada pequeno avanço nos movimentos das pernas, enchendo Perpétua de orgulho. Sebastião visita Gioconda para acertar os detalhes de seu casamento, mas acaba sendo lembrado de que ainda é suspeito.

Geraldo informa Helena que seu julgamento já foi marcado, enquanto André, tomando uma atitude ousada, aponta uma arma para Francisco e o expulsa da fazenda. Gioconda deixa claro a Sebastião que ele está entre os suspeitos do assassinato. Álvaro presta depoimento e visita Isaura, que desabafa com Malvina sobre o medo de ser condenada injustamente. Flor-de-Lis aparece na delegacia, determinada a ver o Sargento e pedir que Henrique seja preso.

Malvina se acalma, pede desculpas a Isaura e confirma que acredita na inocência da jovem. Tomásia e Miguel vão ao local do crime em busca de novas pistas, enquanto Álvaro continua a desconfiar de Malvina. Bernardo decide levar os quilombolas para o garimpo, garantindo trabalho e renda, mas João e Joaquina pressionam Belchior, provocando nele uma raiva intensa. João passa a suspeitar do homem, aumentando a tensão entre eles. André e Rosa são interrogados pelo comandante Santana, e Rosa se contradiz, dificultando ainda mais a investigação.

Miguel levanta a hipótese de que Belchior possa estar sendo ameaçado pelo verdadeiro assassino. Cel. Sebastião vai conversar com Serafina para obter seu depoimento a favor de Helena, enquanto Geraldo questiona Malvina sobre a morte de Leôncio, e ela nega qualquer envolvimento. Branca sente dores na barriga, e Estela pensa em chamar Diogo, mas é impedida por ela mesma. Rosa se mostra indiferente a Isaura, temendo que sua carta de alforria jamais se concretize.

Gabriel revela à mãe seu afeto por Perpétua, confessando que os sentimentos são mútuos, mas Gioconda desaprova o romance. Álvaro e André conversam sobre o assassinato, e a desconfiança de Álvaro cresce, pois percebe que nem sempre estiveram juntos, e a verdade ainda parece distante.

Crítica – Eles Vão Te Matar é um terror que impressiona nas atuações, mas falha no roteiro

Eles Vão te Matar acompanha Asia Reaves (Zazie Beetz), uma ex-presidiária que tenta reconstruir sua vida trabalhando como empregada doméstica no luxuoso edifício The Virgil, em Nova York. O que parecia ser uma oportunidade de recomeço rapidamente se transforma em um pesadelo: logo em sua primeira noite, Asia descobre que os moradores fazem parte de um culto satânico e que ela não é apenas uma testemunha indesejada, mas também uma peça central em um ritual macabro. Enquanto luta desesperadamente para sobreviver, precisa ainda salvar sua irmã, Maria, marcada como sacrifício.

Zazie Beetz entrega, sem dúvida, o ponto mais sólido do filme. Sua performance carrega uma intensidade física e emocional que sustenta a narrativa mesmo quando o roteiro vacila. Beetz constrói com firmeza a chamada “final girl”, traduzindo sua força tanto nas cenas de ação quanto nos momentos mais íntimos. Medo, desespero e resiliência são transmitidos de maneira convincente, mantendo o espectador engajado mesmo diante das limitações do material. É uma atuação que claramente supera os limites do próprio filme.

Tecnicamente, o longa encontra seus melhores momentos na direção de ação e na cinematografia. As sequências são dinâmicas, bem ritmadas e, em vários momentos, imersivas. A cena envolvendo fogo se destaca, não apenas pelo impacto visual, mas também pela coreografia que mistura tensão e explosão de forma eficaz. A fotografia merece destaque: o uso de iluminação baixa, enquadramentos fechados e movimentos de câmera mais agressivos, como zooms rápidos, cria uma sensação constante de claustrofobia e urgência. Visualmente, o filme consegue colocar o espectador dentro do caos.

No entanto, é justamente fora do campo técnico que Eles Vão Te Matar começa a desmoronar. O roteiro carece de profundidade e ousadia. Embora sugira camadas temáticas como poder, exploração e desumanização, nenhuma é explorada com a complexidade necessária. O resultado é uma narrativa superficial diante do potencial existente. Ao evitar riscos, o filme se torna genérico, deixando de desenvolver adequadamente não apenas Asia, mas também sua relação com Maria, que poderia carregar um peso emocional muito maior.

Os personagens secundários são outro ponto fraco. Figuras como Lily, Sharon e Kevin são mal desenvolvidas e não possuem motivações claras ou interessantes. Patricia Arquette, no papel de Lily, é a única que oferece algum valor narrativo, ainda que limitado. No geral, os antagonistas falham em causar impacto, sendo previsíveis e reduzidos a falas clichês que enfraquecem ainda mais o tom do filme.

Um dos elementos mais problemáticos é a inclusão abrupta do “porco satânico”, que surge sem qualquer construção narrativa. Em vez de provocar medo, o elemento soa quase como uma paródia involuntária, quebrando a imersão. Esse tipo de escolha evidencia um problema maior: o filme não consegue equilibrar seu próprio tom, oscilando entre o terror e algo quase caricatural.

Outro fator que prejudica a tensão é a ideia de imortalidade dos personagens. Ao eliminar o senso de risco real, o filme compromete o suspense, pilar fundamental do gênero. A repetição desse recurso torna os confrontos previsíveis e diminui o impacto emocional das cenas. Curiosamente, o filme sugere, ao final, que a escala do culto é uma ameaça muito maior, levantando a questão: por que não explorar esse conflito de forma mais intensa, em vez de recorrer a soluções narrativas que enfraquecem o clímax?

O diálogo também deixa a desejar. Repleto de clichês e frases previsíveis, contribui para uma sensação constante de déjà vu. A inspiração em Casamento Sangrento é evidente, mas o filme falha em trazer algo novo. Há ainda uma estética de ação que remete ao estilo de Quentin Tarantino, mas sem a mesma identidade ou refinamento; tudo soa familiar, mas não de maneira positiva.

Os efeitos visuais apresentam inconsistências. Enquanto sequências como a do fogo funcionam bem, outras, como as envolvendo o “porco” e a explosão final, são visivelmente artificiais, quebrando a imersão e reforçando a sensação de que o filme não se leva totalmente a sério.

No fim, Eles Vão Te Matar é um thriller de altos e baixos marcantes. Há competência técnica, boas ideias e uma performance central sólida, mas tudo isso é prejudicado por um roteiro fraco, escolhas criativas questionáveis e falta de identidade própria. O resultado é um filme que entretém em seus melhores momentos, mas que não sustenta seu impacto a longo prazo e dificilmente justificaria uma revisita.

Netflix inicia produção de A Estranha na Cama, thriller nacional com Paolla Oliveira, Bella Campos e Emílio Dantas

A Netflix iniciou as filmagens de A Estranha na Cama, novo longa-metragem nacional que pretende explorar os limites do desejo, do poder e das relações humanas. Dirigido por Esmir Filho (Homem com H, Gabriel e a Montanha) e com roteiro de Raphael Montes (Bom Dia, Verônica, Dias Perfeitos), o projeto é a primeira grande adaptação para as telas do livro homônimo do autor, que ainda será lançado este ano e já vendeu mais de um milhão de exemplares no Brasil.

Para marcar o início da produção, a plataforma divulgou a primeira imagem oficial do elenco, que traz Paolla Oliveira (Amor de Mãe, A Força do Querer, Duas Caras), Bella Campos (O Outro Lado do Paraíso, Amor Sem Igual, O Cravo e a Rosa) e Emílio Dantas (Segundo Sol, Salve Jorge, Além do Horizonte) nos papéis centrais. No longa, o trio interpreta um casal em crise que decide abrir o relacionamento como última tentativa de salvar o casamento. O que começa como um acordo libertador rapidamente se transforma em um jogo de segredos e mentiras, provocando tensão e suspense a cada cena.

O roteiro, assinado por Raphael Montes em parceria com Janaina Tokitaka (Séries e Projetos de Televisão), preserva a característica marcante do autor de explorar as complexidades humanas em tramas repletas de reviravoltas e tensão psicológica. Montes, reconhecido pelo sucesso de livros como Dias Perfeitos, leva para o audiovisual seu estilo envolvente e provocador.

Além do trio principal, o elenco inclui Kelner Macêdo (O Pagador de Promessas, Mister Brau), Vera Fischer (Laços de Família, Mulheres de Areia, Caminho das Índias) e Paulo Betti (A Grande Família, O Dono do Mundo, Central do Brasil), nomes que adicionam experiência e peso dramático à trama. Cada ator contribui para a construção de personagens complexos, onde desejo, frustração e manipulação se entrelaçam em uma narrativa cheia de tensão.

A produção é realizada pela Casa Montes em parceria com a A Fábrica, empresa da Banijay Américas, com Cecilia Grosso como produtora e produção executiva assinada por Montes, Victor Prataviera (Produções de Streaming), Jenifer Marques (Televisão Brasileira), Clara Machado (Cinema Nacional), Simone Oliveira (Projetos de Ficção) e Samanta Moraes (Produções Audiovisuais). A equipe reúne profissionais experientes para garantir qualidade e fidelidade ao material original.

Quem é Raphael Montes?

Raphael é um dos principais nomes da literatura de suspense e thriller do Brasil, conhecido por criar histórias marcadas por mistério, tensão e personagens complexos. Natural do Rio de Janeiro, ele estudou no tradicional Colégio de São Bento e formou-se em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Desde a infância, Montes mostrou interesse por narrativas de investigação, quando recebeu de presente o livro Um Estudo em Vermelho, de Sir Arthur Conan Doyle, que despertou nele a vontade de escrever suas próprias histórias.

Ainda adolescente, Raphael começou a produzir contos curtos para os colegas de escola, conquistando popularidade por deixar todos ansiosos para conhecer o desfecho das histórias. Na mesma época, ele explorava o universo das fanfics, escrevendo aventuras inspiradas nos livros de Agatha Christie em comunidades de fãs do Orkut, experiência que consolidou sua paixão por suspense e mistério.

Ao longo da carreira, Montes construiu um portfólio literário expressivo, com títulos que conquistaram leitores no Brasil e no exterior. Entre suas obras mais conhecidas estão Suicidas (2012), Dias Perfeitos (2014), O Vilarejo (2015), Jantar Secreto (2016), Bom Dia, Verônica (2016, em parceria com Ilana Casoy), Uma Mulher no Escuro (2019), A Mágica Mortal (2023) e Uma Família Feliz (2024). Até janeiro de 2024, seus livros venderam cerca de 500 mil cópias, e suas obras já foram traduzidas para 25 idiomas. Seu mais novo lançamento, A Estranha na Cama, previsto para 2026, marca sua entrada em uma narrativa inédita, voltada para o thriller psicológico.

Raphael também atua no audiovisual, tendo escrito roteiros de destaque. Em 2020, foi responsável pelos filmes A Menina que Matou os Pais e O Menino que Matou Meus Pais, que recontam o assassinato dos pais de Suzane von Richthofen sob diferentes perspectivas. No mesmo ano, ele levou seu talento à Netflix com a série Bom Dia, Verônica, baseada em seu livro escrito com Ilana Casoy. A produção alcançou grande sucesso internacional, figurando entre os “Top 10” mais assistidos em diversos países, incluindo o Brasil, e se consolidou com a produção de três temporadas, sendo a terceira lançada em fevereiro de 2024.

Em 2023, Montes lançou A Mágica Mortal, uma obra que mistura investigação e suspense envolvendo um grupo de amigos e um assassino misterioso. O livro se destacou como um dos mais vendidos na Bienal do Livro do Rio de Janeiro de 2024, junto com Suicidas. No mesmo ano, ele lançou Uma Família Feliz, que também ganhou adaptação cinematográfica estrelada por Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini, dirigida por José Eduardo Belmonte. A obra abordou temas como depressão pós-parto, julgamentos sociais e tensões familiares, e foi semifinalista do Prêmio Jabuti.

Se Desejos Matassem… | Netflix apresenta trailer de terror adolescente coreano repleto de suspense

A Netflix divulgou o trailer de Se Desejos Matassem… (If Wishes Could Kill), seu novo k-drama voltado para o público adolescente que mistura terror, mistério e tecnologia. A produção já chama atenção pelo clima sombrio e pela premissa instigante: um aplicativo chamado Girigo promete realizar desejos para quem envia vídeos, mas o preço a pagar pode ser mortal.

O trailer, que você pode conferir logo abaixo, mostra estudantes da Escola Secundária Seorin recebendo notificações do aplicativo e descobrindo que uma morte súbita e iminente os aguarda. A situação obriga os jovens a superar diferenças pessoais e se unir para encontrar uma maneira de escapar do destino cruel que os ameaça. A narrativa do drama combina elementos de suspense sobrenatural com temas contemporâneos, como bullying e a influência das redes sociais, tornando a trama mais próxima da realidade dos adolescentes de hoje.

O elenco reúne jovens talentos coreanos. Jeon So Young, conhecida por Minha Juventude, interpreta Yoo Se A, uma estudante que precisa equilibrar coragem e vulnerabilidade diante do perigo. Kang Mina, ex-integrante do grupo IOI, vive Im Na Ri, que enfrenta seus próprios medos enquanto tenta sobreviver às consequências do aplicativo.

Também fazem parte da história Baek Sun Ho como Kim Geon Woo, Hyun Woo Seok como Kang Ha Jun, Lee Hyo Je como Hyeong Uk e Jeon So Nee como Ha Sal. A direção é de Park Youn Seo, que aposta em uma narrativa visualmente impactante, com suspense crescente e cenas que exploram a tensão causada pelo uso da tecnologia.

A série combina terror adolescente, drama humano e tecnologia, criando uma experiência de entretenimento atual e relevante. Com o trailer já disponível, a expectativa cresce entre fãs de k-dramas e de histórias de suspense, que prometem acompanhar de perto os próximos episódios para descobrir como os estudantes da Escola Secundária Seorin lidarão com a ameaça do Girigo.

Estreias da semana | Saiba quais são os filmes que chegam aos cinemas nesta quinta-feira (26/3)

A semana chega com novidades quentes nas salas de cinema de todo o país. Nesta quinta, 26 de março, o público poderá conferir lançamentos que vão do humor inteligente à ação visceral, passando por terror sobrenatural e dramas eletrizantes. Entre os destaques estão o filme nacional Velhos Bandidos, a trama de terror e suspense Eles Vão Te Matar e a adrenalina de Vingadora, estrelada por Milla Jovovich. Confira abaixo tudo o que você precisa saber sobre cada estreia.

Dirigido por Cláudio Torres, conhecido por projetos que misturam emoção e humor, Velhos Bandidos chega aos cinemas como uma das produções mais aguardadas do cinema brasileiro em 2026. O longa reúne um elenco estelar, com Fernanda Montenegro (Central do Brasil, O Auto da Compadecida, O Outro Lado da Rua) interpretando Marta, e Ary Fontoura (O Pagador de Promessas, Verônica, A Grande Família) no papel de Rodolfo.

Ao lado deles, estão Vladimir Brichta (Cidade de Deus, Se Eu Fosse Você, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho) como Sid, Bruna Marquezine (Besouro Azul, Maldivas, Deus Salve o Rei) como Nancy, e Lázaro Ramos (Mister Brau, O Homem que Copiava, Medida Provisória) como o investigador Oswaldo Aranha. A produção ainda conta com participações especiais de Reginaldo Faria (Assalto ao Banco Central, Gabriela), Vera Fischer (Mulheres de Areia, Eu Te Amo) e Tony Tornado (O Homem que Virou Suco, A Grande Família).

A história acompanha o casal de aposentados Marta e Rodolfo, que decide planejar um audacioso assalto a banco. Para garantir que tudo saia perfeito, eles precisam da ajuda de dois jovens assaltantes: Nancy e Sid. A dinâmica entre os veteranos e os novatos gera uma série de situações hilárias e tensas, especialmente com a presença do investigador Oswaldo, que fará de tudo para frustrar os planos do grupo.

As primeiras informações sobre o filme foram divulgadas em setembro de 2024, com uma sessão de fotos confirmando a presença do elenco principal. As gravações começaram em 30 de setembro, no Rio de Janeiro, capturando locações icônicas e o charme carioca que permeia toda a narrativa. Com humor afiado, personagens carismáticos e uma história que mistura ação, emoção e reviravoltas, Velhos Bandidos promete conquistar públicos de todas as idades.

Se a ideia é sentir calafrios, Eles Vão Te Matar é a pedida perfeita. Dirigido por Kirill Sokolov, com roteiro coescrito por Alex Litvak, o filme mistura ação, suspense e terror de maneira envolvente. A trama acompanha uma jovem que, sem nada a perder, precisa sobreviver a uma noite em Virgil, um misterioso e mortal esconderijo de um culto demoníaco. O perigo é constante, e a protagonista precisa usar toda sua astúcia para não se tornar a próxima oferenda.

O elenco é de peso e inclui Zazie Beetz (Deadpool 2, Atlanta, Joker: Folie à Deux), Myha’la (The Resident, Anatomy of a Scandal), Paterson Joseph (Peaky Blinders, Thor: O Mundo Sombrio), Tom Felton (Harry Potter, Rise of the Planet of the Apes), Heather Graham (Boogie Nights, Austin Powers) e Patricia Arquette (Boyhood, Medium, CSI: Crime Scene Investigation). A protagonista, uma ex-presidiária que aceita um anúncio de emprego como governanta em um prédio de Nova York, descobre que entrou em uma comunidade marcada por desaparecimentos misteriosos.

Para quem prefere adrenalina e cenas de pura ação, Vingadora é a escolha do dia. Dirigido por Adrian Grünberg e escrito por Bong-Seob Mun, o longa acompanha Milla Jovovich (Resident Evil, Ultraviolet, O Quinto Elemento) no papel de Nikki Halsted, uma veterana de guerra que deixa a vida militar para trás em busca de uma rotina mais tranquila ao lado da filha Chloe, interpretada por Isabel Myers.

A paz de Nikki é interrompida quando ela acorda em um galpão industrial abandonado e descobre que Chloe foi sequestrada. Desesperada e com sede de vingança, Nikki mergulha no submundo do crime da cidade, enfrentando criminosos, forças militares e a própria polícia. O roteiro traz uma jornada brutal marcada por perseguições intensas, lutas corpo a corpo e momentos de tensão extrema.

O elenco ainda inclui Shane Williams (como Ben Blaine), D.B. Sweeney (Capitão Michaels, de Fogo no Céu e Pecados de Guerra), Matthew Modine (Coronel Joseph Lavelle, conhecido por Stranger Things e Full Metal Jacket) e Brooklyn Sudano (Eu, a Patroa e as Crianças). O longa estreou no 30º Festival Internacional de Cinema de Busan, na Coreia do Sul, e promete uma experiência cinematográfica que mistura drama familiar, ação explosiva e suspense de tirar o fôlego.

A produção foi realizada no Novo México e segue a tradição dos filmes de ação contemporâneos, lembrando o estilo de franquias como Busca Implacável, mas com uma abordagem emocional que enfatiza o vínculo entre mãe e filha. Vingadora combina o ritmo frenético das cenas de perseguição com momentos de introspecção, tornando a protagonista Nikki uma figura complexa e inesquecível.

Com três estreias tão diferentes, a escolha do público vai depender do humor e da vontade de aventura na telona. Velhos Bandidos é perfeito para quem busca risadas, emoção e uma história envolvente, com atuações de peso do cinema nacional. É um filme que agrada a famílias e fãs de comédias inteligentes, com reviravoltas que surpreendem até os espectadores mais atentos.

Adam Sandler e Willem Dafoe estrelam novo Time Out da Netflix inspirado em clássico europeu

A Netflix anunciou Time Out, novo longa-metragem estrelado por Adam Sandler (Click, Mistério no Mediterrâneo, Uncut Gems, Esquadrão de Heróis) e dirigido por Scott Cooper (Hostiles, Crazy Heart, Out of the Furnace), que também assina o roteiro e a produção do filme.

O elenco inclui Willem Dafoe (Homem-Aranha, Noé, At Eternity’s Gate, O Farol), Gaby Hoffmann (Transparent, Girls, Uma História de Natal, Field of Lost Shoes), F. Murray Abraham (Amadeus, Scarface, The Grand Budapest Hotel, Finding Forrester), Steve Zahn (Dallas Buyers Club, Sons of Perdition, Happy, That Thing You Do!) e Adam Horovitz (Beastie Boys Story, Roadies, High Fidelity), reunindo nomes consagrados que prometem dar profundidade à narrativa.

O longa é uma adaptação do filme belga-francês L’Emploi du Temps, dirigido por Laurent Cantet e coescrito por Robin Campillo. Na história, Vincent, interpretado por Sandler, enfrenta um colapso profissional ao ser demitido, mas não consegue revelar a verdade à família. Para manter a aparência de normalidade, ele cria um emaranhado de mentiras, incluindo um esquema de investimentos que envolve amigos e parentes. À medida que os enganos se acumulam, sua vida e a de quem ama começam a correr risco.

Scott Cooper explicou que a ideia de revisitar a obra europeia surgiu de uma reflexão sobre temas universais. Ele contou que conheceu o filme original de Cantet em 2001 e carregou a história consigo ao longo dos anos. Para Cooper, a adaptação americana chega em momento oportuno, diante de questões sobre identidade, trabalho e autoestima cada vez mais presentes na sociedade.

O filme original de 2023, dirigido por Ève Duchemin, acompanha três prisioneiros que recebem permissão temporária para passar o fim de semana com suas famílias. Durante esse período, eles enfrentam o desafio de reconstruir laços afetivos, lidar com traumas emocionais e retomar a vida fora da prisão. Karim Leklou (Frantz, Hippocrate, Les Anarchistes, A Prophet) interpreta Bonnard, Isaka Sawadogo (Tilai, Ouagadougou, The Pirogue, Samba) é Hamousin, e Jarod Cousyns (Couleur Café, La Trêve, The Missing, North Sea Texas) vive Colin. Johan Leysen (The Son, Loft, The Missing, Suspect) completa o elenco como o pai de Bonnard.

A produção belga-francesa teve estreia mundial no Festival de Cinema de Ostende em 28 de janeiro de 2023 e foi elogiada por sua abordagem sensível, qualidade técnica e performances marcantes. O longa explorava a complexidade das relações humanas e os impactos do encarceramento, criando uma narrativa profunda e emocionalmente intensa.

A versão da Netflix mantém os temas centrais do original, mas adapta a história ao contexto americano, trazendo tensão, dilemas morais e conflitos familiares que dialogam com a realidade contemporânea. A produção busca combinar o drama psicológico europeu com o ritmo e a intensidade do cinema norte-americano, destacando personagens complexos e decisões difíceis.

Terra do Ouro | Disney+ anuncia data de lançamento do novo thriller sul-coreano

O universo das produções sul-coreanas segue conquistando espaço no cenário global, e a mais nova aposta do Disney+ chega com todos os elementos para prender a atenção do público. A série Terra do Ouro estreia no dia 29 de abril de 2026 com uma narrativa intensa que combina thriller criminal, drama psicológico e uma protagonista colocada à prova diante de uma situação extrema.

A produção já chama atenção antes mesmo do lançamento por reunir nomes conhecidos da indústria. Entre eles está Park Bo-gum, que lidera o projeto ao lado de Park Bo-young, responsável por dar vida à personagem central da história. A expectativa em torno da dupla cresce à medida que novos detalhes da trama são revelados, indicando uma obra que vai além do suspense tradicional.

A história acompanha Kim Heeju, uma funcionária de segurança em um aeroporto internacional que leva uma rotina comum até o momento em que tudo muda de forma inesperada. Durante um dia aparentemente normal de trabalho, ela se depara com barras de ouro escondidas, sem imaginar que aquele achado a colocaria no centro de uma rede criminosa perigosa. A partir desse instante, a vida da personagem passa a ser guiada por tensão constante, decisões difíceis e uma sensação crescente de ameaça.

O ouro encontrado não é apenas um objeto valioso. Ele representa um ponto de ruptura na trajetória de Heeju. Ao mesmo tempo em que desperta o interesse de criminosos dispostos a tudo para recuperar o material, também provoca mudanças internas na protagonista. A série constrói, ao longo dos episódios, um retrato da transformação psicológica de alguém que precisa lidar com o medo, a sobrevivência e a tentação de cruzar limites que antes pareciam intransponíveis.

A narrativa se desenvolve em torno de perseguições e reviravoltas, mas também encontra espaço para explorar o passado da personagem. Forçada a retornar à sua cidade natal, um lugar que havia deixado para trás, Heeju se vê diante de memórias e relações mal resolvidas. Esse reencontro com suas origens adiciona uma camada emocional importante, ampliando o alcance da história para além da ação e do suspense.

O elenco de apoio reforça a densidade da produção. Kim Sung-chul, Lee Hyun-wook e Kim Hee-won integram a trama e prometem dar vida a personagens complexos, que orbitam a protagonista e contribuem para a atmosfera de desconfiança e conflito. Em histórias desse gênero, cada personagem pode representar tanto uma possível aliança quanto uma ameaça, e essa ambiguidade tende a ser um dos pontos fortes da série.

Nos bastidores, a produção também reúne profissionais experientes. O roteiro é assinado por Hwang Jo-yoon, conhecido por seu trabalho em Oldboy, obra marcante do cinema sul-coreano. A direção fica por conta de Kim Sung-hoon, que já demonstrou habilidade em conduzir narrativas de ação com ritmo e impacto visual. Essa combinação sugere uma série bem estruturada, com equilíbrio entre tensão, desenvolvimento de personagens e estética cinematográfica.

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