“O Comando” é atração do Cine Aventura na Record TV deste sábado (19): Ação explosiva com drama psicológico e redenção!

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Neste sábado, 19 de julho, às 15h, a Record TV exibe no Cine Aventura o eletrizante “O Comando” (The Commando), um thriller que vai além das balas e perseguições para tocar em questões profundas como culpa, trauma psicológico e os limites da justiça. Dirigido por Asif Akbar e estrelado por Michael Jai White, o filme entrega não apenas ação de tirar o fôlego, mas também um retrato contundente da fragilidade humana por trás do uniforme.

Uma missão, um erro, um abismo

James Baker (Michael Jai White) é um agente de elite da DEA acostumado a enfrentar o perigo, mas tudo muda quando uma operação contra um cartel mexicano termina em tragédia. No tiroteio, Baker acidentalmente mata três reféns inocentes: uma mãe e suas duas filhas. O que era para ser mais uma missão bem-sucedida se transforma em um pesadelo que o agente não consegue esquecer. Diagnosticado com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), ele é afastado das operações e enviado para casa — mas os verdadeiros combates ainda estão por vir.

Uma família em perigo e um passado que retorna

Enquanto tenta reconstruir sua vida com a esposa Lisa (Aris Mejía) e as filhas adolescentes, Baker enfrenta alucinações, insônia e crises existenciais. A situação ganha um novo contorno quando suas filhas descobrem, escondido dentro da casa, US$ 3 milhões em dinheiro vivo. O dinheiro pertence ao criminoso Johnny (Mickey Rourke), antigo dono da residência e ex-parceiro de um xerife corrupto, que agora quer tudo de volta — e não se importa com quem esteja no caminho.

Quando o lar se torna campo de batalha

A tensão explode quando Baker percebe que o sistema, mais uma vez, não está ao seu lado. Um mandado de prisão sem assinatura e ameaças veladas escancaram que a justiça pode ser manipulada. Isolado, desacreditado e ainda lidando com os traumas da guerra, ele precisa tomar uma decisão difícil: recuar ou proteger sua família com tudo o que tem — mesmo que isso o leve a ultrapassar seus próprios limites.

Muito além do gênero

“O Comando” oferece o que os fãs de ação esperam — confrontos, adrenalina, emboscadas —, mas também reserva espaço para uma reflexão delicada sobre as marcas invisíveis que a violência deixa na alma. Michael Jai White interpreta Baker com intensidade emocional e vulnerabilidade raramente vistas em protagonistas do gênero, criando um personagem que é tão humano quanto heróico.

Cine Pipoca exibe neste domingo, no Samsung TV Plus, os filmes “Por Amor”, “As Coisas Impossíveis do Amor” e “Pegando Fogo”

Nem sempre os melhores filmes são os que nos fazem rir. Às vezes, são justamente aqueles que nos colocam diante da nossa própria vulnerabilidade, que nos lembram das perdas que atravessamos e nos fazem ver o quanto somos capazes de resistir, mesmo quando tudo parece ruir. É nesse espírito que o canal Cine Pipoca, disponível gratuitamente no Samsung TV Plus, apresenta neste domingo (27), a partir das 16h15, o especial “A Dor Ensina o Caminho” – uma programação que convida o espectador a mergulhar em três histórias potentes, sensíveis e profundamente humanas.

A seleção de filmes não só emociona como oferece um raro espaço de contemplação em tempos apressados. São tramas que lidam com a dor do luto, o peso da culpa, a fragilidade das relações familiares e, sobretudo, a capacidade do ser humano de amar – mesmo (ou especialmente) quando tudo parece desmoronar.

Três filmes, três jornadas emocionantes

Cada um dos títulos escolhidos para compor o especial representa uma forma diferente de viver e transformar a dor. Não há fórmulas fáceis nem finais previsíveis. O que une os três longas é o olhar delicado sobre pessoas partidas, mas ainda inteiras o suficiente para seguir.

Por Amor – Quando dois mundos quebrados se encontram

Estrelado por Ashton Kutcher e Michelle Pfeiffer, Por Amor (título original: Personal Effects) é mais do que uma história de luto. É um filme sobre os acasos que aproximam pessoas em ruínas. Kutcher interpreta um jovem devastado pela perda da irmã assassinada. Ele carrega nos olhos uma raiva silenciosa e uma tristeza que não encontra palavras.

Ao conhecer uma mulher mais velha, interpretada com imensa sensibilidade por Pfeiffer, que também vive o luto pela morte do marido, ele descobre que o afeto pode surgir dos escombros. Ambos estão marcados, mas se reconhecem na dor. O filme, dirigido por David Hollander, é um retrato sutil sobre como o amor pode nascer não da completude, mas da vulnerabilidade compartilhada.

As Coisas Impossíveis do Amor – O peso invisível da culpa

Em As Coisas Impossíveis do Amor (The Other Woman), Natalie Portman entrega uma de suas atuações mais emocionantes. No papel de Emilia, uma jovem advogada que perde a filha recém-nascida e se vê isolada entre o luto, o casamento em crise e a tentativa de construir um vínculo com o enteado, o filme revela a complexidade da maternidade, da dor silenciosa e da pressão social sobre as mulheres que não seguem o “roteiro ideal”.

Dirigido por Don Roos, o longa evita os clichês do melodrama e mergulha fundo na psique de sua protagonista. É sobre o que não se diz, sobre os olhares julgadores, sobre a expectativa de superação instantânea. E, principalmente, sobre o longo e solitário processo de perdoar a si mesma.

Pegando Fogo – Um recomeço temperado pela redenção

Para encerrar a seleção, Pegando Fogo (Burnt) traz Bradley Cooper em um papel que combina intensidade, caos e transformação. Ele interpreta Adam Jones, um chef genial e egocêntrico que perdeu tudo por causa do próprio temperamento destrutivo. Tentando reerguer sua carreira e sua vida pessoal, ele enfrenta antigos fantasmas e aprende, a duras penas, que talento sem humildade é um prato frio demais para se digerir.

O filme, dirigido por John Wells, equilibra a tensão das cozinhas de alto nível com o drama existencial de um homem que precisa reaprender a viver. Mais do que uma história de superação profissional, é um estudo sobre redenção e a necessidade de se deixar ajudar – mesmo quando o orgulho insiste em cozinhar tudo sozinho.

Um domingo para se emocionar – e refletir

O especial “A Dor Ensina o Caminho” não é feito apenas para os fãs de drama. É uma curadoria pensada para quem busca sentido, para quem reconhece na arte um espelho possível da vida real. Assistir a esses filmes em sequência não é apenas maratonar – é atravessar uma experiência que nos convida a olhar para dentro.

O Samsung TV Plus, plataforma gratuita de canais por streaming disponível em smart TVs da marca, tem se destacado justamente por oferecer conteúdos variados e com fácil acesso. O canal Cine Pipoca, onde a programação especial será exibida, é uma dessas boas surpresas: uma janela gratuita para grandes histórias.

Samsung TV Plus e o compromisso com narrativas que importam

Enquanto muitos serviços de streaming apostam em volume e algoritmos, o Samsung TV Plus mostra que a curadoria ainda importa. A plataforma oferece dezenas de canais temáticos com programação 24h, e o Cine Pipoca é um dos que mais chama atenção por sua combinação de clássicos e estreias discretas, que muitas vezes passaram batido nas salas de cinema.

A proposta do canal é clara: aproximar o público de filmes que contam boas histórias, que emocionam, provocam e divertem. E o especial do dia 27 é um exemplo de como a televisão gratuita pode, sim, oferecer conteúdo de qualidade – desde que exista atenção aos detalhes e respeito pela inteligência emocional do espectador.

Entre perdas e recomeços: o que aprendemos com esses filmes

Mais do que entretenimento, os três longas reunidos neste domingo têm algo em comum: todos tratam da reconstrução de algo que foi perdido. Um ente querido, uma carreira, uma confiança, uma identidade. São narrativas que colocam seus protagonistas em rota de colisão com o passado, mas não para que eles se destruam – e sim para que aprendam a construir um novo presente, ainda que torto, ainda que imperfeito.

É impossível não se identificar. Afinal, todos nós já perdemos algo. Todos nós, em algum momento, tentamos seguir adiante com o coração em frangalhos. E é por isso que filmes assim importam. Porque, mesmo em suas ficções, eles nos dizem: você não está sozinho

Onde assistir

📺 Canal: Cine Pipoca – disponível no Samsung TV Plus (acesso gratuito em Smart TVs Samsung)

🗓️ Data: Domingo, 27 de julho

🕓 Horário: A partir das 16h15

“Heróis de Fogo” aquece a Temperatura Máxima deste domingo (27/07), na TV Globo

Neste domingo, 27 de julho de 2025, a TV Globo traz para a Temperatura Máxima o eletrizante e comovente filme “Heróis de Fogo” (Fire ou Ogon, no original), uma superprodução russa que mergulha nas entranhas do heroísmo cotidiano dos bombeiros e equipes de resgate. Dirigido por Alexey Nuzhny com produção e colaboração criativa de Konstantin Khabenskiy, o longa vai muito além da ação, propondo uma experiência emocional que celebra a bravura humana em seu estado mais puro.

Lançado originalmente em 2020 e já premiado em importantes cerimônias como a Águia Dourada — o equivalente russo ao Oscar —, “Heróis de Fogo” mistura drama, tensão, efeitos visuais impressionantes e um retrato sensível sobre as consequências psicológicas e familiares da profissão de risco.

Quando o fogo se torna personagem

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, diferente de tantos filmes-catástrofe que exploram o espetáculo das tragédias naturais ou acidentes de grande escala, “Heróis de Fogo” parte do princípio de que o verdadeiro foco deve estar nas pessoas que enfrentam esse tipo de situação de forma cotidiana — e nem sempre reconhecida. A narrativa acompanha uma equipe de bombeiros da Sibéria que se vê diante de um incêndio florestal de proporções devastadoras, colocando não apenas suas habilidades técnicas à prova, mas também os limites físicos e emocionais de cada personagem.

O diretor Alexey Nuzhny adota uma abordagem que mistura o épico ao intimista. O fogo, elemento central da trama, é tratado quase como um personagem vivo: imprevisível, impiedoso, majestoso. Seus rugidos, sua luz e sua força ocupam a tela como um vilão silencioso e, ao mesmo tempo, fascinante.

Mas é na humanidade dos personagens que o longa encontra sua força real. O comandante Andrey Pavlovich Sokolov, vivido por Konstantin Khabenskiy, carrega o peso de decisões difíceis enquanto lida com uma relação conturbada com a filha, Ekaterina ‘Katya’ Sokolova (interpretada com intensidade por Stasya Miloslavskaya). O jovem recruta Roman Ilyin (Ivan Yankovskiy, premiado como Melhor Ator Coadjuvante) representa a nova geração de bombeiros: impetuoso, mas determinado.

Uma ode aos heróis invisíveis

Enquanto o mundo aplaude super-heróis com capas e poderes sobre-humanos, “Heróis de Fogo” aposta na construção de uma narrativa voltada para o real. Bombeiros, socorristas, paramédicos e pilotos de resgate são os verdadeiros protagonistas dessa história — e, por extensão, da vida real.

O roteiro equilibra habilmente momentos de pura adrenalina com instantes de pausa e introspecção. Uma das cenas mais marcantes do filme envolve uma mulher em trabalho de parto (vivida com emoção por Irina Gorbacheva, também premiada) sendo resgatada em meio a um incêndio que se alastra sem controle. A tensão desse momento é dilacerante, mas também profundamente humana.

O longa também oferece uma série de subtramas que ilustram os dilemas éticos e emocionais desses profissionais: o peso da responsabilidade, os traumas acumulados em campo, a solidão de quem está sempre de plantão quando o mundo se esconde do perigo.

Produção de alto nível e efeitos realistas

A Rússia tem investido cada vez mais em grandes produções cinematográficas com apelo internacional, e “Heróis de Fogo” é um ótimo exemplo dessa aposta. Com uma equipe técnica afiada e cenas filmadas em locações reais na Sibéria e outras regiões florestais do país, o filme oferece ao espectador uma sensação de imersão rara.

Os efeitos especiais, que concorreram à premiação da Águia Dourada, impressionam pela verossimilhança. Não há aqui o excesso típico de CGI que distorce a realidade: o fogo é captado com autenticidade, fazendo com que o espectador sinta o calor, o medo e a urgência de cada ação.

A trilha sonora, com composições dramáticas e discretas assinadas por talentosos músicos russos, reforça o tom emocional da obra. Já a fotografia aposta em contrastes entre a natureza indomada e a fragilidade humana, ressaltando a grandiosidade da missão de salvar vidas.

Elenco afinado e atuações emocionantes

A performance de Konstantin Khabenskiy é um dos pontos altos do filme. O ator — uma das figuras mais respeitadas do cinema russo — empresta dignidade, cansaço e profundidade ao comandante Sokolov. Sua presença em cena transmite a força de um líder que não se deixa abater, mesmo carregando feridas invisíveis.

Ivan Yankovskiy, neto do lendário ator russo Oleg Yankovskiy, entrega uma atuação vibrante como o impulsivo e idealista Roman. Sua trajetória ao longo do filme representa um arco de amadurecimento que toca em temas como sacrifício, coragem e lealdade.

Destaque também para Anton Bogdanov (como Kostik), Roman Kurtsyn (Sergey), Tikhon Zhiznevsky (Maksim) e o veterano Viktor Sukhorukov, que brilha como o piloto Okopych. Cada personagem é tratado com cuidado, evitando os clichês típicos de filmes de ação para dar lugar a figuras tridimensionais, com medos, falhas e virtudes.

Recepção e reconhecimento

O filme estreou em meio a um período conturbado na Rússia e no mundo, com o avanço da pandemia de COVID-19. Ainda assim, conseguiu se destacar tanto no circuito doméstico quanto internacional, chamando atenção pela qualidade técnica e pelo apelo universal da sua mensagem.

Na 20ª cerimônia das Águias Douradas, foi indicado a importantes categorias como Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Fotografia, Melhor Música e Melhores Efeitos Especiais. Levou para casa os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Som, consolidando seu prestígio como uma das obras cinematográficas mais relevantes da Rússia na década.

Apple TV+ revela trailer de “Pluribus”, nova série de Vince Gilligan – Um drama filosófico sobre infelicidade, protagonizado por Rhea Seehorn

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Imagine um mundo onde ser feliz deixou de ser um ideal para se tornar uma obrigação. Onde sorrisos são fiscalizados, medos reprimidos e qualquer manifestação de tristeza é vista como um erro sistêmico a ser corrigido. É nesse cenário intrigante — e assustadoramente familiar — que nasce “Pluribus”, nova série criada por Vince Gilligan, o mesmo cérebro por trás de Breaking Bad e Better Call Saul.

O Apple TV+ revelou nesta sexta-feira, 25 de julho, a primeira imagem oficial da produção e, com ela, acendeu uma centelha de expectativa que se espalha rapidamente entre fãs, críticos e entusiastas da boa televisão. A estreia mundial está marcada para 7 de novembro, com os dois primeiros episódios disponibilizados de uma vez, seguidos por lançamentos semanais até 26 de dezembro. E antes mesmo de chegar às telas, a série já está renovada para uma segunda temporada — sinal de que a Apple sabe o que tem nas mãos. As informações são do Deadline.

E o que tem nas mãos? Uma história que tem tudo para cutucar feridas contemporâneas com precisão cirúrgica: “a pessoa mais infeliz da Terra precisa salvar o mundo da felicidade”.

A imagem que diz tudo e quase nada

Na imagem divulgada pela plataforma, vemos Rhea Seehorn — a brilhante intérprete de Kim Wexler em Better Call Saul — sentada sozinha em um banco de praça, sob um céu cinzento. Ela não chora. Também não sorri. Apenas… está. Ali, estática, desconectada de um mundo que parece ter seguido em frente sem ela.

É uma fotografia sutil, mas carregada de significado. A solidão não é um detalhe, é o cenário. E essa mulher, aparentemente comum, carrega um universo de ruídos dentro de si. O nome dela é Ellie Kimble, e ela não quer salvar ninguém — muito menos a si mesma.

Gilligan descreve a personagem como “alguém que desistiu de lutar, até descobrir que sua própria dor é a chave para evitar algo muito pior: a total homogeneização da emoção humana”.

Um mundo feliz demais

Pluribus parte de uma pergunta inquietante: e se a felicidade fosse tratada como uma política pública, um bem mensurável, imposto, cobrado, regulado? Em um mundo futurista, mas perigosamente parecido com o nosso, a tristeza se torna não apenas indesejável, mas ilegal. Algoritmos regulam sentimentos, remédios calibram o humor, empresas vendem experiências “positivas” em pacotes de assinatura.

E nesse cenário, surge Ellie — uma ex-funcionária pública com histórico de depressão resistente a tratamento, que se torna uma anomalia estatística. Alguém que não se encaixa. Que não melhora. E que, por isso mesmo, é convocada para cumprir uma missão que beira o absurdo: impedir que o mundo seja feliz demais.

Gilligan em novo território

Conhecido por transformar anti-heróis em figuras inesquecíveis — vide Walter White e Saul Goodman — Vince Gilligan agora se aventura em uma distopia emocional, onde os grandes vilões não são traficantes ou advogados corruptos, mas a padronização da experiência humana.

“Vivemos em uma era que patologiza qualquer desconforto. A tristeza virou defeito, não sinal de alerta. A série nasce do incômodo que sinto com isso”, disse Gilligan em entrevista recente. “Não é sobre fazer apologia à infelicidade. É sobre reconhecer que há valor na dor, no luto, na solidão. Que nem toda cura começa com um sorriso.”

A proposta de Pluribus é ousada — um drama filosófico com doses de ficção científica, suspense psicológico e crítica social. Algo entre The Leftovers e Black Mirror, mas com a pegada narrativa paciente e reflexiva que é marca registrada de Gilligan.

Rhea Seehorn: o centro do furacão

Quando se fala em potência emocional, Rhea Seehorn é uma das poucas atrizes capazes de carregar o silêncio com a mesma força de um monólogo. Sua performance em Better Call Saul foi um dos grandes trunfos da série, e sua ausência em indicações a prêmios gerou revoltas nas redes sociais.

Agora, ela protagoniza sua primeira série como a estrela absoluta. E não poderia ser mais merecido.

Ellie Kimble, sua personagem, não tem frases de efeito, nem heroísmo épico. Ela é frágil, cínica, arredia. Mas carrega consigo uma lucidez que o mundo ao seu redor parece ter perdido. “Ela não quer salvar o mundo. Só quer ser deixada em paz. E isso é revolucionário quando todos esperam que você sorria o tempo todo”, comentou Seehorn durante uma leitura do piloto.

Quem está por trás

A série é produzida pela Sony Pictures Television, com um time afiado de veteranos. Além de Gilligan, o projeto conta com nomes como Gordon Smith (roteirista de episódios icônicos de Breaking Bad), Alison Tatlock (Better Call Saul), Diane Mercer, Allyce Ozarski, e Jeff Frost. A produção executiva tem ainda Jenn Carroll, responsável por El Camino: Um Filme de Breaking Bad, e Trina Siopy, que passou por A Casa do Dragão.

O elenco também brilha pela diversidade e profundidade. Karolina Wydra interpreta uma executiva de tecnologia que vê na padronização emocional uma solução econômica. Carlos-Manuel Vesga, aclamado por seu trabalho em The Hijacking of Flight 601, vive um padre que desafia os dogmas da “felicidade compulsória”. Há ainda participações especiais de Miriam Shor e Samba Schutte, completando um painel rico de personagens que orbitam o epicentro existencial de Ellie.

Quando ser feliz vira imposição

A série é mais que uma crítica. É um espelho. Em tempos de redes sociais, filtros de alegria, coaches da plenitude e aplicativos que monitoram nosso sono e nossos passos, Pluribus soa como um sussurro incômodo: e se tudo isso for demais?

O drama não está em salvar o mundo de uma catástrofe física, mas de uma catástrofe emocional — a perda da autenticidade dos sentimentos.

“Estamos nos tornando incapazes de sofrer. E isso, paradoxalmente, nos torna menos humanos”, diz uma das personagens da série. A frase, simples, encapsula o espírito da obra: um chamado para resgatar a inteireza da condição humana — com suas alegrias, sim, mas também com suas dores.

Estreia em novembro: o início de um incômodo necessário

A primeira temporada de Pluribus terá nove episódios, com estreia global em 7 de novembro, exclusivamente no Apple TV+. Os dois primeiros episódios chegam juntos; depois, um novo a cada sexta-feira, encerrando a temporada no dia 26 de dezembro, ironicamente um feriado dedicado à celebração — e, quem sabe, à solidão silenciosa de muitos.

No “Domingo Espetacular” de hoje (27/07), Roberto Cabrini expõe rede internacional de exploração sexual de brasileiras em Portugal

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Um cenário de luxo, promessas de glamour e sucesso em uma das capitais mais cobiçadas da Europa. Por trás da fachada de spas refinados, festas exclusivas e aparência de prosperidade, escondia-se uma engrenagem perversa, alimentada pelo sofrimento silencioso de dezenas de mulheres. No Domingo Espetacular deste domingo, 27 de julho de 2025, o jornalista Roberto Cabrini volta à linha de frente do jornalismo investigativo ao revelar os bastidores de um esquema internacional de exploração sexual que tem como figura central uma brasileira conhecida no circuito europeu da música eletrônica: Rebeka Episcopo, a DJ Beka. As informações são da Record.

A reportagem, que levou semanas de apuração em Lisboa, Cascais e outros pontos de Portugal, traz revelações inéditas sobre a atuação de uma organização que teria aliciado mulheres jovens sob a promessa de empregos legítimos na Europa, mas que acabavam vítimas de exploração sexual em uma rede de prostituição de alto padrão.

Do Mato Grosso do Sul para os holofotes da noite europeia

Nascida em Dourados, no Mato Grosso do Sul, Rebeka Episcopo construiu uma carreira meteórica fora do Brasil. Assumindo o nome artístico de DJ Beka, ela passou a comandar festas badaladas em Lisboa e outras cidades europeias, atraindo um público elitizado e construindo um império de negócios ao seu redor. Com o tempo, abriu dois spas de luxo – um em Lisboa, outro em Cascais –, vendendo a imagem de uma empresária moderna, independente e antenada com o mercado do bem-estar.

Mas por trás dessa imagem pública de sucesso e empoderamento feminino, as autoridades portuguesas afirmam ter descoberto uma rede de crimes silenciosos. Em abril deste ano, Rebeka foi detida pela Polícia Judiciária, acusada de chefiar uma organização criminosa voltada à exploração sexual de mulheres, com foco principal em brasileiras em situação de vulnerabilidade.

A reportagem de Cabrini vai além das manchetes e escuta todos os lados: a empresária, seus acusadores, vítimas e especialistas em tráfico humano. Com a precisão e o comprometimento que marcaram sua carreira, o jornalista revela as múltiplas camadas desse caso complexo e perturbador.

O convite para o sonho europeu

O modo de atuação da rede, segundo as investigações, começa com anúncios sedutores nas redes sociais e grupos de WhatsApp. Promessas de emprego em Portugal como recepcionista, massoterapeuta ou hostess de eventos privados vinham acompanhadas de fotos luxuosas dos spas, além de vídeos de festas eletrônicas com presença de influenciadores e celebridades locais.

“Quando vi o anúncio, parecia tudo muito sério. Eles diziam que ofereciam passagem aérea, moradia e treinamento. Me senti segura”, conta uma jovem brasileira de 22 anos, entrevistada por Cabrini sob sigilo. O que parecia uma oportunidade de recomeço, porém, virou pesadelo.

Segundo ela, ao desembarcar em Lisboa, foi levada diretamente a um alojamento onde teve o celular confiscado e passou a ser pressionada a “faturar” rapidamente para quitar as supostas dívidas do translado. “Eles diziam que eu tinha uma dívida de três mil euros, e que só poderia sair dali quando pagasse. Mas eu nunca assinei nada.”

Essa lógica da dívida – comum em casos de tráfico de pessoas – é uma das estratégias usadas para aprisionar psicologicamente as vítimas. Elas passam a se sentir culpadas e encurraladas, muitas vezes sem documentos e sem dinheiro para retornar ao Brasil.

A fachada dos spas e festas privadas

Os estabelecimentos comandados por Rebeka – com estética minimalista, ambientes aromatizados e serviços de massagem – operavam legalmente, com CNPJ português e alvarás emitidos. No entanto, a polícia sustenta que parte dos atendimentos escondia práticas ilegais, como prostituição disfarçada de serviços de bem-estar. As investigações também apontam que festas exclusivas promovidas por DJ Beka e seus sócios funcionavam como “vitrines” para o aliciamento de clientes.

“A elite frequentava esses espaços. Empresários, jogadores de futebol, turistas ricos. Era tudo muito discreto, sem registro em redes sociais. O que acontecia ali era protegido por silêncio e conivência”, diz um ex-funcionário que também colaborou com a apuração de Cabrini.

Os encontros eram marcados por meio de aplicativos de mensagem e exigiam recomendações prévias. “Era uma rede de prostituição de luxo, e ela comandava como uma CEO. Nada acontecia sem o aval dela”, afirma um policial envolvido nas investigações, que falou sob anonimato.

A resposta de Rebeka: “Sou vítima de um complô”

Em liberdade provisória desde maio, Rebeka aceitou conversar com Cabrini em um apartamento alugado em Lisboa. Ciente da repercussão que o caso ganhou tanto no Brasil quanto na Europa, a empresária se diz alvo de perseguição e afirma que seus negócios sempre foram legítimos.

“Me transformaram em um monstro. Eu investi tudo nos meus empreendimentos, dei oportunidades para muitas mulheres, fui uma referência de sucesso. De repente, virei criminosa?”, questiona. Ela nega veementemente que tenha promovido exploração sexual. “O que minhas funcionárias faziam fora do expediente, ou com quem saíam, não é da minha conta. Nunca obriguei ninguém a nada.”

A empresária também critica a forma como foi presa. “Parecia filme de ação. Entraram armados, como se eu fosse terrorista. Humilharam meus clientes e revistaram tudo. No fim, não encontraram nada ilegal dentro do spa. Mas a imprensa já tinha me condenado.”

Cabrini a confronta com depoimentos e documentos obtidos durante a apuração, incluindo conversas entre ela e supostas vítimas. Ela não nega os prints, mas afirma que foram “tirados de contexto”. Para a defesa de Beka, as acusações são frágeis e sustentadas por “relatos inconsistentes de pessoas ressentidas”.

O sofrimento das vítimas

Cabrini também dá voz a mulheres que viveram sob o controle da rede. Uma delas, que conseguiu fugir com ajuda de um cliente, relata episódios de ameaça velada e manipulação emocional. “Eles diziam que, se eu falasse alguma coisa, iriam contar para minha família o que eu fazia. Eu tinha vergonha. Me senti suja, sozinha.”

Outra jovem afirma que só descobriu que estava sendo explorada quando tentou sair do spa. “Me disseram que, se eu saísse, minha dívida dobrava. E começaram a vazar minhas fotos íntimas para me chantagear.”

Muitas dessas mulheres vinham de histórias de pobreza, abuso ou falta de perspectivas no Brasil. “A Europa virou uma promessa de salvação. Mas para nós, virou uma prisão bonita”, resume uma delas, com lágrimas nos olhos.

O tráfico de mulheres: uma rede transnacional

O caso de DJ Beka não é isolado. Especialistas ouvidos por Cabrini explicam que há um crescimento preocupante de redes de tráfico humano com foco na exploração sexual de brasileiras na Europa. Segundo dados da Interpol, o Brasil está entre os dez países com maior índice de mulheres traficadas para fins de exploração sexual no continente.

“A tecnologia facilitou esse mercado. Hoje, o recrutamento é feito online, com aparência de legalidade. É uma armadilha digital”, alerta a socióloga portuguesa Mariana Silva, que estuda o fenômeno. “Essas redes têm braços no Brasil e conexões com máfias locais na Europa. Elas vendem um sonho para lucrar com o corpo e a dor de mulheres vulneráveis.”

O caso de Rebeka, por sua notoriedade e abrangência, pode abrir precedentes para novas investigações. Já há indícios de que parte dos lucros obtidos com os spas eram transferidos para contas em paraísos fiscais. Há também suspeitas de que o grupo tenha tentáculos em cidades como Barcelona, Genebra e até Dubai.

Cabrini: jornalismo como instrumento de denúncia

A reportagem é um exemplo do trabalho que consagrou Roberto Cabrini ao longo das décadas: o mergulho profundo em temas complexos, com olhar humano, apuração rigorosa e compromisso com a verdade. Em sua fala ao final da entrevista, Cabrini ressalta a importância de não se calar diante do sofrimento alheio.

“Estamos falando de vidas marcadas por dor, vergonha, humilhação. De jovens que cruzaram o oceano em busca de dignidade e encontraram violência. Esta reportagem não é sobre uma DJ. É sobre o sistema que lucra com o silêncio de mulheres. E é nosso dever romper esse silêncio.”

HBO divulga pôster oficial de ‘Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente’, nova minissérie sobre a epidemia de AIDS no Brasil

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Tem histórias que a gente escuta e guarda. Tem outras que gritam. E há aquelas que, mesmo silenciadas por anos, sobrevivem por entre afetos, cicatrizes e memórias — e que, quando enfim ganham voz, vêm como avalanche. É esse o caso de Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente, nova minissérie brasileira da HBO que estreia em 31 de agosto e já chega com o peso de um marco.

Abaixo, veja o novo pôster oficial, divulgado nesta segunda-feira (28). A imagem carrega o tom emocional e simbólico da minissérie: em primeiro plano, o personagem de Johnny Massaro aparece com o olhar fixo em algum ponto distante, enquanto, ao fundo, rostos parcialmente desfocados evocam sensações de urgência, solidão e resistência. A composição é atravessada por uma faixa sutil com o clássico aviso de segurança dos voos — “coloque sua máscara de oxigênio antes de ajudar outros” — agora subvertido pelo título impactante da produção.

Com cinco episódios intensos e profundamente humanos, a série parte de uma pergunta simples, mas poderosa: quem cuidou de quem quando o país virou as costas? A resposta se revela em uma trama inspirada em fatos reais que ilumina um período sombrio da história brasileira — a explosão da AIDS nos anos 1980, marcada pela desinformação, pelo preconceito e, principalmente, pela omissão do Estado.

A guerra invisível por sobrevivência

O enredo gira em torno de um grupo de comissários de bordo que, diante da escalada da epidemia e da falta de medicamentos no Brasil, decide se organizar para contrabandear AZT — primeiro tratamento conhecido contra o HIV — dos Estados Unidos para o país. Não são heróis de capa, são pessoas comuns enfrentando o medo, a dor e a urgência de manter vivos os seus.

Liderado por Alex (Johnny Massaro), um chefe de cabine soropositivo que vê os amigos adoecendo um a um, o grupo opera em silêncio. Na era pré-internet, pré-celular, pré-tudo, a resistência acontecia de forma quase artesanal: escondendo comprimidos em malas, reunindo dinheiro entre os poucos aliados, enfrentando aeroportos e olhares desconfiados.

Mas a força real da série está justamente aí: nos gestos pequenos. Em cada abraço, em cada cena de cuidado, em cada tentativa de manter acesa alguma chama de esperança mesmo quando tudo ao redor diz que acabou.

Elenco de peso, roteiro afiado, emoção sem maquiagem

Johnny Massaro entrega talvez uma das interpretações mais marcantes de sua carreira. Seu Alex é um homem em constante equilíbrio entre o colapso emocional e a necessidade de ser firme para os outros. Ícaro Silva, como seu companheiro, imprime uma sensibilidade rara em cena. Já Bruna Linzmeyer — que também assina o roteiro junto a Patricia Corso e Leonardo Moreira — interpreta Clara, uma enfermeira aliada à causa, responsável por conectar o grupo à militância de ONGs da época.

O elenco ainda conta com Andréia Horta, Lucas Drummond, Igor Fernandez e Duda Matte, todos alinhados com a proposta da série: emocionar sem apelar, denunciar sem panfletar.

“É uma série sobre dor, mas é também uma carta de amor. À amizade, à coragem, à vida”, define Bruna Linzmeyer. “A gente quis falar das mortes, sim. Mas também da alegria de estar junto, da força de quem viveu e não foi lembrado.”

A estética da verdade

Ambientada no Rio de Janeiro dos anos 80, a série acerta em cheio na reconstituição de época. A direção de arte, assinada por Cláudia Libório, mergulha o espectador num Brasil em transição — entre a abertura política e o colapso sanitário. A fotografia aposta em tons quentes e granulados que remetem a filmes da época, enquanto a trilha sonora costura clássicos da MPB com músicas internacionais que marcaram aquela geração.

“Queríamos que o espectador sentisse o cheiro das ruas, ouvisse o barulho dos bondes, visse as propagandas da época e, ao mesmo tempo, percebesse a ausência: de políticas públicas, de cuidado, de amparo”, comenta Marcelo Gomes, um dos diretores da produção ao lado de Carol Minêm.

A série consegue ser política sem ser panfletária, emocional sem ser piegas e histórica sem parecer uma aula. O mérito está na construção cuidadosa do roteiro, que prioriza os vínculos humanos em vez de números ou datas. É uma história de pessoas, com todas as suas contradições.

Reconhecimento lá fora — antes de chegar aqui

Antes mesmo de estrear oficialmente no Brasil, Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente já estava chamando atenção no exterior. Foi exibida fora da competição oficial no Festival de Berlim e recebeu uma menção honrosa da Queer Media Society, que destacou a “coragem narrativa e a potência emocional” da obra. No Festival Internacional de Valência – Cinema Jove, venceu o prêmio de Melhor Série de TV e Melhor Roteiro Original.

“Ver essa história ser abraçada em outros países é emocionante, mas também nos obriga a pensar: por que demoramos tanto para contá-la por aqui?”, questiona Carol Minêm. “Talvez porque mexe em feridas abertas. Mas contar também é curar.”

O título que ecoa — e que dói

O nome da série, por si só, já é um soco no estômago: Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente. Uma clara subversão do aviso padrão de segurança dos voos comerciais, usado aqui como metáfora para o abandono. Ninguém veio salvar. As máscaras não caíram. Foi preciso improvisar, correr, resistir — ou morrer.

“Essa frase define tudo. Porque ali, nos anos 80, se você não fosse salvo por alguém do seu círculo, dificilmente alguém mais apareceria. O Estado não apareceu. A igreja virou o rosto. A imprensa criminalizou. A sociedade ignorou. E mesmo assim, teve gente que ficou. Que cuidou. Que chorou. Que cantou no velório. Que segurou a mão até o fim”, resume Patricia Corso.

Uma memória coletiva em tempos de retrocesso

É impossível assistir à série sem pensar no presente. Em tempos de fake news, discursos de ódio e ataques constantes aos direitos da comunidade LGBTQIAPN+, Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente funciona como um espelho e um lembrete: não estamos tão distantes daquele Brasil, e talvez por isso seja tão necessário voltar a ele.

A série também contribui com o esforço coletivo de reconstruir a memória LGBTQIA+ no país, frequentemente apagada ou marginalizada. Ao dar protagonismo a personagens gays, trans e aliados que atuam na linha de frente da crise, ela reafirma a importância da representatividade com responsabilidade.

“Essas pessoas existiram. Essas histórias aconteceram. E se hoje temos medicamentos, prevenção e uma rede de cuidados maior, é porque alguém arriscou tudo lá atrás”, afirma Carlos Henrique Martins, ativista e historiador que atuou como consultor histórico da série.

Uma estreia aguardada — e necessária

A minissérie estreia dia 31 de agosto, com episódios semanais exibidos na HBO e liberados simultaneamente na HBO Max. A expectativa é de impacto. Mas mais do que audiência ou prêmios, os criadores esperam abrir conversas — nas escolas, nas famílias, nas redes sociais — sobre temas que ainda hoje enfrentam resistência: HIV, homofobia, abandono institucional, e, acima de tudo, cuidado.

“Não queremos que ninguém assista e simplesmente diga ‘que bonito’. Queremos que as pessoas fiquem incomodadas. Que pensem. Que abracem. Que procurem saber. Que não esqueçam”, diz Johnny Massaro.

“Para Sempre Minha” | Terror psicológico que promete te deixar desconfiando até de quem você ama ganha data de estreia no Brasil

Foto: Reprodução/ Internet

Você realmente conhece quem dorme ao seu lado?

Essa pergunta, tão simples e tão perturbadora, é o ponto de partida do novo filme de terror psicológico “Para Sempre Minha” (Keeper, no original), dirigido por Osgood Perkins, o mesmo responsável por pérolas sombrias como O Macaco (2025) e o perturbador Longlegs (2024). Com estreia confirmada nos cinemas brasileiros para 13 de novembro, a produção traz no elenco a sempre intensa Tatiana Maslany (de Orphan Black e She-Hulk) e Rossif Sutherland (Possessor, Reign), em uma história onde o terror vem de dentro, do silêncio, do isolamento… e do outro.

Esqueça sustos fáceis e fantasmas barulhentos. Aqui, o medo é construído no olhar que dura tempo demais, no quarto que parece pequeno demais, na pergunta que fica no ar: o que eu não sei sobre a pessoa que amo?

Fim de semana romântico, só que não

A trama é relativamente simples — e esse é justamente o truque. Para Sempre Minha acompanha o casal Liz (Maslany) e Malcolm (Sutherland), que decide fazer uma escapada romântica até uma cabana isolada no meio do nada. O clima é intimista, tranquilo, e tudo parece correr bem. Mas, de repente, Malcolm recebe um chamado misterioso e precisa voltar à cidade às pressas, deixando Liz sozinha no local.

Até aí, nada que a gente já não tenha visto em outros filmes. Só que o que começa como um “momento de silêncio e vinho quente” se transforma rapidamente em uma descida ao desconhecido. Liz começa a perceber que não está sozinha naquela casa. Mas o que está ali com ela não é exatamente alguém. É algo. Um mal indescritível, quase invisível, que aos poucos vai revelando segredos enterrados — e perturbadores — sobre aquele lugar, sobre Malcolm e até sobre Liz mesma.

E aí fica a dúvida: o perigo está na cabana ou estava com ela o tempo todo?

O terror da dúvida (e da intimidade)

Em entrevista recente, o diretor Osgood Perkins — que, vale lembrar, é filho de Anthony Perkins, o eterno Norman Bates de Psicose — explicou que a essência de Para Sempre Minha está na desconfiança silenciosa que pode crescer dentro de uma relação. “É um filme sobre quem é seu parceiro, o que você acha que sabe sobre ele, e o desejo de voltar no tempo para quando tudo parecia mais simples”, disse Perkins. “É sobre intimidade e ilusão. E o quanto isso pode ser aterrorizante.”

A proposta do diretor não é entregar um “terror de sustos”, mas sim um terror psicológico sutil, que vai se enroscando no espectador como uma dúvida que não se resolve. É sobre se sentir preso em uma situação em que tudo parece normal — até que você começa a perceber que nada é o que parece.

E isso, convenhamos, é muito mais assustador do que qualquer espírito com cara deformada.

Tatiana Maslany: mais uma vez, entregue e vulnerável

Tatiana Maslany é daquelas atrizes que não têm medo de ir fundo. Em Orphan Black, ela interpretou quase uma dezena de personagens diferentes com uma entrega impressionante. Em Para Sempre Minha, ela carrega praticamente o filme inteiro nas costas — e na expressão.

Sua Liz é, ao mesmo tempo, sensível, esperta e assustada. Não é uma daquelas protagonistas que corre gritando pela floresta. Liz observa, pensa, tenta entender. E justamente por isso, quando o terror começa a se manifestar, ele é absorvido pelo espectador com a mesma intensidade emocional que ela sente. Não há alívio. Só inquietação.

Rossif Sutherland, por sua vez, entrega um Malcolm enigmático, com uma calma quase irritante. Ele é carinhoso, gentil, mas há algo nele que incomoda. Aquelas pequenas pausas antes de responder. A forma como ele evita certos assuntos. Como ele desaparece.

E quando ele vai embora da cabana… bom, as perguntas começam a gritar.

Uma produção discreta, mas promissora

O roteiro é assinado por Nick Lepard, e a produção ficou por conta de Chris Ferguson e Jesse Savath, pela produtora Oddfellows. O filme foi gravado de forma bastante contida — uma locação principal, elenco enxuto — mas isso só reforça a proposta: o horror vem da intimidade, não da grandiosidade.

As filmagens foram concluídas em julho de 2024, e o longa foi rapidamente apresentado ao mercado de Cannes, onde a Neon (mesma distribuidora de Parasita nos EUA) garantiu os direitos para o território americano e também para vendas internacionais. No Canadá, a distribuição será da Elevation Pictures. No Brasil, quem traz o filme para as telonas é a Diamond Films, que já confirmou: estreia em 13 de novembro de 2025.

Originalmente, o lançamento estava previsto para outubro, mas o estúdio decidiu adiar para novembro — provavelmente para fugir do congestionamento de estreias de Halloween e dar ao filme o espaço mais intimista que ele merece.

O estilo Osgood Perkins: terror que conversa baixinho (mas arrepia fundo)

Quem já viu outros filmes de Osgood Perkins sabe o que esperar — ou melhor, o que não esperar. Ele não gosta de pressa. Seus filmes são silenciosos, elegantes, quase poéticos. Ele faz o horror parecer uma lembrança triste. Ou um segredo mal resolvido.

O Macaco, lançado no início de 2025, dividiu opiniões, mas foi elogiado pela crítica por seu estilo atmosférico e sua narrativa introspectiva. Longlegs, com Nicolas Cage, foi um sucesso entre os fãs de terror mais hardcore, mas também se destacou pelo visual onírico e pelo desconforto crescente.

Para Sempre Minha parece unir o melhor desses dois mundos: uma narrativa de horror emocional com elementos sobrenaturais sutis, mas intensos. Um filme que não precisa gritar para te deixar com medo — ele só precisa olhar pra você de volta.

Para quem é esse filme?

Se você gosta de histórias de casa assombrada, mas está cansado das fórmulas repetidas…

Se você curte filmes em que o medo cresce devagar, como uma rachadura no teto…

Se você já duvidou da pessoa que ama, mesmo sem motivo aparente…

Então Para Sempre Minha é pra você.

É aquele tipo de terror que não te deixa dormir porque faz você pensar demais, e não porque te deu um susto barato. É sobre como o amor pode esconder coisas feias, e como o medo às vezes mora bem ali, do lado da saudade.

Expectativas? Lá no alto.

Mesmo sem ser uma megaprodução de estúdio, Para Sempre Minha vem cercado de boas expectativas:

  • Um elenco forte e elogiado;
  • Um diretor que entende de terror como construção emocional;
  • Uma estreia em um mês estratégico, perto do Oscar (sim, filmes de terror andam entrando nessa briga também);
  • E uma temática que, de tão íntima, acerta onde dói.

Além disso, a distribuição pela Neon nos EUA é um ótimo sinal. A empresa tem apostado em narrativas autorais, arriscadas e com grande apelo entre público e crítica. Eles não compram qualquer coisa — e quando compram, geralmente entregam algo que vale a pena.

Doc Investigação de segunda (11) revela os bastidores e novas perspectivas do caso Gil Rugai

Foto: Reprodução/ Internet

Na noite de 28 de março de 2004, o bairro de Perdizes, na zona oeste de São Paulo, se tornou cenário de um dos crimes mais marcantes da crônica policial brasileira. Pouco depois das 21h30, tiros interromperam a rotina silenciosa da Rua Atibaia. Ao todo, onze disparos tiraram a vida de Luiz Carlos Rugai e de Alessandra de Fátima Troitino, respectivamente pai e madrasta de Gil Grego Rugai, então um jovem estudante de jornalismo. As informações são do G1.

O caso, carregado de reviravoltas e detalhes que beiravam o roteiro de um filme, rapidamente ganhou espaço nas manchetes, nas discussões jurídicas e, principalmente, na imaginação popular.

Na próxima segunda-feira, 11 de agosto, às 22h45, o Doc Investigação promete revisitar essa história, trazendo novas informações, entrevistas e análises que podem lançar luz sobre aspectos ainda nebulosos do processo. É uma oportunidade de revisitar não apenas os fatos, mas também o clima de uma época em que a cobertura midiática de crimes começava a ganhar formatos mais próximos das séries investigativas de hoje.

O início de um conflito familiar

Gil Rugai não era um desconhecido para o pai. Pelo contrário, trabalhava diretamente com ele na produtora Referência Filmes, empresa comandada por Luiz Carlos. Jovem, com aparência calma e estudando jornalismo na PUC-SP, Gil cuidava da contabilidade da produtora.
Mas, segundo as investigações, a relação entre os dois começou a se deteriorar quando Luiz Carlos descobriu um desfalque de mais de R$ 25 mil nos cofres da empresa. Para a promotoria, esse teria sido o estopim do conflito.

No dia 22 de março de 2004, apenas seis dias antes do crime, a tensão chegou ao ápice. Gil foi expulso da casa onde vivia com o pai e a madrasta. O rompimento foi brusco e definitivo, deixando no ar um ressentimento que, para os investigadores, se tornaria combustível para a tragédia que viria.

A noite do crime

Era um domingo. O casal Luiz Carlos e Alessandra estava em casa quando, segundo a perícia, alguém arrombou a porta. Os disparos foram rápidos e fatais. Luiz Carlos foi atingido várias vezes, e Alessandra também não teve chance de reação.
Testemunhas ouviram os tiros e chamaram a polícia, mas já era tarde. O corpo do empresário foi encontrado caído na sala, e o de Alessandra, próximo ao quarto.

No dia seguinte, o vigia da rua afirmou ter visto Gil Rugai saindo da casa do pai na noite do crime, acompanhado de outra pessoa que nunca foi identificada. O detalhe adicionava um elemento de mistério: quem seria esse possível cúmplice?

As provas que mudaram o rumo do caso

As investigações avançaram rapidamente. Uma semana após o crime, a Polícia Técnico-Científica encontrou um cartucho de bala no quarto de Gil, que teria sido disparado pela mesma arma usada no assassinato. Em 6 de abril de 2004, Gil foi preso preventivamente. Ele negava qualquer envolvimento, mas a promotoria acreditava ter um conjunto sólido de provas.

O ponto decisivo veio em 25 de junho de 2005, quando a arma do crime foi encontrada no prédio onde Gil mantinha um escritório. Além disso, uma pegada compatível com a dele foi registrada na porta arrombada da casa das vítimas.

Idas e vindas da prisão

O caso não seguiu um caminho linear. Gil Rugai passou por diferentes regimes de prisão e períodos em liberdade.
Entre 2004 e 2006, permaneceu detido, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu sua liberdade. Em 2008, foi preso novamente, acusado de violar condições judiciais ao se mudar para Santa Maria, no Rio Grande do Sul, sem comunicar o juiz — segundo ele, para prestar vestibular.

Em 2010, voltou a ser solto, enquanto a defesa buscava novas perícias e questionava as provas técnicas. Essa estratégia acabou atrasando o julgamento por anos, com sucessivos pedidos de exames e esclarecimentos.

O julgamento e a condenação

Em 2013, quase nove anos após o crime, Gil Rugai foi finalmente julgado. O caso atraiu grande atenção da mídia: jornalistas, curiosos e até estudantes de direito lotaram o Fórum Criminal da Barra Funda.
O júri considerou o conjunto de provas suficiente para condená-lo a 33 anos e 9 meses de prisão em regime fechado.

A defesa, comandada pelo advogado Marcelo Feller, sustentava que havia lacunas na investigação e questionava a confiabilidade das provas periciais. Já o promotor Rogério Zagallo argumentava que a motivação, as evidências físicas e as testemunhas formavam um quadro claro de culpa.

O juiz Adilson Paukoski Simoni determinou que Gil poderia recorrer em liberdade, o que manteve o réu fora da prisão por mais algum tempo.

Recursos e progressão de pena

Mesmo após a condenação, o caso continuou a gerar movimentações jurídicas. Em agosto de 2020, o Supremo Tribunal Federal rejeitou um novo pedido da defesa e manteve a condenação.
No final de 2021, a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani autorizou que Gil passasse para o regime semiaberto. Porém, em abril de 2022, a Justiça, atendendo ao Ministério Público, cassou essa decisão e determinou a realização de um teste de Rorschach — exame psicológico famoso por usar manchas de tinta para avaliar a personalidade.

Somente em 14 de agosto de 2024 é que Gil Rugai obteve a progressão para o regime aberto, deixando a prisão para cumprir o restante da pena sob condições.

A nova abordagem do Doc Investigação

O episódio que vai ao ar nesta segunda-feira promete aprofundar pontos pouco explorados. Segundo informações de bastidores, a produção entrevistou peritos, advogados, jornalistas e pessoas próximas ao caso. Além da reconstituição da noite do crime, o programa deve trazer novos documentos e imagens de arquivo, além de discutir como a cobertura midiática influenciou a percepção do caso.

Terror The Ugly Stepsister tem estreia oficial nos cinemas brasileiros anunciada

Foto: Reprodução/ Internet

O cinema de hoje está cada vez mais ousado ao revisitar histórias clássicas, mostrando que os contos de fadas podem ter lados inesperados e sombrios. É exatamente isso que o público brasileiro vai descobrir com The Ugly Stepsister, filme de terror e drama que estreia nos cinemas em 23 de outubro de 2025, com distribuição da Mares Filmes e da Alpha Filmes. Exibido no Festival de Sundance 2025, o longa chega após conquistar a crítica internacional com sua visão inovadora do clássico conto de Cinderela.

Dirigido e escrito pela cineasta Emilie Blichfeldt, o filme não se limita a repetir o que já conhecemos. Pelo contrário, ele nos coloca dentro da mente de Elvira, uma das “irmãs feias” do conto, mostrando seus desejos, frustrações e a pressão de viver à sombra da meia-irmã Agnes. Esta abordagem transforma um clássico infantil em uma experiência intensa, cheia de tensão, drama psicológico e até horror.

Enquanto a Cinderela tradicional é celebrada por sua bondade e beleza, Elvira é apresentada como uma personagem complexa, vulnerável e, ao mesmo tempo, ambiciosa. Interpretada por Lea Myren, ela sonha em ser perfeita e conquistar o coração do príncipe Julian (Isac Calmroth), mas enfrenta obstáculos impostos tanto pela madrasta Rebekka (Ane Dahl Torp) quanto pela própria irmã, Agnes (Thea Sofie Loch Næss).

O filme explora de maneira sensível e brutal a pressão para se encaixar em padrões de beleza e perfeição. Elvira passa por tratamentos dolorosos e métodos extremos, desde cirurgias improvisadas até dietas extremas, que colocam sua saúde e sanidade em risco. Essa abordagem torna a história mais próxima da realidade, mostrando como a ambição e a pressão podem transformar relações familiares e afetar a autoestima.

A história começa com a união das famílias de Rebekka e Otto, motivada por interesses financeiros. Mas a promessa de riqueza se desfaz com a morte inesperada de Otto, deixando todos diante de dificuldades inesperadas. É nesse cenário que se desenrola a tensão entre as irmãs: Agnes, privilegiada e naturalmente confiante, e Elvira, pressionada pela mãe a ser perfeita e a superar a irmã.

Enquanto Elvira luta para conquistar o príncipe e provar seu valor, Agnes mantém sua postura firme e independente. O confronto entre as irmãs é o motor do filme, e cada gesto, cada olhar e cada decisão carregam uma carga emocional que faz o espectador torcer e sofrer junto com as personagens.

O baile real, cena central do conto, é reimaginado de forma sombria e intensa. Elvira consegue inicialmente chamar a atenção do príncipe, mas Agnes, com sua naturalidade e elegância, rouba o momento, mostrando que a autenticidade muitas vezes supera a aparência forçada. O suspense e o desconforto presentes nesta sequência tornam o filme único, lembrando que o terror não precisa vir apenas de monstros ou sangue, mas também das pressões humanas e familiares.

O sucesso do filme se deve muito às atuações do elenco. Lea Myren entrega uma Elvira cheia de nuances, alternando entre inocência, ambição e desespero. Thea Sofie Loch Næss oferece uma Agnes segura e encantadora, servindo como contraponto perfeito para o drama de sua meia-irmã. Ane Dahl Torp, como Rebekka, interpreta a madrasta com firmeza e frieza, lembrando que o verdadeiro horror muitas vezes vem das relações humanas, e não apenas das situações sobrenaturais.

Outros personagens, como Alma (Flo Fagerli), irmã mais nova de Elvira, e Isak (Malte Myrenberg Gårdinger), amigo de Agnes, contribuem para a profundidade da narrativa, trazendo humanidade e complexidade ao enredo. Cada personagem tem seu espaço, sua história e sua influência nos acontecimentos, tornando o filme rico e completo.

Terror psicológico e simbolismo

Diferente de filmes de terror convencionais, o longa-metragem trabalha o medo de forma psicológica. A violência não está apenas em eventos externos, mas nas pressões, na competição entre irmãs e na obsessão por perfeição. O desconforto do espectador vem do que é familiar e próximo: relações familiares tensas, expectativas esmagadoras e conflitos internos.

O simbolismo do filme é forte. O vestido destruído, os sapatos do baile e as cirurgias dolorosas são metáforas da pressão social e do preço da vaidade. Cada elemento visual reforça a narrativa e nos conecta às emoções das personagens, permitindo uma experiência de cinema intensa e reflexiva.

A coprodução envolvendo Noruega, Polônia, Suécia e Dinamarca trouxe riqueza cultural e diversidade estética ao filme. As locações e figurinos criam um mundo visualmente impressionante, que combina elementos de conto de fadas com um toque sombrio e realista.

A direção de Emilie Blichfeldt equilibra fantasia e realidade, criando cenas visualmente belas, mas carregadas de tensão. Desde o túmulo do pai de Agnes até o baile real, cada detalhe é pensado para intensificar a experiência emocional e psicológica do espectador.

Recepção internacional

O filme foi aplaudido no Festival de Sundance 2025 e também no Festival Internacional de Cinema de Berlim, recebendo elogios por sua abordagem ousada e inovadora. Críticos destacaram a coragem de revisitar um clássico infantil sob uma perspectiva sombria e madura, transformando um conto de fadas em uma reflexão sobre ambição, pressão social e relações familiares.

A recepção positiva aumenta as expectativas para a estreia brasileira, mostrando que o público pode esperar muito mais do que um simples filme de terror: é uma obra que mistura suspense, drama e crítica social de maneira envolvente e impactante.

Sem meias palavras! Guilherme Boulos enfrenta debate direto no No Alvo desta segunda (25/08)

Nesta segunda-feira, 25 de agosto de 2025, o programa No Alvo recebe um convidado que não costuma medir palavras: o deputado federal Guilherme Boulos. Conhecido por sua trajetória política marcada por combatividade e posicionamentos claros, Boulos se depara com um formato que privilegia perguntas diretas e um debate sem rodeios, testando sua capacidade de lidar com críticas, provocações e questões delicadas sobre a cena política brasileira.

O programa, exibido em horário nobre, tem como proposta justamente esse confronto franco: não há espaço para respostas evasivas ou discursos ensaiados. Desde os primeiros minutos, Boulos mostra que está pronto para entrar no jogo. Com postura firme e tom incisivo, o político deixa claro que veio para dizer o que pensa e não se intimidar diante de rivais ou do público que assiste ao debate.

Ao longo da conversa, Boulos demonstra conforto com a exposição. Ele fala abertamente sobre adversários políticos, analisa os movimentos da direita brasileira e não poupa críticas a colegas de cena política que considera oportunistas ou descompromissados com causas sociais. Entre declarações fortes, o deputado não hesita em comentar apelidos e provocações que recebeu ao longo da carreira, sempre com uma pitada de ironia ou crítica direta.

Em um dos momentos mais comentados da entrevista, ele afirma que “o caminho mais fácil na política é se aliar, se vender ao sistema”, refletindo sua visão sobre aquilo que considera compromissos vazios ou alianças oportunistas. A frase resume bem a postura de Boulos diante de um cenário político que, segundo ele, valoriza mais acordos pragmáticos do que ideais ou projetos de impacto social.

Outro ponto que chamou atenção foi a avaliação de nomes em ascensão na política ou na internet, como Pablo Marçal, que Boulos classificou sem hesitar como “um picareta”. A declaração gerou repercussão imediata nas redes sociais, evidenciando a disposição do deputado de expor sua opinião sem receio de críticas ou polêmicas.

Críticas Diretas à Imprensa

O deputado também aproveitou o espaço para fazer uma análise crítica da imprensa, ressaltando que, muitas vezes, os meios de comunicação reforçam narrativas convenientes para determinados grupos políticos e econômicos. “A mídia tradicional tem um papel relevante, mas não é neutra. É preciso que o cidadão esteja atento a isso”, comentou.

Segundo Boulos, o debate público e a imprensa deveriam fomentar a reflexão e a pluralidade de opiniões, mas acabam, em alguns casos, reforçando discursos polarizados ou superficialmente sensacionalistas. Ele defende que a política, quando reduzida a manchetes rápidas ou análises superficiais, perde espaço para discussões de fundo que realmente impactam a vida das pessoas.

Essa postura crítica não é novidade na trajetória do deputado. Desde suas primeiras campanhas, Boulos se posiciona como alguém que desafia o status quo, questiona estruturas consolidadas e busca dar voz a grupos historicamente marginalizados, como movimentos sociais e organizações populares.

Avaliação da Direita Brasileira

O tema da direita política também dominou boa parte do debate. Boulos não poupou análises e críticas sobre o que considera estratégias populistas ou manobras políticas que, segundo ele, visam apenas conquistar votos sem apresentar propostas consistentes. Para o deputado, parte da direita brasileira se apoia em discursos inflamados, polarização e campanhas midiáticas, deixando de lado discussões estruturantes sobre políticas públicas, educação e desigualdade social.

“É mais fácil gritar slogans do que construir um projeto político sério. E isso acaba sendo prejudicial para o país como um todo”, afirmou. A declaração reflete um dos eixos centrais da entrevista: a crítica à superficialidade política e à adoção de discursos convenientes em detrimento de ações concretas.

Personalidade e Combatividade

Mais do que comentar adversários ou estratégias políticas, Boulos também revelou um pouco de sua personalidade. O deputado demonstrou ser alguém que valoriza a coerência e o compromisso com princípios, mesmo em um ambiente de debate acirrado. Ele comentou sobre a pressão constante que acompanha quem decide se expor publicamente e sobre a necessidade de manter firmeza diante de ataques, provocações ou polêmicas.

Em vários momentos, sua fala mesclou seriedade e leveza, mostrando que é possível criticar e confrontar sem perder a humanidade. Essa combinação de combatividade e autenticidade é um dos elementos que cativa parte do público que acompanha sua trajetória, seja no Congresso Nacional, nas redes sociais ou em entrevistas e debates como o “No Alvo”.

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