Reencontro no Multiverso: Thor e Loki voltarão a dividir a tela em Vingadores: Doomsday

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Nos bastidores de um dos filmes mais aguardados da nova fase da Marvel, um vídeo aparentemente banal acendeu uma fagulha poderosa no coração dos fãs. Publicado por Bobby Holland Hanton, dublê de longa data de Chris Hemsworth, o clipe do set de Vingadores: Doomsday mostrava pouco — mas o som familiar do portal temporal da TVA, ao fundo, entregou mais do que mil imagens: Thor e Loki voltarão a se encontrar.

A confirmação veio pouco depois, pela própria Marvel, junto da revelação do elenco estelar do filme, que promete ser um novo marco dentro do já denso Universo Cinematográfico da Marvel (MCU). Mas mais do que uma simples notícia de escalação, esse reencontro marca algo maior: um ciclo emocional que se fecha — e talvez recomece.

🌀 Os irmãos mais complexos do MCU

Desde sua primeira aparição em Thor (2011), Loki deixou claro que não seria um vilão qualquer. Hábil, sarcástico, magoado e, ao mesmo tempo, profundamente humano, ele se tornou um dos personagens mais fascinantes do MCU — e sua relação com Thor sempre foi o coração pulsante dessa jornada.

Eles brigaram, se traíram, se perdoaram — e se perderam. Em Vingadores: Guerra Infinita (2018), Loki morre nas mãos de Thanos em um dos momentos mais dolorosos da saga. Mas, como tudo no multiverso, a história não acaba ali.

Em 2021, a série Loki, da Disney+, nos apresentou a uma nova versão do deus da trapaça, que evoluiu de forma surpreendente: vulnerável, solitário e pronto para proteger aquilo que antes destruía. Ao final da segunda temporada, ele se torna literalmente o guardião do tempo — um fardo mitológico e poético.

Agora, com seu retorno confirmado em Doomsday, a pergunta que ecoa é: que versão de Loki Thor irá reencontrar?

⚡ Hemsworth e Hiddleston: do mito à emoção

A parceria entre Chris Hemsworth e Tom Hiddleston ultrapassa a ficção. Ao longo de mais de uma década, os dois construíram juntos uma química rara — de embates épicos a silêncios emocionantes. O reencontro dos personagens é também um reencontro de trajetórias.

Para Hemsworth, Doomsday representa um momento simbólico. O ator já declarou publicamente que deseja um encerramento digno para Thor após tantas versões e jornadas. Hiddleston, por sua vez, volta ao cinema depois de carregar nas costas uma das séries mais elogiadas da Marvel. É o tipo de reencontro que não depende apenas de CGI ou piadas bem colocadas. Depende de sentimento — e os dois sabem entregar.

🛡️ Um filme, muitos retornos — e uma promessa

Vingadores: Doomsday estreia em 18 de dezembro de 2026 no Brasil e já reúne alguns dos nomes mais fortes do atual MCU:

  • Anthony Mackie, como o novo Capitão América
  • Letitia Wright, como Pantera Negra
  • Paul Rudd, como Homem-Formiga
  • Sebastian Stan, como Soldado Invernal
  • Winston Duke, como M’Baku

É uma formação diversa, carismática e potente — uma nova geração que precisa dar conta de salvar o multiverso, mas também de reconstruir o afeto do público após os altos e baixos da Fase 4.

Doomsday prepara o caminho para Guerras Secretas (2027), a prometida conclusão da Saga do Multiverso. Mas, ao que tudo indica, esse reencontro entre Thor e Loki não será apenas épico — será pessoal.

💬 Por que isso importa?

Em meio a um universo repleto de batalhas, explosões e fan services, a conexão entre Thor e Loki sempre foi sobre humanidade: sobre família, perdão, identidade e, acima de tudo, sobre a dor de não saber como amar alguém que vive entre o afeto e o caos.

Se Vingadores: Doomsday realmente oferecer um reencontro entre esses dois personagens com a carga emocional que eles merecem, então talvez estejamos diante de mais do que um evento — mas de um fechamento à altura de tudo o que eles significaram até aqui.

E, convenhamos: o público está mais do que pronto para esse abraço entre deuses.

Jurassic World: Recomeço se firma como um dos maiores sucessos do ano e ultrapassa US$ 529 milhões nas bilheterias

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Se tem uma coisa que a gente aprendeu com os filmes da franquia Jurassic, é que brincar de Deus nunca acaba bem. E mesmo assim… a gente não consegue parar de assistir. Prova disso? Jurassic World: Recomeçoultrapassou US$ 529 milhões nas bilheteiras globais, provando que dinossauro bem-feito (e bem filmado) nunca sai de moda.

Só nos Estados Unidos, o novo capítulo da saga jurássica já arrecadou US$ 232 milhões, mesmo tendo levado um “coice” de kryptonita com a estreia de Superman — que fez a bilheteria do longa cair 57% no segundo fim de semana. Ainda assim, Recomeço segurou a onda e ficou em segundo lugar no ranking, mostrando que tem casca grossa (ou melhor, escamas grossas).

A maior estreia do ano (com patas gigantes)

Logo na largada, o filme deu um rugido alto: foram US$ 322,6 milhões no primeiro fim de semana, fazendo dele a maior estreia de 2025 até agora. Só em solo americano, Recomeço começou com incríveis US$ 147,8 milhões. Parece que a saudade dos dinossauros falava mais alto do que a lógica — e que bom.

O sucesso não vem só de nostalgia, mas de uma trama que foge da repetição. Desta vez, a ameaça não é um parque fora de controle, mas uma missão de vida ou morte em busca de DNA de criaturas colossais. E quando a missão é no meio de uma selva tropical onde os dinossauros são os donos do pedaço… bem, não espere que as coisas corram como planejado.

Dinossauros, DNA e perigo real

A história se passa cinco anos depois de Jurassic World: Domínio. A Terra mudou. Os dinossauros agora vivem escondidos, em poucas regiões isoladas que ainda imitam o clima pré-histórico em que eles prosperavam. E é justamente nesses bolsões selvagens que uma equipe corajosa precisa entrar para coletar DNA de três das criaturas mais impressionantes já vistas — uma terrestre, uma aquática e uma aérea.

A missão tem um objetivo nobre: desenvolver um medicamento com potencial de salvar milhões de vidas. Só que, como todo mundo que já viu pelo menos um filme da franquia sabe, o problema não é a ciência — é o excesso de confiança. E o resultado? Um verdadeiro espetáculo de tensão, perseguições, efeitos de ponta e, claro, rugidos que fazem o som da sala tremer.

Por que ainda funciona?

Talvez a grande força de Jurassic World: Recomeço esteja justamente no equilíbrio entre o novo e o familiar. A gente já sabe que vai ter caos, vai ter dente, vai ter gente correndo. Mas sempre tem algo mais. Desta vez, o “algo mais” é uma missão com propósito, uma pegada de ficção científica que flerta com ética médica, ecologia e o eterno erro humano de achar que controla a natureza.

Mas no fim das contas, a real é que Jurassic World entrega o que promete: dinossauros gigantes em ação, humanos desesperados e cenas que fazem a gente prender a respiração. E enquanto esse combo continuar funcionando, pode vir mais que a gente compra ingresso feliz.

E agora?

Com US$ 529 milhões já no bolso e ainda com fôlego nas salas de cinema, Jurassic World: Recomeço caminha para se consolidar como um dos maiores blockbusters do ano. A pergunta que fica: será que ainda tem espaço pra mais dinossauros no futuro da franquia?

Mãe e filha transformam reconciliação em livro comovente sobre afeto, cuidado e recomeço

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No novo livro Aquele Tempo Entre Nós, disponível nas livrarias físicas e digitais, a oradora espírita Mayse Braga e sua filha, a psicóloga Marianna Braga, compartilham com coragem e sensibilidade uma jornada de reconexão familiar — feita não apenas de lembranças, mas também de silêncios, conflitos, aprendizados e reencontros possíveis.

Mais do que um registro de experiências pessoais, a obra é um convite ao diálogo entre gerações. Em forma de conversa escrita, mãe e filha percorrem momentos de desgaste emocional, crises de saúde e ressentimentos acumulados, até reencontrarem, juntas, um novo caminho de afeto e compreensão. O livro nasce após um momento crítico: duas internações de Mayse em 2022, que a levaram a viver temporariamente com a filha — e, nesse convívio, ressignificar antigas mágoas e renovar os vínculos entre ambas.

“Contar o que vivemos foi tanto uma forma de oferecer companhia a quem atravessa essa jornada quanto um exercício terapêutico que nos lembrou que o amor pode fazer mais do que proteger: ele pode também libertar.”
— Mayse Braga, oradora espírita

Com décadas de trajetória como comunicadora respeitada no meio espírita, Mayse se une à escuta atenta e à vivência clínica de Marianna para construir uma obra que transita entre espiritualidade, psicologia e humanidade. O livro alterna pontos de vista entre mãe e filha e revela com franqueza o que tantas famílias enfrentam em silêncio: o medo de não serem compreendidas, a dificuldade de perdoar, o peso da sobrecarga, e a urgência de falar o que realmente importa — enquanto ainda é tempo.

“Escrever esse livro me ajudou a entender a mim mesma e à minha mãe de um jeito novo e transformador.”
— Marianna Braga, psicóloga

Aquele Tempo Entre Nós é tecido com memórias — recentes e distantes —, e com temas que vão do cansaço do cuidado à beleza de uma música compartilhada. A cada capítulo, as autoras abrem espaço para reflexões sobre o envelhecer, a vulnerabilidade, a escuta ativa e o valor das pequenas reconciliações do dia a dia.

Sem tom confessional ou autoajuda, o livro propõe um gesto raro: descer do púlpito e sentar à mesa, lado a lado, com quem se ama, para tentar, palavra por palavra, desfazer o que se perdeu — e reconstruir o que ainda pode existir.

Para leitores espiritualmente conectados ou em busca de relações mais saudáveis com seus pais ou filhos, a obra funciona como um espelho generoso: não aponta culpados, mas revela caminhos. E, talvez, o maior deles seja a coragem de admitir que nem todo amor é simples, mas que o afeto sincero — ainda que imperfeito — pode ser a base para um novo começo.

No Alvo estreia nesta segunda (14) com Pablo Marçal encarando perguntas polêmicas e sem cortes

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O SBT dá início a uma nova fase de sua programação noturna com a estreia de “No Alvo”, programa inédito que promete colocar personalidades controversas diante de perguntas incisivas — e sem a proteção dos tradicionais filtros midiáticos. A atração estreia nesta segunda-feira, 14 de julho, às 23h15, logo após o Programa do Ratinho, com um nome que já movimenta as redes sociais: Pablo Marçal, coach, empresário e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo.

Conhecido por seus discursos inflamados, vídeos motivacionais virais e passagens polêmicas pela política brasileira, Marçal será o primeiro convidado a ocupar o centro do “alvo”. O programa propõe um formato direto, onde as perguntas não poupam zonas de conforto, explorando pontos sensíveis da trajetória do entrevistado.

Um formato de tensão e transparência

Sem cenário grandioso ou mediações brandas, “No Alvo” aposta em um modelo de entrevista enxuto e de alta tensão dramática, em que o foco recai totalmente sobre o convidado. A proposta é revelar versões não editadas de figuras públicas que, frequentemente, controlam sua imagem por meio de redes sociais ou estratégias de marketing pessoal.

No episódio de estreia, a pauta inclui desde os bastidores da carreira política de Marçal — que chegou a ser cotado para o segundo turno na disputa pela prefeitura de São Paulo — até sua recente inelegibilidade determinada pela Justiça Eleitoral. O programa também deve abordar o universo do coaching, do qual o convidado se tornou um dos rostos mais conhecidos no Brasil, bem como as críticas à forma como explora temas como empreendedorismo, meritocracia e fé.

Um novo caminho para o jornalismo opinativo na TV aberta

Ao lançar “No Alvo”, o SBT busca ocupar um espaço ainda pouco explorado na TV aberta: o de entrevistas contundentes com figuras que geram engajamento e polêmica. A atração não tem apresentador fixo com rosto em destaque, reforçando o protagonismo do convidado e a força do conteúdo.

Fontes internas da emissora indicam que novos nomes com forte presença pública e envolvimento em controvérsias já estão sendo sondados para os próximos episódios. A ideia é manter a surpresa e a imprevisibilidade como parte da identidade do programa.

Pablo Marçal: da internet ao horário nobre

A presença de Pablo Marçal como primeiro convidado não é por acaso. Envolvido em polêmicas políticas, processos judiciais e idolatrado por uma legião de seguidores que o veem como um “guru da liberdade financeira e do despertar espiritual”, Marçal representa o perfil exato que o programa pretende tensionar: o personagem público multifacetado, controverso e com influência real sobre grandes audiências.

Cameron Diaz retorna com nova comédia de ação na Netflix: Bad Day promete risadas e caos em dose dupla

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Cameron Diaz está longe de viver dias tranquilos — pelo menos nas telas. Depois de retomar a carreira com o explosivo De Volta à Ação, a atriz agora mergulha de cabeça em mais uma empreitada para a Netflix: Bad Day, comédia de ação que promete transformar uma crise existencial em puro entretenimento.

Com direção de Jake Szymanski, conhecido por seu humor ácido em produções como Jury Duty e Os Caça-Noivas, o novo longa marca a segunda colaboração entre Diaz e o produtor Beau Bauman. O reencontro reforça uma parceria que parece determinada a devolver à atriz o protagonismo que moldou sua carreira nos anos 2000.

Na trama, escrita por Laura Solon, acompanhamos uma mãe-solo que, diante do pior dia de sua vida, tenta cumprir uma promessa banal feita à filha — uma tarefa que logo se revela caótica, hilária e, em muitos momentos, imprevisivelmente emocional. Segundo fontes internas, o filme é uma espécie de releitura cômica de Um Dia de Fúria (1993), só que sob o olhar feminino, contemporâneo e afetivo, algo raro no gênero.

A proposta de Solon — que também assina a produção executiva ao lado de Mark Moran — é explorar os colapsos silenciosos do cotidiano com o ritmo e a estética dos filmes de ação. Nada de explosões gratuitas ou perseguições mirabolantes: em Bad Day, o drama da maternidade, a pressão social e o esgotamento mental se transformam em combustível para o riso — e talvez para uma necessária catarse coletiva.

Mais do que uma aposta certeira no star power de Diaz, o projeto se encaixa na nova leva de produções originais da Netflix que combinam crítica social com entretenimento acessível. A atriz, que esteve afastada das telas por quase dez anos, parece cada vez mais à vontade nesse retorno: mais madura, mais afiada e ainda com o timing cômico que a consagrou em clássicos como Quem Vai Ficar com Mary? e O Amor Não Tira Férias.

Ainda sem data de estreia anunciada, Bad Day já começa a gerar expectativa entre os fãs da atriz e do gênero. E, se depender da proposta ousada da trama e do talento envolvido, o filme tem tudo para transformar um simples dia ruim em um dos melhores acertos da Netflix em 2025.

Último trabalho na Netflix

Depois de quase uma década longe dos holofotes, Cameron voltou com tudo. E seu retorno não poderia ser mais simbólico: em De Volta à Ação, lançado em janeiro pela Netflix, a atriz não apenas protagoniza uma história sobre reencontros e recomeços, como também encarna exatamente esse espírito na vida real. O longa, dirigido por Seth Gordon, é uma mistura inteligente de ação, comédia e memória afetiva — tanto para os fãs quanto para a própria estrela.

Ao lado de Jamie Foxx, parceiro de longa data com quem já contracenou em Um Domingo Qualquer e Annie, Diaz interpreta Emily, uma ex-espiã da CIA que, após deixar para trás sua carreira de riscos e disfarces, tenta levar uma vida comum ao lado do também ex-agente Matt (Foxx). O plano de sossego, como era de se esperar, não dura muito. Quando suas identidades secretas vêm à tona, o casal é forçado a retornar ao mundo da espionagem em uma jornada frenética e cheia de reviravoltas.

Apesar de ser vendido como um filme de ação, De Volta à Ação se revela, na prática, uma carta de amor aos anos dourados das comédias de espionagem e à química entre duas estrelas carismáticas que se reencontram em cena com leveza, ritmo e afeto. Cameron entrega uma performance afiada, equilibrando humor, timing e um brilho nos olhos que evidencia sua vontade genuína de estar de volta. A personagem Emily, cheia de sarcasmo e presença, parece moldada sob medida para esse retorno: uma mulher forte, com passado oculto, lidando com a reinvenção.

O filme tem um ritmo ágil, cenas de ação bem executadas e um tom despretensioso que funciona. Não há aqui a pretensão de reinventar o gênero, mas sim de oferecer um espetáculo divertido, conduzido por atores que sabem exatamente onde pisam. Andrew Scott também se destaca no elenco, trazendo um contraponto inteligente à dupla central.

Karl Urban estreia como Johnny Cage no teaser eletrizante de Mortal Kombat 2

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A franquia Mortal Kombat está de volta, e agora com um reforço que tem chamado atenção: Karl Urban vive o icônico Johnny Cage na sequência da adaptação lançada em 2021. No teaser recém-divulgado, o ator aparece com todo o estilo arrogante e carismático que os fãs conhecem dos jogos — e já é apontado como um dos destaques do novo longa. Abaixo, confira o vídeo divulgado:

O filme chega aos cinemas em 24 de outubro de 2025, com direção de Simon McQuoid e produção de James Wan. O novo capítulo promete trazer para o centro da narrativa aquilo que muitos sentiram falta no primeiro: o torneio Mortal Kombat, finalmente oficializado.

Humor, ação e uma dose de caos

A ausência de Johnny Cage no primeiro filme foi amplamente comentada pelos fãs. Agora, o personagem não só aparece, como ganha um tratamento à altura da sua popularidade. Interpretado por Karl Urban, Cage surge como um ator de filmes de ação decadente, que se vê envolvido em uma disputa sobrenatural onde a Terra está em risco.

A abordagem mistura o humor característico do personagem com momentos mais densos, algo que o diretor quis manter sob controle para não cair na caricatura. O resultado, ao que tudo indica, é uma versão com mais personalidade e presença — e que deve agradar tanto aos veteranos quanto ao público novo.

O torneio que define o destino da Terra

A trama retoma os eventos do primeiro filme. Cole Young (Lewis Tan) segue reunindo aliados para enfrentar as forças da Exoterra, que agora têm Shao Kahn (vivido por Martyn Ford) como principal figura de ameaça. Diferente do longa anterior, a sequência mergulha de vez no torneio Mortal Kombat, com regras, combates organizados e uma tensão crescente a cada luta.

O visual é mais elaborado, os cenários foram ampliados, e os combates prometem ser mais fiéis à brutalidade dos jogos — com direito a fatalities, técnicas clássicas e duelos que devem impressionar pela coreografia e pelos efeitos visuais.

Novos rostos, velhos conhecidos

Além de Urban como Johnny Cage, o filme apresenta Tati Gabrielle como Jade, Adeline Rudolph como Kitana, e Martyn Ford como o poderoso Shao Kahn. A narrativa deve explorar a origem e as motivações desses personagens, enquanto dá continuidade à trajetória de heróis como Sonya Blade (Jessica McNamee), Jax (Mehcad Brooks), Scorpion (Hiroyuki Sanada) e o próprio Cole Young.

Essa mistura de veteranos e estreantes pretende fortalecer o universo da franquia no cinema, criando novas conexões e rivalidades que possam ser exploradas em futuros capítulos.

“Você Bem Melhor” deste sábado (19/07) exibe história emocionante de superação e alerta sobre sinais silenciosos do corpo

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Neste sábado, 19 de julho de 2025, às 16h, a TV Aparecida apresenta uma edição inédita do programa Você Bem Melhor que traz à tona um tema urgente e ainda pouco debatido com a profundidade que merece: como sintomas discretos podem ser a porta de entrada para diagnósticos mais sérios — e como o autoconhecimento pode salvar vidas.

Sob a condução do Dr. Rodrigo Gurgel, a atração dá voz à trajetória de Irati de Paula, convidada especial que compartilha sua experiência pessoal desde os primeiros sinais que pareciam inofensivos até a descoberta de uma condição de saúde que exigia atenção imediata.

Irati notou, ao longo de semanas, pequenas alterações: retração de pele na região das axilas, queda capilar persistente e unhas quebradiças. Em um primeiro momento, atribuiu tudo aos efeitos naturais da menopausa — uma etapa biológica que, muitas vezes, acaba por camuflar sintomas que poderiam acender alertas mais cedo.

No entanto, a insistência em ouvir o próprio corpo e buscar respostas a levou a uma bateria de exames, que revelou um diagnóstico mais complexo. Essa virada em sua jornada será o fio condutor do episódio, que convida o público a refletir sobre a importância da escuta corporal e da prevenção.

Para aprofundar a discussão, o programa contará com a presença do mastologista e ginecologista endócrino Dr. Matheus Galhardo. O especialista fará uma análise técnica do caso e orientará o público sobre os sinais menos óbvios de doenças relacionadas à saúde feminina, especialmente em fases hormonais de transição, como a menopausa.

“O corpo se comunica de forma precisa, mas muitas vezes ignoramos o que ele tenta dizer. Identificar essas pistas precocemente pode ser determinante entre um diagnóstico tardio e uma chance real de tratamento eficaz”, destaca Galhardo.

Além do depoimento e da análise clínica, o programa também exibirá o quadro interativo Plantão Saúde, espaço dedicado às dúvidas do público, com respostas ao vivo de profissionais da área médica. É uma oportunidade de tirar dúvidas diretamente com especialistas, tornando o conhecimento acessível, claro e confiável.

Com um formato que alia informação de qualidade, acolhimento e linguagem direta, Você Bem Melhor segue consolidando seu papel como referência em saúde e bem-estar na TV brasileira. A edição deste sábado, em especial, se destaca por transformar uma vivência real em ferramenta de conscientização — mostrando que prestar atenção aos sinais do corpo pode ser o primeiro passo para cuidar de si com responsabilidade.

Billie Eilish anuncia filme-concerto em 3D com direção de James Cameron

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No último sábado (19), durante um show lotado em Manchester, na Inglaterra, a cantora Billie Eilish surpreendeu os fãs com um anúncio histórico: está a caminho um filme-concerto baseado na turnê de seu mais recente álbum, Hit Me Hard and Soft. E mais: o projeto será dirigido pelo cineasta James Cameron e filmado em 3D, prometendo uma nova fronteira de imersão sensorial na música ao vivo.

“Eu não posso dizer muito sobre, mas o que eu posso dizer é que estou trabalhando em algo muito, muito especial com alguém chamado James Cameron… e será em 3D”, disse Billie, visivelmente empolgada, diante de milhares de pessoas no estádio. A notícia rapidamente tomou conta das redes sociais, com fãs especulando como será essa união entre duas figuras tão distintas — e ao mesmo tempo visionárias — em seus campos.

Uma união entre inovação, emoção e técnica

De um lado, Billie Eilish, fenômeno global da música, que desde sua estreia em 2016 com “Ocean Eyes” redefine as fronteiras entre pop, alternativo e eletrônico. Do outro, James Cameron, mestre do cinema épico e responsável por alguns dos maiores marcos da história da sétima arte — como Titanic, Avatar e O Exterminador do Futuro 2. A parceria pode parecer inesperada à primeira vista, mas carrega uma lógica profunda: ambos são artistas obcecados pela inovação, pelas emoções humanas em suas formas mais cruas e por experiências sensoriais que desafiam o convencional.

Billie, que recentemente completou 23 anos, é conhecida por seu estilo minimalista e sombrio, suas letras confessionais e seu visual marcante. Já venceu 9 Grammys, 2 Oscars, e vem quebrando recordes desde o primeiro álbum, When We All Fall Asleep, Where Do We Go?. Seu irmão e produtor, Finneas O’Connell, tem sido seu parceiro criativo desde o início, e não se sabe ainda qual será o envolvimento dele nesse novo projeto audiovisual.

James Cameron, por sua vez, dispensa apresentações. Canadense de nascimento e apaixonado pelo fundo do mar e pelas estrelas, é o diretor de três dos quatro filmes com maior bilheteria da história do cinema: Avatar, Titanic e Avatar: O Caminho da Água. Ele também é um dos poucos cineastas que não só acompanha o avanço da tecnologia no cinema, mas que a lidera — tendo sido pioneiro na popularização do 3D com o primeiro Avatar em 2009.

A possibilidade de ver Billie Eilish sob a ótica e o domínio técnico de Cameron empolga pela ousadia: será a sensibilidade íntima da artista fundida ao espetáculo visual de um mestre da imersão. Música e cinema, som e imagem, vulnerabilidade e grandiosidade — tudo parece se encontrar nesse novo projeto.

Turnê “Hit Me Hard and Soft”: o pano de fundo do filme

Lançado em maio de 2024, Hit Me Hard and Soft é o terceiro álbum de estúdio de Billie Eilish. Mais uma vez, a artista escolheu não seguir fórmulas comerciais — recusando singles lançados previamente, optando por lançar o álbum completo de uma só vez, e mantendo uma sonoridade envolta em atmosferas etéreas, letras confessionais e construções sonoras que vão do experimental ao pop puro.

A turnê que leva o mesmo nome do disco já é considerada uma das mais impactantes de sua carreira. Com ingressos esgotados em poucos minutos em cidades como Londres, Nova York, São Paulo e Tóquio, a artista entrega performances que equilibram minimalismo estético e força emocional. Os shows são marcados por luzes pulsantes, vídeos atmosféricos e momentos de silêncio quase sagrado com o público, que canta em uníssono faixas como “Lunch”, “Chihiro” e “Wildflower”.

A escolha de registrar essa experiência em 3D não é apenas estética — é conceitual. Billie quer que o espectador sinta o show, como se estivesse lá, respirando o mesmo ar que ela. E ninguém melhor do que James Cameron para transformar isso em realidade.

Cameron: a mente visionária por trás da lente

James Francis Cameron nasceu no Canadá em 1954 e mudou-se para os Estados Unidos na década de 70, quando decidiu trocar a física e a filosofia pela paixão pelo cinema. Trabalhou como caminhoneiro antes de se lançar no mundo dos efeitos especiais e, posteriormente, na direção. A virada veio com O Exterminador do Futuro (1984), e a consagração com Aliens (1986) e Titanic (1997), este último ganhador de 11 Oscars e responsável por uma revolução emocional e técnica no cinema.

Além do cinema, Cameron também é um explorador do fundo do mar e já liderou expedições para documentar áreas inóspitas do oceano, como a Fossa das Marianas. Sua paixão pela profundidade, seja literal ou metafórica, pode ser o elo invisível com o universo emocional de Billie Eilish.

A trajetória de Cameron mostra que ele não é um cineasta apenas interessado em grandes explosões ou mundos fantásticos, mas em contar histórias sobre seres humanos lidando com perdas, medos, amores e transcendência. Assim como Billie canta sobre seus medos, dores e fantasias mais íntimas, Cameron as transforma em imagem — e é esse encontro que torna o projeto tão promissor.

Um novo capítulo para os filmes-concerto?

Embora filmes-concerto não sejam novidade — Beyoncé com Homecoming, Taylor Swift com The Eras Tour, Madonna com Madame X e mesmo a própria Billie, com o documentário The World’s a Little Blurry — o envolvimento de um diretor como James Cameron muda a escala da proposta. Ele promete não apenas documentar um show, mas criar uma experiência cinematográfica por completo.

O uso do 3D sugere que este será um espetáculo para os sentidos, talvez com câmeras posicionadas de formas nunca antes vistas em shows ao vivo. É possível que haja inserções narrativas, efeitos visuais, imagens que conectem o palco com o universo interior de Billie, tornando a experiência ainda mais rica para quem a acompanha.

A novidade vem também em um momento em que o cinema busca se reinventar após os impactos da pandemia e a popularização do streaming. Um filme-concerto dessa magnitude, com artistas que mobilizam públicos tão diversos e engajados, pode ser uma forma de devolver aos cinemas um lugar de encontro emocional coletivo.

O que esperar

Ainda sem título ou data de estreia revelados, o projeto já nasce com altas expectativas. A união entre uma artista que representa as emoções e angústias de uma geração, e um diretor que domina a linguagem visual como poucos, pode resultar em algo que vá além de um simples registro musical.

Se Billie Eilish já havia provado ser uma estrela única, e James Cameron já havia redefinido o que é possível no cinema, agora eles têm a chance de, juntos, criar uma obra que desafie categorias — entre show e filme, entre performance e narrativa, entre realidade e fantasia.

Preta Gil em cena: a Jornada da cantora além dos palcos, nas telas da TV e do cinema

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Preta Gil sempre foi sinônimo de entrega. Sua voz potente, suas bandeiras pessoais e sua presença vibrante no palco também encontraram espaço nas telas da televisão e do cinema. Ao longo de sua carreira, mesmo sendo reconhecida nacionalmente como cantora, Preta ousou ampliar seus caminhos artísticos. Atuou em novelas, apareceu em séries, participou de filmes e documentários — quase sempre emprestando sua verdade, sua coragem e sua autenticidade a cada cena.

Mais do que interpretações pontuais, cada uma de suas participações carregava um traço de representatividade. Quando surgia nas novelas ou nos filmes, era sempre com a convicção de que corpos como o seu, vozes como a sua, e vivências como a sua também pertencem à dramaturgia brasileira. Era a Preta em sua essência: sem filtros, sem moldes e sem medo de ser múltipla.

A estreia nas novelas: Vanusa, a irmã irreverente

A estreia oficial de Preta Gil como atriz de novela aconteceu em 2003, no folhetim Agora É Que São Elas, da TV Globo. Ela interpretava Vanusa Silveira, uma personagem leve e divertida, irmã da protagonista Leonarda (vivida por Débora Falabella). Na trama, Preta encontrou espaço para atuar e cantar — uma combinação que lhe era muito natural. Foi sua primeira experiência como atriz em teledramaturgia, e uma confirmação de que seu carisma extrapolava os palcos.

Na época, Preta já estava se consolidando como cantora pop, após o lançamento de seu primeiro disco. Estar na novela foi mais do que uma vitrine: foi um gesto de afirmação. Era uma mulher real, fora dos padrões convencionais, conquistando espaço em horário nobre, com humor, humanidade e brilho.

Participações que deixaram marca nas novelas da Globo

Mesmo sem seguir carreira como atriz fixa de novelas, Preta deixou sua marca em várias tramas ao longo dos anos. Em Caminho das Índias (2009), por exemplo, ela apareceu como ela mesma em uma boate, em um dos episódios que celebrava a pluralidade cultural — tema central da novela de Glória Perez. A sua presença, ainda que rápida, trouxe alegria e autenticidade à cena.

Em 2012, foi a vez de Preta invadir o universo pop de Cheias de Charme. No auge do sucesso das “Empreguetes”, o trio fictício vivido por Taís Araújo, Isabelle Drummond e Leandra Leal, Preta fez uma participação especial, cantando e interagindo com as personagens. A conexão era natural — afinal, ela mesma sempre foi uma espécie de “empreguete da vida real”: mulher guerreira, popular, amada pelo público e cheia de swing.

Já na série Sexo e as Negas (2014), também de Falabella, Preta surgiu como uma aliada das protagonistas. Sua participação foi mais do que artística: foi política. Estar ali, em uma produção protagonizada por mulheres negras da periferia carioca, era reconhecer sua própria origem e reforçar sua luta pela representatividade.

No cinema: pequenos papéis, grandes presenças

No cinema, Preta Gil também deixou sua digital. Em 2005, apareceu como ela mesma no filme Mais Uma Vez Amor, de Rosane Svartman. Em uma das cenas românticas da trama, sua performance musical servia de pano de fundo para os sentimentos dos protagonistas, interpretados por Dan Stulbach e Juliana Paes.

Em 2006, participou do universo encantado de Xuxa Gêmeas, mais uma vez como ela mesma. A leveza da produção infantil combinava com o humor despretensioso de Preta, que surgia como presença especial, cheia de alegria. Já em A Guerra dos Rocha (2008), comédia dirigida por Jorge Fernando, ela fez uma breve, porém divertida, aparição — sempre com aquele brilho que preenche a tela, mesmo quando a cena é curta.

Anos depois, já em 2018, integrou o elenco de Coração de Cowboy, filme protagonizado por Gabriel Sater, em um papel que homenageava a música brasileira e sua fusão entre estilos. Novamente, foi ela mesma — porque, convenhamos, ninguém encarna Preta melhor do que a própria Preta.

Entre realities, séries e especiais musicais

Além das novelas e dos filmes, Preta foi figura constante em programas de auditório, talk shows e realities musicais. Em Mister Brau, série protagonizada por Taís Araújo e Lázaro Ramos, ela fez uma participação especial em um dos episódios, trazendo sua irreverência para o universo fictício da produção. Também apareceu em Vai Que Cola, sucesso do Multishow, em um episódio hilário que brincava com os exageros do mundo dos famosos.

Fora das atuações, esteve inúmeras vezes em programas como Altas Horas, Amor e Sexo, Encontro com Fátima Bernardes e Programa do Jô, sempre como uma voz ativa sobre temas como amor livre, bissexualidade, gordofobia e empoderamento feminino. Ela transformava entrevistas em atos de resistência — e palcos em trincheiras do afeto.

Um corpo político, uma presença artística

Preta nunca atuou apenas por atuar. Cada uma de suas aparições nas telas tinha um propósito — muitas vezes implícito, outras vezes escancarado. Representar uma mulher gorda, negra, livre e desbocada em espaços de destaque era, por si só, um ato revolucionário. Ela sabia disso. E usava esse espaço com responsabilidade, humor e ousadia.

Muitas mulheres se viram nela. Muitos jovens LGBTQIA+ encontraram consolo em sua liberdade. E muita gente começou a refletir sobre preconceitos ao vê-la dançando, rindo e vivendo nas novelas, séries e filmes.

Preta Gil era personagem da própria história — e também das nossas

Ao revisitar sua trajetória nas telas, fica claro: Preta Gil foi maior do que qualquer papel. Foi presença, foi afeto, foi coragem. Mesmo nos personagens coadjuvantes, ela ocupava tudo com verdade. E mesmo quando interpretava a si mesma, não era vaidade: era manifesto.

Preta não estava nas novelas apenas para fazer número. Estava para lembrar que outras histórias também merecem ser contadas. E que a arte, quando feita com o coração, atravessa qualquer limite de tela.

Eternamente Preta — na música, na TV, no cinema e na memória coletiva do Brasil.

Terror psicológico Keeper, do diretor de O Macaco, ganha trailer e promete suspense intenso

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Foto: Reprodução/ Internet

Em um mundo em que o terror muitas vezes se traduz em gritos, sangue e sustos fáceis, há uma vertente mais silenciosa – porém não menos perturbadora – que vem conquistando espaço entre cinéfilos e críticos: o terror psicológico. E é exatamente nesse território que o aguardado Keeper fincou suas raízes. Com estreia confirmada para 14 de novembro de 2025 nos Estados Unidos, o novo filme dirigido por Osgood Perkins (O Macaco, Longlegs) promete uma experiência angustiante, claustrofóbica e emocionalmente carregada.

Estrelado por Tatiana Maslany – aclamada por sua atuação multifacetada em Orphan Black – e Rossif Sutherland, o longa teve seu primeiro trailer divulgado recentemente. A prévia, marcada por imagens densas, trilha inquietante e um clima de crescente tensão, já deixa claro que Keeper não pretende seguir fórmulas prontas. Ao invés disso, convida o público a mergulhar em um abismo emocional junto de sua protagonista.

Solidão, desconfiança e um mal invisível

A sinopse oficial é direta, mas carregada de possibilidades perturbadoras. o longa-metragem acompanha um casal, Liz (Tatiana Maslany) e Malcolm (Rossif Sutherland), que decide passar um fim de semana em uma cabana remota – uma escapada romântica, aparentemente inofensiva. Mas logo após a chegada, Malcolm precisa retornar à cidade de forma inesperada, deixando Liz sozinha. É nesse isolamento que as coisas começam a se desestruturar. As informações são do AdoroCinema.

Liz passa a sentir que algo não está certo na casa. Sons sem explicação, mudanças sutis no ambiente, sensações que não sabe se são reais ou fruto de sua mente. À medida que os dias se arrastam, ela começa a descobrir segredos horripilantes ligados ao local – e, talvez, ao próprio relacionamento que achava conhecer tão bem.

Trata-se de um enredo que parte de uma situação cotidiana para mergulhar em um horror íntimo, com fortes camadas emocionais e psicológicas. A cabana não é apenas um cenário, mas um reflexo da psique da protagonista – um espaço onde o medo, a solidão e a dúvida assumem formas concretas.

Tatiana Maslany: entrega e intensidade

O papel de Liz exige uma performance intensa, contida e sensível – características que Tatiana Maslany já demonstrou dominar em trabalhos anteriores. A atriz, vencedora do Emmy por Orphan Black, volta a explorar os limites da psique humana em um papel que depende quase exclusivamente de sua presença em tela.

Liz é uma mulher cercada por incertezas. Ela está sozinha, em um lugar desconhecido, com pistas sutis de que talvez esteja sendo observada. Maslany interpreta esse desconforto com olhar atento e gestos contidos, transmitindo a angústia crescente que se instala ao redor – e dentro – da personagem.

Ao escolher Maslany como protagonista, a produção aposta em um talento reconhecido por sua capacidade de nuance, e isso pode ser o grande trunfo emocional do filme. Liz não é apenas uma vítima do ambiente: ela é, ao mesmo tempo, sobrevivente, cúmplice e guardiã dos próprios traumas.

Osgood Perkins e o horror da sugestão

Filho de Anthony Perkins (o icônico Norman Bates de Psicose), Osgood Perkins vem desenvolvendo uma assinatura própria como diretor e roteirista. Seus filmes anteriores, como The Blackcoat’s Daughter e Longlegs, apostam em um terror de construção lenta, marcado por atmosferas densas, silêncio opressivo e simbolismos visuais.

Em Keeper, Perkins une esses elementos a um roteiro escrito por Nick Lepard, em sua estreia no cinema, para entregar uma obra que pretende incomodar mais do que chocar. Não espere gritos estridentes ou cenas explícitas: o verdadeiro horror aqui parece vir do que não se vê, do que se pressente – e do que se carrega internamente.

O diretor já declarou em entrevistas anteriores que está mais interessado em explorar o “desconforto constante” do que a adrenalina passageira. Com Keeper, ele busca criar uma experiência que continue reverberando na mente do espectador muito depois dos créditos finais.

Fotografia e som: aliados do suspense

Com direção de fotografia de Jeremy Cox, Keeper aposta em uma estética minimalista e opressiva. Ambientes frios, iluminação natural e sombras bem posicionadas criam uma sensação constante de vulnerabilidade. A cabana em que Liz se encontra sozinha não é apenas um lugar físico – ela se torna um personagem, uma entidade que parece observar e interagir com a protagonista.

A trilha sonora, mantida sob sigilo até o momento, também promete ser crucial. Se seguir o padrão dos filmes anteriores de Perkins, será marcada por sons ambientes distorcidos, silêncios incômodos e composições que mais sugerem do que descrevem. Tudo em Keeper parece ser pensado para criar uma sensação de desconforto prolongado, um mergulho lento em uma paranoia crescente.

Distribuição e expectativa global

Keeper foi apresentado ao mercado internacional durante o Festival de Cannes 2024, mais precisamente no Marché du Film, onde chamou atenção de distribuidores pelo mundo. A Neon, responsável por títulos como Titane e Memória, adquiriu os direitos para os Estados Unidos e também os direitos internacionais, apostando alto no potencial do longa. No Canadá, a distribuição ficará a cargo da Elevation Pictures.

Originalmente previsto para outubro, o lançamento foi adiado para novembro – uma decisão estratégica para posicionar o filme no outono americano, época em que produções mais artísticas e introspectivas costumam ter mais espaço e atenção.

No Brasil, a estreia ainda não foi confirmada, mas espera-se que, com a força da Neon no circuito internacional, Keeper chegue aos cinemas nacionais ou, ao menos, às principais plataformas de streaming em data próxima à estreia americana.


O terror do cotidiano

Há algo de universal e atemporal em histórias que tratam do isolamento. E Keeper parece explorar esse sentimento de forma simbólica e emocional. Em um mundo hiperconectado, a solidão ainda é um dos medos mais profundos – talvez mais que fantasmas ou monstros. Liz, deixada sozinha em um ambiente hostil e silencioso, vive a materialização desse pavor.

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