Influenciadora literária Vitória Souza lança o livro “Círculos Não São Infinitos”

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O fim do amor. A pausa forçada. O silêncio criativo. Trinta dias afastada do trabalho e tudo o que Maeve Lee tem é um vazio — no papel, no peito, no casamento. Mas é justamente desse espaço de dor que nasce a trama de Círculos não são infinitos, novo romance da paraense Vitória Souza, que chega às livrarias em agosto e promete conversar diretamente com os leitores que já se perguntaram como (re)começar.

Com uma carreira consolidada como influenciadora literária e uma escrita marcada pela sensibilidade emocional, Vitória entrega aqui sua obra mais íntima. Um livro que, embora não seja autobiográfico, carrega a vivência de quem já passou pela sensação de estar longe de si mesma — e precisou voltar.

Uma protagonista quebrada (e profundamente real)

Maeve, a protagonista, é uma jovem escritora no auge do sucesso editorial e no limite do colapso emocional. Casada, premiada e aparentemente no controle, ela se vê desmoronando por dentro. Tudo o que ela tenta esconder — as dúvidas, o cansaço, a desconexão espiritual — transborda de repente. E é nesse vórtice que um pequeno objeto muda tudo: um caderno antigo encontrado ao acaso em um sebo silencioso de bairro.

O caderno, com páginas rabiscadas e capa azul desbotada, não carrega fórmulas nem profecias, mas provoca nela algo ainda mais incômodo: memórias. Fragmentos do passado. Instantes que ela tentou esquecer ou romantizar. Reencontros com versões suas que ficaram para trás. Aos poucos, ela entende que talvez não esteja sendo “levada de volta no tempo”, mas sim convocada a olhar para sua história com outros olhos — com verdade.

Fé como reencontro, não como pregação

Ao contrário de muitas narrativas que abordam espiritualidade com rigidez, Vitória opta por um caminho mais sutil e sensível. Aqui, a fé cristã não é uma bandeira ou um discurso pronto — é um lugar de retorno. Um espaço de silêncio, de escuta, de rendição.

“Eu não quis escrever sobre religião, mas sobre o que acontece dentro da gente quando a fé parece ter sumido. O livro é sobre o momento em que a gente para de fingir que está bem e começa, finalmente, a procurar a cura”, diz a autora, em entrevista.

Ao invés de oferecer respostas, Círculos não são infinitos oferece espaço: para dúvidas, para orações tímidas, para tentativas imperfeitas de perdão — inclusive do perdão a si mesma. A escrita de Vitória caminha nesse fio delicado entre o drama e a esperança, sem nunca soar artificial.

Quando o passado não é um lugar, mas uma chave

Entre as memórias que Maeve revê estão o início da faculdade, a paixão por Liam (o marido de quem ela se afasta), o sucesso precoce que a isolou, e o afastamento doloroso dos pais. Cada episódio surge como uma chance de fazer as pazes com alguma versão esquecida de si — não para consertar o que foi, mas para entender onde ela deixou de se ouvir.

E é aí que mora a potência do livro: não há viagem no tempo literal, mas há deslocamento emocional real. Um mergulho que confronta, sim, mas também limpa. Cicatriza. E aponta caminhos.

Círculos não são infinitos chega ao mercado como uma das apostas mais sensíveis do ano no gênero healing fiction, trazendo representatividade emocional para jovens e adultos que convivem com a sensação de falhar consigo mesmos. A estética minimalista da narrativa, os capítulos breves e a linguagem afetiva criam uma experiência quase confessional.

Com influências que vão de Taylor Jenkins Reid a Henri Nouwen, Vitória constrói uma protagonista vulnerável sem torná-la frágil, religiosa sem ser doutrinária, e corajosa sem ser heroína. Maeve apenas tenta. Cai. Levanta. Ora. Silencia. E volta.

Mesmo antes do lançamento oficial, leitores vêm se mobilizando online para discutir os temas do livro — como culpa, reconciliação, reconexão familiar e espiritualidade contemporânea. Clubes de leitura começam a se formar de forma espontânea e sessões de autógrafos já estão marcadas para São Paulo, Belo Horizonte e Recife.

A expectativa é que o romance dialogue não apenas com o público jovem adulto, mas com qualquer leitor que já sentiu que algo dentro de si precisava de atenção — e não sabia por onde começar.

O título do livro já antecipa o que Maeve (e muitos de nós) precisa entender: nem todo ciclo precisa ser eterno. Nem toda dor precisa se repetir. Há tempo para refazer, redizer, refazer. Porque os círculos só parecem infinitos quando a gente anda em círculos dentro de si.

Prime Video anuncia seis novos nomes no elenco de Bloodaxe, nova série dos criadores de Vikings

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Foto: Reprodução/ Internet

O universo brutal e fascinante dos vikings está prestes a ganhar um novo capítulo. O Prime Video anunciou seis novos nomes no elenco principal de Bloodaxe, nova série dos renomados Michael Hirst e Horatio Hirst — responsáveis por sucessos como Vikings e The Tudors. A produção, que estreia em 2025, promete mergulhar de cabeça nas disputas sangrentas pelo poder no Norte da Europa, e já chama atenção pelos talentos envolvidos.

Entre os recém-confirmados estão atores com carreiras sólidas no cinema europeu, na televisão escandinava e em produções internacionais aclamadas. São eles: Karlis Arnolds Avots (Natural Light, January, The Sign Painter), Rod Hallett (The Last Kingdom, The Terror), Alina Tomnikov (Cold Courage, Deadwind), Sisse Marie (Twisted Metal, Bodom), Rune Temte (Captain Marvel, The Innocents) e Jesper Christensen (Melancholia, Spectre), este último em participação recorrente.

E os personagens? Já dá para ter um gostinho do que vem por aí.

Karlis Arnolds Avots interpretará Egil — uma figura tão enigmática quanto ameaçadora. Poeta e fazendeiro à primeira vista, Egil esconde um lado sombrio: ele é também assassino, feiticeiro e conquistador. Movido pelo desejo de vingança, volta-se contra Erik Bloodaxe (papel de Frank Blake Molyneux), depois que sua família foi exilada na Islândia por ordens do pai de Erik, o lendário Rei Harald Fairhair.

Rod Hallett assume o papel do Rei Athelstan, soberano de Wessex, estrategista nato e peça-chave nas alianças entre reinos. Com um olhar afiado para o futuro da Escandinávia e da Inglaterra, ele aposta todas as fichas no jovem Haakon, um guerreiro promissor.

Alina Tomnikov, uma das atrizes finlandesas mais prestigiadas da nova geração, também entra no jogo, embora os detalhes de sua personagem estejam guardados a sete chaves. O mesmo vale para Sisse Marie, cantora e atriz dinamarquesa que vem ganhando espaço em projetos de ação e suspense ao redor do mundo.

Já Rune Temte — rosto conhecido dos fãs de The Last Kingdom e do universo Marvel — retorna às sagas nórdicas em mais um papel que promete intensidade. Com passagem marcante pelo teatro europeu, Temte é daqueles atores que entregam presença mesmo em silêncio.

E fechando o pacote de reforços, Jesper Christensen, veterano do cinema europeu e eterno Sr. White da franquia 007, traz peso dramático ao elenco em um papel misterioso, descrito nos bastidores como “essencial para as reviravoltas políticas” da trama.

Com produção da MGM Television (parte da Amazon MGM Studios), Bloodaxe será rodada entre Irlanda e Islândia. A série acompanha a jornada de Erik Bloodaxe e sua esposa Gunnhild, conhecida como a “Mãe dos Reis”, em meio a alianças instáveis, traições familiares, guerras sangrentas e a ameaça constante de invasões — tudo com a pegada épica e sombria que fez de Vikings um fenômeno global.

Nos bastidores, a série também ostenta um time de peso na produção executiva, incluindo Morgan O’Sullivan (Vikings, The Borgias), Steve Stark (The Handmaid’s Tale, Fargo) e Fred Toye (Watchmen, Person of Interest). Um trio que não brinca em serviço.

Sarah Jessica Parker confirma conversas sobre o filme Abracadabra 3: “Gostaríamos de fazer”

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Foto: Reprodução/ Internet

Os fãs das irmãs Sanderson podem começar a acender as velas — ao que tudo indica, Abracadabra 3 está, sim, nos planos da Disney. Durante sua participação recente no programa Watch What Happens Live!, comandado por Andy Cohen, a atriz Sarah Jessica Parker confirmou que o trio de protagonistas está envolvido em conversas iniciais para um possível retorno à franquia de Halloween mais querida do estúdio. As informações são do Deadline.

“Não há desenvolvimentos concretos, além do fato de que gostaríamos de fazer”, afirmou Parker, que viveu a excêntrica bruxa Sarah Sanderson nos dois filmes anteriores. “Temos conversado sobre isso.”

A declaração, ainda que breve, foi suficiente para movimentar as redes sociais e reacender o entusiasmo dos fãs que acompanham a saga desde sua estreia em 1993, quando Abracadabra (título original: Hocus Pocus) chegou aos cinemas. Na época, o longa dirigido por Kenny Ortega apresentava um trio de bruxas hilárias e malignas — Winifred, Mary e Sarah Sanderson — que são acidentalmente ressuscitadas por um adolescente na noite de Halloween, em Salem, Massachusetts. Embora o filme tenha tido recepção morna nos cinemas, conquistou status de cult com o passar dos anos, tornando-se um clássico absoluto das maratonas de outubro.

Quase 30 anos depois, a sequência finalmente saiu do papel. Lançado em 2022 diretamente no Disney+, Abracadabra 2 trouxe novamente Bette Midler, Kathy Najimy e Sarah Jessica Parker como as icônicas bruxas do século XVII. A trama acompanha duas jovens que, sem querer, reacendem a vela da chama negra, libertando as irmãs Sanderson na Salem contemporânea. Sedentas por vingança e poder, as bruxas tentam retomar sua força antes do nascer do sol de Halloween, enquanto as adolescentes precisam impedir um novo caos.

Embora a continuação tenha dividido a crítica, Abracadabra 2 conquistou boa audiência na plataforma de streaming e reacendeu o interesse pela franquia. O apelo nostálgico, aliado ao carisma atemporal das atrizes, tornou a produção um dos destaques da temporada de Halloween daquele ano.

Agora, com Sarah Jessica Parker admitindo que o desejo de continuar existe, os rumores ganham ainda mais força. A Disney ainda não oficializou a produção de um terceiro longa, mas tudo indica que a porta está aberta — e que as bruxas ainda têm muitos feitiços na manga

Omari K. Chancellor entra para o elenco de Love Story, nova série de Ryan Murphy sobre romance trágico dos Kennedy

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Foto: Reprodução/ Internet

O ator Omari K. Chancellor foi oficialmente escalado para a série Love Story, nova aposta antológica de Ryan Murphy para o canal FX, segundo informações exclusivas do Deadline. Chancellor interpretará o estilista Gordon Henderson, figura real do universo da moda e mentor de Carolyn Bessette, cuja influência foi decisiva na construção da imagem pública sofisticada da então consultora da Calvin Klein.

O projeto marca mais um desdobramento do universo de antologias de Murphy, ao lado de títulos como American Crime Story e American Horror Story. Inicialmente anunciada como American Love Story, a produção agora estreia sob o título encurtado e promete lançar um olhar íntimo, dramático e altamente estilizado sobre romances que marcaram a cultura americana contemporânea.

A temporada inaugural será centrada na intensa e trágica trajetória de John F. Kennedy Jr. (Paul Kelly) e Carolyn Bessette (Sarah Pidgeon). Ícones da década de 1990, o casal enfrentou o peso do legado dos Kennedy, a perseguição implacável da imprensa e pressões internas no casamento — até o fatídico acidente aéreo que vitimou os dois, além da irmã de Carolyn, Lauren Bessette, em 1999.

Além de Chancellor, o elenco principal reúne grandes nomes da indústria. Naomi Watts viverá Jacqueline Kennedy Onassis, Grace Gummer interpretará Caroline Kennedy, e Sydney Lemmon será Lauren Bessette.

Com produção do FX e envolvimento criativo direto de Ryan Murphy, Love Story aposta em uma abordagem emocionalmente sofisticada e visualmente marcante para revisitar os bastidores de amores célebres e tragédias modernas. A estreia está prevista para 2025 e deve figurar entre os projetos mais aguardados da próxima temporada de premiações.

No Alvo estreia nesta segunda (14) com Pablo Marçal encarando perguntas polêmicas e sem cortes

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O SBT dá início a uma nova fase de sua programação noturna com a estreia de “No Alvo”, programa inédito que promete colocar personalidades controversas diante de perguntas incisivas — e sem a proteção dos tradicionais filtros midiáticos. A atração estreia nesta segunda-feira, 14 de julho, às 23h15, logo após o Programa do Ratinho, com um nome que já movimenta as redes sociais: Pablo Marçal, coach, empresário e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo.

Conhecido por seus discursos inflamados, vídeos motivacionais virais e passagens polêmicas pela política brasileira, Marçal será o primeiro convidado a ocupar o centro do “alvo”. O programa propõe um formato direto, onde as perguntas não poupam zonas de conforto, explorando pontos sensíveis da trajetória do entrevistado.

Um formato de tensão e transparência

Sem cenário grandioso ou mediações brandas, “No Alvo” aposta em um modelo de entrevista enxuto e de alta tensão dramática, em que o foco recai totalmente sobre o convidado. A proposta é revelar versões não editadas de figuras públicas que, frequentemente, controlam sua imagem por meio de redes sociais ou estratégias de marketing pessoal.

No episódio de estreia, a pauta inclui desde os bastidores da carreira política de Marçal — que chegou a ser cotado para o segundo turno na disputa pela prefeitura de São Paulo — até sua recente inelegibilidade determinada pela Justiça Eleitoral. O programa também deve abordar o universo do coaching, do qual o convidado se tornou um dos rostos mais conhecidos no Brasil, bem como as críticas à forma como explora temas como empreendedorismo, meritocracia e fé.

Um novo caminho para o jornalismo opinativo na TV aberta

Ao lançar “No Alvo”, o SBT busca ocupar um espaço ainda pouco explorado na TV aberta: o de entrevistas contundentes com figuras que geram engajamento e polêmica. A atração não tem apresentador fixo com rosto em destaque, reforçando o protagonismo do convidado e a força do conteúdo.

Fontes internas da emissora indicam que novos nomes com forte presença pública e envolvimento em controvérsias já estão sendo sondados para os próximos episódios. A ideia é manter a surpresa e a imprevisibilidade como parte da identidade do programa.

Pablo Marçal: da internet ao horário nobre

A presença de Pablo Marçal como primeiro convidado não é por acaso. Envolvido em polêmicas políticas, processos judiciais e idolatrado por uma legião de seguidores que o veem como um “guru da liberdade financeira e do despertar espiritual”, Marçal representa o perfil exato que o programa pretende tensionar: o personagem público multifacetado, controverso e com influência real sobre grandes audiências.

Matogrosso & Mathias celebram 50 anos de carreira no The Noite com Danilo Gentili desta segunda (14)

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A música sertaneja vive de memória, de estrada e de vozes que resistem ao tempo. Poucas são tão simbólicas quanto a de Matogrosso & Mathias, dupla que completa 50 anos de carreira em 2024 com a mesma vitalidade dos primeiros acordes. Em participação especial no programa “The Noite”, exibido nesta segunda-feira (14), os artistas revisitam suas origens, antecipam detalhes do novo DVD comemorativo e, em entrevista exclusiva ao Almanaque, revelam o que ainda os move após meio século nos palcos.

Matogrosso lembra com humor e afeto de quando tudo começou. Ainda sem nome para a dupla, buscavam algo que representasse suas raízes. “Formamos a dupla, tínhamos música, mas não tínhamos nome. O diretor da gravadora não aprovava nenhum”, conta. “Eu morava em Cáceres, no Mato Grosso, e do outro lado da fronteira tem San Matías, na Bolívia. Foi aí que surgiu a ideia: Matogrosso & Mathias. Pegou na hora.”

O atual Mathias, na terceira formação da dupla desde 2009, carrega o legado de forma pessoal. “O primeiro Mathias é meu padrinho. Ele morava na casa do meu pai, e eu cresci vendo e ouvindo os dois ensaiando. Era impossível não se apaixonar por aquilo. Quando vi, já sabia todas as músicas”, relembra emocionado.

Entre os marcos da trajetória, Matogrosso destaca a canção que redefiniu o lugar da dupla na música sertaneja: “Tentei Te Esquecer”. “Foi a virada. A música explodiu. O público começou a reconhecer minha voz em qualquer lugar”, afirma.

Outro momento decisivo veio com o sucesso “Pedaço de Minha Vida”, que rendeu o primeiro disco de ouro. “Essa música vai ganhar uma homenagem no DVD. Ela representa tudo o que a gente construiu até aqui”, completa Mathias.

No dia 6 de agosto, Matogrosso & Mathias gravam um novo DVD ao vivo no Vibra São Paulo, como parte das comemorações de seus 50 anos de carreira. E o projeto promete ser histórico. Entre os convidados já confirmados estão nomes que definiram e redefiniram a música sertaneja brasileira:
Chitãozinho & Xororó, Edson & Hudson, Daniel, Leonardo, Zezé Di Camargo & Luciano e Jorge & Mateus.

“Não é só um show. É um reencontro com amigos, com a história da música que a gente ajudou a escrever. E também com os artistas que vieram depois e nos inspiram a continuar”, destaca Matogrosso.

Mathias acrescenta: “A ideia é que cada participação tenha um significado. A gente quer contar uma história. E fazer isso ao lado de artistas tão grandes é um presente.”

Vidyut Jammwal será Dhalsim em novo filme de Street Fighter, revela site americano

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O universo de Street Fighter vai ganhar novas cores — e novos movimentos. O ator indiano Vidyut Jammwal, reconhecido por sua impressionante habilidade em artes marciais e por papéis de destaque em filmes de ação em Bollywood, foi escalado para interpretar Dhalsim, um dos personagens mais icônicos do game, no novo longa da Legendary Entertainment. A informação foi divulgada com exclusividade pelo portal Deadline nesta segunda-feira (15).

Com uma carreira marcada por coreografias intensas, dublês dispensados e carisma em cena, Jammwal é conhecido por títulos como Commando – A One Man Army, Força Letal e IB 71. A escolha do ator representa um marco duplo: será sua estreia em uma superprodução hollywoodiana e também um momento de afirmação da busca por diversidade e autenticidade no elenco da nova adaptação de Street Fighter.

Ao longo da última década, Vidyut Jammwal se consolidou como um dos principais nomes do cinema de ação indiano. Especialista em Kalaripayattu, arte marcial milenar originária do sul da Índia, o ator construiu uma carreira que alia disciplina física, espiritualidade e carisma. Essas mesmas características ecoam diretamente na figura de Dhalsim, o monge indiano do universo Street Fighter conhecido por sua filosofia pacifista e estilo de luta elástico e imprevisível.

Fontes próximas à produção revelaram que o ator foi cauteloso ao aceitar propostas de Hollywood, recusando projetos que não estivessem alinhados com sua visão artística e com representações respeitosas da cultura indiana. O papel de Dhalsim, portanto, não é apenas um passo na carreira internacional, mas um encontro simbólico entre personagem e intérprete.

Um novo rumo para a franquia

O novo filme de Street Fighter está sendo desenvolvido pela Legendary Entertainment, estúdio responsável por sucessos como Duna e Godzilla vs. Kong. A direção está nas mãos de Kitao Sakurai, conhecido por seu trabalho em Twisted Metal e pela estética provocadora da série The Eric Andre Show. O roteiro está a cargo de Dalan Musson, roteirista de Capitão América: Admirável Mundo Novo e da série Falcão e o Soldado Invernal.

Com essa equipe criativa, o projeto busca equilibrar ação estilizada, fidelidade ao universo dos games e uma abordagem mais contemporânea e diversa. A entrada de Jammwal no elenco sinaliza esse compromisso, oferecendo ao público um Dhalsim que não é apenas visualmente fiel, mas profundamente conectado à essência do personagem.

Embora detalhes da trama ainda estejam sob sigilo, espera-se que o novo filme se afaste da estética cartunesca de adaptações anteriores e mergulhe em uma leitura mais realista e emocional dos lutadores. Dhalsim, tradicionalmente um personagem de paz, que luta apenas quando necessário, pode ganhar uma camada mais profunda de espiritualidade e propósito — algo que o próprio Vidyut Jammwal, em entrevistas passadas, já declarou buscar em seus papéis.

Nem Toda História de Amor Acaba em Morte vence prêmio do público no Festival RIO LGBTQIA+ e reafirma força do cinema inclusivo brasileiro

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O cinema nacional deu mais um passo importante rumo à representatividade e à pluralidade de vozes. O longa “Nem Toda História de Amor Acaba em Morte”, dirigido por Bruno Costa (Mirador, Cidade de Deus – A Luta Não Para), foi eleito Melhor Filme pelo voto popular na 14ª edição do Festival RIO LGBTQIA+, encerrado na última quarta-feira (9), no Rio de Janeiro. A conquista reforça o impacto da produção, que tem chamado atenção por sua abordagem sensível e inovadora sobre amor, identidade e inclusão.

“É uma grande honra levar esse prêmio com uma produção que aposta tanto na representatividade e na pluralidade do amor. Estamos abrindo novas portas e oportunidades para a população surda, dentro e fora das telas, fomentando histórias e ocupando espaços”, afirmou o diretor e roteirista Bruno Costa.

O reconhecimento soma-se a outras importantes passagens do filme por festivais brasileiros. Em sua estreia, no Cine PE – Festival Audiovisual, o longa foi premiado e aclamado pela crítica. Em seguida, integrou a seleção do 14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, consolidando-se como uma das vozes mais autênticas do cinema brasileiro contemporâneo.

Um retrato afetivo da diversidade
“Nem Toda História de Amor Acaba em Morte” é o primeiro longa-metragem nacional protagonizado por uma atriz surda, a talentosa Gabriela Grigolom, que interpreta Lola, uma jovem mãe negra que enfrenta as dificuldades de manter sua companhia de teatro enquanto cria a filha, Maya (Sophia Grigolom), em um ambiente social que ainda impõe barreiras à inclusão.

A história se entrelaça à de Sol (Chiris Gomes), professora de meia-idade em processo de separação. Apesar de ainda dividir a casa com o ex-marido, Miguel (Octávio Camargo), Sol vive um momento de ruptura pessoal. Quando conhece Lola, mãe de uma de suas alunas, surge uma conexão imediata. Sol, que teve um irmão surdo, é uma das poucas pessoas da escola que se comunica com fluidez em Libras, o que permite uma aproximação genuína entre elas.

Ao longo da trama, o que começa como empatia se transforma em um relacionamento afetivo que ultrapassa barreiras linguísticas, culturais e emocionais. É também por meio da convivência entre Sol, Lola e Miguel — todos sob o mesmo teto — que o filme revela com sutileza os desafios do orgulho, da escuta e do afeto cotidiano.

Cinema como espaço de escuta e visibilidade
Apesar de tocar em temas como homofobia, capacitismo e silenciamento social, o filme aposta em um tom de comédia dramática leve e humanizada, fugindo de estereótipos e tragédias. A força da obra está justamente na cotidianeidade com que apresenta personagens complexos, contraditórios e profundamente humanos.

Com uma abordagem cuidadosa, o longa valoriza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio de expressão afetiva e narrativa, e reafirma a importância de dar protagonismo às pessoas surdas dentro e fora das telas — não apenas como personagens, mas como intérpretes de suas próprias histórias.

Reboot de Resident Evil estreia em 2026 com direção de Zach Cregger e abordagem inédita

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A saga Resident Evil ganhará uma nova versão nos cinemas — e, desta vez, com uma proposta bastante distinta do que os fãs dos games estão acostumados. Em entrevista à revista SFX Magazine, o diretor e roteirista Zach Cregger (A Hora do Mal, Acompanhante Perfeita e Saindo do Armário) confirmou que o reboot cinematográfico não será completamente fiel aos jogos originais, optando por um caminho mais autoral, com foco em um terror psicológico enraizado em isolamento e tensão crescente.

Quando o filme chega nos cinemas?

Com estreia prevista para o dia 18 de setembro de 2026, o novo longa marca uma nova fase da franquia nas telonas. O roteiro é assinado por Cregger em parceria com Shay Hatten (Exército de Ladrões: Invasão da Europa e Rebel Moon – Parte 2: A Marcadora de Cicatrizes), o que sinaliza uma narrativa que equilibra ação estilizada e atmosfera opressiva — características cada vez mais valorizadas nas produções contemporâneas de horror.

Uma história inédita no universo

Ainda sem título oficial divulgado, o novo filme não será uma reencenação direta dos eventos clássicos de Raccoon City. Segundo informações não confirmadas oficialmente, a trama será centrada em um entregador comum que, ao realizar uma entrega em um hospital remoto, acaba isolado no local após o surto de uma infecção letal. Sozinho e cercado por criaturas mutantes, o personagem precisa enfrentar horrores que desafiam tanto sua sobrevivência quanto sua sanidade.

O papel principal será vivido por Austin Abrams (O Estado das Coisas, A Química que Há Entre Nós, Euphoria e This Is Us), em um raro protagonismo que se distancia dos soldados e agentes especiais das adaptações anteriores. A escolha de Abrams reforça a proposta de Cregger de colocar o espectador na pele de um indivíduo comum, exposto a uma situação extraordinária — e absolutamente aterradora.

Responsável por um dos filmes de terror mais elogiados dos últimos anos, Noites Brutais, Zach Cregger é conhecido por seu domínio de atmosfera, construção de tensão e reviravoltas narrativas inesperadas. Agora, à frente de uma das maiores franquias do gênero, o cineasta promete uma releitura ousada, que dialoga com os temas clássicos de isolamento, mutação e desespero, mas sem depender de personagens icônicos ou fan service excessivo.

“A fidelidade total ao jogo não é o nosso foco. Estamos interessados em contar uma boa história — com identidade própria”, afirmou Cregger à SFX.

O que podemos esperar?

Após anos de diferentes abordagens cinematográficas — da ação exagerada da saga com Milla Jovovich ao revival nostálgico de Bem-Vindo a Raccoon City — o novo Resident Evil busca reposicionar a franquia no cenário do terror moderno. Ao invés de repetir fórmulas, o projeto investe em personagens inéditos, ambientação claustrofóbica e suspense psicológico, num esforço de reconexão com a essência do horror que consagrou os primeiros games.

A Namorada Ideal | Robin Wright e Olivia Cooke estrelam novo thriller psicológico do Prime Video que estreia em setembro

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Foto: Reprodução/ Internet

O Prime Video confirmou a estreia de “A Namorada Ideal”, nova série original de suspense psicológico que chega à plataforma de streaming no dia 10 de setembro. Estrelada por Robin Wright (House of Cards, Forrest Gump – O Contador de Histórias) e Olivia Cooke (House of the Dragon, Jogador Nº 1, Bates Motel), a produção de seis episódios promete conquistar os fãs de thrillers emocionais com foco em relações familiares, segredos e jogos de manipulação.

Na trama, acompanhamos Laura (Wright), uma mulher com a vida aparentemente perfeita: carreira sólida, casamento estável e um filho carinhoso. Tudo começa a desmoronar quando o filho apresenta a nova namorada, Cherry (Cooke), que logo desperta a desconfiança de Laura. Convencida de que a jovem está escondendo algo, ela embarca em uma busca por respostas, disposta a proteger o filho a qualquer custo — mesmo que isso coloque em risco o equilíbrio da família.

Baseada no romance best-seller de Michelle Frances, a série mergulha em temas como obsessão, controle e os limites entre instinto protetor e paranoia. A narrativa convida o público a questionar: Laura está realmente enxergando algo que os outros não veem — ou estaria perdendo o controle?

Além de interpretar a protagonista, Robin Wright também assina a direção da série, reforçando sua experiência por trás das câmeras após trabalhos anteriores como diretora em House of Cards e no longa Land. Seu envolvimento criativo promete uma condução densa e emocional, marcada por tensão crescente e dilemas morais.

O elenco ainda traz Laurie Davidson (Will, Cats) no papel do filho de Laura, e Waleed Zuaiter (Bagdá Central, London Has Fallen) como o marido da protagonista. A produção também conta com Tanya Moodie (Sherlock, Rain Dogs), Shalom Brune-Franklin (Line of Duty, The Tourist), Anna Chancellor (Quatro Casamentos e um Funeral, The Hour), Leo Suter (Vikings: Valhalla, Sanditon) e Francesca Corney (The Buccaneers), completando o time com nomes de peso do drama britânico e internacional.

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