A Crunchyroll anunciou oficialmente a produção e distribuição do anime Black Torch, adaptação do mangá homônimo de Tsuyoshi Takaki. O título, que será exibido com exclusividade na plataforma, tem estreia prevista para julho de 2026 e reforça a estratégia da empresa de ampliar seu catálogo com obras de ação voltadas ao público global.
Licenciado pela VIZ Media, responsável pela distribuição internacional de títulos da Shonen Jump, o projeto adapta uma obra que ganhou destaque ao mesclar elementos tradicionais da cultura japonesa com narrativa contemporânea. O mangá foi publicado originalmente pela Shueisha entre 2016 e 2018, nas revistas Jump Square e Shonen Jump+, consolidando-se como uma produção de nicho com potencial de expansão no formato animado.
A história acompanha Jiro Azuma, um estudante que carrega uma herança ligada às antigas tradições ninja. Treinado desde a infância, ele também possui uma habilidade incomum: a capacidade de se comunicar com animais. Esse traço, que o distancia socialmente, torna-se central para o desenvolvimento da trama quando o personagem encontra um gato ferido na floresta.
O animal, chamado Rago, revela-se uma entidade poderosa conhecida como “Estrela Negra da Ruína”, pertencente ao universo dos mononoke — espíritos associados ao folclore japonês. A partir desse encontro, a narrativa ganha contornos mais amplos, envolvendo disputas por poder, ameaças sobrenaturais e a atuação de uma organização secreta responsável por conter esse tipo de entidade.
Com a presença de Rago, diferentes forças passam a agir em torno do protagonista, interessadas no potencial destrutivo da criatura. Nesse cenário, Jiro se vê inserido em um conflito que ultrapassa sua compreensão inicial, sendo obrigado a lidar com responsabilidades que envolvem tanto o mundo humano quanto o espiritual.
A adaptação em anime será dirigida por Kei Umabiki, enquanto o roteiro e a composição da série ficam sob responsabilidade de Gigaemon Ichikawa. O design de personagens será assinado por Go Suzuki, e a trilha sonora ficará a cargo de Yutaka Yamada, conhecido por trabalhos em Vinland Saga. A produção é do estúdio 100studio.
O projeto foi anunciado inicialmente durante a Emerald City Comic Con, em março de 2025, e desde então passou a figurar entre as adaptações aguardadas por fãs do mangá e por consumidores de produções do gênero. A escolha por uma estreia global via streaming reforça o posicionamento da Crunchyroll em ampliar o alcance de títulos que, originalmente, circulavam em nichos mais restritos.
A aposta em Black Torch acompanha uma tendência do mercado de anime, que tem investido em histórias que combinam ação, fantasia e referências culturais tradicionais com abordagens narrativas modernas. Nesse contexto, o uso de elementos do folclore japonês, como os mononoke, contribui para diferenciar a obra dentro de um cenário competitivo, ao mesmo tempo em que amplia seu potencial de identificação com públicos diversos.
Além do componente fantástico, a série também se apoia em temas recorrentes do gênero, como identidade, pertencimento e responsabilidade. A relação entre Jiro e Rago, por exemplo, se constrói a partir de uma dinâmica de conflito e cooperação, funcionando como eixo central da narrativa e impulsionando o desenvolvimento dos acontecimentos.
Com estreia prevista para julho de 2026, Black Torch chega como uma das apostas da Crunchyroll para a temporada de verão no hemisfério norte. A combinação entre ação, elementos sobrenaturais e estética inspirada no universo ninja posiciona a produção como um título com potencial de alcance internacional, especialmente entre públicos já familiarizados com adaptações de mangás.
O Cine Aventura da Record TV apresenta neste sábado, 21 de março de 2026, o filme Ela Dança, Eu Danço 5: Tudo ou Nada, produção que marca o encerramento de uma das franquias mais populares do cinema voltado à dança. Lançado em 2014, o longa reúne personagens de capítulos anteriores e aposta em uma narrativa que combina competição, drama pessoal e performances coreográficas de grande escala.
Dirigido por Trish Sie e com roteiro de John Swetnam, o filme se destaca por reunir um elenco já conhecido do público, incluindo Ryan Guzman, Briana Evigan e Adam Sevani, além de participações de nomes recorrentes na franquia, como Alyson Stoner e Stephen ‘tWitch’ Boss.
A trama acompanha Sean Asa, um dançarino que decide deixar Miami em busca de oportunidades em Los Angeles ao lado de seu grupo, conhecido como The Mob. No entanto, a realidade na nova cidade se mostra mais desafiadora do que o esperado. Após uma sequência de fracassos em audições e a dificuldade de se estabelecer profissionalmente, o grupo começa a se desintegrar, levando seus integrantes a reconsiderar os próprios caminhos.
Diante desse cenário, Sean opta por permanecer e insistir na carreira, mesmo sem garantias de sucesso. É nesse contexto que ele descobre o The Vortex, uma competição de dança realizada em Las Vegas que oferece como prêmio um contrato de longo prazo para apresentações. A proposta surge como uma oportunidade concreta de recomeço, levando o protagonista a formar uma nova equipe.
Com o apoio de Moose, personagem de Adam Sevani, Sean inicia o processo de recrutamento de dançarinos com diferentes estilos e trajetórias. A equipe, batizada de LMNTRIX, passa a reunir talentos diversos, incluindo Andie West, vivida por Briana Evigan, personagem que também carrega sua própria história dentro da franquia. A formação do grupo reflete a proposta do filme de unir diferentes influências da dança urbana em uma construção coletiva.
Ao longo da preparação para a competição, o longa explora os desafios enfrentados pelos integrantes do grupo, tanto no aspecto técnico quanto nas relações interpessoais. Divergências de opinião, inseguranças e conflitos emocionais surgem como obstáculos a serem superados, evidenciando que o sucesso depende não apenas do talento individual, mas da capacidade de atuação em conjunto.
A chegada a Las Vegas marca uma nova etapa na narrativa, com a intensificação da competição e o aumento da pressão por resultados. O LMNTRIX se depara com adversários experientes, incluindo grupos que já cruzaram seu caminho anteriormente, o que eleva o nível de exigência das apresentações. As coreografias passam a incorporar elementos mais elaborados, combinando técnica, criatividade e impacto visual.
Paralelamente, o filme desenvolve o arco emocional de seus personagens, com destaque para a relação entre Sean e Andie. As diferenças de postura diante dos desafios colocam em evidência questões como liderança, confiança e respeito aos limites individuais. Esse conflito contribui para o amadurecimento do protagonista, que precisa rever suas atitudes para manter o grupo unido.
Outro núcleo importante é o de Moose, cuja trajetória reforça a dimensão pessoal da narrativa. Ao lidar com questões afetivas e escolhas de vida, o personagem representa o dilema entre seguir uma carreira artística e manter relações pessoais estáveis, tema recorrente em produções do gênero.
À medida que a competição avança, revelações sobre os bastidores do evento adicionam novas tensões à história, questionando a imparcialidade do processo e ampliando os desafios enfrentados pelos participantes. Ainda assim, o foco permanece na performance e na capacidade dos grupos de se reinventarem diante das adversidades.
O clímax do filme é construído a partir de apresentações que sintetizam a proposta da franquia: transformar a dança em elemento central da narrativa. Com coreografias que exploram diferentes estilos e cenários, o longa aposta em sequências visuais impactantes para encerrar a trajetória iniciada nos filmes anteriores.
Lançado pela Summit Entertainment, o filme arrecadou mais de 80 milhões de dólares em bilheteria mundial. Embora tenha recebido avaliações críticas mistas, manteve o interesse do público, especialmente entre os fãs da série e admiradores de produções focadas em dança.
Na Super Tela deste sábado, 21, a emissora apresenta o filme Mente Criminosa, produção norte-americana que combina ficção científica, ação e suspense em uma narrativa centrada em tecnologia, memória e identidade. Dirigido por Ariel Vromen, o longa reúne um elenco de destaque, com Kevin Costner, Gary Oldman, Tommy Lee Jones, Alice Eve e Gal Gadot. A produção aposta em um conceito de ficção científica para desenvolver uma trama de espionagem com forte carga dramática.
A história gira em torno de uma missão inacabada da CIA após a morte de um de seus principais agentes, Bill Pope. Diante da urgência de recuperar informações estratégicas e evitar uma ameaça de grandes proporções, uma equipe decide recorrer a um experimento controverso: transferir as memórias, habilidades e conhecimentos do agente falecido para outra pessoa.
O escolhido para o procedimento é Jerico Stewart, um condenado considerado extremamente perigoso e com histórico de comportamento violento. A intervenção científica, conduzida por especialistas, busca transformar Jerico em uma espécie de extensão do agente morto, permitindo que ele conclua a missão interrompida.
A partir desse ponto, o filme desenvolve um conflito central que vai além da ação. Ao receber as memórias de outra pessoa, Jerico passa a enfrentar uma transformação interna, na qual sua própria identidade começa a se misturar com fragmentos da vida e da personalidade de Bill Pope. Esse processo cria uma tensão constante entre razão e instinto, colocando em evidência os limites éticos e científicos da experiência.
Enquanto tenta cumprir a missão, o protagonista precisa lidar não apenas com ameaças externas, mas também com as mudanças psicológicas provocadas pelo experimento. A narrativa explora essa dualidade, apresentando um personagem dividido entre sua natureza original e os novos impulsos adquiridos.
O filme também se apoia em uma estrutura típica de thriller de espionagem, com perseguições, confrontos e reviravoltas que mantêm o ritmo acelerado. Ao mesmo tempo, insere elementos de ficção científica que ampliam o debate sobre o uso da tecnologia na manipulação da mente humana, levantando questões sobre identidade, memória e livre-arbítrio.
O roteiro, assinado por Douglas Cook e David Weisberg, foi adquirido pela Millennium Films em 2013, dando início ao desenvolvimento do projeto. A proposta de unir ação e ficção científica em uma história de espionagem foi um dos elementos que impulsionaram a produção, posteriormente assumida por Ariel Vromen na direção.
Lançado em 2016, o longa passou por alterações em seu calendário de estreia antes de chegar aos cinemas. Inicialmente previsto para janeiro daquele ano, o filme teve sua data remarcada para abril, quando foi oficialmente lançado nos Estados Unidos e em outros mercados internacionais.
Em termos de recepção, Mente Criminosa teve avaliações variadas da crítica especializada, que apontou tanto o potencial de sua premissa quanto limitações na execução narrativa. Ainda assim, o filme encontrou espaço junto ao público interessado em produções que combinam ação com conceitos científicos, especialmente pelo elenco reconhecido e pela proposta central da história.
A exibição na Super Tela reforça o perfil do longa como uma opção de entretenimento voltada ao público que busca suspense e ação com elementos tecnológicos. A faixa da Record TV costuma apresentar produções com forte apelo comercial, reunindo títulos que transitam entre diferentes gêneros e alcançam ampla audiência na televisão aberta.
Ao abordar a transferência de memórias como recurso narrativo, o filme se insere em uma tradição da ficção científica que explora os limites entre mente e corpo. Nesse contexto, a história propõe uma reflexão sobre até que ponto a identidade de uma pessoa pode ser alterada ou reconstruída a partir de experiências alheias.
A Record TV apresenta neste domingo, 22 de março, na sessão Cine Maior, o filme Atômica (Atomic Blonde), produção norte-americana que mistura ação e espionagem em uma narrativa ambientada nos momentos finais da Guerra Fria. Dirigido por David Leitch, em seu primeiro trabalho solo, e com roteiro de Kurt Johnstad, o longa é baseado na graphic novel The Coldest City, de Antony Johnston e Sam Hart.
A trama acompanha Lorraine Broughton, interpretada por Charlize Theron, uma agente de elite do serviço secreto britânico enviada a Berlim em 1989 para investigar a morte de um colega e recuperar uma lista confidencial com nomes de agentes duplos. Em meio à instabilidade política que antecede a queda do Muro de Berlim, a missão se transforma em um jogo de sobrevivência, marcado por traições, interesses ocultos e alianças frágeis. Ao longo da operação, Lorraine conta com o apoio do agente David Percival, vivido por James McAvoy, cuja lealdade se torna um dos pontos de tensão da narrativa.
Com uma estrutura que combina investigação e sequências de ação, o filme constrói um ritmo baseado em reviravoltas e confrontos diretos. A protagonista é retratada como uma agente altamente treinada, capaz de transitar entre estratégias de inteligência e combates físicos, característica que sustenta a condução da história. O elenco reúne ainda John Goodman, Til Schweiger, Eddie Marsan, Sofia Boutella e Toby Jones, que compõem o cenário de disputas dentro do universo da espionagem internacional.
Um dos principais destaques de Atômica está nas sequências de ação, marcadas por coreografias intensas e abordagem mais realista, com cenas prolongadas e poucos cortes. Esse estilo reforça o impacto visual e aproximou o longa de produções contemporâneas como John Wick. A ambientação no fim da Guerra Fria também contribui para o clima de tensão, utilizando o contexto histórico como elemento narrativo que amplia os conflitos e a sensação de instabilidade.
Produzido e distribuído pela Focus Features, o filme foi lançado em 2017 após passagem pelo festival South by Southwest. Com orçamento estimado em cerca de 30 milhões de dólares, alcançou bilheteria próxima de 100 milhões no mercado global. A recepção crítica foi majoritariamente positiva, com elogios às cenas de ação, à trilha sonora e à atuação de Charlize Theron, embora parte das análises tenha apontado a complexidade da narrativa como um desafio para o público.
Tooth Fairy (2010)
Directed by Michael Lembeck
Shown: Dwayne Johnson
A Sessão da Tarde exibe nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, o filme O Fada do Dente (Tooth Fairy), comédia familiar estrelada por Dwayne Johnson. Lançado em 2010, o longa combina elementos de fantasia e humor para contar uma história centrada em transformação pessoal, responsabilidade e amadurecimento.
Na trama, Derek Thompson é um jogador profissional de hóquei conhecido por sua postura agressiva dentro das quadras. O apelido “Fada do Dente” não surge por acaso: ele é temido por seus adversários justamente por provocar lesões frequentes, especialmente a perda de dentes durante as partidas. Fora do esporte, Derek mantém uma postura igualmente rígida, demonstrando pouca sensibilidade ao lidar com outras pessoas — sobretudo com crianças.
O ponto de virada da narrativa ocorre quando o personagem interfere diretamente na imaginação de uma menina ao negar a existência da fada do dente. A atitude desencadeia uma consequência inesperada: Derek é condenado a cumprir uma espécie de “pena” no universo mágico, sendo obrigado a atuar como uma verdadeira fada do dente por um período determinado.
A partir desse momento, o protagonista é inserido em uma realidade completamente diferente da que conhece. Equipado com asas, ferramentas incomuns e uma série de regras a seguir, ele passa a enfrentar situações que exigem delicadeza, atenção e empatia — características que contrastam com seu comportamento inicial. O choque entre esses dois universos funciona como motor da narrativa, criando situações cômicas enquanto conduz o personagem a um processo gradual de mudança.
Ao longo da história, Derek passa a compreender o impacto de suas atitudes, especialmente no que diz respeito à influência sobre o imaginário infantil. A experiência no mundo mágico se transforma em um aprendizado sobre responsabilidade emocional, levando-o a rever suas escolhas e a reconstruir sua relação com aqueles ao seu redor.
O elenco do filme reúne nomes conhecidos do público. Além de Dwayne Johnson no papel principal, participam Ashley Judd, Julie Andrews e Stephen Merchant, que contribuem para o desenvolvimento da narrativa e para o equilíbrio entre humor e fantasia. A direção é de Michael Lembeck, que conduz o longa com foco no público familiar e em uma linguagem acessível.
Produzido pela Walden Media e distribuído pela 20th Century Fox, o filme foi rodado majoritariamente em Vancouver, no Canadá. As cenas de hóquei foram gravadas em arenas reais, o que contribui para dar autenticidade às sequências esportivas.
A trilha sonora, composta por George S. Clinton, foi gravada com uma orquestra completa, reforçando o caráter leve e lúdico da produção. O resultado é uma ambientação que dialoga diretamente com o público infantil, ao mesmo tempo em que mantém elementos capazes de entreter espectadores de diferentes idades.
Em termos de desempenho comercial, O Fada do Dente apresentou resultados expressivos. Mesmo com recepção negativa da crítica especializada à época do lançamento, o longa conseguiu atrair o público e superar a marca de 100 milhões de dólares em bilheteria mundial. O desempenho consolidou o filme como um produto de forte apelo popular, especialmente no segmento de entretenimento familiar.
A exibição na Sessão da Tarde reforça essa vocação. Tradicional na programação da TV aberta brasileira, a faixa é conhecida por reunir títulos acessíveis, com narrativas diretas e temáticas universais. Nesse contexto, o filme se encaixa ao propor uma história de transformação pessoal construída a partir de uma situação fantástica, mas com consequências que dialogam com a realidade.
Ao abordar temas como empatia, responsabilidade e amadurecimento, o longa segue uma estrutura narrativa recorrente no cinema voltado ao público familiar. O protagonista, inicialmente resistente à mudança, é colocado em uma situação fora de sua zona de conforto, o que o leva a reavaliar suas atitudes e a desenvolver uma nova perspectiva sobre o mundo ao seu redor.
A cantora e compositora Baby do Brasil é a principal convidada do The Noite com Danilo Gentili desta quinta-feira, 19 de março de 2026. Com uma carreira que atravessa diferentes fases da música brasileira, a artista participa do programa para relembrar momentos decisivos de sua trajetória, comentar projetos recentes e refletir sobre a relação entre sua produção artística e a espiritualidade que passou a orientar sua vida nas últimas décadas.
Ao longo da entrevista, Baby revisita o início de sua história na música, marcada por decisões que romperam com o ambiente familiar. Nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, ela cresceu em um contexto de classe média e teve contato com a música ainda na infância. Apesar do interesse precoce, enfrentou resistência dos pais, que preferiam que seguisse uma carreira considerada mais tradicional. Ainda assim, encontrou formas de se aproximar do universo musical, aprendendo violão e participando de festivais locais, onde começou a desenvolver sua identidade artística.
A virada definitiva ocorreu na adolescência, quando decidiu deixar a casa dos pais e seguir para Salvador, em um período de intensa efervescência cultural. A mudança representou um momento de ruptura e também de construção. Em meio a dificuldades financeiras e instabilidade, Baby passou a cantar em bares em troca de alimentação, experiência que contribuiu para o amadurecimento artístico e para o contato direto com o público.
Foi nesse contexto que conheceu músicos que, pouco tempo depois, formariam o grupo Novos Baianos. A entrada na banda, no fim da década de 1960, marcou o início de uma fase decisiva em sua carreira. Ao lado de nomes como Moraes Moreira, Luiz Galvão e Paulinho Boca de Cantor, Baby participou da construção de uma proposta musical que combinava rock, samba e elementos da música popular brasileira, em sintonia com o espírito experimental da época.
O grupo ganhou projeção nacional com o lançamento de trabalhos que se tornaram referência na história da música brasileira, especialmente o álbum Acabou Chorare. O disco é frequentemente apontado como um dos mais importantes já produzidos no país, consolidando a identidade da banda e ampliando sua influência. Durante esse período, Baby também estabeleceu uma parceria pessoal e artística com o guitarrista Pepeu Gomes, com quem construiu uma relação que se estendeu para além da música.
No fim da década de 1970, com o encerramento da fase inicial dos Novos Baianos, Baby iniciou sua carreira solo. O primeiro álbum individual marcou uma transição importante, permitindo à artista explorar novas direções musicais e consolidar sua identidade própria. Nos anos seguintes, lançou uma sequência de trabalhos que alcançaram grande repercussão, incluindo canções que se tornaram populares em todo o país. Entre os destaques está “Menino do Rio”, composição de Caetano Veloso, que se tornou um dos maiores sucessos de sua carreira e ajudou a ampliar sua presença no cenário nacional.
Durante os anos 1980, Baby manteve uma produção constante, transitando por diferentes estilos e consolidando uma imagem artística marcada pela liberdade criativa. Seus trabalhos dialogavam com o pop, o samba e a música popular brasileira, sempre com forte presença de elementos autorais. A artista também participou de eventos importantes da cena musical, incluindo apresentações em festivais de grande porte, como o Rock in Rio, ampliando ainda mais sua visibilidade.
Outro aspecto relevante de sua trajetória, abordado na entrevista, é a relação entre vida pessoal e produção artística. Ao longo dos anos, Baby conciliou a carreira com a maternidade, tendo seis filhos, muitos dos quais seguiram caminhos ligados à música. Essa dimensão familiar também influenciou sua obra, que frequentemente incorporou elementos de sua experiência pessoal.
No fim da década de 1990, a artista passou por uma transformação significativa ao se converter à fé evangélica. A mudança marcou uma nova etapa em sua vida, com impacto direto em sua produção musical e em sua atuação pública. A partir desse momento, Baby passou a desenvolver projetos voltados à música gospel e fundou um ministério religioso, conciliando a carreira artística com atividades ligadas à fé.
Apesar da mudança de foco em determinados períodos, a cantora nunca se afastou completamente do repertório que a consagrou. Ao longo dos anos 2000 e 2010, participou de reencontros com os Novos Baianos e realizou apresentações que revisitaram clássicos de sua carreira. Esses momentos reforçaram a permanência de sua obra no imaginário coletivo e evidenciaram a capacidade de diálogo com diferentes gerações de público.
Nos últimos anos, Baby retomou com maior frequência projetos voltados à música popular, incluindo turnês e apresentações ao lado de músicos próximos, como seu filho Pedro Baby. A artista também participou de eventos culturais de grande porte, mantendo presença ativa no cenário musical brasileiro.
A participação no The Noite reúne esses diferentes momentos de sua trajetória, oferecendo ao público um panorama amplo de sua carreira. Durante a entrevista, Baby aborda desde o início na música até as transformações mais recentes, destacando os desafios enfrentados e as escolhas que definiram seu percurso.
A participação de Charlie Cox no programa de Jimmy Kimmel, exibido na última quarta-feira (18), trouxe novos indícios sobre o futuro de Demolidor: Renascido e reacendeu discussões sobre possíveis conexões com Homem-Aranha: Um Novo Dia. Embora o ator tenha negado participação no longa protagonizado por Tom Holland, suas declarações sugerem que o personagem Matt Murdock enfrentará desafios ainda mais extremos na nova fase da série.
Durante a entrevista, Cox evitou antecipar detalhes do enredo, mas relatou uma experiência recente de bastidores que evidencia o nível de intensidade das gravações. Segundo ele, após um dia de filmagens, foi necessário o trabalho de uma equipe para remover diversas próteses que simulavam cortes e cicatrizes espalhadas pelo corpo. A descrição indica que o vigilante de Hell’s Kitchen deve voltar a ser colocado em situações de alto desgaste físico, mantendo a abordagem mais crua que marcou suas aparições anteriores.
A nova produção do Disney+ marca o retorno de personagens centrais da antiga série da Netflix, reforçando a continuidade narrativa dentro do universo Marvel. Além de Charlie Cox no papel principal, o elenco conta com Vincent D’Onofrio como Wilson Fisk, o Rei do Crime, Deborah Ann Woll como Karen Page, Elden Henson como Foggy Nelson, Jon Bernthal como Frank Castle, o Justiceiro, e Wilson Bethel como Benjamin Poindexter, o Mercenário.
Na trama, Matt Murdock tenta se afastar da vida como vigilante após uma tragédia, concentrando-se na carreira jurídica, onde alcança estabilidade e reconhecimento. Paralelamente, Wilson Fisk busca consolidar poder político ao se eleger prefeito de Nova York. No entanto, à medida que ambos avançam em suas novas trajetórias, os impulsos que definem suas identidades começam a ressurgir, colocando-os novamente em rota de colisão.
A construção desse conflito reforça a proposta da série de explorar não apenas confrontos físicos, mas também disputas de poder em diferentes esferas — do sistema judicial à política institucional. A presença de personagens como o Justiceiro amplia ainda mais esse cenário, sugerindo que a narrativa deve incorporar múltiplas perspectivas sobre justiça e violência.
Enquanto isso, o universo do Homem-Aranha segue em expansão com Homem-Aranha: Um Novo Dia, quarto filme da atual fase do herói dentro do Universo Cinematográfico Marvel. A produção, realizada pela Marvel Studios em parceria com a Sony Pictures, dá continuidade direta aos eventos de Spider-Man: No Way Home, que redefiniram completamente a trajetória de Peter Parker.
Na nova história, quatro anos se passaram desde os acontecimentos que levaram ao apagamento da identidade de Peter do conhecimento público. Agora adulto, o personagem vive isolado, afastado das pessoas que marcaram sua vida, e dedica-se integralmente ao combate ao crime. Atuando de forma anônima em Nova York, ele assume o papel de um herói em tempo integral, sem o suporte emocional ou pessoal que antes o acompanhava.
Esse novo contexto impõe um nível crescente de pressão. À medida que a criminalidade se intensifica, Peter é levado ao limite físico e psicológico, desencadeando uma transformação inesperada em seu próprio corpo. Essa evolução, ao mesmo tempo em que amplia suas capacidades, representa uma ameaça à sua própria existência, introduzindo um conflito interno que se soma aos desafios externos.
Paralelamente, uma série de crimes aparentemente desconexos começa a revelar um padrão mais amplo, apontando para uma ameaça de grande escala. A investigação conduz o herói a um inimigo que pode se tornar um dos mais poderosos já enfrentados em sua trajetória no cinema, ampliando o escopo da narrativa e o impacto das decisões do personagem.
O elenco do longa traz de volta nomes já consolidados na franquia, como Zendaya no papel de MJ e Jacob Batalon como Ned. Entre as novidades, está a participação de Sadie Sink, ainda sem personagem revelado, além da confirmação de Jon Bernthal como o Justiceiro e Mark Ruffalo como Hulk.
Dirigido por Destin Daniel Cretton e com roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers, o longa tem estreia prevista para 31 de julho de 2026 e integra a Fase Seis do MCU. As filmagens ocorreram entre agosto e dezembro de 2025, com locações na Escócia e na Inglaterra, além de gravações em estúdio no Pinewood Studios.
A atriz Maya Hawke foi confirmada como protagonista de The God of the Woods, nova série dramática da Netflix anunciada nesta quinta-feira (19). A produção é inspirada no romance homônimo da escritora Liz Moore, obra que ganhou destaque na lista de mais vendidos do New York Times. A trama segue sem data de estreia confirmada. As informações são do Deadline.
A trama se desenvolve a partir do desaparecimento de uma adolescente em um acampamento de verão localizado nas montanhas Adirondack, no interior do estado de Nova York. Barbara Van Laar, de 13 anos, desaparece em circunstâncias misteriosas, dando início a uma investigação que rapidamente ultrapassa os limites de um caso isolado. Conforme as buscas avançam, surgem conexões com eventos passados envolvendo a família da jovem, revelando uma rede de segredos que atravessa gerações.
A narrativa se estrutura como um drama que alterna diferentes períodos de tempo, explorando as tensões internas de uma família influente e economicamente poderosa. Ao mesmo tempo em que acompanha o desenrolar da investigação, a série examina os impactos do privilégio, as desigualdades sociais e as consequências de decisões ocultadas ao longo dos anos.
Na história, Maya Hawke interpreta Judy Luptack, investigadora responsável por conduzir o caso. A personagem é descrita como uma profissional analítica e persistente, que enfrenta não apenas os desafios da investigação, mas também as limitações impostas por um ambiente de trabalho predominantemente masculino. Sua presença na linha de frente do caso adiciona uma camada adicional à narrativa, ao evidenciar tensões institucionais dentro das forças de segurança.
A escolha de Hawke marca mais um passo na consolidação de sua carreira em produções de maior densidade dramática. Após ganhar projeção internacional na televisão, a atriz passa a liderar um projeto centrado em conflitos psicológicos e sociais, distanciando-se de narrativas mais voltadas ao entretenimento juvenil.
A série também reforça o movimento recente da Netflix de investir em adaptações literárias com potencial de alcance global. Com uma estrutura que combina suspense investigativo e drama familiar, The God of the Woods segue a tendência de produções que utilizam crimes como ponto de partida para discutir questões mais amplas, como poder, influência e desigualdade.
A produção é desenvolvida pela Sony Pictures Television, em parceria com a plataforma de streaming. O projeto conta com Liz Hannah e a própria Liz Moore como produtoras executivas e responsáveis pela condução criativa da série. Hannah tem no currículo trabalhos voltados para narrativas baseadas em fatos e dramas psicológicos, o que reforça o tom proposto para a adaptação.
A ambientação nas montanhas Adirondack desempenha papel central na construção da atmosfera da história. O cenário isolado contribui para o desenvolvimento de uma narrativa marcada pela tensão e pelo mistério, criando um ambiente em que o desaparecimento da jovem ganha contornos ainda mais inquietantes.
O pianista e compositor Túlio Mourão se une à Orquestra Ouro Preto para uma apresentação inédita que abre a temporada 2026 da série Alma Mineira, dedicada a valorizar a riqueza e a pluralidade da música produzida em Minas Gerais. O concerto acontece no dia 12 de abril, às 11h, no Grande Teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte, e promete trazer uma experiência musical única, reunindo tradição, inovação e repertório autoral.
Com uma carreira de mais de cinco décadas, Túlio Mourão construiu uma trajetória marcada pela liberdade estética e pelo diálogo entre diferentes universos sonoros. Natural de Divinópolis, o pianista se destacou como compositor, arranjador e criador de trilhas sonoras premiadas para o cinema, além de colaborar com grandes nomes da música brasileira, como Milton Nascimento, Maria Bethânia e Chico Buarque. Mourão também integrou a fase progressiva da banda Os Mutantes e mantém vínculos históricos com o Clube da Esquina, consolidando uma carreira plural, que transita entre o erudito e o popular.
Para Mourão, o encontro com a Orquestra Ouro Preto tem um significado especial, tanto artístico quanto afetivo. “Sempre admirei esta orquestra. Formações como esta desempenham um papel fundamental ao conectar a música erudita à comunidade, oferecendo qualidade técnica e sensibilidade artística”, afirma o pianista. Essa afinidade tem raízes antigas: em uma edição do festival Tudo é Jazz, em Ouro Preto, Mourão convidou a orquestra para apresentar o projeto “Latinidade”, reforçando a percepção sobre o papel da formação mineira no cenário cultural.
O repertório do concerto percorrerá diferentes momentos da produção de Mourão, reunindo canções, peças instrumentais e trilhas de cinema. Entre os destaques estão composições criadas para os filmes Moças de Fino Trato, O Vestido e O Viajante, além de temas orquestrados e parcerias com Milton Nascimento. “O programa busca mostrar a diversidade do meu trabalho. Inclui peças instrumentais, canções e trilhas que refletem os vários caminhos da minha carreira”, explica o compositor.
Segundo Mourão, o contexto orquestral representa um desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de expressão artística. “Trabalhar com uma orquestra exige rigor e entrega, mas também permite explorar camadas da música que são impossíveis de alcançar sozinho. É uma experiência intensa de criação e compartilhamento”, afirma. Essa perspectiva plural conecta-se diretamente com a proposta da série Alma Mineira, que busca revisitar a produção musical de Minas e reafirmar sua identidade cultural.
O maestro Rodrigo Toffolo destaca a importância do projeto e da parceria com Mourão. “Receber Túlio Mourão é reconhecer um artista que representa a diversidade e a riqueza da música mineira. Este concerto demonstra como a produção local pode dialogar com o mundo mantendo sua identidade e suas referências culturais”, observa.
A apresentação de 12 de abril promete oferecer ao público uma experiência completa: não apenas um recital, mas um encontro entre artistas e comunidade, em que tradição e inovação se encontram no palco. Para Mourão, a música se torna um instrumento de conexão. “O público verá músicos compartilhando sua criação, em uma experiência que vai além da execução técnica. É a música acontecendo de forma viva, direta e intensa”, diz.
A Netflix revelou oficialmente o novo trailer e o pôster da tão aguardada segunda temporada de Cães de Caça, k-drama de ação que conquistou fãs em todo o mundo com sua primeira temporada repleta de adrenalina, boxe e reviravoltas. O material promocional confirma que Gun-woo e Woo-jin, os dois jovens boxeadores que derrubaram uma quadrilha de agiotagem no soco, estão de volta — agora enfrentando desafios ainda maiores e uma liga internacional de boxe fora da lei.
Protagonizado por Woo Do-hwan, que retorna como Gun-woo, e Lee Sang-yi, de volta como Woo-jin, a série promete elevar ainda mais o nível da ação. Gun-woo, campeão de boxe em ascensão, mantém seu sonho de lutar no ringue, enquanto Woo-jin, ex-fuzileiro naval e amigo leal, continua ao seu lado, pronto para protegê-lo e encarar qualquer perigo. A grande novidade do elenco é a participação do cantor e ator Rain, que interpreta Baek-jeong, um vilão implacável e fisicamente imbatível, capaz de derrotar qualquer campeão de boxe. Seu personagem representa uma ameaça direta a Gun-woo, tentando envolvê-lo em negócios suspeitos ligados à sua liga clandestina.
No trailer divulgado, o clima é tenso: lutas coreografadas, perseguições e confrontos que mostram a dupla ao limite, tanto física quanto emocionalmente. Gun-woo e Woo-jin terão de enfrentar não apenas os desafios do ringue, mas também um jogo de poder e intrigas que ameaça derrubar todo o equilíbrio da liga clandestina. É a mistura de ação e drama que conquistou os fãs na primeira temporada e que promete ser ainda mais intensa neste novo arco.
Retorno da equipe criativa
Quem assina a direção e o roteiro novamente é Kim Joo-hwan, que também esteve à frente da primeira temporada. O diretor, conhecido pelo filme O Agente Faixa Preta, mantém seu estilo marcante, mesclando cenas de ação impactantes com desenvolvimento profundo dos personagens. A estreia da segunda temporada está marcada para 3 de abril na Netflix, e a produção reforça que, apesar da ação, a história mantém um olhar humano sobre os desafios e dilemas de cada protagonista.
A trama desta nova temporada se passa durante a pandemia de COVID-19, adicionando uma camada de tensão e realidade à narrativa. Gun-woo e Woo-jin, forçados a abandonar seus sonhos de se tornarem boxeadores profissionais por dívidas astronômicas, se veem envolvidos em um esquema comandado pelo misterioso Sr. Choi. Choi, uma lenda no mundo dos empréstimos privados, havia desaparecido sem deixar pistas, mas retorna para auxiliar os mais necessitados, emprestando dinheiro sem juros. No entanto, ele e sua equipe enfrentam uma forte oposição de outros personagens do mesmo ramo, que não hesitam em usar violência e manipulação para proteger seus interesses.
Webtoon que virou sucesso
A série é baseada em uma popular webtoon de mesmo nome, criada por Jeong Chan, que conquistou milhares de leitores antes de sua adaptação para a TV. A Netflix anunciou o projeto em novembro de 2021, confirmando os protagonistas e a direção de Kim Joo-hwan. A adaptação trouxe para as telas a intensidade visual e emocional que a webtoon já prometia, com sequências de ação realistas e personagens complexos que vão muito além do estereótipo do herói invencível.
A primeira temporada, que estreou com sucesso, combinou boxe, drama e elementos de suspense, ganhando atenção não apenas de fãs de k-dramas, mas também de espectadores que buscam histórias de ação com personagens que enfrentam dilemas morais e desafios reais. A expectativa para a segunda temporada é que ela supere a anterior, com uma trama mais madura, vilões mais ameaçadores e um ritmo ainda mais acelerado.
Polêmica e mudanças no elenco
Um dos episódios mais comentados da produção envolve a atriz Kim Sae-ron, originalmente escalada para interpretar Hyun-joo. Em maio de 2022, Kim se envolveu em um acidente de trânsito enquanto dirigia embriagada, sendo levada e interrogada pela polícia. O incidente gerou grande repercussão e fez com que a Netflix optasse por substituí-la por Jung Da-eun, mesmo que muitas cenas já tivessem sido filmadas. A mudança exigiu ajustes no roteiro, mas manteve a continuidade da narrativa sem prejudicar a produção.
Fontes próximas à produção afirmaram que algumas cenas de Kim Sae-ron ainda apareceriam na série, mas ela passaria a interpretar um personagem diferente. A decisão do diretor Kim Joo-hwan de reduzir ao máximo a presença da atriz na trama foi uma forma de minimizar o chamado “risco Kim Sae-ron” — ou seja, evitar que a polêmica comprometesse a recepção da série pelo público.
Bastidores e coletiva
A produção da segunda temporada seguiu intensa: após o lançamento do pôster principal e do primeiro trailer, imagens inéditas das gravações foram divulgadas, aumentando ainda mais a expectativa. O elenco participou de uma coletiva de imprensa em 7 de junho, em Mapo-gu, Seul, onde comentou sobre os desafios de filmar em meio à pandemia e a pressão de superar a primeira temporada. Woo Do-hwan e Lee Sang-yi destacaram a intensidade física exigida nas cenas de luta, enquanto Rain comentou sobre a complexidade de interpretar Baek-jeong, um vilão que não apenas intimida fisicamente, mas também testa a moral dos protagonistas.
O que esperar da nova temporada
Para os fãs de k-drama de ação, a segunda temporada de Cães de Caça promete ser um prato cheio. Com um enredo ambientado em tempos turbulentos, personagens que evoluem a cada episódio e cenas de ação meticulosamente coreografadas, a série mantém a essência que a tornou um sucesso, mas adiciona novas camadas de drama e suspense. Gun-woo e Woo-jin não são apenas lutadores; são amigos, irmãos de escolha e heróis dispostos a enfrentar o impossível por justiça.
O retorno de Kim Joo-hwan à direção garante coesão e consistência visual, enquanto a adição de Rain ao elenco promete confrontos memoráveis. Entre lutas de tirar o fôlego e intrigas que vão muito além do ringue, o público pode esperar momentos de tensão, emoção e, claro, ação de primeira linha.
Nesta quinta, 19 de março de 2026, a TV Globo exibe na Sessão da Tarde o icônico filme Velocidade Máxima, um dos maiores marcos do cinema de ação dos anos 1990. Dirigido por Jan de Bont em sua estreia na direção de longas-metragens, o filme consolidou-se como referência do gênero, mesclando cenas de tirar o fôlego, suspense intenso e personagens memoráveis. Premiado com dois Óscares por melhor edição e mixagem de som, a produção permanece atual e eletrizante, mesmo décadas após seu lançamento.
A história gira em torno do policial Jack Traven (Keanu Reeves), que se vê diante de um desafio mortal. Um psicopata instala uma bomba em um ônibus urbano, que explodirá caso a velocidade do veículo caia abaixo de 80 km/h. A situação coloca vidas inocentes em risco e exige ação rápida e estratégica. Jack precisa correr contra o tempo, analisando cada movimento do criminoso e tentando garantir a segurança de todos a bordo.
O filme não se destaca apenas pelas sequências de ação, mas também pela construção dos personagens. Quando o motorista do ônibus é ferido, Annie Porter (Sandra Bullock) assume o volante, mantendo o veículo em movimento enquanto Jack coordena a operação de dentro e fora do veículo. A química entre os dois personagens traz emoção ao filme e permite que a tensão seja equilibrada por momentos de humanidade e coragem diante do perigo iminente.
O antagonista Howard Payne (Dennis Hopper) é um vilão frio e calculista. Seus planos envolvem não apenas a ameaça direta aos passageiros, mas também testes psicológicos, exigindo de Jack habilidades rápidas de raciocínio e ação. Entre explosivos armadilhados e rotas inesperadas, a narrativa mantém o público preso à tela, sem tempo para respirar. Cada decisão errada poderia ser fatal, tornando o suspense ainda mais intenso.
A tensão aumenta com o desenrolar do enredo. Jack precisa lidar com obstáculos cada vez mais complexos: trechos de estrada incompletos, explosivos escondidos e a ameaça constante de Payne. Momentos emblemáticos, como o ônibus saltando de uma estrada para outra ou a manipulação de um trem do metrô pelo vilão, demonstram a criatividade e ousadia da direção. A ação é meticulosamente planejada, permitindo que o espectador se envolva completamente na narrativa.
Além da adrenalina, o filme também apresenta uma trama de sobrevivência e coragem. Jack e Annie enfrentam situações quase impossíveis, e suas decisões refletem tanto a inteligência quanto a humanidade dos personagens. A relação entre eles evolui durante a trama, reforçando a ideia de que mesmo em meio ao caos, laços humanos podem ser fortalecidos e inspirar coragem.
Velocidade Máxima foi lançado em 1994 e rapidamente se tornou um sucesso comercial. Com orçamento de apenas US$ 30 milhões, arrecadou mais de US$ 350 milhões mundialmente, consolidando-se como um dos filmes de ação mais rentáveis da década. A produção também influenciou todo um gênero, servindo de referência para filmes posteriores e inspirando a cultura pop, incluindo videogames e outras mídias. A sequência, Speed 2: Cruise Control, lançada em 1997, não alcançou o mesmo sucesso, mas contribuiu para manter a franquia viva no imaginário do público.
O longa não envelheceu apenas pela ação. Sua construção narrativa, a tensão crescente e a interação entre personagens principais e secundários continuam eficazes. O filme prova que adrenalina e história bem contada podem coexistir, mantendo espectadores de todas as idades envolvidos do início ao fim. A experiência cinematográfica é intensa, combinando perigo real, suspense psicológico e cenas visuais impressionantes.
O clássico policial dos anos 1980 está prestes a ganhar uma nova versão nas telonas. Segundo informações do insider Daniel Richtmanvia Omelete, Tom Cruise (Tom Cruise, Missão: Impossível – O Acerto Final e No Limite do Amanhã) está cotado para interpretar o vilão do reboot deMiami Vice, dirigido por Joseph Kosinski. O longa terá Michael B. Jordan no papel de Ricardo Tubbs e Austin Butler como Sonny Crockett, enquanto a produção fica nas mãos de Michael Mann, diretor do aclamado Fogo Contra Fogo. Apesar do entusiasmo do público, a participação de Cruise ainda não foi confirmada oficialmente, mas as filmagens devem começar ainda neste verão norte-americano, com locações em Miami.
O roteiro, assinado por Dan Gilroy, se inspira nas versões anteriores da série e promete mergulhar na combinação de glamour, corrupção e perigos que marcaram a Miami dos anos 1980. A ideia é resgatar o clima intenso e sofisticado do original, ao mesmo tempo em que atualiza os elementos da narrativa para uma audiência contemporânea. O filme tem previsão de estreia para 6 de agosto de 2027 e já desperta grande expectativa entre fãs antigos e novos espectadores.
A série original estreou em 16 de setembro de 1984 na NBC, criada por Anthony Yerkovich e produzida por Michael Mann. Diferente dos dramas policiais tradicionais, Miami Vice acompanhava dois detetives disfarçados, Sonny Crockett e Ricardo Tubbs, que atuavam em um “esquadrão de repressão ao vício”, investigando crimes complexos como narcotráfico, contrabando e prostituição. Além da trama policial, a série conquistou o público com seu visual estilizado, carros velozes, lanchas de luxo e uma trilha sonora que capturava a essência do new wave dos anos 1980.
O impacto cultural foi imediato. A revista People destacou que a série parecia “totalmente nova e diferente desde a invenção da TV em cores”, enquanto a música instrumental de Jan Hammer se tornou um símbolo tão icônico quanto os próprios personagens. A série durou cinco temporadas, até 1989, e deixou um legado que influenciou o estilo de produções policiais nas décadas seguintes. No Brasil, a série foi exibida pelo SBT entre 1986 e 1990 e, posteriormente, em canais por assinatura, como o USA Network. Hoje, pode ser assistida pelo Sony Channel, Rede Brasil e TCM.
O reboot busca resgatar essa atmosfera, mas de forma contemporânea. Michael B. Jordan assume o papel de Tubbs, enquanto Austin Butler interpreta Crockett, trazendo carisma e intensidade para os personagens. A possível participação de Tom como vilão adiciona ainda mais peso ao projeto, prometendo confrontos memoráveis e uma interpretação à altura do legado da série. Joseph Kosinski, conhecido por filmes com visual marcante e ação eletrizante, vai comandar a direção, garantindo que o longa seja também um espetáculo visual.
Além da ação, o filme promete explorar o lado humano dos personagens e as tensões de uma cidade marcada pelo luxo e pelo crime, mantendo o equilíbrio entre entretenimento e narrativa. Michael Mann, envolvido de perto na produção, busca garantir que a essência que tornou Miami Vice um ícone seja preservada, mesmo com atualizações para o público de hoje.