UCI Day Oscar chega aos cinemas com ingressos promocionais e reúne grandes indicados da premiação, incluindo o brasileiro “O Agente Secreto”

A temporada do Oscar sempre movimenta o mundo do cinema, e para quem gosta de acompanhar de perto os principais concorrentes da premiação, os dias que antecedem a cerimônia costumam ser uma verdadeira corrida para assistir aos filmes indicados. Pensando justamente nesse clima de expectativa, a rede UCI Cinemas promove mais uma edição do UCI Day Oscar, uma maratona especial que reúne alguns dos títulos mais comentados do ano em sessões com preços reduzidos.

A ação acontece nos dias 13 e 14 de março, sexta-feira e sábado que antecedem a cerimônia marcada para o dia 15, em Los Angeles. Durante o evento, os ingressos custarão R$ 15 nas salas tradicionais e IMAX, enquanto as sessões nas salas VIP da rede, chamadas de DE LUX, terão valor promocional de R$ 25. A promoção é válida em todos os cinemas da rede no Brasil e busca transformar o período pré-Oscar em uma experiência especial para os fãs da sétima arte.

Entre os destaques da programação está o brasileiro O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura. O filme se tornou um dos grandes assuntos da temporada ao conquistar quatro indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Filme Internacional. A produção mistura suspense político e drama ao acompanhar um agente infiltrado que se vê envolvido em uma rede de conspirações enquanto tenta proteger segredos capazes de abalar estruturas de poder. A atuação de Wagner Moura, marcada por intensidade e complexidade emocional, vem sendo apontada como uma das mais fortes da carreira do ator.

Outro grande destaque da maratona é Pecadores, produção que chamou atenção ao conquistar 16 indicações, tornando-se o filme mais lembrado nesta edição da premiação. A história mergulha em dilemas morais e conflitos humanos profundos, acompanhando personagens que enfrentam decisões capazes de transformar completamente seus destinos. O longa se destaca pela direção ambiciosa e por performances intensas, elementos que ajudaram a colocá-lo entre os favoritos da temporada.

Também integra a programação F1, drama esportivo que leva o público ao universo da Fórmula 1 com uma narrativa focada na pressão psicológica e nos desafios enfrentados por pilotos de elite. O filme combina cenas de corrida de tirar o fôlego com um olhar mais intimista sobre os bastidores do automobilismo profissional, mostrando rivalidades, sacrifícios pessoais e a busca obsessiva pela vitória.

Outro título aguardado é Uma Batalha Após a Outra, estrelado por Leonardo DiCaprio. O longa acompanha um personagem marcado por conflitos pessoais e decisões difíceis em meio a um cenário de tensões sociais e políticas. A atuação de DiCaprio, conhecida por sua intensidade dramática, é um dos pontos centrais da narrativa e ajudou o filme a conquistar 13 indicações ao Oscar, consolidando-o como um dos grandes concorrentes da temporada.

A maratona também traz Marty Supreme, protagonizado por Timothée Chalamet, ator que vem se consolidando como um dos principais nomes da nova geração de Hollywood. No filme, ele interpreta um personagem carismático e complexo que se vê envolvido em uma jornada de ascensão, ambição e autodescoberta. A produção conquistou nove indicações e se destaca pelo roteiro afiado e pela atuação elogiada de Chalamet.

Outro longa presente na programação é Hamnet, dirigido pela vencedora do Oscar Chloé Zhao e estrelado por Jessie Buckley. O drama histórico revisita uma história marcada por perdas e pela força das relações familiares, com uma narrativa sensível e visualmente marcante. Buckley aparece como uma das favoritas na corrida pela estatueta de Melhor Atriz, graças a uma performance considerada intensa e emocionalmente poderosa.

Entre os concorrentes a Melhor Filme também aparece Valor Sentimental, produção norueguesa que disputa a categoria de Filme Internacional. O longa apresenta uma história profundamente humana sobre memória, identidade e reconciliação, temas que conquistaram a crítica internacional e ajudaram o filme a acumular nove indicações.

Outro destaque é Bugonia, nova colaboração entre o diretor Yorgos Lanthimos e a atriz Emma Stone. Conhecidos por trabalhos criativos e provocadores, os dois voltam a trabalhar juntos em uma produção que mistura humor ácido, surrealismo e crítica social.

A programação ainda inclui duas produções que também conquistaram grande público nos cinemas. Uma delas é Avatar: Fogo e Cinzas, novo capítulo da famosa franquia criada por James Cameron, indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais. O filme leva novamente o público ao universo de Pandora, apresentando novos cenários, criaturas e conflitos em uma narrativa que expande o mundo apresentado nos capítulos anteriores.

Já a animação Zootopia 2 retorna às telonas durante o evento como um dos indicados ao prêmio de Melhor Animação. A sequência revisita a cidade habitada por animais antropomórficos e traz novas aventuras da dupla de protagonistas que conquistou o público no primeiro filme.

Outro atrativo do evento é a possibilidade de assistir a alguns desses títulos em salas IMAX, conhecidas por suas telas gigantes, projeção de altíssima definição e sistema de som potente que amplia a sensação de imersão. A rede UCI possui atualmente uma das maiores quantidades de salas IMAX no Brasil.

Para quem busca ainda mais conforto, as salas UCI VIP DE LUX oferecem poltronas reclináveis, maior espaço entre os assentos e serviços diferenciados, transformando a ida ao cinema em uma experiência mais exclusiva.

Premiado em Berlim, documentário “Hora do Recreio” chega aos cinemas com sessões especiais voltadas a estudantes e comunidades do Rio

O novo documentário da diretora Lucia Murat, Hora do Recreio, chega aos cinemas brasileiros no dia 12 de março, mas sua trajetória começou antes mesmo da estreia oficial. O longa vem sendo exibido em uma série de sessões especiais voltadas principalmente para estudantes, professores e grupos culturais da rede pública do Rio de Janeiro, em encontros que unem cinema, educação e debate social.

A iniciativa faz parte de uma proposta que acompanha o próprio espírito do filme: aproximar a obra das pessoas que ajudaram a construir sua narrativa. Premiado com Menção Especial do Júri Jovem na mostra Generation 14plus do Festival Internacional de Cinema de Berlim, o documentário coloca jovens estudantes no centro da história e busca refletir sobre os desafios da educação pública brasileira a partir de suas próprias experiências.

Escrito, produzido e dirigido por Lucia Murat, o longa acompanha um grupo de estudantes que participa da montagem de uma peça teatral inspirada no clássico Clara dos Anjos, obra do escritor Lima Barreto. Durante o processo criativo, os jovens passam a discutir temas que fazem parte do seu cotidiano, como racismo, violência, desigualdade social e evasão escolar. O teatro, nesse contexto, se transforma em um espaço de expressão, reflexão e troca de experiências.

A proposta do documentário vai além de registrar ensaios ou bastidores artísticos. Ao longo da narrativa, o público acompanha como o contato com a arte abre caminhos para que esses estudantes falem sobre suas realidades e sobre o ambiente em que vivem. O resultado é um retrato sensível da juventude brasileira e de suas perspectivas sobre o futuro.

Para Lucia Murat, levar o filme de volta às escolas e comunidades que participaram da produção é uma etapa essencial do projeto. Segundo a diretora, a ideia sempre foi garantir que os estudantes — protagonistas da história — também pudessem assistir ao resultado final e participar das discussões geradas pelo documentário.

Por isso, antes mesmo da estreia comercial, o filme começou a circular em sessões especiais realizadas em cinemas da cidade. Muitas dessas exibições foram organizadas para alunos de escolas públicas, grupos culturais comunitários e professores da rede de ensino.

Entre os convidados estão jovens integrantes de importantes coletivos artísticos das comunidades cariocas, como o Nós do Morro, do Vidigal, o grupo VOZES!, formado por moradores do Pavão, Pavãozinho e Cantagalo, e o Instituto Arteiros, da Cidade de Deus. Muitos desses artistas participam diretamente do filme, o que torna as exibições ainda mais significativas para as comunidades envolvidas.

As primeiras sessões começaram no fim de fevereiro e reuniram estudantes e integrantes desses grupos em cinemas da cidade. Desde então, escolas de diferentes regiões do Rio vêm participando das exibições, que muitas vezes são seguidas por debates com educadores, pesquisadores e integrantes da equipe do filme.

Além das sessões voltadas aos estudantes, a programação também inclui encontros dedicados a professores da rede pública. A proposta é ampliar a discussão sobre o papel da arte e do audiovisual como ferramentas pedagógicas, além de estimular o diálogo sobre os desafios enfrentados pela educação no país.

Um dos momentos mais aguardados dessa agenda acontece no dia 13 de março, quando o cinema Estação NET Rio recebe uma sessão especial seguida de debate com a presença da diretora Lucia Murat e das professoras de cinema Consuelo Lins e Denise Lopes. O encontro será aberto ao público e pretende ampliar a reflexão sobre os temas abordados no filme.

O documentário também passou por São Paulo, onde foi exibido no Reserva Cultural em uma sessão especial acompanhada de debate. O encontro contou com a participação de convidados do meio cultural e acadêmico, incluindo a cineasta Tata Amaral e a atriz e diretora Roberta Estrela D’Alva, ampliando o diálogo sobre arte, educação e cinema brasileiro.

Depois da estreia, a circulação do filme continuará com novas exibições voltadas a escolas, universidades e cineclubes. Estão previstas sessões para estudantes da Universidade Federal Fluminense, que receberá o documentário em encontros organizados por professores e grupos de pesquisa ligados ao curso de cinema.

Antes mesmo de chegar ao circuito comercial, Hora do Recreio já construiu uma trajetória relevante em festivais internacionais e mostras dedicadas ao cinema documental e aos direitos humanos. Além de Berlim, o longa foi selecionado para eventos como o Festival É Tudo Verdade, o Cine a la Vista!, o Festival Biarritz Amérique Latine, o Job Film Days, o Filmfest Osnabrück e o Nuremberg International Human Rights Film Festival.

Espaço Geek Asiático estreia no Recife e reúne cultura pop coreana e universo geek no Shopping Tacaruna

O entusiasmo do público brasileiro por cultura pop é conhecido em todo o mundo. Seja no cinema, na música ou nas séries, o país costuma se destacar quando o assunto é fandom. Nos últimos anos, porém, dois universos específicos têm conquistado cada vez mais espaço entre os fãs: a cultura pop asiática — especialmente a coreana — e o entretenimento geek.

Esse crescimento não é apenas perceptível nas redes sociais ou nas plataformas de streaming. Ele também aparece nos números. O Brasil já ocupa a posição de quinto maior mercado consumidor de k-pop do planeta e lidera o interesse por k-dramas na América Latina, consolidando um público cada vez mais fiel às produções vindas da Coreia do Sul. Somente em 2023, o consumo global de conteúdos coreanos movimentou cerca de 31,5 bilhões de dólares, um indicativo de que a chamada “onda coreana” continua em expansão pelo mundo.

Nas plataformas de streaming, o interesse é ainda mais evidente. Pesquisas recentes mostram que cerca de 90% dos brasileiros já assistiram a alguma produção coreana, enquanto mais da metade dos fãs acompanha novos episódios semanalmente. Séries, filmes e reality shows vindos da Ásia deixaram de ser nicho e passaram a fazer parte da rotina de entretenimento de milhões de pessoas.

Paralelamente a esse fenômeno, o mercado geek também segue em forte crescimento. O Brasil ocupa atualmente a oitava posição entre os maiores consumidores de produtos geek do mundo, com um público que consome desde games e quadrinhos até action figures, roupas temáticas, jogos de tabuleiro e itens colecionáveis.

A força desse mercado também se reflete no perfil do consumidor. A maioria dos fãs está na faixa entre 22 e 39 anos, e cerca de 52% são homens, embora a presença feminina e de novos públicos cresça a cada ano. A expectativa do setor é que o entretenimento geek movimente mais de 41 bilhões de dólares globalmente até 2027, impulsionado por franquias populares, lançamentos de games e produções audiovisuais.

Foi justamente observando essa convergência de interesses que surgiu uma iniciativa inédita no Recife. A cidade recebe, a partir deste mês, o Espaço Geek Asiático, um projeto colaborativo que reúne empreendedores que trabalham com cultura pop asiática e produtos geek.

O evento será realizado no Shopping Tacaruna e promete transformar o local em um ponto de encontro para fãs de animes, k-pop, mangás, séries asiáticas e cultura nerd em geral. A proposta é simples, mas ambiciosa: criar um ambiente onde público e empreendedores possam se conectar presencialmente, algo que muitas vezes acontece apenas no ambiente digital.

A cada semana, o espaço contará com 12 empreendimentos diferentes, oferecendo uma variedade de produtos que inclui acessórios, itens colecionáveis, produtos de k-pop, artigos geek, quadrinhos, mangás e objetos decorativos inspirados na cultura pop.

Para muitos dos participantes, o evento representa uma oportunidade importante de ampliar a visibilidade das marcas. Muitos desses empreendedores atuam principalmente pela internet ou participam de feiras e eventos temáticos, mas ainda não possuem loja física. O projeto surge justamente como uma forma de oferecer essa vitrine ao público.

Além das lojas, o espaço também aposta na experiência gastronômica para atrair visitantes. Uma das atrações será a presença de uma lanchonete especializada em culinária japonesa, oferecendo pratos inspirados na gastronomia asiática.

O público também poderá experimentar um formato interativo em uma área de conveniência onde será possível preparar alguns pratos populares da cultura coreana e japonesa. Entre eles estão o lámen, tradicional sopa japonesa à base de macarrão e caldo quente, e o tteokbokki, prato coreano conhecido por seus bolinhos de arroz cozidos em molho picante.

A expectativa dos organizadores é que o espaço funcione não apenas como um local de compras, mas como um ambiente de convivência entre fãs. Eventos desse tipo costumam reunir pessoas que compartilham os mesmos interesses, criando um clima semelhante ao de convenções de cultura pop, porém em um formato mais acessível e frequente.

O Espaço Geek Asiático funcionará em datas específicas entre março e abril, sempre aos finais de semana. O público poderá visitar o local nos dias 14, 15, 21, 22, 28 e 29 de março, além de 4, 5, 11, 12, 18, 19, 25 e 26 de abril.

Nos sábados, o funcionamento será das 9h às 22h, enquanto aos domingos o espaço ficará aberto das 12h às 21h.

Para marcar a estreia, os organizadores prepararam uma ação especial para os primeiros visitantes. Os 50 primeiros clientes que chegarem ao evento na abertura receberão um shot de soju, tradicional bebida coreana bastante popular no país asiático. A distribuição será limitada a maiores de 18 anos, mediante apresentação de documento.

Outras atividades e promoções também estão previstas ao longo das semanas do evento, incluindo possíveis ações temáticas e experiências voltadas para o público fã de cultura pop.

A iniciativa é organizada pela produtora Caixa de Fósforo Produções, que aposta no crescimento desse mercado e na força da comunidade geek e otaku da região metropolitana do Recife.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta quarta-feira, 11 de março, na TV Globo

A Sessão da Tarde desta quarta-feira, 11 de março de 2026, exibe na programação da TV Globo o filme O Impossível, um dos dramas mais impactantes do cinema recente. Lançado em 2012 e dirigido pelo cineasta espanhol J. A. Bayona (O Orfanato, Jurassic World: Reino Ameaçado), o longa emociona ao retratar a luta de uma família para sobreviver a uma das maiores tragédias naturais da história recente.

Inspirado em acontecimentos reais, o filme é baseado na história da espanhola María Belón e de sua família, que sobreviveram ao devastador Tsunami do Oceano Índico de 2004, desastre que atingiu diversos países do sudeste asiático e deixou centenas de milhares de vítimas.

A trama acompanha uma família que viaja para a Tailândia para passar as férias de Natal. O que deveria ser um período de descanso e celebração rapidamente se transforma em um pesadelo quando uma gigantesca onda atinge a região, destruindo hotéis, casas e cidades inteiras em questão de minutos.

No centro da história estão Maria, interpretada por Naomi Watts (King Kong, Birdman, Cidade dos Sonhos), e Henry, vivido por Ewan McGregor (Star Wars: Episódios I, II e III, Moulin Rouge!, Doutor Sono). Durante o desastre, o casal acaba sendo separado enquanto tenta proteger seus três filhos.

Maria é arrastada pela força da água e, gravemente ferida, consegue sobreviver ao lado do filho mais velho, Lucas, interpretado por Tom Holland (Homem-Aranha: De Volta ao Lar, Vingadores: Ultimato, Uncharted). Juntos, mãe e filho enfrentam uma jornada marcada por dor, esperança e determinação enquanto tentam reencontrar o restante da família em meio ao caos.

Enquanto isso, Henry percorre hospitais e abrigos improvisados na tentativa desesperada de localizar Maria e os filhos. A busca angustiante revela não apenas a dimensão da tragédia, mas também histórias de solidariedade entre sobreviventes e equipes de resgate.

Um dos aspectos mais marcantes de O Impossível é a forma realista como o desastre foi retratado. Para recriar o tsunami, a produção utilizou uma combinação de efeitos visuais e enormes tanques de água construídos especialmente para o filme na Espanha. O diretor J. A. Bayona optou por trabalhar com água real sempre que possível, buscando transmitir ao público uma sensação mais autêntica e visceral da tragédia.

Essa escolha exigiu bastante do elenco, especialmente de Naomi Watts e do jovem Tom Holland, que passaram semanas filmando sequências fisicamente intensas dentro de enormes estruturas de água. Em entrevistas na época do lançamento, Holland chegou a comentar que as gravações foram extremamente cansativas, mas fundamentais para dar credibilidade às cenas.

O esforço da equipe resultou em uma das sequências de desastre mais impactantes já produzidas no cinema. A cena do tsunami, que mostra a força destrutiva da natureza atingindo a região turística, continua sendo lembrada como um dos momentos mais impressionantes do filme.

Além do impacto visual, o longa também conquistou público e crítica por sua carga emocional. A atuação de Naomi Watts foi especialmente elogiada e rendeu à atriz indicações importantes, incluindo ao Oscar de Melhor Atriz e ao Globo de Ouro na mesma categoria.

Outro destaque foi a performance de Tom Holland, que ainda estava no início da carreira quando participou do filme. O trabalho no longa ajudou a revelar o talento do ator britânico, que anos depois ganharia projeção mundial ao interpretar o Homem-Aranha no universo cinematográfico da Marvel.

Produzido com orçamento estimado em cerca de 45 milhões de dólares, O Impossível também teve grande sucesso nas bilheterias internacionais, arrecadando aproximadamente 198 milhões de dólares em todo o mundo.

Onde posso assistir?

Para quem quiser assistir O Impossível além da exibição na TV, o filme também está disponível em plataformas de streaming. No catálogo do Telecine, o longa pode ser visto por assinantes do serviço sem custo adicional. Já para quem prefere aluguel digital, a produção também está disponível no Prime Video, onde pode ser alugado a partir de R$ 11,90, permitindo assistir quando quiser diretamente pela plataforma.

Henry Cavill e Jake Gyllenhaal enfrentam missão perigosa no trailer de “Na Zona Cinzenta”, novo filme de Guy Ritchie

A Diamond Films divulgou o primeiro trailer de Na Zona Cinzenta, novo filme dirigido pelo cineasta britânico Guy Ritchie (Sherlock Holmes, Snatch – Porcos e Diamantes, O Agente da U.N.C.L.E.). Conhecido por seu estilo visual dinâmico e por narrativas que combinam ação, estratégia e personagens complexos, o diretor retorna aos cinemas com mais um thriller de alto risco. A estreia do longa no Brasil está marcada para 14 de maio.

A produção reúne um elenco internacional de destaque liderado por Henry Cavill (O Homem de Aço, Missão: Impossível – Efeito Fallout, O Agente da U.N.C.L.E., Enola Holmes) e Jake Gyllenhaal (O Abutre, O Dia Depois de Amanhã, Os Suspeitos, Ambulância – Um Dia de Crime). Na história, os dois interpretam especialistas em operações de resgate e recuperação que acabam envolvidos em uma missão extremamente delicada e perigosa.

A trama acompanha a dupla enquanto embarca em uma operação para recuperar uma fortuna bilionária que foi roubada. O trabalho exige precisão absoluta e envolve uma complexa rede de negociações e estratégias. Para que o plano funcione, eles precisam garantir uma rota de fuga segura para uma negociadora altamente experiente, personagem interpretada por Eiza González (Em Ritmo de Fuga, Ambulância, Godzilla vs. Kong, Alita: Anjo de Combate).

Inicialmente, a missão parece seguir um plano cuidadosamente elaborado. No entanto, conforme a operação avança, os personagens percebem que a situação é muito mais instável do que imaginavam. O que deveria ser apenas uma missão de recuperação financeira acaba se transformando em um jogo perigoso marcado por manipulações, disputas de poder e traições inesperadas.

À medida que os acontecimentos se intensificam, o grupo precisa lidar com diferentes interesses envolvidos na operação. Cada decisão passa a ter consequências imprevisíveis e os personagens se veem obrigados a questionar as verdadeiras intenções uns dos outros.

A narrativa mergulha em um ambiente onde estratégia e sobrevivência caminham lado a lado. Em um cenário marcado por alianças frágeis e rivalidades ocultas, a busca pela fortuna roubada rapidamente se transforma em uma corrida contra o tempo.

O elenco também conta com a participação de Rosamund Pike (Garota Exemplar, Jack Reacher: O Último Tiro, Eu Me Importo, A Roda do Tempo) e Jason Wong (Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes, O Gentlemen, Strangers). Os personagens interpretados pelos dois atores ampliam a rede de interesses e conflitos que movimenta a história.

Ao longo da carreira, Guy Ritchie construiu uma identidade própria dentro do cinema de ação e suspense. Seus filmes costumam apresentar narrativas cheias de reviravoltas, diálogos rápidos e personagens que operam em áreas moralmente ambíguas. Em produções como Sherlock Holmes, protagonizado por Robert Downey Jr., e O Agente da U.N.C.L.E., o diretor mostrou sua habilidade em combinar humor, ação estilizada e tramas estratégicas.

Em Na Zona Cinzenta, o cineasta retoma essa fórmula ao apresentar personagens que atuam em um território onde as linhas entre certo e errado são constantemente questionadas. O título do filme reforça justamente essa ideia de ambiguidade moral, sugerindo que os protagonistas operam em um espaço onde decisões difíceis precisam ser tomadas rapidamente.

Disney+ divulga trailer e data de estreia da série “Dear Killer Nannies: Criado por Assassinos”, inspirada na história do filho de Pablo Escobar

O catálogo do Disney+ vai ganhar uma nova produção baseada em fatos reais. A plataforma divulgou o trailer oficial e confirmou a data de estreia da série Dear Killer Nannies: Criado por Assassinos, drama que revisita a história de uma das famílias mais conhecidas do narcotráfico mundial sob um ponto de vista pouco explorado.

A série acompanha a vida de Juan Pablo Escobar, filho do famoso narcotraficante colombiano Pablo Escobar, líder do cartel de Medellín e uma das figuras mais controversas da história recente da América Latina. Diferente de outras produções que focam na trajetória criminosa do traficante, a nova série aposta em uma perspectiva mais íntima e familiar.

Com oito episódios, a produção narra a história a partir da visão de Juan Pablo ainda na infância, mostrando como era crescer em meio ao poder, ao medo e à constante presença de homens armados ao redor da família.

Quem assume o papel de Pablo Escobar na série é o ator John Leguizamo (Encanto, Moulin Rouge!), responsável por interpretar o narcotraficante em um momento decisivo de sua trajetória, quando sua influência e violência já dominavam o cenário do crime organizado na Colômbia.

A trama mergulha no cotidiano da família Escobar e mostra como o ambiente ao redor do jovem Juan Pablo era marcado por contradições. Ao mesmo tempo em que vivia cercado por luxo e proteção, ele também convivia com o clima constante de tensão provocado pelas atividades criminosas do pai.

Um dos aspectos mais curiosos explorados pela série é a presença dos assassinos contratados por Escobar para garantir a segurança da família. Esses homens, responsáveis por proteger o filho do traficante, acabam assumindo também uma função inesperada: a de cuidadores e acompanhantes do garoto.

Nesse contexto, a narrativa apresenta esses personagens como uma espécie de “babás improvisados”, responsáveis por acompanhar Juan Pablo em diferentes momentos da infância. A relação entre o menino e esses homens armados revela um contraste marcante entre a inocência infantil e o universo violento que o cercava.

A produção também aborda a relação entre pai e filho, explorando como Juan Pablo enxergava Pablo Escobar dentro de casa, longe da imagem pública de criminoso que dominava os noticiários da época.

Além de John Leguizamo, o elenco reúne novos talentos e nomes conhecidos da televisão latino-americana. O personagem Juan Pablo Escobar é interpretado em diferentes fases da vida por três atores: Janer Villareal, que vive o personagem na adolescência, Miguel Tamayo, responsável pela fase da infância, e Miguel Ángel García, que interpreta o jovem Juan Pablo.

O núcleo familiar da história também conta com a presença de Laura Rodríguez no papel de Victoria Henao, esposa de Pablo Escobar e mãe de Juan Pablo. Ao longo da trama, a personagem precisa lidar com o impacto das decisões do marido sobre a segurança e o futuro da família.

Outros nomes do elenco incluem Juanita Molina (Angie), Julián Zuluaga (Rodri) e Rafael Zea (El Dorado), personagens que ajudam a construir o universo ao redor do protagonista.

A proposta da série é oferecer um olhar mais humano e complexo sobre os acontecimentos que marcaram a vida da família Escobar. Em vez de focar apenas no crime organizado, a narrativa busca explorar as consequências emocionais e psicológicas de crescer em um ambiente dominado pelo poder e pela violência.

O Mago do Kremlin | Thriller político estrelado por Jude Law como Vladimir Putin ganha trailer e estreia nos cinemas em abril

O thriller político O Mago do Kremlin acaba de ganhar trailer oficial, pôster e data de estreia confirmada no Brasil. Com distribuição da Imagem Filmes, o longa chega aos cinemas no dia 9 de abril e promete levar o público para dentro dos bastidores do poder russo em uma trama intensa, cheia de estratégia política, ambição e jogos de influência.

O filme marca o retorno do premiado diretor francês Olivier Assayas (Personal Shopper, Acima das Nuvens) a um cinema político sofisticado e provocativo. Conhecido por construir narrativas que exploram personagens complexos e contextos históricos marcantes, Assayas mergulha agora em um dos ambientes políticos mais enigmáticos do mundo: o Kremlin.

A produção reúne um elenco de peso liderado por Jude Law (Sherlock Holmes, Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore), que assume o desafiador papel de Vladimir Putin. Ao seu lado está Paul Dano (The Batman, Sangue Negro), responsável por interpretar o personagem central da história, Vadim Baranov.

A trama se passa no início dos anos 1990, um período turbulento marcado pela queda da União Soviética e pelas profundas transformações políticas que se seguiram na Rússia. Em meio a esse cenário de incertezas e disputas por poder, novas figuras começam a surgir nos bastidores do governo.

É nesse contexto que surge Vadim Baranov, um jovem estrategista de comunicação que acaba sendo recrutado para trabalhar no coração da política russa. Inteligente, observador e com grande habilidade para entender o funcionamento do poder, ele rapidamente se torna uma peça importante dentro do Kremlin.

A partir desse momento, o filme acompanha a trajetória de Baranov enquanto ele passa a atuar nos bastidores da construção da imagem pública de Vladimir Putin, que naquele momento começa a consolidar sua ascensão política.

A relação entre os dois personagens se torna o eixo central da história. Enquanto Putin ganha cada vez mais espaço no cenário político, Baranov trabalha nos bastidores elaborando discursos, estratégias de comunicação e narrativas capazes de moldar a percepção pública.

O longa revela justamente esse universo pouco visível da política, onde decisões aparentemente discretas podem influenciar rumos históricos. Mais do que mostrar reuniões e debates, o filme busca retratar como a comunicação e a estratégia podem ser tão poderosas quanto as decisões oficiais.

A história é inspirada no romance homônimo escrito por Giuliano da Empoli, autor franco-italiano que conquistou leitores ao redor do mundo com a obra. No livro, ele combina elementos de ficção e referências históricas para construir um retrato intrigante dos mecanismos de poder contemporâneos.

Para levar essa narrativa às telas, Olivier Assayas trabalhou no roteiro ao lado do escritor e cineasta Emmanuel Carrère (O Reino, Limonov). Juntos, eles buscaram transformar a densidade política do livro em uma experiência cinematográfica envolvente.

Segundo Assayas, o processo de adaptação exigiu algumas mudanças criativas. O desafio era traduzir para imagens e ritmo cinematográfico uma história originalmente construída em torno de diálogos, reflexões políticas e bastidores estratégicos.

Além da dupla protagonista, o filme reúne um elenco internacional de destaque. Entre os nomes confirmados está a vencedora do Oscar Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa, Ex Machina). Também participam da produção Tom Sturridge (Sandman, Longe Deste Insensato Mundo) e Jeffrey Wright (Westworld, 007 – Sem Tempo Para Morrer).

Antes de chegar aos cinemas brasileiros, o longa teve sua estreia mundial no tradicional Festival Internacional de Cinema de Veneza, um dos eventos mais importantes do cinema mundial. A produção integrou a seleção oficial do festival e foi indicada ao Leão de Ouro, principal prêmio da mostra.

A exibição chamou a atenção principalmente pela performance de Jude Law e pela forma como o filme constrói um retrato tenso e detalhado do funcionamento interno do poder político.

Ao longo da narrativa, “O Mago do Kremlin” conduz o espectador por corredores silenciosos, salas de reuniões e bastidores onde decisões estratégicas são tomadas longe dos holofotes. O filme sugere que muitas vezes a história não é escrita apenas por líderes visíveis, mas também por aqueles que atuam nas sombras do poder.

Sessão da Tarde desta terça, 10 de março, exibe “90 Minutos no Paraíso”, drama inspirado em história real de fé e superação

A TV Globo apresenta nesta terça-feira, 10 de março, na tradicional Sessão da Tarde, o drama 90 Minutes in Heaven, conhecido no Brasil como “90 Minutos no Paraíso”. O longa-metragem traz uma história profundamente emocional inspirada em um relato real que ganhou repercussão internacional ao abordar temas como fé, esperança e a força da família diante de uma tragédia inesperada.

Dirigido por Michael Polish (Big Sur, Twin Falls Idaho), o filme acompanha a jornada de um homem que vê sua vida mudar completamente após um grave acidente de carro. A trama mistura drama, espiritualidade e superação, convidando o público a refletir sobre a fragilidade da vida e a capacidade humana de recomeçar mesmo após momentos extremamente difíceis.

Na história, o pastor Don Piper é interpretado por Hayden Christensen (Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones, Jumper). Don leva uma vida tranquila ao lado da família e dedica grande parte do tempo à comunidade religiosa. Tudo muda de forma abrupta quando ele sofre um terrível acidente de trânsito durante uma viagem.

Após a colisão violenta entre seu carro e um caminhão, Don fica preso entre as ferragens. A gravidade do impacto leva as equipes de resgate a concluírem que ele não sobreviveu ao acidente. No local, o pastor é oficialmente declarado morto.

Durante aproximadamente uma hora e meia, todos acreditam que não há mais nada que possa ser feito. No entanto, algo inesperado acontece. Cerca de 90 minutos depois, Don surpreende os socorristas ao voltar a apresentar sinais de vida, um acontecimento que deixa médicos e testemunhas perplexos.

Quando desperta, Don afirma ter vivido uma experiência espiritual enquanto estava sem vida. Segundo seu relato, ele teria visitado o céu durante aquele período em que foi considerado morto. A história rapidamente desperta curiosidade e emoção entre familiares, amigos e pessoas que acompanham seu testemunho.

Mas o retorno à vida traz consigo uma realidade extremamente dura. O acidente deixou sequelas graves em seu corpo, e Don precisa enfrentar um longo e doloroso processo de recuperação. Cirurgias, tratamentos intensivos e limitações físicas passam a fazer parte de sua nova rotina.

Enquanto luta para lidar com as dores e com as mudanças em sua vida, Don também precisa enfrentar conflitos emocionais. A experiência que ele diz ter vivido no céu contrasta com o sofrimento físico que passa a enfrentar diariamente.

Nesse momento difícil, sua esposa Eva, interpretada por Kate Bosworth (Superman Returns, Para Sempre Alice), se torna seu principal apoio. Determinada a manter a família unida, ela assume inúmeras responsabilidades e demonstra uma força impressionante para ajudar o marido a seguir em frente.

Ao longo da trama, o filme explora não apenas a recuperação física de Don, mas também o impacto emocional do acidente sobre toda a família. A história retrata os desafios enfrentados por quem precisa lidar com limitações inesperadas e mostra como o amor e a fé podem se tornar pilares fundamentais em momentos de crise.

O elenco também conta com a participação de Bobby Batson (Shiloh, A Onda), Hudson Meek (Baby Driver, MacGyver) e Elizabeth Hunter (The Resident, The Originals), que interpretam personagens importantes na trajetória da família.

Na versão brasileira exibida na televisão, o filme conta com dublagem de Leticia Quinto, Alfredo Rollo, Mariana Zink, Murilo Merino e Isabella Guarnieri.

Produzido com um orçamento estimado em cerca de 5 milhões de dólares, o longa arrecadou aproximadamente 4,8 milhões de dólares nas bilheterias mundiais. Apesar de ter recebido avaliações negativas da crítica especializada em sites como Rotten Tomatoes e Metacritic, a produção encontrou um público fiel entre espectadores que buscam histórias inspiradoras e reflexivas.

Resenha – Os Três Mosqueteiros é uma aventura clássica que mistura amizade e intrigas políticas

Poucos livros de aventura são tão conhecidos quanto Os Três Mosqueteiros, romance de Alexandre Dumas que atravessou séculos conquistando leitores de diferentes gerações. Nesta adaptação de Ana Maria Machado, o clássico francês ganha uma versão mais acessível, pensada especialmente para novos leitores. O resultado é uma leitura dinâmica e envolvente, mas que inevitavelmente simplifica alguns dos aspectos mais complexos da obra original.

A história se passa na França do século XVII e acompanha D’Artagnan, um jovem impulsivo que deixa sua cidade natal rumo a Paris com o sonho de se tornar um mosqueteiro do rei. Logo no início da jornada ele conhece Athos, Porthos e Aramis, três soldados que dão nome à obra e que se tornam seus aliados em uma série de aventuras marcadas por duelos, intrigas políticas e disputas de poder.

O famoso lema “um por todos e todos por um” resume bem o espírito da narrativa. A amizade entre os quatro protagonistas é o grande motor da história e funciona como elemento central da trama. Alexandre Dumas constrói personagens carismáticos, cada um com características bem definidas, o que ajuda a tornar a leitura ágil e cheia de momentos memoráveis.

No entanto, ao revisitar o livro hoje, é possível perceber que parte do seu prestígio também vem da força do imaginário que ele construiu ao longo do tempo. A narrativa é divertida, mas em vários momentos se apoia mais na sucessão de aventuras do que em um aprofundamento real dos personagens ou dos conflitos políticos apresentados.

A presença do Cardeal Richelieu como antagonista político e da sedutora Milady de Winter como vilã principal adiciona tensão à história, mas esses personagens muitas vezes aparecem mais como figuras simbólicas do que como indivíduos complexos. Milady, por exemplo, é lembrada como uma das grandes vilãs da literatura, mas sua construção narrativa depende bastante de estereótipos clássicos de manipulação e traição.

Ao mesmo tempo, a trama romântica envolvendo D’Artagnan e Constance Bonacieux acrescenta um tom emocional à história, embora esse relacionamento também seja tratado de forma relativamente simples. A narrativa privilegia a ação e o ritmo acelerado das aventuras, o que faz com que algumas relações e motivações sejam desenvolvidas de maneira superficial.

A adaptação realizada por Ana Maria Machado cumpre bem o papel de apresentar esse universo para leitores mais jovens. A linguagem é clara e direta, e a estrutura da história é organizada de forma a manter o ritmo da leitura. No entanto, como acontece em muitas adaptações de clássicos, parte da riqueza do texto original acaba sendo reduzida para tornar a narrativa mais ágil.

Isso não significa que a obra perca completamente seu valor. Os Três Mosqueteiros continua sendo um marco da literatura de aventura justamente porque criou personagens icônicos e um universo cheio de energia. A mistura de duelos, conspirações e amizades inquebráveis ainda funciona como entretenimento literário.

Por outro lado, a leitura contemporânea também revela que o romance reflete muitos dos padrões narrativos de sua época. A divisão clara entre heróis e vilões, a idealização da honra e da coragem masculina e a presença limitada de personagens femininas mais complexas são elementos que hoje podem parecer um pouco datados.

Mesmo com essas limitações, o livro mantém seu charme. Alexandre Dumas conseguiu criar uma narrativa que valoriza o espírito de aventura e a lealdade entre amigos, elementos que continuam despertando o interesse de leitores ao redor do mundo.

O livro está disponível para leitura e compra em livrarias e também no site oficial da Global Editora responsável pela publicação. A nova edição permite que leitores contemporâneos tenham acesso a essa adaptação do clássico de Alexandre Dumas, apresentada por Ana Maria Machad.

Resenha – O Estudante é um retrato duro e necessário sobre juventude e silêncio familiar

Publicado originalmente em 1975, O estudante, de Adelaide Carraro, consolidou-se como uma das obras mais marcantes da literatura infantojuvenil brasileira ao abordar, com franqueza e sensibilidade, um tema que continua atual: a vulnerabilidade dos jovens diante das drogas e a dificuldade de diálogo dentro das famílias. Décadas depois de seu lançamento, o livro retorna ao público em nova edição pela Global Editora, reafirmando sua relevância social e literária.

A nova publicação integra o projeto de revitalização da trilogia O estudante, que reúne três volumes da autora. A proposta editorial apresenta capas atualizadas e preserva as ilustrações clássicas de Dave Santana e Mauricio Paraguassu, elementos que ajudam a manter a identidade visual da obra enquanto aproximam o livro das novas gerações de leitores.

No centro da narrativa está Roberto Lopes Mascarenhas, um jovem que vê sua rotina e a estabilidade de sua família serem abaladas ao descobrir o envolvimento do irmão com drogas. A história é narrada em primeira pessoa, recurso que aproxima o leitor das emoções e conflitos do protagonista. Ao acompanhar os pensamentos de Roberto, o público é levado a compartilhar suas angústias, dúvidas e o sentimento de impotência diante de uma situação que parece escapar ao controle da família.

A escolha por uma linguagem simples e direta é uma das características mais marcantes da escrita de Adelaide Carraro. A autora opta por uma narrativa acessível, voltada especialmente ao público jovem, sem abrir mão da intensidade emocional. Essa abordagem contribui para que a obra dialogue com leitores de diferentes idades, ao mesmo tempo em que facilita sua utilização em contextos educacionais.

Ao tratar do impacto das drogas no ambiente familiar, o livro não se limita a apresentar um drama individual. A história de Roberto funciona como um reflexo de uma realidade social mais ampla, marcada pela dificuldade de reconhecer e enfrentar problemas que afetam diretamente a juventude. Nesse sentido, a obra assume também um papel de alerta, convidando o leitor a refletir sobre a importância do diálogo entre pais, filhos e escola.

Um dos pontos mais relevantes do livro está justamente na maneira como expõe o silêncio que muitas vezes cerca situações de dependência química. A narrativa evidencia como o medo, a vergonha e a falta de comunicação podem agravar conflitos familiares, tornando ainda mais difícil encontrar caminhos para enfrentar o problema. Ao trazer essa discussão para o centro da história, Adelaide Carraro demonstra uma sensibilidade social que contribuiu para tornar a obra um marco na literatura voltada ao público jovem.

A nova edição também inclui um texto de contextualização histórica que ajuda a compreender o momento em que o livro foi escrito. Esse material amplia as possibilidades de leitura crítica e oferece ao leitor contemporâneo uma visão mais clara sobre o cenário social da década de 1970, período em que o debate público sobre drogas e juventude começava a ganhar maior visibilidade.

Mesmo após quase cinco décadas desde sua primeira publicação, O estudante permanece atual. A obra continua relevante porque aborda questões que ainda fazem parte da realidade de muitas famílias. Ao apresentar o drama de Roberto de forma honesta e emocional, o livro reafirma o papel da literatura como instrumento de conscientização e reflexão social.

O livro está disponível para compra no site oficial da Global Editora, onde os leitores podem encontrar a nova edição da obra com o projeto gráfico atualizado e as ilustrações clássicas preservadas.

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