Invocação do Mal 4 ganha teaser e prepara despedida épica dos Warren em “Os Últimos Ritos”

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A contagem regressiva para o fim de uma era já começou. “Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos”, capítulo final da aclamada franquia de terror, acaba de ganhar destaque na capa da Entertainment Weekly, que divulgou uma imagem inédita em vídeo de Ed e Lorraine Warren — personagens que marcaram uma geração de fãs do sobrenatural. O vídeo não apenas revela o visual sombrio da nova produção, como também revisita ameaças clássicas que assombraram o casal, como Anabelle e A Freira, vilãs que ganharam vida própria em spin-offs de grande sucesso.

O novo longa não será apenas mais um capítulo aterrorizante. Ele representa o encerramento oficial da trajetória de Ed e Lorraine no cinema, com Patrick Wilson e Vera Farmiga se despedindo dos papéis que os transformaram em ícones modernos do gênero. Ao lado deles, nomes como Ben Hardy e Mia Tomlinson também integram o elenco, ampliando o time que promete encerrar a saga com intensidade, emoção e — claro — muitos sustos.

Um adeus aos mestres do oculto

Inspirada nas histórias reais de um casal de demonologistas que atuou nas décadas de 1960 e 1970, a saga “Invocação do Mal” redefiniu o terror contemporâneo com uma abordagem que misturava horror psicológico, possessões demoníacas e dramas humanos profundos. Agora, com “Os Últimos Ritos”, os criadores prometem uma despedida à altura do legado construído ao longo de mais de uma década.

Apesar de ainda manterem o enredo sob sigilo, os produtores indicam que o último filme deve mergulhar nas consequências espirituais e emocionais das investigações do casal, conectando elementos dos três longas anteriores e dos derivados que expandiram o universo.

Um ritual final com hora marcada

A estreia de “Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos” está agendada para 25 de setembro de 2025, nos cinemas. O filme não apenas encerrará a saga dos Warren, como também deixará as portas abertas para o futuro do universo de terror que começou com uma boneca empoeirada e chegou aos maiores altares do horror moderno.

Super Tela 14/06/2025 – Herança de Sangue é o grande destaque da noite de sábado!

Neste sábado, 14 de junho de 2025, a Super Tela da Record exibe o eletrizante “Herança de Sangue” (Blood Father), às 22h30, um thriller de ação e suspense estrelado por ninguém menos que Mel Gibson. Com apenas 1h28min de duração, o filme é uma verdadeira descarga de adrenalina que promete deixar o público sem piscar.

Uma herança… de instinto, coragem e sangue

No longa dirigido por Jean-François Richet, com roteiro afiado assinado por Peter Craig e Andrea Berloff, Mel Gibson dá vida a John Link, um ex-presidiário tentando manter-se longe dos problemas. Vivendo isolado no deserto da Califórnia em um trailer que também funciona como estúdio de tatuagem, Link tenta levar uma vida simples e longe da violência que um dia o envolveu.

Mas o passado bate à porta — literalmente. Lydia (Erin Moriarty), sua filha desaparecida há anos, ressurge de forma inesperada e desesperada, trazendo na bagagem o peso de uma perseguição mortal. Envolvida com o mundo das drogas e jurada de morte por um cartel de traficantes, ela recorre ao único homem que ainda pode protegê-la: seu pai.

A partir daí, o que parecia ser um recomeço pacato se transforma em uma verdadeira guerra. Link precisará resgatar suas habilidades de sobrevivência — e de combate — para enfrentar um exército de criminosos que não medem esforços para eliminar a jovem. Em um cenário árido, com diálogos intensos e sequências de ação cruas e realistas, pai e filha redescobrem sua conexão em meio à urgência da sobrevivência.

Elenco de peso, tensão na medida

Além de Gibson e Moriarty, o filme ainda conta com a presença marcante de Diego Luna, conhecido por sua atuação em “Narcos: México” e “Rogue One”, que interpreta Jonah, o namorado de Lydia e peça-chave para o conflito central da trama. O elenco entrega atuações convincentes em uma narrativa ágil, carregada de tensão e emoção.

Um thriller direto ao ponto — e direto ao coração

Herança de Sangue” é mais do que um filme de ação. É também uma história sobre reconexão, perdão e o instinto protetor que nasce com a paternidade. Mel Gibson oferece aqui um dos papéis mais crus e autênticos de sua carreira recente, equilibrando vulnerabilidade e ferocidade com maestria.

Com direção firme e atmosfera densa, o longa agrada tanto aos fãs do gênero quanto àqueles que buscam um drama familiar com pitadas de adrenalina.

Quer ver de novo? Tem no streaming!

Se você perder na TV ou quiser rever a ação mais de uma vez, “Herança de Sangue” também está disponível no streaming. É possível assistir ao filme pela plataforma Adrenalina Pura, no modelo por assinatura (SVOD).

Resultado do Alagoas dá Sorte (15/06/2025) domingo

Mais um domingo animado começou com emoção, expectativa e muita torcida em todo o estado! O Alagoas Dá Sorte, que foi ao ar ao vivo pela TV Pajuçara às 9h da manhã, com retransmissão no YouTube, deu um show de prêmios, surpresas e sonhos realizados neste 15 de junho de 2025.

Se você ainda não sabe quem foram os sortudos da semana, vem com a gente conferir os ganhadores que já podem dizer: “Deu sorte demais, visse?” 💸🍀


💰 1º PRÊMIO – R$ 4.000,00 que chegaram feito bênção!

Com dezenas como 01, 10, 16, 28, 49 e 58, quem brilhou no primeiro prêmio foi Lucineide Pereira da Silva, segurando o título nº 6.127.505. Agora ela tem R$ 4 mil (valor líquido) pra transformar o domingo em festa — e quem sabe realizar aquele plano guardado na gaveta!

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💰 2º PRÊMIO – Mais R$ 4 mil divididos entre duas ganhadoras!

Duas mulheres poderosas dividiram a alegria no segundo prêmio!

  • Maria Eliane Gama de Carvalho – Título nº 0.403.144
  • Irani Buarque Gusmão de Aguiar – Título nº 5.935.297

Com dezenas que foram do 03 ao 60, passando por combinações certeiras como 08, 25, 36 e 57, as duas já têm motivos de sobra para comemorar — e fazer planos com a grana no bolso!

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💰 3º PRÊMIO – Mais sorte para Alagoas!

Quem se deu bem dessa vez foi Edson Honorato Santos, com o título nº 8.919.013. Ele acertou dezenas como 05, 17, 26, 38, 46 e garantiu mais um prêmio de R$ 4.000,00! Já imaginou o que dá pra fazer com esse valor? Uma viagem, quitar dívidas, renovar a casa… ou até guardar pra realizar um sonho maior!

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🚗 4º PRÊMIO – Um carrão + moto zero ou dinheiro no bolso? Só sucesso!

O último prêmio do dia veio recheado:
1 Basalt Feel 1.0 Flex 6V 5P 0Km + 1 Honda CG 160 Start 0Km ou — se o ganhador preferir — o valor líquido equivalente. Só que a emoção ficou no ar, porque o resultado ainda está em apuração! 👀

Em breve, a produção divulga o sortudo ou sortuda que vai sair motorizado (ou milionário em opções)!

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📣 E aí, já comprou seu título?

Se ainda não, corre que domingo que vem tem mais! O Alagoas Dá Sorte é o jeito mais divertido de começar o dia torcendo por uma virada de vida. Além de concorrer, você ainda ajuda projetos sociais e espalha esperança por aí. ❤️

📺 Próximo sorteio: domingo às 9h na TV Pajuçara e no YouTube.
📄 Como participar: adquira seu título, preencha com atenção e fique de olho nos números!

Crítica – F1 acelera forte, mistura ficção e realidade e entrega o melhor filme de corridas em anos

Poucos filmes conseguem unir entretenimento de massa, virtuosismo técnico e paixão esportiva de forma tão eletrizante quanto F1. Um dos lançamentos mais esperados do ano, o longa estreia acelerando no máximo e não tira o pé do acelerador por dois intensos atos. A abertura, impactante e sensorial, já entra para a lista das melhores sequências de início dos últimos anos. E o que vem depois só confirma: F1 não é apenas sobre corridas — é sobre como fazer cinema com potência total.

Uma experiência de pista para dentro do cinema

A grande sacada de F1 está em sua forma. Ao mesclar cenas reais da Fórmula 1 com uma trama ficcional, o filme alcança um nível de realismo raramente visto em produções esportivas. E essa fusão é feita com um primor técnico impressionante. Os ângulos de câmera inovadores — muitos deles filmados diretamente dos carros, a centímetros do asfalto — colocam o espectador dentro do cockpit. No IMAX, o efeito é ainda mais avassalador: cada curva, frenagem e ultrapassagem é sentida como se você estivesse no volante.

A montagem é precisa como um pit stop cronometrado. O design de som traz cada ronco de motor com uma clareza quase tátil. E sim, você ouve até o guincho dos freios nas primeiras voltas — um detalhe minucioso que mostra o cuidado da produção.

Hans Zimmer no comando da trilha: emoção em cada nota

Compositor de trilhas icônicas, Hans Zimmer retorna aos holofotes com uma partitura pulsante, emocional e épica. A trilha de F1 é quase um personagem à parte: ela conduz o ritmo da narrativa, amplia a tensão das corridas e oferece respiros dramáticos nos momentos mais humanos. É Zimmer no auge de sua potência criativa. Facilmente, uma das melhores trilhas do ano — e talvez da carreira recente do compositor.

Javier Bardem rouba a cena (de novo)

Interpretando um dirigente carismático e controverso, Javier Bardem brilha com seu habitual magnetismo. Com um pé na ficção e outro na realidade do universo da F1, o ator entrega um personagem que transita entre o mentor, o estrategista e o showman — sempre com charme e uma pitada de ironia. Sua presença em cena é tão magnética que ele poderia estar apenas lendo os regulamentos da FIA e ainda assim prenderia nossa atenção.

Clichês? Sim. Mas são os melhores.

A trama de F1 abraça arquétipos clássicos do cinema esportivo: rivalidades acirradas, heróis improváveis, reviravoltas emocionais. Mas faz isso com tanto estilo e sinceridade que o clichê vira virtude. “Plano C significa caos” e “Ele vai tentar derrubar Verstappen!” são frases que já nascem antológicas — e que traduzem bem o espírito do filme: exagerado na medida certa, divertido quando precisa, e empolgante o tempo todo.

Sim, a ausência de um Grande Prêmio em Mônaco pode decepcionar os fãs mais puristas. Mas é uma ausência sentida apenas porque o restante do filme entrega tanto que você quer ver ainda mais.

Mais do que um filme de carros

F1 não é apenas sobre corridas. É uma celebração da velocidade, da competição, da emoção em alta rotação. É cinema para ser sentido no peito, como um motor V8 rugindo a mil por hora. Com seu visual arrebatador, sua trilha explosiva e uma entrega total à experiência, o longa estabelece um novo padrão para produções automobilísticas.

É, sem dúvida, o Top Gun: Maverick das pistas — só que sem a nostalgia. E talvez por isso vá dividir opiniões. Mas para quem ama o cinema grandioso, técnico, visualmente envolvente e emocionalmente direto, F1 é uma vitória incontestável.

Matthew Goode quase foi James Bond — mas sua visão sombria demais afastou os produtores

Antes de Daniel Craig reinventar James Bond em Cassino Royale (2006), o papel mais cobiçado do cinema britânico passou pelas mãos — ou quase — de outros nomes. Um deles foi Matthew Goode, conhecido por papéis elegantes em produções como Downton Abbey, The Crown e Stoker. Mas, ao que parece, foi justamente essa sofisticação que não o salvou de um pequeno detalhe: ele queria um 007 muito mais perturbado.

Em entrevista ao podcast Happy Sad Confused, o ator revelou que chegou a se reunir com a produtora Barbara Broccoli, responsável por conduzir a franquia Bond há décadas. Embora não tenha feito um teste formal, Goode confirmou que entrou na roda de conversas para o novo agente secreto. Só que sua proposta… era bem diferente do que se esperava.

“Ela me perguntou: ‘Qual a sua ideia para o Bond?’”, contou o ator. “E eu respondi: ‘A gente precisa voltar aos livros. Esse cara devia ser um alcoólatra. Um drogado. Ele se odeia. Odeia mulheres. Odeia um monte de gente. Ele está em dor profunda. Mas também é brilhante em matar pessoas.’”

Goode ainda brinca que, naquele momento, Barbara provavelmente já estava pensando no próximo candidato.

Um Bond com mais dor do que glamour

O curioso é que a proposta de Matthew Goode não estava exatamente fora do radar. Ian Fleming, autor dos romances originais de 007, escreveu um Bond muito mais sombrio, introspectivo e moralmente ambíguo do que as versões estilizadas do cinema. Mas talvez Goode tenha levado isso a um grau que, na época, ainda não parecia comercialmente viável — mesmo que Daniel Craig, pouco tempo depois, tenha trilhado um caminho semelhante, com um Bond mais cru, realista e emocionalmente instável.

“O que eu deveria ter dito era: ‘Mas também devíamos fazê-lo incrivelmente charmoso’”, reconheceu Goode com humor. “Acho que faltou um pouco de equilíbrio.”

E se tivesse sido Goode?

Fica a provocação: como teria sido o universo de Cassino Royale — aquele que redefiniu a franquia com mais gravidade, suor e sangue — se Goode tivesse recebido o papel? Com seu olhar afiado e presença contida, ele provavelmente teria entregue um Bond mais cerebral, mais trágico — talvez menos físico, mas mais psicologicamente quebrado.

No fim das contas, o papel ficou com Daniel Craig, que justamente trouxe à franquia um agente mais denso e emocionalmente afetado. Só que com um detalhe essencial: charme frio e magnetismo inegável, elementos que equilibraram a dor e a brutalidade do personagem.

Enquanto isso, Matthew Goode segue construindo uma carreira sólida, se destacando em projetos com mais nuance e menos tiroteios — embora, após essa revelação, muitos fãs estejam se perguntando o que perdemos naquela conversa com Barbara Broccoli.

Quem sabe, em algum universo paralelo, o 007 de Goode esteja vagando por aí, mais amargo, mais ferido — e igualmente letal.

Super Tela exibe “Mate ou Morra”: Adrenalina invade a tela da Record TV neste sábado (19)

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Neste sábado, 19 de julho de 2025, a Super Tela mergulha os espectadores em uma experiência de tirar o fôlego com “Mate ou Morra”, uma mistura explosiva de ação, ficção científica e suspense existencial. Dirigido por Joe Carnahan, o longa norte-americano transforma a luta pela sobrevivência em um quebra-cabeça de alta voltagem — onde a próxima chance pode ser a última.

Viver, morrer e tentar de novo

No centro da trama está Roy Pulver, interpretado com intensidade visceral por Frank Grillo. Ex-militar endurecido por batalhas internas e perdas silenciosas, Roy acorda todos os dias apenas para ser morto de novo, preso em um misterioso loop temporal que parece não ter saída.

Mas não se engane: o filme vai além da pancadaria. A repetição forçada desse dia o obriga a enfrentar não só os assassinos profissionais que o caçam sem trégua, mas também os próprios fantasmas que ele tentou esquecer. Cada morte não é apenas um fim — é uma pista, uma chance de tentar entender o porquê de tudo aquilo estar acontecendo.

Heróis imperfeitos, vilões carismáticos

O elenco reúne nomes de peso e figuras improváveis. Mel Gibson dá vida ao Coronel Clive Ventor, um antagonista que transita entre a frieza calculista e um carisma inquietante. Naomi Watts interpreta Jemma Wells, uma cientista envolvida em um projeto sombrio que pode ser a chave para o loop — e para o passado de Roy. Já Michelle Yeoh surge como Dai Feng, uma mentora de poucas palavras e ações precisas, trazendo gravidade e serenidade às sequências de maior intensidade.

Além deles, o filme surpreende com participações como Annabelle Wallis, Ken Jeong, Will Sasso e até Rob Gronkowski, que mostram que até em um cenário caótico há espaço para humor, ironia e uma boa dose de estilo.

Um videogame emocional em forma de filme

“Mate ou Morra” é visualmente dinâmico e tem ritmo de jogo de ação: cortes rápidos, ângulos ousados e lutas cronometradas. Mas o que dá peso à narrativa é justamente o coração por trás do caos. Roy, entre mortes e fugas, descobre que salvar a si mesmo pode significar salvar o mundo — ou, pelo menos, as pessoas que ainda ama.

Sob a direção enérgica de Carnahan, o filme questiona até que ponto somos reféns de nossas escolhas e se é possível reescrever o próprio destino, mesmo que a cada tentativa o preço pareça mais alto.

Para assistir e reassistir

Se você perder a exibição na Record TV, não se preocupe. “Mate ou Morra” também está disponível em outras plataformas: pode ser alugado no Prime Video, assistido por streaming no Telecine, ou encontrado no catálogo da Netflix. Um prato cheio para quem gosta de ação com cérebro — e alma.

Alan Ritchson revela os bastidores intensos de “Reacher” após acidente durante gravações da 4ª temporada

Um olho roxo, um post bem-humorado e um alerta silencioso sobre o que é ser um herói fora das telas. Foi assim que os fãs de Reacher foram surpreendidos esta semana: Alan Ritchson, protagonista da série de ação da Amazon Prime Video, apareceu em seu perfil oficial no Instagram com um hematoma evidente logo acima do olho esquerdo. A legenda? Uma mistura de ironia e franqueza: “Sim, estou com um pequeno roxo. Filmar Reacher tem sido difícil este ano.” As informações são da CNN.

Para quem acompanha de perto a carreira de Ritchson, o post não causou exatamente espanto — preocupação, talvez. Afinal, essa não é a primeira vez que o ator se machuca no set. Em março, durante a gravação de uma sequência da terceira temporada, ele chegou a ficar inconsciente após ser arremessado violentamente contra uma mesa de madeira. A decisão de gravar sem dublê partiu dele, mesmo após alertas da equipe técnica.

A nova lesão, apesar de menos grave, é mais uma cicatriz num corpo que virou palco real da ação que tantas vezes admiramos na ficção. E levanta uma questão que vai além do entretenimento: até onde vale se doar por completo por um personagem?

Não é só interpretação. É entrega.

Alan Ritchson é do tipo que não gosta de meias medidas. Quem o conhece nos bastidores diz que ele é metódico, dedicado e, sobretudo, obstinado. Ele vive Jack Reacher com o corpo todo — literalmente. E essa escolha tem deixado marcas visíveis ao longo das temporadas.

“Quero que as pessoas sintam que aquilo poderia acontecer de verdade. Que vejam o suor, o sangue, a dor… porque ela existe”, disse ele numa entrevista meses atrás. E, olhando para o hematoma recente, dá pra dizer que ele está conseguindo.

Ao longo das gravações da quarta temporada, a palavra que mais tem se repetido entre a equipe é “exaustão”. A temporada está mais física, mais crua, mais intensa. Ritchson, aos 42 anos, ainda mantém a forma invejável que o ajudou a conquistar o papel. Mas os limites do corpo começam a pesar — e os sinais aparecem em postagens que tentam disfarçar a dor com humor.

“É só um roxinho”, escreveu ele. Mas os olhos atentos dos fãs sabem que, por trás da brincadeira, existe cansaço. Existe esforço. Existe o peso de uma série que exige tudo de seu protagonista.

Reacher: uma série que não faz concessões

Lançada em fevereiro de 2022, Reacher se tornou rapidamente uma das séries de ação mais populares do catálogo da Amazon Prime Video. Baseada nos livros de Lee Child, a produção trouxe para as telas o personagem Jack Reacher em sua versão mais próxima da literatura: um ex-policial militar imponente, solitário, impiedoso com criminosos e dotado de um senso de justiça que não se curva.

Se nos filmes estrelados por Tom Cruise o personagem foi reinterpretado com uma abordagem mais técnica e tática, em Ritchson o público encontrou a brutalidade física descrita nos livros. E essa fidelidade virou diferencial.

A primeira temporada, baseada em Dinheiro Sujo (1997), apresentou Reacher chegando à fictícia cidade de Margrave, na Geórgia, onde é preso injustamente por assassinato. A trama rapidamente se desenrola numa teia de corrupção, violência e segredos. Foi o bastante para que a série ganhasse uma legião de fãs — e a Amazon, claro, não perdeu tempo: renovou a produção apenas três dias após a estreia.

Subindo o nível a cada temporada — e o risco também

A segunda temporada estreou em dezembro de 2023 e adaptou o livro Bad Luck and Trouble. Ali, Reacher se vê diante de um novo mistério envolvendo seus antigos companheiros de unidade especial. Mais combates. Mais riscos. Mais intensidade.

Mas foi a terceira temporada, lançada em fevereiro de 2025, que elevou ainda mais a aposta. Baseada em Persuader, o sétimo livro da série, ela exigiu do ator a atuação mais física até então. Reacher se infiltra no submundo para resgatar um informante mantido por um velho inimigo — o que rendeu cenas de luta extremamente coreografadas e tomadas arriscadas.

Foi nessa temporada que Ritchson perdeu a consciência ao gravar uma cena. “Quis fazer eu mesmo, sem dublê. Sabia que era perigoso, mas queria que fosse real”, revelou ele em um podcast semanas depois. O susto foi grande, mas não o suficiente para fazê-lo mudar de abordagem.

Agora, com a quarta temporada em andamento, a preocupação volta à tona. O novo hematoma é mais um lembrete de que o ator está pagando um preço alto pela autenticidade.

A pressão invisível de ser um “homem de aço”

Não é só o corpo que sofre. Existe uma pressão silenciosa sobre Alan Ritchson para manter uma imagem de força absoluta. O personagem Reacher não chora, não se abala, não recua. E isso, vez ou outra, parece transbordar para o homem que o interpreta.

“Existe uma cobrança constante para ser o cara durão. E às vezes isso machuca mais por dentro do que por fora”, disse Ritchson em uma live durante o lançamento da terceira temporada. “Já tive crises de ansiedade antes das gravações. Já me perguntei se eu estava à altura.”

Essa vulnerabilidade raramente vem à tona nos posts ensaiados das redes sociais. Mas está lá. Às vezes escondida sob um emoji de risada. Às vezes marcada na pele em forma de hematoma.

Do anonimato ao protagonismo: quem é Alan Ritchson

Antes de ser Reacher, Alan Ritchson já tinha uma trajetória cheia de altos e baixos. Ele começou a carreira como modelo e cantor, mas foi na televisão que encontrou sua vocação. Passou por séries como Smallville (onde interpretou o Aquaman), Blue Mountain State e Titans (como Rapina), sempre com papéis que exigiam mais do físico do que da emoção.

Foi em Reacher, no entanto, que ele encontrou o papel da vida. Um personagem à altura de sua estatura, mas também do seu talento. A série o colocou no centro das atenções, rendeu indicações a prêmios, propostas para novos filmes — como Velozes e Furiosos 10 — e, principalmente, uma conexão emocional com o público.

A quarta temporada ainda está por vir — e cheia de expectativa

A Amazon ainda não anunciou uma data oficial para a estreia da nova temporada, mas a expectativa é de que ela chegue ao catálogo no primeiro semestre de 2026. Enquanto isso, as gravações continuam — com ou sem hematomas.

Nos bastidores, a equipe já estuda formas de proteger mais o ator sem comprometer a estética realista da série. “Ele é cabeça dura. Quer fazer tudo. Mas estamos tentando encontrar um meio-termo”, comentou um dos produtores que preferiu não se identificar.

Se depender de Ritchson, ele vai até o limite. “Estou inteiro. Só um pouco roxo. Nada que um café forte e um pouco de gelo não resolvam”, disse ele em tom leve, durante um bate-papo com fãs.

“Reacher” além do entretenimento: por que essa série nos prende tanto?

Talvez Reacher funcione tão bem porque resgata uma fantasia que muitos têm: a de que ainda existem heróis dispostos a lutar, mesmo quando a batalha parece perdida. E Alan Ritchson, com seu corpo em constante risco, personifica essa ideia melhor do que qualquer CGI.

Ver seus ferimentos é, de certa forma, um lembrete de que ainda há verdade por trás das telas. Que por trás do figurino impecável e das coreografias milimetricamente ensaiadas, existe um ser humano disposto a se machucar — não por vaidade, mas por autenticidade.

Mia Carragher, filha de Jamie Carragher, assume papel de Katniss Everdeen em nova adaptação teatral de “Jogos Vorazes”

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Você se lembra da primeira vez em que ouviu falar de Katniss Everdeen? Talvez tenha sido em um trailer com arco e flecha, talvez no silêncio da sala de cinema ao som de “The Hanging Tree”, ou então nas páginas do livro, com uma garota de trança saindo de casa para enfrentar o impossível. Aquela personagem que não queria ser heroína, mas acabou inspirando uma revolução — dentro e fora da ficção.

Pois é. Katniss está voltando. Mas não do jeito que você imagina.

Do futebol ao palco: conheça a nova intérprete da protagonista que mudou tudo

Mia Carragher tem 20 e poucos anos, sotaque britânico e uma história de vida bem diferente da de Katniss. Filha do ex-jogador do Liverpool Jamie Carragher, ela cresceu cercada de holofotes — mas por outros motivos. O sobrenome, conhecido nos gramados, agora ganha destaque nos palcos. Mia acaba de ser escolhida para viver Katniss Everdeen na adaptação teatral “The Hunger Games on Stage”, que estreia em outubro, em Londres.

A peça será encenada no Troubadour Canary Wharf Theatre, um dos espaços mais modernos da capital britânica, com direito a efeitos especiais de última geração, som 360° e, claro, muito fogo.

Para muitos fãs, é uma escolha surpreendente. Mia tem pouca experiência em atuação — seu principal trabalho até agora foram dois episódios da série britânica The Gathering. Mas talvez seja justamente isso que dê um charme à escolha. Afinal, Katniss também não foi treinada para ser símbolo de nada. Ela apenas sobreviveu. E talvez Mia também vá nos conquistar assim: com verdade.

“Eu sei que tem muita gente com grandes expectativas… e isso assusta”, disse Mia em uma entrevista recente. “Mas estou disposta a mergulhar nessa personagem que representa tanta coisa para tantas pessoas. Ela não é só uma heroína. Ela é uma cicatriz viva.”

É uma fala forte. E verdadeira.

Enquanto isso, do outro lado do oceano… as câmeras começam a rodar novamente em Panem

Se nos palcos Katniss volta ao início de sua trajetória, nas telas voltamos ainda mais no tempo. Começaram neste mês, nos Estados Unidos, as gravações de “Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita”, o novo filme da franquia. Uma prequela da trilogia original, a produção é baseada no livro homônimo lançado este ano por Suzanne Collins — autora que não cansa de revisitar Panem com olhos cada vez mais críticos.

O filme, que chega aos cinemas em novembro de 2026, será dirigido por Francis Lawrence (o mesmo de Em Chamas e A Esperança) e tem no elenco nomes que prometem — e muito: Joseph Zada como o jovem Haymitch Abernathy, Whitney Peak, Mckenna Grace, Maya Hawke, Jesse Plemons, Elle Fanning, Kieran Culkin, e até o lendário Ralph Fiennes, como o Presidente Snow.

Sim, esse mesmo Snow que transformou os Jogos numa ferramenta de controle, aqui aparece em uma fase anterior — ainda consolidando seu poder, ainda aprendendo a manipular.

O Massacre Quaternário: onde a esperança foi rasgada

“Amanhecer na Colheita” se passa durante o 50º Jogos Vorazes, também conhecido pelos fãs como o Massacre Quaternário — uma versão ainda mais cruel do torneio, com o dobro de tributos enviados à arena. Para quem já viu Katniss enfrentar horrores no campo de batalha, prepare-se: o trauma de Haymitch pode ser ainda mais brutal.

Neste filme, vamos acompanhar a origem do cansaço nos olhos daquele mentor beberrão, que carregava nas costas um passado que ele nunca revelou por inteiro. Agora, vamos ver o que ele enfrentou — e o que perdeu.

Haymitch, aqui, é jovem, corajoso, impetuoso. E o mundo ainda está cheio de gente que acredita no sistema, que obedece às regras. Mas o Massacre vai mudar tudo. Para sempre.

Um elenco jovem, potente e promissor

Se “Jogos Vorazes” sempre foi sobre juventude forçada a crescer cedo demais, o novo elenco faz jus a esse legado. É um time diverso, com nomes que já brilharam (e ainda vão brilhar) muito:

O elenco do novo filme é um verdadeiro mosaico de talentos da nova geração e nomes já consagrados, reunidos para dar vida a um capítulo sombrio da história de Panem. Joseph Zada, conhecido por seu trabalho intenso em The Last Border (2023), assume o papel de Haymitch Abernathy em sua juventude, enfrentando seus primeiros traumas na arena. Ao seu lado, a promissora Whitney Peak (Gossip Girl, Hocus Pocus 2) interpreta Lenore Dove Baird, uma tributo com espírito inquieto. Mckenna Grace (A Maldição da Residência Hill, Ghostbusters: Mais Além) vive a sensível e corajosa Maysilee Donner, enquanto Jesse Plemons (Ataque dos Cães, Black Mirror) dá profundidade ao jovem Plutarch Heavensbee, já envolvido nos bastidores do poder. Completam o elenco a carismática Maya Hawke (Stranger Things, Rua do Medo), o versátil Kelvin Harrison Jr. (Elvis, Waves), a veterana Lili Taylor (Invocação do Mal, Six Feet Under), o irreverente Kieran Culkin (Succession), o promissor Ben Wang (American Born Chinese), e os consagrados Elle Fanning (The Great, Malévola) como uma jovem Effie Trinket, e Ralph Fiennes (O Menu, Harry Potter) no papel do astuto Presidente Snow. Uma reunião de nomes que, juntos, prometem incendiar novamente a tela com drama, tensão e humanidade.

Suzanne Collins e a eterna ferida chamada Panem

A escritora já deixou claro, em diversas entrevistas, que Panem é uma metáfora — sempre foi. E se o primeiro livro falava sobre guerra e trauma, Amanhecer na Colheita aprofunda o desconforto: fala de memória, de manipulação, de um sistema que se reinventa para permanecer cruel. Em tempos em que o autoritarismo se esconde sob novas máscaras, Collins nos lembra: a distopia está sempre à espreita.

E o que isso tudo significa para os fãs?

Significa que não estamos prontos para deixar Panem.

Mesmo depois de tantos anos, algo naquele mundo ainda fala com a gente. A injustiça, a opressão, a coragem silenciosa, o medo, a força de quem não pediu para lutar, mas lutou assim mesmo. Seja nos olhos firmes de Mia no palco ou no suor do jovem Haymitch na arena, essa história ainda pulsa. E ainda machuca.

Mas também inspira. Porque “Jogos Vorazes” nunca foi apenas sobre lutar. Foi sobre resistir. Sobre dizer “não”. Sobre desafiar o que parecia imutável.

Profissão Repórter desta terça (05/08) revela o poder oculto do SUS em meio ao caos da emergência e da alta complexidade

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Há uma pulsação invisível que mantém o Brasil em pé. Ela corre entre corredores frios, no compasso apressado dos plantões, no ranger das macas, no toque das sirenes, na espera silenciosa de quem teme não voltar para casa. Essa pulsação tem nome: SUS.

No episódio que será exibido na terça-feira, 5 de agosto de 2025, o Profissão Repórter levará o telespectador para dentro de dois universos que raramente serão mostrados com profundidade: o da emergência hospitalar, onde cada segundo valerá uma vida, e o da medicina de alta complexidade oferecida gratuitamente em hospitais públicos. O resultado será um retrato visceral do Brasil que lutará para respirar – e conseguirá, contra todas as probabilidades.

Sob o olhar atento de Caco Barcellos e das repórteres Talita Marchiori e Nathalia Tavolieri, o programa percorrerá mais de 40 horas dentro do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, na Baixada Fluminense, e no Instituto Estadual do Cérebro (IEC), no centro do Rio de Janeiro. Em ambos os casos, o que se revelará será mais do que uma reportagem: será uma aula de resistência, tecnologia e humanidade.

No limite do caos: o pronto-socorro que salva 1.500 vidas em quatro dias

À primeira vista, o Hospital Adão Pereira Nunes parecerá um retrato do caos. A recepção fervilhará. As ambulâncias chegarão em fila. Os corredores parecerão não ter fim. Em apenas quatro dias de gravação, mais de 1.500 atendimentos serão realizados – todos de urgência, todos com potencial risco de morte.

Mas bastará atravessar as portas da emergência para perceber que, por trás da aparente desordem, haverá um sistema funcionando com precisão quase cirúrgica. Em uma madrugada especialmente crítica, as equipes médicas se desdobrarão para atender quatro pacientes em estado gravíssimo ao mesmo tempo: duas idosas em parada cardíaca e dois jovens baleados. Treze profissionais entrarão em ação. Cada segundo importará.

“Às vezes, será como se estivéssemos dentro de um avião em queda livre e, ao mesmo tempo, tentando consertar o motor com as próprias mãos”, relatará a médica intensivista Gleicy Mantovani. “Mas quando a gente vir um paciente sair daqui andando… tudo terá valido a pena.”

Entre os casos que a reportagem acompanhará, estará o da empresária Stefany da Sylva Soares, que chegará ao hospital com perfurações por arma de fogo após um atentado. Seu marido, que também terá sido alvejado, não resistirá. “Eu achei que não sairia dali viva. Serei salva pela rapidez da equipe médica. Serão anjos”, dirá ela, ainda visivelmente abalada.

Durante o período de gravação, 12 pessoas não resistirão aos ferimentos. A morte, no Adão Pereira Nunes, será uma presença constante. Mas ela não ditará as regras. A cada plantão, centenas de profissionais lutarão para empurrar a linha entre a vida e a morte um pouco mais adiante.

Cirurgias que custam mais de R$ 100 mil – e são feitas de graça

O programa também acompanhará de perto os setores de cirurgia eletiva, onde serão realizados procedimentos de altíssimo custo, totalmente gratuitos. Em um país em que a fila para cirurgias públicas poderá ultrapassar anos de espera em algumas regiões, o Adão Pereira Nunes se destacará como uma exceção – e uma esperança.

O hospital realizará cerca de duas mil cirurgias por mês, algumas delas avaliadas em mais de R$ 100 mil se fossem feitas na rede privada. Reconstruções ósseas complexas, operações ortopédicas de alta precisão, neurocirurgias delicadas – tudo será financiado com recursos do SUS, em um esforço que movimentará R$ 35 milhões por mês, segundo o diretor da unidade, Thiago Resende.

“Será um trabalho que exigirá não só estrutura, mas uma rede de profissionais comprometida com o que faz. Aqui, o paciente não será um número. Será alguém que merecerá voltar para casa com dignidade”, afirmará ele.

Com uma equipe composta por 700 médicos e 3.200 profissionais da saúde, o hospital se transformará, diariamente, em um campo de batalha pela vida. E, em muitos casos, vencerá.

Do útero à neurocirurgia: o IEC e a medicina de fronteira no SUS

Enquanto o Adão Pereira Nunes representa a linha de frente da urgência, o Instituto Estadual do Cérebro (IEC) revela outra face do SUS: a da medicina sofisticada, silenciosa, feita com bisturi e tecnologia de ponta.

A repórter Nathalia Tavolieri acompanhou plantões no centro especializado em neurocirurgias, onde são realizadas cerca de 200 operações por mês – todas de altíssima complexidade. Lá, é possível encontrar um tipo de cirurgia raríssima: a correção intrauterina de mielomeningocele, uma má-formação da coluna em fetos. O procedimento é feito com o bebê ainda no útero, reduzindo os impactos da condição para a vida toda.

“É algo que poucas equipes no mundo realizam com segurança. Aqui conseguimos fazer isso pelo SUS”, afirma a neurocirurgiã responsável pelo procedimento.

Outro momento impressionante é a realização da talamotomia, uma cirurgia realizada com o paciente acordado, utilizada para reduzir os tremores causados pelo Parkinson. As imagens mostram o paciente conversando com os médicos enquanto parte de seu cérebro é operada. O procedimento exige precisão absoluta – e uma dose generosa de empatia.

“É como entrar no cérebro de alguém pedindo licença”, resume um dos médicos, emocionado.

Entre estatísticas e nomes: o jornalismo que escuta o SUS

O maior trunfo do episódio estará, talvez, na forma como o Profissão Repórter se recusará a tratar seus personagens como números. Stefany, a empresária baleada; o rapaz de 19 anos que sobreviverá após múltiplos disparos; a mãe que verá o filho operado sair andando; o paciente com Parkinson que reencontrará a própria voz… todos terão nome, rosto, história.

Ao longo da reportagem, Caco Barcellos e sua equipe não apenas documentarão. Eles escutarão, sentirão, devolverão humanidade ao sistema muitas vezes retratado apenas como burocrático ou falho.

“Nós não viremos aqui para esconder a dor. Viremos para mostrar que, apesar dela, existirá beleza, competência e solidariedade”, dirá Caco em uma das entrevistas de bastidores. “O SUS será um dos maiores projetos de saúde pública do mundo. E precisará ser defendido como tal.”

Quando o SUS dá certo, todo o Brasil ganha

O episódio irá além da denúncia. Ele também será celebração. Ao mostrar exemplos de excelência no serviço público, a reportagem sublinhará uma verdade incômoda: será possível fazer saúde pública de qualidade no Brasil. E isso acontecerá – ainda que silenciosamente, ainda que sob o peso de orçamentos insuficientes e estruturas saturadas.

Se hospitais como o Adão Pereira Nunes e o IEC conseguirem funcionar em alto nível, por que não multiplicar esse modelo? O que faltará será investimento, valorização profissional, políticas de continuidade. O que sobrará, em muitos lugares, será vontade – e isso já será meio caminho andado.

A urgência de reconhecer o que é nosso

Em um país marcado por desigualdades, o Profissão Repórter prestará um serviço fundamental: mostrará que o que teremos de mais valioso poderá estar ao alcance de todos – se houver vontade política e pressão da sociedade.

O SUS será, em essência, um pacto coletivo. Um acordo nacional de que todas as vidas importarão, independentemente do CEP, do sobrenome ou do saldo bancário. O episódio de terça-feira será uma lembrança vívida disso. Uma afirmação de que, mesmo quando tudo parecer ruir, ainda haverá algo no Brasil que funcionará – e muito bem.

Jay Kelly | Netflix revela trailer de novo drama com George Clooney e Adam Sandler

Foto: Reprodução/ Internet

A Netflix lançou na manhã desta terça, 5 de agosto, o aguardado primeiro trailer de Jay Kelly, novo longa-metragem escrito e dirigido por Noah Baumbach, com estreia limitada nos cinemas marcada para 20 de novembro de 2025 e lançamento global na plataforma para 5 de dezembro. Estrelado por George Clooney e Adam Sandler, o drama promete ser uma das obras mais sensíveis e maduras da temporada, refletindo sobre identidade, afeto, paternidade e o peso invisível que a fama pode carregar ao longo do tempo. Abaixo, confira o vídeo:

O longa, coescrito por Baumbach e Emily Mortimer, é uma viagem — literal e emocional — por paisagens europeias e memórias fragmentadas. Jay Kelly, interpretado por Clooney, é um astro de cinema em fase de declínio, cuja imagem pública já não acompanha seu esgotamento pessoal. Ao lado de Ron (Sandler), seu empresário e confidente há décadas, ele embarca em uma turnê promocional que se transforma, pouco a pouco, em uma travessia existencial sobre o que ficou para trás — e o que ainda pode ser resgatado.

A desconstrução do ícone: um astro sob a luz e à sombra

Clooney, conhecido por interpretar homens carismáticos, articulados e quase sempre no controle das situações, mergulha aqui em um papel mais introspectivo e emocionalmente desgastado. Jay Kelly não é apenas um ator em busca de reaparecer para o público, mas alguém que precisa, antes de tudo, reaparecer para si mesmo. Ao seu lado, Ron (Sandler) serve como espelho, suporte e, por vezes, espinho — representando o passado fiel, mas também cúmplice de silêncios e omissões.

O que poderia ser apenas uma road trip entre dois amigos se revela, sob o olhar refinado de Baumbach, uma meditação sobre as consequências de vidas dedicadas à imagem e ao controle da narrativa. Jay foi, durante décadas, o protagonista não só de filmes, mas também de sua própria mitologia. Agora, aos poucos, esse mito precisa ser desmontado para que o homem por trás dele possa emergir — mesmo que já tarde demais para certos reparos.

Baumbach e sua poética da crise silenciosa

Noah Baumbach, que construiu sua carreira escavando os desconfortos íntimos de famílias e casamentos disfuncionais (A Lula e a Baleia, História de um Casamento), parece dar um novo passo com Jay Kelly. Se antes seus personagens eram definidos por embates diretos e diálogos afiados, aqui o conflito se mostra mais sutil, mais contido — mas não menos devastador.

O diretor se interessa, mais uma vez, pelos homens em ruínas emocionais, por aqueles que sustentaram durante muito tempo papéis públicos enquanto deixavam suas relações pessoais desmoronarem. Jay Kelly, nesse sentido, é irmão de tantos outros personagens do universo de Baumbach — mas com uma camada adicional: o peso do estrelato, da celebridade e da necessidade de manter uma narrativa externa coerente mesmo quando tudo dentro está em colapso.

Foto: Reprodução/ Internet

Um filme sobre o que não foi dito

A força do roteiro, segundo declarações do próprio Baumbach, está menos nos grandes acontecimentos e mais nos silêncios que os cercam. As imagens divulgadas mostram Jay e Ron circulando por hotéis luxuosos, salas de entrevista, ruas vazias, trens europeus — sempre acompanhados de uma melancolia que parece envolver tudo ao redor. O passado não retorna em flashbacks, mas nos olhares, nos gestos contidos, nas conversas interrompidas.

É nesse tempo suspenso entre o glamour e a decadência que o filme constrói seu espaço. Ron, vivido com contenção por Adam Sandler, é o típico personagem que está sempre presente, mas raramente visto. Ele não apenas administra a carreira de Jay — ele também gerenciou, por anos, seus silêncios, suas ausências como pai, marido e ser humano.

Estreia dupla de Clooney e Sandler no mundo de Baumbach

Apesar de já terem flertado com o drama em outras ocasiões, Clooney e Sandler entram aqui em terreno inédito. É a primeira vez que trabalham sob a direção de Baumbach, e ambos parecem encontrar na contenção exigida pelo roteiro um campo fértil para atuações profundas e dolorosamente humanas.

George Clooney, que nos últimos anos tem se dedicado mais à direção e produção, retorna à frente das câmeras com um personagem que parece dialogar diretamente com sua própria trajetória pública. Jay Kelly carrega não apenas a exaustão do personagem, mas também uma autoconsciência melancólica de quem sabe que está interpretando um tipo de versão distorcida de si mesmo.

Adam Sandler, por sua vez, volta a explorar seu lado dramático — já revelado em Joias Brutas (2019) e Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe (também de Baumbach). Ron é discreto, mas emocionalmente carregado. Sua fidelidade a Jay, ao longo dos anos, é tão genuína quanto inquietante.

Elenco de apoio como extensão da psique de Jay

O restante do elenco funciona como peças de um quebra-cabeça emocional que Jay não consegue mais montar. Laura Dern, uma das parceiras recorrentes de Baumbach, deve interpretar uma figura central do passado afetivo de Jay — talvez uma ex-esposa ou uma antiga colaboradora que carrega feridas ainda abertas.

Riley Keough e Eve Hewson aparecem como filhas distantes ou mulheres que cruzaram a vida de Jay sem que ele tivesse realmente estado presente. A presença de nomes como Billy Crudup, Patrick Wilson, Jim Broadbent e Isla Fisher sugere uma colcha de retalhos emocional, onde cada personagem traz um pedaço do que Jay foi — ou fingiu ser.

Emily Mortimer, coautora do roteiro, também atua no filme. Sua participação tem sido mantida em sigilo, o que alimenta a especulação de que ela seja a âncora emocional da trama — talvez a única capaz de confrontar Jay com um espelho verdadeiro.

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