A Queda do Céu chega aos cinemas brasileiros: Um chamado urgente para ouvir e enxergar os Yanomami

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Chega nesta quinta-feira, 20 de novembro, aos cinemas de diversas capitais e cidades brasileiras, o documentário “A Queda do Céu”, obra dirigida por Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, baseada no livro de mesmo nome escrito pelo xamã Yanomami Davi Kopenawa e pelo antropólogo Bruce Albert. Depois de uma trajetória internacional arrebatadora, marcada por 25 prêmios e exibição em mais de 80 festivais ao redor do mundo, o filme finalmente estreia no país onde sua mensagem é mais urgente — e onde seu impacto pode ser transformador.

A chegada do longa ao circuito nacional, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Poços de Caldas, Recife, Salvador, Sorocaba e Vitória, representa mais do que uma distribuição ampla: é a tentativa de aproximar o Brasil de uma realidade que sempre existiu, mas que muitos ainda desconhecem. “A Queda do Céu” não é apenas cinema — é testemunho, denúncia, espiritualidade e convite.

Um filme guiado pela sabedoria Yanomami

Filmado ao longo de um período intenso de convivência com a comunidade de Watorikɨ, o documentário acompanha Davi Kopenawa durante o ritual Reahu, um dos mais importantes da cultura Yanomami, voltado à cura, à despedida e à continuidade da vida. A câmera observa com delicadeza, respeitando tempos, ritmos e silêncios. Não há pressa em explicar: há espaço para sentir.

É justamente essa escolha estética e ética que dá ao filme seu caráter imersivo. O espectador entra em contato com o pensamento Yanomami não como espectador distante, mas como visitante convidado a ouvir. E ouvir, aqui, significa encarar a gravidade do momento: o garimpo ilegal que avança, as doenças que retornam, os rios contaminados, a floresta ferida.

Kopenawa, como tem feito há décadas, traduz para o mundo o impacto espiritual dessa destruição. Para os Yanomami, quando a floresta adoece, não é apenas o território que sofre. O céu, sustentado pelos seres espirituais e pelo equilíbrio da natureza, ameaça cair. A metáfora é literal, profunda e atravessa todo o longa.

Da COP30 ao grande público

Antes de chegar aos cinemas brasileiros, o filme teve uma exibição especial na COP30, onde foi recebido como uma obra essencial para compreender a crise humanitária que atinge os Yanomami e a dimensão global do problema ambiental. Enquanto líderes mundiais discutem políticas de preservação, “A Queda do Céu” mostra, com sensibilidade e contundência, o que acontece quando a floresta deixa de ser vista como lar e passa a ser tratada como recurso.

Uma trajetória internacional de respeito e impacto

A estreia mundial na Quinzena dos Realizadores de Cannes marcou o início de uma jornada que levou o documentário a países de todos os continentes. A obra conquistou prêmios importantes em festivais como:

  • DOC NYC (EUA) – Grande Prêmio do Júri
  • DMZ Docs (Coreia do Sul) – Prêmio Especial do Júri
  • Festival do Rio (Brasil) – Melhor Som e Melhor Direção de Documentário
  • GIFF (México) – Melhor Documentário Internacional
  • DocLisboa (Portugal) – Prêmio Fundação INATEL
  • Bozcaada EcoFilm Festival (Turquia) – Prêmio Principal Fethi Kayaalp

A recepção crítica também impressiona: o longa mantém 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, um feito raro até mesmo entre produções internacionais.

A crítica internacional reconhece a força da obra

Em sua análise no The New York Times, a jornalista Devika Girish descreveu o filme como “um lembrete doloroso de que os Yanomami resistem a invasões há mais de um século”. Para ela, um dos momentos mais marcantes é quando um ancião encara a câmera e pede aos diretores: “Parem de nos incomodar. Contem isso aos brancos.”

Outros críticos reforçaram essa visão:

  • Jason Gorber (POV Magazine) destacou o ritmo contemplativo e coerente com a espiritualidade Yanomami.
  • Ankit Jhunjhunwala (The Playlist) elogiou o mergulho profundo na vida da comunidade.
  • Carlos Aguilar (Variety) chamou o filme de “uma das obras documentais mais necessárias da memória recente”.

O que significa o filme estrear no Brasil agora

A chegada de “A Queda do Céu” aos cinemas brasileiros é mais do que o encerramento de um ciclo de festivais. Ela simboliza a devolução de uma conversa ao seu território original. É a oportunidade para que brasileiros de diferentes regiões se encontrem com uma narrativa que, apesar de fazer parte da história nacional, raramente ganha espaço no audiovisual. O filme possui classificação indicativa de 12 anos, o que permite que jovens também tenham acesso a essa discussão — essencial em um momento em que a pauta indígena, ambiental e humanitária pede atenção urgente.

Cruel Istambul | Resumo semanal da novela de 22/10 a 24/10

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Capítulo 033 da novela Cruel Istambul de Quarta-feira, 22 de outubro
Cemre toma coragem e decide compartilhar com Nedim os segredos mais dolorosos de sua vida, revelando as dificuldades que enfrentou ao lado do pai e os traumas que ainda carrega. A conversa é marcada por emoção e cumplicidade, e Nedim se comove ao enxergar a força e a fragilidade da jovem. Enquanto isso, Neriman confidencia a Ceren que toda a fortuna dos Karaçay pertence, na verdade, ao sobrinho de Agah, despertando nela uma mistura de inveja e ambição. Determinada a conquistar independência, Cemre consegue um emprego simples em um hotel e tenta recomeçar sozinha, sem imaginar os desafios que virão. Para proteger o nome da família, Damla manipula repórteres e distorce fatos, enquanto Seher faz um apelo público desesperado pelo retorno da filha. Em segredo, Cenk procura Cemre e tenta se aproximar dela, ao mesmo tempo em que Nedim insiste para que a moça volte à mansão, acreditando que lá estará em segurança. Dividida entre o amor e o desejo de liberdade, Cemre não percebe que seus passos estão sendo vigiados — e que o perigo está mais próximo do que imagina.

Capítulo 034 – Quinta-feira, 23 de outubro
Vivendo dias de angústia e tensão, Cemre teme ser reconhecida e denunciada, enquanto Agah, cada vez mais desconfiado, acusa Civan de envolvimento em sua fuga. O clima na mansão se torna insustentável, e novas brigas abalam ainda mais a família. Pressionada por Seniz, Ceren acaba mentindo em seu depoimento e coloca a culpa em Seher pelo desaparecimento da irmã, o que destrói o pouco de paz que restava. Damla tenta intervir e defender Civan, mas a situação escapa ao controle. No hotel, o proprietário reconhece Nedim e ameaça entregá-lo às autoridades, deixando Cemre em pânico. Nesse momento, Cenk reaparece com a intenção de ajudá-la, mas sua presença só aumenta a confusão. A tragédia se aproxima quando Nedim é roubado, perdendo dinheiro e documentos, e o casal fica sem meios de sobrevivência. Enquanto isso, Ceren começa a sentir o peso das mentiras que contou: recusa comida, isola-se e mergulha em um colapso emocional, atormentada pela culpa de ter destruído a própria mãe e rompido o laço com suas irmãs.

Capítulo 035 da novela Cruel Istambul de Sexta-feira, 24 de outubro
Arrasada pelo remorso, Ceren perde o controle e se desespera ao perceber o quanto feriu a própria família com suas mentiras. Ao mesmo tempo, Cemre e Nedim planejam uma fuga ao cair da noite, mas são surpreendidos quando o dono do alojamento os ameaça, exigindo dinheiro em troca de silêncio. Sem opções, Cemre decide se entregar à polícia para proteger Nedim, mesmo que isso custe sua liberdade. Antes que consiga agir, um incêndio repentino toma conta do local, prendendo Nedim entre as chamas. Em um ato heróico, Cenk surge e salva o primo, arriscando a própria vida. No hospital, Agah acompanha angustiado o estado de saúde de Nedim, enquanto Cemre é detida como principal suspeita de provocar o acidente. Tomado pela dúvida, Agah começa a perceber que os acontecimentos não são fruto do acaso. Um informante o alerta de que Seniz e Cenk podem estar envolvidos em uma trama perigosa, e o patriarca, abalado, sente que sua família está prestes a desmoronar sob o peso das mentiras e traições que cercam os Karaçay.

Zootopia 2 ganha trailer dublado com retorno das vozes brasileiras e novos personagens adoráveis

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Foto: Reprodução/ Internet

A cidade dos bichos mais amada do cinema está de volta! A Disney lançou na manhã desta segunda-feira (4) o novo trailer dublado de Zootopia 2, e os fãs já estão em festa. O vídeo, que você pode conferir logo abaixo, traz de volta a energia vibrante, o humor afiado e aquele toque de emoção que marcaram o primeiro filme — e, claro, mostra que Judy Hopps e Nick Wilde continuam sendo uma das duplas mais carismáticas das animações modernas.

E a boa notícia para o público brasileiro é que as vozes originais da dublagem nacional estão confirmadas: Rodrigo Lombardi (Verdades Secretas e Velho Chico) retorna como o malandro e irresistível Nick Wilde, enquanto Monica Iozzi (Vossa Excelência e A Dona do Pedaço) volta a dar vida à corajosa coelha Judy Hopps. Mas não para por aí — o elenco de vozes ganhou dois reforços de peso: Danton Mello (A Grande Família e Um Lugar ao Sol) e Thaila Ayala (Malhação e O Matador), que farão suas estreias em produções da Disney. Mello será o carismático Gary, a Cobra, e Thaila interpretará a divertida e excêntrica Dra. Fuzzby, uma quokka cientista que promete arrancar boas risadas do público.

O retorno a uma cidade cheia de diversidade

A sequência chega quase uma década depois do sucesso estrondoso do primeiro filme, lançado em 2016, e que se tornou um verdadeiro fenômeno mundial. Misturando aventura, comédia e uma boa dose de crítica social, o filme conquistou corações e levou o Oscar de Melhor Animação, além de arrecadar mais de US$ 1 bilhão nas bilheteiras.

Agora, no novo filme, o público vai reencontrar Judy e Nick em uma nova fase de suas carreiras como policiais — e, claro, prontos para enfrentar mais uma missão maluca. O trailer sugere que a dupla será envolvida em um mistério que ameaça a harmonia da cidade, e que vai levá-los a lugares que nunca exploraram antes. A promessa é de muita ação, piadas afiadas e aquele tipo de mensagem inspiradora que a Disney sabe entregar como ninguém.

A sequência é dirigida e roteirizada por Jared Bush, o mesmo responsável pelo primeiro filme e pelo sucesso “Encanto”. Ele divide o comando com Byron Howard, garantindo que a produção mantenha o mesmo espírito criativo e o visual deslumbrante que conquistaram o público.

Novos rostos (ou melhor, focinhos)

Além dos personagens que o público já ama, o novo filme apresenta várias figuras inéditas que devem agitar a trama. Gary, a Cobra, dublado por Danton Mello na versão brasileira (e por Ke Huy Quan, vencedor do Oscar, na versão original), surge como um personagem espirituoso e cheio de tiradas. Já a Dra. Fuzzby, dublada por Thaila Ayala (e por Quinta Brunson no original), é uma cientista maluca que parece ter a resposta — ou o problema — para tudo.

O elenco internacional também vem recheado de estrelas: Jason Bateman e Ginnifer Goodwin retornam como as vozes originais de Nick e Judy; Idris Elba volta como o impaciente Chefe Bogo; e Shakira retorna como a diva pop Gazella, que deve embalar o filme com novas músicas. A sequência ainda traz participações de Patrick Warburton, Andy Samberg, Macaulay Culkin, Brenda Song e Danny Trejo — sim, ele mesmo!

Uma cidade que continua a refletir o mundo real

O que sempre fez Zootopia se destacar foi sua maneira inteligente e leve de falar sobre temas sérios. O primeiro filme tratou de preconceito, diversidade e empatia de um jeito acessível para todas as idades — e tudo indica que a sequência vai seguir o mesmo caminho.

Em entrevistas, Jared revelou que o novo longa deve explorar as mudanças sociais dentro da própria Zootopia, mostrando como a convivência entre espécies diferentes continua sendo um desafio, mesmo depois dos eventos do primeiro filme. A ideia é mostrar que, embora o mundo evolua, ainda há muito o que aprender sobre convivência, aceitação e trabalho em equipe.

Essa mistura entre humor, aventura e reflexão sempre foi o segredo do sucesso da franquia — e é justamente o que torna “Zootopia” uma das animações mais queridas da Disney nos últimos anos.

Quando o filme chega aos cinemas?

O longa-metragem chega aos cinemas dos Estados Unidos em 26 de novembro de 2025, com estreia confirmada no Brasil e em Portugal um dia depois, em 27 de novembro de 2025. A distribuição, claro, fica por conta da Walt Disney Studios Motion Pictures.

Caldeirão com Mion Especial de Inverno deste sábado (09) recebe Vitor Kley, Marina Sena, Zaynara e Pocah

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 9 de agosto de 2025,, a cidade de Foz do Iguaçu será o cenário de um momento marcante na televisão brasileira: a despedida do programa Caldeirão com Mion especial de Inverno, da TV Globo. A produção escolheu a cidade paranaense para realizar uma edição especial, que promete reunir música, histórias emocionantes e muita energia boa, em um encontro caloroso entre artistas, apresentador e público.

Para encerrar essa passagem com chave de ouro, quatro grandes nomes da música brasileira subirão ao palco para aquecer os corações dos espectadores: Vitor Kley, Marina Sena, Zaynara e Pocah. Cada um trará seu estilo e sua história, compondo uma mistura musical diversa e cheia de significado.

O apresentador Marcos Mion conduzirá o programa com seu jeito carismático e energia contagiante, equilibrando momentos de descontração com relatos sensíveis e inspiradores. Ele permitirá que cada artista compartilhe suas trajetórias, revelando as inspirações por trás de suas músicas e mostrando o lado humano por trás do espetáculo.

A escolha de Foz do Iguaçu para essa despedida não será aleatória. Conhecida mundialmente pelas impressionantes Cataratas do Iguaçu, a cidade oferecerá uma conexão simbólica entre natureza, força e renovação — elementos que dialogam diretamente com o espírito do programa, que busca mais do que o entretenimento: quer promover a união e o afeto.

Durante as gravações, o Caldeirão de Inverno não ficará restrito ao estúdio. A produção irá explorar a cultura local, apresentando pratos típicos como a chipa e envolvendo o público em ações especiais, entre elas um emocionante pedido de casamento que certamente tocará o coração dos presentes.

Para Vitor Kley, essa participação será uma experiência repleta de sentimentos. O cantor gaúcho trará ao palco uma homenagem especial a um artista que marcou sua infância e sua relação com o pai, recentemente falecido. Ele dividirá com o público o significado profundo de suas canções, mostrando como a música pode ser uma ponte entre gerações e emoções.

Marina Sena, por sua vez, encantará com sua voz única e presença marcante. Natural de Minas Gerais, ela falará sobre a importância de manter a autenticidade e a expressão verdadeira na música, ressaltando que seu trabalho é uma forma de cura e diálogo interno.

Já Zaynara e Pocah representarão a pluralidade e a força da música brasileira contemporânea. Zaynara com sua fusão entre regional e urbano, e Pocah, símbolo do empoderamento feminino no funk, abordarão também temas importantes como representatividade e diversidade, inspirando o público a valorizar a própria voz e identidade.

Além dos shows, o programa trará o quadro Sobe o Som, onde as atrizes Priscilla Castelo Branco e Julia Rabello disputarão contra os atores Raul Gazolla e Humberto Martins numa competição divertida para adivinhar músicas com poucos instrumentos. Essa brincadeira promete momentos de risadas e descontração, mostrando que, nos bastidores, o amor pela música une a todos.

Por fim, o público poderá acompanhar cenas da Excursão Caldeirão, um passeio que revelará as belezas naturais e culturais de Foz do Iguaçu, promovendo o turismo e a valorização da região.

Assim, o programa fechará seu ciclo em Foz do Iguaçu com uma edição que promete emocionar, entreter e celebrar a arte em todas as suas formas, deixando uma marca afetiva e inesquecível tanto para a cidade quanto para os telespectadores de todo o Brasil.

Flores de Cerejeira Depois do Inverno é um romance que aquece o coração depois do frio

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Tem séries que chegam de mansinho, sem fazer barulho, e acabam deixando a gente com o coração apertado — daquele jeito bom, que mistura saudade e esperança. Flores de Cerejeira Depois do Inverno, disponível no Viki, é exatamente assim: um drama que fala baixo, mas emociona fundo.

Baseada no webtoon de Bam Woo e dirigida por Yoon Joon Ho, a produção sul-coreana de 2022 é um convite à sensibilidade. É sobre crescer, recomeçar e, principalmente, sobre descobrir o amor quando o mundo parece não saber o que fazer com ele.

Do luto ao amor — e da dor à descoberta

A história começa de forma simples e triste. Depois da morte dos pais, Seo Haebom (Ok Jin Uk) é acolhido pela família Jo, que o cria como parte da casa. Entre os filhos está Jo Taesung (Kang Hee), o garoto que vira seu melhor amigo, protetor e, aos poucos, algo mais.

Os dois crescem juntos, dividem a mesma rotina, o mesmo espaço e as mesmas inseguranças. Até que, no ensino médio, algo muda. O que antes parecia apenas carinho se transforma em um sentimento diferente — mais forte, mais assustador, e também mais bonito.

O que poderia virar um típico romance adolescente vira algo maior. A série fala de medo, de aceitação, de se sentir fora de lugar e, ainda assim, escolher o amor.

Um amor que floresce devagar

Flores de Cerejeira Depois do Inverno tem o ritmo das coisas que importam: não apressa nada. A relação entre Haebom e Taesung nasce do cuidado, dos olhares que duram um pouco mais, das palavras que eles não conseguem dizer.

E é justamente essa calma que conquista. Não tem grandes reviravoltas, nem momentos forçados — tudo é sutil, íntimo, real. A direção de Yoon Joon Ho aposta no silêncio, nas pequenas pausas, nas cenas em que o sentimento está ali, mesmo quando ninguém fala nada.

A fotografia ajuda a contar essa história com uma delicadeza absurda: o frio do inverno que vai cedendo espaço para a primavera simboliza o desabrochar do amor entre os dois. É simples e lindo — daquele tipo de beleza que a gente sente mais do que entende.

Dois atores, um só coração

Ok Jin Uk dá vida a Haebom com uma vulnerabilidade tocante. Ele é o tipo de personagem que a gente quer abraçar — tímido, retraído, mas cheio de doçura. Kang Hee, no papel de Taesung, é o contraponto perfeito: seguro por fora, confuso por dentro, dividido entre o que sente e o que acha que “deveria” sentir.

Juntos, eles criam uma química natural, quase inocente. Nada é exagerado. Quando se olham, a gente entende o que está acontecendo, mesmo sem nenhuma fala. É um amor que se comunica por gestos, e talvez seja por isso que emocione tanto.

Mais do que um BL — uma história sobre cura

Muita gente pode ver a trama apenas como um drama BL (Boys’ Love), mas ele vai muito além disso. É sobre reencontrar o calor depois do frio, sobre aprender a ser amado sem medo e sobre permitir que o outro te veja como você é — sem máscaras, sem julgamentos.

O roteiro não romantiza o sofrimento, mas mostra que o amor pode ser um refúgio, uma forma de cura. E é impossível não se ver um pouco ali: nas inseguranças, nos silêncios, na vontade de encontrar um lugar seguro no mundo.

Um final que fica com a gente

Mesmo curto (são só oito episódios), o drama deixa uma marca profunda. Quando termina, a gente percebe que Flores de Cerejeira Depois do Inverno não é apenas sobre dois garotos que se apaixonam — é sobre o que acontece quando alguém finalmente te enxerga por inteiro.

Os coadjuvantes — Lee Hyun Kyung, Cha Gun, Shin Jee Won e Eun Chae — dão leveza à trama, e ajudam a criar um ambiente acolhedor, sem vilões nem caricaturas. Tudo é humano, próximo, sincero.

Por que assistir?

Porque é o tipo de série que faz bem.
Porque lembra que o amor pode ser simples.
Porque mostra que, às vezes, basta uma pessoa acreditar em você para que o inverno acabe.

O adeus se aproxima! Capítulo final de Black Clover ganha previsão e prepara despedida emocionante

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Depois de quase uma década acompanhando batalhas intensas, rivalidades marcantes e discursos sobre nunca desistir, os fãs de Black Clover começam, enfim, a se preparar para a despedida. O mangá criado por Yūki Tabata caminha para seu capítulo final, que já tem uma previsão para acontecer. De acordo com informações repercutidas pelo site ComicBook, o encerramento da história deve chegar durante a primavera do hemisfério norte, período que corresponde ao segundo trimestre do ano. A notícia marca um momento simbólico para leitores que acompanharam a trajetória de Asta desde seus primeiros passos em um mundo que parecia não ter espaço para ele.

O arco final de Black Clover vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos dois anos e passou por mudanças importantes em seu formato de publicação. Para conseguir concluir a história da maneira que imaginava, Tabata deixou o ritmo semanal da revista Weekly Shonen Jump, da editora Shueisha, e passou a publicar a série em um novo cronograma trimestral na Jump GIGA. A decisão diminuiu a frequência de lançamentos, mas trouxe capítulos mais densos, com maior cuidado narrativo e emocional, algo que ficou evidente nos confrontos finais.

Com esse novo ritmo, os capítulos passaram a ser lançados em janelas de aproximadamente três meses. A expectativa é que três novos capítulos sejam publicados em janeiro, colocando um ponto final na batalha contra Lucius Zogratis, o principal antagonista da fase final da obra. Caso o cronograma seja mantido, Black Clover deve se despedir oficialmente dos leitores ainda no primeiro semestre do ano, encerrando uma trajetória que começou em 2015.

O último capítulo publicado deixou claro que o confronto decisivo entrou em sua fase final. Asta e Yuno, rivais desde a infância, surgem encontrando novas formas de lutar juntos contra Lucius, reforçando uma das mensagens centrais da série: ninguém chega ao topo sozinho. A luta final não representa apenas a derrota de um vilão, mas também a soma de tudo o que os personagens aprenderam ao longo do caminho, desde a força da amizade até a importância do trabalho em equipe.

Desde o início, Black Clover se destacou por contar uma história simples, mas profundamente inspiradora. A trama acompanha Asta, um jovem que nasceu sem nenhum poder mágico em um mundo onde a magia define status, oportunidades e valor social. No Reino de Clover, todos possuem mana, a energia sobrenatural que alimenta feitiços e habilidades. Todos, menos Asta. Essa condição, que parecia uma sentença de fracasso, se tornou o ponto de partida para uma das jornadas mais marcantes do gênero shounen.

Criado em uma igreja no interior do reino ao lado de outros órfãos, Asta cresce ouvindo que jamais poderia se tornar um cavaleiro mágico. Mesmo assim, ele se recusa a aceitar esse destino. Seu maior contraste e, ao mesmo tempo, sua maior motivação é Yuno, amigo de infância que nasceu com um talento mágico raro e extraordinário. Ainda crianças, os dois fazem um juramento que muda suas vidas: competir entre si para ver quem se tornaria o Rei Mago, o líder máximo dos cavaleiros mágicos.

Enquanto Yuno desenvolve sua poderosa Magia de Vento com naturalidade e talento, Asta compensa a falta de mana com treino físico intenso e determinação inabalável. O rumo da história muda quando ele obtém um grimório misterioso que lhe concede o poder da antimagia, capaz de anular qualquer feitiço. A partir desse momento, Black Clover deixa claro que esforço, persistência e força de vontade podem desafiar até mesmo as regras mais rígidas daquele mundo.

A relação entre Asta e Yuno sempre foi o coração da narrativa. Diferente de rivalidades baseadas em ódio ou inveja, a deles é construída sobre respeito mútuo e admiração. Cada avanço de um serve de combustível para o outro continuar evoluindo. Essa dinâmica acompanha o leitor desde o primeiro capítulo e ganha ainda mais peso agora, no momento em que os dois unem forças para enfrentar o maior inimigo que o Reino de Clover já conheceu.

Ao longo da jornada, o mangá também apresentou um elenco variado e carismático, com destaque para os membros do esquadrão Touros Negros. Esses personagens ajudaram a expandir o universo da obra, trazendo humor, emoção e conflitos que vão além das batalhas. Questões como preconceito, desigualdade social e pertencimento foram abordadas de forma gradual, tornando Black Clover mais do que apenas uma história sobre lutas mágicas.

O sucesso da obra ultrapassou as páginas do mangá. Em 2017, Black Clover ganhou uma OVA produzida pelo estúdio Xebec, funcionando como uma introdução animada ao universo criado por Tabata. No mesmo ano, estreou a adaptação em anime produzida pelo estúdio Pierrot, exibida no Japão pela TV Tokyo. Fora do país, a série alcançou rapidamente um público fiel com a transmissão simultânea pela Crunchyroll.

No Brasil, Black Clover conquistou uma base sólida de fãs e foi exibido por emissoras como Rede Brasil, Loading e Jadetoon, que se propôs a transmitir todos os episódios disponíveis. Atualmente, existem 170 episódios dublados em português brasileiro, o que contribuiu para a popularidade da série entre o público nacional e ajudou a consolidar a obra como um dos shounens mais queridos dos últimos anos.

Com o fim cada vez mais próximo, o sentimento entre os fãs é de ansiedade misturada com emoção. Despedir-se de uma história que acompanhou tantos leitores por quase uma década não é simples. Ainda assim, tudo indica que Black Clover caminha para um encerramento fiel à sua essência, valorizando as relações construídas ao longo da jornada e entregando um final que dialogue com a mensagem que sempre guiou a obra.

Virginia Cavendish revisita carreira e vida pessoal em conversa com Ronnie Von no “Companhia Certa” deste sábado (26/07)

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Foto: Reprodução/ Internet

No cenário acolhedor do programa “Companhia Certa”, que vai ao ar na madrugada deste sábado (26) para domingo (27), à 0h30, na RedeTV!, o apresentador Ronnie Von recebe uma convidada que carrega nos olhos a força de quem transforma histórias em emoções: Virginia Cavendish. Atriz, diretora, produtora e um dos nomes mais marcantes da dramaturgia brasileira contemporânea, ela entrega ao público uma conversa honesta, cheia de memória afetiva, reflexões profundas e afeto.

Aos 54 anos, Virginia fala com serenidade e brilho nos olhos sobre uma trajetória que começou no teatro, floresceu na televisão e conquistou definitivamente o cinema nacional. Foi em 1999, ao dar vida à encantadora Rosinha na adaptação televisiva de O Auto da Compadecida, que seu rosto se eternizou na memória afetiva de milhões de brasileiros. Mas por trás do sucesso, havia o nervosismo e o medo comum a quem encara grandes desafios.

“Era uma responsabilidade enorme. Eu estava ali com atores consagradíssimos, me sentindo pressionada, querendo muito acertar”, relembra ela com vulnerabilidade, ao comentar os bastidores da produção dirigida por Guel Arraes — diretor com quem também compartilhou uma década de vida conjugal e uma filha, a atriz Luísa Arraes.

Muito além de Rosinha

Virginia não é apenas lembrada por seus papéis doces ou cômicos. Seu repertório artístico inclui uma profunda versatilidade. De Lisbela e o Prisioneiro a séries autorais e produções independentes, a atriz sempre buscou personagens que lhe provocassem inquietações e verdades. “Gosto do desafio. A personagem precisa me dizer alguma coisa, provocar, fazer pensar. Não gosto de ficar no confortável”, confessa, revelando o olhar artístico apurado que a move.

Um amor que virou afeto eterno

Durante a conversa com Ronnie Von, o tom muda suavemente quando o tema envereda pela vida pessoal. Virginia fala com maturidade e generosidade sobre o fim do casamento com Guel Arraes — união que resultou não só em colaborações marcantes na televisão e no cinema, mas também em uma relação familiar de grande afeto.

“Foi um amor muito importante. Não éramos só um casal, éramos uma dupla criativa. Tivemos uma filha linda, fizemos projetos incríveis. A separação foi difícil porque desmonta uma estrutura. Mas o amor virou amizade e respeito. Eu ainda o admiro muito”, diz, com a calma de quem elaborou suas emoções com delicadeza e verdade.

O Brasil que vive em suas histórias

Virginia Cavendish é uma dessas artistas que não perderam o encanto pelo próprio ofício. E isso fica evidente quando fala com paixão sobre o cinema nacional — setor que, segundo ela, precisa ser reconhecido pelo público como um verdadeiro patrimônio emocional.

“A gente precisa olhar para o nosso cinema como olhamos para o futebol. Há tanto talento, tantas histórias lindas e urgentes para contar. Quando um filme brasileiro chega ao Oscar, o país vibra. Mas precisamos vibrar sempre, inclusive com as produções menores, independentes, que resistem com tanta garra”, defende.

Ao longo da entrevista, ela destaca como o Brasil é fértil em narrativas potentes, com um povo que respira cultura mesmo diante das dificuldades. “É no cinema que a gente se vê, se reconhece. É ali que a gente cura feridas ou entende o outro. Por isso, precisamos apoiar cada vez mais nossas produções”, afirma.

Arte como destino

Criada em uma família de artistas, Virginia diz que nunca se imaginou em outro lugar que não fosse no palco ou diante das câmeras. “Para mim, a arte é um modo de viver. Sempre foi. Desde muito cedo, o teatro me salvava de muitas coisas, me dava força, me explicava o mundo”, relembra. Ainda hoje, quando sobe ao palco, sente uma mistura de euforia e medo. “É como se fosse sempre a primeira vez”, confessa, sorrindo.

Hoje, ela também se arrisca na direção e produção, incentivando novos talentos e projetos autorais. “Gosto de estar nos bastidores, de ver a engrenagem funcionando. Há muita potência em contar histórias por outros ângulos também”, destaca.

Um papo necessário e reconfortante

No “Companhia Certa”, Ronnie Von conduz a conversa com elegância e empatia. Ao lado de Virginia, constrói um espaço onde o tempo desacelera e o público se conecta com a essência da convidada. O programa, que vem se consolidando como uma das boas surpresas da programação noturna, aposta em entrevistas mais íntimas, valorizando o percurso de artistas que marcaram — e continuam marcando — gerações.

Para Virginia, aceitar o convite foi uma forma de revisitar a própria caminhada. “A gente se esquece do quanto viveu, do quanto cresceu. Foi bom olhar para trás e perceber que cada escolha, cada dor e cada conquista ajudaram a formar quem eu sou hoje”, conclui.

Um encontro para não perder

A entrevista completa com Virginia Cavendish vai ao ar neste sábado (26), na virada para o domingo (27), à 0h30, na RedeTV!. Uma oportunidade de redescobrir uma artista intensa, generosa e que continua reinventando sua arte — e a si mesma — a cada novo projeto.

Globo Repórter revela a beleza e diversidade da República Dominicana nesta sexta (08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Na noite desta sexta, 8 de agosto, o Globo Repórter convidará o público a conhecer a República Dominicana para além dos tradicionais cartões-postais. Durante 15 dias de imersão, a equipe da emissora explorará um país rico em contrastes, beleza natural, história e cultura, revelando um retrato profundo e sensível dessa nação caribenha. Com imagens deslumbrantes e depoimentos emocionados, a reportagem conduzida pela repórter Dulcineia Novaes mostrará que a República Dominicana será muito mais do que praias paradisíacas e resorts de luxo.

A jornada começará em Cayo Arena, uma pequena ilha conhecida como Cayo Paraíso, situada na costa noroeste, perto de Punta Rucia. Ali, águas cristalinas e corais coloridos formarão um cenário quase surreal, onde o tempo parecerá desacelerar. Um dos momentos mais marcantes da reportagem será a observação das baleias-jubarte na Baía de Samaná, um espetáculo natural que emocionará por sua grandiosidade e delicadeza. Essas majestosas criaturas percorrerão milhares de quilômetros desde as águas geladas do Canadá e Estados Unidos para dar à luz nas águas quentes da República Dominicana. A repórter compartilhará sua experiência: “Estar tão perto dessas gigantes gentis será um presente da natureza, uma conexão que tocará a alma e deixará uma marca inesquecível.”

Mas o encanto do país não se restringirá a suas paisagens. O verdadeiro coração da República Dominicana pulsará em seu povo, um povo acolhedor, alegre e resiliente. A equipe do programa percorrerá comunidades locais, acompanhará a rotina dos dominicanos e capturará histórias que mesclarão desafios e esperança. Em meio a músicas, danças e festividades populares, o país se revelará cheio de vida e autenticidade. “Mais do que mostrar cenários, quereremos apresentar a República Dominicana real, feita por gente que receberá o visitante com sorriso e abraço abertos”, destacará Dulcineia.

No sudoeste, o Lago Enriquillo surpreenderá por sua natureza singular. Com uma extensão quase equivalente à Baía de Guanabara, esse lago salgado apresentará uma salinidade maior que a dos oceanos, criando um ambiente hostil para muitas espécies, mas perfeito para os crocodilos-americanos que nadarão livremente em suas águas. As paisagens áridas, combinadas com montanhas que cercarão o lago, formarão um cenário de contraste e beleza impressionante. A região também guardará histórias e lendas locais, que enriquecerão o tecido cultural dominicano.

Na capital, Santo Domingo, a história ganhará vida nas ruas de pedra do bairro colonial, considerado o primeiro núcleo urbano europeu das Américas. Por entre fortalezas centenárias e casarões que testemunharam séculos de conquistas e transformações, o Globo Repórter mostrará a relevância histórica da cidade. Além disso, Dulcineia explorará a produção artesanal dos famosos charutos dominicanos, símbolo de orgulho e tradição, onde o trabalho manual e o saber passado de geração em geração manterão viva essa atividade que impulsionará a economia local.

A Cordilheira Central, no coração do país, revelará um outro lado da República Dominicana. Conhecida como a “Suíça Caribenha”, a região de Constanza e Jarabacoa encantará pelo clima fresco e pelas paisagens que remeterão às montanhas europeias. Produção agrícola pujante, com morangos gigantes e outras frutas, se unirá a oportunidades para o turismo de aventura, com cachoeiras, trilhas e rafting. Esse trecho do país, pouco explorado pelo turismo convencional, se destacará como um segredo precioso, convidando a uma experiência mais genuína e próxima da natureza.

Outro tesouro dominicano apresentado pela reportagem serão as reservas de âmbar, consideradas umas das maiores do mundo. Este material fossilizado, conhecido como “ouro líquido”, preservará insetos, flores e pequenos animais pré-históricos com impressionante perfeição, despertando o interesse tanto da ciência quanto da arte. Nas minas e ateliês visitados, o âmbar ganhará forma em joias e objetos que carregarão consigo séculos de história, conectando o presente às eras passadas.

Além das belezas naturais e do patrimônio histórico, o programa mostrará a exuberância da natureza selvagem dominicana. Áreas preservadas com corredeiras, desfiladeiros e blocos de pedra que parecerão flutuar em águas transparentes oferecerão o cenário ideal para esportes radicais e contato íntimo com a fauna e flora locais. Essas regiões, ainda pouco acessadas pelo turismo de massa, serão um convite para aventuras e descobertas, reforçando o compromisso do país com a preservação ambiental.

E, claro, o roteiro não estará completo sem as praias de luxo que atrairão turistas do mundo inteiro. Resorts sofisticados, campos de golfe de padrão internacional e uma infraestrutura turística moderna farão da República Dominicana um destino cobiçado para férias exclusivas e celebrações especiais. Celebridades frequentemente escolherão essas praias para relaxar e desfrutar momentos inesquecíveis, movimentando a economia local e consolidando a imagem do país no cenário turístico global.

Ao final da viagem, Dulcineia Novaes compartilhará sua impressão sobre a experiência: “A República Dominicana me ensinará que é possível conviver com diversidade e harmonia. Aqui, o luxo se misturará à simplicidade, a natureza se revelará em seus múltiplos aspectos e a história estará presente em cada canto. O que mais me marcará será a generosidade e a alegria do povo, que mesmo diante das dificuldades manterá viva a esperança e o amor pela sua terra.”

O programa de hoje prometerá levar o telespectador a uma viagem inesquecível, mostrando um país vibrante e cheio de vida, onde cada canto guardará histórias, belezas e emoções. Uma verdadeira celebração à República Dominicana, um destino que surpreenderá e conquistará pelo olhar humano e sensível.

Globo exibe “Space Jam: Um Novo Legado” na Temperatura Máxima deste domingo (23), unindo nostalgia e tecnologia

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 23 de novembro, a Temperatura Máxima traz para a tela da Globo uma dose generosa de nostalgia, humor e fantasia com “Space Jam: Um Novo Legado”, filme estrelado por LeBron James ao lado da turma mais bagunceira dos desenhos animados: os Looney Tunes. É a escolha perfeita para quem quer uma tarde leve e divertida, cheia de cor, aventura e um toque de emoção.

A nova versão do clássico dos anos 1990 combina animação e live-action para contar uma história atual, cheia de referências ao mundo digital – uma atualização que conversa diretamente com o público de hoje, sem perder o charme de ver Pernalonga, Patolino e companhia aprontando em quadra mais uma vez.

Uma aventura que começa com um sequestro nada comum

A trama acompanha LeBron James vivendo uma versão fictícia de si mesmo. Ele enfrenta um problema tão inesperado quanto assustador: seu filho Dom é sequestrado por uma inteligência artificial que controla um universo virtual gigantesco. A criatura, chamada Al-G Rhythm, decide desafiar LeBron a um jogo de basquete decisivo… e completamente fora dos padrões. As informações são do AdoroCinema.

Para salvar Dom e voltar ao mundo real, LeBron não tem escolha: precisa aceitar o desafio e reunir um time improvável. É aí que entram os personagens mais amados do universo animado da Warner, trazendo suas trapalhadas e carisma para dentro de uma partida onde vale tudo — desde jogadas impossíveis até poderes digitais que ninguém explica direito (e nem precisa!).

Humor para todas as idades

“Um Novo Legado” consegue equilibrar o humor clássico dos Looney Tunes — aquele estilo caótico que dispensa lógica — com uma aventura moderna que fala sobre relação entre pais e filhos, expectativas, pressão e liberdade para sonhar.

Dom, o filho de LeBron, não quer seguir os passos do pai no esporte: ele sonha em criar videogames. Entre diálogos sensíveis, desafios gigantescos e muito barulho animado em quadra, o filme constrói uma história que conversa com adultos e crianças, cada um do seu jeito.

Elenco marcante e vozes conhecidas

Além de LeBron James, o filme conta com Don Cheadle, que diverte o público ao interpretar o vilão digital Al-G Rhythm. Sonequa Martin-Green e Cedric Joe completam o núcleo humano, enquanto o elenco de dubladores traz as vozes clássicas e queridas do público brasileiro, que dão vida a Pernalonga, Lola Bunny, Patolino e todos os outros companheiros que o público conhece desde a infância.

O filme ainda inclui participações especiais e referências a várias produções da Warner Bros., o que funciona como um presente para os fãs mais atentos.

Uma mistura explosiva: tecnologia, animação e emoção

Dirigido por Malcolm D. Lee, “Space Jam: Um Novo Legado” é, antes de tudo, uma celebração ao entretenimento. A mistura entre animação 2D, computação gráfica e cenas com atores funciona como uma ponte entre gerações: quem cresceu assistindo ao filme com Michael Jordan ganha uma nova leitura do clássico, enquanto a nova geração encontra uma aventura vibrante, atual e cheia de personalidade.

A produção abraça seu próprio exagero, com cenários grandiosos, personagens icônicos e uma estética que transforma a quadra de basquete em um campo de batalha digital. Tudo é feito para ser divertido, colorido e imprevisível — como a própria essência dos Looney Tunes.

Festival de Veneza abre as portas para quatro joias da MUBI — com Sorrentino, Park Chan-wook, László Nemes e Jim Jarmusch

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A MUBI, plataforma global que une serviço de streaming, distribuidora e produtora, chega com força total ao 82º Festival Internacional de Cinema de Veneza. São quatro estreias de peso — “La Grazia”, “No Other Choice”, “Orphan” e “Father Mother Sister Brother” — que prometem marcar a temporada de premiações e confirmar o investimento da empresa em um cinema autoral, profundo e esteticamente marcante. As informações são da Vogue.

Com direção de nomes como Paolo Sorrentino, Park Chan-wook, László Nemes e Jim Jarmusch, os filmes não apenas competem pelo Leão de Ouro, como representam uma pluralidade de vozes e estéticas cinematográficas, abordando temas como o poder, a moralidade, a perda, a memória e os laços familiares.

A seguir, mergulhamos em cada uma das obras e em suas nuances, personagens e contextos, para entender por que essas estreias estão entre as mais esperadas do ano.

“La Grazia” — O poder e o peso das decisões morais

Estreia: 27 de agosto de 2025, Sala Grande do Palazzo del Cinema (filme de abertura do festival) Direção: Paolo Sorrentino
Elenco: Toni Servillo (“A Grande Beleza”), Anna Ferzetti (“A Máfia só Mata no Verão”), Massimo Venturiello (“Suburra”)

No que pode ser seu filme mais contido e maduro até aqui, Paolo Sorrentino retorna a Veneza para abrir o festival com “La Grazia”. O diretor, conhecido por seu estilo visual exuberante e crítica política embutida em lirismo, retrata aqui o cotidiano de Mariano De Santis, um fictício presidente da República Italiana à beira do fim de seu mandato.

Viúvo, católico e pai de uma jurista, Mariano se depara com dois pedidos de indulto que desafiam sua consciência. São decisões aparentemente técnicas, mas que se imbricam com sua história pessoal de maneira inesperada. Em um clima de introspecção e melancolia, o longa reflete sobre justiça, perdão e o papel do indivíduo em estruturas de poder.

Toni Servillo, colaborador frequente de Sorrentino, entrega mais uma performance que promete arrebatar o público. O roteiro equilibra a tensão moral com diálogos densos e momentos de rara sensibilidade.

“No Other Choice” — A fúria silenciosa da sobrevivência

Estreia: A confirmar
Direção: Park Chan-wook
Elenco: Lee Byung-hun (“Mr. Sunshine”), Son Ye-jin (“Pousando no Amor”), Park Hee-soon (“Meu Nome”), Lee Sung-min (“Misaeng”)

Park Chan-wook — mestre do suspense emocional e da brutalidade poética — adapta o romance “O Machado”, de Donald E. Westlake, para criar um retrato contemporâneo da desesperança masculina no capitalismo tardio.

Em “No Other Choice”, acompanhamos Man-su, um homem comum, dispensado da fábrica onde trabalhou por 25 anos. O que começa como um drama social rapidamente ganha contornos de thriller psicológico: ele resolve eliminar todos os concorrentes às vagas de emprego que ambiciona, numa espiral de violência silenciosa, disfarçada de pragmatismo.

Mais do que um suspense, o filme é uma crítica aguda ao sistema que transforma seres humanos em números descartáveis. Park explora as contradições morais desse protagonista de forma quase cirúrgica, com uma câmera que vigia, enquadra e sufoca.

O elenco entrega performances intensas, especialmente Lee Byung-hun, cuja contenção e expressividade remetem à sua atuação em “I Saw the Devil”.

“Orphan” — As cicatrizes da História e a perda da identidade

Estreia: A confirmar
Direção: László Nemes
Elenco: Bojtorján Barabas (estreante), Grégory Gadebois (“O Oficial e o Espião”), Andrea Waskovics (“Curtas de Budapeste”)

Vencedor do Oscar por “O Filho de Saul”, o húngaro László Nemes retorna com um novo mergulho nas feridas abertas da Europa do pós-guerra. Em “Orphan”, ambientado em 1957, vemos o trauma coletivo refletido na vida de um jovem judeu, Andor, criado sob a imagem idealizada de um pai heróico — até que um homem violento bate à porta, dizendo ser o verdadeiro pai.

A abordagem de Nemes é íntima, quase claustrofóbica. Ele usa longos planos-sequência e foco reduzido para aproximar o espectador da confusão e do pânico de Andor. A narrativa fragmentada, como a memória de quem sobreviveu à dor, exige paciência e entrega, mas recompensa com força emocional bruta.

Mais uma vez, o diretor usa um protagonista jovem como ponto de vista para refletir sobre responsabilidade histórica, identidade e reconstrução pós-trauma.

“Father Mother Sister Brother” — Laços familiares em ruínas (e redenção)

Estreia: A confirmar
Direção: Jim Jarmusch
Elenco: Tom Waits (“Flores Partidas”), Adam Driver (“Annette”), Mayim Bialik (“The Big Bang Theory”), Charlotte Rampling (“45 Anos”), Cate Blanchett (“TÁR”), Vicky Krieps (“Bergman Island”), Sarah Greene (“Normal People”), Indya Moore (“Pose”), Luka Sabbat (“Grown-ish”), Françoise Lebrun (“A Mãe e a Puta”)

Jim Jarmusch volta com um projeto ambicioso, mas surpreendentemente delicado. “Father Mother Sister Brother” é um tríptico — três histórias independentes, passadas nos EUA, Irlanda e França — conectadas por um fio comum: filhos adultos confrontando seus pais e entre si.

Com sua marca registrada de diálogos pausados, enquadramentos contemplativos e trilhas sonoras que misturam jazz e silêncios, Jarmusch retrata a incomunicabilidade dos afetos. Mas aqui há também ternura, humor sutil e uma certa aceitação do caos.

Na primeira parte, Adam Driver e Tom Waits interpretam pai e filho que só se entendem na ausência de palavras. Em Dublin, Mayim Bialik e Charlotte Rampling revivem ressentimentos e culpas em um reencontro tardio. Já em Paris, Cate Blanchett e Vicky Krieps vivem irmãs que precisam decidir o destino da mãe enferma.

O filme é, acima de tudo, um ensaio sobre o envelhecer, sobre o que se herda e o que se perde, com um olhar melancólico, mas sem cinismo.

MUBI e Veneza: uma aliança cada vez mais estratégica

As quatro estreias da MUBI em Veneza sinalizam o papel central que a plataforma tem assumido no novo ecossistema audiovisual. Mais do que um canal de distribuição, a MUBI investe diretamente na produção de filmes de alto padrão artístico, conectando realizadores renomados ao público global.

Em um contexto em que blockbusters dominam salas de cinema e algoritmos regem o conteúdo online, a curadoria da MUBI aparece como um oásis de cinema autoral, diversificado e arriscado. Sua presença forte em festivais — de Cannes a Berlim, agora Veneza — reforça o prestígio da marca.

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