Brothersong chega ao Brasil e encerra a saga Green Creek com desfecho emocionante do bando Bennett

Os leitores brasileiros finalmente poderão acompanhar o capítulo final de uma das séries mais queridas da fantasia contemporânea. A Editora Morro Branco lança no país Brothersong, quarto e último volume da série Green Creek, escrita por TJ Klune. A obra encerra a trajetória da família Bennett e marca o fim de uma jornada iniciada em 2016 com Wolfsong, livro responsável por consolidar o autor como um dos grandes nomes best-sellers da fantasia com protagonismo LGBTQIAPN+.

Misturando elementos sobrenaturais, drama familiar e romance, a série conquistou leitores ao construir uma mitologia própria centrada em lobos, laços emocionais e a força da família escolhida. Em Brothersong, Klune conduz a narrativa para um desfecho que equilibra ação, emoção e reflexão, aprofundando temas que atravessaram todos os volumes anteriores.

Carter Bennett no centro da história

Desta vez, o foco recai sobre Carter Bennett. Conhecido ao longo da série como o irmão leal, espirituoso e frequentemente responsável por aliviar as tensões com humor, Carter assume o protagonismo em uma jornada mais sombria e introspectiva. Após a morte do pai e a fragmentação da matilha, ele se vê diante de um vazio que o obriga a confrontar não apenas as ameaças externas, mas também seus próprios conflitos internos.

O isolamento passa a ser parte central da narrativa. Longe da proteção do bando, Carter parte em busca daquele que abalou as estruturas da família e despertou nele sentimentos tão intensos quanto perigosos. A travessia física se transforma, pouco a pouco, em uma jornada emocional marcada por amadurecimento, dor e autodescoberta.

Gavin Livingstone e o peso do legado

No coração dessa história está Gavin Livingstone, filho do principal antagonista da série. Herdeiro de uma linhagem associada historicamente à violência e ao controle, Gavin carrega cicatrizes profundas e vive dividido entre o peso do sangue e a possibilidade de escolher um caminho diferente.

A relação entre Carter e Gavin é o eixo emocional do romance. Mais do que um romance proibido ou improvável, o vínculo entre os dois assume contornos simbólicos e políticos. Ao aproximar personagens que pertencem a lados historicamente opostos, Klune tensiona a ideia de herança e destino, propondo uma reflexão sobre a possibilidade de romper ciclos de ódio e reescrever narrativas familiares.

É a partir dessa conexão que Brothersong amplia o conceito de “laço”, elemento central da mitologia de Green Creek. Na série, o laço é o vínculo que mantém os lobos ancorados em sua humanidade, impedindo que se percam na fúria ou na violência. Neste volume final, o conceito atinge seu ápice, colocando à prova a força do amor, da lealdade e do pertencimento.

Licantropia como metáfora de identidade

Ao longo dos quatro livros, TJ Klune construiu uma fantasia urbana em que a licantropia funciona como metáfora para identidade, diferença e aceitação. Em Green Creek, transformar-se em lobo não é apenas um elemento sobrenatural, mas também um símbolo de comunidade e reconhecimento mútuo.

Em Brothersong, essa metáfora se torna ainda mais potente. Ao deslocar Carter para fora do núcleo familiar, o autor questiona o que acontece quando o pertencimento é ameaçado. A ideia de found family — família escolhida —, tão central na obra, é colocada sob tensão. O que sustenta alguém quando os laços parecem rompidos? Até que ponto é possível reconstruir aquilo que foi fragmentado?

Klune responde a essas perguntas revisitando eventos marcantes da série, ressignificando perdas e sacrifícios acumulados ao longo da trajetória dos Bennett. O passado retorna não como nostalgia, mas como parte essencial do processo de cura.

Um encerramento à altura da saga

Considerada a obra mais conhecida do autor, a série Green Creek se tornou referência dentro da fantasia urbana contemporânea por unir narrativa envolvente, personagens complexos e representatividade LGBTQIAPN+. Ao longo dos livros, Klune explorou temas como trauma, lealdade, responsabilidade e amor em suas múltiplas formas.

Com Brothersong, o autor entrega um desfecho que honra essa construção. O romance não apenas encerra o arco narrativo do bando Bennett, mas também reafirma a mensagem que atravessa toda a saga: a família não é definida apenas por sangue, mas pelas escolhas que fazemos e pelos laços que cultivamos.

Warner Bros. Pictures revela trailer inédito de Mortal Kombat 2 e confirma estreia em maio nos cinemas

“Fatality!” não foi apenas uma palavra solta no ar durante a IGN Fest 2026. A Warner Bros. Pictures aproveitou o evento para divulgar um trailer inédito de Mortal Kombat 2 e, em poucos minutos, incendiou a internet. A sequência chega aos cinemas brasileiros no dia 7 de maio de 2026, também em IMAX e versões acessíveis, prometendo combates ainda mais brutais e uma escala muito maior do que vimos no filme de 2021.

O novo material já deixa claro que a história não vai economizar intensidade. A ameaça agora é direta e implacável: Shao Kahn surge como a força dominante da Exoterra, disposto a esmagar o Plano Terreno de uma vez por todas. A sensação é de que não se trata apenas de mais um torneio, mas de uma guerra declarada entre reinos. O equilíbrio do mundo está em jogo, e os personagens sabem que qualquer erro pode ser definitivo.

Entre socos, lâminas e poderes sobrenaturais, o trailer aposta em coreografias mais elaboradas e em um visual mais grandioso. Há uma preocupação evidente em aproximar a experiência do cinema à energia crua dos games criados por Ed Boon e John Tobias. Para quem cresceu ouvindo o clássico “Finish Him”, a nova prévia entrega exatamente o que se espera: confrontos intensos, atmosfera sombria e aquele exagero estilizado que faz parte do DNA da franquia.

Um dos pontos mais comentados é, sem dúvida, a chegada de Johnny Cage, agora interpretado por Karl Urban. O personagem ficou de fora do primeiro longa, mas já havia sido insinuado como peça-chave para a continuação. Pelo que o trailer indica, ele chega trazendo sua personalidade confiante e sarcástica, funcionando como um contraponto ao clima pesado da trama. A presença de Cage promete equilibrar tensão e carisma, algo que os fãs pediam desde o início.

O elenco ainda reúne nomes que retornam da produção anterior, como Jessica McNamee, Josh Lawson, Ludi Lin, Mehcad Brooks e Lewis Tan, além de Joe Taslim como Sub-Zero e Hiroyuki Sanada como Scorpion. A direção continua com Simon McQuoid, enquanto o roteiro é assinado por Jeremy Slater, reforçando a intenção de expandir o universo e aprofundar os conflitos.

A produção passou por desafios no caminho. As filmagens começaram em 2023, foram interrompidas por conta da greve do SAG-AFTRA e retomadas meses depois, sendo finalizadas no início de 2024. Esse intervalo, no entanto, parece ter sido aproveitado para ajustar detalhes e elevar o nível técnico da sequência.Para quem acompanha a franquia há décadas, a sensação é de reencontro.

Para quem chegou agora, é a chance de mergulhar em um universo onde honra, rivalidade e vingança se resolvem no ringue — ou melhor, na arena. Em maio de 2026, os reinos voltam a colidir nas telonas. E, ao que tudo indica, dessa vez ninguém sairá ileso.

“Clube da Luta” completa 30 anos e ganha edição de colecionador com novo projeto gráfico pela Editora Record

Três décadas após seu lançamento original, “Clube da Luta” retorna às livrarias brasileiras em uma edição especial que celebra a força e a permanência de um dos romances mais impactantes da literatura contemporânea. Publicado pela Editora Record, o clássico de Chuck Palahniuk ganha capa dura, acabamento lenticular e um novo projeto visual desenvolvido pelo designer Leonardo Iaccarino, criando uma experiência estética à altura da potência narrativa da obra.

Lançado originalmente em 1996, o livro marcou a estreia literária de Palahniuk e rapidamente se consolidou como um retrato provocador do mal-estar moderno. Com linguagem direta, ácida e por vezes desconcertante, o autor construiu uma história que atravessou gerações ao questionar valores associados ao consumo, ao sucesso profissional e à construção da identidade masculina em uma sociedade movida pelo desempenho e pela aparência.

A nova edição comemorativa reforça o caráter icônico do romance. O acabamento lenticular da capa cria imagens que se transformam conforme o ângulo do olhar, recurso que dialoga simbolicamente com a fragmentação psicológica presente na narrativa. A publicação conta com 280 páginas, tradução de Érika Nogueira Vieira e preço sugerido de R$ 184,90. Mais do que uma reedição, trata-se de um convite à redescoberta de um texto que permanece inquietante e atual.

A trama acompanha um narrador anônimo, profissional estável e consumidor compulsivo, que vive mergulhado em uma rotina marcada pelo vazio existencial. Sua percepção de mundo começa a ruir quando conhece Tyler Durden, figura carismática e imprevisível que desafia frontalmente as convenções sociais. A amizade entre os dois dá origem a um clube secreto de lutas, onde homens se reúnem para confrontar suas frustrações por meio da violência física.

O que começa como uma tentativa de romper com a anestesia emocional da vida corporativa evolui para algo mais profundo e perigoso. No clube, a dor se transforma em ferramenta de autoconhecimento, e a agressividade surge como resposta ao sentimento de impotência diante de um sistema que promete felicidade por meio do consumo. Palahniuk constrói, assim, uma narrativa que mistura crítica social, humor corrosivo e tensão psicológica.

A personagem Marla Singer, igualmente deslocada e desiludida, intensifica os conflitos internos do protagonista. Sua presença evidencia as contradições emocionais da história e amplia o debate sobre solidão, dependência e identidade. A relação entre os personagens é marcada por ambiguidade e imprevisibilidade, conduzindo o leitor a um desfecho que se tornou um dos mais discutidos da ficção contemporânea.

O impacto cultural do romance foi amplificado em 1999 com a adaptação cinematográfica dirigida por David Fincher, estrelada por Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter. O filme transformou “Clube da Luta” em fenômeno mundial e consolidou frases e imagens que permanecem vivas no imaginário popular. Ainda que tenha dividido opiniões à época do lançamento, a produção conquistou status de cult ao longo dos anos, ampliando o alcance da obra literária.

Passados 30 anos, o romance mantém relevância ao abordar questões que continuam presentes no cotidiano contemporâneo. A exaustão provocada pela cultura da produtividade, a sensação de isolamento em meio à hiperconectividade e a busca por pertencimento são temas que dialogam com novas gerações de leitores. O texto de Palahniuk, ao expor fragilidades e contradições humanas, revela-se surpreendentemente atual.

A edição comemorativa surge, portanto, como uma celebração da permanência cultural do livro e como reconhecimento de sua influência na literatura e no cinema. Ao investir em acabamento sofisticado e identidade visual renovada, a Editora Record reforça o caráter atemporal da obra e amplia seu apelo junto ao público colecionador.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta quinta (26), na TV Globo

A TV Globo apresenta na Sessão da Tarde desta quinta, 26 de fevereiro de 2026, o filme 4×100 – Correndo Por Um Sonho, produção nacional que mistura drama esportivo, rivalidade e redenção. Inspirado no universo do atletismo olímpico, o longa traz uma narrativa emocional sobre segundas chances e a força do trabalho em equipe.

A trama começa com uma ferida aberta. Durante a final olímpica do revezamento 4×100, uma falha decisiva compromete o desempenho da equipe brasileira e transforma o sonho da medalha em frustração coletiva. O erro recai sobre Maria Lúcia, interpretada por Fernanda de Freitas, que passa a carregar o peso da derrota não apenas dentro das pistas, mas também sob o julgamento público e midiático.

Três anos depois, os caminhos das atletas seguem direções distintas. Maria Lúcia continua no atletismo e permanece em evidência na mídia, tentando reconstruir sua imagem e provar que ainda merece confiança. Já Adriana, vivida por Thalita Carauta, trilha um percurso mais turbulento. Após dedicar anos de esforço ao esporte, ela abandona o revezamento e passa a disputar pequenas lutas de MMA, enfrentando frustração e incertezas sobre o próprio futuro.

O reencontro das duas acontece às vésperas de uma nova edição dos Jogos Olímpicos, desta vez em Tóquio. A possibilidade de retornar à equipe reacende antigas tensões, mas também abre espaço para uma nova chance de reescrever a história. Para que isso aconteça, será necessário deixar mágoas de lado, reconstruir a confiança e entender que o sucesso no revezamento depende, acima de tudo, da sintonia coletiva.

Além de Fernanda de Freitas e Thalita Carauta, o elenco conta com nomes como Augusto Madeira, Cíntia Rosa, Roberta Alonso e Priscila Steinman. O grupo constrói uma dinâmica que evidencia as pressões psicológicas enfrentadas por atletas de alto rendimento, indo além das competições e explorando conflitos pessoais, inseguranças e expectativas familiares.

A direção é assinada por Tomás Portella, que conduz o filme equilibrando emoção e tensão esportiva. As sequências de corrida são filmadas com intensidade, buscando transmitir ao espectador a adrenalina dos momentos decisivos. A preparação física do elenco foi um dos pontos centrais da produção, exigindo dedicação e treinamento específicos para que as cenas ganhassem realismo.

A própria Thalita Carauta revelou, em entrevista, ter enfrentado lesões durante as gravações das cenas de corrida. O esforço para entregar autenticidade às disputas nas pistas foi complementado por recursos de efeitos visuais, garantindo que o resultado final mantivesse impacto e credibilidade.

O projeto nasceu da iniciativa de Roberta Alonso, que também integra o elenco. A ideia foi apresentada à produtora Gullane Filmes, dando origem ao desenvolvimento do roteiro, inicialmente escrito por Caroline Fioratti e Carlos Cortez. O longa carrega, portanto, uma origem profundamente ligada ao desejo de contar uma história sobre mulheres no esporte, ressaltando desafios frequentemente invisibilizados.

As filmagens ocorreram entre São Paulo e Rio de Janeiro, cidades que serviram de base para as cenas de treinamento e competições nacionais. Já a grande final foi gravada em Tóquio, em uma produção que buscou capturar a atmosfera internacional dos Jogos Olímpicos. Ao todo, quatro dias de gravações foram realizados na capital japonesa, reforçando o compromisso da equipe com a ambientação.

MUBI anuncia estreia exclusiva do premiado documentário Meus Amigos Indesejáveis: Parte 1 – Último Ar em Moscou

A plataforma global de streaming e distribuição MUBI confirmou a estreia exclusiva de Meus Amigos Indesejáveis: Parte 1 – Último Ar em Moscou para o dia 3 de abril. A produção ficará disponível globalmente na plataforma, com exceção de Rússia e Belarus. A continuação, Meus Amigos Indesejáveis: Parte 2 – Exílio, também será lançada ainda este ano, igualmente com exclusividade no serviço.

Dirigido pela cineasta russa-americana Julia Loktev, o documentário vem acumulando reconhecimento da crítica internacional. O longa venceu os prêmios de Melhor Documentário concedidos pelo New York Film Critics Circle, pela Los Angeles Film Critics Association e pelo Gotham Awards, além de ter sido eleito Melhor Documentário no Film Independent Spirit Awards de 2025. O filme também integrou a shortlist para Melhor Documentário em Longa-Metragem no 98º Academy Awards.

Um retrato íntimo em meio ao colapso

Aclamado por veículos como The New Yorker, The New York Times, The Guardian e Los Angeles Times, o documentário foi descrito como um retrato impressionante de jornalistas russos dissidentes, combinando tensão política e humanidade em igual medida.

A narrativa começa como um acompanhamento íntimo de profissionais da imprensa independente na Rússia que enfrentam perseguições sob o regime de Vladimir Putin. No entanto, o filme sofre uma virada dramática quando a Rússia inicia uma guerra em larga escala contra a Ucrânia. Com a intensificação da repressão, os jornalistas retratados são forçados ao exílio, transformando o registro observacional em um testemunho urgente sobre autoritarismo e resistência.

O documentário acompanha de perto Alesya Marokhovskaya, Anna Nemzer, Elena Kostyuchenko, Irina Dolinina, Ksenia Mironova, Olga Churakova e Sonya Groysman, revelando os bastidores do jornalismo investigativo em um ambiente de crescente censura e ameaça. A proximidade da câmera, conduzida pela própria Loktev, cria uma atmosfera quase claustrofóbica, que reforça o clima de tensão vivido pelos protagonistas.

Reconhecimento em festivais internacionais

O filme teve sua estreia no New York Film Festival e realizou sua première internacional no Festival Internacional de Cinema de Berlim em 2025. Desde então, consolidou-se como uma das obras documentais mais impactantes do ano, tanto pela abordagem estética quanto pela relevância política.

As duas partes do projeto foram dirigidas, produzidas e filmadas por Loktev, com codireção da jornalista Anna Nemzer, uma das protagonistas do documentário. A montagem ficou a cargo de Loktev em parceria com Micheal Taylor, ACE, colaborador frequente da diretora. A produção contou ainda com consultoria de Riva Marker.

A trajetória de Julia Loktev

Nascida em São Petersburgo e radicada nos Estados Unidos desde a infância, Julia Loktev construiu uma carreira marcada por projetos que exploram tensão psicológica e questões sociais complexas. Bolsista da Guggenheim Fellowship e vencedora do Emerging Icons Award do George Eastman Museum, a diretora alterna entre ficção e documentário com reconhecimento constante da crítica.

Seu longa Planeta Solitário, estrelado por Gael García Bernal, foi exibido no Festival de Cinema de Nova York, conquistou o Prêmio do Júri no AFI Film Festival e recebeu indicações ao Independent Spirit Awards e ao Gotham Awards. Já Day Night Day Night estreou na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes e rendeu à cineasta o prêmio Someone to Watch no Independent Spirit Awards. Seu documentário Moment of Impact venceu o prêmio de Direção no Festival de Sundance e o Grande Prêmio no Cinéma du Réel.

Com Meus Amigos Indesejáveis: Parte 1 – Último Ar em Moscou, Loktev reafirma sua capacidade de transformar histórias pessoais em reflexões universais. Ao registrar o impacto do autoritarismo sobre jornalistas que se recusam a silenciar, o filme dialoga com debates contemporâneos sobre liberdade de imprensa e democracia, ampliando sua relevância para além do contexto russo.

Angra anuncia show histórico no Espaço Unimed com Rebirth na íntegra e reencontro da formação “Nova Era”

FOTO POR @ELLENARTIE

Os fãs de heavy metal brasileiro já podem marcar no calendário: no dia 29 de abril de 2026, o Angra sobe ao palco do Espaço Unimed, em São Paulo, para uma apresentação que promete entrar para a história. O espetáculo celebra os 25 anos de Rebirth, disco que redefiniu os rumos da banda no início dos anos 2000 e se tornou um dos trabalhos mais emblemáticos do metal nacional.

A noite terá um significado ainda mais especial: será a única performance da formação conhecida como “Nova Era” fora do festival Bangers Open Air. No palco, estarão reunidos Edu Falaschi, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Felipe Andreoli e Aquiles Priester, marcando um reencontro aguardado há quase duas décadas.

Um reencontro raro e carregado de simbolismo

A última vez que a formação completa do período Rebirth se apresentou como Angra foi em 2007, no encerramento da turnê de Aurora Consurgens. Desde então, os cinco músicos seguiram caminhos distintos e nunca mais dividiram o palco sob o nome da banda. Essa longa ausência torna o reencontro ainda mais emblemático, especialmente para os fãs que acompanharam a fase de reconstrução do grupo após mudanças profundas em sua estrutura.

O show em São Paulo ganha contornos ainda mais grandiosos porque também contará com a presença da formação atual: Alírio Netto, Marcelo Barbosa e Bruno Valverde se juntam aos músicos da era Rebirth, criando um encontro de gerações que celebra diferentes capítulos da trajetória do Angra. Mais do que uma apresentação comemorativa, o evento se consolida como uma convergência de histórias, estilos e momentos que ajudaram a moldar a identidade da banda.

Rebirth na íntegra e uma viagem pela discografia

O ponto central da noite será a execução completa de Rebirth, álbum lançado em 2001 e responsável por recolocar o Angra em evidência no cenário internacional. Faixas como “Nova Era”, “Heroes of Sand” e “Rebirth” se tornaram hinos de uma geração e simbolizaram o renascimento artístico do grupo, tanto em sonoridade quanto em projeção global.

O espetáculo será apresentado em formato ampliado, com produção especial e um repertório dividido em blocos temáticos. A proposta é conduzir o público por uma jornada musical que percorre momentos decisivos da carreira da banda, desde a reconstrução até a consolidação internacional e a fase contemporânea.

Além de Rebirth, o setlist incluirá músicas de álbuns fundamentais como Temple of Shadows e Aurora Consurgens, trabalhos que aprofundaram a maturidade composicional do grupo e ampliaram sua base de fãs ao redor do mundo.

Homenagem à era clássica e olhar para o futuro

A apresentação também prestará tributo à fase clássica liderada pelo saudoso Andre Matos, eternizada em discos como Angels Cry, Holy Land e Fireworks. Essas obras ajudaram a consolidar o nome do Angra como um dos principais representantes do metal melódico no mundo, combinando técnica apurada, influências eruditas e elementos da música brasileira.

A fase mais recente da banda também terá espaço no repertório, com faixas de Secret Garden, Ømni e Cycles of Pain. A inclusão dessas músicas reforça a ideia de continuidade e evolução, mostrando que o Angra não vive apenas de seu passado glorioso, mas segue produzindo material relevante e atual.

Um marco para o metal brasileiro

Com mais de três décadas de carreira, o Angra construiu um legado que ultrapassa fronteiras. A banda ajudou a projetar o metal brasileiro no exterior e influenciou inúmeras formações ao redor do mundo. O show no Espaço Unimed se apresenta como um dos momentos mais simbólicos dessa trajetória, reunindo passado, presente e futuro em uma mesma celebração.

Para os fãs, será uma oportunidade rara de testemunhar ao vivo a força de um álbum que marcou época e de assistir ao reencontro de músicos que escreveram capítulos fundamentais da história do metal nacional. Para a banda, representa a reafirmação de um legado construído com perseverança, talento e reinvenção constante.

Netshoes Run Tour 2026 expande circuito e leva corrida de rua para Brasília, São Paulo e Recife com apresentação da adidas

A temporada 2026 da Netshoes Run Tour promete colocar milhares de corredores nas ruas de três importantes capitais brasileiras. A Netshoes anunciou a abertura das inscrições para a nova edição do evento proprietário de corrida de rua, que neste ano passa por Brasília, São Paulo e Recife. Com apresentação da adidas, o circuito reforça a proposta de celebrar o ritmo individual de cada atleta e incentivar hábitos ligados à saúde e ao bem-estar.

Em seu quarto ano, a Netshoes Run Tour consolida o formato itinerante iniciado na edição anterior, quando o modelo “Tour” ampliou o alcance da iniciativa e fortaleceu a conexão com a comunidade de corredores. Agora, a marca aposta novamente na diversidade regional para aproximar ainda mais o evento do público. Pela primeira vez, as inscrições e a venda de kits para todas as etapas já estão disponíveis simultaneamente no site oficial, facilitando o planejamento dos participantes.

Segundo Gabriele Claudino, diretora de marketing da Netshoes, a edição passada superou as expectativas e posicionou o circuito como um dos eventos proprietários mais relevantes da empresa. A executiva destaca que a corrida é um esporte democrático, no qual cada pessoa estabelece suas próprias metas, desafios e conquistas. A proposta para 2026 é ampliar esse movimento e estar presente em momentos simbólicos da jornada esportiva dos participantes, especialmente na linha de chegada, onde a superação individual ganha protagonismo.

Três capitais, múltiplos percursos

O calendário começa por Brasília, em 17 de maio. Em seguida, São Paulo recebe o circuito no dia 23 de agosto, e Recife encerra a temporada em 18 de outubro. Em todas as cidades, os corredores poderão escolher entre percursos de 5 km, 10 km e 15 km. A etapa paulistana terá ainda a opção de meia maratona, ampliando o desafio para atletas mais experientes, além de uma corrida infantil, pensada para incentivar a prática esportiva desde cedo.

Os kits de inscrição foram estruturados em duas categorias. O kit básico inclui camiseta oficial, medalha, adesivos, número de peito e bolsa. Já o kit premium oferece uma experiência mais completa, com camiseta, casaco corta-vento, garrafa soft flask, boné, medalha, adesivos, cinto porta-número, número de peito e bolsa. Em São Paulo, as crianças inscritas na prova infantil terão um kit exclusivo com camiseta, medalha, boné, adesivos, número de peito e bolsa.

No primeiro lote, os valores variam entre R$ 99 e R$ 259, dependendo da cidade e do tipo de kit escolhido. Os locais de retirada serão divulgados próximo à data de cada etapa.

adidas amplia presença como patrocinadora

A edição 2026 marca o terceiro ano consecutivo de parceria entre a Netshoes Run e a adidas, que desta vez assume a cota de apresentação do circuito — a mais relevante dentro do projeto. A marca esportiva garantirá camisetas oficiais nos kits e promoverá ativações especiais nas três cidades, reforçando a experiência do corredor antes, durante e depois da prova.

De acordo com Rhebeka Grippa, gerente sênior da categoria Running da adidas Brasil, a parceria é resultado de um relacionamento consolidado entre as duas marcas, que compartilham o foco em oferecer produtos e experiências de qualidade ao público. A executiva ressalta que a nova edição representa uma oportunidade de estreitar ainda mais os laços com a comunidade da corrida, segmento que cresce de forma consistente no país.

Estratégia além do digital

Mais do que um evento esportivo, a Netshoes Run Tour integra a estratégia da empresa de fortalecer sua presença física e criar pontos de contato diretos com consumidores. Reconhecida como o maior e-commerce de lifestyle esportivo do Brasil, a Netshoes aposta no circuito como uma extensão da experiência digital, transportando para as ruas o relacionamento construído no ambiente online.

A iniciativa também dialoga com a crescente busca por qualidade de vida e bem-estar. A corrida de rua tem se consolidado como uma das modalidades mais acessíveis do país, exigindo poucos equipamentos e permitindo que pessoas de diferentes idades e níveis de condicionamento participem. Ao oferecer múltiplas distâncias, o evento contempla desde iniciantes até atletas mais experientes.

Nas edições anteriores, a Netshoes Run Tour passou por cidades como Franca, no interior de São Paulo, e capitais como Florianópolis, Salvador e Porto Alegre. Em 2025, a etapa de São Paulo registrou recorde de público, com 8,5 mil participantes ocupando a Marginal Pinheiros, um dos principais cartões-postais da capital paulista.

Comunidade e superação como pilares

O conceito central da Netshoes Run Tour permanece o mesmo: celebrar o ritmo individual. Em vez de focar apenas na performance ou no tempo de prova, o evento valoriza a experiência coletiva e o percurso pessoal de cada corredor. Para muitos, completar 5 km já representa uma conquista significativa; para outros, a meia maratona simboliza meses de preparação e disciplina.

Ao expandir o circuito para três grandes capitais em 2026, a organização reforça seu compromisso com a democratização do esporte e com a construção de uma comunidade ativa e engajada. A expectativa é reunir milhares de participantes ao longo do ano, promovendo não apenas competição, mas também convivência, incentivo mútuo e celebração do movimento.

Confira qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta quarta, 25 de fevereiro, na TV Globo

A programação da TV Globo desta quarta-feira, 25 de fevereiro, traz um dos capítulos mais divertidos e simbólicos de uma das franquias animadas mais populares dos anos 2000. A Sessão da Tarde exibe Shrek the Third, produção que dá continuidade à jornada do ogro mais improvável dos contos de fadas e aprofunda temas como responsabilidade, amadurecimento e legado.

Lançado originalmente em 2007, o longa mantém o humor irreverente que consagrou a saga, mas também amplia o arco emocional de seus personagens. Depois de derrotar vilões, conquistar o amor de Fiona e até salvar um reino, Shrek se vê diante de um desafio completamente diferente: assumir o trono de Tão, Tão Distante.

A reviravolta acontece após a morte repentina do rei Harold, pai de Fiona. Sem herdeiros diretos além da filha, a linha sucessória aponta para Shrek como o próximo rei. O problema é que governar nunca fez parte de seus planos. Avesso à formalidade da vida na corte e desconfortável com a ideia de liderar um reino inteiro, o ogro entra em crise. Para ele, trocar o pântano pelo palácio soa como uma sentença. (Via AdoroCinema)

Determinando a evitar a coroação a qualquer custo, Shrek parte em busca de uma alternativa. A solução parece estar em Artie, primo de Fiona e outro possível herdeiro do trono. No entanto, o jovem está longe de ser um candidato óbvio. Inseguro e frequentemente ridicularizado pelos colegas da escola, ele não demonstra qualquer traço de confiança ou liderança. A missão, então, deixa de ser apenas encontrar um sucessor e passa a ser ajudá-lo a descobrir seu próprio valor.

Enquanto isso, o reino enfrenta uma nova ameaça. O ressentido Príncipe Encantado decide reunir um grupo de vilões clássicos dos contos de fadas para tentar tomar o poder. A narrativa, que sempre brincou com a desconstrução de personagens tradicionais, ganha aqui uma camada extra de sátira e crítica, ao transformar antagonistas conhecidos em figuras quase caricatas, mas ainda perigosas.

Dirigido por Chris Miller, o filme preserva o estilo visual vibrante e o ritmo ágil característicos da franquia. A trilha sonora dinâmica e as referências à cultura pop seguem como marcas registradas, mantendo o equilíbrio entre entretenimento infantil e piadas que dialogam com o público adulto.

No elenco de vozes originais, retornam nomes fundamentais para o sucesso da saga. Mike Myers empresta novamente seu carisma ao protagonista, enquanto Eddie Murphy garante momentos hilários como o falante Burro. Antonio Banderas reprisa o papel do Gato de Botas, combinando charme e ironia, e Cameron Diaz retorna como Fiona, cuja postura firme reforça a força feminina dentro da narrativa.

Entre as novidades, destaque para Justin Timberlake, que dá voz a Artie, e John Cleese, que interpreta o rei Harold. A química entre os personagens mantém o frescor da franquia e ajuda a sustentar o tom leve mesmo quando a história aborda questões mais profundas.

Além das aventuras e das situações cômicas, Shrek Terceiro trabalha uma mensagem clara sobre identidade e responsabilidade. Ao longo da trama, Shrek precisa confrontar seus próprios medos e inseguranças. O receio de não estar à altura do cargo espelha um sentimento universal: o medo de não corresponder às expectativas. Ao mesmo tempo, Artie aprende que liderança não nasce de popularidade, mas de autenticidade e coragem.

Essa combinação de humor e reflexão é um dos fatores que explicam o sucesso duradouro da franquia. Desde o primeiro filme, a saga de Shrek subverteu os padrões dos contos de fadas tradicionais, propondo uma visão mais humana, imperfeita e, justamente por isso, mais próxima do público. O terceiro capítulo reforça essa identidade ao mostrar que crescer implica aceitar desafios inesperados.

Para quem deseja rever o filme além da exibição na TV aberta, ele também está disponível em plataformas digitais. O título pode ser encontrado no catálogo do Telecine e da Netflix, além de opção de aluguel no Prime Video.

Trilha sonora de Peaky Blinders: The Immortal Man aprofunda o lado mais sombrio da saga e acompanha estreia do filme nos cinemas

A Sony Music confirmou que a trilha sonora oficial de Peaky Blinders: The Immortal Man será lançada em 6 de março de 2026, mesma data em que o aguardado longa chega aos cinemas. Para abrir os trabalhos, o primeiro single, “Puppet”, já está disponível nas plataformas digitais.

A faixa é assinada por Grian Chatten, vocalista da banda Fontaines D.C., em colaboração com os compositores Antony Genn e Martin Slattery, parceiros criativos de longa data do universo da série. Densa, melancólica e carregada de tensão, “Puppet” traduz em som o peso psicológico que sempre marcou a trajetória de Tommy Shelby. Guitarras cruas, atmosfera opressiva e a interpretação intensa de Chatten mergulham o ouvinte no conflito interno que move os personagens da história.

A trilha completa reúne 36 faixas e apresenta cinco gravações originais inéditas, além de uma trilha instrumental expansiva composta por Genn e Slattery. O projeto amplia a identidade sonora construída ao longo das seis temporadas da série exibida entre 2013 e 2022, consolidando a música como um dos pilares narrativos da franquia criada por Steven Knight.

O álbum também traz participações especiais que reforçam o peso artístico da produção. Amy Taylor, vocalista da banda Amyl & the Sniffers, contribui com uma nova gravação, enquanto integrantes do Fontaines D.C., como Carlos O’Connell e Tom Coll, ampliam a presença da banda no projeto.

Entre os destaques está uma nova versão de “Red Right Hand”, clássico de Nick Cave que se tornou praticamente um hino da série desde sua estreia. A trilha ainda inclui “Hunting The Wren (The Immortal Man Version)”, colaboração com o grupo irlandês Lankum, e releituras impactantes de “Teardrop”, do Massive Attack, incluindo uma versão assinada por Girl In The Year Above.

A continuação da história de Tommy Shelby

O filme marca a continuidade direta da série e traz de volta o vencedor do Oscar Cillian Murphy no papel de Tommy Shelby. Também retornam aos seus personagens Sophie Rundle, Ned Dennehy, Packy Lee, Ian Peck e Stephen Graham. O elenco ganha reforços de peso com Rebecca Ferguson, Tim Roth, Jay Lycurgo e Barry Keoghan.

Dirigido por Tom Harper e escrito por Knight, o longa se passa em Birmingham, em 1940, em pleno caos da Segunda Guerra Mundial. Forçado a sair de um autoexílio, Tommy Shelby enfrenta o confronto mais devastador de sua trajetória. Com o futuro da família e do próprio país ameaçado, ele precisa decidir se encara de vez o peso do próprio legado ou se está disposto a destruí-lo para sobreviver.

A ideia de levar a história para o cinema começou a ganhar força ainda antes do encerramento da sexta temporada. Em 2021, Knight já sinalizava a intenção de concluir a saga em formato de longa-metragem. Em entrevistas posteriores, Murphy deixou claro que só retornaria ao papel se o projeto tivesse um propósito narrativo legítimo. O roteiro foi finalizado em 2023, e as filmagens ocorreram entre setembro e dezembro de 2024, principalmente no Digbeth Loc Studios, em Birmingham, além de locações em West Midlands e Merseyside.

Frestas | Trienal de Artes ocupa o Sesc Sorocaba e a cidade com percurso entre arte e memória

A partir de 27 de fevereiro de 2026, o Sesc Sorocaba se transforma em um grande território de encontros com a abertura da 4ª edição de Frestas – Trienal de Artes. Com 102 participantes, entre artistas e iniciativas comunitárias do Brasil e de outros países, e 188 projetos apresentados, a mostra expande seus limites físicos e simbólicos para além da unidade, ocupando também diferentes pontos da cidade.

O estacionamento G2 do Sesc vira uma ampla galeria expositiva, mas o percurso não termina ali. A Trienal se espalha por espaços como a Capela João de Camargo, o Clube 28 de Setembro, o Monumento Pelourinho e o Monumento à Mãe Preta, criando um trajeto que convida o público a caminhar e a perceber a cidade como parte essencial da experiência artística.

Sob curadoria de Luciara Ribeiro, Naine Terena e Khadyg Fares, com assistência de Cadu Gonçalves e Cristina Fernandes e coordenação educativa de Val Chagas, esta edição traz o título do caminho um rezo. A proposta parte da ideia de que caminhar pode ser um gesto político, espiritual e coletivo. O conceito dialoga com reflexões do artista e professor Tadeu Kaingang, com a noção andina de “Thaki” descrita por Silvia Rivera Cusicanqui e com o pensamento afropindorâmico de Antônio Bispo dos Santos, conhecido como Nêgo Bispo.

A Trienal se constrói como uma escuta sensível do território sorocabano. Para isso, foram criados dois conselhos consultivos. O Conselho Territorial aproximou a mostra de iniciativas locais e ampliou o diálogo com as dinâmicas sociais e comunitárias da cidade. Já o Conselho Conexões expandiu os horizontes conceituais do projeto, articulando perspectivas diversas sobre coletividade e modos de habitar o mundo.

Entre os destaques internacionais está a artista palestina Emily Jacir, que apresenta o filme Letter to a Friend, obra que costura memória pessoal e conflito geopolítico a partir de Belém, na Palestina. Da Austrália, Gordon Hookey, integrante do povo Waanyi, exibe Murriland! 2, trabalho que revisita criticamente a história de Queensland sob perspectiva indígena. Outro nome central é Richard Long, referência da land art britânica, que apresenta A linha feita pelo caminhar, registro emblemático do gesto repetido de traçar um percurso sobre o gramado.

A mostra também enfatiza práticas que articulam corpo, território e afirmação política. A Plataforma Demonstra apresenta obras de artistas com deficiência, propondo uma experiência que prioriza convivência e acessibilidade poética. Em diálogo com essa discussão, o artista baiano Edu O. exibe Ah, se eu fosse Marilyn!, trabalho que tensiona padrões de beleza e questiona quais corpos são autorizados a ocupar o espaço público.

Saberes tradicionais e práticas agroecológicas ganham espaço com a CAIANAS – Coletivo Ambientalista Indígena de Ação para Natureza Agroecologia e Sustentabilidade, que transforma preservação ambiental em gesto artístico, e com o Projeto Carpinteiros da Amazônia, reunindo mestres carpinteiros de comunidades ribeirinhas e quilombolas do Pará em demonstrações e conversas públicas.

A espiritualidade também atravessa a Trienal. O artista paulistano No Martins instala a obra Deus tá vendo na ponte estaiada da unidade, enquanto Moisés Patrício apresenta Sete cantos para pai João de Camargo, em diálogo direto com a tradição religiosa negra de Sorocaba.

O próprio Rio Sorocaba surge como presença simbólica e política na exposição. Ele aparece na obra coletiva Memórias do Rio: ecos de resistência e também em trabalhos como O rio que rasga a minha cidade, de Julio Veredas, e Dança um rio onde eu nasci, de Douglas Emilio.

notícias em destaque