Crítica – “Pânico 7” tropeça no próprio legado e entrega o desfecho mais fraco da franquia

Depois de décadas transformando a máscara de Ghostface em símbolo máximo do terror metalinguístico, a franquia chega ao seu capítulo mais problemático com Pânico 7. O retorno de Sidney Prescott, novamente interpretada por Neve Campbell, tinha tudo para ser um reencontro poderoso com as origens da saga. Em vez disso, o que se vê é um filme que oscila entre a nostalgia fácil e decisões criativas que enfraquecem perigosamente o próprio mito que tenta sustentar.

A premissa é promissora. Um novo Ghostface surge para atormentar Sidney, agora vivendo em uma cidade pacata e dedicada à criação da filha. A ameaça deixa de ser apenas pessoal e passa a atingir diretamente sua família, elevando o conflito emocional. O roteiro sugere que este será o confronto definitivo com os traumas do passado. Porém, a execução raramente alcança a profundidade que a ideia promete.

A tentativa de atualizar o terror com elementos contemporâneos, como deepfakes, sistemas de segurança e vigilância digital, parece mais um recurso superficial do que uma real reinvenção narrativa. A tecnologia é usada como enfeite temático, mas não é explorada com inteligência suficiente para gerar tensão consistente. Em vários momentos, ela surge como solução conveniente ou como desculpa para reviravoltas pouco orgânicas.

O longa também aposta na nostalgia como muleta. Personagens antigos retornam, referências se acumulam e o discurso sobre legado é repetido à exaustão. O problema é que essa reverência ao passado não vem acompanhada de novas ideias à altura. A franquia sempre foi conhecida por brincar com as regras do slasher e subverter expectativas. Aqui, a sensação é de repetição. Dois assassinos sob a máscara, motivações mirabolantes e um jogo de suspeitas que parece reciclado de capítulos anteriores.

Durante boa parte da projeção, o filme até consegue prender a atenção. A condução é ágil e há sequências violentas bem coreografadas, mantendo a tradição sangrenta da série. No entanto, o ritmo é irregular. Personagens se deslocam de um ponto a outro com conveniência quase sobrenatural quando a trama precisa acelerar, mas tornam-se inexplicavelmente lentos quando o suspense exige tensão gradual. Essas falhas de continuidade quebram a imersão e evidenciam descuidos estruturais.

A direção de Kevin Williamson demonstra domínio do universo que ajudou a criar, mas encontra dificuldade em fechar a própria proposta. A constante tentativa de enganar o público, multiplicando pistas falsas e suspeitos descartáveis, acaba diluindo o impacto da revelação. Em vez de surpreender, o filme cansa.

E é no desfecho que “Pânico 7” realmente desmorona. Depois de preparar o terreno para um confronto grandioso com o legado de Ghostface, a revelação dos vilões soa desproporcional ao que foi sugerido. As motivações beiram o absurdo e não sustentam o peso dramático que a narrativa tenta impor. O clímax, que deveria ser catártico, torna-se anticlimático e frustrante. A sensação é de que todas as possibilidades já foram exploradas, reutilizadas e esgotadas.

O resultado é o final mais frágil da franquia. Não por falta de sangue ou de reviravoltas, mas pela ausência de impacto real. O terror sempre foi eficaz quando conseguia equilibrar crítica ao gênero, suspense genuíno e personagens carismáticos. Aqui, sobra autoconsciência e falta frescor.

“Pânico 7” ainda oferece entretenimento momentâneo e algumas sequências intensas, mas evidencia que a saga pode ter entrado em um ciclo de desgaste criativo. Quando a maior surpresa de um filme é perceber que ele já não consegue surpreender, talvez seja hora de questionar se o legado está sendo honrado ou apenas prolongado por insistência.

Supercine exibe “De Pernas Pro Ar 2” e leva o sucesso de Ingrid Guimarães para a madrugada de sábado, 28 de fevereiro

Tem filme que a gente assiste e dá risada. E tem filme que, além de arrancar gargalhadas, faz a gente se reconhecer nas loucuras do dia a dia. É exatamente esse o clima de De Pernas Pro Ar 2, atração do Supercine neste sábado na TV Globo.

Na continuação da história, Alice está longe de ser aquela mulher insegura que tentava equilibrar casamento, filho e trabalho. Agora ela é uma empresária de sucesso, dona de uma rede de sex shops que só cresce. Interpretada com energia contagiante por Ingrid Guimarães, a personagem vive o auge profissional. O problema é que, junto com o sucesso, vieram a ansiedade, a obsessão pelo crescimento e a dificuldade de colocar o pé no freio. As informações são do AdoroCinema.

Ao lado da fiel escudeira Marcela, vivida por Maria Paula, Alice decide dar um passo ainda maior. Ela quer abrir uma filial da SexDelícia em Nova York e levar para o mercado americano um produto inovador. A ideia é grandiosa, empolgante e completamente a cara dela. Só que ninguém avisou que conquistar o mundo exige mais do que coragem. Exige equilíbrio, algo que Alice definitivamente não tem naquele momento.

O filme mostra com leveza aquilo que muita gente vive na vida real. Quando o trabalho começa a ocupar todos os espaços, até as comemorações viram motivo de tensão. Durante a festa que marca a centésima loja da rede no Brasil, a protagonista simplesmente entra em colapso. O surto é exagerado como pede a comédia, mas o sentimento por trás dele é bastante reconhecível. Quem nunca se sentiu sobrecarregado tentando dar conta de tudo ao mesmo tempo?

Depois do episódio, Alice vai parar em um spa voltado para pessoas que precisam reaprender a desacelerar. A proposta é clara: respirar fundo, reorganizar prioridades e se reconectar consigo mesma. Mas tentar convencer Alice a descansar é quase uma missão impossível. Mesmo cercada por terapias relaxantes, ela continua pensando em planilhas, contratos e na expansão internacional.

A fuga do spa e a viagem para Nova York colocam a história em movimento mais uma vez. O detalhe é que a ida aos Estados Unidos não é exatamente férias, embora ela tente vender essa ideia para a família. Entre reuniões escondidas e passeios turísticos improvisados, Alice se divide em mil para manter as aparências. E é justamente nessa tentativa de ser supermulher que o humor encontra terreno fértil.

As cenas em Nova York dão ao filme um charme especial e reforçam o contraste entre o sonho de sucesso e a bagunça emocional da protagonista. No meio das confusões, o público acompanha também o marido, interpretado por Bruno Garcia, tentando entender a nova fase da esposa. O elenco ainda conta com nomes como Eriberto Leão, ampliando as situações divertidas que surgem ao longo da trama.

Dirigido por Roberto Santucci, com roteiro de Mariza Leão, o longa mantém o estilo direto e popular que conquistou o público no primeiro filme. Quando chegou aos cinemas, repetiu o sucesso e levou milhões de espectadores às salas, provando que a comédia brasileira tem força e sabe dialogar com quem está do outro lado da tela.

O que torna “De Pernas Pro Ar 2” especial não é apenas a sucessão de cenas engraçadas. É a maneira como ele brinca com uma realidade cada vez mais comum. A busca por reconhecimento profissional pode ser empolgante, mas também pode nos afastar de quem está por perto. Alice quer ser gigante nos negócios, mas precisa aprender que sucesso nenhum compensa perder os momentos simples da vida.

Na Sessão de Sábado, TV Globo exibe “Plano B”, com Jennifer Lopez, neste 28 de fevereiro

A tarde deste sábado, 28 de fevereiro de 2026, promete ser leve e romântica na TV Globo. A emissora exibe na faixa Sessão de Sábado o filme Plano B, produção estrelada por Jennifer Lopez e Alex O’Loughlin. Lançado originalmente nos cinemas como The Back-Up Plan, o longa aposta em uma premissa simples, mas carregada de identificação, ao contar a história de uma mulher que decide não esperar mais pelo amor ideal para realizar o sonho de ser mãe.

Na trama, Zoe é uma mulher independente, bem resolvida profissionalmente e cercada de amigos. Apesar de ter uma vida estável, ela sente que o tempo está passando e que o desejo de construir uma família não pode mais ficar em segundo plano. Depois de muitos relacionamentos frustrados e encontros que não deram em nada, ela toma uma decisão corajosa. Resolve fazer inseminação artificial e assumir sozinha a maternidade. (Via AdoroCinema)

A escolha representa autonomia e força, mas também revela uma certa decepção com a busca por um parceiro que nunca pareceu chegar na hora certa. No mesmo dia em que realiza o procedimento, o destino resolve brincar com seus planos. Zoe conhece Stan, um homem charismático, gentil e diferente dos outros com quem já se envolveu. A conexão entre os dois acontece de maneira espontânea e cheia de química, como nos clássicos romances de cinema.

O início do relacionamento é marcado por entusiasmo e descobertas. Stan demonstra interesse genuíno, conquista Zoe com seu jeito simples e se mostra disposto a investir na relação. O problema surge quando ela precisa contar que já está grávida. A revelação muda completamente o rumo da história, porque o romance que estava apenas começando passa a lidar com uma responsabilidade enorme.

O filme explora com leveza as inseguranças que surgem quando duas pessoas ainda estão se conhecendo e, de repente, precisam discutir futuro, filhos e compromisso. Zoe teme que Stan se afaste ao descobrir que ela já está esperando um bebê. Stan, por sua vez, precisa refletir se está preparado para assumir um papel tão importante na vida de alguém que acabou de conhecer.

A narrativa encontra humor justamente nessas situações delicadas. As consultas médicas, os grupos de gestantes e os preparativos para o parto rendem momentos divertidos e constrangedores. A presença de coadjuvantes como Melissa McCarthy ajuda a dar ainda mais ritmo às cenas, trazendo comentários afiados e situações inusitadas que equilibram emoção e comédia.

Sob a direção de Alan Poul, o longa mantém o tom leve característico das comédias românticas da década de 2010. O roteiro aposta em conflitos previsíveis, mas eficientes, que dialogam com um público que gosta de histórias sobre segundas chances e recomeços inesperados. Jennifer Lopez conduz a trama com carisma e entrega uma personagem vulnerável e determinada ao mesmo tempo. Sua atuação foi um dos pontos mais elogiados na época do lançamento, mesmo com a recepção crítica dividida em relação ao roteiro.

Nos cinemas, o filme teve desempenho comercial sólido. Produzido com orçamento estimado em 35 milhões de dólares, arrecadou cerca de 77,5 milhões mundialmente, garantindo retorno financeiro satisfatório e consolidando seu espaço entre as comédias românticas populares daquele período. O público abraçou a proposta, principalmente por enxergar na protagonista uma mulher moderna que decide assumir o controle da própria história.

Mais do que falar sobre maternidade, Plano B discute expectativas. Muitas pessoas crescem acreditando que existe uma ordem ideal para a vida acontecer, primeiro o namoro estável, depois o casamento, em seguida os filhos. Zoe rompe com essa sequência tradicional ao escolher ser mãe antes de encontrar o parceiro definitivo. A chegada de Stan coloca em xeque essa decisão e mostra que nem sempre o amor surge no momento mais organizado ou planejado.

Ao longo da trama, o casal aprende que relacionamentos exigem diálogo e disposição para enfrentar medos. A proximidade do nascimento do bebê intensifica emoções, provoca discussões e revela diferenças de personalidade. Ainda assim, também fortalece o vínculo entre os dois, que começam a construir algo mais sólido do que uma paixão inicial.

Amor do Meu Curry | BL tailandês mistura sonhos de estrelato e romance em cidade pequena

Se você gosta de histórias românticas com clima leve, personagens carismáticos e aquele dilema clássico entre amor e carreira, o dorama Amor do Meu Curry é uma excelente pedida. Lançado em 2024, o BL tailandês combina música, juventude e descobertas emocionais em uma narrativa delicada que tem conquistado fãs do gênero. No Brasil, a série está disponível no catálogo de conteúdos do Viki.

A trama acompanha Moo, interpretado por Keen Suvijak Piyanopharoj, um adolescente determinado a se tornar uma celebridade. Ele é impulsivo, sonhador e movido por uma confiança quase inabalável no próprio talento. O problema é que sua dedicação ao sonho vai longe demais: Moo abandona a escola para focar em treinamentos e audições, deixando sua mãe desesperada com o futuro do filho.

Preocupada, ela toma uma decisão radical. Moo é enviado para uma cidade pequena, longe da agitação e das oportunidades artísticas, com a esperança de que ele volte a priorizar os estudos. O que parecia ser um castigo, no entanto, acaba se transformando em uma fase de grandes descobertas — especialmente quando ele conhece Kang.

Kang, vivido por Sea Dechchart Tasilp, é um jovem gentil e reservado que ajuda no restaurante da família. Diferente de Moo, ele é mais centrado e acostumado à rotina simples da cidade. O primeiro encontro entre os dois já deixa claro que são opostos: enquanto Moo é expansivo e cheio de energia, Kang reage às investidas com respostas secas e rejeições bem-humoradas.

Mas é justamente nesse contraste que nasce a química. Moo se encanta pela natureza bondosa de Kang e passa a frequentar o restaurante com frequência cada vez maior — sempre encontrando desculpas para puxar conversa. As tentativas atrapalhadas de aproximação rendem momentos cômicos e fofos, que equilibram bem o tom da narrativa.

À medida que convivem, o relacionamento evolui de provocações para cumplicidade. Kang começa a enxergar além da postura exagerada de Moo e percebe sua vulnerabilidade: por trás do sonho de estrelato existe um jovem inseguro, que busca validação e teme decepcionar a mãe. Já Moo aprende que nem tudo se resume a fama e aplausos — há valor na estabilidade, na simplicidade e nos sentimentos genuínos.

O grande conflito surge quando Moo finalmente alcança aquilo que sempre desejou. Após insistência e esforço, ele consegue assinar contrato com uma gravadora. O sonho de ser idol começa a se tornar realidade. Contudo, a oportunidade vem acompanhada de uma cláusula rígida: ele não pode namorar.

A partir desse ponto, “Amor do Meu Curry” ganha uma camada mais dramática. Moo se vê dividido entre dois mundos. De um lado, está a carreira que sempre perseguiu, a chance de subir aos palcos e conquistar reconhecimento. Do outro, está Kang, que representa um amor tranquilo, sincero e longe das pressões da indústria do entretenimento.

O dorama aborda esse dilema com sensibilidade, evitando exageros melodramáticos. Em vez disso, aposta em olhares, silêncios e conversas francas para construir a tensão emocional. O público é convidado a refletir junto com o protagonista: vale a pena abrir mão do amor por um sonho? Ou é possível encontrar equilíbrio?

Dirigido por Golf Sakon Wongsinwiset, a produção investe em uma fotografia acolhedora e em cenários que reforçam o clima intimista da cidade pequena. O restaurante da família de Kang se torna quase um personagem à parte — um espaço onde aromas, risadas e sentimentos se misturam, simbolizando aconchego e pertencimento.

O elenco de apoio também contribui para enriquecer a narrativa, trazendo leveza e momentos de descontração que equilibram o arco romântico principal. A química entre Keen e Sea é um dos pontos altos da série, sustentando tanto as cenas cômicas quanto as mais emocionais.

“Força, Nakamura” ganha data de estreia e chega em abril com transmissão simultânea no Brasil

Boas notícias para os fãs de romance colegial e histórias cheias de delicadeza: o anime Força, Nakamura! finalmente teve sua data de estreia confirmada para 1º de abril — e, apesar da proximidade com o Dia da Mentira, não se trata de nenhuma pegadinha. A aguardada adaptação do mangá de Syundei chega oficialmente à temporada de primavera japonesa e contará com transmissão simultânea no Brasil pela Crunchyroll, conforme já havia sido anunciado anteriormente pela plataforma.

A expectativa em torno da série só cresceu desde o anúncio da adaptação, feito em agosto de 2024. Inicialmente prevista para 2025, a produção acabou sendo adiada devido a circunstâncias de produção, aumentando ainda mais a ansiedade do público. Agora, com data confirmada e trailer divulgado, a história do tímido Nakamura está pronta para conquistar uma nova audiência — desta vez em movimento e com trilha sonora.

Um romance tímido, doce e cheio de situações constrangedoras

A trama acompanha Okuto Nakamura, um estudante do ensino médio de 16 anos que guarda um segredo: ele esconde sua homossexualidade enquanto nutre uma paixão intensa e silenciosa por seu colega de classe, Aiki Hirose. O detalhe é que os dois praticamente não se conhecem.

Extremamente introvertido e desajeitado, Nakamura se apaixona por Hirose à primeira vista. Desde então, passa a fantasiar diálogos perfeitos e encontros ideais que raramente saem do campo da imaginação. Na prática, cada tentativa de aproximação resulta em situações embaraçosas e fracassos cômicos — o que dá à obra um charme especial, equilibrando humor leve e sensibilidade emocional.

Ao longo da história, o público acompanha o crescimento pessoal de Nakamura. Entre tropeços, mal-entendidos e momentos de coragem inesperada, ele começa lentamente a ganhar confiança. O desenvolvimento do relacionamento não acontece de forma explosiva ou dramática, mas sim com delicadeza: primeiro surge a amizade, depois a cumplicidade. É uma narrativa sobre amadurecimento, vulnerabilidade e os pequenos passos que constroem grandes mudanças.

Do mangá independente ao sucesso editorial

Antes de ganhar as telas, “Go For It, Nakamura!” teve uma trajetória curiosa no universo dos quadrinhos. O personagem surgiu inicialmente em ilustrações e pequenas histórias publicadas online por Syundei. O tom bem-humorado e a personalidade cativante de Nakamura chamaram atenção, abrindo portas para algo maior.

Em 2014, Syundei foi convidado pelo editor-chefe da revista Opera para criar uma história curta que ocupasse páginas em branco de uma edição da publicação. O one-shot lançado em dezembro daquele ano acabou se tornando o primeiro capítulo oficial da série. A recepção positiva levou à serialização regular a partir de 2015.

A obra foi concluída com onze capítulos, posteriormente compilados em um volume único lançado em 2017 pela editora Akane Shinsha. O sucesso ultrapassou as fronteiras japonesas quando a Seven Seas Entertainment licenciou a versão em inglês, marcando a entrada da editora no segmento boys’ love com o título.

O êxito foi suficiente para render uma sequência, intitulada “Go For It Again, Nakamura!”, que expandiu ainda mais o universo dos personagens e consolidou a série como uma queridinha entre leitores que buscam romances LGBTQIA+ leves e representativos.

No Brasil, o mangá é publicado pela Editora NewPOP, permitindo que leitores brasileiros acompanhem oficialmente a história em português.

Produção do anime e equipe criativa

A adaptação para anime será produzida pelo estúdio Studio Drive, com direção de Aoi Umeki. O roteiro fica por conta de Umeki em parceria com Yasuko Aoki, enquanto o design de personagens também leva a assinatura de Umeki — o que indica um cuidado especial em preservar o traço expressivo e delicado do mangá original.

A trilha sonora será composta por Ayana Tsujita, prometendo reforçar o clima sensível e juvenil da narrativa. Já as músicas-tema adicionam uma camada nostálgica e energética à produção: a abertura “Glory Days” será interpretada por Senri Oe, enquanto o encerramento trará “Sekai de Ichiban Atsui Natsu”, clássico do grupo Princess Princess.

Outro detalhe interessante é que os dois primeiros episódios serão disponibilizados juntos online no Japão, estratégia que pode ajudar a envolver rapidamente o público na jornada emocional de Nakamura.

Representatividade e leveza

Embora esteja inserido no gênero boys’ love, “Go For It, Nakamura!” se destaca por adotar uma abordagem leve, quase inocente. A narrativa foca mais nas inseguranças adolescentes e na dificuldade de comunicação do que em conflitos dramáticos intensos.

O anime tem potencial para dialogar não apenas com fãs do gênero BL, mas também com qualquer espectador que já tenha vivido um amor platônico no ambiente escolar. A timidez extrema de Nakamura, suas fantasias exageradas e o medo constante de fazer tudo dar errado tornam o personagem universalmente identificável.

Em um cenário em que produções LGBTQIA+ ganham cada vez mais espaço na animação japonesa, a estreia da série representa mais um passo importante na ampliação de narrativas diversas — especialmente aquelas que apostam na ternura como força principal.

Onde assistir no Brasil

Os fãs brasileiros poderão acompanhar a estreia simultaneamente com o Japão pela Crunchyroll, que já confirmou a exibição da série em seu catálogo. A plataforma tem investido fortemente em títulos da temporada e mantém o compromisso de disponibilizar episódios com rapidez e qualidade.

Saiba qual filme vai passar no Cine Aventura deste sábado, 28 de fevereiro, na Record TV

Neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, a Record TV leva ao ar, na faixa Cine Aventura, o filme Nerve: Um Jogo Sem Regras, um suspense tecnológico que combina romance, adrenalina e uma crítica direta à cultura da superexposição nas redes sociais. Lançado em 2016, o longa conquistou o público jovem ao transformar um simples jogo online em um verdadeiro teste de coragem — e de limites.

Dirigido por Henry Joost e Ariel Schulman, com roteiro assinado por Jessica Sharzer, o filme é inspirado no livro homônimo da escritora Jeanne Ryan. No elenco principal estão Emma Roberts, Dave Franco e Juliette Lewis, que entregam atuações marcadas pela intensidade e pela química em cena.

A história acompanha Venus “Vee” Delmonico (Emma Roberts), uma adolescente inteligente e talentosa que vive em Staten Island e sonha em estudar arte fora da cidade. No entanto, o luto pela morte recente do irmão mais velho torna o ambiente familiar delicado, fazendo com que ela adie seus próprios planos para não ferir ainda mais a mãe.

Enquanto Vee hesita em dar o próximo passo em sua vida, sua melhor amiga, Sydney, vive mergulhada no Nerve, um jogo de desafios transmitido ao vivo pela internet. A dinâmica é simples: usuários se inscrevem como “jogadores” ou “observadores”. Os jogadores cumprem tarefas enviadas pelos espectadores e, quanto mais ousadas e arriscadas forem as missões, maior a recompensa em dinheiro e popularidade.

Provocada por Sydney por ser “certinha” demais, Vee decide se inscrever no jogo quase como um ato impulsivo. Seu primeiro desafio é beijar um estranho. É assim que ela conhece Ian (Dave Franco), que também está participando do Nerve. O encontro, inicialmente despretensioso, rapidamente ganha a atenção do público online, que passa a acompanhar cada passo da dupla.

Da empolgação ao perigo real

O que começa como uma brincadeira ousada evolui para desafios cada vez mais extremos. Incentivados pelos espectadores, Vee e Ian atravessam Manhattan cumprindo tarefas que envolvem experimentar roupas de luxo sem pagar, fazer tatuagens inesperadas e até pilotar uma motocicleta em alta velocidade com os olhos vendados.

A adrenalina, a estética vibrante da cidade à noite e a crescente conexão entre os dois transformam o casal nos favoritos do público. O número de visualizações sobe, o dinheiro aumenta e a sensação de invencibilidade toma conta.

Mas o jogo cobra seu preço.

Sydney, incomodada com a ascensão meteórica da amiga, aceita um desafio arriscado durante uma festa: atravessar uma escada posicionada entre dois prédios. O medo fala mais alto, ela desiste e acaba eliminada da competição. O episódio marca o início de uma ruptura na amizade das duas.

Ao mesmo tempo, Vee descobre que Ian havia recebido a missão secreta de levá-la até aquela festa e provocar um conflito entre as amigas — tudo para gerar mais audiência. A revelação expõe o lado manipulador do Nerve, que transforma relações pessoais em espetáculo.

Um sistema que não aceita desistências

À medida que os desafios se tornam mais perigosos, Vee percebe que está presa em algo muito maior do que imaginava. Quando tenta procurar ajuda e denunciar o jogo, não é levada a sério. Como punição, todo o dinheiro da conta bancária que divide com a mãe desaparece.

Ela descobre então a existência de uma terceira categoria dentro do Nerve: os “prisioneiros”. São jogadores que tentaram abandonar o jogo ou denunciá-lo e acabaram sendo chantageados digitalmente. Ian revela que ele e outro participante, Ty, já perderam um amigo durante um desafio e tiveram suas vidas destruídas ao tentar expor o esquema.

Enquanto isso, o amigo hacker de Vee, Tommy, tenta desativar o sistema com a ajuda de outros jovens especialistas em tecnologia. Porém, o Nerve opera como uma rede descentralizada: cada celular conectado funciona como parte do servidor. Derrubar o jogo significa convencer as próprias pessoas a saírem dele.

A final que choca o público

A competição chega ao clímax em uma rodada final tensa e perturbadora. Vee e Ian são colocados frente a frente e recebem a ordem de atirar um no outro. A decisão depende do voto dos espectadores, que acompanham tudo em tempo real.

Quando a maioria vota a favor do disparo, o filme escancara sua principal crítica: a facilidade com que o anonimato e a distância da tela podem transformar pessoas comuns em cúmplices de atos extremos.

O tiro é disparado e Vee aparentemente morre, deixando Ian devastado. Mas a cena é parte de um plano arriscado. Com a ajuda de Ty, ela encena a própria morte para chocar o público e forçar o colapso do sistema.

Simultaneamente, Tommy e os hackers conseguem revelar as identidades reais dos espectadores que votaram pelo assassinato, enviando uma mensagem direta: “Você é cúmplice.” O choque faz com que milhares de usuários abandonem o jogo ao mesmo tempo, derrubando os servidores e encerrando o Nerve.

“A Noiva!” estreia em 4 de março nos cinemas e se consolida como uma das apostas mais ousadas do ano

A Warner Bros. Pictures inicia a contagem regressiva para a estreia de A Noiva!, um dos lançamentos mais comentados e curiosos de 2026. O longa chega aos cinemas brasileiros no dia 5 de março e promete ir muito além de uma simples releitura da clássica Noiva de Frankenstein. Aqui, a proposta é ousada: transformar um ícone do terror em uma história intensa sobre identidade, desejo, exclusão social e liberdade, tudo isso embalado por romance, suspense e uma estética que flerta com o musical.

A direção é assinada por Maggie Gyllenhaal (A Filha Perdida, O Sorriso de Mona Lisa), que consolida seu estilo autoral ao apostar em personagens complexos e narrativas emocionalmente desafiadoras. Em A Noiva!, ela conduz o público por uma Chicago dos anos 1930 marcada por contrastes: glamour e decadência, progresso e repressão, beleza e monstruosidade. É nesse cenário que nasce uma história de amor improvável — e perigosa.

A trama acompanha a Noiva, vivida por Jessie Buckley (Estou Pensando em Acabar com Tudo, Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos). Ressuscitada após uma morte violenta, ela desperta sem memórias do passado e sem qualquer manual para entender quem é ou quem deveria ser. Sua existência, por si só, já representa um erro para a sociedade que a observa com medo e desprezo. A partir desse vazio, a personagem inicia uma jornada de autoconhecimento marcada por rebeldia, curiosidade e uma crescente recusa em aceitar os limites impostos a ela.

Ao seu lado está Frankenstein, interpretado por Christian Bale (Batman: O Cavaleiro das Trevas, O Vencedor). Diferente de outras versões do mito, este Frankenstein não é apenas um criador arrependido ou um monstro incompreendido: ele é um homem solitário, cansado de viver à margem, que encontra na Noiva não só companhia, mas também um espelho de suas próprias fraturas. Juntos, eles constroem uma relação intensa, caótica e profundamente humana.

O romance entre os dois rapidamente os transforma em amantes fora da lei. Perseguidos pela polícia, julgados pela sociedade e usados como símbolos de medo, eles passam a desafiar a ordem estabelecida, provocando reações que vão muito além do horror. A presença da Noiva desperta discussões sobre moral, ciência, religião e controle social, funcionando como um catalisador de mudanças em uma cidade que não sabe lidar com aquilo que foge do padrão.

A Noiva! também se destaca como uma experiência cinematográfica ambiciosa. A fotografia é assinada por Lawrence Sher (Coringa, Godzilla: Rei dos Monstros), que filmou o longa inteiramente com câmeras digitais certificadas para IMAX. O resultado é uma estética grandiosa, com enquadramentos que valorizam tanto a intimidade dos personagens quanto a imponência dos cenários urbanos. Cada cena parece pensada para ser sentida, não apenas assistida.

Outro elemento que chama atenção é a presença de grandes números de dança, algo pouco comum em narrativas de terror. Essa escolha reforça o tom híbrido do filme, que mistura gêneros sem medo de arriscar. A dança surge como forma de expressão, libertação e até provocação, ampliando o impacto emocional da história e dando ao filme uma identidade própria.

Na pós-produção, a edição ficou sob responsabilidade de Dylan Tichenor (Moonlight, Trama Fantasma), garantindo ritmo e fluidez a uma narrativa que transita entre o drama íntimo e o espetáculo visual. Já a trilha sonora é assinada por Hildur Guðnadóttir (Coringa, Tár), cuja música densa e melancólica contribui para criar uma atmosfera ao mesmo tempo sombria e emocionalmente envolvente. O músico Fever Ray (The Knife, Radical Romantics) também participa do projeto, compondo duas músicas originais e fazendo uma aparição especial no filme, reforçando o clima experimental da produção.

Com orçamento estimado em US$ 80 milhões, A Noiva! passou por um processo de produção cuidadoso, iniciado em março de 2024, em Nova York. O valor, considerado alto para um filme autoral, reflete a confiança do estúdio na visão de Maggie Gyllenhaal e no potencial da obra de dialogar tanto com o grande público quanto com a crítica.

Trailer de “Todo Mundo em Pânico 6” é exibido com exclusividade nas sessões de “Pânico 7” nos cinemas

Quem entrou recentemente em uma sessão de Pânico 7 pode ter sido surpreendido por algo além dos sustos e da tensão: gargalhadas inesperadas ecoando pela sala. Isso porque a família Wayans decidiu lançar o primeiro trailer de Todo Mundo em Pânico 6 de forma nada convencional — exclusivamente nas exibições do novo capítulo da franquia de terror. Ainda não há versão oficial disponível na internet, o que transformou a prévia em uma espécie de “experiência secreta” para quem está no cinema.

E, ao que tudo indica, a estratégia deu certo.

Vídeos gravados discretamente dentro das salas começaram a circular nas redes sociais, mostrando plateias reagindo com risadas altas e espontâneas. O clima lembra o início dos anos 2000, quando ir ao cinema para assistir a uma comédia significava compartilhar a experiência coletiva do riso — algo que se tornou cada vez mais raro na era do streaming.

Entre as principais referências vistas no teaser estão momentos inspirados no impactante Pecadores, na boneca tecnológica e perturbadora de M3GAN, além de piscadelas para produções como A Hora do Mal e o angustiante Um Lugar Silencioso. A proposta parece clara: atualizar o repertório da franquia, mirando no terror contemporâneo que domina as bilheterias e as conversas nas redes.

Marlon Wayans, que estrela e coescreve o novo filme, entrou na brincadeira. Em um vídeo publicado recentemente, ele aparece acompanhando a exibição do trailer no cinema e ironiza: diz estar “filmando ilegalmente” o próprio teaser enquanto observa as reações do público. A cena é divertida, mas também simbólica. Mostra que o retorno da família Wayans não é apenas comercial — existe ali um envolvimento pessoal, quase afetivo, com a franquia que eles ajudaram a transformar em fenômeno cultural.

A trama de Todo Mundo em Pânico 6 ainda está sendo mantida em sigilo. Mas, historicamente, a essência da saga nunca foi exatamente a complexidade narrativa — e sim a capacidade de transformar os maiores sucessos do terror em piadas exageradas, cenas absurdas e situações constrangedoras que desafiam qualquer lógica.

O fenômeno que nasceu da paródia

Para entender a expectativa em torno do novo capítulo, é impossível não revisitar o impacto do primeiro filme. Todo Mundo em Pânico estreou em 2000 como uma resposta direta ao sucesso de Pânico e Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado. O terror adolescente estava em alta, e os Wayans enxergaram ali uma oportunidade perfeita para brincar com os clichês do gênero.

Dirigido por Keenen Ivory Wayans e escrito por Marlon Wayans e Shawn Wayans, o longa misturava humor físico, referências diretas e um roteiro que não tinha medo de ser exagerado. A história acompanhava um grupo de adolescentes que, após um acidente fatal, passa a ser perseguido por uma figura mascarada — uma versão escancaradamente caricata do assassino Ghostface.

O elenco também marcou época, com nomes como Anna Faris e Regina Hall, que se tornaram rostos emblemáticos da franquia. O sucesso foi estrondoso: produzido com orçamento modesto, o filme arrecadou cerca de US$ 278 milhões no mundo todo, consolidando-se como uma das comédias mais lucrativas daquele ano.

Mas o que realmente fez diferença foi o timing. O longa não apenas zombava do terror, mas também dialogava com a cultura pop dos anos 1990. Referências a Halloween, O Iluminado, Sexta-Feira 13, O Sexto Sentido, A Bruxa de Blair e até Matrix mostravam que a proposta era abraçar o exagero sem pedir desculpas.

A franquia seguiu com mais quatro sequências, mas, com o tempo, perdeu parte da identidade original — especialmente após o afastamento criativo dos Wayans. O último filme, lançado em 2013, teve recepção morna e deixou no ar a sensação de que talvez o ciclo tivesse se encerrado.

Nostalgia ou reinvenção?

É justamente por isso que Todo Mundo em Pânico 6 desperta tanto interesse. O retorno da família Wayans representa, para muitos fãs, uma tentativa de resgatar a essência que fez o primeiro filme funcionar. Mas o desafio é grande: o humor mudou, o público mudou, e o próprio terror se reinventou.

Hoje, o gênero vive uma fase marcada por produções mais densas, simbólicas e tecnológicas. A paródia precisa acompanhar essa evolução sem perder o frescor. Transformar fenômenos recentes em sátira exige não apenas criatividade, mas também sensibilidade para entender o que realmente marcou o público.

Decepcionou? Pânico 7 estreia com pior nota da franquia no Rotten Tomatoes

A franquia Pânico está de volta aos cinemas com seu sétimo capítulo, mas a recepção da crítica não foi nada animadora. Pânico 7 estreou com 43% de aprovação no Rotten Tomatoes, marcando a pior pontuação da saga em seus quase 30 anos de história. Até o momento, a avaliação do público ainda não foi divulgada.

O novo índice supera negativamente o antigo recorde, que pertencia a Pânico 3, com 45%. Já Pânico 2 segue como o mais bem avaliado da franquia, com 83% de aprovação.

Apesar das críticas mistas — que elogiam o entretenimento e as cenas de violência, mas apontam fragilidades no roteiro e no desenvolvimento dos personagens — a estreia nas bilheterias promete ser forte. As projeções indicam uma arrecadação entre US$ 40 milhões e US$ 45 milhões no primeiro fim de semana.

Bastidores turbulentos e retorno marcante

Sequência de Pânico VI, o longa é dirigido por Kevin Williamson, que também assina o roteiro ao lado de Guy Busick, a partir de uma história desenvolvida com James Vanderbilt.

O elenco traz de volta nomes clássicos da franquia, como Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Matthew Lillard, Jasmin Savoy Brown e Mason Gooding. Também integram o elenco nomes como Mckenna Grace e Joel McHale.

A produção passou por mudanças significativas. Após a saída dos diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, Christopher Landon chegou a assumir o projeto, mas deixou a produção após reformulações criativas e a saída de parte do elenco. Em março de 2024, Neve Campbell confirmou seu retorno à franquia, e Kevin Williamson assumiu oficialmente a direção. As filmagens ocorreram entre janeiro e março de 2025.

Trama aposta em nostalgia e reviravoltas

A história acompanha um novo assassino sob a máscara de Ghostface, agora tendo como alvo a filha de Sidney Prescott.

O filme revisita elementos clássicos da franquia, incluindo a cidade de Woodsboro e referências ao passado, como os assassinatos originais e teorias envolvendo Stu Macher. A narrativa ainda aposta em tecnologia, deepfake e múltiplas identidades por trás da máscara, mantendo a tradição de reviravoltas e revelações duplas.

Entre perseguições, ligações ameaçadoras e confrontos sangrentos, Sidney precisa mais uma vez enfrentar seus traumas para proteger sua família.

Confira o filme que será exibido nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, na Sessão da Tarde da TV Globo

A TV Globo leva mais magia e leveza para a programação da Sessão da Tarde desta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, com a exibição de “Fada Madrinha”, comédia fantástica lançada originalmente em 2020. O longa é uma opção leve e divertida para quem busca uma história encantadora sobre autoconfiança, amizade e a importância de acreditar em si mesmo.

Intitulado originalmente Godmothered, o filme acompanha Eleanor, uma jovem fada madrinha ainda em treinamento que descobre que sua profissão está ameaçada de extinção. Determinada a provar que as fadas ainda são necessárias no mundo moderno, ela decide agir por conta própria e atender ao pedido de ajuda de uma garota cuja solicitação foi ignorada.

O problema é que o pedido não é recente. Ao chegar ao “mundo real”, Eleanor descobre que a menina em questão cresceu. Mackenzie, agora adulta, é uma mãe viúva que perdeu a fé em finais felizes e vive sobrecarregada com responsabilidades. A partir desse encontro improvável, nasce uma jornada repleta de situações inusitadas, lições de vida e momentos de humor.

No papel da fada aprendiz está Jillian Bell, que conduz a personagem com carisma e ingenuidade encantadora. Já Isla Fisher interpreta Mackenzie, equilibrando emoção e leveza em uma atuação que dialoga tanto com o público infantil quanto com os adultos. O elenco ainda conta com nomes como Jane Curtin e June Squibb.

A direção é assinada por Sharon Maguire, conhecida por trabalhos que combinam humor e sensibilidade. O roteiro foi escrito por Kari Granlund e Melissa Stack, trazendo uma abordagem contemporânea ao clássico conceito das fadas madrinhas e questionando o que realmente significa ter um “final feliz” nos dias atuais.

Produzido pela Walt Disney Pictures, o longa foi desenvolvido a partir de 2019, com filmagens realizadas em Boston no início de 2020. O lançamento aconteceu diretamente no Disney+, em dezembro daquele ano, período em que muitas produções migraram para o streaming.

Além do elenco original, a versão exibida na televisão brasileira conta com dublagem de vozes conhecidas do público, como Patrícia Scalvi, Priscilla Concepcion, Sylvia Salustti e Rosa Maria Baroli, garantindo familiaridade e conexão para quem acompanha animações e produções da Disney no país.

O que esperar do filme?

A história aposta fortemente no contraste entre fantasia e realidade. De um lado, há o mundo encantado das fadas madrinhas, repleto de regras antiquadas e ideias tradicionais sobre “felizes para sempre”. Do outro, está o cotidiano corrido e imperfeito de uma mulher real, que enfrenta trabalho, maternidade e frustrações pessoais. Esse choque de universos gera momentos cômicos, mas também reflexões sobre expectativas irreais e a pressão para corresponder a um ideal romântico.

Outro ponto que o público pode esperar é uma protagonista carismática e desajeitada. A fada em treinamento não é perfeita, não domina completamente seus poderes e comete erros ao tentar ajudar. Essa imperfeição torna a narrativa mais humana e acessível, principalmente para as crianças, que enxergam nela alguém em processo de aprendizado. Ao mesmo tempo, os adultos se identificam com a personagem que perdeu a fé nos finais felizes e precisa redescobrir sua própria força.

Visualmente, é possível esperar uma estética vibrante, com figurinos marcantes e efeitos especiais que reforçam o clima fantasioso sem exageros. A direção de Sharon Maguire privilegia o tom acolhedor, mantendo o ritmo dinâmico e acessível para todas as idades.

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