Euphoria conclui gravações da terceira temporada e reacende expectativas para o próximo capítulo da série

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Poucas séries dos últimos anos conseguiram traduzir, com tanta intensidade, o caos emocional da juventude quanto Euphoria. Desde que estreou na HBO, em 2019, a produção criada por Sam Levinson deixou de ser apenas um drama adolescente e se transformou em um espelho cultural. Seus personagens, suas dores e suas atmosferas invadiram timelines, ditaram tendências e, de alguma forma, marcaram a forma como falamos sobre saúde mental, identidade e vulnerabilidade. Agora, depois de anos de espera, incertezas e silêncio dos bastidores, a terceira temporada enfim concluiu suas gravações — e isso reacendeu algo que parecia adormecido no público.

A notícia veio de uma maneira quase tímida: um story no Instagram de Sydney Sweeney, intérprete da impulsiva e fraturada Cassie. Na foto, uma comemoração de encerramento, daquelas festas de “wrap” que marcam o fim das filmagens. Para qualquer outra série, seria apenas uma formalidade. Para Euphoria, virou praticamente um acontecimento. Depois de tantos adiamentos, a confirmação soou como um sopro de alívio, acompanhado de expectativa, nostalgia e um toque de ansiedade coletiva. As informações são do Omelete.

Um retrato emocional que marcou época

Quando Euphoria estreou, ninguém imaginava o impacto que ela teria. Adaptada de uma minissérie israelense, a produção encontrou um tom autoral, sensorial e profundamente íntimo ao abordar temas que sempre dominaram a adolescência — mas que raramente são tratados com franqueza. Drogas, transtornos emocionais, solidão, sexualidade, relacionamentos abusivos, violência e a eterna busca por pertencimento fizeram da série um terreno emocional conhecido por muitos e doloroso para outros tantos.

No centro disso tudo, Rue Bennett se tornou muito mais que a narradora da história. A interpretação de Zendaya elevou a personagem a um ícone cultural — não no sentido da perfeição, mas no da humanidade crua. Rue é falha, contraditória, sensível, destrutiva, esperançosa e perdida. Ela vive espirais de vício e negação, tenta se reencontrar e fracassa repetidas vezes, sem nunca deixar de ser, paradoxalmente, alguém com quem o público cria laços profundos.

Zendaya foi reconhecida por isso com prêmios como o Emmy e o Satellite Award, mas, para além das estatuetas, o que se consolidou foi um vínculo emocional entre público e personagem que raramente se vê em produções dessa escala.

Os personagens que extrapolaram a tela

Euphoria não se sustenta apenas em Rue. A série conseguiu criar um mosaico de personalidades que representam diferentes dores e tensões do amadurecimento. Jules (Hunter Schafer) trouxe uma abordagem sensível e sincera sobre identidade de gênero, além de representar amor, ruptura e autoconhecimento. Nate (Jacob Elordi) despertou discussões acaloradas sobre masculinidade tóxica. Maddy (Alexa Demie), com seu visual marcante e personalidade à flor da pele, virou símbolo de autoestima e enfrentamento, mesmo carregando suas próprias feridas.

Cassie, interpretada por Sydney Sweeney — e que agora retorna com destaque — tornou-se um estudo quase visceral sobre dependência emocional e a necessidade desesperada de ser amada. Kat (Barbie Ferreira) abriu debates sobre corpo, desejo e autoimagem. E Fez, papel de Angus Cloud, foi um dos personagens mais queridos pelo público, tanto pela autenticidade quanto pela ternura inesperada por trás de sua aparente dureza.

A perda de Angus Cloud, em 2023, tornou-se um dos momentos mais dolorosos para fãs e elenco. Além da comoção, a ausência dele deixa uma lacuna emocional na série — e ninguém sabe ainda como a narrativa lidará com isso.

A montanha-russa até chegar ao “gravando encerrado”

A terceira temporada enfrentou um caminho turbulento. Entre pandemia, reestruturações internas da HBO e agendas quase impossíveis — dado que praticamente todo o elenco principal explodiu em Hollywood —, a produção acumulou atrasos. Rumores também surgiram sobre conflitos criativos e possíveis mudanças no rumo da história. O projeto chegou a parecer paralisado, envolto em silêncio.

O que se sabe — e o que se suspeita — sobre a nova temporada

A HBO tem tratado a terceira temporada como um cofre lacrado. Nenhum detalhe oficial sobre a trama foi divulgado. Mas existe um consenso entre fãs e críticos de que a história deve acompanhar um salto temporal. A escola provavelmente ficará para trás. A vida adulta, com suas novas feridas e responsabilidades, deve assumir o protagonismo.

Essa transição também conversa com a realidade do elenco: todos cresceram, amadureceram, se tornaram figuras ainda mais complexas, famosas e disputadas. Não faria sentido seguir o mesmo cenário de três anos atrás.

A ausência de Fez será, sem dúvida, um ponto sensível. A maneira como a série lidará com isso — seja explicitando, seja omitiindo, seja ressignificando — já desperta curiosidade e, para muitos, temor.

Uma estética que virou linguagem

Falar sobre Euphoria é falar sobre estética — e não como algo superficial, mas como extensão emocional da narrativa. As cores saturadas, os brilhos, o neon em contraste com a sombra, as lentes que distorcem o real, a trilha sonora que pulsa como se estivesse dentro da pele. Tudo isso criou um vocabulário visual que se espalhou pela moda, pela publicidade, por videoclipes e até por festas temáticas ao redor do mundo.

Euphoria influenciou tendências de maquiagem, hairstyling, figurino e até atitudes. De certo modo, ela ensinou parte de uma geração a expressar emoções por meio da aparência — não por vaidade, mas por sobrevivência emocional.

Zendaya como bússola emocional

Mesmo com tantos núcleos importantes, é inevitável olhar para Rue como o eixo que mantém tudo em torno de si. Seu retorno é talvez a expectativa mais forte do público. Zendaya sempre falou com carinho e cuidado sobre a personagem, e já deixou claro em entrevistas anteriores que deseja explorar novas camadas de vulnerabilidade e reconstrução.

Se a segunda temporada foi marcada pelo caos, a terceira talvez mergulhe no que vem depois do caos — o cansaço, a tentativa de reerguer-se, a busca por estabilidade. Resta saber como Sam Levinson conduzirá isso, e até que ponto Rue conseguirá sustentar seu próprio peso emocional.

Estreia o primeiro episódio do BL tailandês Que a Deusa te Abençoe da Morte

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O tão aguardado dorama BL tailandês Que a Deusa te Abençoe da Morte finalmente estreou, prometendo conquistar os fãs com uma narrativa envolvente que combina mistério, suspense e elementos sobrenaturais. A série, que já vem gerando expectativas desde seu anúncio, introduz um enredo instigante desde o primeiro episódio, colocando o público diante de um thriller psicológico com nuances dramáticas e sobrenaturais.

A trama gira em torno de um detetive que investiga uma série de assassinatos misteriosos ocorridos em uma floresta isolada. Durante suas investigações, ele encontra um jovem com uma habilidade singular: a capacidade de se comunicar com os mortos. Essa característica não apenas acrescenta tensão à narrativa, mas também cria um elo emocional profundo entre os personagens, explorando o luto, os segredos do passado e as consequências de decisões não resolvidas. O mistério central da série, portanto, se desenrola entre o mundo visível e o invisível, mantendo o espectador em constante expectativa sobre os próximos acontecimentos.

Por trás das câmeras, Que a Deusa te Abençoe da Morte conta com uma equipe de produção altamente qualificada. A direção é assinada por Peter Nopachai Chaiyanam, que imprime ritmo e atmosfera aos episódios, enquanto Pongchaiphat Sethanand é responsável pela cinematografia, garantindo imagens visualmente impactantes que elevam o clima de suspense. A trilha sonora, composta por Max Jetsada Hongcharoen, com contribuições de Tang Nattapak Kaweethammwong e HYE, acompanha cada cena com intensidade, reforçando os momentos de tensão e emoção.

O roteiro da série é desenvolvido por uma equipe experiente, composta por Kanokphan Ornrattanasakul, Issaraporn Kuntisuk, Sorawit Meungkeaw, Niwaruj Teekapowan e Fleur Irene Insot. Juntos, eles criam uma narrativa cheia de reviravoltas, mantendo o público envolvido enquanto exploram as complexidades dos personagens e os dilemas morais que surgem durante a investigação dos assassinatos. Cada episódio é estruturado para revelar pistas de forma gradual, aumentando a curiosidade e o engajamento dos espectadores.

No elenco, o destaque vai para Pavel Naret Promphaopun, Singha Ves-arak e “Thup” Thammawat Santasakol, que dão vida aos personagens centrais com profundidade e intensidade. Os atores conseguem equilibrar cenas de investigação com momentos de vulnerabilidade emocional, tornando a trama mais realista e conectada com o público. O elenco coadjuvante, incluindo Michael Kiettisak Vatanavitsakul, Phithaya Thanthararom e Topten Supakorn Saokhor, contribui para a complexidade da narrativa, oferecendo suporte à história principal e enriquecendo o contexto do drama policial.

Com a estreia do primeiro episódio, os fãs já começaram a mergulhar no universo de Que a Deusa te Abençoe da Morte, acompanhando cada pista, cada interação e cada suspense criado pela série. O segundo episódio está previsto para estrear em 7 de novembro de 2025, prometendo novas revelações e aprofundamento nas relações entre os personagens.

Invasão | Terceira temporada da série da Apple TV+ ganha trailer eletrizante e data de estreia

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A humanidade volta a encarar o desconhecido. A Apple TV+ revelou o aguardado trailer da terceira temporada de Invasão (Invasion), série de ficção científica criada por Simon Kinberg e David Weil, com estreia marcada para 22 de agosto de 2025. A nova leva de episódios promete intensificar o caos instaurado no planeta após a chegada dos alienígenas, aprofundando os dilemas humanos em meio à destruição e ao medo.

Estrelada por um elenco internacional — com Golshifteh Farahani, Shioli Kutsuna, Shamier Anderson, India Brown, Billy Barratt, entre outros —, a série retorna com novos confrontos, perdas e reconfigurações emocionais. O mundo, já profundamente alterado pela ameaça extraterrestre, mergulha em um estado de guerra total.

A ficção científica como espelho emocional

Lançada em 2021, Invasão fugiu da rota tradicional de séries do gênero ao investir menos na ação frenética e mais no impacto subjetivo do colapso global. Em vez de se fixar apenas na ameaça alienígena, a narrativa se expande a partir de múltiplos pontos de vista, em diferentes partes do mundo, retratando o desespero, a resiliência e os conflitos humanos com sensibilidade e complexidade.

Ao transitar entre os Estados Unidos, o Japão, o Oriente Médio e a Europa, a série constrói um mosaico geopolítico e cultural raro em produções sci-fi. A alienação causada pela presença invasora funciona como metáfora para o isolamento, a perda e o sentimento de impotência diante de forças que escapam ao controle humano.

O que traz a terceira temporada

O novo trailer antecipa um cenário mais sombrio e direto: a invasão, que antes se desenhava como ameaça silenciosa, agora assume formas devastadoras e concretas. Cidades entram em colapso, governos se fragmentam e a conexão entre as pessoas — já fragilizada — torna-se ainda mais tênue.

No centro da narrativa, Aneesha Malik (Farahani) continua em fuga com os filhos, enfrentando não apenas os horrores externos, mas também os internos: a perda, o luto e a necessidade de manter os laços familiares em meio à ruína. Trevante Cole (Anderson), ex-militar, se vê cada vez mais envolvido em iniciativas de resistência, enquanto a cientista Mitsuki Yamato (Kutsuna) se aprofunda em sua busca pela comunicação com os alienígenas — e talvez com o próprio sentido da vida diante do desconhecido.

A temporada também amplia o protagonismo juvenil, com India Brown e Billy Barratt ganhando destaque como jovens que tentam entender e reagir ao mundo à beira do abismo. Mais do que esperança, eles representam uma nova forma de consciência — menos baseada no controle e mais aberta à escuta e à adaptação.

Um dos pilares da série é seu elenco global, que dá corpo a uma narrativa igualmente plural. O drama se constrói a partir da experiência de personagens que vivem realidades profundamente distintas — mas interligadas pela mesma catástrofe. Em um mundo fraturado, as histórias cruzadas revelam como a sobrevivência, a empatia e a resistência ganham formas diferentes, mas igualmente essenciais.

O retorno de nomes como Enver Gjokaj, Nedra Marie Taylor e Naian González Norvind adiciona novas camadas às tramas já conhecidas, ampliando o leque de conflitos éticos, científicos e afetivos.

Com uma estética que privilegia o silêncio e a tensão crescente, a série conquistou um público fiel ao longo de suas duas primeiras temporadas. Apesar de críticas iniciais à sua abordagem contemplativa, a série encontrou espaço entre espectadores que valorizam construções lentas, mas densas — onde o verdadeiro horror se revela nos gestos contidos, nas despedidas silenciosas e nas decisões difíceis.

Indicada ao Visual Effects Society Awards, a série também impressiona pela excelência técnica: a fotografia minimalista, os efeitos visuais realistas e a trilha sonora inquietante criam uma atmosfera que evoca tanto a grandiosidade do espaço quanto a vulnerabilidade do ser humano.

Crunchyroll lança campanha para levar Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito ao Oscar

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O impacto de Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito nos cinemas é inegável. Desde sua estreia em julho de 2025 no Japão, o filme conquistou fãs ao redor do mundo com uma combinação rara de ação, emoção e excelência técnica. A produção, que representa a sequência direta da quarta temporada do anime, rapidamente se tornou um fenômeno cultural, consolidando-se como um dos maiores sucessos da história recente da animação japonesa. Agora, a Crunchyroll, responsável pela distribuição internacional do longa, decidiu dar um passo ousado: iniciar uma campanha para levar o filme ao Oscar de Melhor Animação.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Rahul Purini, CEO da Crunchyroll, demonstrou otimismo em relação às chances da obra no prêmio. Ele destacou que, embora animes já tenham recebido reconhecimento internacional, como A Viagem de Chihiro e O Menino e a Garça, nenhum filme do gênero shonen, voltado a ação e aventura, conquistou a estatueta até hoje. Para Purini, isso não representa uma barreira, mas sim uma oportunidade de mostrar a força e a sofisticação do anime contemporâneo: “Achamos o filme incrível — a animação, a história, a qualidade em todos os aspectos. Os fãs merecem que ele seja considerado para prêmios. Faremos nossa parte para garantir que receba o apoio necessário em todas as categorias possíveis.”

Uma obra que transcende gêneros

Castelo Infinito não é apenas mais uma adaptação de mangá. Ele representa uma evolução da franquia Demon Slayer, combinando narrativa complexa, desenvolvimento psicológico profundo dos personagens e um estilo visual que impressiona tanto pelo dinamismo quanto pela beleza estética. Baseado no arco “Castelo Infinito” do mangá de Koyoharu Gotouge, publicado entre 2016 e 2020, o filme se diferencia de suas adaptações anteriores — como Swordsmith Village e Hashira Training, que funcionaram como compilações — por ser uma experiência cinematográfica completa.

A produção, assinada pelo estúdio Ufotable, mantém a excelência técnica que consagrou a franquia. Cada cena de luta é coreografada com precisão quase hipnótica, enquanto os efeitos visuais e a iluminação conferem uma atmosfera dramática única. Sob a direção de Haruo Sotozaki, o roteiro consegue equilibrar momentos de tensão extrema com passagens de introspecção e emoção, criando uma experiência que vai muito além da ação superficial. É essa combinação de técnica e narrativa que torna Castelo Infinito uma obra capaz de atrair tanto fãs de longa data quanto novos espectadores.

A trama que prende o público

No centro da narrativa está Tanjiro Kamado, jovem que ingressou no Demon Slayer Corps, uma corporação dedicada a combater demônios, após sua irmã Nezuko ter sido transformada em um deles. O filme começa em um ponto crítico: enquanto Tanjiro e os Hashira participam de um programa de treinamento intensivo, surge Muzan Kibutsuji, o antagonista central da série, colocando em risco a vida do líder da corporação. Em uma sequência eletrizante, Tanjiro e os outros membros são lançados em uma queda vertiginosa que os leva diretamente ao Infinity Castle, o reduto final dos demônios.

É nesse cenário que se estabelece o confronto definitivo. O longa consegue equilibrar cenas de ação com momentos de forte carga emocional, explorando o medo, a coragem e os laços familiares que unem os personagens. Essa densidade narrativa é rara no gênero shonen, e é um dos fatores que torna a obra tão cativante. Além disso, o filme aborda temas universais como sacrifício, responsabilidade e superação, ampliando seu apelo para públicos de diferentes idades e culturas.

Por que o filme pode chegar ao Oscar

O potencial de Demon Slayer: Castelo Infinito para o Oscar não se limita apenas à sua popularidade ou à qualidade técnica. O longa traz um equilíbrio raro entre narrativa envolvente e inovação visual. Cada cena é planejada para criar uma experiência cinematográfica imersiva, com sequências de ação que parecem coreografias de dança e momentos de silêncio que intensificam o drama dos personagens. A atenção aos detalhes, desde a expressão facial até a movimentação do ambiente, reflete um compromisso artístico que muitas vezes supera produções tradicionais de Hollywood.

Além disso, a profundidade emocional do filme é um ponto-chave. Tanjiro não é apenas um herói que enfrenta inimigos; ele é um personagem que lida com perdas, dúvidas e responsabilidades, tornando suas decisões complexas e humanamente compreensíveis. Essa abordagem permite que o público se conecte de forma genuína com a narrativa, criando uma experiência que vai além da estética e do entretenimento.

Outro fator relevante é o impacto cultural global do anime. Nos últimos anos, produções japonesas têm conquistado cada vez mais atenção internacional, e o público ocidental demonstra crescente interesse por histórias que não seguem os padrões convencionais de Hollywood. A campanha da Crunchyroll se apoia justamente nessa abertura cultural, mostrando que a animação japonesa pode competir em igualdade de condições, oferecendo histórias densas e visualmente impressionantes que dialogam com valores universais.

Por fim, há a questão histórica: nenhum filme shonen venceu o Oscar até hoje. Isso significa que Castelo Infinito tem a oportunidade de quebrar barreiras e abrir caminho para um novo reconhecimento do gênero. Caso seja indicado, o filme não apenas celebraria a qualidade do trabalho da equipe de produção, mas também validaria o investimento global em animações japonesas complexas, ampliando a percepção de que histórias de ação e aventura podem ter relevância artística e emocional comparável a clássicos do cinema mundial.

O impacto cultural e a recepção internacional

Desde sua estreia, o filme se tornou um fenômeno não apenas entre os fãs de anime, mas também entre críticos e especialistas em animação. Sites especializados elogiaram a fluidez das lutas, a profundidade dos personagens e a fidelidade à obra original, destacando a capacidade do filme de equilibrar ação intensa com momentos de reflexão e emoção.

A bilheteira é outro indicador do sucesso. No Japão, Castelo Infinito rapidamente superou recordes anteriores da franquia, consolidando-se como um dos maiores filmes de animação da história recente do país. A distribuição internacional pela Crunchyroll ampliou ainda mais seu alcance, permitindo que a obra conquistasse espectadores na América do Norte, Europa e América Latina, além de estimular discussões sobre o papel da animação japonesa no cenário cinematográfico global.

Fãs como protagonistas

Um elemento essencial na campanha pelo Oscar é o envolvimento da comunidade de fãs. Demon Slayer possui uma base de fãs engajada, que participa ativamente de discussões online, cosplay, fanarts e transmissões ao vivo, mantendo o interesse pelo filme vivo muito tempo após o lançamento. Para a Crunchyroll, essa paixão não é apenas um indicador de popularidade, mas uma força que pode influenciar o reconhecimento do filme em premiações. Rahul Purini destaca que, mais do que qualquer campanha de marketing, o apoio dos fãs é crucial para mostrar à indústria o valor da obra.

Próximos passos e expectativas

A campanha pelo Oscar já está em andamento, com a Crunchyroll planejando exibições especiais, participações em festivais internacionais e painéis de discussão que aumentem a visibilidade do longa entre críticos e votantes. A expectativa é que Castelo Infinito consiga não apenas uma indicação, mas também abra espaço para a valorização de toda uma indústria que, historicamente, esteve à margem das premiações ocidentais.

Enquanto a corrida pelo Oscar se desenrola, o filme continua a cativar o público, provando que qualidade técnica, narrativa envolvente e impacto emocional podem convergir em uma obra de arte que transcende barreiras culturais.

Rabbit Trap | Terror psicológico estrelado por Dev Patel e Rosy McEwen ganha trailer oficial

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Foi revelado na última quinta-feira (14) o trailer oficial de Rabbit Trap, o mais novo longa-metragem de terror psicológico que estreia nos cinemas em 12 de setembro de 2025. Estrelado por Dev Patel e Rosy McEwen, o filme marca a estreia na direção de longa de Bryn Chainey, que assina também o roteiro, trazendo ao público uma narrativa tensa, envolvente e carregada de mistério. Abaixo, veja o vídeo:

Ambientado no interior isolado do País de Gales em 1973, o filme acompanha a vida de um casal de músicos que busca recomeçar, mas acaba despertando forças ancestrais ligadas à floresta ao redor de sua nova moradia. A trama explora temas de obsessão, ciúme, paranoia e a tênue linha entre realidade e mito, em uma experiência cinematográfica que mistura o psicológico e o sobrenatural.

Um novo começo que desperta o terror

Daphne (Rosy McEwen) e Darcy (Dev Patel) são músicos casados que decidem se mudar para uma cabana isolada em busca de inspiração e de um novo começo para seu trabalho. Darcy se dedica a coletar amostras de áudio da floresta, registrando sons para o novo disco do casal. Em um desses registros, ele inadvertidamente captura um som nunca antes ouvido, que desperta a energia criativa de Daphne, mas também aciona forças antigas e malévolas presentes na paisagem.

A presença da música parece perturbar o equilíbrio da floresta e, com o tempo, um estranho aparece à porta do casal. Inicialmente acolhido, ele auxilia os músicos a compreender seu novo ambiente, mas logo Darcy passa a desconfiar da obsessão do visitante. A tensão cresce à medida que o ciúme, a paranoia e a intriga se instalam, confundindo realidade e mito e transformando a cabana em um lugar de medo constante.

A mítica Tylwyth Teg e o elemento sobrenatural

O filme se inspira nas lendas galesas, particularmente nas Tylwyth Teg, fadas conhecidas por protegerem certos círculos da natureza. Ao perturbar esse círculo acidentalmente, o casal desencadeia eventos misteriosos, incluindo a aparição de uma criança enigmática que parece carregar intenções malévolas. Essa fusão de folclore e terror psicológico cria uma atmosfera única, aproximando Rabbit Trap de clássicos do gênero que exploram a interação entre seres humanos e forças sobrenaturais da natureza.

Elenco e produção

Dev Patel, conhecido por trabalhos como Lion: Uma Jornada para Casa e Slumdog Millionaire, interpreta Darcy Davenport e também assume a função de produtor executivo. Ao lado dele, Rosy McEwen dá vida a Daphne, compondo um casal que precisa lidar com a tensão crescente de eventos inexplicáveis. Jade Croot interpreta a criança misteriosa, adicionando um elemento de suspense e inquietação ao enredo.

A produção é assinada por Elijah Wood e Daniel Noah, da SpectreVision, em parceria com Lawrence Inglee, Elisa Lleras, Alex Ashworth e Sean Marley. A Bankside Films também está envolvida na produção, garantindo a execução de uma visão cinematográfica que combina estética visual apurada com narrativa intensa. A trilha sonora é composta por Lucrecia Dalt, enquanto Graham Reznick assina o design de som e Brent Kiser atua como supervisor de som, construindo um ambiente auditivo que potencializa a tensão do filme.

Filmagens e ambientação

A fotografia principal ocorreu em 2023, com locações em North Yorkshire, proporcionando um cenário natural e isolado que reforça a sensação de isolamento do casal e contribui para a atmosfera opressiva do longa. A escolha do País de Gales e suas florestas densas e misteriosas foi estratégica, criando um espaço onde a natureza e o mito se entrelaçam, desafiando a percepção dos personagens e do público.

Quando o filme estreia?

O longa-metragem teve sua estreia mundial na seção Midnight do Festival de Cinema de Sundance de 2025, em 24 de janeiro. A escolha da programação Midnight reflete a intensidade do filme e seu foco no suspense e terror psicológico. Nos Estados Unidos, o lançamento está programado para 12 de setembro de 2025 pela Magnolia Pictures, mas ainda não há informações sobre a data de estreia no Brasil.

Um thriller psicológico que vai além do sobrenatural

Além de dar muitos sustos e ser cercado de mistério, o filme investiga o comportamento humano em situações de estresse, medo e isolamento. A paranoia e o ciúme entre o casal refletem conflitos universais, enquanto a inserção do mito das Tylwyth Teg adiciona camadas de simbolismo que exploram como o desconhecido pode influenciar nossas ações. A criança misteriosa, por sua vez, funciona como catalisadora da tensão, personificando o limiar entre o sobrenatural e o psicológico.

Bryn Chainey, em sua estreia como diretor de longa-metragem, demonstra uma sensibilidade única para equilibrar ritmo, suspense e construção de personagens. Ao mesmo tempo, o roteiro faz uso do som e da música como elementos narrativos essenciais, mostrando como o ambiente auditivo pode se tornar parte da narrativa e amplificar a experiência do espectador.

Clássico do terror O Iluminado retorna aos cinemas brasileiros em dezembro para celebrar 45 anos de sua estreia

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Um dos filmes mais inquietantes e enigmáticos da história do cinema está prestes a voltar às telonas. A Warner Bros. Pictures anunciou o relançamento de O Iluminado, obra-prima dirigida por Stanley Kubrick, que retorna aos cinemas de todo o Brasil entre os dias 11 e 17 de dezembro. A reestreia faz parte das comemorações pelos 45 anos do lançamento do longa, em 2025 — uma oportunidade rara para o público reviver (ou descobrir) o terror psicológico que redefiniu o gênero.

Lançado originalmente em 1980, o filme americano é inspirado no livro homônimo de Stephen King e apresenta uma história que, mesmo décadas depois, continua provocando medo, fascínio e discussões. A trama acompanha Jack Torrance, vivido por Jack Nicholson, um escritor em crise que aceita o cargo de zelador de inverno no isolado Overlook Hotel, localizado nas montanhas do Colorado. Ao lado da esposa Wendy (Shelley Duvall) e do filho Danny (Danny Lloyd), ele acredita que o isolamento será a chance perfeita para reencontrar a inspiração. Mas o silêncio e a solidão se transformam em um pesadelo — e o que começa como tranquilidade logo se torna uma descida brutal à loucura.

Danny, o pequeno filho, tem um dom especial — a habilidade de “iluminar”, enxergando presenças e acontecimentos do passado e do futuro. É por meio de seus olhos que o espectador testemunha o verdadeiro horror que habita o hotel. Conforme as visões se intensificam e Jack sucumbe a uma força invisível, o Overlook deixa de ser apenas um cenário: torna-se um personagem vivo, repleto de ecos, fantasmas e traumas.

Mais do que um simples filme de terror, o longa-metragem é uma experiência sensorial e psicológica. Kubrick transformou o suspense em arte, criando uma atmosfera densa e claustrofóbica. Suas câmeras percorrem corredores intermináveis, capturam o silêncio das montanhas nevadas e mergulham o público em uma tensão crescente que nunca se desfaz completamente.

O longa também marcou a história da técnica cinematográfica. Foi um dos primeiros a utilizar a Steadicam, tecnologia que permite movimentos de câmera fluidos, responsável por algumas das sequências mais icônicas do cinema — como a perseguição de Danny pelo corredor em seu triciclo. Cada detalhe, da arquitetura do hotel ao uso das cores e da trilha sonora, foi pensado para provocar desconforto e fascínio.

Curiosamente, quando foi lançado, o filme dividiu a crítica. Muitos o consideraram lento ou enigmático demais, e o próprio Stephen King criticou as mudanças feitas por Kubrick em relação ao seu livro. Mas o tempo se encarregou de colocá-lo no lugar que merece: hoje, O Iluminado é considerado uma das maiores obras do terror psicológico, referência obrigatória para cineastas, estudiosos e fãs do gênero.

Sua influência atravessou gerações. Cenas, falas e imagens do filme — como a enigmática frase “Here’s Johnny!” — entraram para a cultura pop, inspirando produções, análises e teorias. Em 2018, o longa foi incluído no National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, reconhecimento reservado a obras consideradas “cultural, histórica ou esteticamente significativas”.

O retorno aos cinemas brasileiros promete uma experiência renovada, com exibição em alta qualidade e som remasterizado. É uma chance de vivenciar, na tela grande, a grandiosidade do Overlook Hotel e toda a atmosfera que Kubrick construiu com precisão milimétrica — algo impossível de reproduzir em casa.

Para quem nunca assistiu, é o momento ideal para entender por que o filme se tornou um divisor de águas no terror. E, para quem já conhece, é a oportunidade de redescobrir detalhes que só o cinema é capaz de revelar: o som do machado cortando o ar, o eco dos passos no corredor, o olhar enlouquecido de Nicholson e o frio que parece atravessar a tela.

Sabadou com Virginia deste sábado (16) recebe Diego e Daniele Hypólito, Pixote e Mayana Neiva

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Neste sábado, 16 de agosto, o Sabadou com Virginia promete uma noite marcada por emoção, inspiração e talento. Virginia Fonseca recebe no palco nomes que atravessam gerações e histórias de vida: o grupo Pixote, os ex-ginastas Diego e Daniele Hypólito, a atriz e cantora Mayana Neiva, além da apresentadora Margareth Serrão e do inseparável Lucas Guedez. O encontro mistura memórias afetivas, desafios pessoais e manifestações artísticas que mostram como o talento e a resiliência podem transformar vidas.

Daniele Hypólito e Diego Hypólito são exemplos de dedicação e força de vontade. Desde a infância, ambos encontraram na ginástica artística uma forma de expressar sonhos e emoções. Daniele relembra que tudo começou em casa, de maneira lúdica e simples: “O braço do sofá era o salto, o colchão dos meus pais era o solo, e eu usava o meio-fio como trave. Sempre amei ginástica e comecei brincando.” A paixão pela modalidade se tornou profissional, mas não sem sacrifícios.

Diego, irmão mais velho, destaca a importância da mãe na formação de ambos: “O meu maior exemplo, depois de Deus, é a Dona Geni. Ela abriu mão de muitas coisas para nos incentivar e nos dar a chance de seguir nossos sonhos.” Ele lembra, emocionado, da fase difícil em que a família enfrentou dificuldades financeiras: “No Rio de Janeiro, passamos meses sem luz e sem comida suficiente. Só não fomos despejados porque morávamos em um prédio do Flamengo. Foi uma época muito dura, mas que nos ensinou a valorizar cada conquista.”

Um episódio simples, mas marcante, revela a força de vontade de Diego: “Lembro de um dia em que derramei uma lata de leite condensado no fogão antes do treino. Aquele instante me fez prometer que mudaria a realidade da minha família. Hoje, meus maiores louros não são medalhas, mas saber que consegui dar orgulho e segurança aos meus pais.”

Além da superação pessoal, os irmãos falam sobre o papel da ginástica em transformar vidas. Daniele observa: “A ginástica nos ensinou disciplina, paciência e resiliência. Cada queda, cada treino exaustivo, cada medalha tem uma história que vai muito além do esporte.” Para Diego, compartilhar essas experiências é fundamental: “Embora as pessoas nos vejam como campeões, nossa vida foi marcada por dificuldades e superações que todos podem enfrentar e vencer.”

Pixote: a música que conecta gerações

O grupo Pixote também marca presença no programa, trazendo a alegria e a energia do pagode. Dodô, vocalista do grupo, recorda os primeiros passos na música: “Cantava no coral da igreja, mas o pagode sempre foi minha paixão. Meu tio me levava para rodas de samba quando eu era pequeno, e já cantava junto.” O início da carreira profissional foi precoce, aos 14 anos, e rapidamente o grupo conquistou reconhecimento: “Em 1995 gravamos a primeira música, ‘Brilho de Cristal’. A partir daí, tudo aconteceu muito rápido, mas sempre com muito trabalho e dedicação.”

O impacto do Pixote vai além da música. O grupo se tornou referência para jovens que buscam inspiração na cultura popular, mostrando que talento e esforço podem gerar reconhecimento. Dodô reforça: “Nosso objetivo é levar alegria e mensagens positivas. A música tem esse poder de transformar ambientes e vidas.” A presença no Sabadou com Virginia permite que o público conheça não apenas o artista, mas o ser humano por trás do palco, com histórias de superação, amizade e perseverança.

Mayana Neiva: a arte como expressão de identidade

Mayana Neiva traz uma perspectiva diferente ao programa, unindo teatro, música e raízes culturais. A atriz e cantora compartilha como a infância influenciou sua trajetória: “Meu pai chegava em casa e eu pintava bigodes nele. Minha mãe era dentista, vestia branco e salto, e eu vestia junto. Era minha forma de brincar, de me relacionar com o mundo e de expressar criatividade.”

Durante a pandemia, Mayana encontrou no isolamento uma oportunidade de aprofundar sua arte: “Resolvi gravar um disco inspirado nas sonoridades do sertão nordestino e latino-americanas. Foi um mergulho nas minhas raízes, uma forma de resgatar tradições e mostrar ao público algo autêntico e sensível.” O álbum é resultado de pesquisa, experimentação e vivência, trazendo canções que refletem identidade, memória e emoção.

Mayana destaca que a arte também é uma forma de dialogar com as emoções humanas: “Cada canção é uma história, cada performance é um encontro com o público. Quero que as pessoas sintam e se conectem com a mensagem, entendendo que a cultura e a tradição podem ser fonte de força e inspiração.”

Margareth Serrão e Lucas Guedez: a condução do entretenimento

Ao lado de Virginia Fonseca, Margareth Serrão e Lucas Guedez garantem a leveza e o dinamismo do programa. Margareth, conhecida por sua sensibilidade em entrevistas, atua como ponte entre o público e os convidados, destacando histórias de superação e curiosidades que muitas vezes ficam fora dos holofotes. Lucas, por sua vez, acrescenta humor e interação, equilibrando emoção e descontração.

O entrosamento da equipe contribui para uma experiência mais próxima e humana para os espectadores: “Nosso objetivo é mostrar que por trás de cada história, de cada talento, existe um ser humano com desafios, sonhos e conquistas. Queremos que o público se emocione, mas também se divirta e se inspire”, explica Virginia Fonseca.

Histórias que emocionam e inspiram

Uma das marcas do programa é a capacidade de emocionar o público. Ao ouvir relatos de Diego e Daniele, de Dodô e do grupo Pixote, e de Mayana Neiva, é possível perceber que a superação e a dedicação têm formas múltiplas: seja no esporte, na música ou na arte. Cada trajetória traz aprendizados que vão além do palco, mostrando a importância da resiliência, do apoio familiar e da fé nos próprios sonhos.

Daniele reforça: “Cada desafio que enfrentamos nos ensinou a valorizar cada conquista. Não existe vitória sem esforço, e compartilhar isso é uma forma de inspirar outras pessoas.” Diego completa: “Queremos mostrar que mesmo vindo de situações difíceis, é possível construir algo grande, reinventar-se e seguir em frente com propósito.”

Diversão e entretenimento garantidos

Apesar da profundidade das histórias, o programa mantém seu tom descontraído e divertido. Quadros como Sabadou Tem Que Beijar e Se Beber Não Fale garantem momentos de leveza, risadas e interação com o público. A combinação de emoção e entretenimento torna o Sabadou com Virginia um programa completo, capaz de conquistar diferentes perfis de espectadores.

A música ao vivo do Pixote e a performance de Mayana Neiva criam um ambiente envolvente, no qual público e artistas compartilham energia e alegria. Diego e Daniele também participam de brincadeiras e atividades lúdicas, mostrando que a vida de campeões pode ser leve e divertida, mesmo diante dos desafios.

A magia recomeça: nova série de Harry Potter entra em produção com elenco inédito e estreia prevista para 2027

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Foto: Reprodução/ Internet

Depois de anos de expectativas, dúvidas e esperanças dos fãs, Harry Potter vai mesmo ganhar uma nova vida — desta vez nas telas da televisão. A HBO confirmou que a produção da aguardada série inspirada nos livros de J.K. Rowling já começou oficialmente nos estúdios da Warner Bros., em Leavesden, no Reino Unido, lugar onde boa parte da franquia original foi filmada. A estreia está prevista para 2027, com exibição pela HBO e streaming na Max.

Mas não se trata apenas de revisitar Hogwarts. A proposta da série é ambiciosa: adaptar, com mais fidelidade e profundidade, todos os sete livros da saga, temporada por temporada. Isso significa mais tempo para desenvolver os personagens, mais espaço para os dilemas que ficaram de fora dos filmes e uma nova chance de contar uma história que já é amada por milhões, mas que ainda tem muito a dizer.

Essa nova jornada já tem alguns nomes definidos. Rory Wilmot será o novo Neville Longbottom, Amos Kitson dará vida ao mimado Duda Dursley, Louise Brealey assume o papel da durona Madame Hooch e Anton Lesser, ator veterano e respeitado, interpretará Garrick Olivaras, o excêntrico artesão de varinhas.

Por trás das câmeras, o time criativo impressiona: Adriano Goldman, premiado diretor de fotografia, traz sua sensibilidade visual; Holly Waddington, responsável por figurinos elegantes e expressivos, cuida da estética mágica; e nomes como Cate Hall, Mara LePere-Schloop e John Nolan completam uma equipe comprometida em tornar o mundo bruxo mais real do que nunca.

Na produção executiva estão nomes de peso, incluindo Francesca Gardiner (His Dark Materials, Succession), que também assina o roteiro, e Mark Mylod, que dirige parte dos episódios. A autora J.K. Rowling retorna como produtora, ao lado de parceiros de longa data, como David Heyman, o mesmo que ajudou a transformar os livros em cinema.

Mas o que essa nova adaptação representa, de fato? Para os fãs antigos, pode ser um reencontro com a história que moldou infâncias, agora com novas nuances. Para quem ainda não conhece os livros, uma porta de entrada mais detalhada, com personagens mais complexos e conflitos mais atuais. E para o mundo, talvez, a lembrança de que histórias sobre coragem, amizade, escolhas difíceis e crescimento continuam sendo mágicas — não importa quantas vezes sejam contadas.

Enquanto a estreia não chega, o que nos resta é o encantamento da espera. Porque, no fim das contas, voltar a Hogwarts nunca é só sobre magia. É sobre voltar para casa.

Gerson Fogaça leva a força da arte brasileira à Argentina com a exposição “Caos In Itinere”, em Mendoza

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Foto: Reprodução/ Internet

Há artistas que pintam o que veem. Outros, como Gerson Fogaça, pintam o que sentem — e, de alguma forma, nos fazem sentir também. A partir de 7 de novembro, o Museu Carlos Alonso, em Mendoza, na Argentina, se torna o palco de uma travessia emocional e estética com a exposição “Caos In Itinere”, uma mostra que ocupa os três andares do espaço e apresenta 39 obras produzidas entre 2007 e 2025.

A retrospectiva não é apenas uma reunião de trabalhos, mas uma jornada pela alma criativa de um artista que aprendeu a transformar o caos — interno e urbano — em movimento, cor e pensamento. Nascido em Goiás, Fogaça faz da pintura uma linguagem viva, pulsante, que desafia os limites entre o figurativo e o abstrato, entre o gesto livre e a forma controlada. Cada traço, cada textura, parece conter um pedaço de vida, um respiro, uma memória em suspensão.

O gesto como poesia

“Caos In Itinere” — expressão em latim que remete a algo em processo, em deslocamento — traduz bem o espírito da exposição. A curadora Patrícia Avena Navarro, franco-argentina radicada em Buenos Aires, explica que a mostra se concentra no período entre 2013 e 2025, quando o urbano se torna ritmo e linguagem na obra de Fogaça.

Ao caminhar pelas salas do museu, o visitante encontrará uma sucessão de pulsações visuais — fragmentos de cidades, sombras de corpos em movimento, atmosferas que ora lembram ruído, ora silêncio. Em muitas telas, o tempo parece suspenso, como se o artista quisesse nos lembrar de que toda criação nasce do instante em que a desordem se transforma em harmonia.

A exposição tem produção de Malu da Cunha e KA Produções Culturais, realização do Instituto Cultural Urukum e foi viabilizada pelo Programa Goyazes, do Governo de Goiás, através da Secretaria de Estado da Cultura. É uma articulação que vai além da burocracia: representa o diálogo entre o Brasil e a América Latina, uma ponte construída pela arte e pelo afeto.

Entre o veto e a liberdade

Quem vê a serenidade e o equilíbrio da obra de Fogaça talvez não imagine o quanto ela foi atravessada por resistência. Em 2019, o artista viveu um episódio que marcaria sua trajetória: a censura à exposição “O Sangue no Alguidá”, que seria apresentada no Museu dos Correios, em Brasília.

Inspirada na literatura provocadora do cubano Pedro Juan Gutiérrez e nas vertentes mais cruas do realismo latino-americano, a mostra foi desmontada um dia antes da abertura. As telas, que falavam sobre o corpo, o desejo e a vida nas margens, foram retiradas sem explicação pública convincente.

Mas, como toda boa história de resistência, essa também encontrou sua reviravolta. Em menos de 24 horas, “O Sangue no Alguidá” foi transferida para o Museu Nacional da República, onde ganhou um novo público e uma nova força. A imprensa nacional repercutiu o caso, e Fogaça se tornou, sem pretender, símbolo da luta pela liberdade artística.

“Foi um momento difícil, mas também necessário”, relembra o artista. “A arte precisa incomodar. Quando ela é silenciada, é sinal de que tocou em algo verdadeiro.”

Esse episódio atravessou seu trabalho desde então. Suas obras mais recentes parecem carregar uma espécie de respiração política — uma necessidade de ocupar o espaço, de não se curvar ao medo. “Caos In Itinere” é, nesse sentido, uma espécie de renascimento: a celebração de quem sobreviveu ao silêncio e voltou a falar com mais força.

A travessia de um artista goiano pelo mundo

Gerson começou sua trajetória em Goiás, mas sua arte rapidamente cruzou fronteiras. Já expôs em instituições importantes na Europa, América Latina e Estados Unidos, como a Casa de América Latina (Lisboa), a Casa Brasil (Bruxelas), a Galería Luz y Oficio (Havana), o Museu Nacional da República (Brasília), o MAC/GO, o Museu de Arte de Goiânia (MAG), o Museo Alejandro Otero (Caracas), e a Sanger Gallery – The Studios of Key West, na Flórida.

Essa trajetória internacional não é fruto do acaso, mas da coerência com que o artista constrói sua poética. Em suas telas, a cor é corpo. A matéria, memória. O gesto, um registro do tempo. Há sempre uma tensão entre controle e impulso — como se Fogaça buscasse, a cada pincelada, um ponto de equilíbrio entre o caos e a calma.

A exposição revela exatamente isso: um artista maduro, consciente do próprio caminho, mas ainda disposto a correr riscos. “A arte só vive se houver risco”, costuma dizer. E é essa entrega que faz de suas pinturas uma experiência viva — algo que o espectador sente na pele antes mesmo de compreender com a razão.

Cine Espetacular 29/04/2025: SBT apresenta o filme Uma Noite em Banguecoque

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Se você curte adrenalina, perseguições noturnas e aquele clima de tensão que não deixa ninguém piscar, então já marca na agenda: nesta terça-feira, 29 de abril de 2025, o Cine Espetacular do SBT traz o filme “Uma Noite em Bangkok” (One Night in Bangkok, EUA/2020), um suspense eletrizante que promete transformar sua sala de estar em cenário de ação hardcore. A sessão começa logo depois do Programa do Ratinho, então já separa a pipoca!

Protagonizado pelo carismático e perigoso Mark Dacascos (sim, o mesmo de John Wick 3), o filme conta a história de Kai Kahale, um assassino profissional que chega na cidade tailandesa com um plano bem definido: matar, matar e… matar. Tudo com estilo, claro. Assim que ele desembarca em Bangkok, pega uma arma, chama um táxi e oferece uma bolada de dinheiro para que uma motorista o leve por aí durante a madrugada.

A motorista, vivida por Vanida Golten, só queria garantir uma graninha extra, mas acaba caindo numa verdadeira noite de terror sobre rodas. A cada parada, Kai elimina um novo alvo – e quando ela se dá conta da encrenca em que se meteu, já está até o pescoço em um roteiro sombrio de vingança e sangue.

Enquanto isso, o detetive Kane Kosugi entra em cena tentando juntar as peças de um quebra-cabeça sangrento. Mas será que vai dar tempo de impedir o próximo crime? Ou essa será a última corrida da motorista?

Com direção de Wych Kaosayananda, o filme tem aquele jeitão de ação raiz: ruas escuras, neon piscando, trilha sonora intensa e muito suspense no ar. O clima lembra os clássicos noir modernos, com toques de vingança e dilemas morais que deixam a gente questionando até onde vai o certo e o errado.

E o melhor: além de conferir no SBT, você também pode assistir “Uma Noite em Bangkok” no Prime Video, onde o filme está disponível para aluguel a partir de R$ 11,90. Mas cá entre nós… ver essa pancadaria toda de graça na TV aberta tem outro sabor, né?

Então já sabe: nesta terça, depois do Ratinho, cola no SBT e embarque nessa corrida mortal pelas ruas de Bangkok. Só não se esqueça: nessa viagem, o perigo é o passageiro do banco da frente.

Vai encarar essa carona? 😎🚖💥

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