O universo imortal de Anne Rice se expande! Talamasca: Ordem Secreta estreia no AMC em 26 de janeiro

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Nicholas Denton as Guy Anatole - Talamasca _ Season 1, Episode 2 - Photo Credit: David Gennard/AMC

O universo criado por Anne Rice ganha um novo capítulo na televisão com a estreia de Talamasca: Ordem Secreta, marcada para 26 de janeiro, no AMC Brasil. Diferente das narrativas já conhecidas pelo público, centradas em vampiros e outras criaturas imortais, a nova série convida o espectador a olhar para quem sempre esteve nos bastidores: a organização responsável por observar, investigar e manter sob vigilância tudo aquilo que foge às leis do mundo humano.

A produção chega ao canal com uma primeira temporada composta por seis episódios, exibidos todas as segundas-feiras, às 22h. Para quem não conseguir acompanhar a estreia semanal, o AMC também programou reprises aos sábados, à meia-noite, permitindo que o público retorne aos detalhes da trama e às pistas espalhadas ao longo dos episódios.

No centro da história está Guy Anatole, um homem comum que se vê atraído para o universo secreto da Talamasca ao tentar compreender o passado de sua própria família. O que começa como uma busca pessoal por respostas logo se transforma em uma imersão perigosa em um mundo clandestino, onde segredos antigos, fenômenos paranormais e forças desconhecidas coexistem longe dos olhos da sociedade.

A Talamasca é apresentada como uma ordem internacional que atua silenciosamente ao redor do globo. Seus membros se dedicam a estudar acontecimentos sobrenaturais, catalogar criaturas imortais e acompanhar linhagens familiares marcadas por eventos inexplicáveis. Mais do que uma simples agência de observação, a organização carrega o peso de decisões que podem alterar o equilíbrio entre o mundo visível e aquilo que se esconde nas sombras.

Ao longo da temporada, Guy Anatole passa por um processo de iniciação que vai além do aprendizado técnico. Ele é confrontado por dilemas éticos, lealdades ambíguas e pela constante sensação de que o conhecimento pode ser tão perigoso quanto libertador. Cada missão revela não apenas novos mistérios, mas também o alto custo de se aproximar demais do desconhecido.

A série se conecta diretamente com o Universo Imortal de Anne Rice, expandindo elementos já apresentados em produções anteriores e aprofundando a mitologia que envolve vampiros, bruxas e outras entidades sobrenaturais. Ainda assim, “Talamasca: Ordem Secreta” se sustenta como uma narrativa própria, acessível tanto para fãs antigos quanto para novos espectadores que estão tendo o primeiro contato com esse mundo.

Visualmente, a produção aposta em uma atmosfera densa e elegante, marcada por cenários fechados, arquivos antigos, símbolos enigmáticos e ambientes que reforçam a ideia de vigilância constante. A direção prioriza o suspense e a construção gradual da tensão, permitindo que o mistério se desenvolva de forma orgânica, sem abrir mão do drama humano que move os personagens.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta terça, 20 de janeiro, na TV Globo

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A Sessão da Tarde, tradicional faixa de filmes da TV Globo, apresenta nesta terça, 20 de janeiro de 2026, a aventura juvenil “Sociedade Secreta dos Segundos Filhos Reais”. Lançado originalmente como produção exclusiva do Disney+, o longa combina fantasia e humor em uma narrativa voltada para o público jovem. O filme é dirigido por Anna Mastro (Jane the Virgin, Scandal).

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, o filme aposta em uma releitura moderna dos contos de fadas clássicos, adicionando elementos de super-heróis e espionagem. A história acompanha Sam, uma princesa adolescente inconformada com seu lugar na hierarquia real, sempre vivendo à sombra da irmã mais velha, herdeira direta do trono. O que ela não imagina é que sua posição como “segunda filha” esconde um segredo ancestral capaz de mudar completamente sua visão sobre si mesma e sobre o mundo.

A grande virada da trama acontece quando Sam descobre que possui superpoderes e faz parte de uma sociedade secreta formada exclusivamente por segundos filhos da realeza. Essa organização existe há gerações e atua discretamente para manter a paz e o equilíbrio entre os reinos, longe dos olhos do público. Diferente dos primogênitos, destinados ao trono, esses jovens são treinados para agir nos bastidores, enfrentando ameaças que colocam em risco a ordem global.

No papel principal está Peyton Elizabeth Lee (Andi Mack), que entrega uma protagonista carismática, espirituosa e cheia de conflitos internos. Ao seu lado, o elenco reúne Niles Fitch (This Is Us), Noah Lomax (Fuller House) e Isabella Blake-Thomas (Once Upon a Time), formando o núcleo central da sociedade secreta. O filme ainda conta com participações de Skylar Astin (A Escolha Perfeita), Ashley Liao (The Kicks), Olivia Deeble (Home and Away) e Élodie Yung (Demolidor), que enriquecem a trama com personagens de diferentes personalidades e estilos.

À medida que Sam passa a integrar o grupo, ela é submetida a treinamentos intensos que exigem disciplina, trabalho em equipe e autoconhecimento. Inicialmente resistente às regras e à autoridade, a jovem precisa aprender a controlar seus poderes e entender que sua rebeldia pode ser tanto um obstáculo quanto uma força. O longa utiliza essa jornada de amadurecimento para discutir temas universais, como a pressão das expectativas familiares e a busca por um propósito próprio.

O roteiro é assinado por Alex Litvak (Predators) e Andrew Green (A Escolha Perfeita), a partir de uma história original desenvolvida pela dupla em parceria com Austin Winsberg (A Escolha Perfeita). A narrativa segue uma estrutura clássica de filmes de formação, com desafios progressivos, conflitos internos e uma ameaça final que coloca à prova tudo o que os personagens aprenderam ao longo do caminho.

Produzido em colaboração com o Disney Channel, o longa teve suas filmagens realizadas entre maio e junho de 2019, em Mississauga, Ontário, no Canadá, com locações na Universidade de Toronto Mississauga, que serviram de cenário para a academia secreta e os ambientes do reino fictício. A produção investe em efeitos visuais moderados e coreografias de ação acessíveis, priorizando o ritmo ágil e a clareza narrativa para o público mais jovem.

Lançado oficialmente em 25 de setembro de 2020, Sociedade Secreta dos Segundos Filhos Reais chegou ao Brasil junto com a estreia do Disney+, em novembro do mesmo ano. Desde então, o filme se consolidou como um título popular entre adolescentes e pré-adolescentes, especialmente por sua abordagem inclusiva e pela representação de personagens femininas fortes e independentes.

Na Sessão da Tarde desta sexta (23), Globo exibe exibe “Pegando Fogo”, drama gastronômico com Bradley Cooper

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A Sessão da Tarde desta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, leva ao ar um drama intenso e inspirador que mergulha nos bastidores da alta gastronomia. Estrelado por Bradley Cooper (Nasce Uma Estrela, O Lado Bom da Vida), o filme “Pegando Fogo” promete emocionar o público ao contar a história de um homem em busca de redenção pessoal e profissional, ambientada em um dos universos mais competitivos do mundo, o da culinária estrelada.

Na trama, Bradley Cooper interpreta Adam Jones, um chef de cozinha extremamente talentoso que, no passado, figurava entre os profissionais mais respeitados de Paris. Brilhante, perfeccionista e ambicioso, Adam parecia destinado ao topo da gastronomia mundial. No entanto, o sucesso precoce veio acompanhado de excessos. O envolvimento com álcool e drogas acabou destruindo sua reputação, afastando colegas, investidores e amigos, além de colocar sua carreira em queda livre.

Após esse colapso, Adam passa um período afastado dos holofotes em Nova Orleans, onde tenta se reconstruir longe da pressão do estrelato. Esse momento de isolamento marca o início de uma profunda reflexão sobre seus erros, vícios e atitudes arrogantes do passado. Decidido a mudar, ele parte para Londres com um objetivo claro e ambicioso: reconquistar seu espaço no mundo da alta gastronomia e alcançar a cobiçada terceira estrela do Guia Michelin, símbolo máximo de reconhecimento para um restaurante.

Em Londres, Adam conta com o apoio de Tony, personagem interpretado por Daniel Brühl (Bastardos Inglórios, Adeus, Lênin!), um velho amigo que gerencia um restaurante na capital britânica. Tony aceita dar uma nova chance ao chef, mesmo conhecendo seu histórico problemático. A partir daí, Adam começa a montar uma equipe formada por antigos conhecidos e novos talentos, enfrentando resistências, conflitos de ego e a pressão constante por excelência.

O elenco feminino também se destaca. Sienna Miller (Sniper Americano, Foxcatcher) interpreta uma colega de profissão que desafia Adam tanto na cozinha quanto fora dela, enquanto Emma Thompson (Razão e Sensibilidade, Cruella) surge como uma crítica gastronômica experiente e respeitada, cuja opinião pode definir o destino do restaurante. Suas participações adicionam profundidade emocional e equilíbrio à narrativa, que vai além das panelas e pratos sofisticados.

Dirigido por John Wells (Álbum de Família, The Company Men), o filme aposta em uma abordagem realista do universo culinário, mostrando a rotina exaustiva das cozinhas profissionais, os conflitos internos das equipes e a pressão extrema por perfeição. Para garantir autenticidade, a produção contou com a consultoria de grandes nomes da gastronomia mundial. Marcus Wareing atuou como chef executivo consultor e foi responsável pela criação dos pratos exibidos em cena. Além disso, Mario Batali e Gordon Ramsay também participaram como consultores, ajudando a construir um retrato fiel do ambiente competitivo dos restaurantes estrelados.

Curiosamente, o longa passou por mudanças de título ao longo de sua produção. Inicialmente, o projeto se chamaria Chef, mas o nome foi alterado para Adam Jones em julho de 2014 para evitar confusão com o filme homônimo dirigido por Jon Favreau. Em julho de 2015, o título definitivo Burnt foi oficializado internacionalmente, chegando ao Brasil como Pegando Fogo.

As filmagens começaram em 23 de julho de 2014, com dois dias de gravações em Nova Orleans, nos Estados Unidos. Em seguida, a produção foi transferida integralmente para Londres, cidade que serve como pano de fundo para a maior parte da história e reforça o clima sofisticado e tenso da narrativa. Um detalhe curioso envolve o ator Jamie Dornan (Cinquenta Tons de Cinza), que chegou a gravar uma participação especial de cerca de dois minutos, mas acabou tendo suas cenas removidas do corte final do filme.

Com orçamento estimado em US$ 20 milhões, Pegando Fogo arrecadou aproximadamente US$ 36,6 milhões nas bilheteiras mundiais. Embora não tenha sido um fenômeno comercial, o filme conquistou espaço junto ao público ao abordar temas universais como recomeço, disciplina, orgulho e a busca pela excelência.

Na televisão brasileira, o longa será exibido com dublagem nacional, reunindo vozes conhecidas como Adriana Torres, Duda Espinoza, Guto Nejaim, Jorge Lucas, Mariângela Cantú, Maurício Berger, Miriam Ficher, Philippe Maia, Priscila Amorim e Ronaldo Júlio.

Adeus à voz de Majin Boo! Morre Kozo Shioya, ícone da dublagem japonesa de Dragon Ball Z, aos 71 anos

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O mundo dos animes amanheceu mais silencioso nesta semana. Kozo Shioya, um dos dubladores mais reconhecidos da indústria japonesa, faleceu aos 71 anos, vítima de uma hemorragia cerebral sofrida no último dia 20 de janeiro, conforme comunicado divulgado pela agência responsável por sua carreira. A notícia causou forte comoção entre fãs de animação, colegas de profissão e admiradores de seu trabalho, especialmente aqueles que cresceram acompanhando Dragon Ball Z, série na qual Shioya eternizou sua voz ao interpretar o icônico Majin Boo.

Mais do que um dublador, Kozo Shioya foi parte fundamental da memória afetiva de milhões de pessoas ao redor do mundo. Sua voz ajudou a construir personagens marcantes, capazes de provocar riso, medo e empatia em igual medida. Com uma carreira extensa e respeitada, ele deixa um legado que atravessa gerações e permanece vivo em obras que seguem sendo revisitadas até hoje.

A voz por trás de um dos vilões mais emblemáticos de Dragon Ball Z

Para o grande público, Kozo Shioya será sempre lembrado como a voz japonesa de Majin Boo, um dos antagonistas mais complexos e memoráveis de Dragon Ball Z. Introduzido na fase final do anime, o personagem surpreendeu por fugir do padrão clássico de vilão puramente maligno. Boo era imprevisível, infantil, assustador e, ao mesmo tempo, estranhamente carismático.

Grande parte desse impacto se deve à interpretação vocal de Shioya. Com variações sutis de tom, ele conseguiu transmitir a dualidade do personagem — ora ameaçador e destrutivo, ora ingênuo e quase cômico. Sua atuação foi essencial para transformar Majin Boo em um dos personagens mais lembrados e debatidos da franquia, especialmente por sua evolução ao longo da saga.

Além de Majin Boo, Shioya também participou do universo Dragon Ball ao dar voz a Totapo, um dos companheiros de Bardock, no especial “Dragon Ball Z: Bardock – O Pai de Goku”, lançado em 1990. Mesmo em participações menores, sua presença vocal era marcante e reconhecível.

Uma carreira sólida além de Dragon Ball

Embora Dragon Ball Z tenha sido o trabalho mais popular de sua trajetória, Kozo Shioya construiu uma carreira diversa e respeitada, atuando em diferentes séries, filmes e franquias ao longo das décadas.

Em 1988, ele dublou Abura Sumashi na série Gegege no Kitaro: Jigoku Hen, uma produção clássica do folclore japonês que reforçou sua versatilidade como ator de voz. Anos mais tarde, em 2017, emprestou sua voz ao Dr. Sewashi no filme Mazinger Z: Infinity, produção que celebrou o legado de uma das franquias mais importantes da história dos animes.

Shioya também deixou sua marca em One Piece, outra obra de enorme relevância cultural, ao interpretar o personagem Genzo. A participação em uma franquia tão duradoura e popular reforça o prestígio do dublador dentro da indústria e sua capacidade de se adaptar a universos narrativos distintos.

Ao longo da carreira, Kozo Shioya se destacou pela habilidade de interpretar personagens excêntricos, intensos e emocionalmente complexos — um talento que o tornou presença frequente em produções de grande alcance.

Dragon Ball Z: um fenômeno que atravessa gerações

A morte de Kozo Shioya reacende a lembrança da importância cultural de Dragon Ball Z, série que se tornou um dos maiores fenômenos da animação japonesa no mundo. Produzida pela Toei Animation e baseada no mangá de Akira Toriyama, Dragon Ball Z corresponde aos volumes 17 ao 42 da obra original, publicados entre 1988 e 1995 na revista Weekly Shonen Jump.

O anime estreou no Japão em 26 de abril de 1989, pela Fuji TV, e foi exibido até 31 de janeiro de 1996, totalizando 291 episódios. Ao longo desse período, a série expandiu de forma significativa o universo criado em Dragon Ball, adotando um tom mais sério, com batalhas longas, maior carga dramática e conflitos que iam além do humor predominante na fase inicial da franquia.

Dragon Ball Z foi exibido em mais de 80 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Austrália, Índia e grande parte da Europa, tornando-se um verdadeiro ícone global da cultura pop. Para muitos fãs, foi o primeiro contato com animes japoneses, abrindo caminho para a popularização do gênero fora do Japão.

A mudança de rumo que criou Dragon Ball Z

O nascimento de Dragon Ball Z não foi apenas uma continuação natural da série original. Segundo relatos da produção, Kazuhiko Torishima, editor de Akira Toriyama em Dr. Slump e Dragon Ball, percebeu que a audiência do anime começava a cair. A imagem excessivamente infantil e cômica da série passou a ser vista como um obstáculo para seu crescimento.

Inspirado pelo sucesso de Saint Seiya, Torishima pediu mudanças estruturais na produção. A ideia era “reiniciar” Dragon Ball com um novo tom, mais sério e voltado para ação, coincidindo com o amadurecimento de Goku. O resultado foi a criação de Dragon Ball Z, uma série que apostou em confrontos épicos, vilões mais ameaçadores e uma narrativa mais intensa.

O próprio título foi escolhido por Akira Toriyama, que explicou que a letra “Z”, última do alfabeto, simbolizava sua intenção de encerrar a história. Curiosamente, outras opções chegaram a ser cogitadas, como Dragon Ball 2, New Dragon Ball e até Dragon Ball: Gohan Big Adventure, refletindo debates internos sobre o rumo da franquia.

Wanessa Camargo relembra carreira e desafios no “SuperPop” desta quarta-feira, 28 de janeiro, na RedeTV!

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Wanessa Camargo será a convidada especial do “SuperPop” desta quarta-feira, 28, em uma entrevista que promete revisitar momentos marcantes de sua trajetória artística e pessoal. O programa, comandado por Luciana Gimenez, vai ao ar a partir das 23h45, na RedeTV!, e traz a cantora em um bate-papo intimista sobre fama, reinvenção e amadurecimento.

Filha do sertanejo Zezé Di Camargo com Zilu, Wanessa cresceu sob os holofotes, mas construiu ao longo dos anos uma carreira própria, marcada por constantes transformações. Cantora, compositora e atriz, ela se firmou como um dos nomes mais populares da música brasileira nos anos 2000 e segue em evidência ao transitar entre diferentes estilos musicais e formatos de mídia.

Durante a atração, Wanessa participa do quadro “InstaPop”, no qual revisita sua história a partir de publicações nas redes sociais. A dinâmica serve como ponto de partida para reflexões sobre sua relação com a família, os altos e baixos da carreira e experiências recentes na televisão. Entre os assuntos abordados estão suas participações em programas de grande repercussão, como o “Dança dos Famosos” e o “Lip Sync”, ambos exibidos pela TV Globo, nos quais mostrou versatilidade e disposição para novos desafios.

Nascida em Goiânia, em 28 de dezembro de 1982, Wanessa alcançou o estrelato ainda jovem, no início dos anos 2000, ao assinar contrato com a gravadora BMG. Seus três primeiros álbuns de estúdio, lançados entre 2000 e 2002, levaram seu nome no título e conquistaram certificações de ouro, impulsionados por sucessos como O Amor Não Deixa, Eu Quero Ser o Seu Amor e Sem Querer. Nesse período, ela se consolidou como um ídolo adolescente, com forte presença nas rádios e na televisão.

Entre 2002 e 2004, Wanessa também integrou o elenco de apresentadores do programa “Jovens Tardes”, da TV Globo, ampliando sua atuação para além da música. A partir de meados da década, no entanto, a artista passou a buscar uma imagem mais madura e maior controle criativo sobre seu trabalho. O álbum “W”, lançado em 2005, marcou essa virada, com participação mais ativa na concepção do projeto e singles que mostravam uma Wanessa mais confiante e segura artisticamente.

Nos anos seguintes, ela seguiu explorando novos caminhos sonoros. Em “Total” (2007), incorporou diferentes gêneros musicais, enquanto “Meu Momento” (2009) trouxe influências do pop internacional e do R&B, incluindo a colaboração com o rapper Ja Rule na faixa Fly, que alcançou o topo das rádios brasileiras. A ousadia artística se intensificou na década seguinte, quando Wanessa mergulhou de vez na música eletrônica.

A partir de 2010, com o EP “Você Não Perde por Esperar” e o álbum “DNA” (2011), a cantora passou a se apresentar com frequência em casas noturnas voltadas ao público LGBT, consolidando-se como um ícone para essa comunidade. As performances e o repertório em inglês marcaram uma fase de grande identificação com o público das pistas, além de reforçarem sua imagem de artista aberta à experimentação.

Em 2016, Wanessa lançou o álbum “33”, que sinalizava uma aproximação com o sertanejo, gênero ligado às suas origens familiares. Apesar da recepção crítica dividida, o projeto rendeu um de seus maiores sucessos comerciais, Coração Embriagado. Posteriormente, a cantora manifestou insatisfação com os rumos tomados naquele momento e voltou a investir no pop, lançando singles como Mulher Gato e Loko!, além do álbum “Universo Invertido”, em 2020.

Saiba qual filme vai passar na Temperatura Máxima deste domingo, 1º de fevereiro, na TV Globo

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A Temperatura Máxima deste domingo, 1º de fevereiro de 2026, leva ao público da TV Globo uma das aventuras mais envolventes do Universo Marvel. Homem-Aranha: Longe de Casa chega à programação como uma opção certeira para quem busca entretenimento, efeitos visuais impressionantes e uma história que vai além das tradicionais batalhas entre heróis e vilões.

No longa, Peter Parker tenta seguir em frente após acontecimentos que mudaram sua vida para sempre. Ainda lidando com perdas profundas, o jovem decide participar de uma excursão escolar pela Europa, acreditando que a viagem pode ser a oportunidade perfeita para colocar a máscara de lado e viver experiências comuns da adolescência. Entre museus, passeios turísticos e conversas desajeitadas com MJ, Peter sonha com dias normais, longe do peso de ser um super-herói.

Esse desejo, no entanto, dura pouco. Eventos estranhos começam a ocorrer em cidades icônicas do continente europeu, colocando em risco milhares de pessoas. Criaturas misteriosas surgem do nada, causando destruição e pânico. É nesse contexto que Nick Fury reaparece, convocando Peter para assumir novamente seu papel como Homem-Aranha, mesmo fora de casa e longe de seus recursos habituais.

O filme ganha uma nova camada com a introdução de Quentin Beck, o enigmático Mysterio. Interpretado por Jake Gyllenhaal, o personagem surge como um herói experiente que afirma vir de outra realidade. Carismático e confiante, ele rapidamente conquista a confiança de Peter, que passa a enxergá-lo como uma referência e até como um possível sucessor de figuras que marcaram sua trajetória.

Tom Holland entrega uma atuação madura e sensível, reforçando o lado humano do personagem. Seu Peter Parker é inseguro, carrega culpa, sente medo e questiona constantemente se está pronto para assumir tamanha responsabilidade. Essa vulnerabilidade aproxima o herói do público e torna seus conflitos ainda mais reais, especialmente para espectadores mais jovens.

Zendaya também se destaca como MJ, trazendo uma personagem mais observadora, sarcástica e emocionalmente presente. A relação entre ela e Peter se desenvolve de forma natural, com diálogos simples e momentos silenciosos que dizem muito sobre os sentimentos dos dois. Jacob Batalon, no papel de Ned, garante o alívio cômico e mantém o tom leve que já se tornou marca registrada dessa fase do herói nos cinemas.

Visualmente, Homem-Aranha: Longe de Casa se diferencia ao explorar cenários fora dos Estados Unidos. As cidades europeias não são apenas pano de fundo, mas parte ativa da narrativa. Veneza, Londres e Praga ajudam a construir sequências de ação criativas, além de reforçarem a ideia de que o mundo está cada vez mais interligado e vulnerável a ameaças globais.

A direção de Jon Watts equilibra bem humor, ação e drama. O filme não se apoia apenas em grandes explosões ou lutas coreografadas, mas investe em conflitos psicológicos e ilusões visuais que desafiam o protagonista de maneiras inéditas. O uso da mente como campo de batalha traz frescor ao gênero e transforma o antagonista em um dos mais memoráveis dessa fase do universo Marvel.

Outro ponto forte da narrativa é a reflexão sobre legado. Peter se vê pressionado a ocupar um espaço que ainda não se sente capaz de assumir. A ausência de antigos mentores pesa, e o filme trabalha esse vazio com delicadeza, mostrando que crescer nem sempre significa estar pronto, mas sim aprender a lidar com a responsabilidade mesmo quando ela assusta.

Lançado em 2019, o longa marcou o encerramento de um grande ciclo do cinema de super-heróis. Após eventos grandiosos que redefiniram o destino de vários personagens, Homem-Aranha: Longe de Casa funciona como um respiro emocional, ao mesmo tempo em que aponta novos caminhos para o futuro do herói. O sucesso foi imediato, com o filme ultrapassando a marca de um bilhão de dólares em bilheteria mundial.

A Última Ceia chega aos cinemas na semana da Páscoa e aposta em um olhar humano sobre os últimos momentos de Jesus

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O cinema religioso ganha um novo capítulo com A Última Ceia, filme que chega aos cinemas brasileiros no dia 2 de abril, em plena semana da Páscoa. A escolha da data não é apenas simbólica, mas também afetiva: o longa convida o público a revisitar um dos momentos mais conhecidos da história cristã a partir de um olhar mais próximo, sensível e profundamente humano. Dirigido por Mauro Borrelli e distribuído pela Imagem Filmes, o projeto se afasta do espetáculo grandioso para apostar na emoção silenciosa que antecede a tragédia.

Em vez de narrar milagres ou grandes acontecimentos, A Última Ceia se concentra nos instantes finais antes da prisão de Jesus. É nesse intervalo, marcado por presságios e despedidas não ditas, que o filme encontra sua força. A famosa ceia deixa de ser apenas um marco religioso e passa a ser retratada como um encontro entre pessoas que compartilham fé, dúvidas, medos e afetos, conscientes — ou não — de que aquela seria a última vez juntos.

No papel de Jesus, Jamie Ward entrega uma atuação contida e delicada. Seu Cristo não é distante nem idealizado, mas alguém que sente o peso do que está por vir. O olhar cansado, os silêncios prolongados e os gestos simples ajudam a construir uma figura mais próxima do espectador, que observa não apenas o líder espiritual, mas o homem diante de um destino inevitável. Essa escolha torna a experiência mais emocional, especialmente para quem já conhece o desfecho da história.

A direção de Mauro Borrelli acompanha esse tom intimista com cuidado. Com experiência no departamento de arte de produções como Piratas do Caribe, Star Wars: Os Últimos Jedi e Os Oito Odiados, o cineasta demonstra domínio visual, mas evita excessos. Cada enquadramento parece pensado para valorizar as expressões, os olhares e as tensões à mesa. A ceia é filmada como um espaço de comunhão, mas também de ruptura, onde pequenos gestos carregam grandes significados.

Os discípulos, muitas vezes retratados de forma homogênea em outras produções, aqui ganham nuances. São homens comuns, atravessados por inseguranças, expectativas e conflitos internos. Essa humanização torna a traição de Judas ainda mais dolorosa, não apenas por seu peso histórico, mas pelo impacto emocional que causa dentro daquele grupo. O roteiro aposta nessa proximidade para reforçar a dramaticidade dos acontecimentos.

O elenco de apoio contribui para esse clima de tensão crescente. Robert Knepper, James Oliver Wheatley e Charlie MacGechan ajudam a construir relações críveis e cheias de subtexto, nas quais o espectador percebe que algo está prestes a se romper. Não há pressa em conduzir a narrativa; o filme permite que os sentimentos se acumulem, criando uma atmosfera densa e contemplativa.

O caráter espiritual da obra é reforçado pela produção executiva do cantor cristão Chris Tomlin, conhecido mundialmente por suas canções de louvor. Sua presença no projeto garante um cuidado especial com a mensagem transmitida, sem transformar o filme em um discurso religioso fechado. A proposta é dialogar tanto com o público de fé quanto com quem busca uma história humana, carregada de significado e emoção.

A recepção internacional indica que essa abordagem encontrou eco no público. A Última Ceia alcançou 80% de aprovação do público no Rotten Tomatoes, resultado que reflete a boa aceitação da narrativa mais intimista. Muitos elogios destacam justamente a sensibilidade do filme ao revisitar uma história amplamente conhecida sem recorrer a exageros.

Tecnicamente, o longa também se destaca. A fotografia de Vladislav Opelyants trabalha luz e sombra de forma simbólica, criando imagens que evocam espiritualidade e silêncio. Já a trilha sonora de Leo Z acompanha o ritmo emocional da história com discrição, reforçando momentos de reflexão e tensão sem se sobrepor às cenas.

Resenha – O Livro dos Portais é uma fantasia que transforma escolhas em risco

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Há livros que entretêm, livros que impressionam e aqueles raros que fazem o leitor desacelerar para absorver cada detalhe, com medo de perder algo importante. O Livro dos Portais se encaixa nesse último grupo. Não é apenas uma história sobre magia ou viagens instantâneas — é um convite para refletir sobre desejo, poder e as consequências de atravessar limites que parecem simples demais para serem verdadeiros.

A narrativa começa de maneira quase silenciosa, ancorada em uma rotina comum. Cassie Andrews não é uma protagonista épica à primeira vista. Ela trabalha em uma livraria em Nova York, divide o apartamento com a melhor amiga e leva uma vida que poderia ser a de qualquer leitor apaixonado por livros. Essa escolha é inteligente: quanto mais comum Cassie parece, mais fácil é se identificar com ela. Quando o elemento fantástico surge, ele não explode; ele sussurra. E isso torna tudo ainda mais inquietante.

O famoso Livro dos Portais entra em cena de forma delicada, quase casual, mas carrega um peso simbólico enorme. A ideia de que “qualquer porta pode ser todas as portas” é poética, sedutora e perigosa. O autor entende muito bem o apelo dessa premissa: quem nunca quis escapar instantaneamente, mudar de lugar, recomeçar em outro cenário? A magia aqui não é apenas visual; ela conversa diretamente com desejos muito humanos.

O grande mérito do livro está na construção do seu universo. Em vez de explicar tudo de uma vez, a história revela seus segredos aos poucos, como se o leitor também estivesse sendo testado. Descobrir que existem outros livros mágicos — cada um com uma função específica — amplia o horizonte da narrativa e adiciona camadas de mistério. A Biblioteca Fox, guardiã desses volumes raríssimos, funciona quase como uma entidade moral, levantando a pergunta central da obra: quem deveria ter acesso ao poder?

Os personagens secundários ajudam a sustentar essa complexidade. Izzy não é apenas a “melhor amiga da protagonista”; ela representa o vínculo com a realidade, o afeto e a normalidade que Cassie corre o risco de perder. Já os antagonistas são um dos pontos mais fortes da trama. “A mulher” é uma presença perturbadora, construída muito mais pela tensão psicológica do que por ações explícitas. Sua frieza e obsessão pelos livros criam um desconforto constante. O Caçador de Livros, por sua vez, é quase um símbolo da inevitabilidade: uma força que sempre encontra aquilo que procura.

Outro aspecto que chama atenção é o ritmo da narrativa. O Livro dos Portais sabe quando acelerar e quando parar. Há cenas de suspense que prendem a respiração, mas também momentos de introspecção que permitem ao leitor refletir junto com Cassie. O livro não tem pressa em ser apenas um espetáculo; ele quer ser sentido. Isso pode não agradar quem busca ação ininterrupta, mas certamente recompensa quem aprecia histórias que respiram.

Em termos de escrita, o tom é acessível, envolvente e visual. É fácil imaginar os cenários, sentir a tensão ao atravessar uma porta desconhecida ou o peso emocional de cada escolha. A fantasia nunca se sobrepõe totalmente à humanidade dos personagens, e esse equilíbrio é o que torna a leitura tão cativante.

No fundo, O Livro dos Portais fala sobre limites. Sobre o que estamos dispostos a fazer para alcançar nossos desejos. Sobre como o poder, quando parece simples demais, costuma cobrar um preço alto. A magia não é apresentada como um presente gratuito, mas como uma responsabilidade que exige maturidade e sacrifício.

Ao terminar a leitura, fica aquela sensação incômoda e deliciosa de que algo permaneceu com você. O tipo de livro que faz o leitor olhar para uma porta comum e imaginar possibilidades, mas também refletir se realmente teria coragem de atravessá-la. O Livro dos Portais não promete respostas fáceis — e talvez seja exatamente isso que o torna tão memorável.

Cena tensa de “A Arte de Sarah” revela conexão inesperada entre suspeita e detetive na nova série da Netflix

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A Netflix divulgou uma nova cena de A Arte de Sarah, seu próximo thriller sul-coreano, e o trecho já é suficiente para elevar as expectativas do público. No vídeo, o detetive Park Mu-gyeong, interpretado por Lee Jun-hyuk, tem um momento de súbita percepção ao encarar a principal suspeita do caso, vivida por Shin Hye-sun. O olhar fixo, o silêncio carregado e a memória que começa a se encaixar transformam a sequência em um dos momentos mais tensos já revelados da produção.

Prevista para estrear em 13 de fevereiro de 2026, a série promete mergulhar fundo em temas como identidade, mentira e ambição social, explorando a história de uma mulher que construiu uma vida baseada em aparências e status. Ao que tudo indica, o mistério vai muito além de um simples assassinato.

Na trama, conhecemos Sarah Kim, uma mulher que criou uma identidade sofisticada e aparentemente impecável como executiva de uma marca de luxo ligada à alta sociedade de Seul. Cercada por eventos exclusivos, roupas de grife e contatos influentes, Sarah construiu uma persona que simboliza sucesso e poder. No entanto, essa imagem começa a ruir quando um corpo, supostamente o dela, é encontrado em um esgoto sob um bairro nobre da capital sul-coreana.

É a partir desse ponto que o detetive Park Mu-gyeong assume a investigação. Conhecido por sua postura meticulosa e olhar analítico, ele rapidamente percebe que o caso não é convencional. Ao tentar acessar registros oficiais de Sarah, descobre algo perturbador: não há documentação consistente sobre sua origem. Certidões, histórico escolar, registros familiares, tudo parece fragmentado ou simplesmente inexistente.

Conforme a investigação avança, Mu-gyeong identifica evidências de que Sarah pode ter vivido sob múltiplas identidades ao longo dos anos. O que parecia ser a história de uma executiva assassinada se transforma em um quebra-cabeça psicológico sobre reinvenção, manipulação e sobrevivência social.

A cena recém-divulgada pela Netflix reforça essa atmosfera de desconfiança. Durante um interrogatório, o detetive encara a suspeita e, em meio à troca de palavras cuidadosamente medidas, demonstra reconhecer algo familiar em seu rosto. A câmera se aproxima lentamente, captando a tensão no ar. É nesse instante que ele se lembra de onde a conhece. O momento não apenas intensifica o suspense, como também sugere que a conexão entre investigador e investigada pode ser mais profunda do que aparenta.

Shin Hye-sun, conhecida por performances intensas e emocionalmente complexas, entrega uma personagem que oscila entre fragilidade e controle absoluto. Sua Sarah é ao mesmo tempo vítima e arquiteta do próprio destino. Já Lee Jun-hyuk constrói um detetive contido, mas claramente afetado pelas camadas pessoais que começam a emergir durante o caso.

Produzida pela SLL, A Arte de Sarah é escrita por Chu Song-yeon e dirigida por Kim Jin-min, nome já associado a produções de suspense que exploram conflitos morais e dilemas humanos. A série terá oito episódios e aposta em uma narrativa estruturada para revelar informações de forma gradual, mantendo o espectador constantemente em dúvida sobre o que é real.

A produção teve início em janeiro de 2025, reunindo uma equipe técnica experiente. O diretor de fotografia Joo Sung-rim é responsável pela atmosfera visual sofisticada, que contrasta o brilho da elite de Seul com os espaços sombrios onde o mistério se desenrola. A montagem fica a cargo de Nam Na-yeong, enquanto o figurino assinado por Cho Sang-kyung reforça o tema central da identidade construída através da aparência.

Mais do que um drama policial, a série propõe uma reflexão sobre a obsessão contemporânea por status e validação social. Em um mundo onde redes sociais e aparências moldam reputações, a história de Sarah ecoa como um alerta. Até que ponto é possível reinventar a própria vida sem perder a essência. E quais são as consequências quando a verdade finalmente vem à tona.

A descoberta do corpo no esgoto é apenas o gatilho inicial de uma trama que promete explorar as zonas cinzentas entre verdade e ilusão. A cada nova pista, o detetive se aproxima não apenas da solução do crime, mas também da desconstrução de uma identidade cuidadosamente arquitetada.

Resenha – Por quê? é um romance sobre trauma e a difícil reconstrução do amor

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“Por quê?” é uma pergunta que ecoa do início ao fim desta narrativa. Por que duas pessoas foram vítimas de uma armação tão cruel? Por que a violência social pesa mais sobre a mulher? Por que o casamento ainda surge como “reparação” diante de uma tragédia? E, principalmente, por que insistimos em transformar dor em silêncio? O romance parte de uma premissa intensa e desconfortável para construir uma história sobre trauma, responsabilidade e a possibilidade — nada simples — de recomeçar.

A trama acompanha uma adolescente que sofre bullying devido a uma deformidade nasal. A promessa de uma cirurgia corretiva apenas após a maioridade não é apenas um detalhe médico: é símbolo de uma juventude suspensa, de uma autoestima condicionada ao olhar alheio. A protagonista já vive em estado de fragilidade quando, em uma festa de formatura, torna-se vítima de uma trama perversa: bebida adulterada, consciência comprometida e um encontro forçado com um homem igualmente dopado e manipulado por uma ex-companheira vingativa.

O despertar dos dois, nus e com lembranças fragmentadas, é um dos momentos mais impactantes da narrativa. Não há romantização da cena — ao contrário, há desconforto. O texto toca em um ponto delicado e urgente: a zona cinzenta do consentimento sob efeito de substâncias. Ambos foram vítimas, ambos foram usados. Ainda assim, é ela quem arcará com as consequências físicas e sociais.

A gravidez transforma o drama íntimo em escândalo familiar. Pais tradicionalistas exigem casamento como forma de “reparação”, sob ameaça de denúncia por possível estupro inconsciente. Aqui, o romance assume um tom crítico contundente ao expor como estruturas sociais conservadoras frequentemente priorizam reputação em detrimento de acolhimento. O casamento civil, realizado contra a vontade dos dois, é menos união e mais imposição — um contrato firmado sob pressão.

A narrativa ganha fôlego quando os personagens seguem caminhos separados no exterior. A protagonista, especialmente, é construída com cuidado: ela estuda, cria a filha, supera inseguranças e se destaca na área de tecnologia. Sua ascensão profissional é um dos pontos mais consistentes da obra, pois desloca o foco do trauma para a potência. A cirurgia corretiva, quando finalmente acontece, não é apresentada como milagre transformador, mas como parte de um processo maior de reconstrução interna.

O reencontro anos depois, motivado por laços empresariais entre as famílias, devolve à história sua tensão original. O marido, agora mais maduro, busca conhecer a filha e reconquistar a mulher que foi obrigada a desposar. O jogo de egos, ressentimentos e silêncios é bem explorado, embora por vezes se aproxime de convenções típicas do melodrama. Ainda assim, o texto sustenta interesse ao enfatizar que o maior conflito não está no ambiente externo, mas dentro deles.

A filha surge como elemento emocionalmente inteligente, quase mediadora involuntária do casal. Sua presença suaviza o peso do passado e oferece uma perspectiva menos contaminada pela culpa. É através dela que o romance ganha calor humano e evita cair apenas na lógica do sofrimento.

Contudo, a obra também provoca questionamentos importantes. Ao transformar uma situação inicialmente traumática em história de amor, o enredo caminha em terreno sensível. Há o risco de que leitores interpretem a reconciliação como romantização de uma origem violenta. O mérito do texto está em não ignorar essa complexidade: o amor que nasce no final não é fruto do episódio inicial, mas da convivência, da maturidade e do enfrentamento consciente dos traumas.

“Por quê?” é, portanto, um romance sobre reconstrução. Não é uma história leve, nem pretende ser. É uma narrativa que incomoda ao tocar em temas como consentimento, pressão social, machismo estrutural e perdão. Seu maior acerto está em mostrar que o amor verdadeiro não surge da imposição, mas da escolha — e que perdoar não significa esquecer, e sim ressignificar.

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