Speed Racer acelera rumo ao 4K: Clássico visionário das Wachowski ganha nova vida em 2026

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Em 2008, Speed Racer chegou aos cinemas como um corpo estranho. Colorido demais, rápido demais, emocional demais. Para muitos, era um excesso difícil de digerir. Para outros, um delírio visual que parecia não entender as regras do cinema blockbuster da época. Quase vinte anos depois, o tempo fez aquilo que a bilheteria não conseguiu: colocou o filme no lugar certo. E agora, com o anúncio de sua chegada em 4K em 2026, o filme ganha não apenas uma remasterização técnica, mas uma chance definitiva de ser visto como sempre mereceu.

Dirigido pelas irmãs Wachowski, o longa é uma adaptação direta do clássico anime e mangá japonês criado pela Tatsunoko Productions. Diferente de outras versões hollywoodianas de animações orientais, que costumam “ocidentalizar” suas origens, o filme faz o caminho inverso: abraça o exagero, a estilização extrema, o melodrama e a lógica quase onírica do anime. Não tenta pedir desculpas por isso — e talvez aí tenha nascido seu maior conflito com o público de 2008.

Um filme que demorou décadas para existir

Antes de chegar às telas, Speed Racer foi um projeto errante por Hollywood. Desde 1992, a ideia de levar o personagem ao cinema passou por diferentes mãos, propostas e interpretações. Durante anos, ninguém parecia saber exatamente o que fazer com aquela história que misturava corridas futuristas, drama familiar e comentários sociais sobre poder corporativo.

Tudo mudou em 2006, quando Joel Silver se uniu às Wachowski. As diretoras, recém-saídas do impacto cultural de Matrix, enxergaram em Speed Racer algo raro: a possibilidade de fazer um filme de família sem abrir mão de autoria. A proposta não era “modernizar” o desenho, mas transformá-lo em cinema mantendo sua alma intacta.

As filmagens aconteceram na Alemanha, entre Potsdam e Berlim, com forte apoio do Studio Babelsberg. Com um orçamento estimado em US$ 120 milhões, o filme foi construído quase inteiramente em estúdios, com cenários digitais, chroma key e uma estética que se aproximava mais de um videogame ou de um anime em movimento do que de qualquer filme de ação convencional da época.

Speed Racer: correr não é vencer, é resistir

No centro da história está Speed Racer, interpretado por Emile Hirsch. Um jovem de 18 anos que nunca soube fazer outra coisa além de correr. Mas, ao contrário do que o título sugere, o longa nunca foi apenas sobre velocidade. É um filme sobre escolhas — e sobre o preço de se manter fiel a elas.

Speed cresce idolatrando o irmão mais velho, Rex Racer, uma lenda das pistas que morre tragicamente durante uma corrida. A perda molda toda a família Racer, comandada por Pops e Moms, vividos com carisma por John Goodman e Susan Sarandon. Juntos, eles mantêm a Racer Motors, uma equipe independente que sobrevive à margem de um sistema dominado por conglomerados bilionários.

Quando Speed começa a despontar como um talento extraordinário, surge E.P. Arnold Royalton, dono da Royalton Industries. O personagem representa tudo o que o filme critica: o controle corporativo, a manipulação de resultados, a transformação do esporte em um negócio sem alma. A proposta feita a Speed é tentadora — dinheiro, fama, luxo —, mas sua recusa desencadeia uma guerra silenciosa e brutal.

A partir desse momento, o filme deixa claro que suas corridas não são apenas esportivas. Elas são políticas. Cada ultrapassagem, cada sabotagem, cada manobra impossível é uma metáfora para um sistema onde quem não se vende vira alvo.

Um espetáculo visual que não pede permissão

Talvez nenhum outro filme dos anos 2000 tenha sido tão mal compreendido visualmente quanto Speed Racer. As críticas ao “excesso de efeitos”, à “artificialidade” e à “falta de realismo” ignoravam algo fundamental: o realismo nunca foi o objetivo.

As Wachowski filmam Speed Racer como se estivessem animando um anime em tempo real. As cores são saturadas, os cenários se dobram sobre si mesmos, o tempo se comprime e se expande. O espaço não obedece às leis da física, mas às emoções dos personagens. É cinema como sensação, não como simulação do mundo real.

Em 2026, com a chegada do 4K, esse aspecto tende a ganhar ainda mais força. Detalhes que antes se perdiam na compressão de imagem agora prometem saltar aos olhos, reforçando a proposta estética que sempre esteve ali, mas que talvez tenha chegado cedo demais.

O mistério de Rex Racer e o peso do sacrifício

Um dos eixos emocionais mais fortes do filme é o Corredor X, personagem vivido por Matthew Fox. Envolto em mistério, ele surge como uma figura quase fantasmagórica nas pistas, despertando em Speed a suspeita de que seu irmão Rex possa estar vivo.

A revelação final — de que Rex forjou a própria morte e alterou sua aparência para proteger a família e o esporte — é menos sobre surpresa e mais sobre sacrifício. Rex escolhe desaparecer para que Speed possa existir sem comparações, sem pressões, sem herdar uma sombra impossível de superar.

É um tema recorrente no cinema das Wachowski: identidade, renúncia e a dor de fazer a escolha certa mesmo quando ninguém jamais saberá.

O fracasso que virou culto

Nos números, o filme foi um desastre. Estreou em terceiro lugar nas bilheterias, arrecadou menos de US$ 100 milhões mundialmente e ficou muito abaixo das expectativas do estúdio. Foi indicado tanto a prêmios juvenis quanto ao Framboesa de Ouro, refletindo a confusão em torno de sua recepção.

Mas o tempo foi generoso. Longe da pressão comercial, o filme encontrou seu público. Críticos reavaliaram sua proposta. Cineastas passaram a citá-lo como referência estética. Jovens que cresceram assistindo ao longa passaram a defendê-lo com paixão.

Hoje, Speed Racer é visto como um filme que ousou quando ousar não era seguro. Um blockbuster autoral em uma indústria que começava a se tornar cada vez mais homogênea.

Animação premiada, Gato de Botas 2: O Último Pedido é destaque da Sessão da Tarde desta segunda (5)

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A tarde de segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, promete ser especial para quem estiver em casa. A TV Globo exibe na Sessão da Tarde o filme Gato de Botas 2: O Último Pedido, uma animação que vai muito além da aventura divertida e entrega uma história surpreendentemente emocional, capaz de conversar tanto com crianças quanto com adultos. As informações são do AdoroCinema.

Logo no começo, o público reencontra o Gato de Botas exatamente como ele sempre foi conhecido: confiante, barulhento e absolutamente convencido de que é invencível. Em Del Mar, ele resolve celebrar sua fama com uma grande festa, mas a comemoração acaba despertando um gigante adormecido. Mesmo conseguindo salvar a cidade, o herói paga um preço alto e acaba morrendo de forma inesperada. Quando acorda no hospital, recebe a notícia que muda tudo: ele já gastou oito de suas nove vidas.

A partir desse momento, o filme muda de tom. Pela primeira vez, o Gato sente medo de verdade. A ideia de não poder voltar à vida como sempre fez o abala profundamente, especialmente depois de cruzar o caminho de um lobo misterioso, silencioso e ameaçador. Assustado, ele decide abandonar a vida de aventuras e se esconder em um abrigo para gatos, tentando viver de forma anônima e segura.

É nesse período que surge Perrito, um cachorro pequeno, ingênuo e extremamente carinhoso, que enxerga o mundo com esperança, mesmo depois de tantas dificuldades. A amizade entre os dois nasce de forma simples, mas se torna essencial para a jornada emocional do protagonista. Perrito acaba sendo o coração do filme, lembrando o tempo todo que coragem também pode vir da vulnerabilidade.

A tranquilidade, no entanto, não dura muito. O Gato descobre a existência de uma estrela mágica capaz de realizar um único desejo, e vê ali a chance de recuperar suas vidas perdidas. Determinado a encontrá-la, ele acaba se reencontrando com Kitty Pata Mansa, sua antiga parceira e grande amor, com quem deixou muitas feridas abertas no passado. Ao mesmo tempo, outros personagens também entram na disputa pelo desejo, incluindo João Trombeta e a peculiar família de Cachinhos Dourados e os Três Ursos.

A busca pela estrela leva o grupo até a Floresta Sombria, um lugar mágico que muda de forma conforme quem carrega o mapa. Enquanto Gato e Kitty enfrentam cenários assustadores, Perrito caminha por paisagens coloridas e tranquilas. Essa diferença visual reforça o estado emocional de cada personagem e mostra como o medo, a culpa e a esperança moldam a forma como cada um enxerga o mundo.

Ao longo da jornada, o Gato é forçado a encarar não apenas inimigos externos, mas principalmente suas próprias falhas. Ele precisa lidar com o peso de ter sido egoísta, de ter fugido do compromisso com Kitty e de sempre acreditar que teria infinitas chances. O confronto com a Morte, que surge como um personagem marcante e simbólico, transforma a aventura em uma reflexão sobre escolhas, responsabilidade e o valor de cada vida.

Lançado nos cinemas em 2022, Gato de Botas 2: O Último Pedido surpreendeu ao conquistar público e crítica. O filme cresceu com o boca a boca, se destacou pelo visual estilizado e pelo roteiro sensível, e ultrapassou os 480 milhões de dólares em bilheteria mundial. Mais do que números, conquistou espaço por tratar temas profundos de forma acessível, sem perder o humor e o charme característicos da franquia.

Curta! revisita a vida e os contrastes de Cássia Eller em documentário premiado

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Foto: Reprodução/ Internet

Ícone da música brasileira e dona de uma presença de palco arrebatadora, Cássia Eller volta ao centro das atenções com a exibição do documentário Cássia Eller no canal Curta!. A produção, dirigida por Paulo Henrique Fontenelle, propõe um mergulho sensível e profundo na trajetória da cantora, que morreu precocemente aos 39 anos, em 2001, deixando um legado artístico que atravessa gerações.

Reconhecida como uma das vozes femininas mais marcantes da MPB, Cássia construiu uma carreira pautada pela intensidade. No palco, era explosiva, carismática e entregue à música. Fora dele, no entanto, revelava uma personalidade introspectiva, marcada pela timidez e por conflitos internos. Esse contraste entre a artista e a mulher é um dos fios condutores do documentário, que busca apresentar Cássia de forma humana, longe de idealizações.

Ao longo do filme, são abordados temas delicados e fundamentais para compreender sua trajetória: a relação conturbada com as drogas, o impacto do sucesso repentino, a pressão da fama, a maternidade inesperada e os desafios emocionais que acompanharam sua vida pessoal e profissional. Tudo isso é apresentado com cuidado e respeito, sem sensacionalismo, permitindo que o público se aproxime da artista de maneira honesta.

Premiado pelo público como Melhor Documentário na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2014, o longa se apoia em uma rica combinação de depoimentos, imagens de arquivo e registros íntimos. Entre os entrevistados estão familiares, amigos, jornalistas e parceiros de estrada que ajudam a construir um retrato multifacetado de Cássia Eller.

A companheira Maria Eugênia Martins, com quem a cantora manteve um relacionamento de 14 anos, compartilha relatos emocionantes sobre a convivência com Cássia e sobre a transformação quase espiritual que ela vivia ao subir no palco. Já o filho Chicão, hoje conhecido artisticamente como Chico Chico, aparece como parte fundamental dessa história, representando a continuidade do legado musical deixado pela mãe.

O documentário também reúne depoimentos de nomes importantes da música e do jornalismo cultural brasileiro, como Zélia Duncan, Nando Reis, Oswaldo Montenegro, Tárik de Souza e Arthur Dapieve. Cada um contribui com memórias, análises e observações que ajudam a contextualizar a importância de Cássia no cenário musical dos anos 1990 e início dos anos 2000.

Imagens de shows históricos, ensaios, entrevistas e momentos do cotidiano da cantora se misturam aos relatos, criando uma narrativa fluida e envolvente. Em um dos trechos mais marcantes, a própria Cássia fala sobre sua dificuldade de lidar com as pessoas e como a música se tornou um refúgio. Para ela, cantar era mais do que uma profissão: era uma forma de existir no mundo e de enfrentar seus medos.

Além da exibição no canal Curta!, o documentário também está disponível no CurtaOn – Clube de Documentários, acessível por meio do Prime Video Channels, da Amazon, da Claro TV+ e pelo site oficial da plataforma. Essa ampla distribuição permite que novas gerações descubram — ou redescubram — a força, a vulnerabilidade e a genialidade de Cássia Eller.

Warner Bros divulga trailer de Eles Vão Te Matar, novo terror da produtora de Andy e Barbara Muschietti

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Foto: Reprodução/ Internet

A Warner Bros. divulgou o trailer oficial de Eles Vão Te Matar, primeiro longa-metragem da Nocturna, produtora fundada por Andy e Barbara Muschietti, dupla responsável por alguns dos maiores sucessos recentes do terror, como It: A Coisa (2017), It: Capítulo Dois (2019) e a aguardada série It: Bem-Vindos a Derry. Com estreia prevista para março, o filme aposta em uma combinação explosiva de horror sangrento, ação acelerada e comédia sombria para conquistar o público.

O longa é protagonizado por Zazie Beetz, atriz indicada ao Emmy e conhecida por papéis marcantes em produções como Atlanta, Coringa (2019), Deadpool 2, Bullet Train, Nine Days e The Harder They Fall. Versátil e carismática, Beetz se consolidou como um dos nomes mais interessantes de sua geração, transitando com facilidade entre o cinema autoral, o blockbuster e a televisão de prestígio.

Ao seu lado está Tom Felton, eternamente lembrado por interpretar Draco Malfoy na franquia Harry Potter, papel que o projetou mundialmente. Após o fim da saga, Felton construiu uma carreira diversificada, com participações em filmes como Planeta dos Macacos: A Origem, A Ressurreição, Ophelia, Belle, Against the Sun e A Babysitter: Killer Queen, além de séries como The Flash, Origin e Murder in the First.

Outro grande destaque do elenco é Patricia Arquette, vencedora do Oscar por Boyhood – Da Infância à Juventude. A atriz possui uma carreira sólida e respeitada, com trabalhos memoráveis em filmes como Estrada Perdida, True Romance, Ed Wood, Alguém Tem que Ceder, Bringing Out the Dead e Little Nicky. Na televisão, Arquette ganhou nova projeção com séries aclamadas como Medium, The Act e Ruptura (Severance), reafirmando sua relevância artística ao longo das décadas.

Eles Vão Te Matar convida o público a mergulhar em uma noite de puro caos dentro do Hotel Virgil, um local sombrio e decadente que funciona como o covil de um culto demoníaco. A história acompanha uma jovem que, ao se ver presa nesse ambiente hostil, precisa sobreviver a uma sucessão de ataques brutais, armadilhas cruéis e personagens perturbadores antes de se tornar a próxima vítima do grupo.

A proposta do filme combina violência gráfica, ritmo acelerado e um humor negro afiado, criando uma experiência que não se limita ao terror tradicional. Mortes exageradas, situações absurdas e diálogos perversamente irônicos fazem parte da identidade do longa, que promete entregar entretenimento intenso do início ao fim.

Além do trio principal, o elenco conta com Myha’La, atriz em ascensão que chamou atenção em Morte Morte Morte, Leave the World Behind, She’s Gotta Have It e na série Industry, da HBO, onde ganhou destaque por sua presença magnética e atuações contundentes.

Outro nome de peso é Paterson Joseph, conhecido por seu trabalho em produções como Wonka, The Beach, Aeon Flux, In the Name of the Father e The World’s End. Na televisão, Joseph é amplamente reconhecido por suas atuações em séries como The Leftovers, Peep Show, Vigil e Timeless.

O elenco também inclui Heather Graham, atriz que marcou os anos 1990 e 2000 com filmes como Boogie Nights, Austin Powers: O Agente Internacional do Mistério, From Hell, Se Beber, Não Case!, Bowfinger, Drugstore Cowboy e License to Drive. Nos últimos anos, Graham tem alternado entre produções independentes, thrillers e comédias, mantendo uma carreira constante no cinema e na televisão.

A estreia da Nocturna no cinema

O longa-metragem marca a estreia da Nocturna como produtora de longas-metragens, consolidando o interesse de Andy e Barbara Muschietti em expandir sua atuação para além da direção. Conhecidos por revitalizar o terror mainstream com It, os irmãos agora apostam em uma abordagem mais irreverente, violenta e autoral, mesclando gêneros e explorando narrativas extremas.

Veja qual filme a TV Globo exibe na Sessão da Tarde desta quinta-feira (8)

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A Sessão da Tarde desta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, leva ao ar na TV Globo a comédia brasileira “Tô Ryca”, produção lançada em 2016 que conquistou o público com humor popular e uma protagonista carismática. Dirigido por Pedro Antonio Paes (Um Tio Quase Perfeito, Um Natal Cheio de Graça), o longa é estrelado por Samantha Schmütz (Minha Mãe É Uma Peça, Vai Que Cola) e reúne nomes conhecidos da comédia nacional.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, na trama, Selminha Oléria Silva, conhecida como SOS, é uma frentista que leva uma vida simples e enfrenta dificuldades financeiras. Tudo muda quando ela descobre ser a única herdeira de uma grande fortuna deixada por um tio distante. Para ter acesso definitivo ao dinheiro, no entanto, Selminha precisa cumprir uma condição nada comum: gastar R$ 30 milhões em apenas 30 dias, sem guardar nada, sem acumular bens e sem contar a ninguém sobre o desafio.

A partir desse ponto, o filme se transforma em uma corrida contra o tempo, marcada por compras impulsivas, situações exageradas e uma sucessão de confusões. Conforme tenta se livrar do dinheiro, Selminha percebe que sua nova realidade atrai interesses inesperados e altera profundamente suas relações pessoais. Em meio ao caos financeiro, a protagonista acaba refletindo sobre amizade, confiança e o verdadeiro significado de riqueza.

Samantha Schmütz conduz a narrativa com seu humor característico, apostando em exageros físicos e timing cômico apurado. O elenco de apoio reforça o tom popular da comédia, com participações de Marcelo Adnet (Tá no Ar: A TV na TV, O Dentista Mascarado), Katiuscia Canoro (Zorra Total, Minha Mãe É Uma Peça), Marcus Majella (Vai Que Cola, Minha Vida em Marte), Fabiana Karla (Sob Pressão, Sai de Baixo), Anderson Di Rizzi (Amor à Vida, A Dona do Pedaço), Mauro Mendonça (Belíssima, Passione) e Marília Pêra (Pixote, Central do Brasil), em sua última atuação no cinema.

Lançado nos cinemas brasileiros em 22 de setembro de 2016, com distribuição da Paris Filmes e da Downtown Filmes, Tô Ryca obteve um desempenho sólido nas bilheteiras. Em sua semana de estreia, o longa vendeu mais de 210 mil ingressos, número expressivo para produções nacionais. Ao longo das semanas seguintes, manteve boa presença de público, até ultrapassar a marca de 1,1 milhão de espectadores, consolidando-se como um sucesso comercial.

A recepção crítica foi mista, com elogios ao carisma da protagonista e ao humor acessível, mas também comparações frequentes com a comédia americana “Chuva de Milhões” (1985), cuja premissa é semelhante. Ainda assim, o apelo popular garantiu a continuidade da história, culminando no lançamento de “Tô Ryca 2”, em 2022.

Supergirl ganha nova imagem com Milly Alcock e revela uma heroína mais solitária e emocional no novo DCU

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Foto: Reprodução/ Internet

A nova fase do Universo DC começa a tomar forma — e Supergirl surge como uma de suas apostas mais ousadas. A revista Empire divulgou nesta terça-feira (7) uma imagem inédita do filme, trazendo Milly Alcock (A Casa do Dragão, Upright) caracterizada como Kara Zor-El. Mais do que um simples vislumbre visual, a foto transmite o espírito do longa: uma heroína marcada por perdas, em constante deslocamento e distante do ideal clássico de perfeição.

Com estreia marcada para 26 de junho de 2026, o filme é o segundo capítulo do novo DCU, universo cinematográfico comandado por James Gunn (Guardiões da Galáxia, O Esquadrão Suicida) e Peter Safran (Aquaman, Shazam!), e integra o arco inicial intitulado “Deuses e Monstros”. A direção é de Craig Gillespie (Eu, Tonya, Cruella), enquanto o roteiro fica por conta de Ana Nogueira (The Vampire Diaries, Hightown).

A imagem revelada reforça a proposta de apresentar uma Supergirl menos idealizada e mais humana. Diferente de Superman, Kara cresceu isolada, testemunhando a destruição de Krypton de forma mais consciente, o que molda uma personalidade mais dura e emocionalmente complexa. Essa abordagem tem como principal inspiração a aclamada HQ “Supergirl: Woman of Tomorrow”, escrita por Tom King (Sr. Milagre, Batman) e ilustrada por Bilquis Evely (Mulher-Maravilha, The Dreaming), embora o subtítulo tenha sido removido oficialmente.

Na trama, Kara comemora seu 23º aniversário viajando pelo espaço ao lado de Krypto, seu fiel companheiro. Durante essa jornada errante, ela cruza o caminho da jovem Ruthye Marye Knoll, cuja tragédia pessoal desencadeia uma busca brutal por vingança, colocando a heroína diante de escolhas morais difíceis e de uma violência que ela não pode simplesmente ignorar.

A escolha de Milly Alcock para o papel foi recebida com entusiasmo justamente por sua capacidade de transitar entre fragilidade e intensidade. A atriz ganhou projeção internacional como a jovem Rhaenyra Targaryen em A Casa do Dragão, além de trabalhos elogiados em Upright e Reckoning, sempre interpretando personagens emocionalmente densos.

As filmagens ocorreram entre janeiro e maio de 2025, nos estúdios Warner Bros. Leavesden, em Londres, além de locações na Escócia. O elenco inclui ainda David Krumholtz (Oppenheimer, Numb3rs) e Emily Beecham (Cruella, Into the Badlands) como Zor-El e Alura In-Ze, pais de Kara.

Superman marcou o mais recente capítulo do DCU nos cinemas

Lançado em 2025, Superman marcou um novo começo para o Universo DC nos cinemas, funcionando como a pedra fundamental do DCU idealizado por James Gunn (Guardiões da Galáxia, O Esquadrão Suicida) e Peter Safran (Aquaman, Shazam!). Diferente de versões anteriores, o longa optou por apresentar Clark Kent já estabelecido como herói, enfrentando não apenas ameaças físicas, mas também o peso simbólico de representar esperança em um mundo cada vez mais desconfiado de figuras de poder.

Vivido por David Corenswet (Hollywood, Pearl), o Homem de Aço desta nova fase foi retratado de forma mais calorosa e empática, enquanto Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel, House of Cards) trouxe inteligência e sensibilidade à Lois Lane. O grande antagonista, Lex Luthor, ganhou contornos contemporâneos na interpretação de Nicholas Hoult (Mad Max: Estrada da Fúria, The Menu, X-Men), surgindo como um bilionário estrategista que manipula conflitos internacionais para transformar a opinião pública contra o herói.

A narrativa acompanhou as consequências de uma intervenção de Superman em um cenário geopolítico delicado, colocando Clark no centro de um debate global sobre soberania, responsabilidade e limites do poder. Ao longo do filme, o herói precisou reconquistar a confiança da população com a ajuda de seus colegas do Daily Planet e de outros personagens superpoderosos que começam a emergir, estabelecendo o tom interconectado que define o DCU.

O sucesso de Superman, que arrecadou mais de US$ 617 milhões mundialmente e recebeu críticas majoritariamente positivas, consolidou a identidade desse novo universo: histórias mais humanas, cores vibrantes e um olhar otimista sobre seus heróis. Essa base é essencial para entender o caminho seguido por Supergirl, que surge como um contraponto emocional ao Homem de Aço — menos idealizada, mais ferida e moldada por perdas profundas.

Na Sessão da Tarde desta sexta (9), TV Globo apresenta o emocionante drama Um Laço de Amor

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Foto: Reprodução/ Internet

Na Sessão da Tarde desta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, a TV Globo apresenta o emocionante drama “Um Laço de Amor”, um filme que toca em temas universais como cuidado, pertencimento e os limites entre proteger e permitir que alguém siga seu próprio caminho.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, na história, Frank Adler vê sua vida mudar completamente após a morte da irmã e passa a criar sozinho a sobrinha Mary, uma menina de sete anos com inteligência excepcional, especialmente para a matemática. Determinado a oferecer à criança uma infância equilibrada, Frank acredita que o melhor para Mary é uma vida simples, com escola regular, amigos e brincadeiras. Essa escolha, no entanto, entra em choque com a visão de sua mãe, Evelyn, que enxerga o talento da neta como algo que deve ser desenvolvido ao máximo, mesmo que isso implique uma separação dolorosa entre tio e sobrinha.

O conflito familiar se intensifica quando o dom de Mary passa a atrair a atenção de professores e especialistas, transformando a guarda da menina em uma disputa emocional e judicial. O filme constrói esse embate com delicadeza, explorando não apenas a genialidade da criança, mas principalmente os laços afetivos que a sustentam. No centro da narrativa está a pergunta: o que realmente significa querer o melhor para alguém?

Dirigido por Marc Webb, conhecido por “500 Dias com Ela” e “O Espetacular Homem-Aranha”, o longa mostra um lado mais contido e sensível do diretor. O papel principal é vivido por Chris Evans, em uma atuação que se distancia de seus trabalhos mais populares como o Capitão América no Universo Marvel, além de filmes como “Entre Facas e Segredos” e “Expresso do Amanhã”. Aqui, o ator entrega um personagem humano, falho e profundamente afetuoso.

O elenco conta ainda com a jovem Mckenna Grace, que já havia se destacado em produções como “Eu, Tonya”, “Annabelle 3: De Volta Para Casa” e “A Maldição da Residência Hill”, além de Octavia Spencer, vencedora do Oscar por “Histórias Cruzadas” e conhecida por filmes como “Estrelas Além do Tempo” e “A Forma da Água”. Jenny Slate, vista em “Tudo Que Quero” e “Venom”, e Lindsay Duncan, com passagens por “Birdman” e “Alice no País das Maravilhas”, completam o elenco de peso.

Lançado originalmente com o título “Gifted”, o filme começou a ser desenvolvido em 2015, com as filmagens realizadas em Savannah e Tybee Island, no estado da Geórgia. Nos cinemas, o longa teve boa recepção do público, especialmente pela sensibilidade do roteiro e pela química entre os protagonistas.

Além da exibição na Sessão da Tarde, o público que quiser rever ou conhecer “Um Laço de Amor” também pode assistir ao filme no Disney+. O longa está disponível no catálogo da plataforma de streaming por meio de assinatura, permitindo que a história seja vista a qualquer momento, com comodidade e qualidade.

EPIC: Elvis Presley in Concert transforma o legado de Elvis Presley em uma experiência cinematográfica imersiva

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A Universal Pictures acaba de divulgar o cartaz IMAX de “EPIC: Elvis Presley in Concert”, um projeto ambicioso que reforça o fascínio eterno em torno de Elvis Presley. Dirigido por Baz Luhrmann, o mesmo cineasta que levou mais de um milhão de brasileiros aos cinemas com Elvis em 2022, o longa chega com a proposta de oferecer uma experiência cinematográfica intensa, emocional e completamente imersiva.

Mais do que um filme de música, EPIC se apresenta como uma celebração da presença de palco e da força artística de Elvis em seu auge. Considerado o Rei do Rock & Roll, o cantor venceu cinco prêmios Grammy e segue como um fenômeno cultural sem precedentes. Mesmo décadas após sua morte, Elvis permanece como o artista solo mais vendido da história, com cerca de 1 bilhão de discos comercializados em todo o mundo, segundo o Guinness World Records.

Com estreia marcada para 26 de fevereiro nos cinemas, o longa terá distribuição da Universal Pictures e aposta no formato IMAX para potencializar a grandiosidade das performances. A ideia é fazer o público sentir como se estivesse diante do palco, acompanhando cada gesto, cada nota e cada reação que transformaram Elvis em um símbolo universal da música e do entretenimento.

A origem do filme é tão surpreendente quanto o próprio artista. Durante as pesquisas para seu longa anterior, Baz Luhrmann mergulhou nos arquivos históricos ligados a Elvis e acabou encontrando um material considerado perdido. Dezenas de caixas de filmagens em 35mm e 8mm estavam armazenadas em antigas minas de sal no Kansas, nos Estados Unidos. Ali estavam registros raríssimos de shows, ensaios e bastidores, incluindo cenas descartadas de Elvis: That’s the Way It Is e Elvis on Tour.

Entre os achados mais impressionantes estão imagens da lendária apresentação de Elvis usando o casaco dourado, no Havaí, em 1957, além de entrevistas nunca antes ouvidas. O desafio era que grande parte desse material não possuía áudio. Ao longo de dois anos, a equipe liderada por Luhrmann se dedicou à restauração minuciosa das imagens e à sincronização com gravações sonoras originais, reconstruindo momentos históricos com tecnologia de ponta.

Durante esse processo, outra descoberta tornou o projeto ainda mais especial: uma gravação de áudio de aproximadamente 45 minutos, na qual Elvis fala abertamente sobre sua vida, sua trajetória e seus sentimentos longe dos holofotes. Esse registro raro se tornou o coração emocional de EPIC, permitindo que o público conheça não apenas o ícone, mas o homem por trás da fama.

Para Baz Luhrmann, o filme foge de qualquer definição simples. Segundo o diretor, EPIC não é apenas um documentário tradicional nem um filme-concerto convencional. A proposta é criar algo novo, que respeite a dimensão quase mítica de Elvis, mas que também revele sua sensibilidade, suas inquietações e sua humanidade. É um olhar íntimo sobre alguém que passou a vida sob os holofotes, mas que ainda guardava muito para si.

Ao longo de 2025, o cineasta dividiu com os fãs pequenos vislumbres do projeto em suas redes sociais, mostrando trechos do processo de restauração e edição. Algumas dessas publicações incluíram performances icônicas, reacendendo a curiosidade e a emoção de admiradores ao redor do mundo. A expectativa cresceu ainda mais quando imagens do filme foram exibidas em uma apresentação especial da Sony Music Vision.

A estreia mundial de EPIC: Elvis Presley in Concert aconteceu no Festival Internacional de Cinema de Toronto, onde o longa foi recebido como uma homenagem potente e sensível a um artista que redefiniu a música popular. Agora, com sua chegada aos cinemas, o filme promete emocionar tanto fãs de longa data quanto novas gerações que continuam descobrindo Elvis.

Descubra qual filme vai passar no Supercine deste sábado, 10 de janeiro, na TV Globo

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Previsto para ser exibido no Supercine deste sábado, 10 de janeiro de 2026, De Pernas pro Ar é daqueles filmes que chegam com a promessa de risadas, mas entregam muito mais do que humor fácil. A comédia brasileira, dirigida por Roberto Santucci, conquistou o público ao tocar em temas sensíveis da vida adulta com leveza, irreverência e uma boa dose de identificação, especialmente para quem já se sentiu engolido pela rotina de trabalho.

A história gira em torno de Alice, interpretada por Ingrid Guimarães em um de seus papéis mais marcantes no cinema. Ela é uma executiva competente, focada e completamente dedicada à carreira. Para Alice, o trabalho sempre vem em primeiro lugar — e tudo o que sobra acaba ficando em segundo plano. O casamento, o filho, os momentos de descanso e até os próprios desejos são constantemente adiados em nome da produtividade e das metas profissionais.

Esse modo de vida, que à primeira vista parece sinal de sucesso, começa a ruir de forma abrupta. Em um curto intervalo de tempo, Alice perde o emprego e o marido, sendo obrigada a encarar um vazio que ela vinha ignorando há anos. Sem o crachá e sem a estabilidade emocional que acreditava ter, a personagem precisa reaprender quem ela é fora do escritório.

É nesse momento de virada que surge Marcela, vivida por Maria Paula. Vizinha de Alice, ela é praticamente o oposto da protagonista: espontânea, livre e dona de um pequeno sex shop chamado Sex Delícia, que está à beira da falência. O encontro entre as duas não só muda o rumo do negócio, como transforma profundamente a vida pessoal de Alice, dando início a uma amizade improvável e extremamente transformadora.

Ao se envolver com o sex shop, Alice leva sua experiência corporativa para um universo que nunca imaginou explorar. O que começa como uma tentativa de ajudar uma amiga acaba se tornando uma oportunidade de reinvenção profissional e pessoal. O filme trata o tema da sexualidade com humor e naturalidade, quebrando tabus sem cair no vulgar, e mostrando como o prazer e a autoestima também fazem parte de uma vida equilibrada.

Mais do que falar sobre sexo, De Pernas pro Ar discute a pressão imposta às mulheres para serem impecáveis em todas as áreas da vida. O roteiro expõe, de forma bem-humorada, a cobrança por sucesso profissional, dedicação à família e realização pessoal — tudo ao mesmo tempo. Alice aprende, ao longo da trama, que não é preciso abrir mão de quem se é para ser bem-sucedida, e que prazer e responsabilidade podem, sim, caminhar juntos.

O elenco afiado contribui para o carisma da narrativa, com participações de nomes como Bruno Garcia, Flávia Alessandra, Denise Weinberg e Cristina Pereira, que ajudam a enriquecer a trama com personagens cheios de personalidade. A direção aposta em um ritmo ágil e popular, tornando o filme acessível para diferentes públicos e idades.

O sucesso foi imediato. Lançado no fim de 2010, De Pernas pro Ar levou milhões de espectadores aos cinemas, arrecadando cerca de R$ 35 milhões, um número expressivo para o cinema nacional. O desempenho garantiu uma sequência em 2012, consolidando a história como uma das franquias de comédia mais queridas da década.

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet ganha vídeo de bastidores e chega aos cinemas nesta quinta, 15 de janeiro

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A Universal Pictures divulgou nesta semana um novo vídeo de bastidores de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, longa-metragem dirigido por Chloé Zhao, vencedora do Oscar por Nomadland. O material promocional chega em um momento estratégico, às vésperas da estreia oficial do filme nos cinemas brasileiros, marcada para esta quinta-feira, 15 de janeiro, e amplia a expectativa em torno de uma das produções mais celebradas da atual temporada de premiações.

O vídeo oferece um olhar íntimo sobre o processo criativo da obra e destaca a relação entre seus protagonistas, Jessie Buckley e Paul Mescal. Ambos comentam como foi construir, juntos, personagens atravessados pela dor, pelo silêncio e por uma conexão emocional profunda. Chloé Zhao também aparece compartilhando detalhes do processo de escalação do elenco, ressaltando que a escolha dos atores foi determinante para alcançar a intensidade emocional que a história exigia. Segundo a diretora, mais do que talento individual, era essencial que houvesse confiança e entrega mútua entre os intérpretes.

Inspirado no romance homônimo de Maggie O’Farrell, vencedor de importantes prêmios literários, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet propõe uma abordagem sensível e pouco convencional sobre a figura de William Shakespeare. Em vez de retratar o dramaturgo a partir de sua genialidade artística, o filme se concentra na dimensão íntima e familiar de sua vida, especialmente no impacto devastador da perda de seu filho, Hamnet. A narrativa acompanha Agnes, esposa de Shakespeare, enquanto ela tenta sobreviver ao luto e ressignificar a própria existência após a tragédia.

Jessie Buckley entrega uma atuação amplamente elogiada pela crítica internacional. Sua interpretação de Agnes é marcada por força contida, dor silenciosa e uma presença que domina a tela mesmo nos momentos de maior introspecção. O reconhecimento veio em forma de prêmios importantes, incluindo o Globo de Ouro 2026 de Melhor Atriz em Filme de Drama e o Critics Choice Awards na mesma categoria. A personagem se torna o verdadeiro centro emocional da história, conduzindo o espectador por uma jornada de sofrimento, memória e resistência.

Paul Mescal, por sua vez, constrói um Shakespeare distante da imagem romantizada do gênio literário. Seu personagem é introspectivo, emocionalmente reprimido e incapaz de verbalizar plenamente a dor que carrega. A dinâmica entre Mescal e Buckley se sustenta mais nos gestos, nos olhares e nos silêncios do que nos diálogos, reforçando a proposta intimista da direção. O vídeo de bastidores evidencia essa troca cuidadosa entre os atores, que se reflete diretamente na força das cenas.

A direção de Chloé Zhao imprime ao filme uma estética contemplativa e profundamente humana. Conhecida por seu olhar sensível para personagens à margem e histórias de introspecção, a cineasta utiliza paisagens naturais, luz suave e enquadramentos prolongados para criar uma atmosfera de melancolia e reflexão. A fotografia assinada por Łukasz Żal contribui para esse tom ao transformar ambientes rurais e espaços domésticos em extensões do estado emocional dos personagens.

O longa foi o grande vencedor do Festival Internacional de Cinema de Toronto, conquistando o prêmio do público, um dos mais prestigiados do evento. A escolha reforçou o apelo emocional da obra junto a diferentes públicos e consolidou sua trajetória na corrida de premiações. No Brasil, o filme também teve destaque ao ser exibido como o título de encerramento do Festival do Rio de 2025, ampliando sua visibilidade no país antes do lançamento comercial.

A produção reúne nomes de peso nos bastidores. Steven Spielberg e Sam Mendes, ambos vencedores do Oscar, assinam a produção do longa, enquanto o roteiro foi desenvolvido pela própria Maggie O’Farrell em parceria com Chloé Zhao. Essa colaboração direta garantiu uma adaptação fiel ao espírito do livro, sem abrir mão da linguagem cinematográfica autoral da diretora. O resultado é um filme que respeita a obra literária, mas encontra sua própria identidade nas imagens e no ritmo narrativo.

O caminho de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet até os cinemas começou em 2022, quando foi anunciada uma adaptação teatral do romance. Em março de 2023, os direitos cinematográficos foram adquiridos pela Neal Street Productions. No mês seguinte, Chloé Zhao foi oficialmente confirmada como diretora e co-roteirista do projeto. Em maio, Paul Mescal e Jessie Buckley entraram em negociações para protagonizar o filme, participação que foi confirmada publicamente em janeiro de 2024.

As filmagens estavam inicialmente previstas para Londres, mas acabaram sendo realizadas no País de Gales. A produção teve início em 29 de julho de 2024 e foi concluída em 30 de setembro do mesmo ano. Durante esse período, Joe Alwyn e Emily Watson foram incorporados ao elenco, ampliando o peso dramático da narrativa. Steven Spielberg passou a integrar formalmente o projeto como produtor, reforçando a dimensão internacional da produção.

O filme teve sua estreia mundial no 52º Festival de Cinema de Telluride e chegou aos cinemas dos Estados Unidos e do Canadá em lançamento limitado em 27 de novembro de 2025, com expansão nacional em dezembro. Desde então, tem acumulado críticas majoritariamente positivas, com elogios recorrentes às atuações centrais, à direção sensível de Zhao e à forma respeitosa e profunda com que o luto é retratado.

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