Saiba quando Thunderbolts* chega na plataforma de streaming Disney+

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Foto: Reprodução/ Internet

Após sua estreia nos cinemas em maio de 2025, Thunderbolts, o mais novo filme do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), finalmente chega ao streaming. A partir do dia 27 de agosto, os assinantes do Disney+ poderão acompanhar a saga desse grupo de anti-heróis, que desafia convenções e coloca à prova conceitos clássicos de heroísmo. Para muitos fãs, esta é a oportunidade de reviver a emoção das telonas ou conhecer um dos projetos mais ousados da Fase Cinco da Marvel.

Dirigido por Jake Schreier, com roteiro de Eric Pearson e Joanna Calo, o filme traz um elenco robusto e talentoso, incluindo Florence Pugh, Sebastian Stan, Wyatt Russell, Olga Kurylenko, Lewis Pullman, Geraldine Viswanathan, Chris Bauer, Wendell Pierce, David Harbour, Hannah John-Kamen e Julia Louis-Dreyfus. Diferente de outros filmes do MCU, a trama gira em torno de personagens que não são heróis convencionais; cada um deles carrega um passado conturbado e dilemas morais que tornam a narrativa mais intensa e imprevisível.

A Marvel começou a construir a ideia de uma equipe de anti-heróis em 2021, com sutis referências em filmes e séries. A proposta era apresentar um grupo capaz de desafiar os padrões estabelecidos pelos Vingadores, reunindo indivíduos com habilidades excepcionais, mas com motivações duvidosas. Em junho de 2022, o desenvolvimento de o longa foi oficialmente anunciado, com Schreier e Pearson à frente do projeto.

O elenco principal foi revelado em setembro de 2022, e novos nomes foram adicionados ao longo de 2023. Entre os roteiristas que ajudaram a aprimorar o projeto, Lee Sung Jin se juntou para reescrever o roteiro em março de 2023, trazendo contribuições importantes para o desenvolvimento emocional dos personagens. A produção enfrentou desafios significativos devido às disputas trabalhistas de Hollywood, o que acarretou mudanças no elenco e ajustes no cronograma. Joanna Calo entrou posteriormente para realizar reescritas adicionais.

As filmagens aconteceram entre fevereiro e junho de 2024, principalmente no Trilith Studios e Atlanta Metro Studios, em Atlanta, Geórgia, com locações adicionais em Utah e Kuala Lumpur. A diversidade de cenários e a qualidade técnica das filmagens ajudaram a criar um universo visualmente impressionante, capaz de equilibrar momentos de ação intensa e drama psicológico profundo.

Anti-heróis em ação

O filme começa na Malásia, onde Yelena Belova destrói um laboratório para proteger a diretora da CIA, Valentina Allegra de Fontaine, e esconder seu envolvimento no projeto super-humano “Sentinela”, desenvolvido pelo Grupo O.X.E.. Quando Valentina enfrenta um possível processo de impeachment, ela envia mercenários como Yelena, John Walker, Ava Starr e Antonia Dreykov para uma instalação secreta do O.X.E., instruindo-os a se enfrentarem até a morte.

Durante o confronto, Ava elimina Antonia, e um homem amnésico chamado Bob é libertado de uma cápsula de animação suspensa. Ao perceberem que foram manipulados para morrer, os mercenários conseguem escapar, mas não sem enfrentar confrontos internos e reviver memórias dolorosas. Ao interagir com Bob, Yelena e Walker revivem traumas do passado, mostrando que o filme não se limita a sequências de ação, mas explora profundamente a psicologia de cada personagem.

Valentina descobre a sobrevivência do grupo e do próprio Bob, que cria uma distração heroica para permitir a fuga dos demais. Bob é capturado e levado para a antiga Torre dos Vingadores em Nova York, agora transformada na “Torre de Vigilância”. Paralelamente, Alexei Shostakov resgata Yelena, Walker e Ava, nomeando-os de “Thunderbolts”, em homenagem a um antigo time de futebol da infância de Yelena.

Confronto com o Sentinela e surgimento do Vácuo

Os Thunderbolts logo se tornam alvos dos agentes de Valentina e acabam presos pelo Congressista Bucky Barnes, que deseja que testemunhem no processo de impeachment. Quando descobrem que Bob foi alvo de experimentos secretos, o grupo une forças com Barnes para enfrentar Valentina.

Bob foi transformado em um super-humano chamado Sentinela, que derrota facilmente os Thunderbolts. Ao desenvolver uma ilusão de superioridade divina, ele se volta contra Valentina, mas é contido por sua assistente Mel. Esse evento desencadeia o surgimento do alter ego destrutivo de Bob, o Vácuo, capaz de aprisionar os cidadãos de Nova York em dimensões baseadas em suas memórias traumáticas.

Para deter a ameaça, Yelena entra na dimensão das sombras e confronta seu próprio passado como Viúva Negra, enquanto ajuda Bob a retomar o controle de sua mente. Com o apoio da equipe, Bob consegue superar o Vácuo, libertando a cidade da escuridão sobrenatural.

De Thunderbolts a Novos Vingadores

Após a vitória, a equipe se prepara para prender Valentina. No entanto, a vilã manipula a mídia e realiza uma conferência de imprensa, apresentando os Thunderbolts como os Novos Vingadores. Embora relutantes, eles aceitam o novo título, percebendo que a imagem pública é tão importante quanto os atos heroicos.

A cena pós-créditos mostra que, quatorze meses depois, os Novos Vingadores e Bob enfrentam tensões com a equipe de Sam Wilson, enquanto uma nave espacial extradimensional com o símbolo “4” sugere futuras conexões com o Quarteto Fantástico.

Recepção e crítica

Apesar das críticas majoritariamente positivas, o filme teve arrecadação de 382,3 milhões de dólares, abaixo das expectativas. Analistas apontam que a complexidade da trama e o número elevado de personagens pode ter dificultado a identificação imediata do público. No entanto, a narrativa foi elogiada por explorar temas como trauma, redenção e moralidade ambígua, raramente abordados em filmes de super-heróis.

O elenco foi destacado como um dos pontos mais fortes, especialmente a química entre Florence Pugh, Sebastian Stan e Wyatt Russell. O desenvolvimento emocional dos personagens e os dilemas morais criaram momentos de tensão e empatia, tornando a experiência mais rica e envolvente.

Produção e desafios

O projeto enfrentou desafios logísticos e criativos, como mudanças no elenco e ajustes de roteiro devido a disputas trabalhistas. Schreier, com experiência em séries intimistas como Beef, trouxe uma abordagem que equilibra sequências de ação com momentos de introspecção e vulnerabilidade. As locações internacionais e os efeitos visuais de ponta contribuíram para criar cenas espetaculares, do combate físico ao confronto psicológico com Bob e o Vácuo.

O asterisco no título e a mudança de nome

O asterisco no título gerou curiosidade e debates entre os fãs. Ao final do filme, a equipe assume o nome Novos Vingadores, conectando o grupo ao legado dos Vingadores e reforçando a ideia de redenção. A mudança também sinaliza a importância da percepção pública na construção de heróis modernos.

HBO revela trailer de Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente, nova minissérie brasileira

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A HBO Max acaba de liberar o trailer oficial de Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente, minissérie brasileira que estreia em 31 de agosto de 2025. A produção promete envolver o público em uma narrativa carregada de emoção, tensão e reflexão sobre uma época marcada pelo medo e pela incompreensão diante de uma doença que transformou vidas: a AIDS. Com uma estética cuidadosamente elaborada e elenco de peso, a série busca retratar a solidariedade e a coragem humana em tempos extremos, convidando o espectador a mergulhar em uma história inspirada em acontecimentos reais.

O trailer, divulgado recentemente, revela uma produção que aposta na força das imagens e na intensidade das relações humanas. É possível sentir a tensão desde os primeiros segundos: cenas de aviões decolando, salas de hospital abarrotadas e olhares carregados de preocupação e decisão. A minissérie foca em um grupo de comissários de bordo no Rio de Janeiro que, diante do avanço da AIDS e da escassez de tratamentos disponíveis no país, se vê em uma encruzilhada moral e emocional.

Em um período em que o preconceito se espalhava com a mesma rapidez da doença, os personagens enfrentam dilemas complexos, entre obedecer às regras e salvar vidas. A narrativa evidencia não apenas a urgência de acesso aos medicamentos, mas também os desafios sociais e éticos impostos por uma sociedade despreparada para lidar com a epidemia. As escolhas dos protagonistas, muitas vezes arriscadas e clandestinas, transformam-se em atos de heroísmo silencioso, oferecendo uma luz de esperança para aqueles que, até então, estavam à margem do cuidado médico.

Contexto histórico: a AIDS no Brasil

Nos anos 1980 e 1990, o Brasil, assim como grande parte do mundo, enfrentava uma epidemia desconhecida e estigmatizada. Pouco se sabia sobre o vírus HIV e o impacto devastador da AIDS gerava medo, desinformação e preconceito. Pacientes eram frequentemente marginalizados, e o acesso a medicamentos eficazes era limitado ou inexistente.

É neste cenário que a trama original da HBO insere sua narrativa. Inspirada por fatos reais, a minissérie explora a trajetória de comissários de bordo que, ao testemunharem o sofrimento de pessoas infectadas, decidem contrabandear o AZT, o primeiro antirretroviral aprovado no exterior, mas ainda não disponível legalmente no Brasil. Este gesto arriscado não apenas simboliza a luta pela vida, mas também expõe os dilemas éticos que surgem quando a lei e a moral entram em conflito.

O roteiro, assinado por Patricia Corso, Leonardo Moreira e Bruna Linzmeyer, traz autenticidade e profundidade às relações, mostrando que, mesmo diante do caos, a solidariedade e a coragem podem florescer. O contraste entre a indiferença institucional e a ação individual reforça a dimensão humana da história, tornando a série um relato histórico e emocionalmente envolvente.

Personagens e protagonistas

O elenco da minissérie é um dos grandes destaques da produção. Entre os nomes confirmados estão Johnny Massaro, conhecido por trabalhos em filmes como Se Nada Mais Der Certo (2008) e a série Sessão de Terapia (2012); Bruna Linzmeyer, que ganhou destaque em Ligações Perigosas (2016) e Doutor Gama (2021); Ícaro Silva, lembrado por O Negócio (2013–2018) e Malhação: Viva a Diferença (2017); Eli Ferreira, que participou de Verdades Secretas 2 (2021); e Kika Sena, com passagens por Sob Pressão (2017–2020). Também integram o elenco Andréia Horta (A Vida Invisível, 2019), Duda Matte (3%, 2016–2020), Lucas Drummond (Dom, 2021) e Igor Fernandez (Nos Tempos do Imperador, 2021). Cada ator assume um papel que não apenas representa a luta contra a doença, mas também explora conflitos internos, relacionamentos complexos e a tensão entre o dever e a empatia.

O personagem central, um chefe de cabine gay e portador do vírus HIV, é interpretado por Johnny Massaro. Sua trajetória, marcada pela descoberta da doença e pelo enfrentamento do preconceito, serve como fio condutor da narrativa. A coragem de planejar o contrabando do AZT e a responsabilidade de proteger vidas transformam-no em um símbolo de resistência e humanidade.

Ao seu lado, Bruna Linzmeyer e Ícaro Silva interpretam colegas que, apesar do medo, se unem ao esforço para levar esperança a quem mais precisa. Cada decisão tomada pelos personagens reflete não apenas o drama individual, mas também o peso coletivo de uma sociedade em crise. A série, portanto, não se limita a retratar a epidemia como um fato histórico; ela humaniza a experiência, mostrando o impacto emocional, social e moral sobre quem vivenciou a época.

Direção e estética da série

A direção de Marcelo Gomes e Carol Minêm garante à minissérie um estilo visual e narrativo que equilibra realismo e sensibilidade. As cenas aéreas, os ambientes hospitalares e os interiores de aviões são captados de forma a criar tensão e imersão, enquanto a fotografia ressalta o clima de urgência e vulnerabilidade.

A escolha estética reforça o drama humano: cores mais sóbrias, luzes difusas e enquadramentos intimistas aproximam o espectador da experiência dos personagens. Cada detalhe, desde o figurino até a ambientação, busca reconstruir fielmente o contexto histórico, sem deixar de lado a força emocional que atravessa toda a trama.

O AZT e a luta pela vida

Um dos elementos centrais da série é o AZT, medicamento antirretroviral que se tornou símbolo de esperança para pacientes com AIDS nos anos 1980. Na narrativa, o contrabando do AZT pelos comissários de bordo representa não apenas um ato de desobediência legal, mas também um gesto de coragem e empatia em meio ao desamparo social.

A série consegue explorar essa dimensão histórica de maneira sensível: ao mesmo tempo em que mostra o impacto da medicação na vida dos pacientes, evidencia o risco que os personagens correm para garantir que a vida de outros seja preservada. É uma história sobre como a solidariedade pode desafiar barreiras legais e sociais, inspirando reflexões sobre ética, responsabilidade e humanidade.

Temas centrais: solidariedade, coragem e preconceito

Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente aborda uma série de questões complexas, como o preconceito contra pessoas vivendo com HIV, o estigma social da doença, e a necessidade de coragem individual para enfrentar sistemas burocráticos e injustos. Ao mesmo tempo, a série celebra a solidariedade e a união, mostrando que, mesmo em tempos sombrios, é possível construir redes de apoio e esperança.

O roteiro também não hesita em mostrar o lado emocional dos personagens: o medo da doença, a ansiedade diante de decisões arriscadas, a dor pela perda de amigos e pacientes, e a alegria e alívio quando conseguem salvar vidas. Essa combinação de tensão dramática e momentos de humanização cria um envolvimento profundo com o público, tornando a série não apenas um relato histórico, mas uma experiência emocional intensa.

Uma produção brasileira de relevância internacional

Produzida pela Morena Filmes em parceria com a HBO Max, a minissérie reafirma a capacidade do Brasil de criar conteúdos originais, relevantes e de qualidade internacional. A colaboração entre direção, roteiro e elenco resulta em uma narrativa coesa, envolvente e impactante, capaz de dialogar tanto com o público brasileiro quanto com espectadores globais interessados em histórias humanas e socialmente relevantes.

Além disso, a série reforça a importância de contar histórias sobre episódios históricos que, embora dolorosos, moldaram a consciência social e a luta por direitos no país. Ao trazer à tona a experiência de comissários de bordo que arriscaram tudo para salvar vidas, a produção celebra heróis anônimos e coloca em evidência a importância da memória e do registro cultural.

Relevância cultural e social

A minissérie também chega em um momento de renovado interesse pela história da AIDS e pelo impacto social da doença. Ao abordar o período em que o preconceito e a desinformação eram tão devastadores quanto o próprio vírus, a produção abre espaço para discussões sobre inclusão, direitos humanos, saúde pública e empatia.

Mais do que uma narrativa de época, Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente funciona como um lembrete do quanto a sociedade evoluiu e do quanto ainda é necessário avançar na luta contra estigmas e desigualdades. É uma oportunidade para refletir sobre a importância de agir com coragem, solidariedade e humanidade, mesmo diante de circunstâncias extremamente desafiadoras.

Earthion no modo espera: versão para consoles é adiada para setembro, mas ainda vem aí em 16-bits gloriosos

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Se você é fã de shmups retrô, com aquela vibe deliciosa de 16-bits e trilha sonora que bate forte na nostalgia, já deve estar de olho em Earthion — o novo shooter espacial da Ancient Corp. (sim, do lendário Yuzo Koshiro!) que promete reviver os tempos de ouro dos fliperamas diretamente no seu console ou PC.

Mas calma aí, piloto interestelar: tem novidade no radar.

A Limited Run Games e a Ancient Corp. anunciaram nesta sexta-feira que a versão digital de Earthion para consoles (Nintendo Switch, PS4, PS5, Xbox Series S|X) foi oficialmente adiada para setembro. A data exata ainda está em segredo, mas já sabemos: vai demorar um pouquinho mais pra gente sair metralhando alienígenas do sofá de casa.

🎮 E no PC, tá tudo certo?

Tá sim! A versão para Steam continua confirmadíssima para o dia 31 de julho, então os jogadores de PC ainda poderão se aventurar pelas galáxias pixeladas sem interrupções. Quem não tiver paciência pra esperar os consoles, já sabe pra onde correr.

🛸 Mas por que o atraso?

Segundo as desenvolvedoras, o adiamento é necessário pra dar aquele polimento final. Afinal, Earthion não é só mais um joguinho retrô — ele é uma carta de amor aos clássicos, e os estúdios querem garantir que o jogo seja entregue do jeitinho certo em todas as plataformas. Em outras palavras: melhor esperar um pouco do que receber com bug.

A LRG e a Ancient Corp. aproveitaram pra agradecer a galera que tá na ansiedade (sim, a gente) e pediram compreensão. E vamos ser sinceros: com o pedigree que esse jogo carrega, a gente aguenta mais um pouquinho, né?

📦 O que esperar de Earthion?

  • Gráficos em 16-bit com aquele charme retrô que aquece o coração
  • Ação frenética de shooter side-scroll
  • Trilha sonora assinada pelo mestre Yuzo Koshiro (o cara por trás de Streets of Rage)
  • Um design old-school, mas com refinamento moderno

Ou seja: tudo o que a gente queria num retorno às raízes do gênero — só que agora com suporte widescreen e save automático.

📅 Recapitulando:

🖥 Versão PC (Steam): chega dia 31 de julho de 2025
🎮 Versões para consoles: adiadas para setembro (data exata a definir)

Crítica – Extermínio: A Evolução mantém viva a mitologia da saga e mostra que o apocalipse ainda tem fôlego

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Depois de quase duas décadas de espera, o universo pós apocalíptico criado por Danny Boyle e Alex Garland em Extermínio (2002) e expandido em Extermínio 2 (2007) ganha um novo e eletrizante capítulo: 28 Anos Depois. Sob nova direção, o terceiro filme da saga não apenas resgata os elementos clássicos que consagraram a franquia, como também injeta uma nova dose de humanidade, suspense e crítica social em meio a hordas de infectados.

Uma nova geração no centro do caos

A trama se inicia em uma ilha aparentemente protegida da praga viral que devastou o Reino Unido. Ali, uma pequena comunidade sobrevive de forma quase utópica: plantações, treinamentos rígidos e um ritual de passagem inquietante — adolescentes são enviados ao continente aos 15 ou 16 anos para provar sua habilidade em combater zumbis. É nesse cenário que conhecemos Spike e seu pai Jamie, protagonistas dessa nova fase.

O jovem Spike é mais do que um herói improvável. Ele é o espelho de uma geração nascida em ruínas, forjada na ausência de uma civilização tradicional e obrigada a carregar o legado de um apocalipse que nunca viveu, mas do qual precisa sobreviver. Jamie, por sua vez, representa os fantasmas do passado: um pai endurecido pela dor, tentando proteger o filho do mesmo mundo que já o destruiu.

Zumbis além do susto: um continente em decomposição

Ao chegarem ao continente, Spike e Jamie enfrentam um território quase fantasma — resquícios de uma Inglaterra abandonada, mas não esquecida. O filme acerta em cheio ao mostrar o contraste entre o que sobrou da sociedade e o que ela se tornou: ruínas, silêncio e o medo constante do desconhecido. O terror aqui não vem apenas da velocidade e ferocidade dos infectados, mas da sensação sufocante de solidão, abandono e desumanização.

E o longa ainda surpreende ao introduzir novas variantes dos infectados e personagens isolados que conseguiram sobreviver contra todas as probabilidades, revelando nuances emocionantes e inesperadas.

Direção visceral, ritmo afiado

A direção, ainda que diferente do estilo visual de Boyle, é competente e envolvente. Cada cena é carregada de tensão e energia. A trilha sonora cumpre bem o papel de amplificar a angústia, enquanto a fotografia — por vezes crua, por vezes poética — ressalta a beleza sombria de um mundo à beira da extinção.

Não faltam cenas de ação eletrizantes, perseguições de tirar o fôlego e momentos de pura emoção. Mas o ponto mais alto está mesmo na construção emocional dos personagens e no modo como o roteiro lida com a ideia de herança: o que deixamos para os nossos filhos em um mundo que já acabou?

Mais do que um filme de zumbis

28 Anos Depois não é apenas uma continuação ou um bom filme de zumbis — é uma obra sobre sobrevivência, amadurecimento e a busca por um novo sentido em meio ao caos. O longa consegue emocionar, provocar reflexões e, ao mesmo tempo, entregar uma experiência digna das melhores sessões de cinema: intensa, catártica e imprevisível.

Sem dar spoilers, fica a dica: vá preparado para mais do que sangue e sustos. Spike entrega não só coragem, mas também alma. E isso faz toda a diferença.

Descubra qual filme a TV Globo vai exibir na Sessão da Tarde desta quinta-feira, 29 de janeiro!

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A Sessão da Tarde desta quinta-feira, 29 de janeiro, traz à tela da TV Globo o drama “O Livro do Amor”, um filme sensível que mistura luto, amizade improvável e a reconstrução emocional após grandes perdas. A produção aposta em uma narrativa delicada para falar sobre recomeços e sobre como conexões inesperadas podem mudar completamente o rumo de uma vida.

Na história, acompanhamos Henry, vivido por Jason Sudeikis, um arquiteto introspectivo e reservado que vê sua rotina desmoronar após a morte trágica da esposa Penny (Jessica Biel) em um acidente de trânsito. Antes cheia de planos, a vida de Henry passa a ser marcada pelo silêncio, pela culpa e pela dificuldade de seguir em frente sem a pessoa que dava sentido aos seus dias.

É nesse momento de fragilidade que ele conhece Millie, interpretada por Maisie Williams, uma adolescente sem-teto, rebelde e determinada, que carrega seus próprios traumas e cicatrizes. Millie tem um sonho improvável: construir uma jangada para atravessar o Oceano Atlântico. O encontro entre os dois, aparentemente tão diferentes, cria uma relação marcada por estranhamento inicial, mas que aos poucos se transforma em cumplicidade e apoio mútuo.

Ao ajudar Millie em seu projeto, Henry acaba encontrando algo que havia perdido após a morte da esposa: um propósito. A construção da jangada deixa de ser apenas uma tarefa prática e se transforma em um processo simbólico de cura, no qual ambos aprendem a lidar com a dor, o abandono e a necessidade de acreditar novamente no futuro.

Dirigido por Bill Purple, O Livro do Amor se destaca por sua abordagem intimista, focando mais nos sentimentos e nas relações humanas do que em grandes acontecimentos. O filme aposta em diálogos simples, atuações contidas e uma trilha sonora sensível para conduzir o espectador por essa jornada emocional.

O elenco conta ainda com nomes como Mary Steenburgen e Orlando Jones, que complementam a narrativa com personagens que ajudam a expandir o universo emocional da trama. Nos bastidores, o projeto chama atenção por ter Jessica Biel também como produtora, além de contar com a participação de Justin Timberlake como compositor e supervisor musical, contribuindo para a atmosfera melancólica e acolhedora do longa.

A produção teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Tribeca, em abril de 2016, e passou por outros festivais importantes antes de chegar oficialmente aos cinemas em janeiro de 2017. Desde então, o filme conquistou um público fiel, especialmente entre aqueles que apreciam histórias mais introspectivas e emotivas.

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