A Colheita, novo filme de Athina Rachel Tsangari, estreia com exclusividade na MUBI em 8 de agosto

0
Foto: Reprodução/ Internet

Em um tempo fora do tempo, em uma aldeia sem nome, o solo começa a ceder — não pelas forças da natureza, mas pelas rachaduras invisíveis do progresso. É nesse cenário simbólico e profundamente sensorial que se desenrola “A Colheita”, novo filme da cineasta grega Athina Rachel Tsangari, que estreia com exclusividade na plataforma MUBI no próximo dia 8 de agosto.

Inspirado no romance homônimo de Jim Crace, finalista do Prêmio Booker, o longa marca mais um passo ousado na carreira da diretora de obras como Chevalier e Attenberg, nomes fundamentais da chamada “nova onda grega”. Com sua assinatura estilística inconfundível, Tsangari constrói aqui uma espécie de elegia fílmica sobre o fim de um modo de vida — e o nascimento violento de outro.

O fim de uma aldeia, o começo de um novo tempo

Estrelado por Caleb Landry-Jones (Três Anúncios para um Crime, Dogman) e Harry Melling (O Gambito da Rainha, A Balada de Buster Scruggs), o filme se passa ao longo de sete dias intensos em uma comunidade agrária isolada, prestes a ser engolida pela presença de forasteiros e pela chegada do mundo exterior.

Landry-Jones interpreta Walter Thirsk, um camponês introspectivo que observa com inquietação o esfacelamento de tudo o que conhecia. Ao seu lado está Charles Kent (Melling), senhor das terras e amigo de infância de Walter, igualmente perdido diante do que está por vir. A aldeia, que até então funcionava como um microcosmo de ordem e interdependência, se vê desestabilizada por três tipos de recém-chegados: um cartógrafo, um mensageiro da companhia e migrantes de outra região, todos portadores de uma nova realidade — mais dura, mais impessoal e, sobretudo, inevitável.

Uma fábula sobre a violência do progresso

Com um elenco afinado e potente, que inclui ainda Rosy McEwen (Blue Jean), Arinzé Kene, Thalissa Teixeira e Frank Dillane, A Colheita não se prende a uma época específica — e é justamente aí que reside sua força. O filme parece acontecer em um tempo cíclico, onde as mudanças que assolam os personagens poderiam muito bem ecoar os deslocamentos sociais contemporâneos.

A belíssima e inquietante direção de fotografia é assinada por Sean Price Williams, que transforma o campo em um lugar de beleza onírica e ameaça constante. Já a produção leva a chancela de Rebecca O’Brien, conhecida colaboradora de Ken Loach e responsável por títulos como Eu, Daniel Blake e Você Nunca Esteve Realmente Aqui — reforçando o compromisso do projeto com um cinema politicamente atento e emocionalmente denso.

“Conversa com Bial” desta quarta (30/07) recebe Hyldon, que comemora 50 anos do clássico “Na Rua, na Chuva, na Fazenda”

0
Foto: Reprodução/ Internet

“É preciso chuva, é preciso rua, é preciso amor”. A frase, que poderia muito bem estar em um poema de Carlos Drummond de Andrade, ganhou corpo, melodia e alma na voz de um jovem baiano nos anos 1970. Meio século depois, ainda ecoa com a mesma ternura nas lembranças dos brasileiros. Na próxima quarta-feira, 30 de julho de 2025, o “Conversa com Bial” abre espaço para essa memória viva da música nacional: Hyldon, um dos pais da soul music brasileira, celebra os 50 anos do disco que mudou sua vida — e a de muitos ouvintes.

No estúdio da TV Globo, sob a condução serena e atenta de Pedro Bial, o artista revisita não só sucessos, mas também silêncios, recomeços, perdas e descobertas. A conversa é mais do que um bate-papo de fim de noite — é um mergulho em um tempo onde música, resistência e identidade negra se entrelaçavam para produzir arte com A maiúsculo.

Do interior baiano aos estúdios do Rio: um menino entre mundos

Nascido em Salvador em 1951, Hyldon cresceu entre a capital e o sertão, especialmente em Senhor do Bonfim, cidade marcada por seus carnavais e tradições populares. “Lá, a música era como o ar: estava em todo canto. Na feira, na igreja, no batuque dos terreiros”, lembra ele, com os olhos brilhando. Ainda criança, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Era o início de um deslocamento físico e emocional que moldaria seu estilo: entre o Nordeste e a Zona Norte carioca, entre a sanfona e a guitarra elétrica, entre Luiz Gonzaga e James Brown.

Foi no bairro da Penha que o adolescente Hyldon começou a fazer seus primeiros acordes. Ainda nos anos 60, montou uma banda para tocar nos bailes suburbanos. E foi ali que a alma soul começou a germinar — ao som de Marvin Gaye, Curtis Mayfield, Otis Redding e Stevie Wonder, ouvidos pelas ondas da rádio mundial, pelos vinis importados dos amigos e, claro, pelos ensaios de Tim Maia e Cassiano, que logo se tornariam parceiros e mentores.

“Na Rua, na Chuva, na Fazenda”: a simplicidade como forma de revolução

Lançado em 1975, o álbum Na Rua, na Chuva, na Fazenda é, até hoje, um retrato fiel de uma época e de uma sensibilidade rara. Não por acaso, seu título virou sinônimo de romantismo popular e resistência emocional.

A canção que dá nome ao disco surgiu de uma ideia quase cinematográfica. “Eu imaginava um casal pobre, em uma casinha de barro, mas com amor de sobra. E pensava: quantos amores resistem sem luxo, só com o essencial?”, conta. A melodia veio suave, com groove discreto, quase como um carinho. E o Brasil ouviu. E se apaixonou.

O disco, produzido de maneira quase artesanal, surpreendeu por sua coesão musical: baladas soul, arranjos minimalistas e letras introspectivas que tratavam do amor, da dor e do tempo. Era uma proposta ousada para um país acostumado com a grandiloquência das novelas e o samba das multidões. Mas o que Hyldon fazia era, no fundo, traduzir um sentimento coletivo que não cabia nas molduras da indústria fonográfica.

Soul, resistência e identidade negra

Na mesma época em que artistas como Jorge Ben e Gilberto Gil experimentavam com o groove e o funk, Hyldon se posicionava ao lado de Tim Maia e Cassiano como os fundadores da soul brasileira — um movimento que, além da estética, carregava também uma bandeira de afirmação racial.

“O soul era mais do que estilo. Era identidade, era um grito silencioso. A gente queria mostrar que preto também canta amor, também faz arranjo sofisticado, também tem sensibilidade”, diz ele no programa, com a firmeza de quem sabe o que viveu.

Tim Maia, com sua irreverência e genialidade, foi um dos grandes incentivadores da carreira de Hyldon. Cassiano, mais introspectivo, era seu par na busca por uma sonoridade própria, misturando elementos da música norte-americana com referências brasileiras. O trio, apesar de seguir caminhos diferentes, formou uma base simbólica para muitos que vieram depois — de Sandra de Sá a Liniker.

Invisibilidade e recomeços

Apesar do sucesso do primeiro álbum, Hyldon viu sua carreira sofrer com o desinteresse das gravadoras pelos projetos mais autorais. O segundo disco, Deus, a Natureza e a Música (1976), foi menos compreendido. “Queriam que eu repetisse o mesmo som. Mas eu queria experimentar, sair da zona de conforto”, afirma.

Nos anos 80, mesmo com o avanço da música pop e a febre das trilhas sonoras de novelas, Hyldon permaneceu na contramão do mercado. Produziu, compôs, colaborou com outros artistas, mas evitava concessões. Era uma escolha difícil — e solitária.

“Teve época em que eu sumia mesmo. Fazia música em casa, gravava em fita, esperava o momento certo. Nunca fui um artista de vitrine, sempre fui do bastidor. E tá tudo bem”, conta, com uma serenidade que só o tempo dá.

Quando o Brasil voltou a ouvir

Curiosamente, foi o cinema que trouxe Hyldon de volta ao radar do grande público. A trilha sonora de Cidade de Deus (2002), com Na Rua, na Chuva, na Fazenda, reacendeu o interesse por sua obra. Depois vieram Carandiru, Antônia e outros filmes que perceberam na sua música um retrato legítimo de afetos urbanos e populares.

Grupos como Jota Quest e Kid Abelha regravaram seus sucessos. A crítica redescobriu seu trabalho com entusiasmo. E, em 2009, o disco Soul Brasileiro selou sua volta com pompa e parceiros de peso, como Zeca Baleiro, Carlinhos Brown e Chico Buarque.

A nova geração passou a ouvir Hyldon não como nostalgia, mas como frescor. A música, afinal, não envelhece quando fala direto ao coração.

O presente: discos, documentário e novas conexões

Nos últimos anos, o cantor não parou. Lançou novos álbuns, como As Coisas Simples da Vida (2016) e SoulSambaRock (2020), e participou de projetos colaborativos. Em 2025, foi lançado JID023, álbum produzido por Adrian Younge — nome cult da soul contemporânea — com uma sonoridade mais densa, experimental e, ainda assim, profundamente brasileira.

Uma das faixas contou com a última gravação de Ivan Conti (Mamão), do Azymuth, falecido pouco depois. O disco foi aclamado pela crítica especializada, que o apontou como uma obra-prima tardia.

Além disso, um documentário sobre sua vida está prestes a estrear em circuito de festivais. A produção revisita sua trajetória com imagens raras, depoimentos de amigos e novas interpretações de suas músicas feitas por jovens artistas da cena independente.

Nosso Lar 3: Vida Eterna confirma Fábio Assunção e Carol Castro como protagonistas de nova missão espiritual

0
Foto: Reprodução/ Internet

A emocionante jornada espiritual iniciada em Nosso Lar ganhará um novo e promissor capítulo. A Disney confirmou, na última sexta-feira (4), que Fábio Assunção e Carol Castro serão os protagonistas de Nosso Lar 3: Vida Eterna. O anúncio veio através de um vídeo especial divulgado nas redes sociais da produtora, celebrando o início das gravações do novo longa.

🎬 Filmagens começam neste domingo no Rio com direção de Wagner de Assis

Sob a batuta do diretor e roteirista Wagner de Assis, que comandou os dois filmes anteriores (Nosso Lar e Nosso Lar 2: Os Mensageiros), as filmagens de Vida Eterna começam neste domingo (6), no Rio de Janeiro. A produção é da Cinética Filmes, com coprodução e distribuição da Star Original Productions.

O terceiro longa da franquia é uma adaptação do livro Obreiros da Vida Eterna, ditado pelo espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier — uma das obras mais conhecidas e profundas da literatura espírita.

Uma missão de amor, recomeços e perdão

Na nova história, acompanhamos a trajetória dos personagens Zenóbia (Carol Castro) e Domênico (Fábio Assunção), dois espíritos dedicados a missões de socorro espiritual. Unidos por um laço antigo e por sentimentos que atravessaram encarnações, os dois embarcam em uma missão cheia de desafios, amparando almas em sofrimento e oferecendo uma nova chance àqueles que desejam recomeçar.

Os protagonistas foram impedidos de viver um amor na juventude por conta de uma decisão do pai de Zenóbia. Anos depois, seus caminhos se reencontram em outro plano, onde a compaixão e o trabalho pelo próximo se tornam os pilares de suas jornadas.


👥 Elenco repleto de nomes conhecidos e novos rostos

O elenco de Nosso Lar 3: Vida Eterna reúne veteranos e novos talentos do cinema e da TV brasileira. Além de Fábio Assunção (Sob Pressão, A Magia de Aruna) e Carol Castro (Irmão do Jorel, Mulheres Apaixonadas), o filme conta com Othon Bastos (O Pagador de Promessas, Assalto ao Banco Central), Renato Prieto (Nosso Lar, Kardec), Anna Kutner (A Diarista, Se Eu Fosse Você), Dandara Albuquerque (Nosso Lar 2: Os Mensageiros, A Força do Querer), Caio Scot (Pureza, Sessão de Terapia), Gerson Barreto (Malhação: Toda Forma de Amar, Aruanas), Vandré Silveira (Império, O Doutrinador), Alex Brasil (A Vida Invisível, Desalma), Gustavo Pace (Sintonia, Brother), Cadu Libonati (Nos Tempos do Imperador, Vai na Fé), Rod Carvalho (Amor Perfeito, Segunda Chamada), Talita Castro (Sob Pressão, Onde Está Meu Coração), Alle Franco (Filhas de Eva, Psi), Will Anderson (Impuros, Dom), Márcio Vito (A Noite Amarela, O Banquete), Cynthia Aparecida (Nosso Lar 2, Falas Negras), Helga Nemetik (Salve-se Quem Puder, A Força do Querer), Manu Duarte (Malhação: Vidas Brasileiras, Mãe Só Há Uma), Renata Tobelem (Bom Dia, Verônica, Carcereiros), Beatriz Alcântara (Desalma, Sessão de Terapia) e Antônio Zeni (O Auto da Boa Mentira, O Vendedor de Sonhos). A diversidade de experiências dos atores reforça a proposta do longa de unir emoção, espiritualidade e profundidade dramática em mais um capítulo da consagrada franquia.

A produção também promete apresentar novos personagens espirituais, que terão papel essencial nas questões de perdão, escolhas do passado e transformação.

🌍 Franquia de sucesso retorna com mais maturidade e profundidade

Nosso Lar, lançado em 2010, e Nosso Lar 2: Os Mensageiros, em 2023, emocionaram o público ao retratar com sensibilidade os bastidores do plano espiritual. Vida Eterna surge como a continuação natural dessa trajetória, com foco em temas como reconciliação, amor incondicional, missões espirituais e a complexidade das relações que transcendem a vida física.

A nova produção ainda não tem data de estreia confirmada, mas já é aguardada com ansiedade por fãs da doutrina espírita, admiradores do cinema nacional e todos que buscam histórias que toquem a alma.

Teaser sinistro de Alien: Earth promete suspense e medo na nova série

0
Foto: Reprodução/ Internet

O universo Alien está de volta com tudo. Alien: Earth, a nova série que expande essa franquia lendária de terror e ficção científica, acaba de liberar seu primeiro teaser oficial, que você pode conferir logo abaixo, já deixou os fãs arrepiados e ansiosos para a estreia, marcada para 12 de agosto de 2025. Ambientada no ano de 2120, a produção promete contar uma história inédita que antecede em dois anos os eventos do clássico Alien, o 8º Passageiro, de 1979.

Se você já sentiu aquele frio na barriga ao assistir ao filme original, você vai viver uma experiência ainda mais próxima, porque desta vez o terror não está numa nave perdida no espaço — ele acontece aqui, na Terra. O teaser já entrega uma atmosfera densa, cheia de tensão e mistério, mostrando uma queda de nave espacial que desencadeia uma série de acontecimentos desesperadores. A promessa é clara: essa não será uma história qualquer de alienígenas e monstros, mas um mergulho no medo real e palpável que toma conta das pessoas diante do desconhecido.

A trama gira em torno da nave Maginot, que despenca em nosso planeta, e do grupo liderado por uma jovem interpretada por Sydney Chandler (Homem-Aranha: Sem Volta para Casa). Ao lado dela, um time de soldados que não se encaixa no padrão dos heróis perfeitos precisa aprender a lidar com o caos e enfrentar uma ameaça que pode significar o fim da humanidade como conhecemos. O que torna tudo ainda mais intenso é justamente o fato de que esses personagens não são invencíveis; eles são humanos, vulneráveis, cheios de dúvidas, o que torna a tensão muito mais real e próxima do que se imagina.

Dirigida criativamente por Noah Hawley, responsável por séries reconhecidas pela profundidade psicológica como Legion, e com Ridley Scott, o visionário por trás do filme original, envolvido como produtor executivo, Alien: Earth promete um equilíbrio perfeito entre respeito ao legado da franquia e inovação. Isso significa que veremos aquela mistura clássica de suspense sufocante, terror brutal e um drama humano intenso que marcou toda a saga.

Ambientada num futuro não tão distante, o ano de 2120 traz uma visão da Terra onde a tecnologia avançou, mas a humanidade continua vulnerável — talvez até mais do que imaginamos. A chegada da nave Maginot simboliza o contato inevitável com o desconhecido e o perigo que pode estar muito mais perto do que gostaríamos de acreditar. Essa proposta da série nos coloca frente a frente com o questionamento: o que faríamos se algo inimaginável acontecesse aqui, em nossa casa?

Foto: Reprodução/ Internet

Além do suspense e do terror, a nova série aposta numa narrativa que explora as relações humanas sob pressão. O grupo desorganizado de soldados e a jovem protagonista não só precisam lutar contra o monstro alienígena, mas também enfrentar seus próprios medos, conflitos e desconfianças. Essa abordagem humaniza a história, fazendo com que o público se conecte emocionalmente, torça pelos personagens e sinta o peso das decisões difíceis que eles precisam tomar para sobreviver.

O elenco, que inclui talentos como Timothy Olyphant (Justified, Deadwood), Essie Davis (O Babadook, Miss Fisher’s Murder Mysteries) e Alex Lawther (The End of the F**ing World*, Black Mirror), reforça essa mistura de vulnerabilidade e força. Cada personagem carrega suas próprias histórias e complexidades, o que deve tornar o desenrolar da série cheio de reviravoltas e surpresas.

Visualmente, o teaser já dá uma amostra do clima sombrio e opressivo que dominará a produção. A escuridão dos cenários, os flashes rápidos de ação e o silêncio tenso criam uma sensação de ansiedade que se espalha a cada frame. A expectativa é que a série use esses elementos para construir uma atmosfera onde o medo se torna quase palpável, prendendo o público do começo ao fim.

Com o roteiro assinado por Hawley, sabemos que o drama psicológico e as questões existenciais estarão no centro da narrativa. Afinal, a franquia sempre se destacou por explorar não só o terror externo — a criatura alienígena — mas também o medo interno, o instinto de sobrevivência e a fragilidade da condição humana diante do desconhecido.

A estreia no Disney+ e nas plataformas FX e FX no Hulu vai permitir que a série alcance um público global, algo que é fundamental para uma produção desse porte. A reação dos fãs, já manifestada nas redes sociais, mostra que o universo Alien continua vivo no imaginário popular, e que há uma fome por histórias que tragam tensão e emoção de verdade.

Em tempos em que o avanço tecnológico nos aproxima cada vez mais do futuro, a série surge como um lembrete de que o progresso não é sinônimo de segurança absoluta. O encontro com o “outro”, o desconhecido, pode trazer consequências imprevisíveis — e a sobrevivência dependerá não só da força física, mas da capacidade humana de adaptação, cooperação e coragem.

Universal Pictures divulga trailer de A História do Som, drama musical que emocionou Cannes

0

A Universal Pictures acaba de divulgar o primeiro trailer e o cartaz oficial do longa A História do Som, dirigido pelo renomado cineasta Oliver Hermanus. Ovacionado em sua estreia mundial no Festival de Cinema de Cannes, em maio de 2025, o filme chega aos cinemas brasileiros em 19 de fevereiro de 2026, prometendo uma experiência sensorial única que mistura romance, música e memória.

Um encontro que transforma vidas

O enredo acompanha Lionel, interpretado por Paul Mescal, talentoso ator indicado ao Oscar de Melhor Ator em 2023 por Aftersun. Lionel é um jovem estudante de música no Conservatório de Boston, onde conhece David, vivido por Josh O’Connor, vencedor do Emmy de Melhor Ator em Série Dramática em 2021. A amizade entre os dois nasce de um profundo amor compartilhado pela música folk, um vínculo que se transforma gradualmente em romance.

A narrativa se desenrola entre 1917 e o verão de 1920, período em que os protagonistas se conhecem, se separam devido à Primeira Guerra Mundial e se reencontram para uma viagem transformadora pelo interior do Maine. Juntos, eles registram e preservam canções tradicionais, mergulhando na riqueza cultural da música folk americana. Cada melodia coletada é mais do que uma canção: é um fragmento de memória, uma história de vida preservada para gerações futuras.

Direção sensível e roteiro envolvente

Oliver Hermanus, conhecido por sua abordagem intimista e sensível, consegue equilibrar romance e drama com maestria. O roteiro, assinado por Ben Shattuck, é baseado em dois contos de sua coleção The History of Sound, que exploram temas como memória, identidade e a intensidade das relações humanas. Hermanus transforma esses contos em imagens e sons que emocionam, transportando o espectador para o início do século XX com autenticidade e poesia.

A direção se destaca pelo cuidado nos detalhes: desde os figurinos e cenários até a escolha de instrumentos e locações no Maine, tudo contribui para a imersão do público. Cada tomada reflete a beleza do período, criando uma experiência quase sensorial em que a música não é apenas trilha sonora, mas personagem central da história.

Elenco de excelência

Além de Paul Mescal e Josh O’Connor, o filme conta com a participação de Chris Cooper, ganhador do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, que acrescenta profundidade e presença à narrativa. A combinação desses talentos cria um elenco capaz de transmitir emoções complexas e sutis, tornando cada cena memorável.

A química entre Mescal e O’Connor é um dos pontos mais comentados do filme. Os dois atores conseguem capturar a intimidade, a vulnerabilidade e a paixão de Lionel e David de forma convincente, transformando um romance histórico em uma história universal sobre amor, arte e conexão humana.

Uma viagem pela música e pela memória

O núcleo central do filme é a viagem de Lionel e David pelo interior do Maine, na qual coletam canções folk que refletem a vida e as tradições locais. Esse roteiro não é apenas geográfico, mas emocional. A jornada permite que os protagonistas explorem suas próprias memórias e sentimentos, além de preservar culturalmente histórias que poderiam se perder com o tempo.

A música, nesse contexto, funciona como ponte entre passado e presente. Cada melodia traz à tona lembranças, emoções e histórias das pessoas que a cantam. Hermanus consegue transmitir a importância desses momentos, fazendo o público sentir que a arte pode ser uma forma de imortalizar experiências humanas.

Recepção internacional

O filme estreou mundialmente no 78º Festival de Cinema de Cannes, na competição principal, em 21 de maio de 2025, sendo ovacionado pelo público e pela crítica. A produção foi indicada à Palma de Ouro, reconhecimento que destaca a qualidade artística e narrativa do longa.

Após Cannes, o filme teve lançamento nos Estados Unidos pela plataforma Mubi em 12 de setembro de 2025, ampliando sua visibilidade internacional e consolidando sua reputação como obra sensível e poética. Especialistas elogiaram a direção de Hermanus, o roteiro de Shattuck e, principalmente, as performances de Mescal e O’Connor, considerando o filme uma das melhores produções cinematográficas de 2025.

Temas universais e contemporâneos

Embora ambientado em uma época histórica específica, A História do Som aborda questões universais que dialogam com o público contemporâneo. O filme reflete sobre a importância da memória, a preservação da cultura e o poder transformador do amor e da arte. A relação de Lionel e David, marcada por delicadeza, paixão e desafios emocionais, permite que o público se conecte com sentimentos e experiências universais, tornando a história atemporal.

Além disso, o longa provoca reflexões sobre identidade e legado: como as experiências e emoções de cada pessoa podem influenciar gerações futuras? Como a arte é capaz de capturar e preservar vidas e histórias? Essas questões percorrem toda a narrativa, conferindo profundidade e relevância à produção.

Expectativa no Brasil

Com estreia prevista para 19 de fevereiro de 2026, o filme deve atrair tanto cinéfilos quanto o público que aprecia histórias emocionantes sobre música, amor e memória. A divulgação do trailer já indica uma produção visualmente impressionante e sensorialmente rica, capaz de emocionar e envolver espectadores de diferentes idades e interesses.

Invocação do Mal 4: O Último Ritual se torna o maior sucesso de terror da história do Brasil

0
Foto: Reprodução/ Internet

O cinema brasileiro tem um novo recordista. Invocação do Mal 4: O Último Ritual, a mais recente produção da franquia de terror estrelada por Patrick Wilson e Vera Farmiga, alcançou um marco histórico: tornou-se oficialmente o maior filme de terror já lançado no país. Desde a estreia, o longa já levou mais de 3,6 milhões de pessoas às salas de cinema e ultrapassou a marca impressionante de R$ 76 milhões em bilheteria, provando que o público brasileiro abraça com entusiasmo histórias de suspense e sobrenatural quando bem produzidas.

O longa fecha a saga dos investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren em um caso extremamente pessoal e sombrio. Combinando elementos de horror clássico, drama familiar e momentos de emoção intensa, O Último Ritual consegue entregar ao público não apenas sustos, mas também uma narrativa envolvente, que mergulha nos laços familiares e na coragem de enfrentar o desconhecido.

“Em O Último Ritual, conseguimos explorar os Warren como uma família de verdade. Já tínhamos visto pequenas pistas disso antes, mas aqui mostramos como eles lidam com as tensões do dia a dia e com a proteção instintiva de sua filha”, comenta Mia Tomlinson, atriz que interpreta Judy Warren. “O vínculo entre mãe e filha é muito forte, mas também real, cheio de conflitos e preocupações, e isso dá uma dimensão emocional inédita à história.”

Uma história que mistura terror e emoção

O filme começa em 1964, com Ed e Lorraine investigando um antigo espelho em uma loja de curiosidades. Quando Lorraine toca no objeto, ela desmaia e tem visões de uma entidade e de seu filho ainda não nascido, causando um momento de pânico que leva Ed a levá-la imediatamente ao hospital. A tensão se intensifica quando Judy nasce morta, obrigando os pais a lutar desesperadamente para trazê-la de volta à vida. Esse início estabelece o tom emocional do longa, mostrando que mesmo os investigadores mais experientes podem ser vulneráveis diante do desconhecido.

Vinte e dois anos depois, a narrativa se desloca para a Pensilvânia, onde a família Smurl se muda para uma casa de dois andares. Jack e Janet Smurl vivem na residência com os pais de Jack e suas quatro filhas. Durante a instalação de um grande espelho, eventos sobrenaturais começam a ocorrer: objetos caem misteriosamente, vozes ecoam pelos cômodos e aparições de sombras assustam as filhas mais velhas. Inicialmente céticos, os Smurls rapidamente percebem que o espelho é a origem das manifestações e precisam decidir se buscam ajuda externa ou enfrentam o mal sozinhos.

Enquanto isso, Judy, agora jovem adulta, começa a desenvolver suas habilidades psíquicas. Suas visões incluem a boneca Annabelle e uma mulher idosa, o que a preocupa e mobiliza seus pais. Quando o Padre Gordon é atacado pelo demônio e comete suicídio, Judy decide ir sozinha para a Pensilvânia, guiada por suas percepções sobrenaturais, demonstrando coragem e determinação, além de mostrar que o sobrenatural faz parte do legado da família Warren.

Ao chegar à casa dos Smurls, Ed e Lorraine enfrentam uma série de manifestações cada vez mais intensas. O espelho amaldiçoado, agora claramente identificado como a fonte de todo o mal, manipula eventos e ameaça a segurança da família. Combinando orações, estratégias e os recém-descobertos poderes de Judy, o trio consegue finalmente derrotar a entidade e destruir o espelho, restabelecendo a paz na casa. Nos momentos finais, Judy se casa com seu noivo Tony Spera, cercada por personagens que já marcaram a franquia, enquanto Ed e Lorraine refletem sobre os últimos trinta anos de batalha contra o mal, reafirmando que a fé e a confiança foram essenciais em sua jornada.

Por que o filme é um sucesso absoluto

O sucesso de O Último Ritual vai além da bilheteria. O longa representa um fechamento significativo para a franquia, equilibrando terror intenso com drama familiar e momentos de emoção genuína. Essa combinação cria uma experiência completa para o público, que não apenas sente medo, mas também se conecta emocionalmente com os personagens.

A direção do filme é outro ponto forte. Cada cena de suspense é cuidadosamente construída, dos momentos de tensão silenciosa às sequências de terror extremo. A narrativa visual é valorizada, permitindo que gestos, olhares e pequenos detalhes transmitam tanto quanto os diálogos. Esse cuidado ajuda a criar uma atmosfera imersiva, na qual o público se sente parte da história, acompanhando de perto o sofrimento, a coragem e a fé dos protagonistas.

Além disso, o filme é marcado por uma atenção especial aos efeitos visuais e à direção de arte. Os cenários, a iluminação e a movimentação de câmera trabalham juntos para criar uma sensação constante de desconforto e expectativa, enquanto os efeitos de maquiagem e CGI dão vida às entidades sobrenaturais de forma convincente. Tudo isso contribui para que cada cena funcione como uma experiência completa, mantendo a tensão e o envolvimento do início ao fim.

Personagens e desenvolvimento emocional

Outro diferencial de O Último Ritual é o desenvolvimento emocional dos personagens. Judy Warren, interpretada por Mia Tomlinson, ganha destaque nesta última parte da saga, mostrando que as habilidades psíquicas da jovem não são apenas uma ferramenta de terror, mas também um elemento narrativo que conecta a nova geração à história dos Warrens.

Ed e Lorraine, interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga, consolidam-se como pilares da narrativa. O filme dá ênfase ao relacionamento deles como pais e como casal, mostrando que a força para enfrentar o mal não vem apenas do treinamento ou da experiência, mas também da união familiar, da fé e do amor. Essa abordagem aproxima o público dos personagens, permitindo que o espectador sinta empatia e preocupação genuína com seus destinos.

Além disso, a inclusão de figuras conhecidas da franquia nos momentos finais, como Carolyn Perron, Janet Hodgson e David Glatzel, reforça a ideia de legado e continuidade, criando um fechamento emocional que agrada tanto os fãs antigos quanto novos espectadores.

Kysha e Mine estreiam turnê 2026 com show histórico no Espaço Hall, no Rio de Janeiro

0
Foto: Reprodução/ Internet

O público jovem tem um encontro marcado com a emoção no próximo dia 16 de novembro, quando Kysha e Mine sobem ao palco do Espaço Hall, no Rio de Janeiro, para viver um dos momentos mais importantes da carreira. A dupla, que conquistou uma geração com hits cheios de energia e mensagens positivas, grava o primeiro audiovisual ao vivo e dá início à aguardada turnê 2026, que passará pelas principais capitais do país.

Com o nome simbólico Kysha e Mine – Best Friends Forever, o espetáculo comemora a trajetória das duas amigas que transformaram a cumplicidade e o amor pela música em sucesso. O show promete ser uma verdadeira festa, reunindo cerca de 5 mil fãs — e a empolgação é tanta que mais da metade dos ingressos já está esgotada.

Um show que marca o início de uma nova fase

Conhecidas pela espontaneidade e pela conexão genuína com o público infantojuvenil, que vai dos 7 aos 15 anos, Kysha e Mine chegam ao palco acompanhadas, pela primeira vez, de banda ao vivo. O novo formato promete surpreender os fãs com arranjos inéditos, coreografias vibrantes e um repertório que mistura grandes sucessos, músicas do EP Não Pare o Som, trilhas da série Lance de Escola e faixas inéditas criadas especialmente para o projeto.

Participações especiais e muita nostalgia

O espetáculo contará com participações de nomes que já fizeram parte da história da dupla, como MC Divertida, do hit TIK TAKA — que já ultrapassou 100 milhões de visualizações — e Belinha, parceira em Oxe Boy, Oxe Boyzinha. Outras surpresas ainda estão sendo mantidas em segredo, mas prometem emocionar quem acompanha a trajetória das meninas desde o início.

Muito além da música

Além da experiência musical, o público poderá aproveitar a lojinha oficial de Kysha e Mine, que estará montada no Espaço Hall com produtos exclusivos, como bonés, camisetas e cadernos personalizados. Tudo foi pensado para transformar o evento em uma celebração completa, divertida e acolhedora — perfeita para toda a família.

Bastidores de uma superprodução

Com direção musical dos renomados Umberto Tavares e Jefferson Júnior, o show aposta em uma sonoridade moderna e dançante. Já a parte visual está nas mãos de Victor Frad e Danilo Kundera, com Tatiana Nascimento e Igor Dias, da Casa Saturno, à frente da direção geral. O resultado promete unir o melhor da tecnologia com a sensibilidade artística que sempre marcou o trabalho de Kysha e Mine.

Neste sábado (02/08), Marcelo de Carvalho comemora aniversário no Mega Sonho com Thiago Arancam e Flávia Noronha

0
Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 2 de agosto, o Mega Sonho vai ser mais do que um game show. Vai ser festa, homenagem, reencontro e um baita mergulho na memória afetiva de quem está em casa. Isso porque o programa, apresentado por Marcelo de Carvalho, vai ao ar um dia depois do aniversário do próprio Marcelo — e, como não poderia deixar de ser, a produção preparou uma edição especial para celebrar a data com tudo o que ela merece: emoção, boas histórias e, claro, muita música.

O clima promete ser de celebração do início ao fim. Marcelo vai receber no palco dois convidados que vão muito além da simpatia e do talento: o tenor Thiago Arancam, dono de uma voz que já ecoou pelos quatro cantos do mundo, e a apresentadora Flávia Noronha, que vai surpreender o público com um lado seu que quase ninguém conhece.

Uma homenagem que promete arrepiar

Se você é daqueles que se emocionam fácil com música, prepare o coração. Logo no começo do programa, Thiago Arancam vai soltar a voz em uma versão italiana do clássico “Parabéns pra Você”. E não é qualquer parabéns: com a potência vocal que fez dele um nome aclamado na ópera internacional, Arancam vai transformar o momento em um verdadeiro espetáculo.

O gesto não será à toa. Marcelo de Carvalho tem raízes ítalo-brasileiras, e ouvir esse “auguri” cantado com tanta entrega — ainda por cima ao vivo e diante da plateia — promete ser um daqueles momentos que a gente guarda. “Celebrar a vida com arte é uma das maiores dádivas”, vai dizer Marcelo, visivelmente emocionado.

Uma cápsula do tempo com Flávia Noronha

Mas a surpresa da noite vai além da música clássica. Conhecida pelo público por comandar programas como o TV Fama, Flávia Noronha vai surpreender ao revisitar um capítulo da sua adolescência: o breve, mas marcante, flerte com a música pop.

Na juventude, ela chegou a gravar a música “Te Esperaré”, sob o nome artístico de Francheska Rai. E neste sábado, ela vai retomar essa canção no palco do Mega Sonho, em uma performance que promete misturar leveza, saudade e coragem. “Eu era só uma menina cheia de sonhos… cantar isso hoje é como abrir uma caixinha do passado que ficou guardada no coração”, vai dizer Flávia, visivelmente tocada com a recepção do público.

Mas não é só emoção… vai ter jogo também!

Entre uma homenagem e outra, o Mega Sonho seguirá com a energia de sempre. Thiago e Flávia também vão encarar os desafios do programa — aqueles que testam agilidade, memória e raciocínio dos convidados e dos participantes, que competem por um prêmio milionário.

Ao lado de Marcelo, os dois formarão um trio afinado e divertido. Sem vaidade, com muito bom humor e espírito esportivo, eles vão mergulhar nas dinâmicas do game show e ainda dar aquela força aos participantes que sonham alto. Afinal, o Mega Sonho é isso: um palco onde sonhos se encontram com a chance.

Um trio que mistura arte, afeto e autenticidade

Thiago Arancam, que já interpretou o lendário Fantasma da Ópera e dividiu palco com ícones como Plácido Domingo, mostra que também sabe ser leve fora dos grandes teatros. No programa, ele vai brincar, cantar e se divertir como se estivesse entre amigos — e estará mesmo.

“Estar próximo das pessoas, sentir essa troca ao vivo… isso me inspira mais do que qualquer cenário grandioso”, vai dizer o tenor, num daqueles momentos espontâneos que só a TV ao vivo consegue proporcionar.

Flávia, por sua vez, vai mostrar porque é um dos rostos mais queridos da televisão. Com uma trajetória que começou nos bastidores da Band, passou por jornais, programas de variedades e reality shows, ela vai brilhar mostrando seu lado mais humano — aquele que relembra os próprios sonhos e se permite emocionar de verdade.

almanaque recomenda