ASessão da Tardedesta quinta-feira, 29 de janeiro, traz à tela da TV Globo o drama “O Livro do Amor”, um filme sensível que mistura luto, amizade improvável e a reconstrução emocional após grandes perdas. A produção aposta em uma narrativa delicada para falar sobre recomeços e sobre como conexões inesperadas podem mudar completamente o rumo de uma vida.
Na história, acompanhamos Henry, vivido por Jason Sudeikis, um arquiteto introspectivo e reservado que vê sua rotina desmoronar após a morte trágica da esposa Penny (Jessica Biel) em um acidente de trânsito. Antes cheia de planos, a vida de Henry passa a ser marcada pelo silêncio, pela culpa e pela dificuldade de seguir em frente sem a pessoa que dava sentido aos seus dias.
É nesse momento de fragilidade que ele conhece Millie, interpretada por Maisie Williams, uma adolescente sem-teto, rebelde e determinada, que carrega seus próprios traumas e cicatrizes. Millie tem um sonho improvável: construir uma jangada para atravessar o Oceano Atlântico. O encontro entre os dois, aparentemente tão diferentes, cria uma relação marcada por estranhamento inicial, mas que aos poucos se transforma em cumplicidade e apoio mútuo.
Ao ajudar Millie em seu projeto, Henry acaba encontrando algo que havia perdido após a morte da esposa: um propósito. A construção da jangada deixa de ser apenas uma tarefa prática e se transforma em um processo simbólico de cura, no qual ambos aprendem a lidar com a dor, o abandono e a necessidade de acreditar novamente no futuro.
Dirigido por Bill Purple, O Livro do Amor se destaca por sua abordagem intimista, focando mais nos sentimentos e nas relações humanas do que em grandes acontecimentos. O filme aposta em diálogos simples, atuações contidas e uma trilha sonora sensível para conduzir o espectador por essa jornada emocional.
O elenco conta ainda com nomes como Mary Steenburgen e Orlando Jones, que complementam a narrativa com personagens que ajudam a expandir o universo emocional da trama. Nos bastidores, o projeto chama atenção por ter Jessica Biel também como produtora, além de contar com a participação de Justin Timberlake como compositor e supervisor musical, contribuindo para a atmosfera melancólica e acolhedora do longa.
A produção teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Tribeca, em abril de 2016, e passou por outros festivais importantes antes de chegar oficialmente aos cinemas em janeiro de 2017. Desde então, o filme conquistou um público fiel, especialmente entre aqueles que apreciam histórias mais introspectivas e emotivas.
A TV Globo leva ao ar na madrugada desta quarta-feira, 28 de janeiro, mais uma comédia nacional no Corujão. O filme escolhido é “O Palestrante”, produção brasileira que mistura humor, crise existencial e reflexões sobre propósito de vida, apostando em situações absurdas para falar de temas bastante humanos.
Dirigido por Marcelo Antunez, o longa acompanha a história de Guilherme, interpretado por Fábio Porchat. Ele é um contador que passou a vida inteira trabalhando na mesma empresa, levando uma rotina automática, sem grandes sonhos ou questionamentos. Infeliz, mas acomodado, Guilherme só começa a perceber o vazio da própria existência quando é demitido de forma abrupta. Sem amigos próximos, distante da família e completamente perdido, ele se vê obrigado a encarar uma realidade para a qual nunca esteve preparado. As informações da sinopse são do AdoroCinema.
É durante uma viagem ao Rio de Janeiro, onde iria apenas assinar os últimos papéis de sua demissão, que sua vida toma um rumo inesperado. No aeroporto, Guilherme é confundido com Marcelo Gonçalves, um renomado palestrante motivacional contratado por uma empresa para passar uma semana incentivando e “transformando” a vida de seus funcionários. Movido pela falta de perspectiva e por um impulso quase inconsciente, ele decide assumir a identidade do palestrante, mesmo sem fazer ideia do que está prestes a enfrentar.
A partir daí, o filme se constrói sobre o contraste entre aparência e essência. Guilherme, que mal consegue encontrar sentido na própria vida, passa a discursar sobre motivação, sucesso e felicidade para pessoas que acreditam estar diante de um especialista. O que começa como uma farsa logo se transforma em uma experiência de autodescoberta. Ao tentar colocar os outros “para cima”, ele percebe que talvez seja ele quem mais precise de mudança.
O elenco conta ainda com Dani Calabresa e Letícia Lima, que ajudam a ampliar o tom cômico da narrativa, equilibrando o humor característico da comédia brasileira com momentos mais reflexivos. As interações entre os personagens reforçam o caráter satírico do universo corporativo e do mercado de palestras motivacionais, ao mesmo tempo em que humanizam os conflitos vividos por Guilherme.
Lançado nos cinemas brasileiros em 4 de agosto de 2022, com distribuição da Downtown Filmes em parceria com a Paris Filmes, O Palestrante dialoga diretamente com um público que se reconhece nas frustrações profissionais, na pressão por sucesso e na busca constante por realização pessoal. Sem recorrer a fórmulas mirabolantes, o filme aposta em situações cotidianas levadas ao limite do absurdo para provocar riso e identificação.
A Netflix deu um passo decisivo para expandir ainda mais seu catálogo de adaptações de grandes propriedades da cultura pop ao fechar um acordo com a Legendary Pictures para a distribuição mundial do primeiro filme live-action de Gundam. O projeto, que ainda está em desenvolvimento, marca um momento histórico para a franquia japonesa e reforça a estratégia da plataforma de investir em universos consagrados com forte apelo global.
Segundo informações divulgadas pelo portal Deadline, o longa será dirigido por Jim Mickle, conhecido pelo trabalho à frente da série Sweet Tooth, também da Netflix. O elenco principal contará com Noah Centineo, que ganhou projeção internacional com Para Todos os Garotos Que Já Amei, e Sydney Sweeney, um dos nomes mais requisitados da nova geração de Hollywood, vista recentemente em produções como A Empregada e Euphoria. (Via Omelete)
A produção será realizada em parceria com a Bandai Namco Filmworks, detentora dos direitos da franquia, garantindo envolvimento direto do estúdio japonês responsável por preservar o legado de Gundam ao longo de mais de quatro décadas. A colaboração busca assegurar fidelidade ao material original, ao mesmo tempo em que adapta a história para um público mais amplo e para a linguagem do cinema ocidental.
O filme será inspirado em Mobile Suit Gundam: The 08th MS Team, série derivada lançada em 1996 que se destacou dentro da franquia por adotar uma abordagem mais realista e intimista. Diferente das narrativas mais épicas e espaciais de outros títulos, o spin-off foca nos impactos humanos da guerra, explorando o cotidiano de soldados comuns e as consequências físicas e emocionais dos conflitos armados. Essa escolha indica que o longa deve priorizar o drama e a tensão militar, sem abrir mão do espetáculo visual característico dos mechas.
Ainda sem data de estreia definida, o projeto carrega grandes expectativas por representar a primeira incursão de Gundam no formato live-action. A franquia, criada por Yoshiyuki Tomino e Hajime Yatate pelo estúdio Sunrise, estreou originalmente em 1979 com Mobile Suit Gundam e rapidamente se consolidou como um dos pilares da ficção científica japonesa.
Desde o início, Gundam se diferenciou de outras séries do gênero mecha ao tratar os robôs gigantes não como entidades quase místicas ou heróicas, mas como armas militares, sujeitas a falhas, limitações técnicas e decisões políticas. Essa visão mais pragmática e madura deu origem ao subgênero conhecido como “Real Robot”, que ajudou a atrair um público adulto e redefiniu os rumos da animação japonesa de ficção científica.
Apesar de um começo marcado por recepção morna durante sua exibição original na televisão, Gundam ganhou força no início da década de 1980 e nunca mais deixou o centro da cultura pop japonesa. Ao longo dos anos, a franquia se expandiu de forma impressionante, acumulando cerca de trinta séries animadas, além de OVAs, filmes, mangás, romances, videogames e produções derivadas.
Um dos pilares fundamentais desse sucesso é o mercado de produtos licenciados, especialmente os famosos Gunpla, modelos plásticos dos robôs Gundam que se tornaram um fenômeno comercial. Atualmente, Gundam é a franquia mais lucrativa da Bandai Namco, gerando aproximadamente 50 bilhões de ienes por ano, o que evidencia sua força econômica e cultural. Essa dimensão comercial, no entanto, também alimenta debates recorrentes entre fãs e críticos sobre o equilíbrio entre criatividade artística e exploração mercadológica.
Narrativamente, Gundam se organiza em diferentes linhas do tempo. A principal é o Universal Century (UC), que reúne séries interligadas como Mobile Suit Gundam, Zeta Gundam e ZZ Gundam. Paralelamente, existem as produções ambientadas em universos alternativos, conhecidas como Alternative Universe (AU), como Gundam Wing, Gundam SEED e Gundam 00, que apresentam histórias independentes, mas preservam os temas centrais da franquia.
O History2 estreia na segunda-feira, 2 de fevereiro, às 23h50, a minissérie documental “Juan Carlos: A Queda do Rei da Espanha”, uma produção investigativa em quatro episódios que revisita uma das trajetórias mais controversas da história recente da Europa. A série acompanha o caminho percorrido por Juan Carlos I, desde sua ascensão ao trono espanhol, em 1975, até a perda de prestígio que culminou em sua abdicação e posterior exílio.
Escolhido diretamente pelo ditador Francisco Franco como sucessor, Juan Carlos assumiu o trono em um momento decisivo para a Espanha. Com o fim do regime autoritário, o novo rei tornou-se peça-chave na transição do país para uma monarquia parlamentar democrática. Durante décadas, foi celebrado como o responsável por conduzir a Espanha rumo à modernidade, ganhando respeito internacional e um nível de popularidade raramente alcançado por monarcas.
A minissérie, no entanto, propõe olhar além dessa imagem institucional. Ao longo dos episódios, o documentário expõe um lado menos conhecido do ex-rei, marcado por relações extraconjugais, luxo excessivo, ambições financeiras e suspeitas de corrupção. A produção investiga como esses elementos, mantidos longe do olhar público por muitos anos, contribuíram para o colapso de sua reputação.
Para construir esse retrato, a série reúne depoimentos de jornalistas, ex-agentes do serviço secreto espanhol, pessoas próximas à Casa Real e figuras que conviveram intimamente com Juan Carlos. Entre elas está Corinna zu Sayn-Wittgenstein, empresária alemã que manteve um relacionamento amoroso com o rei e se tornou um dos personagens centrais da narrativa. Sua versão dos fatos ajuda a compreender como questões pessoais passaram a ter impacto direto na estabilidade da monarquia.
Durante muito tempo, Juan Carlos I foi visto como um herói nacional. Seu papel na defesa da democracia, especialmente durante tentativas de golpe, reforçou sua imagem como um líder comprometido com o futuro do país. No entanto, enquanto o reconhecimento público crescia, sua vida privada seguia um caminho cada vez mais distante dos valores que representava oficialmente.
O ponto de virada ocorre em 2012, quando uma viagem de caça ao elefante em Botsuana veio à tona em meio a uma grave crise econômica enfrentada pela Espanha. O episódio causou indignação popular não apenas pelo luxo envolvido, mas também pela revelação do relacionamento extraconjugal com Corinna, que acompanhou o rei durante sua recuperação após um acidente. A partir desse momento, a blindagem em torno de Juan Carlos começou a ruir.
A série detalha como esse escândalo desencadeou uma sequência de eventos que expuseram outras fragilidades do reinado. Investigações financeiras, denúncias de comissões ilegais e movimentações suspeitas de dinheiro passaram a ser associadas ao nome do monarca. O documentário mostra como a pressão pública e política se intensificou, tornando insustentável sua permanência no trono.
Em 2014, Juan Carlos anunciou sua abdicação, transferindo a coroa para seu filho, Felipe VI, em uma tentativa de preservar a instituição monárquica e restaurar a confiança da população. Apesar do gesto, os problemas não cessaram. Anos depois, em 2020, o ex-rei deixou a Espanha e passou a viver no exterior, em meio a novas investigações e críticas constantes.
Um dos aspectos mais sensíveis abordados pela produção é o relato de Corinna zu Sayn-Wittgenstein sobre sua relação com o monarca. No documentário, ela afirma que nunca teve a intenção de tornar pública a história que viveu, mas que se viu obrigada a falar após sofrer pressões e perseguições. Seu depoimento revela um vínculo que começou de forma discreta e afetuosa, mas que, segundo ela, assumiu contornos obsessivos e desgastantes.
O episódio de estreia, intitulado “Safari Secreto”, estabelece o tom da minissérie ao apresentar a ascensão de Juan Carlos, seu papel na política espanhola e o início da relação que se tornaria um dos maiores escândalos de sua vida pública. A narrativa alterna imagens de arquivo, entrevistas e reconstruções históricas para mostrar como decisões pessoais podem gerar consequências políticas profundas.
Wanessa Camargo será a convidada especial do “SuperPop” desta quarta-feira, 28, em uma entrevista que promete revisitar momentos marcantes de sua trajetória artística e pessoal. O programa, comandado por Luciana Gimenez, vai ao ar a partir das 23h45, na RedeTV!, e traz a cantora em um bate-papo intimista sobre fama, reinvenção e amadurecimento.
Filha do sertanejo Zezé Di Camargo com Zilu, Wanessa cresceu sob os holofotes, mas construiu ao longo dos anos uma carreira própria, marcada por constantes transformações. Cantora, compositora e atriz, ela se firmou como um dos nomes mais populares da música brasileira nos anos 2000 e segue em evidência ao transitar entre diferentes estilos musicais e formatos de mídia.
Durante a atração, Wanessa participa do quadro “InstaPop”, no qual revisita sua história a partir de publicações nas redes sociais. A dinâmica serve como ponto de partida para reflexões sobre sua relação com a família, os altos e baixos da carreira e experiências recentes na televisão. Entre os assuntos abordados estão suas participações em programas de grande repercussão, como o “Dança dos Famosos” e o “Lip Sync”, ambos exibidos pela TV Globo, nos quais mostrou versatilidade e disposição para novos desafios.
Nascida em Goiânia, em 28 de dezembro de 1982, Wanessa alcançou o estrelato ainda jovem, no início dos anos 2000, ao assinar contrato com a gravadora BMG. Seus três primeiros álbuns de estúdio, lançados entre 2000 e 2002, levaram seu nome no título e conquistaram certificações de ouro, impulsionados por sucessos como O Amor Não Deixa, Eu Quero Ser o Seu Amor e Sem Querer. Nesse período, ela se consolidou como um ídolo adolescente, com forte presença nas rádios e na televisão.
Entre 2002 e 2004, Wanessa também integrou o elenco de apresentadores do programa “Jovens Tardes”, da TV Globo, ampliando sua atuação para além da música. A partir de meados da década, no entanto, a artista passou a buscar uma imagem mais madura e maior controle criativo sobre seu trabalho. O álbum “W”, lançado em 2005, marcou essa virada, com participação mais ativa na concepção do projeto e singles que mostravam uma Wanessa mais confiante e segura artisticamente.
Nos anos seguintes, ela seguiu explorando novos caminhos sonoros. Em “Total” (2007), incorporou diferentes gêneros musicais, enquanto “Meu Momento” (2009) trouxe influências do pop internacional e do R&B, incluindo a colaboração com o rapper Ja Rule na faixa Fly, que alcançou o topo das rádios brasileiras. A ousadia artística se intensificou na década seguinte, quando Wanessa mergulhou de vez na música eletrônica.
A partir de 2010, com o EP “Você Não Perde por Esperar” e o álbum “DNA” (2011), a cantora passou a se apresentar com frequência em casas noturnas voltadas ao público LGBT, consolidando-se como um ícone para essa comunidade. As performances e o repertório em inglês marcaram uma fase de grande identificação com o público das pistas, além de reforçarem sua imagem de artista aberta à experimentação.
Em 2016, Wanessa lançou o álbum “33”, que sinalizava uma aproximação com o sertanejo, gênero ligado às suas origens familiares. Apesar da recepção crítica dividida, o projeto rendeu um de seus maiores sucessos comerciais, Coração Embriagado. Posteriormente, a cantora manifestou insatisfação com os rumos tomados naquele momento e voltou a investir no pop, lançando singles como Mulher Gato e Loko!, além do álbum “Universo Invertido”, em 2020.
A Universal Pictures divulgou oficialmente o primeiro trailer de “Anêmona”, longa-metragem que já nasce cercado de expectativa e simbolismo. O filme marca o retorno de Daniel Day-Lewis ao cinema após oito anos afastado das telas e também a estreia de Ronan Day-Lewis, seu filho, na direção de um longa. Com estreia confirmada nos cinemas brasileiros em 19 de fevereiro, a produção reúne uma combinação rara de legado, intimidade criativa e ambição artística.
Considerado um dos maiores atores de todos os tempos, Daniel Day-Lewis construiu uma carreira marcada por escolhas criteriosas e atuações transformadoras. Vencedor de três estatuetas do Oscar por Meu Pé Esquerdo, Sangue Negro e Lincoln, o ator anunciou sua aposentadoria em 2017, após o lançamento de Trama Fantasma. Desde então, seu retorno parecia improvável. “Anêmona”, portanto, não representa apenas mais um trabalho, mas um acontecimento cinematográfico que carrega peso histórico e emocional.
A decisão de voltar às telas está diretamente ligada ao envolvimento familiar no projeto. Além de protagonizar o longa, Daniel Day-Lewis assina o roteiro ao lado de Ronan Day-Lewis, criando uma obra construída a quatro mãos. Para Ronan, o filme representa sua estreia como diretor de cinema, após experiências anteriores como roteirista e produtor. Essa parceria entre pai e filho confere à obra uma camada adicional de intimidade, refletida tanto na construção dos personagens quanto nos temas abordados.
Produzido por Dede Gardner e Jeremy Kleiner, vencedores do Oscar por filmes como Moonlight: Sob a Luz do Luar e 12 Anos de Escravidão, “Anêmona” aposta em um drama denso, silencioso e profundamente humano. A narrativa acompanha os irmãos Ray Stoker e Jem Stoker, interpretados por Daniel Day-Lewis e Sean Bean, respectivamente. Separados há vinte anos por eventos traumáticos marcados por violência e religiosidade extrema, os dois seguiram caminhos opostos em busca de redenção.
Ray vive em um isolamento quase absoluto, retirado do convívio social e refugiado em uma cabana primitiva nas florestas do norte da Inglaterra. Seu exílio é tanto físico quanto emocional, uma tentativa de escapar de memórias que se recusam a desaparecer. Jem, por outro lado, encontrou na fé religiosa e na vida familiar uma forma de sobreviver ao passado. Ao lado da companheira Nessa, vivida por Samantha Morton, e do filho Brian, interpretado por Samuel Bottomley, ele construiu uma rotina baseada na devoção e na tentativa constante de reparação moral.
O reencontro entre os irmãos acontece quando uma crise familiar obriga Jem a procurar Ray, quebrando duas décadas de silêncio. A partir desse momento, o filme se desenvolve como um estudo intenso sobre ressentimento, culpa e laços de sangue que nunca se desfazem por completo. A cabana onde Ray vive se transforma no principal cenário da narrativa, funcionando como um espaço simbólico onde verdades reprimidas emergem e tragédias antigas finalmente encontram voz.
O elenco de apoio contribui para ampliar o impacto emocional da história. Além de Sean Bean e Samantha Morton, o filme conta com Safia Oakley-Green, que completa o núcleo dramático da produção. Cada personagem carrega marcas profundas deixadas pelo passado, reforçando a atmosfera melancólica e opressiva que permeia o longa.
Visualmente, “Anêmona” aposta em uma estética austera e naturalista, refletindo o isolamento emocional dos personagens. A direção de arte e o figurino, assinados por Chris Oddy e Jane Petrie, ajudam a construir um universo onde o tempo parece suspenso, reforçando a sensação de estagnação vivida por Ray. A fotografia privilegia paisagens frias, florestas densas e ambientes fechados, criando um contraste entre a beleza natural e o peso psicológico da narrativa.
As filmagens começaram em outubro de 2024, na cidade de Manchester, e seguiram para outras regiões do norte da Inglaterra. Durante as gravações em Chester, a produção enfrentou pequenos contratempos logísticos relacionados a estacionamento e trânsito, o que chegou a interromper temporariamente as filmagens. Apesar disso, o cronograma foi mantido e o filme avançou sem comprometer sua conclusão.
Além da estreia nos cinemas brasileiros em fevereiro, “Anêmona” já tem trajetória internacional definida. O longa está previsto para estrear no Festival de Cinema de Nova York em 2025, antes de chegar aos cinemas dos Estados Unidos em lançamento limitado, com posterior expansão nacional. A estratégia indica a aposta da Universal em um percurso mais autoral, voltado tanto para o circuito de premiações quanto para o público que valoriza dramas intensos e narrativas maduras.
O mundo dos animes amanheceu mais silencioso nesta semana. Kozo Shioya, um dos dubladores mais reconhecidos da indústria japonesa, faleceu aos 71 anos, vítima de uma hemorragia cerebral sofrida no último dia 20 de janeiro, conforme comunicado divulgado pela agência responsável por sua carreira. A notícia causou forte comoção entre fãs de animação, colegas de profissão e admiradores de seu trabalho, especialmente aqueles que cresceram acompanhando Dragon Ball Z, série na qual Shioya eternizou sua voz ao interpretar o icônico Majin Boo.
Mais do que um dublador, Kozo Shioya foi parte fundamental da memória afetiva de milhões de pessoas ao redor do mundo. Sua voz ajudou a construir personagens marcantes, capazes de provocar riso, medo e empatia em igual medida. Com uma carreira extensa e respeitada, ele deixa um legado que atravessa gerações e permanece vivo em obras que seguem sendo revisitadas até hoje.
A voz por trás de um dos vilões mais emblemáticos de Dragon Ball Z
Para o grande público, Kozo Shioya será sempre lembrado como a voz japonesa de Majin Boo, um dos antagonistas mais complexos e memoráveis de Dragon Ball Z. Introduzido na fase final do anime, o personagem surpreendeu por fugir do padrão clássico de vilão puramente maligno. Boo era imprevisível, infantil, assustador e, ao mesmo tempo, estranhamente carismático.
Grande parte desse impacto se deve à interpretação vocal de Shioya. Com variações sutis de tom, ele conseguiu transmitir a dualidade do personagem — ora ameaçador e destrutivo, ora ingênuo e quase cômico. Sua atuação foi essencial para transformar Majin Boo em um dos personagens mais lembrados e debatidos da franquia, especialmente por sua evolução ao longo da saga.
Além de Majin Boo, Shioya também participou do universo Dragon Ball ao dar voz a Totapo, um dos companheiros de Bardock, no especial “Dragon Ball Z: Bardock – O Pai de Goku”, lançado em 1990. Mesmo em participações menores, sua presença vocal era marcante e reconhecível.
Uma carreira sólida além de Dragon Ball
Embora Dragon Ball Z tenha sido o trabalho mais popular de sua trajetória, Kozo Shioya construiu uma carreira diversa e respeitada, atuando em diferentes séries, filmes e franquias ao longo das décadas.
Em 1988, ele dublou Abura Sumashi na série Gegege no Kitaro: Jigoku Hen, uma produção clássica do folclore japonês que reforçou sua versatilidade como ator de voz. Anos mais tarde, em 2017, emprestou sua voz ao Dr. Sewashi no filme Mazinger Z: Infinity, produção que celebrou o legado de uma das franquias mais importantes da história dos animes.
Shioya também deixou sua marca em One Piece, outra obra de enorme relevância cultural, ao interpretar o personagem Genzo. A participação em uma franquia tão duradoura e popular reforça o prestígio do dublador dentro da indústria e sua capacidade de se adaptar a universos narrativos distintos.
Ao longo da carreira, Kozo Shioya se destacou pela habilidade de interpretar personagens excêntricos, intensos e emocionalmente complexos — um talento que o tornou presença frequente em produções de grande alcance.
Dragon Ball Z: um fenômeno que atravessa gerações
A morte de Kozo Shioya reacende a lembrança da importância cultural de Dragon Ball Z, série que se tornou um dos maiores fenômenos da animação japonesa no mundo. Produzida pela Toei Animation e baseada no mangá de Akira Toriyama, Dragon Ball Z corresponde aos volumes 17 ao 42 da obra original, publicados entre 1988 e 1995 na revista Weekly Shonen Jump.
O anime estreou no Japão em 26 de abril de 1989, pela Fuji TV, e foi exibido até 31 de janeiro de 1996, totalizando 291 episódios. Ao longo desse período, a série expandiu de forma significativa o universo criado em Dragon Ball, adotando um tom mais sério, com batalhas longas, maior carga dramática e conflitos que iam além do humor predominante na fase inicial da franquia.
Dragon Ball Z foi exibido em mais de 80 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Austrália, Índia e grande parte da Europa, tornando-se um verdadeiro ícone global da cultura pop. Para muitos fãs, foi o primeiro contato com animes japoneses, abrindo caminho para a popularização do gênero fora do Japão.
A mudança de rumo que criou Dragon Ball Z
O nascimento de Dragon Ball Z não foi apenas uma continuação natural da série original. Segundo relatos da produção, Kazuhiko Torishima, editor de Akira Toriyama em Dr. Slump e Dragon Ball, percebeu que a audiência do anime começava a cair. A imagem excessivamente infantil e cômica da série passou a ser vista como um obstáculo para seu crescimento.
Inspirado pelo sucesso de Saint Seiya, Torishima pediu mudanças estruturais na produção. A ideia era “reiniciar” Dragon Ball com um novo tom, mais sério e voltado para ação, coincidindo com o amadurecimento de Goku. O resultado foi a criação de Dragon Ball Z, uma série que apostou em confrontos épicos, vilões mais ameaçadores e uma narrativa mais intensa.
O próprio título foi escolhido por Akira Toriyama, que explicou que a letra “Z”, última do alfabeto, simbolizava sua intenção de encerrar a história. Curiosamente, outras opções chegaram a ser cogitadas, como Dragon Ball 2, New Dragon Ball e até Dragon Ball: Gohan Big Adventure, refletindo debates internos sobre o rumo da franquia.
A Sessão da Tarde desta quarta, 28 de janeiro de 2026, leva o público para uma jornada congelante e cheia de emoção com a exibição de “A Era do Gelo 4”. Lançada em 2012, a animação marca um ponto de virada na consagrada franquia da Blue Sky Studios, apostando em um escopo mais ambicioso, novos personagens e conflitos mais maduros, sem perder a leveza e o humor que conquistaram espectadores ao redor do mundo.
Quarto capítulo da saga iniciada em 2002, o filme dirigido por Steve Martino e Mike Thurmeier amplia o universo da série ao transformar um simples acidente causado por Scrat em um evento de escala global: a separação dos continentes. A partir desse caos geológico, nasce uma história que fala sobre família, amadurecimento, mudanças inevitáveis e a importância de se adaptar quando tudo ao redor parece desmoronar.
Quando uma bolota muda o mundo
Fiel à tradição da franquia, é Scrat, o esquilo mais azarado e obstinado do cinema, quem dá início à confusão. Em sua eterna perseguição pela cobiçada bolota, ele acaba provocando o rompimento da Pangeia, desencadeando a deriva continental. O que começa como uma sequência cômica rapidamente se transforma em um evento catastrófico, mudando completamente o destino dos personagens principais.
O terremoto causado por esse rompimento separa o grupo: Manny, Sid e Diego são lançados ao mar, presos em um iceberg à deriva, enquanto Ellie e a filha adolescente Amora permanecem no continente, enfrentando um ambiente instável e cada vez mais perigoso. A partir daí, o filme se divide entre duas jornadas paralelas, conectadas pelo mesmo objetivo: sobreviver e reencontrar quem se ama.
Manny, Amora e o difícil exercício de deixar crescer
Um dos grandes méritos de “A Era do Gelo 4” está no desenvolvimento emocional de seus personagens, especialmente no arco de Manny como pai. Agora mais velho e experiente, o mamute-lanoso enfrenta um dilema bastante humano: lidar com o crescimento da filha. Amora já não é mais a filhotinha protegida dos filmes anteriores; ela vive conflitos típicos da adolescência, como a dificuldade de se enturmar, a busca por aceitação e o desejo de provar sua própria força.
Manny, por outro lado, reage com excesso de proteção. Seu medo de perder a filha o impede de perceber que, ao tentar blindá-la do mundo, acaba afastando-a. Essa tensão entre pai e filha dá ao filme uma camada emocional mais profunda, capaz de dialogar tanto com crianças quanto com adultos.
Ellie surge como a voz do equilíbrio, tentando ajudar Manny a entender que amar também significa confiar. A dinâmica familiar apresentada é simples, mas extremamente eficaz, refletindo situações comuns da vida real e tornando a narrativa ainda mais envolvente.
Sid e a avó: humor afiado e afeto improvável
Enquanto Manny enfrenta conflitos internos, Sid segue como o principal alívio cômico do longa. Desta vez, a animação apresenta uma adição inesperada ao grupo: a avó de Sid, deixada aos cuidados do neto após mais um abandono de sua família disfuncional.
Ranzinza, debochada e cheia de tiradas ácidas, a personagem rapidamente se torna um dos grandes destaques do filme. A relação entre Sid e sua avó rende momentos hilários, mas também surpreende ao trazer reflexões sobre abandono, solidão e vínculos construídos fora do modelo tradicional de família.
A avó também apresenta ao público Preciosa, sua baleia de estimação, que inicialmente parece apenas mais uma piada visual, mas acaba desempenhando um papel fundamental no desenrolar da história. É nesse tipo de detalhe que “A Era do Gelo 4” mostra sua habilidade em equilibrar humor e emoção sem jamais soar forçado.
Piratas do gelo e novos caminhos
À deriva no oceano, Manny, Sid, Diego e a avó acabam capturados por um grupo de piratas pré-históricos, liderados pelo temível Capitão Entranha, um gigantopithecus imponente, autoritário e obcecado por poder. A introdução desse núcleo pirata traz uma nova energia à franquia, misturando aventura marítima, ação e referências clássicas ao gênero.
Entranha se destaca como um vilão carismático e visualmente marcante, funcionando como um contraponto direto aos valores do grupo principal. Sua tripulação é composta por animais diversos, cada um com características exageradas, o que contribui para o tom cômico do filme.
Entre eles está Shira, uma tigresa-dente-de-sabre albina que começa como antagonista, mas aos poucos revela camadas mais complexas. Sua relação com Diego se desenvolve de forma gradual e surpreendentemente sensível. O tigre, que sempre foi mais fechado e desconfiado, encontra em Shira alguém que compartilha experiências semelhantes de abandono e sobrevivência.
A luta para voltar para casa
Mesmo diante de perigos constantes, o foco de Manny nunca muda: reencontrar Ellie e Amora. Essa determinação guia toda a sua trajetória no mar e confere peso emocional às cenas de ação. O filme entende que, para funcionar de verdade, a aventura precisa estar conectada a sentimentos genuínos — e isso se reflete em cada decisão do protagonista.
Enquanto isso, no continente, Ellie lidera os animais do vale em uma jornada perigosa em busca de um novo local seguro. A destruição da ponte de terra simboliza a perda definitiva do antigo lar e reforça a ideia de que não há como voltar atrás. O mundo mudou, e eles precisam mudar junto com ele.
Essas duas narrativas paralelas se aproximam aos poucos, aumentando a tensão e preparando o terreno para o confronto final entre Manny e Capitão Entranha.
Um clímax sobre gelo e escolhas
O duelo final acontece em cima de um enorme bloco de gelo e reúne tudo o que o filme construiu até ali: ação, emoção e significado. Manny enfrenta Entranha não apenas como um inimigo físico, mas como a personificação de tudo o que ameaça sua família e seu modo de vida.
A vitória de Manny é resultado da união do grupo e da coragem de enfrentar o medo, reforçando uma das mensagens mais recorrentes da franquia: a força coletiva sempre supera a individual.
O destino de Entranha, enganado por uma sereia que assume a forma de um gigantopithecus feminino, fecha seu arco com ironia e humor, mantendo o tom leve mesmo no desfecho do conflito.
Recomeços e novos lares
Com o antigo vale destruído pela deriva continental, o filme opta por um final que fala sobre recomeço. Preciosa, a baleia da avó de Sid, conduz todos até uma ilha exuberante, onde diferentes espécies passam a conviver e reconstruir suas vidas.
É nesse novo cenário que Shira se junta definitivamente ao grupo, iniciando uma nova etapa ao lado de Diego. O filme encerra sua narrativa principal com uma sensação de esperança, mostrando que, mesmo após grandes perdas, é possível encontrar novos caminhos.
Scratlântida: o humor como assinatura final
Nenhum filme da franquia estaria completo sem um epílogo protagonizado por Scrat. Ao descobrir a lendária Scratlântida, uma ilha repleta de bolotas, o esquilo finalmente parece ter alcançado o paraíso. No entanto, sua obsessão incontrolável fala mais alto e, em um último ato de ironia, ele acaba destruindo tudo, transformando o local em um deserto.
A cena final resume perfeitamente o personagem: engraçado, trágico e incapaz de escapar de seus próprios impulsos. É um fechamento cômico que respeita a tradição da série e garante boas risadas até os créditos finais.
Um fenômeno de bilheteria mundial
Mesmo sendo o quarto filme da saga, “A Era do Gelo 4” alcançou um desempenho impressionante nos cinemas. Com US$ 877 milhões arrecadados mundialmente, o longa se tornou a animação de maior bilheteria de 2012, além de figurar entre os filmes mais lucrativos daquele ano.
O uso do 3D digital, aliado ao formato 2.39:1, contribuiu para uma experiência visual mais grandiosa, enquanto o elenco de vozes — liderado por Ray Romano, John Leguizamo, Denis Leary e Queen Latifah, com a adição de nomes como Jennifer Lopez, Nicki Minaj e Drake — ajudou a ampliar o apelo do filme junto ao público.
Os fãs de dramas coreanos já podem marcar no calendário. O k-drama “Shining” acaba de divulgar seu primeiro pôster oficial e confirmou a data de estreia para 6 de março, dando início a uma das produções mais comentadas da temporada. A série chama atenção desde o anúncio por reunir dois nomes muito populares entre o público jovem: Park Jinyoung, integrante do GOT7 e ator em ascensão, e Kim Min-ju, ex-integrante do IZ*ONE, que vem consolidando sua carreira na atuação.
Com uma proposta que mistura drama emocional, amadurecimento pessoal e relações humanas complexas, “Shining” promete ir além do romance tradicional, apostando em personagens marcados por conflitos internos e escolhas difíceis. O primeiro pôster divulgado já dá pistas do tom da narrativa, apostando em uma estética delicada, introspectiva e carregada de simbolismo, algo que costuma agradar tanto o público coreano quanto os fãs internacionais de k-dramas.
Embora muitos detalhes da trama ainda estejam sendo mantidos sob sigilo, “Shining” se apresenta como um drama centrado em personagens que carregam feridas emocionais e buscam um novo sentido para suas vidas. A produção deve explorar temas como identidade, sonhos interrompidos, relações familiares e a dificuldade de se manter fiel a si mesmo em meio às pressões sociais.
O título da série sugere essa dualidade entre luz e escuridão, indicando que o brilho dos personagens não surge da perfeição, mas da capacidade de enfrentar os próprios medos e fragilidades. A expectativa é que o roteiro trabalhe essas questões de forma sensível, sem recorrer a soluções fáceis ou conflitos artificiais.
Em “Shining”, Park Jinyoung interpreta Yeon Tae Seo, um dos protagonistas da história. Conhecido inicialmente como idol do GOT7, Jinyoung vem construindo uma carreira sólida como ator, com atuações elogiadas em produções recentes. Seu histórico em papéis mais contidos e emocionalmente densos faz dele uma escolha natural para um drama que promete mergulhar no psicológico de seus personagens.
Yeon Tae Seo deve ser retratado como alguém em processo de transformação, lidando com expectativas externas e dilemas pessoais que o colocam em conflito constante. A presença de Jinyoung no papel principal aumenta consideravelmente a expectativa em torno da série, especialmente entre fãs que acompanham sua evolução artística fora dos palcos.
Ao lado dele, Kim Min-ju interpreta Mo Eun A, outra personagem central da trama. Após o fim das atividades do IZ*ONE, Min-ju vem se dedicando cada vez mais à atuação, escolhendo projetos que lhe permitam mostrar versatilidade e amadurecimento artístico. Em “Shining”, ela deve viver uma personagem marcada por sensibilidade e força emocional, alguém que enfrenta desafios internos enquanto tenta manter uma aparência de estabilidade.
A parceria entre Park Jinyoung e Kim Min-ju é um dos grandes atrativos da série. A química entre os protagonistas é apontada como um dos pontos fortes da produção, prometendo momentos intensos e carregados de emoção, seja em cenas mais intimistas ou em conflitos mais diretos.
Além do casal principal, “Shining” conta com um elenco de apoio que contribui para enriquecer a trama. Shin Jae Ha, Park Se Hyun e outros nomes importantes aparecem em papéis de destaque, formando uma rede de personagens que influenciam diretamente as escolhas e o desenvolvimento dos protagonistas. A presença desses atores sugere uma narrativa mais ampla, que não se limita apenas ao arco romântico, mas constrói um universo emocional mais complexo.
A direção da série fica por conta de Kim Yoon Jin, conhecido por seu olhar cuidadoso para histórias centradas em personagens e relações humanas. Já o roteiro é assinado por Lee Sook Yun, que promete uma abordagem delicada e bem estruturada, focada na evolução emocional dos personagens ao longo dos episódios.
A Warner Bros. Pictures revelou oficialmente o teaser trailer de “Natal Amargo”, novo longa-metragem do consagrado cineasta espanhol Pedro Almodóvar, e a notícia rapidamente movimentou o circuito cinematográfico internacional. Conhecido por transformar dramas íntimos em experiências viscerais, coloridas e profundamente humanas, o diretor retorna aos cinemas com uma obra que promete emocionar, provocar reflexões e dialogar diretamente com temas sensíveis e contemporâneos. O filme tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para 28 de maio de 2026, consolidando-se desde já como um dos lançamentos mais aguardados do ano.
Ambientado entre a intensidade urbana de Madri e as paisagens quase oníricas das Ilhas Canárias, especialmente Lanzarote, “Natal Amargo” se apresenta como uma narrativa que mescla luto, identidade, relações afetivas e reconstrução emocional. O teaser trailer, embora breve, já deixa claro que Almodóvar segue fiel à sua assinatura autoral: personagens complexos, conflitos internos profundos e um olhar sensível para as fragilidades humanas.
No vídeo divulgado, o público tem um primeiro contato com o universo emocional do filme, marcado por silêncios eloquentes, olhares carregados de significado e uma atmosfera que alterna entre o calor afetivo e o desconforto emocional. O Natal, tradicionalmente associado à celebração e à união, surge aqui como um período de introspecção, ruptura e confronto com dores mal resolvidas — uma escolha simbólica que dialoga diretamente com o título da obra.
A trama gira em torno de Elsa, interpretada por Bárbara Lennie, uma diretora de publicidade que enfrenta o luto após a morte de sua mãe em dezembro. Incapaz de lidar com a perda de forma convencional, Elsa se refugia no trabalho, utilizando a rotina profissional como uma espécie de anestesia emocional. No entanto, o corpo cobra seu preço: um ataque de pânico a obriga a interromper esse ciclo de fuga e encarar a necessidade de uma pausa.
É nesse momento que a narrativa se desloca para Lanzarote, onde Elsa decide passar um tempo ao lado da amiga Patricia, em busca de algum tipo de reorganização interna. Enquanto isso, seu parceiro Bonifacio permanece em Madri, evidenciando uma distância não apenas geográfica, mas também emocional. Essa separação temporária funciona como catalisador para uma série de questionamentos sobre identidade, afeto, pertencimento e os limites das relações amorosas diante do sofrimento.
Ao lado de Bárbara Lennie, o elenco traz Leonardo Sbaraglia, que interpreta Raúl Durán, personagem central na dinâmica emocional do filme. Conhecido por sua versatilidade e intensidade dramática, Sbaraglia já colaborou com Almodóvar anteriormente e retorna agora em um papel que promete explorar nuances emocionais profundas. A relação entre Elsa e Raúl se desenha como um dos eixos centrais da narrativa, atravessada por tensões, desejos reprimidos e transformações pessoais.
O elenco ainda conta com nomes de peso do cinema espanhol, como Victoria Luengo, Patrick Criado, Quim Gutiérrez, Milena Smit e Aitana Sánchez-Gijón, ampliando o leque de personagens e perspectivas dentro da história. Essa diversidade de figuras reforça a proposta coral do filme, característica recorrente na filmografia de Almodóvar, onde cada personagem carrega seu próprio universo emocional e contribui para o mosaico narrativo.
Em entrevista concedida à IndieWire em outubro de 2024, Pedro Almodóvar definiu “Natal Amargo” como “uma comédia trágica sobre gênero”. A declaração, aparentemente paradoxal, é bastante reveladora para quem acompanha sua obra. O diretor sempre transitou com naturalidade entre o humor ácido e o drama mais doloroso, utilizando essa mistura para abordar temas delicados sem recorrer a simplificações. Aqui, a questão da identidade de gênero surge não como um elemento isolado ou didático, mas integrada organicamente às vivências dos personagens.
O luto, por sua vez, é tratado como uma experiência multifacetada, que não se limita à tristeza, mas envolve culpa, raiva, negação e, em muitos casos, um profundo questionamento sobre quem se é após a perda. Almodóvar parece interessado menos no evento da morte em si e mais nos rastros que ela deixa nas relações e na percepção de identidade de quem fica.
A produção do filme é assinada pela El Deseo, empresa fundada pelo próprio Almodóvar ao lado de seu irmão Agustín, em colaboração com a Movistar Plus+. Essa parceria garante ao diretor uma liberdade criativa rara na indústria, permitindo que suas obras mantenham uma identidade autoral forte mesmo dentro de grandes circuitos de distribuição, como o da Warner Bros. Pictures.
As filmagens começaram em 9 de junho de 2025 e se estenderam até 12 de agosto do mesmo ano, com locações em Madri e Lanzarote. A escolha das Ilhas Canárias, em especial, não é apenas estética. A paisagem vulcânica, árida e ao mesmo tempo deslumbrante de Lanzarote funciona como um espelho emocional dos personagens, refletindo estados internos de isolamento, transformação e renascimento.
A direção de fotografia ficou a cargo de Pau Esteve Birba, colaborador frequente de Almodóvar, responsável por traduzir visualmente as emoções da narrativa por meio de cores, luz e enquadramentos cuidadosamente pensados. Já a montagem é assinada por Teresa Font, outra parceira habitual do diretor, cuja sensibilidade na edição contribui para o ritmo emocional característico de seus filmes.