Série documental Nação Zumbi – No Movimento das Marés estreia no Canal Brasil

0
Foto: Reprodução/ Internet

A partir desta sexta-feira, 18 de julho, às 19h30, o Canal Brasil dá início à exibição da série documental “Nação Zumbi – No Movimento das Marés”, que convida o público a revisitar — e sentir — a trajetória da banda que transformou a lama do mangue em movimento cultural, som e poesia urbana.

Dirigida por Aquiles Lopes e Leo Crivellare, a produção é dividida em quatro episódios de 25 minutos e entrelaça memórias, imagens de arquivo, bastidores e depoimentos sinceros de quem viveu cada fase da banda. Com passagens por Recife, Olinda, Rio de Janeiro e São Paulo, a série não apenas narra uma história musical, mas também o nascimento de uma linguagem que uniu maracatu, rock, crítica social e identidade nordestina com originalidade feroz.

Ecos do Manguebeat, vozes de gerações

Mais do que um relato biográfico, “No Movimento das Marés” é uma escuta atenta da Nação Zumbi por meio de muitas vozes. Os atuais integrantes — Jorge Du Peixe, Dengue, Toca Ogan, Marcos Matias, Da Lua, Tom Rocha e Neilton Carvalho — se juntam a ex-membros, músicos parceiros e nomes importantes da crítica musical para reconstruir os caminhos trilhados pela banda.

Marcelo D2, Frejat, Charles Gavin, Edgard Scandurra, Lorena Calábria e Arthur Dapieve compartilham suas visões sobre a força inovadora do grupo e seu impacto na música brasileira. As falas são íntimas, afetivas, e revelam como a Nação segue pulsando — com os pés no barro e os olhos no mundo.

Do início revolucionário à reinvenção constante

No episódio de estreia, intitulado “Hoje, Amanhã e Depois”, a série costura passado e presente: mostra a turnê pela Europa em 2017, o dia histórico no estúdio Abbey Road, em Londres, e retorna ao início de tudo — o Manifesto Manguebeat, os primeiros shows, o contrato com a gravadora, e o estouro nacional que colocou Recife no mapa sonoro do país. É também nesse capítulo que os integrantes relembram a perda do visionário Chico Science, morto precocemente em 1997, e o vazio que se abriu a partir dali.

Já no segundo episódio, “Um Sonho”, a narrativa foca na reconstrução. A banda seguiu viva, criativa, e lançou álbuns como “Futura”, “Fome de Tudo”, “NZ” e “Radiola NZ”. Com o tempo, os integrantes passaram a explorar com mais liberdade suas individualidades musicais, criando um som plural, com assinatura própria.

Ritmos, raízes e reinterpretações

O terceiro capítulo, “Foi de Amor”, mergulha no processo de composição, nas influências regionais e na diversidade de parcerias que ampliaram o alcance sonoro da Nação. Também ganha destaque o projeto Los Sebosos Postizos, formado por integrantes da banda, que homenageia a obra de Jorge Ben Jor em releituras suingadas e cheias de afeto.

Por fim, no quarto episódio, a série retorna à origem pessoal: cada integrante fala sobre como a música entrou em sua vida e o momento em que ela se tornou profissão. É uma reflexão não só sobre carreira, mas sobre vocação, resistência e identidade. Com a ajuda de músicos, críticos e pesquisadores, o episódio traça um retrato do estilo único da Nação Zumbi, que sempre escapou de rótulos fáceis.

Universal divulga trailer de “A Morte de Um Unicórnio”, sátira fantástica estrelada por Paul Rudd e Jenna Ortega

0
Foto: Reprodução/ Internet

Imagine estar a caminho de um fim de semana tranquilo com sua filha… e, de repente, atropelar um unicórnio. É com esse ponto de partida tão improvável quanto instigante que A Morte de Um Unicórnio nos convida a mergulhar em uma fábula moderna recheada de crítica social, humor sombrio e fantasia. O trailer e o cartaz do filme foram divulgados nesta quinta-feira (17) pela Universal Pictures, que também confirmou a estreia nos cinemas brasileiros para o dia 31 de julho, com versões acessíveis ao público.

O longa é produzido pela A24 — estúdio conhecido por apostar em histórias fora do comum, como O Farol, X e Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo. Com direção e roteiro de Alex Scharfman, o filme estreou em março no festival SXSW e desde então tem chamado atenção pelo tom satírico e visual marcante.

No centro da trama estão Paul Rudd (Homem-Formiga, Bem-vindo aos 40 e Ghostbusters – Mais Além) e Jenna Ortega (Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice e X – A Marca da Morte), interpretando pai e filha que se veem em apuros após atropelarem acidentalmente uma criatura mística no meio da estrada. O que poderia ser apenas um incidente bizarro ganha contornos ainda mais insanos quando o chefe bilionário do pai — vivido por Richard E. Grant — decide transformar o unicórnio em um “ativo” corporativo, explorando suas misteriosas propriedades de cura para fins lucrativos.

Completam o elenco nomes como Will Poulter e Téa Leoni, em um roteiro que mistura humor ácido, drama familiar e uma crítica nada sutil ao universo empresarial, ao culto ao lucro e à banalização do extraordinário.

Apesar do tom surreal, o longa-metragem, levanta questões muito reais: até onde a ambição humana é capaz de ir? Qual o custo ético de explorar aquilo que não compreendemos? E o que sobra da conexão entre pais e filhos quando tudo ao redor parece estar em colapso?

A estreia brasileira está marcada para 31 de julho, com cópias legendadas, dubladas e versões acessíveis — incluindo audiodescrição e Libras. Se você gosta de filmes que fogem do óbvio, provocam e ainda divertem, esse lançamento pode ser uma grata (e estranha) surpresa.

Round 6 e Stranger Things ganham versão streetwear em nova coleção da New Era com a Netflix

0

No universo onde moda e entretenimento caminham cada vez mais lado a lado, a New Era, maior referência global em bonés e headwear urbano, acaba de firmar uma parceria estratégica com a gigante do streaming Netflix. O resultado? Uma coleção exclusiva e limitada que une o streetwear à cultura pop com bonés inspirados nas séries de sucesso Round 6 e Stranger Things, além de modelos com o tradicional logo da plataforma.

Muito além de uma colaboração estética, a coleção marca um momento significativo no cruzamento entre audiovisual e vestuário, em que os fãs deixam de apenas assistir suas histórias favoritas para literalmente vestirem-nas. Neste lançamento, a moda atua como extensão de identidade e linguagem de pertencimento, especialmente entre jovens adultos que vivem conectados com narrativas que moldam comportamentos, influenciam tendências e inspiram novos códigos visuais.

A coleção está disponível em edição limitada exclusivamente no e-commerce oficial da New Era Brasil, e deve movimentar não apenas os aficionados por bonés de qualidade, mas também uma legião de admiradores das séries mais populares da atualidade.

Uma coleção pensada para vestir narrativas

Criada com foco na fusão entre entretenimento e moda urbana, a coleção New Era x Netflix surge como uma resposta à crescente demanda por produtos que traduzam referências da cultura pop em peças usáveis, colecionáveis e com valor simbólico. Os modelos desenvolvidos trazem bordados, estampas ocultas e elementos gráficos que remetem diretamente a aspectos visuais e narrativos de cada produção.

Os modelos seguem duas silhuetas clássicas da New Era: a 9FORTY, com sua aba curva e fechamento ajustável, e a 59FIFTY, icônica pelo encaixe exato e aba reta, símbolo máximo do lifestyle streetwear.

Os bonés de Round 6, por exemplo, brincam com ícones e símbolos do universo distópico da série sul-coreana — como os famosos triângulo, círculo e quadrado utilizados pelos guardas do jogo mortal — aplicados de maneira discreta e sofisticada. Já os modelos inspirados em Stranger Things mergulham no clima sombrio da série, incorporando detalhes ocultos que remetem ao “mundo invertido”, com bordados internos e elementos gráficos que só os fãs mais atentos reconhecem.

Por fim, os bonés com o logo da Netflix apostam em uma estética minimalista e atemporal, oferecendo opções para os que preferem uma abordagem clean, mas ainda assim conectada ao universo do streaming.

Moda como manifesto cultural

Mais do que simplesmente vestir, os bonés da coleção funcionam como uma declaração de identidade. Em tempos de consumo consciente e busca por autenticidade, peças com apelo emocional, narrativo e simbólico ganham valor — não apenas monetário, mas afetivo.

“Essa coleção representa a forma como o entretenimento está presente na rotina das pessoas. Não é só sobre assistir a uma série, mas sobre se identificar com ela a ponto de querer expressar isso no que se veste”, afirma Tatiana Marques, gerente de marketing da New Era Brasil. “Os fãs de Round 6 e Stranger Things são apaixonados por esses universos, e a parceria com a Netflix nos permitiu materializar esse sentimento em uma coleção que respeita a estética da marca, mas que também conversa com os códigos dessas histórias.”

A intersecção entre moda e cultura pop não é nova, mas vem se intensificando nos últimos anos com colaborações que ultrapassam o conceito de merchandising. A ideia é criar produtos com qualidade, design e storytelling — elementos que transformam simples peças de vestuário em itens de desejo com forte conexão emocional.

A força das séries como linguagem de comportamento

As séries da Netflix funcionam, hoje, como mais do que entretenimento. Elas ditam tendências, criam memes, influenciam debates sociais e, muitas vezes, moldam comportamentos. Round 6, por exemplo, virou um fenômeno global em 2021 ao expor, com uma estética instigante e brutal, as contradições do capitalismo e da desigualdade social, além de trazer uma linguagem visual única.

Stranger Things, com seu apelo nostálgico dos anos 80 e enredos entre o suspense e a ficção científica, se transformou em uma das maiores franquias da plataforma, com fãs fiéis ao redor do mundo. Sua estética vintage e ao mesmo tempo sombria fez escola — da música à decoração, passando pela moda e pelas redes sociais.

Nesse contexto, usar um boné inspirado nessas séries vai muito além de estilo: é um gesto de pertencimento. É como fazer parte de um clube de fãs silencioso, reconhecível apenas por aqueles que compartilham da mesma paixão. É um símbolo de conexão com algo maior — um universo imaginário que agora se projeta nas ruas.

A tendência da “moda fandom”

A coleção da New Era com a Netflix também sinaliza uma movimentação mais ampla do mercado de moda: o avanço da chamada moda fandom, ou seja, produtos desenvolvidos a partir de universos ficcionais que despertam um sentimento coletivo em comunidades online e offline.

Consumidores mais jovens, especialmente da Geração Z e dos millennials, são movidos por autenticidade e identificação emocional. E cada vez mais preferem consumir marcas e produtos que expressem valores, paixões e afinidades — seja com uma série, um artista, um jogo ou um universo cinematográfico.

Nesse sentido, colaborações como esta refletem uma estratégia acertada de marketing de experiência. Ao vestir uma peça que remete a Round 6 ou Stranger Things, o consumidor se apropria de um pedaço daquela narrativa, tornando-se um personagem dentro de um universo expandido.

Lançamento exclusivo

Outro ponto que valoriza a coleção é a sua exclusividade. A New Era anunciou que os modelos estão disponíveis apenas em seu site oficial brasileiro, e em quantidades limitadas. Isso significa que, além de visualmente atraentes, os bonés também carregam o status de item raro — algo altamente valorizado dentro do universo streetwear e de cultura sneakerhead.

A escassez programada é uma estratégia comum em colaborações desse tipo, pois aumenta a percepção de valor e o desejo de consumo. E considerando o histórico de outras coleções especiais da marca, a tendência é que os produtos se esgotem rapidamente, tornando-se itens disputados por colecionadores.

“Eita, Lucas!” exibe edição especial gravada em Itabuna neste sábado (19/07), com show de Felipe Amorim

0

Neste sábado, 19 de julho de 2025, às 15h30, o SBT exibe uma edição especial do programa “Eita, Lucas!”, apresentado por Lucas Guimarães, diretamente de Itabuna, no sul da Bahia. A atração, que se firmou como uma das mais humanizadas da televisão aberta nos últimos anos, aposta novamente em sua fórmula de sucesso: emoção genuína, histórias de superação e a alegria de transformar vidas com prêmios, visibilidade e respeito.

Gravado em clima de festa e acolhimento, o episódio traz protagonistas que representam o que há de mais verdadeiro no povo brasileiro: resiliência, fé, senso de humor e amor pela vida, mesmo em meio às adversidades. Além disso, conta com a participação musical do cantor Felipe Amorim, que leva seus sucessos para animar o público direto da Arena.

Um palco para vidas invisibilizadas

A proposta do “Eita, Lucas!” vai além do entretenimento. Ao trazer para o centro da cena pessoas comuns com histórias extraordinárias, o programa rompe com a lógica do espetáculo superficial e coloca a empatia como força motriz. A cada novo episódio, Lucas Guimarães — influenciador, empresário e agora comunicador — usa sua espontaneidade e generosidade para criar espaços de escuta e valorização da vida real.

“Eu acredito profundamente que todo mundo carrega uma história que merece ser contada. Meu papel aqui não é só distribuir prêmios, mas reconhecer trajetórias, dores, vitórias e afetos. É mostrar que cada vida importa”, afirmou Lucas nos bastidores da gravação em Itabuna.

Tiago: o gari que dança contra o preconceito

Um dos destaques da edição deste sábado é Tiago, um gari que ficou conhecido por seus vídeos espontâneos nas redes sociais. Em meio à rotina pesada da coleta de lixo nas ruas de Itabuna, ele e seus colegas encontraram um modo inusitado de enfrentar o cansaço: a dança.

Gravando vídeos improvisados entre um ponto e outro, os garis passaram a compartilhar cenas de alegria, brincadeiras e coreografias que rapidamente viralizaram. Tiago, com seu sorriso largo e carisma magnético, tornou-se símbolo de uma geração que, mesmo enfrentando preconceitos e dificuldades estruturais, escolhe resistir com leveza.

Mas nem tudo são aplausos. Em um depoimento emocionante, ele conta que, por trás das câmeras, a realidade é dura: “As pessoas nos olham com desdém. Já escutei de tudo. Mas o que me move é saber que, com nosso trabalho, a cidade fica melhor. E se posso levar alegria também, então meu esforço vale em dobro”, disse, emocionado.

No quadro “Lucas por Aí”, Tiago e seus colegas serão surpreendidos com a chance de disputar prêmios que podem chegar a R$ 10 mil, em uma dinâmica cheia de brincadeiras, carinho e reconhecimento.

Neide da Tapioca Chique: sonho de Paris com gosto de resistência

Outra história comovente que o programa traz nesta edição é a de Neide, conhecida como “Neide da Tapioca Chique”, moradora de Jaboatão dos Guararapes (PE). Com uma barraca de tapiocas cor-de-rosa montada à beira-mar, ela virou personagem querida de turistas e moradores locais, não só pelo sabor de seus quitutes, mas pelo brilho nos olhos e pelas histórias que conta.

Aos 53 anos, Neide sustenta a família com muito esforço. Acorda antes do sol nascer, prepara a massa artesanalmente e monta sua barraca todos os dias. Seu maior sonho? Conhecer Paris, a cidade das luzes. “Quando vejo fotos, sinto que tenho algo lá. É uma vontade que nem sei explicar. Mas sei que é quase impossível”, disse, antes de ser surpreendida.

Ela acreditava estar participando de uma simples reportagem para a TV Jornal, afiliada do SBT em Pernambuco. Mas quem chega é Lucas Guimarães, com microfone na mão e um convite que muda tudo: participar do “Carona da Sorte”, quadro do programa que distribui prêmios e oportunidades inesperadas para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade.

O momento é puro impacto. Neide desaba em lágrimas, abraça Lucas e repete: “Eu nunca fui sorteada pra nada. Nunca imaginei algo assim.” No decorrer do quadro, o público vai acompanhar sua trajetória, os desafios enfrentados e a energia contagiante dessa mulher que transformou uma tapioca em símbolo de resistência cultural e afetiva.

Música e celebração com Felipe Amorim

A emoção tem companhia musical nesta edição especial. O cantor Felipe Amorim, fenômeno do piseiro e do pop nordestino, se apresenta diretamente da Arena com seus maiores sucessos. Com uma base fiel de fãs e presença explosiva no palco, Felipe tem levado a música popular para novos espaços, misturando ritmos e conectando gerações.

Sua participação no “Eita, Lucas!” é mais do que um show: é uma celebração da cultura popular e da força que brota da periferia, dos bairros, das ruas e das feiras. A performance é pensada para integrar o conteúdo do programa, embalando os quadros com ritmo, empolgação e alegria.

Representatividade que toca o coração

Desde sua estreia, o “Eita, Lucas!” tem se destacado por uma linguagem acessível, mas emocionalmente potente. O programa não tenta esconder a vulnerabilidade dos participantes, nem explora o sofrimento com sensacionalismo. Pelo contrário, aposta na resignificação do cotidiano, com carinho, acolhimento e humor.

Lucas Guimarães vem se consolidando como um apresentador empático e autêntico, capaz de criar vínculos com o público e com os convidados. Com origem simples e trajetória marcada por superação, ele carrega a autoridade de quem também já sentiu na pele o peso do julgamento e a força da esperança.

“A gente está aqui pra mostrar que todo mundo tem valor. A TV precisa abrir espaço pra quem não aparece, pra quem batalha, pra quem não desiste. Esse é o nosso compromisso”, disse Lucas, em conversa com a produção.

Adeus, Preta Gil: a cantora morre aos 50 anos em Nova York após longa luta contra o câncer

0
Foto: Reprodução/ Internet

No domingo, 20 de julho de 2025, o Brasil vai dormir mais silencioso. O país perdeu uma de suas artistas mais espontâneas, combativas e amorosas: Preta Gil. A cantora, atriz, apresentadora e empresária faleceu aos 50 anos, em Nova York, após uma longa e corajosa batalha contra o câncer no intestino. A notícia foi confirmada por seu pai, Gilberto Gil, através de uma nota emocionada publicada nas redes sociais. A família agora se mobiliza para trazer o corpo de volta ao Brasil, onde será velada e homenageada com o afeto que ela sempre ofereceu ao mundo.

A despedida de Preta não é apenas o adeus a uma artista. É a perda de uma mulher que nunca teve medo de ser quem era. Uma figura que transformava vulnerabilidades em força, dor em arte, e escândalo em acolhimento. Uma voz que rompeu tabus, ampliou conversas e jamais se escondeu. O luto é nacional — e pessoal para milhares que se viam refletidos nela.

Uma guerreira diante da doença

Desde o diagnóstico de câncer no intestino em janeiro de 2023, Preta enfrentou a doença com uma transparência rara, mas sem perder a ternura. Compartilhou parte do tratamento nas redes sociais, entre sessões de quimioterapia e radioterapia, dividindo também momentos de introspecção e fé. Em agosto de 2024, passou por uma cirurgia delicada para remoção de tumores. O procedimento trouxe esperança, mas o câncer retornou, mais agressivo e em outras partes do corpo.

No início de 2025, Preta decidiu buscar um tratamento experimental nos Estados Unidos. Instalou-se em Nova York, onde ficou sob os cuidados de uma equipe especializada, realizando protocolos de terapia em Washington. Ela manteve o sigilo sobre os detalhes, mas sempre recebia manifestações de carinho, inclusive de fãs que organizavam orações e correntes de energia positiva. Foi uma luta digna, silenciosa e cercada de amor — como tudo o que ela fazia.

A voz que não queria pedir licença

Preta Maria Gadelha Gil Moreira nasceu no Rio de Janeiro em 8 de agosto de 1974. Filha de Gilberto Gil e da empresária Sandra Gadelha, já nasceu cercada de música, cultura e um nome que carregava cor e ancestralidade. Seu batismo gerou polêmica no cartório: o funcionário se recusou a registrar apenas “Preta”, obrigando os pais a adicionarem o “Maria”. Gil transformou o episódio em canção e bandeira. A filha, mais tarde, faria o mesmo com sua própria trajetória.

Demorou a se lançar profissionalmente na música. Seu primeiro álbum, Prêt-à-Porter, foi lançado em 2003, quando ela já tinha quase 30 anos. A capa do disco, com Preta nua, causou frisson na imprensa. Mais do que sensualidade, era um grito de independência — uma mulher fora dos padrões estéticos impostos pela indústria mostrando o corpo com orgulho. Mas o conservadorismo reagiu mal. “Me chamavam para entrevistas mais por causa do meu corpo do que da minha voz”, disse ela, anos depois, à Forbes Brasil.

Apesar das críticas e reduções, Preta seguiu em frente. Ampliou sua atuação como atriz — esteve no elenco da novela Agora É Que São Elas — e também como apresentadora. Em Caixa Preta, na Band, abriu espaço para debates sobre identidade, sexualidade, autoestima e representatividade.

No teatro, brilhou em 2006 com o espetáculo Um Homem Chamado Lee, em que interpretava uma travesti apaixonada por Rita Lee. Era provocação e afeto ao mesmo tempo. Música, performance, humor e denúncia. A síntese perfeita de tudo o que ela acreditava.

Uma artista que se fazia plural

Seu segundo álbum, Preta (2005), seguiu mostrando sua versatilidade. Mas foi com a turnê Noite Preta, em 2008, que ela fincou os pés no pop nacional. Os shows, sempre lotados, misturavam axé, funk, samba, tecnobrega e covers improváveis, como “Like a Virgin”, de Madonna. Ela subia ao palco de collant, salto e brilho, afirmando com o corpo e a música que ser quem se é pode — e deve — ser celebrado.

O DVD da turnê, gravado em 2009 no The Week Rio, é considerado um marco. Era o retrato de uma artista madura, com público cativo e muito mais a dizer do que se ouvia nas rádios.

Rainha do Carnaval e do amor livre

Se havia um lugar onde Preta Gil reinava absoluta, esse lugar era o Carnaval. O Bloco da Preta, criado por ela em 2009, virou um dos maiores do Rio de Janeiro. Em seus desfiles, a rua era tomada por diversidade, afeto, brilho e liberdade. Milhões de pessoas foram às ruas para dançar, cantar e se libertar ao som de sua voz.

Em 2013, o DVD comemorativo de 10 anos de carreira trouxe participações especiais de artistas como Ivete Sangalo, Anitta, Lulu Santos e Thiaguinho. Era um tributo à sua trajetória — e também um reflexo do quanto era querida por seus pares.

Preta sempre defendeu o direito de amar sem rótulos. Falava abertamente sobre sua bissexualidade e, mais tarde, pansexualidade. Era uma das poucas figuras públicas que abordavam essas questões sem medo, com empatia e escuta. Tornou-se porta-voz informal da comunidade LGBTQIA+, abrindo caminhos com palavras e ações.

Intensidade no palco e na vida

Na vida pessoal, Preta foi generosa e intensa. Casou-se três vezes, sendo mãe de Francisco — nascido em 1995, fruto do relacionamento com o ator Otávio Müller. Depois, viveu casamentos com Carlos Henrique Lima e Rodrigo Godoy. Em 2015, ganhou sua neta, Sol de Maria, e mergulhou em uma nova fase: a de avó moderna, divertida e amorosa.

Teve relacionamentos com Caio Blat, Paulo Vilhena, Marcos Mion — mas nunca permitiu que sua vida íntima se tornasse espetáculo. Sabia proteger seus afetos, sem abrir mão da verdade. Era amiga fiel, conselheira firme, e presença constante nas festas e nas dores de quem amava.

Muito além do microfone: a empresária visionária

Nos últimos anos, Preta também se destacou como uma figura de bastidor. Fundadora da Music2Mynd, empresa de agenciamento artístico e marketing de influência, ela foi mentora e ponte para uma nova geração de artistas.

Ajudou a construir carreiras, lapidar talentos e transformar digital em presença real. Sabia ler o momento cultural como poucas, e entendia que autenticidade era o diferencial. Acreditava em narrativas com propósito — e é isso que fazia brilhar seu trabalho com influenciadores, músicos e comunicadores.

Uma despedida que ecoa em milhões de corações

Com a confirmação da morte, o Brasil se cobriu de homenagens. Figuras como Ivete Sangalo, Caetano Veloso, Pabllo Vittar, Anitta, Gilberto Gil e fãs anônimos usaram as redes para agradecer a Preta pela coragem, generosidade e arte. A comoção não é apenas pela ausência, mas pelo reconhecimento da grandeza de alguém que transformou sua existência em farol para os outros.

O Ministério da Cultura emitiu nota oficial exaltando sua contribuição à cultura brasileira. Nas ruas do Rio, o Bloco da Preta deve se transformar em cortejo-homenagem em 2026. A despedida será pública, como sempre foi sua entrega: coletiva, vibrante, emocionada.

Preta para sempre: uma mulher que não cabia em moldes

Preta Gil não era só filha de Gilberto. Não era só a cantora do bloco. Nem só a empresária por trás das câmeras. Ela era tudo isso — e muito mais. Uma mulher que viveu de peito aberto, com erros e acertos, com dores e conquistas, com arte e afeto.

Seu legado é um convite: a viver sem pedir desculpas. A amar sem rótulo. A ocupar o espaço com o corpo que se tem. A transformar traumas em potência. A rir alto. A chorar junto. A dançar até o fim.

Na sua última entrevista antes de viajar para os EUA, ela deixou uma frase que hoje soa como testamento: “Se eu for embora amanhã, que saibam que eu fui muito amada. E que amei também. Muito. Com tudo que eu tinha.”

Você foi, Preta. Você é. E sempre será.

Obrigado, Preta Gil, por tudo que foi — e por tudo que nos ensinou a ser.

“Monsieur Aznavour” chega às telonas com imagens inéditas e narrativas do próprio artista

0
Foto: Reprodução/ Internet

Charles Aznavour não foi apenas um cantor. Foi um contador de histórias. Um poeta da fragilidade. Um homem que, sem ter nascido com o que muitos chamariam de uma “voz poderosa”, conquistou o mundo com sua autenticidade e capacidade ímpar de emocionar. Agora, em 2025, esse legado ganha uma nova forma de pulsar: nas salas de cinema. O longa-metragem “Monsieur Aznavour”, dirigido com sensibilidade por Mehdi Idir e Grand Corps Malade, estreia nos cinemas brasileiros, prometendo não apenas emocionar os fãs do artista francês, mas também apresentar sua humanidade tocante a uma nova geração.

A História Por Trás do Ícone

Charles Aznavour nasceu Shahnour Vaghinag Aznavourian, em Paris, em 1924, filho de imigrantes armênios que fugiram do genocídio. Desde cedo, sua vida foi marcada por deslocamentos — não apenas geográficos, mas emocionais. Vindo de uma família pobre e enfrentando discriminação, o jovem Aznavour desde muito cedo teve que aprender a se fazer ouvir num mundo que o ignorava.

Ele não tinha a “voz perfeita”. Pelo contrário: rouca, nasal e nada convencional. Ainda assim, foi justamente essa diferença que se transformou em sua maior força. Aznavour fez da sua vulnerabilidade um recurso poético. Compôs mais de 1.200 canções, gravou em nove idiomas, vendeu mais de 180 milhões de discos e foi aplaudido em palcos do mundo inteiro. Sua música foi espelho, abraço, confissão.

E é esse homem que o filme “Monsieur Aznavour” busca revelar — não apenas o astro, mas o ser humano por trás da fama.

Um Filme de Emoções Verdadeiras

Mais do que uma cinebiografia, “Monsieur Aznavour” é um retrato íntimo de um artista em permanente conflito consigo mesmo e com o mundo ao redor. Interpretado com intensidade por Tahar Rahim (conhecido por “O Profeta” e “Gladiador 2”), o cantor ganha vida nas telas em uma narrativa que passeia por seus altos e baixos, com foco especial em sua juventude, sua relação com a família e os dilemas existenciais que permeavam sua alma inquieta.

O filme não tenta glorificar Aznavour com clichês. Em vez disso, o apresenta como um homem feito de contradições: tímido e ousado, inseguro e determinado, romântico e desencantado. Essa complexidade, captada em cenas silenciosas, diálogos econômicos e atuações emocionantes, é o que torna “Monsieur Aznavour” tão envolvente.

A direção acerta ao evitar uma abordagem linear. A narrativa avança e recua no tempo, como se fosse uma canção do próprio Aznavour. Somos levados da infância difícil aos primeiros fracassos, das dúvidas sobre sua identidade até o momento em que sua arte começa a encontrar ressonância nos corações do público.

O Poder da Palavra e da Canção

Ao contrário de outros artistas da chanson française, Aznavour não dependia de metáforas rebuscadas ou grandes orquestrações. Sua força vinha da crueza. Ele falava de amor, solidão, morte, desejo e arrependimento de forma direta, porém arrebatadora. E o filme incorpora isso à sua linguagem visual.

Em diversas cenas, o espectador é convidado a mergulhar nas letras de suas canções, que surgem quase como monólogos internos do personagem. Músicas como “La Bohème”, “Hier Encore” e “She” não são apenas trilha sonora, mas elementos narrativos que conduzem a jornada emocional.

Essa escolha revela um profundo respeito dos diretores pelo legado do artista, tratando sua obra não apenas como pano de fundo, mas como a alma do filme.

Performance de Tahar Rahim: Uma Entrega Completa

A escolha de Tahar Rahim para o papel principal foi certeira. O ator francês de origem argelina traz uma vulnerabilidade rara à tela, sem jamais cair na caricatura. Seu olhar, muitas vezes melancólico, carrega uma história inteira mesmo quando não há palavras. É uma performance contida, mas profundamente tocante — que ecoa a própria essência de Aznavour.

Rahim não tenta imitar a voz do cantor. Ele o interpreta de dentro para fora, priorizando os gestos, os silêncios, as hesitações. E, assim como o homenageado, conquista não por grandiloquência, mas por verdade.

Não é a primeira vez que Charles Aznavour aparece nas telas. Ele próprio atuou em mais de 60 filmes, incluindo obras de diretores como François Truffaut (“Atirem no Pianista”) e Volker Schlöndorff. Aznavour sempre foi um artista multimídia, cuja presença transcendia o palco.

Mas esta é a primeira vez que sua história é contada de forma tão intimista, e por um olhar contemporâneo. O longa recebeu quatro indicações ao César, o mais importante prêmio do cinema francês, e já é considerado um dos retratos biográficos mais sensíveis do ano.

A estreia de “Monsieur Aznavour” chega ao Brasil em um momento em que a arte se faz mais necessária do que nunca. Num tempo de ruídos constantes, o silêncio poético de Aznavour se torna um refúgio. O filme está em cartaz em salas selecionadas pelo país, com destaque para cinemas de curadoria mais autoral, como o Reserva Cultural, o Espaço Petrobras de Cinema, o REAG Belas Artes, entre outros.

Em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Salvador, Niterói, Brasília e São José dos Campos, o público terá a chance de assistir ao longa em exibições que privilegiam a imersão e a experiência sensorial.

As distribuidoras apostam também em sessões comentadas, debates e ações especiais voltadas a fãs da música francesa, estudantes de cinema e amantes da chanson.

No Cinema na Madrugada deste sábado (26/07), Band exibe a comédia “As Excluídas”

0
Foto: Reprodução/ Internet

Na madrugada deste sábado, 26 de julho de 2025, o Cinema na Madrugada da Band exibe o filme As Excluídas (The Outskirts, no título original), uma comédia norte-americana que propõe uma divertida, porém reflexiva, jornada sobre aceitação, amizade e revolta juvenil contra as normas rígidas da popularidade escolar. Lançado originalmente em 2017, o longa ganha nova exibição na TV aberta e pode surpreender quem busca mais do que piadas colegiais: há aqui um olhar afiado sobre o papel de quem não se encaixa e como o poder pode facilmente corromper — mesmo quando vem com boas intenções.

Uma guerra declarada contra os padrões do ensino médio

Dirigido por Peter Hutchings e roteirizado por Dominique Ferrari e Suzanne Wrubel, As Excluídas mergulha na estrutura clássica das high schools norte-americanas: cheerleaders, jogadores de futebol americano, clubes científicos, góticos e artistas performáticos convivendo em corredores que funcionam quase como uma versão adolescente da sociedade capitalista. Nesse universo, Jodi (Victoria Justice) e sua melhor amiga Mindy (Eden Sher) são as típicas “nerds” que sobrevivem à margem da popularidade — até que se tornam vítimas de um bullying cruel orquestrado pela rainha da escola, Whitney (Claudia Lee).

O que poderia ser apenas mais uma comédia colegial sobre vingança se transforma quando Jodi e Mindy decidem fazer algo inusitado: unificar todos os “excluídos”, os chamados outcasts, para uma revolução social dentro da escola. Assim surge um movimento inesperado que questiona as estruturas sociais escolares e coloca à prova a hierarquia que define quem pode ou não ter voz.

Elenco carismático e diversidade de arquétipos

Victoria Justice, conhecida por seu papel em Brilhante Victória da Nickelodeon, assume o protagonismo com carisma e uma entrega sincera que dá camadas à personagem de Jodi. Eden Sher, lembrada pelo papel de Sue em The Middle, brilha com seu timing cômico e traz coração à jornada de Mindy, que, em meio à revolução social escolar, começa a questionar o verdadeiro preço da popularidade e até mesmo da própria amizade.

Além delas, o elenco é recheado de jovens talentos da televisão americana. Ashley Rickards (de Awkward) interpreta Virginia, uma artista excêntrica com um passado obscuro, enquanto Peyton List (de Jessie e Cobra Kai) dá vida à impassível Mackenzie. Avan Jogia, que também já contracenou com Justice, aparece como Dave, interesse amoroso de Jodi, e ajuda a ilustrar como o romance adolescente pode ser tanto um alívio cômico quanto uma armadilha emocional.

Claudia Lee encarna Whitney com precisão cirúrgica: a típica “mean girl” que, embora estereotipada em alguns momentos, serve como símbolo das pressões e ilusões criadas pela busca incessante por status e controle social.

Mais do que comédia: um comentário social disfarçado

Ainda que envolto em cores vivas, figurinos extravagantes e situações cômicas, As Excluídas propõe uma análise bastante atual sobre as dinâmicas de poder nas instituições. O colégio, aqui, é tratado como uma miniatura do mundo adulto: quem detém poder, influência ou beleza dita as regras, enquanto quem se desvia do padrão precisa encontrar maneiras alternativas de existir — ou lutar para mudar o jogo.

A proposta de unir todos os “desajustados” ecoa movimentos sociais reais, ainda que com uma abordagem leve. Góticos, nerds, LGBTs, artistas, alunos com deficiências, entre outros, se unem por uma causa comum. A metáfora da união das minorias frente ao poder hegemônico é evidente, e embora o roteiro se mantenha superficial em suas críticas, há mensagens importantes sendo transmitidas, especialmente para um público jovem.

O filme também fala sobre identidade: como adolescentes (e adultos também) moldam sua autoestima a partir de como são vistos pelos outros. Jodi e Mindy percebem que o poder pode ser tão sedutor quanto destrutivo — e que liderar uma revolução pode significar também abrir mão da essência de quem você é.

O risco da inversão dos papéis

Um dos grandes acertos do filme é quando ele começa a mostrar as consequências imprevistas da ascensão dos excluídos ao topo. A aliança entre os grupos antes marginalizados começa a apresentar rachaduras e, lentamente, Jodi e Mindy percebem que estão se tornando aquilo que criticavam. A narrativa, nesse ponto, dá uma guinada interessante: será que inverter a pirâmide social realmente resolve os problemas ou apenas perpetua o ciclo de opressão, com novos rostos nos velhos cargos de poder?

Essa reflexão, mesmo que suavemente tocada, dá profundidade ao longa e o distancia de outras comédias adolescentes rasas. O roteiro, embora pontuado por exageros e situações caricatas, encontra espaço para explorar dilemas morais e questionar os limites da popularidade conquistada.

Direção funcional e estética pop

A direção de Peter Hutchings é funcional e ágil, mantendo o ritmo leve e dinâmico. Os 94 minutos passam rapidamente, com uma montagem que alterna bem entre cenas cômicas, momentos emocionais e algumas viradas surpreendentes — ainda que previsíveis para o gênero. Visualmente, o filme aposta em uma estética pop: cores vibrantes, trilha sonora energética e figurinos que contrastam deliberadamente os grupos sociais representados.

Nova York serve de cenário para as gravações, mas o ambiente escolar genérico poderia ser em qualquer lugar — uma decisão que, de certa forma, reforça o caráter universal da história. A luta por pertencimento, o desafio de se encaixar (ou rejeitar o sistema) e a descoberta de quem realmente somos são dilemas comuns a jovens do mundo todo.

Uma boa pedida para a madrugada e além

Ao exibir As Excluídas, a Band aposta em um título que mistura entretenimento e leve crítica social, atingindo tanto o público nostálgico que cresceu assistindo a comédias colegiais quanto os jovens que ainda vivem os dilemas retratados no filme. É uma oportunidade para rir, se identificar e, quem sabe, repensar certos rótulos que persistem até hoje — tanto nas escolas quanto nas redes sociais e ambientes profissionais.

Além disso, o filme está disponível no Prime Video, o que facilita para quem quiser assisti-lo novamente ou recomendar a amigos. Com um elenco jovem e carismático, uma narrativa acessível e uma mensagem que ainda ressoa em tempos de cancelamento, bullying virtual e busca por pertencimento, As Excluídas se revela mais do que um passatempo adolescente: é um lembrete de que o mundo pode (e deve) ser mais inclusivo — mesmo que a revolução comece nos corredores da escola.

“A Hora do Mal” | Novo terror de Zach Cregger estreia com 100% no Rotten Tomatoes e promete marcar uma geração

0
Foto: Reprodução/ Internet

Em uma época em que o terror parece caminhar entre o cansaço de fórmulas repetidas e a necessidade de se reinventar, surge uma nova obra que não apenas assusta, mas perturba profundamente. A Hora do Mal, novo longa do diretor Zach Cregger — o mesmo responsável pelo elogiado “Noites Brutais” — chega cercado de expectativas e já cumpre uma façanha rara: estrear com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, o principal agregador de críticas do cinema atual. Os críticos destacam o roteiro inteligente, as atuações impecáveis e, principalmente, a coragem do longa em não oferecer todas as respostas.

Mas não se engane. Esta nova produção de terror psicológico não é um daqueles filmes recheados de “jump scares” fáceis ou monstros digitais à espreita no escuro. A proposta aqui é outra: inquietar com camadas, provocar reflexões e, principalmente, plantar dúvidas que o espectador levará para casa. Porque esta história perturbadora não fala apenas sobre o desaparecimento de crianças. Fala sobre o colapso de tudo aquilo que sustentava nossa noção de segurança — a fé, a autoridade, a escola, a família.

Foto: Reprodução/ Internet

Um silêncio às 2h17 da manhã

Imagine um dia comum. Quarta-feira. Alvorecer. Você entra no quarto do seu filho para acordá-lo, e a cama está vazia. O pijama ainda quente. A janela aberta. Nenhum sinal de violência. Nenhuma pegada. Nada. Agora, imagine isso acontecendo com todas as crianças da mesma turma escolar. Todas, menos uma.

Esse é o ponto de partida de A Hora do Mal. A cidadezinha fictícia de Withfield, na Flórida, amanhece com o sumiço inexplicável de uma classe inteira de crianças. O único aluno restante — um garoto visivelmente em estado de choque — é incapaz de explicar o que viu ou ouviu. Tudo o que se sabe é que, exatamente às 2h17 da manhã, cada uma delas levantou-se da cama, calçou os sapatos, saiu pelas portas da frente… e nunca mais foi vista.

Horror não como espetáculo, mas como desconforto

Desde o início, o filme deixa claro que não vai entregar respostas fáceis. O público é apresentado a uma teia de personagens cujas vidas se entrelaçam e se desfazem diante da tragédia. Não existe protagonista fixo. O horror, aqui, é coletivo — e, paradoxalmente, íntimo.

Há o detetive veterano vivido por Josh Brolin, um homem corroído por erros do passado e agora forçado a confrontar aquilo que tentou esquecer. Há a professora Srta. Gandy, interpretada com intensidade por Julia Garner, que se vê no centro do mistério: por que apenas seus alunos desapareceram? E será que ela mesma acredita no que está dizendo?

Temos ainda o jovem pastor interpretado por Alden Ehrenreich, que vê no acontecimento um sinal divino — ou uma chance de manipular os fiéis. E há Benedict Wong, no papel de um psiquiatra forense que chega para investigar o trauma coletivo da cidade, apenas para encontrar algo muito mais denso que qualquer prontuário médico poderia prever.

O elenco se completa com Austin Abrams, June Diane Raphael, Amy Madigan e Cary Christopher, este último no papel mais simbólico do filme: o garoto que ficou para trás. Sua presença é silenciosa, mas cortante. Seus olhos carregam a dor de quem viu o impossível — e a culpa de quem sobreviveu.

Uma produção que começou com disputa ferrenha

O interesse por Weapons — título original da obra — começou muito antes das câmeras começarem a rodar. Em janeiro de 2023, o roteiro de Zach Cregger virou ouro em Hollywood. Estúdios como Universal, TriStar, Netflix e New Line Cinema disputaram acirradamente os direitos de produção. A New Line venceu a batalha, garantindo a Cregger um contrato milionário e carta branca criativa, inclusive com privilégio de corte final (um luxo nos dias de hoje).

Diz-se que o diretor se inspirou no estilo entrelaçado de Magnólia (1999), de Paul Thomas Anderson, para montar a estrutura narrativa. Isso se traduz em uma história onde o terror não está apenas no acontecimento central, mas nas rachaduras emocionais que ele provoca em cada núcleo.

Foto: Reprodução/ Internet

Um filme moldado pelo trauma de quem o cria

Mais do que um filme de horror, a trama é um estudo sobre luto, repressão, histeria coletiva e a necessidade desesperada de encontrar sentido onde talvez não haja nenhum. O desaparecimento das crianças é apenas o gatilho. O verdadeiro terror está na reação da cidade: o pânico, as acusações infundadas, os rituais improvisados, a fé distorcida. É como se o medo não estivesse apenas em busca de culpados — mas de vítimas adicionais.

Zach Cregger se firma, aqui, como um diretor autoral do terror contemporâneo. Se Noites Brutais já havia causado burburinho ao subverter expectativas, este novo trabalho mostra maturidade. Ele entende que o horror não está nas sombras, mas no que as luzes revelam.

E há beleza nisso. A fotografia é opressiva, sim — com cenários áridos, casas precárias e igrejas decadentes. Mas também há uma estética quase melancólica, como se estivéssemos acompanhando o fim de uma era, o colapso de uma ideia de sociedade.

Trocas de elenco e rumos surpreendentes

Curiosamente, o papel que hoje é de Josh Brolin quase foi de Pedro Pascal. O astro chileno, a princípio, havia sido confirmado no projeto, mas precisou deixá-lo devido à agenda cheia com Quarteto Fantástico. A saída, que poderia ter sido um problema, acabou dando espaço para uma das atuações mais comentadas da temporada até agora: Brolin entrega um personagem dividido entre o policial e o homem comum, entre o pai e o falido emocional.

Outros nomes como Renate Reinsve também estiveram ligados ao projeto nos estágios iniciais, mas o resultado final encontrou um equilíbrio interessante entre veteranos de peso e rostos promissores. A direção de elenco é precisa: cada personagem, por menor que seja sua presença, carrega consigo um pedaço da tragédia — como se todos fossem culpados por omissão, silêncio ou desespero.

O mal que habita no coração da América

O que talvez torne esse terror tão impactante é sua crítica nada velada às estruturas morais da sociedade americana. A escola como lugar seguro falha. A polícia como protetora se revela corrupta. A igreja se transforma em palco de fanatismo. As mães e pais, perdidos, oscilam entre a culpa e a negação.

Há elementos sobrenaturais? Sim. Mas eles nunca são mais assustadores do que os humanos. Cregger nos obriga a olhar para dentro — e não para debaixo da cama. E o que encontramos ali é o verdadeiro terror.

Uma data marcada para o desconforto

Com estreia oficial marcada para 8 de agosto de 2025, nos Estados Unidos, o filme será distribuído pela Warner Bros. Pictures. O Brasil ainda aguarda confirmação de data, mas a expectativa é de que o longa ganhe sessões por aqui ainda no segundo semestre, com possibilidade de participação em festivais como o Fantaspoa ou o Mostra de SP.

Isis Valverde abre o coração e mergulha na poesia no “Conversa com Bial” desta sexta, 01/08

0
Foto: Reprodução/ Internet

Na televisão, o Brasil já viu Isis Valverde viver de tudo um pouco: mocinhas românticas, mulheres ousadas, figuras misteriosas e até uma sereia apaixonada. Mas, nesta sexta-feira, 1º de agosto, no Conversa com Bial, o público é convidado a conhecer uma outra Isis — aquela que escreve, que sangra em palavras, que revisita memórias para transformar dor em poesia.

Durante o bate-papo com Pedro Bial, Isis apresenta seu segundo livro, Vermelho Rubro, uma coletânea de poemas que nasceu de vivências intensas, afetos antigos, despedidas dolorosas e novas descobertas. É a voz de uma mulher que se permite sentir — e que agora escolhe compartilhar o que antes ficava guardado nos bastidores da alma.

“Vermelho Rubro” — Um livro para dizer o indizível

Na conversa, Isis fala sobre como a escrita virou uma extensão de sua arte. Diferente dos personagens que interpreta nas telas, seus versos são pessoais, íntimos, quase confissões. “Não é um livro para ser perfeito, é um livro para ser verdadeiro”, ela resume, com os olhos brilhando.

Vermelho Rubro reúne textos que falam de amor, luto, maternidade, corpo, silêncio e desejo. Há em cada página uma Isis que poucas pessoas conhecem: sensível, crua, intensa — e ao mesmo tempo em paz com suas imperfeições. “Eu escrevo porque preciso organizar o caos. E às vezes, só a palavra salva.”

Entre as montanhas de Minas e os palcos da vida

Isis nasceu em Aiuruoca, no interior de Minas Gerais, uma cidade pequena, cercada por montanhas, que ela carrega no coração até hoje. Foi ali, no meio do mato, ouvindo as histórias da avó, sentindo o cheiro do café fresco e vendo o tempo passar devagar, que ela aprendeu a observar. “Acho que o artista nasce quando aprende a olhar. E Aiuruoca me ensinou a ver o que o mundo tem de mais bonito e mais triste também.”

Aos 15 anos, mudou-se para Belo Horizonte. Com 18, desembarcou no Rio de Janeiro com a coragem de quem sonha alto. Estudou teatro, fez trabalhos como modelo, correu atrás de testes — até conseguir seu primeiro papel na televisão, como Ana do Véu, no remake de Sinhá Moça. Desde então, a carreira deslanchou: Beleza Pura, Avenida Brasil, Amores Roubados, A Força do Querer, Amor de Mãe… Isis virou rosto conhecido e querida do público brasileiro.

Mas, como ela mesma contou a Bial, nem sempre o brilho das câmeras é suficiente para iluminar os cantos escuros da vida. “A arte me salva desde sempre. Quando a atuação não bastava, eu escrevia. A poesia foi me puxando de volta pra mim.”

Da dor à escrita: poesia como processo de cura

Um dos momentos mais tocantes da entrevista é quando Isis fala sobre o impacto da perda de seu pai, em 2020. Sebastião Rubens Valverde morreu de forma repentina, após um mal súbito durante um passeio de moto. Pouco tempo depois, a atriz também perdeu a avó paterna, com quem era muito apegada.

“Foi um período muito duro. Eu não sabia como lidar. Tudo parecia desmoronar. Escrevi muito nessa época. Não porque queria escrever um livro, mas porque precisava colocar pra fora o que me sufocava.”

Isis compartilha com Bial que foi nesse período, de reclusão, luto e silêncio, que muitos dos poemas de Vermelho Rubro surgiram. Palavras como “ausência”, “raiz”, “tempo” e “mãe” aparecem com frequência nos textos — não como enfeite, mas como âncoras.

Maternidade e renascimentos

Outro ponto que transformou sua vida — e sua escrita — foi o nascimento de seu filho, Rael, em 2018. A maternidade, segundo ela, escancarou emoções novas e profundas. “Ser mãe é renascer e, ao mesmo tempo, se perder um pouco. Você não volta a ser a mesma pessoa nunca mais.”

Os versos de Vermelho Rubro tocam essa experiência com delicadeza e crueza. Falam sobre noites em claro, sobre medo, sobre o corpo que muda, sobre o amor que tudo ocupa. “Eu escrevia de madrugada, entre uma mamada e outra. Às vezes com raiva, às vezes chorando, mas sempre com verdade.”

No programa, Bial lê trechos do livro em voz alta. Isis escuta atenta, emocionada, como se ouvisse suas próprias cicatrizes sendo traduzidas por outro alguém. “É estranho, mas bonito. A poesia é isso: a gente entrega uma parte da gente, e o outro se reconhece ali.”

Fim de ciclos e novas escolhas

Em 2022, após 17 anos de contrato com a TV Globo, Isis decidiu encerrar sua parceria fixa com a emissora. A decisão, segundo ela, foi difícil, mas necessária. “Senti que precisava respirar outros ares. Não era só uma questão profissional, era pessoal também. Eu queria me ouvir.”

Na mesma época, chegou ao fim seu casamento com André Resende, pai de seu filho. Isis se recolheu, viajou, passou um tempo longe dos holofotes. Estudou, escreveu, reencontrou amigos e, como ela diz, se reencontrou consigo mesma.

“Às vezes, a gente precisa se perder um pouco para achar um caminho novo. E esse caminho, pra mim, estava nas palavras.”

Em 2023, a atriz assumiu seu relacionamento com o empresário Marcus Buaiz. Em dezembro de 2024, eles se casaram no civil, e a cerimônia oficial da união aconteceu em maio de 2025. Segundo ela, foi um casamento tranquilo, íntimo, cheio de afeto. “Foi tudo como eu queria: simples, leve, verdadeiro.”

Um futuro aberto — e escrito à mão

Hoje, aos 38 anos, Isis parece viver sua fase mais autoral. Não só nos livros, mas também nas escolhas profissionais e pessoais. Está envolvida em projetos de cinema, fala sobre a possibilidade de dirigir, quer viajar mais, e não descarta voltar às novelas — desde que o papel faça sentido.

Multishow e Globoplay exibem o show Delacruz – Vinho Ao Vivo neste sábado (09/08)

0
Foto: Reprodução/ Internet

Uma taça de vinho, um coração aberto e um palco em chamas. Assim será a noite do próximo sábado, 9 de agosto, no Multishow e no Globoplay, que exibirão, a partir das 22h20, o show Delacruz – Vinho Ao Vivo, diretamente de São Paulo. Mais do que uma apresentação, trata-se de um convite: sentar-se à mesa da alma de Delacruz e beber, verso por verso, do sentimento que move sua nova fase artística. As informações são do G1.

Depois de marcar uma geração com versos sobre amores reais e desilusões poéticas, o cantor brinda o público com um show que é pura emoção e maturidade musical. O novo álbum, intitulado “Vinho”, é o fio condutor de uma apresentação que promete ser mais do que música: uma celebração do afeto em todas as suas formas.

Quem é Delacruz?

Nascido e criado no Rio de Janeiro, Luiz Claudio de Jesus, o cantor, sempre teve a música como espelho da alma. Com raízes no rap, no samba, no R&B e nas rodas de conversa da rua, o artista cresceu cercado de referências e realidades que moldaram sua sensibilidade. Mas foi com a poesia que ele aprendeu a decifrar o mundo — e com o amor que aprendeu a cantá-lo.

Foi em 2017 que seu nome começou a circular nacionalmente, quando sua participação em “Poesia Acústica 2 – Sobre Nós” viralizou nas redes sociais e nos streamings. A faixa, que reunia novos talentos da cena urbana, expôs a suavidade com que Delacruz falava de amor — sem melosidade, mas com a intensidade de quem sente tudo à flor da pele.

De lá para cá, vieram colaborações com nomes como Ludmilla, L7nnon, Djonga, Xamã e, mais recentemente, IZA — que divide com ele os versos da inédita “Afrodite”. Mas acima de qualquer parceria, Delacruz sempre foi fiel ao seu público e à sua proposta: falar de amor, sim, mas também de saudade, vício, ilusão, e da beleza possível nos encontros e desencontros da vida.

“Vinho”: um brinde à vulnerabilidade

O novo álbum “Vinho” é, segundo o próprio artista, o mais pessoal e lapidado da carreira. O título não é aleatório: “assim como o vinho, eu precisei de tempo pra amadurecer”, disse ele em entrevista. O disco, lançado em junho deste ano, percorre atmosferas melódicas que vão do R&B ao trap, passando pelo soul e toques de MPB.

Entre as faixas, destacam-se “Afrodite”, um hino à potência feminina; “Indecisão”, que narra as idas e vindas de uma relação instável; e “Depois das 2”, uma balada melancólica perfeita para corações em recuperação.

O álbum também é uma espécie de espelho da fase atual do cantor: mais introspectiva, mais reflexiva, mais aberta ao erro — e, por isso mesmo, mais autêntica. No palco, o projeto ganha ainda mais força. Com arranjos cuidadosamente pensados para a performance ao vivo, cada faixa ganha corpo e alma sob as luzes de um show que promete arrepiar plateias.

O show: quando o amor encontra o palco

Gravado ao vivo em São Paulo, o espetáculo que será exibido neste sábado traz o Delacruz em sua plenitude artística. A cenografia é minimalista, elegante e sensível, remetendo a um ambiente intimista, como se o público estivesse mesmo sentado em uma sala de estar com o artista.

A direção musical aposta em nuances — não há pressa, não há gritos. Cada canção é entregue como se fosse uma carta: cuidadosamente aberta, lida, sentida. O repertório inclui os grandes sucessos da carreira, como “Cigana”, “Vício de Amor”, “Amor de Praia”, “Do Jeito Que Tu Gosta” e “Sunshine”, que se misturam às inéditas de “Vinho” como um fluxo contínuo de emoções.

IZA, parceira em “Afrodite”, também aparece no palco em uma participação emocionante que celebra a força e a ternura do feminino. A química entre os dois é visível, e a faixa ganha contornos ainda mais intensos ao vivo.

A estética do afeto: o poder do “último romântico”

Delacruz carrega o apelido de “último romântico” da música brasileira contemporânea, não à toa. Em um tempo marcado por amores líquidos, relacionamentos por aplicativo e o medo de sentir demais, o artista resiste com versos que não têm medo da entrega. Mas seu romantismo não é idealizado. Ele fala de traição, ciúme, rotina, reconciliação. Fala do dia seguinte, do arrependimento, da saudade que grita. Seu diferencial está na forma como conduz essas narrativas: com lirismo, com calma, com espaço para respirar e refletir. O romantismo de Delacruz é urbano, é do agora. É o romantismo de quem cresceu ouvindo rap no ônibus e aprendeu a rimar para se proteger, mas que hoje usa as rimas para desarmar o outro.

Multishow e Globoplay: a janela para um espetáculo sensível

A exibição simultânea no Multishow e no Globoplay, dois dos maiores canais de entretenimento do Brasil, marca um novo capítulo na trajetória de Delacruz. É o reconhecimento de um artista que conquistou o mainstream sem abrir mão da essência.

A transmissão é mais do que uma janela para o show: é a possibilidade de milhares de brasileiros, em todas as partes do país, sentirem-se parte de algo maior. Seja sozinho no sofá, com um fone de ouvido, ou com a família reunida na sala, o espetáculo está pronto para acolher — e transformar.

O legado que se constrói com calma

Delacruz não é artista de modismos. Não viraliza por danças de TikTok nem se molda ao algoritmo. Seu caminho é outro: o da permanência. Como o vinho que batiza seu novo álbum, ele não se apressa — e isso tem feito toda a diferença.

A construção de sua carreira é feita com escolhas cuidadosas, respeito à própria identidade artística e uma conexão verdadeira com o público. E talvez seja isso que explique a força do show deste sábado: ele não é apenas um espetáculo. É o reflexo de um artista inteiro, maduro, disposto a emocionar — e ser emocionado.

notícias em destaque