São Paulo se prepara para receber, em 24 de janeiro de 2026, a 11ª edição do CarnaUOL, festival que promete ser o grande pontapé inicial da temporada de Carnaval na cidade. O evento, que acontece no Allianz Parque, combina música, diversidade e experiências imersivas, reunindo artistas nacionais e internacionais em uma celebração única. As informações são do UOL.
O line-up deste ano traz nomes de destaque: Pabllo Vittar lidera as atrações nacionais com shows cheios de energia e coreografias marcantes; a estrela internacional Kesha retorna ao Brasil após uma década para apresentar seus maiores sucessos; e o fenômeno do forró e piseiro João Gomes anima o público com suas canções românticas e contagiantes. Completam o elenco Marina Sena, Dilsinho, Dubdogz, Deekapz, Charanga do França e Cores de Aidê, garantindo diversidade de ritmos e estilos.
O CarnaUOL se consolidou como um dos eventos mais aguardados do calendário paulistano. Organizado em parceria com a 30e, uma das principais produtoras de entretenimento ao vivo do país, o festival aposta em shows impactantes, experiências imersivas e uma estrutura pensada para conforto e segurança do público. Mais do que apresentações musicais, o evento busca criar momentos de interação e celebração, conectando artistas, marcas e público em um espaço vibrante.
Os ingressos terão descontos exclusivos: clientes PagBank, patrocinador máster e meio de pagamento oficial do festival, podem aproveitar 10% de desconto e parcelamento em até três vezes sem juros. Assinantes do UOL também têm direito a 10% de desconto, válido para até seis ingressos por CPF. A venda geral começa em 7 de novembro, às 12h, pelo site da Eventim.
No palco, Pabllo Vittar promete hits como “Amor de Que”, “Bandida” e “K.O.”, embalados por coreografias eletrizantes. Kesha traz seu repertório icônico, incluindo “Tik Tok” e “Praying”, em performances que misturam música, dança e elementos visuais impactantes. Já João Gomes combina romantismo e energia com sucessos como “Dengo”, “Eu Tenho a Senha” e “Meu Pedaço de Pecado”. Marina Sena e Dilsinho completam a programação nacional com pop e pagode romântico, enquanto os irmãos Dubdogz transformam o espaço em uma grande pista de dança com suas batidas eletrônicas. Deekapz, Charanga do França e Cores de Aidê garantem ainda mais diversidade sonora, mantendo a festa animada do início ao fim.
Com uma proposta que vai além da música, o festival se consolida como um dos maiores festivais de Carnaval fora do Rio de Janeiro. A festa aposta em diversidade, criatividade e experiências memoráveis, mostrando que São Paulo também sabe celebrar com intensidade, ritmo e cultura, oferecendo ao público momentos que ficarão guardados na memória.
Durante anos, os leitores do Reino Unido comentaram, recomendaram e devoraram os livros do Clube de Assassinatos de Marlow, uma série policial que reúne tudo aquilo que o público de mistério adora — crimes engenhosos, humor seco e personagens que surpreendem pela humanidade. Agora, esse fenômeno literário finalmente desembarca no Brasil pelas mãos da editora Tordesilhas, trazendo consigo o charme das vilas inglesas e a astúcia narrativa de seu criador, Robert Thorogood.
Thorogood, conhecido por seu trabalho como roteirista de TV, encontrou na pequena cidade de Marlow o cenário perfeito para revisitar o espírito dos romances clássicos. Mas, ao contrário do que se vê em tantos suspenses tradicionais, seus protagonistas não são policiais endurecidos nem detetives de gabinete. Ele preferiu as vozes que raramente estão no centro de histórias de crime: mulheres maduras, inteligentes, curiosas e subestimadas.
A imprensa britânica abraçou a saga desde o início. O tabloide The Sun chegou a definir os livros como “Agatha Christie com um toque moderno”, uma comparação que parece superficial à primeira vista — mas que ganha sentido quando se mergulha na escrita elegante do autor, nas pistas espalhadas com precisão cirúrgica e no prazer quase lúdico de acompanhar uma investigação que exige dedução, paciência e sensibilidade.
O nascimento de uma detetive improvável
O primeiro volume apresenta Judith Potts, uma senhora de 77 anos que vive sozinha às margens do Rio Tâmisa e que, em vez de encarar a idade como um peso, faz dela um território de liberdade. Criadora de palavras-cruzadas, nadadora noturna e dona de um humor tão afiado quanto sua observação, Judith testemunha um assassinato durante um de seus mergulhos. Quando a polícia desconfia de seu relato, ela faz o que faria qualquer protagonista teimosa: decide investigar por conta própria.
É aí que entram Suzie, uma dog walker expansiva e destemida, e Becks, esposa do vigário local, disciplinada e metódica. A química entre as três é o coração dos livros — uma amizade nascida não da afinidade imediata, mas da necessidade de enfrentar juntas um crime que, aos poucos, revela a face obscura de uma cidade onde “todo mundo conhece todo mundo”, mas ninguém conhece verdadeiramente ninguém.
A partir desse ponto, Thorogood abre as portas de Marlow para o leitor. Nada é tão tranquilo quanto parece, e cada esquina guarda uma história que, se não chega a ser trágica, certamente é curiosa o bastante para alimentar o faro investigativo das protagonistas.
Crimes que desafiam a lógica e reforçam o charme britânico
No segundo livro, A morte chega a Marlow, o trio se vê diante da morte de um ilustre morador local, sir Peter Bailey, esmagado por uma estante na véspera do próprio casamento. O caso parece acidental, mas Judith e suas amigas pressentem que há algo profundamente errado. O que se segue é uma investigação digna dos melhores locked-room mysteries, aqueles enigmas quase impossíveis em que a vítima é encontrada em um local que deveria ser completamente seguro.
Thorogood conduz a narrativa com ritmo leve, mas nunca superficial. Ele sabe como criar suspeitos interessantes, pistas ambíguas e pequenas ironias do cotidiano britânico — aquelas que fazem o leitor sorrir antes mesmo de perceber que está diante de mais uma pista.
Já no terceiro volume, A rainha dos venenos, o crime é ainda mais ousado: o prefeito de Marlow morre após ingerir acônito, um veneno poderoso. O incidente ocorre durante uma reunião do conselho municipal, transformando o evento em um espetáculo público de choque e especulação. Agora oficialmente consultoras da polícia, Judith, Suzie e Becks se veem envolvidas no tipo de investigação que desmonta reputações, reacende antigos rancores e mostra que nem sempre os vilões se escondem — às vezes, eles ocupam posições de destaque.
A adaptação que conquistou o público britânico
O sucesso dos livros rapidamente chamou a atenção da televisão. A série The Marlow Murder Club, estrelada por Samantha Bond, capturou a delicadeza dos romances sem abrir mão de sua essência mais divertida: a amizade entre três mulheres que redescobrem o prazer de viver enquanto investigam crimes. O público britânico abraçou o seriado com entusiasmo, e hoje ele já coleciona duas temporadas completas — com a terceira prevista para 2026.
A adaptação reforça uma tendência recente do audiovisual britânico: histórias policiais mais humanas, que privilegiam personagens reais e falhas, em vez de gênios infalíveis. Em Marlow, as pistas importam tanto quanto o afeto que nasce entre protagonistas tão diferentes, mas unidas pelo desejo de fazer justiça.
Por que a saga encontrou tanto espaço no coração dos leitores
Há muitos motivos para o sucesso da saga, mas três elementos se destacam.
Primeiro, os mistérios são genuinamente inteligentes. Thorogood nunca entrega soluções fáceis; ao contrário, convida o leitor a participar do jogo, espalhando pistas visíveis apenas para quem sabe olhar.
Segundo, as personagens têm profundidade emocional. Judith não é apenas uma senhora excêntrica; ela é uma mulher que decidiu que o envelhecimento não a tornaria invisível. Suzie equilibra coragem e vulnerabilidade, e Becks luta para conciliar suas responsabilidades com o desejo de descobrir quem realmente é.
Terceiro, os livros conseguem unir atmosfera acolhedora e tensão policial — uma combinação que lembra o aconchego dos antigos “mistérios de poltrona”, mas com frescor suficiente para dialogar com o público contemporâneo.
Um novo público para um sucesso já consolidado
Com a chegada dos três primeiros volumes às livrarias brasileiras, os leitores passam a ter acesso não só às histórias, mas ao universo completo de Marlow — uma cidade onde o chá está sempre quente, os vizinhos sempre observadores e os crimes sempre mais complexos do que parecem. A edição da Tordesilhas preserva o charme da obra original e abre caminho para um novo público que certamente encontrará no trio de protagonistas algo raro: histórias de mistério protagonizadas por mulheres maduras, escritas com respeito, humor e sensibilidade.
O avanço científico sempre carregou a promessa de prolongar a vida humana, mas poucas obras recentes exploram esse cenário com tanta densidade quanto “Ascensão Imortal”, segundo livro da trilogia Sete Imortais, escrita por Sebastian Dumon. A obra retoma temas apresentados no primeiro volume, mas amplia seus horizontes ao questionar o impacto social, político e ético da imortalidade quando ela deixa de ser mito e passa a ser um produto controlado por elites.
A premissa da saga remonta a milhares de anos. Um vírus ancestral infectou um humano e desencadeou mutações genéticas profundas. A maioria dos infectados pereceu, incapaz de controlar a transformação. Apenas sete sobreviveram. Eles descobriram que a imortalidade exigia um custo permanente: precisavam consumir sangue humano para manter o corpo funcionando. Ao longo dos séculos, essa minoria passou a atuar nos bastidores, manipulando governos e mercados, guiando a história por caminhos invisíveis aos olhos da população. A humanidade, sem saber, era conduzida por mãos ocultas.
Com o avanço da ciência moderna, surge um oitavo imortal. Seu aparecimento acende um alerta global e abre a possibilidade de que a imortalidade seja compreendida, desenvolvida e, eventualmente, replicada. A revelação provoca uma ruptura imediata na ordem mundial e dá início a uma discussão que ultrapassa laboratórios: quem teria direito a viver para sempre?
É nesse ponto que “Ascensão Imortal” se expande. Agora, a sociedade já convive com a ideia de que a longevidade ilimitada pode ser alcançada artificialmente. O protagonista, Lucas Moretti, é atacado por uma imortal e se transforma em alguém que o tempo não pode mais alcançar. Seu destino o conecta ao Projeto Renascer, iniciativa científica criada para prolongar a vida humana e que rapidamente se torna símbolo de esperança e poder.
Clínicas especializadas surgem em todos os continentes, criando um mercado bilionário e abrindo espaço para legislações emergenciais. Países passam a regular a circulação de sangue, elemento que se torna essencial para manter vivos os recém-chegados imortais. Mas o que começou como um avanço médico com propósito humanitário se transforma, aos poucos, em uma engrenagem de exploração global.
Uma nova elite se fortalece. São os Aprimorados, descendentes dos primeiros imortais e indivíduos que agora dominam as técnicas científicas que antes os mantinham ocultos. Com influência política e econômica, eles moldam leis em benefício próprio e introduzem um sistema que coloca vidas humanas como recursos de mercado.
Nesse contexto ganham força as chamadas Fazendas de Sangue, instalações que prometem emprego e estabilidade, mas funcionam como centros de coleta permanente. O trabalho humano é reduzido a matéria-prima, e famílias inteiras passam a depender da venda regular de sangue para sobreviver. A desigualdade se intensifica, expondo um futuro distópico que parece distante apenas à primeira vista.
A narrativa se desloca também para o Brasil, onde o Congresso Nacional se prepara para votar uma série de propostas que espelham políticas adotadas no Canadá. Entre elas, uma lei que obrigaria cidadãos não aprimorados a doar ou vender uma cota mensal de sangue e outra que regulamentaria as Fazendas de Sangue em território brasileiro. O país torna-se palco de tensões políticas, protestos e confrontos, com a população dividida entre o medo e a promessa de progresso.
Diante desse cenário, Lucas se une a personagens que formam o núcleo de resistência. Ana, médica premiada com o Nobel, foi a mente original por trás do Projeto Renascer e agora luta para evitar que sua pesquisa seja distorcida. João, hacker habilidoso, se dedica a expor documentos sigilosos que revelam a extensão da manipulação estatal. Mariana carrega cicatrizes físicas e emocionais que ilustram o impacto humano da ascensão dos imortais. Juntos, eles tentam conter uma transformação social que ameaça ultrapassar um ponto irreversível.
O grande mérito de “Ascensão Imortal” está no equilíbrio entre ficção científica e reflexão contemporânea. Sebastian Dumon constrói uma distopia que dialoga com debates reais sobre biotecnologia, desigualdade social e a mercantilização do corpo humano. A ciência, no livro, avança rapidamente, mas a ética vacila, e a tecnologia que deveria salvar vidas se torna ferramenta de controle.
O autor explica que buscou uma abordagem menos fantasiosa e mais plausível da imortalidade. Segundo ele, embora o tema seja recorrente na literatura, o desafio foi criar uma versão ancorada em possibilidades científicas e em tensões políticas que já moldam o presente. Dumon afirma que a saga funciona como um convite à reflexão: se houvesse uma cura para todas as enfermidades, quanto a sociedade estaria disposta a ceder em troca dela?
Com ritmo intenso, personagens bem construídos e uma atmosfera que mistura realismo e urgência, “Ascensão Imortal” reforça a relevância da ficção científica como espelho das fragilidades humanas. O livro amplia o universo da trilogia e deixa uma pergunta perturbadora: em um mundo onde viver para sempre se torna possível, quem decide quem merece esse privilégio?
Os fãs de BL tailandês e de thrillers investigativos já podem marcar no calendário. “Dare You To Death”, nova série estrelada por Joong Archen Aydin (Nosso céu, Hidden Agenda, Assassinos de corações) e Dunk Natachai Boonprasert (Estrela na Minha Cabeça, Uma noite de verão, Assassinos de corações), teve sua estreia confirmada na Netflix Brasil para a próxima quinta-feira, dia 18. A produção chega cercada de expectativa por unir romance, suspense policial e uma trama densa, inspirada no romance homônimo de MTRD.S.
A história começa com a misteriosa morte de Puifai, encontrada sem vida após uma noite de festa com amigos. O que inicialmente parece um caso simples logo se transforma em uma investigação complexa, repleta de segredos, mentiras e interesses ocultos. Para desvendar o crime, entram em cena dois investigadores que, além de métodos opostos, carregam uma rivalidade evidente.
De um lado está Khamin Kananon (Dunk Natachai), um inspetor recém-chegado à corporação, determinado, racional e pouco disposto a ceder. Do outro, o experiente Capitão Jade (Joong Archen), conhecido por sua postura firme e instinto afiado. À medida que os dois avançam nas investigações, a tensão profissional dá lugar a uma atração crescente, criando um delicado equilíbrio entre dever, desconfiança e desejo.
O grande diferencial de “Dare You To Death” está justamente na forma como o romance se desenvolve dentro de uma narrativa policial sólida. O relacionamento entre Khamin e Jade não surge de maneira gratuita, mas é construído em meio a interrogatórios, confrontos éticos e descobertas perturbadoras. Cada nova pista sobre a morte de Puifai aprofunda não apenas o mistério central, mas também o vínculo emocional entre os protagonistas.
A série é dirigida por Dome Jade Bunyoprakarn, nome conhecido por sua condução sensível de dramas com forte carga emocional. A produção executiva fica a cargo de Tha Sataporn Panichraksapong e Darapa Choeysanguan, garantindo um projeto tecnicamente cuidadoso e alinhado ao padrão das grandes produções tailandesas contemporâneas.
O elenco de apoio reforça o peso dramático da série, reunindo nomes como Chimon Wachirawit Ruangwiwat, Cante Harit Cheewagaroon, Fluke Jeeratch Wongpian e Sammy Samantha Melanie Coates, que interpretam personagens ligados à investigação, à perícia forense e ao círculo social da vítima. Essas figuras secundárias ajudam a ampliar o universo da história, trazendo múltiplos pontos de vista e suspeitas que mantêm o suspense até os momentos finais.
A adaptação cinematográfica de Iron Lung, jogo independente criado por David Szymanski, parte de uma proposta que já era desafiadora desde sua origem. O game conquistou reconhecimento justamente por apostar em um terror minimalista, baseado em uma atmosfera opressiva e na constante sensação de que algo pode estar escondido no desconhecido. Diferente de produções que dependem de sustos rápidos ou monstros explícitos, a experiência original constrói medo através da imaginação do jogador.
No cinema, essa mesma essência é preservada, mas também ampliada. O filme dirigido e protagonizado por Markiplier tenta transformar aquela experiência interativa em uma narrativa visual que mantém o espectador preso à mesma sensação de confinamento e tensão constante. E, em boa parte do tempo, consegue.
Claustrofobia como protagonista
A história acompanha um prisioneiro enviado em uma missão praticamente suicida dentro de um pequeno submarino que navega por um oceano de sangue em um planeta desconhecido. O espaço apertado da embarcação, somado à visibilidade quase inexistente do lado de fora, cria um ambiente onde cada ruído metálico parece anunciar algo terrível prestes a acontecer.
Visualmente, o filme aposta em uma estética simples, porém eficaz. A iluminação fraca, os corredores apertados e os instrumentos antigos do submarino reforçam a sensação de confinamento permanente. O espectador sente que não existe escapatória possível, apenas a inevitável descida rumo ao desconhecido.
Essa escolha narrativa funciona porque o terror de Iron Lung não está necessariamente no que é mostrado, mas no que pode existir além do campo de visão. Cada imagem capturada pelas câmeras externas do submarino alimenta ainda mais a imaginação, sugerindo a presença de algo gigantesco e incompreensível nas profundezas daquele oceano vermelho.
O horror cósmico nas profundezas
Em vários momentos, o filme dialoga diretamente com o tipo de horror popularizado por H. P. Lovecraft, no qual o medo surge da incapacidade humana de compreender aquilo que está além da nossa lógica. O oceano de sangue que envolve o submarino não é apenas um cenário perturbador, mas também um símbolo do desconhecido absoluto.
A narrativa se constrói a partir dessa tensão entre curiosidade e medo. O protagonista sabe que está diante de algo muito maior do que ele, algo que talvez jamais consiga entender completamente. Ainda assim, precisa continuar avançando.
Esse conflito entre sobrevivência e curiosidade dá ao filme um tom quase existencial. O verdadeiro terror não está apenas na criatura que pode estar lá fora, mas na percepção de que o universo pode ser muito mais estranho e indiferente do que imaginamos.
A trilha sonora que aprisiona o espectador
Outro elemento importante para a construção da atmosfera é o trabalho sonoro. A trilha aposta em ruídos metálicos, vibrações graves e sons abafados que lembram constantemente que aquele submarino está pressionado por um ambiente hostil.
Em alguns momentos, o silêncio absoluto se torna ainda mais inquietante. É nesses instantes que o filme cria sua maior tensão, permitindo que o espectador compartilhe da mesma ansiedade do protagonista. O público passa a esperar por algo que talvez nunca apareça, mas cuja presença parece inevitável.
Esperança em meio ao desespero
Apesar de toda a atmosfera sombria, o filme também trabalha um tema surpreendentemente humano. A jornada do protagonista não é apenas sobre sobrevivência, mas também sobre a busca por algum tipo de esperança, mesmo quando as circunstâncias parecem completamente desesperadoras.
Existe algo profundamente humano nessa insistência em continuar avançando, mesmo quando tudo indica que o final não será feliz. O desconhecido assusta, mas também empurra o personagem para frente, como se a própria curiosidade fosse uma forma de resistência.
Esse aspecto emocional ajuda a dar mais profundidade à história, transformando o terror em algo que vai além do susto ou da tensão momentânea.
Um projeto feito com paixão
Outro ponto que chama atenção em Iron Lung é a dedicação evidente por trás do projeto. Diferente de muitas adaptações de videogames que acabam soando genéricas ou excessivamente comerciais, o filme demonstra um interesse genuíno em respeitar o espírito do material original.
Essa paixão se reflete principalmente na forma como a narrativa valoriza a atmosfera e o suspense psicológico. Em vez de tentar transformar a história em um espetáculo de ação ou efeitos visuais exagerados, a produção prefere explorar o desconforto, o silêncio e a sensação de isolamento.
Onde o filme tropeça
Mesmo com várias qualidades, o filme não é totalmente isento de falhas. A atuação de Markiplier, embora competente em diversos momentos, acaba sendo o ponto mais irregular da produção. Como ele também assina o roteiro e a direção, fica evidente que assumir tantas funções ao mesmo tempo pode ter comprometido um pouco o desempenho diante das câmeras.
Outro detalhe que causa estranhamento são algumas tentativas de humor inseridas ao longo da narrativa. Embora não sejam numerosas, essas pequenas quebras de tom acabam parecendo deslocadas dentro de uma história que aposta tão fortemente em uma atmosfera pesada e introspectiva.
Um terror diferente dentro das adaptações de videogame
Mesmo com essas pequenas irregularidades, Iron Lung se destaca como uma adaptação ousada dentro do universo de filmes baseados em jogos. Em vez de apostar em grandes explosões ou batalhas grandiosas, a produção prefere mergulhar em um terror mais introspectivo, que se constrói lentamente e permanece na mente do espectador.
No final, o filme funciona como uma experiência de atmosfera. Dentro daquele pequeno submarino perdido em um oceano impossível, o público não encontra apenas monstros ou ameaças externas. Encontra também um reflexo do medo humano diante do desconhecido.
O sucesso de A Empregada está prestes a ganhar continuação. Intitulada “O Segredo da Empregada“, a sequência já tem data marcada para chegar aos cinemas: 17 de dezembro de 2027. A confirmação do retorno da protagonista Sydney Sweeney (Todos Menos Você, Observadores, Imaculada, The Handmaid’s Tale) como Millie Calloway e de Michele Morrone (Alice: Subservience, Outro pequeno favor, 365 Dias: Hoje) como Enzo acendeu a expectativa de fãs que aguardam para conhecer os novos desdobramentos da história. Além deles, a nossa eterna Mary Jane, Kirsten Dunst (Teenagers – As Apimentadas, Homem-Aranha, Guerra Civil), também integra o elenco.
O longa é dirigido por Paul Feig (conhecido por Missão Madrinha de Casamento e Ghostbusters – Mais Além) e produzido por Todd Lieberman (A Bela e a Fera, Marley e Eu), com produção executiva de Sweeney, Amanda Seyfried (Mamma Mia!, Os Suspeitos) e da própria autora do livro, Freida McFadden. O roteiro já foi entregue e as filmagens estão previstas para começar no outono do hemisfério norte, entre setembro e dezembro de 2027, dando início a uma nova fase da franquia.
O Segredo da Empregada adapta o segundo livro do best-seller de Freida McFadden, explorando a vida de Millie após o primeiro filme. Ela retorna ao trabalho como empregada doméstica, desta vez para uma mulher misteriosa que nunca permite ser vista. Ao descobrir a verdade por trás de uma porta trancada, Millie se depara com segredos muito mais sombrios do que os seus próprios, que desafiam suas convicções e colocam sua vida em risco.
No primeiro filme, Millie (Sweeney) surge como uma ex-presidiária em liberdade condicional, lutando para reconstruir sua vida enquanto enfrenta o estigma de seu passado. Ela finalmente consegue emprego com Nina Winchester (Amanda Seyfried), uma mulher rica que a contrata sem se importar com sua ficha criminal. Ao chegar à mansão dos Winchester, Millie conhece Andrew (Brandon Sklenar, de O Homem do Norte) e Cecelia, marido e filha de Nina, e é convidada a morar na casa em um pequeno quarto no sótão, isolada dos outros ambientes.
Com o tempo, Millie percebe que Nina tem mudanças bruscas de humor e se mostra difícil de lidar, criando situações de abuso psicológico que testam a resiliência da protagonista. A convivência com a família Winchester é marcada por tensão constante, enquanto Millie se aproxima de Andrew, desencadeando um triângulo amoroso perigoso que coloca em risco não apenas seu coração, mas também sua integridade emocional. Esses elementos de suspense e romance garantiram ao primeiro filme grande sucesso de público, arrecadando mais de 359 milhões de dólares mundialmente e conquistando fãs em diversos países.
Nos Estados Unidos e Canadá, The Housemaid estreou ao mesmo tempo que grandes produções como Avatar: Fire and Ash e The SpongeBob Movie: Search for SquarePants, com projeção de arrecadação entre 20 e 25 milhões de dólares em mais de três mil cinemas. O filme conseguiu faturar 8 milhões de dólares no primeiro dia, incluindo pré-estreias, e terminou a semana de estreia com 19 milhões, consolidando-se em terceiro lugar na bilheteria. No Brasil, a pré-estreia rendeu 1,64 milhão de reais, ficando atrás apenas de Avatar e Zootopia 2. Com a estreia geral em 1º de janeiro, o longa alcançou 8,825 milhões de reais e 351 mil espectadores, e nas semanas seguintes conseguiu superar Avatar, liderando a bilheteria local.
O sucesso de público se deve, em grande parte, à força do elenco e à profundidade dos personagens. Millie, apesar de sua história conturbada, conquista a empatia do espectador por sua coragem e determinação. Nina Winchester representa a riqueza e o poder, mas também a fragilidade emocional e a complexidade da condição humana. Andrew e Enzo acrescentam camadas de romance e tensão, criando um enredo que mistura mistério, paixão e perigo de forma equilibrada.
No segundo filme, Millie continuará sua jornada em busca de reconstrução pessoal, enquanto lida com segredos ainda mais obscuros da família para a qual trabalha. A presença de Kirsten Dunst sugere novos desafios e personagens que devem acrescentar intriga e suspense à narrativa, mantendo o público atento a cada cena. A adaptação literária de Rebecca Sonnenshine transforma o romance de Freida McFadden em uma experiência cinematográfica envolvente, onde o suspense psicológico se combina com romance, drama e tensão constante.
O Segredo da Empregada deve explorar a força emocional da protagonista, mostrando como ela enfrenta manipulações, pressões sociais e dilemas éticos. A escolha de Paul Feig para dirigir a sequência garante que o equilíbrio entre suspense e emoção será mantido, aproveitando seu histórico em filmes que mesclam comédia, drama e narrativa envolvente. A produção executiva de Sydney e Amanda Seyfried também reforça a autenticidade da história, pois ambas estiveram envolvidas desde a concepção do primeiro filme e possuem uma conexão direta com os personagens que interpretam.
Com orçamento estimado em 35 milhões de dólares, a franquia já mostrou que é altamente lucrativa e tem grande potencial de expansão. O retorno financeiro e o reconhecimento do público tornam a sequência uma aposta segura, mas também uma oportunidade de aprofundar a narrativa, explorar novos conflitos e expandir o universo da protagonista. O lançamento em dezembro de 2027 coincide com a temporada de férias e festas de fim de ano, período estratégico para atrair público às salas de cinema, garantindo visibilidade máxima para a estreia.
A Globo leva ao ar neste sábado, 4 de abril de 2026, na faixa da Sessão de Sábado, o filme Homem-Aranha, produção que marcou época ao transformar o gênero de super-heróis em um fenômeno global no início dos anos 2000. Dirigido por Sam Raimi e protagonizado por Tobey Maguire, o longa apresenta a jornada de Peter Parker, um adolescente comum cuja vida muda radicalmente após um acidente científico inesperado.
Na história, Peter é um estudante tímido que enfrenta dificuldades de aceitação social e vive uma rotina discreta ao lado da tia May e do tio Ben. Durante uma visita escolar a um laboratório, ele é picado por uma aranha geneticamente modificada e, pouco tempo depois, passa a desenvolver habilidades fora do comum, como força ampliada, reflexos aguçados e a capacidade de escalar superfícies. A descoberta desses poderes, inicialmente tratada com entusiasmo e curiosidade, rapidamente se transforma em um dilema pessoal quando suas escolhas começam a gerar consequências profundas.
Em um primeiro momento, o jovem decide explorar suas habilidades de forma impulsiva, buscando reconhecimento e ganhos financeiros. No entanto, uma tragédia familiar muda o rumo de sua trajetória e o obriga a encarar o peso de suas decisões. A lição deixada por seu tio Ben se torna o ponto de virada emocional da narrativa e guia a transformação de Peter em um herói disposto a enfrentar o crime e proteger a cidade de Nova York, mesmo que isso custe sua própria felicidade.
Enquanto tenta equilibrar sua vida pessoal com a identidade secreta, Peter também lida com sentimentos não resolvidos por Mary Jane e com a amizade complexa com Harry Osborn. Esses conflitos ganham ainda mais intensidade quando surge uma ameaça que coloca tudo em risco. O empresário Norman Osborn, interpretado por Willem Dafoe, se transforma no Duende Verde após um experimento malsucedido, dando origem a um vilão imprevisível e perigoso.
A relação entre herói e antagonista se destaca pela carga dramática, já que Norman não é apenas um inimigo qualquer, mas o pai do melhor amigo de Peter. Essa conexão adiciona tensão às batalhas e aprofunda os dilemas enfrentados pelo protagonista, que precisa lidar com a responsabilidade de deter o vilão sem destruir os laços que ainda o conectam à sua vida anterior.
O filme se consolidou como um marco não apenas pelo enredo envolvente, mas também pelo contexto de sua produção. A adaptação cinematográfica do personagem enfrentou décadas de tentativas frustradas até finalmente sair do papel no fim dos anos 1990, quando a Sony Pictures assumiu o projeto e apostou em uma abordagem que equilibrasse espetáculo visual e desenvolvimento emocional. As filmagens realizadas em cidades como Nova York ajudaram a construir um ambiente mais autêntico, enquanto a trilha sonora de Danny Elfman contribuiu para intensificar a identidade do herói nas telas.
O impacto do lançamento foi imediato. O longa quebrou recordes ao ultrapassar a marca de 100 milhões de dólares em seu primeiro fim de semana nos cinemas norte-americanos, algo inédito até então. Ao final de sua trajetória nas telonas, a produção acumulou uma bilheteria superior a 800 milhões de dólares em todo o mundo, tornando-se um dos maiores sucessos comerciais de sua época e abrindo caminho para novas adaptações de quadrinhos no cinema.
Além do desempenho financeiro, “Homem-Aranha” também conquistou reconhecimento crítico, sendo elogiado pela condução narrativa, pelas atuações e pelos efeitos visuais, que representaram um avanço significativo para o período. O filme ainda recebeu indicações ao Oscar em categorias técnicas, reforçando sua relevância dentro da indústria.
O sucesso consolidou a produção como o ponto de partida de uma trilogia que aprofundaria a trajetória de Peter Parker nos anos seguintes, ao mesmo tempo em que influenciou diretamente a forma como histórias de super-heróis passaram a ser contadas no cinema. Décadas depois, sua importância permanece evidente, especialmente diante do crescimento de universos compartilhados e da constante reinvenção desses personagens nas telas.
O Supercine apresenta ao público brasileiro o filme 30 Noites com a Minha Ex, uma comédia romântica que mistura situações inusitadas, conflitos familiares e reaproximações inesperadas. Produzido na Argentina e dirigido por Adrián Suar, o longa se destaca por abordar relações afetivas com leveza, sem abrir mão de reflexões sobre amadurecimento emocional.
A história gira em torno de Turbo, interpretado pelo próprio Adrián Suar, um homem que leva uma vida relativamente organizada até ser surpreendido por um pedido incomum da filha. A jovem insiste para que ele acolha sua ex-esposa, Loba, vivida por Pilar Gamboa, durante um período de 30 dias. A estadia faz parte de um processo delicado de recuperação emocional da mulher, que enfrenta dificuldades após episódios pessoais conturbados.
Mesmo relutante, Turbo aceita a situação, ainda que conte os dias para o fim da convivência. O que começa como uma obrigação desconfortável rapidamente se transforma em uma sequência de situações imprevisíveis, marcadas pelo contraste entre a personalidade prática do protagonista e o comportamento excêntrico e espontâneo de Loba. A convivência forçada reacende memórias, expõe feridas do passado e, ao mesmo tempo, abre espaço para redescobertas.
Ao longo da narrativa, o filme constrói seu humor a partir de diálogos afiados e momentos cotidianos que ganham contornos exagerados, mas reconhecíveis. A presença de Emma, filha do casal interpretada por Rocío Hernández, funciona como elo entre os dois personagens principais, além de ser a responsável por impulsionar essa tentativa de reconciliação, ainda que não necessariamente romântica.
O elenco de apoio também contribui para o desenvolvimento da trama, com personagens que orbitam a vida de Turbo e Loba, acrescentando diferentes perspectivas sobre relacionamentos, recomeços e limites pessoais. Entre eles estão Elías, vivido por Pichu Straneo, Esteban, interpretado por Jorge Suárez, além de Adriana e Liliana, papéis de Elisa Carricajo e Elvira Onetto, respectivamente.
A proposta do longa vai além da comédia tradicional ao explorar o impacto do tempo nas relações. A convivência entre Turbo e Loba revela não apenas os motivos que levaram ao fim do casamento, mas também as mudanças individuais que ocorreram desde então. O roteiro aposta em situações que alternam entre o desconforto e a cumplicidade, criando uma dinâmica que prende a atenção do espectador.
Outro ponto relevante é a forma como o filme trata a saúde emocional. A estadia de Loba não é apresentada apenas como um recurso narrativo, mas como parte de um processo de reconstrução pessoal, trazendo à tona discussões sobre vulnerabilidade, apoio familiar e a importância de recomeçar. Ainda que o tom seja leve, há espaço para momentos mais introspectivos, que equilibram o humor com sensibilidade.
Lançado originalmente em 2022, o filme conquistou espaço no circuito latino-americano e chega à televisão aberta brasileira como uma opção diferenciada dentro da programação noturna. A escolha do Supercine reforça a proposta de apresentar produções internacionais que fogem do eixo hollywoodiano, ampliando o repertório do público.
A faixa do Corujão aposta no cinema nacional ao levar ao ar o filme Galeria Futuro, uma comédia dramática que mistura humor, crítica social e relações humanas em meio a um cenário de incertezas econômicas. Lançado originalmente em 2021, o longa chega à televisão aberta como uma oportunidade de ampliar o alcance de uma história que dialoga diretamente com a realidade de muitos brasileiros.
Ambientado no Rio de Janeiro, o filme acompanha três amigos de infância que compartilham não apenas laços afetivos, mas também o mesmo espaço de trabalho. Valentim, Kodak e Eddie são lojistas em uma galeria comercial que já viveu dias melhores, mas que agora enfrenta dificuldades financeiras e baixa movimentação. Interpretados por Marcelo Serrado, Otávio Müller e Aílton Graça, respectivamente, os personagens carregam perfis distintos que se complementam na dinâmica da narrativa.
A rotina dos três muda drasticamente quando surge uma proposta inesperada: um pastor oferece uma quantia milionária para transformar o espaço comercial em uma igreja evangélica. A possibilidade de venda coloca em xeque não apenas a sobrevivência financeira dos lojistas, mas também o valor simbólico daquele ambiente, que representa anos de histórias, convivência e identidade.
Diante da ameaça de perderem seus negócios, os amigos se veem obrigados a refletir sobre o futuro e sobre suas próprias limitações. A trama desenvolve, então, um conflito que vai além do dinheiro, explorando temas como pertencimento, resistência e a dificuldade de se adaptar a novas realidades. Ao mesmo tempo, o filme mantém um tom leve, utilizando o humor para retratar situações cotidianas e os desafios enfrentados por pequenos empreendedores.
O elenco de apoio contribui para enriquecer a narrativa, trazendo personagens que ampliam o universo da galeria e suas relações. Entre os destaques estão Luciana Paes, Milhem Cortaz, Taumaturgo Ferreira e Zezé Motta, que adicionam diferentes camadas à história e ajudam a construir o retrato coletivo daquele espaço em transformação.
Dirigido por Fernando Sanches e Afonso Poyart, o filme aposta em uma abordagem que equilibra crítica social e entretenimento. O roteiro, desenvolvido por uma equipe de roteiristas, constrói diálogos naturais e situações que refletem a realidade de muitos centros comerciais pelo país, especialmente aqueles que enfrentam o avanço de grandes redes e mudanças no comportamento do consumidor.
A produção reúne nomes importantes do audiovisual brasileiro, incluindo a Globo Filmes, e foi distribuída pela H2O Films, chegando aos cinemas em novembro de 2021. Desde então, o longa tem sido reconhecido por sua capacidade de unir entretenimento e reflexão, sem perder o ritmo leve característico das comédias nacionais.
Um dos personagens mais emblemáticos do cinema de ação está prestes a ganhar um novo capítulo — ou melhor, um novo começo. A franquia Rambo será expandida com “John Rambo”, longa-metragem que propõe revisitar o passado do protagonista e apresentar ao público uma versão ainda desconhecida do soldado que se tornaria um ícone das telonas.
Desta vez, Sylvester Stallone, responsável por eternizar o personagem ao longo de décadas, não estará em frente às câmeras. O astro assume a função de produtor-executivo, participando diretamente da construção criativa do projeto. A produção tem estreia prevista para 2027 nos cinemas brasileiros, com distribuição da Imagem Filmes.
Qual é a proposta do filme?
Ao invés de continuar os eventos já conhecidos da saga, “John Rambo” aposta em uma abordagem de origem. O longa se passa antes dos acontecimentos de Rambo: Programado para Matar e pretende explorar a fase inicial da vida do personagem, muito antes de ele se tornar o veterano marcado pela guerra que o público conhece.
A narrativa deve acompanhar sua entrada no exército e os primeiros contatos com o conflito no Vietnã, contexto que seria determinante para moldar sua personalidade. Mais do que cenas de combate, o foco estará na transformação psicológica do jovem Rambo, abordando temas como medo, sobrevivência e a perda gradual da inocência.
A proposta é apresentar uma história mais intimista, sem abrir mão da intensidade característica da franquia, mas com um olhar voltado para a construção emocional do protagonista.
Quem será o novo rosto de Rambo?
A missão de interpretar o jovem John Rambo ficará com Noah Centineo, nome que ganhou projeção internacional nos últimos anos e agora encara um de seus maiores desafios na carreira. Conhecido por papéis mais leves, o ator passa a integrar um universo mais denso e físico, exigindo uma entrega completamente diferente.
A escolha indica uma tentativa clara de renovação. Ao escalar um ator associado a uma geração mais recente, a produção busca aproximar o personagem de novos públicos, ao mesmo tempo em que mantém a essência que conquistou fãs ao redor do mundo.
Direção aposta em realismo e intensidade
O comando do longa está nas mãos de Jalmari Helander, cineasta que chamou atenção com Sisu. Conhecido por seu estilo direto e visceral, ele deve imprimir ao filme uma abordagem mais crua, priorizando a sensação de perigo constante e a brutalidade dos cenários de guerra.
Segundo o próprio diretor, a ideia é construir um retrato mais humano de Rambo, mostrando não apenas suas habilidades, mas também suas fragilidades. A intenção é que o público acompanhe de perto o processo de transformação do personagem, entendendo como suas experiências moldaram sua visão de mundo.
Como o filme se conecta à franquia clássica?
Mesmo com uma nova abordagem, “John Rambo” não se desconecta do legado da saga. Pelo contrário: o filme pretende funcionar como uma peça complementar, aprofundando elementos que foram apenas sugeridos nos títulos anteriores.
A presença de Stallone na produção reforça esse vínculo, garantindo que o projeto respeite a essência do personagem. Ao mesmo tempo, o prequel abre espaço para novas interpretações e caminhos narrativos, ampliando o universo da franquia sem depender diretamente de continuações.
Por que revisitar Rambo agora?
A aposta em histórias de origem tem se tornado cada vez mais comum na indústria cinematográfica. Esse tipo de narrativa permite revisitar personagens consagrados sob novas perspectivas, oferecendo ao público conteúdos inéditos sem ignorar o passado.
No caso de Rambo, essa estratégia parece especialmente relevante. O personagem sempre carregou uma carga emocional ligada aos impactos da guerra, e explorar suas origens pode trazer uma leitura mais profunda sobre suas motivações e traumas.
Além disso, o contexto atual do cinema, marcado pela disputa com plataformas digitais, tem incentivado o retorno de franquias conhecidas como forma de atrair o público de volta às salas
O live-action de Street Fighter, baseado na clássica franquia da Capcom, já começou a aparecer por aí com o primeiro teaser oficial. A prévia foi liberada antes do trailer completo, que está marcado para sair nesta quinta, 16 de abril, e já deu aquela aquecida no hype de quem cresceu jogando ou conhece o universo dos games.
Mesmo curtinho, o material já entrega a ideia central: muita luta, arena global e um clima que vai além de “só bater em adversário”. A sensação é de que o torneio vai ser só a ponta do iceberg de algo bem maior rolando por trás.
Qual é a história desse novo Street Fighter?
A trama se passa em 1993 e traz Ryu e Ken Masters como protagonistas principais dessa nova fase. Os dois acabam entrando no World Warrior Tournament, um campeonato que junta lutadores do mundo inteiro pra ver quem realmente manda nas artes marciais.
Só que o que parecia ser só um torneio gigante começa a ficar estranho conforme as lutas avançam. Tem coisa por trás da organização, e os personagens vão percebendo que não é só sobre ganhar ou perder no ringue.
Chun-Li entra nessa história como quem puxa os dois pra esse universo do torneio, e a partir daí tudo começa a sair do controle. Além das lutas, o filme trabalha essa ideia de conspiração, passado mal resolvido e rivalidades que vão muito além do tatame.
Quem está no elenco do filme?
Estão confirmados Andrew Koji (Bullet Train), Noah Centineo (The Recruit), Callina Liang (Foundation), Joe “Roman Reigns” Anoa’i (WWE), David Dastmalchian (Oppenheimer), Cody Rhodes (WWE), Andrew Schulz (The King of Staten Island), Eric André (The Eric Andre Show), Vidyut Jammwal (Khuda Haafiz), Curtis “50 Cent” Jackson (Power) e Jason Momoa (Aquaman).
Como esse filme foi sendo construído?
O projeto passou por várias mudanças até chegar nessa versão atual. A Legendary Entertainment ficou com os direitos da franquia em parceria com a Capcom em 2023, e desde então o filme vem sendo desenvolvido aos poucos.
No começo, os irmãos Danny e Michael Philippou chegaram a ser ligados à direção, mas saíram do projeto em 2024. Depois disso, Kitao Sakurai assumiu o comando em 2025 e ficou responsável por guiar essa nova fase do filme.
O roteiro é do Dalan Musson, e a produção foi ajustando elenco e estrutura ao longo do tempo até fechar o time final. As gravações aconteceram na Austrália entre agosto e novembro de 2025, sob o nome provisório de Punch.
O que esse novo Street Fighter quer ser?
Essa versão não quer só repetir as lutas clássicas dos jogos. A ideia é transformar o torneio em algo global mesmo, com gente de vários países, estilos diferentes e uma história que vai se complicando conforme as lutas vão acontecendo.
Ryu e Ken continuam sendo o centro da parada, mas agora com uma pegada mais cinematográfica, onde o passado deles e as escolhas dentro do torneio pesam tanto quanto os socos e chutes.
Chun-Li também aparece como peça importante pra conectar tudo isso e puxar os personagens pra dentro do conflito maior que está rolando por trás da competição.
Quando chega aos cinemas?
Street Fighter tem estreia marcada para 16 de outubro de 2026 nos cinemas dos Estados Unidos, com distribuição da Paramount Pictures.
A Universal Pictures apresentou na CinemaCon 2026 as primeiras cenas de Entrando na Maior Fri 4, novo capítulo da franquia de comédia que marcou os anos 2000. O trailer, exibido apenas para quem estava no evento, mostra que o clima de constrangimento e confusão continua firme, agora com novos personagens entrando nessa dinâmica já conhecida.
O longa reúne novamente Ben Stiller (Uma Noite no Museu) e Robert De Niro (O Irlandês), retomando a relação tensa e cheia de situações desconfortáveis entre Greg Focker e seu sogro Jack Byrnes. Entre as novidades do elenco estão Ariana Grande (Wicked) e Skyler Gisondo (Licorice Pizza), ampliando o núcleo familiar e prometendo novas situações caóticas.
Retorno aposta em novas situações familiares
O filme acompanha uma nova fase da vida de Greg, agora lidando com mudanças dentro da própria família. O trailer sugere encontros desastrosos, decisões mal calculadas e aquele tipo de situação que começa simples, mas rapidamente sai do controle. A presença de novos personagens indica que o conflito não ficará apenas entre genro e sogro. A convivência entre gerações diferentes deve trazer novos embates, mantendo o humor baseado em constrangimento, que sempre foi a marca da franquia.
Uma franquia que atravessou gerações
Tudo começou com Entrando Numa Fria, quando o público conheceu Greg tentando conquistar a confiança de um sogro extremamente desconfiado. O sucesso foi imediato e levou à continuação com Entrando Numa Fria Maior Ainda e depois Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família.
Ao longo dos anos, a franquia acumulou uma bilheteria expressiva e se consolidou como uma das comédias mais populares do cinema comercial, muito por conta da química entre seus protagonistas e do humor baseado em situações familiares desconfortáveis.
Elenco mistura nomes clássicos e nova geração
Além de Ben Stiller (Zoolander) e Robert De Niro (Taxi Driver), a franquia sempre contou com um elenco de peso. Nos filmes anteriores, participaram nomes como Teri Polo (The Fosters), Blythe Danner (Maridos e Esposas), Owen Wilson (Os Excêntricos Tenenbaums), Dustin Hoffman (Kramer vs. Kramer) e Barbra Streisand (Nasce uma Estrela). Agora, a chegada de Ariana Grande (Don’t Look Up) e Skyler Gisondo (Santa Clarita Diet) indica uma tentativa de atualizar o elenco e aproximar o filme de um público mais jovem.
De filme independente a fenômeno global
Antes de ganhar essa versão conhecida, a história surgiu como um filme independente lançado nos anos 90. A ideia original foi reformulada quando a Universal Pictures adquiriu os direitos e transformou o projeto em uma comédia mais acessível ao grande público.