Cine Record Especial (05/07) exibe Como Treinar o Seu Dragão, animação que transformou a DreamWorks e deu origem a uma das franquias mais queridas do cinema

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Foto: DreamWorks Animation/ Paramount Pictures

O Cine Record Especial deste domingo, 5 de julho, leva ao ar Como Treinar o Seu Dragão, animação lançada em 2010 que mudou o rumo da DreamWorks Animation. Inspirado no livro de Cressida Cowell, o filme foi dirigido por Chris Sanders e Dean DeBlois e conquistou público e crítica ao contar uma história que vai muito além das aventuras entre vikings e dragões.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama se passa na ilha de Berk, onde caçar dragões faz parte da rotina dos moradores. É nesse cenário que vive Soluço, um adolescente de 15 anos que não corresponde às expectativas do pai, Stoico, líder da vila. Em vez da força física dos outros guerreiros, ele prefere construir engenhocas e pensar antes de agir, característica que faz dele um alvo constante de críticas.

Foto: DreamWorks Animation/ Paramount Pictures

Tudo muda quando Soluço consegue capturar um Fúria da Noite, uma espécie considerada praticamente impossível de encontrar. No momento decisivo, porém, ele percebe que não consegue matar o animal. A escolha de libertá-lo muda completamente o rumo da história e dá início à amizade entre o garoto e o dragão que ficaria conhecido como Banguela.

A relação entre os dois é o coração do filme. Conforme Soluço aprende a entender o comportamento dos dragões, ele começa a perceber que aquilo que sua vila acreditou durante gerações talvez não seja verdade. Em vez de monstros sedentos por destruição, muitos deles apenas agem para sobreviver. Essa descoberta coloca o jovem em conflito com as tradições de Berk e, principalmente, com o próprio pai.

Foto: DreamWorks Animation/ Paramount Pictures

O roteiro evita transformar a aventura em uma sequência interminável de batalhas. A amizade entre Soluço e Banguela cresce de forma natural e acaba dando espaço para temas como empatia, medo, confiança e a dificuldade de romper ciclos que parecem inquestionáveis. Até mesmo a deficiência física do protagonista, que perde parte da perna durante o confronto final e passa a usar uma prótese, é tratada como parte de sua trajetória, sem definir quem ele é.

Nas vozes originais, Jay Baruchel interpreta Soluço, enquanto Gerard Butler vive Stoico. O elenco ainda reúne America Ferrera, Craig Ferguson, Jonah Hill, Kristen Wiig, T.J. Miller e Christopher Mintz-Plasse, formando um grupo de personagens que ajudou a dar personalidade à franquia.

O impacto do filme foi imediato. Produzido com orçamento de cerca de US$ 165 milhões, Como Treinar o Seu Dragão arrecadou quase US$ 495 milhões nos cinemas e recebeu indicações ao Oscar de Melhor Animação e Melhor Trilha Sonora Original. Também dominou o Annie Awards, principal premiação da animação, conquistando dez troféus, incluindo o de Melhor Filme de Animação.

Vale a pena assistir a Perdendo o Juízo? A série espanhola encontra força justamente onde muitas produções do gênero costumam falhar

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Nos primeiros minutos, Perdendo o Juízo dá a impressão de seguir a fórmula clássica dos dramas jurídicos: uma advogada talentosa, um tribunal e um caso capaz de mudar tudo. Só que a série muda de direção rapidamente. O tribunal continua importante, mas a história passa a girar em torno da mente de Amanda Torres, personagem interpretada por Elena Rivera, e de como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo altera completamente sua rotina.

A protagonista não enfrenta apenas um processo difícil. Ela vê sua credibilidade ser colocada em dúvida depois que os sintomas do TOC se manifestam durante uma audiência pública. De uma hora para outra, colegas que antes admiravam seu trabalho passam a tratá-la como alguém incapaz de exercer a profissão. É um conflito bastante humano e que foge dos clichês comuns do gênero.

A série acerta ao não transformar a condição de Amanda em um espetáculo. As compulsões por organização, simetria e contagem aparecem de maneira constante, interferindo em decisões simples e desgastando relações pessoais e profissionais. Em vez de usar a doença apenas para gerar tensão, o roteiro mostra como ela invade todos os espaços da vida da personagem, sem reduzir Amanda ao diagnóstico.

Quando sua irmã é acusada de assassinato, a narrativa ganha um novo impulso. O caso judicial passa a conduzir a temporada, mas nunca deixa de lado o drama familiar. Cada audiência, cada descoberta e cada confronto carregam um peso emocional porque envolvem pessoas muito próximas da protagonista. O suspense existe, mas sempre está ligado aos personagens, e não apenas ao mistério do crime.

Outro mérito da produção é evitar a tentação de transformar todos os personagens em heróis ou vilões. O ex-marido de Amanda, os colegas de profissão e até os integrantes da família agem de forma ambígua, como costuma acontecer na vida real. Isso torna os conflitos menos previsíveis e dá mais consistência às relações apresentadas na tela.

Grande parte desse resultado passa pela atuação de Elena Rivera. A atriz constrói Amanda com pequenas expressões, silêncios e mudanças de comportamento, sem recorrer a interpretações exageradas. É uma atuação contida, mas cheia de nuances, que ajuda o público a entender os dilemas da personagem sem que tudo precise ser explicado em diálogos.

Quem procura uma série de tribunal cheia de discursos grandiosos talvez encontre algo diferente do esperado. A trama prefere desacelerar para desenvolver seus personagens e construir seus conflitos aos poucos. O suspense cresce de maneira gradual, acompanhando o desgaste emocional da protagonista e o avanço da investigação.

Vale a pena assistir? Sim. O maior diferencial de Perdendo o Juízo não está no caso criminal nem nas disputas jurídicas, mas na forma como transforma uma história sobre culpa, saúde mental e relações familiares em um drama envolvente. É uma série que confia nos personagens para prender a atenção do público e, justamente por isso, consegue se destacar entre tantas produções do gênero.

Delicious in Dungeon tem estreia da 2ª temporada confirmada pela Netflix; anúncio foi feito na Anime Expo 2026

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Quem terminou a primeira temporada de Delicious in Dungeon esperando notícias da continuação finalmente recebeu uma resposta. Durante o painel do estúdio TRIGGER na Anime Expo 2026, realizada neste sábado (4), foi confirmado que os novos episódios chegam à Netflix em outubro de 2027. A informação foi publicada pelo Omelete.

O anúncio coloca uma data na espera iniciada em junho de 2024, quando a continuação foi confirmada logo após o encerramento da primeira temporada. Desde então, o estúdio vinha mantendo silêncio sobre o cronograma da produção, o que alimentou diversas especulações entre os fãs.

Criado por Ryoko Kui, o mangá ganhou destaque justamente por fugir do padrão das histórias de fantasia. Em vez de tratar a exploração de masmorras apenas como uma sequência de batalhas, a obra encontrou uma identidade própria ao transformar monstros em ingredientes para receitas. A ideia parecia inusitada quando a série começou a ser publicada, em 2014, mas acabou se tornando a marca registrada da franquia até o encerramento do mangá, em 2023, com 14 volumes.

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A trama acompanha Laios, que retorna à masmorra para tentar salvar sua irmã, Falin, devorada por um dragão vermelho. O problema é que o grupo parte praticamente sem suprimentos. A solução surge pelas mãos de Senshi, um anão que conhece como poucos os perigos daquele lugar e ensina que praticamente qualquer criatura pode virar uma refeição. O contraste entre cenas de tensão e momentos dedicados ao preparo dos pratos deu ao anime um ritmo diferente de outras produções do gênero.

A adaptação ficou nas mãos do TRIGGER, estúdio responsável por títulos como Cyberpunk: Edgerunners, Kill la Kill e Little Witch Academia. A primeira temporada recebeu elogios pela animação, pela direção de Yoshihiro Miyajima e pela forma como conseguiu equilibrar humor, aventura e desenvolvimento dos personagens sem deixar que um elemento anulasse o outro.

Panini confirma publicação de Dragon Ball Landmark no Brasil; Databook de Akira Toriyama chega em setembro

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Os leitores brasileiros de Dragon Ball terão mais um material oficial para a coleção. Durante o painel da Panini no Anime Friends, a editora confirmou a publicação de Dragon Ball Landmark – Ultimate Edition Guide, databook escrito e ilustrado por Akira Toriyama. A edição brasileira está prevista para setembro de 2026.

Diferente de um volume convencional do mangá, Dragon Ball Landmark funciona como um guia dedicado à história da série. O livro reúne 200 páginas de ilustrações coloridas, artes promocionais, estudos de personagens, capas, comentários de Toriyama e informações sobre o desenvolvimento da obra ao longo de sua publicação.

Esse tipo de publicação costuma despertar o interesse de colecionadores porque oferece conteúdos que não aparecem nos mangás. Grande parte do material foi produzida durante a serialização de Dragon Ball e registra decisões criativas, mudanças no visual dos personagens e ilustrações criadas exclusivamente para revistas e campanhas promocionais da época.

O lançamento também resgata parte da trajetória de Akira Toriyama, um dos artistas mais influentes da indústria dos mangás. Depois de conquistar o Prêmio Shogakukan de Mangá com Dr. Slump, o autor iniciou Dragon Ball em 1984. A série permaneceu em publicação até 1995, foi adaptada para diversas animações, filmes e jogos e se transformou em um dos maiores fenômenos da cultura pop japonesa.

Fora dos quadrinhos, Toriyama também deixou sua assinatura em franquias como Dragon Quest e Chrono Trigger, criando o design dos personagens que se tornaram referência para gerações de jogadores. Nos últimos anos, acompanhou o desenvolvimento do mangá Dragon Ball Super ao lado de Toyotarō, mantendo participação direta na continuidade da franquia.

Vale a pena assistir Paraíso Perigoso? Suspense que está entre os filmes mais vistos da Netflix transforma ilha paradisíaca em cenário de uma epidemia

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Mesmo sendo uma produção pouco conhecida do grande público, Paraíso Perigoso voltou aos holofotes após entrar para o catálogo da Netflix. O suspense ocupa atualmente a 2ª posição entre os filmes mais assistidos da plataforma, impulsionado pela curiosidade dos assinantes e pelo interesse em histórias sobre surtos e epidemias.

A trama acompanha Linda Flemming (Melody Thomas Scott), uma médica e virologista que decide passar as férias com o filho em uma ilha do Caribe. A viagem, porém, muda de rumo quando um morador aparece gravemente doente. Ao examiná-lo, Linda conclui que está diante de um vírus altamente contagioso, mas a doença começa a se espalhar antes que qualquer medida de contenção seja tomada. As informações são do AdoroCinema.

A situação piora quando Joseph (Ralf Moeller), líder de um grupo religioso que rejeita a medicina convencional, retira o paciente dos cuidados médicos. A decisão acelera a propagação da infecção e transforma o que era um destino turístico em um lugar marcado pelo medo e pelo isolamento.

Quem decidir dar uma chance ao filme precisa ajustar as expectativas. “Paraíso Perigoso” não tem o orçamento nem a escala de produções como Contágio. Os efeitos visuais são simples e algumas sequências revelam as limitações da produção, mas o diretor Brian Trenchard-Smith mantém um ritmo que evita longos períodos de estagnação.

O roteiro segue uma estrutura conhecida pelos fãs do gênero. Há decisões discutíveis por parte dos personagens e algumas situações previsíveis, mas a duração de apenas 1h29 ajuda a manter a narrativa ágil.

Assistir ao filme hoje desperta um interesse adicional. Embora tenha sido produzido muito antes da pandemia de COVID-19, ele aborda temas que ganharam outra dimensão nos últimos anos, como o avanço de uma doença contagiosa, a resistência às recomendações médicas e a circulação de informações conflitantes durante uma crise sanitária.

O elenco reúne Lorenzo Lamas no papel de Paul, proprietário do hotel onde Linda se hospeda, Melody Thomas Scott como a médica que tenta conter o surto, e Ralf Moeller como o líder religioso que coloca suas convicções acima dos alertas científicos.

Steven Spielberg volta à ficção científica com Dia D; Veja o que vale a pena saber antes de assistir ao filme

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Steven Spielberg sempre encontrou maneiras diferentes de abordar a ficção científica ao longo da carreira. Depois do olhar infantil de E.T. – O Extraterrestre e da curiosidade quase espiritual de Contatos Imediatos do Terceiro Grau, o diretor muda completamente o tom em Dia D. O novo longa troca o encantamento pelo suspense e constrói uma história baseada em documentos secretos, operações clandestinas e uma conspiração que coloca seus protagonistas no centro de uma caçada internacional.

A trama acompanha Margaret Fairchild, personagem de Emily Blunt, uma meteorologista de televisão que começa a apresentar habilidades inexplicáveis após um episódio aparentemente comum. Em outra frente da narrativa está Daniel Kellner, interpretado por Josh O’Connor, um especialista em segurança cibernética que rouba arquivos confidenciais de uma corporação ligada ao governo norte-americano. Os documentos indicam que contatos com seres extraterrestres vêm sendo ocultados há décadas. Quando esse material desaparece, ambos passam a ser perseguidos por uma organização determinada a impedir que as informações venham a público.

Quem espera um filme de invasão alienígena talvez encontre algo bem diferente. Spielberg mantém os extraterrestres como parte importante da história, mas o foco está na investigação e nas consequências da descoberta. O roteiro dedica boa parte do tempo a acompanhar a fuga dos protagonistas, as tentativas de decifrar os arquivos roubados e os interesses políticos envolvidos na manutenção desse segredo. O suspense cresce a partir dessas situações, sem depender de grandes cenas de destruição ou batalhas.

Outro detalhe que ajuda a entender a proposta do filme é a presença da Wardex Corporation. Embora a empresa tenha um papel central na história, ela é totalmente fictícia. O roteiro faz referências a episódios conhecidos da ufologia, como o Caso Roswell, mas cria uma narrativa própria, sem tentar recontar acontecimentos históricos ou defender teorias como fatos.

O elenco reúne nomes de diferentes gerações. Emily Blunt conduz boa parte da narrativa como Margaret, personagem que precisa lidar com mudanças inesperadas em sua própria percepção da realidade. Josh O’Connor interpreta o responsável por colocar a conspiração em movimento, enquanto Colin Firth assume o papel de Noah Scanlon, executivo da Wardex encarregado de impedir o vazamento das informações. Eve Hewson e Colman Domingo completam o núcleo principal, cada um com funções importantes no desenrolar da investigação.

Nos bastidores, Dia D também marca mais uma colaboração entre Spielberg e John Williams. A parceria, iniciada nos anos 1970, chega a outro capítulo com uma trilha sonora que acompanha o clima de tensão do longa sem dominar as cenas. A fotografia privilegia ambientes escuros, bases militares e locais isolados, criando um visual que conversa diretamente com o suspense político construído pelo roteiro.

Produzido com orçamento estimado em US$ 115 milhões, o filme arrecadou cerca de US$ 196 milhões nas bilheterias mundiais. A recepção da crítica destacou a direção de Spielberg, a atuação de Emily Blunt e a escolha de tratar a ficção científica sob uma perspectiva mais investigativa do que espetacular.

Filme sobre a crise da OpenAI perde estúdio por valor bem abaixo do esperado e enfrenta primeiros sinais de desgaste

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Antes mesmo de chegar aos cinemas, Artificial, filme inspirado na crise que levou à demissão e ao retorno de Sam Altman ao comando da OpenAI em 2023, já enfrenta turbulências nos bastidores. Segundo uma reportagem da Vulture, repercutida pelo World of Reel, a produção acabou trocando de distribuidora por um valor muito inferior ao esperado, alimentando dúvidas sobre a confiança do mercado no projeto.

De acordo com a publicação, os direitos de distribuição foram vendidos por pouco mais de US$ 20 milhões, embora o custo estimado do filme seja de aproximadamente US$ 50 milhões. A diferença chamou atenção em Hollywood e foi interpretada por fontes da indústria como um sinal de que o longa perdeu força durante as negociações.

Uma das pessoas ouvidas pela reportagem resumiu o cenário de forma direta: “Houve todo tipo de desastre”. Outra fonte rejeitou a ideia de que o tema envolvendo inteligência artificial tenha afastado investidores e atribuiu a negociação abaixo do esperado à recepção do próprio projeto. Segundo ela, “se o filme fosse uma obra-prima, teria havido uma disputa acirrada pelos direitos de exibição”.

O longa havia sido desenvolvido originalmente pela Amazon MGM Studios, mas acabou sendo deixado de lado justamente no período em que a empresa fechava um acordo bilionário com a OpenAI. Depois da saída do estúdio, a distribuidora Neon adquiriu os direitos para lançar o filme em 2026.

Dirigido por Luca Guadagnino, responsável por filmes como Rivais, Queer e Me Chame Pelo Seu Nome, Artificial recria um dos episódios mais comentados da indústria de tecnologia nos últimos anos: a demissão de Sam Altman do cargo de CEO da OpenAI, seguida por sua rápida recondução após uma forte reação de funcionários e investidores.

O papel de Altman fica com Andrew Garfield, que divide a cena com um elenco formado por Monica Barbaro como Mira Murati, Yura Borisov como Ilya Sutskever, Mark Rylance como Geoffrey Hinton e Ike Barinholtz interpretando Elon Musk. Também participam Jason Schwartzman, Zosia Mamet, Cooper Hoffman, Chris O’Dowd, Cooper Koch e Billie Lourd.

O roteiro foi escrito por Simon Rich, conhecido pelo trabalho em comédias e sátiras, enquanto a produção reúne nomes como David Heyman, produtor da franquia Harry Potter, e Jennifer Fox. As filmagens aconteceram entre julho e outubro de 2025, com locações em São Francisco e Turim, na Itália.

Christopher Nolan explica por que escolheu Tom Holland para viver Telêmaco em A Odisseia

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Faltando poucos meses para a estreia de A Odisseia, Christopher Nolan comentou pela primeira vez o trabalho de Tom Holland no filme e explicou por que o ator foi escolhido para interpretar Telêmaco, filho de Odisseu. A declaração foi publicada pelo Comic Basics e oferece uma pista importante sobre o papel que o personagem terá na adaptação do clássico de Homero.

Segundo Nolan, a história não acompanha apenas a longa viagem de Odisseu de volta para casa após a Guerra de Troia. O diretor considera que o amadurecimento de Telêmaco é um dos pilares da narrativa e afirmou que Holland compreendeu essa construção desde o início das filmagens.

Sem recorrer a elogios superficiais, Nolan destacou a forma como o ator prepara seus personagens. Para o cineasta, Holland combina talento com um método de trabalho cuidadoso, buscando compreender cada camada emocional antes de entrar em cena. O diretor também afirmou que essa abordagem foi determinante para construir um Telêmaco convincente, figura central na adaptação.

A escalação chamou atenção quando foi anunciada, já que muitos imaginavam que Holland interpretaria o próprio Odisseu. O protagonista, no entanto, ficou com Matt Damon, que volta a trabalhar com Nolan após Interestelar e Oppenheimer. Já Holland assume um personagem que, na obra original, passa boa parte da história tentando descobrir o paradeiro do pai e amadurecendo diante da responsabilidade de proteger o reino de Ítaca.

A produção reúne um dos elencos mais conhecidos da carreira de Nolan. Além de Matt Damon e Tom Holland, o filme conta com Anne Hathaway como Penélope, Zendaya no papel de Atena, Robert Pattinson como Antínoo, Charlize Theron como Circe, Jon Bernthal como Menelau, Jesse Plemons, Lupita Nyong’o, Ben Wang, Maya Hawke e outros nomes.

Anunciado no fim de 2024, A Odisseia adapta um dos textos mais influentes da literatura ocidental. A trama acompanha o retorno de Odisseu a Ítaca depois da Guerra de Troia, enfrentando criaturas como o Ciclope Polifemo, as Sereias e a feiticeira Circe antes de reencontrar Penélope.

As filmagens aconteceram entre fevereiro e agosto de 2025 em locações na Grécia, Itália, Marrocos, Escócia, Islândia e Saara Ocidental. Com orçamento estimado em US$ 250 milhões, o projeto é o mais caro da filmografia de Christopher Nolan e também o primeiro dirigido por ele a ser filmado inteiramente com câmeras IMAX de 70 mm.

Super Tela exibe neste sábado o suspense Os Esquecidos, com Julianne Moore em uma trama de mistério psicológico

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A Record TV leva ao ar neste sábado, 4 de julho, mais uma edição da Super Tela com Os Esquecidos, suspense lançado em 2004 e estrelado por Julianne Moore. Dirigido por Joseph Ruben, o filme parte de uma situação aparentemente simples para construir uma história que troca respostas por novas dúvidas até os minutos finais.

Julianne Moore interpreta Telly Paretta, uma mulher que ainda tenta reconstruir a vida depois de perder o filho de oito anos em um acidente aéreo. Durante o tratamento, ela passa a ouvir do próprio psiquiatra que o menino nunca existiu e que todas as lembranças seriam consequência de um trauma psicológico. A situação fica ainda mais perturbadora quando fotografias, vídeos e qualquer outro registro da criança desaparecem sem deixar vestígios. As informações da sinopse são do AdoroCinema.

Sem aceitar essa explicação, Telly inicia uma investigação por conta própria. No caminho, encontra Ash Correll (Dominic West), pai de outra criança que também teria morrido no mesmo acidente. Os dois compartilham lembranças semelhantes e passam a questionar se estão diante de um distúrbio coletivo ou de algo muito maior do que conseguem compreender.

O roteiro evita seguir o caminho tradicional dos thrillers psicológicos. A cada descoberta, a história amplia o mistério e muda a percepção do espectador sobre o que realmente está acontecendo. O suspense é construído muito mais pela sensação constante de incerteza do que por sustos ou cenas de violência.

O elenco reúne nomes conhecidos do cinema e da televisão. Além de Julianne Moore, vencedora do Oscar por Para Sempre Alice, o filme conta com Dominic West (The Wire), Gary Sinise (Forrest Gump e CSI: NY), Anthony Edwards (Plantão Médico), Alfre Woodard (Luke Cage) e Linus Roache (Law & Order).

Produzido com um orçamento de cerca de US$ 42 milhões, Os Esquecidos arrecadou mais de US$ 205 milhões nas bilheterias mundiais.

Supergirl abre com bilheteria baixa e levanta dúvidas sobre o momento dos filmes de super-heróis

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Imagem do filme "Supergirl". Foto: Reprodução/ DC Studios

Os primeiros números de Supergirl ficaram abaixo do que a Warner Bros. e a DC Studios esperavam. O filme arrecadou cerca de US$ 38 milhões nos Estados Unidos e Canadá e fechou o primeiro fim de semana com aproximadamente US$ 68 milhões no mercado internacional. Para um longa que inaugura uma nova fase da personagem nos cinemas, a estreia foi considerada discreta.

O tamanho do investimento ajuda a entender por que a bilheteria virou assunto. A produção custou cerca de US$ 170 milhões. Embora os estúdios não divulguem oficialmente quanto gastam em publicidade, analistas do mercado costumam considerar que campanhas globais de lançamento podem chegar a um valor semelhante ao do orçamento. Isso colocaria o custo total do projeto próximo de US$ 340 milhões. Como parte da receita das vendas de ingressos fica com os exibidores, um filme precisa arrecadar bem mais do que seu custo para começar a dar retorno financeiro.

A repercussão da estreia chegou rapidamente aos bastidores de Hollywood. Em reportagem publicada pelo The Hollywood Reporter, um executivo de estúdio fez uma avaliação que chamou atenção ao afirmar que os filmes de super-heróis deixaram de ser prioridade para a Geração Z e que o gênero conversa muito mais com quem cresceu acompanhando o auge da Marvel entre o fim dos anos 2000 e a década de 2010.

Essa análise ajuda a explicar parte da discussão, mas os resultados recentes mostram que o cenário é mais complexo. Nos últimos anos, filmes como The Flash, As Marvels, Shazam! Fúria dos Deuses, Madame Teia e Kraven, o Caçador também registraram arrecadações inferiores às projeções. Em comum, todos chegaram aos cinemas carregando marcas muito conhecidas, mas sem conseguir transformar esse reconhecimento em venda de ingressos.

No caso de Supergirl, existe um fator que diferencia o filme de outros lançamentos da DC. A personagem é popular entre os leitores de quadrinhos e ganhou novos fãs com a série de televisão exibida entre 2015 e 2021, mas sua presença no cinema sempre foi limitada. Seu único filme solo antes desta nova versão foi lançado em 1984 e acabou ficando marcado pelo baixo desempenho nas bilheterias.

O longa também chega em um momento de transição para a DC Studios. Depois do encerramento do antigo universo compartilhado, James Gunn e Peter Safran iniciaram uma nova cronologia para os personagens da editora. Isso significa que parte do público ainda está descobrindo como essas histórias se conectam e qual direção o estúdio pretende seguir nos próximos anos.

Outro ponto observado por analistas é a mudança de comportamento do público. Há dez ou quinze anos, um novo filme de super-herói costumava ser tratado como um grande acontecimento. Hoje, o espectador escolhe com mais cuidado o que vai assistir no cinema. A concorrência com o streaming, o aumento do preço dos ingressos e a grande quantidade de lançamentos fazem com que muitos esperem a estreia digital antes de decidir assistir.

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