Sculpted Light | Novo BL chinês promete tensão psicológica, romance sombrio e estreia eletrizante em dezembro

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O fim do ano vai ganhar um brilho especial para quem acompanha dramas BL asiáticos. Mantendo o ritmo de lançamentos que têm conquistado fãs no mundo inteiro, a China se prepara para apresentar “Sculpted Light”, produção recém-anunciada que chega agora em dezembro com a promessa de provocar, envolver e surpreender.

O projeto já nasce cercado de expectativa. Não apenas por trazer dois protagonistas carismáticos — Ruihao, como Lin Qiuyi, e Zijie, vivendo Xing Guangyao — mas também por apostar em um enredo que foge do convencional. Em vez de uma história leve ou romântica desde o início, “Sculpted Light” mergulha em territórios mais sombrios, onde a sedução é usada como estratégia e a vulnerabilidade pode ser apenas fachada.

Um encontro que parece simples, mas esconde um jogo complexo

Tudo começa com Lin Qiuyi, um jovem que se acostumou a observar, seduzir e manipular. Para ele, identificar uma “presa fácil” nunca foi um problema. Seu charme, combinado a uma confiança quase ensaiada, sempre o ajudou a assumir o papel de predador em suas relações — até que ele cruza o caminho de Xing Guangyao.

De primeira, Guangyao parece ser exatamente o tipo de pessoa que Lin Qiuyi escolheria: delicado, silencioso, gentil, aparentemente frágil. O tipo de perfil que desperta no protagonista uma sensação automática de controle. Só que essa impressão começa a ruir rápido demais. Pequenos detalhes, respostas calculadas, olhares que não combinam com o rosto suave: tudo aponta para alguém que está longe de ser dominado.

A partir desse encontro, o drama estabelece sua espinha dorsal: a colisão entre duas personas cuidadosamente construídas. Nada no comportamento de Guangyao é simples, e Lin Qiuyi percebe, aos poucos, que caiu numa teia que ele acreditava controlar.

Quando a presa revela os dentes

Um dos elementos mais fortes do dorama é a maneira como a série trabalha a inversão de papéis. Guangyao ocupa o lugar da doçura, mas esconde a inteligência afiada, a frieza emocional e a capacidade de virar um jogo sem levantar a voz.

Ele observa Lin Qiuyi com calma, quase com curiosidade. Não reage de forma imediata. Não se deixa impressionar. O mais interessante é que, mesmo quando o público acha que finalmente entendeu o que está acontecendo, um novo detalhe surge e embaralha tudo novamente.

Já Lin Qiuyi enfrenta um choque menos evidente, porém mais profundo: ele se vê desarmado diante de alguém que não apenas enxerga suas estratégias, mas também usa o próprio silêncio como arma. Isso cria uma tensão constante, que se espalha pelos diálogos, pelos gestos e até pelo ritmo das cenas.

Um BL que aposta no psicológico, não no óbvio

“Sculpted Light” não pretende ser um romance previsível. A paixão, se existir, nasce do confronto, da sutileza, das dúvidas e do jogo de poder que se forma entre os dois protagonistas. O que o público deve encontrar é um drama mais maduro, que se distancia do tom tradicionalmente delicado dos BLs chineses e flerta com elementos de suspense emocional.

O próprio título — “Luz Esculpida”, em tradução literal — sugere esse movimento: personagens que são talhados pelas próprias sombras, que revelam sua natureza aos poucos, quase como se estivessem sendo lapidados pela relação que constroem.

Elenco em ascensão e química que já chama atenção

Mesmo antes da estreia, Ruihao e Zijie já são assunto nas redes. Bastaram poucas imagens de divulgação para que fãs começassem a comentar a tensão presente nos olhares e a forma como os personagens mantém uma proximidade carregada de significados.

É essa química — adulta, contida, cheia de subtexto — que promete ser um dos grandes diferenciais da série. O BL chinês tem se destacado justamente por esse tipo de narrativa, que usa pequenos gestos para transmitir mais do que palavras diretas conseguiriam.

A expectativa é que “Sculpted Light” siga esse mesmo caminho, oferecendo cenas densas, diálogos cheios de camadas e uma relação que vai se transformando de forma calculada.

Globo exibe “Space Jam: Um Novo Legado” na Temperatura Máxima deste domingo (23), unindo nostalgia e tecnologia

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 23 de novembro, a Temperatura Máxima traz para a tela da Globo uma dose generosa de nostalgia, humor e fantasia com “Space Jam: Um Novo Legado”, filme estrelado por LeBron James ao lado da turma mais bagunceira dos desenhos animados: os Looney Tunes. É a escolha perfeita para quem quer uma tarde leve e divertida, cheia de cor, aventura e um toque de emoção.

A nova versão do clássico dos anos 1990 combina animação e live-action para contar uma história atual, cheia de referências ao mundo digital – uma atualização que conversa diretamente com o público de hoje, sem perder o charme de ver Pernalonga, Patolino e companhia aprontando em quadra mais uma vez.

Uma aventura que começa com um sequestro nada comum

A trama acompanha LeBron James vivendo uma versão fictícia de si mesmo. Ele enfrenta um problema tão inesperado quanto assustador: seu filho Dom é sequestrado por uma inteligência artificial que controla um universo virtual gigantesco. A criatura, chamada Al-G Rhythm, decide desafiar LeBron a um jogo de basquete decisivo… e completamente fora dos padrões. As informações são do AdoroCinema.

Para salvar Dom e voltar ao mundo real, LeBron não tem escolha: precisa aceitar o desafio e reunir um time improvável. É aí que entram os personagens mais amados do universo animado da Warner, trazendo suas trapalhadas e carisma para dentro de uma partida onde vale tudo — desde jogadas impossíveis até poderes digitais que ninguém explica direito (e nem precisa!).

Humor para todas as idades

“Um Novo Legado” consegue equilibrar o humor clássico dos Looney Tunes — aquele estilo caótico que dispensa lógica — com uma aventura moderna que fala sobre relação entre pais e filhos, expectativas, pressão e liberdade para sonhar.

Dom, o filho de LeBron, não quer seguir os passos do pai no esporte: ele sonha em criar videogames. Entre diálogos sensíveis, desafios gigantescos e muito barulho animado em quadra, o filme constrói uma história que conversa com adultos e crianças, cada um do seu jeito.

Elenco marcante e vozes conhecidas

Além de LeBron James, o filme conta com Don Cheadle, que diverte o público ao interpretar o vilão digital Al-G Rhythm. Sonequa Martin-Green e Cedric Joe completam o núcleo humano, enquanto o elenco de dubladores traz as vozes clássicas e queridas do público brasileiro, que dão vida a Pernalonga, Lola Bunny, Patolino e todos os outros companheiros que o público conhece desde a infância.

O filme ainda inclui participações especiais e referências a várias produções da Warner Bros., o que funciona como um presente para os fãs mais atentos.

Uma mistura explosiva: tecnologia, animação e emoção

Dirigido por Malcolm D. Lee, “Space Jam: Um Novo Legado” é, antes de tudo, uma celebração ao entretenimento. A mistura entre animação 2D, computação gráfica e cenas com atores funciona como uma ponte entre gerações: quem cresceu assistindo ao filme com Michael Jordan ganha uma nova leitura do clássico, enquanto a nova geração encontra uma aventura vibrante, atual e cheia de personalidade.

A produção abraça seu próprio exagero, com cenários grandiosos, personagens icônicos e uma estética que transforma a quadra de basquete em um campo de batalha digital. Tudo é feito para ser divertido, colorido e imprevisível — como a própria essência dos Looney Tunes.

Anime Drops of God é anunciado pela Pony Canyon e promete levar o mundo dos vinhos ao público em 2026

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Foto: Reprodução/ Internet

A Pony Canyon anunciou oficialmente que o universo de Drops of God, uma das histórias mais fascinantes já criadas sobre vinho, ganhará vida em uma adaptação em anime. A produção, feita pelo estúdio Satelight — o mesmo por trás de títulos populares como Fairy Tail — já começou a movimentar os fãs e promete chegar ao Japão em 2026. Não é exagero dizer que poucas obras uniram tão bem cultura, emoção e conhecimento como esta.

Uma história guiada por sentimentos e taças de vinho

Para quem ainda não conhece, a trama acompanha a inesperada jornada de Shizuku Kanzaki. Ele leva uma vida comum trabalhando na Taiyo Beer, até receber a notícia da morte de seu pai, Yutaka Kanzaki, um crítico de vinhos respeitado e temido no mundo inteiro.

Apesar do vínculo quebrado entre eles, o pai deixou algo que mudaria completamente seu destino: um testamento enigmático. Nele, Shizuku só receberia sua parte da herança caso fosse capaz de identificar treze vinhos descritos poeticamente — os “Doze Apóstolos” e o lendário “Gotas de Deus”, a joia suprema da coleção.

É um desafio injusto para alguém que nunca tocou uma taça de vinho, mas Shizuku logo descobre que sua sensibilidade natural e suas memórias de infância escondem muito mais potencial do que imaginava.

Um duelo movido pela busca de identidade

A missão fica ainda mais intensa quando Shizuku descobre que não está sozinho na disputa. Seu pai havia adotado, pouco antes de morrer, Issei Tomine — um crítico jovem, brilhante e já reconhecido internacionalmente.

Issei representa tudo que Shizuku não é: técnico, disciplinado, estudioso. Enquanto Issei enxerga o vinho pela lógica e pela estrutura, Shizuku o sente. Ele traduz sabores em imagens, emoções e lembranças. A rivalidade entre os dois é a espinha dorsal da narrativa: mais do que provar vinhos, os dois tentam decifrar quem foram e quem querem ser.

Esse encontro entre razão e sensibilidade faz de Drops of God uma obra única, quase um poema sobre o que aprendemos e carregamos das pessoas que amamos — mesmo quando o amor é complicado.

Duas décadas de história e impacto global

Desde sua estreia em 2004, na revista Weekly Morning, o mangá se tornou um fenômeno. Criado pelos irmãos Yuko e Shin Kibayashi — que assinam sob o pseudônimo Tadashi Agi — e ilustrado com elegância por Shu Okimoto, a série construiu um legado raro: mudou a forma como muitos enxergam o vinho e chegou a influenciar diretamente a venda de diversos rótulos mencionados na trama.

Mais do que um mangá: uma experiência sensorial

O impacto de Drops of God sempre esteve além das páginas impressas. Para muitos leitores, a série foi uma porta de entrada para o universo da enologia. Para sommeliers e críticos, tornou-se referência por unir precisão técnica e profundidade emocional. Mais do que ensinar sobre vinhos, a obra ensina a observar detalhes, a prestar atenção nas sensações e até a compreender melhor as pessoas.

Cada vinho apresentado na história é tratado como uma lembrança engarrafada: pode carregar tristeza, alegria, saudade, desejo ou descoberta. Essa leitura emocional é um dos maiores charmes da obra e um dos desafios para a adaptação em anime.

Aposta alta para o estúdio Satelight

Dirigido por Kenji Itoso em colaboração com YANCHESTER, o anime tem a missão de transformar descrições poéticas e sensações subjetivas em cenas visuais. Se o estúdio conseguir captar a mesma delicadeza do mangá, o resultado pode ser um dos projetos mais marcantes de 2026.

Disney divulga nova prévia de Percy Jackson e os Olimpianos focada em Percy; Segunda temporada estreia em dezembro

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Foto: Reprodução/ Internet

A Disney divulgou ontem, sexta-feira (21), uma nova prévia de Percy Jackson e os Olimpianos, reforçando a expectativa para a estreia da segunda temporada da série, marcada para 10 de dezembro no Disney+. O material foca exclusivamente em Percy Jackson, interpretado por Walker Scobell, e destaca momentos que evidenciam a evolução emocional e heroica do personagem.

A divulgação faz parte de uma estratégia mais ampla do estúdio, que, ao longo da semana, lançou vídeos individuais de outros personagens, incluindo Annabeth (Leah Sava Jeffries) e Grover (Aryan Simhadri). Agora, ao centrar a atenção em Percy, a campanha retoma o elemento mais essencial da saga: a jornada pessoal de um garoto que descobre ser um semideus enquanto tenta, ao mesmo tempo, continuar sendo apenas um adolescente tentando se encontrar no mundo.

Com a estreia cada vez mais perto, a nova prévia reforça a atmosfera de amadurecimento do protagonista, que encara desafios maiores, responsabilidades inevitáveis e um destino que o empurra constantemente à linha de frente. Desde o primeiro enquadramento até as cenas de ação mais intensas, o vídeo reafirma que a segunda temporada será marcada por conflitos internos tão importantes quanto as ameaças externas.

Um retorno que carrega peso emocional

Percy Jackson e os Olimpianos estreou originalmente em 19 de dezembro de 2023, adaptando fielmente O Ladrão de Raios, o primeiro livro da saga de Rick Riordan. A primeira temporada conquistou fãs e crítica por se manter próxima ao material original, oferecendo um olhar contemporâneo sem abandonar a essência que tornou os livros fenômenos mundiais.

A recepção positiva não foi apenas emocional: a série foi elogiada pela consistência visual, pelo ritmo narrativo e pelo elenco infantojuvenil que demonstrou maturidade e sensibilidade. Walker Scobell, em especial, chamou atenção pela forma como equilibrou vulnerabilidade e humor, dois pilares fundamentais do personagem Percy.

Esse impacto inicial foi reforçado pelo desempenho expressivo dos dois primeiros episódios, que somaram 13,3 milhões de visualizações nos primeiros seis dias de disponibilidade no Disney+ e Hulu, um número significativo que consolidou o interesse pela adaptação.

A temporada chegou a ser reconhecida pela crítica especializada e rendeu à produção 16 indicações ao Children’s & Family Emmy®, em dezembro de 2024, incluindo melhor série infantojuvenil. Para os fãs, esse reconhecimento foi a confirmação de que a franquia finalmente havia encontrado um formato digno de sua mitologia.

A nova fase da história

Com a renovação oficial anunciada em 7 de fevereiro de 2024, a segunda temporada adaptará o livro O Mar de Monstros, um dos capítulos mais importantes da jornada de Percy. A história aprofunda vínculos afetivos, amplia o universo da série e introduz personagens essenciais para o futuro da saga.

Entre eles, está Tyson, interpretado por Daniel Diemer, o ciclope que redefine completamente a forma como Percy enxerga família e pertencimento. A presença do personagem no material de divulgação já indica que sua relação com o protagonista será um eixo emocional da temporada.

Também se junta ao elenco Tamara Smart como Thalia, filha de Zeus, cuja chegada transforma a dinâmica interna do Acampamento Meio-Sangue e reabre discussões sobre destino, lealdade e poder, elementos centrais da mitologia construída por Riordan.

A temporada começa com o Acampamento Meio-Sangue sob ameaça. As barreiras que protegem o local enfraquecem, monstros se aproximam com mais frequência e uma sensação crescente de perigo paira sobre todos. Para restabelecer a segurança, Percy e Annabeth iniciam uma jornada em busca do Velocino de Ouro, artefato capaz de restaurar as proteções e (ao mesmo tempo) salvar a vida de Grover, que se encontra em uma situação de risco.

A nova prévia mostra breves instantes dessa missão, sem entregar detalhes cruciais, mas deixando evidente que o formato visual será ainda mais ambicioso que o da primeira temporada. Entre mares revoltos, ambientes míticos e batalhas coreografadas, a sensação é de que a série se prepara para entregar sua temporada mais ousada até agora.

Percy no centro da narrativa

Ao focar exclusivamente em Percy, o vídeo divulgado pela Disney deixa clara uma mudança de tom. Se no primeiro ano ele estava descobrindo o mundo e tentando sobreviver a ele, agora enfrenta o peso da responsabilidade. Percy já não é mais apenas o garoto que se surpreende com a própria herança divina, ele é alguém que começa a compreender o impacto de cada escolha que faz.

O teaser enfatiza essa transformação: vemos Percy em conflito com seus próprios medos, questionando sua identidade, reagindo de forma mais madura às provocações do destino. O olhar de Walker Scobell, mais firme e mais reflexivo, sugere uma interpretação que acompanha o crescimento natural do personagem sem perder a leveza que sempre o acompanhou.

Essa abordagem é coerente com o livro O Mar de Monstros, onde a narrativa se aprofunda emocionalmente. Na obra, Percy se vê diante de questões relacionadas à confiança, à amizade e à ideia de família — temas universais que, abordados em um contexto fantástico, ganham ainda mais impacto.

Ao que tudo indica, a série seguirá esse mesmo caminho: aventuras épicas convivendo com dilemas íntimos, monstros dividindo espaço com conflitos pessoais e um herói que cresce não apenas na força, mas na sensibilidade.

A aposta continua sendo a fidelidade

Um dos trunfos da série desde sua estreia é justamente sua fidelidade aos livros. A presença direta de Rick Riordan na produção garantiu que as decisões criativas respeitassem a estrutura narrativa e o espírito da saga. Nada disso parece ter mudado.

A nova prévia reforça essa sensação ao incluir elementos visuais e frases que os leitores imediatamente reconhecem. Ao mesmo tempo, a série encontra espaço para modernizar o universo sem transformá-lo em algo irreconhecível. A estética continua colorida, viva e mística, mas amadurecida, acompanhando o próprio crescimento dos personagens.

Novo pôster de O Morro dos Ventos Uivantes destaca Margot Robbie e Jacob Elordi em clima de tempestade

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A Warner Bros. divulgou nesta sexta, 21 de novembro, um novo pôster de O Morro dos Ventos Uivantes, e a imagem rapidamente tomou conta das redes sociais. Margot Robbie (Barbie, Eu Tonya, O Lobo de Wall Street, Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa) e Jacob Elordi (A Barraca do Beijo, Euphoria, Priscilla, Saltburn) aparecem lado a lado em meio a uma tempestade que se arma sobre o horizonte, criando uma atmosfera carregada de desejo, tormento e inevitável tragédia. A composição do pôster deixa claro que esta não será apenas mais uma adaptação do romance de Emily Brontë, mas sim uma releitura visualmente arrebatadora, profundamente emocional e marcada pela assinatura estética de Emerald Fennell.

O filme se passa nas vastas e selvagens paisagens de Yorkshire, onde duas famílias, os Earnshaw e os Linton, constroem uma teia de afetos, rivalidades e destruições silenciosas. A narrativa é guiada pela perspectiva de Mr. Lockwood, novo inquilino de Thrushcross Grange, interpretado aqui com forte presença dramática no papel que introduz o público à história. É através dos relatos de Nelly Dean que ele descobre a ligação visceral entre Heathcliff, um órfão acolhido pelo Sr. Earnshaw, e Catherine, a filha do patriarca. Esse laço, que começa como amizade profunda, se transforma em uma paixão abrasadora que marca para sempre ambos e todo o entorno.

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Ao longo das décadas, o romance ganhou inúmeras adaptações e interpretações. Heathcliff já foi vivido por Laurence Olivier (Hamlet, Rebecca), Timothy Dalton (Licença Para Matar), Ralph Fiennes (O Paciente Inglês, O Jardineiro Fiel) e Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria, Peaky Blinders). Apenas a versão de 2011 ousou escalar um ator negro, James Howson, para o papel, em uma leitura que ampliou debates sobre origem, identidade e colonialismo dentro do clássico literário. A longevidade de “O Morro dos Ventos Uivantes” confirma sua força como obra de impacto emocional e social.

Na nova adaptação, Emerald Fennell (Bela Vingança, Saltburn) assume o comando como diretora, roteirista e produtora. Conhecida por sua abordagem provocativa, visceral e esteticamente sofisticada, Fennell promete uma leitura ousada que intensifica o caráter gótico e psicológico da trama, aproximando o público das camadas mais sombrias e íntimas dos personagens. A diretora descreve o filme como um drama psicológico gótico com forte carga erótica, preservando a essência do romance de 1847, mas oferecendo uma perspectiva moderna sobre desejo, obsessão e destrutividade emocional.

Além dos protagonistas Margot e Jacob, o elenco também conta com Hong Chau (A Baleia, Downsizing, O Menu), Shazad Latif (Star Trek: Discovery, Profile, The Commuter), Alison Oliver (Conversas Entre Amigos, Saltburn), Martin Clunes (Doc Martin, Shakespeare in Love) e Ewan Mitchell (House of the Dragon, High Life, Oppenheimer).

As filmagens ocorreram no Reino Unido entre janeiro e abril de 2025. A equipe utilizou câmeras VistaVision de 35 mm, escolhidas pelo diretor de fotografia Linus Sandgren (La La Land, Primeiro Homem) para criar um visual com textura clássica, granulação elegante e sensação de atemporalidade. As cenas externas foram rodadas em locações icônicas de Yorkshire Dales, incluindo Arkengarthdale, Swaledale, a vila de Low Row e áreas preservadas do Parque Nacional. A força do vento, o céu mutável e a vastidão dos campos se tornaram elementos narrativos tão importantes quanto os próprios personagens.

O longa-metragem estreia no dia 11 de fevereiro de 2026 no Reino Unido e em 13 de fevereiro nos Estados Unidos. No Brasil, o filme chega aos cinemas em 12 de fevereiro de 2026. A expectativa é alta, tanto pela força do material original quanto pelo encontro de uma diretora reconhecida por sua ousadia com dois dos atores mais celebrados do cinema atual.

Wicked: Parte 2 surpreende antes mesmo da estreia e conquista um lugar entre os maiores sucessos de pré-bilheteria nos EUA

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Foto: Reprodução/ Internet

Antes mesmo de chegar oficialmente às telas, Wicked: Parte 2 já havia conquistado o público norte-americano. O filme arrecadou 30,8 milhões de dólares apenas em suas sessões de pré-estreia nos Estados Unidos. O número coloca o longa entre os dez maiores desempenhos desse tipo na história do cinema do país, um feito raro para produções do gênero musical. Mesmo antes do lançamento, a conclusão da saga já despontava como um fenômeno cultural. As informações são do Omelete.

Esse impacto imediato não surpreende quem acompanha o caminho que Wicked percorreu até aqui. A adaptação do amado musical da Broadway, estrelada por Ariana Grande e Cynthia Erivo, combina nostalgia, espetáculo visual, vozes poderosas e uma história que atravessa gerações. O que se vê agora é o resultado de uma expectativa construída ao longo de mais de uma década, sustentada por uma base de fãs apaixonada e por um investimento artístico ambicioso.

Um retorno aguardado à Terra de Oz

A jornada de “Wicked” até o cinema é quase tão cheia de curvas quanto a própria estrada de tijolos amarelos. A Universal Pictures anunciou o projeto em 2012 e, desde então, enfrentou mudanças criativas, ajustes de roteiro, indefinições no elenco e atrasos provocados pela pandemia. Somente em 2021 a produção finalmente ganhou forma definitiva.

A confirmação de Ariana Grande e Cynthia Erivo nos papéis de Glinda e Elphaba marcou um dos momentos mais celebrados dessa fase. As duas artistas carregam perfis distintos, públicos diferentes e uma força vocal reconhecida mundialmente. A repercussão imediata nas redes sociais mostrou que o público estava pronto para abraçar a nova versão da história.

Jon M. Chu, diretor conhecido por unir espetáculo visual e sensibilidade emocional, tomou a decisão de dividir o longa em duas partes. Seu objetivo era preservar as nuances da narrativa original e evitar cortes bruscos. O primeiro filme, lançado em 2024, conquistou crítica e público, criando a base perfeita para o desfecho agora entregue em Wicked: Parte 2.

Elenco afiado e atuações que dão vida ao espetáculo

Grande e Erivo retornam ainda mais conectadas às personagens. Glinda vive o auge da popularidade, mas carrega uma inquietação crescente sobre os rumos de Oz. Elphaba, por sua vez, se vê cada vez mais isolada e perseguida, lutando para manter seus princípios em um mundo que insiste em demonizá-la.

O elenco de apoio colabora para manter a força emocional e o brilho visual do filme. Jonathan Bailey aprofunda a complexidade de Fiyero, agora colocado diante de escolhas dolorosas. Michelle Yeoh entrega uma performance firme e intensa. Jeff Goldblum encarna um Mágico ao mesmo tempo sedutor e perigoso, preso entre charme e manipulação política.

Ethan Slater, Bowen Yang, Marissa Bode e Udo Kier ampliam a diversidade de tons e texturas do universo de Oz. Nesta segunda parte, Colman Domingo se junta ao elenco e adiciona uma presença dramática poderosa, elevando ainda mais as tensões da história.

Uma narrativa que mergulha no profundo

A segunda parte abandona a leveza predominante do primeiro filme e leva o público a temas mais densos. A história percorre caminhos de política, moralidade e preconceito, sempre equilibrando fantasia e crítica social. Elphaba, agora marcada como ameaça, luta para proteger os animais e aqueles que ainda acreditam em sua bondade. Glinda, em sentido oposto, vive aprisionada pela responsabilidade pública e pelo desejo de agradar um sistema que cobra perfeição.

Outros personagens atravessam seus próprios conflitos. Fiyero inicia uma busca pela verdade que desafia seu passado. O Leão Covarde e o Homem de Lata ganham contexto emocional, revelando origens que dialogam com a obra clássica de 1939. Nessa assume a liderança de Munchkinland, enquanto o Mágico intensifica seu domínio político.

Por que Wicked desperta tanta devoção

O desempenho extraordinário das pré-estreias tem explicação. O público do musical original é fiel e acompanha a obra há mais de vinte anos. Para muitos, ver essa história ganhar vida no cinema é um reencontro com memórias afetivas.

A presença de Ariana Grande e Cynthia Erivo reforça o impacto. São artistas em seus melhores momentos, com imenso alcance cultural e grande respeito entre críticos e fãs. A divisão em duas partes também teve papel fundamental. O primeiro filme terminou com perguntas importantes e deixou a expectativa pelo desfecho em alta.

A campanha da Universal Pictures foi intensa e bem alinhada ao comportamento digital do público moderno. Trailers, teasers, cenas exclusivas e bastidores foram divulgados de forma estratégica, alimentando a antecipação por meses.

O Agente Secreto já levou 750 mil espectadores aos cinemas e consolida seu impacto histórico no Brasil e no mundo

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Foto: Reprodução/ Internet

Poucos filmes brasileiros dos últimos anos conseguiram mobilizar público, crítica e debate cultural com a força que O Agente Secreto alcançou desde sua estreia. Lançado nos cinemas em 6 de novembro de 2025, o longa de Kleber Mendonça Filho não apenas se afirmou como um dos títulos mais importantes da temporada, como também rompeu a barreira simbólica dos 750 mil espectadores, um feito raro para um drama político nacional, especialmente em um cenário pós-pandemia onde o cinema brasileiro ainda busca se reerguer. Ao mesmo tempo, o filme coleciona prêmios mundo afora e se posiciona como um dos favoritos ao Oscar 2026, onde representará oficialmente o Brasil na disputa de Melhor Filme Internacional. Um encontro raro entre arte, relevância histórica e impacto popular.

Um fenômeno que une público e crítica

O que mais impressiona no percurso do longa não é apenas sua excelente bilheteria é o fato de que esse sucesso veio acompanhado de uma recepção crítica arrebatadora. O filme já soma mais de 25 prêmios ao redor do mundo, incluindo quatro conquistas no Festival de Cannes, onde arrebatou Melhor Diretor, Melhor Ator para Wagner Moura, o Prêmio FIPRESCI da competição oficial e o Prix des Cinémas d’Art et Essai.

Os elogios se multiplicaram após sua estreia mundial, em maio de 2025, quando o público francês aplaudiu de pé por mais de dez minutos a construção tensa, poética e profundamente humana que Mendonça Filho imprimiu ao retratar o Recife de 1977 sob a sombra da ditadura militar. Desde então, a produção entrou numa espiral de reconhecimento que poucos filmes brasileiros conseguiram alcançar recentemente e talvez o mais significativo seja perceber como a obra dialoga com públicos muito diferentes, de cinéfilos de festivais a espectadores comuns, atraídos tanto pelo suspense quanto pela carga emocional da narrativa.

A força de um cinema que olha para a própria história

Ambientado em pleno período de repressão política no Brasil, o filme acompanha Marcelo (Wagner Moura), professor universitário e especialista em tecnologia, que retorna ao Recife depois de anos vivendo em São Paulo e sendo perseguido por assassinos de aluguel, contratados possivelmente por um industrial influente ligado a uma patente que Marcelo desenvolveu em meio a sua pesquisa acadêmica.

O filme, porém, não se resume ao thriller político que sua premissa sugere. Mendonça Filho transforma a jornada de Marcelo em um mergulho íntimo em temas que marcam o cinema do diretor: vigilância, controle, memória e as feridas abertas de um país que ainda tenta compreender seu passado recente. A câmera, sempre inquieta e atenta às sombras e texturas da cidade, faz do Recife uma personagem essencial viva, oprimida, em permanente alerta.

Esse resgate histórico, no entanto, não se dá de forma didática ou ilustrativa. O diretor parte da ficção para alcançar zonas de sensibilidade e inquietação que ressoam profundamente na realidade. Em tempos em que a discussão sobre democracia e autoritarismo voltou a ganhar força no Brasil e em outras partes do mundo, o filme entrega uma reflexão poderosa, sem abrir mão da tensão narrativa que mantém o espectador preso à poltrona.

O reencontro entre um homem, sua cidade e seus fantasmas

Ao longo da história, Marcelo tenta retomar laços familiares e encontrar algum abrigo emocional em meio ao caos político. Seu filho pequeno vive com os avós maternos e o avô, projecionista do histórico Cinema São Luiz, representa um elo simbólico entre afeto, memória e resistência cultural. Cada visita, cada conversa e cada silêncio entre esses personagens carrega camadas de fragilidade e esperança.

É nesse espaço íntimo que Mendonça Filho mostra seu talento para filmar relações humanas com cuidado e profundidade. Wagner Moura, vencedor em Cannes por sua interpretação, entrega um Marcelo tenso, exausto, mas ainda guiado por uma vontade profunda de sobreviver, proteger quem ama e compreender o tamanho do labirinto político que o envolve. Sparse, observador, às vezes quase silencioso, Moura constrói um personagem que tenta manter a lucidez enquanto tudo ao seu redor desmorona.

Outro núcleo poderoso é a “casa segura” onde Marcelo se esconde por boa parte do longa: um espaço habitado por dissidentes, artistas, imigrantes e pessoas deslocadas por razões políticas entre elas, um casal de refugiados angolanos que encontra no Brasil uma nova luta. Sob a liderança de Dona Sebastiana, figura maternal e forte, o local funciona como porto, bunker e utopia. Um desses espaços raros onde sobreviventes constroem comunidade em meio ao terror.

A paranoia como linguagem cinematográfica

Se há algo que define a trama de O Agente Secreto, é a sensação permanente de que algo terrível está prestes a acontecer. Mendonça Filho trabalha com uma precisão minuciosa o universo da vigilância, microfones escondidos, olhares que atravessam janelas, carros que seguem silenciosamente pelas ruas, homens que observam sem ser vistos. O filme não representa a ditadura; ele faz o público senti-la na pele.

Ao mesmo tempo, o longa homenageia tradições cinematográficas importantes há ecos de thrillers políticos dos anos 70, do cinema noir clássico, das narrativas paranoicas de Alan J. Pakula, de filmes latino-americanos sobre resistências clandestinas. Mas a obra nunca deixa de ser profundamente brasileira, seja na música, na textura da cidade, no calor das ruas, na oralidade dos diálogos ou na forma como os personagens se relacionam.

Um elenco que sustenta o filme com verdade e intensidade

Além da performance monumental de Wagner Moura, o filme reúne um elenco que reforça a densidade emocional da narrativa. Maria Fernanda Cândido interpreta a ex-companheira de Marcelo com delicadeza e firmeza. Gabriel Leone surge como presença ambígua, imprevisível, quase sempre carregando o espectador para a beira do desconforto. Thomás Aquino, Alice Carvalho e Tânia Maria completam o conjunto com atuações precisas, orgânicas, cada uma contribuindo para o mosaico de inquietações e tensões.

Udo Kier, presença constante em obras de caráter autoral, entrega um antagonista inquietante, quase uma sombra que atravessa a narrativa com charme sinistro. Cada rosto no filme, mesmo os mais breves, parece carregar décadas de histórias, perdas e cicatrizes. É um elenco que não atua para o efeito; atua para a verdade.

A corrida ao Oscar 2026: uma chance real?

Indicado pela Academia Brasileira de Cinema para representar o país no Oscar, o longa-metragem chega à temporada com algo raro: momentum. O filme está presente nas principais listas de apostas internacionais e vem sendo mencionado por analistas de festivais e especialistas americanos como forte candidato entre os pré-indicados.

O impacto em Cannes, a recepção crítica explosiva e o desempenho robusto nas bilheterias formam um conjunto irresistível para campanhas de premiação. A Vitrine Filmes, distribuidora nacional, já confirmou que está trabalhando com parceiros internacionais para garantir que o filme esteja presente em exibições especiais nos Estados Unidos, debates, entrevistas e eventos voltados aos votantes da Academia.

E existe um elemento adicional que favorece o longa: a imagem de Kleber Mendonça Filho como um dos diretores mais respeitados da atual geração do cinema mundial. Sua trajetória em Cannes, sua relação sólida com a crítica internacional e sua habilidade de criar obras que são tanto esteticamente marcantes quanto politicamente relevantes tornam O Agente Secreto um candidato difícil de ser ignorado.

A Casa do Dragão é renovada para a 4ª temporada pela HBO, mesmo antes da estreia do terceiro ano

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Foto: Reprodução/ Internet

A chama dos Targaryen está longe de se apagar. Antes mesmo de o público assistir à terceira temporada, a HBO oficializou a renovação de A Casa do Dragão para o quarto ano, reafirmando a confiança no poder da franquia e no apetite dos fãs pela tragédia, grandeza e brutalidade que moldam a história da família mais famosa de Westeros. A confirmação chega como um sopro de alívio para quem acompanha a série desde sua estreia em 2022, quando se tornou um fenômeno instantâneo, quase igualando – para muitos até superando – o impacto inicial de Game of Thrones.

Quando chegam as novas temporadas?

A ansiedade, porém, deve vir acompanhada de paciência. A HBO já confirmou que a terceira temporada estreia no verão norte-americano de 2026, entre junho e agosto. Já o quarto ano, recém-anunciado, deve chegar somente em 2028, seguindo o ritmo de produção cuidadoso que caracteriza o universo de George R. R. Martin. É um intervalo longo, mas não surpreendente: a série depende de cronogramas complexos, locações em vários países e meses de efeitos visuais que exigem um acabamento impecável. Tudo isso contribui para a imersão que se tornou marca registrada da produção.

O caminho que trouxe a série até aqui

Criada por Ryan J. Condal em parceria com George R. R. Martin, a série foi desenvolvida a partir dos eventos narrados na segunda metade do livro Fogo & Sangue. A história mergulha nas tensões políticas e afetivas que culminam na guerra civil conhecida como A Dança dos Dragões, conflito protagonizado pelos meios-irmãos Rhaenyra Targaryen e Aegon II, que disputam ferozmente o Trono de Ferro. Desde sua estreia em agosto de 2022, a série conquistou não apenas gigantescos números de audiência — ultrapassando 10 milhões na primeira noite nos Estados Unidos — mas também uma recepção crítica surpreendentemente positiva, com muitas análises considerando-a tão forte quanto sua série-mãe, ou até mais consistente.

Produção grandiosa e locações icônicas

O impacto visual da série também não veio por acaso. As filmagens atravessam países e paisagens, dando vida a castelos, cidades e regiões épicas que parecem saltar das páginas para a tela. A primeira temporada passou por locais como Cornualha, Hertfordshire e Peak District no Reino Unido, além de Portugal e várias cidades espanholas, como Cáceres e Trujillo. Toda essa travessia permite que Westeros ganhe textura, profundidade e autenticidade — uma característica essencial quando se trata de uma saga de fantasia que carrega tanto peso cultural.

Quanto custa cada episódio?

Se há algo que a HBO não economiza, é na grandiosidade. A primeira temporada de A Casa do Dragão custou quase US$ 200 milhões, o que significa cerca de US$ 20 milhões por episódio — uma cifra que coloca a série no mesmo patamar de megaproduções cinematográficas. Para efeito de comparação, Game of Thrones começou custando US$ 6 milhões por episódio e atingiu US$ 15 milhões apenas na última temporada. Além disso, o orçamento de marketing ultrapassou US$ 100 milhões, reforçando o status da série como um dos projetos mais ambiciosos da televisão contemporânea. Esses investimentos se refletem diretamente na qualidade visual: dragões com textura quase palpável, cenários vastos e batalhas que parecem coreografadas quadro a quadro.

Audiência, expectativas e o desafio da continuidade

A segunda temporada, lançada em junho de 2024, trouxe de volta toda essa grandiosidade, mas também enfrentou o impacto de competir com um cenário televisivo mais fragmentado. Mesmo com uma estreia global de 7,8 milhões de espectadores — abaixo dos 10 milhões de 2022 — o desempenho ainda é considerado imenso para os padrões atuais. Mais importante: a série manteve o alto padrão de narrativa, aprofundando personagens, ampliando tensões e construindo o caminho irreversível rumo ao conflito que promete dominar as próximas temporadas.

Prêmios, indicações e reconhecimento

A qualidade não passou despercebida pela indústria. Em pouco tempo, A Casa do Dragão conquistou o Globo de Ouro de Melhor Série Dramática, e Emma D’Arcy recebeu indicação como Melhor Atriz, reforçando o prestígio da produção. A série também acumulou nove indicações ao Emmy e foi laureada em prêmios técnicos importantes, como o BAFTA Craft Awards. A crítica se mantém constante em um ponto: a série conseguiu o que parecia impossível — reerguer o entusiasmo por Westeros depois da recepção dividida do final de Game of Thrones.

Prime Video renova Tremembé para a 2ª temporada e promete novos conflitos dentro e fora da prisão

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Foto: Reprodução/ Internet

O Prime Video oficializou nesta sexta-feira (21) a renovação de Tremembé, série brasileira que se tornou um dos assuntos mais comentados desde sua estreia em outubro de 2025. A produção, que mistura drama, investigação e o impacto psicológico dos crimes reais, retorna com uma segunda temporada que promete ampliar seu escopo e explorar novos personagens que marcaram o noticiário nacional.

A decisão do streaming da Amazon reforça o interesse do público por narrativas que revisitam figuras que fizeram parte da memória criminal brasileira, ao mesmo tempo em que coloca em pauta o debate sobre os limites da ficção quando ela se baseia em histórias reais.

De acordo com o Omelete, a 2ª temporada abrirá espaço para novos detentos que chegaram ao presídio de Tremembé nos últimos anos, entre eles o ex-jogador de futebol Robinho e o empresário Thiago Brennand. A presença de ambos indica que a série acompanhará acontecimentos recentes, dando continuidade à proposta de refletir como o sistema penitenciário brasileiro recebe figuras de grande repercussão.

Mas a grande virada da próxima fase está nas histórias que se desenrolam fora dos muros da prisão. Suzane von Richthofen, interpretada por Marina Ruy Barbosa, deixa o presídio e passa a enfrentar os desafios da ressocialização, a reação do público e a difícil tarefa de reconstruir a vida carregando a marca de um crime que chocou o país. Elize Matsunaga também deve ter sua jornada aprofundada, agora tentando se adaptar ao regime aberto e enfrentar o peso de sua própria narrativa.

A série passa, assim, a transitar entre dois mundos: o confinamento de Tremembé e a liberdade controlada daqueles que carregam uma história que nunca deixa de acompanhá-los.

O universo de Tremembé e seus personagens

Desde seu lançamento, a série chamou atenção por oferecer uma perspectiva inédita sobre o cotidiano do presídio conhecido por abrigar nomes envolvidos em crimes que mobilizaram o país. A produção apresenta não apenas os fatos que tornaram cada detento famoso, mas também as relações, alianças, disputas e fragilidades que surgem quando a liberdade é substituída por uma rotina regida por regras rígidas e convivência forçada.

Com direção de Vera Egito, que também assina o roteiro ao lado de Ullisses Campbell, Juliana Rosenthal, Thays Berbe e Maria Isabel Iorio, a série trabalha com a delicada linha entre documento e ficção. Inspirada em livros-reportagem e autos processuais, ela constrói uma narrativa que busca compreender o que existe por trás das manchetes — um exercício que exige sensibilidade e firmeza.

O elenco reforça esse tom. Além de Marina Ruy Barbosa, nomes como Carol Garcia, Letícia Rodrigues, Bianca Comparato, Felipe Simas, Kelner Macêdo e Anselmo Vasconcelos compõem um conjunto de atuações que buscam complexidade e humanidade em personagens que, na vida real, foram tratados quase sempre como símbolos e não como pessoas.

A polêmica envolvendo Cristian Cravinhos

O impacto da série não ficou restrito ao campo da ficção. Logo após a estreia, Cristian Cravinhos, condenado pelo assassinato dos pais de Suzane von Richthofen, criticou publicamente a produção. Por meio das redes sociais, afirmou que diversos trechos apresentados na trama seriam inventados. “Muita mentira”, escreveu, reacendendo discussões sobre o que é liberdade artística e o que pode ser considerado desvio da realidade.

Na série, o personagem de Cristian — interpretado por Kelner Macêdo — ganha um arco emocional que inclui um relacionamento afetivo com outro preso, vivido por João Pedro Mariano. A inclusão desse elemento provocou debate imediato, especialmente entre aqueles que acompanharam o caso desde o início.

O jornalista e roteirista Ulisses Campbell, autor dos livros que inspiram a produção, respondeu divulgando documentos que, segundo ele, embasam a narrativa. Entre esses materiais estavam uma carta escrita por Cristian a um ex-companheiro de cela e registros que apontariam para relações semelhantes às retratadas na ficção. A troca de acusações expôs mais uma vez um questionamento recorrente no gênero true crime: até onde a arte pode ir ao dramatizar um crime real?

Ação judicial de Sandrão intensifica discussões

A série também se tornou alvo de uma ação judicial movida por Sandra Regina Ruiz Gomes, conhecida como Sandrão. Em novembro de 2025, ela entrou com um processo pedindo indenização de 3 milhões de reais, alegando uso indevido de imagem, danos morais e a presença de informações falsas sobre sua participação nos crimes pelos quais foi condenada.

Presente em um dos casos mais chocantes do início dos anos 2000, Sandrão afirma que a produção deturpou sua história. A ação foi registrada no Tribunal de Justiça de São Paulo e segue em análise. A Amazon informou que não comenta processos judiciais e ainda não apresentou defesa formal.

O episódio reforça a complexa teia de responsabilidades que envolve produções baseadas em crimes reais. Entre o interesse público, o direito à memória, a liberdade artística e a proteção da imagem, há um terreno jurídico e ético que se torna mais difícil de navegar a cada nova produção do gênero.

Por que Tremembé se tornou um fenômeno

O sucesso da série não se explica apenas pela notoriedade dos personagens retratados, mas por sua abordagem emocional e objetiva. A série investe na humanização de pessoas que o público, ao longo dos anos, aprendeu a enxergar somente como personagens de tragédias. Ao revelar fragilidades, ambiguidades e conflitos internos, a série amplia a discussão sobre como o sistema prisional funciona e quais cicatrizes ele deixa, tanto nos detentos quanto na sociedade.

Crítica – Bugonia é um delírio brutal sobre um mundo que transforma pessoas em funções

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Bugonia (2024), remake do cult coreano Save the Green Planet! (2003), alcança um equilíbrio raro entre terror psicológico, sátira social, humor corrosivo e drama profundamente humano. A premissa é aparentemente absurda: dois homens sequestram uma mulher por acreditarem que ela é uma alienígena disfarçada e pronta para destruir o planeta. Mas a força do filme não está no delírio conspiratório em si — e sim na forma como ele revela, camada por camada, os mecanismos de um sistema que reduz pessoas a funções, utilidades ou obstáculos. No limite, Bugonia expõe um mundo que não enlouquece apenas os indivíduos, mas também os molda, os sufoca e os descarta.

Sob o comando de Yorgos Lanthimos, tudo ganha textura de desconforto. O diretor escolhe o estranhamento como linguagem, apostando em enquadramentos que comprimem, luzes que intimidam e uma estética que vibra entre o grotesco e o cômico. Emma Stone entrega uma performance visceral, alternando vulnerabilidade, humor nervoso, pavor e uma fisicalidade quase animal. Há uma potência particular em observar a atriz navegar entre o terror e a ironia, revelando aos poucos a complexidade emocional por trás da personagem.

Jesse Plemons, por sua vez, oferece uma de suas interpretações mais intensas. Seu personagem é movido não apenas por teorias conspiratórias, mas por uma dor crua — decorrente do modo como foi triturado por um sistema que transforma vidas em índices, funções e mercadorias. O fanatismo que o domina nasce de uma fratura emocional que o filme nunca trata com simplismo: ele é simultaneamente vítima e agente de uma violência que ultrapassa o âmbito pessoal.

A principal força de Bugonia reside na crítica às engrenagens do capitalismo contemporâneo, com destaque para o poder descomunal das indústrias farmacêuticas. Elas moldam sintomas, discursos e percepções, transformando a saúde em produto e o sofrimento em estratégia de mercado. Lanthimos articula essa crítica com brutalidade estética: golpes, gritos, delírios, manipulação midiática, tudo embalado em um clima claustrofóbico que denuncia como a violência se infiltra nas microestruturas do cotidiano. Em um mundo onde vidas valem pelo que produzem, a crueldade é sistematizada, naturalizada e, muitas vezes, invisibilizada.

A simbologia das abelhas funciona como eixo metafórico poderoso. Pequenos organismos responsáveis por sustentar ecossistemas inteiros são submetidos à mesma lógica utilitarista que recai sobre seres humanos — valem enquanto servem. Lanthimos usa essa metáfora para ampliar sua crítica: o colapso não é repentino; ele é acumulado, silencioso, gradual. O desaparecimento das abelhas ecoa o desaparecimento de indivíduos engolidos por estruturas que não reconhecem singularidades.

Um final provocador e inquietante por outros motivos

Bugonia mantém seu impacto até os momentos finais, mas sua conclusão deixa espaço para leituras ambíguas — e, de certa forma, problemáticas. Assim como Batem à Porta (M. Night Shyamalan), o filme corre o risco de reforçar as mesmas lógicas que critica, ao sugerir que tudo pode ser reduzido a missões, propósitos ou narrativas utilitárias. O desfecho, embora provocador, suaviza o golpe que o filme vinha construindo e perde a oportunidade de apertar ainda mais o cerco sobre os sistemas que desumanizam.

Ainda assim, o conjunto permanece impressionante. Bugonia é um filme que fere, provoca, ri do absurdo e expõe o horror do funcionalismo extremo que estrutura nossas vidas. O terror que ele apresenta não é extraterrestre — é profundamente humano e, pior, profundamente cotidiano.

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