O Cinemaço deste domingo, 12 de julho, exibe Déjà Vu, suspense lançado em 2006 que reúne Denzel Washington e o diretor Tony Scott. O filme parte de um atentado devastador em Nova Orleans para construir uma história que mistura investigação policial e ficção científica sem perder o ritmo de um thriller de ação.
Na época do lançamento, a produção dividiu a crítica especializada, mas encontrou seu público nos cinemas. Com orçamento de US$ 75 milhões, arrecadou US$ 180,6 milhões em todo o mundo e se tornou um dos maiores sucessos comerciais da carreira de Tony Scott. Hoje, é lembrado como um dos trabalhos mais conhecidos da parceria entre o diretor e Denzel Washington.
Tudo começa quando uma explosão destrói uma balsa em Nova Orleans, deixando centenas de vítimas. O agente federal Doug Carlin, interpretado por Denzel Washington, é chamado para investigar o atentado e identificar o responsável antes que novos ataques aconteçam. As informações são do AdoroCinema.
Durante a investigação, Doug passa a integrar uma operação secreta do governo que utiliza uma tecnologia capaz de observar acontecimentos do passado. O equipamento, criado inicialmente para auxiliar nas investigações, revela um potencial muito maior do que qualquer integrante da equipe imaginava. Quando percebe que talvez exista uma forma de interferir nos fatos, o agente decide arriscar tudo para impedir que a tragédia aconteça.
Além de Denzel Washington, o elenco reúne Paula Patton, Val Kilmer, Bruce Greenwood, Jim Caviezel, Adam Goldberg, Matt Craven e Elden Henson. A direção é de Tony Scott, enquanto o roteiro foi escrito por Bill Marsilii e Terry Rossio, conhecido por trabalhos como a franquia Piratas do Caribe.
Por que o filme continua sendo lembrado?
Grande parte dos filmes sobre viagem no tempo concentra a narrativa nas explicações científicas. Déjà Vu segue outro caminho. O roteiro usa esse conceito como parte da investigação, transformando cada nova descoberta em uma peça importante da história, sem deixar a ação em segundo plano.
As perseguições, explosões e cenas de tensão carregam a marca registrada de Tony Scott, enquanto Denzel Washington conduz a trama com um protagonista que precisa tomar decisões cada vez mais arriscadas conforme a investigação avança.
Outro detalhe curioso envolve a produção. Parte das filmagens aconteceu em Nova Orleans pouco tempo depois da passagem do furacão Katrina. Muitas locações ainda apresentavam marcas da destruição causada pelo desastre, o que acabou dando um aspecto bastante realista a diversas sequências do filme.
A Morte do Demônio: Em Chamas iniciou sua passagem pelos cinemas com US$ 27 milhões arrecadados em todo o mundo. O resultado coloca o novo capítulo entre as principais estreias da semana, mas também evidencia uma diferença importante em relação ao desempenho de A Ascensão, lançado há três anos.
Nos Estados Unidos, o longa dirigido por Sébastien Vaniček somou US$ 13,7 milhões durante o primeiro fim de semana. Fora do mercado americano, a arrecadação chegou a US$ 13,3 milhões, fechando o período de estreia com US$ 27 milhões no circuito global.
Como os números se comparam ao filme anterior?
A comparação com A Morte do Demônio: A Ascensão acontece de forma quase automática. Em 2023, o quinto filme da série arrecadou US$ 24,5 milhões apenas nos cinemas americanos em seu fim de semana de estreia.
Isso significa que Em Chamas começou em um ritmo menor no principal mercado da franquia. Ainda assim, o resultado não define o desempenho final do longa. Produções de terror costumam permanecer várias semanas em cartaz quando encontram espaço entre os lançamentos seguintes, especialmente em períodos de férias, quando há maior circulação de público nas salas.
O que muda nesta nova história?
Em vez de repetir a estrutura de A Ascensão, o novo longa leva a trama para uma casa isolada, onde uma família se reúne após a morte de um de seus integrantes.
Alice, interpretada por Souheila Yacoub, tenta recomeçar a vida ao lado dos sogros. A situação muda completamente quando antigos estudos sobre o Necronomicon voltam a circular dentro da casa. Pouco depois, os Deadites passam a dominar os moradores, transformando o encontro familiar em uma sequência de ataques, perseguições e confrontos.
O roteiro concentra boa parte da tensão dentro da propriedade, explorando o isolamento dos personagens e reduzindo as possibilidades de fuga conforme a possessão se espalha.
Quem está no elenco?
Além de Souheila Yacoub, o filme conta com Hunter Doohan, Tandi Wright, Luciane Buchanan, Erroll Shand, Maude Davey, George Pullar, Victory Ndukwe e Keanu Karim.
A direção é de Sébastien Vaniček, que também assina o roteiro ao lado de Florent Bernard. A produção permanece nas mãos de Sam Raimi e Rob Tapert, responsáveis por acompanhar a franquia desde seus primeiros capítulos.
A franquia continuará nos cinemas?
Sim. O desempenho de Em Chamas não altera os planos já anunciados para a série.
O próximo filme será Evil Dead Wrath, previsto para estrear em 7 de abril de 2028. Diferentemente do longa atual, a produção voltará no tempo para mostrar acontecimentos anteriores ao clássico Uma Noite Alucinante, ampliando a cronologia criada por Sam Raimi.
Na noite de hoje, 12 de julho, a Globo apresenta Resgate Internacional no Domingo Maior. Lançado em 2023, o longa sul-coreano dirigido por Kim Seong-hoon combina ação, suspense e drama ao recriar um episódio inspirado no sequestro de um diplomata da Coreia do Sul ocorrido no Líbano durante a década de 1980.
A história se passa em 1987, quando o jovem diplomata Lee Min-jun (Ha Jung-woo) recebe uma missão que pode mudar sua carreira: viajar até Beirute para negociar o resgate de um funcionário do governo sul-coreano desaparecido havia meses. O plano parece simples no papel, mas a realidade é bem diferente. O país vive o auge da Guerra Civil Libanesa, e cada deslocamento pelas ruas representa um novo risco.
Logo após chegar ao Líbano, Min-jun cruza o caminho de Kim Pan-su (Ju Ji-hoon), um taxista sul-coreano que vive no país e conhece como poucos a cidade. O encontro acontece por acaso, mas a experiência de Pan-su acaba sendo decisiva para que a missão continue. Entre perseguições, confrontos armados e negociações delicadas, os dois precisam encontrar uma forma de atravessar uma Beirute marcada pelos conflitos.
O roteiro acompanha a tentativa de localizar Oh Jae-seok, um diplomata sequestrado enquanto cumpria uma missão oficial. Sem apoio militar e enfrentando limitações impostas pela situação política da época, Min-jun precisa confiar em informações desencontradas e na ajuda improvisada de Pan-su para chegar ao paradeiro do colega.
Ao longo da viagem, a relação entre os dois protagonistas deixa de ser apenas uma parceria circunstancial. Apesar das diferenças de personalidade, eles desenvolvem uma amizade construída em meio ao caos da guerra e à necessidade de sobreviver.
Inspirado em acontecimentos reais, o filme utiliza esse contexto histórico para mostrar os desafios enfrentados por diplomatas e civis durante um dos períodos mais violentos da história recente do Líbano.
Quem faz parte do elenco?
Ha Jung-woo interpreta o diplomata Lee Min-jun, enquanto Ju Ji-hoon vive o taxista Kim Pan-su, personagem que acompanha o protagonista durante praticamente toda a missão.
O elenco também conta com Kim Eung-soo, Park Hyuk-kwon, Kim Jong-soo, Lim Hyung-guk, Burn Gorman, Marcin Dorociński, Fehd Benchemsi, Anas El Baz e Nisrine Adam.
Vale a pena assistir?
Diferentemente de muitos filmes de ação que apostam apenas em grandes explosões e perseguições, Resgate Internacional dedica tempo para desenvolver a relação entre seus protagonistas e mostrar como a guerra afeta pessoas comuns.
A reconstrução de Beirute durante a Guerra Civil também chama atenção pelo cuidado com cenários e ambientação, ajudando a transmitir a tensão constante enfrentada pelos personagens.
Lançado em 2023, o longa arrecadou cerca de US$ 8,1 milhões nas bilheterias e ainda integrou a seleção do Festival Internacional de Cinema de Busan, um dos principais eventos dedicados ao cinema asiático.
Quem ligar na Globo neste domingo, 12 de julho, para acompanhar o Campeões de Bilheteria vai encontrar um dos filmes mais leves da antiga fase do Universo Estendido da DC. Lançado em 2019, Shazam! combina ação, fantasia e humor para contar a origem de um adolescente que, da noite para o dia, ganha poderes dignos de um dos heróis mais fortes dos quadrinhos.
Dirigido por David F. Sandberg, o longa acompanha Billy Batson (Asher Angel), um garoto de 14 anos que passou boa parte da vida procurando a mãe biológica enquanto vive em lares adotivos. Tudo muda quando ele é escolhido pelo antigo Mago Shazam para se tornar o novo campeão da humanidade. Basta dizer a palavra “Shazam” para se transformar em um adulto com habilidades sobre-humanas, interpretado por Zachary Levi.
No início, Billy encara seus novos poderes como qualquer adolescente faria: testando seus limites, gravando vídeos e tentando descobrir até onde consegue ir. A diversão, porém, dura pouco. O surgimento do cientista Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong), dominado pelos Sete Pecados Capitais, obriga o jovem a entender que ser um herói envolve muito mais responsabilidade do que força.
Um dos grandes acertos do filme é equilibrar o espetáculo típico dos filmes de super-heróis com uma história centrada em família. Billy encontra abrigo na casa dos Vasquez, onde cria uma forte amizade com Freddy Freeman (Jack Dylan Grazer), o irmão adotivo que se torna seu principal parceiro nas aventuras. A convivência com Mary, Darla, Eugene e Pedro também ajuda a construir um lado mais humano da narrativa.
Embora faça parte do antigo DC Extended Universe, Shazam! funciona muito bem de forma independente. Quem nunca assistiu aos outros filmes da franquia consegue acompanhar a história sem dificuldade, já que o roteiro apresenta o protagonista do zero e desenvolve sua trajetória sem depender de grandes conexões com outros personagens da DC.
O elenco ainda reúne Djimon Hounsou como o Mago Shazam, além de Grace Fulton, Adam Brody e outros atores que ajudam a expandir a dinâmica da família adotiva de Billy.
Na época do lançamento, o filme recebeu uma recepção bastante positiva por apostar em um tom mais descontraído do que outras produções da DC. O humor surge de forma natural, sem deixar de lado as cenas de ação e os momentos mais emocionais ligados ao amadurecimento do protagonista.
Quando alguém convida os vizinhos para jantar, a última coisa que se espera é terminar a noite discutindo casamento, desejos, frustrações e segredos guardados há anos. É justamente dessa situação cotidiana que nasce O Convite, comédia dirigida por Olivia Wilde que transforma um encontro entre casais em uma sucessão de conversas desconfortáveis, momentos engraçados e revelações capazes de mudar a vida de todos os envolvidos.
O longa é a versão em inglês de As Pessoas do Andar de Cima, filme espanhol lançado em 2020. Em vez de copiar o original cena por cena, a produção adapta a história para um novo elenco e um contexto diferente, mantendo a proposta de colocar quatro pessoas dentro de um apartamento e deixar que os diálogos conduzam praticamente toda a narrativa.
A história acompanha Joe (Seth Rogen), um músico que nunca conseguiu alcançar o sucesso que imaginava. Seu casamento com Angela (Olivia Wilde) atravessa um período delicado e as discussões fazem parte da rotina. A convivência piora ainda mais por causa dos vizinhos do andar de cima, responsáveis por noites barulhentas que tiram o sono do casal.
Sem avisar o marido, Angela decide convidar justamente esses vizinhos para jantar. A ideia era criar uma boa relação entre eles, mas o plano começa a desandar logo nos primeiros minutos. Joe não consegue esconder o incômodo que sente, enquanto Angela tenta fazer o possível para evitar novos constrangimentos.
Os convidados são Pína (Penélope Cruz) e Hawk (Edward Norton), que chegam ao apartamento aparentando ser apenas um casal descontraído. Pouco tempo depois, eles explicam a verdadeira razão dos barulhos que incomodam o prédio e fazem uma proposta inesperada aos anfitriões.
A partir desse momento, a noite toma um rumo completamente diferente do planejado.
Quem está no elenco?
Seth Rogen interpreta Joe, personagem que usa o sarcasmo para esconder a insatisfação com a própria vida. Olivia Wilde vive Angela, uma mulher que tenta manter o casamento funcionando mesmo percebendo que a relação já não é a mesma.
Penélope Cruz interpreta Pína, uma sexóloga segura de si que rapidamente percebe os conflitos do casal. Edward Norton completa o quarteto como Hawk, parceiro de Pína e peça importante nas conversas que conduzem toda a história.
Como praticamente toda a narrativa acontece em um único ambiente, o desempenho do elenco se torna o principal elemento do filme. Boa parte do humor nasce da interação entre os quatro personagens, sem depender de grandes cenas de ação ou mudanças constantes de cenário.
Quem dirige o filme?
A direção é de Olivia Wilde, que também participa do elenco. O roteiro foi escrito por Will McCormack e Rashida Jones, adaptando a obra criada pelo cineasta espanhol Cesc Gay.
A escolha por concentrar quase toda a trama em um apartamento faz com que a direção valorize as interpretações e os diálogos. Cada conversa revela um pouco mais das inseguranças, das frustrações e dos conflitos que os personagens carregam.
O filme é baseado em outra produção?
Sim. O Convite adapta As Pessoas do Andar de Cima, lançado na Espanha em 2020.
A história original conquistou reconhecimento justamente pela forma como utiliza uma situação simples para discutir relacionamentos, desejo, intimidade e comunicação entre casais. A versão americana preserva essa estrutura, mas faz mudanças no ritmo e na caracterização dos personagens.
Como foi a recepção?
Antes de chegar ao circuito comercial, O Convite foi exibido no Festival de Sundance de 2026, onde recebeu uma recepção positiva da crítica. Depois da estreia limitada em junho, o longa entrou em cartaz em mais salas dos Estados Unidos, distribuído pela A24.
Até o momento, a produção arrecadou cerca de US$ 8,7 milhões nas bilheterias mundiais.
Vale a pena conhecer o filme?
Quem procura uma comédia baseada em diálogos inteligentes e situações desconfortáveis provavelmente encontrará aqui uma proposta diferente das produções tradicionais do gênero. O filme não depende de grandes acontecimentos para prender a atenção. O interesse está nas conversas, nas reações dos personagens e na maneira como um simples jantar faz cada um deles confrontar escolhas que vinha evitando havia muito tempo.
A história de Ray e Manny chegou ao fim antes do esperado. A Apple TV+decidiu não produzir uma segunda temporada de Ladrões de Drogas, encerrando oficialmente a adaptação do livro de Dennis Tafoya.
A informação foi confirmada pelo produtor David W. Zucker em entrevista ao ScreenRant. Embora a plataforma ainda não tenha explicado publicamente os motivos da decisão, o cancelamento coloca um ponto final na série lançada em 2025, que reuniu Wagner Moura e Brian Tyree Henry como protagonistas.
Durante sua exibição, a produção chamou atenção por construir um thriller criminal sem recorrer às fórmulas tradicionais do gênero. Em vez de focar apenas em perseguições e confrontos, o roteiro dedicou boa parte do tempo às consequências das escolhas dos personagens e ao desgaste provocado pela vida no crime.
Como começa a história de Ladrões de Drogas?
A série acompanha Ray Driscoll (Brian Tyree Henry) e Manny Carvalho (Wagner Moura), amigos desde a infância que encontram uma maneira incomum de ganhar dinheiro. Os dois se passam por agentes da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos, para invadir pontos de tráfico e roubar drogas e dinheiro dos criminosos.
O esquema parece funcionar até que uma operação dá completamente errado.
Ao invadirem uma propriedade afastada da Filadélfia, eles descobrem que entraram, sem saber, em uma das maiores rotas clandestinas de narcóticos da costa leste americana. A partir daquele momento, deixam de ser apenas golpistas e passam a ocupar o centro de uma disputa envolvendo cartéis, agentes federais corruptos e organizações criminosas muito mais perigosas do que imaginavam.
A cada episódio, a situação foge ainda mais do controle, obrigando os dois protagonistas a lidar com perdas, traições e decisões que mudam completamente seus destinos.
O que diferencia a série de outros thrillers policiais?
Embora tenha muita ação, a trama concentra boa parte de sua força nos personagens.
Ray é um ex-dependente químico tentando manter a sobriedade enquanto convive com os erros do passado. Manny, interpretado por Wagner Moura, sonha em abandonar o mundo do crime e construir uma vida tranquila ao lado da noiva, mas percebe rapidamente que sair desse ciclo é muito mais difícil do que imaginava.
Essa relação de amizade sustenta a narrativa durante toda a temporada. Em vez de criar protagonistas infalíveis, a série acompanha pessoas que acumulam escolhas ruins e precisam conviver com as consequências delas.
Quem faz parte do elenco?
Além da dupla formada por Wagner Moura e Brian Tyree Henry, o elenco reúne nomes conhecidos do cinema e da televisão.
Marin Ireland interpreta Mina, uma agente veterana da DEA que sobrevive ao ataque que desencadeia toda a investigação. Amir Arison vive o supervisor Mark Nader, enquanto Kate Mulgrew aparece como Theresa Bowers, mãe adotiva de Ray.
Outro destaque é Ving Rhames, que interpreta Bart Driscoll, pai do protagonista e uma figura importante para compreender o passado da família.
A série foi criada por Peter Craig, roteirista de produções como The Batman e Top Gun: Maverick, levando para a televisão um estilo narrativo marcado por personagens moralmente complexos e conflitos que raramente oferecem soluções simples.
Por que a Apple TV+ decidiu cancelar a série?
Até agora, a plataforma não divulgou uma justificativa oficial para o cancelamento.
O produtor David W. Zucker apenas confirmou que Ladrões de Drogas não voltará para novos episódios. Também não há qualquer indicação de que outra empresa esteja interessada em dar continuidade ao projeto.
Nos últimos anos, serviços de streaming têm encerrado diversas produções logo após a primeira temporada, principalmente quando o desempenho de audiência não alcança as metas internas estabelecidas pelas plataformas. A Apple TV+ não costuma divulgar números oficiais de visualizações, o que torna difícil medir exatamente o desempenho da série.
Nos últimos anos, o terror vive uma fase invejável. Filmes como Sorria, Talk to Me e A Morte do Demônio: A Ascensão mostraram que ainda há espaço para ideias capazes de tirar o gênero da zona de conforto. À primeira vista, Obsessão não parece fazer parte desse grupo. A premissa de um desejo realizado da pior maneira possível já apareceu inúmeras vezes no cinema e, para completar, o protagonista toma uma sequência de decisões que parecem pedir para tudo dar errado. Ainda assim, o filme encontra um caminho próprio e surpreende justamente por fugir do óbvio.
Dirigido pelo estreante Curry Barker, o longa mostra uma segurança rara para alguém em seu primeiro trabalho. Ao lado dele, Inde Navarrette entrega uma atuação tão desconfortável quanto fascinante, elevando uma história que facilmente poderia ter sido apenas mais um terror sobrenatural. O resultado é um dos filmes mais interessantes que o gênero produziu nos últimos quinze anos.
A história acompanha Bear, um rapaz apaixonado pela melhor amiga, Nikki. O roteiro perde pouco tempo com apresentações e logo estabelece quem são aqueles personagens e como a relação entre eles funciona. Tudo acontece de maneira simples, sem precisar despejar informações no espectador.
A virada acontece quando Bear compra um salgueiro do desejo e pede que Nikki passe a amá-lo mais do que qualquer outra pessoa. O pedido funciona quase imediatamente, mas a sensação de estranheza aparece antes mesmo de qualquer explicação. Há algo profundamente errado naquele comportamento.
O mais curioso é que o filme brinca com elementos típicos de uma comédia romântica antes de revelar sua verdadeira natureza. As primeiras demonstrações de carinho de Nikki parecem até engraçadas, mas logo se tornam perturbadoras. Não porque ela esteja apaixonada, e sim porque deixou de existir como indivíduo.
O desejo de Bear não faz Nikki gostar dele. Ele simplesmente apaga sua personalidade. Ela perde vontades, opiniões e qualquer capacidade de escolha. Tudo o que resta é a necessidade absoluta de agradá-lo. A partir desse ponto, Obsessão abandona qualquer romantização e passa a discutir controle, abuso e consentimento de uma forma muito mais pesada do que sua premissa faz imaginar.
O aspecto mais incômodo é que Bear entende perfeitamente o que aconteceu. Em vez de tentar desfazer o erro, ele decide aproveitar a situação. O roteiro nunca procura aliviar suas atitudes nem transformá-lo em vítima das circunstâncias. Ele sabe que destruiu a vida da melhor amiga e continua seguindo em frente como se pudesse controlar as consequências.
Mesmo utilizando uma ideia conhecida, Curry Barker evita seguir os caminhos mais previsíveis. Sempre que a história parece caminhar para um susto fácil ou para alguma reviravolta batida, ela escolhe outra direção. Isso faz com que a tensão cresça de maneira constante até um desfecho que conversa muito bem com tudo o que foi construído desde os primeiros minutos.
Visualmente, o longa também faz escolhas inteligentes. A fotografia não tenta chamar atenção com cores exageradas ou enquadramentos extravagantes. Em vez disso, trabalha muito bem a iluminação para reforçar o estado emocional de Nikki.
Existe uma cena especialmente marcante quando ela chega à casa de Bear. O ambiente praticamente engole sua silhueta, deixando apenas seus olhos iluminados. A imagem diz muito mais do que qualquer diálogo poderia explicar. Aquela garota simplesmente deixou de existir.
Michael Johnston faz um bom trabalho como Bear, principalmente porque nunca tenta transformar o personagem em alguém digno de pena. Ainda assim, quem domina completamente o filme é Inde Navarrette.
A atriz impressiona pela facilidade com que altera pequenas expressões faciais para transmitir medo, vazio e submissão. Em alguns momentos, basta um olhar para causar mais desconforto do que qualquer cena de violência. Comparar a Nikki apresentada no início com a personagem vista na segunda metade do filme é quase como observar duas pessoas diferentes.
É difícil imaginar Obsessão funcionando da mesma maneira sem a atuação dela.
O mais curioso é que o filme praticamente dispensa sustos baratos. Também não depende de criaturas feitas em computação gráfica nem transforma o terceiro ato em uma sequência interminável de explosões ou monstros. O medo nasce da situação criada pelo roteiro e da sensação constante de impotência diante do que acontece com Nikki.
No fim das contas, o longa-metragem usa uma premissa que parecia desgastada para construir um dos terrores psicológicos mais desconfortáveis dos últimos anos. É um filme que confia muito mais na força da história e dos personagens do que em truques para assustar o público.
Inde Navarrette entrega uma atuação que merecia muito mais reconhecimento. Poucas vezes uma personagem transmite tanto sofrimento sem precisar dizer muita coisa.
E, depois de assistir ao filme, fica uma lição bastante simples: se algum dia eu encontrar um salgueiro capaz de realizar desejos, vou passar bem longe dele. Definitivamente, não pretendo cometer a mesma burrice que Bear.
Após o enorme sucesso de A Morte do Demônio: A Ascensão, impulsionado por uma ótima bilheteria e por uma recepção bastante positiva do público, uma continuação parecia inevitável. É nesse cenário que A Morte do Demônio: Em Chamas chega aos cinemas, apostando em uma escala não apenas maior, mas também mais sangrenta e angustiante. Há mais violência, mais gore e, surpreendentemente, menos roteiro. Como se a franquia tivesse decidido que o espectador não precisa de motivo, só de estômago forte.
Com roteiro e direção de Sébastien Vaniček, o filme acompanha uma família e coloca Alice, personagem interpretada por Souheila Yacoub, no centro da história. Logo nos primeiros minutos, fica estabelecido que o relacionamento entre Alice e Will não vive sua melhor fase. Mas calma, porque qualquer chance de desenvolver essa dinâmica é interrompida quando Will sofre um acidente de carro. Nada como uma entidade maligna para resolver uma crise de casal.
Os parentes de Will, por sua vez, formam um grupo completamente desestabilizado que despreza Alice sem qualquer sutileza. A situação familiar, já constrangedora o suficiente para um jantar de Natal, piora rapidamente. Antes que um deadite assuma o corpo do pai de Will, todos decidem se refugiar em uma casa isolada, no meio do nada, caindo aos pedaços. Porque, evidentemente, em filme de terror, bom senso não existe.
À medida que o pai vai ficando mais perturbador, a tensão cresce de forma eficiente, até desaguar em uma cena angustiante em que ele mata um cachorro a sangue-frio. A partir daí, a sanidade do roteiro vai junto com a do personagem.
A ideia de explorar conflitos familiares e inseguranças, com os deadites usando essas fragilidades contra as próprias vítimas, é boa no papel. O problema é que o roteiro empilha tantas inconsistências e conveniências que fica difícil fingir que não notou. Personagens fazem coisas simplesmente porque a trama precisa se mover, não porque fariam sentido enquanto seres humanos minimamente funcionais.
Depois de ver o próprio pai matar um cachorro na frente de todo mundo, a família resolve, com toda a cautela do mundo, levá-lo ao hospital. Resultado óbvio: mais uma tragédia. É o tipo de decisão que exige do público uma fé cega na burrice alheia.
O longa também flerta com a comédia e, por vezes, funciona. A grande questão é que boa parte do humor gira em torno de uma mesma frase de efeito repetida à exaustão, como se o roteiro tivesse encontrado uma piada e decidido nunca mais soltá-la. Engraçada na primeira vez, cansativa na quinta.
Se o roteiro decepciona, a direção de Vaniček compensa e sobra. Há sequências visualmente impressionantes, com destaque para um plano-sequência que acompanha Alice rastejando pelo chão enquanto uma luta caótica acontece ao fundo, sem um único corte. É coreografia de verdade, não só caos filmado com câmera tremida.
A fotografia aposta em tons acinzentados, evitando pretos absolutos, o que dá ao filme uma sujeira visual que combina com a casa decadente que serve de cenário. A câmera passeia por todos os cômodos, banheiro, escada, sótão e teto, até o público sentir que conhece aquele lugar de cor. Nada de cenário decorativo esquecido no canto.
A maquiagem, os efeitos práticos e as cenas de gore são de outro nível. Nesse quesito, A Morte do Demônio: Em Chamas entrega alguns dos momentos mais extremos e criativos da franquia, com mutilações e sangue em fartura suficiente para agradar quem veio para isso mesmo. Pelo menos até o terceiro ato decidir estragar a festa.
Porque aí está o maior problema do filme. Havia um ponto perfeito para encerrar a história, com impacto e economia. Só que alguém decidiu que aquilo não bastava, abraçou a computação gráfica e transformou o desfecho em uma farofa espetaculosa que passou longe do ponto. Tem gosto de final trocado de última hora, aquele que promete grandiosidade e entrega inchaço. Em vez de fechar com força, o filme escolhe se afogar em CGI.
Com personagens que tentam (e às vezes conseguem) ser interessantes, uma família disfuncional em tempo integral e sangue à vontade, A Morte do Demônio: Em Chamas funciona melhor quando você desliga o cérebro crítico e aceita as regras absurdas do jogo. É divertido, é uma boa pedida para quem gosta de horror sujo e visceral, com cenas agonizantes muito bem executadas tecnicamente. Só uma pena que o roteiro não tenha vindo com o mesmo capricho da direção, da maquiagem e dos efeitos práticos.
Ainda assim, o filme tem seus méritos e vai encontrar seu público. Particularmente, eu fugiria no exato instante em que meu pai matasse um cachorro na minha frente. Sem pensar duas vezes, sem parar para arrumar a mala. O que realmente me assusta é perceber que nenhum personagem cogita essa possibilidade óbvia. Então, talvez seja até justo que todos cheguem tão perto da morte. Ninguém aqui merece sobreviver por mérito próprio.
A Record exibe neste domingo, 12 de julho, no Cine Maior, o filme Cortina de Fogo 2, sequência do longa lançado em 1991 que marcou o cinema de ação ao retratar o trabalho dos bombeiros de Chicago. Produzido quase três décadas depois do original, o filme foi dirigido por Gonzalo López-Gallego e chegou ao público em 2019 por meio do mercado digital e de home video.
A história acompanha uma nova geração da família McCaffrey, mantendo a ligação com os personagens que fizeram parte do primeiro filme. William Baldwin e Donald Sutherland retornam aos papéis que interpretaram no clássico, agora ao lado de um novo protagonista.
O protagonista é Sean McCaffrey (Joe Anderson), investigador de incêndios criminosos e filho do lendário bombeiro Steven “Bull” McCaffrey, personagem vivido por Kurt Russell no filme de 1991. Trabalhando na divisão de investigação do Corpo de Bombeiros de Chicago, Sean prefere agir sozinho e costuma entrar em conflito com colegas que defendem uma atuação mais colaborativa.
A rotina muda quando ele é obrigado a trabalhar ao lado da investigadora Maggie Rening (Alisha Bailey). A dupla recebe a missão de descobrir a origem de um incêndio que matou cinco jovens durante a noite de Halloween.
As evidências apontam que o caso vai muito além de um simples incêndio criminoso. Conforme a investigação avança, Sean descobre uma organização criminosa que utiliza explosões e incêndios para encobrir uma operação ligada ao roubo de armamentos.
Sem alternativas, ele procura a ajuda de Ronald Bartel (Donald Sutherland), antigo incendiário preso há décadas, que conhece os métodos usados pelos criminosos e fornece pistas importantes para localizar os responsáveis.
Como a sequência se conecta ao filme original?
Embora apresente uma nova história, Cortina de Fogo 2 faz diversas referências ao longa lançado em 1991. Sean carrega o legado do pai, enquanto seu tio, Brian McCaffrey (William Baldwin), ocupa um cargo de liderança na divisão de investigação de incêndios de Chicago.
A produção também recupera Ronald Bartel, personagem que se tornou um dos nomes mais lembrados do primeiro filme. Sua participação ajuda a criar uma ligação direta entre as duas histórias e serve como ponto de partida para a investigação conduzida por Sean.
Quem está no elenco?
O elenco é liderado por Joe Anderson, intérprete de Sean McCaffrey. Ao seu lado estão Alisha Bailey como Maggie Rening, William Baldwin reprisando o papel de Brian McCaffrey e Donald Sutherland, novamente como Ronald Bartel.
Também participam do filme Alastair Mackenzie, Dominic Mafham, Jessamine-Bliss Bell, Aaron McCusker, Cyril Nri, Ross O’Hennessy e Paul Birchard.
Christopher Nolan decidiu falar novamente sobre as reações que cercam A Odisseia, seu próximo filme, e explicou por que prefere não dar importância às opiniões formadas antes do lançamento oficial. Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, o cineasta afirmou que comentários feitos por pessoas que ainda não assistiram à produção não representam uma avaliação real da obra.
Para Nolan, uma produção cinematográfica só pode ser analisada depois que o público tem contato com a história completa, a montagem final e todas as escolhas criativas envolvidas. Segundo ele, debates antecipados acabam sendo baseados apenas em expectativas, rumores e informações incompletas.
A declaração acontece em meio a uma grande movimentação nas redes sociais envolvendo o longa. Desde o anúncio do elenco, A Odisseia passou a ser discutida por diferentes motivos, como a escolha dos atores, a adaptação do poema de Homero e a forma como o diretor pretende transformar um dos maiores clássicos da literatura em uma produção de grande escala.
Mesmo com a intensa repercussão, Nolan afirma que esse tipo de conversa faz parte do processo de divulgação de qualquer filme conhecido pelo público antes mesmo de chegar aos cinemas.
“Essas conversas que acontecem antes de as pessoas verem o filme são sempre irrelevantes. Ninguém que as tenha sabe ainda o que o filme realmente é.”
O diretor explicou que prefere manter o foco no desenvolvimento da história e nas decisões tomadas durante a produção, deixando que a própria obra seja responsável por gerar as discussões quando estiver disponível para o público.
O que Batman ensinou a Nolan sobre lidar com críticas?
Durante a entrevista, Nolan relembrou uma fase importante de sua carreira: o período em que comandou a trilogia formada por Batman Begins, O Cavaleiro das Trevas e O Cavaleiro das Trevas Ressurge.
Segundo o cineasta, trabalhar com um personagem tão conhecido mundialmente mostrou que tentar acompanhar cada comentário ou responder a todas as opiniões externas pode prejudicar o processo criativo. Para ele, o principal compromisso de uma adaptação é entender o material original e encontrar uma maneira própria de apresentar aquela história.
“Passei dez anos da minha vida lidando com o Batman. Aprendi ao longo dessa trilogia que não podemos nos preocupar com nada disso. O que temos que fazer é honrar o texto original e interpretá-lo da melhor maneira possível.”
A experiência com o herói da DC Comics mudou a maneira como Nolan encara seus projetos seguintes. Desde então, o diretor evita entrar em debates sobre rumores ou julgamentos feitos antes das estreias, preferindo conversar sobre seus filmes quando o público já teve a oportunidade de assisti-los.
Por que A Odisseia se tornou um dos filmes mais comentados dos últimos anos?
O interesse em torno do novo trabalho de Christopher Nolan aumentou ainda mais após o sucesso de Oppenheimer, longa que conquistou sete prêmios Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção.
Agora, o cineasta escolheu adaptar A Odisseia, poema atribuído a Homero que atravessou milhares de anos e continua sendo uma das obras mais estudadas da literatura mundial. A narrativa acompanha Odisseu, rei de Ítaca, durante sua difícil tentativa de retornar para casa após a Guerra de Troia.
No caminho, o personagem enfrenta desafios envolvendo criaturas mitológicas, forças divinas e conflitos pessoais. Entre os episódios mais conhecidos estão o encontro com o ciclope Polifemo, a passagem pelas sereias, o período ao lado da feiticeira Circe e os anos em que permanece distante de Ítaca enquanto Penélope aguarda seu retorno.
Apesar de ter origem na Grécia Antiga, a história continua influenciando diferentes produções ao longo dos séculos. O texto de Homero já serviu como inspiração para filmes, séries, livros e diversas releituras que buscaram apresentar novos olhares sobre a trajetória de Odisseu.
Quem faz parte do elenco?
A produção reúne um dos maiores elencos já comandados por Christopher Nolan.
Matt Damon interpreta Odisseu, protagonista da história. Para o papel, o ator passou por mudanças físicas e adotou uma preparação específica para representar o personagem criado por Homero. Entre as alterações realizadas, esteve o crescimento da barba durante aproximadamente um ano, seguindo uma orientação do diretor para evitar uma caracterização excessivamente artificial.
Tom Holland interpreta Telêmaco, filho de Odisseu, que tenta descobrir o paradeiro do pai após anos de ausência.
Anne Hathaway assume o papel de Penélope, rainha de Ítaca que precisa lidar com a pressão dos pretendentes enquanto espera pelo retorno do marido.
O elenco também conta com Zendaya como Atena, Robert Pattinson como Antínoo, Charlize Theron, Lupita Nyong’o, Jon Bernthal, Benny Safdie, Mia Goth, Elliot Page, John Leguizamo, Samantha Morton, Himesh Patel, Bill Irwin e Travis Scott, que aparece como um bardo em uma participação ligada à tradição oral responsável pela preservação da obra de Homero.
Por que A Odisseia é considerada a maior produção da carreira de Christopher?
Além da escala do elenco, o filme representa um dos maiores investimentos da trajetória do diretor.
Com orçamento estimado em US$ 250 milhões, o longa-metragem se tornou o projeto mais caro já dirigido por Nolan. As filmagens aconteceram entre fevereiro e agosto de 2025 em diferentes regiões do mundo, passando por países como Grécia, Itália, Marrocos, Escócia e Islândia, além de outras localidades escolhidas para recriar os cenários presentes no poema original.
Outro ponto importante está na tecnologia utilizada durante as gravações. Pela primeira vez em sua carreira, Nolan registrou um longa inteiro utilizando câmeras IMAX de 70 mm. O formato já havia sido usado pelo diretor em sequências específicas de outros trabalhos, mas nunca em toda uma produção.
A escolha reforça uma característica presente em grande parte da filmografia do cineasta: o uso de grandes cenários, efeitos práticos e gravações em locais reais sempre que possível, reduzindo a dependência de recursos digitais.
Como adaptar uma história escrita há quase três mil anos?
Levar A Odisseia para o cinema representa um dos maiores desafios da carreira de qualquer diretor. O poema reúne aventura, fantasia, conflitos familiares, política e elementos religiosos, criando uma narrativa que atravessou diferentes períodos da história.
A principal dificuldade está em preservar a essência da obra original sem transformar o filme em uma simples reprodução do texto antigo. Nolan terá que equilibrar a grandiosidade da história de Homero com uma linguagem capaz de dialogar com o público atual.
A adaptação também marca uma mudança significativa na carreira do cineasta, conhecido por trabalhar principalmente com ficção científica, dramas históricos e narrativas de grande complexidade. Agora, Nolan se volta para uma das histórias mais antigas já registradas pela humanidade, tentando encontrar uma nova forma de apresentar a trajetória de Odisseu nas telas.